Você está na página 1de 59
CONSUMÍVEIS 1

CONSUMÍVEIS

1

CONSUMÍVEIS

1 - CONCEITO

1.1 -INTRODUÇÃO

CONSUMÍVEIS 1 - CONCEITO 1.1 -INTRODUÇÃO De acordo com a definição já estudada no Módulo 2

De acordo com a definição já estudada no Módulo 2 (Terminologia), Consumíveis de Soldagem são todos os materiais empregados na deposição ou proteção da solda, tais como: eletrodos revestidos, varetas, arames sólidos (eletrodos nus) e arames (eletrodos) tubulares, fluxos, gases e anéis consumíveis.

A seleção dos consumíveis depende, principalmente, do processo de soldagem que, por sua vez, é escolhido em função de vários fatores, entre os quais:

- Metal de base;

- Geometria e tipo de junta;

- Espessura da peça a ser soldada;

- Posição de soldagem;

- Tipo de fonte de energia;

- Produtividade;

- Habilidade do soldador, etc.

1.2 -

DE SOLDAGEM

TIPOS DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM EM FUNÇÃO DO PROCESSO

Os próximos sub-itens apresentarão os consumíveis de soldagem relativos ao processo de soldagem em evidência.

1.2.1 - Utilizados em Soldagem a Gás (processo de soldagem que utiliza energia termoquímica)

- Gases combustíveis: Acetileno, Propano, Butano, Gás Natural, entre outros;

- Gases comburentes: Oxigênio, Ar atmosférico (quase nunca usado);

- Varetas;

- Fluxos (Fundentes).

2

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 1.2.2 -Utilizados em Soldagem a Arco Elétrico (processo de soldagem que utiliza energia elétrica) 1.2.2.1

1.2.2 -Utilizados em Soldagem a Arco Elétrico (processo de soldagem que utiliza energia elétrica)

1.2.2.1 - Arco elétrico entre o eletrodo refratário (não consumível) e a peça:

- Soldagem GTAW (TIG)

NOTA: Este processo de soldagem foi inicialmente desenvolvido para usar gases do tipo inertes (exemplo: argônio e hélio) para proteger a poça de fusão e o arco elétrico da ação dos gases encontrados na ar atmosférico. Por esta razão, ele foi batizado como T.I.G. (Tungsten Inert Gas). Anos mais tarde, houve a introdução dos gases ativos (CO 2 e/ou O 2 ) nos gases inertes, juntamente com o desenvolvimento de eletrodos de tungstênio ligados a óxidos de tório, cério, entre outros, este processo passou a ser chamado de Gas Tungsten Arc Welding (GTAW).

Vareta, maciça ou fluxada (GTAW manual) e arame, não energizado (GTAW

mecanizado); Gases puros (Argônio, Hélio) e misturas gasosas (Argônio e/ou Hélio + CO 2 ; Ar + O 2 ; Ar + CO 2 + O 2 ).

1.2.2.2

- Arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça:

- Soldagem Manual com Eletrodo Revestido (SMAW)

Eletrodo Revestido

3

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 1.2.2.3- Arco elétrico entre o eletrodo consumível nu e a peça - Soldagem a Arco

1.2.2.3- Arco elétrico entre o eletrodo consumível nu e a peça

- Soldagem a Arco Submerso (SAW)

Eletrodos (nus e compostos) e Fluxo

- Soldagem com Proteção Gasosa (GMAW) [MIG/MAG]

Eletrodo (ou arame) sólido (nu) e arame tubular com núcleo metálico (metal-cored) Gases puros e misturas gasosas

- Soldagem com Arame Tubular (FCAW) com ou sem Proteção Gasosa

Com Proteção Gasosa

Eletrodo (ou arame) tubular Gases puros e misturas gasosas (ver processo de soldagem GMAW);

Sem Proteção Gasosa (Autoprotegido)

Eletrodo (ou arame) tubular

4

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 2 - NOÇÕES SOBRE ESPECIFICAÇÕES DA AMERICAN WELDING SOCIETY (AWS) A Tabela 4.1 fornece exemplos

2 - NOÇÕES SOBRE ESPECIFICAÇÕES DA AMERICAN WELDING SOCIETY (AWS) A Tabela 4.1 fornece exemplos de algumas especificações AWS.

Tabela 4.1 -

Exemplo de Especificações ASME/AWS

DESIGAÇÃO:

 

ASME Seção II Parte C - AWS -

ESPECIFICAÇÃO PARA:

SFA-5.1 / A-5.1

Eletrodos de Aço ao Carbono para Soldagem Manual a Arco com Eletrodo Revestido (SMAW)

SFA-5.2 / A-5.2

Varetas de Aços ao Carbono e Baixa Liga para Soldagem Oxi- Gás (OFW)

SFA-5.4 / A-5.4

Eletrodos de Aço Inoxidável para Soldagem Manual a Arco com Eletrodo Revestido (SMAW)

SFA-5.5 / A-5.5

Eletrodos de Aço Baixa Liga para Soldagem Manual e Arco com Eletrodo Revestido (SMAW)

SFA-5.9 / A-5.9

Eletrodos Nus e Varetas para Soldagem de Aço Inoxidável

SFA-5.12 / A-5.12

Eletrodos de Tungstênio e suas Ligas para Soldagem e Corte a Arco

SFA-5.17 / A-5.17

Eletrodos de Aço ao Carbono e Fluxos para Soldagem a Arco Submerso (SAW)

SFA-5.18 / A-5.18

Metais de Adição de Aço ao Carbono para Soldagem a Arco com Gás de Proteção

SFA-5.20 / A-5.20

Eletrodos de Aço ao Carbono para Soldagem a Arco com Arame Tubular (FCAW)

SFA-5.22 / A-5.22

Eletrodos de Aço Inoxidável para Soldagem a Arco com Arame Tubular (FCAW) e Varetas com Núcleo Fluxado de Aço Inoxidável para Soldagem TIG (GTAW)

SFA-5.23 / A-5.23

Eletrodos de Aço Baixa-Liga e Fluxos para Soldagem a Arco Submerso (SAW)

SFA-5.25 / A-5.25

Eletrodos de Aços ao Carbono e Baixa-Liga e Fluxos para Soldagem Eletro-Escória (ESW)

SFA-5.26 / A-5.26

Eletrodos de Aços ao Carbono e Baixa-Liga para Soldagem Eletro-Gás (EGW)

SFA-5.28 / A-5.28

Eletrodos e Varetas de Aço Baixa-Liga para Soldagem a Arco com Gás de Proteção

SFA-5.29 / A-5.29

Eletrodos de Aço Baixa-Liga para Soldagem a Arco com Arame Tubular (FCAW)

5

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 2.1 - DIFERENÇA ENTRE “ESPECIFICAÇÃO” E “CLASSIFICAÇÃO” A e s p e c i f

2.1 - DIFERENÇA ENTRE “ESPECIFICAÇÃO” E “CLASSIFICAÇÃO” A especificação indica os requisitos para os consumíveis de acordo com seu emprego.

Para enquadrarem-se numa especificação AWS, os consumíveis devem atender a requisitos específicos, tais como:

- Propriedades mecânicas do metal depositado (ensaio de tração, de dobramento, de impacto);

- Composição química do consumível de soldagem ou do metal depositado;

- Sanidade do metal depositado, verificada por meio de exame radiográfico.

A especificação AWS estabelece as condições de testes para os consumíveis a serem realizados pelo fabricante, a fim de verificar se a solda produzida apresenta as propriedades mecânicas mínimas exigidas.

Desta forma, a especificação, além de classificar os consumíveis, determina que os mesmos atendam a requisitos de:

Fabricação, critérios de aceitação, composição química do metal depositado,

propriedades mecânicas do metal depositado, exame radiográfico do metal

depositado, embalagem, identificação, garantia, etc.

Por outro lado, a classificação AWS refere-se a um consumível e a respeito do mesmo, fornece, em valores aproximados, algumas de suas propriedades mecânicas (limite de resistência, impacto), como também sua composição química e particularidades relativas ao revestimento, ou seja, fornecendo ao consumível uma designação lógica, que permita identificá-lo mais facilmente e suas características principais.

Portanto, a diferença entre especificação e classificação é:

A especificação AWS determina de maneira exata as características de um consumível e dá garantias sobre suas propriedades.

ENQUANTO QUE:

A classificação AWS apresenta uma maneira lógica de designar um consumível.

6

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3 - FAMILIARIZAÇÃO COM AS CLASSIFICAÇÕES AWS DE CONSUMÍVEIS Nas especificações AWS, os consumíveis

3 - FAMILIARIZAÇÃO COM AS CLASSIFICAÇÕES AWS DE CONSUMÍVEIS Nas especificações AWS, os consumíveis são designados por um conjunto de algarismos e letras com um dos seguintes prefixos:

E

- Eletrodo para soldagem a arco elétrico (“electrode”);

R

- Vareta para soldagem a gás (“rod”);;

B

- Metal de adição para brasagem (“brazing”);

F

- Fluxo para arco submerso (“flux”);

ER

- Indica a possibilidade de aplicação com eletrodo nu (arame) ou vareta;

SG

- Gás de proteção (“shielding gas”);

A seguir, serão dados exemplos de critérios e sistemas de classificação dos consumíveis que foram listados na tabela 4.1.

3.1 – CLASSIFICAÇÃO DOS GASES DE PROTEÇÃO DE ACORDO COM AS ESPECIFICAÇÃO AWS A5.32-97

3.1.1 – Generalidades Na seleção de gases de proteção adequados para a soldagem de determinados materiais, os seguintes fatores devem se considerados: composição química e espessura do metal de base, posição de soldagem e tipo de corrente. Os gases de proteção para soldagem são de dois tipos: Inertes e Reativos.

3.1.1.1 – Potencial de Ionização (tabela 4.2)

Gás

Potencial de

Densidade (kg/m 3 )

Ionização (V)

Argônio

15,75

1,784

Hélio

24,58

0,178

CO 2

14,40

1,977

Nitrogênio

15,50

1,161

Hidrogênio

15,60

0,083

O

2

12,50

1,326

7

CONSUMÍVEIS

3.1.2 - Gases Inertes

CONSUMÍVEIS 3.1.2 - Gases Inertes Os gases inertes são aqueles que não reagem com o metal

Os gases inertes são aqueles que não reagem com o metal líquido da poça de fusão. Os gases inertes mais utilizados na soldagem são: Argônio e Hélio.

A - Argônio

O Argônio (Ar) é um gás inerte, monoatômico pesado, com peso atômico igual a 40

(aproximadamente 1,4 vez mais pesado do que ar). Este gás pode ser usado sozinho, como também combinado com um outro gás. O Ar pode ser usado na soldagem de metais ferrosos e não ferrosos (alumínio, cobre, níquel, magnésio e suas ligas). O baixo

potencial de ionização (15,75 eV) requer baixas tensões de arco elétrico, favorecendo a abertura e estabilidade do arco. Esse gás é obtido da atmosfera pela liquefação do ar e purificado até o estágio de 99,995% (grau solda).

O argônio é muito utilizado na soldagem de material de fina e média espessura,

principalmente na soldagem do alumínio, cobre, magnésio e suas ligas. Em metais ferrosos, o argônio no estado puro deve ser evitado, devido, principalmente, à baixa fluidez da poça de fusão.

Para contornar este problema, procura-se, então adicionar um gás ativo como, por exemplo, o Oxigênio e/ou CO 2 (dióxido de carbono), que, além de proporcionar uma maior fluidez à poça de fusão, produzindo um cordão de solda com melhor acabamento visual, estas adições também melhoram a condutibilidade elétrica do arco elétrico, aumentando sua estabilidade elétrica. Por estas razões, o processo MIG não é indicado na soldagem dos aços.

O baixo potencial de ionização do Ar implica numa baixa condutibilidade térmica deste

gás, o que faz com o Ar produza um cordão de solda com uma baixa penetração em suas bordas e um boa penetração na direção da coluna do arco. Baixa condutibilidade térmica do gás requer uma menor tensão do arco, o que faz com o arco seja aberto mais rapidamente e que seja mantido aberto com uma boa estabilidade.

8

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS As misturas de Ar + CO 2 , Ar + O 2 e Ar +

As misturas de Ar + CO 2 , Ar + O 2 e Ar + CO 2 + O 2 mais utilizadas na indústria foram desenvolvidas em função de testes em diferentes tipos de materiais, estando, hoje, definidas conforme indicado na Tabela 4.3.

Tabela 4.3 -Composições da Mistura Ar + CO 2 , Ar + O 2 e Ar + CO 2 + O 2 em função dos Metais de Base.

Ar (%)

CO 2 (%)

O 2 (%)

Metal de Base

     

Aço ao carbono

98

-

2

Aço baixo carbono de alta resistência Aço Inoxidável

     

Aço ao carbono

95

-

5

Aço baixo carbono de alta resistência Aço Inoxidável, classe 300

     

Aço ao carbono

90

10

-

Aço baixo carbono de alta resistência

88

9

3

Aço ao carbono

     

Aço ao carbono

75

25

-

Aço baixo carbono

O argônio misturado ao CO 2 proporciona maior estabilidade do arco, sendo muito utilizado na soldagem MAG de aço carbono. O CO 2 é misturado ao argônio em percentagens variáveis de 8 a 25%, melhorando sensivelmente as propriedades mecânicas da junta soldada. A mistura 75% de Ar + 25% CO 2 é muito empregada no processo de soldagem com arame tubular, pois proporciona excepcional estabilidade do arco e acelera a solidificação da poça de fusão.

9

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS B - Hélio O Hélio (He) é um gás inerte, monatômico, muito leve, tendo peso

B - Hélio

O Hélio (He) é um gás inerte, monatômico, muito leve, tendo peso atômico igual a 4. Ele é 0,14 vezes a densidade do ar. Este gás é usado quando se necessita aportes térmicos de grandes valores. Possui uma excelente condutibilidade térmica e o seu potencial de ionização é o mais elevado entre todos os gases de proteção usados na soldagem. Devido a isto, o He exige uma tensão no arco mais elevada do que o Ar, para o mesmo comprimento de arco e intensidade de corrente, favorecendo, portanto, a utilização de maiores velocidades de soldagem. A desvantagem do He apresentar um alto potencial de ionização é que esta característica dificulta a abertura do arco elétrico.

Pelo fato do He ser bem mais leve do que a ar atmosférico, isto exige que a sua vazão seja, aproximadamente, de 2 a 3 vezes maior do que a do Ar para fornecer a mesma proteção. Também por esta característica, o He é indicado na soldagem de juntas na posição sobre-cabeça.

Apesar da alta condutibilidade térmica gerada pelo He, o cordão de solda produzido não apresenta grandes penetrações, como aqueles produzidos pelo Ar e CO 2 . Os cordões produzidos pelo He apresentam uma baixa relação: largura / profundidade. Os altos valores de aporte térmico gerado pelo He ajuda a produzir soldas com uma penetração “arredondada” e reforços com baixa dimensão.

O He pode ser usado sozinho como gás de proteção, porém, na prática, ele estará sempre sendo usado em combinação com Ar. Hoje em dia, já existem misturas gasosas formadas por He e CO 2 .

Esse gás é obtido a partir do gás natural e purificado até alcançar 99,99% de pureza. Tem como vantagem o maior rendimento, porém, seu uso é limitado a soldagens que utilizem corrente contínua. Este gás, quando utilizado sozinho, produz uma transferência metálica do tipo “globular”.

Devido ao seu maior custo em relação ao argônio, o gás hélio é empregado apenas quando suas características físicas se fazem necessárias, ou seja, na soldagem de metais que possuem alta condutibilidade térmica, como o cobre e suas ligas e o alumínio e suas ligas.

10

CONSUMÍVEIS

3.1.3 - Gases Reativos

CONSUMÍVEIS 3.1.3 - Gases Reativos Os gases reativos são aqueles que reagem com o metal líquido

Os gases reativos são aqueles que reagem com o metal líquido da poça de fusão, podendo alterar as propriedades mecânicas do metal de solda. Os gases reativos podem ser de dois tipos: Ativos e Redutores.

3.1.3.1 - Gás Ativo

A - CO 2 (gás carbônico)

O gás ativo mais empregado na soldagem é o CO 2 que, além de poder ser utilizado sozinho na proteção da poça de fusão, pode também ser utilizado com o Ar (soldagem de aços ao carbono e baixa liga) e o He (soldagem dos aços inoxidáveis série 300). O CO 2 é um gás barato e, por isso, é o gás de proteção mais usado no Brasil.

É preciso informar que à temperatura ambiente, o CO 2 não é um gás ativo. Quando este gás passa pelo arco elétrico (quando a temperatura se encontra acima de 3.000 ºC), o CO 2 se dissocia sob a forma de CO (monóxido de carbono) e oxigênio atômico. É exatamente o oxigênio, em seu estado livre, que irá produzir uma ação oxidante (ou ativa) no interior do arco elétrico. Devido a esta atmosfera altamente oxidante, o metal líquido (poça de fusão) tende a se oxidar, gerando FeO (óxido de ferro), que irá se direcionar para a escória.

Fe + O

FeO

(1)

Após esta reação de oxidação (1), o carbono (C) encontrado na poça-de-fusão irá reagir com o oxigênio encontrado no FeO, pois o C é mais ávido pelo oxigênio do que o ferro (Fe). Tem-se a seguinte reação química:

C + FeO

Fe + CO (gás)

(2)

A reação (2) fará com que o Fe volte à sua condição como metal puro e produzirá uma quantidade de monóxido de carbono sob a forma gasosa, que se direcionará para a atmosfera.

11

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS Como a solidificação do metal líquido ocorre em uma velocidade muito elevada, isto faz com

Como a solidificação do metal líquido ocorre em uma velocidade muito elevada, isto faz com que uma parte do CO produzido fique retido no interior do cordão de solda, sob a forma de poros. Além desse problema, a reação entre o C e o FeO irá diminuir a quantidade de carbono no metal de solda, o que contribuirá para uma diminuição da resistência mecânica da junta soldada. A fim de eliminar (ou diminuir ao máximo) estes problemas, ou seja, a produção de poros e a diminuição do teor de C, faz-se necessário a adição de elementos desoxidantes na composição química do consumível de soldagem, tais como: Mn e Si, que reagem com o FeO através das seguintes reações:

Si + 2FeO

2Fe + SiO 2

(3)

Mn + FeO

Fe + MnO

(4)

Desta forma, a quantidade de CO produzido na reação (1) será muito menor, quando da presença dos elementos desoxidantes: Mn e Si.

Elementos como alumínio (Al), titânio (Ti) e zircônio (Zr) também podem ser introduzidos na composição do consumível na função de “desoxidantes”.

A maior desvantagem do uso do CO 2 é a tendência em produzir um arco instável

eletricamente, podendo gerar, desta forma, uma grande quantidade de respingos.

B - O 2 (Oxigênio)

O Oxigênio também é um gás ativo, mas nunca é utilizado sozinho. Este geralmente é

combinado com o argônio (mistura binária: Ar + O 2 ) ou com o argônio mais CO 2 (mistura

tríplice: Ar + CO 2 + O 2 ).

3.1.3.1 - Gás Redutor

O

Hidrogênio (H 2 ) é um gás redutor, ou seja, reduz os óxidos metálicos ao seu estado puro.

O

Hidrogênio pode ser adicionado ao Ar ou He em quantidades que pode variar de 1 a 35%

objetivando aumentar a temperatura do arco. É comum na Europa a utilização de adições

de até 15% H 2 na soldagem do níquel pelo processo GTAW, mas o risco desta quantidade

produzir poros no metal de solda é muito grande.

12

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.1.4 – Comparação entre Argônio e CO 2 , quando utilizados isoladamente A Tabela 4.4

3.1.4 – Comparação entre Argônio e CO 2 , quando utilizados isoladamente

A Tabela 4.4 apresenta a influência dos gases Argônio e CO 2 nas variáveis de soldagem, como também em algumas características do cordão de solda.

Tabela 4.4 - Influência dos gases Argônio e CO 2 nas variáveis de soldagem e características do cordão de solda

VARIÁVEIS E CARACTERÍSTICAS

Argônio

CO 2

Potencial de ionização

Maior

menor

Comprimento de arco (função da tensão do arco)

Maior

menor

Perdas de temperatura do arco por radiação

Maiores

menores

Temperatura da poça de fusão

menor

Maior

Penetração do cordão de solda

menor

Maior

Seção transversal do arco elétrico

menor

Maior

Largura do cordão

menor

Maior

Altura do cordão

Maior

menor

Acabamento do cordão de solda

Melhor

pior

Estabilidade do arco

Maior

menor

Dureza do cordão de solda

Maior

menor

Temperatura do metal líquido na poça de fusão

menor

Maior

NOTA: As misturas utilizando argônio e CO 2 têm influência intermediária.

13

CONSUMÍVEIS

3.1.5 – Classificação dos Gases de Proteção

3.1.5.1 – Critérios de Classificação

de Proteção 3.1.5.1 – Critérios de Classificação Os gases de proteção empregados na soldagem são

Os gases de proteção empregados na soldagem são classificados em função de suas composições químicas.

A Tabela 4.5 apresenta os gases de proteção mais empregados na soldagem a arco elétrico sob proteção gasosa, com seus respectivos: grau de pureza, umidade máxima, ponto de orvalho.

Tabela 4.5

Gases de Proteção e suas características

 

Gás

Classificaç

ão AWS

Estado do

Produto

Pureza

mínima

Umidade

máxima

Ponto de Orvalho máx. a 760 mmHg (ºC)

(%)

(ppm)

Argônio

SG–A

Gás

99,997

10,5

-60

Líquido

99,997

10,5

-60

Dióxido Carbono (CO 2 )

de

SG–C

Gás

99,8

32

-51

Líquido

99,8

32

-51

Hélio

SG–He

Gás

99,995

15

-57

Líquido

99,995

15

-57

Hidrogênio

SG–H

Gás

99,95

32

-51

Líquido

99,95

32

-51

Nitrogênio

SG–N

Gás

99,9

32

-51

Líquido

99,9

4

-68

Oxigênio

SG–O

Gás

99,5

Não Aplicável

-48

Líquido

99,5

Não Aplicável

-63

14

CONSUMÍVEIS

3.1.5.2 - Sistema de Classificação

i – Gás (Simples)

Onde:

SG - B

Sistema de Classificação i – Gás (Simples) Onde: SG - B S G – Essas letras

SG

– Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B

– Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás de proteção (único) que

será empregado durante a soldagem (Ver Tabela 4.5).

ii – Mistura Gasosa

SG – BXYZ – % / % / %

Onde:

SG

– Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B

– Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás principal da mistura gasosa.

XYZ

Estas letras representam os gases, em menor quantidade, que fazem parte

da

mistura gasosa. A colocação de cada gás na seqüência (XYZ) está relacionada com a quantidade de cada um, em uma ordem decrescente.

% / % / %

Estes caracteres representam a percentagem, em ordem decrescente, dos gases que fazem parte da mistura gasosa, que possuem as menores quantidades. Uma barra é usada para separar o percentual de cada gás.

A percentagem relativa ao gás principal da mistura será a diferença entre 100% e o somatório dos gases secundários participantes da mistura.

15

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS A Tabela 4.6 apresenta exemplos de como este sistema de classificação para gases de proteção

A Tabela 4.6 apresenta exemplos de como este sistema de classificação para gases de proteção funciona.

Tabela 4.6 – Exemplos de funcionamento do Sistema de Classificação dos Gases de Proteção

Classificação

Misturas

Gás

AWS

Gasosas

Típicas

SG-AC-25

75/25

Argônio + Dióxido de Carbono

SG-AO-2

98/2

Argônio + Oxigênio

SG-AHe-10

90/10

Argônio + Hélio

SG-AH-5

95/5

Argônio + Hidrogênio

SG-HeA-25

75/25

Hélio + Argônio

SG-HeAC-7,5/2,5

90/7,5/2,5

Hélio + Argônio + CO 2

SG-ACO-8/2

90/8/2

Argônio + CO 2 + O 2

SG-A-G

Especial

Argônio + Mistura

Nota: Os gases participantes da mistura gasosa, não sendo o gás principal da mistura, suas percentagens devem ter uma tolerância de ± 10%.

Exemplo:

SG-AC-25

Mistura: Argônio – 75% / CO 2 – 25%

10% de 25% = 2,5%

Conclusão:O teor de CO 2 na mistura deve se encontrar entre 22,5% e 27,5%.

16

CONSUMÍVEIS

iii – Mistura Gasosa Especial

Onde:

SG – B – G

iii – Mistura Gasosa Especial Onde: SG – B – G S G – Essas letras

SG

– Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B

– Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás principal da mistura gasosa.

G

– Esta letra (quando colocada após o gás principal) significa que a mistura gasosa é

especial; o gás base deve ser identificado. Os gases menores não precisam ser identificados, desde que sejam um dos gases listados na Tabela 4.5.

Quando a mistura gasosa for composta por algum gás não listado na Tabela 4.5, o Sistema de Classificação da mistura será:

SG – BX – G

Onde:

(X = Gás Específico)

SG

– Essas letras significam “Gás de Proteção”;

B

– Esta letra representa, logo após o hífen, representa o gás principal da mistura gasosa.

X

– Esta letra representa um gás que não está listado na Tabela 4.5. O gás

representado pelo Neônio, Xenônio, etc.

“X” deve

aparecer

entre

parêntesis.

Exemplo:

Kriptônio,

A percentagem de cada gás na mistura gasosa deve estar de acordo entre o comprador e o fornecedor.

17

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS AO CARBONO PARA SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM

3.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS AO CARBONO PARA SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO, DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.1-91 3.2.1 – Generalidades 3.2.1.2 - Funções do Revestimento Os revestimentos são constituídos de produtos bastante complexos, combinados em proporções adequadas, que exercem, durante a soldagem, inúmeras funções. De uma maneira geral, pode-se classificar as funções do revestimento em 3 grupos: elétrica, física e metalúrgica.

a - Função Elétrica: o revestimento é mau condutor de eletricidade; ele isola a

alma do eletrodo e evita aberturas de arco laterais. O revestimento contém silicato de sódio (Na) ou silicato de potássio (K) que ionizam a atmosfera do arco, facilitando a abertura e estabilidade do arco elétrico, tanto em corrente contínua como em alternada. Estes silicatos atuam também como aglomerantes do revestimento.

b - Funções Física e Mecânica: formação de fumos mais densos que o ar para

proteger, tanto o metal em transferência durante a soldagem, como o banho de metal fundido, da contaminação pelo hidrogênio (H 2 ), nitrogênio (N 2 ) e oxigênio (O 2 ) encontrados no ar atmosférico. Os fumos contribuem também na transferência metálica nas posições de soldagem desfavorecidas pelo efeito da gravidade. A escória líquida produzida pelo revestimento flutua sobre a poça de fusão, separando esta do contato com a atmosfera também durante a solidificação e o resfriamento da solda. O peso da escória molda a poça de fusão, proporcionando cordões lisos, regulares e do boa aparência. A escória líquida age sobre o valor da tensão superficial do metal fundido, melhorando a estética nos trabalhos fora da posição plana.

c - Função Metalúrgica: introduz elementos químicos que refinam a estrutura do

metal depositado retirando as impurezas, em forma de escórias, provenientes do

metal de base e do próprio metal de adição, assim como os óxidos originados durante a operação de soldagem. Prover de elementos de liga o metal com o objetivo de obter a composição química desejada.

A Tabela 4.7 apresenta várias substâncias encontradas no revestimento do eletrodo revestido e informa quais são suas principais ações.

18

TABELA 4.7

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.2.2 - Critérios de Classificação Os eletrodos cobertos pela especificação AW S A5.1 são

3.2.2 - Critérios de Classificação Os eletrodos cobertos pela especificação AWS A5.1 são classificados tendo como base:

1º.

Tipo de corrente;

2º.

Tipo de revestimento;

3º.

Posição de soldagem; e

4º.

Propriedades mecânicas do metal de solda na condição “como soldado” ou “envelhecido” * .

* “Envelhecimento” é uma operação quando se faz necessária a retirada do hidrogênio difusível encontrado no interior da junta recém soldada. Os corpos de prova de tração de todos os eletrodos, à exceção dos eletrodos básicos (baixo hidrogênio),devem ser envelhecidos a uma temperatura entre 95 e 105ºC em um tempo igual a 48 ± 2 horas, com o resfriamento devendo ser feito ao ar até que se atinja a temperatura ambiente.

O eletrodo que tenha sido enquadrado em uma determinada classificação dentro de uma certa especificação, este não poderá ter uma outra classificação dentro da especificação em análise. A única exceção é o eletrodo E7018M que pode também ser classificado como E7018, desde que satisfaça todas as exigências para ambas as classificações.

3.2.3 - Sistemas de Classificação

A classificação genérica de um eletrodo tem a seguinte forma:

E

X

X

X

X

----

------ ---

---

1

2

3

4

onde:

Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2: Este dígito, composto por 2 algarismos, indica o limite de resistência à tração mínimo do metal de solda em "ksi" (1 ksi = 1.000 psi). Alguns exemplos podem ser vistos na Tabela 4.8.

20

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS Tabela 4.8 - Exemplos na representação do Dígito 2 na codificação para classificação AWS ELETRODO

Tabela 4.8 - Exemplos na representação do Dígito 2 na codificação para classificação AWS

ELETRODO

LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO (Mínimo) (1)

REVESTIDO

psi (lb/pol 2 )

MPa

E60XX

60.000

414

E70XX

70.000

482

(1) Toda a preparação da chapa de teste, envolvendo desde a escolha do metal de base, do tipo e dimensões do cobre-junta até as condições de soldagem (intensidade de corrente, geometria do chanfro, posição de soldagem, diâmetro do eletrodo, etc.) são padronizadas, cujas informações se encontram na especificação em questão.

Dígito 3: Designa a posição de soldagem na qual o eletrodo revestido pode ser empregado com resultados satisfatórios. Ver tabela 4.9.

Tabela 4.9 - Significado do Dígito 3 na codificação para classificação AWS

ELETRODO

 

POSIÇÃO DE SOLDAGEM

 

E-XX1X

Todas as posições.

 

E-XX2X

Plana

e

Horizontal

(especialmente

solda

em

ângulo-

horizontal).

 

E-XX4X

 

Todas as posições (especialmente a vertical descendente para os eletrodos de baixo hidrogênio).

Dígito 4:

Este dígito pode variar de 0 (zero) a 9 (nove). Em combinação com o Dígito

3 designam:

- Tipo de corrente elétrica, com a qual o eletrodo pode ser usado;

- Tipo de revestimento.

Sobre o significado dos Dígitos 3 e 4, consultar a Tabela 4.10.

21

TABELA 4.10

22

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS T a b e l a 4 . 1 1 - Requisitos de composição química

Tabela 4.11 - Requisitos de composição química do metal depositado para os eletrodos da especificação AWS 5.1-91

Classificação

 

PERCENTUAL EM PESO (%) a

 

Limite para a combinação

AWS

                 

C

Mn

Si

P

S

Cr

Mo

Ni

V

Mn+Ni+Cr+Mo+V

E-6010

 

E-6011

E-6012

E-6013

E-6019

 

Não Especificado (NE)

 

E-6020

 

E-6022

E-6027

E-7014

                   

E-7015

NE

1,25

0,90

NE

NE

0,2

0,3

0,3

0,0

1,50

E-7024

0

0

0

8

E-7016

                   

E-7018

NE

1,60

0,75

NE

NE

0,2

0,3

0,3

0,0

1,75

E-7027

0

0

0

8

E-7028

                   

E-7048

NE

1,60

0,90

NE

NE

0,2

0,3

0,3

0,0

1,75

0

0

0

8

E-7018M

0,12

0,40 a

0,80

0,03

0,02

0,1

0,3

0,2

0,0

NE

1,60

0

0

5

5

5

5

a Valores unitários representam valores máximos.

23

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS DE BAIXA LIGA PARA SOLDAGEM MANUAL A ARCO

3.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS DE BAIXA LIGA PARA SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO, DE ACORDO COM AS ESPECIFICAÇÕES AWS A5.5-96

3.3.1 – Generalidades

Todas as informações apresentadas nos itens 3.2.1.1, 3.2.1.2 e 3.2.1.3, relativas à especificação AWS A5.1, também são válidas para a especificação em análise.

3.3.2 - Critérios de Classificação

Os eletrodos cobertos pela especificação AWS A5.5 são classificados tendo como base:

1º.

Tipo de corrente;

2º.

Tipo de revestimento;

3º.

Posição de soldagem;

4º.

Composição química do metal de solda;

5º.

propriedades mecânicas do metal de solda na condição "como soldado" ou como tratado termicamente pós-soldagem"

Importante salientar que um eletrodo que tenha sido enquadrado com uma classificação dentro desta especificação, este não poderá ter outra classificação.

3.3.3 - Sistemas de Classificação A classificação genérica de um eletrodo tem a seguinte forma:

E

----

1

X

X

X

---------------------

2

X

----

3

25

X - X

----

4

----

5

CONSUMÍVEIS

Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

D í g i t o 1 : A letra E designa um eletrodo; D í

Dígito 2: Este dígito, em número de dois ou três, indicam o limite de resistência à tração mínimo de metal de solda em "ksi" (1 ksi = 1.000 psi). Alguns exemplos podem ser vistos na Tabela 4.13.

Tabela 4.13 - Exemplos na representação do 2 o dígito na codificação para classificação AWS

ELETRODO

LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO (Mínimo) (1)

REVESTIDO

psi (lb/pol 2 )

MPa

E70XX

70.000

480

E80XX

80.000

550

E90XX

90.000

620

E100XX

100.000

690

E110XX

110.000

760

E120XX

120.000

830

Dígito 3: Designa a posição de soldagem na qual o eletrodo revestido pode ser empregado com resultados satisfatórios. Ver tabela 4.14.

Tabela 4.14 - Significado do Dígito 3 na codificação para classificação AWS

ELETRODO

POSIÇÃO DE SOLDAGEM

E-XX1X

Todas as posições. Plana e Horizontal (especialmente solda em ângulo- horizontal). Todas as posições (especialmente a vertical descendente para os eletrodos de baixo hidrogênio).

E-XX2X

E-XX4X

Dígito 4: Este dígito pode variar de 0 (zero) a 9 (nove). Em combinação com o Dígito 3 designam:

- Tipo de corrente elétrica, com a qual o eletrodo pode ser usado;

- Tipo de revestimento.

Sobre o significado dos Dígitos 3 e 4, consultar a Tabela 4.10.

Dígito 5 – É composto de letras e algarismos que indicam a composição química do metal depositado. A tabela 4.15 mostra o significado do dígito 5 para alguns eletrodos revestidos enquadrados na especificação AWS A5.5.

26

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS Tabela 4.15 - Consumíveis da especificação AWS 5.5-96. Classificação C Mn Si P S Cr

Tabela 4.15 - Consumíveis da especificação AWS 5.5-96.

Classificação

C

Mn

Si

P

S

Cr

Mo

Ni

V

   

Eletrodos para aços ao Carbono-Molibdênio

 

E7010-A1

0,12

0,60

0,40

0,03

0,04

-

0,40-0,65

-

-

E7011-A1

0,12

0,60

0,40

0,03

0,04

-

0,40-0,65

-

-

E7015-A1

0,12

0,90

0,60

0,03

0,04

0,04

-

0,40-0,65

0,40-0,65

-

-

E7016-A1

0,12

0,90

0,60

0,03

-

-

-

E7018-A1

0,12

0,90

0,80

0,03

-

-

-

E7020-A1

0,12

0,60

0,40

0,03

0,04

-

0,40-0,65

-

-

E7027-A1

0,12

1,00

0,40

0,03

0,04

-

0,40-0,65

-

-

   

Eletrodos para aços ao Cromo-Molibdênio

 

E8016-B1

0,05-0,12

0,90

0,60

0,03

0,03

0,40-0,65

0,40-0,65

-

-

E8018-B1

0,05-0,12

0,90

0,80

0,03

0,03

0,40-0,65

0,40-0,65

-

-

E8016-B2

0,05

0,90

1,00

0,03

0,03

1,00-1,50

0,40-0,65

-

-

E8018-B2

0,05-0,12

0,90

0,60

0,03

0,03

1,00-1,50

0,40-0,65

-

-

E7015-B2L

0,05-0,12

0,90

1,00

0,03

0,03

1,00-1,50

0,40-0,65

-

-

E7016-B2L

0,05

0,90

0,60

0,03

0,03

1,00-1,50

0,40-0,65

-

-

E7018-B2L

0,05

0,90

0,80

0,03

0,03

1,00-1,50

0,40-0,65

-

-

E9015-B3

0,05-0,12

0,90

1,00

0,03

0,03

2,00-2,50

0,90-1,20

-

-

E9016-B3

0,05-0,12

0,90

0,60

0,03

0,03

2,00-2,50

0,90-1,20

-

-

E9018-B3

0,05-0,12

0,90

0,80

0,03

0,03

2,00-2,50

0,90-1,20

-

-

E8015-B3L

0,05

0,90

1,00

0,03

0,03

2,00-2,50

0,90-1,20

-

-

E8018-B3L

0,05

0,90

0,80

0,03

0,03

2,00-2,50

0,90-1,20

-

-

E8015-B4L

0,05

0,90

1,00

0,03

0,03

1,75-2,25

0,40-0,65

-

E8016-B5

0,07-0,15

0,40-0,70

0,30-0,60

0,03

0,03

0,40-0,60

1,00-1,25

-

0,05

   

Eletrodos para aços ao Níquel

 

E8016-C1

0,12

1,25

0,60

0,03

0,03

-

 

- 2,00-2,75

-

E8018-C1

0,12

1,25

0,80

0,03

0,03

-

- 2,00-2,75

-

E7015-C1L

0,05

1,25

0,50

0,03

0,03

-

- 2,00-2,75

-

E7016-C1L

0,05

1,25

0,50

0,03

0,03

-

- 2,00-2,75

-

E018-C1L

0,05

1,25

0,50

0,03

0,03

-

- 2,00-2,75

-

E8016-C2

0,12

1,25

0,60

0,03

0,03

-

- 3,00-3,75

-

E8018-C2

0,12

1,25

0,80

0,03

0,03

-

- 3,00-3,75

-

E7015-C2L

0,05

1,25

0,50

0,03

0,03

-

- 3,00-3,75

-

E7016-C2L

0,05

1,25

0,50

0,03

0,03

-

- 3,00-3,75

-

E7018-C2L

0,05

1,25

0,50

0,03

0,03

-

- 3,00-3,75

-

E8016-C3

0,12

0,40-1,25

0,80

0,03

0,03

0,15

0,35

0,80-1,10

0,05

E8018-C3

0,12

0,40-1,25

0,80

0,03

0,03

-

-

0,80-1,10

0,05

   

Eletrodos para aços ao Níquel-Molibdênio

 

E-8018-NM1

0,10

0,80-1,25

0,60

0,02

0,02

0,10

0,40-0,65

0,80-1,10

0,02

   

Eletrodos para aços ao Manganês-Molibdênio

 

E-9015-D1

0,12

1,00-1,75

0,60

0,03

0,04

 

- 0,25-0,45

0,90

-

E-9018-D1

0,12

1,00-1,75

0,80

0,03

0,04

- 0,25-0,45

0,90

-

E-10015-D2

0,15

1,65-2,00

0,60

0,03

0,04

- 0,25-0,45

0,90

-

E-10016-D2

0,15

1,65-2,00

0,60

0,03

0,04

- 0,25-0,45

0,90

-

E-10018-D2

0,15

1,65-2,00

0,80

0,03

0,04

- 0,25-0,45

0,90

-

E-8016-D3

0,12

1,00-1,80

0,60

0,03

0,04

- 0,40-0,65

0,90

-

E-8018-D3

0,12

1,00-1,80

0,80

0,03

0,04

- 0,40-0,65

0,90

-

   

Eletrodos para todos os outros aços de baixa liga

 
(A) E-XX10-G - 1,00 min. 0,80 min - - 0,30 min. 0,20 min. 0,50 min.
(A)
E-XX10-G
- 1,00 min.
0,80 min
-
- 0,30 min.
0,20 min.
0,50 min.
0,10 min.
(A)
E-XX11-G
- 1,00 min
0,80 min
-
- 0,30 min.
0,20 min.
0,50 min.
0,10 min.
(A)
E-XX18-G
- 1,00 min
0,80 min
-
- 0,30 min.
0,20 min.
0,50min.
0,10 min.
E-9018-M (B)
0,10
0,60-1,25
0,80
0,030
0,030
0,15
0,35
1,40-1,80
0,05
E-10018-M
- 0,75-1,70
0,60
0,030
0,030
0,35
0,25-0,50
1,40-2,10
0,05
E-11018-M
- 1,30-1,80
0,60
0,030
0,030
0,40
0,25-0,50
1,25-2,50
0,05
E-12018-M
- 1,30-2,25
0,60
0,030
0,030
0,30-1,50
0,30-0,55
1,75-2,50
0,05
E-7018-W1 (C)
0,12
0,40-0,70
0,40-0,70
0,025
0,025
0,15-0,30
0,30-0,55
0,20-0,40
0,08

27

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.4 - 3.4.1 CLASSIFICAÇÃO DE VARETAS DE AÇOS AO CARBONO E BAIXA LIGA PARA SOLDAGEM

3.4 -

3.4.1

CLASSIFICAÇÃO DE VARETAS DE AÇOS AO CARBONO E BAIXA LIGA PARA SOLDAGEM A OXI-GÁS DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.2-92

- Critério de Classificação

As varetas para a soldagem a oxi-gás são classificadas tendo como base as propriedades mecânicas do metal de solda na condição “como soldado”.

As varetas classificadas para esta especificação são para serem usadas no processo de soldagem a oxi-gás. No entanto, não é proibido o seu uso para qualquer outro processo, no qual eles sejam apropriados.

3.4.2 - Sistema de Classificação

A classificação AWS de uma vareta genérica tem a seguinte forma:

R

-----

1

X

X

X

-----------------------

2

onde:

1 - R representa uma vareta para soldagem a gás;

2 - Este dígito pode estar representado por 2 ou 3 algarismos, designando, aproximadamente, o limite de resistência à tração mínimo do metal de solda, em ksi (1 ksi = 1.000 psi).

A Tabela 4.16 mostra alguns exemplos de classificação, enquanto a Tabela 4.17 apresenta a

composição química da vareta, de acordo com a norma AWS A5.2-92.

Tabela 4.16 – Requisitos de limite de resistência mínimo à tração e de alongamento do metal de solda (Especificação AWS A5.2-92)

Vareta

Limite de Resistência, mínimo

Alongamento Mínimo, em 25,4 mm (%)

(psi)

(MPa)

R

45

NR *6

NR

NR

R

60

60.000

410

20

R

65

65.000

450

16

R100

100.000

690

14

R XXX – G *1

xxx

----

NR

*1 NR: Não requerido.

28

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS R 4 5 - A vareta R 45 é um aço com um baixo teor

R 45 - A vareta R 45 é um aço com um baixo teor de carbono contendo pequenas quantidades de Cu, Cr, Ni, Mo e Al, usado na soldagem de aços ao carbono e C-Mn de baixa resistência, onde o limite de resistência requerido não exceda 45 ksi (310 MPa). Esta vareta também pode ser usado na soldagem do ferro forjado.

R 60 - A vareta R 60 possui uma composição química diferente da composição da vareta

R 45, principalmente para os elementos C, Mn e Si. É comumente utilizada na soldagem

de tubos de aços carbono e outras estruturas que exigem maiores requisitos de tenacidade.

R 65 - A vareta R 65 é utilizada na soldagem a gás de aços carbono e de baixa liga,

onde o limite de resistência à tração mínimo é de 65.000 psi.

R 100 - A vareta R 100 é uma vareta que por sua composição química destina-se a soldagem de aços de baixa liga e alta resistência. Possui baixo teor de impurezas. Usuários deste consumível deve estar atentos pois os resultados de tratamentos térmicos realizados no equipamento podem gerar propriedades mecânicas diferentes entre o metal de base e o metal de solda.

R XXX-G - A vareta R XXX - G não possui requisitos de composição química. Sua definição pode ser estabelecida em acordo entre o comprador e o fornecedor ou fabricante. O valor da resistência a tração será dado de acordo com o resultado do ensaio de tração do metal de solda. Estes valores devem estar limitados aos seguintes números: 45, 60, 65, 70, 80, 90 e 100.

Tabela 4.17 - Requisitos de composição química das varetas de especificação AWS A5.2-92

Classificação

 

Percentual (%), em peso a)

 

AWS

C

Mn

Si

P

S

Cu

Cr

Ni

Mo

Al

R

45

0,08

0,50

0,10

0,035

0,040

0,30

0,20

0,30

0,20

0,02

   

0,90

0,10

             

R

60

0,15

a

a

0,035

0,035

0,30

0,20

0,30

0,20

0,02

 

1,40

0,35

   

0,90

0,10

             

R

65

0,15

a

a

0,035

0,035

0,30

0,40

0,30

0,20

0,02

 

1,60

0,70

 

0,18

0,70

0,20

     

0,40

0,40

0,15

 

R 100

a

a

a

0,025

0,025

0,15

a

a

a

0,02

0,23

0,90

0,35

0,60

0,70

0,25

R XXX-G NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
R XXX-G
NR
NR
NR
NR
NR
NR
NR
NR
NR
NR

29

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.5 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO INOXIDÁVEL PARA A SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM

3.5 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO INOXIDÁVEL PARA A SOLDAGEM MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.4-92

3.5.1 - Critério de Classificação

Os eletrodos revestidos são classificados tendo como base:

a)

Composição química de metal de solda não diluído (Ver Tabela 4.18);

b)

Tipo de corrente e posição de soldagem.

3.5.2

- Sistema de Classificação

A classificação de um eletrodo genérico, tem a seguinte forma:

E

----

1

X

X

X

X

X - X

------------------------------------

2

----

3

X

----

4

Onde:

Dígito 1 – A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2 – Este dígito pode ser formado ou só por algarismos, ou uma composição entre

algarismos e letras, e

Tabela 4.18). Os algarismos iniciais referem-se à composição química definida de acordo

se refere à composição química do metal de solda não diluído (ver

com a classificação (designação) AISI [American Iron and Steel Institute].

Exemplos:

- E-308: metal de solda com composição nominal de 19%Cr e 10%Ni para a soldagem dos aços de composição similar tal como 301, 302, 304 e 305 da classificação AISI.

- E-309L: metal de solda com composição nominal de 23,5%Cr e 13%Ni, mas que tem restrições com respeito ao conteúdo de carbono, não podendo exceder 0,04%C. Por isto, a denominação 309 vai acompanhada da letra “L”, inicial de LOW, do inglês “baixo” significando baixo carbono.

30

TABELA 4.18

31

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS D í g i t o 3 - Este dígito refere-se às posições em que

Dígito 3 - Este dígito refere-se às posições em que o eletrodo pode ser empregado com resultados satisfatórios.

- EXXX-1X: o algarismo 1 (um) indica que o eletrodo pode ser usado em todas as posições, porém na prática, os eletrodos apresentam desempenho satisfatório para soldagem em todas as posições apenas para os diâmetros até 4 mm. Para diâmetros superiores a 4 mm, o desempenho só é satisfatório nas posições horizontal (apenas para solda em ângulo) e plana.

- EXXX-2X: o algarismo 2 (dois) indica que o desempenho do eletrodo só é satisfatório na posição horizontal (apenas para solda em ângulo) e na posição plana.

Dígito 4 - Este dígito refere-se ao tipo de corrente em que o eletrodo deve ser utilizado, e em combinação com o anterior indica os tipos e/ou características do revestimento.

- EXXX-15: este eletrodo deve ser utilizado em corrente contínua e ligado ao pólo positivo (CC + ), ou seja, polaridade inversa. Os elementos químicos da composição destes eletrodos estão totalmente incorporados na alma e o revestimento está constituído por elementos calcários, similar ao E-7015 da especificação AWS A5.1.91.

- EXXX-16: este eletrodo pode ser utilizado em corrente alternada (CA) ou em corrente contínua com polaridade inversa (CC + ). Iguais aos anteriores, estes eletrodos têm elementos químicos totalmente integrados a alma e o revestimento está constituído por dióxido de titânio (TiO 2 ) e silicato de potássio (K), similar ao E6013 da especificação AWS A5.1-91.

- EXXX-17: o revestimento destes eletrodos é uma modificação do EXXX-16, onde parte do dióxido de titânio é substituído por sílica (SiO 2 ), similar ao E-6019 da especificação AWS A5.1- 91. Operam com corrente alternada (CA) e contínua (CC + ) e embora sejam recomendados para uso em todas as posições, os eletrodos de diâmetros maiores de 4,8 mm não são recomendados para as posições vertical e sobre-cabeça.

- EXXX-25: as características operacionais e o tipo de revestimento deste eletrodo é similar a designação 15, só que a alma está constituída por um arame de aço doce e os elementos de liga se encontram no revestimento. Por este motivo, usa-se intensidades de corrente maiores, quando comparados com o EXXX-15. Os eletrodos EXXX-25 são recomendados somente para serem usados nas posições plana (topo e ângulo) e horizontal (solda de ângulo).

- EXXX-26: tanto o tipo de revestimento como as características operativas destes eletrodos são similares ao eletrodo EXXX-16, só que, como no caso anterior, a alma está constituída por um aço doce e os elementos de liga estão no revestimento. Por este motivo, usa-se intensidades de corrente maiores, quando comparados com o EXXX-16. Os eletrodos EXXX-26 são recomendados para serem usados nas posições plana (topo e ângulo) e horizontal (solda de ângulo). NOTA: Os eletrodos EXXX-25 e EXXX-26 também são denominados “Eletrodos Sintéticos”.

32

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.6 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS NUS (ARAMES) E VARETA DE AÇO INOXIDÁVEL PARA SOLDAGEM DE

3.6 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS NUS (ARAMES) E VARETA DE AÇO INOXIDÁVEL PARA SOLDAGEM DE AÇO INOXIDÁVEL DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.9-93

Esta especificação apresentam as exigências para a classificação dos seguintes consumíveis de aço inoxidável: eletrodo nu (arame), vareta, fita e metal cored (tipo de arame tubular que possui núcleo metálico).

3.6.1 - Critérios de Classificação

Os consumíveis do tipo arame, vareta e fita enquadrados nesta especificação são classificados tendo como base a composição química do próprio consumível. Para o consumível "metal cored", este é classificado tendo como base a composição química do metal depositado.

3.6.2 - SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

A classificação de um eletrodo/vareta genérica tem a seguinte forma:

E

----

1

R

----

2

X

X

X

X

X

------------------------------------

3

Onde:

Dígito 1 -

A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2 -

A letra R designa uma vareta;.19.

33

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS D í g i t o s 1 + 2 - As letras ER, quando

Dígitos 1 + 2 - As letras ER, quando utilizadas juntas, referem-se ao consumível que pode ser fornecido ou sob a forma contínua (exemplo: arame [eletrodo nu], fita, metal cored) ou sob a forma de vareta.

São os seguintes processos de soldagem que se utilizam destes consumíveis:

GTAW, GMAW e, SAW.

NOTA:

Quando o consumível a ser utilizado for do tipo "metal cored", a letra "R" deverá ser substituída pela letra "C": EC.

Quando o consumível a ser utilizado for do tipo "fita", a letra "R" deverá ser substituída pela letra "Q": EQ.

Dígito 3

Este

dígito

pode

ser

formado

ou

por

algarismos,

ou

uma

composição entre algarismos e letras, e

se refere à composição

química do consumível de soldagem (caso dos arames, varetas e fitas) ou se refere à composição química do metal de solda não

diluído (caso do “metal cored”). Os algarismos iniciais referem-se à composição química definida de acordo com a classificação (designação) AISI [American Iron and Steel Institute]. Ver Tabela

4.19.

Exemplos:

ER308 -

Composição química conforme Tabela 4.19.

 

ER308L -

Mesma composição química do ER308, mas com menor teor de carbono.

ER308MoL

- Mesma composição química do ER308L, mas com teor de molibdênio de 2 a 3%.

34

TABELA 4.19

35

CONSUMÍVEIS

CONSUMÍVEIS 3.7 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO CARBONO E FLUXOS PARA SOLDAGEM A ARCO SUBMERSO

3.7 - CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO CARBONO E FLUXOS PARA SOLDAGEM A ARCO SUBMERSO DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.17-97

3.7.1 - Critério de Classificação:

Os arames e fluxos cobertos por esta especificação são classificados tendo como base:

1. Propriedades mecânicas do metal de solda, usando o fluxo em combinação com qualquer um dos eletrodos classificados nesta especificação.

2. Condição do tratamento térmico no qual as propriedades mecânicas são obtidas.

3. Composição química do eletrodo, para o caso de arames sólidos, ou do metal de solda (utilizando um determinado fluxo) para os eletrodos compósitos (exemplo: arame tubular).

Nota: Importante salientar que, quando um fluxo é fabricado, ele não tem, a princípio, uma classificação AWS. Quando este fluxo é utilizado com um determinado arame, este fluxo terá uma classificação AWS de acordo com os resultados alcançados nesta combinação (fluxo – arame). Combinando este fluxo em questão com um novo arame (outra classificação AWS), uma nova classificação AWS para este fluxo será designada, visto que este segundo arame usado possuía diferente composição química daquele primeiro arame.

36

CONSUMÍVEIS

3.7.2 - Sistema de Classificação

CONSUMÍVEIS 3.7.2 - Sistema de Classificação A classificação de uma combinação genérica de um fluxo com

A classificação de uma combinação genérica de um fluxo com um arame tem a seguinte forma:

F

----

1

S

----

2

X

----

3

X

----

4

X

----

5

-

E

---

6

X

----

7

X

X

-------------

8

K

----

9

Onde:

Dígito 1 -

A letra F designa um fluxo;

Dígito 2 -

A letra S indica se o fluxo em uso foi produzido pela trituração de uma escória previamente fabricada ou produzido por uma mistura formada por uma parte triturada e uma parte “virgem”. A omissão da letra S significa que o fluxo em questão é do tipo “virgem”.

Dígito 3 -

Este dígito refere-se ao limite de resistência à tração mínimo do metal depositado proveniente de uma combinação entre fluxo e arame.

Exemplos:

FX6X - EXXX -Faixa do limite de resistência à tração entre 60.000 e 80.000 psi (430 e

560 MPa), onde o algarismo 6 indicado tem relação com o limite mínimo

da faixa.

FX7X - EXXX -Faixa do limite de resistência à tração entre 70.000 e 95.000 psi (480 e

660 MPa), onde o algarismo 7 indicado tem relação com o limite mínimo

da faixa.

Dígito 4 -

Designa a condição de tratamento térmico na qual os testes foram conduzidos: “A” refere-se à condição “Como Soldado” e “P” ao tratamento térmico após soldagem. O tempo e a temperatura deste tratamento térmico estão contemplados no corpo da especificação A5.17.

Dígito 5 -

Este dígito refere-se à maior temperatura em que se efetuou o ensaio de impacto (charpy com entalhe em V), obtendo-se valores de no mínimo 27J para o metal de solda.

37

CONSUMÍVEIS

Exemplos:

CONSUMÍVEIS Exemplos: - FXXX Z - EXXX - A letra Z refere-se a ensaio de impacto

- FXXXZ - EXXX - A letra Z refere-se a ensaio de impacto não requerido;

- FXXX0 - EXXX - O algarismo 0 (zero) refere-se à temperatura mínima de 0ºC para o ensaio;

- FXXX2 - EXXX - O algarismo 2 refere-se à temperatura mínima de -20ºC para

o ensaio;

- FXXX3 - EXXX - O algarismo 3 refere-se à temperatura mínima de -30ºC para

o ensaio;

- FXXX4 - EXXX - O algarismo 4 refere-se à temperatura mínima de -40ºC para

o ensaio;

- FXXX5 - EXXX - O algarismo 5 refere-se à temperatura mínima de -50ºC para

o ensaio;

- FXXX6 - EXXX - O algarismo 6 refere-se à temperatura mínima de -60ºC para

o ensaio.

Dígito 6 -

A letra E designa um eletrodo, e as letras EC indicam eletrodo composto (similar ao arame tubular). A omissão da letra “C” indica que o consumível em questão é um arame sólido.

Dígito 7 -

As letras L, M e H, que podem aparecer neste campo, referem-se a:

L (low) -Eletrodo com baixo teor de manganês (faixa: 0,25% -

 

0,60%);

 

M (medium) -Eletrodo com médio teor de manganês (faixa: 0,80% -

 

1,40%);

 

H

(high) -Eletrodo com alto teor de manganês (faixa: 1,30% -

 

2,20%).

Dígito 8 -

Este dígito, representado por 1 ou 2 algarismos, refere-se ao teor

de

carbono do eletrodo conforme Tabela 4.20;

Dígito 9 -

A letra K indica que o eletrodo foi fabricado com aço acalmado ao silício.

38

CONSUMÍVEIS

3.7.3 - Eletrodos

CONSUMÍVEIS 3.7.3 - Eletrodos A especificação prevê 12 tipos de eletrodos agrupados em 3 classes como

A especificação prevê 12 tipos de eletrodos agrupados em 3 classes como mostrado na Tabela 4.20.

Tabela 4.20 -Composição química dos eletrodos para soldagem a arco submerso de classificação AWS A 5.17-97

CLASSIFICAÇÃO

COMPOSIÇÃO QUÍMICA - PERCENTUAL EM PESO (a) (b)

AWS

Carbono

Manganês

Silício

Enxofre

Fósforo

Cobre

(c)

EL8

0,10

0,25 a 0,60 0,25 a 0,60 0,25 a 0,60

0,07

0,030

0,030

0,35

EL8K

0,10

0,10 a 0,25

0,030

0,030

0,35

EL12

0,04 a 0,14

0,10

0,030

0,030

0,35

EM11K

0,07 a 0,15 0,06 a 0,15 0,05 a 0,15 0,06 a 0,16 0,06 a 0,19 0,10 a 0,20

1,00 a 1,50 0,80 a 1,25 0,80 a 1,25 0,90 a 1,40 0,90 a 1,40 0,80 a 1,25

0,65 a 0,85

0,030

0,025

0,35

EM12

0,10

0,030

0,030

0,35

EM12K

0,10 a 0,35 0,35 a 0,75 0,35 a 0,75 0,10 a 0,35

0,030

0,030

0,35

EM13K

0,030

0,030

0,35