Você está na página 1de 180

CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

— C E MA B —

PROPOSTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA DO CEMAB


(1ª Versão 2009)

A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL DA JUVENTUDE DO CEMAB

Taguatinga – DF
2009

0
GDF – SEE – DRET
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

PROPOSTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA DO CEMAB:


A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL DA JUVENTUDE DO CEMAB

Taguatinga – DF
2009
SUMÁRIO

Apresentação da Proposta Político-pedagógica 5

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Dados da mantenedora 10
Dados da Instituição Educacional 10
Missão 11

2. QUEM SOMOS NÓS?


2.1. Breve histórico de nossa trajetória 11
2.2. Breve apresentação de nossa comunidade escolar 12
2.3. Breve sobrevôo sobre o nosso espaço físico 12
2.4. Organização administrativa 15
2.5. Recursos humanos 20
2.6. Recursos financeiros 20

3. PRINCÍPIOS NORTEADORES DE NOSSA PRÁTICA


3.1. Educação como direito de todos que deve ser assegurado ao
longo da vida 21
3.2. As bases legais para uma educação de qualidade para nossos
estudantes 22
3.3. A autonomia escolar como categoria geradora do projeto
político-pedagógico 24

4. POR QUE VOLTAMOS NOSSO FOCO PARA A CONSTRUÇÃO DA


IDENTIDADE SOCIAL DA JUVENTUDE?
4.1. Juventude: olhar atento no presente para a construção do futuro
brasileiro 25
5. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA E CURRICULAR DE NOSSA ESCOLA 31

6. OS DESAFIOS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA O BIÊNIO


2008/2009
6.1. Participação: elemento constitutivo do projeto político-
pedagógico 35
6.1.1. As instâncias colegiadas da escola alicerçadas em uma
concepção de construção coletiva 36
6.2. Princípios gerais que orientam a reformulação curricular do
Ensino Médio, visando à qualidade e ao sucesso escolar, e seu
sentido para os nossos jovens 41
6.3. Processos de avaliação da aprendizagem e sua execução 43
6.4. Melhoria de nosso espaço físico para um melhor atendimento
pedagógico 46

7. ALTERAÇÕES EM NOSSA PROPOSTA ENCAMINHADAS PARA


APRECIAÇÃO NA SUBIP/SUBEP – ESCOLA INTEGRAL 39
7.1. O que propomos para que nossa escola seja integral? 47
7.2. Por que propomos que nossa escola seja integral? 49
7.3. Qual a contrapartida da Secretaria de Estado de Educação do
Distrito Federal? 51

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 52
Anexos

Anexo 1 Grade curricular do CEMAB - turno diurno


Grade curricular do CEMAB - turno noturno
Proposta de nova grade curricular para o diurno – Escola Integral
Anexo 2 Questões geradoras das modificações no projeto político-
pedagógico da escola
Anexo 3 Avaliação coletiva realizada na 1ª Jornada Pedagógica Coletiva da
escola
Anexo 4 Novas atas de Pré-Conselho de Classe e de Conselhos de Classe
Anexo 5 Proposta preliminar do Projeto Interdisciplinar - “Diferenças: o
diferente é igual”
Anexo 6 O CEMAB inserido nas novas tecnologias educacionais: Página
Eletrônica e Moodle
Anexo 7 Nossa concepção e proposta de Gestão Compartilhada
Anexo 8 Sinopses dos Projetos desenvolvidos na Parte Diversificada
Anexo 9 Avaliação Institucional 2007
Anexo 10 Relatório de projeto político-pedagógico apresentado ao MEC:
Brasil Profissionalizado
Anexo 11 Questionário sociocultural
APRESENTAÇÃO

O projeto político-pedagógico de nossa escola representa um


desafio em busca de novos caminhos para o coletivo da escola. Nossa escola,
como instituição social compromissada com a educação da juventude e de
adultos, realiza uma ação intencional, sistemática, de acordo com princípios
filosóficos, epistemológicos e pedagógicos. Tais princípios são reafirmados
pela pertinência das reflexões propostas pelos segmentos que a compõem,
diante da necessidade de dar respostas aos novos desafios e às pressões
apresentados, de influência externa e interna.

Os desafios e as pressões externos são fatores de ordem social,


econômica, cultural, científica e tecnológica. Os internos estão relacionados
ao desenvolvimento do conhecimento no processo educativo. Neste sentido,
ao trilhar-se em direção à qualidade do processo educativo, destaca-se a
necessidade de reflexão sobre as relações mais amplas da escola com as
políticas públicas alicerçadas em uma visão estratégica empresarial; de outro,
torna-se indispensável compreender os processos de construção do projeto
político-pedagógico alicerçados em uma visão emancipadora.

Os projetos concebidos como instrumentos de políticas públicas


alicerçadas no discurso do planejamento estratégico empresarial
funcionaram e/ou funcionam como instrumentos de controle, por estar
atrelados a uma multiplicidade de mecanismos operacionais, de técnicas, de
manobras e estratégias que emanam de vários centros de decisões e de
diferentes atores. Para Veiga (2001, p.51),
“Trata-se de uma visão reducionista de escola, que valoriza apenas o
burocrático, o cartorial, o bancário, sem nenhuma reflexão mais substantiva a
respeito do ideal de sociedade e de homem que se pretende formar. Essa é
uma concepção que não pensa globalmente a escola a partir de baixo, numa
relação pedagógica, profissional e social de horizontalidade”.

5
Nessa perspectiva, a qualidade da educação se define pela
combinação de insumos escolares e de um modelo de gerência capaz de
utilizá-los eficientemente. Esta visão economicista aplicada à educação
coloca a eficiência como estratégia para diminuição dos custos sociais,
segundo a proposta neoliberal que já se delineava nos anos 80, com seus
pressupostos de descentralização e flexibilidade do sistema de ensino.

Na década de 1990, a descentralização e o seu correlato de


autonomia da gestão escolar são reiteradamente invocados para reduzir a
responsabilidade do Estado quanto ao desempenho do sistema. Sendo assim,
a qualidade do ensino será garantida pelo próprio esforço escolar, medida
pela competitividade entre os estabelecimentos de ensino.

Em consequência, ainda na década de 1990, várias estratégias


de reformas educacionais serão criadas com o intuito de universalizar o
atendimento à educação e erradicar o analfabetismo. Ao lado dessas
exigências, procurava-se combinar medidas de racionalidade técnica para a
gestão dos recursos públicos aplicados à área. A combinação desses fatores
resultou em uma maior expansão do ensino público, porém, com o
achatamento dos custos empregados, colocando em risco a tão propagada
qualidade. Estas questões chegaram às escolas, levando-as a se voltarem
para a construção de seus projetos político-pedagógicos nos moldes
participativos, buscando alcançar esses objetivos por meio de um currículo
cientificamente organizado e capaz de conduzir o educando a uma mudança
de atitude pelo domínio de conhecimentos e habilidades compatíveis
(Oliveira, 2001).

Tal concepção reducionista da escola desrespeita seus atores,


ferindo os princípios norteadores de escola pública e gratuita que estrutura
suas ações intencionalmente. Esta concepção fere ainda, os princípios citados
na Lei 9.394/1996 que assegura igualdade de acesso e permanência na

6
escola, qualidade de ensino, gestão democrática, autonomia e liberdade,
expressos em seus artigos 14 (incisos I e II), 15 e 26, além do inciso VI do
artigo 206 da Constituição Federal.

Sendo assim, atualmente, quase duas décadas depois, a


avaliação feita pelo próprio MEC é de que os resultados obtidos são
insuficientes e que ainda restam muitos objetivos a serem perseguidos e
alcançados pelo país. Daí, diante de uma realidade cruel, na qual não só a
ascensão social não está ao alcance de todos, como nem todos terão direito
à empregabilidade — embora todos precisem estar socialmente integrados e
assim garantir a sua sobrevivência —, percebe-se que a gestão democrática
e a implantação dos projetos referentes à organização do trabalho
pedagógico na escola de forma geral têm sua organização perpassada por
relações entre conhecimento, poder e governabilidade.

Nesse contexto de discussões são colocadas em questão as


relações de poder que organizam e instituem as nossas propostas de gestão
democrática e de práticas pedagógicas, desvelando os discursos
considerados verdadeiros que alimentaram essas proposições na construção
de sujeitos autônomos e de sociedades livres. Questionam-se, ainda, aqui,
as propostas alternativas de projetos que negam e mascaram o
conhecimento e a exclusão social de significativas parcelas da população.

A escola pública se apresenta, neste sentido, como um universo


contraditório. Sua prática, seu ritual e sua rotina têm demonstrado seu
significado e sua importância como instituição formal ao incorporar crenças,
valores, símbolos, modos de agir e pensar fundamentados em um tipo de
relação social, o qual muitas vezes não é detectado por nós que a
construímos cotidianamente. Deste modo, a função socializadora da escola
ultrapassa a função explícita de socialização dos componentes acadêmicos.
Assim, o processo de ensino supera a simples dimensão da transmissão-

7
assimilação, pois, além de permitir a leitura crítica da realidade, possibilita
desencadear um processo de transformação da própria realidade ao
considerar a práxis humana transformadora e constituída de novos
conhecimentos.

A Lei Distrital n. 4.036/2007, que assegura a Gestão


Compartilhada na rede pública de ensino do DF, observando este movimento,
pode ser concebida como elemento gerador de novas ações, como a luta pela
conquista de espaços coletivos de trabalho, dentro da lógica de relações
sociais hegemônicas excludentes, com o objetivo de propor uma nova cultura,
ao solucionar ou reduzir os problemas vividos cotidianamente na escola, e de
interromper e desestabilizar os processos de divisões, exclusões e
separações forjadas pela identidade hegemônica.

De acordo com essas reflexões, é ressaltado o empenho coletivo


do Centro de Ensino Médio Ave Branca em construir cotidianamente um
caminho de melhoria da qualidade de ensino. No entanto, diante do desafio
de vivenciar-se uma gestão efetivamente compartilhada, mais que nunca,
são necessários os apoios da GRET 1 , da EAPE 2 , da SEE 3 e do MEC 4 , ao
percorrermos nosso caminho com muita colaboração, muitos estudos e
avaliações constantes de nossas práticas na certeza de que alcançaremos o
sucesso escolar; mais ainda, de que conseguiremos perpetuar a história de
nossa escola, protagonizada por estudantes, professores, assistentes,
orientadores, direção e membros da comunidade — sujeitos originais, no
sentido de romper com a padronização; adolescentes, jovens e adultos que
tentam escapar do “pré-determinado”; pessoas que se constroem como
sujeitos mutuamente, que insistem e acreditam na possibilidade de produzir

1
GRET é a sigla como é conhecida a Gerência Regional de Ensino de Taguatinga.
2
A sigla EAPE refere-se à Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação.
3
SEE é a sigla como é conhecida a Secretaria de Estado de Educação.
4
MEC é a sigla como é conhecido o Ministério da Educação e Cultura.

8
uma cultura de trabalho coletivo por meio de uma gestão compartilhada e
pela autoria de um projeto político-pedagógico.

Assim, as propostas apresentadas neste documento são


resultantes de reflexões ocorridas e amadurecidas nas coordenações
pedagógicas da escola, nas reuniões com pais/responsáveis e estudantes e,
principalmente, resultado das avaliações do trabalho pedagógico, da
avaliação institucional realizada em 2007 e, ainda, do questionário
sociocultural aplicado em setembro de 2008 aos estudantes. Neste
documento final foram contemplados os objetivos, as metas e as estratégias
a serem perseguidas em nosso projeto de gestão compartilhada.

9
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Dados da mantenedora

Mantenedora: Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal


CNPJ: 00394676-0001
Endereço: Praça do Buriti, edifício Anexo do Palácio do Buriti,
9o andar, Brasília – DF, CEP: 70075-400
Fone: 3901-3176, FAX: 3901-3171
Endereço eletrônico: http://www.se.df.gov.br/
Correio eletrônico: sedf@se.df.gov.br
Secretário de Educação: José Luis Valente

Dados da Instituição Educacional

IE: Centro de Ensino Médio Ave Branca


Diretoria Regional de Taguatinga
Endereço: QSA 03/05, Área Especial, Taguatinga – DF, CEP: 72015-050
Fone: 3901-6675, FAX: 3034-6904
Endereço eletrônico: http://www.cemab.com.br/
Correio eletrônico: cemab.dretag@se.df.gov.br

Outras informações:

Instituição fundada em 14 de março de 1961 está localizada


próximo ao centro de Taguatinga e em local de fácil acesso por linhas de
ônibus para as cidades vizinhas e para o entorno do DF.

Horários de atendimento:

10
Matutino: 04 (quatro) turmas de 1ª série, 08 (oito) turmas de 2ª
série, 16 (dezesseis) turmas de 3ª série e 01 (uma)
turma de Correção de Fluxo (FRM);
Vespertino: 17 (dezessete) turmas de 1ª série, 09 (nove) turmas
de 2ª série, 02 (duas) turmas de 3ª série e 01 (uma)
turma de Correção de Fluxo (FRM);
Noturno: 03 (três) turmas de 1ª série, 04 (quatro) turmas de 2ª
série e 05 (cinco) turmas de 3ª série.

Missão

O CEMAB tem por missão, designada pela sua comunidade


escolar, construir coletivamente uma educação que transforme para melhor
a sociedade, o mundo, o planeta; uma educação para a justiça, para a paz, e
para a harmonia com o meio ambiente.

2. QUEM SOMOS NÓS?

2.1. Breve histórico de nossa trajetória.

O Centro de Ensino Médio Ave Branca, o CEMAB, situa-se na QSA


03/05 Área Especial, na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal. Trata-se
de uma das escolas mais tradicionais do DF, não somente pelo tempo de
existência — quarenta e sete anos —, mas também pelo papel histórico de
luta por uma escola pública de qualidade que, desde então, desempenha no
cenário educacional de nossa capital. O CEMAB sempre norteou suas ações
educativas de forma desafiadora e exigente, quando considerados o mundo e
a sociedade em que vivemos, formando cidadãos comprometidos com a
construção de uma sociedade melhor. Não é raro recebermos estudantes

11
nossos egressos que fazem questão de visitar-nos para demonstrar o apreço
por esta instituição. Muitos são advogados, políticos, médicos, juristas;
outros, inclusive, foram incorporados ao quadro de profissionais da escola,
após formação superior. E foi exatamente esse apreço da comunidade de
Taguatinga pela escola que fez com que a escolha do símbolo para a
bandeira da cidade (em 1994) fosse uma ave branca. Taguatinga é uma
palavra tupi-guarani que significa "barro-branco", embora a população
equivocadamente a traduza por "ave branca".

Nossa escola foi fundada em 14 de março de 1961, com a


denominação Ginásio de Taguatinga, que funcionava, provisoriamente, com
o curso ginasial diurno. Em 1963, a instituição passou a ser denominada
extra-oficialmente de Colégio de Taguatinga, e somente em 14 de janeiro de
1966 passou a denominar-se Centro de Ensino Médio Ave Branca. Em 1971,
a escola vivencia uma nova fase, com o início do curso de formação de
professores (Curso Normal), sendo integrada ao espaço físico do CEMAB a
sua escola de aplicação.

Em 1976, com a transferência do curso normal para o CTS


(Colégio de Taguatinga Sul), a escola de aplicação é deslocada para este e a
nossa escola teve então a sua denominação alterada para Centro
Educacional Ave Branca (CEAB). Em 2000, no entanto, a escola volta a se
denominar Centro de Ensino Médio Ave Branca.

2.2. Breve apresentação de nossa comunidade escolar

Atualmente, esta instituição de ensino, que muitos serviços


prestou à comunidade desta cidade, continua a sua luta de forma intensa
pelos interesses da comunidade escolar, que, consciente de seu papel
perante a sociedade, questiona e luta pelos seus ideais, busca por

12
reinvenções e inovações de conceitos educacionais, sociais e políticos dentro
de uma sociedade transformadora.

O CEMAB atende, na atualidade, aproximadamente a três mil e


cem (3.100) estudantes no ensino médio regular, em três turnos. De acordo
com a pesquisa realizada no ano de 2008 pelo Serviço de Orientação
Educacional (SOE) de nossa escola, a maioria de nossos estudantes,
principalmente do diurno, são oriundos de outras cidades próximas, como
Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas e até do
entorno do Distrito Federal.

Em setembro de 2008, realizamos também o nosso primeiro


questionário sociocultural (vide anexo 11). Por meio dele constatamos que a
maioria de nossos estudantes é de Samambaia, Recanto das Emas e Riacho
Fundo I e II. São estudantes, pessoas simples, singulares, que não medem
esforços para estarem na escola, apesar de sua distância significativa.
Apenas uma pequena minoria de nossos estudantes reside nas imediações
da escola, aqui, em Taguatinga. Ainda de acordo com o questionário, eles
procuram a nossa escola por acreditarem que esta é uma boa escola pública;
outros, vindos das cidades próximas, além de uma escola de qualidade,
buscam uma escola mais segura, com menos violência.

Para os estudantes do turno noturno, é ainda acrescentado o fato


de estudarem próximo ao seu local de emprego (formal, informal ou
doméstico) no ensino regular. Este fato é importante, pois, a faixa etária
média dos estudantes do noturno é de 26 anos de idade, são trabalhadores e
alegam não terem mais pressa de concluir o ensino médio. Alguns, aliás,
dependem de matrícula no ensino médio regular para continuarem
empregados ou para estagiar, por exigência do empregador/agenciador. A
prioridade para eles é o “estudar devagar”, ou seja, eles se preocupam mais

13
com o aprendizado e a chance de prosseguirem os estudos e terem uma
melhoria no emprego. A mera certificação do Ensino Médio não lhes interessa.

Assim, somos setenta turmas de estudantes, aproximadamente


duzentos profissionais da educação (entre professores, assistentes,
orientadores etc.) e uma direção composta por seis membros eleitos pelos
segmentos da escola com a missão de construir com estes uma gestão
efetivamente compartilhada, portanto, democrática.

2.3. Breve sobrevôo pelo nosso espaço físico

Temos uma localização privilegiada no centro de nossa cidade,


além de um espaço físico excelente, carecendo apenas de algumas pequenas
reformas, com a seguinte estrutura administrativa:
− trinta salas de aula;
− cinco laboratórios (Física, Química, Biologia, Informática e
Geometria);
− uma sala de projetor multimídia;
− duas salas de vídeo, equipadas também com aparelhos de
DVD;
− uma sala de recursos visuais;
− uma sala de reprografia;
− três salas de coordenação;
− uma sala de orientação escolar;
− duas salas de artes;
− uma sala de musculação;
− um auditório;
− uma biblioteca;
− uma sala de múltiplas funções;
− uma videoteca;

14
− três quadras de esportes;
− uma sala de professores;
− uma sala de recepção da secretaria;
− uma sala da APAM (Associação de Pais, Alunos e Mestres);
− duas guaritas;
− uma sala de apoio (escola inclusiva);
− setores nos quais funcionam a administração e as supervisões
pedagógica, administrativa e disciplinar da escola.

2.4. Organização administrativa

A Direção é o órgão representado pela Diretoria e a Vice-


diretoria, cujas atribuições principais são cumprir e fazer cumprir as leis de
ensino vigentes e assegurar a construção e a execução coletiva do projeto
político-pedagógico e da gestão da escola. Nesse sentido, a Direção Escolar e
a Supervisão Pedagógica têm papel decisivo na facilitação da integração das
pessoas nos momentos concretos de planejamento.

É importante destacar que o princípio da gestão democrática do


ensino só se concretiza quando a prática se realiza com o envolvimento de
todos, respeitando-se as funções específicas de cada profissional.

A Secretaria é o órgão diretamente subordinado a Direção que


tem por função planejar e executar as atividades de escrituração escolar,
principalmente as concernentes à vida escolar do estudante. Além desta
atribuição, a Secretaria Escolar assegura, neste âmbito, o atendimento e o
esclarecimento aos estudantes em matérias da área administrativa-
pedagógica, tais como os boletins, avaliações, transição de ano escolar e
justificação de faltas, entre outras.

15
Por ser a recepção da escola, a Secretaria assegura, em geral e
em primeira instância, o atendimento e o esclarecimento dos estudantes
sobre todos os assuntos de caráter administrativo e escolar que lhes digam
respeito, ou promove o seu encaminhamento para outros serviços quando a
natureza das questões postas, por estar fora do seu âmbito de competências,
assim o determine. Ela organiza e mantém os processos individuais dos
estudantes.

A Supervisão Administrativa é o setor responsável pela


escrituração e pelas rotinas pertinentes aos recursos pessoais e materiais da
escola. Atualmente contamos com dois supervisores administrativos, um
responsável pelo turno diurno, outro responsável pelo noturno. Quando a
LDB estabelece no seu artigo 15, como princípio, a progressiva autonomia da
escola — processo esse que deve incidir sobre os aspectos pedagógicos,
administrativos e de gestão financeira —, é preciso que a Supervisão
Administrativa tenha clareza de que este deve ser construído em conjunto e
que sua função é articular as decisões e as ações entre os órgãos centrais e
locais do sistema para que tomem as providências necessárias para
proporcionar oportunidades educacionais de qualidade para todos.

A Supervisão Pedagógica, setor destinado ao tratamento de


rotinas pedagógicas, tem como principais figuras os supervisores
pedagógicos, dos turnos diurno e noturno, e os coordenadores pedagógicos
de ambos os turnos, três do diurno e um do noturno. Este setor, vinculado à
Vice-direção, idealiza e acompanha toda a programação pedagógica da
instituição. A Supervisão Pedagógica é responsável pela parte pedagógica da
escola e o elo entre o diretor e os demais membros da equipe pedagógica, a
ela cabe a função de orientar e acompanhar o desenvolvimento das
atividades do processo ensino-aprendizagem, propondo novas metodologias
e sugerindo alternativas que possam solucionar problemas existentes.

16
A Supervisão Disciplinar é o setor em que ocorrem todas as
rotinas de coordenação e controle da disciplina entre os estudantes. Também
nela se planificam as relações ocorrentes entre estudantes e estudantes e
entre estudantes e professores.

A Midiateca é o setor da escola destinado a guarda, controle,


atualização, agendamento de locais de múltiplos meios (salas projetoras de
multimídia, salas de vídeo, auditório etc.) e a distribuição de equipamentos
(televisões, aparelhos de vídeo, aparelhos de DVD, equipamentos de áudio
etc.) e de recursos multimídia em geral (DVD’s, fitas, CD’s, softwares
pedagógicos etc.). Aqui também há o acompanhamento de estudantes para
assistirem a vídeos em horários contrários aos turnos de origem.

A Mecanografia é o setor da escola em que se digita e reproduz


as provas, apostilas e os demais materiais impressos para auxílio no
processo ensino-aprendizagem. Este setor também é responsável pelo
preparo do material reproduzido para uso didático do professor.

O Serviço de Orientação Educacional (SOE) atende ao que se


prevê no Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de
Ensino do Distrito Federal, no seu artigo 27:
A Orientação Educacional tem como objetivo contribuir para a melhoria do
ensino público do Distrito Federal, promovendo ação-reflexão das atividades
educativas como forma de facilitar a socialização do conhecimento e ampliar
as possibilidades do aluno de compreender e agir no mundo como cidadão
crítico e participativo.

Para cumprir esse objetivo, o SOE acompanha e dá suporte aos estudantes


em relação ao desenvolvimento afetivo, cognitivo e comportamental. Ou seja,
é um serviço de apoio aos estudantes, não apenas para acompanhamento de
seu rendimento escolar e de sua frequência, mas também para a promoção
das relações interpessoais, em que pese seu interesse ou desinteresse pelas

17
atividades e todas as outras questões que dizem respeito ao seu bem-estar e
seu desenvolvimento intelectual e emocional.

O SOE presta atendimento individualizado e permanente aos


estudantes que o procuram por iniciativa própria ou, ainda, por convite ou
indicação da Supervisão Pedagógica e/ou dos pais. Além desse suporte, o
SOE também promove projetos de orientação vocacional, com o objetivo de
ajudar os estudantes — principalmente os do terceiro ano do ensino médio —
a aprofundarem seu conhecimento sobre as diferentes áreas de interesse
profissional, auxiliando-os na escolha de carreiras.

O Laboratório de Informática está disponibilizado diretamente


para as atividades pedagógicas docentes e para o trabalho interdisciplinar da
parte diversificada. Para tais, professores e suas turmas devem respeitar
agendamento. O laboratório atende também, em horário contrário ao turno
original, aos estudantes que se interessem em realizar pesquisas, trabalhos e
em utilizar seus recursos para outros fins correlatos. Nossa escola possui
página eletrônica, http://www.cemab.com.br/, mantida pelo laboratório, e
por meio dela divulgamos conteúdos e materiais de interesse dos estudantes,
professores, assistentes, orientadores e pais. Por meio da plataforma moodle,
atendemos e complementamos nossas atividades pedagógicas de forma
interativa. Para tanto, em parceria com a Universidade de Brasília,
realizamos o ano passado (2007), um curso de formação docente nessa
plataforma, o de tutores do moodle (veja referência em anexo).

A Biblioteca Escolar atende a comunidade escolar nos três


turnos. Atende ao professor com sua turma em horário de aula, desde que o
mesmo acompanhe os estudantes. A Biblioteca Escolar do Centro de Ensino
Médio Ave Branca se encontra em processo de ampliação e reestruturação,
visando atender melhor ao cotidiano de sua comunidade escolar. Em média,
são atendidas diariamente mil pessoas, entre funcionários da escola,

18
estudantes e comunidade. O seu acervo é predominantemente de livre
acesso e circulante. Essa grande demanda exige para o atendimento
soluções rápidas, criativas e com poucos recursos, sendo duas delas
inadiáveis: reforma geral com ampliação do espaço físico e informatização.
Para melhor entendimento, foram anexadas a esta proposta suas normas de
funcionamento.

A Sala de Recurso Multifuncional presta um atendimento de


natureza pedagógica conduzido por professores especialistas. Este espaço se
destina ao atendimento de estudantes das instituições de ensino médio da
rede pública diagnosticados como portadores de Necessidades Educacionais
Especiais, tais como: altas habilidades/superdotação (AH), não temos
estudantes sendo atendidos nesta especificidade; surdez severa ou profunda
(DA Severa), atendendo a três estudantes; deficiência física com baixa
necessidade educacional especial (DF/BNE), atendendo a dois estudantes;
deficiência mental (DM), atendendo a cinco estudantes; deficiência visual ou
baixa visão (DV Baixa), atendendo a um estudante, e transtorno de déficit de
atenção com hiperatividade (TDH), atendendo a um estudante.

O grande desafio da escola e destes professores tem sido


implementar o artigo 208, inciso III, da Constituição Federal e a Resolução
02/2001 do CNE/CEB, ao buscar oferecer a estes estudantes um
atendimento educacional caracterizado como complemento curricular que a
eles permita a descoberta, a inventividade e a criatividade no processo
ensino-aprendizagem. Assim, o atendimento ocorre em turno contrário, com
atendimento individualizado ou em grupos.

A APAM (Associação de Pais, Alunos e Mestres) é uma entidade


civil, sem fins lucrativos e com personalidade jurídica própria, que visa
integrar a comunidade, o poder público, a escola e a família. Neste setor, se
comercializam apostilas, uniformes, livros indicados pelos professores, bem

19
como outros materiais para uso do estudante. A ela, também compete
organizar o segmento de pais e responsáveis para uma participação mais
efetiva nas decisões administrativas e pedagógicas da escola.

2.5. Recursos humanos

O CEMAB, como toda escola da rede oficial de ensino, tem um


quadro cuja maioria dos professores são concursados, chamados “efetivos”.
Alguns professores possuem vínculo por meio de contrato temporário. Estes
atuam, na maioria das vezes, como substitutos em caso de afastamento dos
professores efetivos.

Considerando a prática pedagógica ocorrente na escola, não há


qualquer distinção entre a atuação das duas categorias de professores.
Ambos são auxiliados pela Supervisão Pedagógica. Também contribui para
isso, a formação acadêmica superior dos professores contratados em sua
área de atuação. Ressalta-se um número considerável de professores que
possuem especialização e mestrado, o que contribui para a elaboração de
uma prática pedagógica de qualidade em nossa instituição. O quadro da
carreira assistência é constituído exclusivamente por funcionários
concursados. É importante enfatizar que também em relação a estes
servidores grande parte possui grau de formação superior. Eventualmente, a
escola recebe prestação de serviços de pessoal enviado pela Coordenação de
Execução das Penas e Medidas Alternativas do DF (CEPEMA).

2.6. Recursos financeiros

Os recursos financeiros que mantém o CEMAB provêm de duas


origens: recursos gerados na própria escola e recursos recebidos da esfera

20
governamental. Os recursos financeiros gerados internamente na escola são
provenientes de aluguéis da cantina, do espaço para torre com antena de
celular, de aluguel esporádico das instalações da escola (estacionamento,
auditório etc.), de divulgação (propaganda) de empresas externas
selecionadas e agendadas previamente. Os recursos financeiros do Governo
do Distrito Federal são destinados por meio do Programa de Descentralização
de Recursos Financeiros (PDRF) e esta receita, como as demais, é utilizada
diretamente na manutenção das estruturas física e pedagógica da escola.

Convém salientar que a escola mantém parcerias com entidades


privadas, das quais recebe doações de ordem logística (equipamentos de
informática, bolsas de cursos para professores, estudantes e assistentes
administrativos).

3. PRINCÍPIOS NORTEADORES DE NOSSA PRÁTICA

3.1. Educação como direito de todos que deve ser assegurado ao


longo da vida

A educação como um direito de todos é o mais importante


desafio de nosso país. A educação é uma das condições para o
desenvolvimento sustentável, a distribuição de riquezas e a soberania da
nação e é, simultaneamente, meio e objetivo do desenvolvimento e da
diminuição das desigualdades no país. A educação é fundamental e decisiva
para o exercício pleno da cidadania, pois, ela oportuniza ao cidadão ampliar o
seu poder de compreensão e atuação nos vários setores da sociedade como
a cultura e a tecnologia, interferir nos rumos do país e, ainda, é
indispensável para o aumento do valor do trabalho e da produção em todos
os setores, para a busca do equilíbrio ambiental e para a garantia dos
direitos sociais.

21
Para a concretização desse ideal, faz-se necessário uma
articulação política entre os governos federais, estaduais e principalmente a
sociedade, visando o desenvolvimento de iniciativas locais com esse intuito,
principalmente nas escolas. Nesse sentido, como comprova o questionário
respondido pelos diversos segmentos, percebemos nossa escola como um
espaço de investigação dos vários campos de produção humana e da
identidade dos estudantes. Um espaço de construção, em vez de reprodução,
para que todos que passem por ela tenham o direito ao conhecimento,
aprendam valores como a solidariedade, a justiça, o respeito e a
responsabilidade.

Em consonância com as esferas públicas, federal e local, a


política levada a efeito em nossa escola está comprometida com uma
concepção de educação que estimula a reflexão crítica, a produção criativa e
a participação ativa da comunidade na vida escolar, valorizando a identidade
dos estudantes, suas experiências sociais e culturais, bem como respeito aos
seus ritmos e tempos.

Considerar as características específicas de cada estudante e de


nossa comunidade é fundamental para torná-los sujeitos de sua
aprendizagem e para que a educação seja efetivamente inclusiva. Desta
maneira, almejamos aprimorar as seguintes diretrizes: democratização do
acesso e da gestão pedagógica e financeira e qualidade social da educação.

3.2. As bases legais para uma educação de qualidade para nossos


estudantes

A atual Constituição Brasileira, no seu artigo 208, inciso II,


estabelece que é dever do Estado a “progressiva universalização do ensino

22
médio gratuito”. Essa é a tônica que altera a concepção e o tratamento dado
ao ensino médio, cuja oferta não era obrigação do Estado até então.

Na LDB, Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei


9.394/1996), nos artigos 35, que define as finalidades, e 36, que trata das
diretrizes curriculares para o ensino médio, em conjunto com o Parecer n.
15/1998 da Câmara de Educação Básica/Conselho Nacional de Educação e a
Resolução n. 03/1998 (CEB/CNE), não só estabelecem diretrizes curriculares
nacionais para o ensino médio como também lhe propõem uma nova
concepção filosófica e pedagógica como etapa final da Educação Básica
no Brasil, o que assegura a este nível os mesmos direitos que o ensino
fundamental. No seu artigo 35, a LDB define de forma enfática o caráter
básico da educação média, caracterizando-a como o coroamento da
formação a que todos têm direito para o prosseguimento dos estudos, para o
ingresso no mundo do trabalho e para a integração das comunidades local e
nacional.

Reforçam esta idéia o PNE (Plano Nacional de Educação), Lei


10.172, de 09/01/2001, ao estabelecer as metas para essa etapa de ensino,
o FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), ao
incorporar no financiamento público o ensino médio, e ainda o próprio PDE
(Plano de Desenvolvimento da Educação) e o Decreto 6.094/2007 (Plano de
Metas Compromisso Todos Pela Educação).

Neste sentido, de acordo com todas essas leis e iniciativas


governamentais, a escola de ensino médio passa a integrar a etapa do
processo educacional que a nação considera básica para o exercício da
cidadania, para o acesso às atividades produtivas, “inclusive para o
prosseguimento dos estudos nos níveis mais elevados e complexos de
educação para o crescimento pessoal”, de acordo com os próprios termos da
lei. Assim, somente o que se quer é cumprir a Lei no que diz respeito a uma

23
educação que proporcione aos nossos estudantes o desenvolvimento de suas
potencialidades, a qualificação para o trabalho e a preparação para o
exercício da cidadania.

3.3. A autonomia escolar como categoria geradora do projeto


político-pedagógico coletivo

A autonomia das escolas, muito mais que uma diretriz, é um


mandato da LDB que diz respeito aos princípios norteadores de escola
pública e gratuita, que estrutura suas ações coletivamente e
intencionalmente. Os princípios citados na Lei 9.394/1996 asseguram a
igualdade de acesso e a permanência na escola, privilegia a qualidade de
ensino, a gestão democrática, a autonomia e a liberdade, expressas em seus
artigos 14, incisos I e II, 15 e 26, além do inciso VI do artigo 206 da
Constituição Federal brasileira.

As mudanças ocorrentes no âmbito educacional do Distrito


Federal com a implementação da Lei n°. 4.036, de outubro de 2007, que
dispõe sobre a gestão compartilhada nas instituições públicas de ensino,
demonstram o reconhecimento, por parte dos formuladores de políticas
públicas, de especialistas e de gestores educacionais, assim como de setores
cada vez mais amplos da sociedade, da importância da autonomia escolar.

Entendemos que o exercício pleno da autonomia se manifesta na


implementação de nosso projeto político-pedagógico, e este direito à
autonomia não é somente nosso, mas de toda instituição escolar, como
caminho viável para uma educação de qualidade. Esse processo é uma
responsabilidade da escola: da direção, dos professores, dos supervisores e
coordenadores pedagógicos, dos assistentes e dos orientadores,
articuladores do projeto político-pedagógico. Cabe a eles envolver e mobilizar,

24
além dos estudantes, seus pais e responsáveis, os demais segmentos da
escola e a comunidade; socializar um papel de “protagonismo”, como
agentes transformadores, como autores de um projeto político-pedagógico
que seja capaz de superar as dificiências dos estudantes e dos demais
segmentos da comunidade escolar.

Neste sentido, a intenção de nossa proposta é indicar o


melhor equacionamento possível entre recursos humanos,
financeiros, técnicos, físicos, didáticos, para garantir tempos,
espaços, situações de interação, formas de organização da
aprendizagem e a inserção da escola em sua comunidade social,
visando à aquisição de conhecimentos, competências e valores
previstos na Lei como diretrizes nacionais. Portanto, nossa proposta
pedagógica visa garantir aos nossos estudantes uma boa base de
conhecimentos gerais, de modo que eles possam, posteriormente, partir para
vôos mais altos no campo da pesquisa e da produção científica universitária,
ou optar pelo ingresso imediato no mercado de trabalho — em todos os
casos, que possam gerir a sua liberdade e o seu futuro.

4. POR QUE VOLTAMOS NOSSO FOCO PARA A CONSTRUÇÃO DA


IDENTIDADE SOCIAL DA JUVENTUDE DO CEMAB?

4.1. Juventude: olhar atento no presente para a construção do


futuro brasileiro

Nos últimos tempos, principalmente nesta última década, a


juventude tem ganhado espaço na mídia, nas pesquisas acadêmicas e nos
debates públicos. Uma das razões para essa visibilidade é que, atualmente,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um quarto

25
da população brasileira, 50,5 milhões de pessoas, têm entre 15 e 29 anos de
idade. Esse grupo etário tão numeroso é ímpar em nossa história em termos
demográficos e muito possivelmente não chegaremos a tê-lo novamente.

Essa “onda jovem” ao mesmo tempo em que gera esperança de


mudança tem gerado uma grande preocupação porque o Estado brasileiro
não se preparou adequadamente para receber esse contingente enorme de
jovens. Sendo assim, a oferta de bens e serviços públicos têm sido
insuficiente para atender a toda a demanda. A universalização e a
permanência no ensino médio, por exemplo, está muito longe de atender a
todos. Soma-se a este fato o baixo conhecimento do poder público a respeito
da realidade juvenil, o que em muitos casos tem provocado um desencontro
entre as demandas dos jovens e as políticas públicas.

Além desses, a família também tem passado por reestruturações


profundas. O roteiro linear em que o jovem se torna “gente grande” quando
conclui os estudos, começa a trabalhar, vai morar sozinho, se casa e tem
filhos, é cada vez mais incomum. Os irmãos e irmãs que se incorporam à
prole vinda de outros casamentos ou relacionamentos estão modificando as
relações de parentesco e convivência doméstica, além de que muitos jovens
muito precocemente têm assumido a chefia da casa; muitos, com pouca
idade, já cuidam de seus filhos.

Essa nova organização social emergente, a escola, por sua vez,


não consegue motivar os estudantes e dar sentido às suas experiências
educativas. Em consequência, nossos jovens enfrentam sérias dificuldades
para concluir o ensino médio e ingressar na universidade. Como resultado,
os nossos jovens em idade para emprego encontram barreiras para
conseguir e manter uma atividade remunerada (IBGE, 2007). Os nossos
jovens também são as maiores vítimas e os maiores agressores em relação à

26
violência nos grandes centros urbanos brasileiros, de acordo com os dados
estatísticos (UNESCO, 2004).

Diante dessas constatações, podemos afirmar que os brasileiros


jovens foram diretamente afetados pelo modelo econômico adotado nas
últimas décadas, o que contribuiu significativamente para a exclusão social.
Nossos jovens ficaram sem acesso aos serviços públicos básicos, não
desfrutam os seus direitos mais elementares e, para muitos, a cidadania
ainda é incompleta.

Um olhar superficial sobre nossa realidade pode nos fazer pensar


que a juventude é um problema, que os jovens são culpados pelas suas
próprias mazelas, que os nossos jovens são acomodados e passivos, pois, as
chances para melhorar de vida estão aí para todos e só não as aproveita
quem não quer. Esse tipo de visão resulta de um tipo de política pública em
que o jovem deve ser controlado nas suas manifestações e domesticado no
seu comportamento. No entanto, ao contrário desta, a visão que se fortalece
em nossa escola é a de que o jovem pode contribuir para as soluções dos
problemas desde que lhe assegurem oportunidades para receberem,
aprenderem e produzirem conhecimentos.

Embora tenhamos avançado na ampliação do acesso ao ensino


fundamental, ainda é preciso garantir aos nossos estudantes jovens que
completem seus estudos, sobretudo com qualidade. O ambiente escolar e
seu currículo devem ser reconhecidos pelos estudantes para que estes lhes
possam atribuir sentido e significado. Assim, os índices de evasão, as taxas
de repetência, as pichações, as depredações, sintomas do distanciamento
entre a escola os estudantes jovens serão reduzidos ou extintos.

Simultaneamente, é fundamental reconhecer que educação e


emprego não são dimensões separadas na vivência do jovem. Segundo o
Ministério do Trabalho e Emprego, os jovens ocupam cerca de 90% das seis

27
milhões de vagas criadas com carteira assinada no mercado do trabalho
entre 2003 e 2007 (CAGED). Mesmo assim, o desemprego tem afetado mais
intensamente a juventude. 63% dos jovens que trabalham não têm carteira
profissional assinada. Diante da escassez de oportunidades profissionais,
nossos jovens, principalmente os do noturno, se dedicam a “bicos” e
“quebra-galhos”, ganhando mal e geralmente estão na informalidade.

Portanto, na atualidade, não se trata mais de estudar como uma


forma de se preparar para conseguir um emprego depois. A cadeira escolar
está lado a lado com o emprego. É preciso que pensemos uma escola e a
formação educacional dos nossos jovens de modo integrado à sua inserção e
permanência no mundo produtivo.

De acordo com os dados da pesquisa Juventude brasileira e


democracia: participação, esferas e políticas públicas, realizada pelo Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE, 2005), 27% dos jovens
brasileiros de 15 a 24 anos das regiões metropolitanas de Belém, Belo
Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Brasília não estudam nem
trabalham. Ainda segundo os dados desta pesquisa, 60,7% dos jovens que
não estão trabalhando pertencem às classes econômicas mais baixas — D e
E —; terminaram o ensino médio e não pensam em cursar uma faculdade.
Eles estão tentando ingressar num mercado de trabalho.

Existem também os jovens entre 15 e 19 anos que não


concluíram os estudos, abandonaram a escola por motivos diversos e estão
sem trabalho. Não se quer aqui defender exclusividade de acesso ao
mercado de trabalho para os nossos estudantes jovens. Pelo contrário, para
nós, o ideal seria que, como os demais jovens das classes A, B e C, também
pudessem ingressar no mercado de trabalho aos 19 e 20 anos de idade.

Torna-se necessário chamar a atenção para as razões que fazem


com que esses jovens estudantes abandonem a escola. Os dados da

28
pesquisa nos levam a abstrair que a partir dos 15 anos de idade, nestas
classes menos favorecidas, D e E, existe uma pressão muito grande por
parte da própria família para que os jovens, principalmente meninos,
comecem a trabalhar, para, em um sentido cultural restrito, se firmarem
como homens e para que contribuam na manutenção da casa.

A pesquisa constata também que os pais dos jovens pertencentes


a estas camadas sociais têm muita preocupação com os estudos até que os
filhos completem 15 anos. Após esta idade, a questão econômica interfere, e,
para atender a esse apelo, os jovens além de estarem na escola devem
trabalhar. Assim, muitos jovens se transferem para o turno noturno e
acabam por abandonar a escola. Ao contrário, nas classes A, B e C o estudo
é valorizado até o jovem concluir um curso universitário. A cobrança do
trabalho só acontece com a conclusão do curso superior. No entanto, quando
os estudantes das classes mais baixas conseguem concluir o ensino médio,
este fato se transforma em orgulho para toda a família, o que demonstra que
o ingresso em um curso superior é muito mais valorizado nas classes
populares que nas classes mais altas.

Além da necessidade de emprego, muitos adolescentes pobres


abandonam a escola por serem vítimas das violências doméstica e urbana.
Além do que, alguns pais das classes mais baixas, por terem pouco tempo de
escolaridade ou por serem analfabetos, não estimulam os filhos a estudarem,
para que assim não se crie uma barreira muito grande entre eles.

Por último, a pesquisa aponta para a inadaptação da escola às


necessidades e mutações do mundo atual e para o seu despreparo para
atender a juventude. Para a maioria desses jovens, a escola é uma
instituição que veicula uma cultura formal distante dos conhecimentos
adquiridos na vida concreta e de seus interesses. Consequentemente, os
jovens se sentem desvalorizados, não atribuindo sentido à escola, como

29
também não conseguem atribuir sentido às suas próprias vidas, pois não
demonstram ter qualquer projeto em relação à mesma.

No entanto, para a realidade do CEMAB, de acordo com os dados


obtidos na avaliação institucional no final de 2007, aponta-se para a
constatação de muitas das colocações feitas. Entretanto, os dados apontam
que 67% dos pais e responsáveis pelos estudantes acreditam na escola, no
seu projeto político-pedagógico e alimentam expectativas de ingresso de
seus filhos e dependentes na Universidade de Brasília, por meio de seu
Programa de Avaliação Seriada (PAS). Para os segmentos pais/responsáveis
e estudantes, nosso público alvo, nossa escola é vista como apresentando
uma boa qualidade, embora apontem para uma necessidade de
melhoramento do item “rendimento escolar”, que fora considerado por eles
como “bom”.

Acrescentamos a esses dados, o questionário respondido pelos


segmentos de professores, assistentes, orientadores, pais e estudantes (em
anexo), neste primeiro bimestre de 2008, que colocam a escola como um
lugar importante cuja matriz essencial agrega os processos educativos dos
vários contextos de socialização, articulando em um processo único o
aprender, o viver e o trabalhar. Nesse sentido, a escola se volta para uma
visão múltipla e coletiva, colocando-se como um espaço capaz de fazer
interagir múltiplos tipos de aprendentes, produzindo um saber pertinente.

Assim, as inovações pedagógicas que propomos representam


tentativas de romper com essa lógica social excludente demonstrada na
citada pesquisa e de responder aos anseios de nossos estudantes, de seus
pais ou responsáveis e de seus professores, qual seja, de construir/
reconstruir na escola um ambiente de aprendizagem que dialogue com a
juventude e que permita aos nossos estudantes atribuir sentido e significado
à escola, às suas vidas e ao próprio mundo.

30
5. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA E CURRICULAR DE NOSSA
ESCOLA

Como dito na apresentação de nossa escola, atendemos


aproximadamente três mil e cem (3.100) estudantes no ensino médio
regular, em três turnos, com 220 dias letivos e carga horária anual de 1.000
horas (dados de 2008).

O Currículo do Ensino Médio da Educação Básica das Escolas


Públicas do DF estabelece que este deve atribuir significado e
aprofundamento ao conhecimento escolar, mediante a contextualização, a
interdisciplinaridade e o desenvolvimento de competências básicas,
superando a compartimentalização do conhecimento e estimulando o
raciocínio e a capacidade de aprender de todos os envolvidos no processo de
ensino e aprendizagem, priorizando a ética e o desenvolvimento da
autonomia e do pensamento.

Partindo desse objetivo geral, o CEMAB segue as orientações da


LDB (Lei 9.394/1996) e as reflexões contidas nos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN’s) e nos Pareceres CEB/CNE nos. 15/1998 e 06/2001 para
elaborar seu currículo.

Nessa perspectiva, esta unidade de ensino define seu currículo


adotando a Base Nacional Comum, organizada por áreas de conhecimento:
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que compreendem as disciplinas
Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna (Inglês), Artes Visuais, e
Educação Física; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, que
abrangem as disciplinas Física, Química, Biologia e Matemática; Ciências
Humanas e suas Tecnologias, com as disciplinas História, Geografia,
Sociologia e Filosofia. A disciplina Ensino Religioso está inserida nos estudos

31
de Filosofia, uma vez que são trabalhados os conceitos de valores éticos e
morais de conduta na formação de cidadãos conscientes de seu papel numa
sociedade em que todos têm deveres e direitos a serem observados visando
ao bem comum.

O planejamento anual de cada disciplina é feito no início do ano


letivo pelo grupo de professores de cada área de conhecimento. A seleção
dos conteúdos das disciplinas é realizada pelos docentes seguindo as
diretrizes estabelecidas no Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas
do Distrito Federal, que nos é apresentada por competências e habilidades.

Com o objetivo de também preparar o estudante para o ingresso


na Universidade de Brasília e em outras entidades de Ensino Superior, os
professores do CEMAB, ao selecionarem os conteúdos de cada disciplina
levam em conta a necessidade de conhecimentos específicos cobrados nos
vestibulares realizados nesta cidade. Desta forma, os estudantes obtêm êxito
tanto nas provas de seleção das universidades e faculdades locais como nas
avaliações do ENEM promovidas pelo Ministério da Educação.

Também não deixa de ser contemplada a necessidade de uma


preparação e inserção no mercado de trabalho, o que requer um trabalho de
orientação educacional. Além disso, há no CEMAB, como projeto permanente,
a realização de Feira das Profissões, promovido pela equipe do SOE,
conforme atividades descritas anteriormente, e o incentivo aos nossos
estudantes para participarem de cursos técnicos ofertados pela Escola
Técnica de Brasília (ETB).

Além das disciplinas da base nacional comum, citadas acima, a


escola apresenta no seu currículo uma parte diversificada que foi organizada
da seguinte maneira:

32
PI-I – Diferenças: o diferente é igual, que aborda, entre
outros, a Lei n. 10.639/2003 e insere a temática africanidades. Muito além,
na primeira série é abordada a temática grupos sociais, cuja intenção é
propiciar ao estudante reflexões sobre o universo das mulheres, das crianças,
dos indígenas, dos negros e dos portadores de necessidades especiais a
partir de conceitos como gênero, exclusão social, identidade, diversidade e
diferença.

Na segunda série, a temática trabalhada é a inclusão social. O


objetivo é propiciar ao estudante reflexões sobre a evolução das sociedades
— do ponto de vista das concepções históricas, políticas, culturais e
geográficas — e a construção de conceitos e de um posicionamento social de
cidadania no universo da exclusão social.

No terceiro ano, o enfoque é voltado para a temática das


questões raciais, com objetivo de propiciar ao estudante refletir sobre a
evolução das sociedades mundiais, suas influências e os processos de
aculturação, bem como o conhecimento e a construção de ações afirmativas
em seu ambiente comunitário e social. Assim reafirmamos que, por
intermédio deste PI, conseguimos avançar um pouco mais no atendimento
ao disposto na Lei supracitada

Na disciplina Produção textual (em construção) é trabalhada a


organização de estudos e intelecção textual com técnicas de produção de
textos. Na primeira série, o enfoque é direcionado para a organização do
trabalho escolar (OTE), no qual são apresentadas as regras e normas para a
produção de trabalhos científicos, documentos oficiais e outros.

Na segunda série, o enfoque é direcionado para a intelecção


textual, momento em que são apresentados textos com discussão,
exploração e formação de parágrafos, desenvolvendo a interpretação e a
opinião sobre os diversos tipos de texto.

33
Na terceira série, desenvolve-se a técnica da dissertação, em que
são trabalhados: a diferença entre tema e título; o esquema básico da
dissertação; as relações de causa e consequência; a abordagem de temas
polêmicos; a retrospectiva histórica; a localização espacial; a dissertação
com predominância crítica e o que se deve ou não fazer em uma dissertação.

Na disciplina Ângulos e medidas da biosfera (em construção),


tratamos dos estudos de geometria. A intenção é que haja uma percepção da
parte do estudante de que a geometria é aplicada em todas as medidas dos
objetos e coisas com as quais nos deparamos. Na primeira série, busca-se
constatar a necessidade de se desenvolver a capacidade de observação e de
manter uma sequência lógica de associação a referenciais concretos por
parte do estudante.

Na segunda série, o objetivo é integrar a álgebra à geometria na


resolução de problemas. Para tanto, os estudantes trazem da série anterior
os conhecimentos acerca do cálculo de áreas e perímetros de figuras,
levando também em consideração a sua bagagem cotidiana e assim fazer
com que ele situe a matemática em sua vida.

Na terceira série, a intenção é familiarizar o estudante com os


gráficos cartesianos para que o mesmo possa identificar figuras geométricas
planas e calcular suas áreas. As três disciplinas são trabalhadas de forma
integrada e contam com o suporte do Laboratório de Informática da escola,
como dito antes.

Como a nossa concepção de cidadania abrange a formação do


cidadão capaz de perceber o mundo e atuar sobre ele de forma crítica, a
partir de sua comunidade, em nossa escola, os conteúdos são elaborados
com a visão de que estes são meios para constituição de competências e
formação de habilidades. Nessa perspectiva, são vistos de modo
contextualizado com o fim de promover maior integração entre professor e

34
estudante, entre direção e estudantes, entre demais servidores e estudantes
e entre estudantes e estudantes, valorizando, despertando e desenvolvendo
a capacidade de raciocínio e crítica dos mesmos.

A escola trabalha, além dos projetos interdisciplinares citados


aqui, com temas transversais que são escolhidos pelos professores nas
coordenações pedagógicas, tendo em vista o interesse e necessidades dos
estudantes.

Nas coordenações pedagógicas, os conteúdos, projetos


interdisciplinares e temas são discutidos e avaliados com frequência, a fim de
que haja participação e integração de todos: professores, assistentes,
orientadores, estudantes e direção, numa busca constante por um ensino de
qualidade que seja significativo e democrático.

Dentro ainda dessas perspectivas de inclusão, esta instituição de


ensino aplica adaptação de estudos para estudantes portadores de
necessidades especiais, conforme prevê a Lei 9.394/1996 e a Resolução
01/2005 do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF).

6. OS DESAFIOS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA O BIÊNIO


2008-2009

6.1. Participação: elemento constitutivo do projeto político-


pedagógico

Embora autonomia e gestão democrática façam parte da


atividade pedagógica, nem sempre essas categorias são tão evidentes. Aliás,
estas categorias são sempre focos de controvérsias, resistências e até
mesmo de incompetências resultantes do pouco exercício democrático nas
instâncias do cotidiano escolar.

35
A gestão compartilhada que contempla a autonomia para uma
gestão participativa necessita ser exercitada, pois, a escola se encontra
mergulhada em uma realidade complexa e cada vez mais exigente que
impõe mudanças significativas na filosofia, nos métodos e técnicas de ensino
e de gestão, além de administrar suas próprias deficiências e incapacidades
pedagógicas e políticas, o que denuncia longos períodos de abstinência no
esforço de interpretação da diversidade de suas relações e delas com a
sociedade mais ampla, causados, principalmente, pela falta de uma cultura
participativa.

Assim, temos como desafio a rede de relações tecida no cotidiano


escolar, local em que as identidades social e pessoal vão se imbricando e se
construindo em um espaço de construção de democracia. Portanto, é
indispensável policiarmos a nossa atuação coletiva e individual para não
criarmos barreiras contra a criatividade, a criticidade e a expressão de
experiências vividas. Assim, há que se ressaltar a emergência de um espaço
participativo na escola respaldado pela coerência entre o pensar e o agir.
Para tanto, foram traçados os nossos objetivos, metas e estratégias
relacionadas à construção de uma gestão efetivamente compartilhada
(confira em anexo).

6.1.1. Instâncias colegiadas da escola alicerçadas em uma concepção


de construção coletiva

A dimensão coletiva é concebida integralmente por professores,


orientadores, assistentes e estudantes que formam o coletivo escolar, unidos
por determinados interesses comuns dos quais têm consciência e que lhes
são próximos.

36
Objetivo geral

Concretizar e encaminhar ações como exigência de compreensão


da dimensão coletiva da gestão compartilhada.

Objetivos específicos

• Integrar o estudante em um ambiente acolhedor e facilitador


de seu desenvolvimento pleno;

• Facilitar o acesso da comunidade escolar às atividades


cotidianas da escola;

• Viabilizar o desenvolvimento e a potencialização das


capacidades de cada estudante, ajustando-o ao ambiente escolar nos
aspectos que se referem à cognição, afetividade, ética, relação interpessoal,
saúde física e inserção social ao longo de sua jornada escolar.

Nessa perspectiva, ressaltamos o que idealizamos:

Conselho Escolar. Para que o projeto político-pedagógico em


nossa escola seja viável de forma democrática, faz-se necessário buscar
formas alternativas e às vezes operativas que permitam a tomada de
decisões. Assim, por meio de nosso Conselho Escolar deliberativo,
garantimos a representatividade, a continuidade e a legitimidade na tomada
de decisões do coletivo, visto que, numa escola com dimensões tão grandes
quanto a nossa, democracia não significa reunir todas as pessoas envolvidas
de maneira permanente para que cada um tome as decisões que requer a
caminhada. Portanto, no contexto das relações sociais que permeiam a
realidade da escola, entendemos o conselho escolar como local, como um
fórum de debate e discussões em que professores, orientadores, assistentes,

37
pais e estudantes têm a oportunidade de explicitar seus interesses e
reivindicações provenientes dos seus segmentos.

Associação de Pais, Alunos e Mestres (APAM) e Caixa


Escolar. A APAM e o Caixa Escolar exercem uma função de sustentação
jurídica das verbas públicas e privadas recebidas e aplicadas pela escola. Ela
conta com a participação dos pais no cotidiano escolar em cumplicidade com
a administração financeira. No entanto, ela não pode ser concebida como um
mero instrumento de controle burocrático. Ela precisa ter seu papel
redefinido no sentido de dar maior autonomia à escola, favorecendo a
participação de todos na organização do trabalho pedagógico e no
funcionamento administrativo da escola.

Grêmio Estudantil. Este é uma instância na qual se cultiva


gradativamente o interesse do estudante para questões outras que não
apenas a sala de aula. Por meio de sua participação nesta agremiação, os
estudantes começam a ter consciência dos seus direitos individuais e civis,
começam a ter um papel de intervenção nas questões socioeconômicas e
políticas, locais e do país. Entendemos o grêmio de nossa escola como uma
possibilidade de interromper a forma autoritária de gerir a escola e a
sociedade brasileira em geral. Assim, de acordo com a Lei 7.398/1985,
defendemos o grêmio estudantil como uma entidade representativa dos
estudantes, de caráter democrático, autônomo, e promotora de ações
político-educativas na escola: como as de democratizar decisões, resolver
problemas e participar da organização do trabalho pedagógico.

Tem como ações permanentes:

• Incentivar a participação de nossos estudantes nas discussões


de políticas públicas para a juventude;
• Incentivar a participação dos estudantes em instâncias
superiores de organização estudantil, como a UNE e a UBES;

38
• Incentivar a realização de reuniões para discussão sobre a
organização política (como representação de classe, eleição
etc.) do Grêmio Estudantil;
• Apoio às manifestações estudantis com fins educativos e de
formação;
• Facilitar o processo educativo com base no desenvolvimento
global do estudante, com uma formação integral para que o
mesmo exercite o seu papel como jovem cidadão nos
diferentes campos de interação social em que está inserido de
modo integrado e participativo.

Conselho de Classe. O Conselho de Classe é uma instância


colegiada minimamente contraditória. De um lado, ele se reduz em um
mecanismo de reforço das tensões e dos conflitos, com vistas à manutenção
da estrutura vigente, tornando-se imprescindível para o fortalecimento da
fragmentação e da burocratização do processo pedagógico. Por outro, pode
ser concebido como colegiado que busca a superação da organização
prescritiva e burocrática, tornando-se uma instância preocupada com os
processos avaliativos que busquem reconfigurar o conhecimento, rever as
práticas pedagógicas alternativas e contribuir para alterar a prática
pedagógica escolar, dado o seu caráter articulador dos diversos segmentos
da escola.

Entendendo o Conselho de Classe nessa perspectiva, o


defendemos direcionado para o processo ensino-aprendizagem, para qual a
tarefa central do professor deve ser oportunizar situações didáticas para que
a aprendizagem ocorra; do estudante é exigida disposição para querer
aprender: prestando atenção, fazendo anotações e exercícios, estudando,
generalizando, questionando etc. Nesse sentido, o objeto do Conselho de
Classe é discutir a situação do ensino e suas relações com a avaliação da

39
aprendizagem, apesar das adversas condições de trabalho, das diversificadas
posições relativas ao desempenho do estudante, embora, sobretudo,
aproveitando o seu potencial gerador de idéias em um espaço educativo e
socializador.

O Conselho de Classe tem como ações típicas:

• Operacionalizar o Conselho de Classe Participativo,


inicialmente com um cronograma de pré-conselho, contando
com a participação da equipe da supervisão pedagógica, de
forma que, em 02 (dois) dias, todas as 28 (vinte e oito)
turmas por turno possam realizá-lo;
Observação: a razão da presença de um integrante da
supervisão pedagógica em cada sala de aula é dar um suporte
aos representantes de sala e ainda, orientar e “peneirar” as
situações individuais colocadas — como, por exemplo,
proposições pessoais de um estudante como se fosse do
coletivo. Assim, a intenção é detectar antecipadamente os
problemas e dificuldades pedagógicas do ponto de vista dos
estudantes para encaminhá-los com possíveis alternativas de
soluções para uma discussão posterior no Conselho de Classe,
como exemplificadas nas atas em anexo.
• Conscientizar e estimular a participação discente nos
Conselhos de Classe Participativos;
• Criar mecanismos de retorno das deliberações do Conselho de
Classe Participativo para os discentes;
• Avaliar bimestralmente a execução dos pré-conselhos e
Conselhos de Classe, a fim de aprimorá-los.

40
Passada esta etapa, pensamos que o Conselho de Classe fluirá de
forma mais tranquila, mais educativa, mais amistosa, onde professores e
estudantes terão a oportunidade de desenvolverem relações sociais de
crescimento pessoal, individual e coletivo, de acordo com as crenças e os
valores defendidos em nosso projeto.

6.2. Princípios gerais que orientam a reformulação curricular do


Ensino Médio, visando à qualidade e ao sucesso escolar, e seu
sentido para os nossos jovens

Objetivo geral

Promover a busca de significado e aprofundamento ao


conhecimento escolar, mediante a contextualização, a interdisciplinaridade e
o desenvolvimento de competências básicas, estimulando o raciocínio e a
capacidade de aprender de todos os envolvidos no processo ensino-
aprendizagem, priorizando a ética e o desenvolvimento da autonomia e do
pensamento.

Objetivos específicos

• Proporcionar a formação geral do estudante, levando-o ao


desenvolvimento das capacidades de pesquisa, de
aprendizagem e de criatividade;
• Consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no
ensino fundamental;
• Possibilitar ao estudante o prosseguimento dos estudos;
• Preparar para a cidadania;
• Maximizar o rendimento escolar qualitativo;

41
• Melhorar a classificação da escola e a dos estudantes no
ENEM;
• Proporcionar a formação ética, o desenvolvimento da
autonomia intelectual e do pensamento crítico;
• Levar à compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos;
• Desenvolver competências e habilidades necessárias à
integração do indivíduo à sociedade, por meio do
desenvolvimento de projetos interdisciplinares;
• Preparar para concursos externos, enfatizando o PAS/UnB.

Ações

• Analisar pedagógica e disciplinarmente, a cada final de


bimestre, todas as turmas, separadamente, mediante
Conselho de Classe;
• Realizar, a cada bimestre e em dois momentos, reunião para
entrega de resultados: reunião de Direção, pais e professores,
no auditório, e reunião de pais com professores,
individualmente, em sala de aula;
• Promover avaliação bimestral interdisciplinar e
contextualizada por área do conhecimento e conteúdos afins;
• Promover dois simulados semestrais, visando o teste do
conhecimento adquirido e a preparação para concursos
externos, enfatizando o PAS/UnB;
• “Revitalizar” as coordenações pedagógicas;
• Promover eventos de conclusão de trabalhos desenvolvidos
bimestralmente, sendo que cada evento é de
responsabilidade de uma área específica;

42
• Proporcionar uma relação saudável e construtiva entre os
estudantes e os professores facilitando a construção do
conhecimento por parte dos estudantes;
• Promover parcerias e intercâmbios culturais, a fim de
expandir e aprimorar a consciência crítica para a
transformação da realidade;
• Identificar estudantes com dificuldades de aprendizagem,
assegurando-lhes atendimento individualizado, mediante
elaboração de projeto específico;
• Estimular a preservação dos bens públicos e particulares,
zelando pelo patrimônio escolar;
• Promover intercâmbio com escolas técnicas, cinemas, clubes,
museus, Parque Nacional, EmBraPA, zoológico, Secretaria de
Estado de Saúde, Secretaria de Estado de Educação,
Universidade de Brasília e outros.

6.3. Processos de avaliação da aprendizagem e sua execução

A escola e sua prática pedagógica têm uma finalidade social, e


analisá-las fora do contexto em que estão inseridas, isolando-as do
movimento e da dinâmica social é o mesmo que vê-las de forma abstrata,
neutra, ambígua. Como a práxis humana, a prática pedagógica se processa
em um contínuo de ação-reflexão-ação, em um processo em que o homem
avalia as suas ações, planeja, estabelece objetivos e age novamente.
Percebe-se assim, que as práticas pedagógicas estão interligadas a uma
proposta social.

A avaliação se desenvolve dentro desse processo dinâmico, como


a nossa relação com o mundo, e coloca-nos a todo instante perante a um
processo de ação-reflexão-ação. Possui, portanto, um movimento, um vir-a-

43
ser, um acontecimento. Sendo assim, caracteriza-se por ser um processo
contínuo, em que cada avaliação promove uma gestão de uma nova prática
pedagógica e social, uma ação-intervenção. Portanto, a avaliação do projeto
político-pedagógico e de sua gestão, por parte de todos os que dela
participam, insere-se no entendimento de uma avaliação perpassada pelas
quatro dimensões: diagnóstica, processual e contínua, cumulativa e
participativa, e comprometida com o sucesso de todos, além de estar
atrelada a um projeto social emancipador durante a gestão compartilhada.

Essas idéias, presentes no papel e no discurso formal de muitos


docentes, precisam, porém, concretizarem-se e desenvolverem-se para
modificar as práticas cotidianas — as quais infelizmente divergem do
discurso e dos papéis — para uma direção inovadora que traga um aumento
da qualidade da educação.

De um modo geral, a leitura do PPP (Projeto Político-Pedagógico)


e a análise dos índices de aprovação da escola nos têm mostrado o quanto é
necessária a conjugação dos conceitos de educação/ensino-aprendizagem e
avaliação. Temos desenvolvido atividades e projetos interessantíssimos, mas
com práticas avaliativas que não traduzem os avanços desses trabalhos
pedagógicos realizados. Neste sentido, faz-se necessário uma reflexão mais
profunda sobre a nossa prática avaliativa no espaço da escola, subsidiada
pelo diálogo com diferentes autores pesquisadores sobre a temática da
avaliação, para que possam iluminá-las, redefinido as que, conscientemente
ou inconscientemente, caracterizam-se como práticas punitivas e freiadoras
do processo de aprendizagem, com vistas a aperfeiçoar as nossas metas de
caminhar em uma linha emancipatória.

Portanto, observando a prática pedagógica existente na nossa


escola, no que se refere à avaliação da aprendizagem, deixa-se muito a
desejar. Muitas vezes, não há questionamentos ou desconsidera-se os

44
valores e princípios que fundamentam essa prática educativa ineficiente e
responsável pelo fracasso escolar tão arraigada em nossa cultura escolar.
Como professores e educadores, apesar de tantas informações a respeito do
sistema de avaliação, ainda permanecem neste meio posicionamentos
seculares e antiquados, tornando-se indispensável a construção do contexto
avaliativo à revelia dessa mentalidade.

Assim, temos como desafio a avaliação da aprendizagem em sala


de aula de forma processual, em seu cotidiano, como condição de melhoria
do processo ensino-aprendizagem e referenciada em critérios
preestabelecidos pelos docentes e discentes. Deste modo, a avaliação que
buscamos desenvolver coletivamente tem as seguintes características:

• Contínua, processual e integrada ao fazer diário do


professor. Este caráter nos coloca que a avaliação deve ser
realizada sempre que possível em situações normais,
evitando a exclusividade da rotina artificial das situações de
provas, na qual o estudante é “medido” somente naquela
situação específica, abandonando-se tudo aquilo que foi
realizado em sala de aula antes da prova. A observação,
registrada, é de grande ajuda para o professor na realização
desse processo de avaliação contínua e processual;

• Globalizada. Trata-se da avaliação realizada visando às


várias áreas de capacidades do estudante: cognitiva, motora,
de relações interpessoais, de atuação etc., e a situação do
estudante nos variados componentes do currículo escolar;

• Formativa. Avaliação concebida como um meio pedagógico


para ajudar o estudante em seu processo educativo.

45
No entanto, tais critérios seguem às determinações do Regimento
Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito
Federal, que prescreve o ano letivo distribuído em quatro bimestres, sendo
que 50% da média bimestral é resultante de trabalhos, seminários,
pesquisas, exposições etc. e os outros 50% são obtidos por meio do “provão”
globalizado.

Como a nossa concepção de avaliação processual se fundamenta


na construção de conhecimento por parte do estudante, considerando o seu
aspecto formativo, notam-se, mais uma vez, os obstáculos para trabalhar as
dificuldades apresentadas pelos estudantes e a falta de pré-requisitos
necessários à aprendizagem dos conteúdos em questão. O primeiro refere-se
ao número de estudantes por turmas e o número de aulas por turmas que
ministradas por cada professor. Um segundo, refere-se a melhorias no
espaço físico da escola para que os estudantes possam nele permanecer para
um atendimento diferenciado. Apesar desses obstáculos, percebemos o
empenho e o esforço por parte dos docentes em atender a esses estudantes.

6.4. Melhoria de nosso espaço físico para um melhor atendimento


pedagógico

Objetivo geral

Aprimorar a infra-estrutura da escola como estímulo necessário à


ampliação, aperfeiçoamento e aplicação de estudos discente e docente mais
adequados à construção do conhecimento.

Objetivos específicos

46
• Criar espaços para elaboração de material pedagógico por
áreas e para atendimento ao corpo discente durante o biênio
2008-2009;

• Adquirir e melhorar os equipamentos de apoio didático


(laboratórios, biblioteca, midiateca, salas de aula etc.)
durante o biênio 2008-2009;

• Melhorar as condições do ambiente escolar em temos físicos


(iluminação, ventilação etc.) durante o biênio 2008- 2009.

Ações

• Estabelecimento de parcerias com a SEE e o Governo do DF


para reformas na infra-estrutura e melhoria dos
equipamentos de apoio didático;

• Promoção de gincanas e campanhas visando obtenção de


acervo bibliográfico e de apoio didático;

• Priorização de verbas (APAM e PDRF) para aquisição de livros


e equipamentos de apoio didático;

• Ampliação do espaço física da biblioteca possibilitando


realização de trabalhos em grupos e estudos individualizados.

7. ALTERAÇÕES EM NOSSA PROPOSTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA


ENCAMINHADAS PARA APRECIAÇÃO NA SUBIP/SUBEP -
ESCOLA INTEGRAL

7.1. Por que propomos que nossa escola seja integral?

47
Como é sabido, um dos maiores desafios que o país enfrenta na
atualidade é a melhoria da qualidade de educação básica. Para tanto, os
governos federal e local não têm medido esforços coletivos para a solução
desse problema, por meio de criação de políticas públicas relevantes e
sustentáveis para a educação brasileira. No entanto, também sabemos que
existe um enorme hiato entre as políticas estabelecidas e a realidade escolar,
especialmente em termos de educação de qualidade para todos. Impõe-se
assim uma renovada reflexão sobre a execução das políticas públicas em
educação, ou seja, impõe-se uma renovada atenção à gestão da educação,
pois, a formulação de políticas públicas só se torna eficaz em razão de um
sistema administrativo capaz de traduzi-la em realizações concretas nas
instituições educacionais.

Diante dessa situação que nos é apresentada, considerando o


futuro da juventude e, ainda, os estudos da sociologia da educação,
principalmente de Pierre Bourdieu (1978), que denunciam a escola como
reprodutora das desigualdades sociais, por colaborar, juntamente com outras
instituições da sociedade para a reprodução e manutenção da ordem vigente,
faz-se necessário uma intervenção, no sentido de repensar a escola e seu
projeto político-pedagógico como possibilidade de construir as bases de uma
nova sociedade, menos excludente.

Assim, diante das novas dinâmicas sociais que configuram a luta


pelo direito universal à educação como fator fundamental de participação
coletiva no processo civilizatório e na construção e fruição equitativa da
qualidade de vida humana, na educação e na sociedade, torna-se necessário
refletir sobre as possibilidades e os alcances de nossa ação como gestores e
professores do Centro de Ensino Médio Ave Branca — tal como preconizado
na idéia de gestão compartilhada —, para promover a inclusão e o sucesso
escolar de nossos estudantes.

48
7.2. O que propomos para que nossa escola seja integral?

Nossa proposta se encaminha inicialmente no sentido de


retornarmos o atendimento da disciplina Educação Física ao turno contrário.
Esta mudança de turno em momento algum representa descaso com a
disciplina, ou mesmo desconhecimento de que a mesma seja componente
curricular da base nacional comum, conforme a Lei n. 10.793/2003, do CEDF,
e a LDBEN, em seu artigo 26, parágrafo 3º, que a integra “à proposta
pedagógica da escola”; tampouco configura-se como descumprimento da Lei
n. 7.692/1988, que tem a seguinte redação:

Art. 1º. O artigo 1º da Lei n. 6.503, de 13 de dezembro de 1977, passa a


vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º É facultativa a prática da Educação Física, em todos os graus e ramos
de ensino:
a) ao aluno que comprove exercer atividade profissional, em jornada igual ou
superior a 6 (seis) horas;
b) ao aluno maior de 30 (trinta) anos de idade;
c) ao aluno que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em outra
situação, comprove estar obrigado à prática de Educação Física na
Organização Militar em que serve;
d) ao aluno amparado pelo Decreto-Lei n. 1.044, de 21 de outubro de 1969;
e) ao aluno de curso de pós-graduação; e
f) à aluna que tenha prole”.

Entretanto, convém ressaltar que essa mudança de turno para a


prática das atividades físicas não acontecerá de forma desarticulada do
processo educativo. Pelo contrário, nossos estudantes compareceriam ou
permaneceriam na escola em turno oposto, a eles seria ofertado reforço nas
disciplinas Matemática, Física e Língua Portuguesa, como aproveitamento do

49
período do estudante na escola, além das aulas paralelas de dependência
que já acontecem em turno contrário. Pleiteamos, ainda, o complemento das
atividades pedagógicas com o uso dos laboratórios de Ciências da Natureza,
que, apesar de estarem se deteriorando por falta de uso, poderiam também
ser utilizados em turnos contrários.

Convém ressaltar que nossos estudantes normalmente


permanecem na escola nos turnos contrários para realizarem pesquisas na
internet, tarefas solicitadas pelos professores no moodle e trabalhos em
grupos, para estudos na biblioteca, para a prática de jogos e para atividades
ligadas ao Grêmio Estudantil. Além dessas, também ofertamos Artes Cênicas
- Teatro às quintas-feiras, das 18h às 19h30. Pretendemos ainda implantar a
prática de Capoeira, como complemento de Educação Física, e o PI -
Diferenças: o diferente é igual, nos demais turnos. A oferta de Língua
Espanhola, de acordo com a Lei n. 11.161/2005, obrigatória pela escola e de
matrícula facultativa para o estudante, que está sendo implantada
gradativamente pelo GDF, também poderá acontecer em turno contrário.
Além destas, são oferecidos reforço nas áreas acima descritas, nos finais de
semana, e “aulões” preparatórios para o PAS.

Com a retirada de Educação Física da grade horária normal,


poderíamos atender à solicitação dos professores das disciplinas de
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, qual seja a distribuição entre eles
das turmas da disciplina Produção Textual, que seria reestruturada visando
atender melhor aos estudantes. Esta troca de horários permitiria um ganho
significativo na qualidade de ensino ofertada na escola. Não haveria
sobrecarga de trabalho, como correção de redações, por exemplo, para uma
única pessoa, fato que, percebemos, vem desestimulando o professor a
trabalhar. Assim, cada professor de Língua Portuguesa ministraria aulas em
cinco turmas: da própria disciplina de Língua Portuguesa além da de

50
Produção de Texto, totalizando seis aulas semanais, ou seja, 30 horas. Da
mesma forma se daria com as disciplinas Matemática e Geometria.

Além do que, como temos o ensino regular noturno, é nossa


intenção para o próximo ano — ano letivo de 2010 — transformá-lo em
ensino profissionalizante, expectativa também de nossos estudantes. Se
obtivermos o sucesso que esperamos com os cursos de informática na escola
nos finais de semana, e se este realmente for o curso que achamos ser a
demanda da escola, procuraremos o apoio das instâncias superiores (GRET,
SEE, MEC), para que o mesmo seja ofertado em nossa escola, inicialmente
no noturno, mas em caráter regular.

7.3. Qual a contrapartida da secretaria de estado de educação?

Como o atendimento de Educação Física voltado para o


contraturno é consenso na escola, caberia à Secretaria de Estado de
Educação autorizar esse atendimento. Em segundo momento, com a
ampliação das atividades pedagógicas de outras disciplinas também em
turno contrário, por complementação, caberia à Secretaria destinar à escola
mais 04 (quatro) professores com jornada ampliada: 02 (dois) de
Matemática e 02 (dois) de Língua Portuguesa. Ao nos permitir o uso dos
laboratórios que já temos, e que ainda se encontram subutilizados — de
Química, de Física e de Biologia —, seriam necessários também 06 (seis)
monitores: 03 para o turno matutino e 03 para o turno vespertino, para o
funcionamento adequado dos mesmos.

Compactuando-se conosco para que o atendimento seja ainda


melhor, excelente, soma-se o fornecimento de alimentos, por parte da SEE,
para que possamos ofertar aproximadamente quinhentas refeições diárias,
de modo que os nossos estudantes não precisem se deslocar da escola para

51
tal. Para isso, o CEMAB possui em suas instalações uma cantina, embora não
possua merendeiras. O almoço seria distribuído provisoriamente nas salas de
aula, até que o refeitório seja providenciado.

Como se percebe, nosso pedido se encaminha de encontro à


possibilidade de efetivar uma educação de qualidade, como complemento do
ensino básico. Colocamo-nos como parceiros na tentativa de buscarmos
individual e coletivamente as melhores maneiras de superação das condições
de desigualdade material e cultural de nossos estudantes, ao ofertarmos
uma educação verdadeiramente de qualidade, consoante com a proposta do
nosso Governo. Portanto, nós do CEMAB cremos estar contribuindo com
a nossa parte, com o que nos é possível fazer. Agora, cabe ao
Governo contribuir com o que lhe é atribuído.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1998): atualizada


até a Emenda Constitucional n. 53, de 19/12/2006, São Paulo: Saraiva,
2007.
_______. Lei n. 9.394/1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB). In: _______. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares
Nacionais: Ensino Médio, Brasília: MEC, 1999.
______. Lei n. 1.1494/2007: Lei do Fundo Nacional de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais
da Educação (FUNDEB), Brasília: MEC, 2007.
_______. Plano Nacional de Educação (PNE), Brasília: MEC, 2000.
_______. Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), Brasília: MEC, 2007.
_______. Lei Federal n. 11.129, de 30 de junho de 2005.
_______. Guia de Políticas Públicas de Juventude. Brasília: Secretaria-Geral
da Presidência da República, 2006.

52
BOURDIEU, P. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de
ensino. Lisboa: Editorial Vega, 1978.
DISTRITO FEDERAL. GDF/SEE/CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA.
Avaliação institucional 2007, Taguatinga: 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). População
Jovem, 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS (IBASE).
Juventude Brasileira e Democracia: participação, esferas e políticas
públicas: relatório final, Rio de Janeiro - São Paulo: IBASE – Pólis,
2005.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE). Cadastro geral de
empregados e desempregados (CAGED): Brasília, 2007.
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. Gestão
compartilhada: Lei n. 4.036/2007, SEEDF: Brasília, 2007.
UNESCO. Políticas públicas de / para/ com juventudes. UNESCO, 2004.

53
ANEXOS
Anexo 1
Grade Curricular do CEMAB
Turno Diurno

CARGA HORÁRIA
SEMANAL
ÁREAS DE CONHECIMENTO
SÉRIES

1ª 2ª 3ª

Língua Portuguesa 3 H/A 3 H/A 3 H/A

Linguagens, Códigos Produção Textual 1 H/A 1 H/A 1 H/A

e suas Tecnologias Arte 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Educação Física 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Matemática 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Geometria 1 H/A 1 H/A 1 H/A


BASE NACIONAL Ciências da Natureza, Matemática
Física 2 H/A 2 H/A 2 H/A
COMUM e suas Tecnologias
Química 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Biologia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

História 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Ciências Humanas Geografia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

e suas Tecnologias Filosofia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Sociologia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Língua Estrangeira
2 H/A 2 H/A 2 H/A
PARTE Moderna - Inglês
Componentes Curriculares
DIVERSIFICADA Diferenças: O Diferente é
1 H/A 2 H/A 2 H/A
Igual (PI I)
Grade Curricular do CEMAB
Turno Noturno

CARGA HORÁRIA
SEMANAL
ÁREAS DE CONHECIMENTO
SÉRIES

1ª 2ª 3ª

Língua Portuguesa 4 H/A 4 H/A 4 H/A


Linguagens, Códigos
Arte 1 H/A 1 H/A 1 H/A
e suas Tecnologias
Educação Física 1 H/A 1 H/A 1 H/A

Matemática 3 H/A 4 H/A 4 H/A

Ciências da Natureza, Matemática Física 2 H/A 2 H/A 2 H/A


BASE NACIONAL e suas Tecnologias Química 2 H/A 2 H/A 2 H/A
COMUM
Biologia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

História 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Ciências Humanas Geografia 2 H/A 2 H/A 2 H/A


e suas Tecnologias Filosofia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Sociologia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Língua Estrangeira
PARTE 2 H/A 2 H/A 2 H/A
Componentes Curriculares Moderna - Inglês
DIVERSIFICADA
PI I 1 H/A 1 H/A 1 H/A
Proposta de nova grade curricular para o diurno
Escola Integral

CARGA HORÁRIA
SEMANAL
ÁREAS DE CONHECIMENTO
SÉRIES

1ª 2ª 3ª

Língua Portuguesa 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Linguagens, Códigos Produção Textual 2 H/A 2 H/A 2 H/A

e suas Tecnologias Arte 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Educação Física 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Matemática 2 H/A 4 H/A 4 H/A

Geometria 2 H/A — —
BASE Ciências da Natureza, Matemática
NACIONAL Física* 2 H/A 2 H/A 2 H/A
e suas Tecnologias
COMUM Química* 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Biologia* 2 H/A 2 H/A 2 H/A

História 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Ciências Humanas Geografia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

e suas Tecnologias Filosofia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Sociologia 2 H/A 2 H/A 2 H/A

Língua Estrangeira Moderna 2 H/A 2 H/A 2 H/A


PARTE Componentes Curriculares
DIVERSIFICADA Diferenças: O Diferente é
1 H/A 2 H/A 2 H/A
Igual (PI I)

Obs.:
* Caso haja atendimento nos laboratórios em turno contrário, as cargas horárias de Física, Química e Biologia
passariam para 03 (três) horas/aulas cada.
Anexo 2

Questões geradoras das modificações no projeto político-pedagógico da escola

QUESTÕES DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO – TURNO DIURNO


Tema: A sociedade contemporânea e o papel da escola – 03/2008
Texto: BAUMAN, Z. Turistas e Vagabundos. In: BAUMAN, Z. Globalização: as conseqüências humanas.
Trad. Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999.

Segmento de professores
1. Qual o papel da 2. Quais as principais
3. Quais as alternativas de 4. O que é prioritário na
escola/educação nessa dificuldades apresentadas
superação encontradas? escola?
realidade? pela prática pedagógica?
Formação do cidadão
crítico, participativo e Salas lotadas (4); Conseguir despertar o
atuante no contexto social, professores desmotivados; interesse dos estudantes
A educação (2).
capaz de refletir, atuar descaso com a educação para a construção de sua
sobre a realidade e (2). aprendizagem.
transformá-la (6).
Tornar a escola
Falta de consciência do
significativa para o
estudante de se
Criar meios para a estudante tornando-o
transformar e transformar O estudante.
mudança (2). atuante e participativo no
o universo ao seu redor por
processo ensino-
meio da educação.
aprendizagem.
A limitação de recursos e
Mudar a realidade de
Mobilização (2). seu acesso; a continuação Priorizar a educação.
nossos estudantes.
da formação.
Mobilização sindical de
A presença da família para Espaço inadequado para maneira deficiente; diálogo
Tornar a escola mais
auxiliar na construção do uso do estudante após uma entre teoria e prática;
humana.
cidadão “crítico”. atividade. pesquisa e estudo
constante.
Dificuldade em avaliar os
Educação voltada para os
estudantes (2); falta de Humanização e
Participação do professor. valores significativos e
conhecimento em certos comprometimento.
reais da sociedade.
assuntos (2).
Reduzir o número de
Instrução, fomentar
A quebra de paradigmas estudantes por turma para Tocar o projeto
valores sociais coletivos
culturais, principalmente. ter qualidade em educação coletivamente (3).
(2).
(4).
Indisciplina em sala de Criar condições para
aula; desinteresse; falta de Tentar entender o que os conscientização e
Educar para a diferença.
comprometimento por nossos estudantes querem. percepção crítica da
parte do estudante (4). realidade que os cerca.
Oferecer rumos para o
consumo sustentável e A inércia diante das A aprendizagem e a
Mobilização na busca dos
inteligente, a busca da inovações; vontade de construção de uma
ideais: formação, finanças
identidade, evolução para o querer fazer algo e ser sociedade mais justa,
e mudanças de valores.
bem estar social e global impossibilitado de fazê-lo. fraterna e solidária.
(2).
Educação é trabalho de
Falta de autonomia das
equipe; projetar para onde Precisamos alavancar aulas
escolas; falta de definição
“Reproduzir tudo isso (2).” ir: educar para a que despertem o aluno
do que a escola deve fazer
solidariedade? Educar para para o século XXI.
para atender a clientela.
a competição?
Criar condições para que o
Conflito de interesses; jovem adquira ferramentas
Parceria entre escola e
problemas no cognitivas, condições Clima favorável em todos
governo por meio de
desenvolvimento de um emocionais e autoestima os segmentos.
investimentos.
trabalho coletivo (2). para que vislumbre novos
horizontes.
Entrar em sintonia com o
universo cultural e Maior utilização dos
cognitivo do seu recursos tecnológicos para
interlocutor, que possui inserção de professores e
Visão do social, cultural e referências e pertence a estudantes no mundo Otimização de espaços e
estético do contexto atual. uma geração diferente; moderno; utilização das recursos.
romper barreiras e penetrar diversas mídias como
no universo significativo do aliados no processo de
jovem se constitui um aprendizagem (4).
grande desafio.
Continuar pensando o
“fazer” pedagógico, mesmo
Mudanças estruturais e quando não se sente
culturais, e maior vontade motivado em função do Ter unidade na escola para
“Prefiro não comentar.”
política tanto do governo número de alunos, do promover mudanças.
quanto da sociedade. número de turmas e do
número de anos
trabalhados.
Criar ambientes que Envolvimento da família e
Conectar-se com as
facilitem mais encontros do da sociedade (2); Qualidade de ensino (2).
mudanças.
que desencontros. valorização política (3).
A dificuldade de tradução
para uma linguagem global
Tentar reverter esse dos conhecimentos Priorizar o professor e o “O fim das fogueiras de
quadro. adquiridos pela aluno. vaidades.”
humanidade para os
tempos atuais.
A falta de material
Valorização do professor:
pedagógico, principalmente
Ter unidade na escola para qualificação, melhoria
do livro didático, e de
promover mudanças. salarial, plano de saúde,
cópias acessíveis aos
moradia digna (2).
alunos.
A não valorização da
profissão de professor (3); Realização de trabalhos
a ausência de apoio da Começar a entender o pós- inter ou multidisciplinares
família (4); a ausência de moderno. para amenizar problemas
leitura por parte dos de leitura e interpretação.
alunos.
Aguardar no decorrer do
processo a acomodação de
idéias, com bom senso, Plano de saúde digno;
Valorizar o conhecimento.
nesta nova etapa que se plano habitacional.
inicia — ano letivo de 2008,
equipe nova etc.

Segmento de assistentes
2. Quais as principais
11. Qual o papel da escola/ 3. Quais as alternativas de 4. O que é prioritário na
dificuldades apresentadas
educação nessa realidade? superação encontradas? escola?
pela prática pedagógica?
Os banheiros dos alunos
Preparar futuros Falta de educação de Procurar ouvir mais os
precisam mais atenção e
profissionais e cidadãos. alguns alunos, violência. alunos.
cuidado.
As dificuldades são muitas,
embora sejam
Educar para que o cidadão contornáveis as situações, Retornar com as cadeiras
Deixar os alunos entrarem
tenha conhecimento e pois cada aluno tem sua para as salas quando forem
mesmo atrasados.
informação. criação, seu jeito diferente, “subidas” aulas.
assim como os
professores.
A distância e a indiferença
Dar uma base de
dos professores em relação Trabalharmos juntos para o Urgente: uma geladeira
conhecimento dentro deste
aos demais servidores (2); bom andamento da escola para as auxiliares de
mundo cheio de conflitos e
manter os alunos em sala (2). limpeza.
idéias diferentes.
de aula.
É tudo. O começo de uma A falta de comunicação, de Mais diálogo, mais Cortar o mato e limpar as
caminhada muito diálogo entre os segmentos companheirismo e mais canaletas da escola.
importante. Sem educação (3); estímulo para o união entre os grupos.
não se chega a lugar trabalho.
algum.
Informativos para os alunos
pelo professor e pela
direção, como, por
exemplo, proibição de
Qualificar o aluno para o certas formas de namoro
Parceria entre professores
mundo e também prepará- entre os alunos na
e assistentes em relação
lo para o trabalho; integrar presença de servidores da Não terceirizar a escolar.
ao cuidado com as salas de
os próprios colegas escola, evitar jogar copos
aula.
servidores. descartáveis pela escola
(referência ao mosquito da
dengue) etc., o que
tornaria o relacionamento
bem mais fácil para todos.
Ensinar tudo: como
“É exatamente isto que
respeitar o ser humano, o
Que a comunicação seja a você está fazendo: reunir
que seria importante para a Falta de servidores e de
mesma, da portaria até a com todos para saber a
formação e para se ter um professores (4).
direção. opinião de cada um e
bom emprego e se criar
também os problemas.”
uma boa família.
Levar conhecimento aos
jovens, que muitas vezes,
não têm uma formação de
No conceito escola, hoje,
casa, pois os pais “Tem que ter mais recursos
Falta informação por parte dentro da realidade, temos
trabalham e não têm para trabalhar melhor, em
da direção aos servidores. que ser pai, mãe, médico,
tempo para educá-los, e todos os sentidos.”
psicólogo, conselheiros etc.
por isso a escola, com
estes jovens, “passa maus
bocados”.
Serve para dar educação Professores que não Lanche para os estudantes Maior controle sobre a
para o jovem. A realidade demonstram interesse e os que trabalham e vêm com limpeza das salas,
das escolas, principalmente estudantes aproveitam. fome. principalmente no noturno.
em Brasília, é “fazer
turminha no portão” para
festa e reunião, para se
drogarem e depredar.
A escola é uma extensão
da nossa casa. A escola
tem o dever de formar Faltam vagas e os Os alunos fora de sala de
Sala para os demais
bons cidadãos. Só que a estudantes ficam sem aula deveriam ficar na
servidores.
realidade é outra, os escola. praça.
estudantes não têm
interesses nos estudos.
Contribuir para que nossos
filhos tenham uma
Mais cursos de formação Que todos caminhem em
formação melhor, para que
para os servidores. uma só direção.
no futuro façam um mundo
de muita paz e harmonia.
Para educar e ensinar boas Discutir e tentar resolver os
maneiras de problemas juntos, sermos
relacionamento entre as mais humanos e
pessoas e entender o que compreensíveis uns com os
são valores. outros.
O crescimento de todos na
escola (2).
Mais atenção com
estudantes liberados para
fora de sala de aula: “eles
pedem para ir ao banheiro,
mas, na maioria das vezes,
vão se beijar lá nos
fundos.”
Mais servidores ou
ampliação da jornada de
trabalho para 40 horas (2).
Uma sala para os demais
servidores.

Segmento de estudantes
1. Qual o papel da 2. Quais as principais
3. Quais as alternativas de 4. O que é prioritário na
escola/educação nessa dificuldades apresentadas
superação encontradas? escola?
realidade? pela prática pedagógica?
A limpeza dos banheiros
Dar base para a nossa vida Não ter o segundo horário
Aulas mais dinâmicas. (2), “ter papel higiênico
(2). para “exceções” (3).
nos banheiros.”
A quadra de esportes, que
Serve para acrescentar
está em péssimo estado, e
conhecimento, para que no
Os banheiros estão sempre utilização dos espaços
futuro possamos ter uma Uso dos laboratórios.
sujos. vagos para fins escolares
base para o mercado de
(2); banheiro e vestuário
trabalho (3).
nas quadras.
A falta de comunicação A formação de alguns
“Nos preparar para ser A mudança das “idéias do
entre professores e professores na questão do
alguém na vida (2).” diretor.”
estudantes. trato com os estudantes.
A falta de colaboração dos Renovar alguns Mudar a forma de
Ensinar, formar cidadãos e
próprios colegas na professores. tratamento entre professor,
melhorar a nossa vivência
conservação do ambiente demais servidores e
em sociedade (4).
escolar. estudantes.
Os professores não
Serve para o aprendizado e Mudar a nota do provão Mudar a forma de ensino
considerarem a opinião dos
formação social. para 3,0. de alguns professores (4).
estudantes.
A escola tem como
finalidade não apenas o
A relação estudante x Entrar no segundo horário
aprendizado das disciplinas, Cobrir a quadra.
professor. (2).
mas, socializar e dar
cidadania aos estudantes.
Para ampliar nossos Autoritarismo abusivo “Cara, temos que ter a O provão valendo somente
conhecimentos (2); nos exercido por alguns liberdade de sair a hora 3,0 (3).
preparar para o mundo lá professores. que quiser! O provão tem
fora e diversão. que ter duas opções!
Temos que montar nossa
própria turma!”
Para conhecer novas
pessoas (2), “novos
O mau atendimento nos Ter viagem e gincana; e
estilos”, também para
diversos setores da escola. passeios (2).
estudarmos e
aprendermos.
Para que as pessoas Procurar estudar mais,
interessadas possam (Em branco) (2). melhorar o comportamento
estudar. e o desempenho.
Para ter uma adolescência Ter armário nos corredores
Provões mal digitados.
muito “Loka”. para os estudantes.
Preconceitos na escola,
É um meio de convivência Melhorar o policiamento
brigas entre estudantes e
social. próximo a escola.
desinteresse de alguns.
Para sermos pessoas
“Falta de maturidade dos
melhores, a escola serve
estudantes, estudantes
para nos preparar para o
desinteressados, gays”.
futuro.
A escola serve para trazer
uma educação melhor para
todos os cidadãos, não só
Os professores sempre têm
para os jovens, mas,
mais prioridade que os
também para as pessoas
estudantes.
mais velhas; trazer
conhecimento para toda a
nação.
Adquirir novos
conhecimentos, trabalhar.
QUESTÕES DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO – TURNO NOTURNO
Tema: A sociedade contemporânea e o papel da escola.
Texto: ARAÚJO, V. A & SANTANA, L. S. Ensino Médio: construção de um projeto político-pedagógico ético
e de qualidade para a juventude e adultos do CEMAB. CEMAB: Supervisão pedagógica, 2008.

Segmentos de professores e de assistentes


1. Qual o papel da 2. Quais as principais
3. Quais as alternativas de 4. O que é prioritário na
escola/educação nessa dificuldades apresentadas
superação encontradas? escola?
realidade? pela prática pedagógica?
É fundamental, no que diz
respeito à mediação do
conhecimento universal.
Perdemos, há muito, a
credibilidade, pois nos
tornamos distantes da
realidade e obsoletos
diante da efervescência da O mais difícil é trabalhar com
tecnologia (2). O quadro, A falta de significado e de Um mega investimento em limitados recursos materiais,
o giz e o professor são contextualização entre o estrutura e transformação com um público com um
estáticos e momento do estudante e social, mudando a visão cabedal de conhecimentos
desinteressantes frente à as escolhas das atividades de que a escola é a única abaixo do necessário para o
dinâmica desse mundo e dos conteúdos feitos pelo saída para tornar-se bem nível em que está inserido e
pós-moderno. Poder-se- corpo docente. sucedido. com as deficiências próprias
ia, então, recorrer aos do profissional de ensino.
estudiosos, pedagogos e
cientistas da educação e
tentar trazer a prática
pedagógica, o fazer
pedagógico, para o
contexto e a realidade do
aluno. Isso uniria as
múltiplas genialidades de
Piaget, Vigostky, Walon,
Ferreiro, Gramsci, Freire e
os mais contemporâneos
e daria a ele uma
resposta.
Falta de motivação,
objetivos, faltas Revitalizar, novamente, o
Oportunizar aos nossos
excessivas, falta de “base”; valor da prova; trabalhar por
jovens meios para Continuidade e avaliações
comprometimento (3); frentes; promover os
permitir o seu ingresso no do trabalho do professor e
tendo em vista todos esses projetos interdisciplinares
mundo do conhecimento da escola.
problemas e dificuldades, o que geram o lúdico agregado
(2).
desempenho e a motivação ao cognitivo.
também ficam afetados.
O trabalho do profissional
Propiciar aos estudantes e
de educação é
à comunidade condições
diferenciado. Para ele são
de amparo, no sentido de
cobrados desde o esforço
inverter os dados de uma
mental e físico, até o Gostar do que se faz, em
pesquisa que apontam
envolvimento psicológico termos de escola; olhar o
necessidades de uma Professores comprometidos
no processo de ensino- estudante não como
formação capaz de com a educação em todos os
aprendizado. Para que isso inimigo, mas uma pessoa
diminuir a violência e o aspectos (2).
se complete, há que se em busca de um mundo
desemprego, por meio de
melhorar as políticas novo.
algo adequado às
educacionais, o apoio
exigências de uma
logístico, o espaço para a
sociedade cada vez mais
formação, uma
competitiva e injusta.
remuneração digna etc.
Trabalhar com os Uma proposta pedagógica Adotar hábitos diários que
Repetências constantes,
estudantes conteúdos voltada para transformar o desenvolvam no estudante o
falta de pré-requisitos (5),
críticos direcionados à sua CEMAB na melhor escola gosto pela educação e,
defasagem (2), falta de
formação sociopolítica, pública do Brasil, consequentemente, a
leituras, mais integração
propiciando “condições” coerente, com bons promoção da qualidade do
entre família e escola (2).
para interagir e interferir laboratórios, conteúdo e ensino no CEMAB (4).
no meio social. material didático (3).
Mobilização das categorias
e do corpo discente para
cobrar das autoridades
Qualificar as expectativas maior investimento na
geradas por meio de escola pública (2);
práticas de ensino que Falta de continuidade de formação de parcerias Procurar manter os
visam ao aprimoramento políticas e projetos em técnicas entre SINPRO, estudantes na escola (3);
na produção do função da desordem da GDF e instituições apoio para desenvolver o
conhecimento, tanto SEE como um todo. acadêmicas na resolução trabalho em sala de aula (2).
individual quanto coletivo dos problemas;
(4). humanização interna das
escolas e programas
voltados para a formação
cidadã.
Financeira, desinteresse do
Maior interação entre os A prioridade é o estudante
estudante, o pouco ou
grupos (do matutino, do (3); a democracia;
quase não reconhecimento
vespertino e do noturno); autoestima.
do papel do professor pela
estímulo aos professores
Libertário, de inclusão, sociedade, a começar pela
para desenvolverem um
social, trabalhar as instância governamental,
bom trabalho (2);
diferenças e a igualdade. do qual é reconhecido seu
procurar ouvir os
valor apenas pelo resultado
segmentos e, na medida
final (nota) ou atividade
do possível, atender a
fim e não ao meio (ao
suas reivindicações.
processo).
Falta de professores
substitutos, carga horária
Pronta substituição dos
Transformador, pequena de diferentes
professores por contrato No turno noturno, o
questionador (2), matérias, burocracia
temporário; diário pedagógico, “o que fazer?”
facilitador e direcionador. administrativa,
eletrônico.
aplicabilidade dos
conteúdos.
Corrigir as discrepâncias, Imposições provenientes Acompanhamento do Preocupar-se com o
possibilitar a aquisição de da SEE e da DRET, da trabalho e da disciplina da cumprimento do que foi
hábitos de estudo, “cultura do povo”, da falta escola, mais efetivamente planejado para ser
referencial teórico, troca de competência e de pela direção. desenvolvido durante todo o
de experiências. vontade política, social e ano.
econômica dos governos,
dos ministros de educação
das últimas décadas.
O melhor desempenho
possível do estudante para
Adoção de linguagem única Busca de identidade junto que possa ter um bom
Maior ênfase em preparar pelo corpo docente, em à comunidade, integrando- desenvolvimento na sua vida
o estudante para o ensino todos os aspectos, a e solidarizando-se com o cotidiana, conseguindo
superior, com estudos acompanhamento e grupo; explorar realizar seus sonhos (até
dirigidos para o vestibular orientação psicopedagógica experiências de sucesso mesmo “passar” no
e as avaliações seriadas. e comportamental por vivenciadas em outros vestibular da UnB para
parte da direção etc. grupos. medicina). “Por que não?
Pelo menos deveria ser
assim.”
Infelizmente, a visão que
se apregoa a nossos
estudantes é a do
“trabalhador braçal”,
diferentemente dos
escravos, de que é
necessário no mínimo se
Sequência lógica de bons “Escola para quem quer...
intelectualizar para que Respeito e educação entre
conteúdos, bons Escola para todos vira
interprete pelo menos os estudantes, professores e
laboratórios, bom material ambiente de
textos que lhe sejam demais segmentos (4).
didático. domesticação.”
acessíveis. Não se investe
no doutor, no mestre,
estes se o querem assim
ser fazem por conta
própria, por meio do
esforço da renitência
pessoal de cada um. Não
se investe na formação
destes. Nesse limiar, o
nosso trabalho é mínimo
(2).
Falta de condições
materiais na escola, bens e
aparelhos que
Conscientizar a acompanham a evolução
comunidade (discentes e do ensino (acesso à
Flexibilizar os conteúdos
pais) em especial, da informática, internet,
para atender a realidade e Formar e educar o cidadão
importância do cognitivo, saídas de campo etc.);
a necessidade do (2).
aliando-o às realidades “temos que intensificar as
estudante (2);
vivenciadas e ao ensino- aulas, os conteúdos, para
aprendizagem (2). que seja coberta essa
deficiência, algo que
todavia também se torna
difícil.”
A distância entre os
Historicamente, não existe propósitos educacionais e a
Respeito aos limites do
evolução (pós-caos) sem realidade enfrentada pelos A participação da
profissional da educação;
a educação, que por sua estudantes e professores, comunidade; a inserção
mostrar-lhe a importância
vez, na maioria dos casos, mediante situações tecnológica; mais
que tem socialmente;
se obtém nas escolas e vivenciadas em casa e no investimento.
deixá-lo trabalhar.
universidades. trabalho pela maioria da
clientela em questão (2).
Este é justamente o
Prover uma educação que
Dificuldade em desenvolver dilema do professor: Orientação vocacional para as
dê a este estudante
projetos que integrem os encontrar alternativas turmas dirigida para
oportunidade de
três turnos da escola; o para a superação das despertar interesses; montar
“concorrer”
“egocentrismo” dificulta dificuldades, uma vez que uma equipe específica para
igualitariamente no
uma maior interação entre não depende de um capacitar os estudantes para
mercado de trabalho e/ou
o grupo, o que inviabiliza a segmento apenas. É o vestibular, concursos,
aperfeiçoamento
interdisciplinaridade. preciso interação, seleções etc.
(preparo) profissional (4).
mobilização e mudança.
Que o estudante sinta a
necessidade de estudar,
logo, para isso, é
necessário que seja
revitalizado o modo de se
fazer isso. A prova deve
Gestores que se preocupem
mudar, e a mudança tem
em “tirar” entraves que
de ser provocada com
Formação do cidadão em Falta de comprometimento possam comprometer o
urgência pela instância
todos os sentidos. de ambas as partes (2). desempenho do trabalho e
maior (SEE), para que
não em mostrar que são
possam executá-la. A
chefes.
prova tem de ser
valorizada, porque seja
em concursos, seja no
vestibular, é ela quem vai
medir nossa qualidade de
ensino.
Poder-se-ia elencar
alternativas físicas,
humanas e sociais, isso Criar interesses que
faria cair em um lugar mantenham o estudante
comum e óbvio, onde tais aqui, como: atividades
iniciativas foram aplicadas pedagógicas construtivas;
Grande ausência da
Adaptar-se às na “Escola Nova”, em desburocratização de diários
compreensão do verbo
necessidades e às projetos reformuladores, e outras atividades “chatas”
“estudar”, banalização da
mutações do mundo atual como: CBA, Escola que não levam a lugar algum
prova, desmotivação
para atender ao jovem e Candanga e anteriores, (conselho de classe,
docente, no que tange à
torná-lo protagonista de CAICs e, no momento, coordenação obrigatória na
sua valorização social e
sua própria história. “Escola Integral”, e escola, em certas ocasiões,
econômica (2).
seremos sempre um quando fazemos a maior
arremedo de educação. A parte de nosso planejamento
mudança deve ser em nossas casas. Que se
nacional, em que a flexibilize isso).
educação se torne
prioridade, bandeira
primeira.
Uma melhor autoestima
dos estudantes; uma
Esse problema não Melhorar as relações
escola focada na relação
depende só da escola. É interpessoais entre os
professor x estudante; a Desburocratizar o
complicado definir um segmentos; melhorar a
comunidade mais preenchimento dos diários.
papel específico para a comunicação em todos os
participativa na escola;
escola. âmbitos da escola.
uma maior
responsabilidade social.
Com o término dos cursos
técnicos oferecidos na
rede pública de ensino, os
jovens perderam muito, Inexistência de princípios e
Possibilidade de mais Salas adequadas com menos
pois, só se qualificam se valores nos grupos;
projetos interdisciplinares. estudantes; esportes e
pagarem para fazer indefinição de papéis;
atividades diversificadas.
cursos técnicos ou imediatismo.
faculdade, coisa que é
difícil pelo aspecto
econômico.
Acreditar que a mudança é
Valorização dos
possível, se todos
professores; uma escola
cumprirem com o seu Mais professores e parceiros
mais equipada
papel; desenvolver que ampliem a perspectiva
Anular a lógica pessoal. tecnologicamente; uma
discussões permanentes do mundo de sala de aula
visão democrática em
sobre a qualidade de para “vôos mais altos”.
termos de gestão; uma
ensino e que traduzam
escola democrática.
ações práticas.
Partir para o Mais compromisso do
Dificuldade da associação
enfrentamento. A coletivo para vencer as
entre o pensamento
educação representa, para barreiras. Assumir a Combinar as regras antes das
coletivo e a participação
o segmento estudantes, a responsabilidade que é brincadeiras (jogo de
efetiva e prática de todos
única justa e legal forma sua (de cada um) e parar aprender e ensinar).
os membros da
de mudança, de de “passar a bola para
comunidade escolar.
transformação. Para os frente”. Assumir
que não receberão verdadeiramente seu
heranças gordas ou que papel de educador.
não poderão esperar a
sorte grande (como
loterias e prêmios
milionários), resta à
escola e seu poder de
mudança, o papel maior
nesse processo.
O papel da escola é vestir-
se de armadura, para Planejamento;
Rever a grade horária;
poder enfrentar ou coordenação; supervisão
desenvolver projetos
chocar-se com todos os eficiente e
significativos; diminuir a
interesses: econômico, acompanhamento dos
evasão.
social, político, estudantil, trabalhos e controle.
paterno etc.
“O professor é a prioridade.
Muitos discordam, mas como
ser um “corpo docente” sem
conexão, integração e
cuidado com a saúde desses
“órgãos” que compõem esse
corpo? O investimento seria
no nível acadêmico,
financeiro, social, pois,
somente assim, a mão não
seria pé, nem a cabeça
tomaria as funções do
coração, seríamos ‘um’.”
Segmento de estudantes
1. Qual o papel da 2. Quais as principais
3. Quais as alternativas de 4. O que é prioritário na
escola/educação nessa dificuldades apresentadas
superação encontradas? escola?
realidade? pela prática pedagógica?
Segurança, policiamento
(8); não permitir a entrada
Para desempenhar um
Papel higiênico nos de pessoas estranhas.
papel social e de
banheiros masculino e Fazer licitação para uma “Outro dia entrou uma
aprendizagem na vida da
feminino, falta de porta nos empresa fazer limpeza na menina e agrediu uma
pessoa, fazer com que a
boxes dos banheiros, falta quadra de Educação Física. estudante com palavras e
pessoa se torne social,
de porteiro (3). poderia ter sido pior,
profissional.
poderia ter morrido
alguém.”
A escola é onde
Trabalhos que
aprendemos tudo para a
desenvolvam a interação
crise no mercado, na vida, Os banheiros precisam de
entre os professores e os Papel no banheiro.
na educação também, pois, reforma (6).
estudantes. Feiras culturais
pai ensina e professor
são um bom exemplo.
educa.
Educar e formar cidadãos O governo (2): só ele para
capazes de enfrentar a melhorar o ensino;
Disponibilizar um momento
sociedade de forma Problema de relação valorizar e dar mais
para o uso dos
correta, fazendo com que interpessoal com a importância aos
computadores da escola no
os estudantes sejam professora de Inglês (3). professores e diretores
noturno.
capazes de se expressar para resolverem os
perante a sociedade (3). problemas da escola.
A falta de segurança; falta Conversar para detectar a
Fornecer educação para
policiamento no colégio razão do mau Ativar as câmeras de
todos e melhores condições
(5), pessoas estranhas comportamento do segurança (2).
e organização.
entram na escola. estudante.
Ajudar no desenvolvimento Faltam aulas de artes. Para Reforma dos banheiros (3) Fazer ronda nos
do cidadão e do o PAS, são solicitadas três e contratação de um corredores. Quando “tem”
conhecimento do mesmo. modalidades e “a gente porteiro (2). pessoas não fazem nada
tem” apenas uma. (3).
Liberar as paredes da
Para servir ao estudante,
A metodologia do professor escola para movimentos de Projeto para “acalmar os
desde que o mesmo esteja
de Física. grafite, e assim resolver as ‘servidores’.”
em seu direito.
pichações.
A relação dos professores A sala de informática deve Chuveiro e vestuário na
Educar e socializar (3). com os estudantes. Às ser mais divulgada no quadra, para a prática de
vezes falta diálogo (3). noturno. Educação Física.
Oferta das outras
O mato que está tomando Fazer a nossa parte e
modalidades de artes,
Para estudar. conta da quadra de cuidarmos das instalações
segundo conteúdo para o
esportes (2). da escola.
PAS.
As aulas precisam ser mais Assegurar no mínimo dois
Ensinar e formar cidadãos dinâmicas. Os estudantes policiais fazendo ronda na
Reforma das quadras.
melhores (2). chegam cansados e as escola (3); três aulas de
aulas não ajudam muito. Arte por semana.
“Lanche para os
Manutenção dos banheiros;
Instruir os estudantes para estudantes, porque tem
Pichações; a sala de colocar papel higiênico,
aprender e influenciar em muita gente que vem
informática. limpá-los nos três turnos e
sua vida futuramente. direto do trabalho para a
por fiscalização (2).
escola sem refeição” (2).
A prioridade é o estudante,
Comportamento do mas, para que isto seja
Estar ensinando a cada dia
estudante que está na “Papel higiênico igual ao do bem reconhecido, é preciso
e aprendendo. Quem faz a
escola sem vontade shopping.” haver uma melhoria na
escola é o estudante.
própria. relação entre professor e
estudante.
Procurar ter mais diálogo
A estrutura do noturno. As
com as pessoas. Somente
poucas aulas (hora-aula O tempo das aulas deve
Tem vários papéis. transferir as pessoas que
reduzida) e material ser cumprido.
estão prejudicando a
didático.
escola.
Dar a base de ensino ao Pedagógico: entendimento Pedagógico: ter mais No momento, nada de
estudante. de certos casos? confiança no estudante. muito importante, de
imediato.
Trocar as lâmpadas da
escola, colocar os policiais
As bombas, as câmeras
Educar o indivíduo para ter que ficam na frente do Fazer um planejamento de
que não pegam ninguém
uma cultura e conviver em portão só “dando em cima estudos para quem tem
(2), as várias lâmpadas
sociedade. das meninas” pra montar dificuldade.
que não funcionam.
plantão dentro das escolas
e pegar os vândalos.
A falta de aulas de teatro
Fazer algo para arrecadar
para ajudar os estudantes
dinheiro para compra de Solucionar a relação entre
Informar a sociedade. a se auto-ajudarem nas
cabeamento para as professor e estudante.
disciplinas e a falta de mais
câmeras.
ajuda psicológica.
Fazer alguma atividade ou
Reuniões demais de coisa parecida, para que o
Interagir com os Proibição dos fumantes
professores à noite. Mais professor fique mais calmo
estudantes. dentro da escola.
aulas no noturno. e possa dar ensino de
qualidade melhor.
Avisar os estudantes com
antecedência sobre as
Alguns “servidores do
reuniões. Perdemos muitas
O ensino é muito colégio” nos tratam com
aulas com reuniões. Às
importante para o futuro de um pouco de ignorância.
vezes, usam o tempo das
cada um, então é um Acham que seus problemas
aulas para reuniões,
preparatório para a vida. podem ser descontados nos
deixam de ensinar e “tem
estudantes.
estudante que mora
longe”.
Depende do ponto de vista
Falta de organização e
de cada um. No meu, é
planejamento das
para aperfeiçoar meus
atividades escolares.
conhecimentos.
ANEXO 3

Avaliação coletiva realizada na 1ª Jornada Pedagógica Coletiva da escola

1ª JORNADA PEDAGÓGICA COLETIVA

Análise das respostas dos segmentos escolares às questões do projeto político-pedagógico


apresentadas em PowerPoint.
Leitura e discussão coletiva do texto: Escola: espaço de organização coletiva do trabalho pedagógico.
In: LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Ed. Alternativa, 2001,
pp. 19- 23.
1. Qualidade das relações sociais no âmbito escolar: afetividade entre os segmentos, alteridade,
solidariedade e qualidade na comunicação.
Principais problemas detectados: Soluções e encaminhamentos:

- Falta de solidariedade entre os pares dos diversos - Aperfeiçoar o diálogo entre os segmentos (4);
segmentos (6); - Conscientização tanto da necessidade afetiva quanto da
- Falta de comunicação eficiente (8); solidária;
- Poucas atividades entre os pares (2); - Criação de um informativo interno (2);
- Grupos isolados, “panelas e castas” (2); - Implementar atividades sociais (passeios, almoços,
- Ausência de liderança do corpo diretivo; workshop etc.) para integração (do corpo docente) e da
- Individualismo; comunidade escolar (5);
- O “lado pessoal” supera o lado profissional, dificultando o - Reunião periódica da equipe diretiva para definição de
trabalho coletivo (2); papéis e informação do discurso e comunicação (“falar a
- Falta de interação afetiva e significativa entre os mesma língua” e “usar as mesmas medidas”);
segmentos da escola (7); - Criar ambientes de interação pedagógica entre os
- Carga horária diferenciada para os profissionais diversos segmentos e turnos, trabalhos em grupos etc.
readaptados; (4);
- Rivalidade e competição entre os turnos; - No sentido de direcionar e tomar posições, reuniões mais
- Não aceitabilidade das diferenças e adversidades por dinâmicas para haver integração (4);
parte de alguns profissionais, o que às vezes tem - Respeitar os outros e valorizar o trabalho do colega (2);
interferido na ética profissional. - Curso de relações interpessoais para todos os segmentos
(2);
- Comprometimento;
- Programar lanches coletivos;
- Divulgação de encaminhamentos mais urgentes em
mural;
- Reuniões sistemáticas com cada setor da escola;
- Apresentar ao grupo as pessoas novas que chegam à
escola;
- Avaliações com feedbacks.

2. A qualidade na gestão, na organização e no desenvolvimento do trabalho pedagógico coletivo: Direção,


Secretaria, Assistentes, Supervisão Administrativa, Supervisão Pedagógica e Disciplinar, Biblioteca,
Midiateca, Mecanografia, Laboratório de Informática, SOE e Sala de Recurso Multifuncional.
Principais problemas detectados: Soluções e encaminhamentos:

- Definir papéis, “falar a mesma língua” e “usar mesmos - As citadas ao lado;


pesos e medidas” para com os profissionais de educação - Criar ambientes de interação entre os diversos
(Direção) (2); segmentos e turnos (3);
- Definir junto ao corpo discente a permissão de uso de - Planejamento coletivo e avaliações constantes pelo
boné, mini-saia, short, chinelos, top, aparelhos grupo, após conhecimento de todos;
eletrônicos etc. (Direção, Ass. Disciplinar, docentes); - Auto-reflexão para melhorar a postura;
- Uniformizar algumas posturas no trato com os - Coordenação coletiva, ao menos mensais, com todos os
estudantes (Direção, Ass. Disciplinar e docentes); setores;
- Falta direcionamento para que o trabalho seja mais - Avaliar em cada setor pedagógico o papel do coletivo,
eficiente e organizado; interagindo os interesses comuns com o coletivo;
- Carência de espírito de grupo; - Construção de um projeto político-pedagógico
- Falta de um contato cordial (não generalizando) e democrático, dentro da realidade da escola;
educação; - Ao serem definidas as regras nos diversos setores, que
- Falta de compreensão de todos os setores na elaboração as mesmas sejam discutidas coletivamente e repassadas
do trabalho pedagógico; ao grupo;
- Projeto político-pedagógico sem objetivo claro, o que - Atendimento na Mecanografia independentemente do
dificulta as atividades nos segmentos da escola; turno;
- Construção inadequada do projeto político-pedagógico - Reservar espaços para pesquisas e aulas em turnos
(via burocrática e não ação coletiva); contrários;
- Falta de comunicação e informação entre os setores (3). - Utilizar o espaço de comunicação entre todos os
Cada setor define as suas regras sem compartilhar com o segmentos;
grupo maior; - Profissionais com perfil adequado para cada segmento;
- Acesso à Biblioteca Escolar dificultado, cobrança da - Definição de papéis;
carteirinha, proibição dos trabalhos em grupos; - Criar a figura do “bedel” e o uso do crachá para saídas
- Não há um discurso imparcial para os segmentos; dos estudantes;
- O “lado pessoal” interferindo no trabalho coletivo do - A direção, ao atender pedidos pessoais, deverá avaliar se
projeto político-pedagógico; tais concessões podem ser estendidas aos outros
- Desigualdade de tratamento entre os pares. Alguns profissionais da escola;
pensam ter mais direitos que outros e a Direção se omite - Envolvimento de todos nas atividades desenvolvidas na
diante dessas questões; escola;
- Inexistência de um trabalho coletivo. Alguns segmentos - Utilizar o espaço da coordenação pedagógica com a
são extremamente alheios ao trabalho pedagógico da presença de todos os segmentos envolvidos na rotina
escola. escolar;
- Uniformidade de ação (como citou Libâneo).

3. A prática pedagógica em sala de aula: preparo profissional, procedimentos e instrumentos de avaliação


discente, gestão da classe na organização e no desenvolvimento das aulas e acompanhamento do
rendimento escolar.
Principais problemas detectados: Soluções e encaminhamentos:

- Número elevado de estudantes (4); - Redução do número de estudantes em sala de aula (3);
- Descumprimento do horário de entrada, intervalo e saída - Conscientização sobre a importância do cumprimento de
por parte do corpo docente (2); horários e regras dentro do espaço educativo;
- Postura e vocabulário inadequado por parte de alguns - Controle rigoroso da circulação discente nos corredores
docentes interferindo na formação moral e ética do corpo da escola;
docente; - Valorização do corpo docente e conscientização de sua
- Agitação exagerada (ruídos) nos corredores da escola; importância como formador de valores e culturas
- Ausência da família na escola (2); (linguagem e postura);
- Indisciplina e falta de interesse do estudante (3); - Maior integração entre a escola e a família (3);
- Atualização docente, pois, alguns utilizam técnicas - Atualização do corpo docente frente às novas
ultrapassadas; tecnologias;
- Falta de planejamento das aulas e das avaliações (2); - Planejamento das atividades pelos professores (2);
- Hora-aula insuficiente para a prática pedagógica (aula - Compromisso;
dupla); - Cursos dentro da escola (EAPE na escola), atualização
- Falta de recursos materiais e financeiros (2); (2);
- Falta de incentivo para formação continuada; - Reforço escolar contínuo;
- Indisponibilidade de pessoal; - Trabalhar a disciplina dos estudantes;
- Não sabemos aceitar críticas; - Incluir temas emergenciais dentro do projeto político-
- Não nos atualizamos (2); pedagógico (sexo, drogas, violência e meio ambiente);
- Não estamos dispostos a mudanças; - Saber ouvir e refletir sobre as críticas;
- Falta de compromisso com a escola (2); - Colocar em prática os novos conhecimentos adquiridos
- Falta de unidade nas ações; nas atualizações;
- Providenciar o uso do segundo data-show, que está sem - Acompanhamento dos filhos pelos pais;
computador; - A equalização da equação: quantidade de avaliação
- Insatisfação discente com metodologias e critérios de versus número de estudantes, principalmente em PD/PI;
avaliação docente; - Melhorar os recursos materiais da escola;
- Falta de trabalho interdisciplinar; - Maior acompanhamento pedagógico das atividades
- Problemas na relação interpessoal entre professor e docentes;
estudante; - Proporcionar momentos de estudo e reflexão sobre a
prática docente;
- Percebemos que a maioria dos problemas são
psicossomados. Parar para ouvir o outro (entre professor
e estudante) e posicionar-se.

4. A qualidade de vida frente ao modelo excludente a que está submetida a juventude e os adultos:
desigualdade social, preconceitos e discriminações, violência, participação, direitos e desinteresse.
Principais problemas detectados: Soluções/ encaminhamentos:

- A escola vem perpetuando as desigualdades, tendo em - Implantação de projetos que incentivem “valores”:
vista a diversidade econômica e cultural de nossa solidariedade, participação comunitária etc.;
clientela; - Incentivo a gincanas, excussões, encontros, palestras
- Falta de acesso à internet; para os diversos segmentos escolares (2);
- Aulas condicionadas à posse de material didático; - Identificação dos estudantes apáticos, analfabetos
- Dificuldade dos estudantes em adquirir material didático funcionais e agressivos e incluí-los em programa
e associação à Biblioteca; específico para a necessidade deles;
- Proliferação de grupos pejorativos que incentivam maus - Primar pela qualidade de ensino oferecida a partir da
comportamentos; educação infantil;
- Preconceitos diversos: racismo, homofobia, machismo, - Melhorar a distribuição dos recursos entre os diversos
discriminação estética (gordo, magro, feio, narigudo níveis de educação;
etc.), bulling (2); - Respeitar as diferenças, a opinião do outro e aprender
- Apatia discente, analfabetismo funcional; com ela;
- Casos isolados de grave indisciplina; - Retorno das aulas de EMC ou Ensino Religioso, voltadas
- A baixa qualidade das escolas de ensino superior e a para a diminuição da violência escolar;
dificuldade de inclusão no mercado de trabalho; - Trabalho interdisciplinar envolvendo esses valores em
- Os estudantes não compreendem as diferenças de conjunto com a Filosofia;
personalidade entre os professores e comparam o manejo - Criticar o modelo social existente (neoliberalismo);
de classe; - Trabalhar a vida, a solidariedade e resgatar valores;
- Os estudantes não sabem ser críticos; - Uso do Laboratório de Informática em qualquer turno,
- Os estudantes não têm valores; independentemente de quem receba as turmas;
- A perspectiva do modelo social atual é a de continuar - Incentivar o uso da Biblioteca, com empréstimos de
concentrando renda e excluindo pessoas; livros mediante a carteirinha da escola ou o número de
- Desmotivação discente para a aprendizagem. Em nossa matrícula;
escola é nítida a desigualdade social, mas, isso não - Maior limite para as ações dos estudantes em casa, fazer
interfere na relação ensino-aprendizagem; melhor uso da televisão e da internet, cobrar atividades
- Comunicação entre a família e a escola; extraclasse;
- Não aceitação das diferenças (sexuais, religiosas, raciais - Fazer um diagnóstico das causas que geram o
etc.); desinteresse e o baixo rendimento dos estudantes,
- Brigas entre os estudantes; promovendo ações que visem incentivar estes
- Infrequencia de estudantes, uso de bebidas, prática de estudantes;
sexo (encontro de preservativos), corredores soltos, - Bedéis circulando na escola, que é imensa (sugestivo).
grafite etc.; Observar mais os banheiros no noturno.
- Falta de bedéis no noturno;
5. Estratégias de relacionamento com os pais ou responsáveis, corresponsáveis pela aprendizagem do
estudante:

- Adequação dos horários das reuniões ao tempo disponível dos pais;


- Criação do visitador escolar (para casos graves e urgentes);
- Promoção de atividades de socialização exclusiva para os pais (gincanas, galinhadas, serestas, mutirões, oficinas etc.)
(2);
- Criação de espaço de formação com oferta de cursos para os pais, como, por exemplo, como educar com limites,
como aproveitar o tempo em casa etc.;
- Acionar mais o Conselho Tutelar para ir atrás dos pais de estudantes com problemas (3);
- Educação familiar;
- Aperfeiçoar reuniões com pais (com reflexões e atividades entre pais e filhos) (4);
- Abrir a escola para encontros com a comunidade escolar;
- Conscientizar os pais em relação às suas obrigações (2);
- Envolvimento dos pais com a comunidade escolar, fazendo desse espaço um lugar prazeroso;
- Incluir os pais na construção e desenvolvimento do projeto político-pedagógico (2);
- Atualização dos dados pessoais dos estudantes para que implante a prática de informar à família a vida escolar deste;
- Utilizar as atas dos Conselhos de Classe nas reuniões de pais, para que os professores possam falar os registros do
estudante;
- Não entregar os boletins com baixo rendimento para os estudantes em hipótese alguma.

6. Outros:

- Ensino de artesanato;
- Mais compromisso das partes envolvidas no processo educacional;
- Designar uma pessoa para acompanhar os estágios dos estudantes. Muitos não estão conseguindo estudar e trabalhar;
- Informar quais são os estudantes de área rural que saem às 11h de casa e só chegam às 20h;
- Informar aos estudantes sobre seus direitos e deveres;
Anexo 4

Novas atas de Pré-conselho de Classe e de Conselhos de Classe

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

Ata de Pré-conselho de Classe

Aos ___________ dias do mês de _______________ do ano de 20___,


realizou-se, nesta Unidade Pública de Ensino, reunião de pré-conselho de classe da
___ série, turma ___, do turno ______________, referente ao ______ bimestre,
sob a supervisão do(a) professor(a) ______________________________
__________________________________________ e dos representantes de turma
__________________________________________ e _______________________
__________________________________________.

1. Avaliação da turma em relação a:

Critério Adequado Pouco adequado Inadequado


Comportamento
Desempenho acadêmico-cognitivo
Desempenho sócio-afetivo
Responsabilidade
Hábito de estudos
Cumprimento de tarefas escolares
Pontualidade
Frequência
Observações:

2. Grau de aprendizado nas disciplinas:

Disciplina Satisfatório Pouco Insatisfatório


satisfatório
Língua Portuguesa
Educação Física
Arte
Biologia
Química
Física
Matemática
História
Filosofia
Geografia
Sociologia
Língua Estrangeira - Inglês
PI I – Diferenças
Produção Textual
Geometria
Observações:

3. Classificação do desempenho dos setores da escola:

Setor Satisfatório Pouco Insatisfatório


satisfatório
Direção
Assistência Disciplinar
Supervisão Pedagógica
Secretaria
Biblioteca
Laboratório de Informática
SOE
Observações:

4. Atividades desenvolvidas na escola que precisam ser melhoradas para


favorecer o aprendizado e o rendimento da turma.

a. _____________________________________________________________________
b. _____________________________________________________________________
c. _____________________________________________________________________
d. _____________________________________________________________________
e. _____________________________________________________________________

5. Atividades realizadas na escola que facilitaram ou enriqueceram o


aprendizado.
a. _____________________________________________________________________
b. _____________________________________________________________________
c. _____________________________________________________________________
d. _____________________________________________________________________
e. _____________________________________________________________________
6. Outras observações:
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

Ata de Conselho de Classe Participativo

Aos ___________ dias do mês de _______________ do ano de 20___,


realizou-se, nesta Unidade Pública de Ensino, reunião do Conselho de Classe
Participativo, da ____ série, turma ____, sob a presidência da Supervisão
Pedagógica e Coordenadores Pedagógicos.

Assuntos tratados

1. Aspecto geral da turma:

a. Comportamento disciplinar: □ adequado □ inadequado


b. Desempenho acadêmico cognitivo: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
c. Desempenho socioafetivo: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
d. Responsabilidade: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
e. Hábito de estudo: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
2. Dificuldades encontradas no processo ensino-aprendizagem:

2.1. Desinteresse 2.5. Agressividade


2.2. Não cumprimento de tarefas 2.5. Faltoso
2.3. Baixo rendimento 2.6. Infrequente
2.4. Comportamento disciplinar inadequado 2.7. Outros:__________________________
Nº. LP EF MAT FÍS QUÍ BIO HIS GEO FIL SOC LEM ARTE PI1 PT GMT
3. Ações deliberadas coletivamente pelo Conselho para resolução dos
problemas diagnosticados:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

4. Ações coletivas mais específicas:

Ações Estudantes Situações


Encaminhar para o SOE ou Sala de Apoio
Advertência
Suspensão
Transferência de turma (em último caso)
Outras:

5. Experiências pedagógicas vivenciadas que foram positivas no


processo ensino-aprendizagem:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

6. Estudantes que são referência positiva em:

Língua Portuguesa
L. E. M. - Inglês
Arte
Educação Física
Química
Biologia
Física
Matemática
História
Geografia
Sociologia
Filosofia
PI I - Diferenças
PI II - Produção Textual
PI III- Geometria
Outros:

7. Observações gerais:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

8. Assinatura dos presentes:

Professores Matrícula Disciplina

Estudantes Chamada Matrícula


GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

Ata de Conselho de Classe (Repasse)


___ Bimestre

Aos ___________ dias do mês de _______________ do ano de 20___,


realizou-se, nesta Unidade Pública de Ensino, reunião para repasse do Conselho de
Classe, da ___ série, turma ___, sob a presidência do Representante de Turma
____________________________________, matrícula n. _______________, e/ou
do Vice-representante de Turma ____________________________________,
matrícula n. _______________.

Assuntos tratados:

1. Aspecto geral da turma:

a. Comportamento disciplinar: □ adequado □ inadequado


b. Desempenho acadêmico cognitivo: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
c. Desempenho socioafetivo: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
d. Responsabilidade: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
e. Hábito de estudo: □ satisfatório □ pouco satisfatório □ não satisfatório
2. Ações deliberadas coletivamente pelo Conselho de Classe para
resolução dos problemas diagnosticados:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

3. Observações gerais:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
4. Ações deliberadas coletivamente pelos estudantes:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

5. Assinaturas dos presentes:

Estudantes Chamada Matrícula


Anexo 5

Proposta preliminar do Projeto Interdisciplinar


“Diferenças: o diferente é igual”

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

Projeto de Humanidades
1º ANO – GRUPOS SOCIAIS

Objetivo geral. Propiciar ao educando reflexões sobre o universo da Mulher,


da Criança, do Indígena, do Negro e do Portador de necessidades especiais,
a partir de conceitos como Gênero, Exclusão Social, Identidade, Patriarcado,
Diversidade e Diferença.

Conteúdo

Introdução geral. Abordagem das evoluções histórica, social, política e


geográfica do homem e da mulher, de suas identidades e manifestações de
expressão, da antiguidade aos dias atuais.
Temas Subtemas
Sexualidade Gravidez precoce, DST, homossexualidade, terceira idade etc.;
Mulher Sua atuação social, política e cultural nos séculos XX e XXI;
Criança Trabalho infantil, violência, educação infantil e função social;
Indígena Seu posicionamento neste milênio;
Negro Reafirmação de sua identidade e sua historicidade;
Portador de Integração social.
necessidades
especiais

Os conteúdos deverão se posicionar a partir de autores sobre os temas, de


questões da atualidade e de situações de conflito.
Possíveis parceiros e fontes de pesquisa

1. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade


(SECAD), do Ministério da Educação;
2. Ministério do Desenvolvimento Social;
3. Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA);
4. Universidade de Brasília (UnB); e
5. ONG’s e Centros de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do DF.

Sugestões bibliográficas

FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. Petrópolis: Vozes, 1969.


FISCHER, Rosa Maria Bueno. Identidade, cultura e mídia: A complexidade de
novas questões educacionais na contemporaneidade. In: SILVA, Luiz
Heron da (Org.). Século XXI: qual conhecimento? qual currículo?
Petrópolis: Vozes, 2000.
GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. Racismo e anti-racismo no Brasil. 2.
ed. São Paulo: Fundação Ford - Editora 34, 2005.
GOMES, Joaquim Barbosa. O debate constitucional sobre as ações
afirmativas. In: SANTOS, Renato Emerson e LOBATO, Fátima (Org.).
Ações afirmativas: políticas públicas contra as desigualdades raciais.
Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
HALL, Stuart. Quem precisa da identidade? In: SILVA, Tomaz Tadeu da
(Org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais.
Petrópolis: Vozes, 2000.
MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Identidades fragmentadas: a construção
discursiva de raça, gênero e sexualidade em sala de aula. (Coleção
Letramento, Educação e Sociedade). Campinas: Mercado de Letras,
2002.
MUNANGA, Kabengele. Diversidade, etnicidade, identidade e cidadania.
Disponível em www.acaoeducativa.org.br/base.php?t=conc_negro_
textos&y=base&z=08. Acesso em 10 de outubro de 2004.
SAFIOTTI, Heleieth I. B. O poder do macho. São Paulo: Moderna, 1987.
WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e
conceitual. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Identidade e
diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes,
2000.
PÁGINA ELETRÔNICA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA,
ALFABETIZAÇÃO E DIVERSIDADE do Ministério da Educação. Disponível
em http://www.mec.gov.br/secad/. Acesso em janeiro de 2008.
PORTAL SOCIOAMBIENTAL. Disponível em http://www.socioambiental.org/.
Acesso em janeiro de 2008.
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

Projeto de Humanidades
2º ANO - INCLUSÃO SOCIAL

Objetivo geral. Propiciar ao educando reflexões sobre a evolução das


sociedades, do ponto de vista das concepções histórica, política, culturais,
religiosas e geográficas, e a construção de conceitos e de um posicionamento
social de cidadania no universo da exclusão social.

Conteúdo

Introdução geral. Abordagem da evolução das sociedades segundo as


concepções de inclusão e exclusão socioambiental e de diversidade humana,
promovendo a conscientização por meio da cidadania.
Temas
Diversidade e meio ambiente;
As representações na mídia e em nossa comunidade;
Desigualdades sociais e Cidadania;
Como enfrentar esse dilema?

Os conteúdos deverão se posicionar a partir de autores sobre os temas, de


questões da atualidade e de situações de conflito.

Possíveis parceiros e fontes de pesquisa

1. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade


(SECAD), do Ministério da Educação;
2. Ministério do Desenvolvimento Social;
3. Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA);
4. Universidade de Brasília (UnB);
5. ONG’s e Centros de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do DF; e
6. Pastorais e instituições sociais.

Sugestões bibliográficas

ABRANCHES, Sérgio H. Os despossuídos: crescimento e pobreza no país do


milagre. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
ARENDT, Hannah. Condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
1991.
BUARQUE, Cristovam. O que é apartação: o apartheid social no Brasil. São
Paulo: Brasiliense, 1993.
CARDIA, Nancy. Percepção dos direitos humanos: ausência de cidadania e a
exclusão moral. In: DA MATTA, Roberto. Carnavais, malandros e
heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. 5. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1990.
DA MATTA, Roberto. A casa & a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no
Brasil. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.
FLORA, Marilene Cabello Di. Mendigos: por que surgem, por onde circulam,
como são tratados? Petrópolis: Vozes, 1987.
FONTES, Virgínia. Capitalismo, exclusões e inclusão forçada. vol. 2, n. 3.
pp. 34-58. Rio de Janeiro: Tempo, 1997.
FOUCAULT, Michel. Arqueologia do Saber. Petrópolis: Vozes, 1969.
GEREMEK, Bronislaw. Os filhos de Caim: vagabundos e miseráveis na
literatura européia: 1400-1700. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
ZALUAR, Alba. Cidadãos não vão ao paraíso. São Paulo: Ed. Escuta,
Campinas: Ed. da Unicamp, 1994.
PÁGINA ELETRÔNICA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA,
ALFABETIZAÇÃO E DIVERSIDADE do Ministério da Educação. Disponível
em http://www.mec.gov.br/secad/. Acesso em janeiro de 2008.
PORTAL SOCIOAMBIENTAL. Disponível em http://www.socioambiental.org/.
Acesso em janeiro de 2008.
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

Projeto de Humanidades
3º ANO - QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS

Objetivo geral. Propiciar ao educando reflexões sobre a evolução das


sociedades mundiais, suas influências e seus processos de aculturação, bem
como sobre o conhecimento e a construção de ações afirmativas em seu
ambiente comunitário e social.

Conteúdo

Introdução geral. Abordagem da evolução das sociedades, segundo


concepções de identidade, aculturação e diversidade humana, promovendo a
conscientização, o combate à intolerância e a sua prática, por meio de
participação sociopolítica cidadã.
Temas Subtemas
Questão indígena Cidadania, legislação e territórios;
Sociedades asiática e européia —
Sociedade norte-americana Influências, valores e hegemonia;
Sociedades africanas Identidade e cotas.

Os conteúdos deverão se posicionar a partir de autores sobre os temas, de


questões da atualidade e de situações de conflito. O desfecho do Projeto,
nesta série, deverá culminar com ação e prática, baseadas nos aspectos
teóricos adquiridos em Ciências Humanas nas séries anteriores.

Possíveis parceiros e fontes de pesquisa


1. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
(SECAD), do Ministério da Educação;
2. Ministério do Desenvolvimento Social;
3. Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA);
4. Universidade de Brasília (UnB);
5. ONG’s e Centros de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do DF; e
6. Pastorais e instituições sociais.

Sugestões bibliográficas

GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira & SILVA, Petronilha B. Gonçalves e. O


jogo das diferenças: multiculturalismos e seus contextos. Belo
Horizonte: Autêntica, 1998.
MUNANGA, Kabengele. O preconceito racial no sistema educativo brasileiro e
seu impacto no processo de aprendizagem do “alunado negro”. In:
Utopia e democracia na escola cidadã. Porto Alegre: Editora da
Universidade Federal do RGS, 2000.
PIERUCCI, Antônio Flavio. Vivendo o preconceito em sala de aula. In:
Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e
praticas. São Paulo: Summnus, 1998.

_________. Ciladas da Diferença. In: Tempo Social: Revista de Sociologia


da USP, vol. 2, n. 2, 2º semestre de 1990. São Paulo: EdUSP, 1990.
PÁGINA ELETRÔNICA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA,
ALFABETIZAÇÃO E DIVERSIDADE do Ministério da Educação. Disponível
em http://www.mec.gov.br/secad/. Acesso em janeiro de 2008.
PORTAL SOCIOAMBIENTAL. Disponível em http://www.socioambiental.org/.
Acesso em janeiro de 2008.
Anexo 6

O CEMAB inserido nas novas tecnologias educacionais


Página Eletrônica e Moodle
Anexo 7

Nossa concepção e proposta de Gestão Compartilhada


GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

PLANO DE TRABALHO
GESTÃO COMPARTILHADA

BIÊNIO 2008-2009

TAGUATINGA - DF
DEZEMBRO DE 2007
Sumário

1. Introdução 03
2. Justificativa 04
3. Fundamentação teórica 05
4. Objetivos, metas e estratégias 09
5. Avaliação 15
6. Cronograma 16
7. Referências bibliográficas 16
1. Introdução

A escola pública se apresenta como um universo contraditório.


Sua prática, seu ritual e sua rotina têm demonstrado seu significado e sua
importância como instituição formal, ao incorporar crenças, valores, símbolos
e modos de agir e pensar, fundamentados no tipo de relação social
hegemônica, o qual, muitas vezes, não é detectado pelos sujeitos que a
constroem cotidianamente. Nesse sentido, a sua função socializadora
ultrapassa a função explícita de socialização dos componentes acadêmicos.

Nessa perspectiva, o processo de ensino supera a simples


dimensão da transmissão-assimilação, pois, além de permitir a leitura crítica
da realidade, possibilita desencadear um processo de transformação da
própria realidade, ao considerar a práxis humana transformadora e
constituída de novos conhecimentos.

Neste movimento, a gestão compartilhada pode ser concebida


como elemento gerador de novas ações, como luta pela conquista de
espaços coletivos de trabalho, dentro da lógica de relações sociais
hegemônicas excludentes, com o objetivo de propor uma contracultura, um
contrapoder, ao solucionar ou reduzir os problemas vividos cotidianamente
na escola, com o intuito de interromper e desestabilizar os processos de
divisões, exclusões e separações forjadas pela identidade hegemônica.

Diante do exposto, apontaremos alguns objetivos, metas e


estratégias a serem perseguidos em nosso projeto de gestão compartilhada.
Há que se ressaltar o empenho coletivo do Centro de Ensino Médio Ave
Branca5 em construir cotidianamente um caminho de melhoria da qualidade
de ensino. No entanto, ao percorrermos nosso caminho com muita
colaboração, muitos estudos e avaliações constantes, na certeza de que

5
O Centro de Ensino Médio Ave Branca, de Taguatinga, também é conhecido pela sigla
CEMAB.
alcançaremos o sucesso escolar, mais que nunca, precisaremos e contamos
com o apoio da GRET6, da EAPE7, da SEEDF8 e do MEC9.

2. Justificativa

A participação da comunidade e o compartilhamento do poder na


escola são processos recentes, se comparados com a tradição hierárquica da
gestão dos sistemas de ensino. Há que se pensar em termos de cultura
coletiva e, assim sendo, também em termos de valor, o que demanda tempo
para ser consolidado e condições concretas para sua realização.

Essas condições concretas são políticas públicas em educação, e


os atos de organizar a gestão escolar e o projeto político-pedagógico podem
colocar-se como dispositivos de dominação ou de transformação. Entretanto,
convém ressaltar que não são os grandes planejamentos com suas
características universalizantes que constituem um caminho seguro para a
qualidade na escola, mas um planejamento que interaja com a autonomia da
escola como forma de garantir um ambiente participativo, reflexivo,
promotor de sujeitos coletivos que constroem sua realidade.

De acordo com Lima (2001, p. 59), do ponto de vista normativo,


dificilmente pode-se ignorar os obstáculos e as dificuldades intrínsecos no
próprio modelo centralista. Ou seja, a administração não é um corpo
homogêneo; a legislação e outros normativos produzidos não se constituem
um bloco monolítico, coerente e articulado, com tudo previsto e
regulamentado, de tal forma que nada lhe escape. Sendo assim, não há
como escapar da criatividade, do engenho das pessoas comuns para
encontrar escapatórias, como “dar um jeitinho” para explorar as

6
GRET é a sigla como é conhecida a Gerência Regional de Ensino de Taguatinga.
7
A sigla EAPE se refere à Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação.
8
SEEDF é a sigla como é conhecida a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal.
9
MEC é a sigla como é conhecido o Ministério da Educação.
incongruências — jurídicas, pedagógicas, educacionais e outras —, sem
serem percebidas.

Em Microfísica do poder (Foucault, 2001), confirma-se a falta de


homogeneidade da administração, pois ela significa justamente o
deslocamento do poder para as extremidades, para suas formas locais, onde
deixam de ser percebidos pelo Estado. Assim, a periferia torna-se autônoma,
livre do Estado, o que acaba por abrir espaços para as transformações.

A decodificação normativa realizada em diversos níveis, por


diversos atores, pode resultar em uma interpretação diversa ou contrária da
proposta originária, oficial, possibilitando o surgimento do contrapoder.

O contrapoder, uma luta focal que ocorre no ambiente escolar,


em nível micro, de acordo com o pensamento de Foucault e Guattari (2000),
tem repercussões em nível macro, assim como também é possível ocorrer o
inverso. Assim, o que buscamos vivenciar na escola é e será uma luta para
superar a exclusão desses jovens e adultos trabalhadores. Trata-se de uma
luta, uma conquista e um exercício no e do poder, um movimento prático de
construção desses indivíduos como sujeitos (Reis, 2000, p. 5).

Sujeitos aparentemente insignificantes, mas que são campos de


proliferação de singularidades, são sujeitos desejantes (Guattari, Rolnik,
2000) no e do acontecimento. Nesta perspectiva, são sujeitos dotados de
singularidades próprias, sujeitos da e na história.

Assim sendo, as propostas aqui contidas estarão direcionadas


para o contexto institucional do Centro de Ensino Médio Ave Branca de
Taguatinga, na gestão compartilhada de suas práticas sociopolítica,
administrativa e financeira e na implementação de seu projeto político-
pedagógico, que se desenvolverá no período de 2008-2009. Mais ainda, tais
propostas estão direcionadas para poder mostrar outra história desta escola,
protagonizada por estudantes, professores, assistentes, orientadores,
especialistas, direção e comunidade — sujeitos como pessoas originais, no
sentido de romper com a padronização, jovens e adultos que tentam escapar
ao pré-determinado, que se constroem como sujeitos mutuamente, que
insistem e acreditam na possibilidade de produzir um contrapoder por meio
de uma gestão efetivamente compartilhada e a autoria de um projeto
político-pedagógico coletivo.

3. Fundamentação teórica

A codificação normativa da nova configuração econômica, política


e social, e as consequentes transformações na organização do trabalho têm
provocado uma exclusão ainda maior dos trabalhadores, que se defrontam
com a diminuição dos postos de trabalho, o que demanda alternativas
educacionais variadas. Algumas questões referentes à escola começam a
surgir, tais como “qual o conhecimento necessário à inclusão do trabalhador
no mundo globalizado, no mercado de trabalho cada vez mais exigente e
excludente?”, ou “como construir as bases de uma sociedade democrática
pela emancipação da razão humana, projetando uma sociedade idealizada
pelos princípios de igualdade, liberdade e justiça?”

De acordo com Oliveira (2001), a década de 1990 seria marcada


pela tentativa de reformas educacionais que buscariam universalizar o
atendimento à educação e erradicar o analfabetismo. Ao lado dessas
exigências, procurava-se combinar medidas de racionalidade técnica para a
gestão dos recursos públicos aplicados na área. A combinação desses fatores
resultou numa maior expansão do ensino público, porém, com o
achatamento dos custos empregados, colocando em risco a tão propagada
qualidade. Estas questões chegaram às escolas, levando-as a se voltarem
para a construção de seus projetos político-pedagógicos nos moldes
participativos, buscando alcançar esses objetivos por meio de um currículo
cientificamente organizado e capaz de conduzir o educando a uma mudança
de atitude pelo domínio de conhecimentos e habilidades compatíveis.

Esta concepção reducionista da escola desrespeita seus atores,


ferindo os princípios norteadores de escola pública e gratuita que estrutura
suas ações intencionalmente. Esta concepção fere, ainda, os princípios
citados na Lei 9.394/1996, que assegura igualdade de acesso e permanência
na escola, qualidade de ensino, gestão democrática, autonomia e liberdade,
expressos em seus artigos 14 — incisos I e II —, 15 e 26, além do inciso VI
do artigo 206 da Constituição Federal brasileira.

Sendo assim, atualmente, quase duas décadas depois, a


avaliação feita pelo próprio MEC é de que os resultados obtidos são
insuficientes e que restam ainda muitos objetivos a serem perseguidos e
alcançados pelo país. Daí, diante de uma realidade cruel, na qual não só a
ascensão social não está ao alcance de todos, como nem todos terão direito
à empregabilidade, no entanto, embora todos precisem estar socialmente
integrados e garantir a sua sobrevivência, percebe-se que a gestão
democrática e a implantação dos projetos referentes à organização do
trabalho pedagógico na escola de forma geral têm sua organização
perpassada por relações entre conhecimento, poder e governabilidade

Justamente neste contexto de discussões, colocam-se em


questão as relações de poder que organizam e instituem as nossas propostas
de gestão democrática e de práticas pedagógicas, desvelando os discursos
considerados verdadeiros que alimentaram essas propostas na construção de
sujeitos autônomos e de sociedades livres. Questionamos ainda as propostas
alternativas de projetos que negam e mascaram o conhecimento e a
exclusão social de significativas parcelas da população.

A gestão compartilhada, ao expressar essas relações de poder,


ao apresentar-se em seu aspecto “oficial” como representação dos interesses
do poder hegemônico, constitui identidades individuais e sociais que ajudam
a reforçar as relações de poder existentes, fazendo com que os grupos
subjugados continuem subjugados. Estes projetos de gestão estão inseridos
numa teia de relações que institui valores, conhecimentos e competências,
considerados legítimos pela mesma lógica que detém a hegemonia na
atribuição de significados sociais, e privilegia alguns aspectos da realidade e
da cultura em detrimento de outros. Assim, as instituições e as coletividades
operam na legitimação institucional, cultural e histórica de certas identidades
sociais, enquanto outras são tornadas ilegítimas, destruídas, encarceradas,
desempregadas, marginalizadas e patologizadas.

Para Foucault (1987), a escola, de certa forma, se apresenta


como a instituição normatizadora da era moderna capaz de articular os
poderes que nela circulam com os saberes que a informam e nela são
ensinados, sendo eles pedagógicos ou não. Encontramos seu poder
normatizador na classificação, divisão e rotulação de estudantes com alta ou
baixa capacidade, em estudantes de ensino regular ou de educação de
jovens e adultos, estudantes responsáveis ou irresponsáveis, delinquentes.

Consequentemente, os reflexos dessas discussões e, ainda, a


consciência de que a globalização, a mídia e a tecnologia impõem hoje a
necessidade de criar um novo projeto para a sociedade leva-nos a questionar
a legitimidade dos sistemas de pensamentos que consolidaram o projeto
político econômico da modernidade e, consequentemente, um conjunto de
conhecimentos ligados à cultura homogênea que se organizaram como
propostas pedagógicas, na tentativa de construir as bases dessa nova
sociedade.

Assim, o que se coloca em primeiro lugar é a análise das práticas


(discursivas e não-discursivas), para daí derivar aquilo que pensamos ser o
sujeito, natural ou historicamente humano. Faz-se necessário examinar, em
cada caso particular e concreto, como se estabelecem as práticas discursivas,
como se organizam os enunciados e como se articulam os poderes. Esta
desestabilização conceitual provoca novas reflexões sobre os fundamentos
que normatizam a proposta de gestão compartilhada e o projeto político-
pedagógico da escola e sobre a dinâmica que se deve imprimir ao currículo
escolar. Essas reflexões podem aventar novas possibilidades para esses
projetos de escola de uma forma menos excludente.

Diante do exposto, a gestão compartilhada é primordial na


administração da infraestrutura e das finanças da escola, tanto quanto na
implantação e implementação do projeto político-pedagógico coletivo. O
trabalho coletivo, ao mesmo tempo em que traz para a escola elementos
existentes no mundo, cria na escola sentidos a este próprio mundo. Assim, O
trabalho coletivo ocupa uma posição central nos processos de identidade
social, de representação e de regulação moral.

Cada escola está revestida também da influência e dos


significados específicos da comunidade em que se insere, dos elementos
culturais que a fazem singular e única. Portanto, é preciso conhecer a
realidade da escola. Em nossas práticas sociais, articulando significante e
significado em interações linguística e discursiva, manipulamos símbolos que
se articulam em redes de representação da realidade e se manifestam nas
diversas formas de comunicação. Esse universo de representações é forjado
nas relações de poder e permeado de formas de regulação e controle, e são
justamente estas que estruturam o campo simbólico, produzindo conceitos,
leis e teorias em cada época.

A escola, enquanto agência socializadora, sua gestão


compartilhada, enquanto ação que organiza o trabalho de todos, e o espaço
escolar são atores fundamentais. É nesse processo de incorporação de
símbolos e significados linguísticos que se constroem as identidades e,
simultaneamente, a subjetivação e a socialização.
Percebendo-nos como gestores comprometidos com a autonomia
e a democratização da escola, como responsáveis pela estruturação e pelo
desenvolvimento coletivo do projeto político-pedagógico que julgamos ser
adequado à construção de uma identidade social. Com isso, cabe-nos
promover com toda a comunidade escolar a oportunidade de projetar
estratégias que possam interromper e desestabilizar os processos de divisões,
exclusões e separações, forjadas pela identidade hegemônica.
Consequentemente, faz-se necessário pensar uma gestão compartilhada e
um projeto político-pedagógico que tragam para a análise dos significados
culturais as concepções acerca das relações entre conhecimento e poder,
focalizando a forma como os espaços discursivos são constituídos, para
produzir formas de subordinação e de regulação.

4. Objetivos, metas e estratégias

4.1. Construir coletivamente uma cultura democrática.

Os conceitos de compartilhamento de poder (descentralização),


autonomia e participação no processo educativo, nos diversos contextos em
que são utilizados, apresentam um caráter ambíguo e difuso, muitas vezes
sendo empregados como “mera técnica de gestão” e “fator de coesão e
consenso”, ignorando a sua natureza política. Os contextos e lugares; os
autores das produções discursivas; os valores a que se faz apelo, os
interesses envolvidos e até os métodos seguidos essenciais à sua
interpretação são segundo plano.

Assim, a valorização da participação efetiva dos diversos


segmentos na vida escolar tem sido caracterizada por formas pseudo-
participativas, perante o reducionismo da participação na partilha do poder,
sendo esta, meramente instrumental.
Metas:

• Promover maior entrosamento entre todos os segmentos e a


comunidade (estudantes, pais, professores, assistentes,
orientadores e direção), no biênio 2008-2009;
• Estimular e articular a escola com os programas de governo e
de organizações não-governamentais, relacionados à
promoção dos direitos sociais, políticos e civis e de cidadania,
nestes dois anos de gestão.

Estratégias:

• Promoção de processos coletivos de reflexão como elemento


básico para apropriação crítica das relações na escola e para
continuidade do projeto político-pedagógico de feição
transformadora;
• Maior participação do Conselho Escolar enquanto órgão de
deliberação máxima da escola;
• Incentivo ao Grêmio Estudantil da escola como espaço de
organização estudantil, politização e de formação de líderes;
• Incentivo às práticas solidárias, de companheirismo, e
coletivas, tão necessárias à formação pessoal, e à construção
do projeto político-pedagógico da escola;
• Proposição de cursos de capacitação em relações humanas
para os assistentes de educação;
• Divulgação dos programas governamentais destinados à
escola e comunidade;
• Estabelecimento de parcerias com a Faculdade de Medicina do
Governo do Distrito Federal e outras instituições de ensino
superior;
• Organização de minicursos, palestras, seminários e feiras
(como as de saúde pública etc.) para a comunidade escolar e
a comunidade em geral.

4.2. Implementar coletivamente um projeto político-pedagógico


para a escola que atenda às necessidades dos estudantes.

O projeto político-pedagógico, na perspectiva da unicidade entre


teoria e prática, precisa ser construído na dinâmica do processo educativo
em um determinado contexto e em um tempo, como fruto da ação
participativa de todos os segmentos da escola como práxis reflexiva na e
sobre a prática. Reforçamos aqui a concepção de práxis, de prática refletida,
de atividades prático-teóricas, que têm, de um lado, a ação que subsidia o
pensamento para a construção de novas idéias e formas diferenciadas de
intervenções na realidade educacional, e, de outro, a teoria representada por
um conjunto de idéias, sistematizadas a partir da prática pedagógica.

O projeto político-pedagógico deve assegurar a presença da


família, para refletir sobre o processo educativo, sugerindo, indicando
caminhos, questionando, participando da gestão compartilhada da escola.
Isso exige coordenação de forma cooperativa, respeitando as
responsabilidades de cada um.

Apesar do disposto no inciso VI, do artigo 13, da Lei 9.394/1996,


que estimula o poder público a criar mecanismos para operacionalizar o
artigo 205 da Constituição Federal, que define a educação como direito de
todos e dever do Estado e da família, a articulação da comunidade, tendo em
vista a construção do projeto político-pedagógico, deve ter inspirações em
ações comunitárias, no estudo das reais condições da população e outros.
Articular não só a comunidade escolar em torno do projeto político-
pedagógico, mas manter o elo, articulando-se às propostas comunitárias,
fortalecendo a práxis.

Construir o projeto político-pedagógico em uma perspectiva


emancipatória da educação significa trilhar caminhos muitas vezes
desconhecidos, com coragem, consciência crítica e muita esperança de
construir uma escola melhor para todos.

Meta:

Implementar um projeto político-pedagógico comprometido com


a qualidade de ensino e alicerçado nas relações sociais
emancipatórias.

Estratégias:

• Valorização da prática docente como atividade intelectual


emancipatória articulada ao projeto pedagógico;
• Apoio aos docentes no desenvolvimento de trabalhos
inovadores e na produção de conhecimento, advindos da
prática pedagógica;
• Ampliação das discussões sob a organização curricular por
áreas e a sistemática da avaliação;
• Dar atenção especial às discussões em torno da identidade do
jovem do Ensino Médio, principalmente os do turno noturno;
• Promoção de reuniões com os pais/responsáveis pelos
estudantes menores para discussão e avaliação da prática
pedagógica escolar;
• Valorização das funções administrativas como práticas
articuladas ao projeto político-pedagógico.

4.3. Ressignificar a coordenação pedagógica da escola.

Metas:

• Promover a formação continuada dos docentes e


coordenadores em serviço, por meio do MEC, da SEEDF, da
EAPE e de universidades durante a gestão;

• Implantar e implementar as coordenações pedagógicas


interdisciplinares e por áreas, durante os próximos dois anos
letivos;

• Repensar a organização curricular dos projetos


interdisciplinares da Parte Diversificada no primeiro bimestre
letivo.

Estratégias:

• Conjugação de processos de atualização pedagógica e


científica com o desenvolvimento de projetos de pesquisa,
pelos professores, sob orientação de pesquisadores das
universidades, da SEEDF e da EAPE;

• Ampliação das discussões sob a organização curricular por


áreas e a sistemática da avaliação;

• Promoção da socialização de textos e trabalhos realizados


pelas distintas áreas de conhecimento.
4.4. Aprimorar a infraestrutura da escola como estímulo necessário
à ampliação, ao aperfeiçoamento e à aplicação de estudos
discente e docente mais adequados a construção do
conhecimento.

Metas:

• Criar espaços para elaboração de material pedagógico por


áreas e atendimento discente durante o biênio 2008-2009;

• Adquirir e melhorar os equipamentos de apoio didático (como


laboratórios, biblioteca, salas de aula etc.) durante o biênio
2008-2009;

• Melhorar as condições do ambiente escolar em temos físicos


(tais como iluminação, ventilação etc.) durante o biênio 2008-
2009.

Estratégias:

• Estabelecimento de parcerias com a SEEDF e o Governo do


DF, para reformas na infraestrutura e melhoria dos
equipamentos de apoio didático;

• Promoção de gincanas e campanhas, visando obtenção de


acervo bibliográfico e de materiais de apoio didático;

• Priorização de verbas (provenientes da APAM e do PDRF) para


aquisição de livros e equipamentos de apoio didático;
• Ampliação do espaço físico da Biblioteca Escolar, possibilitando
a realização de trabalhos em grupos e de estudos
individualizados.

4.5. Implementar o conselho de classe participativo.

A idéia de criar uma instância escolar organizada à maneira de


uma comunidade, que pudesse aproximar as pessoas para discutir o
atendimento dado aos estudantes e a função social da escola, remete-nos ao
manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932. No entanto, a
implantação efetiva do Conselho Escolar como instância formalmente
instituída na escola, se dá efetivamente somente com a promulgação da Lei
5.692/1971.

Apesar da regulamentação em Lei desde 1971, o Conselho de


Classe dificilmente desempenha o seu papel fundamental de aglutinar os
envolvidos no processo pedagógico, na perspectiva de tentar obter uma
visão global da organização do trabalho pedagógico da escola, reforçando a
divisão social do trabalho e o individualismo.

Meta:

Privilegiar o Conselho de Classe como processo coletivo de


reflexão e apropriação crítica das relações na escola, como forma
de construção de um projeto político-pedagógico de feição
emancipatória, no período 2008-2009.

Estratégias:
• Investigação das condições objetivas e subjetivas nas quais
os Conselhos de Classe têm se realizado na escola;
• Análise dos determinantes de sua prática e verificação das
rupturas possíveis para o desenvolvimento de relações sociais
emancipatórias;
• Articulação do Conselho de Classe aos diversos segmentos da
escola;
• Dinamização do Conselho Escolar como processo de avaliação,
dada à riqueza das análises múltiplas de seus participantes,
permitindo um fazer coletivo da prática pedagógica.

5. Avaliação

A escola surge como uma necessidade social, com uma função


social definida pela configuração da sociedade hegemônica e por seus atores.
Nesse sentido, ela sofre influência e também pode influenciar seu tempo.
Isto significa que toda prática pedagógica tem uma finalidade social, e
analisar a escola fora do contexto em que ela está inserida, isolando-a do
movimento e da dinâmica social, é o mesmo que vê-la de forma abstrata,
neutra, ambígua.

Como a práxis humana se processa em um contínuo de ação-


reflexão-ação, um processo em que o homem avalia as suas ações, planeja,
estabelece objetivos e age novamente, especificamente na educação, a
questão não se coloca de forma diferente pois, as práticas pedagógicas estão
interligadas a uma proposta social.

A avaliação se desenvolve dentro de um processo dinâmico,


como a nossa relação com o mundo, e coloca-nos a todo instante perante
um processo ativo-reflexivo. Possui, portanto, um movimento, e constitui-se
em um vir-a-ser, um acontecimento. Sendo assim, caracteriza-se por ser um
processo contínuo, em que cada avaliação promove uma gestão de uma
nova prática pedagógica e social, uma ação-intervenção. Daí, que a
avaliação do projeto político-pedagógico, de sua gestão compartilhada e de
todos os que deles participam, insere-se no entendimento de uma avaliação
perpassada pelas quatro dimensões: diagnóstica, processual e contínua,
cumulativa e participativa e comprometida com o sucesso de todos, além de
atrelada a um projeto social emancipador durante a gestão compartilhada.

6. Cronograma

Os objetivos, metas e estratégias serão desenvolvidos ao longo


do biênio 2008-2009.

7. Referências bibliográficas

APPLE, M. W. Educação e poder. Trad.: Maria Cristina Monteiro. Porto


Alegre: Artes Médicas, 1989.
CONNELL, R. W. Pobreza e educação. In: GENTILI, P. (Org.) Pedagogia da
exclusão: o neoliberalismo e a crise da escola. (Coleção Estudos
culturais em educação). Petrópolis: Vozes, 1995.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília:
Senado Federal.
______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Lei n.
5692/1971.
______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Lei n.
9394/1996.
COSTA, M. V. (Org.). O currículo nos limiares do contemporâneo. Rio
de Janeiro: DP&A, 2001.
DALBEN, A. I. L de F. Trabalho escolar e conselho de classe. São Paulo:
Papirus, 1995.
FONSECA, M. A gestão da educação básica na óptica da cooperação
internacional: um salto para o futuro ou para o passado? In: VEIGA,
Ilma P; FONSECA, Marília (Org.). As dimensões do projeto político-
pedagógico: novos desafios para a escola. Campinas: Papirus, 2001.
FOUCAULT, M. História da sexualidade 2: o uso dos prazeres. Trad.: M.
Thereza da Costa Albuquerque. 7. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1994.
_________. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2000.
_________. História da sexualidade 1: a vontade de saber. Trad.: M.
Thereza da Costa Albuquerque. 14. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2001-a.
_________. Microfísica do poder. 16. ed. Trad.: Roberto Machado. Rio de
Janeiro: Graal, 2001-b.
_________. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Trad.: Raquel Ramalhete.
25. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.
_________. A ordem do discurso. 9. ed. São Paulo: Loyola, 2003.
FREITAS, L. Carlos de. Crítica da organização do trabalho pedagógico e
da didática. São Paulo: Papirus, 1995.
GUATTARI, Félix e ROLNIK, Suely. Cartografias do desejo. Rio de Janeiro:
Vozes, 2000.
HELLER, A & FÉHER F. A condição política pós-moderna. São Paulo:
Civilização Brasileira, 1998.
LIMA, Licínio C. A escola como organização educativa: uma abordagem
sociológica. São Paulo: Cortez, 2001.
OLIVEIRA, D. A. Política educacional nos anos 1990: educação básica e
empregabilidade. In: DOURADO, L. Fernandes e PARO, Vitor Henrique
(Org.). Políticas públicas & educação básica. São Paulo: Xamã,
2001.
SANTIAGO, A. R. Projeto político-pedagógico e organização curricular:
desafios de um novo paradigma. In: VEIGA, Ilma Passos e FONSECA,
Marília (Org.). As dimensões do projeto político-pedagógico: novos
desafios para a escola. Campinas: Papirus, 2001.
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. Lei de
Gestão Compartilhada. Lei n. 4036/2007.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Identidades terminais: as transformações na
política da pedagogia e na pedagogia da política. Petrópolis: Vozes,
1996.
_____. (Org.). O currículo como fetiche. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
VEIGA, Ilma Passos e FONSECA Marília (Org.). As dimensões do projeto
político-pedagógico: novos desafios para a escola. Campinas: Papirus,
2001.
______. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível.
Campinas: Papirus, 1995.
Anexo 8

Sinopses dos Projetos desenvolvidos na Parte Diversificada

A - Sinopses de projetos que foram desenvolvidos na escola neste


primeiro semestre

O Dia “D” da Formação Profissional

O Dia “D” da Formação Profissional é um projeto desenvolvido


pelo SOE do CEMAB em parceria com diversas instituições de formação
profissional públicas e privadas, em substituição ao projeto Feira das
Profissões, realizado nos anos anteriores. O objetivo do projeto é esclarecer
e informar os estudantes de todos os turnos sobre as diversas profissões e a
importância da escolha consciente na perspectiva de um futuro melhor. Para
tanto, o SOE promove uma sondagem vocacional e intercâmbios com
instituições de ensino superior.

Noite Astronômica

A Noite Astronômica é um projeto desenvolvido pelo turno diurno,


sob coordenação do professor Cleovam Porto, da disciplina Física, com o
apoio desta instituição e de outras instituições, como a Agência Espacial
Brasileira (AEB), a Universidade de Brasília e o Clube de Astronomia de
Brasília (CAsB). O projeto prevê a participação de todos os estudantes
interessados, dos três turnos, e tem como atividades a observação
telescópica, oficinas e palestras.

Estudo dos domínios morfoclimáticos do Brasil


Projeto desenvolvido pelo professor Juscelino Carvalho, da
disciplina Geografia, do turno diurno, trata-se de uma de pesquisa de campo
na Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília. O objetivo do projeto é
proporcionar aos estudantes o reconhecimento do cerrado como segundo
maior bioma brasileiro, fazendo relações entre clima, solo e fauna,
proporcionando o entendimento, por exemplo, das formas retorcidas da flora
etc.

Jogos Interclasses

Os professores de Educação Física promoveram os IX Jogos


Interclasses do CEMAB, no primeiro bimestre de 2008, nas modalidades de
Futsal, Voleibol, Basquetebol, Queimada, Tênis de mesa, Xadrez, Dama e
Dominó, para ambos os sexos, no turno diurno, visando à formação de
equipes representativas para participação nos Jogos Estudantis Regionais.

Matemática Financeira e Metodologia Científica

Este projeto tem como objetivo preparar os estudantes para sua


inserção no mercado de trabalho e dar dicas de organização do trabalho
escolar. Como o mesmo não prevê a obrigatoriedade da temática
“africanidades”, e atendendo a interesse dos estudantes, o mesmo será
futuramente substituído por “Diferenças: o diferente é igual”, unificando os
PI’s de nossa escola.

Cine Debate

Projeto desenvolvido pelo turno noturno é coordenado pela área


de Ciências Humanas, com o envolvimento das demais áreas. Consiste na
seleção prévia de um filme e sua projeção para os estudantes, com posterior
discussão coletiva, a partir dos olhares das diversas disciplinas.

Noite Árabe

Proposta de trabalho interdisciplinar que aconteceu no turno


noturno, com o objetivo de estudar, pesquisar e solidarizar-se com a
situação do povo palestino. Por ser um tema debatido nos meios de
comunicação, cobrado em vestibulares e exames de seleção, torna-se
importante a sua discussão coletiva. Por meio de depoimentos e
testemunhos de refugiados, os estudantes puderam conhecer os costumes e
tradições deste povo.

B - Sinopses de projetos previstos para acontecer no segundo


semestre

Mostra Cultural e Científica

Projeto desenvolvido por professores, coordenadores


pedagógicos, Supervisão Pedagógica e estudantes das três séries do turno
diurno, a partir do segundo bimestre de 2008. Cada turma, orientada por um
professor, desenvolve um tema por meio de pesquisa e o apresenta na
Mostra. Dentre os objetivos do projeto, encontram-se o despertar de
vocações e o espírito científico (projeto ainda em estudo para
aperfeiçoamento).

Ação Integrada - Pró-família

Projeto que tem por objetivo geral integrar os pais e estudantes


da comunidade escolar à dinâmica da orientação pedagógica, visando
mudanças nos aspectos sociais, éticos e culturais. A proposta é trazer os pais
ou responsáveis para a escola, como ação necessária para uma educação de
todos e direcionada para o sucesso escolar. O SOE integrará o projeto em
conjunto com os segmentos da escola e da comunidade.

Atividades Monitoradas (Proposta de Projeto)

Projeto a ser desenvolvido pela escola, este tem o objetivo de


aproveitar o tempo de aula do estudante, valorizando os estudantes que se
destacam, para atividades de monitoria. Propõe o desenvolvimento de
atividades pedagógicas condizentes com os temas de cada área e
componente curricular. Este trabalho virá a ser desenvolvido pela
coordenação pedagógica com o apoio dos setores pedagógico e disciplinar.
As discussões já estão em andamento para a elaboração do Projeto, para
possível implantação em 2009.

CEMAB Multicultural (Proposta de Projeto)

Projeto a ser desenvolvido pela escola, tem por objetivo mostrar


as atividades realizadas pelo PI “Diferenças: o diferente é igual”. A idéia é
contemplar todas as etnias que compõem o povo brasileiro, buscando
resgatar seus costumes e tradições. As discussões já estão em andamento
para elaboração do Projeto. A sua realização está prevista para o mês de
novembro, para o dia 20, em comemoração ao dia da Consciência Negra.

Dentro desta mesma proposição, foi realizada a 1ª Semana da


Diversidade, no período de 17 a 21/11. Nesta semana, foram realizadas
várias atividades, como artísticas, culturais, palestras, jornalismo fotográfico,
oficinas, ligadas às expressões das etnias negras, indígenas e asiáticas, com
suas devidas contribuições para a nossa formação.
C - Projetos extras, promovidos por outras instituições ou em
parceria, em que a escola está inserida

− Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, organizada


pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB);
− Olimpíada de Matemática, promovida pela OBMEP;
− Olimpíada de Física, promovida pela OBF;
− Olimpíada de Biologia, promovida pela AMBIO;
− Curso “Parceiros da Aprendizagem”, promovido pela parceria
Microsoft e Secretaria de Estado de Educação do DF;
− Estágio Supervisionado Regência, organizada por estudantes
do Curso de Matemática da UnB, por meio de monitoria e aulas
de reforço em horários especiais;
− Projeto de estagiários do Curso de Física da Universidade
Católica de Brasília; e
− Projetos de estagiários no SOE, como o Projeto Sexualidade e
o Projeto Profissões, com intercâmbios entre o CEMAB e as
Universidades UCB e UNIP.
Anexo 9

Avaliação Institucional 2007


CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
2007
Apresentação

Este trabalho representa a vontade política de uma Direção que


se preocupa com uma práxis da escola voltada para o sucesso do estudante,
o bem estar do professor, a confiança dos pais e a parceria constante dos
assistentes que compõem nossa comunidade escolar, cujos membros estão
todos "no mesmo barco", objetivando a boa qualidade de ensino. Também é
importante destacar o desempenho do grupo de trabalho (GT) responsável
pela elaboração dos instrumentos de aferição que foram utilizados nesta
avaliação ora apresentada.

Apresentamos esta Avaliação Institucional, composta pelos


seguintes instrumentos:
- Questionário aplicado aos professores;
- Questionário aplicado aos pais e responsáveis;
- Questionário aplicado aos assistentes;
- Questionário aplicado aos estudantes;
- Tabela de resultados do segmento professores;
- Tabela de resultados do segmento pais e responsáveis;
- Tabela de resultados do segmento assistentes;
- Tabela de resultados do segmento de estudantes;
- Relatório Final.

As conclusões obtidas por meio de análise e muita reflexão por


parte do grupo de trabalho estarão no âmbito deste Estabelecimento de
Ensino, para que sejam aplicadas as devidas correções nas ações indevidas e
mantidas as ações positivas detectadas nesta avaliação.
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
(AGOSTO 2007)

Tabelas de Resultados – Estudantes

I. Dados de identificação

1. Sexo: Masculino (41%) Feminino (59%)


2. Idade: 13 (0%) 14 (3%) 15 (16%) 16 (29%) 17 (31%) 18 (12%) 19 a 25 (9%)
3. Série: 1ª (31%) 2ª (39%) 3ª (30%)
4. Turno: Matutino (57%) Vespertino (31%) Noturno (12%)

II. Considerando a gestão escolar, avalie cada dimensão nos aspectos relacionados

1. Aspectos administrativos:

QUESTÕES SEMPRE ÀS VEZES NUNCA NÃO SEI


Os estudantes participam do processo de tomada de
4% 53% 37% 6%
decisões na escola?
A Direção demonstra tolerância e capacidade de
5% 61% 31% 3%
compreender as suas necessidades?
A Direção procura facilitar o intercâmbio, a
socialização de idéias e inquietações, propondo
10% 47% 30% 6%
atividades que ajudem na compreensão e no
enriquecimento pessoal e grupal?
A Direção está presente em todas as ações da
31% 51% 9% 9%
escola?

2. Recepção, atendimento e eficiência nos setores:

SETORES ÓTIMO BOM REGULAR RUIM NÃO SEI


Portaria 26% 40% 26% 9% 2%
Cantina 12% 33% 25% 19% 11%
Secretaria 9% 40% 35% 15% 1%
APAM 21% 47% 24% 7% 1%
Direção 8% 24% 47% 18% 3%
Supervisão Pedagógica 11% 34% 31% 18% 6%
Assistência Disciplinar 12% 35% 33% 18% 2%
Midiateca 14% 42% 26% 7% 11%
Mecanografia (material impresso) 10% 39% 34% 10% 7%
Laboratório de Informática 20% 31% 27% 18% 4%
Serviço de Orientação Educacional (SOE) 7% 18% 19% 11% 45%

3. Indique o grau de satisfação nas seguintes relações:

RELAÇÃO ÓTIMO BOM REGULAR RUIM


Estudante / Estudantes 49% 41 % 7% 3%
Estudante / Professores 9% 44% 41 % 6%
Estudante / Direção 4% 28% 44% 24%
Estudante / Assistentes 10% 39% 38% 13%
Estudante / Coordenadores 9% 34% 42% 15 %
Estudante / Pais e responsáveis 51 % 34% 12 % 3%
Estudante / Orientadores 9% 40% 41 % 10%

4. Rendimento escolar:
NA MAIORIA
QUESTÕES SEMPRE ÀS VEZES NUNCA
DAS VEZES
Os professores reorientam os trabalhos a partir da
análise e da discussão dos resultados dos estudantes 7% 25 % 47 % 21 %
ao final de cada bimestre?
O nível das provas é compatível com o trabalho
13% 29% 44 % 14%
desenvolvido em sala?
Todas as regras das avaliações são claras para você? 31 % 28% 35 % 6%
Os professores divulgam e discutem os resultados das
12% 29% 46 % 13 %
avaliações em classe?
Uma única prova no valor de 5,0 (cinco) pontos
15 % 16% 23 % 46%
estimula e incentiva os estudantes a estudarem mais?
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
(AGOSTO 2007)

Tabelas de Resultados – Assistentes

I. Dados de identificação

1. Sexo:
Masculino (78%) Feminino (22%)
2. Idade:
20 a 30 anos (4%) 31 a 40 anos (32%) 41 a 50anos (36%) Acima de 50 anos (28%)
3. Nível de escolaridade:
Médio (69%) Superior (28%) Especialização (3%) Mestrado/Doutorado (0%)
4. Tempo de Secretaria de Estado de Educação (em anos):
0 a 5 (0%) 6 a 10 (0%) 11 a 15 (46%) 16 a 20 (29%) 21 a 25 (7%) 26 ou mais (18%)
5. Turno de trabalho:
Matutino (48%) Vespertino (42%) Noturno (10%)

II. Considerando a gestão escolar, avalie cada dimensão nos aspectos relacionados

1. Aspectos administrativos:

QUESTÕES SEMPRE ÀS VEZES NUNCA


Os Assistentes participam do processo de tomada de decisões? 10% 55 % 35%
A Direção está disponível para dar suporte ao trabalho do
38% 62% —
assistente?
Demonstra tolerância e capacidade para compreender as
34% 62 % 4%
necessidades profissionais dos assistentes?
A Direção procura facilitar o intercâmbio, a socialização de idéias e
inquietações, propondo atividades que ajudem na compreensão e 26% 48% 26%
no enriquecimento pessoal e grupal?
Presença da Direção em todas as ações escolares. 54% 46% —

2. Recepção, atendimento e eficiência dos setores:

SETORES ÓTIMO BOM REGULAR RUIM


Portaria 19% 56% 25% —
Cantina 10% 33% 43% —
Secretaria 20% 68% 12% —
APAM 31% 58% 11% —
Direção 19% 65% 16% —
Supervisão Pedagógica 21% 57% 18% 4%
Assistência Disciplinar 38% 54% 8% —
Supervisão Administrativa 36% 54% 10% —
Midiateca 37% 59% 4% —
Mecanografia 26% 67% 3% 4%
Biblioteca 13% 68% 11% 8%
Laboratório de Informática 18% 46% 25% 11%
Serviço de Orientação Educacional (SOE) 31% 42% 27% —

3. Relacionamento interpessoal:

3.1. O seu relacionamento interpessoal interfere nas ações propostas e desenvolvidas por
esta instituição de Ensino?
Sim (14%) Não (54%) Às vezes (32%)

Comentário:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

3.2. Indique o seu grau de satisfação nas seguintes relações:

RELAÇÃO ÓTIMO BOM REGULAR RUIM


Assistente / Assistente 18% 67% 11% 4%
Assistente / Estudantes 21% 61% 18% —
Assistente / Direção 30% 33% 37% —
Assistente / Professores 18% 44% 38% —
Assistente / Coordenadores 19% 42% 35% 4%
Assistente / Pais e responsáveis 11% 30% 56% 3%
Assistente / Orientadores 19% 31% 46% 4%
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
(AGOSTO 2007)

Tabelas de Resultados – Pais e Responsáveis

I. Dados de identificação

1. Sexo:
Feminino (75%) Masculino (25%)
2. Idade:
20 a 30 anos (7%) 30 a 40 anos (40%) 40 a 50 anos (44%) acima de 50 anos (9%)
3. Nível de escolaridade:
Nível fundamental – 1ª a 4ª séries (5%)
Nível fundamental – 5ª a 8ª séries (21%)
Nível médio – 1ª a 3ª séries (51%)
Nível superior (20%)
Nível acima do superior (3%)
4. Situação de trabalho:
Trabalha o pai. (33%)
Trabalha a mãe. (17%)
Trabalham pai e mãe. (41%)
Outros. (9%)
5. Horário de trabalho:
Manhã (7%) Tarde (4%) Noite (5%) Manhã e tarde (67%) Outros (17%)

II. Avaliação

1. Qual o seu grau de parentesco com o(a) estudante?


Pais (89%) Avós (2%) Tios (3%) Irmãos (4%) Outros (2%)

2. Com que frequência vem à escola?


Só em reuniões. (31%)
Sempre que convidado(a). (44%)
Espontaneamente. (23%)
Raramente. (2%)

3. O Sr.(a) acompanha em casa as atividades escolares de seu/sua filho(a)?


( ) diariamente ( ) semanalmente ( ) bimestralmente ( ) não acompanha

4. Avalie a recepção e o atendimento nos setores relacionados:

SETORES ÓTIMO BOM REGULAR RUIM NÃO SEI


Portaria 38% 49% 10% 1% 2%
Cantina 12% 37% 16% 4% 32%
Secretaria 30% 50% 15% 4% 1%
APAM 30% 38% 10% 2% 20%
Direção 38 % 43% 7% — 12%
Supervisão Pedagógica 24% 48% 8% 2% 18%
Assistência Disciplinar 29% 45% 9% 2% 15%
Professores 64% 10% 15% 3% 8%
Serviço de Orientação Educacional (SOE) 31% 42% 10% — 17%
Biblioteca 20% 38% 14% 2% 26%
Laboratório de Informática 15% 31% 16% 3% 35%

5. A sua satisfação quanto ao rendimento de seu/sua filho(a), até o presente momento, é


considerado:
Muito bom (17%) Bom (50%) Regular (30%) Ruim (2%) Não sei(1%)

6. Qual a expectativa dos pais ao optarem pelo CEMAB?


De que o(a) filho(a) seja aprovado(a) na UnB pelo vestibular convencional. (23%)
De que o(a) filho(a) seja aprovado(a) na UnB pelo PAS. (45%)
De que o(a) filho(a) seja aprovado(a) em qualquer faculdade. (39%)
De que a escola desenvolva projeto educativo apropriado para o(a) filho(a). (37%)
De que a escola o(a) forme para o exercício da cidadania. (44%)
De que a escola o(a) prepare para concursos. (19%)
De que a escola o(a) possibilite conseguir estágio. (13%)

7. O(A) seu/sua filho(a) está matriculado no CEMAB:


Por ser próximo da sua residência. (14%)
Pela facilidade de encontrar vaga. (4%)
Por ser uma escola disciplinada. (59%)
Por ser uma escola com qualidade de ensino. (67%)
Por direcionamento do Telematrícula. (7%)
Por opção do estudante. (22%)
Pela qualificação dos professores. (25%)
Pela tradição da escola. (33%)
Pela localização da escola. (16%)

8. Com base na resposta do item anterior, avalie:


ITENS ÓTIMO BOM REGULAR RUIM NÃO SEI
Dedicação de seu filho além do horário de aula. 25% 42% 26% 6% 1%
Envolvimento da família. 27% 55% 16% 1% 1%
O trabalho proposto e desenvolvido em sala de
— — — — —
aula pelo professor.
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
(AGOSTO 2007)

Tabelas de Resultados – Professores

I. Dados de identificação

1. Sexo:
Masculino (49%) Feminino (51%)
2. Idade:
20 a 30 anos (3%) 31 a 40 anos (37%) 41 a 50 anos (38%) acima de 50 anos (22%)
3. Nível de escolaridade:
Bacharelado (3%) Licenciatura (28%) Especialização (59%) Mestrado (10%) Doutorado (0%)
4. Tempo de Secretaria de Educação (em anos):
0 a 5 anos (7%)
6 a 10 anos (8%)
11 a 15 anos (18%)
16 a 20 anos (20%)
21 a 25 anos (27%)
26 anos ou mais (20%)
5. Turno de regência:
Matutino (37%) Vespertino (37%) Noturno (16%) Não regente (10%)
6. Área de atuação:
Ciências da Natureza (38%) Ciências Humanas (31%) Linguagens e Códigos (31%)

II. Considerando a gestão escolar, avalie cada dimensão nos aspectos relacionados

1. Aspectos administrativos:

QUESTÕES SEMPRE ÀS VEZES NUNCA


Os professores participam do processo de tomada de 31% 67% 2%
decisões?
A Direção está disponível para dar suporte ao trabalho 60% 38% 2%
do professor?
Demonstra tolerância e capacidade para compreender 43% 52% 5%
as necessidades profissionais?
Procura facilitar o intercâmbio, a socialização de idéias e 32% 66% 2%
inquietações, propondo atividades que ajudem na
compreensão e no enriquecimento pessoal?
A Direção está presente em todas as ações escolares? 60% 38% 2%

2. Recepção, atendimento e eficiência nos setores:

SETORES ÓTIMO BOM REGULAR RUIM


Portaria 30% 64% 4% 2%
Cantina 9% 46% 31% 14%
Secretaria 27% 62% 10% 1%
APAM 26% 57% 15% 2%
Direção 27% 63% 10% —
Supervisão Pedagógica 22% 49% 22% 7%
Assistência Disciplinar 32% 59% 9% —
Supervisão Administrativa 36% 45% 11% 8%
Midiateca 28% 64% 6% 2%
Mecanografia 25% 60% 14% 1%
Biblioteca 14% 59% 16% 11%
Laboratório de Informática 8% 41% 38% 13%
Serviço de Orientação Educacional (SOE) 20% 58% 22% —

3. Relacionamento interpessoal:

3.1. O seu relacionamento interpessoal interfere nas ações propostas e desenvolvidas por
esta Instituição de Ensino?
Sim (42%) Não (33%) Às vezes (25%)

Comentário:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

3.2. Indique o seu grau de satisfação nas seguintes relações:

RELAÇÃO ÓTIMO BOM REGULAR RUIM


Professor / Professores 28% 49% 21% 2%
Professor / Estudantes 28% 59% 13% —
Professor / Direção 32% 58% 10% —
Professor / Assistentes 31% 50% 16% 3%
Professor / Coordenadores 31% 44% 21% 4%
Professor / Pais e responsáveis 12% 56% 28% 4%
Professor / Orientadores 26% 57% 16% 1%

4. Coordenação Pedagógica:

ITENS ÓTIMO BOM REGULAR RUIM


Aproveitamento da coordenação pedagógica na organização 15% 47% 35% 17%
do seu trabalho.
Planejamento coletivo propiciado e produzido pelas 7% 47% 36% 10%
coordenações pedagógicas.
Sua contribuição na construção e implementação do Projeto 7% 42% 44% 7%
Educativo.
Sua participação nas reuniões de coordenação tem 7% 48% 38% 7%
propiciado a melhoria dos aspectos pedagógicos?
Contribuição para a melhoria do trabalho por meio da 17% 55% 26% 2%
escolha do coordenador de área.
Sua permanência durante as discussões e decisões nas 18% 58% 20% 4%
reuniões de coordenação.

5. Rendimento Escolar:

QUESTÕES SEMPRE NA MAIORIA ÀS VEZES NUNCA


DAS VEZES
Considera os resultados obtidos na avaliação do 28% 58% 14% —
estudante como elemento de análise para a
redefinição de conteúdos e procedimentos de
ensino?
O nível das provas é compatível com o trabalho 54% 42% 4% —
desenvolvido em sala?
Todas as regras das avaliações são claras para 48% 39% 13% —
os estudantes?
Divulga e discute resultados das avaliações em 48% 39% 8% 5%
classe?
50% em uma única avaliação alcançam os 14% 29% 42% 15%
objetivos propostos?
Avaliação Institucional
CEMAB 2007

Relatório Final

Para esta avaliação, foram pesquisados todos os segmentos da


Escola, tomado por base o percentual de 30% do total do universo
pesquisado, que gira em torno de 3.000 (três mil) estudantes, 110 (cento e
dez) professores e 70 (setenta) assistentes.

Cumpre-nos agora demonstrar, em forma de relatório, o que se


observou após exaustiva análise dos resultados obtidos, por meio das
tubulações dos questionários aplicados aos diversos segmentos. Tais
resultados nos remetem ao seguinte diagnóstico:

1. Segmento de Pais e responsáveis. Os pais e responsáveis que


acompanham devidamente o filho ou incapaz nesta escola
representam 75% do total deste universo e estão na faixa etária
entre 40 anos e 50 anos de idade. A escolaridade média deste
segmento é o ensino médio completo, com índice de 51%. A
grande maioria dos pais e responsáveis pesquisados, tanto os
pais como as mães, entre outros, frequentam a escola somente
em caso de convocação. No que diz respeito ao atendimento
setorizado, destaca-se grande frequência do status “bom”, na
maioria dos aspectos questionados (portaria, secretaria, direção,
SOE, biblioteca e laboratório de informática). No que dizem
respeito às expectativas, os pais fazem opção pelo CEMAB pelas
seguintes motivações: 45% deles apontam para a expectativa de
sucesso de seus filhos ou incapazes no PAS e/ou de seu ingresso
na UnB, como itens mais atrativos.
O pai ou responsável manifesta o desejo de matricular aqui seu
filho ou incapaz “por ser (o CEMAB) uma escola com qualidade de
ensino” — com recorrência de 67%, em um questionamento em
que se poderia assinalar até três alternativas. Quanto ao item
rendimento escolar de seu filho ou incapaz, a maioria dos pais e
responsáveis opinaram pelo status “bom”.

2. Segmento de Assistentes. Quanto ao segmento de assistentes,


78% são do sexo masculino e 22% do sexo feminino, cuja idade
prevalece entre 41 a 50 anos de idade. Do total deste segmento,
69% têm o nível médio concluído, e 46% possui de 11 anos a 15
anos de tempo de serviço na Secretaria de Educação. Nos
aspectos administrativos, 55% participam do processo de tomada
de decisões; 62% acham que a atual direção está disponível para
dar suporte no seu trabalho; também 62% demonstram
tolerância e capacidade para compreender as necessidades
profissionais dos colegas e entendem que a presença da Direção
acontece em todas as ações escolares. Cada item expresso neste
parágrafo apresenta o status “às vezes”, nos quais se tinha mais
dois status, “sempre” e “nunca”. Quanto à recepção, ao
atendimento e à eficiência nos setores pesquisados (como
portaria, secretaria, direção, videoteca, mecanografia etc.), os
assistentes os classificam como “bons”. Foram observados,
também, que, para 54% dos assistentes pesquisados, o
relacionamento interpessoal não interfere nas ações da escola.
Convém salientar que a relação entre assistente e assistentes é
considerada “boa”, por 67% dos inquiridos; para o
relacionamento entre assistente e professores, 65% o indicam
como “bom”; para o relacionamento entre assistente e
estudantes, são classificados como “bom”; foram constatados,
ainda, que no relacionamento entre assistente e pais e
responsáveis, 55% têm o status “regular” como características.

3. Segmento de Professores. Neste segmento, 49% se


apresentam como do sexo masculino e 51%, do sexo feminino; a
idade predominante está entre 41 anos e 50 anos; e a maioria
tem escolaridade no patamar de especialização, em 59%. No que
diz respeito ao tempo de Secretaria de Educação, 27% dos
pesquisados têm entre 21 anos e 25 anos de serviços prestados.
Nos aspectos administrativos, de todas as questões referentes,
ocorre com maior índice de frequência o status “às vezes”, com
exceção do item referente à presença da Direção nas ações
escolares, que apresenta 60% como “sempre” presente. No que
diz respeito ao atendimento e à eficiência nos setores, o status
“bom” aparece com maior frequência. No grau de satisfação em
termos de relação interpessoal, mais uma vez aparece com maior
ocorrência o status “bom”. Quanto ao rendimento escolar, de
todas as questões, o escore com mais recorrente é o do status
“na maioria das vezes”.

4. Segmento de Estudantes. Do universo dos estudantes


pesquisados, 41% representam o sexo masculino e 59% o sexo
feminino; a faixa etária média dos estudantes, de 31%, é de 17
anos de idade. Os números de estudantes pesquisados são
equivalentes na distribuição das três séries, já na distribuição de
turno em que estudam, a escala apresentada é a seguinte: 57%
no turno matutino, 31% no turno vespertino e 12% no turno
noturno. Quanto aos aspectos administrativos, a avaliação mais
recorrente foi “às vezes” nas dimensões assinaladas, conforme
tabela de resultado anterior. No que diz respeito à recepção, ao
atendimento e à eficiência dos setores pesquisados, como APAM,
Secretaria, Biblioteca e Direção, o status com mais freqüência foi
“bom”. No item “grau de satisfação nas relações interpessoais”,
também os estudantes o apontam como “bom”, com mais
frequência. No rendimento escolar, segundo o grau de
envolvimento na práxis do professor versus estudante, destaca-
se o status “às vezes” com maior frequência.

Para concluir, temos a nítida certeza que esta avaliação é um


processo. Assim sendo, estamos apenas iniciando uma nova etapa em nossa
práxis, na qual teremos início e fim, e, ao nos depararmos com disfunções
em rotinas ou ações, corrigi-las-emos, e ao confrontarmo-nos com ações
exitosas, mantê-las-emos.

A Direção.
Anexo 10

Relatório de projeto político-pedagógico apresentado ao MEC:


Brasil Profissionalizado
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA

BRASIL PROFISSIONALIZADO

(COLETA DE DADOS)

Instituição educacional: Centro de Ensino Médio Ave Branca


Diretor: Francisco Roza Filho
Correio eletrônico: cemab.dretag@se.df.gov.br
Código do INEP: 53.003.632
Endereço: QSA 03/05 Área Especial n. 01
Telefones: (61) 3901 6799 e (61) 3034 6904 (FAX)
RELATÓRIO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

1. APRESENTAÇÃO

O projeto político-pedagógico de nossa escola representa um


desafio em busca de novos caminhos para o coletivo da escola. Nossa escola,
como instituição social compromissada com a educação da juventude e de
adultos, realiza uma ação intencionalizada, sistemática, de acordo com
princípios filosóficos, epistemológicos e pedagógicos — princípios reafirmados
pela pertinência das reflexões propostas pelos segmentos, diante da
necessidade de dar respostas aos novos desafios e pressões apresentados
pelas mudanças sociais, econômicas, culturais, científica e tecnológica e,
ainda, de responder ao desenvolvimento do conhecimento sobre o processo
educativo.

Várias estratégias de reformas educacionais foram criadas com o


intuito de universalizar o atendimento à educação e erradicar o
analfabetismo, aliadas a exigências de combinação de medidas de
racionalidade técnica para a gestão dos recursos públicos aplicados na área.
Estas questões chegaram às escolas levando-as a se voltarem para a
construção de seus projetos político-pedagógicos nos moldes participativos,
buscando alcançar esses objetivos por meio de um currículo cientificamente
organizado e capaz de conduzir o educando a uma mudança de atitude pelo
domínio de conhecimentos e habilidades compatíveis.

Esta concepção reducionista da escola desrespeitando seus


atores fere os princípios norteadores de escola pública e gratuita que
estrutura suas ações intencionalmente. Esta concepção fere, ainda, os
princípios citados na Lei 9.394/1996, que assegura igualdade de acesso e
permanência na escola, qualidade de ensino, gestão democrática, autonomia
e liberdade, expressos em seus artigos 14 — incisos I e II —, artigo 15 e 26,
além do inciso VI do artigo 206 da Constituição Federal.

Daí, diante de uma realidade na qual não só a ascensão social


não está ao alcance de todos, como nem todos terão empregabilidade, no
entanto todos precisem estar socialmente integrados e garantir a sua
sobrevivência, percebe-se que a gestão democrática e a implantação dos
projetos referentes à organização do trabalho pedagógico na escola podem
ser elementos geradores de novas ações, como luta pela conquista de
espaços coletivos de trabalho, dentro da lógica de relações sociais
hegemônicas excludentes. Ações que têm como objetivo propor uma nova
cultura, com o intuito de interromper e desestabilizar os processos de
divisões, exclusões e separações forjadas pela identidade hegemônica.

2. INTRODUÇÃO

2.1. Nosso ponto de partida

Nossa instituição de ensino atende, aproximadamente, a três mil


e cem (3.100) estudantes no ensino médio regular, em três turnos. De
acordo com a pesquisa realizada pelo Serviço de Orientação Educacional de
nossa escola, em fevereiro de 2008, a maioria de nossos estudantes,
principalmente do turno diurno, são oriundos de outras cidades próximas,
como Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas e até do
entorno do Distrito Federal (como, por exemplo, da zona rural de Santo
Antônio do Descoberto, de Goiás). São estudantes, pessoas simples e
singulares, que não medem esforços para estarem na escola. Apenas uma
pequena minoria reside nas imediações da escola, aqui, em Taguatinga.

Acrescentando os dados obtidos com a avaliação institucional


realizada em 2007 do segmento de estudantes e com perguntas informais
realizadas aos novatos, nossos estudantes, em sua grande maioria,
procuram a escola por acreditarem que esta é uma boa escola pública.
Outros, vindos das cidades próximas, além de uma escola de qualidade,
buscam uma escola mais segura, com menos violência. Para os estudantes
do turno noturno, é ainda acrescentado o fato de estudarem próximo ao seu
local de emprego (formal, informal ou doméstico) no ensino regular. Este
fato é importante, pois, a faixa etária média dos estudantes do noturno é de
26 anos de idade, são trabalhadores e alegam não terem mais pressa de
concluir o ensino médio. Alguns, aliás, dependem de matrícula no ensino
médio regular para continuarem empregados ou para estagiar, por exigência
do empregador/agenciador. A prioridade para eles é o “estudar devagar”, ou
seja, eles se preocupam mais com o aprendizado e a chance de
prosseguirem os estudos e terem uma melhoria no emprego. A mera
certificação do Ensino Médio não lhes interessa.

Assim, somos setenta turmas de estudantes, aproximadamente


duzentos profissionais da educação (entre professores, assistentes,
orientadores etc.) e uma direção composta por seis membros eleitos pelos
segmentos da escola com a missão de construir com estes uma gestão
efetivamente compartilhada, portanto, democrática.

As inovações pedagógicas que propomos representam tentativas


de romper com a lógica social excludente e de responder aos anseios de
nossos estudantes, de seus pais e/ou responsáveis e de seus professores,
qual seja, de construir/reconstruir na escola um ambiente de aprendizagem
que dialogue com a juventude e que permita aos nossos estudantes atribuir
sentido e significado à escola, às suas vidas e ao próprio mundo.

2.2. Nossa leitura da realidade


A educação como um direito de todos é o mais importante
desafio de nosso país; é uma das condições para o desenvolvimento
sustentável, a distribuição de riquezas e a soberania da nação; e é, portanto,
meio e objetivo do desenvolvimento e da diminuição das desigualdades no
país. A educação é, ainda, fundamental e decisiva para o exercício pleno da
cidadania, pois, oportuniza ao cidadão ampliar o seu poder de compreensão
e atuação nos vários setores da sociedade, como a cultura e a tecnologia,
interferir nos rumos do país, sendo indispensável para o aumento do valor do
trabalho e da produção em todos os setores, para a busca do equilíbrio
ambiental e para a garantia dos direitos sociais.

Nos últimos tempos, principalmente nesta última década, a


juventude tem ganhado espaço na mídia, nas pesquisas acadêmicas e nos
debates públicos. Uma das razões para essa visibilidade é a de que,
atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
um quarto da população brasileira, em torno de 50,5 milhões de pessoas,
têm entre 15 e 29 anos de idade. Essa “onda jovem” ao mesmo tempo em
que gera esperança de mudança tem gerado uma grande preocupação, pois
o Estado brasileiro não se preparou adequadamente para receber esse
contingente enorme de jovens. Sendo assim, a oferta de bens e serviços
públicos têm sido insuficiente para atender toda a demanda.

A universalização e a permanência no ensino médio, por exemplo,


estão muito longe de atender a todos. As pesquisas apontam para a
inadaptação da escola às necessidades e mutações do mundo atual, para o
despreparo da escola para atender a juventude. Para a maioria dos jovens, a
escola é uma instituição que veicula uma cultura formal distante dos
conhecimentos adquiridos na vida concreta e de seus interesses.

Diante dessas constatações, podemos afirmar que os brasileiros


jovens foram diretamente afetados pelo modelo econômico adotado nas
últimas décadas, o que contribuiu significativamente para a exclusão social.
Nossos jovens ficaram sem acesso aos serviços públicos básicos, não
desfrutam os seus direitos mais elementares e, para muitos, a cidadania
ainda é incompleta.

Consequentemente, na atualidade, não se trata mais de estudar


como forma de preparo para se conseguir um emprego posteriormente. A
cadeira escolar está lado a lado com o emprego. É preciso que pensemos
uma escola e a formação educacional dos nossos jovens de modo integrado à
sua inserção e permanência no mundo produtivo.

2.3. Marco operacional

Um olhar superficial sobre nossa realidade pode nos fazer pensar


que a juventude é um problema, que os jovens são culpados pelas suas
próprias mazelas, que os nossos jovens são acomodados e passivos, pois, as
chances para melhorar de vida estão aí para todos e só não as aproveita
quem não quer. No entanto, ao contrário desta, a visão que se fortalece em
nossa escola é a de que o jovem pode contribuir para as soluções dos
problemas desde que lhe assegurem oportunidades para receberem,
aprenderem e produzirem conhecimentos.

3. DESENVOLVIMENTO

Diante do exposto até aqui, a nossa concepção de educação de


qualidade não se limita a um referencial voltado para uma cidadania com o
propósito de preparo para o mundo do trabalho. Abrange a formação do
cidadão capaz de perceber o mundo e atuar sobre ele de forma crítica, a
partir de sua comunidade. Portanto, buscamos uma qualificação cidadã com
bagagem suficiente para uma gestão autônoma e empreendedora no campo
profissional, familiar e pessoal
Portanto, não queremos aqui defender o acesso ao mercado de
trabalho para os nossos estudantes jovens. Pelo contrário, defendemos que o
ideal seria que, como os demais jovens das classes A, B e C, estes também
possam ingressar no mercado de trabalho aos 19 e 20 anos de idade, com o
nível de escolarização mais elevado.

Como é sabido, além da necessidade de emprego, muitos


adolescentes pobres abandonam a escola por serem vítimas das violências
doméstica e urbana. Além do que, alguns pais das classes mais baixas, por
terem pouco tempo de escolaridade ou por serem analfabetos, não
estimulam os filhos a estudarem, para que assim não se crie uma barreira
muito grande entre eles.

Assim, como nossa intenção é reverter esse quadro, além da


gestão democrática e participativa, cabe à escola promover a busca de
significado e o aprofundamento do conhecimento escolar, mediante a
contextualização, a interdisciplinaridade e o desenvolvimento de
competências básicas, estimulando o raciocínio e a capacidade de aprender
de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, priorizando a ética
e o desenvolvimento da autonomia e do pensamento.

Portanto, defendemos que a nossa escola seja “Integral”, visando


garantir aos nossos estudantes uma boa base de conhecimentos gerais, de
modo que eles possam, posteriormente, partir para vôos mais altos no
campo da pesquisa e da produção científica universitária, ou optar pelo
ingresso imediato no mercado de trabalho — em todos os casos, que possam
gerir a sua liberdade e o seu futuro.

Para tanto, a infraestrutura da escola precisa ser aprimorada,


como estímulo necessário à ampliação, ao aperfeiçoamento e à aplicação de
estudos discente e docente mais adequados à construção do conhecimento.
3.1. Revitalização dos laboratórios da escola

A nossa idéia é utilizar os laboratórios que já temos, e que ainda


se encontram subutilizados — de Química, de Física e de Biologia —, em
turnos contrários. Convém lembrar que estes laboratórios estão se
deteriorando por falta de uso.

O Laboratório de Biologia precisa de manutenção, atualização


e até reposição dos equipamentos. Para o Laboratório de Física, faltam-
nos monitores ou professores para atuarem nos mesmos, além de estar
carecendo, por exemplo, de fonte 12V, EV, balança eletrônica, materiais e
equipamentos de eletricidade, entre outros. Os equipamentos existentes no
Laboratório de Química estão com defeitos e os reagentes, vencidos. Estes
laboratórios são utilizados esporadicamente, como apoio das aulas teóricas.
Em nossa escola inexiste Laboratório de Matemática, o que dificulta um
aprendizado mais contundente dos princípios discutidos em sala de aula.

Nosso Laboratório de Informática está em pleno


funcionamento e possui disponibilidade de professor e de monitor nos três
turnos. Ele atende às atividades pedagógicas docentes, aos trabalhos
interdisciplinares da parte diversificada e às pesquisas dos estudantes. Nossa
escola possui também um site — http://www.cemab.com.br —, mantido pelo
laboratório. Por meio dele divulgamos conteúdos e materiais de interesse dos
professores, estudantes e de seus responsáveis. Por meio da plataforma
moodle, atendemos e complementamos nossas atividades pedagógicas de
forma interativa. Para tanto, em parceria com a Universidade de Brasília,
realizamos o ano passado (2007), um curso de formação docente, o de
tutores do moodle.

Nosso laboratório opera com os sistemas windows e linux. Porém,


necessita também de manutenção, pois o ar condicionado é antigo, possui
apenas uma impressora multifuncional, de uso coletivo, e não possui
escaneadores, além de outras insuficiências. O laboratório está equipado
com computadores, mesas e cadeiras, ainda que em quantidades
insuficientes.

Por fim, temos uma sala de musculação para atendimento de


Educação Física, embora os equipamentos de exercícios estejam
estragados e defasados. Faltam também bolas, redes e demais
equipamentos para a prática das modalidades esportivas.

3.2. Desenvolvimento das capacidades de pesquisa, aprendizagem


e criatividade nos estudantes

Como parceiros na tentativa de busca individual e coletiva das


melhores maneiras de superação das condições de desigualdade material e
cultural de nossos estudantes, ao ofertarmos uma educação
verdadeiramente de qualidade, incentivamos os nossos estudantes a
participarem de cursos técnicos, ofertados pela Escola Técnica de Brasília
(ETB), a participarem da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, da Feira
do Livro etc., e de diversas atividades na escola, tais como:

A Noite Astronômica. Projeto desenvolvido pelo turno diurno,


sob coordenação do professor Cleovam Porto, da disciplina Física, com o
apoio desta instituição e de outras instituições, como a Agência Espacial
Brasileira (AEB), a Universidade de Brasília e o Clube de Astronomia de
Brasília (CAsB). O projeto prevê a participação de todos os estudantes
interessados, dos três turnos, e tem como atividades a observação
telescópica, oficinas e palestras.

O Dia “D” da Formação Profissional. Projeto desenvolvido


pelo SOE do CEMAB em parceria com diversas instituições de formação
profissional públicas e privadas, em substituição ao projeto Feira das
Profissões, realizado nos anos anteriores. O objetivo do projeto é esclarecer
e informar os estudantes de todos os turnos sobre as diversas profissões e a
importância da escolha consciente na perspectiva de um futuro melhor. Para
tanto, o SOE promove uma sondagem vocacional e intercâmbios com
instituições de ensino superior.

O Estudo dos domínios morfoclimáticos do Brasil. Projeto


desenvolvido pelo professor Juscelino Carvalho, da disciplina Geografia, do
turno diurno, trata-se de uma de pesquisa de campo na Fazenda Água Limpa,
da Universidade de Brasília. O objetivo do projeto é proporcionar aos
estudantes o reconhecimento do cerrado como segundo maior bioma
brasileiro, fazendo relações entre clima, solo e fauna, proporcionando o
entendimento, por exemplo, das formas retorcidas da flora etc.

O PI - Diferenças: O Diferente é Igual. Este projeto


interdisciplinar vem aperfeiçoar o anterior, “Africanidades”, que atendia
à Lei 10.639, de 2003. Ele lança um olhar mais amplo nos múltiplos recortes
de nossa sociedade, que se apresenta culturalmente diversa. Discute a idéia
de que somos “híbridos”. Portanto, a partir dessa nossa singularidade, cabe-
nos compreender e enaltecer, um pouco mais do que outros, a diversidade e
transformá-la em algo mais universal, entretanto, não-homogênea. Assim,
esta proposta de tema contempla a formação da cidadania, a amplitude da
diversidade cultural dos negros, dos índios, das mulheres, dos portadores de
necessidades especiais, dos homossexuais, dos idosos, entre outros, que, a
nosso ver, passa necessariamente pelo respeito em relação ao diverso e ao
diferente, além de ter uma relação muito profunda com a própria concepção
de escola e sociedade que queremos ter.

A Mostra Cultural e Científica. Projeto desenvolvido por


professores, coordenadores pedagógicos, Supervisão Pedagógica e
estudantes das três séries do turno diurno, a partir do segundo bimestre de
2008. Cada turma, orientada por um professor, desenvolve um tema por
meio de pesquisa e o apresenta na Mostra. Dentre os objetivos do projeto,
encontram-se o despertar de vocações e o espírito científico (projeto ainda
em estudo para aperfeiçoamento).

3.3. Participação de representantes de entidades de classe de


trabalhadores e empregadores no Conselho Escolar

A legislação atual da Secretaria de Estado de Educação do


Distrito Federal não contempla esta participação.

3.4. A gestão escolar participativa

A Lei n. 4.036, de outubro de 2007, que dispõe sobre a gestão


compartilhada nas instituições públicas de ensino do Distrito Federal,
demonstra o reconhecimento da necessidade de participação da comunidade
escolar no processo de escolha dos seus dirigentes.

A gestão compartilhada, que contempla a autonomia para uma


gestão participativa, necessita ser exercitada, pois, a escola se encontra
mergulhada em uma realidade complexa e cada vez mais exigente, que
impõe mudanças significativas na filosofia, nos métodos e técnicas de ensino
e de gestão. Além destes, a escola tem de administrar suas próprias
deficiências e incapacidades pedagógicas e políticas, o que denuncia longos
períodos de abstinência no esforço de interpretação da diversidade de suas
relações e delas com a sociedade mais ampla. Resumindo: falta à escola
uma cultura participativa.

Assim, temos como desafio a rede de relações tecida no cotidiano


escolar, local em que as identidades social e pessoal vão se imbricando e se
construindo num espaço em processo de construção de democracia. Para
tanto, indispensável é policiarmos a nossa atuação coletiva e individual para
não criarmos barreiras contra a criatividade, a criticidade e a expressão de
experiências vividas. Assim, há que se ressaltar a emergência de um espaço
participativo na escola, respaldado pela coerência entre o pensar e o agir.

3.5. Instâncias da escola alicerçadas em uma concepção de


construção coletiva

Conselho Escolar. O Conselho Escolar deliberativo garante a


representatividade, a continuidade e a legitimidade na tomada de decisões
do coletivo, visto que, em uma escola com dimensões tão grandes quanto o
CEMAB, democracia não significa reunir todas as pessoas envolvidas de
maneira permanente para que cada um tome as decisões que requer a
caminhada.

APAM e Caixa Escolar. A Associação de Pais, Alunos e Mestres


(APAM) e o Caixa Escolar exercem uma função de sustentação jurídica das
verbas públicas e privadas recebidas e aplicadas pela escola. Estas instâncias
contam com a participação dos pais e responsáveis no cotidiano escolar, em
cumplicidade com a administração financeira da escola.

Grêmio Estudantil. A agremiação estudantil é uma instância na


qual se cultiva gradativamente o interesse do estudante para questões
outras que não apenas as relacionadas à sala de aula. Por sua participação
nos grêmios, os estudantes começam a ter consciência dos seus direitos
individuais e civis, e começam a ter um papel de intervenção nas questões
socioeconômicas e políticas locais e do país.

Conselho de Classe. O Conselho de Classe é concebido como


colegiado, no qual se busca a superação da organização prescritiva e
burocrática, o que a faz uma instância preocupada com processos avaliativos,
no intuito de reconfigurar o conhecimento, de rever as práticas pedagógicas
alternativas e de contribuir para alterar a prática pedagógica escolar, dado o
seu caráter articulador dos diversos segmentos da escola.

4. ESTRATÉGIAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO E DA


PERMANÊNCIA DO ESTUDANTE NA ESCOLA

Em consonância com as esferas públicas, federal e local, a


política levada a efeito em nossa escola está comprometida com uma
concepção de educação que estimula a reflexão crítica, a produção criativa e
a participação ativa da comunidade na vida escolar, valorizando a identidade
dos estudantes, suas experiências sociais e culturais, bem como o respeito
aos seus ritmos e tempos. Estas estratégias são essenciais no sentido de
tornar a escola mais prazerosa e de diminuir a evasão e a repetência
escolares, embora não tenhamos em nossa realidade específica índices tão
discrepantes. Mesmo assim, temos uma turma de Correção de Fluxo de
Aprendizagem para estudantes defasados.

Nas coordenações pedagógicas, os conteúdos, projetos


interdisciplinares e temas são discutidos e avaliados com frequência, a fim de
que haja participação e integração de todos: professores, assistentes,
orientadores, estudantes e direção, em uma busca constante por um ensino
de qualidade que seja significativo e democrático.

Esta instituição de ensino aplica adaptação de estudos para


estudantes portadores de necessidades especiais, conforme prevê a Lei
9.394/1996 e a Resolução 01/2005 do Conselho de Educação do Distrito
Federal.

A avaliação da aprendizagem em sala de aula ocorre de forma


processual, em seu cotidiano, como condição de melhoria do processo
ensino-aprendizagem, e é referenciada em critérios preestabelecidos pelos
docentes e discentes. No entanto, esses critérios seguem as determinações
do Regimento Escolar da Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino
do DF, que prevê o ano letivo distribuído em quatro bimestres e 50% da
média bimestral como resultante de trabalhos, seminários, pesquisas,
exposições e os outros 50% obtidos por meio do provão globalizado.

Além destas, são oferecidos reforços nas diversas disciplinas em


que os estudantes apresentam dificuldades. Esses reforços são ofertados nos
finais de semana. Se o CEMAB adotasse o regime de escola integral, tais
reforços poderiam acontecer durante a semana, pois, teria como assegurar o
almoço para os estudantes que aqui permanecessem, sem o ônus da
passagem de ônibus extra. Outra complementação é realizada, uma vez por
mês, nos finais de semana, pelos “aulões” preparatórios para o PAS.

Como forma de garantir a permanência dos estudantes na escola,


acontecem, ainda, atividades extras, como Oficina de Teatro (já em
andamento) nos contraturnos, em parceria com a Secretaria de Estado de
Cultura, além de já estar em processo de implantação o projeto de aulas de
Capoeira. Além disso, como temos o ensino regular noturno, é nossa
intenção para os próximos períodos — para os anos letivos de 2009 e 2010
— transformá-lo em ensino profissionalizante, expectativa essa também de
nossos estudantes.

5. O CEMAB INSERIDO NAS NOVAS TECNOLOGIAS


EDUCACIONAIS

5.1. Mídias educativas

Como forma de acesso a estas formas de mídia, o CEMAB


reformulou sua antiga videoteca e criou uma nova midiateca, como um setor
da escola destinado a guarda, controle, atualização, agendamento de locais
de múltiplos meios (salas projetoras de multimídia, salas de vídeo, auditório
etc.) e a distribuição de equipamentos (televisões, aparelhos de vídeo,
aparelhos de DVD, equipamentos de áudio etc.) e de recursos multimídia em
geral (DVD’s, fitas, CD’s, softwares pedagógicos etc.). Foi necessária a
recriação deste espaço em razão do significativo desenvolvimento das mídias
educacionais, do qual o nossa escola não poderia se abster. Nesta nova
midiateca também programa-se o acompanhamento de estudantes para
assistirem a vídeos e outros materiais em horários contrários aos turnos de
origem. Este setor também é responsável pelo acompanhamento, pela
divulgação e pela gravação dos programas da TV Escola e demais
programações educativas nos diversos meios.

5.2. Acesso à internet: CEMAB Virtual e moodle

Como dito anteriormente, o CEMAB possui um laboratório de


informática em funcionamento, e mantém, ainda, uma página eletrônica.
Para o atendimento dessas demandas, dispomos de técnico e professores
capacitados que mantém em funcionamento nosso Laboratório de
Informática. Como forma de dinamizar suas aulas, professores utilizam o
sistema moodle para complementar as atividades pedagógicas de forma
interativa, mas, embora não disponhamos de grande capacidade de
armazenamento. O laboratório possui, ainda, o sistema Linux Educacional,
fornecido pelo MEC.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1998):


atualizada até a Emenda Constitucional n. 53, de 19/12/2006. São
Paulo: Saraiva, 2007.
_______. Lei n. 9.394/1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB). In: _______. Ministério da Educação. Parâmetros
Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC, 1999.
______. Lei n. 1.1494/2007: Lei do Fundo Nacional de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais
da Educação (FUNDEB). Brasília: MEC, 2007.
_______. Plano Nacional de Educação (PNE). Brasília: MEC, 2000.
_______. Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Brasília: MEC,
2007.
_______. Lei Federal n. 11.129, de 30 de junho de 2005.
DISTRITO FEDERAL. GDF/SEE/CENTRO DE ENSINO MÉDIO AVE BRANCA.
Avaliação institucional 2007. Taguatinga: 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). População
jovem. 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS (IBASE).
Juventude brasileira e democracia: participação, esferas e políticas
públicas: relatório final. Rio de Janeiro - São Paulo: IBASE – Pólis,
2005.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE). Cadastro geral de
empregados e desempregados (CAGED). Brasília: MTE, 2007.
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. Gestão
compartilhada: Lei n. 4.036/2007. Brasília: SEEDF, 2007.
UNESCO. Políticas públicas de/para/com juventudes. UNESCO, 2004.
ANEXO 11

QUESTIONÁRIO SOCIOCULTURAL
QUESTIONÁRIO SOCIOCULTURAL
Este questionário, que compõe o processo de matrícula, tem o objetivo exclusivo de coletar dados socioculturais para se conhecer
o perfil dos futuros estudantes do CEMAB e, a partir dessas informações, de propormos uma educação que corresponda aos
anseios de nossa comunidade escolar. As informações levantadas são sigilosas e serão tratadas coletivamente, sem nenhuma
interferência no processo educativo individual dos estudantes. Obs.: Este questionário deve se preenchido exclusivamente
pelo estudante, marcando as caixas abaixo com 01 (uma) opção para cada questão; nos itens que contém mais de uma opção,
marcar de acordo com sua realidade. Benvindo(a)! O CEMAB se orgulha de tê-lo(a) como estudante.
1. Principal motivo da matrícula no Ensino Médio 8. Região de origem
1. Preparo para o Ensino Superior 1. Norte
2. Melhor colocação no mercado de trabalho 2. Nordeste
3. Aperfeiçoamento como ser humano 3. Centro-oeste
4. Exigência dos pais ou do responsável 4. Sudeste
5. Outro: 5. Sul
6. Outro país
2. Principal motivo de opção pelo CEMAB 9. Estado civil
1. Facilidade de acesso à escola 1. Solteiro(a)
2. Proximidade do local de trabalho 2. Casado(a) (oficialmente ou não oficialmente)
3. Segurança 3. Separado(a) ou divorciado(a)
4. Qualidade da educação ofertada 4. Viúvo(a)
5. Qualidade das instalações
6. Tradição
7. Transferência automática por remanejamento
8. Nenhum motivo em especial
9. Outro:
3. Interesse em curso técnico, caso haja oferta (por área) 10. Filhos
1. Informática 1. Não tem
2. Telecomunicações 2. Tem
3. Saúde Quantidade: __________
4. Eletrônica
5. Turismo
6. Meio ambiente
7. Administração (Administração, Economia, Contabilidade)
8. Outro:
4. Turno pretendido anteriormente à matrícula 11. Divisão de moradia
1. Matutino 1. Mora sozinho(a)
2. Vespertino 2. Com pais
3. Integral 3. Com companheiro(a)
4. Noturno 4. Com filho(s) somente
5. Com irmão(s) somente
6. Com outros parentes
7. Com amigos ou colegas
8. Outro:
5. Faixa etária 12. Quantidade de pessoas em casa
1. Menor de 15 anos 1. Mora sozinho(a)
2. De 15 a 17 anos 2. 02 (duas) pessoas
3. De 18 a 21 anos 3. 03 (três) pessoas
4. De 22 a 25 anos 4. 04 (quatro) pessoas
5. De 25 a 30 anos 5. 05 (cinco) pessoas
6. Maior de 30 anos 6. Mais de 05 (cinco) pessoas
7. Maior de 40 anos
6. Religião 13. Local de moradia
1. Afro-brasileira (Umbanda, Candomblé etc.) 1. Taguatinga
2. Indígena 2. Vicente Pires (CA Samambaia, São José)
3. Cristã (Evangélica, Católica, Protestante, Ortodoxa, Espírita etc.) 3. Águas Claras (CA Arniqueira, Veredão, Vereda da Cruz)
4. Esotérica 4. Ceilândia
5. Budista 5. Brazlândia
6. Islâmica 6. Samambaia
7. Judaica 7. Recanto das Emas
8. Nenhuma 8. Riacho Fundo I
9. Outra: 9. Riacho Fundo II
10. Santa Maria
11. Entorno
12. Outro:
7. Sexo 14. Zona de moradia
1. M 1. Urbana
2. F 2. Rural
15. Tipo de moradia 23. Passe estudantil
1. Própria 1. Utiliza
2. Alugada 2. Não utiliza
3. Arrendada
4. Cedida ou provisória
5. Invadida
6. Local de trabalho
7. Outro:
16. Trabalho 24. Informações sobre os pais
1. Trabalha 1. Vivos
2. Desempregado(a) 2. Falecidos
3. Não trabalha 3. Não conhecidos
4. Estagia Pai, mãe ou ambos?

17. Turno de trabalho/estágio 25. Escolaridade dos pais ou do responsável


1. Matutino 1. Sem escolaridade
2. Vespertino 2. Ensino fundamental incompleto
3. Integral 3. Ensino fundamental completo
4. Noturno 4. Ensino médio incompleto
5. Sem turno fixo 5. Ensino médio completo
6. Ensino superior incompleto
7. Ensino superior completo
8. Pós-graduação (especialização, mestrado,
doutorado ou pós-doutorado)
18. Tempo em que começou a trabalhar/estagiar 26. Trabalho dos pais ou do responsável
1. Há menos de 01 (um) ano 1. Empregado
2. Há mais de 01 (um) ano 2. Desempregado
3. Há mais de 02 (dois) anos 3. Aposentado
4. Há mais de 03 (três) anos 4. Pensionista
5. Há mais de 04 (quatro) anos 5. Incapaz
6. Há mais de 05 (cinco) anos
19. Ramo de trabalho/estágio 27. Ramo de trabalho dos pais ou do responsável
1. Setor público 1. Setor público
2. Setor de serviços 2. Setor de serviços
3. Comércio 3. Comércio
4. Indústria 4. Indústria
5. Informal 5. Informal
Especificar: Especificar o(s) emprego(s):

20. Satisfação com o trabalho/estágio atual 28. Estado civil dos pais ou do responsável
1. Satisfeito(a) 1. Solteiros
2. Não satisfeito(a) 2. Casados (oficialmente ou não oficialmente)
3. Indiferente 3. Separados ou divorciados
4. Viúvo ou viúva
21. Renda familiar 29. Acompanhamento médico
1. Menos de 01 (um) salário mínimo 1. Fonoaudiológico
2. 01 (um) salário mínimo 2. Neurológico
3. Entre 01 (um) e 03 (três) salários mínimos 3. Cardiológico
4. Entre 03 (três) e 05 (cinco) salários mínimos 4. Psicológico
5. Mais de 05 (cinco) salários mínimos 5. Psiquiátrico
6. Mais de 10 (dez) salários mínimos 6. Psicopedagógico
7. Fisioterapêutico
8. Outro:
22. Transporte escolar público 30. Avaliação do atendimento
1. Utiliza 1. Muito satisfeito(a)
2. Não utiliza 2. Satisfeito(a)
3. Insatisfeito(a)
4. Indiferente
QUESTIONÁRIO SOCIOCULTURAL 2008
(Gráficos)

QUESTÃO 1: Principal motivo da matrícula no Ensino Médio


3% 4% 1%
8%
1. Preparo para o Ensino Superior
2. Melhor colocação no mercado de trabalho
3. Aperfeiçoamento como ser humano
4. Opção dos pais ou do responsável
22% 5. Outro
62%
6. Não declarado

QUESTÃO 2: Principal motivo de opção pelo CEMAB


1. Facilidade de acesso à escola
4% 1%
15%
12% 2. Proximidade do local de trabalho

3% 3. Segurança
1%
9% 4. Qualidade da educação ofertada

5. Qualidade das instalações

6. Tradição

7. Transferência automática por


8% remanejamento
8. Nenhum motivo em especial
2%
9. Outro
45%
10. Não declarado
QUESTÃO 3: Interesse em curso técnico
8% 2%
1. Informática
28% 2. Telecomunicações
17%
3. Saúde
4. Eletrônica
5. Turismo
6. Meio ambiente
4%
7. Ciências Administrativas
8%
7% 8. Outro
5% 9. Não declarado
21%

QUESTÃO 4: Turno pretendido anteriormente à matrícula


1%
15%

1%
1. Matutino
2. Vespertino
3. Integral
4. Noturno
22%
61% 5. Não declarado

QUESTÃO 5: Faixa etária


1%
3% 1% % 3%
00%
1. Menor de 15 anos
21%
2. De 15 a 17 anos
3. De 18 a 21 anos
4. De 22 a 25 anos
5. De 25 a 30 anos
6. Maior de 30 anos
7. Maior de 40 anos

71% 8. Não declarado


QUESTÃO 6: Religião
7% 2%0%
1%
0% 1. Afro-brasileira
0%
0%
2. Indígena
3. Cristã
4. Esotérica
5. Budista
6. Islâmica
7. Judaica
8. Nenhuma
9. Outra

90% 10. Não declarado

QUESTÃO 7: Sexo
1%

39%

1. M
2. F
3. Não declarado

60%

QUESTÃO 8: Região de origem


4% 2%1%
1% 4%
12%
1. Norte
2. Nordeste
3. Centro-oeste
4. Sudeste
5. Sul
6. Outro país
7. Não declarado

76%
QUESTÃO 9: Estado civil
3% 1%
01%%

1. Solteiro(a)
2. Casado(a) (oficialmente ou não oficialmente)
3. Separado(a) ou divorciado(a)
4. Viúvo(a)
5. Não declarado

95%

QUESTÃO 10: Filhos


5% 1%

1. Não tem
2. Tem
3. Não declarado

94%

QUESTÃO 11: Divisão de moradia


2%
1% 2% 1%2%
6% 1. Mora sozinho(a)
1%
2. Com pais
3%
3. Com companheiro(a)
4. Com filho(s) somente
5. Com irmão(s) somente
6. Com outros parentes
7. Com amigos ou colegas
8. Outro

82% 5. Não declarado


QUESTÃO 12:
1%
Quantidade de pessoas na moradia
1% 8%
14%
1. Mora sozinho(a)
19%
2. 02 (duas) pessoas
3. 03 (três) pessoas
4. 04 (quatro) pessoas
5. 05 (cinco) pessoas
25%
6. Mais de 05 (cinco) pessoas
5. Não declarado

32%

QUESTÃO 13: Local de moradia


2%
0%
2% 1%
4% 1. Taguatinga
0%
2. Vicente Pires
9%
31% 3. Águas Claras
4. Ceilândia
5. Brazlândia
6. Samambaia
7. Recanto das Emas
8. Riacho Fundo I
9. Riacho Fundo II
24% 10. Santa Maria
11. Entorno
7%
12. Outro
0% 7% 13. Não declarado
13%

QUESTÃO 14: Zona de moradia


4% 2%

1. Urbana
2. Rural
3. Não declarado

94%
QUESTÃO 15: Tipo de moradia
0%1% 4%
1%
0%3%
1. Própria
2. Alugada
24% 3. Arrendada
4. Cedida ou provisória
5. Invadida
6. Local de trabalho

67% 7. Outro
8. Não declarado

QUESTÃO 16: Trabalho


5%
10% 18%

1. Trabalha
9% 2. Desempregado(a)
3. Não trabalha
4. Estagia
5. Não declarado

58%

QUESTÃO 17: Turno de trabalho/estágio


10%

14% 1. Matutino
2. Vespertino
3. Integral
4. Noturno
7%
57% 5. Sem turno fixo
1% 6. Não declarado
11%
QUESTÃO 18: Tempo em que começou a trabalhar/estagiar
20%
1. Há menos de 01 (um) ano
2. Há mais de 01 (um) ano
5%
3. Há mais de 02 (dois) anos
4. Há mais de 03 (três) anos

3% 5. Há mais de 04 (quatro) anos

1% 6. Há mais de 05 (cinco) anos


67% 7. Não declarado
1%
3%

QUESTÃO 19: Ramo de trabalho/estágio


12%

7%
1. Setor público
2. Setor de serviços
10%
3. Comércio
4. Indústria
5. Informal
1%
67% 6. Não declarado
3%

QUESTÃO 20: Satisfação com o trabalho/estágio atual


23%

1. Satisfeito(a)
2. Insatisfeito(a)
3. Indiferente
6%
4. Não declarado
5%
66%
QUESTÃO 21: Renda familiar
10% 3%
10%
8% 1. Menos de 01 (um) salário mínimo
2. 01 (um) salário mínimo
14% 3. Entre 01 (um) e 03 (três) salários mínimos
4. Entre 03 (três) e 05 (cinco) salários mínimos
5. Mais de 05 (cinco) salários mínimos
30%
6. Mais de 10 (dez) salários mínimos
7. Não declarado

25%

QUESTÃO 22: Transporte escolar público


6%

48% 1. Utiliza
2. Não utiliza
3. Não declarado
46%

QUESTÃO 23: Passe estudantil


5%

37% 1. Utiliza
2. Não utiliza
3. Não declarado
58%
QUESTÃO 24: Informações sobre os pais
2%
6%
2%

1. Vivo(s)
2. Falecido(s)
3. Desconhecido(s)
4. Não declarado

90%

QUESTÃO 25: Escolaridade


0% dos pais ou do responsável
4% 3%
10% 1. Sem escolaridade
21% 2. Ensino fundamental incompleto
5%
3. Ensino fundamental completo
4. Ensino médio incompleto
5. Ensino médio completo
6. Ensino superior incompleto
10% 7. Ensino superior completo
8. Pós-graduação
36%
11% 9. Não declarado

QUESTÃO 26: Trabalho dos pais ou do responsável


6% 3% 1%

15%
1. Empregado
2. Desempregado
3. Aposentado
4. Pensionista
5. Incapaz

75%
QUESTÃO 27: Ramo de trabalho dos pais ou do responsável
14%

4%
35%
1. Setor público
2. Setor de serviços
3. Comércio
4. Indústria

26% 5. Informal

21%

QUESTÃO 28: Estado civil dos pais ou do responsável


7% 10%
4%

1. Solteiros
22%
2. Casados (oficialmente ou não oficialmente)
3. Separados ou divorciados
4. Viúvo ou viúva
5. Não declarado

57%

QUESTÃO 29: Acompanhamento médico


2% 2% 3%
2% 1%
0% 1. Fonoaudiológico
2%
2. Neurológico
3. Cardiológico
4. Psicológico
5. Psiquiátrico
29% 6. Psicopedagógico
59% 7. Fisioterapêutico
8. Outro
9. Não declarado
QUESTÃO 30: Avaliação geral da escola
6% 10%
8%

1. Muito satisfeito(a)
16%
2. Satisfeito(a)
3. Insatisfeito(a)
4. Indiferente
5. Não declarado

60%