Revolução Digital - Revista Caixa Geral de Depósitos

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história de capa

E c o n o m i a D i g i ta l

Um admirável mundo
(sempre) novo
A revolução digital está em curso, silenciosa e irrevogavelmente.
O seu impacto na economia é enorme, pois a ela se associa competitividade,

inovação e emprego. Massificar o acesso à tecnologia e à informação e o desenvolvimento
de competências são alguns dos principais desafios
Por Palmira Simões

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A

Agenda Portugal Digital é clara.
Assenta em cinco objetivos a
atingir em 2020, num forte
compromisso público e privado
para colocar o nosso País
entre os mais avançados da
economia digital europeia, através da melhoria
da infraestrutura de banda larga, das condições
de acesso a particulares e empresas, mas
não só. O crescimento e o desenvolvimento
económico nacional estão na mira e, por
arrasto, a qualidade de vida e a inclusão
social. Um caminho que tem vindo a ser feito,
paulatinamente, com um ou outro obstáculo,
mas imparável.
Para se ter uma ideia e falando apenas
em investimento público, após uma quebra
de 2010 para 2011, o investimento da FCT
– Fundação para a Ciência e Tecnologia, a
agência pública nacional para o financiamento
da investigação em ciência, tecnologia e
inovação em todas as áreas do conhecimento,
no sistema científico nacional, registou um
aumento de seis milhões de euros, entre 2011 e
2012, e de sete milhões de euros de 2012 para
2013. Em termos percentuais, desde 2008, a
contribuição da FCT para a despesa pública
portuguesa em investigação e desenvolvimento
(I&D) tem sido de, aproximadamente, 30 por
cento. As empresas e as universidades, apesar
dos menores apoios, contam com um grande
estímulo e capacidade de internacionalização,
que as faz avançar e querer fazer o melhor no
seu setor de atividade. Exemplo disso são o
grande número de start-ups de base tecnológica
que arriscam, apesar dos constrangimentos,
algo refletido no posicionamento português no
ranking do barómetro sobre inovação Innovation
Digest, apresentado pela COTEC Portugal e pela
Everis, relativo a 2013. Globalmente, Portugal
encontra-se na 29.ª posição entre 52 países
analisados, com um valor de 3,62 pontos,
tendo subido duas posições relativamente a

a formação, quer dos quadros das
empresas quer da população em
geral, ganha importância face à
tecnologia
start-ups Existem várias start-ups
de base tecnológica que decidem
arriscar como forma de enfrentar
as dificuldades

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2012, não estando muito longe da média UE27
e acima da média do núcleo dos países do
sul da Europa (que inclui Portugal, Espanha,
Grécia e Itália). Registou-se uma melhoria nas
condições, recursos e processos, no entanto, em
termos de resultados alcançados ficou aquém
do desejável.
De acordo com João Vasconcelos, fundador da
incubadora Startup Lisboa, a economia digital
pode ter um impacte muito positivo no nosso
País «se não deixarmos passar este momento
único que vivemos. Nos EUA, por exemplo,
esse impacte já há muito que se faz sentir, até
porque há um investimento muito grande nas
universidades, na preparação dos alunos para a
criação das suas próprias empresas, coadunado
com os setores económicos em expansão.
Temos de fazer isso também em Portugal, bem
como afinar os instrumentos de financiamento,
de apoio, os eventos, as incubadoras e o
ecossistema.»
Perspetiva económica
indissociável da social
Ana Neves, diretora do Departamento de

Sociedade de Informação da FCT, refere que
Portugal tem já infraestruturas e cobertura
muito boas, mas que, neste momento, «a
nossa maior preocupação é utilizar essas
infraestruturas para aumentar o acesso na
perspetiva de inclusão e literacia digitais,
tendo em conta o peso que estes fatores têm
no desenvolvimento económico. Ou seja,
que as pessoas, de uma forma massificada e
sem barreiras, possam ter acesso à tecnologia
e à informação de maneira a aumentarmos o
conhecimento e as competências digitais, o
que é bom para a sociedade e para o País.»
Segundo a ANACOM – Autoridade

As empresas e as
universidades
contam com um
grande estímulo
e capacidade de
internacionalização

Nacional de Comunicações, no final de
setembro existiam cerca de 2,75 milhões
de acessos fixos à Internet, número sempre
em ascensão, principalmente devido à
fibra ótica. Já a banda larga móvel registava
uma utilização de 4,5 milhões de pessoas,
mais 24,4 por cento em relação ao período
homólogo do ano anterior. Destes, 3,5 milhões
correspondiam ao acesso através de telemóveis.
A evolução da banda larga móvel tem sido
impulsionada pelo aumento do número de
utilizadores de smartphones, que, em setembro,
já representavam 47,1 por cento do total de
utilizadores de telemóvel.

Os números falam por si, no entanto,
temos outra realidade menos desenvolvida,
que se exprime em mais de 33 por cento de
portugueses que nunca utilizaram a Internet,
realidade esta que faz parte da agenda digital
europeia Horizonte 2020 e que foi um dos
temas do 24.º Congresso das Comunicações
da APDC – Associação Portuguesa para o
Desenvolvimento das Comunicações, realizado
em novembro último e cuja abertura contou
com a participação do Presidente da República.
Aníbal Cavaco Silva, para quem, conforme
transmitido na ocasião, a difusão das redes de
comunicação eletrónica de alta velocidade tem

impulsionado o desenvolvimento da economia
digital como fator essencial de inovação e
competitividade, crescimento económico e
promoção do emprego qualificado, aproveitou,
ainda, para lembrar que mais tecnologia não
é obrigatoriamente sinónimo de bom uso
da mesma, tendo alertado para o risco de
clivagem económica, social e cultural, que
«não podemos admitir num país desenvolvido
e justo».
Em termos de literacia digital, está em
desenvolvimento a Rede TIC e Sociedade, com
o apoio de vários stakeholders, desde o setor
público ao privado, incluindo organizações não
governamentais e as comunidades académica e
técnica, para disseminar o conhecimento neste
âmbito por todas as regiões do País. «Temos
já umas 300 entidades envolvidas e linhas
orientadoras bem definidas para se conseguir
levar a cabo, com sucesso, este projeto
nacional», explica Ana Neves.
Formação na linha da frente
Quando se diz que a revolução digital está a
acontecer, há que destacar a rapidez com que
a mesma decorre. O digital não só representa
uma mudança de paradigma na economia e
na sociedade, como, também, na velocidade
do progresso. «As coisas, antes, tinham um

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tempo mais ou menos estável, em que se
podia analisar e programar o nosso trabalho.
Hoje, tudo muda no espaço de uma semana
ou mesmo dias. O que é válido hoje amanhã
deixou de ser, já há coisas novas e isso altera
tudo de um dia para o outro», diz Filipa
Caldeira, sócia-fundadora da Fullsix, uma
agência de marketing interativo. Ana Neves
corrobora esta ideia, pelo que ambas reforçam
a importância da formação contínua, quer
dos quadros das empresas, quer da população
em geral, para lidar com o gigante que dá
pelo nome de tecnologia. «Tem de se apostar
em cursos, de modo a ir ao encontro das
necessidade e dos interesses das pessoas e das
empresas», afirma esta responsável. Mesmo
a nível das universidades, urge uma resposta
mais quantitativa, não estando em causa
a qualitativa. «Temos excelentes técnicos,
mas há escassez. A nossa grande dificuldade
reside não apenas na captação, mas também
na retenção do talento, que acaba por
encontrar lá fora outras motivações que, em
Portugal, não conseguimos dar, sobretudo

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na parte financeira», conta a CEO da Fullsix.
E acrescenta: «Por outro lado, os quadros
existentes, dada a rapidez com que a tecnologia
avança, têm de se atualizar, muitas vezes até de
forma autodidata, quase diariamente.»
Oportunidade para as universidades
e para as empresas
Resolver as clivagens, a escassez de
profissionais e apostar na educação e
formação constituem fatores críticos para o
crescimento do setor das tecnologias. Cavaco
Silva lembrou, no seu discurso no congresso
acima referido, que se prevê, nos próximos
anos, que «exista uma lacuna no mercado
de um milhão de profissionais à escala
europeia, pelo que esta é uma oportunidade
a que as instituições portuguesas de ensino
superior devem estar atentas». Por outro
lado, a economia digital é transversal a
todos os setores de atividade, sejam eles
quais forem, o que implica um esforço para
todas as empresas, incluindo as dos setores
tradicionais, no sentido da sua modernização

tecnológica, a bem de competitividade e da
produtividade. «Estima-se que 75 por cento
do impacto da Internet ocorra em setores ditos
tradicionais e que a produtividade de uma
PME possa crescer 10 por cento em virtude da
utilização das tecnologias digitais», enumera,
dando o exemplo do comércio eletrónico à
escala mundial como forma de expansão e
internacionalização.
A tecnologia veio para resolver problemas
e as empresas são das primeiras a beneficiar,
bem como a economia. Ana Neves recorda:
«O facto de se incorporar a tecnologia nos
processos pode fazer com que se corte nos
custos e no tempo, aumentando a eficácia
e a produtividade com resultados visíveis
no crescimento. Mas há que ter vontade de
mudar, de dar o salto qualitativo.»
Apesar de tudo, algumas empresas
encontram-se muito bem preparadas para
enfrentar a revolução digital. Ao longo dos
últimos dez anos, Hélder Falcão, business
coach e CEO da GoldenReputation Inc.,
tem trabalhado com empresários em três
áreas distintas: business networking, business
coaching e marketing digital. E salienta: «Os
empresários que permanecem no mercado
constroem ativamente a sua rede de
contatos. Frequentam grupos de networking
organizados (exemplo: www.bni.com),
procuram aumentar o número de parceiros
estratégicos e preocupam-se com a sua
reputação e marketing boca a boca.»
Para este especialista, no que diz respeito
ao business coaching, ainda há, efetivamente,
muito trabalho a fazer. «Diria até que está tudo
por fazer. Há uma grande resistência à entrada
do conceito do “treinador de negócios”, que
ajuda o empresário a definir objetivos, gerir
melhor o tempo, controlar o seu relatório
financeiro, trabalhar a diferenciação, tratar
o marketing como investimentos, treinar a
equipa e muito mais... Esta parece-me ser,
efetivamente, a grande falha nas principais
empresas portuguesas. Já no último vetor, o do
marketing digital, vejo uma grande mudança.»
Muitas empresas têm já o seu elemento interno
que faz programação web, gere as estatísticas
do site e das principais redes sociais, constrói
um painel interno de gestão de reputação
on-line (exemplo: www.sproutsocial.com)
e produz conteúdos nas principais
plataformas (exemplos: www.scribd.com
ou www.slideshare.net).

a falta de profissionais à escala
europeia é uma oportunidade à qual
as universidades devem estar atentas
uma sociedade mais conectada
faz com que o QI, o QE e o QV
possam subir

Inteligência, emoção e visão
Economia à parte, os contributos do digital para
os indivíduos, enquanto pessoas e que, depois,
são transmissíveis ao sucesso das empresas, são
imensos. Na perspetiva do coach Hélder Falcão,
«uma sociedade mais conectada faz com que
o QI, o QE e o QV possam subir». No que
concerne ao QI (inteligência), uma equipa pode
aumentá-lo através de mais informação acerca
do negócio de cada empresa, do conhecimento
dos produtos e serviços e das boas práticas
internacionais. Por exemplo, recorrendo a
blogues (www.tudomudou.com), a livros em
formato áudio (www.audible.com) ou a vídeos
inspiradores e transformadores (www.ted.com).

Para o melhorar o QE (emocional), também
existem conteúdos disponíveis. «Pode parecer
estranho, mas tenho reparado que há uma
transformação nas pessoas com quem me cruzo
diariamente que veem vídeos de como gerir
melhor as emoções, como ser mais solidário,
como manter a calma e evitar problemas, como
nos sentirmos em paz no meio da confusão,
etc. (www.happinesstraining.pt)», conta.
Finalmente, o QV (visão) que diz respeito à
visão estratégica dos líderes empresariais, sejam
sócios-gerentes de microempresas ou CEO
de multinacionais. Quando o líder abraça os
conceitos básicos da tecnologia e compreende
a importância de se manter informado
quanto às tendências de mercado, de fazer
investimentos regulares em hardware e software
(SaaS), de ser facilitador de mudança interna e,
sobretudo, de ter vontade de mudar, a começar
por si, a sua visão estratégica já não está focada
unicamente em resultados mensais. Está, sim,
preparado para um futuro de cinco a dez anos,
independentemente se o Facebook @Work vai
vencer ou não.
Este especialista refere, ainda, que o
marketing digital para a cidadania é um tema
importante e que poderia ser mais trabalhado.
«Acredito que as redes sociais vão ajudar o
mundo a tornar-se um local ainda melhor
para viver. Quando começamos a transferir
conhecimento consolidado que foi adquirido
ao longo da existência, tudo muda.» Neste
sentido, Ana Neves reforça: «Se apostarmos
na inclusão e na literacia digitais, estamos
a apostar numa cidadania e, logo, numa
sociedade melhor. Uma sociedade mais
exigente promove o aumento da qualidade de
vida e fortalece a economia.»
A cibersegurança em cima da mesa
Este é um tema crítico quando se fala no
mundo digital. Em maio passado, foi publicado
em Diário da República o Decreto-Lei n.º
69/2014, que regula o funcionamento do
Centro Nacional de Cibersegurança, SNCSeg,
cuja constituição tinha sido aprovada em
2012. Este Centro encontra-se no Gabinete
Nacional de Segurança (GNS) e tem por
missão contribuir para que Portugal use o
ciberespaço de uma forma livre, confiável
e segura, através da promoção da melhoria
contínua da cibersegurança nacional e da
cooperação internacional, em articulação com
todas as autoridades competentes. Tem, ainda,

CGD nas redes sociais
A Caixa tem uma presença
pensada nas várias redes sociais,
de forma a estar mais próxima dos
seus Clientes e melhor responder
às suas necessidades.
Foi com esse intuito que, no
início de 2014, a Caixa criou um
novo perfil designado A Nossa
Caixa, que se distingue pela
sua transversalidade e imagem
moderna. Ali comunica-se de
forma simples, direta e útil o melhor
que a Caixa tem para oferecer,
sejam passatempos, eventos, dicas
de literacia financeira, propostas
de fim de semana e muito mais.
E são já mais de 80 mil fãs, só no
Facebook. Se ainda não conhece,
visite em:
› Facebook:
www.facebook.com/
anossacaixa;
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› YouTube:
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mediacgd;
› Google +: neste caso,
pesquisando por «A Nossa
Caixa».
Também no LinkedIn
Lançada igualmente no início
deste ano, a página oficial da
CGD no Linkedin já ultrapassou
os 12 mil seguidores e continua
a captar a atenção do segmento
empresarial, que recorre, cada
vez mais, a esta rede social. Por
isso, a Caixa procura ir ao encontro
das necessidades específicas
de empresários e demais
profissionais nela presentes,
dando a conhecer informação
relevante para o desempenho da
sua atividade.
Visite e torne-se seguidor em
www.linkedin.com/company/cgd.
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como objetivo, a implementação das medidas
e instrumentos necessários à antecipação,
deteção, reação e recuperação de situações
que, face à iminência ou ocorrência de
incidentes ou ciberataques, ponham em causa o
funcionamento das infraestruturas críticas e os
interesses nacionais.
A FCT – Fundação para a Ciência e
Tecnologia é outra das entidades preocupadas
com esta questão, sendo, inclusive, uma das
promotoras, em consórcio, do projeto Internet
Segura. «O desenvolvimento e a investigação
nesta área são fundamentais, ou seja, unir a
parte técnica e a académica na procura de
novas soluções, que permitam, sobretudo,
olharmos para a autoestrada da informação
não pela via negativa, mas sim pela positiva.
Temos de aprender a navegar na Internet sem
receios», afirma Ana Neves.
Desafios permanentes
O mundo, cada vez mais tecnológico, está
em constante e permanente mutação com
impacto profundo nos vários setores da
sociedade. E grande parte das barreiras à sua
utilização plena não se resolvem de um dia
para o outro. De tempos a tempos surgem
grandes tendências. Das que já começaram
a ser discutidas nos fóruns internacionais,
Ana Neves aponta os direitos humanos e a

liberdade de expressão no mundo digital.
Alguns países, em parte por questões
culturais, restringem o acesso dos cidadãos a
determinados sites. «Na minha opinião, temos
é de formar as pessoas e, depois, elas são livres
de fazer as suas escolhas e de se exprimir
como quiserem, desde que respeitem as regras
do mundo on-line, onde se inclui o respeito
pelo outro», destaca esta responsável, para
quem um dos grandes desafios a vencer são as
questões energéticas. «Um mundo “ligado” não
pode ficar à mercê de um “apagão”.»
Hélder Falcão identifica perspetivas
otimistas para a economia digital portuguesa.
«Os empresários que conseguiram sobreviver
aos últimos cinco anos estão agora a
evidenciar-se pela sua atitude e vontade de
empreender. As empresas que continuam
no mercado compreenderam a importância
de um posicionamento especial face à
tecnologia. Já reparei, por exemplo, que o
número de empresas com uma equipa interna
de tecnologia social está a aumentar. Isso
demonstra que há uma vontade cada vez
maior de melhorar a comunicação entre os
clientes, fornecedores, parceiros de negócio e,
sobretudo, com a equipa interna. Além disso,
ligam-se cada vez mais em rede (exemplo:
www.yammer.com).» Por outro lado, as
principais plataformas de gestão de tecnologia

já estão a produzir o seu back-office inteiramente
em português. Ultrapassado esse desafio,
já não há nenhuma razão para existir um
bloqueio na comunicação. Com uma estratégia
de comunicação integrada no hardware da
empresa, na base de dados dos clientes, nas
apps móveis e no tratamento da informação,
todas as empresas vão poder melhorar o seu
negócio, sabendo que aquelas que melhor
conhecerem o seu cliente vão, seguramente,
ganhar mais quota de mercado e ter sucesso.
No plano tecnológico, Portugal encontra-se à altura do que de melhor se faz nos EUA,
no Reino Unido ou na Alemanha. «Temos
uma geração de novos empresários capazes de
construir das melhores start-ups tecnológicas
do mundo. Na Startup Lisboa, todos os dias
recebemos candidaturas de projetos, o que
evidencia que os portugueses, ao contrário
do que se diz, muitas vezes têm vontade de
arriscar e capacidade empreendedora. Não
podemos deixar cair esta geração e o que está
já a ser construído», reforça João Vasconcelos.
Tudo indica que estamos no bom caminho.
Em entrevista recente ao jornal Diário Económico,
João Couto, diretor-geral da Microsoft Portugal,
afirmava: «O setor tecnológico tem capacidade
para ser o grande motor económico. Acredito
que Portugal pode estar na liderança da
economia digital em cinco anos.»

Para compras on-line
O Caixa weBuy é um cartão virtual da rede MasterCard ou Visa, exclusivo para compras na Internet, em sites nacionais e estrangeiros.
Limitado ao valor pré-carregado, para maior conveniência e segurança, este cartão está disponível para clientes maiores de 18 anos,
com conta à ordem na Caixa e serviço Caixadirecta on-line ativo. Com carregamento inicial de 10 euros, pode recarregá-lo a partir de 5 euros e no máximo
de 3000 euros, nas caixas Multibanco, no serviço Caixautomática, no serviço Caixadirecta (on-line e telefone) ou nas Agências da Caixa.

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