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FARINGE

A faringe comunica - se com as vias nasal, respiratória e digestória. F orrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem do alimento.

1. Localização (pag. 63):

Da base do crânio até a margem inferior da c artilagem cricóidea anteriormente e a parte infe rior da vértebra C6 posteriormen te.

Superio r: corpo do esfenóide e proção basilar do osso occipital

Inferior : esôfago

Posterior : coluna vertebral e fáscia dos músculos longo do pescoço e longo da cabeça

Anterior : processo pterigóideo, mandíbula, língua, osso hióide, cartilagens tireóide e cricóide

Lateral : processo estilóide e seus músculos

2. Comunicações

3. Cavidade da faringe

1.

Parte nasal da faringe ( Nasofaringe ) : posterior ao nariz e superior ao palato mole. Está sem pre aberta.

 

a)

Coános : aberturas entre a cavidade nasal e a parte nasal da faringe .

b)

Tonsíla faríngea (adenóide, quando aumentada) : está na mucosa do teto e parede posterior da parte nasal da faringe. Anel tonsilar¹: tecido lindofoide incompleto ao redor da parte superior da faringe.

c)

Toro ² tubário: regiã o ventral ao recesso faríngeo.

 

Prega ³ salpingofaríngea: imediatamente posterior ao palato mole, inferiormente a extremidade medial da tuba auditiva. Cobre o músculo salpingofaringeo (abre o óstio faríngeo da tuba auditiva durante a deglutição) . Tonsila tubária: tecido linfóide perto do óstio ⁴ faríngeo da tuba auditiva

Prega salpingopalatina : acima do óstio da tuba auditiva , originário do toro tubário.

 

d)

Óstio faríngeo da tuba auditiva : localiza - se na parede lateral da rinofaringe , perto da coana . A tuba auditiva se comunica com a faringe através do ósteo faríngeo da tuba auditiva, que por sua vez conecta a parte nasal da farínge com a cavidade média timpânica do ouvido.

e)

Recesso ⁴ faríng eo: proje ção lateral da faringe, semelhante a uma fenda, posterior ao toro tubário e à prega salpingofaríngea, q ue se estende

 

lateral e posteriormente.

2.

Parte oral da faringe: posterior à boca . Limites: superior, palato mole; inferior, base da língua; laterais, arcos palatoglosso e palatofaríngeo. Estende - se do palato mole até a margem superior da epiglote.

 

a) istmo ⁵ das fauces : espaço estreito e curto que faz a conexão entre a cavidade prórpria da boca e a parte oral da faringe

b) valécula ⁶ epiglótica

c) prega glossoepiglótica mediana : conecta a raiz da língua com o palato pelo arco palatoglosso e com a epiglote

d) prega glossoepiglotica lateral

Tonsilas palatinas: tec. linfóide, na parte oral da faringe no intervalo entre os arcos palatinos.

3.

Parte laríngea da faring e: situa - se posterior mente à laringe. Vai da margem s uperior da epiglote e das pregas faringeasepigloticas até a margem inferior da cartilagem cricóidea, onde estreita e se torna contínua com o esôfago. Posteriormen te, corpos vertebrais C4 - C6 . Partes posterior e lateral m. constritor médio e inferior da faringe. Interiormente m. palatofaríngeo e estilofaríngeo.

a) Recesso piriforme: pequena depressão de cada lado do adito da laringe. Separa - se do adito da laringe pela p rega ariepiglótica. Lateralmente, faces mediais da cartilagem tireóidea e membrana tíreo - hióidea. Profundamente à mucosa tem os n. laríngeo interno e recorrente.

Nathalia Souza – Medicina UFBA – FAMEB

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b) Junção faringoesofágica : junção com o esôfago, região mais estreita, caudal ao M. constritor médio da faringe. Constrição produzida pela parte cricofaríngea do músculo constritor inferior da faringe (o esfíncter esofágico superior) e é a parte mais estreita do esôfago.

Ádito da laringe: parte que se comunica com a parede anterior da laringe (burac o) .

4.

Músculos da faringe Camada circular externa: constritores da faringe. Eles contraem as paredes da faringe durante a deglutição. Fáscia faringobasilar , como r evestimento interno (forte) e a fáscia bucofaríngea , revestimento fascial externo (fino). A fusão desta com a lâmina pré - traqueal forma a fáscia cervical profunda . Possuem contração involuntária e ocorre de forma sequencial. Todos são inervados pelo ramo faríngeo do nervo vago (NC X) e pl e xo faríngeo . Mas o médio e inferior tam bém são inervados por ramos dos nervos laríngeos externo e recorrente do vago. Além de ramos simpáticos do gânglio cervical superior. fáscia cervical profunda = Fáscia faringobasilar + fáscia bucofaríngea

 

1. Rafe da faringe

2. m. constritor superior da faring e : forma a fossa tonsilar, junto com a lâmina fibrosa e fina da fáscia faringo basilar (limites da parede faríngea em sua parte superior) .

 

a) parte pteri gofaríngea

b) parte bucofaríngea : rafe pterigomandibular

c) parte milofaríngea : ligado a linha milo - hióidea

d) parte glossofaríngea : ligada a face lateral da lingua

 

3. m. constritor médio da farin ge

 

a) parte condrofaríngea

b) parte ceratofaríngea

 

4. m. constritor inferior da faringe

 

a) parte tireofaríngea

b) parte cricofaríngea

 

Longitudinais internos*: elevam (encurta e alarga) a faringe e a laringe durante a deglutição e

fala.

 

5.

m. estilofaringeo * : interior da parte larínge a, nervo glossofaríngeo (NC IX)

6.

m. salpingofaríngeo *

7.

m. palatofarínge o * : interior da parte laríngea

5.

Va s cularização

 

1.

Artéria tonsilar: atravessa o m. c. s. e entra no pólo inferior da tonsila palatina.

2.

Veia palatina externa (veia paratonsilar): palato mole à sup. lateral da tonsila à plexo venoso palatino.

3.

Vasos linfáticos: sent ido lateral e inferior até os linfonodos perto do ângulo da mandíbula e até o linfonodo julgodigástrico (linfonodo tosnilar)

4.

Anel linfático (tonsilar) da faringe: formado pelas tonsilas palatinas, lateral; linguais, anteroinferior; e faríngea, posterosupeior. É uma parte circular incompleta de tecido linfóide.

6.

Invervação

Plexo nervoso faríngeo, inerva a parte motora e maior parte da sensitiva. As fibras motoras deste derivam do n. vago (NC X) pelo seus ramos faríngeos. Suprem todos os músculos da faringe e do palato, menos o estilofaríngeo (NC IX) e tensor do véu palatino (NC V ₃ ). Const ritor inferior recebe algumas fibras motoras do ramo laríngeo externo e recorrente do vago (NC X). As fibras sensitivas do plexo são derivadas do glossofaríngeo . A mucosa das regiões anterior e superior da parte nasal da faringe é suprida principalmente pe lo nervo maxilar (NC V ₂ )

Os nervos tonsilares derivam do plexo nervoso tonsilar ramos do glossofaríngeo e vago.

Me canismo de Deglutição

O corre em três estágios:

1º) voluntário; o bo lo é comprimido contra o palato e empurrado da boca para a p arte oral da faringe, principalmente pelo mov. dos m. da língua e do palato mole.

2º) involuntário e rápido ; o palato mole é elevado, isolando da parte nasal da faringe das parte oral e laríngea; A faringe alarga - se e encurta - se para receber o bolo alimentar enquanto o s músculos supra - hióideos e os m. faríngeos longitudinais se contraem, elevando a laringe. 3º) involuntário; a contração sequencial dos três músculos constritores da faringe força a descido do bolo alimentar para o esôfago.

O movimento da laringe também s imultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando a

abertura entre a parte laríngea da faringe e o esôfago.

Superposição dos músculos constritores da faringe deixa quatro aberturas nas musculatura para a entrada ou saída de estruturas da coisas na faringe .

1.

Superiormente ao m. constritor superior da faringe, o m. levantador do véu palatino, a tuba auditiva e a artéria palatina ascendente atravessam uma abertura entre o músculo constritor superior e o crânio. É aqui que a fáscia faringobasilar funde - se à fá scia bucofaríngea para forma, com a mucosa, a parede fina do recesso faríngeo.

2.

Uma abertura entre os m. contritores superior e médio permite a passagem do m. estilofaringeo, nervo grossofaringeo e ligamento estilo - hioide até a face interna da parede da faringe.

3.

Uma abertura entre os m. contritores médio e inferior permite que o ramo interno do nervo laríngeo superior e a artéria e veia laríngeas sigam até a laringe.

4.

Uma abertura inferior ao m. co nstritor inferior permite que o nervo laríngeo recorrente e a artéria laríngea inferior sigam superuiormente ate a laringe.

Esôfago

Tu

bo fibromuscular que se estende da faringe ao estômago.

1. Localização

Imediatamente posterior à margem inferior da cartilagem cricóidea, nível de C6. ( parte cervical).

2. Comunicações

3. Relações M. estriado (voluntário) em seu terço superior , m. liso (involuntário) em seu terço inferior, e uma mistura de estriado e liso na região intermediária.

4. Divisão: porções

a. ervical : Situa - se entre a traqueia e a coluna vertebral cervical. Inclina - se um pouco para a esqueda enquanto desce e entra no mediastino superior, através da abertura superior do tórax, onde se torna região torácica do esôfago.

C

Quando o bolo alimentar desce por ele a luz se espante produzindo peristalse reflexa nos dois terços inferiores do esôfago. Est á fixada a traqueia por tecido conj. frouxo. Os nervos laríngeos recorrentes situam - se nos sulco tranqueoesofágicos .

A direita do esôfago está o lobo direito da glândula tireóide e a bainha

carótida direito . No lado esquerdo tem os esquedos. Fica em contato com cúpula da pleira (cervical) na raiz do pescoço.

b. Torácica

O ducto torácico adere ao lado esquerdo do esôfago e situa - se entre a pleura

e o esôfago.

Entra no mediastino (divisão mediana da cavidade torácica) superior entre a traqueia e a coluna vertebral, onde se situa anteriormente aos corpos das vértebras. Inclina - se para a esquerda, mas é empurrado de volta para o plano mediano pelo arco da aorta. Depois é comprimido anteriormente pela raiz do pulmão esquerdo. Também é comprimido pelo diafragma. Inferiormente ao arco o esôfago inclina - se novamente para a esquerda ao se aproximar e atravessar o hiato esofágico .

O esôfago é a principal relação posterior da base do coração.

c. Abdominal :

Nathalia Souza – Medicina UFBA – FAMEB

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V ai do hiato esofágico no pilar direito do diafragma até o óstio cardíaco do estômago ,

alargando - se à medida que se aproxima em posição anterior e à esquerda na sua descida.

É coberto por peritônio do saco maior, superfície anterior; e peritônio da bolsa omental, na posterior; sendo ambos contínuos com os que revestem o estômago.

A margem direita do esôfago é contínua com a curvatura menor do estômago;

entretanto, sua margem esquerda é separada do fundo gástrico pela incisura cardíaca existente entre o esôfago e o fundo gástrico. Tem lâminas musculares circ ulares internas e longitudinais externas. No terço superior é m. estriado voluntário. Através do hiato esofágico elíptico no pilar muscular direito do diafragma, logo a

esqueda no plano mediano ao nível da vértebra T10.

Termina entrando no estômago no ósti o cardíaco do estômago, à esquerda da linha mediana, no nível da 7ª cartilagem costal esquerda e da vértebra T11.

É

circundado pelo plexo nervoso esofágico distalmente.

O

alimento atravessa o esôfago rapidamente à ação peristáltica

Ligamento frenicoesofagi co: fixado às margens do hiato esofágico no diafragma, é uma extensão da fáscia diafragmática inferior. Ele permite um movimento independente do diafragma e do esôfago durante a respiração e deglutição . Junção esofagogástrica (linha Z): a esque r da da vért ebra T11 no plano horizontal que atravessa a extremidade do processo xifóide. Linha irregular em que há mudança abrupta da mucosa esofágica para a gástrica. Imediatamente superior a essa junção, a musculatura diafragmática que forma o hiato esofágico funci ona como um esfíncter inferior do esôfago fisiológico que se contrai e relaxa. O alimento para momentaneamente nesse lugar e que o mecanismo esfincteriano normalmente é eficiente para evitar refluxo do conteúdo gástrico

para o esôfago. Quando não há alimen to, a luz do esôfago normalmente encontra - se colapsada acima desse nível para evitar a regurgitação de alimentos ou sucos gástricos para o esôfago. Regi ão suprida pela artéria gástrica esquerda , um ramo do troco celíaco, e pela artéria frênica inferior esquerda.

A drenagem venosa das veias submucosa dessa parte do esôfago se faz para o sistema

venoso porta, através da veia gástrica esquerda e para o sistema venoso sistêmico, através das veias esofágicas que entram na veia ázigo.

A drenagem linfática à li nfonodos gástricos esquerdos ( os vasos linfáticos eferentes)

à linfonodos celíacos Inervado pelo plexo esofágico, formado pelo s troncos vagais (que se tornam ramos

gástricos anteriores e posterior) e pelos troncos simpáticos torácicos através dos nervos es plâncnicos (abdominopélvicos) maiores e plexos pariarteriais ao redor das artérias gástricas esquerda e frênica inferior.

5. Estratigrafia

6. Contricções (in vivo)

a. Faringoesfágica (esfíncter superior do esôfago) : constrição cervical, inicio na junção faringoesofágica; causada pela parte cricofaríngea do músculo constritor inferior da faringe.

b. Broncoaórtica (torácica) : local onde ocorre primeiro o cruzamento do arco da aorta e depois o cruzamento pelo brônquio principal esquerdo.

c. Diafragmática : local on de atravessa o hiato esofágico do diafragma.

7. Vascularização

8. Inervação

¹ tonsila: agregado de tecido linfóide

²

abaulamento ou arredondado projeção ou inchaço

³ Prega – Dobra, ruga, elevação linear Óstio – Abertura, orifício que dá acesso a uma área oca. pequena depressão ou concavidade Fauces: espaços entre a cavidade da boca e a faringe