Você está na página 1de 26

23/10/2013

Universidade Federal do Espírito Santo

Universidade Federal do Espírito Santo Estruturas mistas aço-concreto Prof. Fernanda Calenzani Curso de Estruturas

Estruturas mistas aço-concreto

Prof. Fernanda Calenzani

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Universidade Federal do Espírito Santo

Universidade Federal do Espírito Santo Vigas mistas aço-concreto Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Vigas mistas aço-concreto

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Tipos de Vigas Mistas

Tipos de Vigas Mistas A transmissão parcial ou total dos esforços cisalhantes longitudinais, é garantida pela

A transmissão parcial ou total dos esforços cisalhantes longitudinais, é garantida pela utilização de conectores de cisalhamento ou pelo embutimento do perfil.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Tipos de lajes usadas nas Vigas Mistas

Tipos de lajes usadas nas Vigas Mistas - Moldada in-loco → Laje de concreto maciça onde

- Moldada in-loco Laje de concreto maciça onde os

conectores são soldados diretamente à mesa superior do

perfil e incorporados à laje;

à mesa superior do perfil e incorporados à laje; - Mista → moldada in-loco com fôrma

- Mista moldada

in-loco com fôrma de aço incorporada, onde os conectores são soldados Através da fôrma de aço à mesa do perfil;

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Tipos de lajes usadas nas Vigas Mistas

Tipos de lajes usadas nas Vigas Mistas - Pré-moldada Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
- Pré-moldada Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
- Pré-moldada
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

laje contendo elementos pré-fabricados e moldados in loco. Neste caso, as vigotas são espaçadas da largura das lajotas cerâmicas de enchimento, apóiam-se na mesa superior das vigas metálicas e os conectores são soldados a esta mesa nos intervalos entre as vigotas

Interação total e parcial em vigas mistas

Interação total e parcial em vigas mistas Em vigas de aço isoladas, o escorregamento na interface

Em vigas de aço isoladas, o escorregamento na interface aço-concreto é permitido e formam-se duas linhas neutras. A resistência da laje no plano de flexão da viga não é considerada. No caso de interação parcial, ocorre a formação de duas linhas neutras, porém com escorregamento relativo inferior ao da viga isolada. E, por fim, no caso de interação total considera-se que o deslocamento relativo na interface possa ser desprezado e assim ocorre a formação de apenas uma linha neutra.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Interação total e parcial em vigas mistas

Interação total e parcial em vigas mistas Na interação parcial, o estado limite último que governa

Na interação parcial, o estado limite último que governa o dimensionamento está relacionado ao colapso da conexão Na interação total, o estado limite último que prevalece está relacionado ao esgotamento da resistência da seção mista à flexão.

está relacionado ao esgotamento da resistência da seção mista à flexão. Curso de Estruturas Mistas Aço

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Construções Escorada e Não Escorada

Construções Escorada e Não Escorada Um aspecto importante no dimensionamento de estruturas mistas é a verificação

Um aspecto importante no dimensionamento de estruturas mistas é a verificação da condição durante a construção, pois o concreto necessita de um período, para atingir a sua resistência de projeto, e as solicitações impostas durante esta fase podem ser diferentes da situação definitiva.

O peso próprio do concreto é normalmente substancial e, por isto, muitas vezes, a dimensão necessária do perfil de uma viga mista pode ser determinada pela sua capacidade de resistir isoladamente às solicitações durante a construção.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Construção Escorada

Construção Escorada Todos os esforços serão resistidos pela seção mista As deflexões também serão as da
Construção Escorada Todos os esforços serão resistidos pela seção mista As deflexões também serão as da

Todos os esforços serão resistidos pela seção mista As deflexões também serão as da seção mista; portanto, menores que da seção isolada. Não há necessidade de verificação na situação de construção

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Construção Não Escorada

Construção Não Escorada Durante a fase de construção, os perfis de aço das vigas mistas devem
Construção Não Escorada Durante a fase de construção, os perfis de aço das vigas mistas devem

Durante a fase de construção, os perfis de aço das vigas mistas devem ser dimensionados para resistir a todos os esforços Após a cura do concreto, o carregamento acidental será resistido pela seção mista, no entanto, ocorre uma sobreposição das tensões aplicadas antes e depois da cura do concreto.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Estados limites últimos para Construção Escorada

Estados limites últimos para Construção Escorada Os estados limites últimos possíveis no sistema misto são devidos

Os estados limites últimos possíveis no sistema misto são devidos a atuação do momento fletor e da força cortante. Porém, como a mesa superior do perfil de aço encontra-se continuamente unida à laje pelos conectores, não pode ocorrer a flambagem lateral com torção (FLT). Além disso, mesmo que a mesa superior esteja comprimida, sua flambagem local (FLM) não representa uma estado-limite último. Portanto, nas vigas mistas biapoiadas, o estado limite último para momento fletor está associado apenas à flambagem local da alma (FLA).

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Estados limites últimos para Construção não Escorada

Estados limites últimos para Construção não Escorada As vigas de aço devem possuir resistência para suportar

As vigas de aço devem possuir resistência para suportar todas as ações que aparecem antes da cura. Devem ser verificados os estados limites de FLT, FLM e FLA.

Geralmente, nas vigas internas, as formas proporcionam contenção lateral contínua, mas nas vigas de extremidade, devem ser tomados cuidados especiais como, por exemplo, fixá-las à forma ou à viga adjacente” (Castro e Silva e Fakury, apostila UFMG). “A viga de aço é calculada assumindo-se que esteja lateralmente travada pela fôrma, se esta possuir rigidez suficiente e estiver adequadamente ligada a ela, como é o caso de fôrmas de aço de nervuras transversais ao eixo da viga”, (Queiroz, 2001).

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Estados limites de serviço

Estados limites de serviço Flecha excessiva A soma da flecha do perfil de aço, δ p

Flecha excessiva

A soma da flecha do perfil de aço, δ pa , isolado sujeito à carga

permanente nominal aplicada antes da cura, com a flecha da viga

mista, δ vm , sujeita à combinação rara de ações aplicadas após a cura

não deve exceder L/350, sendo L o vão da viga. Além disso, a parcela

δ vm não deve exceder 15 mm quando houver paredes de alvenaria

sobre ou sob o piso analisado.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Estados limites de serviço

Estados limites de serviço Vibrações excessivas A ABNT NBR 8800:2008 apresenta uma recomendação prática que nem

Vibrações excessivas

A ABNT NBR 8800:2008 apresenta uma recomendação prática que

nem sempre é adequada. Consiste na aplicação de limites para o

deslocamento das vigas de piso, conforme a seguir:

20 mm para pisos sujeitos à atividades de caminhada apenas,

9 mm para pisos sujeitos à atividades rítmicas (dança ou ginástica) ou práticas de esportes pouco repetitivas,

5mm para os pisos acima citados, porém com práticas de esportes muito repetitivas.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

23/10/2013 Conectores de cisalhamento Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto Conectores de cisalhamento A resistência

Conectores de cisalhamento

23/10/2013 Conectores de cisalhamento Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto Conectores de cisalhamento A resistência
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
de cisalhamento Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto Conectores de cisalhamento A resistência dos conectores

Conectores de cisalhamento

Estruturas Mistas Aço e Concreto Conectores de cisalhamento A resistência dos conectores é normalmente analisada por

A resistência dos conectores é normalmente analisada por meio de ensaios tipo “push out” cujo esquema está apresentado abaixo. As mesas de um pequeno perfil I de aço são conectadas a duas lajes de concreto também pequenas. As lajes são colocadas em cima de uma chapa da máquina de ensaio de compressão e a carga é aplicada na extremidade superior do perfil de aço. O deslizamento entre o perfil de aço e as duas lajes é medido em muitos pontos.

O deslizamento médio é plotado versus a carga em um pino com cabeça, onde pode ser determinada a carga de falha do conector.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Conectores de cisalhamento

Conectores de cisalhamento Ensaios de push out necessitam ser feitos para um intervalo de resistência do

Ensaios de push out necessitam ser feitos para um intervalo de resistência do concreto, pois a resistência do concreto influencia o modo de falha bem como a carga de falha. Outra propriedade que pode ser obtida deste tipo de ensaio é a capacidade de deslizamento, δ u . Segundo o EN 1994-1-1, δ u é o máximo deslizamento no nível de carga P Rk , normalmente no intervalo de falha da curva carga versus deslizamento.

R k , normalmente no intervalo de falha da curva carga versus deslizamento. Curso de Estruturas

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Conectores de cisalhamento

Conectores de cisalhamento De acordo com o EN 1994-1-1, um conector pode ser considerado dútil, se

De acordo com o EN 1994-1-1, um conector pode ser considerado dútil, se δ u > 6 mm. Os conectores rígidos apresentam ruptura frágil, isto é, não apresenta patamar de escoamento, enquanto os conectores flexíveis apresentam este patamar e consequentemente apresenta ruptura dúctil. O uso de conectores flexíveis conduz a um projeto mais simples.

dúctil. O uso de conectores flexíveis conduz a um projeto mais simples. Curso de Estruturas Mistas

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Conectores de cisalhamento

Conectores de cisalhamento A distribuição das tensões cisalhantes em uma viga biapoiada é próxima ao modelo

A distribuição das tensões cisalhantes em uma viga biapoiada é próxima ao modelo de força cortante para este tipo de viga. Isto é, esforço máximo nos apoios variando lineramente e esforço nulo no meio do vão. Com a capacidade de deformação dos conectores flexíveis antes da ruptura é possível considerar uma redistribuição das tensões do conector mais solicitado (próximo ao apoio) ao menos solicitado (no meio do vão). Pode-se então projetar o conector e seu espaçamento constantes ao longo do vão

então projetar o conector e seu espaçamento constantes ao longo do vão Curso de Estruturas Mistas

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Conectores de cisalhamento

Conectores de cisalhamento No caso da análise elástica em que todos os componentes da viga mista

No caso da análise elástica em que todos os componentes da viga mista estejam trabalhando sob tensões elásticas, é conveniente que o espaçamento entre conectores seja diferenciado ao longo da viga, concentrando-os nos apoios e nas regiões de carga concentrada.

Nos casos possíveis de análise rígido-plástica, em vigas mistas submetidas à ações uniformemente distribuídas, pode-se considerar espaçamento constante entre conectores, desde que estes sejam dúcteis, isto é sejam capazes de retribuir as tensões.

A NBR 8800 (2008) só trata de conectores dúcteis, tipo pino com cabeça e perfil U laminado ou formado a frio

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Conectores de cisalhamento

Conectores de cisalhamento No caso de conectores dúcteis, quando a resistência máxima é atingida, ocorre a

No caso de conectores dúcteis, quando a resistência máxima é atingida, ocorre a deformação e a transferência do esforço para o conector vizinho, e assim por diante dos apoios para o meio do vão, admitindo-se plastificação total dos conectores. Desta maneira, pode-se projetar o conector e seu espaçamento constantes ao longo de todo o vão.

projetar o conector e seu espaçamento constantes ao longo de todo o vão. Curso de Estruturas

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Conector tipo pino com cabeça

Conector tipo pino com cabeça Desenvolvido na década de 40, consiste de um pino especialmente projetado

Desenvolvido na década de 40, consiste de um pino especialmente projetado para funcionar como um eletrodo de solda por arco elétrico e ao mesmo tempo, após a soldagem, como conector de cisalhamento, possuindo uma cabeça com dimensões padronizadas para cada diâmetro

uma cabeça com dimensões padronizadas para cada diâmetro Na prática, apenas o diâmetro de 19 mm
uma cabeça com dimensões padronizadas para cada diâmetro Na prática, apenas o diâmetro de 19 mm

Na prática, apenas o diâmetro de 19 mm é utilizado em estruturas. Serão considerados apenas os conectores dutéis, ou seja, aqueles cujo comprimento seja superior a quatro vezes o diâmetro, portanto, igual ou superior a 76 mm.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Conector tipo pino com cabeça

Conector tipo pino com cabeça O aço utilizado na fabricação dos pinos é o ASTM A-108

O aço utilizado na fabricação dos pinos é o ASTM A-108 grau 1020. Deve-se especificá-lo para ser produzido com resistência à tração mínima de 415 MPa e limite de escoamento não inferior a 345 MPa.

à tração mínima de 415 MPa e limite de escoamento não inferior a 345 MPa. Curso

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça Os conectores tipo pino com cabeça podem alcançar

Os conectores tipo pino com cabeça podem alcançar sua máxima carga quando o

concreto ao seu redor falha, ou, se o concreto for mais resistente, quando o corpo do

conector falha por cisalhamento. Portanto, a resistência Q Rd de um pino com cabeça

deve ser tomada como o menor entre os valores obtidos pelas Eqs. (1) e (2)

Q Rd

 1 f E A cs ck c  (  2 γ cs R
1
f
E
A cs
ck
c
(
2
γ cs
R
R
A
f
g
p
cs
ucs
(

γ cs

Eq

Eq

.1)

.2)

= 

A cs = área do conector E c = módulo de elasticidade do concreto f ck = resistência característica do concreto

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça
 
 1 E A f cs ck c
 1 E
A
f
cs
ck
c

(

Eq

.1)

 

Q

 

=

2

 

γ

cs

Rd

R

g

R

p

A

cs

f

ucs

(

Eq

.2)

 
 

γ

cs

f ucs = resistência à ruptura do aço do conector R g = coeficiente para consideração do efeito de atuação de grupos de conectores R p = coeficiente para consideração da posição do conector

 

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

 

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça

Conector tipo pino com cabeça

 

O comportamento de conectores colocados dentro de nervuras das fôrmas de aço é muito mais complexo que o dos colocados em lajes maciças, sendo influenciado por diversos fatores. Esses fatores podem provocar uma redução da resistência nominal dos conectores, daí a necessidade de incorporação dos coeficientes R p e R g na segunda fórmula

Deve-se tomar para o coeficiente R g os seguintes valores:

 

a)

1,00, para um conector soldado em uma nervura de fôrma de aço perpendicular ao perfil de aço; para qualquer número de conectores em uma linha soldados diretamente no perfil de aço; para qualquer número de conectores em uma linha soldados através de uma fôrma de aço em uma nervura paralela ao perfil de aço e com relação b f /h f igual ou superior a 1,5;

 

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

 

23/10/2013

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça Conector tipo pino com cabeça b) 0,85, para

Conector tipo pino com cabeça

b) 0,85, para dois conectores soldados em uma nervura de fôrma de aço perpendicular ao perfil de aço; para qualquer número de conectores soldados através de uma fôrma de aço em uma nervura paralela ao perfil de aço e com relação b f /h f inferior a 1,5.

c) 0,7, para três ou mais conectores soldados em uma nervura de fôrma de aço perpendicular ao perfil de aço.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça Conector tipo pino com cabeça R p deve

Conector tipo pino com cabeça

R p deve ter os seguintes valores :

-1,00 para conectores soldados diretamente no perfil de aço; havendo nervura paralelas ao perfil, pelo menos 50% da mesa deve ter contato com concreto; -0,75 para conectores soldados em laje mista com nervuras perpendiculares

ao perfil e . Para conectores soldados em uma forma com

nervuras paralelas ao perfil;

- 0,60 para conectores soldados em laje mista com nervuras perpendiculares

ao perfil e

emh 50mm

com nervuras perpendiculares ao perfil e e mh ≥ 50 mm e mh ≤ 50 mm

emh 50mm.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Resistência de um Conector tipo pino com cabeça Conector tipo pino com cabeça R g
Resistência de um Conector tipo pino com cabeça
Conector tipo pino com cabeça
R g
R p
Laje Maciça
-
1,0
1,0
1,0
0,75
Laje Mista com nervuras
orientadas paralelamente
0,85
0,75
1
1,0
0,6*
Laje Mista com Nervuras
orientadas
perpendicularmente (número
de conectores ocupando a
mesma nervura)
2
0,85
0,6*
3 ou mais
0,7
0,6*
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Resistência de um conector tipo pino com cabeça
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Resistência de um conector tipo pino com cabeça

Resistência de um conector tipo pino com cabeça Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Resistência de um conector tipo pino com cabeça Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Resistência de um conector tipo pino com cabeça

Resistência de um conector tipo pino com cabeça Estudos feitos nos EUA mostram que a resistência

Estudos feitos nos EUA mostram que a resistência estática total de um pino com cabeça pode ser desenvolvida se a relação d/t (diâmetro do conector/espessura da chapa a qual forem soldados) for menor que 2,7, entretanto, o EN 1994-1-1 utiliza o limite de 2,5. Essa regra impede o uso de pinos com cabeça como conexão de cisalhamento em lajes mistas. Ensaios com cargas repetitivas mostraram que para a mesa sujeita a tensão de tração alternadas, d/t não pode ser superior a 1,5.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Disposições para o uso de lajes mistas em vigas mistas

Disposições para o uso de lajes mistas em vigas mistas • Altura h F das nervuras

Altura h F das nervuras da fôrma de aço igual ou inferior a 75 mm;

Largura média b F da mísula ou da nervura situada sobre o perfil de aço deve ser igual ou superior a 50 mm. Para efeito de cálculo, essa largura não pode ser tomada maior que a largura livre mínima no nível do topo da fôrma;

Os conectores podem ser soldados ao perfil de aço através da fôrma ou diretamente,

fazendo-se furos na fôrma; no caso de solda através da fôrma são necessários cuidados especiais para garantir a fusão completa do conector com o perfil, quando a espessura da fôrma for maior que 1,5 mm para fôrma simples e 1,2 mm no caso de uma fôrma superposta à outra, ou ainda quando a soma das espessuras das camadas de galvanização corresponder a uma massa maior que 385 g/m 2 ;

Projeção dos conectores acima do topo da fôrma, depois de instalados, igual ou superior a 40 mm;

Cobrimento de concreto acima do topo da fôrma de aço igual ou superior a 50 mm.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Disposições para o uso de lajes mistas em vigas mistas

Disposições para o uso de lajes mistas em vigas mistas Curso de Estruturas Mistas Aço e
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Resistência de um Conector perfil U

Resistência de um Conector perfil U Conector perfil U laminado A força resistente de cálculo de

Conector perfil U laminado

A força resistente de cálculo de um conector de cisalhamento em perfil U laminado, com altura da seção igual ou superior a 75 mm totalmente embutido em laje maciça de concreto com face inferior plana e diretamente apoiada sobre a viga de aço, é dada por:

Q Rd

=

γ cs

t fcs = espessura da mesa do conector t wcs = espessura da alma do conector L cs = comprimento do perfil U

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

0,3

( t

fcs

+ 0,5

t

wcs

)

L

cs

f E ck c
f
E
ck
c

Resistência de um Conector perfil U laminado

Resistência de um Conector perfil U laminado Conector perfil U formado a frio A força resistente

Conector perfil U formado a frio

A força resistente de cálculo de um conector de cisalhamento em perfil U formado a frio deve ser determinada com a fórmula anterior, tomando-se as espessuras da mesa e da alma iguais à espessura da chapa do conector

Observação

Os perfis U devem ser instalados com uma das mesas assentando sobre o perfil de aço e com o plano da alma perpendicular ao eixo longitudinal desse perfil

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

23/10/2013 Resistência de um Conector perfil U laminado Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto Disposições

Resistência de um Conector perfil U laminado

23/10/2013 Resistência de um Conector perfil U laminado Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto Disposições
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
perfil U laminado Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto Disposições construtivas para os conectores Espaçamento

Disposições construtivas para os conectores

e Concreto Disposições construtivas para os conectores Espaçamento máximo O espaçamento máximo entre linhas de

Espaçamento máximo

O

espaçamento máximo entre linhas de centro de conectores deve ser

igual a oito vezes a espessura total da laje; esse espaçamento também não pode ser superior a 915 mm no caso de lajes com fôrmas de aço incorporadas, com nervuras perpendiculares ao perfil de aço.

Espaçamento mínimo

O

espaçamento mínimo entre linhas de centro de conectores tipo pino

com cabeça deve ser igual a seis diâmetros ao longo do vão da viga,

podendo ser reduzido para quatro diâmetros no caso da laje com fôrma

de

aço incorporada, e quatro diâmetros na direção transversal ao vão da

viga, e entre conectores em perfil U, a maior dimensão entre a altura e o comprimento do conector (L cs ).

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Força atuante nos conectores

Força atuante nos conectores Na superfície de contato entre os dois materiais se desenvolve um esforço

Na superfície de contato entre os dois materiais se desenvolve um esforço horizontal F hd , que impede o deslizamento relativo e garante o trabalho em conjunto da viga de aço e da laje de concreto. Deve-se notar que F hd é o esforço que atua entre a seção de momento máximo (onde o deslizamento é nulo) e cada seção adjacente de momento nulo (onde o deslizamento relativo é máximo).

O valor do esforço cortante longitudinal F hd é obtido supondo que a seção de momento máximo encontra-se totalmente plastificada, ou seja, com sua resistência nominal esgotada.

Se a linha neutra plástica (LNP) situar-se na laje de concreto

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

F hd = A a f yd

Força atuante nos conectores

Força atuante nos conectores O valor do esforço cortante longitudinal F h d é obtido supondo

O valor do esforço cortante longitudinal F hd é obtido supondo que a seção de momento máximo encontra-se totalmente plastificada, ou seja, com sua resistência nominal esgotada.

Se a linha neutra plástica (LNP) situar-se na viga de aço

Se a linha neutra plástica (LNP) situar-se na viga de aço F h d = 0,85

F hd = 0,85 f cd b t c

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Verificação dos conectores à cargas concentradas

Verificação dos conectores à cargas concentradas Nas regiões de momento fletor positivo, o número de conectores

Nas regiões de momento fletor positivo, o número de conectores necessários entre qualquer seção com carga concentrada e a seção adjacente de momento nulo (ambas situadas do mesmo lado, relativamente à seção de momento máximo) não pode ser inferior a n P , dado por:

máximo) não pode ser inferior a n P , dado por: onde: M P , S

onde:

M P,Sd é o momento fletor solicitante de cálculo na seção da carga concentrada (inferior

ao momento resistente de cálculo máximo);

M a,Rd é o momento fletor resistente de cálculo da viga de aço isolada, para o estado-

limite FLA;

M Sd é o momento fletor solicitante de cálculo máximo;

n é o número de conectores de cisalhamento a serem colocados entre a seção de

momento fletor positivo solicitante de cálculo máximo e a seção adjacente de momento nulo.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Vigas mistas Biapoiadas

Vigas mistas Biapoiadas Vantagens: A mesa comprimida é travada pela laje e, supondo a alma do

Vantagens:

A mesa comprimida é travada pela laje e, supondo a alma do perfil compacta, a resistência da viga não é limitada por flambagem do perfil, global ou local;

A alma fica sujeita a estados de tensões menos severos, torna-se maior a possibilidade de se executar furos;

Os momentos fletores e esforços cortantes são estaticamente determinados e não são influenciados pela fissuração, retração e def. lenta;

A análise estrutural e o dimensionamento são rápidos e simples;

A fissuração do concreto é menor, já que está sujeito a tração apenas nos apoios (devido a tendência de continuidade). Os momentos transmitidos aos pilares são baixos ou quase nulos.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Vigas mistas Biapoiadas

Vigas mistas Biapoiadas Largura efetiva O sistema de piso com vigas mistas consiste essencialmente de uma

Largura efetiva

O sistema de piso com vigas mistas consiste essencialmente de uma série de vigas T paralelas com mesa larga e delgada. A associação entre vigas e laje, por meio de conectores de cisalhamento, ocasiona uma transmissão de tensões de cisalhamento concentradas ao longo da conexão, Sendo esta responsável pelo aumento de tensões normais na laje naquela região. Estas tensões diminuem gradativamente para ambos os lados

naquela região. Estas tensões diminuem gradativamente para ambos os lados Curso de Estruturas Mistas Aço e

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Vigas mistas Biapoiadas

Vigas mistas Biapoiadas Largura efetiva Para avaliar a rigidez efetiva das vigas de aço e determinar

Largura efetiva

Para avaliar a rigidez efetiva das vigas de aço e determinar os valores das tensões máximas, continuando a utilizar as expressões da teoria de flexão geral, é comum recorrer ao artifício de considerar vigas mistas equivalentes, com banzos de largura reduzida.

ef

σ méd

σ máx

vigas mistas equivalentes, com banzos de largura reduzida. ef σ méd σ máx Curso de Estruturas

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

b

=

b

23/10/2013

Vigas mistas Biapoiadas

Vigas mistas Biapoiadas Largura efetiva A determinação real da distribuição das tensões normais na mesa de

Largura efetiva

A determinação real da distribuição das tensões normais na mesa de concreto seria muito laboriosa. Pesquisas baseadas na teoria da elasticidade mostraram que a relação b ef /b é muito complexa e depende da relação de b com o vão L, do tipo de carregamento, das condições de contorno, da posição da seção ao longo do vão, entre outras variáveis.

Por isso, as normas fornecem expressões simplificadas para o cálculo da largura efetiva.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Vigas mistas Biapoiadas

Vigas mistas Biapoiadas Largura efetiva NBR 8800 (2008) A largura efetiva da mesa de concreto, de

Largura efetiva NBR 8800 (2008)

A largura efetiva da mesa de concreto, de cada lado da linha de centro da viga, deve ser igual ao menor dos seguintes valores:

da viga, deve ser igual ao menor dos seguintes valores: a) 1/8 do vão da viga

a) 1/8 do vão da viga mista, considerado entre linhas de centro dos apoios; b) metade da distância entre a linha de centro da viga analisada e a linha de centro da viga adjacente; c) distância da linha de centro da viga à borda de uma laje em balanço.

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Vigas mistas Biapoiadas

Vigas mistas Biapoiadas A presença da laje de concreto em contato com a mesa superior da

A presença da laje de concreto em contato com a mesa superior da viga impede que esta possa sofrer flambagem local ou FLT. Pode-se assumir que a mesa superior de vigas mistas biapoiadas é compacta. Como a mesa inferior está tracionada, caso a alma também seja compacta, isto é, h/t w 3,76 (E/f y ) 1/2 , o perfil é todo compacto.

Pode-se utilizar a distribuição plástica de tensões. Ensaios realizados em vigas mistas mostram que a capacidade real a momento de uma seção mista submetida a momento positivo pode ser calculada considerado-se que a seção de aço esteja totalmente escoada e a laje de concreto esteja sob a tensão de 0,85 f ck .

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Momento Fletor Resistente

Momento Fletor Resistente Viga Mista Biapoiada Compacta Interação total O momento fletor resistente é determinado

Viga Mista Biapoiada Compacta

Interação total O momento fletor resistente é determinado igualando-se as forças de tração e compressão na seção. Assumindo que a resistência à tração do concreto seja zero.

na seção. Assumindo que a resistência à tração do concreto seja zero. Curso de Estruturas Mistas

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

23/10/2013

Momento Fletor Resistente

Momento Fletor Resistente Viga Mista Biapoiada Compacta Interação total e linha neutra plástica na laje de

Viga Mista Biapoiada Compacta

Interação total e linha neutra plástica na laje de concreto 0,85 f b t ≥
Interação total e linha neutra plástica na laje de concreto
0,85 f
b t
≥ A
f
Q
≥ A
f
cd
c
a
yd
Rd
a
yd
Cumpridas essas condições:
C
= 0,85
f
ba
cd
cd
T
= A
f
ad
a
yd
A
f
a
yd
a =
≤ t
c
0,85 f
b
cd
a 
M
=
β
T
d
+
h
+
t
Rd
vm
ad
1
f
c
− 2
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto
Momento Fletor Resistente Viga Mista Biapoiada Compacta Interação total e linha neutra plástica no perfil
Momento Fletor Resistente
Viga Mista Biapoiada Compacta
Interação total e linha neutra plástica no perfil de aço
f ≥
0,85 f
b t
A a
Q
≥ 0,85 f
b t
yd
cd
c
Rd
cd
c
Cumpridas essas condições:
C
cd = 0,85 f
b t
cd
c
)
cd
= C + C
T ad
cd
ad
Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

C ad

=

1 (
2

A f

a

C ad = 1 ( 2 A f a yd − C

yd

C

23/10/2013

Momento Fletor Resistente

Momento Fletor Resistente Viga Mista Biapoiada Compacta Interação total e linha neutra plástica na mesa superior

Viga Mista Biapoiada Compacta

Interação total e linha neutra plástica na mesa superior Condição: C ad ≤ A af
Interação total e linha neutra plástica na mesa superior
Condição: C ad ≤ A af f yd
C
ad
y =
t
p
f
A
f
af
yd
 C
t
M
β
(
d
y
y
)
c
=
+
C
+
h
+ d −
y
Rd
vm
ad
t
c
cd
F
t
2

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto

Momento Fletor Resistente

Momento Fletor Resistente Viga Mista Biapoiada Compacta Interação total e linha neutra plástica na alma Condição:

Viga Mista Biapoiada Compacta

Interação total e linha neutra plástica na alma Condição: C ad ≥ A af f
Interação total e linha neutra plástica na alma
Condição: C ad ≥ A af f yd
 C
A
f
ad
af
yd
y
=
t
+
h
p
f
w
A
f
aw
yd
t
M
β
C
(
c
=
d
y
y
)
+
C
+
h
+ d −
y
Rd
vm
ad
t
c
cd
F
t
2

Curso de Estruturas Mistas Aço e Concreto