Você está na página 1de 3

INFLUÊNCIAS METALÚRGICAS NO METAL BASE E NO METAL SOLIDIFICADO

em Ligas endurecidas por solução sólida: a principal alteração que acontece na ZTA de ligas de cobre, níquel, alumínio, aços inoxidáveis austeníticos e ferríticos é o crescimento do grão próximo à linha de fusão. Quanto maior o tamanho médio de grãos menor é a resistência mecânica e a dureza. Assim, maior será a ductilidade e tenacidade naquela região. Em ligas de estrutura cristalina CCC, o crescimento de grão na ZTA pode causar diminuição de sua tenacidade à temperatura ambiente. Ligas de estrutura CFC (ligas de alumínio, níquel e cobre) são, em gera, insensíveis a este problema.

em Ligas endurecidas por encruamento: Ao fim da soldagem de ligas encruadas, estas ligas tendem a apresentar menor resistência mecânica do que o metal base em vista da perda de encruamento com a sua recristalização e crescimento de grãos na ZTA.

em Ligas endurecidas por precipitação: Nestes materiais, consegue-se um aumento considerável de resistência mecânica e dureza por tratamentos térmicos de solubilização e envelhecimento. É praticamente impossível soldar uma liga endurecida por precipitação de elevada resistência mecânica sem que alguma perca nesta propriedade ocorra. Estes materiais respondem de forma mais complexa ao ciclo térmico de soldagem e sua ZTA pode apresentar diferentes regiões em função da temperatura de pico, tempo de permanência e condição inicial da liga.

em Ligas transformáveis: Aços carbono, aços baixa e média liga, ferros fundidos e certas ligas de cobre e de titânio são enquadrados nesta categoria. A ZTA é bastante complexa podendo apresentar várias regiões com diferentes constituintes.

INFLUÊNCIAS METALÚRGICAS NO METAL BASE E NO METAL SOLIDIFICADO em Ligas endurecidas por solução sólida :

FISSURAÇÃO EM JUNTAS SOLDADAS

Fissuração à quente (ocorrem durante a solidificação):

Fissuração na solidificação: está associado com a presença de segregações que levam à formação de filmes líquidos intergranulares. Ocorre a altas temperaturas, aparece entre os contornos de grão, superfície da trinca geralmente oxidada, em geral, são longitudinais e superficiais. A chance de formação de trincas aumenta com o nível de restrição da junta.

Fissuração por liquação na ZTA: trincas formadas na ZTA à temperaturas próximas do solidus do metal base, associadas a formação de bolsões de material líquido nesta região. Associado a inclusões e precipitados que podem se fundir durante o ciclo térmico de soldagem.

Fissuração por perda de ductilidade: associados à uma perda de ductilidade à temperatura elevada em certas ligas como aços cromo-níquel. Associado com a segregação, durante a exposição a temperaturas elevadas, de impurezas.

Fissuração à frio (após a soldagem à temperaturas inferiores à metade de sua temperatura liquidus):

Fissuração pelo hidrogênio: Ocorre tanto na ZTA como na ZF. A trinca se forma quando o material está próximo da temperatura ambiente. Associadas a 3 fatores: (a) presença de hidrogênio na região de solda, (b) formação de microestrutura de elevada dureza, capaz de ser fortemente fragilizada pelo hidrogênio e (c) solicitação de tensões residuais externas. Os aços de alto carbono tendem a ser mais propícios a este fenômeno quando a velocidade de resfriamento é rápida e presença de umidade. Há a formação da martensita (microestrutura de elevada dureza). O hidrogênio difunde-se rapidamente no aço durante a soldagem. Para minimizar o problema deve-se minimizar o nível de tensões residuais na solda através de medidas tomadas no projeto, seleção adequada do processo de soldagem, pré-aquecimento e pós aquecimento da peça (reduz a velocidade de resfriamento para formar uma estrutura menos dura).

Decoesão Lamelar: A trinca lamelar apresenta uma aparência típica em degraus. Acontecem quando o metal é submetido à tensões de tração no sentido da espessura (direção Z). A medida mais comum para evitar a formação de trincas lamelares é o uso de um metal base com boas propriedades na direção Z. Isto é conseguido principalmente pela redução do teor de enxofre no aço e/ou pela adição de certos elementos de liga que tendem a tomar as inclusões menos deformáveis. Pode-se reduzir também o volume de metal depositado por mudança da geometria da junta ou substituir a chapa laminada por um material mais insensível ao problema, por exemplo, uma peça forjada.

Fissuração durante operações subsequentes:

Fissuração ao Reaquecimento: Ocorrem, em geral, na ZTA em peças submetidas à temperaturas relativamente altas em serviço por longo período.

Fissuração por Corrosão sob Tensão: quando em contato com um dado ambiente corrosivo.

Fadiga: são causadas por esforços mecânicos variáveis.