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Linha Direta INOVAÇÃO . EDUCAÇÃO . GESTÃO CONECTAR É PRECISO Presidente da TOTVS fala das

Linha Direta

INOVAÇÃO . EDUCAÇÃO . GESTÃO

CONECTAR É PRECISO

Presidente da TOTVS fala das implicações que a inserção da tecnologia no ensino traz para as práticas educacionais

PRONATEC 2 Mais 12 milhões de vagas a partir de 2015

REFLEXÃO

A educação frente

a novos tempos

de 2015 REFLEXÃO A educação frente a novos tempos CONHECIMENTO Tradição e tecnologia em prol da

CONHECIMENTO Tradição e tecnologia em prol da educação

Ricardo Tavares de Oliveira

EDIÇÃO 197

ANO 17 - AGOSTO 2014

Tavares de Oliveira EDIÇÃO 197 ANO 17 - AGOSTO 2014 INOVAÇÃO Tecnologias educacionais: ter ou não
INOVAÇÃO Tecnologias educacionais: ter ou não ter? Daniel Rabelo
INOVAÇÃO
Tecnologias
educacionais:
ter ou não ter?
Daniel Rabelo
Tecnologias educacionais: ter ou não ter? Daniel Rabelo Laércio Cosentino, presidente da TOTVS ESPECIAL GRANDES

Laércio Cosentino, presidente da TOTVS

ESPECIAL GRANDES EDUCADORES Rubem, Ariano e João

da TOTVS ESPECIAL GRANDES EDUCADORES Rubem, Ariano e João EDUCAÇÃO Do que depende o sucesso do
EDUCAÇÃO Do que depende o sucesso do PNE? Francisca Paris
EDUCAÇÃO
Do que depende
o sucesso
do PNE?
Francisca Paris
TOTVS ESPECIAL GRANDES EDUCADORES Rubem, Ariano e João EDUCAÇÃO Do que depende o sucesso do PNE?

editorial

Novos tempos, novos desafios

Quais os rumos a serem tomados pela edu- cação atualmente, quando as velhas práti- cas educacionais são substituídas por uma maneira de pensar que valoriza a partici- pação do estudante no processo de aprendizagem? Qual deve ser o papel de gestores, professores e alunos diante de um cenário que apresenta a tec- nologia e seus dispositivos como fatores primordiais à construção do conhecimento nos dias de hoje? A Linha Direta deste mês busca colocar essa discus- são em debate e, para isso, traz em sua matéria de capa uma entrevista exclusiva com Laércio Cosenti- no, presidente da TOTVS, empresa que desenvolve softwares voltados para a gestão e que atua tam- bém no universo educacional. Para ele, é essencial que as instituições estejam cientes de que a tecno- logia hoje é fator fundamental para a construção da educação, pois é vivenciada cotidianamente pelo estudante. A entrevista traz ainda sua visão a res- peito do comportamento dessa nova geração e de como a escola pode se apropriar disso para gerar ganhos no processo de ensino. Vale a pena conferir!

gerar ganhos no processo de ensino. Vale a pena conferir! Nuevos tiempos, nuevos desafíos ¿Cuáles son

Nuevos tiempos, nuevos desafíos

¿Cuáles son los rumbos a ser tomados por la educación actualmente, cuando las viejas prácticas educacionales son sustituidas por una manera de pensar que valoriza la parti- cipación del estudiante en el proceso de aprendizaje?

¿Cuál debe ser el papel de gestores, profesores y alum- nos frente a un escenario que presenta la tecnología

y

sus dispositivos como factores primordiales para

la

construcción del conocimiento en los días de hoy?

Linha Direta de este mes busca colocar esta discusión en debate y, para esto, trae en su materia de tapa una entrevista exclusiva con Laércio Cosentino, presiden- te de TOTVS, empresa que desarrolla softwares con foco en la gestión y que actúa también en el universo educacional. Para él, es esencial que las instituciones estén conscientes de que la tecnología hoy es factor

fundamental para la construcción de la educación, pues es vivida cotidianamente por el estudiante. La entrevista trae inclusive su visión a respecto del com- portamiento de esta nueva generación y de cómo la escuela puede apropiarse para generar ganancias en

el proceso de enseñanza. !Vale a pena ver!

ganancias en el proceso de enseñanza. !Vale a pena ver! Marcelo Chucre da Costa Presidente da

Marcelo Chucre da Costa Presidente da Linha Direta

Marcelo Chucre da Costa Presidente de Linha Direta

Direta Marcelo Chucre da Costa Presidente de Linha Direta Tel.: (31) 3303-9999 Tel.: (31) 3303-9999 Tiragem:
Direta Marcelo Chucre da Costa Presidente de Linha Direta Tel.: (31) 3303-9999 Tel.: (31) 3303-9999 Tiragem:
Tel.: (31) 3303-9999 Tel.: (31) 3303-9999
Tel.: (31) 3303-9999
Tel.: (31) 3303-9999

Tiragem: 15.000 exemplares

Presidente Marcelo Chucre da Costa Diretora Executiva Laila Aninger Editora Valéria Araújo – MG 16.143 JP Editor Web Renan Costa Coelho Editor de Arte Rafael Rosa Estagiárias de Jornalismo Ana Karolina Machado Izabella Fonseca Costa Estagiários de Design Gráfico Fabíola Eulalia Faria Diego Felizardo Martins Gerente Administrativo-financeiro Flávia Alves Passos Preparadora de Texto/Revisora Cibele Silva Tradutor/Revisor de Espanhol Gustavo Costa Fuentes - RFT1410 Consultor Editorial Ryon Braga Consultor em Gestão Estratégica e Responsabilidade Social Marcelo Freitas Consultora para o Ensino Superior Maria Carmen T. Christóvão

Publicação mensal dos Sinepes, Anaceu, Consed, ABMES, Abrafi, ABM, Fundação L’Hermitage e Sieeesp

Conselho Consultivo

Airton de Almeida Oliveira

Presidente do Sinepe/CE

Amábile Pacios

Presidente da Fenep

Anna Gilda Dianin

Presidente do Sinepe/Sudeste/MG

Anna Lydia Collares dos Reis Favieri Ferreira

Presidente do Sinepe/RJ

Antônio Lúcio dos Santos

Presidente do Sinepe/RO

Átila Rodrigues

Presidente do Sinepe/Triângulo Mineiro

Benjamin Ribeiro da Silva

Presidente do Sieeesp

Bruno Eizerik

Presidente do Sinepe/RS

Dalton Luís de Moraes Leal

Presidente do Sinepe/PI

Gelson Menegatti Filho

Presidente do Sinepe/MT

Hermes Ferreira Figueiredo

Presidente do Semesp

Ignez Vieira Cabral

Presidente da Fenen

Ivana de Siqueira

Diretora da OEI em Brasília

Ivo Calado

Asepepe

Jacir J. Venturi

Presidente do Sinepe/PR

Jorge de Jesus Bernardo

Presidente do Semesg

José Carlos Barbieri

Presidente do Sinepe/NOPR

José Carlos Rassier

Secretário Nacional da ABM

Marcos Antônio Simi

Presidente do Sinepe/Sul de Minas

Maria Augusta Oliveira Senna

Presidente do Sinepe/BA

Maria da Gloria Paim Barcellos

Presidente do Sinepe/MS

Maria Nilene Badeca da Costa

Presidente do Consed

Odésio de Souza Medeiros

Presidente do Sinepe/PB

Paulo Antonio Gomes Cardim

Presidente da Anaceu

Paulo Sérgio Machado Ribeiro

Presidente do Sinepe/AM

Pe. João Batista Lima

Presidente do Sinepe/ES

Suely Melo de Castro Menezes

Presidente do Sinepe/PA

Victor Maurício Nótrica

Presidente do Sinepe/Rio

Emiro Barbini

As ideias expressas nos artigos assinados são de responsa- bilidade dos autores e não representam, necessariamen- te, a opinião da Revista. Os artigos são colaborativos e podem ser reproduzidos, desde que a fonte seja citada.

Presidente do Sinep/MG

Fátima de Mello Franco

Presidente do Sinepe/DF

Fátima Turano

Presidente do Sinepe/NMG

Gabriel Mario Rodrigues

Presidente da ABMES

Rua Felipe dos Santos, 825 - Conj. 305/306 - Lourdes - Belo Horizonte - MG - CEP: 30180-160 - Tel.: (31) 3281-1537 - www.linhadireta.com.br

contexto

Equipe Linha Direta

Tradição e tecnologia em prol da educação

Editora FTD alia o conhecimento adquirido em mais de um século de história às inovações que a educação demanda atualmente

S ão 112 anos de história. Tempo em que a Editora FTD não só acompanhou

como também influenciou as transformações pelas quais pas- sou a educação brasileira ao lon- go desses anos. Hoje, mais de um século após seu nascimen- to, a Editora colhe os frutos do trabalho bem desenvolvido, já mirando os novos desafios rela- cionados, sobretudo, às transfor- mações que a inserção da tecno- logia nos processos educacionais

vem trazendo e trará para a educação. Para falar sobre isso, a Revista Linha Direta ouviu Ri- cardo Tavares de Oliveira, dire- tor Comercial e de Marketing da FTD. Confira a entrevista!

Revista Linha Direta

De que forma a Editora busca trabalhar para atender ao seu público?

Hoje, a FTD investe em um sis- tema educacional que promete

melhorar a qualidade de ensino

e aprendizagem, contemplando

todos os públicos que compõem

a escola. Essa solução educacio-

nal alia tradição e modernidade em materiais que se aplicam desde o maternal ao pré-ves- tibular. O sistema oferece um processo de aprendizagem pro-

gressivo, que dá às escolas uma estrutura de apoio pedagógico

e de consultoria educacional.

Além disso, há serviços educa-

cionais diferenciados de acordo com cada público que compõe

a escola: gestores, professores, alunos e pais. A solução já é adotada em centenas de esco- las da educação básica, espe- cialmente em turmas de ensino médio.

Diante das demandas da edu- cação atual, de que forma o know-how adquirido pela FTD durante todos esses anos pode contribuir para a qualidade do material que oferece?

Os livros didáticos e de litera-

tura consagraram a Editora FTD como uma das principais em- presas no ramo educacional.

Com 112 anos de história, a FTD integra tradição e modernida- de. Hoje, temos o FTD Sistema

de Ensino, solução educacional

criada para favorecer a qualida-

de do ensino e da aprendizagem

através de recursos inovadores

e diferenciados. A educação

está no nosso DNA. A experiên- cia e o contato que já tínhamos

Roger Soares

com gestores e professores con- tribuíram para termos um mate- rial adequado à realidade esco- lar, principalmente com as novas tecnologias educacionais.

Fale um pouco mais sobre o FTD Sistema de Ensino.

O FTD Sistema de Ensino é uma plataforma digital e um espaço virtual que promove a integra- ção de recursos, a utilização de acervos digitais e o com- partilhamento de informações

Ricardo Tavares de Oliveira, diretor Comercial e de Marketing da FTD
Ricardo Tavares de Oliveira, diretor
Comercial e de Marketing da FTD

do cotidiano escolar. Esse sis- tema oferece uma das plata- formas digitais e educacionais mais consistentes do mercado. Além da melhoria na atuação do corpo docente e da equipe pedagógica das escolas, um dos pilares que sustentam a elabo- ração do material disponibili- zado na plataforma é a cons- trução de valores e princípios fundamentais para a formação de cidadãos críticos e atuantes, aspectos legítimos herdados do Grupo Marista de Educação.

Alguma outra iniciativa foi toma- da visando a aprimorar a atuação da Editora?

Para atender à demanda, foi cria- da uma diretoria exclusiva para o Sistema de Ensino, liderada pelo executivo José Roberto Reche, e

a área de consultoria educacional

foi mais do que triplicada, ga- rantindo assessorias presenciais. Outro importante investimento

foi o desenvolvimento da Avalia- ção Educacional, ferramenta que

é resultado de uma parceria com

a empresa Geekie. Trata-se de

um recurso que permite verificar a proficiência dos alunos em di- ferentes habilidades e assuntos, trabalhados durante a educação

básica, para obter um diagnós- tico preciso da situação escolar,

o que auxilia a escola na toma- da de decisão para a melhoria da qualidade de ensino. Temos

filiais e distribuidores exclusivos em todas as capitais, com todo o material disponível para entrega imediata. Com isso, oferecemos pronto atendimento pessoal, seja

na área comercial, seja na consul-

toria educacional.

Quais são os planos para o futuro?

A FTD vai continuar investindo em

soluções tecnológicas. Isso faz par-

te do nosso plano estratégico e vem

se fortalecendo. Nosso objetivo é sermos tão representativos em sis- tema de ensino quanto já somos em livros didáticos e de literatura.

Revista Linha Direta

capacapa

CONECTAR É PRECISO

Presidente da TOTVS fala das implicações que a inserção da tecnologia no ensino traz para as práticas educacionais

Revista Linha Direta

Revista Linha Direta

Equipe Linha Direta

A s mesas dispostas em filas na direção do quadro negro, onde

o professor se encontra em posição de destaque, exibem

aquele que talvez seja o senso comum quando se imagina

uma sala de aula. Contudo, esse cenário vem mudando com o passar do tempo, e o aluno hoje se mostra muito mais engajado no processo educacional do qual é a peça principal.

Talvez essa mudança de postura por parte dos estudantes seja, em grande parte, explicada pela autonomia que a internet trouxe a eles. Hoje, as mesas e cadeiras em fila não são mais unanimida- de e ganham, cada vez mais, a companhia de outro componente que se candidata a fazer parte do imaginário coletivo quando o assunto é uma sala de aula: os dispositivos tecnológicos.

Celulares, smartphones e tablets são artifícios cada vez mais pre- sentes nas classes escolares. Eles que, quando surgiram, eram considerados os vilões responsáveis por tirar a atenção dos alunos durante as aulas, hoje são vistos como grandes aliados do proces- so educacional que, cada vez mais, conta com esses dispositivos para acontecer de forma eficiente. Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), divulgada no início de 2013, já dava indícios de que a utilização das Tecnologias da In- formação e Comunicação (TICs) na aprendizagem é fato crescente na educação brasileira. O estudo, que ouviu professores, alunos e diretores de 856 escolas públicas e privadas do País, evidenciou que 44% dos alunos do ensino público e 54% dos estudantes do en- sino privado já faziam uso da internet pelo celular. Certamente, de lá para cá esses números aumentaram ainda mais.

Para aprofundar um pouco mais a discussão sobre esse tema, a Linha Direta ouviu Laércio Cosentino, presidente da TOTVS, em- presa que desenvolve softwares voltados para a gestão e que atua também no universo educacional. Segundo ele, o uso da tecno- logia já está incrustado em nossa sociedade, o que faz com que instituições de ensino atentem para esse panorama e saibam usar isso em favor da educação que oferecem. Cosentino acredita que “o desafio maior é fazer mais pelo aluno.”

Durante a entrevista, o presidente da TOTVS falou ainda sobre quais os pontos que caracterizam essa geração conectada e apro- fundou sua reflexão a respeito de como a escola deve se apropriar desse cenário e trabalhar por uma educação condizente com a atualidade. Confira!

Revista Linha Direta

Qual a influência da tecnologia no processo de aprendizagem?

Hoje, a tecnologia está pre- sente em tudo o que fazemos. Durante o processo de aprendi-

zagem, a busca virtual é o ca- minho natural para saciar um questionamento ou uma dúvida.

E precisamos entender que a

tecnologia empregada na edu- cação não é uma ameaça, e sim uma realidade.

Pelo fato de a tecnologia da in- formação permear praticamen-

te todas as atividades humanas,

faz-se necessário que cada um analise seu impacto em seu coti- diano. E isso vale também para a educação. A única ameaça é ficar parado. O desafio é pensar com o viés dos novos comportamentos.

Quais são esses novos compor- tamentos?

São comportamentos da nova geração, uma geração de nati- vos digitais. Comportamentos que buscam a possibilidade de influência, de presença e de singularidade, ou seja, mesmo agindo com colaboração e com-

partilhamento, o que se busca é a diferenciação dentro do mun-

do virtual.

Então, temos um desafio im- portante que é aceitar essas mudanças de comportamento, aprender a lidar com elas e edu- car essa nova geração que está atenta a tudo. Disso, não temos como fugir.

Revista Linha Direta

Então, temos um desafio importante que é aceitar essas mudanças de comportamento, aprender a lidar com elas e educar essa nova geração que está atenta a tudo. Disso, não temos como fugir.

Gladstone Campos
Gladstone Campos

Laércio Cosentino, presidente da TOTVS

Quais as principais caracterís- ticas dessa nova geração?

Essa é uma geração que quer estar presente, se expressar, colaborar e compartilhar conhe- cimento por meio de muita co-

nexão, mobilidade, simplicidade

e liberdade de expressão e de

escolha. A internet e os disposi- tivos atuais permitem tudo isso ao mesmo tempo.

Outro ponto: podemos dizer que essa nova geração tem um “déficit de atenção”. Hoje, em uma aula, seja a distância, seja presencial, se não prendermos

a atenção do aluno, ele, segu-

ramente, irá fazer outra coisa. Então, esse déficit compete

com a nossa vontade de fazer com que o aluno preste aten- ção no que está sendo dito pelo professor.

Você quer dizer, então, que o modelo de aula precisa mudar?

O que queremos dizer é que,

junto com essa geração, vieram

novos comportamentos. Então,

o que esperamos da educação

é completamente diferente do

que tínhamos antes. É uma ge- ração que pensa bem diferen-

te da minha, por exemplo. São pessoas que realmente querem,

a cada instante, estar presen- tes e que pensam globalmen-

te. Hoje a informação existe

e está disponível em abundân-

cia, e elas veem a educação mais como uma reflexão dessa informação.

Revista Linha Direta

E como a escola deve lidar com esses novos comportamentos?

O primeiro passo é entendê-los.

Hoje em dia, percebemos que essa nova geração realmente aprende através de todo o avanço da tecnologia e da internet, que está próximo a quase tudo que ela

diferença para os novos compor- tamentos, precisa estar um pas- so à frente das necessidades da

nova geração. Isso significa que o acesso à informação é possível por meio de um bom buscador, o que precisa ser endereçado são as ex- periências, o acompanhamento e

a monitoria da evolução do apren-

E qual o maior desafio de tudo isso?

O desafio maior é fazer mais

pelo aluno. Não é apenas cap- tar, ensinar e mandar embora.

É captar, treinar e acompanhar esse aluno.

vive e faz. Assim, as escolas pre-

dizado e de novas descobertas no

Qual

a

sua opinião sobre a

cisam saber exatamente quais são

dia a dia de cada aluno. No mundo,

educação mobile?

os

anseios desses alunos. Para que

hoje, temos acesso a todo tipo de

as

instituições de ensino consigam

informação, ou porque vamos atrás

A

educação deve acompanhar o

lidar com isso, é preciso levar em consideração esse novo momento, que preconiza uma nova forma de

dela ou porque ela, simplesmente, chega até nós. Em resumo: preci- samos acompanhar os caminhos al-

aluno onde quer que ele este- ja. O conceito de sala de aula, restringindo o aprendizado a

comunicação e de execução das

ternativos possíveis na assimilação

um espaço e período, evolui

coisas que estão ao nosso redor.

e

aplicação do conhecimento.

quando usamos a mobilidade. Com ela, em qualquer lugar e a

o que é preciso ofertar para conseguir fazer tudo isso?

E

E o que muda nas instituições de ensino?

qualquer momento, o aprendi- zado pode acontecer!

Em primeiro lugar, conexão, para

Acredito que cada instituição de

A

tecnologia possibilitou eco-

que realmente os alunos e o mun- do estejam interligados. Quando

ensino tem que reavaliar a pos- sibilidade de colocar o aluno no

nomia de tempo

se

fala em um tablet, ou em um

centro de tudo, de tornar o estu-

Estamos vivendo em um mundo

smartphone, sabemos que são dis-

dante cada vez mais competitivo,

onde tudo acontece muito rápi-

positivos que fazem parte do nos-

capaz de fazer mais por si pró-

do. E, talvez por isso, cada vez

so

cotidiano. Hoje, podemos sair

prio. Então, na realidade, a partir

mais, pensamos no que nos faz

de

casa e esquecer um casaco, ou

do momento em que esses novos

perder tanto tempo. Por exem-

os

óculos, mas se deixamos para

comportamentos são entendidos,

plo, sabemos que as pessoas

trás esses dispositivos, ficamos perdidos.

exige-se que a escola faça com que cada aluno, a cada momen-

perdem, por dia, uma, duas ou até três horas no trânsito. Mas,

Por fim, a escola precisa entender

to, entenda que está adquirindo conhecimento e evoluindo. Desse

além de trabalhar, as pessoas precisam dormir, comer, con-

se apropriar da chamada cultura do curto prazo. Não somos mais

e

modo, é fundamental que a ins- tituição pense não só no que ela

viver. Todos precisam de lazer. Dessa forma, o tempo é muito

treinados a pensar a médio e lon-

pode oferecer para o seu aluno no

disputado. Por isso, avalio como

go

prazos. O pensar a curto prazo

que diz respeito ao conteúdo, mas

essencial a agilidade que todos

uma característica que se inten- sificou com essa nova geração.

é

também na forma como ela pode inserir esse aluno no mercado de trabalho ou no universo do conhe-

os aparatos tecnológicos nos possibilitaram nos dias de hoje.

Como a educação deve agir para atender aos anseios desses no- vos alunos?

cimento. É importante fazer com que o estudante entenda que a escola ou a universidade são am- bientes propícios para ele refletir

como usufruir dessa agilida- de com qualidade?

E

Conectando. Para conseguir apro-

A

educação, bem como todas as

sobre o que fazer com toda a in-

veitar melhor o nosso tempo, pre-

iniciativas que pretendem fazer a

formação que está ao seu redor.

cisamos estar conectados.

Revista Linha Direta

educação para o trabalho

Equipe Linha Direta

PRONATEC 2

O Brasil, como a maioria dos países em desenvolvimen- to, está em busca de seu

crescimento social e econômico,

condição essencial para a garan- tia do bem-estar da sociedade.

em cursos técnicos de nível médio e em cursos de qualifica- ção profissional passarão a ser ofertadas através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Em discurso durante o lançamen- to do Pronatec 2, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que o Programa faz parte de um grande esforço

O

País possui algumas ofertas

É a segunda fase do Programa,

do País para aumentar a qualifi-

de emprego, principalmente na

área industrial, mas de nada vale uma oportunidade de trabalho

que foi criado em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissio-

cação dos trabalhadores e tornar as empresas mais competitivas. “Dada a importância do desafio,

se não há preparo ou qualifica-

nal e tecnológica. A meta da

o

Sistema S se mobilizou desde

ção. A educação profissional,

primeira etapa era oferecer 8

o

início, tornando-se o principal

então, tem se mostrado de suma importância para aqueles que estão disponíveis ou ingressando

milhões de matrículas até 2014 e, até a primeira quinzena de junho, haviam sido consolida-

parceiro do governo nessa inicia- tiva”, afirmou.

no

mercado de trabalho.

das 7,4 milhões. Destas, o Ser-

Andrade lembrou uma pesquisa

É importante entender que os tempos mudam, e o mercado também. A educação profissional técnica tem como característica

viço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é responsável por 2,9 milhões, o que corres- ponde a 40%.

feita pela CNI que mostra que 65% das indústrias enfrentam proble- mas com a falta de trabalhadores qualificados. “As consequências desse fato são bem conhecidas,

a

inclusão no processo produtivo

Lançamento

como o aprofundamento das di-

e

o fato de possibilitar a forma-

ficuldades para aumentar a pro-

ção de profissionais com conhe- cimentos técnicos e preparados como cidadãos. Além disso, o mercado de trabalho, hoje, de- manda cada vez mais mão de obra capacitada para atender às suas necessidades de desenvolvi- mento e crescimento econômico.

No último dia 18 de junho, foi realizado o evento de lançamen- to do Pronatec 2, como está sen- do chamada a segunda fase do Programa. Na ocasião, o SENAI recebeu uma placa de destaque de maior ofertante da primeira fase. Além disso, uma ex-aluna

dutividade e a perda de compe- titividade do setor no mercado global”, explicou o presidente, ressaltando que, dessa forma, ampliar a base de conhecimen- tos e a formação profissional dos brasileiros é fundamental para o desenvolvimento do País.

Para contribuir ainda mais com esse cenário, a partir do pró-

do Pronatec do SENAI de Goiás, que fez o curso técnico de Edi- ficações, foi convidada a repre-

Para uma nação ser competiti- va no mercado internacional,

ximo ano, 12 milhões de vagas

sentar os alunos na cerimônia.

é

preciso superar a pauta de

Revista Linha Direta

Miguel Ângelo

Miguel Ângelo

Roberto Stuckert Filho

Segunda fase do Programa vai ofertar 12 milhões de vagas a partir de 2015

exportação baseada em itens

industriais de baixo valor agre- gado em favor de um número maior de produtos intensivos em tecnologia. Para Robson Andrade, isso só será possível com a adoção de uma agenda capaz de incorporar a tecno- logia e melhorar a capacidade de transformar conhecimento em novos produtos e processos. “O foco na educação de quali- dade, na ampliação da oferta de educação profissional e na formação de engenheiros e tec- nólogos nos parece, realmente,

a melhor estratégia para pro-

mover a inovação”, analisou

o presidente, reiterando que,

com isso, o País terá melhores condições de se expandir de forma sustentada e de enfren- tar a crescente competição in- ternacional.

Nessa direção, a indústria de- fende a necessidade de levar a agenda da educação de quali- dade e da educação profissional para o nível de política de Es- tado, e o Pronatec mostrou-se uma iniciativa extremamente eficaz na superação desse desa- fio. “Ele gera ganhos de produ- tividade e de competitividade

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, discursou durante a cerimônia de lançamento do
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, discursou durante a
cerimônia de lançamento do Pronatec 2
O SENAI recebeu uma placa de destaque por ser o maior ofertante de
vagas na primeira fase do Programa
Uma ex-aluna do SENAI de Goiás foi convidada a representar os estudantes
do Pronatec durante a cerimônia de lançamento da segunda fase do projeto

Revista Linha Direta

José Paulo Lacerda

A expectativa é que 12 milhões de vagas em cursos técnicos de nível médio e em cursos de qualificação profissional sejam criadas nessa nova fase do Programa

para a indústria, a logística, a agricultura e os serviços”, afir- mou Andrade, completando que o Programa promete ser deci- sivo para a melhoria do capital humano no País, reforçando a cidadania ao dar mais oportuni- dades aos trabalhadores e aos jovens.

O presidente da CNI explicou

ainda que, com a iniciativa, o Brasil corrige uma velha distor- ção em sua matriz educacional, excessivamente academicista. “Estamos convergindo para sis- temas educacionais mais efi- cientes, com forte orientação

para o mundo do trabalho. Quem mais ganha com isso? Os jovens, que terão, além da possibilidade sempre aberta de

entrar na universidade, a valio-

sa opção de ingressar logo no

mercado de trabalho com uma profissão.”

bém ajustar melhor a matriz do ensino superior, fortalecendo as áreas de engenharias e de ciências”, ressaltou.

“O SENAI se orgulha de parti- cipar desse esforço”, concluiu Robson Andrade, completando que, hoje, a instituição está presente em mais de 2 mil mu-

nicípios brasileiros, garantindo

a interiorização da educação profissional.

Expansão

O Brasil apresentou enorme re-

dução da taxa de natalidade e da estrutura demográfica nos últimos anos. Segundo Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia da CNI, há um con- tingente cada vez menor de jo- vens no Brasil, e a tendência é diminuir ainda mais. “Estamos deixando de ser um País de jo- vens, estamos mudando o perfil

O Pronatec tem esse ganho adi-

cional devido à questão demo- gráfica do País e à urgência de ganhos de produtividade do tra- balho, e o recém-anunciado Pro- natec 2 tem algumas ações extre- mamente importantes, na opinião de Lucchesi. A primeira delas é que ele passa a ter maior flexibi- lidade com os itinerários forma- tivos, o que assegura formação

técnica de nível médio para um contingente maior de jovens e trabalhadores da indústria.

Outro destaque, na visão do di-

retor da CNI, é a ampliação da certificação de competências. “Por exemplo, aquela pessoa que não fez o curso de eletri- cidade básica, mas é um eletri- cista prático, vai ser certificado porque já tem a competência efetiva como eletricista, não necessitando fazer um curso de 240 horas”, explica, ressaltando que, por tudo isso, o Pronatec

Sobre a formação técnica, An-

da

nossa pirâmide demográfica,

foi extremamente bem recebi-

drade disse acreditar que ela

e

a questão da educação pro-

do pela população, pela socie-

Itinerários formativos

permitirá uma melhor orienta-

fissional é decisiva para asse-

dade brasileira, que reconhece

ção vocacional para que essa geração busque mais cursos de engenharia e graduações tec- nológicas, o que é fundamental

gurar a inserção dos jovens no mercado de trabalho”, afirma. Para ele, isso garante ganhos de produtividade do trabalho,

a importância da iniciativa.

para o desenvolvimento eco-

maior competitividade para as

A

ampliação e o aprimoramento

nômico do País. “Desse modo,

empresas e a sustentabilidade

da oferta do ensino profissiona-

progressivamente vamos tam-

do

emprego no longo prazo.

lizante no Brasil, permitindo aos

Revista Linha Direta

jovens o acesso ao mundo do tra- balho em condições muito melho- res, é um dos ganhos do Pronatec 2. Além do aumento do número de vagas, o Programa incentiva- rá a organização de currículos

por meio de itinerários formati- vos, o que permite que os alu- nos planejem sua carreira desde

a formação inicial até os cursos

superiores de tecnologia. Para os trabalhadores que já estão na in- dústria com escolaridade variada,

esse itinerário será crucial para assegurar sua atualização profis- sional, reforçando suas compe- tências e ampliando, assim, sua empregabilidade e a produtivida- de do seu trabalho. Os principais benefícios são o aproveitamento das unidades curriculares (disci- plinas) em novos cursos, o que permite acelerar a formação.

Além disso, ao longo do curso,

à medida que o estudante fina-

liza as unidades curriculares, adquire qualificações e certifi- cações intermediárias que lhe permitem a inserção no merca-

do de trabalho antes de ter o

certificado ou diploma final. A padronização dos currículos dos cursos também permite a mobi- lidade dos estudantes entre di-

ferentes escolas e instituições.

O SENAI iniciou a implanta-

ção dos itinerários formativos no primeiro semestre do ano de 2012 e, desde então, am-

plia e atualiza a metodologia anualmente.

Conteúdos específicos

O Pronatec 2 traz também a

inserção nos cursos de conteú- dos específicos, voltados para o empreendedorismo. Segundo Rosangela Costa, especialista

da Unidade de Educação Profis-

sional e Tecnológica do SENAI, já existe uma iniciativa cha- mada Pronatec Empreendedor, que acontece em parceria com o Sebrae, que tem como ob- jetivo estimular a capacidade empreendedora e geradora de renda. “Esses conteúdos ser- vem não só para incentivar os alunos a se tornarem empreen- dedores, mas também para que

eles tenham uma visão empre- endedora”, explica Rosangela.

No SENAI, os conteúdos especí- ficos estão, a princípio, sendo desenvolvidos em cinco cursos dos 15 contemplados na etapa- -piloto. “Outro diferencial é que o material de apoio foi

desenvolvido com a participa- ção do Sebrae, assim como os nossos docentes também estão sendo capacitados na aplicação desses conteúdos”, explica a especialista do SENAI.

Quantidade de cursos do SENAI oferecidos no Pronatec (Bolsa Formação): FIC*: 437 Técnico: 72 Cursos
Quantidade de cursos do
SENAI oferecidos no Pronatec
(Bolsa Formação):
FIC*: 437
Técnico: 72
Cursos do Pronatec (Bolsa
Formação) mais procurados
no SENAI:
FIC: operador de computa-
dor, eletricista instalador
predial de baixa tensão e cos-
tureiro industrial do vestuário
Técnico: em Segurança no
Trabalho, em Mecânica e em
Eletrotécnica
Quantidade de municípios co-
bertos pelo SENAI com cursos
do Pronatec: 2.176
*Formação Inicial e Continuada
José Paulo Lacerda

Revista Linha Direta

tecnologia

Tecnologias educacionais:

ter ou não ter?

T ecnologias educacionais na sala de aula: ter ou não ter não é

mais a questão. Hoje as perguntas são quando, como e quais

os fornecedores. São muitas as opções disponíveis no mercado.

Deparamo-nos com implantação de portais educativos e com diversos

equipamentos, como netbooks, tablets, lousas digitais ou, até mes- mo, laboratórios itinerantes que oferecem uma resposta parcial às demandas. O importante, nesse contexto, é que a escola perceba

o valor de cada recurso e, efetivamente, organize esse uso de for-

ma que ele seja trabalhado integrado ao projeto político pedagógico, dando real sentido à aprendizagem significativa.

Vivemos em um mundo conectado, onde as pessoas acessam informações de qualquer lugar. Independentemente da idade. Segundo o Comitê Gestor da Internet (CGI), o acesso à internet pela população brasileira acima de 10 anos de idade cresceu 15 pontos percentuais em relação a 2008, superando proporcionalmente o número de pessoas que nunca acessaram, sendo 49% e 45% respectivamente. Em números absolutos, estima-se que os usuários da internet cheguem a 80,9 milhões contra 75 milhões que nunca a utilizaram.

Além dos alunos e professores, outra peça fundamental no processo educacional são os pais ou responsáveis. Eles, em sua maioria, utili- zam recursos tecnológicos para desempenhar suas atividades profis- sionais, porém o que vemos é um desconhecimento dos recursos mais adequados para a faixa etária da criança. Esse fator aumenta, ainda mais, a expectativa por respostas aos anseios da educação dos filhos para a melhor utilização da internet.

dos filhos para a melhor utilização da internet. Daniel Rabelo Especialista em Educação, Marketing e

Daniel Rabelo Especialista em Educação, Marketing e Vendas. Gerente Comercial do Portal EducarBrasil www.educarbrasil.org.br

O CGI publicou a pesquisa TIC Kids Online de 2012, na qual o trabalho

escolar foi o mais citado, informando que 49% dos usuários entrevis- tados realizam pesquisas acessando a internet na frequência de uma

a duas vezes por semana, e 38%, uma ou duas vezes por mês. Essa

pesquisa demonstra o aumento na frequência de utilização da internet

e reforça o papel primordial da educação escolar na disponibilização

de ambientes e conteúdos seguros e confiáveis aos nossos estudantes.

O uso das tecnologias educacionais só acontece na medida em que há

uma incorporação efetiva de mídias no cotidiano da sala de aula. Com certeza, a inserção de mídias dedicadas à educação, tais como computa- dores, softwares, lousa digital e outros, agrega novo sentido conceitual operacional e pedagógico. Por isso, a avaliação desses recursos é funda- mental, tanto no aspecto de qualidade pedagógica quanto na viabilidade comercial, sendo importante o diálogo para assegurar os dois quesitos.

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extratexto

Do que depende o sucesso do PNE?

A pós quase quatro anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionado

pela presidente Dilma Rousseff, no final de junho, o Plano Na- cional de Educação (PNE), que estabelece 20 metas que de- vem ser cumpridas ao longo de dez anos, até 2020, referentes à educação infantil, ao ensino superior, à gestão e ao finan- ciamento do setor e à formação dos profissionais, entre outros. Era para o Plano ser exequível

em dez anos, mas como ele foi aprovado com um atraso de quatro anos, sua implantação terá de ser acelerada.

Precisamos de uma bússola para direcionar o caminho que devemos seguir. Para isso, é importante contarmos com as leis, que servem ou como nor- matizadoras das ações morais habituais da sociedade ou como disparadoras de procedimentos morais e éticos. Penso que o PNE é uma lei que vem atender a duas frentes: responder a uma necessidade social e impulsio-

Revista Linha Direta

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nar mudanças. Mas é claro que,

para o PNE decolar, é necessário

o apoio e a articulação dos en-

tes federativos, contando com a participação das ONGs e da so- ciedade civil para acompanhar as metas e cobrá-las. No último PNE, apenas 35% delas foram seguidas.

O Plano prevê a erradicação do

analfabetismo, a universaliza- ção da educação infantil e dos

ensinos fundamental e médio,

a ampliação da oferta em cre-

ches para atender pelo menos

à metade das crianças de até 3

anos, a adequação de 50% das escolas públicas para oferecer educação em tempo integral, o aumento da escolaridade mé- dia mínima para 12 anos de es- tudo e a formação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Entre essas metas, gosto muito da que visa a alfabetizar todas as crianças ao fim do terceiro ano. Assim, vamos sair da alfa- betização de decodificação de letrinhas para o real uso social da escrita!

O texto traz várias metas que pre-

tendem alterar a realidade das es- colas a fim de qualificar o atendi- mento, principalmente no ensino básico. Todas são claras, possíveis

e tangíveis, desde que haja políti-

cas públicas consistentes e contí- nuas e investimento na formação

e valorização do quadro de pro-

fessores. Um dos grandes desafios certamente será garantir a desti- nação anual de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a

educação, em vez dos atuais 6,4%.

©Tomasz Trojanowski/PhotoXpress

Francisca Paris*
Francisca Paris*
Entre as questões centrais do PNE estão a formação, a remu- neração e os planos
Entre as questões centrais do
PNE estão a formação, a remu-
neração e os planos de carreira
dos professores, essenciais para
o cumprimento das demais me-
tas. Por essa razão, o texto de-
termina que, até o sexto ano de
vigência do PNE, o salário dos
professores da educação básica
seja equiparado ao rendimento
médio dos demais profissionais
com escolaridade equivalente.
De acordo com um levantamen-
to feito pelo movimento Todos
pela Educação, será necessário
aumentar os salários em 50%
para chegar à média de R$ 3,6
mil mensais.
A meu ver, a valorização do ma-
gistério é essencial para que os
professores possam realizar suas
tarefas com dignidade. É eviden-
te que apenas oferecer um salá-
rio maior não irá comprometê-los
nem qualificá-los, mas é impres-
cindível que haja políticas de am-
pliação das remunerações. Afinal,
por que um professor pode valer
menos que seus demais colegas
profissionais de outras áreas?
Revista Linha Direta
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O

Plano também objetiva que

50% dos professores da educação básica sejam formados em nível de pós-graduação lato e stricto sensu e que se garanta a forma- ção continuada a todos. Segundo o mesmo levantamento feito pela entidade, até 2012, 29% dos pro- fessores eram pós-graduados. Ou- tros 21,9% sequer completaram o ensino superior.

Tal meta é muito significativa, uma vez que um dos problemas fundamentais da educação bási-

por pessoas que tenham apenas boa vontade de ensinar, por mais bem intencionadas que sejam.

Entre as metas, também acho muito importante a que se refere à gestão democrática. Isso porque um dos problemas que temos hoje é que, na maioria das vezes, os diretores de escolas públicas são escolhidos por meio de indicações políticas ou são concursados. Ne- nhum dos dois processos atende a uma gestão democrática. O primei- ro não é bom porque faz o gestor

ca

está diretamente relaciona-

trabalhar pelo interesse político de

do

à formação dos professores.

quem o indicou e não necessaria-

Apesar de toda a tecnologia,

mente pensar na melhor solução

eles ainda são os ativadores dos processos de aprendizagem. Pri- vados da educação continuada, eles acabam enfrentando, soli- tariamente, situações complexas

para a sociedade. Já o segundo, porque não há o risco de perda do cargo, então o gestor tende a se acomodar e a não buscar melhores soluções. Nenhum tem como foco a

de

ensino e aprendizagem, bem

melhoria da educação e, com esses

como de gestão de sala de aula

modelos, os conselhos de classe e

e de conflitos, sem ter ferramen-

tas teóricas e práticas que lhes proporcionem condições de in- tervenções eficazes.

o PNE é uma lei que vem atender a duas frentes: responder a uma necessidade
o PNE é uma lei que vem atender a duas
frentes: responder a uma necessidade social
e impulsionar mudanças.

Entender como os alunos apren- dem, criar situações de aprendiza- gem, saber avaliar os estudantes por meio de instrumentos adequa- dos e mobilizar o grupo em prol de um projeto educacional coletivo não são tarefas fáceis. Mas o obje- tivo de assegurar o ensino básico

a todos não pode sacrificar a qua-

lidade em função da quantidade. Por essa razão, as atividades pe- dagógicas precisam ser realizadas por profissionais bem formados, que não podem ser substituídos

Revista Linha Direta

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de escola, assim como os grêmios estudantis, têm pouca força, por- que o diretor é o patrão.

Eu acredito que a realidade da es- cola pode ser mudada se, sobretu- do, as metas propostas estiverem apoiadas na confiança, na ação e no empenho dos professores. Por- que, se eles não acreditarem na força e na seriedade das políticas educacionais e não as efetivarem no contexto das escolas, o Plano Nacional de Educação será apenas mais um plano bem intencionado, porém ineficaz. Deve existir um projeto social e político que apon- te, por meio de ações concretas, o desejo de se transformarem signifi- cativamente as metodologias e os conceitos que hoje determinam os fazeres escolares.

*Pedagoga, mestre em Educação e diretora de Serviços Educacionais da Saraiva

www.sejaetico.com.br

©zhu difeng/PhotoXpress

intratexto

A educação frente

Revista Linha Direta

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Na precariedade deste mundo, o que significa ter fé? Bauman lembra que “ter fé significa ter confiança no significado da vida e esperar que aquilo que fazemos ou desistimos de fazer terá uma importância du- ”

Por isso, nossos tempos

radoura

são difíceis para a fé – qualquer fé, sagrada ou secular

Ivo Pedro Oro

A modernidade assistiu às se- guintes situações: o triunfo da razão científica, a cons-

ciência racionalizadora, a rup- tura com o monopólio de inter- pretação (pela Igreja Católica), o antropocentrismo, a emergência da subjetividade, o sujeito como fonte de sentido, a autonomia dos diversos setores e esferas, o declínio da visão religiosa como explicação, o condicionamento da razão pedagógica pela indús- tria e pela produção e a crença

no progresso. Contudo, o sujei- to, no domínio de si, conquis- tou horizontes intermináveis. A ponto de, sob a razão, separar, aprisionar, julgar e exterminar os seus. Concretizou-se a gran- de decepção humana: a razão não compreendeu tudo – ela sem o pensamento foi incapaz de capturar a verdade. Portan-

Sandro Pessutti*

a novos tempos

to, é necessária a educação, a fim de rever suas proposições e sonhos.

A educação, mais que a simples

transmissão de informações, ajuda o ser humano a tornar-se pessoa relacional. Hoje, em um mundo onde existe a carência de referenciais, preenche-se a exis- tência por conta própria. Esse estado deixa as pessoas em con- tínuas mudanças e adaptações, em um fluxo permanente, sem- pre “se tornando” e nunca “sen- do”. Com a dimensão comunitária enfraquecida, voa-se de um lado

a outro como vespa, facilmente

manipulado por lideranças que falam bonito e dão ordens.

Percebe-se que as pessoas estão perto, mas não são próximas. Atenuam-se e se enfraquecem os laços humanos de solidarie- dade e fraternidade. Os proje- tos comuns e o amor ao próximo acontecem mais como atos iso- lados do que como compromisso de vida. O provisório e efêmero estão mais em voga do que o du- radouro e definitivo. Com tan- tas incertezas e mudanças, as pessoas quase não se fixam em valores e instituições. O perten-

cimento está necessariamente

condicionado pelas exigências

do ego. O indivíduo chega a par-

ticipar de instituições, mas as vê

e as tem apenas como lugares de descanso, de pouso.

Bauman, grande sociólogo, che- ga a afirmar que nos encon- tramos numa modernidade lí- quida. Isso porque o líquido se aproxima de algo multiforme e ambíguo. Nessa sociedade mul- ticultural e líquida, uma crise acentuada é a de identidade. Verdades perenes e valores du- radouros e sólidos dão lugar ao

líquido – ao cambiante, mutável, sempre adaptável. A própria identidade entra nessa liquidez, fica diluída e difusa. O que era sólido se desmancha; o que era permanente vira provisório.

O estável e tradicional cedem

espaço ao efêmero e imediato. Perpassamos uma era centrada no hedonismo e no indiferentis-

mo quanto às possíveis conse- quências: o niilismo – o vazio de sentido – e uma crise identitária. Questionam-se as convicções e abalam-se as crenças mais ínti- mas. Tudo deve passar pelo crivo

da razão e da dúvida.

A educação frente a esse cená-

rio deve fundamentar um pen- samento que não seja débil, que não finda no indiferentismo éti- co, no interesse individualista, na racionalidade pragmática e

utilitarista. Deve-se sim, fazer memória às palavras de Umber- to Eco, que coloca o outro como

o horizonte ético – interminado

no rosto da alteridade. O com- promisso ético, a vida comu- nitária e o engajamento com a Verdade devem estar à frente de qualquer projeto.

Assim, quer-se com a educação não uma visão de mundo frag- mentada, vivida em episódios, numa série de eventos desconec- tados, mas um posicionamento estruturado e coerente. Portan- to, almeja-se que dentro do cora- ção humano haja a oportunidade

do desejo (desiderante) não to- cado pela crueza da necessidade imediatista.

*Graduado em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Mestre em Educação

e Teologia. Coautor da coletânea

de Ensino Religioso O sentido da

vida, da Coleção A Vida é Mais

www.avidaemais.com.br

Revista Linha Direta

©threespeedjones/Istockphoto

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crônica

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Especial grandes educadores

Rubem, Ariano e João

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Revista Revista Linha Linha Direta Direta

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S inceramente, não sei o que seria de minha juventude sem meus

heróis. Porque, ao tirá-los das leituras e fazê-los companheiros de sonhos e devaneios, li quase tudo o que em minhas mãos

chegava. Entre eles, os que por mais tempo me acompanharam fo- ram, sem dúvida, D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis, os quatro fantásticos mosqueteiros de Alexandre Dumas. Com eles, espada

em punho, cavalguei pelo reinado dos reis Luís XIII e Luís XIV e os tempos da regência entre esses dois governos. Amava-os e fazia da travessia pelas ameixeiras da velha chácara onde cresci uma França de outros tempos, pontificando-me como o quinto mosqueteiro. Ao perder os sonhos da juventude, não perdi apenas meus heróis, mas

o direito de acreditar em mudanças, a certeza de que o inexorável não nos domina, a esperança em um mundo melhor. Agora, na ma- turidade, e depois, no prólogo do fim, tenho meus heróis.

Figuras vivas, lúcidas, reais, paradigmas da literatura, marcos defi- nitivos para a educação. Entre os que acompanho há muito tempo e são meus mosqueteiros de agora, sem dúvida figuram Rubem, Ariano

e João. Amo-os e faço-me, com suas conversas e minhas leituras, um

pequeno companheiro que, por vezes e tolamente, se imagina herói igual. São guias, oráculos, inspiração.

Rubem Alves, na educação, foi ao mesmo tempo poeta e filósofo. Por jamais abrir mão da liberdade, brigou pela escola franca, pela criança livre, pelo professor que jamais receitava, empenhado por sua sagrada missão de ajudar o aluno a aprender. Rebelou-se contra escolas-gaiola, regimentos emparedados, salas de aula que imita- vam cubículos de tortura. Como não amá-lo?

Ariano Suassuna, em outra ponta, mostrava-me com teimosia a lim- pa e linda cara nordestina, sem maquiagem, sem os revestimentos estereotipados de uma padronização que escraviza. Opunha-se à paixão imposta e, tal como Rubem, foi oráculo da liberdade, da cara limpa, dos sentimentos expostos, da verdadeira fé que, por ser ingê- nua, de inspiração pessoal, brotava livre, limpa e pura. Como, meu Deus, olhar a lindeza do sertão sem seus olhos a nos guiar?

João Ubaldo Ribeiro foi e será sempre meu herói, herói de um Brasil que não existe, de um povo hoje castrado pelo politicamente corre- to. Com seu malandro jeito de personagem da Itaparica que existe em cada um de todos nós, sempre satirizou a falsa liberdade de escolha e a usurpação dos direitos individuais. Questionava teimosa- mente: será que há liberdade e decisões próprias no Brasil de agora? Será que existe mesmo a livre escolha? A responsabilidade indivi- dual contra a usurpação dos direitos ditos coletivos? Será que essa insidiosa implantação do politicamente correto não está cuidando com exagero do corpo pessoal do cidadão e passando para o corpo

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Celso Antunes*
Celso Antunes*

NOTA DO EDITOR Perder alguém a quem

admiramos provoca sen- timentos dos mais diver- sos. Choca e emociona com a mesma intensida- de com que cria em nós

o desejo de prestar ho-

menagens àqueles que, em algum momento, nos serviram de inspiração. Assim sendo, a Linha Direta não poderia dei- xar de homenagear três importantes nomes do nosso País que nos dei- xaram recentemente e que prestaram incomen- suráveis serviços à nos- sa cultura: João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna. Figu- ra de igual importância para nossa educação, Celso Antunes escreve sua crônica, ou sua carta de despedida para aque- les a quem ele acertada- mente denominou como

seus heróis. Por esse no- bre motivo, o texto que trata das contribuições de Jean Piaget para o ensino, anunciado para

o mês de agosto, será

publicado em setembro.

Revista Revista Linha Linha Direta Direta

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coletivo das relações interpessoais? Será que uma escola pública ou particular podem falar em liberdade quando existe autoritarismo na escolha, pelo Estado, do que é obrigatoriamente correto? Seu rápi- do olhar sobre as “boas condutas” nos revela que elas se tornaram obrigatórias e geradoras de “fiscais populares” que as observam e censuram. Essas regras desabam de tal forma sobre nossas cabeças que começamos a acreditar que saímos de uma ditadura repressora para entrar no autoritarismo democrático.

Rubem, Ariano

e

João. Amo-os

e

faço-me, com

suas conversas e minhas leituras, um pequeno companheiro

Sempre fez indagações como: Qual o direito da escola e do Estado brasileiro de nos obrigar a ser saudáveis? A possuir melhor caráter? E onde fica a nossa liberdade de não querer ser ricos, de nos sentirmos felizes em não prosperar? Vivemos entulhados por leis, decretos, resoluções, portarias e normas do politicamente correto, que perso- nifica a força do Estado e nos alerta contra qualquer “mal”: retira do fumante o direito público de se envenenar, proíbe o bom sujeito de sair à noite para apreciar uma caipirinha, consumir alimentos ricos em mau colesterol e se entupir das gostosuras que se escondem nos sorvetes e nas salsichas. Também já não podemos ousar comprar medicamentos senão com atendentes atrás do balcão, ter em casa tomadas que não sejam as impostas pelos princípios éticos ou dar

uma bronca na criança teimosa, que pensa que tem o rei na barriga.

Ubaldo jamais demonstrou acreditar que o não fumante não tivesse direito ao ar não poluído, que o motorista embriagado não devesse ser proibido de dirigir e que não devêssemos ser alertados para o que pode ou não nos fazer mal, mas clamava contra a pretensa moralidade assumida pelo Sistema e pelo Poder, que teima em nos roubar o inalienável direito de tomar decisões próprias.

Sinceramente, não sei o que será da minha velhice sem meus heróis. Será que sobrará espaço para uma escola que possa, sem eles, ensi- nar a liberdade, a supressão da ditadura do Estado contra a expres- são da singularidade?

Ao descobri-los nos tristes necrológios dos jornais, descobri também que não perdi apenas ídolos, mas a crença em mudanças verda- deiras. A morte quase simultânea de meus três mosqueteiros da modernidade autêntica não trouxe apenas tristeza e desesperança, mas a dúvida sobre se realmente vale a pena viver quando inspira- ções de autenticidade e liberdade se vão.

*Bacharel e licenciado em Geografia, especialista em Inteligência e Cognição e mestre em Ciências Humanas. Sócio-fundador do Todos pela Educação. Autor de mais de 180 livros didáticos e 60 educacionais

www.celsoantunes.com.br

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Revista Revista Linha Linha Direta Direta

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