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Evolução Estelar II Um resumo do processo de estrutura e evolução estelar 1

Evolução Estelar II

Um resumo do processo de estrutura e evolução estelar

Por quê as estrelas evoluem (mudam de um estado para outro)? Geração de energia Fusão

Por quê as estrelas evoluem (mudam de um estado para outro)?

Geração de energiaPor quê as estrelas evoluem (mudam de um estado para outro)? Fusão requer combustível, que é

Fusão requer combustível, que é esgotado durante o processo.(mudam de um estado para outro)? Geração de energia Outros tipos de reações nucleares são possíveis

Outros tipos de reações nucleares são possíveis a temperaturas mais altas, queimando outros elementos elementos

Colapso gravitacional e contração também geram energia energia

A opacidade afeta o transporte de energia do interior estelar para a superfície interior estelar para a superfície

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Modelos estelares O que sabemos de interiores estelares vem de: Observações do Sol Observações de

Modelos estelares

O que sabemos de interiores estelares vem de: vem de:

Observações do Solestelares O que sabemos de interiores estelares vem de: Observações de estrelas próximas Simulações

Observações de estrelas próximasde interiores estelares vem de: Observações do Sol Simulações computacionais das camadas do interior estelar

Simulações computacionais das camadas do interior estelar interior estelar

Isso significa que, para refinar os modelos de como estrelas são criadas e mantidas, necessitamos verificar os resultados do modelo com as observações como estrelas são criadas e mantidas, necessitamos verificar os resultados do modelo com as observações mais recentes.

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Modelos Estelares Modelos computacionais baseiam-se em: Equilíbrio hidrostático Cada camada da estrela sustenta as

Modelos Estelares

Modelos computacionais baseiam-se em:Modelos Estelares Equilíbrio hidrostático Cada camada da estrela sustenta as camadas mais externas Transporte

Equilíbrio hidrostáticoModelos Estelares Modelos computacionais baseiam-se em: Cada camada da estrela sustenta as camadas mais externas

computacionais baseiam-se em: Equilíbrio hidrostático Cada camada da estrela sustenta as camadas mais externas

Cada camada da estrela sustenta as camadas mais externas

Transporte energéticoCada camada da estrela sustenta as camadas mais externas Vale a lei zero da termodinâmica: energia

Vale a lei zero da termodinâmica: energia flui de regiões mais quentes para as mais frias na estrela.sustenta as camadas mais externas Transporte energético Conservação de massa A massa total da estrela é

Conservação de massaflui de regiões mais quentes para as mais frias na estrela. A massa total da estrela

para as mais frias na estrela. Conservação de massa A massa total da estrela é a

A massa total da estrela é a soma de todas as camadas no

interior estelar.

Conservação de energiaestrela é a soma de todas as camadas no interior estelar. A luminosidade total corresponde à

as camadas no interior estelar. Conservação de energia A luminosidade total corresponde à energia total produzida

A luminosidade total corresponde à energia total produzida

em todas as regiões da estrela

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Estrutura estelar: o que é importante? 5 5

Estrutura estelar: o que é importante?

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Estrutura estelar: o que é importante? ★ As principais propriedades físicas (pressão, temperatura, densidade) 5

Estrutura estelar: o que é importante?

As principais propriedades físicas (pressão,

temperatura, densidade)

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Estrutura estelar: o que é importante? ★ As principais propriedades físicas (pressão, temperatura, densidade) ★

Estrutura estelar: o que é importante?

As principais propriedades físicas (pressão,

temperatura, densidade)

Equilíbrio hidrostático

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Estrutura estelar: o que é importante? ★ As principais propriedades físicas (pressão, temperatura, densidade) ★

Estrutura estelar: o que é importante?

As principais propriedades físicas (pressão,

temperatura, densidade)

Equilíbrio hidrostático

Equação de estado do material estelar

5

Estrutura estelar: o que é importante? ★ As principais propriedades físicas (pressão, temperatura, densidade) ★

Estrutura estelar: o que é importante?

As principais propriedades físicas (pressão,

temperatura, densidade)

Equilíbrio hidrostático

Equação de estado do material estelar

O transporte de energia (convecção versus radiação).

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Estrutura estelar: o que é importante? ★ As principais propriedades físicas (pressão, temperatura, densidade) ★

Estrutura estelar: o que é importante?

As principais propriedades físicas (pressão,

temperatura, densidade)

Equilíbrio hidrostático

Equação de estado do material estelar

O transporte de energia (convecção versus radiação).

A opacidade

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Equilíbrio Hidrostático Um fato observacional importante é que estrelas não mudam rapidamente*, logo sua estrutura

Equilíbrio Hidrostático

Um fato observacional importante é que estrelas não mudam rapidamente*, logo sua estrutura interna deve ser razoavelmente estável. estável.

Na teoria de interiores estelares, essa observação é descrita pela condição de equilíbrio hidrostático. equilíbrio hidrostático.

Então, o que mantém a estrutura de uma estrela? estrela?

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Equilíbrio Hidrostático Um fato observacional importante é que estrelas não mudam rapidamente*, logo sua estrutura

Equilíbrio Hidrostático

Um fato observacional importante é que estrelas não mudam rapidamente*, logo sua estrutura interna deve ser razoavelmente estável. estável.

Na teoria de interiores estelares, essa observação é descrita pela condição de equilíbrio hidrostático. equilíbrio hidrostático.

Então, o que mantém a estrutura de uma estrela? estrela?

* Bem, quase todas…. Também há estrelas pulsantes!

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Equilíbrio Hidrostático 7 7

Equilíbrio Hidrostático

Equilíbrio Hidrostático 7 7
Equilíbrio Hidrostático 7 7

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Como esse processo funciona no interior estelar? 8 8

Como esse processo funciona no interior estelar?

8

Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço entre

Como esse processo funciona no interior estelar?

Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço entre gravidade e pressão em cada camada esfericamente simétrica da estrela.

significa que há um balanço entre gravidade e pressão em cada camada esfericamente simétrica da estrela.

8

Gravidade comprime Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio hidrostático significa que há um
Gravidade comprime
Gravidade
comprime

Como esse processo funciona no interior estelar?

comprime Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço

Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço entre gravidade e pressão em cada camada esfericamente simétrica da estrela.

8

Gravidade comprime Pressão interna empurra para fora Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio
Gravidade comprime
Gravidade
comprime

Pressão interna empurra para fora

Como esse processo funciona no interior estelar?

para fora Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço

Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço entre gravidade e pressão em cada camada esfericamente simétrica da estrela.

8

Gravidade comprime Pressão interna empurra para fora Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio
Gravidade comprime
Gravidade
comprime

Pressão interna empurra para fora

Como esse processo funciona no interior estelar?

para fora Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço

Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço entre gravidade e pressão em cada camada esfericamente simétrica da estrela.

Se a gravidade é maior a casca colapsa
Se a gravidade é maior a casca colapsa

8

Gravidade comprime Pressão interna empurra para fora Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio
Gravidade comprime
Gravidade
comprime

Pressão interna empurra para fora

Como esse processo funciona no interior estelar?

para fora Como esse processo funciona no interior estelar? Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço

Equilíbrio hidrostático significa que há um balanço entre gravidade e pressão em cada camada esfericamente simétrica da estrela.

Se a gravidade é maior a casca colapsa
Se a gravidade é maior a casca colapsa
Se a pressão é maior a casca se expande
Se a pressão é maior a casca se expande

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Let’s consider the effects on a small volume within the star, mathematically known as a

Let’s consider the effects on a small volume within the star, mathematically known as a “differential element of mass” and denoted dm.

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Let’s consider the effects on a small volume within the star, Considere um cilindro de

Let’s consider the effects on a small volume within the star,

Considere um cilindro de massa dm situado a uma distância

do centro da estrela .A força resultante neste

r

elemento de volume é dada pela 2a. Lei de Newton

mathematically known as a “differential element of mass” and

denoted dm.

9

Let’s consider the effects on a small volume within the star, Considere um cilindro de

Let’s consider the effects on a small volume within the star,

Considere um cilindro de massa dm situado a uma distância

do centro da estrela .A força resultante neste

r

elemento de volume é dada pela 2a. Lei de Newton

mathematically known as a “differential element of mass” and

denoted dm.

as a “ differential element of mass ” and denoted dm . Em que: F g

Em que:

F g. = força gravitacional

F P,t = pressão no topo do cilindro

F P,b = pressão na base do cilindo

F P,t F g dm dr r F P,b
F P,t
F g
dm
dr
r
F P,b

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Let’s consider the effects on a small volume within the star, Considere um cilindro de

Let’s consider the effects on a small volume within the star,

Considere um cilindro de massa dm situado a uma distância

do centro da estrela .A força resultante neste

r

elemento de volume é dada pela 2a. Lei de Newton

mathematically known as a “differential element of mass” and

denoted dm.

as a “ differential element of mass ” and denoted dm . Em que: F g

Em que:

F g. = força gravitacional

F P,t = pressão no topo do cilindro

F P,b = pressão na base do cilindo

F P,t F g dm dr r F P,b
F P,t
F g
dm
dr
r
F P,b

Introduzindo os termos acima na 2a. Lei de Newton obtemos:

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Equação de equilíbrio hidrostático 10 10

Equação de equilíbrio hidrostático

Equação de equilíbrio hidrostático 10 10
Equação de equilíbrio hidrostático 10 10
Equação de equilíbrio hidrostático 10 10

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Equação de equilíbrio hidrostático G r a v i d a d e Gradiente de

Equação de equilíbrio hidrostático

Equação de equilíbrio hidrostático G r a v i d a d e Gradiente de pressão

Gravidade

Equação de equilíbrio hidrostático G r a v i d a d e Gradiente de pressão
Equação de equilíbrio hidrostático G r a v i d a d e Gradiente de pressão
Equação de equilíbrio hidrostático G r a v i d a d e Gradiente de pressão
Equação de equilíbrio hidrostático G r a v i d a d e Gradiente de pressão

Gradiente de pressão

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Equação de estado Descreve a relação entre pressão, temperatura e densidade: gases normais (ou gases

Equação de estado

Descreve a relação entre pressão, temperatura e densidade:Equação de estado gases normais (ou gases perfeitos) gases degenerados • Alta pressão é independente da

gases normais (ou gases perfeitos)a relação entre pressão, temperatura e densidade: gases degenerados • Alta pressão é independente da

gases degeneradostemperatura e densidade: gases normais (ou gases perfeitos) • Alta pressão é independente da temperatura •

• Alta pressão é independente da temperatura

• Decorrente do princípio da exclusão de Pauli (só se aplica a férmions – MQ)

Teorema de Vogt-Russelda exclusão de Pauli (só se aplica a férmions – MQ) Todo o processo evolutivo de

Todo o processo evolutivo de uma estrela é determinado por sua massa e composição química.(só se aplica a férmions – MQ) Teorema de Vogt-Russel Mas atenção para pecularidades em sistemas

Mas atenção para pecularidades em sistemas binários)

(

Modelos de evolução estelar dependem do entendimento dos processos físicos dos processos físicos

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Equação de estado Descrição do material estelar. Relaciona pressão, densidade e temperatura do gás no

Equação de estado

Descrição do material estelar. Relaciona pressão, densidade e temperatura do gás no interior da estrela. estelar. Relaciona pressão, densidade e temperatura do gás no interior da estrela.

Interior estelar: plasma! plasma!

Comportamento de um plasma pode ser descrito pelo formalismo de gás perfeito. plasma pode ser descrito pelo formalismo de gás perfeito.

estrela. Interior estelar: plasma! Comportamento de um plasma pode ser descrito pelo formalismo de gás perfeito.

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: 13 13
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: 13 13

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: 13 13
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: 13 13

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: 13 13

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: 13 13
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: 13 13

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: 13 13

Ou reescrita como:

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: 13 13
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: 13 13

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso
matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso
matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso

Ou reescrita como:

Onde µ , o peso molecular médio, é a razão entre a massa da partícula e a massa do átomo de hidrogênio m H .

µ , o peso molecular médio, é a razão entre a massa da partícula e a

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

Ou reescrita como:

equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular

Onde µ , o peso molecular médio, é a razão entre a massa da partícula e a massa do átomo de hidrogênio m H .

Isso significa que, se a pressão é alta, também a temperatura e a densidade devem ser. O equilíbrio hidrostático requer uma pressão central grande, logo:

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

Ou reescrita como:

equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular

Onde µ , o peso molecular médio, é a razão entre a massa da partícula e a massa do átomo de hidrogênio m H .

Isso significa que, se a pressão é alta, também a temperatura e a densidade devem ser. O equilíbrio hidrostático requer uma pressão central grande, logo:

Eq. hidrostático P central alta
Eq. hidrostático
P central alta

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Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,
Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ ,

Formalismo matemático: equação de estado de um gás perfeito:

Ou reescrita como:

equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular
equação de estado de um gás perfeito: Ou reescrita como: Onde µ , o peso molecular

Onde µ , o peso molecular médio, é a razão entre a massa da partícula e a massa do átomo de hidrogênio m H .

Isso significa que, se a pressão é alta, também a temperatura e a densidade devem ser. O equilíbrio hidrostático requer uma pressão central grande, logo:

Eq. hidrostático P central alta
Eq. hidrostático
P central alta

+

Equação de estado T central, ρcentral altas
Equação de estado
T central,
ρcentral altas

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Matéria degenerada O processo de queima de hidrogênio e hélio no interior estelar continua até

Matéria degenerada

O processo de queima de hidrogênio e hélio no interior estelar continua até a exaustão do combustível nuclear.Matéria degenerada Num determinado momento, toda matéria torna-se degenerada (todos os elétrons são removidos dos

Num determinado momento, toda matéria torna-se degenerada (todos os elétrons são removidos dos átomos e os núcleos coalescem como matéria torna-se degenerada (todos os elétrons são removidos dos átomos e os núcleos coalescem como se fossem um único núcleo).

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Matéria degenerada Quando isso acontece, os elétrons passam a pertencer ao objeto e não mais

Matéria degenerada

Quando isso acontece, os elétronsMatéria degenerada passam a pertencer ao objeto e não mais a um núcleo individual. Os níveis

passam a pertencer ao objeto e não mais

a um núcleo individual.

Os níveis de energia mais baixos são capazes de armazenar praticamente todos os elétrons livres. capazes de armazenar praticamente todos os elétrons livres.

O princípio da exclusão de Pauli aplica-sede armazenar praticamente todos os elétrons livres. a férmions e diz que dois elétrons não podem

a férmions e diz que dois elétrons não podem ocupar o mesmo estado quântico ao mesmo tempo.

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Matéria degenerada Isso faz com que os elétrons prencham os níveis eletrônicos sempre a partir

Matéria degenerada

Isso faz com que os elétrons prencham os níveis eletrônicos sempre a partir do estado fundamental os elétrons prencham os níveis eletrônicos sempre a partir do estado fundamental

Nesse caso a matéria encontra- se no “estado degenerado” se no “estado degenerado”

eletrônicos sempre a partir do estado fundamental Nesse caso a matéria encontra- se no “estado degenerado”

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Matéria degenerada Basicamente uma estrela feita de matéria degenerada se comporta como se fosse um

Matéria degenerada

Basicamente uma estrela feita de matéria degenerada se comporta como se fosse um único átomo gigante degenerada se comporta como se fosse um único átomo gigante

É difícil comprimir a matéria porque os elétrons se recusam a se aproximar dos prótons (barreira coulombiana)se comporta como se fosse um único átomo gigante Esse tipo de estrelas é conhecido como

Esse tipo de estrelas é conhecido como “Anã branca” (ou estrela de nêutrons, quando a matéria degenerada são nêutrons). “Anã branca” (ou estrela de nêutrons, quando a matéria degenerada são nêutrons).

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Matéria degenerada Em densidades muito altas, todos os níveis de energia estão preenchidos em todo

Matéria degenerada

Em densidades muito altas, todos os níveis de energia estão preenchidos em todo o interior estelar e qualquer compressão adicional viola o princípio da exclusão de Pauli Pressão de degenerescência!

da exclusão de Pauli Pressão de degenerescência! Equações de estado degeneradas Para densidades abaixo de

Equações de estado degeneradas

de degenerescência! Equações de estado degeneradas Para densidades abaixo de 10 6 g/cm 3 , caso

Para densidades abaixo de 10 6 g/cm 3 , caso em que os elétrons são não-relativísticos.

Para densidades acima de 10 6 g/cm 3 , as energias dos elétrons são relativísticas, para resistir à pressão.

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Na equação de estado de matéria degenerada, a pressão independe da temperatura:

Na equação de estado de matéria degenerada, a pressão independe da temperatura: 19 19

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Na equação de estado de matéria degenerada, a pressão independe da temperatura:

de matéria degenerada, a pressão independe da temperatura: Como a pressão de degenerescência independe da

Como a pressão de degenerescência independe da temperatura, à medida que a temperatura aumenta, o gás é aquecido mas não existe mais expansão!

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Na equação de estado de matéria degenerada, a pressão independe da temperatura:

de matéria degenerada, a pressão independe da temperatura: Como a pressão de degenerescência independe da

Como a pressão de degenerescência independe da temperatura, à medida que a temperatura aumenta, o gás é aquecido mas não existe mais expansão!

Essa situação tem consequências importantes para estrelas nos estágios finais de evolução, como por exemplo, os núcleos de gigantes vermelhas e também supernovas, anãs brancas e estrelas de nêutrons.

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Conservação de massa As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq.

Conservação de massa

As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio

hidrostático não são independentes: a massa M r contida

num raio r é determinada pela densidade do material estelar.

Relacionamos essas variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. r a um raio r do centro.

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Conservação de massa As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq.

Conservação de massa

As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio

hidrostático não são independentes: a massa M r contida

num raio r é determinada pela densidade do material estelar.

Relacionamos essas variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. r a um raio r do centro.

ρ dr r r +dr
ρ dr
r
r +dr

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Conservação de massa As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq.

Conservação de massa

As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio

hidrostático não são independentes: a massa M r contida

num raio r é determinada pela densidade do material estelar.

Relacionamos essas variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. r a um raio r do centro.

variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r
ρ dr r r +dr
ρ dr
r
r +dr

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Conservação de massa As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq.

Conservação de massa

As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio

hidrostático não são independentes: a massa M r contida

num raio r é determinada pela densidade do material estelar.

Relacionamos essas variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. r a um raio r do centro.

fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. Rearranjando essa

Rearranjando essa expressão obtemos a equação de conservação de massa

ρ dr r r +dr
ρ dr
r
r +dr

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Conservação de massa As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq.

Conservação de massa

As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio

hidrostático não são independentes: a massa M r contida

num raio r é determinada pela densidade do material estelar.

Relacionamos essas variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. r a um raio r do centro.

fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. Rearranjando essa

Rearranjando essa expressão obtemos a equação de conservação de massa

a um raio r do centro. Rearranjando essa expressão obtemos a equação de conservação de massa
ρ dr r r +dr
ρ dr
r
r +dr

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Conservação de massa As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq.

Conservação de massa

As quantidades M r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio r , ρ e r que aparecem na eq. de equilíbrio

hidrostático não são independentes: a massa M r contida

num raio r é determinada pela densidade do material estelar.

Relacionamos essas variáveis considerando uma concha fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. r a um raio r do centro.

fina de espessura dr e massa dM r a um raio r do centro. Rearranjando essa

Rearranjando essa expressão obtemos a equação de conservação de massa

expressão obtemos a equação de conservação de massa ρ dr r r +dr A massa no
ρ dr r r +dr
ρ dr
r
r +dr

A massa no interior estelar varia de acordo com a distância ao centro da estrela.

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O efeito da massa A massa da estrela desempenha o PAPEL PRINCIPAL no “cabo de

O efeito da massa

A massa da estrela desempenha o PAPEL PRINCIPAL no “cabo de guerra” entre pressão e gravidade. no “cabo de guerra” entre pressão e gravidade.

Quanto mais massiva a estrela, maior a pressão necessária para balancear a gravidade. A pressão e a temperatura serão mais altas no interior e suas vizinhanças.no “cabo de guerra” entre pressão e gravidade. Isso apressará o processo de fusão e a

Isso apressará o processo de fusão e a estrela será muito mais luminosa. Como o hidrogênio queima mais rápido, mais rapido ela ficará sem combustível.serão mais altas no interior e suas vizinhanças. Por outro lado, uma estrela de pouca massa

Por outro lado, uma estrela de pouca massa terá uma temperatura central baixa e o hidrogênio queimará muito mais lentamente.estrela será muito mais luminosa. Como o hidrogênio queima mais rápido, mais rapido ela ficará sem

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Relação massa x tempo de permanência na sequência principal. 22 22
Relação massa x tempo de permanência na sequência principal. 22 22

Relação massa x tempo de permanência na sequência principal.

Relação massa x tempo de permanência na sequência principal. 22 22

22

Relação massa x tempo de permanência na sequência principal. 22 22
Relação massa x tempo de permanência na sequência principal. 22 22

Relação massa x tempo de permanência na sequência principal.

Relação massa x tempo de permanência na sequência principal. 22 22

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Transporte de energia O interior estelar é denso e dificulta a saída dos fótons do

Transporte de energia

O interior estelar é denso e dificulta a saída dos fótons do núcleo para a superfície. Em média um fóton solar leva 10 7 anos para chegar à superfície! fóton solar leva 10 7 anos para chegar à superfície!

Há três mecanismos de transporte de energia:fóton solar leva 10 7 anos para chegar à superfície! Radiação: energia é transportada por emissão

Radiação: energia é transportada por emissão e reabsorção de fótons reabsorção de fótons

Convecção: energia é transportada por movimento de elementos de massa de elementos de massa

Condução: energia é trocada em colisões de partículas (geralmente elétrons).por emissão e reabsorção de fótons Convecção: energia é transportada por movimento de elementos de massa

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Fótons no núcleo possuem alta energia e interagem fortemente energia e interagem fortemente

com a matéria na forma de raios-

X e gama.

Uma vez gerado, um fóton será rapidamente reabsorvido e reemitido em uma escala de tempo muito curta (~10 - 8 sec). rapidamente reabsorvido e reemitido em uma escala de tempo muito curta (~10 -8 sec).

O fóton continuará sua trajetória

O

fóton continuará sua trajetória

sendo absorvido e reemitido,

viajando em zigzag. Essa trajétoria é conhecida como “random walk”.

Durante essas interações os fótons vão perdendo energia e acabam chegando à superfície com energias

Durante essas interações os fótons vão perdendo energia e acabam chegando à superfície com energias na faixa óptica do espectro. Mas cada fóton percorre um caminho. Assim, ao final das trajetórias haverá um intervalo de energias para os fótons.

Radiação

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Fótons no núcleo possuem alta energia e interagem fortemente energia e interagem fortemente

com a matéria na forma de raios-

X e gama.

Uma vez gerado, um fóton será rapidamente reabsorvido e reemitido em uma escala de tempo muito curta (~10 - 8 sec). rapidamente reabsorvido e reemitido em uma escala de tempo muito curta (~10 -8 sec).

O fóton continuará sua trajetória

O

fóton continuará sua trajetória

sendo absorvido e reemitido,

viajando em zigzag. Essa trajétoria é conhecida como “random walk”.

Durante essas interações os fótons vão perdendo energia e acabam chegando à superfície com energias

Durante essas interações os fótons vão perdendo energia e acabam chegando à superfície com energias na faixa óptica do espectro. Mas cada fóton percorre um caminho. Assim, ao final das trajetórias haverá um intervalo de energias para os fótons.

Radiação

percorre um caminho. Assim, ao final das trajetórias haverá um intervalo de energias para os fótons.

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Distância percorrida pelo fóton: caminho livre médio λ Relação entre o deslocamento d e número

Distância percorrida pelo fóton: caminho livre médio λ
λ

Relação entre o deslocamento d e número de interações N é dado por: interações N é dado por:

o deslocamento d e número de interações N é dado por: Processo extremamente lento. Para o

Processo extremamente lento.o deslocamento d e número de interações N é dado por: Para o Sol: λ =

Para o Sol:de interações N é dado por: Processo extremamente lento. λ = 0.5 cm R = 6.96

N é dado por: Processo extremamente lento. Para o Sol: λ = 0.5 cm R =

λ

= 0.5 cm

R = 6.96 x 10 1 0 cm 10 cm

N = (d/l) 2 ~ 2x10 2 2 colisões 2 ~ 2x10 22 colisões

t r e e m = ~10 - 8 s reem = ~10 -8 s

T v i a g e m = ~ 10 1 4 s ou 10 7 viagem = ~ 10 14 s ou 10 7 anos

λ

d

λ λ λ λ λ
λ
λ
λ
λ
λ

25

Opacidade Interação dos fótons com a matéria produz resistência ao fluxo de energia  OPACIDADE.

Opacidade

Interação dos fótons com a matéria produz resistência ao fluxo de energia  OPACIDADE.

Interação dos fótons com a matéria produz resistência ao fluxo de energia OPACIDADE.

O material é dito opaco à radiação num certo

O

material é dito opaco à radiação num certo

comprimento de onda quando a resistência ao fluxo é quase total!

O material é transparente se a resistência à radiação é

O

material é transparente se a resistência à radiação é

desprezível.

26

Opacidade Interação dos fótons com a matéria produz resistência ao fluxo de energia  OPACIDADE.

Opacidade

Interação dos fótons com a matéria produz resistência ao fluxo de energia  OPACIDADE.

Interação dos fótons com a matéria produz resistência ao fluxo de energia OPACIDADE.

O material é dito opaco à radiação num certo

O

material é dito opaco à radiação num certo

comprimento de onda quando a resistência ao fluxo é quase total!

O material é transparente se a resistência à radiação é

O

material é transparente se a resistência à radiação é

desprezível.

Ondas de rádio

se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não

Luz visível

se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não

… passam.

se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não
se a resistência à radiação é desprezível. Ondas de rádio Luz visível … passam. … não

… não passa.

26

Matematicamente… I final - I initial = - dI ρ I initial ds I final

Matematicamente…

I final - I initial = - dI ρ I initial ds
I final - I initial = - dI
ρ
I initial
ds
Matematicamente… I final - I initial = - dI ρ I initial ds I final 27

I final

27

Matematicamente… A mudança na intensidade da radiação incidente enquanto a luz atravessa um determinado meio
Matematicamente… A mudança na intensidade da radiação incidente enquanto a luz atravessa um determinado meio

Matematicamente…

A mudança na intensidade da radiação incidente enquanto a luz atravessa um determinado meio é proporcional a densidade do gás ρ, à intensidade da radiação I λ e à distância D percorrida através

do material.

I λ e à distância D percorrida através do material. I final - I initial =
I final - I initial = - dI ρ I initial I final ds
I final - I initial = - dI
ρ
I initial
I final
ds

27

Matematicamente… A mudança na intensidade da radiação incidente enquanto a luz atravessa um determinado meio
Matematicamente… A mudança na intensidade da radiação incidente enquanto a luz atravessa um determinado meio

Matematicamente…

A mudança na intensidade da radiação incidente enquanto a luz atravessa um determinado meio é proporcional a densidade do gás ρ, à intensidade da radiação I λ e à distância D percorrida através

do material.

I λ e à distância D percorrida através do material. I final - I initial =
I final - I initial = - dI ρ I initial I final ds
I final - I initial = - dI
ρ
I initial
I final
ds

A opacidade depende do comprimento de onda da radiação, por isso é escrita como κ λ . Ela é o coeficiente

que indica que fração da intensidade incidente é perdida durante o percurso.

27

Fontes de opacidade Interações específicas entre fótons e partículas que contribuem para a perda de
Fontes de opacidade Interações específicas entre fótons e partículas que contribuem para a perda de

Fontes de opacidade

Interações específicas entre fótons e partículas que contribuem para a perda de intensidade definem como a energia escapa da estrela:

Absorção ligado-ligadode intensidade definem como a energia escapa da estrela: Absorção ligado-livre Absorção livre-livre Espalhamento

Absorção ligado-livreintensidade definem como a energia escapa da estrela: Absorção ligado-ligado Absorção livre-livre Espalhamento 28 28

Absorção livre-livreintensidade definem como a energia escapa da estrela: Absorção ligado-ligado Absorção ligado-livre Espalhamento 28 28

Espalhamentodefinem como a energia escapa da estrela: Absorção ligado-ligado Absorção ligado-livre Absorção livre-livre 28 28

28

Opacidade média de Rosseland 29 29

Opacidade média de Rosseland

29

Opacidade média de Rosseland Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes
Opacidade média de Rosseland Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes

Opacidade média de Rosseland

Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes contribuições para a opacidade.

29

Opacidade média de Rosseland Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes

Opacidade média de Rosseland

Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes contribuições para a opacidade. das diferentes contribuições para a opacidade.

A opacidade média de Rosseland é uma função complicada da temperatura, densidade e composição química, e é calculada a partir de tabelas para T e ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito com uma lei ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito com uma lei de potência:

29

Opacidade média de Rosseland Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes

Opacidade média de Rosseland

Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes contribuições para a opacidade. das diferentes contribuições para a opacidade.

A opacidade média de Rosseland é uma função complicada da temperatura, densidade e composição química, e é calculada a partir de tabelas para T e ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito com uma lei ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito com uma lei de potência:

tabelas para T e ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito

29

Opacidade média de Rosseland Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes
Opacidade média de Rosseland Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes

Opacidade média de Rosseland

Média, sobre todos os comprimentos de onda, da soma das diferentes contribuições para a opacidade. das diferentes contribuições para a opacidade.

A opacidade média de Rosseland é uma função complicada da temperatura, densidade e composição química, e é calculada a partir de tabelas para T e ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito com uma lei ρ para uma dada composição estelar. Um ajuste regular pode ser feito com uma lei de potência:

Um ajuste regular pode ser feito com uma lei de potência: em que κ 0 é

em que κ 0 é uma constante para uma estrela com determinada

composição química. Uma solução para os parâmetros dessa função só é obtida por integração numérica.

29

3 2 Log κ (cm 2 g -1 ) 1 0 -1 4 5 6
3 2 Log κ (cm 2 g -1 ) 1 0 -1 4 5 6
3
2
Log κ (cm 2 g -1 )
1
0
-1
4
5
6
7

Log T (K)

30

Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas. 3 2 Log
Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas. 3 2 Log

Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas.

3 2 Log κ (cm 2 g -1 ) 1 0 -1 4 5 6
3
2
Log κ (cm 2 g -1 )
1
0
-1
4
5
6
7

Log T (K)

30

Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas. Valores de κ

Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas. densidade e composição química dadas.

Valores de κ (T) para T intermediário ou baixo são inúteis para cálculos numéricos. κ(T) para T intermediário ou baixo são inúteis para cálculos numéricos.

3 2 Log κ (cm 2 g -1 ) 1 0 -1 4 5 6
3
2
Log κ (cm 2 g -1 )
1
0
-1
4
5
6
7

Log T (K)

30

Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas. Valores de κ

Opacidade versus temperatura para uma estrela com densidade e composição química dadas. densidade e composição química dadas.

Valores de κ (T) para T intermediário ou baixo são inúteis para cálculos numéricos. κ(T) para T intermediário ou baixo são inúteis para cálculos numéricos.

3 intermediate T Kramer’s law 2 Log κ (cm 2 g -1 ) 1 0
3
intermediate T
Kramer’s law
2
Log κ (cm 2 g -1 )
1
0
high T
-1
low T
4
5
6
7

Log T (K)

30

Equilíbrio Radiativo Observamos luminosidades estelares praticamente constante em nossas escalas de tempo, ou seja,

Equilíbrio Radiativo

Observamos luminosidades estelares praticamente constante em nossas escalas de tempo, ou seja, não há variações no fluxo superficial praticamente constante em nossas escalas de tempo, ou seja, não há variações no fluxo superficial

conservação de energia!

Se essa condição vale para todas as camadas da estrela, então há um balanço entre os mecanismos de emissão e absorção da camadas da estrela, então há um balanço entre os mecanismos de emissão e absorção da estrela.

31

Equilíbrio Radiativo Observamos luminosidades estelares praticamente constante em nossas escalas de tempo, ou seja,

Equilíbrio Radiativo

Observamos luminosidades estelares praticamente constante em nossas escalas de tempo, ou seja, não há variações no fluxo superficial praticamente constante em nossas escalas de tempo, ou seja, não há variações no fluxo superficial

Energia absorvida = Energia emitida

conservação de energia!

Equilíbrio Radiativo

Se essa condição vale para todas as camadas da estrela, então há um balanço entre os mecanismos de emissão e absorção da camadas da estrela, então há um balanço entre os mecanismos de emissão e absorção da estrela.

31

Equação de transporte Radiativo Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície

Equação de transporte Radiativo

Equação de transporte Radiativo Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície de

Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície de uma estrela via radiação, podemos encontrar uma relação entre o gradiente de temperatura e o fluxo radiativo:

T mais alta
T mais
alta

T menor

32

Equação de transporte Radiativo Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície

Equação de transporte Radiativo

Equação de transporte Radiativo Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície de

Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície de uma estrela via radiação, podemos encontrar uma relação entre o gradiente de temperatura e o fluxo radiativo:

uma relação entre o gradiente de temperatura e o fluxo radiativo: Fluxo de energia T menor

Fluxo de

energia T menor T mais alta
energia
T menor
T mais
alta

32

Equação de transporte Radiativo Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície

Equação de transporte Radiativo

Se supomos que a energia é transportada do centro para superfície de uma estrela via radiação, podemos encontrar uma relação entre o gradiente de temperatura e o fluxo radiativo:Equação de transporte Radiativo Fluxo de O sinal “-” indica que o fluxo cai de acordo

entre o gradiente de temperatura e o fluxo radiativo: Fluxo de O sinal “-” indica que

Fluxo de

O sinal “-” indica que o fluxo cai de acordo com o gradiente de temperatura.o gradiente de temperatura e o fluxo radiativo: Fluxo de Normalmente se usa essa expressão em

Normalmente se usa essa expressão em termos da luminosidade L da estrela, ao invés do fluxo F. Lembremos que a relação entre L e F é dada por: entre L e F é dada por:

energia T menor T mais alta
energia
T menor
T mais
alta
da estrela, ao invés do fluxo F. Lembremos que a relação entre L e F é

32

Assim, se todo o transporte é radiativo, a luminosidade da estrela está relacionada ao gradiente de temperatura por: luminosidade da estrela está relacionada ao gradiente de temperatura por:

Se a opacidade cresce, o gradiente de temperatura também cresce. temperatura também cresce.

Transporte de energia radiativo ocorre sempre que houver gradiente de temperatura, mas se este for muito grande, o transporte passa a que houver gradiente de temperatura, mas se este for muito grande, o transporte passa a ser, parcialmente, via convecção.

33

Assim, se todo o transporte é radiativo, a luminosidade da estrela está relacionada ao gradiente de temperatura por: luminosidade da estrela está relacionada ao gradiente de temperatura por:

estrela está relacionada ao gradiente de temperatura por: Equação de transporte radiativo Se a opacidade cresce,

Equação de transporte radiativo

Se a opacidade cresce, o gradiente de temperatura também cresce. temperatura também cresce.

Transporte de energia radiativo ocorre sempre que houver gradiente de temperatura, mas se este for muito grande, o transporte passa a que houver gradiente de temperatura, mas se este for muito grande, o transporte passa a ser, parcialmente, via convecção.

33

Convecção Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”,
Convecção Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”,

Convecção

Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”, gás frio “desce”.

34

Convecção Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”,
Convecção Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”,

Convecção

Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”, gás frio “desce”.

de matéria: gás quente “sobe”, gás frio “desce”. Gás quente de baixo sobe Gás frio de

Gás quente de baixo sobe

Gás frio de cima desce

34

Convecção Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”,
Convecção Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”,

Convecção

Na convecção, energia é transportada pelo movimento de células de matéria: gás quente “sobe”, gás frio “desce”.

de matéria: gás quente “sobe”, gás frio “desce”. Gás quente de baixo sobe Gás frio de

Gás quente de baixo sobe

Gás frio de cima desce

Convecção é um processo extremamente complexo, e ainda não existe uma teoria de transporte convectivo suficientemente boa na literatura. A falta de uma teoria adequada é um dos problemas mais importantes no estudo da estrutura estelar.Gás quente de baixo sobe Gás frio de cima desce Felizmente, alguns resultados podem ser obtidos

Felizmente, alguns resultados podem ser obtidos a partir de simplificações no processo convectivo.na literatura. A falta de uma teoria adequada é um dos problemas mais importantes no estudo

34

Considere uma célula de matéria a uma distância r do centro de uma estrela em equilíbrio com suas vizinhanças, a uma pressão P e temperatura T. Imagine que a célula “sobe” uma distância dr.Para expressar essa condição em termos do gradiente de temperatura, de modo que ele seja

Para expressar essa condição em termos do gradiente de temperatura, de modo que ele seja compatível com a equação de transporte radiativo, duas de temperatura, de modo que ele seja compatível com a equação de transporte radiativo, duas suposições são feitas:

Se a célula é mais densa que o meio, ela afundará novamente. Nesse caso o gás é estável contra o processo convectivo.de transporte radiativo, duas suposições são feitas: Se a célula é menos densa que o meio,

Se a célula é menos densa que o meio, ela continuará subindo. Nesse caso o gás é instável contra o processo convectivo.é mais densa que o meio, ela afundará novamente. Nesse caso o gás é estável contra

35

(P,T, ρ ) f i n a l (P,T, ρ ) f i n a

(P,T,ρ) final

(P,T, ρ ) f i n a l (P,T, ρ ) f i n a l

(P,T,ρ) final

(P,T,ρ) initial

(P,T,ρ) initial

r+dr

dr

r

a l (P,T, ρ ) f i n a l ( P , T , ρ

36

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l (P,T, ρ ) f

Condição de convecção:

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l (P,T, ρ ) f i

(P,T,ρ) final

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l (P,T, ρ ) f i

(P,T,ρ) final

(P,T,ρ) initial

(P,T,ρ) initial

r+dr

dr

r

a l (P,T, ρ ) f i n a l ( P , T , ρ

36

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l  A célula deve

Condição de convecção:

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l  A célula deve subir

(P,T,ρ) final

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l  A célula deve subir

A célula deve subir adiabáticamente: isso significa que ela não troca calor com as vizinhanças (ela se resfria por expansão)

(P,T,ρ) final

(P,T,ρ) initial

(P,T,ρ) initial

r+dr

dr

r

(P,T, ρ ) f i n a l ( P , T , ρ ) i

36

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l  A célula deve

Condição de convecção:

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l  A célula deve subir

(P,T,ρ) final

Condição de convecção: (P,T, ρ ) f i n a l  A célula deve subir

A célula deve subir adiabáticamente: isso significa que ela não troca calor com as vizinhanças (ela se resfria por expansão)

A pressão na célula e na vizinhança é a mesma durante todo o processo.

(P,T,ρ) final

(P,T,ρ) initial

(P,T,ρ) initial

r+dr

dr

r

(P,T, ρ ) f i n a l ( P , T , ρ ) i

36

A partir dessas suposições, descobrimos que a condição de ascensão da célula é que o

A partir dessas suposições, descobrimos que a condição de ascensão da célula é que o gradiente de temperatura na estrela seja maior que o gradiente adiabático (necessário para uma ascensão adiabática da célula).As características da matéria estelar são cruciais no início do processo convectivo. Assim, condições para

As características da matéria estelar são cruciais no início do processo convectivo. Assim, condições para transporte convectivo podem ser escritas em cruciais no início do processo convectivo. Assim, condições para transporte convectivo podem ser escritas em termos da razão entre os calores específicos do gás γ *.

37

38 38
38 38

38

Condição para convecção: 38 38

Condição para convecção:

Condição para convecção: 38 38

38

Condição para convecção: A convecção ocorre quando γ ~1 ou quando o gradiente de temperatura

Condição para convecção:

Condição para convecção: A convecção ocorre quando γ ~1 ou quando o gradiente de temperatura é

A convecção ocorre quando γ ~1 ou quando o gradiente de temperatura é muito acentuado (de modo que o lado direito da equação cresce rapidamente).

Onde essas condições ocorrem numa estrela?

38

Regiões convectivas 39 39

Regiões convectivas

39

Regiões convectivas

Regiões convectivas Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação

Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação de energia num volume relativamente pequeno.

39

Regiões convectivas

Regiões convectivas Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação

Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação de energia num volume relativamente pequeno.

Estrelas em que os ciclos CNO ou 3 α ocorrem, uma vez que esses processos produzem grandes gradientes de α ocorrem, uma vez que esses processos produzem grandes gradientes de

temperatura (estrelas da

i

lt

ê

l)

s

i

i

39

Regiões convectivas

Regiões convectivas Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação

Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação de energia num volume relativamente pequeno.

Estrelas em que os ciclos CNO ou 3 α ocorrem, uma vez que esses processos produzem grandes gradientes de

temperatura (estrelas da

i

α ocorrem, uma vez que esses processos produzem grandes gradientes de temperatura (estrelas da i lt
α ocorrem, uma vez que esses processos produzem grandes gradientes de temperatura (estrelas da i lt

lt

ê

l)

s

i

i

39

Regiões convectivas

Regiões convectivas Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação

Centros estelares onde gradientes de temperatura muito existem, por causa de uma enorme liberação de energia num volume relativamente pequeno.

Super-giants Giants Main sequence White dwarfs Red dwarfs low luminosity high
Super-giants
Giants
Main
sequence
White
dwarfs
Red
dwarfs
low luminosity high

i

l)

high temperature low

39

dwarfs low luminosity high i l) high temperature low 39 Estrelas em que os ciclos CNO

Estrelas em que os ciclos CNO ou 3 α ocorrem, uma vez que esses processos produzem grandes gradientes de

temperatura (estrelas da

i

lt

ê

s

i

Regiões frias de estrelas são também sujeitas a processos convectivos, já que nessas regiões γ

Regiões frias de estrelas são também sujeitas a processos convectivos, já que nessas regiões γ ~ 1 (ionização). Envelope convectivo.

regiões γ ~ 1 (ionização). Envelope convectivo. Convecção nas camadas externas do Sol causam os

Convecção nas camadas externas do Sol causam os grânulos observados na superfície. Os grânulos brilhantes são bolsões de gás ascendente; as regiões escuras são o gás frio que está afundando.

40

Regiões frias de estrelas são também sujeitas a processos convectivos, já que nessas regiões γ

Regiões frias de estrelas são também sujeitas a processos convectivos, já que nessas regiões γ ~ 1 (ionização). Envelope convectivo.

regiões γ ~ 1 (ionização). Envelope convectivo. Convecção nas camadas externas do Sol causam os

Convecção nas camadas externas do Sol causam os grânulos observados na superfície. Os grânulos brilhantes são bolsões de gás ascendente; as regiões escuras são o gás frio que está afundando.

Granulations over the Sun

bolsões de gás ascendente; as regiões escuras são o gás frio que está afundando. Granulations over

40

Transporte convectivo Após viajar uma certa distância para a superfície, as células quentes se dissolvem

Transporte convectivo

Após viajar uma certa distância para a superfície, as células quentes se dissolvem (ET com o meio) liberando a energia térmica. Da mesma forma, células frias “afundam” e (ET com o meio) liberando a energia térmica. Da mesma forma, células frias “afundam” e levarão seu “déficit de energia” até se dissolverem próximas ao centro da estrela.

O efeito líquido é um transporte de energia convectivo para a superfície e, por conseguinte, um fluxo de energia convectivo.frias “afundam” e levarão seu “déficit de energia” até se dissolverem próximas ao centro da estrela.

41

Transporte convectivo Para estabelecer uma relaçao entre o fluxo convectivo (ou a luminosidade) e o

Transporte convectivo

Para estabelecer uma relaçao entre o fluxo convectivo (ou a luminosidade) e o gradiente de temperatura é necessário uma descrição mais detalhada do processo. A Teoria do Comprimento de Mistura (MLT) é um modelo relativamente simples e eficiente do transporte convectivo e foi aplicado pela primeira vez a modelos estelares nos anos 30 por Biermann e Cowling.

do transporte convectivo e foi aplicado pela primeira vez a modelos estelares nos anos 30 por

42

Nesse modelo, elementos de massa são descritos por seus tamanhos, que dependem de sua posição

Nesse modelo, elementos de massa são descritos por seus tamanhos, que dependem de sua posição relativa dentro da região convectiva. Eles viajam por seus tamanhos, que dependem de sua posição relativa dentro da região convectiva. Eles viajam uma distância característica antes de se misturar com o material na vizinhança.

Essa distância é chamada comprimento de mistura l e define a espessura da camada convectiva.antes de se misturar com o material na vizinhança. O comprimento de mistura é normalmente expresso

O comprimento de mistura é normalmente expresso como uma fração da altura de escala de pressão HP (que mede a distância em que a pressão do gás varia por um fator e~2.7)na vizinhança. Essa distância é chamada comprimento de mistura l e define a espessura da camada

43

α é o parâmetro livre fundamental da MLT. O valor de α é desconhecido a priori é o parâmetro livre fundamental da MLT. O valor de α é desconhecido a priori e deve ser determinado de forma empírica.

Comparações entre modelos de comprimento de mistura e simulações numéricas para diferentes tipos estelares mostram que não há uma comprimento de mistura e simulações numéricas para diferentes tipos estelares mostram que não há uma escolha única de α que reproduza todos os tipos estelares, mas α depende do tipo estelar. Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de pesquisa.

Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de

l

Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de

44

α é o parâmetro livre fundamental da MLT. O valor de α é desconhecido a priori é o parâmetro livre fundamental da MLT. O valor de α é desconhecido a priori e deve ser determinado de forma empírica.

Comparações entre modelos de comprimento de mistura e simulações numéricas para diferentes tipos estelares mostram que não há uma comprimento de mistura e simulações numéricas para diferentes tipos estelares mostram que não há uma escolha única de α que reproduza todos os tipos estelares, mas α depende do tipo estelar. Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de pesquisa.

Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de

l

Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de
Entretanto a MLT está longe da perfeiçao e teorias convectivas são também um ativo campo de

44

Radiação versus convecção Transferência radiativa ocorre sempre que existe gradiente de temperatura. Por outro lado,

Radiação versus convecção

Transferência radiativa ocorre sempre que existe gradiente de temperatura.Radiação versus convecção Por outro lado, certas condições devem existir para que convecção ocorra. Nos caroços

Por outro lado, certas condições devem existir para que convecção ocorra.radiativa ocorre sempre que existe gradiente de temperatura. Nos caroços estelares, convecção OU radiação podem

Nos caroços estelares, convecção OU radiação podem dominar o transporte de energia. podem dominar o transporte de energia.

Nas camadas externas, ambos podem coexistir e transporte uma quantidade significativa de energia. e transporte uma quantidade significativa de energia.

45

Radiação versus convecção Convecção envolve transporte de massa e produz uma composição homogênea (mistura de

Radiação versus convecção

Convecção envolve transporte de massa e produz uma composição homogênea (mistura de elementos) na região convectiva. e produz uma composição homogênea (mistura de elementos) na região convectiva.

Radiação não contribui para a homogeinização do interior estelar.envolve transporte de massa e produz uma composição homogênea (mistura de elementos) na região convectiva. 46

46

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente
A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente de temperatura que, em última análise, depende da massa da estrela.

47

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente
A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente de temperatura que, em última análise, depende da massa da estrela.

Seq, principal superior M > 1.2M – CNO cycle

que, em última análise, depende da massa da estrela. Seq, principal superior M > 1.2M 

47

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente
A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente de temperatura que, em última análise, depende da massa da estrela.

Seq. principal inferior M < 1.2M – pp chain

Seq. principal inferior M < 1.2M  – pp chain Seq, principal superior M > 1.2M

Seq, principal superior M > 1.2M – CNO cycle

principal inferior M < 1.2M  – pp chain Seq, principal superior M > 1.2M 

47

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente
A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente

A ocorrência de transporte radiativo ou convectivo depende da fonte de energia e do gradiente de temperatura que, em última análise, depende da massa da estrela.

Seq. principal inferior M < 1.2M – pp chain

Envelope convectivo Caroço radiativo
Envelope convectivo
Caroço radiativo

Seq, principal superior M > 1.2M – CNO cycle

Caroço convectivo
Caroço convectivo
Envelope radiativo
Envelope radiativo

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Relação massa-luminosidade Quanto mais massiva a estrela, mais rapidamente ela queima hidrogênio e mais luminosa
Relação massa-luminosidade Quanto mais massiva a estrela, mais rapidamente ela queima hidrogênio e mais luminosa

Relação massa-luminosidade

Quanto mais massiva a estrela, mais rapidamente ela queima hidrogênio e mais luminosa ela será. Vamos determinar agora como a luminosidade da estrela depende de sua massa.

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Relação massa-luminosidade Quanto mais massiva a estrela, mais rapidamente ela queima hidrogênio e mais luminosa

Relação massa-luminosidade

Relação massa-luminosidade Quanto mais massiva a estrela, mais rapidamente ela queima hidrogênio e mais luminosa ela

Quanto mais massiva a estrela, mais rapidamente ela queima hidrogênio e mais luminosa ela será. Vamos determinar agora como a luminosidade da estrela depende de sua massa.

agora como a luminosidade da estrela depende de sua massa. Pode-se fazer uma estimativa em ordens

Pode-se fazer uma estimativa em ordens de grandeza, usando a equação de equilíbrio hidrostático, eq. de estado e eq. de equilíbrio radiativo.

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Relação massa-luminosidade A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas
Relação massa-luminosidade A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas

Relação massa-luminosidade

A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas ela também depende da opacidade e consequentemente a relação massa-luminosidade não será uma lei de potência simples. Na verdade, as relações observadas podem ser aproximadas por leis de potência com coeficientes diferentes:

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Relação massa-luminosidade A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas
Relação massa-luminosidade A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas

Relação massa-luminosidade

A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas ela também depende da opacidade e consequentemente a relação massa-luminosidade não será uma lei de potência simples. Na verdade, as relações observadas podem ser aproximadas por leis de potência com coeficientes diferentes:

Baixa massa Massa intermediária Massa grande

L~ M 4 L~ M 4 a M 3 L~ M 3

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Relação massa-luminosidade A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas
Relação massa-luminosidade A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas

Relação massa-luminosidade

A luminosidade da estrela varia ~ com o cubo de sua massa. Mas ela também depende da opacidade e consequentemente a relação massa-luminosidade não será uma lei de potência simples. Na verdade, as relações observadas podem ser aproximadas por leis de potência com coeficientes diferentes:

Baixa massa Massa intermediária Massa grande

L~ M 4 L~ M 4 a M 3 L~ M 3

Seq. Principal

L~ M 4 a L~M 3,5

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Resumo Física da estrutura estelar Eqs. de equilíbrio hidrostático, transporte radiativo, conservação de massa Eqs
Resumo Física da estrutura estelar Eqs. de equilíbrio hidrostático, transporte radiativo, conservação de massa Eqs

Resumo

Física da estrutura estelar

Eqs. de equilíbrio hidrostático, transporte radiativo, conservação de massa radiativo, conservação de massa

Eqs de estado da matéria comum e degenerada degenerada

Papel da massa na disputa entre pressão e gravidade e sua relação com o tempo de vida da estrela.hidrostático, transporte radiativo, conservação de massa Eqs de estado da matéria comum e degenerada 50 50

50

Resumo Equilíbrio Radiativo Conceito de opacidade Transporte convectivo e a teoria do comprimento de mistura.

Resumo

Equilíbrio RadiativoResumo Conceito de opacidade Transporte convectivo e a teoria do comprimento de mistura. Regiões convectivas e

Conceito de opacidadeResumo Equilíbrio Radiativo Transporte convectivo e a teoria do comprimento de mistura. Regiões convectivas e

Transporte convectivo e a teoria do comprimento de mistura. comprimento de mistura.

Regiões convectivas e radiativasResumo Equilíbrio Radiativo Conceito de opacidade Transporte convectivo e a teoria do comprimento de mistura. 51

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Créditos Swinburne Universit y of Technolog y http://astronomy.swin.edu.au/sao/het617 Texto de astronomia e

Créditos

Swinburne University of Technolog y y of Technology

Texto de astronomia e astrofísica (Ke p ler e Saraiva, IF/UFRGS). (Kepler e Saraiva, IF/UFRGS).

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