Em 05 de junho de 1989, um dia após o exército chinês ter dispersado violentamente o

protesto de milhares de estudantes na Praça da Paz Celestial, um jovem desarmado enfrentou
sozinho uma coluna de tanques de guerra, impedindo seu avanço. Este breve instante de
protesto pacífico, registrado pela mídia mundial, tornou-se um dos maiores ícones de resistência
do séc. XX.

Naquele momento histórico, o que o mundo viu foi um homem
desafiando, não apenas uma máquina, mas todo um sistema.

Para o Phila7, no espetáculo “O Homem da Camisa
Branca”, o foco de atenção é o outro, invisível à mídia, o
condutor do tanque.

O texto “O Homem da Camisa Branca - Para Além da Fresta” de Beto Matos foi desenvolvido
com o apoio do Prêmio Estímulo de Novos Textos de Dramaturgia para Teatro – 2008 da
Secretaria do Estado da Cultura do Governo de São Paulo.

"O Homem da Camisa Branca - Para Além da Fresta", de Beto
Matos, parte da simbólica imagem do jovem chinês que enfrentou uma
coluna de tanques de guerra em 1989. Registrado pela mídia mundial, este
instante, tornou-se um dos maiores ícones de resistência do séc. XX.
Naquele momento histórico, o que o mundo viu foi um homem desafiando,
não apenas uma máquina, mas todo um sistema. No espetáculo “O Homem
da Camisa Branca” o foco de atenção é o outro, invisível à mídia: o
condutor do tanque. Este homem encena cotidianamente, há 20 anos, o
seu encontro pessoal e intransferível com aquele jovem. Um monólogo em
que autor, ator e personagens dialogam através das inúmeras
possibilidades do “olhar”.
Consideramos o palco
como uma fresta, através da qual
o público vê os acontecimentos.
Na
cena,
apenas
alguns
elementos concretos do mundo
da personagem: uma mesa,
cadeira, um jogo de chá. Mas
para além desta fresta se
estabelece uma relação direta
entre ator e o público. É aí que
surgem os elementos do
universo do ator: projetor de
vídeos, câmera, o palco e a
platéia. É o próprio ator quem
manipula as imagens lançadas
em
cena,
criando
uma
intermediação
midiática
e
simbólica entre a subjetividade
do personagem e platéia. Através
da fresta, o público acompanha o
livre trânsito entre ator e
personagem em busca de
entendimento, colocando no
mesmo nível de leitura o real, o
imaginário e o simbólico. A caixa
teatral como metáfora do
tanque.

Desde o início desta década surgiram inúmeras manifestações coletivas e ocupações
urbanas, potencializadas pelas redes digitais, que têm apontado para outro entendimento sóciopolítico do ser humano. As questões do corpo, cidade e palavra se manifestam fortemente
através das redes, e também nos “deslocamentos de indignação” que reúnem, em pontos da
cidade, corpos e vozes repletos de inquietude.
O HOMEM DA CAMISA BRANCA se inspira nas inquietações dos movimentos de
ocupação dos espaços públicos, que acontecem pelo mundo inteiro, e mais recentemente no
Brasil. Também no medo que tais movimentos provocam nos indivíduos e instituições, enquanto
tentam entender como lidar com esta nova relação em rede.
O recente Nobel da Paz 2010 foi conferido a Liu Xiaobo, intelectual chinês atualmente
preso, como reconhecimento de sua longa e pacífica luta como porta-voz em favor da aplicação
dos direitos fundamentais na China. Como não poderia deixar de ser, o governo da China
condenou fortemente a concessão do Prêmio para seu dissidente, enquanto ele dedicou seu
prêmio às vítimas de Tiananmen (Praça da Paz Celestial). Isso mostra a atualidade e pertinência
do assunto tratado no espetáculo “O Homem da Camisa Branca – Para Além da Fresta” do
Phila7.
“O texto traça uma aproximação, uma especulação sobre o conflito vivido por
aquele homem sem a ambição de chegar a respostas ou de dissecar aquele acontecimento,
apenas compartilha esse ponto de vista, o que leva evidentemente o espectador a revisitar
aquele ato de resistência "também" sob outro ângulo. Tudo é bem delicado nesse solo que
não busca impor ideias e pode levar o espectador mais disponível a pensar sobre a
existência a partir do ato de encher uma xícara de chá, como faz o performer. Para mim
valeu ter visto, foi um dos bons momentos que passei nessa edição do Festival de Curitiba.”
Beth Néspoli - jornalista

SINOPSE
“Agora, imagine-se por trás de uma máquina que lhe permite um pequeno campo
de visão e a necessidade de atribuir um significado às imagens que vê, sabendo que
o que está para além da moldura de seu quadro é o que constrói uma idéia.”

O texto propõe um outro olhar para a cena, a partir do indivíduo e das
ressonâncias simbólicas construídas pela mídia. Investiga as relações
entre o ator e a cena, o “eu” e o “outro”, a presença física e a imagem,
através de três níveis distintos e ao mesmo tempo inter-relacionados: o
nível da realidade, do imaginário e do simbólico.
No nível da realidade, o conflito do homem que, diante do outro, é
obrigado a tomar uma decisão. No nível do imaginário, as inúmeras
visões e análises lançadas pela mídia. No cruzamento entre o real e o
imaginário, surge o simbólico.
Um homem encena cotidianamente, há 20 anos, o seu encontro
pessoal, intransferível e livre de qualquer outro olhar, com o autor do
gesto, o deflagrador das ações, que por ódio, heroísmo ou uma ordem
o obrigou a tomar uma decisão. Um homem só, invisível, o outro, o
homem-máquina, aquele que parou por medo, compaixão ou por uma
ordem. Durante este encontro e em torno dele, explodem todas as
falas, imagens, interpretações, na verdade, todo o simbólico e o
imaginário construídos a partir deste gesto.
Um monólogo em que autor, ator e personagens dialogam através das
inúmeras possibilidades do “olhar”.

Nos endereços abaixo é possível ter acesso ao material do espetáculo,
incluindo vídeo integral do espetáculo.
http://vimeo.com/75211447
http://phila7.com.br/?page_id=146

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ENCENAÇÃO
Arte como enfrentamento. O pós-drama se confronta aqui com a poética da resistência.
“O Homem da Camisa Branca” recontextualiza o evento histórico ocorrido em 1989, na Praça da
Paz Celestial em Pequim, do ponto de vista de um homem invisível nesta cena emblemática: o
soldado que conduzia a fileira de tanques de guerra e que, subitamente, parou frente à um
único manifestante. Neste súbito protesto, rompante de coragem, lucidez ou insanidade, um
anônimo solitário e desarmado, tornou-se um dos maiores ícones de resistência pacífica no
século XX. A imagem daquele breve instante, com sua imensa força simbólica, supera ideais
específicos, transcende seu tempo e espaço, e ecoa ainda hoje, duas décadas depois. Não
conhecemos os protagonistas, eles também não se conhecem entre si, apenas sabemos que um
não existe sem o outro. Neste confronto íntimo, mergulhamos nas questões da “alteridade” e
da “identidade”, e descobrimos nos heróis anônimos um arquétipo poderoso. Afinal, como
resistir a um pesadelo quando a memória ainda nos desafia de olhos abertos? O instante
rompeu-se.
Marcos Azevedo.

FICHA TÉCNICA:
Texto e atuação: Beto Matos
Direção: Marcos Azevedo
Arte e Iluminação: Mirella Brandi
Operação de Vídeos: Fernanda Vinhas
Produção: Paula Malfatti
Coordenação de Produção: Marisa Riccitelli Sant´Ana
Fotos: Ricardo Ferreira
Duração: 45 min./ Classif. Indicativa: 12 anos
Realização: Phila7

Crítica da jornalista Beth Néspoli sobre o espetáculo no Festival em Curitiba.
Estou no Festival de Curitiba, a convite da organização - é honesto informar logo de saída - e, pela
primeira vez em anos que acompanho o festival, sem obrigação de escrever sobre ele, sem pautas
prévias. São apenas quatro dias que terminam hoje à noite, amanhã volto para São Paulo.
Mas vi algo ontem que me estimulou a escrever, a compartilhar: o solo O Homem da Camisa
Branca, com o ator Beto Matos dirigido por Marcos Azevedo. De saída, logo à primeira fala, aos primeiros
gestos, chama atenção a forma como Beto consegue aquilo que é uma perseguição de muitos
performers, uma determinada qualidade de presença, um estar aqui e agora falando diretamente com o
espectador, sem traço de representação, relaxado, ombros soltos, e, ao mesmo tempo, e isso é
fundamental, com um "tonus" corporal outro que não o cotidiano, em um estado alterado, que centra o
ator, segura os pés no chão, torna os gestos precisos e expressivos, aparentemente livre de esforço, um
corpo movido pelo que tem a dizer.
É a primeira qualidade que ganha o espectador de saída. Há outras. Trata-se de um espetáculo da
Phila7, grupo dirigido por Marcos Azevedo, que tem como marca identitária a utilização de recursos
técnicos como projeções, câmeras para captação de imagem on line e, por vezes, imagens reis e virtuais
se entrecruzam ou dialogam. Esses recursos estão presentes em O Homem da Camisa Branca. Há
projeções num telão ao fundo do palco, há uso de câmera on line, mas igualmente chama atenção o uso
harmônico desses recursos que não "espetacularizam" a cena, tudo flui sem ser invasivo. Conversando
com Marcos Azevedo ao fim da apresentação sobre esse aspecto ele comenta que usa uma tela negra
para projetar "porque a tela branca, quando não recebe projeção, fica ali gritando em cena, pedindo
imagem". Outro recurso utilizado é tirar as bordas das imagens, ficam esmaecidas, perdem o
enquadramento cinematográfico, que assim ficam mais integradas à cena, elimina-se aquela sensação de
uma tela de cinema em palco. E mais, a tela não fica suspensa, mas no nível do palco, o que provoca outro
efeito. São técnicas que eu não havia percebido, ficara apenas essa sensação de uma projeção que não se
torna vaidosa, espetacular, prepotente.
Quanto à dramaturgia, assinada pelo ator, explora-se uma imagem que se tornou mundialmente
conhecida, daquele homem que se posta diante de uma fileira de tanques na Praça da Paz na China. Beto
revisita esse ato e o faz numa interessante inversão de ponto de vista, a partir da visão do condutor do
tanque que tenta desviar do homem. Afinal, uma máquina não para ou desvia por si só. O texto traça uma
aproximação, uma especulação sobre o conflito vivido por aquele homem sem a ambição de chegar a
respostas ou de dissecar aquele acontecimento, apenas compartilha esse ponto de vista, o que leva
evidentemente o espectador a revisitar aquele ato de resistência "também" sob outro ângulo. Tudo é
bem delicado nesse solo que não busca impor ideias e pode levar o espectador mais disponível a pensar
sobre a existência a partir do ato de encher uma xícara de chá, como faz o performer. Para mim valeu ter
visto, foi um dos bons momentos que passei nessa edição do Festival de Curitiba.
Esse solo, O Homem da Camisa Branca, fez parte da programação de uma dessas mostras dentro
do Fringe, intitulada "na companhia de...", que teve curadoria da Cia. Brasileira, de Curitiba, dirigida por
Márcio Abreu. Localizada no ótimo teatro HSBC, um daqueles teatrinhos que tem uma excelente relação
palco/platéia, aquele palco baixo (para quem conhece, como o Anchieta, em São Paulo), a mostra trouxe
ainda o grupo pernambucano Magiluth, com dois espetáculos, elogiados por quem viu, mais a montagem
Por que a Criança Cozinha na Polenta?, dirigida por Nelson Baskerville e dois espetáculos da Cia. Brasileira,
Oxigênio e Isso Te Interessa?, este último eu vou ver hoje.
Cada vez mais, com os anos de experiência acumulada neste festival, acho que essa é a saída para
o Fringe, espaços com curadorias, cada uma delas com diferentes universos estéticos, cujos curadores
trazem grupos afins, garantindo assim ao espectador fazer escolhas mais seguras e uma qualidade
mínima que, muitas vezes, falta aos espetáculos do Fringe. Vi outros espetáculos sobre os quais gostaria
de escrever, acompanhei debates. Mas agora preciso ir ao teatro.
Abril de 2012

O Phila7 trabalha nas relações da cena teatral com as novas
tecnologias. Com a potência do encontro teatral intermediado pelas novas
interfaces tecnológicas, que compreendemos como expansões de
percepção.
Nossa pesquisa cênica trabalha em três eixos principais:
1. Dramaturgia;
2. Atuação performativa, a partir da relação entre a presença
física e imagética;
3. Uso das tecnologias de comunicação como forma de expansão
da percepção.
Espetáculos já apresentados pelo Phila7 nestes 10 anos:
2013- Aparelhos de Superar Ausências – com apoio do Fomento ao Teatro
-SP
2012-Profanações
2011- Occupy All Streets
2011 - Crush
2011 - Fausto ComPacto
2010 - O Homem da Camisa Branca
2010 - Alice Através do Espelho
2009 - WeTudo - DesEsperando Godot
2008 - What´s Wrong with the World?
2007 - Febre
2007 - OP1
2006 - A Verdade Relativa da Coisa em Si
2006 - Play on Earth
2005 - Galileu Galilei

CURRICULOS:
O AUTOR / ATOR
Beto Matos
Formado em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (1988/92),
trabalhou na Companhia do Latão (2002-04), com a qual montou “Auto dos Bons Tratos” e
“Mercado do Gozo”, com dramaturgia coletiva da Cia. e direção de Sérgio Carvalho e Márcio
Marciano.
Integrante do Phila7 desde sua fundação em 2005, tem trabalhado como ator e autor teatral.
Atuou e participou da adaptação do texto de Bertolt Brecht “Galileu Galilei” (2005) na
encenação dirigida por Rubens Velloso no Teatro Alpha em São Paulo; atuou e participou da
dramaturgia brasileira em “Play on Earth” (2006), espetáculo pioneiro no uso da Internet para a
criação e apresentação de uma peça teatral que uniu três elencos em três continentes
simultaneamente: Phila 7 em São Paulo, Sation House Opera em New Castle (Inglaterra) e Cia
Theatreworks em Cingapura. Três audiências, cada uma em sua cidade, assistindo às atuações
em tempo real, formaram um quarto espaço imaginário.
Foi contemplado com o Prêmio FUNARTE de dramaturgia/2005 com o texto “A Verdade
Relativa da Coisa em Si”, em co-autoria com Marcos Azevedo, produzido e apresentado pelo
Phila7 em São Paulo no evento Emoção Art.ficial no Itaú Cultural em 2006 e no Teatro Sérgio
Cardoso. Também pelo Phila7, fez a dramaturgia do espetáculo “OP1”, projeto selecionado para
o Rumos-dança do Itaú Cultural -2007 e para as viagens do SESI-dança 2007.
Em 2008 participou como ator e dramaturgo do espetáculo on-line, entre Brasil e Inglaterra,
“What’s Wrong with the World?”, da série “Play on Earth”, no teatro da Oi Futuro no Rio de
Janeiro.
Em 2009, com a Cia Phila7, participou do evento Zona de Risco, no Centro Cultural São Paulo
com o espetáculo “WeTudo – DesEsperando Godot”, escrito em parceria com Marcos Azevedo.
Seu último trabalho em dramaturgia é “Alice Através do Espelho” em parceria com Rubens
Velloso e Marcos Azevedo pelo Phila7, que fez temporada no no espaço Mezanino e no Teatro
do SESI da Av, Paulista em São Paulo.Em 2010 lecionou os cursos “Leituras do Drama” e “Novas
Percepções: Ver, Ouvir, Sentir”, dentro do Curso Interdisciplinar de Artes Cênica em Catanduva,
uma parceria entre a Prefeitura e a SP Escola de Teatro. Neste mesmo ano foi convidado para
lecionar o módulo “Web Teatro” para alunos de atuação e dramaturgia da SP Escola de Teatro.
Em 2012 escreve e atua no espetáculo “Profanações – O Êxtase dos começos” no Oi Futuro –
Flamengo, no Rio de Janeiro. Em 2013 o Phila7 recebe o apoio do programa de Fomento ao
Teatro para a cidade de São Paulo para a criação do espetáculo “Aparelhos de Superar
Ausências” que estreia em outubro deste mesmo ano na Oswald de Andrade.
Recebeu o Prêmio estímulo de novos textos de dramaturgia de teatro – 2008 da Secretaria de
Estado da Cultura de SP para escrever o texto “Para Além da Fresta”, espetáculo que estreou no
FESTIVAL Conexão XXI na Paraíba com o nome de “O Homem da Camisa Branca” (2010) e que
participou da Mostra Fringe do FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA (2012).
Como escritor recebe PROAC - literatura em 2012, 13 e 14 para desenvolver os livros: “AMNÉSIA
GLOBAL TRANSITÓRIA” (romance), “NOSSO DIÁRIO” (infanto-juvenil) e “LONGITUDE 33º.
OESTE” (romance) ainda não publicados; foi contemplado com o 2º. lugar no Prêmio SESC-DF
de crônicas – Rubem Braga (2014), com a crônica “bio.grafia” e com o Prêmio Lusofanias do
Concurso Lusófano de Trofa – Portugal de contos Infantis – 2015 com o conto “Guarda-chuva?
Guarda-chuva!”.

O DIRETOR / ENCENADOR
Marcos Azevedo
Marcos Azevedo, ator, arte-educador, diretor e autor de teatral, possui licenciatura plena em
Educação Artística com especialização em Artes Cênicas (Centro Artístico-Musical de Santos,
CARMUS).Cursou a Escola de Arte Dramática - EAD (ECA/USP).
Foi Diretor Artístico da Cia dos Lobos, criada em 1996, e dirigiu em São Paulo, a “Trilogia da
Danação”, do polêmico autor espanhol Francisco Nieva, até então inédito no Brasil. Dirigiu ainda
“Paixão de Cachorra” e “Encontro com Bispo do Rosário num buraco de metrô pouco antes de
subir aos céus” (solo/autor e diretor).
Concebeu “Caliban” (solo/autor e ator). “Caliban”, dirigido por Eduardo Bonito, estreou no
Edimburgh Festival/ Escócia (agosto/97), seguido de uma temporada no Riverside Studios/
Londres (setembro/97) com apoio do Conselho Britânico e do Ministério da Cultura. A versão em
inglês recebeu críticas positivas dos jornais “THE TIMES”, “THE SCOTSMAN”, “THE STAGE” e da
“BBC.
Entre 1994 e 2002 integrou a Cia de Ópera Seca, dirigida por Gerald Thomas, e atuou em “Deus
Ex-Máquina”, “Ventriloquist”, “Nietzsche contra Wagner (NXW)”, “Nowhere Man” (Brasil e
Croácia/ Festival Eurokaz), “Unglauber”, “Império das Meias Verdades”, “The Flash and Crash
Days” ( Trilogia da Besta/Brasil e Portugal), “Os Reis do Iê-Iê-Iê”, “O Cão Andaluz”, “Príncipe de
Copacabana” e “Tragédia Rave”.
Participou também de “MacBeth” com direção de Ulysses Cruz, “Concílio do Amor” com
direção de Gabriel Vilella (pelo Grupo de Arte Boi Voador), “Laranja Mecânica” dirigida por Olair
Coan, “Avalanche” (“Hurly Burly” de David Rabe) com direção de Ivan Sugahara e “Pátria
Armada” de Leonardo Neto e Rodrigo Pitta. Ao longo de sua carreira, dividiu o palco com
atores como Luis Damasceno, Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Estênio Garcia, Paulo
Goulart, Antônio Fagundes, Vera Fischer, Ney Latorraca e Beth Coelho e Paulo César Pereio.
Em cinema atuou em: “Carandiru” de Hector Babenco, “O Invasor” de Beto Brant, “Missão” de
Luis Adriano Damiello e “Útero” de Cristiano Metri.
Recentemente, junto Cia da Phila7, integrou o elenco de “Galileu Galilei” sob direção de Rubens
Velloso,. É co-autor (junto com Beto Matos) do texto “A Verdade Relativa da Coisa em Si” –
PRÊMIO FUNARTE DE DRAMATURGIA/2005- além de atuar no espetáculo, selecionado para a
Mostra Emoção Art.Ficial no Itaú Cultural . Em 2006 participou da montagem internacional de
“Play on Earth” com a Phila 7, como ator e dramaturgo, em parceria com o Station House of
Opera de Londres e o TheatreWorks de Singapura. Em 2007, a inaugura o GAG (Grupo de Arte
Global), sede da Cia Phila 7 onde, como diretor artístico do Núcleo DRAMAX*, encenou seu
texto inédito “FEBRE”.
Em 2008, participa como ator e dramaturgo do espetáculo on-line, entre Brasil e Inglaterra,
“What’s Wrong with the World?”, da série “Play on Earth”, no teatro da Oi Futuro no Rio de
Janeiro. Em 2010 dirige o espetáculo “O Homem da Camisa Branca” que fez pré-estréia no
Festival Conexão XXI – Paraíba – Brasil.

ARTE E DESIGN DE LUZ
Mirella Brandi
Artista Multimídia, Designer de luz e Diretora Artística. Formada em artes plásticas pela
Faculdade de Belas Artes, Artes Cênicas pela S T, Designer de luz pela CITY_ LIT London.
É sócio-Fundadora e Diretora artística do Coletivo Phila7.
Pesquisa a mais de 20 anos, princípios da luz ligados ao desenvolvimento das artes cênicas e
visuais. Parte da utilização de nova tecnologias, para gerar efeitos óticos e transformações
espaciais provocadas pela luz.
Desenvolveu inúmeros projetos de luz para ópera, exposições, shows, peças de teatro e dança
contemporanea no Brasil, França, Italia, China e América do sul. Vencedora do prêmio
PANAMCO e FEMSA de iluminação.
Estão entre seus últimos trabalhos a concepção e direção geral dos espetáculos de dança
contemporanea OP1, vencedor do Rumos dança, Panorama SESI de dança contempor nea com
apresentações no motomix SP, RJ, NY e Montreal e o mais recente CRUSH que estreou no MIS
(Museu da Imagem e do Som) em junho de 2013.
Em 2009, cria o coletivo ilch que se apropria de linguagens artísticas distintas e aprofunda a
relação arte tecnologia para ns audiovisuais em instalações e performances. O coletivo ILCH
foi Vencedor do HTTP Vídeo, do Instituto Sérgio Motta de Arte e Tecnologia, participou de
inúmenros festivais como o “FAD” (Festival de Arte Digital) em BH, o LiveCinema na Oi Futuro
R e Festival Digital e Eletrônica em Barcelona.
Artísta residênte do MIS em 2011, onde desenvolveu a instalação imersiva, DIGITAL
INTERRUPTION.
Participou de inúmeros projetos de arte/tecnologia como o File (Mostra de Arte electronica SP e
RJ), COMA linguages digitais-BH, Mostra Internacional de arte e Tecnologia Sesc Cariri e Live
Cinema Oi futuro- RJ.
Artísta convidada, junto a Muepetmo para participar do RO O NOVA Cultura Contempor nea
em Barcelona, Nova Yorque e São Paulo e do LPM ( live Performers meeting) em Roma.
Vencedora do Rumos Cinema e Vídeo, 2013/2014 com a performance de imersão audiovisual
BRANCO.

PRODUÇÃO
Paula Malfatti

Atriz, pedagoga, arte/educadora e produtora, formada em Pedagogia pela PUC SP e em Artes
Cênicas pelo Teatro Escola Célia Helena.
Foi professora de interpretação teatral na escola Casa do Teatro, Pro’Actors, Iniciarte e Portal do
Saber, além de ter lecionado como assistente no Studio Cristina Mutarelli e na FAAP.
Como atriz atuou nos espetáculos: “O Rei do Brasil”, “Burundanga” ambos de Luis Alberto de
Abreu, “Quase de Verdade” de Clarice Lispector, onde também foi assistente de direção e
ganhou o premio APCA de melhor espetáculo adaptado, “Mau Ditas” de Bruna Longo, entre
outros.
Trabalha com produção cultural desde 2001 com destaque nos seguintes projetos: produtora
artística na Virada Cultural Paulista Assis em 2010. Como assistente de produção trabalhou nos
seguintes espetáculos e eventos: dança em foco, em 2011 no SESC Pinheiros; “The Continuum:
Beyond the killing fields” da Cia. Theatreworks, no SESC Santana; em 2012 “Dressing the city and
my head is a Shirt” de Angie Hiesl e Ronald Kaiser (Alemanha) pelo SESC CARMO; “Gêmeos” de
Juan Carlos Zaga (Chile), no Festival MIRADA, SESC SANTOS – SP e no Ocupação Mirada no SESC
CONSOLAÇÃO; “Violet” de Meg Stuart (Bélgica) no SESC VILA MARIANA; em 2013 “A Posto” da
coreógrafa Ambra Senatore (Itália) no SESC CONSOLAÇÃO; “Île O” da Cia Barolosolo (França)
no SESC BELEN INHO; “Vacio” da Cia. Periférico ( ruguai) e “Nosotres” da coreógrafa aviera
Peon-Veiga (Chile) dentro da Bienal SESC de Dança em Santos.
Como coordenadora de produção participou do projeto “Aparelhos de Superar Ausências”
contemplado pela lei de Fomento ao Teatro, ficando em cartaz no mês de outubro na Oficina
Cultural Oswald de Andrade.
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
Marisa Riccitelli Sant´ana.
Formada em Ciências Sociais e Economia pela PUC de São Paulo e com licenciatura plena,
trabalhou por cinco anos na Escola de alfabetização de Adultos MÉTHODO, como coordenadora
pedagógica. Por 12 anos trabalhou como diretora administrativa na empresa Artenafex, em São
Paulo, atendendo a importantes clientes como Volkswagen, Embraco, Fiat do Brasil, Multibrás,
General Motors, e Sogefi.
Com larga experiência administrativa, em 1998 se associou a empresa de produção cultural Ato
Primo fazendo a direção de produção de importantes espetáculos tais como Carmina Burana no
Via Funchal, Ópera Guarani no Theatro Municipal de São Paulo, Abertura da Temporada de 2001
do TMSP, com o espetáculo Mulheres de Verdi, a Ópera Os Contos de Hoffmann, com direção
cênica de Iacov Hillel e direção musical de Luís Malheiros com estreia no auditório Cláudio
Santoro no festival de Campos de Jordão, produziu o espetáculo de reinauguração do Órgão
Tamborini do Theatro Municipal de SP, tendo a oportunidade de trabalhar com os melhores

diretores e Maestros tais como Naun Alves de Souza, Rubens Velloso, Iacov Hillel. , J. de
Andrade, Mto. Samuel Kerr, Mário Zaccaro, Júlio Medaglia, Mto. Ripper, Gil Jardim.
De 2002 a 2005, retomando as atividades na área de educação, foi diretora Administrativa da
Orquestra de Câmera da Universidade de São Paulo e fez a direção de produção de importantes
projetos tais como: ABC Musical com Nana Vasconcelos e OCAM, com direção cênica de Rubens
Velloso e direção musical do Maestro Gil Jardim no Parque Ibirapuera e no Teatro Santa Cruz em
SP, Galileu Galilei de B.Brecht no Teatro Alfa de São Paulo, Mandinga, monólogo de Ana Souto,
no Teatro Satyros, Nervos de Deus no Sesc Pompéia, peça de Eugênia de Andrade, Peabirú em
Campo Grande com Maestro Ripper e Intrépida Trupe, direção de produção do premiado CD “
Villa-Lobos em Paris” com direção musical do Maestro Gil Jardim. Produziu o espetáculo de ballet
para o ano Brasil – França, apresentado em junho de 2005 no Carreau du Temple na França, com
direção de Marília de Andrade.
De 2002 a 2006 foi Coordenadora responsável pelo programa educacional Arte e Criatividade,
no Instituto Pão de Açúcar de Desenvolvimento Humano. O curso tinha como objetivo
desenvolver asensibilização para as artes e promover a ampliação cultural, através das
disciplinas de Artes Plásticas, Arquitetura e Urbanismo, Cultura Brasileira, Artes Cênicas e
Literatura. A Estrutura: envolvia uma equipe de 18 professores, 06 monitores, 01 coordenador
administrativo e as aulas eram ministradas nas Casas do Instituto em São Paulo, Santos, Osasco,
São Caetano e Rio de Janeiro. Ao final de 05 anos, atendemos 5000 jovens na faixa de 12 a 17
anos.
Desde 2005 faz parte do Phila7 produzindo todos os seus espetáculos tais como Play on Earthno
Teatro UNIP com duas companhias estrangeiras: Station House Opera de Londres e
Theatreworks de Singapura. No mesmo ano produziu o espetáculo A Verdade Relativa da Coisa
em si de Beto Matos e Marcos Azevedo dentro do Festival Emoções Artificiais 3.0 do Itaú
Cultural em SP, ganhador do premio de Dramaturgia pela Funarte. Em 2007 o espetáculo de
dança OP1 de Mirella Brandi, contemplado pelo Rumos Dança Itaú Cultural, a remontagem da
peca A Verdade Relativa Da Coisa Em Si no Teatro Sergio Cardoso, o Festival RODA no espaço
do GAG entre outros. Em 2008 fez a direção de produção do espetáculo do Phila7 What’s Wrong
with the World?, dentro da série Play on Earth, em conjunto com a Companhia Inglesa Station
House Opera e produziu o CD Água de Fonte de Claudia Riccitelli e Nahim Marun. A série Play on
Earth é hoje objeto de Tese de Mestrado na Universidade de São Paulo, na Federal do Rio de
Janeiro e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul pelo ineditismo de sua linguagem.
À partir de 2008 passou a produzir o Festival Dança e Foco em São Paulo. Em2009, entre outros,
produziu o espetáculo WeTudo DesEsperando Godot do Phila 7 e direção de Rubens Velloso. Em
2010, passou a ser a produtora responsável pelo projeto NOVO – Expressão de Moda e produziu
entre outros, o espetáculo Alice através do Espelho no SESI-SP, Conjunto di Nero de Emio
Greco|PC no SESC Consolação e Royal Dance de Idoya Zabaletta e Antonio Tagliarini dentro da
Mostra SESC de Artes 2010.

OPERAÇÃO DE VÍDEOS
Fernanda Vinhas
Realizou a captação e edição de imagens dos curtas-metragens “Viagem à Lebenswelt” (2008) e
“Pense nela...” (2008), das performances Objeto Autonomia em Processo (Tucarena Espaço
Nômades Dança – 2008/2009), Preto no Branco, de Rogério Borovick e Samira Borovick –
(Tucarena - 2008), Post It Number (Tucarena -2010), Deslocamento Performativo (Casa Jaya e
Tucarena – 2010) e do evento Exposição Blooks – Tribos e Letras – (Sesc Pinheiros - 2009).
Realizou as pesquisas de imagens, edição e edição em tempo real (Vjing) dos videocenários da
peça multimídia “Wetudo - Desesperando Godot” (GAG/ Grupo de Arte Global, Centro Cultural
São Paulo, ConexãoXI João Pessoa – 2009/2010 ).
Trabalhou na edição das imagens projetadas na peça “O dia em que Túlio descobriu a África”
(Sesc Ipiranga e TUSP - 2009) e do vídeo release para a 3ª Mostra do Fomento à Dança (Galeria
Olido - 2009). Atuou como assistente de câmera e edição dos shows de Tony Bennett e Anahi
(HSBC - 2009); na produção e no making of do comercial do refrigerante Sprite 2.0 (2009); na
documentação do "2º Festival Contemporâneo de Dança" (Galeria Olido/2009) e na
documentação do festival "On Marche" que aconteceu em janeiro deste ano no Marrocos/
Marrakech. Trabalhou como assistente de direção do documentário "Kuaray - a história de um
brasileiro" contemplado pelo Programa de Ação Cultural/ Proac - Resgate da Memória da Cultura
Indígena. Trabalhou no PROJETO PROPAGANDA, atuando na área de criação de vídeo no SESC
Pinheiros junto com as companhias de dança contemporânea Lia Rodrigues (RJ) e Cena 11 (SC),
contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2009. Fez edição em tempo real
(Vjing) para a JAM de Dança no SESC Pinheiros com a dançarina Lua Tatit (2010). Trabalhou
como câmera no PANORAMA de dança no SESI (2010). Editou o video para a campanha a
presidencia da candidata Marina Silva (2010). Cordenou o registro e a transmissão ao vivo do
evento de sustentabilidade em parceria com a FGV e a Embaixada Britânica (Hotel Unique –
2010). Fez os teasers de divulgação do trabalho de dança contemporânea do Núcleo do Dirceu
de Teresina (RJ – 2010). Fez edição e vjing para a peça Fausto ComPacto com o grupo Phila7
(Sesc Campina/Araras/Lençóis Paulistas – 2011), edição do teaser da exposição Geração 00 – A
nova fotografia brasileira (Sesc Belenzinho – 2011) e autoração do dvd do documentário ’’Inesita
Barroso: A voz e a viola.’’, parceria da Tv Cultura e ECA-USP. Atualmente trabalha no Teatro
Oficina com edição e captação para o DVD da peça Macumba Antropófaga dirigida por José
Celso Martinez Corrêa. Além de ser câmera no programa da TV SESC chamado Pílulas Poéticas.

RIDER TÉCNICO:

O rider a seguir é o ideal, porém pode ser adaptado as condições de cada espaço.

ILUMINAÇÂO:
7 elipsoidais ETC – 36 e 50 graus;
19 Fresneis;
8 par 64 #2;
1 par 36.

SOM E VÍDEO:
Material do Phila7: um projetor de pelo menos 3000 AnsiLumens; uma filmadora digital; cabos e
conexões.
Material a ser providenciado: Um dvd player; Mesa de som; microfone de palco.

- responsável técnico: Beto Matos:
betomatos@phila7.com.br – tel (55-11) 99195-9592
- produção: Marisa Sant´Ana Riccitelli:
marisa@phila7.com.br – Fones: 55 11 98343-3021
- Phila7:
Telefone - (55-11) 23690143 e-mail: phila7@phila7.com.br / www. phila7.com.br

Equipamentos a serem transportados por via terrestre como carga:

Uma mesa e 3 cadeiras:
- volume de 100cm x 70 cm x 40cm e peso de aproximadamente 10 kg.
Cabos, conexões, equipamentos:
- volume de 50cm x 50cm x 50cm e peso de 5 kg.

DADOS DAS APRESENTAÇÕES:
O Espetáculo “O Homem da Camisa Branca – Para Além da Fresta” fez sua estréia em João
Pessoa – Paraíba, no dia 19 de agosto de 2010, no CONEXÃO XXI – FESTIVAL CÊNICO. Em 2012
fez três apresentações no espaço GAG – sede da Cia. Phila7. Foi destaque na MOSTRA FRINGE
do FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA 2012. Apresentou no SESI de Mogi das Cruzes em 2013.
Em 2015 foi selecionado no Edital Teatro Contemporâneo (Prefeitura de SP/FUNARTE) e fez
temporada nos teatros distritais de São Paulo.

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