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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA ELÉTRICA

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PROJETO DE INSTALAÇÃO ELÉTRICA RESIDENCIAL

Disciplina: Eletrotécnica Geral Professor: Luis Reyes Rosales Montero

Turma: 03

Aluno: Fábio George Nogueira Cruz

Matrícula:

110110746

Curso: Engenharia Química

Campina Grande, 16 de Julho de 2013

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PROJETO DE INSTALAÇÃO ELÉTRICA RESIDENCIAL

Trabalho desenvolvido pelo professor Dr. Luis Reyes Rosales Montero para o projeto de instalação elétrica de uma residência de acordo com a base teórica explanada em sala de aula e seguindo normas estabelecidas pela NDU 01.

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SUMÁRIO

  • 1. INTRODUÇÃO................................................................................4

  • 2. OBJETIVOS....................................................................................5

  • 3. APRESENTAÇÃO DO PROJETO....................................................5

  • 4. MEMORIAL DESCRITIVO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA............11

    • 4.1. Iluminação..............................................................................11

    • 4.2. Tomadas..................................................................................11

    • 4.3. Divisão das instalações...........................................................12

    • 4.4. Dimensionamento de condutores...........................................13

    • 4.5. Dimensionamento de eletrodutos...........................................13

    • 4.5. Disjuntores..............................................................................14

  • 5. MEMORIAL DE CÁLCULOS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA.........16

    • 5.1. Lâmpadas...............................................................................16

    • 5.2. Tomadas..................................................................................18

    • 5.3. Determinação da potência ativa.............................................24

    • 5.4. Cálculo da demanda...............................................................25

    • 5.5. Distribuição dos circuitos........................................................34

    • 5.6. Padrão de entrada...................................................................40

  • 6. CONCLUSÃO................................................................................42

  • 7. REFERÊNCIAS

  • BIBLIOGRÁFICAS...................................................................42

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    1. INTRODUÇÃO

    Os avanços tecnológicos dos últimos séculos se mostraram de extrema importância para a sociedade moderna. Equipamentos eletroeletrônicos, como computador, televisão, aparelhos de som, condicionadores de ar, aquecedores e diversos outros equipamentos só existem graças à energia elétrica. A energia elétrica é a capacidade de uma corrente elétrica realizar trabalho. Essa forma de energia pode ser obtida através da energia química ou da energia mecânica. Através de turbinas e geradores que transformam essas formas de energia em energia elétrica. Ela é obtida através da aplicação de uma diferença de potencial entre dois pontos de um condutor, gerando uma corrente elétrica entre seus terminais. Hoje em dia a energia elétrica é a principal fonte de energia do mundo.

    A energia elétrica é produzida a partir da energia mecânica de rotação de um eixo de uma turbina que movimenta um gerador. Esta rotação é causada por diferentes fontes primárias, como por exemplo, a força da água que cai (hidráulica), a força do vapor (térmica) que pode ter origem na queimado carvão, óleo combustível ou, ainda, na fissão do urânio (nuclear). A Rede de Distribuição recebe a energia elétrica em um nível de tensão adequado à sua distribuição por toda a cidade, porém, inadequada para sua utilização imediata para a maioria dos consumidores. Assim, os transformadores instalados nos postes das cidades fornecem a energia elétrica diretamente para as residências, para o comércio e outros locais de consumo, no nível de tensão (127/220 Volts, por exemplo), adequado à utilização. Após a distribuição da energia elétrica é necessário um planejamento para instalação elétrica numa determinada residência. Uma instalação elétrica é definida pelo conjunto de materiais e componentes elétricos essenciais ao funcionamento de um circuito ou sistema elétrico. As instalações elétricas são projetadas de acordo

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    com normas e regulamentações definidas, principalmente, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT e normas das concessionárias locais. A legislação pertinente visa a observâncias de determinados aspectos, bem como, segurança, eficiência e qualidade energética, etc.

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    2.

    OBJETIVOS

    Desenhar a planta arquitetônica da residência;

    Desenvolver o projeto das instalações elétricas de acordo com os

    modelos apresentados na sala de aula; Calcular a demanda de energia necessária para a residência

    projetada; Apresentar o balanço econômico da residência;

    Desenvolver o projeto com base na norma NDU001 da Energisa,

    concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica na Paraíba;

    • 3. APRESENTAÇÃO DO PROJETO

    O presente trabalho consiste na elaboração de um projeto referente às instalações elétricas de uma residência. A residência foi dividida em três setores para melhor entendimento: área externa, térreo e 1º andar. As especificações do que cada região contém são mostradas na Tabela 1.

    Tabela 1- Divisão da área residencial em setores.

    Área externa

    Térreo

    1º Andar

    Piscina

    Garagem

    Quarto 2

    Área de lazer (redário, sinuca, etc.)

    Varanda 1

    Banheiro 2

    Churrasqueira

    Sala de estar

    Quarto 3

    Banheiro externo

    Sala de jantar

    Banheiro 3

     

    Sala de TV

    Quarto 4

     

    Cozinha

    Banheiro 4

     

    Despensa

    Sala de estudos

     

    Banheiro interno

    Escritório

     

    Dependência da secretária

    Varanda 2

     

    Banheiro da

    secretária

    Corredor 2

     

    Quarto 1

    6
    6
     

    Banheiro 1

     

    Área de serviço

     

    Corredor 1

    A proposta de trabalho consiste em uma residência com um terreno com dimensão de 24x30 metros. A residência a ser construída se localiza na Rua João Julião Martins N 642, Universitário, CEP:

    58429-100, Campina Grande-PB. As plantas arquitetônicas da residência (térreo, área externa e primeiro andar) e planta de localização encontram-se apresentadas nas figuras a seguir.

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    7
    8
    8
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    Figura 1- Localização da residência

    Figura 1 - Localização da residência Figura 2 - Planta baixa do térreo 9

    Figura 2- Planta baixa do térreo

    9
    9
    Figura 3 - Planta baixa da área externa 10

    Figura 3- Planta baixa da área externa

    10
    10
    Figura 4 - Planta baixa do 1º andar 11

    Figura 4- Planta baixa do 1º andar

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    4. MEMORIAL DESCRITIVO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

    4.1. Iluminação

    Em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais é previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, com potência mínima de 100 VA, comandado por um interruptor de parede. Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m² deverá ser prevista uma carga de pelo menos 100 VA e com área superior a 6 m², acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m² inteiros. É importante ressaltar que os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.

    4.2. Tomadas

    Nas unidades residências e em acomodações de hotéis, motéis similares, o numero de tomadas de uso geral (TUG) deve ser fixado de acordo com o seguinte critério:

    em banheiros, pelo menos uma tomada junto ao lavatório;

    em cozinhas, áreas de serviço, lavadeiras e locais análogos, no mínimo uma tomada para cada 3,5 m, ou fração de perímetro, sendo

    que, acima de cada bancada com largura igual ou superior a 0.30 m; em subsolos, garagens, sótão e locais análogos , deve ser prevista no

    mínimo uma tomada e atribuída uma potência de no mínimo 1000 VA; nos demais cômodos ou dependências, se a área for inferior a 6m², pelo menos uma tomada; se a área for maior que 6m², pelo menos uma tomada para cada 5m, ou fração de perímetro, espaçada tão uniformemente quanto o possível. Às tomadas de uso específico (TUE) deverá ser atribuída a uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado. A quantidade de TUE é estabelecida de acordo com o número de aparelhos de utilização que sabidamente vão estar fixos em uma

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    dada posição no ambiente. As TUE’s são destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários. Quando não for conhecida a potencia do equipamento a ser alimentado, deverá se atribuir à tomada uma potência igual à potência nominal do equipamento mais potente com a possibilidade de ser ligado, ou potência determinada a partir da corrente nominal da tomada e da tensão do respectivo circuito. Tomadas de uso específico devem ser instaladas no máximo a 1,5 m do local previsto para o equipamento a ser alimentado. Cada aparelho deve possuir sua tomada ou circuito.

    • 4.3. Divisão das instalações

    Chama-se de circuito o conjunto de pontos de consumo, alimentados pelos mesmos condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção (chave ou disjuntor). Nos sistemas polifásicos, os circuitos devem ser distribuídos de modo a assegurar o melhor equilíbrio de cargas entre as fases. Em unidades residências são permitidos pontos de iluminação e tomadas em um mesmo circuito, exceto nas cozinhas, copas e áreas de serviço, que devem constituir um ou mais circuitos independentes. Toda instalação deve ser dividida em vários circuitos, de modo a: limitar as consequências de problemas na instalação elétrica, a qual provocará seccionamento do circuito defeituoso; facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção; evitar os perigos que possam resultar da falha de um único circuito, como, por exemplo, no caso de iluminação. Circuitos independentes devem ser previstos para os aparelhos de potência igual ou superior a 1500 VA ou aparelhos de ar condicionado, sendo permitida a alimentação de mais de um aparelho do mesmo tipo através de um só circuito. As proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento de ar de uma residência podem ser agrupadas no quadro de distribuição da instalação elétrica geral ou num quadro separado;

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    Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro. Em lojas, residências e escritórios, os circuitos de distribuição devem obedecer às seguintes prescrições mínimas:

    residências: 1 circuito para cada 60 m² ou fração;

    lojas e escritórios: 1 circuito para cada 50 m² ou fração.

    • 4.4. Dimensionamento de condutores

    O termo condutor elétrico representa o produto destinado ao transporte de corrente elétrica e tem como mais comuns exemplos os fios e cabos elétricos. Um fio é um condutor sólido, maciço e provido de isolação. Cabo é o conjunto de fios reunidos. Os condutores devem ter flexibilidade suficiente para passar dentro dos eletrodutos e suportar a passagem por curvas até chegar ao destino final. Outro fato relevante é a durabilidade dos condutores que, no geral, são projetados para suportar mais de 25 anos. A durabilidade também está ligada à temperatura, uma vez que, para cada 5 ºC de temperatura, acima do limite admitido, reduz quase pela metade a vida útil deste condutor. Dimensionar a fiação de um circuito é determinar a seção padronizada (bitola dos condutores deste circuito, de forma a garantir que a corrente calculada para ele possa circular pelos cabos, por um tempo ilimitado, sem que ocorra superaquecimento.

    • 4.5. Dimensionamento de eletrodutos

    Dimensionar eletrodutos é determinar o tamanho nominal do eletroduto para cada trecho da instalação. O tamanho nominal do eletroduto é o diâmetro externo dele expresso em mm. O tamanho dos eletrodutos deve ser de um diâmetro suficiente para que todos os condutores possam ser facilmente instalados ou retirados, assim, é obrigatório que os condutores não ocupem mais que 40% da área útil dos eletrodutos.

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    Para dimensionar os eletrodutos deve-se conhecer o número de condutores que vão passar pelo eletroduto e a maior seção deles. Um exemplo pode ser obtido a partir da tabela a seguir.

    Tabela 2 – Dimensionamento de eletrodutos

    Para dimensionar os eletrodutos deve-se conhecer o número de condutores que vão passar pelo eletroduto e

    4.6. Disjuntores

    Um dos dispositivos de proteção que se encontra no quadro de distribuição é o disjuntor termomagnético (DTM). Disjuntores termomagnéticos são dispositivos que oferecem proteção aos

    15
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    condutores do circuito e permitem manobra manual. A proteção aos condutores deve-se ao fato do disjuntor desligar automaticamente quando acontece uma sobrecorrente provocada por um curto-circuito ou sobrecarga. A operação manual acontece através de um interruptor que secciona somente o circuito necessário para manutenção. No quadro de distribuição encontram-se também o disjuntor diferencial residual (DR) e o interruptor diferencial residual (IDR). O dispositivo diferencial residual protege as pessoas contra choques elétricos provocados por contato direto ou indireto e os condutores do circuito contra sobrecarga e curto-circuito. O interruptor diferencial residual é o dispositivo que liga e desliga, manualmente, o circuito e protege as pessoas contra choques elétricos. Dimensionar o disjuntor (proteção) é determinar o valor da corrente nominal do disjuntor de tal forma que se garanta que os condutores da instalação não sofram danos por aquecimento excessivo provocado por sobrecorrente ou curto-circuito.

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    5. MEMORIAL DE CÁLCULOS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

    5.1. Lâmpadas

    A partir da área de cada cômodo pode-se determinar a potência requerida para a iluminação de toda a residência. A tabela abaixo ilustra a distribuição realizada da potência de iluminação de cada pavimento. Considerou-se a utilização de lâmpadas fluorescentes devido à preocupação ambiental.

    Tabela 3 – Distribuição de iluminação para o térreo

       

    Potência

       

    aparente

    Potência de

    Iluminação

    Cômodo

    Área (m 2 )

    Quant

    Quant

    Quantidad

    e de

    .

    (VA)

    lâmpadas

     

    .

    100

    VA

    60 VA

       

    Garagem

    42

    1

    9

    640

    4x160 VA

    Varanda 1

    26

    1

    5

    400

    2x 120 VA 1x 160 VA

    Sala de estar

    64

    1

    14

    940

    4x240 VA

    Sala de jantar

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Sala de TV

    18

    1

    3

    280

    1x 120 VA 1x 160 VA

    Cozinha

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Despensa

    4

    1

    0

    100

    1x 100 VA

    Banheiro

    interno

    12

    1

    1

    160

    1x 160 VA

    Dependência

    16

    1

    2

    220

    1x 120 VA

    da secretária

    1x 100 VA

    Banheiro da

    secretária

    8

    1

    0

    100

    1x 100 VA

    Quarto 1

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Banheiro 1

    12

    1

    1

    160

    1x 160 VA

    Área de

    1x 120 VA

    serviço

    18

    1

    3

    280

    1x 160 VA

    17
    17
    Corredor 1 18 1 3 280 1x 160 VA TOTAL 4580 Tabela 4 – Distribuição de

    Corredor 1

    18

    1

    3

    280

    1x 120 VA 1x 160 VA

    TOTAL

    4580

    Tabela 4 – Distribuição de iluminação para o 1º andar

       

    Potência

       

    aparente

    Potência de

    Iluminação

    Quantidad

    e de

    Cômodo

    Área (m 2 )

    Quant

    Quant

    .

    (VA)

    lâmpadas

     

    100

     

    .

    VA

    60

    VA

       

    Quarto 2

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Banheiro 2

    12

    1

    1

    160

    1x 160 VA

    Quarto 3

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Banheiro 3

    12

    1

    1

    160

    1x 160 VA

    Quarto 4

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Banheiro 4

    12

    1

    1

    160

    1x 160 VA

    Sala de

    2x 120 VA

    estudos

    24

    1

    4

    340

    1x 100 VA

    Escritório

    24

    1

    4

    340

    2x 120 VA 1x 100 VA

    Varanda 2

    28

    1

    5

    400

    4x 100 VA

    Corredor 2

    28

    1

    5

    400

    4x 100 VA

    TOTAL

    2980

    A iluminação da área externa não segue critérios como os da área interna. A distribuição da iluminação da área externa ficou, então, a critério do projetista e do cliente.

    Tabela 5 – Distribuição de iluminação para a área externa

       

    Potência

       

    aparente

    Potência de

    Iluminação

    Quantidad

    e de

    Cômodo

    Área (m 2 )

    Quant

    Quant

    .

    (VA)

    lâmpadas

     

    100

     

    .

    VA

    60

    VA

       

    Área de lazer

    18

    1

    3

    280

    1x 120 VA

    18
    18
     

    1x 160 VA

    Churrasqueira

    6

    1

    0

    100

    1x 100 VA

    Banheiro

    externo

    6

    1

    0

    100

    1x 100 VA

    Iluminação

    1200

    12x 100 VA

    externa

    TOTAL

    1680

    5.2. Tomadas

    A distribuição de tomadas seguiu as normas e critérios estabelecidos para projetos residenciais. Considerando a existência de tomadas de uso geral (TUG’s) e as tomadas de uso específico (TUE’s) obteve-se a seguinte distribuição para cada pavimento desta residência. Para a determinação das potências do chuveiro elétrico e do ar condicionado instalados em alguns cômodos da casa, foi levado em conta o último número da matricula de cada aluno, no meu caso 109110686 desta maneira o ar condicionado e o chuveiro elétrico da minha residência possuía 10500 BTU's e 6000 W, respectivamente de acordo com as tabelas descritas abaixo. A potência mínima de pontos de tomadas de uso geral segue a seguinte regra:

    Para banheiros, cozinhas, áreas de serviço e locais semelhantes:

    atribuir 600 VA por ponto de tomada para até 3 tomadas e atribuir 100 VA para as excedentes; Para os demais cômodos: atribuir 100 VA por ponto de tomada. As potências das tomadas de uso específico representam as próprias potências ativas.

    Tabela 6 – Potência do ar condicionado de acordo com o término da matrícula

    Último

    Potência

    número

    (Btu)

    • 0 6000

    • 1 7100

    • 2 7500

    19
    19
    • 3 8500

    • 4 9000

    • 5 10000

    • 6 10500

    • 7 11000

    • 8 12000

    • 9 14000

    20
    20

    Tabela 7 – Potência chuveiro elétrico de acordo com o término da matrícula

    Último

    número

    Potência (W)

    • 0 3000

    • 1 3500

    • 2 4000

    • 3 4500

    • 4 5000

    • 5 5500

    • 6 6000

    • 7 6500

    • 8 7000

    • 9 7500

    A seguir estão expressas as tabelas demonstrando as tomadas utilizadas em todo o projeto residencial.

    Tabela 8 – Distribuição de tomadas no térreo

     

    Perímet

    ro (m)

    TUE

    Perímet ro (m) TUE TUG

    TUG

    Cômodo

    Discriminação

    Quan

    Pot.

    Quant

    Pot.

    t.

    (VA)

    .

    (VA)

    Garagem

    26

    2

    200

    Varanda 1

    30

    6

    600

    Sala de

    estar

    32

    7

    700

    Sala de

    jantar

    20

    4

    400

    Sala de TV

    18

    4

    400

    Cozinha

    20

    Geladeira triplex 430 L

    1

    167

    6

    2100

     

    Micro-ondas

    1

    1333

    Despensa

    8

    1

    100

    Banheiro

    Chuveiro elétrico

     

    interno

    12

    1

    6000

    1

    600

    Quarto da

    16

     

    4

    400

    secretária

    Banheiro da

    secretária

    12

    1

    600

    Quarto 1

    20

    Ar condicionado

    1

    1824

    4

    400

    21
    21

    Banheiro 1

    16

    Chuveiro elétrico

    1

    6000

    1

    600

    Área de

    14

    Máquina de lavar

    1

    1111

    4

    1900

    serviço

    roupa

    Corredor 1

    22

    5

    500

     

    1643

    TOTAL

    5

    9500

    Tabela 9 – Distribuição de tomadas no 1° andar

     
     

    Perímetr

    o (m)

    TUE

    Perímetr o (m) TUE TUG

    TUG

    Cômodo

    Discriminação

    Quan

    Pot.

    Quant

    Pot.

    t.

    (VA)

    .

    (VA)

    Quarto 2

    20

    Ar condicionado

    1

    1824

    4

    400

    Banheiro 2

    16

    Chuveiro elétrico

    1

    6000

    1

    600

    Quarto 3

    20

    Ar condicionado

    1

    1824

    4

    400

    Banheiro 3

    16

    Chuveiro elétrico

    1

    6000

    1

    600

    Quarto 4

    20

    Ar condicionado

    1

    1824

    4

    400

    Banheiro 4

    16

    Chuveiro elétrico

    1

    6000

    1

    600

    Sala de

    estudos

    20

    Ar condicionado

    1

    1824

    4

    400

    Escritório

    20

    Ar condicionado

    1

    1824

    4

    400

    Varanda 2

    30

    6

    600

    Corredor 2

    28

    6

    600

    TOTAL

    2712

    0

    5000

    Tabela 10 – Distribuição de tomadas na área externa

     

    Perímetr

    o (m)

    TUE

    TUG

    Cômodo

    Discriminação

    Quan

    Pot.

    Quant

    Pot.

    t.

    (VA)

    .

    (VA)

       

    Motor de piscina

    1

    613

    Região

    externa

    108

    Motor do portão

    elétrico

    1

    204

    3

    300

    Bomba d’água 2

    1

    1732

    CV

    Área de

    lazer

    9

    1

    100

    Churrasque

    7

     

    1

    100

    ira

    Banheiro

    externo

    10

    1

    600

    TOTAL

    2549

    1100

    22
    22

    A seguir são demonstradas as plantas para o térreo, 1° andar e área externa, acrescentadas dos pontos de iluminação e tomadas utilizadas.

    A seguir são demonstradas as plantas para o térreo, 1° andar e área externa, acrescentadas dos

    Figura 5- Planta com iluminação e tomadas para o térreo

    23
    23
    Figura 6 - Planta com iluminação e tomadas para o 1º andar 24

    Figura 6- Planta com iluminação e tomadas para o 1º andar

    24
    24
    Figura 7 - Planta com iluminação e tomadas para a área externa 25

    Figura 7- Planta com iluminação e tomadas para a área externa

    25
    25
    • 5.3. Determinação da potência ativa

    Em projetos de instalação elétrica residencial, os cálculos

    efetuados são baseados na potência aparente e potência ativa.

    Portanto, é importante conhecer a relação entre elas para

    determinação do fator de potência. A potência ativa representa parte

    da potência aparente, em que uma determinada porcentagem é

    transformada em potência do tipo mecânica, térmica ou luminosa.

    Esta porcentagem é denominado fator de potência.

    Para utilização nos cálculos do projeto elétrico considera-se o

    fator de potência igual a 1,0 para iluminação e 0,8 para tomadas de

    uso geral. Assim, ao afirmar que o fator de potência é 1,0, significa

    que toda a potência aparente é transformada em potência ativa. Isto

    acontece nos equipamentos que só possuem resistência, tais como:

    chuveiro elétrico, torneira elétrica, fogão elétrico, etc.

    O levantamento das potências é feito mediante uma previsão

    das potências mínimas de iluminação e tomadas a serem instaladas,

    possibilitando assim determinar a potência total prevista para a

    instalação elétrica residencial.

    Tabela 11 – Cálculo da potência ativa para iluminação

    Pavimento

    Fator de

    Potência de iluminação

    Potência de

    potência

    (VA)

    iluminação (W)

    Térreo

    1

    4580

    4580

    1º andar

    1

    2980

    2980

    Área

    externa

    1

    1680

    1680

    TOTAL

    9240

    9240

    Tabela 12 – Cálculo da potência ativa para tomadas de uso

    geral

    Pavimento potência Fator de Potência de PTUG’s (VA)

    Potência de

    iluminação (W)

    Térreo

    0,8

    9500

    7600

    1º andar

    0,8

    5000

    4000

    26
    26

    Área

    externa

    0,8

    1100

    880

    TOTAL

    15600

    12480

    As potências das tomadas de uso específico representam as

    próprias potências ativas.

    Tabela 13 – Cálculo da potência ativa para tomadas de uso

    específico

     

    Potência de

    Pavimento

    iluminação (W)

    Térreo

    16435

    1º andar

    27120

    Área externa

    2549

    TOTAL

    46104

    A potência ativa total pode ser expressa a partir da seguinte

    relação:

    Pot ativa total =Pot ativa iluminação +Pot ativa PTUG ' s +Pot ativa PTUE ' s

    Pot

    ativa

    total =¿

    Pot

    ativa

    total =¿

    9240 + 12480 + 46104

    67824 W

    • 5.4. Cálculo da demanda por fases

    O fator de demanda representa uma porcentagem do quanto as

    potências previstas serão utilizadas simultaneamente no momento de

    maior solicitação da instalação. Isto é feito para não

    superdimensionar os componentes do circuito de distribuição, tendo

    em vista que em uma residência nem todas as lâmpadas e pontos de

    tomada são utilizadas ao mesmo tempo.

    De acordo com a norma NDU01, para iluminação e pequenos

    aparelhos, o fator de demanda pode ser expresso de acordo com a

    seguinte tabela:

    Tabela 14 – Fator de demanda para iluminação e pequenos

    aparelhos

    27
    27
    A demanda provável do consumidor, de acordo com as normas estabelecidas na NDU 01, é calculada

    A demanda provável do consumidor, de acordo com as normas

    estabelecidas na NDU 01, é calculada pela seguinte expressão:

    D (kW )=D (kVA )x 0,92

    Onde:

    D (kVA)=(d 1+d2+d3+d4+d 5+d 6+d 7)

    Sendo:

    d1 (kVA) = Demanda de iluminação e tomadas, calculada

    conforme fatores de demanda da Tabela 02 (NDU 01).

    d2 (kVA) = Demanda dos aparelhos para aquecimento de água

    (chuveiros, aquecedores, torneiras, etc.) calculada conforme Tabela

    03 (NDU 01).

    d3 (kVA) = Demanda secador de roupa, forno de microondas

    máquina de lavar louça e hidro massagem calculada conforme

    Tabela 04 (NDU 01).

    d4 (kVA) = Demanda de fogão e forno elétrico calculada.

    d5 (kVA) = Demanda dos aparelhos de ar-condicionado tipo

    janela ou centrais individuais, calculada conforme Tabela 05 (NDU

    01) para as residências; Demanda das unidades centrais de ar-

    condicionado, calculadas a partir das respectivas correntes máximas

    totais, valores a serem fornecidos pelos fabricantes e considerando-se

    o fator de demanda de 100%.

    28
    28

    d6 (kVA) = Demanda dos motores elétricos e máquinas de

    solda tipo motor gerador, conforme Tabela 06 (NDU 01). Não serão

    permitidos, motores com potência maior que 30 CV, os métodos de

    partidas dos motores trifásicos.

    d7 (kVA) = Demanda de máquinas de solda a transformador e

    aparelhos de raios X.

    Nas tabelas a seguir estão apresentadas as divisões dos

    circuitos para as regiões do térreo, área externa e primeiro andar e as

    devidas especificações de potência total e corrente para

    posteriormente calcular-se o valor da demanda.

    Tabela 15 – Distribuição de circuitos no térreo

     

    Circuito

    Tensã

    Local

    Potência

    Corrent

    Descrição

    o (V)

    Parcial

    Total

    e (A)

     

    Sala de estar,

       
    • 1 Iluminação

    social

    220

    Sala de jantar,

    Sala de TV,

    Quarto da secretária e

    banheiro,

    Quarto 1 e banheiro 1,

    Corredor 1.

    940

    340

    280

    320

    500

    280

    2660

    12,09

     

    Garagem,

    640

     

    Varanda 1,

    400

    Iluminação

    • 2 de serviço

    220

    Cozinha,

    340

    1920

    8,73

    Despensa,

    100

         

    Banheiro interno,

    160

       

    Área de serviço.

    280

     

    Garagem,

    200

     

    Varanda 1,

    600

    • 3 TUG’s

    220

    Sala de estar,

    700

    2300

    10,45

    Sala de jantar,

    400

    Sala de TV.

    400

    • 4 TUG’s

    220

    Cozinha

    2100

    2100

    9,54

    • 5 TUG’s

    220

    Despensa,

    100

    1700

    7,73

    29
    29
     

    Banheiro interno,

    600

    Quarto da secretária,

    400

    Banheiro da secretária.

    600

    • 6 Quarto 1 e banheiro 1, Corredor 1.

    TUGs

    220

    1000

    500

    1500

    6,82

    • 7 220

    TUG’s

    Área de serviço

    1900

    1900

    8,64

    • 8 Geladeira triplex 430 L

    TUE’s

    220

    167

    167

    0,76

    • 9 220

    TUE’s

    Micro-ondas

    1333

    1333

    6,06

    • 10 Chuveiro elétrico do Banheiro interno

    TUEs

    220

    6000

    6000

    27,27

    • 11 Ar condicionado do Quarto

    TUEs

    220

    1

    1824

    1824

    8,29

    • 12 Chuveiro elétrico do Banheiro 1

    TUEs

    220

    6000

    6000

    27,27

    • 13 Máquina de lavar roupa

    TUE’s

    220

    1111

    1111

    5,05

    Distribuição

    380

    30515

    80,30

     

    Tabela 16 – Distribuição de circuitos no primeiro andar

     
     

    Potência

    Corrent

     

    Circuito

    Tensã

    Local

     

    Descrição

    o (V)

    Parcial

    Total

    e (A)

     

    Quarto 2 e banheiro

         

    2,

    • 14 Iluminação

    social

    Quarto 3 e banheiro

    3,

    • 220 500

    Quarto 4 e banheiro

    4,

    Sala de estudos, Escritório.

    500

    500

    340

    340

    2180

    9,91

    Iluminação

    • 15 de serviço

    Corredor 2,

    400

    • 220 400

    Varanda 2.

    800

    3,64

         

    Quarto 2 e banheiro

         
    • 16 TUG’s

    2,

    • 220 1000

    Quarto 3 e banheiro

    1000

    2000

    9,09

         

    3.

         
     

    Quarto 4 e banheiro

         
    • 17 TUG’s

    4,

    • 220 400

    Sala de estudos, Escritório.

    1000

    400

    1800

    8,18

    • 18 TUG’s

    220

    Varanda 2,

    600

    1200

    5,45

    Corredor 2.

    600

    • 19 Ar condicionado do

    TUEs

    220

    Quarto 2

    • 1824 8,29

    1824

    • 20 Chuveiro elétrico do Banheiro 2

    TUEs

    220

    • 6000 27,27

    6000

    30
    30
    • 21 Ar condicionado do

    TUEs

    220

    Quarto 3

    • 1824 8,29

    1824

    • 22 Chuveiro elétrico do Banheiro 3

    TUEs

    220

    • 6000 27,27

    6000

    • 23 Ar condicionado do

    TUEs

    220

    Quarto 4

    • 1824 8,29

    1824

    • 24 Chuveiro elétrico do Banheiro 4

    TUEs

    220

    • 6000 27,27

    6000

    • 25 Ar condicionado da Sala de estudos

    TUEs

    220

    • 1824 8,29

    1824

    • 26 Ar condicionado do Escritório

    TUEs

    220

    • 1824 8,29

    1824

    Distribuição

    380

    35100

    92,37

     

    Tabela 17 – Distribuição de circuitos na área externa

     
     

    Circuito

    Tensã

    Local

    Potência

    Corrent

    Descrição

    o (V)

    Parcial

    Total

    e (A)

     

    Área de lazer,

    280

       

    Churrasqueira,

    100

    • 27 Iluminação

    220

    Banheiro externo,

    100

    1680

    7,64

    Iluminação externa.

    1200

    • 28 Área externa

    TUG’s

    220

    1100

    1100

    5,00

    • 29 Motor de piscina

    TUE’s

    220

    613

    613

    2,79

    • 30 Motor do portão elétrico

    TUEs

    220

    204

    204

    0,93

    • 31 Bomba d’água 2 CV

    TUE’s

    220

    1732

    1732

    7,87

    Distribuição

    380

    5329

    14,02

    A eletricidade é distribuída por toda a residência através de

    quadros de distribuição, onde estes são alimentados pelos postes

    públicos, a ligação entre os postes e os quadros de distribuição é feita

    no medidor.

    O quadro de distribuição permite que a instalação seja

    subdividida, pois é dele que partem os circuitos que vão alimentar

    tomadas, lâmpadas, chuveiro, forno elétrico etc.

    O sistema de distribuição é considerado trifásico, ou seja, do

    medidor saem três fazer e cada uma dessas fases vai para um quadro

    de distribuição. Do quadro de distribuição para a residência essa fase

    31
    31

    é divida em três novas fases, visando balancear a distribuição de

    energia elétrica na residência e alcançar um bom funcionamento de

    toda a rede elétrica instalada.

    A divisão dos circuitos por quadro e fases segue apresentada na

    tabela a seguir.

    Tabela 18 – Distribuição de circuitos por quadro e fase

     

    QUADRO 1

    QUADRO 2

    QUADRO 3

    FASE

    1

    Circuitos

    Circuitos

    Circuitos

     

    1, 2,3, 4 e 5

    14, 15,16 e 20

    27

    e 30

     

    Circuitos

     

    FASE 2

     

    Circuitos

    7, 8, 10 e 11

    17, 18, 19, 21 e

    22

    Circuitos

    28

    e 29

    FASE 3

     

    Circuitos

    Circuitos

    Circuito 31

    6, 9, 12 e 13

    23, 24, 25

    e 26

    Cálculos

     
     

    Fase 1

     

    Quadro 1

     

    d1 = ( 2660+1920+2300+2100+1700)*0,24 = 2563,2 VA =

    2,56 KVA

    D(KVA) = 2,56 KVA

    Quadro 2

    d1 = (2180+800+ 2000)*0,52 = 2589,6 VA = 2,58 KVA

    d2 = (6000)*1 = 6000 VA = 6 KVA

    D(KVA) = 2,58+ 6 = 8,58 KVA

    Quadro 3

    d1 = (1680)*0,75 = 1260 VA = 1,26 KVA

    d6 = (204)*1 = 2.04 VA = 0,204 KVA

    D(KVA) = 1,26 + 0,204 = 1,464 KVA

    Demanda total da Fase 1 :

    12,604 KVA

    D(KVA) = 2,56+8,58+1,464 =

    32
    32

    Fase 2

    Quadro 1

    d1 = (1900+167)*0,66 = 1364,22 VA = 1,36 KVA

    d2 = (6000)*1 = 6000 VA = 6 KVA

    d5 = (1824)*1 = 1824 VA = 1,82 KVA

    D(KVA) = 1,36+6+1,82 = 9.18 KVA

    Quadro 2

    d1 = (1800+1200)*0,59 = 1770 VA = 1,77 KVA

    d2 = (6000)*1 = 6000 VA = 6 KVA

    d5 = (1824+1824)*0,88 = 3210,24 VA = 3,21 KVA

    D(KVA) = 1,770 +6+ 3,21 = 10,98 KVA

    Quadro 3

    d1 = (1100)*0,75 = 825 VA = 0,825 KVA

    d6 = (613)*1 = 613 VA = 0,613 KVA

    D(KVA) = 1,439 KVA

    Demanda Total da fase 2: D(KVA) = 9,18 +10,98 + 1,44 = 21,6

    KVA

    Fase 3

    Quadro 1

    d1 = (1500 VA)*0,86 = 1290 VA = 1,3 KVA

    d2 = (6000)*1 = 6000 VA = 6 KVA

    d3 = (1111+ 1333)*0,7 = 1710,8 VA = 1,71 KVA

    D(KVA) = 9,01 KVA

    Quadro 2

    d2 = (6000)*1 = 6000 VA = 6 KVA

    d5 = (3*1824)*0,76 = 4158,72 VA = 4,15 KVA

    D(KVA) = 10,15 KVA

    Quadro 3

    d6 = (1732)*1 = 1732 VA = 1,73 KVA

    D(KVA) = 1,73

    33
    33

    Demanda Total da Fase 3:

    D(KVA) = 9,01 + 10,15 + 1,73 =

    20,89

    Os diagramas unifilares são apresentados a seguir. Nesse

    diagramas estão indicadas a qual fase cada circuito pertence(Como

    na tabela 18) e ainda a indicação do que há em cada circuito.

    34
    34
    Figura 8 - Diagrama unifilar do térreo 35

    Figura 8- Diagrama unifilar do térreo

    35
    35
    Figura 9 - Diagrama unifilar do primeiro andar 36

    Figura 9- Diagrama unifilar do primeiro andar

    36
    36
    Figura 10 - Diagrama unifilar da área externa 37

    Figura 10- Diagrama unifilar da área externa

    37
    37

    5.5.

    Dimensionamento dos circuitos

    Dimensionar a fiação de um circuito é determinar a seção

    padronizada (bitola) dos fios deste circuito, de forma a garantir que a

    corrente calculada para ele possa circular pelos fios, por um tempo

    ilimitado, sem que ocorra superaquecimento.

    Determinamos a seção adequada e o disjuntor apropriado para

    cada um dos circuitos. Para isto é necessário apenas saber o valor da

    corrente do circuito e o número de circuitos agrupados para obter a

    seção do cabo e o valor da corrente nominal do disjuntor.

    Para se efetuar o dimensionamento dos condutores e dos

    disjuntores do circuito, devem ser seguidas a etapas:

    1) Consultar a representação gráfica da fiação na planta e

    observar neste trajeto qual o maior número de circuitos que

    ele agrupa. 2) Determinar a seção adequada e o disjuntor apropriado para

    cada um dos circuitos. É necessário saber o número de

    circuitos agrupados e obter a seção do condutor de valor de

    corrente nominal do disjuntor. Em relação a seção dos

    condutores a ser utilizada pode-se considerar os valores

    expressos na tabela a seguir.

    Tabela 18 – Determinação da corrente nominal do disjuntor

    38
    38
    3) Verificar se cada circuito apresenta a seção mínima necessária para os condutores de acordo com

    3) Verificar se cada circuito apresenta a seção mínima

    necessária para os condutores de acordo com as normas

    estabelecidas por NDU 01 em função do tipo de circuito.

    Tabela 19 – Características gerais para os circuitos do térreo

         

    Nº de

    Seção

    Tamanho

    Proteção

    de

    nominal

    Nº do

    Potênci

    Corrent

    circuitos

       

    conduto

    de

     

    Corren

    circuito

    a (VA)

    e (A)

    agrupad

    res

    (mm 2 )

    eletrodut

    Tipo

    te

    os

    o (mm)

    nomina

     

    l (A)

    • 1 12,09

    2660

    2

    2,5

    16

    DTM

    15

    • 2 8,73

    1920

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 3 10,45

    2300

    2

    2,5

    16

    DTM

    15

    • 4 9,54

    2100

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 5 7,73

    1700

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 6 6,82

    1500

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 7 8,64

    1900

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 8 0,76

    167

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 9 6,06

    1333

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    • 10 27,27

    6000

    2

    6

    16

    DTM

    30

    • 11 8,29

    1824

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    39
    39
    12 6000 27,27 2 6 16 DTM 30 13 1111 5,05 2 1,5 16 DTM 10

    12

    6000

    27,27

    2

    6

    16

    DTM

    30

    13

    1111

    5,05

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    Distribuiç

    30515

    80,30

    35

    25

    DDR

     

    100

    ão

     
     

    Tabela 20 – Características gerais para os circuitos do primeiro

     

    andar

     
         

    Nº de

    Seção

    Tamanho

    Proteção

    de

    nominal

    Nº do

     

    Potênci

    Corrent

    circuitos

       

    conduto

    de

     

    Corren

    circuito

    a (VA)

    e (A)

    agrupad

    res

    eletrodut

    Tipo

     

    te

    os

    (mm 2 )

    o (mm)

    nomina

     

    l

    (A)

    14

    2180

    9,91

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    15

    800

    3,64

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    16

    2000

    9,09

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    17

    1800

    8,18

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    18

    1200

    5,45

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    19

    1824

    8,29

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    20

    6000

    27,27

    2

    6,0

    16

    DTM

    30

    21

    1824

    8,29

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    22

    6000

    27,27

    2

    6,0

    16

    DTM

    30

    23

    1824

    8,29

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    24

    6000

    27,27

    2

    6,0

    16

    DTM

    30

    25

    1824

    8,29

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    26

    1824

    8,29

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    Distribuiç

    35100

    92,37

     

    35

    25

    DDR

     

    100

    ão

     
     

    Tabela 21 – Características gerais para os circuitos da área

     

    externa

     
         

    Nº de

    Seção

    Tamanho

    Proteção

    de

    nominal

    Nº do

     

    Potênci

    Corrent

    circuitos

       

    conduto

    de

     

    Corren

    circuito

    a (VA)

    e (A)

    agrupad

    res

    eletrodut

    Tipo

     

    te

    os

    (mm 2 )

    o (mm)

    nomina

     

    l

    (A)

    27

    1680

    7,64

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    28

    1100

    5,00

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    29

    613

    2,79

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    30

    204

    0,93

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    40
    40

    31

    1732

    7,87

    2

    1,5

    16

    DTM

    10

    Distribuiç

    5329

    14,02

     

    2,5

    16

    DDR

    15

    ão

    A seguir estão apresentadas as plantas elétricas com a parte

    dos circuitos integrados.

    41
    41
    Figura 11 - Planta com fiação do térreo 42

    Figura 11- Planta com fiação do térreo

    42
    42
    Figura 12 - Planta com fiação do 1º andar 43

    Figura 12- Planta com fiação do 1º andar

    43
    43
    Figura 13 - Planta com fiação da área externa 44

    Figura 13- Planta com fiação da área externa

    44
    44

    5.6.

    Padrão de entrada

    Segundo NDU 01 da Energisa, padrão de entrada representa o

    conjunto de equipamentos, condutores e acessórios, abrangendo o

    ramal de entrada, poste, pontalete, proteção, caixa para medição e

    suportes, conforme visualizado na figura a seguir.

    45
    45
    De acordo com a NDU 01 da ENERGISA a entrada de serviço com medição para o

    De acordo com a NDU 01 da ENERGISA a entrada de serviço

    com medição para o projeto elétrico residencial será aérea trifásica, a

    quatro fios, em 380/220 V, três fases e um neutro, conforme as

    figuras abaixo.

    46
    46
    47
    47

    CONCLUSÕES

    Na execução desse trabalho foi possível a aprender a como

    realizar a correta instalação elétrica de um projeto residencial com o

    intuito de obter a maior segurança da obra contra possíveis falhas no

    sistema de energia elétrica e em consequência, principalmente, a

    segurança dos usuários da obra.

    Portanto podemos proporcionar a casa, segurança no uso de

    energia, além de uma demanda compatível com a real utilização dos

    equipamentos, para que não haja sobrecarga, proporcionando

    conforto ao usuário do imóvel.

    6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    Hilton Moreno. Instalações elétricas residenciais, Julho de 2003.

    Norma de distribuição unificada – NDU – 001.

    ESSE/EPB/EBO/EMG/ENF Versão 2.0, março de 2010.

    Notas de aula do Prof. Dr. Luis Reyes Rosales Montero,

    ministradas no Período 2012.2.

    48
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