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LEI 8.112/90
Prof. Alexandre Medeiros

CONTÉM QUESTÕES DE CONCURSOS 2013!!!

ATUALIZADA COM:  Lei 12.527, de 18/11/11 (DOU 18/11/11).  Lei 12.764, de 27/12/12 (DOU
ATUALIZADA COM:
 Lei 12.527, de 18/11/11 (DOU 18/11/11).
 Lei 12.764, de 27/12/12 (DOU 28/12/12).

2013

COM:  Lei 12.527, de 18/11/11 (DOU 18/11/11).  Lei 12.764, de 27/12/12 (DOU 28/12/12). 2013

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1. ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS - LEI 8.112/90

1.1 INTRODUÇÃO: O QUE É MESMO REGIME JURÍDICO? O REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS É ÚNICO?

Regime jurídico dos servidores públicos é o conjunto de princípios e regras referentes a direitos, deveres e demais normas que regem a sua vida funcional. A lei que reúne estas regras é denominada de Estatuto e o regime jurídico correspondente é chamado de estatutário.

Segundo o STF não há direito adquirido a regime jurídico, o que significa que as regras do regime ao qual está vinculado o servidor podem ser modificadas (resguardando-se, por óbvio, os direitos adquiridos) unilateralmente pela Administração Pública, como ocorreu, p. ex., com a alteração promovida na Lei 8.112/90, pela Lei 9.527/97, retirando-se do Estatuto inúmeros direitos dos servidores públicos federais como a possibilidade de incorporação de anuênios e os chamados quintos das gratificações, licença prêmio, venda de 1/3 das férias etc.

O Regime Jurídico dos Servidores Federais é único? Atualmente, sim!

ATENÇÃO!!! MUITO IMPORTANTE!!! A VOLTA DO REGIME JURÍDICO ÚNICO

No “Dia 02/08/2007, após sete anos da propositura da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.135/2000, o Supremo Tribunal Federal suspendeu, em medida cautelar, através de oito votos a favor e três contra, o caput do artigo 39 da Constituição, com a redação dada pela Emenda Constitucional 19/1998, restabelecendo o texto original previsto pelo Legislador Constituinte Originário, que estabelecia regime jurídico único para os servidores públicos da Administração Pública direta, das Autarquias e das Fundações Públicas (RJU).”

“É de se notar que a decisão liminar, como de regra, foi concedida com efeitos meramente prospectivos, isto é, ex nunc, o que traz como conseqüência que os efeitos advindos da EC 19/98 permanecerão em vigor até a data da decisão cautelar, isto é, 02/08/2007, e, a partir da publicação da decisão, não poderá ser realizada contratação pelo regime de emprego para a Administração Pública direta, das Autarquias e das Fundações Públicas.”

“Como efeito imediato, tem-se a inaplicabilidade da Lei nº 9.962/2000, que disciplinou o regime de emprego público do pessoal da Administração federal direta, autárquica e fundacional. Como agora só cabe um regime, único, o estatutário, não será mais possível a existência de novos empregos públicos no âmbito da Administração federal direta, autárquica e fundacional. Aqueles contratados sob esse regime antes da decisão do STF seguem em seus empregos, já que, como se disse, a decisão cautelar teve efeito ex nunc.”

Compare as duas redações:

Texto original da CF/88 (redação vigente atualmente)

Redação dada pela EC nº 19, de 1998 (suspensa pela ADI 2135/00, j. 02/08/07)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, REGIME JURÍDICO ÚNICO e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.

e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. www.cers.com.br 2

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QUESTÕES!!! REGIME JURÍDICO ÚNICO!!! 1

1 (CESPE-TÉCNICO ADM.-TRE-GO-FEV-2009) 2 Tendo em vista o regime jurídico aplicável aos servidores públicos federais, assinale a opção correta.

A) O regime estatutário é o regime jurídico aplicável aos servidores da administração direta, mas não aos das

autarquias e fundações públicas, pois estas, como entidades que integram a administração indireta, submetem- se ao regime celetista.

B) Com a Emenda Constitucional n.º 19/1998, não mais se exige, para os servidores da administração direta,

autárquica e fundacional, que seja observado unicamente o regime estatutário, podendo esses servidores, além do disposto nos estatutos, ter suas relações laborais norteadas também pela CLT.

C) Os órgãos da administração direta têm de observar unicamente o regime estatutário, no qual constam todos

os requisitos necessários para investidura, remuneração, promoção, aplicação de sanções disciplinares, entre outros.

D) A Lei n.º 8.112/1990 é aplicável tanto aos servidores da administração direta quanto aos empregados das

empresas públicas. Estão sujeitos ao regime geral das empresas privadas apenas os servidores das sociedades

de economia mista, que têm a natureza de pessoa jurídica de direito privado.

2 (FCC-PROMOTOR-CE-JAN-2009) Consoante a disciplina constitucional e jurisprudencial relativa aos servidores públicos,

(A)

os servidores públicos, organizados ou não em carreira, poderão ser remunerados por subsídio.

(B)

os conflitos advindos das contratações temporárias fundadas no art. 37, inciso IX, da Constituição são da

competência da Justiça Trabalhista.

(C)

a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar ofende a Constituição.

(D)

viola a Constituição Federal a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou

por afinidade, até o quarto grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica

investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas.

(E) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime

jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

3 (UNIVERSA-AGENTE DE POLÍCIA-DF-MAR-2009) Quanto ao disciplinamento dos agentes públicos, assinale a alternativa incorreta.

(A)

Não só as carreiras explicitadas na Constituição Federal podem ser remuneradas via subsídio.

(B)

Aos servidores que tiverem seu primeiro vínculo estatutário ao serem empossados nos seus cargos em

decorrência de aprovação no concurso que ora se realiza, não mais se aplica a possibilidade de se aposentarem

voluntariamente com proventos integrais.

1 Gabarito: 1.C; 2.E; 3.C; 4.C; 5.E 6.C; 7.E; 8.C; 9.E; 10.E; 11. C; 12.E 2 CESPE: “QUESTÃO 61 alterada de B para C. A opção B está errada, pois o STF deferiu medida cautelar para o fim de suspender a vigência do art. 39, caput, da Constituição, com redação dada pela EC 19/98, por considerar a existência de aparentes indícios de inconstitucionalidade formal, tendo em vista erro de procedimento na tramitação daquela emenda. Isso rendeu ensejo ao retorno da redação anterior do dispositivo constitucional, pela qual havia sido instituído o regime jurídico único. A opção C está certa na medida em que os órgãos da Administração direta têm de observar unicamente o regime estatutário, exceção feita apenas às empresas públicas e às sociedades de economia mista, que, nos termos do artigo 173, §1º, da CF, sujeitam-se ao regime geral das empresas privadas o regime celetista. Observe-se que o enunciado da questão remete à Administração direta federal, na qual os servidores integralmente submetidos ao regime estatutário da Lei n.º 8.112/90.

federal, na qual os servidores integralmente submetidos ao regime estatutário da Lei n.º 8.112/90. ” www.cers.com.br

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(C) No bojo de medidas que visam implementar a Administração Pública gerencial, vige, por introduzido pela

Emenda Constitucional n.º 19, de 1998, a possibilidade de contratação de pessoal efetivo em entes de direito

público via Consolidação das Leis do Trabalho. Na prática, é o fim do regime jurídico único, o RJU.

(D)

Não se pode afirmar que todos os cargos públicos são ocupados exclusivamente após concurso público.

(E)

Posto serem de direito público a natureza dos princípios aplicáveis, os servidores públicos não têm direito

adquirido à manutenção de direito previsto em estatuto.

4 (CESPE-AUDITOR FEDERAL DE C. EXTERNO-AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS-TCU- JUL-2009) Acerca da administração pública, julgue os itens que se seguem.

) (

(DF) e os municípios devem instituir, no âmbito de suas competências, regime jurídico único e planos de

carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

Atualmente, em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal, a União, os estados, o Distrito Federal

Em 2007, o STF deferiu medida cautelar, com efeitos retroativos,

restabelecendo a eficácia da redação original do art. 39, caput, da CF, que previa o regime jurídico único. Com essa decisão, não mais se admite a criação de empregos públicos no âmbito da administração direta, autárquica e fundacional, devendo ser invalidadas as situações constituídas anteriormente a 2007 que ignorem a existência do regime único.

5(CESPE-JUIZ-TRT-1ªR-2010) (

)

6 (CESPE-JUIZ FEDERAL-TRF1-2011)

vigor a redação original do dispositivo da CF que consagra o regime jurídico único no âmbito da administração direta, das autarquias e das fundações, tanto na esfera federal como estadual e municipal.

Segundo decisão liminar exarada pelo STF, permanece em

(

)

Tendo o STF deferido medida cautelar para suspender

a eficácia do art. 39 da CF, com a redação dada pela Emenda Constitucional n.º 19/1998, o regime jurídico único voltou a ser obrigatório em toda a administração direta e indireta da União, dos estados, do DF e dos municípios.

7 (CESPE-JUIZ FEDERAL-TRF3-DEZ/2011) (

)

8 (CESPE/TJ-RR/ADMINISTRADOR/2012) Os agentes administrativos vinculam-se profissionalmente ao

Estado ou às suas entidades autárquicas e fundacionais e se sujeitam à hierarquia funcional e ao regime

jurídico único da entidade estatal a que servem.

9 (CESPE/2012/MPE-PI/ANALISTA/ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constituição Federal determina a

obrigatoriedade de a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios instituírem, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração direta e de todas as entidades da administração indireta.

10 (ESAF/PGFN/PROCURADOR/2012) No que se refere ao chamado Regime Jurídico Único, atinente aos servidores públicos federais, é correto afirmar que:

a) tal regime nunca pôde ser aplicado a estatais, sendo característico apenas da Administração direta.

b) tal regime, a partir de uma emenda à Constituição Federal de 1988, passou a ser obrigatório também para as

autarquias.

c) consoante decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal, a obrigatoriedade de adoção de tal regime não

mais subsiste, tendo-se extinguido com a chamada Reforma Administrativa do Estado Brasileiro, realizada

por meio de emenda constitucional.

d) tal regime sempre foi aplicável também às autarquias.

e) tal regime, que deixou de ser obrigatório a partir de determinada emenda constitucional, passou a novamente ser impositivo, a partir de decisão liminar do Supremo Tribunal Federal com efeitos ex nunc.

ser impositivo, a partir de decisão liminar do Supremo Tribunal Federal com efeitos ex nunc .

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11 (ESAF-AFRFB-ESAF-2012) A decisão do STF que determinou a suspensão liminar da vigência da

norma contida no caput do art. 39 da CF, com a redação dada pela EC 19/98, ressaltou seus efeitos ex nunc,

subsistindo a legislação editada nos termos da emenda declarada suspensa.

12 (ESAF-PROCURADOR-PFN-2012) No que se refere ao chamado Regime Jurídico Único, atinente aos

servidores públicos federais, é correto afirmar que:

a) tal regime nunca pôde ser aplicado a estatais, sendo característico apenas da Administração direta.

b) tal regime, a partir de uma emenda à Constituição Federal de 1988, passou a ser obrigatório também para as

autarquias.

c) consoante decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal, a obrigatoriedade de adoção de tal regime não

mais subsiste, tendo-se extinguido com a chamada Reforma Administrativa do Estado Brasileiro, realizada

por meio de emenda constitucional.

d) tal regime sempre foi aplicável também às autarquias.

e) tal regime, que deixou de ser obrigatório a partir de determinada emenda constitucional, passou a novamente ser impositivo, a partir de decisão liminar do Supremo Tribunal Federal com efeitos ex nunc.

Vejamos a seguir o sumário integral da Lei 8.112/90 e as disposições pertinentes para o

concurso.

1.2 SUMÁRIO INTEGRAL DA LEI 8.112/90

TÍTULO I (arts. 1º a 4º)

LEI 8.112/90

CAPÍTULO ÚNICO - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (arts. 1º a 4º)

TÍTULO II - DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO (arts. 5º a 39)

CAPÍTULO I - DO PROVIMENTO (arts. 5º a 32)

Seção I - Disposições Gerais (arts. 5º a 8º) Seção II - Da Nomeação (arts. 9º a 10) Seção III - Do Concurso Público (arts. 11 a 12) Seção IV - Da Posse e do Exercício (arts. 13 a 20) Seção V - Da Estabilidade (arts. 21 a 22) Seção VI - Da Transferência (art. 23) Seção VII - Da Readaptação (art. 24) Seção VIII - Da Reversão (arts. 25 a 27) Seção IX - Da Reintegração (art. 28) Seção X - Da Recondução (art. 29) Seção XI - Da Disponibilidade e do Aproveitamento (arts. 30 a 32)

CAPÍTULO II - DA VACÂNCIA (arts. 33 a 35)

CAPÍTULO III - DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO (arts. 36 a 37)

Seção I - Da Remoção (art. 36) Seção II - Da Redistribuição (art. 37)

CAPÍTULO IV - DA SUBSTITUIÇÃO (arts. 38 a 39)

36) Seção II - Da Redistribuição (art. 37) C APÍTULO IV - D A S UBSTITUIÇÃO

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TÍTULO III - DOS DIREITOS E VANTAGENS (arts. 40 a 115)

CAPÍTULO I - DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO (arts. 40 a 48)

CAPÍTULO II - DAS VANTAGENS (arts. 49 a 76-A)

Seção I - Das Indenizações (arts. 51 a 60)

Subseção I - Da Ajuda de Custo (arts. 53 a 57) Subseção II - Das Diárias (arts. 58 a 59) Subseção III - Da Indenização de Transporte (art. 60) Subseção IV - Do Auxílio-moradia (arts. 60-A a 60-E)

Seção II - Das Gratificações e Adicionais (arts. 61 a 76-A )

Subseção I - Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento (arts. 62 a 62-A) Subseção II - Da Gratificação Natalina (arts. 63 a 66) Subseção III - Do Adicional por Tempo de Serviço (art. 67) Subseção IV - Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas (arts. 68 a 72) Subseção V - Do Adicional por Serviço Extraordinário (arts. 73 a 74) Subseção VI - Do Adicional Noturno (art. 75) Subseção VII - Do Adicional de Férias (art. 76) Subseção VIII - Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (arts. 76-A)

CAPÍTULO III - DAS FÉRIAS (arts. 77 a 80)

CAPÍTULO IV - DAS LICENÇAS (arts. 81 a 92)

Seção I - Disposições Gerais (arts. 81 a 82) Seção II - Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família (art. 83) Seção III - Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge (art. 84) Seção IV - Da Licença para o Serviço Militar (art. 85) Seção V - Da Licença para Atividade Política (art. 86) Seção VI - Da Licença para Capacitação (arts. 87 a 90) Seção VII - Da Licença para Tratar de Interesses Particulares (art. 91) Seção VIII - Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista (art. 92)

CAPÍTULO V - DOS AFASTAMENTOS (arts. 93 a 96)

Seção I - Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade (art. 93) Seção II - Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo (art. 94) Seção III - Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior (arts. 95 a 96) Seção IV - Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País (art. 96-A)

CAPÍTULO VI - DAS CONCESSÕES (arts. 97 a 99)

CAPÍTULO VII - DO TEMPO DE SERVIÇO (arts. 100 a 103)

CAPÍTULO VIII - DO DIREITO DE PETIÇÃO (arts. 104 a 115)

TÍTULO IV - DO REGIME DISCIPLINAR (arts. 116 a 142)

CAPÍTULO I - DOS DEVERES (art. 116)

CAPÍTULO II - DAS PROIBIÇÕES (art. 117)

CAPÍTULO III - DA ACUMULAÇÃO (arts. 118 a 120)

APÍTULO II - D AS P ROIBIÇÕES (art. 117) C APÍTULO III - D A A

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CAPÍTULO IV - DAS RESPONSABILIDADES (arts. 121 a 126)

CAPÍTULO V - DAS PENALIDADES (arts. 127 a 142)

TÍTULO V - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (arts. 143 a 182)

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS (arts. 143 a 146)

CAPÍTULO II - DO AFASTAMENTO PREVENTIVO (art. 147)

CAPÍTULO III - DO PROCESSO DISCIPLINAR (arts. 148 a 182)

Seção I - Do Inquérito (arts. 153 a 166) Seção II - Do Julgamento (arts. 167 a 173) Seção III - Da Revisão do Processo (arts. 174 a 182)

TÍTULO VI - DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR (arts. 183 a 231)

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS (arts. 183 a 185)

CAPÍTULO II - DOS BENEFÍCIOS (arts. 186 a 229)

Seção I - Da Aposentadoria (arts. 186 a 195) Seção II - Do Auxílio-Natalidade (art. 196) Seção III - Do Salário-Família (arts. 197 a 201) Seção IV - Da Licença para Tratamento de Saúde (arts. 202 a 206-A) Seção V - Da Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-Paternidade (arts. 207 a 210) Seção VI - Da Licença por Acidente em Serviço (arts. 211 a 214) Seção VII - Da Pensão (arts. 215 a 225) Seção VIII - Do Auxílio-Funeral (arts. 226 a 228) Seção IX - Do Auxílio-Reclusão (art. 229)

CAPÍTULO III - DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE (art. 230)

CAPÍTULO IV - DO CUSTEIO (art. 231)

TÍTULO VII

CAPÍTULO ÚNICO - DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO (arts. 232 a 235)

TÍTULO VIII (arts. 236 a 242)

CAPÍTULO ÚNICO - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS (arts. 236 a 242)

TÍTULO IX (arts. 243 a 253 )

CAPÍTULO ÚNICO - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS (arts. 242 a 253)

Segue abaixo o texto integral da Lei 8.112/90.

T RANSITÓRIAS E F INAIS (arts. 242 a 253) Segue abaixo o texto integral da Lei

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1.3 DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (ARTS. 1.º AO 4.º)

Título I Capítulo Único Das Disposições Preliminares

Art. 1 o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais.

CESPE 2013!!!

(CESPE - 2013 - TRE-MS - Técnico Judiciário - Área Administrativa ) 3 A Lei n.º 8.112/1990 aplica-se

a) aos servidores temporários.

b) aos servidores públicos efetivos do Distrito Federal.

c) aos servidores públicos militares.

d) aos servidores públicos das empresas públicas.

e) aos servidores públicos das autarquias

Art. 2 o Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público.

estrutura

organizacional que devem ser cometidas a um servidor.

Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.

Art. 3 o Cargo

público

é

o

conjunto

de

atribuições

e

responsabilidades

previstas

na

Art. 4 o É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.

1.4 DO PROVIMENTO

Título II

Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição

Capítulo I

Do Provimento

Seção I

Disposições Gerais

Art. 5 o São requisitos BÁSICOS para INVESTIDURA em cargo público:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o gozo dos direitos políticos;

III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V - a idade mínima de dezoito anos;

VI - aptidão física e mental.

§

1 o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.

3 Gabarito: E

do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. 3 Gabarito: E www.cers.com.br

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ATENÇÃO!!!

Sobre o momento da exigência dos requisitos para a investidura no cargo, vale registrar o teor da Súmula 266 do STJ:

O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público.

SÚMULAS E ENTENDIMENTOS DO STF!!!

STF: 14 (de 1964) Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão da idade, inscrição em concurso para cargo público. (OBS.: Embora o site do STF informe que a Súm. 14 foi cancelada, o entendimento permanece válido)

ESAF 2012!!!

(ESAF-MPOG-2012) 4 (

em concurso para cargo público.

)

É admissível, por lei ou ato administrativo, restringir em razão da idade, inscrição

STF: 683 (de 2003) O limite de idade para inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7.º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

ESAF !!!

(ESAF-PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO TCE/GO-NOV-2007) 5 No que tange a exigências estabelecidas para o provimento originário e efetivo exercício de cargo público, assinale a opção que constitui entendimento hoje sedimentado no Supremo Tribunal Federal.

a) É aceitável, excepcionalmente, o estabelecimento de idade mínima do pretendente ao cargo público, mas

apenas como exigência para a nomeação no referido cargo.

b) O limite de idade para a inscrição em concurso público é legítimo, quando tal limite possa ser justificado

pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

c) É aceitável, em determinada hipótese, o estabelecimento de idade mínima do pretendente ao cargo público,

mas apenas como exigência para a posse no referido cargo.

d) É aceitável, em determinada hipótese, o estabelecimento de idade mínima do pretendente ao cargo público,

mas apenas como exigência para a efetiva entrada em exercício no referido cargo.

e) É inaceitável a exigência de idade mínima do pretendente a cargo público, que seja provido por concurso

público, se esse comprovadamente detém capacidade plena para o exercício de direitos, e assunção de

obrigações, nas esferas civil e penal.

CESPE !!! (CESPE-OAB-SP-SET-2008) 6 administração pública. Assinale a opção correta com relação aos
CESPE !!!
(CESPE-OAB-SP-SET-2008) 6
administração pública.
Assinale
a
opção
correta
com
relação
aos
princípios
que
regem
a
A) Não ofende o princípio da moralidade administrativa a nomeação de servidora pública do Poder Executivo
para cargo em comissão em tribunal de justiça no qual o vice-presidente seja parente da nomeada.

4 Gabarito: Errado

5 Gabarito: B

6 Gabarito: C

qual o vice-presidente seja parente da nomeada. 4 Gabarito: Errado 5 Gabarito: B 6 Gabarito: C

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B) A administração pública pode, sob a invocação do princípio da isonomia, estender benefício ilegalmente

concedido a um grupo de servidores a outro grupo que esteja em situação idêntica.

C) Ato administrativo não pode restringir, em razão da idade do candidato, inscrição em concurso para cargo

público.

D) O Poder Judiciário pode dispensar a realização de exame psicotécnico em concurso para investidura em

cargo público, por ofensa ao princípio da razoabilidade, ainda quando tal exigência esteja prevista em lei.

§ 2 o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.

STJ - SÚMULA 377

STJ/377: “O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos deficientes” (DJ 05/05/2009)

STJ

Servidor concursado com visão monocular será indenizado por demora na posse

“Um servidor público de Pernambuco será indenizado em danos materiais porque foi nomeado com atraso depois de passar em concurso. Ele havia sido impedido de tomar posse após a perícia médica do certame entender que a visão monocular do candidato não era suficiente para sua classificação nas vagas destinadas aos portadores de deficiência física. Por força de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2008, o servidor público finalmente assumiu o cargo de técnico judiciário em órgão do estado. ( ) Com a decisão, os ministros reconheceram o direito do servidor público a receber o pagamento das verbas remuneratórias que deveriam ter sido conferidas a ele caso tivesse tomado posse na data correta. O valor da compensação por danos materiais havia sido estabelecido na sentença de primeira instância e confirmado no acórdão do TJPE.

Benedito Gonçalves destacou que “não se trata de determinar o pagamento de remuneração retroativa àquele que não trabalhou, mas de fixação de um montante que reflita o dano patrimonial que o autor da ação experimentou por não ter tomado posse na época certa”.

O ministro lembrou que a jurisprudência tem entendido que o valor a título de indenização por danos materiais, em casos assim, deve considerar os vencimentos e vantagens que o servidor público deixou de receber no período em que lhe era legítima a nomeação.” REsp 1213075; RMS 26105)

STJ 2011 SURDEZ UNILATERAL VAGA DE DEFICIENTE

1. Nos termos dos arts. 3.º, inciso I, e 4.º do Decreto n.º 3.298/99, que regulamentou a Lei n.º 7.893/89, e do art. 5.º da Lei n.º 8.112/90, é assegurada, no certame público, a reserva de vagas destinadas aos portadores de deficiência auditiva unilateral.(AgRg no REsp 1150154/DF, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 21/06/2011, DJe 28/06/2011)

no REsp 1150154/DF, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 21/06/2011, DJe 28/06/2011) www.cers.com.br 10

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STF (NOV/2012)!!!

CONCURSOS DA PF DEVEM RESERVAR VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou parcialmente procedente a Reclamação (Rcl 14145) apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) reconhecendo a validade de concursos para escrivão, perito criminal e delegado da Polícia Federal desde que a União garanta a reserva de vagas para pessoas com deficiência.

§ 3 o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

CESPE 2013!!!

(CESPE - 2013 - TRE-MS - Técnico Judiciário) 7 Acerca dos requisitos para a investidura em cargo público, assinale a opção correta.

a) As universidades podem prover seus cargos com professores estrangeiros.

b) A idade mínima para a investidura em cargo público é dezesseis anos.

c) A investidura em o cargo público é concretizada com a publicação da nomeação no Diário Oficial.

d) Vinte por cento das vagas de todos os concursos públicos devem ser reservadas aos portadores de

deficiência, vedada qualquer alegação de incompatibilidade entre a deficiência e o cargo.

e) Para ser investido em cargo público, o candidato deve ter, ao menos, o ensino fundamental completo.

Art. 6 o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.

Art. 7 o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

Art. 8 o São formas de PROVIMENTO de cargo público:

I - nomeação;

II - promoção;

PROMOÇÃO: Lembre-se que, de acordo com o art. 37, § 2.º, da CF, “A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.”

V - readaptação;

VI - reversão;

VII - aproveitamento;

VIII - reintegração;

IX - recondução.

7 Gabarito: A

- reversão ; VII - aproveitamento ; VIII - reintegração ; IX - recondução . 7

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ATENÇÃO

As antigas formas de provimento “ascensão” e “transferência”, previstas respectivamente no inc. III e IV, art. 8.º, da Lei 8.112/90, foram revogadas e, antes mesmo, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.

A nomeação, ato administrativo pelo qual se atribui um cargo a alguém, conforme leciona Odete Medauar, é a única forma de provimento originário, enquanto todas as demais são derivadas:

NOMEAÇÃO

PROMOÇÃO

READAPTAÇÃO

REVERSÃO

APROVEITAMENTO

REINTEGRAÇÃO

RECONDUÇÃO.

provimento originário

provimentos derivados

ATENÇÃO!!!

A REMOÇÃO E A REDISTRIBUIÇÃO NÃO SÃO FORMAS NEM DE PROVIMENTO NEM DE VACÂNCIA.

CESPE 2013!!!

1(CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário - Área Judiciária) 8 (

vigente, a ascensão e a transferência são consideradas formas de provimento de cargo público.

)

De acordo com a legislação

2(CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário) 9 ( de cargo público.

)

A reintegração é forma de provimento originário

ESAF!!!

1. (ESAF - ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE-CGU-MAR-2008) 10 São formas de provimento

de cargo público, exceto:

a)

aproveitamento.

b)

transferência.

c)

recondução.

d)

promoção.

e)

reversão.

2.

(ESAF-ANALISTA-ANA-MAR-2009) 11 De acordo com a Lei n. 8.112/1990, são formas de provimento

de cargo público, exceto:

8 Gabarito: E

9 Gabarito: E 10 Gabarito: B

de provimento de cargo público, exceto : 8 Gabarito: E 9 Gabarito: E 1 0 Gabarito:

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a) Nomeação.

b) Promoção.

c) Readaptação.

d) Recondução.

e) Remoção.

Seção II

Da Nomeação

Art. 9 o A nomeação far-se-á:

I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira;

II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança vagos. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

(CESPE-TÉC-TRE-ES-JAN-2011) 12 ( mais de um cargo em comissão.

)

CESPE 2011

Ainda que interinamente, é vedado ao servidor público exercer

Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

DIREITO À NOMEAÇÃO: STF E STJ

“DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO, O CANDIDATO APROVADO TEM O DIREITO À NOMEAÇÃO, QUANDO O CARGO FOR PREENCHIDO SEM OBSERVÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO”. (Súmula 15 do STF, de 1964)

“ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS ORIGINARIAMENTE PREVISTAS. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. 1. Esta Corte firmou compreensão de que, se aprovado dentro do número de vagas previstas no edital, o candidato deixa de ter mera expectativa de direito para adquirir direito subjetivo à nomeação para o cargo a que concorreu e foi habilitado. 2. Recurso provido.” (STJ, RMS 15.420/PR, Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, 6ª T, j. 17.04.2008, DJ 19.05.2008, p. 1)

“CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. ATO VINCULADO. Servidor público. Concurso para o cargo de oficial de justiça do Estado de São Paulo. Candidato aprovado dentro do número de vagas previstas em edital. Direito líquido e certo à nomeação. 1. O concurso representa uma promessa do Estado, mas promessa que o obriga o Estado se obriga ao aproveitamento de acordo com o número de vagas. 2. O candidato aprovado

11 Gabarito: E

12 Gabarito: E

de acordo com o número de vagas. 2. O candidato aprovado 1 1 Gabarito: E 1

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em concurso público, dentro do número de vagas previstas em edital, como na hipótese, possui não simples expectativa, e sim direito mesmo e completo, a saber, direito à nomeação. 3. Precedentes: RMS-15.034, RMS- 15.420, RMS-15.945 e RMS-20.718.” (STJ, RMS 19478/SP, Rel. Ministro NILSON NAVES, 6ª T, j. 06.05.2008, DJ 25.08.2008)

“DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE VAGAS PARA CARGO PÚBLICO COM LISTA DE APROVADOS EM CONCURSO VIGENTE: DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM PROVER CARGOS VAGOS: NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO. ARTIGOS 37, INCISOS II E IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. 2. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (STF, RE 227480, Relator(a): Min. MENEZES DIREITO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 16/09/2008)

STJ/2012: DIREITO À NOMEÇÃO E CADASTRO DE RESERVA!!!

No julgamento dos processos RMS 38117 e RMS 37882, em dezembro de 2012, o STJ entendeu que a criação de vaga gera direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em cadastro de reserva.

A aprovação de candidato em concurso público dentro do cadastro de reservas, ainda que fora do número de vagas inicialmente previstas no edital, garante o direito subjetivo à nomeação se houver o surgimento de novas vagas, dentro do prazo de validade do concurso.

QUESTÕES SOBRE O DIREITO À NOMEÇÃO!!!!! 13

1. (JUIZ-TO-CESPE-JUN-2007) Maria, Sônia, João e Paulo foram aprovados em concurso público para provimento de 7 vagas de analista judiciário no tribunal de justiça de determinado estado da Federação, cujo edital, com base em lei estadual, previa que 20% das vagas seriam destinadas aos deficientes físicos. Maria foi classificada em 6.º lugar e Sônia, em 1.º lugar, entre os aprovados às vagas destinadas aos não-deficientes. João e Paulo classificaram-se em 1.º e 2.º lugar, respectivamente, entre as vagas destinadas aos deficientes. A respeito da situação hipotética apresentada, assinale a opção correta com base no tratamento constitucional destinado aos servidores públicos.

A) Conforme entendimento do STF, Maria não terá direito à sua nomeação, já que devem ser duas as vagas

destinadas aos deficientes físicos e somente cinco destinadas aos não-deficientes.

B) A deficiência física de João e Paulo pode ser comprovada com atestado médico particular, o qual não

poderá ser impugnado após a posse.

C) Conforme entendimento do STJ, João deve ser nomeado somente depois de nomeados os candidatos

aprovados para as vagas destinadas aos não-deficientes.

D) Conforme entendimento do STJ, sendo o ato de nomeação um ato discricionário, Sônia não teria direito

subjetivo à nomeação, mas mera expectativa de direito, caso a administração resolvesse não contratar nenhum dos candidatos aprovados.

13 Gabarito: 1.A; 2.C; 3.C; 4.C; 5.E; 6.C

não contratar nenhum dos candidatos aprovados. 1 3 Gabarito: 1.A; 2.C; 3.C; 4.C; 5.E; 6.C www.cers.com.br

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2. (CESPE - AGENTE DE APOIO FUNÇÃO: AGENTE ADMINISTRATIVO - MPE-AM - JAN/2008) A respeito dos servidores públicos, julgue os seguintes itens.

O candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas previsto no edital possui o direito subjetivo à nomeação, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal.

(

)

3. (CESPE-ACE-TCU-AGO-2008) Julgue os itens a seguir, de acordo com a Lei n.º 8.112/1990 e suas

alterações.

) (

público dentro das vagas previstas em edital tem direito à nomeação, e não mera expectativa de direito.

O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento no sentido de que o candidato aprovado em concurso

4. (CESPE-TÉCNICO JUD.-ADM.-TRT 17ªR-ABR-2009) Julgue os seguintes itens de acordo com a Lei

n.º 8.112/1990 e suas posteriores alterações.

O Superior Tribunal de Justiça entende que o candidato aprovado em concurso público dentro do limite das vagas previstas em edital tem direito à nomeação.

(

)

5. (CESPE-TÉCNICO FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO-TCU-JUL-2009) Acerca dos agentes

públicos e da Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens de 76 a 80.

Em conformidade com a jurisprudência do STF, a simples aprovação em concurso público, ainda que fora do número de vagas, gera, para o habilitado, direito adquirido à nomeação.

(

)

CESPE 2013!!!

De acordo com a jurisprudência majoritária, a

aprovação em concurso público, dentro do número de vagas oferecidas pelo edital, gera direito subjetivo à

nomeação.

6(CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário) (

)

Seção III

Do Concurso Público

Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.

STJ 2011

Servidor que aceita ocupar cargo em local diverso do escolhido na inscrição perde preferência.

27/05/2011

Servidor que aceita tomar posse em cargo público fora da cidade escolhida no ato da inscrição no concurso não tem direito a ocupar posto que venha a surgir no local inicialmente selecionado.(MS 9356; MS 9171)

Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

§ 1 o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.

em edital, que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande

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STF !!! MUDANÇA DAS REGRAS DO EDITAL

EMENTA: CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 50/98, QUE, APÓS A CONCLUSÃO DA PRIMEIRA ETAPA, PASSOU A EXIGIR ESCOLARIDADE DE NÍVEL SECUNDÁRIO. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 5º, INCISO XXXVI. DIREITO ADQUIRIDO INEXISTENTE. Em face do princípio da legalidade, pode a Administração Pública, enquanto não concluído e homologado o concurso público, alterar as condições do certame constantes do respectivo edital, para adaptá-las à nova legislação aplicável à espécie, visto que, antes do provimento do cargo, o candidato tem mera expectativa de direito à nomeação ou, se for o caso, à participação na segunda etapa do processo seletivo.(RE 290346, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, julgado em 29/06/2001, DJ 29-06-2001 PP-00058 EMENT VOL-02037-08 PP-01637)

§ 2 o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 37

IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público

de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo

ou emprego, na carreira;

SÚMULAS DO STF:

15 (de 1964) Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado em concurso tem o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação.

684 (de 2003) É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso público.

685 (de 2003) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se,

sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a

carreira na qual anteriormente investido.

ATENÇÃO:

NÃO HÁ DIREITO ADQUIRIDO À REALIZAÇÃO DO CONCURSO!!!!

Como registra MARCELO ALEXANDRINO e VICENTE PAULO, “Conforme nossa jurisprudência, os candidatos inscritos em concurso publico não têm direito adquirido à sua realização, ou seja, a Administração pode publicar edital prevendo a realização de concurso, inclusive marcando a data, e deixar de realizá-lo, ou cancelá-lo, mesmo que não haja verificado qualquer irregularidade. Basta que exista fato superveniente que tenha tornado inoportuna, inconveniente ou desnecessária a realização do concurso. Os candidatos inscritos têm apenas expectativa de direito.

Evidentemente, se houverem pagado taxa de inscrição e o concurso não vier a ser realizado, terão direito a pleitear a restituição da quantia paga.”

No mesmo sentido, DIOGO DE FIGUEIREDO MOREIRA NETO: “Os candidatos, entretanto, não adquirem direito à

realização do concurso pelo mero fato da publicação do edital (

).”

não adquirem direito à realização do concurso pelo mero fato da publicação do edital ( ).”

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ESAF!!!

(ESAF-ANALISTA-ANA-MAR-2009) 14 Sabendo-se que a prévia habilitação em concurso público é condição necessária à nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo, e considerando o que dispõe a Lei n. 8.112/1990, é correto afirmar sobre tal instituto que:

a) poderá ser aberto novo concurso ainda que haja candidato aprovado em concurso anterior com prazo de

validade já expirado.

b) será de provas, de títulos ou de provas e títulos.

c) poderá ter validade de um ano e ser prorrogado uma única vez, por mais dois anos.

d) terá seu prazo de validade e condições de realização fixados em Decreto Presidencial.

e) poderá ter validade de seis meses e ser prorrogado várias vezes, por mais seis meses em cada prorrogação,

até o limite de quatro anos.

CESPE!!! 15

1. (CESPE-OAB-SP-MAIO-2008) Acerca do regime legal dos concursos públicos, assinale a opção correta.

A) Os concursos públicos serão de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizados em duas etapas,

conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscrição do

candidato ao pagamento do valor fixado no edital e impossibilitada a hipótese de isenção dessa taxa.

B) O concurso público terá validade de até dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual

período.

C) O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será

publicado no Diário Oficial da União ou em jornal diário de grande circulação.

D) Ainda que existam, em uma instituição pública, candidatos aprovados em concurso anterior com prazo de

validade não expirado, é permitida a abertura de novo concurso público, nessa mesma instituição, para o

mesmo cargo, em prejuízo do candidato aprovado no concurso anterior.

2. (CESPE-OAB-SP-SETEMBRO-2008) Acerca dos atos administrativos relacionados a concursos públicos, assinale a opção correta.

A) O candidato aprovado em concurso público não tem direito garantido à nomeação, ainda que dentro do

prazo de validade do certame, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação.

B) A nomeação de candidato aprovado em concurso público não implica direito à posse no cargo a ser

preenchido.

C) É legítimo o veto não-motivado à participação de candidato em concurso público, tal como o respaldado

em prévia investigação da vida pregressa do candidato.

D) É inconstitucional o provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso

público, em cargo que não integre a carreira na qual fora anteriormente investido.

(CESPE- TÉC. JUD.-STM-NOV/2004) O STM realizou concurso público de provas e títulos para o cargo de técnico judiciário em novembro de 2003. O concurso foi homologado em janeiro de 2004, registrando-se a aprovação de 30 candidatos. O edital do concurso estabeleceu um prazo de validade de 8 meses.

Considerando a situação hipotética acima, julgue os itens subseqüentes à luz da Lei n.º 8.112/1990.

14 Gabarito: A

15 Gabarito: 1.B; 2.D; 3.E; 4.E; 5.C

à luz da Lei n.º 8.112/1990. 1 4 Gabarito: A 1 5 Gabarito: 1.B; 2.D; 3.E;

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3 Considerando-se as disposições da referida lei, o edital apresenta-se eivado de vício, o que acarreta sua nulidade, pois os concursos públicos devem ter validade por dois anos.

4 Considere, por hipótese, que Geraldo tenha sido aprovado em terceiro lugar no referido concurso. Nessa

situação, caso Geraldo não seja convocado oficialmente a tomar posse no prazo de validade estabelecido no

edital, poderá o tribunal preparar novo edital, que prorrogue o prazo do concurso por um período de 2 anos.

5 Considerando-se que o candidato aprovado em 16.º lugar no referido certame, até julho de 2004, não tivesse sido convocado oficialmente a tomar posse no cargo, não poderia ter sido realizado outro concurso para o mesmo cargo naquele mês.

STF EXAME PSICOTÉNICO!!!

686 (de 2003) Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.

O Supremo Tribunal Federal fixou jurisprudência no sentido de que o exame psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público desde que por lei, tendo por base critérios objetivos de reconhecido caráter científico, devendo existir, inclusive, a possibilidade de reexame. Precedentes.” (STF, RE- AgR 473719 / DF, 2ª T, Rel. Min. Eros Grau, j. 17/06/2008, DJ 01/08/2008)

STJ EXAME PSICOTÉCNICO

Ainda em relação à exigência do exame psicotécnico, o STJ fixou, no AgRg no Ag 1291819/DF, julgado em 08/06/2010, os três pressupostos necessários para sua legalidade:

1. PREVISÃO LEGAL;

2. CIENTIFICIDADE; e

3. OBJETIVIDADE DOS CRITÉRIOS ADOTADOS.

Veja abaixo a ementa da decisão:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL CONCURSO PÚBLICO EXAME PSICOTÉCNICO AUSÊNCIA DE OBJETIVIDADE ANULAÇÃO NECESSIDADE DE NOVO EXAME. 1. A legalidade do exame psicotécnico em provas de concurso público está condicionada à observância de três pressupostos necessários: previsão legal, cientificidade e objetividade dos critérios adotados, e possibilidade de revisão do resultado obtido pelo candidato. 2. Declarada a nulidade do teste psicotécnico, em razão da falta de objetividade, deve o candidato submeter-se a novo exame. Agravo regimental parcialmente provido.(AgRg no Ag 1291819/DF, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 08/06/2010, DJe 21/06/2010) (destacamos)

QUESTÕES EXAME PSICOTÉCNICO!!! 16

(CESPE-OFICIAL-ABIN-2008) Na segunda fase do concurso para provimento de cargo de policial, Flávio matriculou-se no curso de formação, já que tinha sido aprovado nas provas objetivas, no exame psicotécnico e no teste físico, que compunham a chamada primeira fase. No entanto, a administração pública anulou o teste físico, remarcando nova data para a sua repetição, motivo pelo qual foi anulada a inscrição de Flávio no curso de formação.

16 Gabarito: 1. E; 2.C

pelo qual foi anulada a inscrição de Flávio no curso de formação. 1 6 Gabarito: 1.

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Acerca dos atos administrativos referentes à situação hipotética apresentada, julgue os itens subsequentes.

Conforme entendimento do STF, o exame psicotécnico, para ser admitido em concursos públicos,

deve estar previsto em lei e conter critérios objetivos de reconhecido caráter científico, sendo prescindível a possibilidade de reexame na esfera administrativa.

1 (

)

Em virtude da aplicação do princípio da

legalidade, segundo o Supremo Tribunal Federal, apenas por ato administrativo, não é possível sujeitar a

exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.

2 (FMP-RS-2011-TCE-RS - Auditor Público Externo) (

)

Seção IV

Da Posse e do Exercício

Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.

§ 1 o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.

§ 2 o Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do ato de provimento, em licença prevista nos incisos I, III e V do art. 81, ou afastado nas hipóteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alíneas "a", "b", "d", "e" e "f", IX e X do art. 102, o prazo será contado do término do impedimento.

ATENÇÃO (ART. 13, § 2º) !!!

IMPEDIMENTOS LEGAIS QUE AUTORIZAM QUE O INÍCIO DO PRAZO ENTRE A NOMEAÇÃO E A POSSE FIQUE OBSTADO (art. 13, § 2º)

Licenças: art. 81

I-

por motivo de doença em pessoa da família

III-

para o serviço militar

V-

para capacitação

Afastamentos: art. 102

I-

férias

IV-

participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-graduação

stricto sensu no País, conforme dispuser o regulamento; (ATENÇÃO: REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.907, DE 02/02/2009)

VI-

VIII-

júri e outros serviços obrigatórios por lei licença:

 

"a"

à gestante, à adotante e à paternidade

"b" para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro meses, cumulativo ao longo do

"d"

tempo de serviço público prestado à União, em cargo de provimento efetivo por motivo de acidente em serviço ou doença profissional

"e"

para capacitação, conforme dispuser o regulamento

"f"

por convocação para o serviço militar

IX-

deslocamento para a nova sede em razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório

X

participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional, no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica

representação desportiva nacional, no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica www.cers.com.br 19

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CESPE !!!

(CESPE-TÉC-TRE-ES-JAN-2011) 17 (

provimento de certo cargo público, estiver em gozo de licença por motivo de doença em pessoa da família, o

prazo para a posse será contado do término do respectivo impedimento.

Se determinado servidor, na data de publicação do ato de

)

ESAF!!!

(ESAF-PROC. SELET. INTERNO-MINISTÉRIO DA FAZENDA-AGO-2008) 18 Determinado candidato aprovado em concurso público para o provimento de cargo no Ministério da Fazenda foi nomeado, com publicação do ato respectivo em 1º de janeiro. De imediato, o referido candidato informou que encontrava-se de férias, por 30 dias e justamente a partir do dia 1º de janeiro, em razão de outro cargo que então ocupava, no Ministério da Justiça. Em vista de tais fatos, é correto afirmar que tal candidato:

a) a despeito de estar de férias, terá que tomar posse no novo cargo, se não quiser perder tal direito, em 30 dias

a contar da referida publicação de nomeação.

b) a despeito de estar de férias, terá que tomar posse no novo cargo, se não quiser perder tal direito, em 15

dias a contar da referida publicação de nomeação. c) ainda que, em tese, devesse tomar posse em 30 dias a partir da publicação do ato, poderá pedir a prorrogação do prazo para posse, por mais 15 dias, para que ocorra até meados de fevereiro.

d) tem direito a que o prazo para sua posse seja contado somente a partir do término de suas férias.

e) tem direito a que seja feita nova publicação do ato de nomeação, após o término de suas férias.

§ 3 o A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

§ 4 o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.

5 o No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.

§

§

6 o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1 o deste

artigo.

Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.

Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.

ATENÇÃO: SÚMULA 16 DO STF

Súmula 16-STF: “FUNCIONÁRIO NOMEADO POR CONCURSO TEM DIREITO À POSSE.”

Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.

1 o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse.

§

Nomeação

30 dias
30
dias

Posse

15 dias
15
dias

Exercício

17 Gabarito: C

18 Gabarito: D

data da posse. § Nomeação 30 dias Posse 15 dias Exercício 1 7 Gabarito: C 1

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CESPE 2013!!!

(CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário) 19 ( trinta dias para entrar em exercício.

)

O servidor nomeado para cargo efetivo terá o prazo de

§ 2 o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o disposto no art. 18.

§ 3 o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício.

§ 4 o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação, salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não poderá exceder a trinta dias da publicação.

ESAF !!! 20

1. (ESAF - ANA. FIN. E CONT.-DESENV. INSTIT.-CGU-MAR-2008) Servidor público federal, em gozo

de licença para tratamento da própria saúde, é designado para o exercício de função de confiança.

Acerca do tema, assinale a opção correta.

a) O servidor não poderia ter sido designado em gozo de licença.

b) O servidor terá quinze dias, contados do ato de designação, para entrar em exercício.

c) A designação para o exercício da função deverá ser tornada sem efeito caso o servidor não entre em

exercício imediatamente.

d) A licença da qual goza o servidor não poderá exceder a 30 (trinta) dias, contados da data da publicação da

designação do servidor para a função, sob pena de esta última ser tornada sem efeito. e) O servidor poderá entrar em exercício na função tão logo haja o término do impedimento,

independentemente de prazo, haja vista tratar-se de licença saúde.

2. (ESAF - ANA. FIN. E CONT.-DESENV. INSTIT.-CGU-MAR-2008) Determinado concurso público,

destinado a selecionar candidatos a cargos públicos na Administração Federal, teve seu edital publicado em 02/01/2006, com prazo de validade de um ano, prorrogável por igual período. O concurso foi homologado em 03/03/2006. Não houve prorrogação. Determinado candidato aprovado foi nomeado em 01/03/2007, respeitada a ordem de sua classificação. A posse deu-se 30 (trinta) dias depois da nomeação. O exercício ocorreu 15 (quinze) dias depois da posse. Baseado nos fatos acima narrados, assinale a única opção correta.

a) A nomeação é válida.

b) A nomeação é nula, vez que realizada fora do prazo de validade do concurso.

c) A posse é nula, vez que ocorrida fora do prazo de validade do concurso.

d) A nomeação somente seria válida até 02/01/2007.

e) A investidura não é válida, pois dois de seus atos ocorreram após o encerramento da validade do concurso.

Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.

Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual.

Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor.

19 Gabarito: E

20 Gabarito: 1.D; 2.A

da data de publicação do ato que promover o servidor. 1 9 Gabarito: E 2 0

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Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede.

1 o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento.

§

§

2 o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput.

Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente.

de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. § 1 o O ocupante de cargo em

§ 1 o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração.

§

2 o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais.

Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a ESTÁGIO PROBATÓRIO por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores

I - assiduidade;

II - disciplina;

III

- capacidade de iniciativa;

IV

- produtividade;

V-

responsabilidade.

ESTABILIDADE X ESTÁGIO PROBATÓRIO

É verdade que existe uma certa polêmica sobre o prazo do estágio probatório. Todavia, uma coisa é certa, estabilidade e estágio probatório são institutos diferentes:

A estabilidade é o direito de permanência no serviço público;

O estágio probatório é o período no qual vai ser apurada a aptidão do servidor cargo.

para o

Além do mais, utilizando, em essência, o quadro elaborado pelo Prof. FELIPE VIEIRA, podemos visualizar outras diferenças:

em essência, o quadro elaborado pelo Prof. F ELIPE V IEIRA , podemos visualizar outras diferenças:

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ESTABILIDADE

ESTÁGIO PROBATÓRIO.

Regime jurídico constitucional.

Regime jurídico administrativo.

Fruto do Poder Constituinte.

Fruto do Poder Legislativo.

Direito.

Dever.

Natureza jurídica de direito de garantia.

Natureza jurídica de ordem administrativa.

 

Caráter subjetivo (ou subjetivo por prerrogativas do cargo).

Caráter objetivo (ou subjetivo por nomeação).

 

Opera-se no serviço público.

Opera-se ante o cargo.

Princípio da continuidade.

Princípio da eficiência.

Atualmente, para fins de concurso, temos as seguintes posições acerca do tema “prazo do estágio probatório”:

PRAZO DO ESTÁGIO PROBATÓRIO PARA CONCURSOS FEDERAIS:

 

ESAF

 

CESPE

 

FCC

FGV

FEC

FJPF

 

24

MESES

(Min.

24

MESES

24 MESES

   

FAZENDO refe- rência expressa à Lei 8.112/90

da Saúde-2008)

(TRE-AP-2011)

(FIOCRUZ

ANULADO

ANULADO

2010)

ATENÇÃO: O item foi anulado no gabarito definitivo.

ATENÇÃO: A questão foi anulada no gabarito defini- tivo.

 

3 ANOS

3 ANOS, fazendo referência ex- pressa ao STJ

3 ANOS

 

3 ANOS

3 ANOS

SEM FAZER re- ferência expressa à Lei 8.112/90

(MPU-

(TRT-20ªR-2006

(Min.

Da

(TRT-1ªR-

2004.2)

e

TRT-6ªR-

Pesca

-

2004)

(TRF-5ªR-2009;

2006)

2010)

 

TCU-2009;

 

IBRAM-2009)

Pesca - 2004) (TRF-5ªR-2009; 2006) 2010)   TCU-2009;   IBRAM-2009) www.cers.com.br 23

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QUESTÕES - ESTÁGIO PROBATÓRIO PRAZO!!!!! 21

ESAF:

1(TÉCNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO MPU/2004.2 - ESAF) Sobre o estágio probatório dos servidores públicos, é correto dizer que:

a) seu período de duração é igual ao tempo necessário para a aquisição da estabilidade.

b) é de observância obrigatória independentemente da forma de provimento do cargo.

c) se submete a critérios de avaliação da escolha do administrador.

d) não se suspende.

e) tem início com a nomeação do servidor.

FJPF:

2(Técnico Judiciário Área Administrativa TRT 1.ª Região 2004 FJPF) Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por um período de:

A) um ano

B) dois anos

C) três anos

D) quatro anos

E) cinco anos

UFBA

3(UFBA - 2006 - Assistente Administrativo) (

de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório de 24 meses.

)

Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo

CESPE:

4(ANALISTA JUDICIÁRIO CONTAB. TRE/AP MAIO/2007 CESPE) No que se refere aos servidores público federais, assinale a opção correta.

A) O servidor nomeado para cargo de provimento efetivo, ao entrar em exercício, ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 meses, durante o qual sua aptidão e sua capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observando-se os seguintes fatores: assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabilidade.

B) O servidor que estiver cedido a outro órgão terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias, a contar da

publicação do ato que determina o seu retorno ao cargo para retomar o desempenho das atribuições do cargo

efetivo, sem se considerar o prazo razoável necessário para o deslocamento para a nova sede.

C) O servidor que não for aprovado no estágio probatório será demitido por meio de processo administrativo

disciplinar, no qual lhe sejam assegurados ampla defesa e contraditório.

21 Gabarito: 1.A; 2.C; 3.F (FALSO); 4.A; 5.N (CESPE: “anulado em decorrência de divergência da doutrina”); 6.E; 7.E; 8.E (CESPE: “mesmo que se considerasse o cumprimento do estágio de 24 meses, e sua consequente aprovação, a estabilidade no serviço público não é automática, só sendo adquirida após 3 anos de efetivo exercício, nos exatos termos do art. 41 da Constituição Federal, com redação dada pela EC n.º 19/1998, que, dessa forma, alterou o art. 21 da Lei n.º 8.112/1990.”); 9.C; 10.D; 11.B; 12.B; 13.B; 14.N

que, dessa forma, alterou o art. 21 da Lei n.º 8.112/1990. ”) ; 9.C; 10.D; 11.B;

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D) Na vacância, sendo o servidor efetivo, ele terá o direito de ser reconduzido ao cargo de origem, caso não

seja aprovado no estágio probatório, ao contrário do que ocorre com a exoneração, ato que não lhe confere tal

direito.

E) Prescreve em 5 anos o direito de o servidor requerer revisão dos atos que não afetem seu interesse

patrimonial.

5(CESPE-TÉCNICO NÍVEL SUPERIOR IV- ÁREA DE ATUAÇÃO 8-MS-NOV-2008) Acerca da Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens que se seguem.

) (

O período do estágio probatório é de 3 anos.

6(CESPE-JUIZ FEDERAL-TRF5-JUN-2009) Com relação à administração pública e aos servidores públicos, assinale a opção correta.

) (

modificado ante a alteração constitucional que fixou o prazo de 3 anos como requisito objetivo para a obtenção da estabilidade.

Conforme recente entendimento do STJ, o prazo do estágio probatório é de 24 meses, não tendo sido

7 (CESPE-AUDITOR FEDERAL DE C. EXTERNO-TECNOLOGIA-TCU-JUL-2009) Quanto à organização do Estado brasileiro, julgue os itens seguintes.

) (

meses, visto que tal prazo não foi alterado pela Emenda Constitucional n.º 19/1998, que trata apenas da

estabilidade dos referidos servidores.

Conforme recente entendimento do STJ, o prazo do estágio probatório dos servidores públicos é de 24

8 (CESPE-ESPECIALISTA-ANAC-JUL-2009) A respeito de direito constitucional e administrativo, julgue o item.

) (

estágio probatório por um período de vinte e quatro meses, após o que, caso aprovado, adquire estabilidade no serviço público.

De acordo com a Lei n.º 8.112/1990, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo fica sujeito a

9 (CESPE-ADVOGADO-IBRAM-JUL-2009) Para manifestar a sua vontade, o Estado se utiliza de agentes públicos, em sentido amplo. Quanto a esses agentes públicos, julgue os itens a seguir.

O atual entendimento do STJ é no sentido de que o estágio probatório compreende o período entre o

início do exercício do cargo e a aquisição de estabilidade no serviço público, que, desde o advento da Emenda Constitucional (EC) n.º 19/1998, tem a duração de três anos.

) (

FEC:

10(FEC-AGENTE ADM.-MIN. PESCA-JUN-2010) Ferdinando, servidor nomeado para cargo de provimento efetivo, ao entrar em exercício ficará sujeito a estágio probatório por período de:

A) 12 (doze) meses.

B) 24 (vinte e quatro) meses.

C) 6 (seis) meses.

D) 36 (trinta e seis) meses.

E) 18 (dezoito) meses.

24 (vinte e quatro) meses. C) 6 (seis) meses. D) 36 (trinta e seis) meses. E)

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FGV:

11(FGV-ANALISTA-GESTÃO_SAÚDE-OUT-2010) De acordo com a Lei n. 8.112 de 11 de dezembro de 1990, assinale a opção incorreta:

(A)

a posse do servidor ocorrerá no prazo de 30 dias contados da publicação do ato de provimento.

(B)

o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício é de 30 dias, contados da data da

posse.

(C) ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio

probatório por período de 24 meses.

(D) o servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo

administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

(E) exoneração, aposentadoria e falecimento são formas de vacância de cargo público.

FCC:

12(FCC-ANALISTA JUD. CONTAB. TRT 20.ª R/SE JUNHO/2006) Em relação à posse e ao exercício é INCORRETO afirmar que

(A) será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo de 30 dias contados da

publicação do ato de provimento.

(B) o servidor não aprovado em estágio probatório será exonerado ou, se estável, reintegrado a cargo disponível em sua área de atuação.

(C) é de 15 dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da

posse.

(D) ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio

probatório por período de 3 anos.

(E) considera-se exercício o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.

13(FCC-AUXILIAR JUDICIÁRIO TRT 6.ª R/PE SETEMBRO/2006) Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de

(A)

1 (um) ano.

(B)

3 (três) anos.

(C)

18 (dezoito) meses.

(D)

24 (vinte e quatro) meses.

(E)

180 (cento e oitenta) dias.

14(FCC-TÉCNICO-TRE-AP-JUN-2011) Segundo a Lei no 8.112/90, ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo

(A) não ficará sujeito a estágio probatório tendo em vista que o estágio probatório só é necessário para o

exercício de cargo em comissão.

(B)

ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 meses.

(C)

ficará sujeito a estágio probatório por período único de 12 meses.

(D)

ficará sujeito a estágio probatório por período de 30 meses.

(E)

ficará sujeito a estágio probatório por período de 36 meses.

§ 1 o Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada por comissão constituída para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem

finalidade , de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira

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prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V deste artigo. (Redação dada pela lei 11.784, de 22/09/2008)

§ 2 o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29.

FCC 2013!!!

(FCC-ANA_JUD.-TRT 1ªR-2013) 22 Durante o estágio probatório, determinado servidor que acabou de entrar no serviço público, praticou atos incompatíveis com a assiduidade e disciplina esperados. Em consequência, nos termos da legislação vigente, ele não deve ser confirmado no cargo e, dessa forma, será

(A)

readaptado.

(B)

demitido

(C)

reconduzido.

(D)

expulso.

(E)

exonerado.

§ 3 o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes.

§ 4 o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal.

ATENÇÃO!!!

Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas:

As Licenças (art. 81):

I - por motivo de doença em pessoa da família

II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro

III - para o serviço militar

IV - para atividade política

Os Afastamentos:

art. 94: para exercício de mandato eletivo

art. 95: para estudo ou missão no exterior

art. 96: para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere

para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na

Administração Pública Federal

(CESPE-TÉCNICO-TRE-MS-2013) 23 ( fins de atividade política.

)

CESPE 2013!!!

O servidor em estágio probatório não poderá licenciar-se para

22 Gabarito: E

23 Gabarito: E

servidor em estágio probatório não poderá licenciar-se para 2 2 Gabarito: E 2 3 Gabarito: E

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ESAF!!!

(ESAF-PROC. SELET. INTERNO-MINISTÉRIO DA FAZENDA-AGO-2008) 24 Considere as seguintes licenças e afastamentos:

I. licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; II. licença por motivo de doença em pessoa da família;

III. afastamento para exercício de mandato eletivo;

IV. afastamento para estudo ou missão no exterior.

O servidor em estágio probatório

a) poderá gozar de todas as licenças e afastamentos descritos.

b) não poderá gozar quaisquer de tais licenças ou afastamentos.

c) poderá gozar apenas as licenças acima descritas, mas não os afastamentos.

d) poderá gozar apenas a licença prevista no item II.

e) poderá gozar ambas as licenças descritas, e apenas o afastamento descrito no item III.

§ 5 o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 83, 84, § 1 o , 86 e 96, bem assim na hipótese de participação em curso de formação, e será retomado a partir do término do impedimento.

ATENÇÃO!!! SUSPENSÃO DO ESTÁGIO PROBATÓRIO!!!

De acordo com o § 5º, da Lei 8.112/90, as situações que podem suspender o prazo prescricional são:

1)

Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família (Art. 83)

2)

Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge (Art. 84, § 1.º)

3)

Licença para Atividade Política (Art. 86)

4)

O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual

coopere dar-se-á com perda total da remuneração. (Art. 96)

5) Participação em curso de formação (Art. 20, §5º)

ATENÇÃO: STF GREVE EM ESTÁGIO PROBATÓRIO

04/02/2010 - Segundo o STF, norma alagoana que pune servidor em estágio probatório envolvido em greve é inconstitucional (ADI 3235). Gilmar Mendes votou pela procedência da ação. Segundo o presidente da Corte, não existe, na Constituição Federal, base para que se faça esse “distinguishing” (distinção) entre servidores e servidores em estágio probatório em função de movimentos grevistas. O ministro citou ainda as decisões da Corte em diversos mandados de injunção em que o Plenário analisou o direito de greve dos servidores

públicos.

CESPE!!!

(CESPE-PROCURADOR-AGU-MAR-2010) 25 No que concerne aos agentes públicos, julgue os itens

subsequentes.

24 Gabarito: A

25 Gabarito: E

concerne aos agentes públicos, julgue os itens subsequentes. 2 4 Gabarito: A 2 5 Gabarito: E

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28

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) (

determine a exoneração imediata de servidor público em estágio probatório, caso fique comprovada a

É constitucional o decreto editado por chefe do Poder Executivo de unidade da Federação que

participação deste na paralisação do serviço, a título de greve.

IMPORTANTE: SÚMULAS 21 e 22 DO STF

Súmula 21, do STF: “FUNCIONÁRIO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PODE SER EXONERADO NEM DEMITIDO SEM INQUÉRITO OU SEM AS FORMALIDADES LEGAIS DE APURAÇÃO DE SUA CAPACIDADE.

Súmula 22, do STF: “O ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PROTEGE O FUNCIONÁRIO CONTRA A EXTINÇÃO DO CARGO.

Seção V Da Estabilidade

Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo

adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.

ATENÇÃO:

O prazo da ESTABILIDADE, conforme o art. 41, da CF, é de 3 (TRÊS) ANOS. Veja:

“Art. 41. São estáveis após TRÊS ANOS de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.”

Vale lembrar, também, que, de acordo com o art. 41, § 4.º, da CF, “como condição para aquisição da estabilidade é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade”.

Saliente-se, no entanto, a previsão do art. 28, da EC 19/98, publicada no DOU de 05/06/98, que “congelou” o prazo de dois anos para os “atuais servidores em estágio probatório”, à época de sua publicação:

Art. 28. É assegurado o prazo de dois anos de efetivo exercício para aquisição da estabilidade aos atuais servidores em estágio probatório, sem prejuízo da avaliação a que se refere o § 4º do art. 41 da Constituição Federal.

ESTABILIDADE EXTRAORDINÁRIA OU EXCEPCIONAL!!!

Vale registrar a forma excepcional de aquisição da estabilidade, constante do art. 19, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias-ADCT:

Art. 19. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos CINCO ANOS CONTINUADOS, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição, são considerados estáveis no serviço público.

§ 1º - O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título quando se submeterem a concurso para fins de efetivação, na forma da lei.

será contado como título quando se submeterem a concurso para fins de efetivação, na forma da

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§ 2º - O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos, funções e empregos de confiança ou em comissão, nem aos que a lei declare de livre exoneração, cujo tempo de serviço não será computado para os fins do "caput" deste artigo, exceto se se tratar de servidor.

§ 3º - O disposto neste artigo não se aplica aos professores de nível superior, nos termos da lei.

Saliente-se, ainda, para fins de cálculo, que o texto da atual CF/88 foi publicado no DOU em 05/10/1988. Ou seja, adquiriram a estabilidade extraordinária, na forma do art. 19, da ADCT, os servidores admitidos até

05/10/1983.

ESAF 2012!!!

(ESAF-AFRFB-2012) 26 Determinada cidadã brasileira foi contratada por um conselho de fiscalização profissional regional em 07/11/1975, tendo seu contrato sido rescindido em 02/01/2007.

A cidadã sustenta que sua demissão fora ilegal porquanto gozava da estabilidade prevista no art. 19 do Ato

das Disposições Constitucionais Transitórias ADCT, sendo seu vínculo jurídico estatutário, que lhe garantiria o direito ao prévio processo disciplinar para fins de demissão.

Acerca do caso concreto acima narrado e à luz da jurisprudência do STF e STJ, bem como da disciplina constitucional aplicável aos agentes públicos, assinale a opção incorreta.

a) A estabilidade prevista no art. 19 do ADCT garante o vínculo estatutário, que não permite a perda do cargo

público sem o devido processo administrativo disciplinar em que sejam assegurados ao acusado a ampla defesa e o contraditório.

b) O art. 58, §3º da Lei n. 9.649/98, que submetia os empregados dos conselhos à legislação trabalhista, permaneceu em vigor enquanto a cidadã manteve sua relação de emprego com o referido conselho.

c) A decisão do STF que determinou a suspensão liminar da vigência da norma contida no caput do art. 39 da

CF, com a redação dada pela EC 19/98, ressaltou seus efeitos ex nunc, subsistindo a legislação editada nos termos da emenda declarada suspensa.

d) Não há direito adquirido a regime jurídico.

e) Não há que se falar em ilegalidade da demissão por ausência de prévio processo administrativo, uma vez

que, à época, a referida cidadã não estava submetida a regime estatutário.

ATENÇÃO: ESTABILIDADE (TEMPO DE SERVIÇO PÚBLICO) EFETIVIDADE (CONCURSO PÚBLICO)

Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou

de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

DISCIPLINA CONSTITUCIONAL DA ESTABILIDADE!!!

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo:

26 Gabarito: A

nº 19, de 1998) § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 2 6

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I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual

ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho

por comissão instituída para essa finalidade.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Outra possibilidade do servidor estável perder o cargo está prevista no art. 169, da CF:

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) ( )

§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei

complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes

providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

OBS.: De acordo com a EC 19/98, art. 33, “Consideram-se servidores não estáveis, para os fins do art. 169, § 3º, II, da Constituição Federal aqueles admitidos na administração direta, autárquica e fundacional sem concurso público de provas ou de provas e títulos após o dia 5 de outubro de 1983.

§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o

cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o

cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço.

§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.

§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.

federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.

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ESAF!!!

(ESAF/PFN/2004) 27 Em vista dos preceitos constitucionais que tratam da estabilidade do servidor público, assinale a opção correta.

a) Na atualidade, existem apenas duas formas de perda do cargo pelo servidor público estável: em virtude de

sentença judicial transitada em julgado, ou mediante processo administrativo disciplinar em que lhe seja assegurada ampla defesa.

b) Com a reforma administrativa promovida por meio da Emenda Constitucional nº 19/98, restou afastada a

necessidade de instituição de comissão para que se dê a avaliação de desempenho do servidor, durante seu estágio probatório.

c) Se restar declarada a desnecessidade do cargo, o servidor, mesmo que ainda não seja estável, poderá ficar

em disponibilidade.

d) Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante

da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem. Em tal hipótese, ambos os servidores (o reintegrado e o

reconduzido) terão direito à indenização, em vista da falha cometida pela Administração Pública.

e) Na sistemática da Constituição Federal, está claro que há distinção entre estabilidade e efetividade.

Seção VI Da Transferência Art. 23. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

Seção VII Da Readaptação

Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

§ 1 o Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.

§ 2 o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de

LEANDRO CADENAS fornece, entre outros, o seguinte exemplo: motorista que, perdendo as pernas em acidente, é readaptado para o cargo de agente administrativo ou ascensorista.

Seção VIII

Da Reversão

Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou II - no interesse da administração, desde que:

a) tenha solicitado a reversão;

b) a aposentadoria tenha sido voluntária;

c) estável quando na atividade;

d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;

27 Gabarito: E

d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; 2 7 Gabarito: E www.cers.com.br

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e) haja cargo vago.

§ 1 o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.

§ 2 o O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria.

§ 3 o No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como

excedente, até a ocorrência de vaga.

4 o O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá, em substituição aos

proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar a exercer, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.

5 o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo.

§

§

§

Art. 26. (revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) Art. 27. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.

6 o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo.

Seção IX Da Reintegração

Importante lembrar a regra do art. 41, § 2.º, da Constituição Federal, a respeito da reintegração, recondução, aproveitamento e disponibilidade:

Art. 41: “§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.”

Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

1 o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31.

2 o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.

§

§

ESAF !!!

1(ESAF-ESPECIAL. POLÍT. PÚB. E GESTÃO GOV.-MPOG-JUN-2008) 28 Assinale a opção incorreta, nos termos da Constituição Federal de 1988, o que ocorre caso seja invalidada, por sentença judicial, a demissão de servidor estável.

a) Será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem.

b) O servidor estável, quando posto em disponibilidade em virtude de extinção do cargo, após ser reintegrado,

perceberá remuneração até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

c) Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade.

d) O eventual ocupante da vaga, ao ser reconduzido ao cargo de origem, faz jus à indenização, visto que não

agiu de má-fé.

28 Gabarito: 1.D

ao cargo de origem, faz jus à indenização, visto que não agiu de má-fé. 2 8

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e) A aquisição da estabilidade exige lapso temporal de efetivo exercício e avaliação especial de desempenho

de forma obrigatória.

2(ESAF - ANA. FIN. E CONT.-DESENV. INSTIT.-CGU-MAR-2008) 29 Servidor Público não estável responde a processo administrativo disciplinar, ao final do qual é demitido. Um ano após a demissão, o ex- servidor consegue ver anulado o ato administrativo que o demitiu.

Feitas tais considerações, assinale a opção correta.

a) A anulação da demissão gera para o servidor a reintegração imediata ao cargo ocupado.

b) O servidor não possui direito a retornar ao cargo antes ocupado por não ser estável quando foi demitido.

c) Em face dos efeitos produzidos pelo ato administrativo anulado, o servidor tem o direito de retornar ao

cargo de origem. d) Haverá reintegração desde que o servidor tenha completado tempo suficiente para a aquisição da estabilidade quando a demissão foi anulada.

e) A reintegração será possível desde que, embora ainda não estável, o servidor já tenha cumprido o estágio

probatório.

STJ 2011 REINTEGRAÇÃO É PESSOAL, MAS A ANULAÇÃO DA DEMISSÃO TEM REFLEXO PARA HERDEIROS

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. FALECIMENTO NO CURSO DO PROCESSO. NULIDADE DE SINDICÂNCIA. INTERESSE DOS HERDEIROS.

1. Determina o art. 43 do CPC que ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-á a substituição pelo seu

espólio ou pelos seus sucessores.

2. Proposta pelo servidor público ação que busca a nulidade de sua demissão e ocorrendo o falecimento

do requerente, os herdeiros podem prosseguir no feito pois, não obstante a reintegração no cargo público ser ato personalíssimo, os efeitos jurídicos da nulidade da demissão refletem na esfera jurídica de seus dependentes, por exemplo, com relação à obtenção do benefício de pensão por morte.

3. A viúva do servidor tem legitimidade para apelar da sentença que extinguiu o feito sem julgamento do

mérito, em razão da morte do servidor público, na qualidade de terceira interessada, ainda que os demais herdeiros não tenham recorrido, pois há nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial, conforme dispõe o art. 499 do CPC. Recurso especial improvido.(REsp 1239267/PE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/06/2011,

DJe 29/06/2011) (sublinhamos)

Seção X

Da Recondução

Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

II - reintegração do anterior ocupante.

Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.

29 Gabarito: 2.C

origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30. 2 9 Gabarito:

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RECONDUÇÃO “A PEDIDO” ???

Sobre a possibilidade da recondução a pedido, confira abaixo a Súmula nº 16/2002 da AGU e a decisão do STF:

O SERVIDOR ESTÁVEL INVESTIDO EM CARGO PÚBLICO FEDERAL, EM VIRTUDE DE HABILITAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO, PODERÁ DESISTIR DO ESTÁGIO PROBATÓRIO A QUE É SUBMETIDO COM APOIO NO ART. 20 DA LEI Nº 8.112, DE 1990, E SER RECONDUZIDO AO CARGO INACUMULÁVEL DE QUE FOI EXONERADO, A PEDIDO. NÃO SE INTERPORÁ RECURSO DE DECISÃO JUDICIAL QUE RECONHECER ESSE DIREITO”. (SÚMULA ADMINISTRATIVA/AGU 16, DE 19/06/2002 - D.O.U. DE 24/06/2002, P. 9)

EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTÁVEL. ESTÁGIO PROBATÓRIO. Lei 8.112, de 1990, art. 20, § 2º. I. - Policial Rodoviário Federal, aprovado em concurso público, estável, que presta novo concurso e, aprovado, é nomeado Escrivão da Polícia Federal. Durante o estágio probatório neste último cargo, requer sua recondução ao cargo anterior. Possibilidade, na forma do disposto no art. 20, § 2º, da Lei 8.112/90. É que, enquanto não confirmado

no estágio do novo cargo, não estará extinta a situação anterior. II. - Precedentes do STF.: MS 22.933- DF, Ministro O. Gallotti, Plenário, 26.6.98, "DJ" de 13.11.98. III. - Mandado de segurança deferido.

(STF, MS 23577/DF, Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, j. 15/05/2002)

CESPE!!!

(JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 5.ª REGIÃO-JULHO-2006) 30 Com referência ao regime dos servidores públicos, julgue os itens seguintes.

Conforme entendimento do STF, o servidor público federal tem direito de retornar a cargo federal anterior, mesmo após o estágio probatório de novo cargo assumido.

(

)

Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento

Importante lembrar a regra do art. 41, § 3.º, da Constituição Federal, a respeito da disponibilidade:

Art. 41: “§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.”

Tal possibilidade (“disponibilidade”), no entanto, se aplica apenas aos servidores estáveis. Neste sentido, o STF já sumulou, como visto, que:

Súmula 22/STF: “O ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PROTEGE O FUNCIONÁRIO CONTRA A EXTINÇÃO DO CARGO.

Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.

Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal.

Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3 o do art. 37 31 , o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal -

30 Gabarito: E 31 “Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos:

mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos: www.cers.com.br 35

www.cers.com.br

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SIPEC, até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial.

FCC!!!

(FCC-Procurador de Manaus-Fev/2006) 32 Considere as seguintes proposições:

I-

O servidor público estável perderá o cargo, dentre outras hipóteses, em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

II-

Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reconduzido ao cargo anteriormente ocupado.

III-

Extinto o cargo, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

IV-

Perderá o cargo o servidor público estável que for demitido em virtude do instituto da verdade sabida.

Estão corretas APENAS

a) I e II

b) I e III

c) I e IV

d) II e III

e) II e IV

1.5 DA VACÂNCIA

Capítulo II

Da Vacância

ATENÇÃO:

Embora não muito exata, a definição de “vacância” da Prof. MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO já foi adotada como correta em concurso. Segundo a autora, “Vacância é o ato administrativo pelo qual o servidor é destituído do cargo, emprego ou função”.

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:

I - exoneração;

II - demissão;

III - promoção;

VI - readaptação;

VII - aposentadoria;

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VIII - posse em outro cargo inacumulável; IX - falecimento.

CESPE E FCC 33 !!!

1(CESPE-ANA-JUD-TRE-MA-JUN-2009) Se um servidor público estável for aprovado em outro concurso público que ofereça melhor remuneração, em cargo inacumulável, após sua posse no novo cargo, ficará caracterizada, em relação ao cargo anterior,

A) redistribuição.

B) vacância por posse.

C) remoção.

D) demissão do servidor, gerando a vacância no antigo cargo.

E) exoneração do cargo.

2(CESPE/STJ/Técnico/ Telecomunicações e Eletricidade/2012) Se o servidor que ocupa determinado cargo público tomar posse em outro cargo inacumulável, haverá vacância do cargo de origem.

3(FCC-2012-TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO-Técnico Judiciário - Área Administrativa- Especialidade Segurança Judiciária) Segundo a Lei nº 8.112/90, a vacância do cargo público, entre outras hipóteses, decorrerá de

(A)

ascensão.

(B)

transferência.

(C)

concurso interno.

(D)

posse em outro cargo inacumulável.

(E)

contratação direta.

ATENÇÃO!!!! FORMAS SIMULTÂNEAS DE PROVIMENTO E VACÂNCIA

De acordo com o texto expresso da Lei 8.112/90, apenas a “promoção” e a “readaptação” são formas simultâneas de provimento e vacância:

PROMOÇÃO

READAPTAÇÃO

provimento e vacância:  PROMOÇÃO  READAPTAÇÃO formas simultâneas (conco- mitantes) de provimento e de

formas simultâneas (conco- mitantes) de provimento e de

vacância

Registre-se, no entanto, que a RECONDUÇÃO e a POSSE EM OUTRO CARGO INACUMULÁVEL já foram consideradas, também, como formas simultâneas de provimento e vacância.

Sobre o tema vale conferir as questões seguintes:

33 Gabarito: 1.B; 2.C; 3.D

e vacância. Sobre o tema vale conferir as questões seguintes: 3 3 Gabarito: 1.B; 2.C; 3.D

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QUESTÕES!!! 34

1(ESAF - ANA. FIN. E CONT.-DESENV. INSTIT.-CGU-MAR-2008) São hipóteses de vacância que importam provimento em novo cargo:

a) promoção e readaptação.

b) exoneração e demissão.

c) aposentadoria e posse em outro cargo inacumulável.

d) redistribuição e remoção.

e) disponibilidade.

2(ESAF-ATA-MF-2012) Abaixo se encontram relacionadas algumas hipóteses de vacância do cargo público. Analise cada uma das hipóteses e assinale (1) caso ela implique simultaneamente o provimento de novo cargo pelo servidor e (2) para aquelas que não se relacionem a provimento de novo cargo. Após a análise, assinale a opção que contenha a sequência correta.

1.

Demissão (

)

2. Exoneração (

 

)

3. Promoção (

)

4. Aposentadoria (

5. Posse em outro cargo inacumulável (

6. Readaptação (

)

)

a) 2 / 2 / 2 / 1 / 1 / 1

b) 2 / 2 / 1 / 2 / 1 / 1

c) 1 / 2 / 1 / 2 / 1 / 1

d) 2 / 1 / 1 / 2 / 1 / 2

e) 2 / 2 / 1 / 2 / 2 / 1

)

3 (AGU/94) O ato, relativo a servidor, que configura caso simultâneo de provimento e vacância do cargo público é a

a) readmissão

b) recondução

c) redistribuição

d) reintegração

e) reversão

4 (MPU/93) Entre as formas de provimento de cargo público, previstas na Lei 8.112/90, que também ocorram simultânea vacância em outro, destaca-se

a) aproveitamento

b) a redistribuição

c) a recondução

d) a remoção

e) a reversão

34 1.A; 2.B; 3.B; 4.C

b) a redistribuição c) a recondução d) a remoção e) a reversão 3 4 1.A; 2.B;

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ATENÇÃO!!!

A REMOÇÃO E A REDISTRIBUIÇÃO NÃO SÃO FORMAS NEM DE PROVIMENTO NEM DE VACÂNCIA.

Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.

Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:

I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;

II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.

Art. 35. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

I - a juízo da autoridade competente;

II - a pedido do próprio servidor.

ESAF !!!

(ESAF-TÉCNICO DE FINANÇAS E CONTROLE-CGU-2008) 35 Assinale o tipo de exoneração que se caracteriza por encerrar um juízo de conveniência e oportunidade da Administração.

a) Exoneração ad nutum.

b) Decorrente de não aprovação do servidor não estável em estágio probatório.

c) A pedido do servidor.

d) Quando o servidor não toma posse no prazo legal.

e) Em razão da não observância do limite gasto com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

1.6 REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO

Capítulo III

Da Remoção e da Redistribuição

Seção I

Da Remoção

Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.

LEANDRO CADENAS fornece os seguintes exemplos de remoção:

Analista Judiciário lotado em uma vara criminal da Justiça Federal tem sua lotação alterada para uma vara de Execução Fiscal, dentro ou não da mesma Circunscrição Judiciária;

Técnico da Receita Federal nomeado para vaga numa cidade de fronteira vai para uma capital.

35 Gabarito: A

da Receita Federal nomeado para vaga numa cidade de fronteira vai para uma capital. 3 5

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Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:

I - de ofício, no interesse da Administração;

II - a pedido, a critério da Administração;

III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos

Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;

b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e

conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial;

c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior

ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.

IMPORTANTE!!!

A REMOÇÃO NÃO É PENALIDADE DISCIPLINAR, por essa razão não pode ser utilizada com esta finalidade, ou seja, a remoção não pode ser usada para fim de punir o servidor. O ato de remoção tem por fim legal específico atender a uma necessidade/conveniência do serviço, sendo usado para qualquer outra finalidade está viciado/inquinado do vício de desvio de poder ou de finalidade.

CESPE!!!

Considere que um servidor público tenha sido removido, de

ofício, como forma de punição. Nessa situação, o ato de remoção é nulo, visto que configura desvio de

finalidade.

(CESPE-ANA_ADM-STM-JAN-2011) 36 (

)

Seção II

Da Redistribuição

Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos:

I - interesse da administração;

II - equivalência de vencimentos;

III - manutenção da essência das atribuições do cargo;

IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;

V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;

VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.

36 Gabarito: C

as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade. 3 6 Gabarito: C

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LEANDRO CADENAS fornece os seguintes exemplos de redistribuição:

Sendo criada uma nova representação do Tribunal de Contas da União em alguma cidade que não a tenha, será necessário determinado número de cargos de analistas. Poderão ser criados esses novos cargos ou, no interesse da Administração, redistribuídos alguns desses cargos de outra cidade que tenha excesso de servidores;

Criado um novo Tribunal Regional Federal necessita ele de determinado contigente de técnicos analistas. Essas vagas poderão ser novas, ou recebidas de outro TRF que as tenha sobrando;

Cria-se uma nova Delegacia da Polícia Federal determinando-se a lotação de 1 (um) delegado, 10 (dez) policiais, 1 (um) escrivão e 1 (um) perito. Essas vagas podem tanto ser criadas por lei (ver art. 3.º, parágrafo único, L. 8112), como podem resultar da redistribuição dos cargos de outras delegacias, por exemplo, vindo um Delegado de outra localidade, policiais de diversas delegacias e assim por diante. Nesse caso, as delegacias que enviarem seus servidores, com cargo, terão sua equipe reduzida, pois perderão esses cargos.

§ 1 o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade.

§ 2 o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos.

§ 3 o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31.

§ 4 o O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do SIPEC, e ter exercício provisório, em outro órgão ou entidade, até seu adequado aproveitamento.

ESAF!!! 37

1. (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL-2005/2006-ESAF) Nos termos da Lei n. 8.112/90,

entende-se como o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder

a)

a redistribuição.

b)

a remoção.

c)

a cessão.

d)

a disponibilidade.

e)

a substituição.

2.

(ANALISTA ADMINISTRATIVO-ANEEL-2006-ESAF) Assinale a opção verdadeira a respeito do

instituto da redistribuição.

a) Trata-se de forma de provimento do servidor público.

b) Somente é possível sua ocorrência em se tratando de cargo vago.

c) Poderá ocorrer independentemente do interesse da Administração.

d) É vedada a servidores públicos ocupantes de cargos e carreiras das agências reguladoras e para as agências

reguladoras de que trata a Lei n. 10.871, de 20/05/2004. e) Poderá ocorrer independentemente da compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades

institucionais do órgão ou entidade para onde se redistribui.

37 Gabarito: 1.A; 2.D

institucionais do órgão ou entidade para onde se redistribui. 3 7 Gabarito: 1.A; 2.D www.cers.com.br 41

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Medeiros www.facebook.com/professoralexandremedeiros ATENÇÃO!!! A REMOÇÃO E A REDISTRIBUIÇÃO NÃO SÃO

ATENÇÃO!!!

A REMOÇÃO E A REDISTRIBUIÇÃO NÃO SÃO FORMAS NEM DE PROVIMENTO NEM DE VACÂNCIA.

ESAF!!! 38

1. (ESAF-ANALISTA-ANA-QUALQUER ÁREA-MAR-2009) 31- De acordo com a Lei n. 8.112/1990,

são formas de provimento de cargo público, exceto:

a)

Nomeação.

b)

Promoção.

c)

Readaptação.

d)

Recondução.

e)

Remoção.

2.

(ESAF-TÉCNICO-RECEITA FEDERAL-2006) 52- À luz da Lei n. 8.112/90, que dispõe sobre o regime

jurídico dos servidores públicos civis da União, não constitui forma de provimento nem de vacância de cargo, a figura

a) do aproveitamento.

b) da promoção.

c) da readaptação.

d) da recondução.

e) da redistribuição.

Capítulo IV

38 Gabarito: 1. E; 2.E

readaptação. d) da recondução. e) da redistribuição. Capítulo IV 3 8 Gabarito: 1. E; 2.E www.cers.com.br

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Da Substituição

Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade.

§ 1 o O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.

§ 2 o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que excederem o referido período.

efetiva substituição, que excederem o referido período. FCC !!! (FCC - 2011 - TRT - 19ª

FCC !!!

(FCC - 2011 - TRT - 19ª R-AL - Técnico Judiciário) 39 O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial, quando o afastamento ou impedimento legal do titular for

a) de vinte e cinco dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que atingirem o

referido período.

b) de vinte dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que atingirem o referido

período.

c) superior a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o

referido período.

d) superior a quinze dias consecutivos, ou seja, a partir do décimo sexto dia fará jus à retribuição, paga na

proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período. e) de vinte dias, ainda que não consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que atingirem

o referido período.

ATENÇÃO!!! DIVERGÊNCIA DO CESPE!!!

1(CESPE-TÉCNICO-TCU-2004) 40 Acerca da aplicação da legislação que rege os servidores públicos da União, julgue os itens que se seguem.

118 É devida, a partir do primeiro dia de efetiva substituição, a retribuição pela substituição de cargo ou

função de direção ou chefia ou de cargo de natureza especial, nos casos de vacância decorrente de exoneração, demissão, aposentadoria, falecimento ou destituição de cargo em comissão ou função comissionada. Nos casos de afastamentos, impedimentos legais ou regulamentares do titular, a retribuição é cabível somente nos

) (

39 Gabarito: C

40 Gabarito: 118.E

do titular, a retribuição é cabível somente nos ) ( 3 9 Gabarito: C 4 0

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dias de efetiva substituição que excederem a trinta dias consecutivos de afastamento ou impedimento do titular.

O gabarito preliminar foi “C”. Após os recursos, o CESPE alterou para “E” com o seguinte fundamento:

Item 118 gabarito alterado, pois, de acordo com a legislação vigente, que atualiza a Lei n.º 8.112/1990, a retribuição é devida a partir do primeiro dia de substituição do titular, mesmo quando essa não superar o prazo de trinta dias.”

2(CESPE-TEC-STF-JUL-2008) 41 Acerca da remoção, da substituição e da redistribuição dos servidores públicos federais regidos pela Lei n.º 8.112/1990, julgue os seguintes itens.

95 Enquanto na redistribuição o interesse da administração configura uma modalidade, na remoção o interesse da administração configura um preceito pressuposto.

96 Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua

desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável deve ser imediatamente redistribuído, sendo vedada

sua colocação em disponibilidade, já que tal opção feriria o interesse público.

97 O servidor substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia

) (

(

)

) (

ou de cargo de natureza especial, nos casos de afastamentos ou impedimentos legais do titular, superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que excederem o referido período.

CESPE: “ITEM 97 alterado de C para E, pois, de acordo com a legislação vigente, que atualiza a Lei n.º 8.112/1990, a retribuição é devida a partir do primeiro dia de substituição do titular, mesmo quando essa não superar o prazo de trinta dias. Salienta-se que o Tribunal de Contas da União em mais de uma oportunidade (TC-013.977/2000-2 e TC-000.399/2001-8) firmou a orientação de que a retribuição é devida a partir do primeiro dia de substituição do titular, mesmo quando essa não superar o prazo de trinta dias, com fundamento no disposto no art. 38 da Lei n° 8.112/90, com a redação dada pela Lei n° 9.527/97, c/c Portaria TCU n° 266/2000. Cabe ressaltar, por fim, que o item não se entrou na seara de que a retribuição só seria devida a partir de tal ou qual dia.”

CESPE 2013!!!

(CESPE-TÉCNICO-CNJ-2013) 42 Considere que determinado servidor público tenha substituído seu chefe, afastado para gozo de licença, pelo período de três meses. Nessa situação hipotética, pelo período da substituição, o servidor substituto fará jus à retribuição pelo exercício da chefia, inclusive se a titularidade for de unidade administrativa organizada em nível de assessoria.

Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria.

41 Gabarito: 95.E; 96.E; 97.E

42 Gabarito preliminar: C

organizadas em nível de assessoria. 4 1 Gabarito: 95.E; 96.E; 97.E 4 2 Gabarito preliminar: C

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1.7 DOS DIREITOS E VANTAGENS.

Título III

Dos Direitos e Vantagens

Capítulo I

Do Vencimento e da Remuneração

Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.

Parágrafo único. Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, importância inferior ao salário- mínimo. (ATENÇÃO: REVOGADO PELA LEI 11.784, DE 22/09/2008)

STF: SÚMULAS VINCULANTES 15 E 16 (DJ 01/07/09)

O cálculo de gratificações e outras vantagens do servidor público não incide sobre o abono utilizado para se atingir o salário mínimo.(SÚMULA VINCULANTE 15)

Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público.(SÚMULA VINCULANTE 16)

pecuniárias