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P ROJETO S ER C RIANÇA - A RAÇUAÍ /MG I NTRODUÇÃO F EV EREIRO

P ROJETO S ER C RIANÇA - A RAÇUAÍ/MG

INTRODUÇÃO

FEV EREIRO A ABRIL

2008

O Projeto Ser Criança atende de 180 a 200 crianças de 6 a 14 anos, em horário

complementar ao da escola. São atendidos três grupos pela manhã e quatro à tarde, conforme a demanda escolar. A metodologia do projeto nos permite ir além de nossas mediações e acreditar que é possível educar brincando.

Nosso objetivo é promover a transformação social no projeto e por isso todas as atividades realizadas são desenvolvidas de acordo com nosso Plano de Trabalho e Avaliação (PTA), dentro das seguintes dimensões: empoderamento comunitário, valores humanos e culturais, compromisso ambiental e aprendizagem lúdica. As atividades direcionadas ao compromisso ambiental são realizadas com os princípios da permacultura - cultura permanente.

O trabalho de 2008 iniciou-se com a formação dos educadores da equipe do CPCD em Araçuaí: Ser Criança, Caminho das Águas, Fabriqueta, Cidade Criança e Cinema Meninos de Araçuaí. O foco este ano foi o relatório MDI (Maneiras Diferentes Inovadoras). De quantas maneiras diferentes eu posso fazer algo? Após discutir essa temática, foram

elaborados alguns relatórios MDI como prática dentro do nosso trabalho. Para que todos pudessem compreendê-los melhor e executá-los, realizamos momentos de refle xão, aprendizagem e descontração.

A alegria e o significado que a roda nos proporciona são aspectos muito importantes. Essa é

a principal ferramenta de trabalho que nos permite direcionar toda e qualquer atividade,

desde a mais simples até a mais complexa. Ela se dá por meio do diálogo, do respeito, da

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disposição de ouvir o outro.

Sempre iniciamos o nosso dia com u ma roda bem grande, em que todos os grupos se encontram e têm a oportunidade de cantar e brincar juntos, passar informações, resolver

problemas. Crianças e educadores mostram suas habilidades, seja com instrumentos musicais ou com teatro, música e dança, valorizando os saberes e fazeres de cada um.

As rodas do Ser Criança são animadas e reflexivas e garantem o melhor desenvolvimento e a apropriação de crianças, adolescentes e educadores diante da metodologia. A cada ano, iniciar o trabalho com as crianças é um novo desafio. Durante esses meses, tivemos várias visitas no projeto, pessoas conhecendo nossa metodologia, vivenciando na prática o que ouviram em reportagens, sites, revistas, TV etc.

Estiveram nos visitando a repórter Rosângela Guerra; o Alexandre, da equipe de reportagem de filmagem da Imago; o Célio Turino, do Ministério da Cultura; alguns professores de São Paulo; a Gabi, da Lepper. Eles vieram para a inauguração do cinema e

para conhecer o projeto Ser Criança, base de onde surgiu o coral Meninos de Araçuaí. Estiveram aqui também funcionários do Banco do Brasil de Belo Horizonte, as venezuelanas

Marilu e Ana Tereza e o estudante de música Rui Aragão, do Rio de Janeiro. Muitos já conheciam o projeto e trouxeram outras pessoas para conhecer o que fazemos no nosso cotidiano.

Foram realizadas atividades durante o bimestre visando conhecer melhor o que as crianças sabem, pensam e sentem, além de valorizar seus saberes e fazeres. A partir de filmes e brincadeiras, foram desenvolvidas dinâmicas, brinquedoteca, músicas que falam sobre amizade, compromisso com o meio em que vivemos, atividades com argila e tinta de terra. As crianças puderam expressar seus sentimentos e na brinquedoteca exploraram sua criatividade, produzindo vários brinquedos.

As rodas estão sempre muito animadas, com a participação de 180 a 200 crianças, de

manhã e à tarde, que brincam e cantam com muita e mpolgação. Nelas, são realizadas várias brincadeiras: “Piscada fatal”, “Aí então”, “Boneca de pano”, “Três amigas”, “Árvore da montanha”, “Abóbora faz melão”, “Susu nenê”, “Chora pião”, “Dança do chepe-chepe”, “Farinhada”, “Chefe”, “Maestro”, “A lagarta”, “Caí no poço”, “Lavadeira”, “Cachorro e o osso”,

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“Piaba” e “Serpente”.

O dever que é passado na escola formal está sendo desenvolvido com mais tranqüilidade:

cada educador fica com seu grupo, ensinando com a ajuda dos monitores. Isso é feito de

forma lúdica, auxiliando as atividades do dever. Pedrinhas, palitinhos, tampinhas, sementes, jogos e livros do Bornal são de grande importância na aprendizagem das crianças, produzindo um efeito significativo.

DESCRIÇÃO E ANÁLISE DAS A TIVIDADES D ESENVOLVIDAS DE ACORDO COM O PTA

Brincadeiras e dinâmicas

As brincadeiras e dinâmicas são grandes aliadas no dia-a-dia do projeto. Nós as utiliza mos como pretexto para trabalhar algumas dificuldades detectadas e com elas as crianças se

divertem e aprendem de forma lúdica. Ao brincar, elas interagem umas com as outras, facilitando o processo de socialização.

Diante disso, brincadeiras como “Você Gosta de Mim”, “Se eu Fosse”, “Fila do ônibus”, “Aí então”, “Piscada Fatal” e “Minha direita está vaga” foram realizadas com o objetivo de aproximar uns dos outros, estimular a aprendizagem, o diálogo, o respeito, a harmonia, a descontração, a transformação e o bem-estar das pessoas. Trabalhamos também organização, socialização, percepção auditiva e raciocínio por meio de brincadeiras que causam muita alegria e aprendizagem nos grupos.

Com as brincadeiras “Pega, Pega”, “Corrente” e “Dominé”, focamos mais uma ve z a

importância do trabalho em equipe, uma vez que

A princípio, elas tiveram dificuldade, pois a falta de união e a desorganização eram fortes

ainda em alguns grupos. A cada início de ano, enfrentamos um novo desafio e nos deparamos com essas situações. A roda de conversa permitiu o diálogo e foi possível

recomeçar a brincadeira, que gerou um resultado harmonioso.

as crianças estavam muito individualista s.

Fizemos uma adaptação da brincadeira “Pegue a bola”, que nos permitiu diagnosticar as dificuldades presentes no grupo em relação às operações matemáticas de adição, subtração

e multiplicação. Percebemos que muitas crianças apresentavam dificuldades, mas o grupo

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estava muito empolgado com a forma com que utilizamos as pedras e a areia que cobria o chão. Tudo que era encontrado para a realização dos cálculos proporcionou uma aprendizagem mais significativa e pra zerosa. Além do objetivo de estimular a aprendizagem, discutimos também sobre a não competição entre as equipes do grupo.

Realizamos as dinâmicas “Associe os corações”, “Rolo de Barbante”, “Quem sou eu”, “Sonho” e “Caixinha do conhecimento”, com o objetivo de conhecer melhor uns aos outros, permitindo a expressão de sentimentos, gostos, expectativas em relação ao presente e ao futuro, bem como a valorização do que somos e o que podemos oferecer para contribuir no dia-a-dia, respeitando as diferenças de cada um.

A dinâmica no “Jogo da vida”, feita com duas modalidades diferentes de jogos, uma com um

balão e outra com uma bola de queimada, permitiu discutir sobre o que fazer para melhorar

nossas atitudes em relação aos outros e analisar nossos diferentes comportamentos em diferentes situações, despertando atitudes de respeito mútuo e diálogo.

A dinâmica do “Desafio” teve como objetivo mostrar como o medo e a insegurança às vezes

nos atrapalham e tiram grandes oportunidades de crescer por não enfrentá-los. Discutimos

que, muitas vezes, desistimos antes de saber o que realmente vamos encontrar pela frente, por medo de tentar, e que superar os desafios muitas ve zes é necessário para chegar a um objetivo.

Já a dinâmica do “Presente” foi realizada com o objetivo de reconhecer e valorizar as qualidades uns dos outros. Ao final, os presentes desvendados eram livros e não bombons, como muitos esperavam, mas depois eles entenderam o objetivo da atividade e reconheceram a importância da leitura para o nosso crescimento como cidadãos.

Na dinâmica do “Espelho”, tivemos também objetivos relativamente parecidos, pois cada um deveria definir suas próprias qualidades ou defeitos, o que gerou boas reflexões sobre valores humanos, afetividade, identidade pessoal. Com a brincadeira “Lá Vai Água”, foi

possível trabalhar a importância do trabalho em equipe, avaliar a participação, se realmente ouve trabalho em equipe, se todos tinham o mesmo objetivo.

Essas dinâmicas e brincadeiras aconteceram de forma descontraída, interativa e lúdica,

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permitindo que todos pudessem falar um pouco de suas histórias com entusiasmo e carinho.

Confecção de jogos

Em busca de melhorar o aprendizado para aprimorar o desenvolvimento das crianças, tanto no dever quanto em assuntos sobre socialização, afetividade, respeito, convivência e auto- estima, os jogos são importantes colaboradores para que se chegue ao objetivo. Brincando com os jogos de forma lúdica, a criança consegue desenvolver o raciocínio com prazer, aceitando e aprendendo com as regras e as formas diferentes de aprendizado, transformando, assim, a educação.

Confeccionamos com o grupo o jogo “Baralho silábico”, com o intuito de permitir que as crianças de 8 a 10 anos melhorassem a escrita e a leitura. É um jogo de cartas, porém vence quem mais palavras consegue formar. Ele envolve as crianças, que aprendem e querem mais e mais.

Com os jogos “Cheirinho Bom” e “Jogo das Sílabas”, foi possível trabalhar a aprendizagem com as crianças de uma forma lúdica e prazerosa, pensando também em alcançar outros

objetivos, como cooperação, participação, criatividade, cuidado com o corpo, além da leitura e da escrita. Durante o jogo, elas ficaram muito ansiosas, querendo dar opiniões e responder logo, muitas vezes interrompendo os colegas. Por isso, recomeçamos o jogo e

combinamos algumas regras que garantiram um resultado melhor. Assim, conseguimos a colaboração e o bom relacionamento de todos os participantes.

Os jogos de aprendizagem contribuem com a leitura, a escrita e a interpretação, despertando o interesse em relação a vários assuntos, que por sua vez estimulam as crianças a criar novos jogos. Ele s nos garantem aprendizado, interação e entretenimento.

Confecção de material para utilização no dever

Caixinha de letras

Na hora do dever, observamos que muitas crianças mostram dificuldade para ler e escrever. Por isso, pensamos em construir uma caixinha com muitas vogais, algumas consoantes e

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muitas sílabas. Juntamos algumas caixa s va zias e no grupo dividimos as tarefas: uns cortavam as cartas, outros escreviam e fomos pensando em algumas letras que muitas vezes confundimos, como o s e o c, o x e o ch. Fizemos várias para tirar as dúvidas. Com muito entusiasmo, todos se interessaram em contribuir e já saíram do grupo carregando a

caixinha para a mesa do dever.

Essa é mais uma forma alternativa e eficaz de ensinar a ler e a escrever, auxiliando nas tarefas escolares. Usamos ta mbém material alternativo, como pedrinhas, palitinhos, tampinhas e sementes, para nos auxiliar no dever e observamos como é notável o maior interesse das crianças em fazer o dever de casa. Depois que os grupos passaram a utilizar esses recursos, nota-se que as crianças estão aprendendo com mais facilidade e que mostram menor dificuldade nas operações de adição e subtração.

Com o material utilizado no horário do dever e em outros momentos, como jogos de tampinhas com as sílabas, as crianças aprendem a ler sem soletrar. Sementes, palitos de fósforo, pedras e tampinhas facilitam as operações matemáticas. Esses são recursos que

permitem aos educadores ensinar de maneira mais efica z.

Lucas e Danielle Dourado já conseguem ler as palavras sem soletrar ou gaguejar. Essa era uma dificuldade encontrada na maior parte dos grupos dos meninos menores e que os dois conseguiram superar. Ainda temos muitas crianças com a mesma dificuldade, mas essa

prática está produzindo resultados positivos. Com mais tempo, creio que vamos aperfeiçoá- la, pois as crianças gostam de utilizar os materiais.

Pedagogia das placas

Fizemos essa atividade com o objetivo de melhorar a escrita e a leitura no grupo. Primeira mente, conversamos sobre os tipos de letras que devíamos usar, levando em consideração que não devemos misturar letra cursiva com letra de forma. Observamos tudo ao nosso redor, depois memorizamos como se escre ve cada coisa, para então começar a

emplacar. Era grande a euforia: cada um queria escrever e imediatamente pregar, mas combinamos que antes deveríamos fazer a correção e tirar as dúvidas e só depois pregar as placas.

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Na

avaliação, separamos as placas que estavam com a escrita errada e fomos descobrindo

os

erros. Essa foi uma forma de aprender e avaliar a atividade. Nesse dia, uma equipe de

reportagem da Rede Globo acompanhou o projeto.

Visita e sessão no Cine ma Meninos de Araçuaí

Com a entrega do Cinema Meninos de Araçuaí, as crianças do projeto tiveram a oportunidade de conhecer o espaço e, pelas conversas realizadas, percebemos que a maioria estava conhecendo pela primeira vez um cinema. Elas e stavam eufóricas e ansiosas para entrar e conhecer tudo ali. Ficaram admiradas com a beleza do cinema, encantadas com uma tela tão grande, com as pinturas de tinta de terra e com o jardim. Era notável a alegria e a admiração que elas demonstravam com tudo o que viam.

As crianças gostaram e se surpreenderam com o final do filme. Relataram nunca ter

assistido a um filme com imagens tão grandes. Em nossa estréia, foi e xibido o filme “Deu a Louca no Chapeuzinho”, que prendeu a atenção de todos. O filme mostra que as aparências

enganam e que não podemos tirar conclusões precipitadas em nenhuma situação. Para alguns educadores, foi também uma novidade, pois nunca haviam assistido a um filme no

cinema. Para todos, foi muito legal ir a um lugar tão agradável e cheio de novidades.

O cinema foi um presente do Coral Meninos de Araçuaí para a nossa cidade, que na

verdade ganhou bem mais do que um cinema, mas um centro cultural aberto à comunidade.

Visita ao Banco do Livro

O

envolvimento com outros projetos do CPCD é de suma importância para o

desenvolvimento do nosso trabalho, tanto para os educadores como para as crianças e os

adolescentes. Passamos a conhecê-los mais e melhor, proporcionando maior aproximação e apropriação.

Com a visita que fizemos ao Banco do Livro, tivemos a oportunidade de reencontrar muitas características do projeto, como livros de algibeira e jogos, que deixaram as crianças bem à vontade, sentindo-se bem entrosadas. Durante todo o tempo que permanecemos lá, o clima

foi de muita harmonia e interação, nos estimulando a visitar o local outras ve zes.

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Livros/Textos

O

trabalho com os livros nos permite um variado leque de opções para atingir os objetivos

propostos. A mediação de leitura nos aproxima cada vez mais do hábito de ler e contribui para o bom desenvolvimento das atividades.

Vários livros foram selecionados: “O outro lado do lado”, de Bebete Alvim; “Pedrinho pintor” e “A Escola do Marcelo”, de Ruth Rocha; “A palavra feia do Alberto”, de Andrey Wood; “Sai sujeira", de Nick Manning; “A colcha de retalhos”, de Conceil Corrêa, entre muitos outros que foram usados para discussão, leitura, interpretação e construção de histórias, com o objetivo de estimular a aprendizagem de maneira lúdica.

A criatividade foi bem explorada e buscamos trabalhar de formas diferentes e inovadoras.

Cada grupo leu e apresentou sua história por meio de mímica, teatro, música, dança. A história foi contada pelas crianças, cada uma a seu modo. Com isso, crianças, adolescentes

e educadores tornaram-se mais comunicativos, interativos e dinâmicos. Proporcionaram

também o gosto pela leitura, a capacidade de reflexão, o respeito, o protagonismo e o

enriquecimento do vocabulário. Temos presenciado nas rodas pequenos teatros elaborados pelas próprias crianças e adolescentes, que se inspiraram nos livros utilizados nas atividades, tornando esses momentos mais agradáveis e prazerosos.

Foram utilizados te xtos como instrumentos viáveis para que crianças e adolescentes pudessem refletir e se apropriar da metodologia, desenvolver a aprendizagem, melhorar a convivência, tanto dentro como fora do projeto. Utilizamos os te xtos “Águia que quase virou galinha” e “A lição do bambu chinês” para discutir novas propostas de mudança, sonhos, ideais, respeito, busca da identidade, cooperação entre as pessoas e divertimento. Além da interpretação do conteúdo do texto, trabalhamos a sua montagem, analisando pontuação, parágrafos, sentido das frases, começo, meio e fim, produzindo também novas histórias. Cada um explorou sua criatividade e interagiu em grupo, respeitando as diferentes

opiniões.

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Desenho/História

Realizada com crianças de 6 a 8 anos, a atividade de desenho permitiu que, a partir dos

desenhos, elas pudessem expressar seus sonhos e sentimentos. As crianças construíram uma história, descreveram um pouco da alegria ou da triste za da realidade. Reunindo os desenhos produzidos com muita criatividade, produzimo s um pequeno livro. A história contada e escrita foi de acordo com o que as crianças desenharam. Percebeu-se que, na inocência de cada um, existe a preocupação com a natureza, a família, o amor, apesar da violência que muitas delas presenciam em casa.

A história é uma atividade prazerosa, e as crianças gostam tanto de ouvir como de contar, seja ela criada por elas ou não. Contou-se a história do livro “O Menino e a Rã”, de Ângelo Machado, que fala da curiosidade de Paulo, um menino que gosta muito de animais. O objetivo foi despertar nas crianças o cuidado com a natureza. Aproveitamos também para conversar sobre a diversidade de espécies de insetos, animais e anfíbios que estão extintos

por causa da ação do homem. Essa roda de conversa foi rica, pois trocamos conhecimentos e falamos da importância dos seres no nosso meio ambiente.

Espe táculo “Pra Nhá Terra”

Durante toda a semana, as crianças participantes do coral Meninos de Araçuaí estiveram envolvidas em ensaios e oficinas de interpretação, para melhorar seu desempenho no palco, uma vez que seria o primeiro show com o novo espetáculo na rua. Foi uma grande expectativa para todos os araçuaienses terem na cidade um espetáculo feito por crianças da nossa terra. Os espectadores estavam eufóricos porque teriam a oportunidade de ver nosso trabalho ser apresentado para a comunidade.

Para todos nós foi um pra zer muito grande mostrar a familiares, amigos, vizinhos e comunidade a diferença que o Ser Criança e o coral fazem na vida das crianças. O Ponto de

Partida, juntamente com o coral, homenageou Araçuaí com o grande espetáculo “Pra Nhá Terra”, que encantou a todos e presenteou nossa cidade com um cinema que é fruto do grandioso trabalho que foi e vem sendo realizado pelos meninos durante todos esses anos.

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O cinema fará com que essas crianças sejam uma referência em Araçuaí. Estamos

trabalhando para promover a transformação social na cidade. O canto das crianças encantou a todos e só se fala nesse espetáculo e no presente proporcionado a todos. No dia seguinte ao show, na roda do projeto Ser Criança, só se ouvia das pessoas o encantamento

em relação ao espetáculo e o orgulho dos participantes do coral ao ouvir a comunidade e as

outras crianças falando da beleza do trabalho.

O espetáculo “Pra Nhá Terra” reuniu, na Praça do Rosário, uma multidão estimada em três

mil pessoas, com o objetivo de entregar à população o Cinema Meninos de Araçuaí, comemorando os dez anos do coral “Meninos de Araçuaí”, formado por crianças participantes do projeto Ser Criança, juntamente com o grupo Ponto de Partida. Foi um grande marco para todos os araçuaienses, pois a população esperava com muita expectativa por esse momento. Sabemos que nossa cidade tem um potencial cultural

enorme, mas que ainda precisa ser estimulado. Com esse incentivo, acreditamos que

estaremos caminhando a transformação social .consequentemente transformando Araçuaí

em

uma cidade sustentável.

Higie nização/Limpeza

Com o intuito de trabalhar auto-estima, beleza, bem-estar, saúde e mudanças de hábitos, promovemos oficinas de higienização. Esse trabalho traz muita alegria e prazer, uma ve z

que as crianças se sentem bem cuidadas e estimuladas a cuidar melhor de si. Outro ponto importante dessa atividade é que, além da alegria, que é visível, cada criança se preocupa com a outra, cuidando e limpando as unhas umas das outras, gerando assim muita harmonia, diálogo, entrosamento e cooperação.

Nessa mesma atividade, utilizamo s recursos naturais como xampu de ervas para combater piolho, limão com bicarbonato para as axilas, produtos que não agridem o meio ambiente. Procuramos formas eficientes e inovadoras para suprir nossas necessidades diárias.

A limpe za e a organiza ção do espaço são atividades realizadas diariamente, que contribuem

para trabalhar a cooperação entre as crianças e a preservação do espaço e do meio ambiente. A satisfação de manter o espaço limpo e agradável vem fa zendo com que o

cuidado cresça e o ambiente fique mais organizado e prazeroso. Além de cuidar do espaço,

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também procuramos fazer um trabalho voltado para o compromisso ambiental, mantendo assim o espaço limpo e agradável.

Brinquedoteca

Bonecas de pano

As atividades que envolvem brinquedos sempre acontecem com muita alegria e o resultado é sempre a criatividade. Aproveitamos retalhos e cordões para a confecção de bonequinhas de pano e focalizamos, na discussão do grupo, como podemos realizar atividades usando o alternativo e mostrando maior compromisso com o meio ambiente.

Muitas crianças que entraram este ano no projeto não tinham realizado essa atividade: a alegria e a vontade de fazer uma boneca eram muito grandes, mas elas ainda enfrentavam alguma dificuldade. O que mais chamou a atenção é que as crianças que já eram do projeto

ensinavam para as que não sabiam. Mesmo os que não faziam perfeitamente passavam o que sabiam. O resultado dessa atividade foi muito gratificante: por meio dela, percebemos que as crianças se apropriam do projeto e cooperam, passando para frente o que aprendem aqui. A intenção não era fazer bonecas perfeitas, mas trabalhar o significado e as atitudes que essa atividade pode trazer para o grupo.

A educação pelo brinquedo acontece por meio da cooperação entre os participantes no reaproveitamento e na divisão dos materiais, bem como nos combinados a serem seguidos. Assim, o brinquedo torna-se grande instrumento de aprendizagem. Estiveram acompanhando essa atividade as funcionárias do Banco do Brasil de Belo Horizonte que vieram conhecer os projetos do CPCD e ficaram encantadas com as atitudes das crianças.

Bichinho de pedra

Foi realizada a atividade “Bichinho de pedra”, uma forma de explorar a criatividade e a cooperação, aproveitando recursos naturais, como pedrinhas, que ficam muito bonitas quando são unidas com argila. Criamos bichinhos de pedra, como patinhos e peixe s, bonecas, flores etc. As crianças tiveram uma participação muito boa, confirmando a interação do grupo ao praticar atividades manuais. Elas dividiram o material disponível, que

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era pouco, para que todos pudessem participar. Dessa forma, descobrimos também as habilidades das crianças, o que sabem fazer. Assim, elas aprendem a valorizar os recursos naturais, firmar co mpromisso co m o meio ambiente e mostrar à comunidade que é possível transformar os recursos da natureza em coisas belas, sem agredi-la.

Argila

Há um grande envolvimento das crianças quando se trabalha com a argila: ao amassar o barro, o diálogo acontece, percebendo-se diversos sentimentos e sensações que elas deixam transparecer. Quando histórias são contadas e a criatividade é trabalhada, nota-se que algumas crianças são mais ousadas que outras, conseguindo transformar o barro no que querem: carrinho, panelinhas e até máscaras. Outras gostam mesmo é de se lambuzar e acham esse momento o má ximo.

Tinta de terra

Trabalhamos com a tinta de terra na pintura de mais uma parede do projeto. A transformação do ambiente foi notavelmente observada. O grupo realizou todo o processo de produção da tinta, desde peneirar a terra e prepará-la até realizar a pintura do local escolhido. O resultado final foi um espaço bonito e com a cara das próprias crianças, usando-se o alternativo e valorizando a cultura da região.

Os combinados na atividade foram realizados, houve cooperação e divisão dos afazeres:

enquanto uns pintavam a parede com a tinta já pronta, outros peneiravam a terra e já preparavam mais. A equipe de reportagem de Alexandre (IMAGO) acompanhava a atividade, filmando um grupo de pessoas com o Aerton Avina para mostrar o nosso trabalho. O resultado final dessa atividade foi incentivar a estética do projeto a partir do uso do alternativo e valorizando a cultura da região.

Também com a tinta de terra foi feita a confecção de cartões como forma de expressar a

criatividade e promover o entretenimento, proporcionando diálogo e entrosamento entre os participantes do grupo valorizando o saber de cada uma. No segundo momento da atividade, foram feitas as trocas dos cartões, em que uns puderam presentear os outros com sua obra de arte, acompanhada de uma mensagem, que por sua vez deixou os participantes

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mais felize s, próximos e unidos uns aos outros.

Música

O

trabalho de música realizado no projeto tem deixado nossas rodas mais agradáveis,

prazerosas, e descontraídas. Com isso, as crianças estão cantando mais e há uma preocupação em dar continuidade às atividades, que não se limitam a apenas aprender a letra, mas a partir dela realizar teatros, brincadeiras, danças, histórias etc.

O trabalho desenvolvido vem trazendo bons resultados, tanto para o cotidiano do projeto

como para as crianças em seu convívio fora daqui, pois elas estão se habituando a cada vez mais ouvir música com melodias e letras de boa qualidade. A cada atividade, é uma nova

expectativa para as crianças, que estão se divertindo com essas técnicas diferentes, proporcionando maior entrosamento e participação. As músicas do coral são as de maior referência no projeto: as crianças ficam todo o tempo cantarolando e assim deixam a roda

mais bonita e o ambiente mais harmonioso.

Cozinha experimental

Realizamos várias receitas alternativas para o nosso cardápio a partir do cuidado com o ambiente e o corpo, uma forma de valorizar o que temos disponível com uma qualidade de vida melhor. Já estão incluídos no nosso cardápio farofa de umbigo de banana, talos de batata doce, bolo de casca de abóbora, arroz com cascas de legumes, bolo de casca de

banana.

Para o cuidado com o corpo, foram feitos xampu de piolho e antitranspirantes naturais. Além disso, para a organização do nosso espaço, fizemos sabão para lavar vasilhas e vassouras

de garrafa PET, detergente caseiro, pasta de lavar vasilhas.

Dessa forma estamos contribuídos com o meio ambiente e reduzindo o lixo e gastos, contribuíndo para uma Araçuaí sustentável.

Rua de Lazer

Foram desenvolvidas várias oficinas junto as crianças na praça do forum com objetivo de

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envolver a comunidade, permitindo que conheça melhor o trabalho, dessa forma participar das atividades realizadas junto as crianças. Dentre essas oficinas acotenceram contação de história, brincadeiras, música, pinturas com tinta de terra, brinquedoteca com produção de vários brinquedos, jogos do bornal, mediação de leitura, teatros, danças, capoeira e

batuques. As pessoas que passavam curiosas, chegavam até as oficinas e participavam com muita alegria junto as crianças e educadores. Foi um dia muito agradável, pudemos divulgar ainda mais nosso trabalho e o melhor permitindo as pessoas participarem um pouco do que é nosso dia- a -dia.

Esporte

O esporte é realizado de forma lúdica através das brincadeiras de elático, amarelinha, pega- pega, boca de forno, futebol, volei, capoeira, pique- esconde, árvore da montanha, peteca. Todas essas brindeiras são realizadas juntos educadores e crianças permitindo que todos possam perticipar, com alegria e muita empolgação. Todas as crianças tem a oportunidade de escolher em qual atividades de esporte podem participar, passando por todas que

interessarem. Dessa forma trabalhamos a socialização, auto estima, saúde, de maneira espontânea, alegre e dinâmica.

G ERENCIAMENTO DO P ROJETO

A cada dia, o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) vem criando maneiras

diferentes e inovadoras de realizar nosso trabalho de forma mais produtiva e prazerosa. Essa prática fa z com que novos projetos surjam e abram novos caminhos que nos levem a atingir nossa meta de transformação social, criando oportunidades que potencializem o

Arassussa.

Temos também a coordenação local, que está integrada com a equipe, agilizando as necessidades diárias. O apoio da coordenação tem sido de grande importância para alcançarmos nossos objetivos, pois promove rodas reflexivas, melhorando a qualidade do trabalho.

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DESEMPENHO DE EDUCADORES

Em um encontro com equipe do CPCD de Araçuaí, firmamos o compromisso de nos

encontrarmos uma ve z por mês. Nesse encontro, falou-se da proposta do MDI (Maneiras Diferentes e Inovadoras), de quantas maneiras diferentes eu posso fazer algo. Foram

discutidos e elaborados alguns MDI como exercício e prática, para que todos pudessem compreender melhor que esse será um grande suporte para as atividades realizadas ao longo do ano. Cada um pode falar sobre suas expectativas e seus planos de trabalho a

serem realizados. Esses encontros beneficiam o desenvolvimento do trabalho, pois com as trocas de experiências e as propostas lançadas direcionamos melhor nossas atividades, assim como as avaliações diárias, que vêm enriquecendo o trabalho.

Realizou-se mais um encontro da equipe do CPCD, um momento de informação e aprendizado. Essa é uma forma de toda equipe interagir, pensar como um grupo, nos ideais, nas propostas, trocar idéias, histórias, experiências. Foram discutidos textos sobre direitos humanos, a importância de reciclar, curiosidades sobre o lixo, direitos da água, levando toda a equipe a refletir sobre cidadania, trabalho, vida, atitudes de cada um,

transformações que acontecem no nosso cotidiano.

Uma ve z por mês acontece o encontro da equipe do Ser Criança, um momento de reflexão

e aprendizado em que avaliamos nossa prática. Também nos encontramos para produzir nossa ornamentação. Realizamos vários brinquedos, bonecos de garrafas PET, bonecas de

pano, completando toda uma seqüência na ornamentação. Para fazer esses enfeites, contamos co m a ajuda dos monitores adolescentes. Nossa ornamentação tem encantado as crianças e todas a pessoas que vêm nos visitar.

A cada dia, o desempenho da equipe de educadores junto à coordenação vem ultrapassando as dificuldades, tornando-se um suporte para o outro. Mesmo com um número menor de educadoras, nossa equipe não deixou que isso comprometesse o trabalho; ao contrário, a disponibilidade e a flexibilidade são os elementos fundamentais no cotidiano.

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ENVOLVIM ENTO DA FAMÍLIA E DA C OMUNIDADE

Acreditamos que, para obter mais êxitos em nosso trabalho, a aproximação entre família e

projeto é fundamental. Para fortalecer esse vínculo, realizamos o grupo de pais, que acontece mensalmente. Informar as famílias dos participantes sobre o projeto é de grande

importância para que eles se apropriem mais da metodologia, contribuindo para que os resultados dos trabalhos realizados atinjam os objetivos propostos.

Em nosso primeiro encontro de 2008, tivemos uma frequência muito boa: conhecemos muitos pais novos e nos reencontramos com outros. O trabalho se realiza em conjunto, por meio de oficinas, visitas e rodas de conversas, como as que são realizadas com os pais para esclarecer como funciona o cotidiano do projeto. Nessa roda de conversa, pudemos falar sobre nosso dia-a-dia, reforçando regras como horário, dever, banho e almoço, além de apresentar algumas novas propostas.

Neste encontro, não fizemos oficinas com os pais. A pauta foi de interação, de forma que eles ficassem conhecendo uns aos outros, proporcionando um clima de harmonia efetiva

para todos os nossos encontros e firmando vínculo entre as pessoas.

Um fator que também mereceu destaque foi o espetáculo “Pra Nhá Terra”, que levou à

Praça do Rosário cerca de três mil pessoas, ansiosas para ver o resultado do nosso trabalho. Os Meninos de Araçuaí, juntamente com o Ponto de Partida, fizeram bonito no

palco, emocionando com manifestações de beleza e delicadeza, valores demonstradas em cada gesto das músicas.

ENVOLVIM ENTO DE ENTIDADES

O intercâmbio com outras entidades distantes e locais tem tornado o nosso trabalho mais eclético e criativo. Neste ano, iniciamos esse processo recebendo muitas visitas, como a repórter Rosângela Guerra, representantes do Ministério da Cultura, professores do Instituto do Patrimônio histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Gabi, da Cia. Fabril Lepper, a equipe de filmagem do Ale xandre (IMAGO), algumas representantes do Banco do Brasil de Belo Horizonte e de Araçuaí, que acompanharam os projetos do CPCD com o objetivo de levar

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um pouco de nossa metodologia como proposta para o gerente, visando desenvolver projetos sociais de sustentabilidade.

Também estiveram aqui repórteres da Rede Globo, que fizeram imagens dos projetos e do

coral Meninos de Araçuaí para o programa “Ação”, com Sérgio Groisman, assim como as venezuelanas Ana Tereza e Marilu. O estudante Rui Aragão, que faz o curso de Música no Rio de Janeiro, fará sua monografia sobre o tema “Como a música influência no aprendizado”. Ele acompanhou nossas atividades por três dias, trazendo novidades e alegria e deixando saudades com seu violão e pandeiro.

Essas trocas proporcionam uma ampliação de conhecimentos que contribui para o nosso crescimento, enriquecem e alegram nossas rodas, deixam as crianças e educadores mais felizes, por saber que o nosso trabalho está sendo reconhecido e valorizado, dando-nos a

oportunidade de também conhecer novas culturas e fa zer novas amizades.

AVANÇOS OBTIDOS

Índices qualitativos

-

Aumento da procura de vagas para participação no projeto.

-

Bom entrosamento entre as crianças, principalmente com as que chegaram este ano.

-

Apropriação da metodologia pelas crianças novas.

-

Rodas mais animadas e cheias de novidades.

-

Mais apropriação do espaço por todos, mantendo sua ornamentação e organização.

-

Maior interesse e responsabilidade com o dever.

-

Maior compromisso e cuidado com o meio ambiente.

-

Participação das crianças no horário do dever.

-

Melhor realização das atividades no horário do dever a partir do MDI.

-

Maior utilização dos jogos no dever.

-

Maior desenvolvimento da aprendizagem a partir da utilização de material concreto

(tampinhas, palitos de fósforo, pedrinhas e sementes).

- Maior procura pelos livros.

- Criatividade na ornamentação do espaço: crianças, adolescentes e educadores mais

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entrosados e felizes.

- Maior disponibilidade e flexibilidade da equipe.

- Mais envolvimento com outros projetos do CPCD.

- A monitoria está desenvolvendo um bom trabalho.

- Boa freqüência dos participantes.

- Maior envolvimento com entidades.

Sessão de cinema

04

Dinâmicas realizadas

15

Músicas aprendidas

09

Teatros produzidos

06

Livros lidos

130

Oficina de bonecas

03

Histórias criadas

03

Mediação de leitura

08

Produção de brinquedos, enfeites e gominhas para

200

Passeios realizados

03

Confecção de bonecas de pano

36

Enciclopédias virtuais utilizadas

15

Jogos pedagógicos utilizados

25

Sessões de filmes

05

Textos lidos e criados

10

Paredes pintadas com tinta de terra

02

Cartão com tinta de terra

50

DIFICULDADES ENCONTRADAS

- Crianças e adolescentes agressivas.

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- Turno da tarde muito cheio.

- Roda grande da tarde um pouco tumultuada.

- Não cumprimento de regras e combinados por algumas crianças.

- Atender todas as crianças na tarefa escolar com precisão.

- Roubos freqüentes no projeto.

- Agressividade das crianças e dos adolescentes.

- Redução de educadores.

- Sexualidade aflorada de alguns adolescentes.

BREV E SÍNTES E

O trabalho realiza-se movido pela idéia de inovação, de criar e melhorar o que já foi criado,

de fazer nossa realidade ser transformada, de resgatar as coisas boas e necessárias que vão ficando para trás na nossa cultura. Tudo isso é feito com a ajuda de importantes instrumentos, co mo cantigas de roda, jogos, te xtos, brincadeiras, livros, dinâmicas e brinquedos, que na sua simplicidade tornam nossa vida mais alegre e conquistam grandes transformações.

Procuramos buscar a inovação em cada desafio, o que nos incentiva e motiva a desenvolver um trabalho de qualidade, visando alcançar os objetivos e superar as dificuldades. Isso contribui gradativamente para o nosso crescimento profissional e pessoal, tornando-nos mais exigentes e ousados. Por meio de reflexões, atitudes e ações, damos mais espaço a valores culturais esquecidos, valorizando nossos ideais e transmitindo esses valores a outras pessoas, contribuindo para tornar Araçuaí uma cidade sustentável.

Ana Paula Ap. Silv a - Coordenadora Ser Criança - Araçuaí

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ANEXOS

Depoimentos Dinâmicas e brincadeiras

Pegue a bola

“A gente já fez essa brincadeira antes, mas dessa vez deu para perceber o que a gente sabe de verdade e o que precisa melhorar.”

Ramon Felipe Souza Santos, 10 anos

“Algumas pessoas têm que saber perder e cooperar com os outros, porque o jogo é para a gente aprender e não para ganhar por ganhar.”

Le ila dos Santos Soares, 13 anos

“Achei a brincadeira muito divertida: todo mundo estava participando, o grupo estava unido e aprendendo um pouco mais as contas.”

Taís dos Santos Vieira, 13 anos

“Foi legal a dinâmica, porque a gente tem que ficar esperto e pensar se é melhor pegar a bola da outra pessoa. Isso serve para a gente pensar nas outras coisas que fazemos também, o que vai ser melhor no momento e ter mais atenção.” Rayane Gonçalves Fonseca, 13 anos

“Eu gostei porque a gente brincou e serviu para algumas pessoas verem em que elas têm mais dificuldade.”

Elimarcio dos Santos Lisboa, 11 anos

Dominé

“Quando brincamos, eu sinto uma alegria gostosa, pois a brincadeira nos ensina de uma

maneira mais divertida.”

Emily Pere ira, 7 anos

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“O bom dessa brincadeira é que ninguém fica de fora: todos têm a oportunidade de brincar juntos.”

Luzia Ferre ira de Jesus, 9 anos

“Eu gostei de ser o passarinho, de bater as asas e entrar na roda. A gente tem que ser livre.” Alan Magalhães, 7 anos

Foi bom que o grupo todo participou e se divertiu. A brincadeira sempre deixa o grupo mais calmo, principalmente o dominé.”

João Paulo Vie ira, 8 anos

“Associe os Corações”, “Rolo de Barbante” e “Caixinha do Conhecimento”

“Gostei porque foi muito divertido: todo mundo estava alegre e eu pude aprender a conhecer as pessoas.”

Alana Ferreira de Alcântara, 10 anos

“A participação das pessoas foi muito importante: todo mundo falou um pouco de si, colocou

os sentimentos para gente e nos conhecemos mais.” Felipe Gomes da Silva Queiroz, 11 anos

“As perguntas e as respostas eram muito criativas. Elas mostraram para a gente o que cada um pensa e gosta. A partir daí, deu para conhecer melhor o outro.” John Lennon Lopes dos Santos, 13 anos

“Essas atividades de conhecimento são ótimas para nos aproximar uns dos outros e até formar uma família.”

Marina Gomes, 12 anos

“A atividade foi interessante porque falamos sobre nossos gostos, expectativas e mudanças

previstas para este ano, pois nós não podemos deixar cair na rotina para o projeto não ficar chato.”

Jéssica Santos, 13 anos

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Jogo da Vida

“No primeiro jogo, a gente tinha cuidado e um ajudava o outro. Já no segundo, um retribuía

a bola do jeito que recebia ou pior. Isso é para a gente pensar nas nossas atitudes.”

Amanda Fonseca da Silva, 12 anos “No jogo do balão, tinha cooperação. Como os dois não podiam deixar ele cair, no final os dois saíam ganhando e não tinha disputa de quem era o melhor.” Alice Fonseca de Alcântara, 12 anos “Com os dois jogos, a gente aprende a ter paciência. É uma coisa difícil, mas a gente precisa aprender, porque é com paciência que as coisas ficam bem feitas.” Dalila Gonçalves dos Santos, 11 anos

“As pessoas sempre querem ganhar e não gostam quando perdem. Então, é melhor ajudar

o outro para os dois saírem ganhando, ou então brincar mesmo para se divertir e não para brigar.”

Karine Montenegro Soares, 13 anos

“Esse jogo faz a gente refletir sobre a importância de pensar antes de agir, de não pensar só

em si e de cooperar com as pessoas, para ninguém sair prejudicado.” Everton Santos Profiro, 11 anos

Desafio

“Acho importante quando a Jéssica fala do respeito, do valor que temos que dar aos nossos amigos, porque sem amigos a gente vive triste e com eles a gente tem mais coragem de enfrentar o mundo.“

Érika Barbosa, 12 anos

“Essa brincadeira mostrou para mim que na vida temos desafios, coisas boas e ruins. Que muitas vezes a gente desanima antes de saber que poderemos ter a vitória.”

Késsia Pereira, 13 anos

“Foi bem interessante essa dinâmica, porque o medo é um dos maiores problemas que enfrentamos. Mas com essa discussão concluímos que temos que ter coragem para ganhar

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espaço no mundo.”

Jaqueline Alves, 13 anos

“Sempre que brinco é bom, me divirto muito, mas hoje, com essa atividade, percebo que luto

com garra, mesmo na dificuldade, pois temos que andar pra frente.” Julimara Vieira, 13 anos

“Os desafios nos fazem crescer. Mesmo com medo, temos que tentar, porque lá na frente sempre tem algo de bom para nós, como agora: todo mundo pensou que era uma prenda que teria que pagar e era uma coisa gostosa. Isso serve de lição para nós.” Anália Pereira, 15 anos

Presente

“Achei a atividade importante. O grupo se identifica com as qualidades e reconhece a necessidade de ler também. Por isso, gostei do presente. Li quatro livros e, se tivesse

tempo, eu leria mais.”

Érika Barbosa, 13 anos

“Essa foi uma boa surpresa para nós. Todos ficamos ansiosos e curiosos para saber o que havia na caixa, mas ao abrir serviu de lição, porque só nos interessamos por outras coisas, como doces, chocolates etc.”

Eleni Santos, 13 anos

“Para mim, foi um presente maravilhoso! Os livros são muito importantes, pois contam histórias como as nossas, que também poderão ser novos livros. Os livros enriquecem a nossa vida.”

Anália Pereira, 15 anos

“A dinâmica foi maravilhosa! É importante, porque assim a gente desenvolve melhor a leitura, a contação de histórias, os estudos e a gente fica mais inteligente.” Marina Gome s, 12 anos

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“Gostamos de dinâmicas e brincadeiras, pois elas sempre vêm com suspense e o grupo aprende e se diverte muito.”

Tatiana Nascimento, 12 anos

“As brincadeiras deixam o grupo mais animado e faz com que a gente participe com boa vontade e alegria.”

Isadora M oreira, 10 anos

“Quando não tem brincadeira no grupo, fica sem graça. Elas nos alegram e ainda nos ajudam a aprender sobre vários assuntos.”

M iche le Pe re ira, 8 anos

“Essa dinâmica foi boa. Contei um pouco sobre meus sonhos, que não são diferentes dos de muita gente aqui. Assim, nos conhecemos melhor.”

Elcy Stephany Dourado, 7 anos

“A dinâmica ‘Quem eu sou’ foi uma forma de nos apresentarmos uns para os outros. Foi muito legal, pois conheci pessoas novas.”

Vinícius Pereira, 10 anos

“Entrei este ano no projeto e estou gostando muito daqui. Hoje, conheci muitas pessoas novas e falei um pouco de mim.”

Islane Martins, 9 anos

Jogos

“Gostei do jogo. Com ele aprendemos formas diferentes de criar, ler e escrever palavrinhas. Assim fica mais fácil.”

Tiago Júnior, 7 anos

“Estava bom ver o grupo alegre, todos participando. Pra mim, foi fácil, porque eu já sei as sílabas, então formava a palavra mais rápido.”

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Iaskara Sad, 10 anos

“Estou gostando muito das atividades aqui no projeto. Com os jogos consigo aprender muito mais do que na escola.”

Ale xia Lopes, 7 anos

“O jogo ‘Cheirinho bom’ nos ensina a cuidar melhor do nosso corpo e ainda a nos divertir muito enquanto aprendemos.”

Elcy Stephany Dourado, 7 anos

“Esse jogo é divertido, pois nos dá várias dicas de saúde.”

Confecção da Caixinha de Letras

Michele Pereira da Silva, 8 anos

“Ajudei a cortar as cartinhas para escrever as letras. O Vinícius foi medindo e eu cortando.”

M ichele Pere ira, 8 anos

“Eu queria muito que a gente fizesse a Caixinha de Letras. Eu consegui escrever mais rápido hoje no dever.”

Tiago Júnior Lopes, 8 anos

“Eu consegui escrever várias letras e sílabas. Foi legal fazer essa caixinha para ajudar a gente no dever.”

Adna Fernandes, 7 anos

“Devemos fa zer sempre algo para ajudar em nossa aprendizagem. Temos que pensar em outras coisas agora para ajudar.”

Elcy Stephany Dourado, 7 anos

“Sei que essas letras vão ajudar muita gente aqui. Vou sempre pegar a caixinha na hora do

dever.”

Laisa Santos, 9 anos

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Pedagogia das Placas

“A gente aprende

esquecerei como se escreve porta.”

mesmo

colocando

as

placas

nos

objetos.

Acho

que

nunca

mais

Fabrícia Fernandes, 9 anos

“Gostei dessa atividade: ela nos ajuda na hora de ler as palavrinhas.” Mayara Ferreira, 8 anos

“Escrevi várias palavras e preguei. Eu já sei ler, mas essas palavras vão ajudar quem não sabe.”

Elcy Stephany Dourado, 7 anos

“Foi interessante colocar essas placas. Os meninos da tarde já chegaram lendo todas. Acho que devemos sempre fazer atividades como essa. Isso nos ajuda a aprender mais.” Islane Martins, 9 anos

“Eu escrevi a palavra no quadro e preguei em vários quadros que tinha no galpão. A

primeira vez que escrevi ficou errado, mas agora já aprendi.”

Angelina Pereira, 10 anos

Cinema: visita e sessão – Filme: “Deu a louca na Chapeuzinho”

“Percebi, através do filme, que a gente não pode julgar só pelas aparências. O final desse filme foi surpreendente! Os maus têm o que merecem e os bons sempre vencem.” Carlos Augusto da Silv a, 12 anos

“Foi maravilhoso ir ao cinema e a mensagem que tirei do filme foi que toda mentira é descoberta. O legal é que no final todo mundo fica feliz.”

Marina Gomes, 12 anos

“Ir ao cinema foi ótimo! Eu nunca tinha ido e quem não conhecia teve a oportunidade de conhecer. Achei lindo e gostei do filme. Ele é cheio de suspense e mistério.” Débora Ferreira, 12 anos

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“O filme foi bom, a história é diferente da que eu conhecia. A gente não pode julgar mal as pessoas pelo que elas não são. E achei o cinema lindo, maravilhoso!” Julimara Vieira, 13 anos

“Foi bom o filme, ele nos passa alegria. Gostei da defesa que cada um passa. Eu entendi que quem faz as coisas erradas tem que assumir para a culpa não ficar nos outros inocentes. Eu nunca imaginava que o coelho pudesse ser malvado.” Jaqueline Alves Coelho, 13 anos

Higienização

“Adoro o dia que fazemos a higienização de nossas unhas, porque é só aqui que eu tenho

essa oportunidade. Lá em casa, eu não tenho os materiais.”

Angelina Pereira, 10 anos

“Aqui cuidamos do nosso corpo: minhas unhas ficaram branquinhas, me senti bem melhor.” Vinícius Pereira, 10 anos

“Eu ajudei a limpar as unhas dos meninos. Quem tem a oportunidade de limpar e passar esmalte em casa deve ajudar os outros.”

Ale xia Lopes, 8 anos

“A gente fica diferente quando cuida de nossa higiene: as pessoas nos elogiam e nos sentimos mais alegres.”

Adna Fernandes, 7 anos

“Cuidar do nosso corpo é muito bom! O dia que tem higienização eu gosto muito e vou para a escola mais arrumado.”

Gabrie l Alves Coelho, 8 anos

Organização do espaço/Limpeza do pátio

“A limpeza do pátio foi boa. As meninas do outro grupo vieram e deram um apoio para nós.

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O grupo se preocupa em cuidar do espaço.”

Warley Glander Gomes, 8 anos

“Não podemos arrancar as folhas das árvores. Além de destruir a natureza, suja o pátio e

ficamos em u m lugar sujo.”

Naiara Lopes, 6 anos

“Quando os meninos sobem na árvore, é muito ruim, pois podem se machucar e estão prejudicando ela. As folhas e flores ficam doentes, caem e sujam o pátio.” Geovana Barbosa, 7 anos

“Depois que limpamos e falamos do que acontece com as árvores, não subimos mais em árvores e o pátio está mais limpo.”

Tiago Fernandes, 7 anos

“Devemos fa zer algo para ajudar a natureza. Se cada um fizer um pouquinho, o calor vai

diminuir e teremos mais chuvas.”

Sauany M agalhães, 7 anos

Tinta de Terra Pintura de parede

“Acho muito interessante a tinta de terra! Ela sempre deixa mais bonita alguma coisa que está sem vida.”

Tamires Fe rnandes, 11 anos

“Hoje o dia foi muito interessante, pois transformamos a parede que estava feia e sem vida em algo bonito, que tem a nossa cara. A parede ficou muito bonita!” Lucas Teixe ira Viana, 11 anos

“Ter peneirado a terra e ajudado o grupo na pintura da parede contribuíram para o projeto ficar mais bonito, além de podermos perceber que a natureza tem muitas coisa s belas, como, por exemplo, as cores variadas de terra que temos.”

Joseph Coelho, 11 anos

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“Eu gostei muito da atividade, não senti dificuldade na pintura nem na preparação, porque todo mundo do grupo cooperou.”

Le ila dos Santos Soares, 13 anos

“É legal pintar com a tinta de terra, porque a gente mesmo pode fazer a tinta, sem agredir o meio ambiente, valorizando o alternativo.”

Pintura de cartões

Isnaide Martins Santos, 10 anos

“Gosto de atividades com tinta de terra. Acho legal essa arte, pois a criatividade de cada um vai surgindo.”

Viv iane Rodrigues, 13 anos

“O dia de hoje foi bom: fizemo s cartões e trocamos co m os colegas do grupo. Isso nos deixa mais próximos e unidos.”

Lucas Pereira, 13 anos

“A pintura no cartão foi legal porque o grupo estava concentrado, criativo e interessado, pois presenteamos pessoas especiais.”

Felipe Santos, 12 anos

“Eu nunca tinha feito nada com tinta de terra, só via nas paredes. Eu achei muito bonitos os cartões feitos aqui. Da próxima vez, vou caprichar mais ainda.”

Romário Ferreira, 13 anos

“Atividades como a tinta de terra são muito boas: o grupo fica mais tranqüilo e concentrado, além de usar a criatividade.”

Débora Ferreira, 13 anos

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Histórias criadas/desenhos

“Eu queria ir toda hora pra contar uma história. Cada vez que ia uma pessoa, surgia uma idéia nova na minha cabeça e eu queria continuar inventando história.”

Rayane Gonçalves Fonseca, 13 anos

“Gostei muito dessa atividade, porque ficaram ótimas as histórias. Podem até virar livros.” Alana Ferreira de Alcântara, 10 anos

“Claro que eu gosto de histórias! A gente aprende desde criança e, se não fossem os livro s, a gente não conheceria muitas coisas.”

Taís dos Santos Vieira, 12 anos

“Achei bom um poder completar a história do outro. A gente pôde explorar nossa criatividade, inventando mais uma história. Tem histórias reais e histórias que o povo inventa, as lendas e todas elas são importantes para a nossa cultura.”

Alice Ferreira de Alcântara, 12 anos

“Gostei porque teve muito entrosamento entre as pessoas do grupo. Cada um contribuiu com uma idéia.”

Le ila dos Santos Soares, 13 anos

Desenho livre

“As crianças são livres para desenvolver. Assim tinha que ser a natureza que está morta, sem vida.”

Elcy Stephany Dourado, 8 anos

“A chuva é uma forma de alimento para plantas, seres humanos e animais. Queria trazer vida para todos os seres!”

Michael Douglas Lopes, 10 anos

“Nós quase não estamos vendo flores! Está tudo marrom. Queria ver o mundo mais florido.” Davi Jardim, 7 anos

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“Todo mundo tem que viver feliz, como as borboletas. Espero que, neste ano, todos sejam felizes aqui no projeto, em casa e na escola.”

Michelle Ferre ira, 9 anos

“No ano passado, fui muito feliz aqui e espero que tudo que aconteceu antes volte a acontecer mais ve ze s este ano.”

Naiara Souza, 6 anos

Desenhos

“Meus desenhos são feitos com carinho, por isso faço assim: cheio de flores e árvores. Acho a natureza linda!”

Emily Pere ira, 7 anos

“Adoro desenhar! Assim, faço o mundo ficar mais bonito e colorido.” Sabrina Ferre ira, 6 anos

“Eu fiz um monte de corações, porque eu quero dar para a Tauane. Acho ela linda!” Sara Carvalho Alves, 8 anos

“Eu desenhei a casa da minha avó lá da roça, porque eu adoro passear lá.”

Alan Alves, 7 anos

“Eu fiz um desenho igual ao do quadro que tem lá dentro do projeto, porque ele é alegre e tem um menino soltando pipa, igual o que eu faço na rua de casa.” Vander Antônio Soares, 8 anos

História

“A história é muito boa. Nós achamos engraçado, porque cada um dava uma continuação

legal para ela.”

Sara Julle dos Santos, 9 anos

“Gostei de ver a atenção do grupo: soubemos a história do início ao fim.”

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Nara Gille dos Santos, 8 anos

“A gente aprende a contar história usando a imaginação. Dessa forma, o grupo fica mais animado.”

Jaine Dayne Souza, 9 anos

“O menino ficou muito triste quando a rã morreu, mas ele aprendeu como cuidar da rã e descobriu que ela é diferente dos peixe s, que seu jeito de agir no meio ambiente também é diferente.”

João Paulo Vie ira, 8 anos

“Gosto de ouvir as histórias aqui para poder contar na escola para outras crianças.” Ângela Ferre ira, 8 anos

História criada pelo educador com as crianças

Sonho colorido

Era uma vez uma menina chamada Sara. Certo, dia ela saiu pelo mundo à procura de seus amigos. Quando andava entre as árvores do bosque, Sara encontrou uma amiga que

parecia uma japonesinha. Então, logo quis saber de onde era e como se chamava.

- Olá, menina! Qual é o seu nome?

- Meu nome? Chamo-me Tauane e moro em uma casinha lá no país dos sonhos. E você?

- Bem, sou a Sara, estou à procura dos meus amigos, que estão perdidos no mundo colorido.

- Posso ajudá-la a encontrar?

- Claro que sim! Vamos lá!

E, no meio das flores, as duas saíra m à procura dos amigos. Procuravam dali, procuravam

daqui, ficavam encantadas com tanta beleza reunida. Mas, chegando ao lago azul, depararam com um monte de crianças brincando com as flores e fa zendo cantigas de roda com os corações. As árvores bailavam ao som das notas musicais que os corações soltavam. Então, as meninas se juntaram a elas e começaram a bailar, cantar e contar

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histórias. Hoje, elas vivem espalhando alegrias e sonhos para todas as crianças do mundo. Maurileia José dos Santos

Texto/Livros

A águia que quase virou galinha

“Foi legal trabalhar este texto, porque ele nos levou a refletir sobre os nossos atos. Muitas vezes, estamos acomodados, sendo que podemos ser melhores, ajudar uns aos outros para descobrir quem realmente somos. Igual a águia que vivia descontrolada, achando que seria uma galinha para sempre e achou alguém para ajudá-la.”

Afrânio Soares, 13 anos “Foi boa a discussão! Nós sabemos que vivemos confusos e, então, precisamos de ajuda para voar mais alto.”

Wesley de Moura Lemes, 12 anos

“Gostei da atividade. Além de interpretar o texto, trabalhamos com pontuação, parágrafos,

letra maiúscula após pontuação. Houve a colaboração de todo o grupo: quem sabia ensinava para os que não sabiam. Enfim, foi um dia de muita aprendizagem.”

Sabrina Gonçalves, 12 anos

“Nosso grupo ficou muito interessado na história que o texto nos trouxe. Essa foi a minha

melhor participação: aproveitei bastante, teve boa participação do grupo e muita aprendizagem.”

João Batista Fe rnandes, 14 anos

“Foi importante essa atividade, pois houve aprendizagem, concentração e diálogo.” Vanessa Santos, 12 anos

A Lição do Bambu Chinês

“Eu gostei muito da roda e do texto que fala do bambu, que não cresce de uma hora para outra, que tem ser cultivado e cuidado, assim como nossos sonhos, que para se realizar têm que ser cultivados.”

Débora Santos Soares, 11 anos

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“Nós, seres humanos, somos como o bambu: não crescemos de um dia para o outro, porque temos que passar por cada parte de nossa vida.”

Mauro Ribeiro de Jesus, 13 anos

“Eu achei muito interessante a lição do bambu. Compreendi que temos que ter paciência e esperar, porque a vez da gente sempre chega.”

Dalila Gonçalves dos Santos, 11 anos

“Aprendi que posso plantar alegria, paz, amor, sonhos. Às vezes, demora como o bambu, mas não podemos desistir, porque um dia cresce.”

Jéssica de Matos Lopes, 10 anos

“Quando eu crescer, quero ser uma empresária, construir uma casa para mim, comprar um carro ou uma moto, casar e ser alguém na vida. Mas, para isso, tenho de lutar e esperar a minha hora chegar.”

Espetáculo “Pra Nhá Terra”

Alana Ferreira de Alcântara, 10 anos

“Todos lá em casa foram ver meu irmão no palco. Quando vi, me deu tanto orgulho! Quem não viu não sabe o que perdeu.”

Isadora Souza, 7 anos

“É bom ver os meninos juntos no palco: todo mundo ficou lindo! O teatro fala da natureza, a mãe disse que ainda quer ver o tatu saindo do buraco.”

Jhonantan Olive ira, 7 anos

“O grilo consegue tirar a sujeira do mangue. Temos que fazer o mesmo com os rios, lagos e lotes va zios. Precisamos ajudar a Terra.”

Lucas Santos, 6 anos

“O Igor, Ju, Pama, Maria Luísa e Fran são bonitos lá em cima. Eles cantam com o coração e todos estavam felize s se apresentando em Araçuaí.”

Wesley Glender Gomes, 8 anos

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“Ver os meninos cantando lá em cima do bambu me deu vontade de chorar de emoção. Sei que tenho mais um motivo para cuidar da terra. Ela tem que estar linda e cuidada por nós!” Michae l Douglas Lopes, 7 anos

Brinquedoteca Bonequinha de Pano

“Aprendo aqui a fazer bonecas e, quando eu for para a Fabriqueta, já vou saber fazer um pouco e isso pode me ajudar nas outras coisas também.”

Le ila dos Santos Soares, 13 anos

“Quando a gente aprende algo aqui, pode ensinar para outras pessoas que não conhecem e

mostrar um pouco mais do projeto.”

Alana Ferreira de Alcântara, 10 anos

“Achei que teve bastante entrosamento entre as pessoas do grupo. Cada um estava fazendo o seu e ajudando o outro também, dividindo o material.” Patrícia Rodrigues, 14 anos

“É importante a gente usar os retalhos, porque a gente recicla, ao invés de gastar dinheiro e

poluir o meio ambiente.”

Dalila Gonçalves dos Santos, 11 anos

“Quando fazemos bonequinhas, podemos enfeitar e expor aqui no projeto.” Jéssica de Matos Lopes, 11 anos

Bichinho de pedra

“Gosto de levar o que faço para casa. Minha mãe também fica feliz e fala que ficou bonito.”

Nara Gille Santos, 7 anos

“Eu fiz um peixe e vou colocar na estante para enfeitar. Quando eu estiver assistindo, vou ver ele.”

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Sara Carvalho, 8 anos

“Achei a participação do grupo boa hoje: ninguém brigou e não desperdiçou as coisas.” Sara July, 8 anos

“Gostei da atividade, porque eu consegui fazer o que eu queria, usando barro e pedra.” Vander Antônio Rodrigues, 8 anos

“A natureza é muito rica: além do monte de pedrinhas, ela nos oferece as sementes também, que dão para fazer um monte de coisas.”

Argila

Luzia Ferre ira de Jesus, 9 anos

“Adoro amassar o barro! É como massinha de modelar: dá pra fazer um monte de coisas legais.”

Luzia Ferre ira de Jesus, 9 anos

“Eu conseguir fazer um carrinho e ele roda de verdade. Até com o barro dá pra fazer brinquedos.”

João Paulo Vieira da Silva, 8 anos

“Quando eu amassava o barro, me senti muito bem: lembrei da minha mãe fazendo biscoito.”

Sara July Santos, 9 anos

“Me diverti com essa atividade. Foi a primeira ve z que eu amassei barro: ele é geladinho e os enfeites que fiz vou levar para minha casa.”

Sara Carvalho, 8 anos

Música

“Foi o meu primeiro dia aqui e gosto de cantar. Adorei! Quero aprender para ensinar lá em

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casa.”

Je ysy Esteves, 7 anos

“É bom aprender música. Eu fico feliz quando Pama vem para o grupo nos ensinar. Nós

ficamos felizes e ensinamos para nossa mãe.”

Ana Carolina Olive ira, 6 anos

“A música faz a gente passar alegria um para o outro. E o abraço é uma forma de aquecimento carinhosa de fazer com o outro. Adoro abraços, cheiros e beijos!” Wesle y Glender, 8 anos

“A música é uma das atividades que mais gosto. Os movimentos me deixam bem leve, mas teve hora que não dava conta de fazer.”

Lucas Santos, 6 anos

“Achei legal o grupo hoje, porque relembramos músicas que há tempos não cantávamos.

Gostei do interesse da Jéssica e da Sabrina de ensinar músicas novas para nós.” Érika Barbosa, 13 anos

“Foi bom o dia de hoje: a participação das pessoas foi boa, teve respeito, cooperação e novidade.”

Lucas Pereira, 13 anos

“Acredito que devemos levar essa animação e alegria para a roda grande, pois é tão legal, que ninguém faz obrigado e sim com prazer.”

Jaqueline Alves, 13 anos

“Gostei do grupo, porque as pessoas deram sua colaboração e se interessaram em aprender músicas novas para deixar nossos dias mais harmoniosos.” Sabrina Gonçalves, 12 anos

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Re latório Técnico

Música e Coro - Araçuaí Fevereiro / M arço - 2008

Atividades desenvolvidas

Ao promover a aprendizagem por meio da música no projeto Ser Criança, percebemos que crianças e adolescentes estão a cada dia mais desinibidos, participativos e compreendendo melhor o trabalho, desenvolvendo assim a criatividade, a desenvoltura e a aprendizagem um com o outro.

Neste início do ano, o trabalho realizou-se de uma forma mais lúdica. Como há muita criança novata e elas não estão acostumadas a ouvir música de boa qualidade, foram feitas mais conversas e pequenas oficinas de interpretação, para que todos possam se soltar mais. Essa é uma atividade que as crianças adoram, porque é um momento em que cada um pode se soltar. E a maioria tem o desejo de fazer parte do coral Meninos de Araçuaí. A

alegria é constante ao fazer os aquecimentos, tanto corporais como vocais. É um momento em que há interação e vontade de se soltar.

A música é um instrumento que nos possibilita levar nossa imaginação mundo afora, trazendo também tranqüilidade para o nosso coração. Desde quando se iniciou o trabalho

de música no projeto, percebemos uma mudança significativa. As rodas estão mais alegres

e sempre que há visita todos procuram se soltar e mostrar como se canta verdadeiramente

a nossa música do Vale.

A atividade de música é feita por grupos e isso muitas vezes requer um pouco de tempo

para a concretização de uma atividade a ser realizada. Como é preciso passar a letra e depois a melodia, cada atividade dura em média de dois a três dias para ser concretizada. Mesmo assim, não dá para fazer alguns consertos em se tratando de afinação. Procuramos ensinar a mesma música a todos os grupos, para que haja oportunidade de juntos conhecê-

la e podermos cantar na roda grande. A música é usada como instrumento de aprendizagem, oportunidade, participação, socializa ção e conhecimento.

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Espe táculo “Pra Nhá Te rra”

Com o coração cheio de alegria, finalmente chega o grande dia da entrega oficial do Cinema Meninos de Araçuaí. Antes do espetáculo, todos os integrantes do coro se preparavam com

ensaios e mais ensaios para fazer bonito na praça pública. Estavam co m o coração apertado, com medo de que no dia chovesse. Mas, por crer e acreditar muito que quando queremos algo tudo é possível, realizou-se o sonho.

Na porta do cinema, mais de cem pessoas se aglomeravam tentando ver de perto a telona. Duas crianças, uma da antiga geração e outra da nova geração, cortaram a fita vermelha. Estava oficialmente aberta e entregue ao público uma sala com 105 lugares. E esse espaço já nasce sendo mais do que uma sala de cinema e sim um ponto de cultura. Entre os convidados, estavam presentes os pais das crianças do coral, o promotor da cidade de

Araçuaí, a ex-prefeita e atual gerente de projetos da Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, Maria do Carmo Ferreira da Silva, o secretário de Programas e Políticas Culturais do Ministério Público, Célio Turino, o presidente do Centro

Popular de Cultura e Desenvolvimento, Tião Rocha, e alguns integrantes da antiga geração do coral Meninos de Araçuaí.

No mesmo dia, aconteceram dois eventos: um na porta do cinema e outro na Praça do Rosário, onde mais de três mil pessoas aguardavam ansiosas pelo espetáculo “Pra Nhá

Terra”. A multidão se espremia em ruas, ladeiras e becos, na esperança de ver os meninos no palco e mostrar toda a beleza produzida ao longo desse tempo. O público admirava a desenvoltura das crianças, hipnotizado pela mágica que acontecia no palco, em meio àquele cenário de bambu: ora eram árvores, ora rio, ora teia de aranha, ora flores, barcos, e as crianças eram seres encantados mostrando que sonhos podem se tornar reais.

As crianças se sentiram orgulhosas e felizes ao serem aplaudidas e reconhecidas pelo trabalho realizado. E isso vem crescendo a cada dia em cada um dos participantes do coro:

o orgulho de ter a oportunidade de fazer parte de algo tão belo e que faz a diferença na vida

de cada um.

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Dese mpenho dos Educadores

A equipe de educadores realiza um trabalho de total comprometimento e busca atividades

que possam direcionar melhor o trabalho com as crianças e os adolescentes. Não é fácil

procurar maneiras inovadoras de realizar um trabalho, mas eles estão dando o melhor de si para que as atividades não caiam na mesmice, criando novas formas de impulsionar o trabalho.

Envolvimento com a Comunidade

Tendo em vista as constantes viagens do coral, as escolas são procuradas para a liberação das crianças das atividades escolares. Temos problema apenas com uma escola, que não

reconhece o trabalho do Ser Criança nem do coral. A diretora mostra-se sempre resistente e não libera as crianças, mas os pais delas assumem toda a responsabilidade. Quando as crianças chegam da viagem, procuram recuperar o tempo perdido e aprender o que

perderam na sala de aula. As demais escolas valorizam o trabalho do projeto e estão sempre nos procurando para falar de alguma criança, sendo ela do coral ou não. Essa

relação é muito boa, pois como educadores devemos procurar o melhor para as crianças.

Envolvimento das Entidades

É gratificante receber em nossas rodas visitas que querem conhecer e apreciar nosso

trabalho, expandindo sua metodologia para outros locais. Para fazer um intercâmbio e

concluir uma monografia da faculdade, o estudante de música Rui Aragão, do Rio de Janeiro, esteve três dias observando o nosso trabalho. Juntamente com a Stephany, do Ser Criança, ele abrilhantou a roda cantando a música “Oração ao Tempo”, de Caetano Veloso.

É bom ver as crianças recebendo bem os visitantes.

A equipe do programa Ação, da Rede Globo, esteve filmando as atividades desenvolvidas

no Cinema Meninos de Araçuaí, no coral e em outros projetos para exibição no dia 26 de abril deste ano. Essas iniciativas fazem com que o trabalho seja reconhecido em diversos

lugares do país e com isso a cidade de Araçuaí se torna referência em educação.

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Av anços Obtidos

- Espaço mais organizado

- Elaboração de maneiras diferentes de fazer as atividades

- Interesse pela música

- Crianças mais desinibidas

- Maior interesse das crianças do coral em fa zer o dever

Dificuldades Encontradas

- Falta de interesse do grupo dos menores pela música na parte da tarde.

- Pouco tempo para a realização da atividade de música com o grupo, pois isso requer mais

dias, uma ve z que é preciso passar por todos os grupos.

Anexos

Depoimentos sobre o Cinema Meninos de Araçuaí e o espetáculo “Pra Nhá Terra”

“Para mim, entregar o cinema à cidade de Araçuaí foi mais que especial: foi inesquecível! As

pessoas de Araçuaí ficaram muito felize s e nós do projeto Ser Criança, do coral e da Fabriqueta também ficamos, não só com o cinema, mas também com o espetáculo, que encantou a todos os presentes. O espetáculo foi muito bonito! Todos gostaram e aplaudiram e nossas mães ficaram muito orgulhosas de nós. Foi muito gratificante cantar e dançar em cima daquele palco para a nossa cidade natal e eu fiquei mais feliz ainda por poder cantar e conhecer alguns antigos que saíram. É muito legal e interessante a história desse cinema, pois fomos nós, os próprios meninos do coro, com a ajuda do CPCD, que construímos. E ele vai ficar sempre na memória de todos os araçuaienses. O orgulho e a felicidade que sentimos são tão imensos, que não nos cansamos de olhar para ele e falar: os Meninos de

Araçuaí é que deram esse cinema para a cidade. Eu, por exemplo, fico muito feliz de estar participando hoje desse grande acontecimento, que é poder entregar um cinema pra Araçuaí.”

Karine Montenegro Soares, 13 anos

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“Além de Araçuaí ganhar um presente, o espetáculo foi muito bonito. Os professores falaram que foi muito bonito e que estamos de parabéns pelo trabalho que realizamo s. A nossa história será sempre lembrada e acredito que o cinema fará diferença na vida de muitas

pessoas e nossa cidade terá algo para o lazer e a cultura.”

Lucas Viana, 11 anos

“Ao entrar no palco, foi uma emoção muito forte. Eu ficava imaginando como o coração da minha mãe devia estar feliz ao me ver pela primeira vez num palco. Meu coração batia acelerado por saber da nossa responsabilidade em dar algo tão importante para o pessoal de Araçuaí. Todas as pessoas presentes elogiaram o nosso espetáculo, dizendo o quanto estava bonito, e isso me enchia de felicidade.”

Tamires Fe rnandes, 10 anos

“Quando entrei no palco, me entreguei de corpo e alma, dei o melhor de mim e no final vi que causamos felicidade nas pessoas. É muito bom entregar o cinema pra nossa cidade.

Tem pessoas que não apreciam o teatro e quando vi aquele tanto de gente meu coração bateu forte e me deu mais vontade de fazer parte de algo tão bonito.”

Hígor Fonseca, 10 anos

“Fazer parte de um trabalho que faz a diferença na minha vida e na vida de outras pessoas

é

muito gratificante! A cada dia, acredito mais que podemos transformar a vida das pessoas

e

de um jeito bem especial. Trazer a sétima arte para Araçuaí é algo gratificante! Nossa

cidade terá o encantamento da cultura de todos os lugares e poderemos viajar para lugares

nunca pensados.”

Pama Dourado, coordenadora do coro

“Esse espetáculo nos proporcionou momentos de muita emoção e encantamento. Eu já conheço o trabalho dos meninos, mas, a cada vez que assisto, meu coração bate mais forte

e percebo o quanto esse coral é importante para a nossa cidade. E o cinema que eles nos presentearam será um novo meio de promover a cultura e a transformação em Araçuaí.”

Juliana Santana, educadora do Ser Criança

“Acreditar que podemos realizar o sonho de muitas pessoas em assistir a um filme num cinema é muito bom. Ainda mais pensar que foi através do trabalho realizado pelo coral que

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essas coisas estão sendo concretizadas. Fico muito feliz e orgulhosa!” Sara Gonçalves, 10 anos

“Quando fui convidado a participar do encontro de 10 anos do coral, fiquei muito feliz. Se eu

estive sse em São Paulo, eu viria, porque realizei a minha vontade de estar no palco novamente. E pensar que fiz parte dessa história me enche de felicidade.” João Paulo, 20 anos

“Não queria sair do palco novamente. Fico pensando o quanto foi bom o tempo em que fiz parte do coral e, se pudesse, voltaria no tempo e não deixaria nada mudar essa história, que para mim foi muito bonita na minha vida.”

Rafael Dourado, 19 anos

“Adorei o espetáculo! Finalmente, temos um cinema na nossa cidade! Foi lindo ver a empolgação das pessoas e os comentários, que começaram muito antes e ainda estão acontecendo. Felizmente, a gente descobre que as pessoas gostam de cultura e valorizam

isso. Embora as pessoas digam o contrário, nossa comunidade sabe apreciar e aplaudir o que é belo.”

Jáfia Me lo, 17 anos

"Gostei muito! Estava tudo lindo, principalmente o trabalho dos meninos que conhecemos,

mas nunca imaginamos que poderiam fazer coisas tão belas. Para mim, foi uma oportunidade única ver o coral ao vivo e a cores. A parte mais emocionante foi quando os antigos participantes subiram no palco."

Renata Batista, 18 anos "O espetáculo foi maravilhoso! Achei linda a forma como eles abordaram um tema tão sério de forma divertida e engraçada."

Paulo Luiz da Silva, 19 anos

“Achei muito interessante essa forma de revitalizar o centro velho de Araçuaí com um

cinema. Além de reerguer um lugar que estava no abandono há anos, o cinema ainda representa um ponto cultural e uma fonte de renda e de orgulho para a nossa cidade.” Matheus Marques, 17 anos

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“Para mim, o cinema é a aproximação das pessoas da cidade com o nosso trabalho. Tenho certe za de que quem for ao cinema conhecerá um pouco da nossa história. As peças do Fabriqueta estão lá, nossa arte e nosso orgulho de ter colaborado para a realização dessa obra. Eu me sinto feliz de ver a beleza do cinema, uma obra de arte, um sonho realizado!”

Vanessa da Costa Santos, 18 anos

“Todo mundo contribuiu de alguma forma e o cinema tem a nossa cara, é o nosso trabalho. Agora fica a expectativa de que todo mundo aproveite bem.” Janice Vieira dos Santos, 17 anos

“Ir ao cinema é viajar, conhecer lugares que talvez a gente nunca pudesse ir. É ficar amigo íntimo do mundo inteiro. Na inauguração, nós nos sentimos assim, como se todo mundo se conhecesse e estivesse festejando uma grande obra de todos. O cinema é motivo de

orgulho para toda a cidade.”

Kátia Silene, 18 anos

“O espetáculo foi maravilhoso! Além de conscientizar sobre o meio ambiente, mostrou que nessa terra temos verdadeiros artista s. No palco, eles esbanjaram talento, mostrando para o

mundo o que existe de melhor no Vale.”

Matheus Marques, 17anos

“Acho que toda a população fica orgulhosa de ver tanto talento. Fico imaginando os pais, que puderam apontar e dizer: está vendo aquele ali no palco? É meu filho!” Renata Batista, 18 anos

“O significado do cinema pra cidade é de grande importância. Ele está resgatando um lugar que por um tempo foi esquecido. Agora espero e quero que esse cinema possa trazer muitas coisas boas pra nossa cidade. Com o espetáculo dos meninos, pude ver a beleza que é esse trabalho. Até me dava vontade de estar junto com eles, cantando e dançando. É uma coisa inesquecível de se ver!”

Luciana Pinto Alcântara, agente de cultura

“A chegada de um cinema em Araçuaí foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, pois os jovens da cidade reclamavam que não tinha nada de interessante nos finais de semana.

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Com o cinema, eles terão um ponto de cultura que beneficiará a todos.” Nídio Paulo Rodrigues, agente de cultura

“O cinema foi u ma bênção muito grande para todos os moradores de Araçuaí, pelo fato de

ser um espaço diferente e com equipamento de última geração. Na verdade, até o local onde ele foi construído está ótimo, pois era um lugar desvalorizado. Mas, com a chegada do cinema, vai mudar essa visão. Hoje, está ficando mais movimentado e com certe za, no decorrer do tempo, as opiniões preconceituosas do espaço da praça irão mudar. Para mim, está sendo um orgulho trabalhar aqui. É uma coisa tão grandiosa que sinto dentro de mim, que nem tenho palavras para dizer. O espetáculo que o coral Meninos de Araçuaí e o grupo Ponto de Partida fizeram para entregar o cinema para a cidade foi maravilhoso! Nunca tive a oportunidade de ver algo assim e tenho certeza de que foi para muitos daqueles telespectadores. Esse dia será sempre lembrado e até hoje não consigo explicar tamanha

felicidade e emoção.”

Eliene Santos Ribeiro, agente de cultura

“O cinema terá um grande significado para Araçuaí, pois será um espaço de cultura e lazer. Os meninos do coral puderam mostrar como são talentosos e mostrar para a nossa cidade o

quanto é importante acreditar nos sonhos. Nunca assisti a um espetáculo como esse! Adorei e gostaria de ter a oportunidade de ver outros.” Katiane Pereira de Souza, agente de cultura

“O espetáculo foi maravilhoso! Foi lindo ver o brilho nos olhos dos meninos ao entrar no palco, cantando para as pessoas da cidade. E o mais legal era o motivo dessa apresentação, que foi a entrega do cinema para toda a cidade. Esse cinema em Araçuaí vai ser muito importante, principalmente para a localidade onde ele foi construído. De certa forma, essa localidade sofre um certo preconceito e com o cinema isso será mudado. O bairro será valorizado e a história poderá ser recontada futuramente.” Shirley Gome s, agente de cultura

“O Cinema Meninos de Araçuaí, até então, é a melhor coisa que já aconteceu para a nossa cidade. Ele trouxe a arte, a cultura e o conhecimento para todos nós através de uma tela. Sem contar que resgata, com tudo isso, o espaço em que se localiza. Às ve zes, fico sem palavras para definir o cinema: além do prédio estar lindo, é gratificante para nós, que

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estamos diretamente ligados a ele. É muito bom ver a euforia e a empolgação das pessoas que freqüentam o cinema.”

Paloma Soares de Almeida, agente de cultura

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