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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA
PNEUMÁTICA E
ELETROPNEUMÁTICA

Prof. Clayton Moura Belo

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

1 - INTRODUÇÃO

A automatização é uma ciência que não se aplica apenas aos setores industrial e comercial. Em nosso cotidiano quando, por exemplo, acionamos o controle remoto de um televisor estamos, muitas vezes sem perceber, fazendo parte de um processo automatizado.

Em linhas genéricas, embora muitos não pensem desta forma, o objetivo da automatização é propiciar conforto ao ser humano, de tal maneira que ele não desenvolva atividades repetitivas e desconfortáveis, permitindo-o a se preocupar cada vez mais com o intelecto.

Entre as várias técnicas de comando automático, poderíamos citar, em termos cronológicos:

controle mecânico;

controle elétrico;

controle eletrônico;

controle fotônico.

Como já deve ser conhecido, a técnica de comando mecânico engloba os sistemas puramente mecânicos, pneumáticos, a vapor e hidráulicos. Geralmente, os sistemas mecânicos apresentam componentes de grande porte e, devido ao grande número de partes móveis, são, por assim dizer, menos confiáveis, permitindo, no entanto, o desenvolvimento de grandes potências.

Os acionamentos elétricos baseiam-se em componentes discretos como relés e contatores. Em geral, possuem menores dimensões que os seus equivalentes circuitos mecânicos e são mais confiáveis. Durante quase um século, foi a principal técnica de controle. Sua limitação principal é, uma vez projetado o hardware para executar uma determinada tarefa, não haver flexibilidade na reprogramação sem alterações físicas no circuito (mudança de pontos de conexão, de número de relés, etc.).

A técnica de controle eletrônico é a mais versátil de todas, pois permite a reprogramação das tarefas sem alteração de hardware. São utilizados componentes semicondutores (diodos, transistores, tiristores, CI's) que permitem utilizar toda a potência dos meios computacionais modernos tais quais cálculo e versatilidade, sendo, a nível industrial, bastante comum o emprego de CP's (controladores programáveis), controle proporcional (servo pneumática e servo hidráulica), microprocessadores dedicados e outros.

Em termos de confiabilidade, ao menos no estado atual da técnica, podemos afirmar que nenhum sistema de automatização apresenta confiabiblidade maior que o eletrônico. Suas principais limitações estão na baixa potência final de acionamento (algo que vem sendo contornado devido às grandes pesquisas em eletrônica de potência) e sensibilidade às interações elétricas e/ou magnéticas. Ainda, como pesquisa e protótipos, a utilização das fibras óticas nos faz prever o futuro promissor da tecnologia fotônica no emprego de comandos automáticos.

2 - TOPOLOGIA DE CIRCUITOS

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Consideremos, a título de exemplo o circuito pneumático abaixo:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Consideremos, a título de exemplo o circuito pneumático abaixo: Para elaboração de

Para elaboração de circuitos automatizados é fundamental a inteligência da topologia dos circuitos, isto é, o posicionamento dos elementos de circuito ao longo da cadeia de comandos.

Esta topologia básica é apresentada a seguir:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Consideremos, a título de exemplo o circuito pneumático abaixo: Para elaboração de

Pela fig. 2.1, observa-se que a cada elemento de circuito corresponde um número (1.0, 1.1, etc.). O objetivo deste número é localizar os componentes do circuito, uma vez que pode haver repetição do mesmo em um projeto. Desta forma, mesmo que um circuito apresente dois cilindros idênticos, cada um deles receberá um número respectivo.

Conforme a norma DIN 19237, observa-se que o fluxo de energia é indicado pelas setas. Assim sendo, na figura 2.2, tem-se:

  • 2.1 - ATUADORES:

Os atuadores, também conhecidos como elementos de trabalho, apresentam a finalidade de executar a ordem dada pelo elemento de comando. Exemplificando, temos cilindros, motores, osciladores e posicionadores como os mais empregados atuadores utilizados em automatizações.

Note-se que a natureza da energia de acionamento do atuador não precisa, necessariamente, ser a mesma dos demais elementos, conforme será visto em breve.

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Na numeração padronizada, os atuadores recebem numeração “X.0”, isto é,

1.0; 2.0; 3.0;

...

,

conforme a quantidade de atuadores do circuito.

  • 2.2 - ELEMENTOS DE COMANDO:

Dentro do escopo deste estudo, os elementos de comando podem ser

interpretados como sendo elementos que recebem a energia proveniente do sinal e a traduzem para a energia responsável pelo acionamento final do atuador. Na figura 2.1, a válvula de 4/2 vias faz as vezes de elemento de comando. Na numeração padronizada, os elementos de comando recebem numeração

“X.1”, isto é, 1.1; 2.1; 3.1;

...

,

conforme a qual atuador estão conectados.

  • 2.3 - ELEMENTOS DE SINAL:

São aqueles elementos responsáveis pela introdução e tratamento do sinal, entendendo-se por sinal as partes discretas de energia. São os elementos de sinal que implementam a lógica empregada na resolução do circuito, constituindo a parte "pensante" do mesmo.

Temporizadores,

pressostatos,

flip-flop's,

sensores,

botoeiras, relés e

contatores, são exemplos triviais de elementos de sinal.

Na numeração padronizada, são designados por “X.PAR” ou “X.ÍMPAR”, conforme sejam elementos de sinal para o avanço ou retorno do atuador, respectivamente.

  • 2.4 - ELEMENTOS DE ENERGIA:

Elementos que tratam da entrada de energia PRINCIPAL do circuito:

unidades de conservação pneumáticas, fontes de energia elétrica e saída de uma bomba hidráulica, por exemplo.

Também neste bloco topológico, são incluídos os elementos de segurança e proteção do sistema (PSV's-Pressure Safety Valve, válvulas de fechamento, fusíveis).

Na numeração padronizada, os elementos de energia recebem numeração “0.Y”, isto é, 0.1; 0.2; 0.3; ...

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Exemplo de Aplicação Numerar os elementos dos circuitos abaixo:

a) b)
a)
b)
PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Exemplo de Aplicação Numerar os elementos dos circuitos abaixo: a) b)

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3 - CILINDROS PNEUMÁTICOS

Os cilindros pneumáticos são também chamados de “motores lineares”, uma vez que o movimento de saída nos mesmos é de translação linear.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 3 - CILINDROS PNEUMÁTICOS Os cilindros pneumáticos são também chamados de “motores

fig. 3.1 - Cilindro Pneumático conforme ISO 6431 e 6432 (do catálogo FESTO FL-P-28-

01-10/94)

Simplificadamente, os cilindros pneumáticos são divididos em três partes:

  • 1. êmbolo e haste;

  • 2. tampas (de fundo e de mancal);

  • 3. cilindro (tubo).

3.1 - Êmbolo e Haste

O êmbolo é o elemento do cilindro pneumático que recebe a ação direta da pressão do ar comprimido sobre sua área e, segundo a expressão:

P = F / A
P = F / A

converte essa pressão em força.

A haste, por sua vez, é solidária ao êmbolo, movimentando-se com o mesmo e transmitindo esse movimento aos elementos mecânicos acoplados (suportes, garfos, articulações, etc.).

Alguns fabricantes já têm em sua linha de produtos, cilindros sem haste (vide figura 3.2).

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 3 - CILINDROS PNEUMÁTICOS Os cilindros pneumáticos são também chamados de “motores

fig. 3.2 - Cilindro sem Haste (tipo DGPL catálogo 3105.3/90825 Rg FESTO)

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Outros exemplos de formas construtivas são apresentadas nas figuras 3.3 e

3.4.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Outros exemplos de formas construtivas são apresentadas nas figuras 3.3 e 3.4.

fig. 3.3 - Cilindro de simples ação conforme ISO 6432 (tipo ESN-

...

-P

catálogo FESTO FL-P-22-02-10/95)

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Outros exemplos de formas construtivas são apresentadas nas figuras 3.3 e 3.4.

fig. 3.4 - Cilindro de simples ação conforme ISO 6432 com êmbolo magnético e sensores (tipo ESNU- A catálogo FESTO FL-P-22-02-10/95)

...

-P-

Existem, ainda, outras

variantes de cilindros.

Uma das

mais usuais é

o

cilindro com giro limitado ou oscilador. Conforme se observa nas figuras abaixo, é um cilindro convencional, com a haste em cremalheira.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Outros exemplos de formas construtivas são apresentadas nas figuras 3.3 e 3.4.

fig. 3.5

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA fig. 3.6 Figs. 3.5 & 3.6 - Oscilador Pneumático. Aspecto externo e

fig. 3.6

Figs. 3.5 & 3.6 - Oscilador Pneumático. Aspecto externo e em corte (tipo DRQ catálogo FESTO IT/001-03-05/94)

Outra forma construtiva de atuadores são as garras para manipulação.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA fig. 3.6 Figs. 3.5 & 3.6 - Oscilador Pneumático. Aspecto externo e

Garra Axial

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA fig. 3.6 Figs. 3.5 & 3.6 - Oscilador Pneumático. Aspecto externo e

Garra Angular

Fig. 3.7 - Garras para manipulação

Exemplos:

1) Dimensionar um cilindro pneumático de dupla ação para deslocar uma carga de 120 [kgf], com pressão da rede de alimentação igual a 6 [bar], a uma velocidade máxima de 0,05 [m/s] em um curso de 200 [mm].

2) Para

o

cilindro do item 1), especificar comercialmente, de acordo

fabricantes, no mínimo.

com

2

(dois)

SUGESTÃO DE ATIVIDADE:

Pesquisar outros tipos de cilindros pneumáticos, diferentes dos aqui apresentados, anexando prospectos de cada um deles (seis tipos, no mínimo).

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4 - VÁLVULAS PNEUMÁTICAS

  • 4.1 - INTRODUÇÃO

Válvulas são elementos que comandam, regulam, direcionam e bloqueiam o fluxo de ar em um circuito.

São abrangidas em cinco grandes grupos, conforme sua função:

de pressão;

 

direcionais;

de bloqueio;

de fluxo (vazão);

de fechamento;

  • 4.2 - VÁLVULAS DE PRESSÃO

São válvulas que têm por objetivo controlar a magnitude de pressão em um circuito, ou em um segmento deste.

Uma

das

principais

válvulas

de

pressão

aplicada

a

pneumática é o

REGULADOR DE PRESSÃO (que pode ser com ou sem escape), tanto que é um dos elementos que fazem parte da unidade de conservação e das válvulas pressostáticas (ou válvulas de seqüência).

A figura abaixo ilustra um regulador de pressão respectivo símbolo normalizado: com escape e o seu
A figura abaixo ilustra um regulador de pressão
respectivo símbolo normalizado:
com escape
e
o
seu
Fig. 4.1 - V.R.P. com escape
Sucintamente,
seu
funcionamento
permite
manter
constantes
(ou
com

pequenas flutuações e dentro de certos limites) o valor da pressão do lado da carga (P 2 ).

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Em equilíbrio, isto é, a pressão na carga sendo igual à regulada no lado da fonte (P 1 ), a válvula se apresenta conforme a figura (aberta). Duas situações podem ocorrer:

a) Aumento de pressão do lado da fonte:

Neste caso, o incremento de pressão, faz com que se feche a passagem de ar, através do “plug” e vedação (6), bloqueando a alimentação até que um déficit de pressão ocorra na carga, o que ocasionará redução de pressão (e, portanto, força) sobre o diafragma (1), fazendo que o pino abaixe o plugue (6).

b) Aumento de pressão do lado da carga:

Um acréscimo de pressão do lado da carga pode ocorrer, por exemplo, em conseqüência de uma sobrecarga.

A pressão tende a se manter constante pois esta sobrecarga causa um esforço maior sobre o diafragma (1) e o pino, por ação da mola (5), faz com que o “plug” e vedação (6) bloqueiem a alimentação e o excesso de ar escapa pelos orifícios conforme indicado.

A calibragem da pressão faz-se mediante o parafuso recartilhado (3).

A válvula reguladora de pressão sem escape é similar à apresenta na fig. 4.1 porém, com uma pressão maior do lado da carga, o ar não pode escapar.

4.3 - VÁLVULAS DE FLUXO

São válvulas que permitem variar o fluxo de ar em um circuito ou ramo deste. A variação do fluxo permite que se varie a velocidade de propagação do ar no circuito controlado; veja-se a equação:

onde:

Q = vazão; A = área da seção; v = velocidade do fluxo.

Q = A.v

Um exemplo bastante simples de válvula de vazão é a válvula reguladora de fluxo (fig. 4.2):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Em equilíbrio, isto é, a pressão na carga sendo igual à regulada

Fig. 4.2 - Válvula Reguladora de Fluxo

Com o emprego adequado de válvulas de fluxo, é possível, entre outras aplicações, regular as velocidades de avanço e retorno de um atuador (sistemas “meter-in” e “meter-out”).

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  • 4.4 - VÁLVULAS DE BLOQUEIO E DE FECHAMENTO

São válvulas que permitem bloquear ou abrir a passagem de ar em um

circuito.

São exemplos, válvulas de retenção, válvulas alternadoras, válvulas de simultaneidade e registros. A figura 4.3 abaixo mostra um exemplo de válvula alternadora e seu respectivo símbolo normalizado.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 4.4 - VÁLVULAS DE BLOQUEIO E DE FECHAMENTO São válvulas que permitem

Fig. 4.3 - Válvula Alternadora

  • 4.5 - VÁLVULAS DIRECIONAIS

Esta é uma classe de válvulas que permitem influenciar o percurso do fluxo de ar, permitindo partidas, paradas e controle lógico dos sinais em um circuito, depreendendo-se daí sua importância.

  • 4.5.1 - SIMBOLOGIA DAS VÁLVULAS DIRECIONAIS

Para que haja praticidade e universalidade na elaboração e leitura de um circuito, normalizam-se os símbolos a serem empregados. As normas usuais de simbologia são ABNT NBR 8896 e seguintes, DIN 24300 e ISO 1219.

Embora este assunto venha a ser tratado em um capítulo à parte, podemos apresentar algumas premissas que definem essa simbologia.

  • a) O símbolo não caracteriza a forma construtiva de uma válvula ou suas dimensões,

apenas sua função.

  • b) As válvulas são simbolizadas com quadrados.

  • c) O número de quadrados indica o nº de posições que a válvula pode assumir.

  • d) Dentro de cada quadrado as vias de passagem são indicadas por linhas e setas. As setas,

usualmente, indicam o sentido do fluxo.

  • 4.5.2 - EXEMPLOS DE VÁLVULAS DIRECIONAIS

    • a) Válvula Direcional de 3 vias e 3 posições (3/3 vias) acionada por alavanca.

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) Válvula Direcional de 4 vias e 2 posições (4/2 vias) acionada

b)

Válvula

Direcional

de

4

vias

e

2

posições

(4/2

vias)

acionada

por

solenóide

servopilotado.

 
PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) Válvula Direcional de 4 vias e 2 posições (4/2 vias) acionada

c) Válvula Direcional de 3 vias e 2 posições (3/2 vias) acionada por solenóide direto sem servopiloto.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) Válvula Direcional de 4 vias e 2 posições (4/2 vias) acionada

4.6 - CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

As válvulas pneumáticas podem ser combinadas entre si, integrando um componente especialmente construído.

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Existe um sem-número de unidades especiais e, a cada dia, são lançadas pelos fabricantes novas unidades, o que tornaria inviável, aqui, enumerá-las. As aplicações destas construções são as mais variadas possíveis, indo desde temporizadores mecânicos até elementos que permitem executar funções de divisão binária, controle de pressão e outras.

  • 4.6.1 - FILTRO E DRENO

Esta construção é um dos componentes da unidade de conservação e integra as funções elementares de filtro e dreno.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Existe um sem-número de unidades especiais e, a cada dia, são lançadas
  • 4.6.2 - DIVISOR BINÁRIO (“FLIP-FLOP” MECÂNICO)

Existem situações de circuito em que é necessário efetuar a operação de divisão binária entre sinais, por exemplo, a cada dois pulsos de um botão, desejamos apenas um sinal de saída; nestas situações, empregamos a unidade de construção conhecida como “flip-flop”.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Existe um sem-número de unidades especiais e, a cada dia, são lançadas

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4.6.3 - TEMPORIZADOR PNEUMÁTICO

Permite efetuar controle de tempo em circuitos pneumáticos.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 4.6.3 - TEMPORIZADOR PNEUMÁTICO Permite efetuar controle de tempo em circuitos pneumáticos.

LIMITAÇÕES: Como o ar é um fluido compressível, as grandezas que interferem no processo de temporização apresentam variações significativas que comprometem a precisão e exatidão do controle de tempo.

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5 - SÍMBOLOS PNEUMÁTICOS E ELÉTRICOS

  • 5.1 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA PNEUMÁTICA

A norma alemã DIN 24300, apresenta os símbolos correntes para emprego em circuitos óleo-pneumáticos (no Brasil, a simbologia é normalizada pelas NBR 8896 e seguintes).

Resumidamente, apresentaremos a regra de leitura dos principais símbolos empregados, em forma tabular, abaixo:

  • 5.2 - ATUADORES:

    • 5.2.1 - CILINDRO DE SIMPLES AÇÃO:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5 - SÍMBOLOS PNEUMÁTICOS E ELÉTRICOS 5.1 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA PNEUMÁTICA
  • 5.2.2 - CILINDRO DE DUPLA AÇÃO:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5 - SÍMBOLOS PNEUMÁTICOS E ELÉTRICOS 5.1 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA PNEUMÁTICA
  • 5.2.3 - CILINDRO DE DUPLA AÇÃO (com fim de curso em amortecimento regulável):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5 - SÍMBOLOS PNEUMÁTICOS E ELÉTRICOS 5.1 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA PNEUMÁTICA
  • 5.3 - VÁLVULAS COM FUNÇÕES LÓGICAS:

    • 5.3.1 - VÁLVULA "OU" (ou Alternadora):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5 - SÍMBOLOS PNEUMÁTICOS E ELÉTRICOS 5.1 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA PNEUMÁTICA
  • 5.3.2 - VÁLVULA "E" (ou de Simultaneidade):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5 - SÍMBOLOS PNEUMÁTICOS E ELÉTRICOS 5.1 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA PNEUMÁTICA
  • 5.4 - VÁLVULAS DIRECIONAIS:

Vamos relembrar algumas regras básicas já vistas:

  • a) O símbolo não caracteriza a forma construtiva de uma válvula,

apenas sua função.

  • b) As válvulas são simbolizadas com quadrados.

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  • c) O número de quadrados indica o nº de posições que a válvula pode

assumir.

  • d) Dentro de cada quadrado as vias de passagem são indicadas por

linhas e setas. As setas indicam o sentido do fluxo.

Ex.: Válvula de 2 posições e 4 vias (4/2 vias).

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA c) O número de quadrados indica o nº de posições que a
  • e) Os elementos de bloqueio (uma ou mais vias) são indicados dentro

dos quadrados por traços transversais.

Ex.: Válvula de 2/2 vias.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA c) O número de quadrados indica o nº de posições que a
  • f) A união de vias dentro de uma válvula é simbolizada por um ponto.

Ex.:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA c) O número de quadrados indica o nº de posições que a
  • g) As ligações (vias de entrada e saída) são caracterizadas por traços

externos ao quadrado. Cada traço corresponde a uma via.

Ex.:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA c) O número de quadrados indica o nº de posições que a

5.5 - DEFINIÇÕES ADICIONAIS

POSIÇÃO EM REPOUSO: condição na qual os elementos móveis

da válvula são posicionados enquanto a mesma não está acionada.

POSIÇÃO INICIAL: condição na qual a válvula se posiciona após a montagem e ligação da rede. Nesta posição começa a seqüência de operações prevista (após o RESET e comando de partida).

VIA DE EXAUSTÃO: via pela qual o ar comprimido sai da válvula.

  • a) Exaustão sem conexão (escape livre).

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo. b) Exaustão com conexão

É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo.

  • b) Exaustão com conexão (escape rígido).

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo. b) Exaustão com conexão

É indicada por um triângulo afastado do símbolo.

INDICAÇÕES DAS VIAS: as vias são indicadas para que as

conexões sejam efetuadas corretamente e, portanto, o circuito funcione conforme o planejado.

5.6 - ACIONAMENTOS

Via de regra, as válvulas direcionais precisam ser comutadas (pilotadas) para as suas posições de trabalho. Os acionamentos podem ser:

força muscular;

mecânico;

elétrico;

pneumático (direito ou não);

combinado.

  • 5.6.1 - MECÂNICO POR BOTOEIRA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo. b) Exaustão com conexão
  • 5.6.2 - MECÂNICO POR ALAVANCA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo. b) Exaustão com conexão
  • 5.6.3 - MECÂNICO POR ROLETE:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo. b) Exaustão com conexão
  • 5.6.4 - MECÂNICO POR ROLETE ESCAMOTEÁVEL:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA É indicada por um triângulo adjacente ao símbolo. b) Exaustão com conexão

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.8 - POR PILOTAGEM A AR COMPRIMIDO:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.9 - ELÉTRICO (OU POR SOLENÓIDE COM UM ENROLAMENTO):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.10 - ELÉTRICO (SOLENÓIDE COM DOIS ENROLAMENTOS):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.11 - PARALELO ELÉTRICO-BOTOEIRA (OU “PRÉ-COMANDO MANUAL”):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:
  • 5.6.12 - COMBINADO ELÉTRICO/PNEUMÁTICO PARALELO A BOTOEIRA (ou

“solenóide servo-pilotado com pré-comando manual”):

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.6.6 - MECÂNICO POR ALAVANCA COM TRAVA: 5.6.7 - MECÂNICO POR MOLA:

5.7 - INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA ELÉTRICA

Conforme a norma DIN 40713, apresentaremos alguns símbolos usuais empregados em circuitos automatizados; deve-se notar, no entanto, sensível diferença em relação à representação por outras normas (ABNT, ANSI, JIS, etc.).

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  • 5.8 - ELEMENTOS DE CONTATO

Os elementos de contato são classificados quanto à sua função, a saber:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.8 - ELEMENTOS DE CONTATO Os elementos de contato são classificados quanto

Para um melhor acompanhamento do circuito, sugere-se numerar os contatos através de dois dígitos, dois quais o primeiro indica a seqüência do contato em um determinado contator e o segundo, se o contato é NA ("3" e "4"), NF ("1" e "2") ou comutador ("1", "2" e "4"). Vide o exemplo abaixo:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.8 - ELEMENTOS DE CONTATO Os elementos de contato são classificados quanto
  • 5.9 - ELEMENTOS DE INTRODUÇÃO DE SINAIS:

Os elementos de introdução de sinais comumente empregados são:

5.9.1 - ACIONAMENTO MANUAL:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.8 - ELEMENTOS DE CONTATO Os elementos de contato são classificados quanto

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  • 5.9.2 - ACIONAMENTO MECÂNICO:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.9.2 - ACIONAMENTO MECÂNICO: 5.9.3 - SENSORES ELETRÔNICOS: Os acionadores eletrônicos são
  • 5.9.3 - SENSORES ELETRÔNICOS:

Os acionadores eletrônicos são classificados em quatro grandes grupos, quer

sejam:

por contato (reed-switch);

indutivos;

capacitivos;

ópticos.

Exemplo: Símbolo genérico de um sensor por contato

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.9.2 - ACIONAMENTO MECÂNICO: 5.9.3 - SENSORES ELETRÔNICOS: Os acionadores eletrônicos são

5.10 - ELEMENTOS DE PROCESSAMENTO DE SINAIS:

Os relês são os principais elementos de processamento de sinais eletro-

pneumáticos.

Costuma-se indicá-los no diagrama elétrico pela letra "K", seguida do número de seqüência; seus terminais de energização da bobina são designados por "A1" e

"A2".

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.11 - ELEMENTOS DE CONVERSÃO DE SINAIS: São elementos cujo objetivo é,

5.11 - ELEMENTOS DE CONVERSÃO DE SINAIS:

São elementos cujo objetivo é, dada a entrada do sinal em uma forma de energia, convertê-lo em outra, de natureza diferente, agindo como "transdutor". Dois são os tipos principais:

  • 5.11.1 - CONVERSORES E-P (Elétrico-Pneumático):

Elementos que recebem sinal na forma elétrica e o convertem a um sinal de saída pneumático. Exemplo: Válvula direcional 3/2 vias acionada por solenóide.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 5.11 - ELEMENTOS DE CONVERSÃO DE SINAIS: São elementos cujo objetivo é,
  • 5.11.2 - CONVERSORES P-E (Pneumático-Elétrico):

Elementos que recebem sinal na forma pneumática e o convertem a um sinal de saída elétrico.

Exemplo: Pressostato.

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA EXEMPLOS DE APLICAÇÃO: 1) Circuito Pneumático 2) Circuito eletropneumático

EXEMPLOS DE APLICAÇÃO:

1) Circuito Pneumático

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA EXEMPLOS DE APLICAÇÃO: 1) Circuito Pneumático 2) Circuito eletropneumático

2) Circuito eletropneumático

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA EXEMPLOS DE APLICAÇÃO: 1) Circuito Pneumático 2) Circuito eletropneumático

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6 - COMANDOS INTUITIVOS E FUNCIONAIS

6.1 - INTRODUÇÃO

Comandos intuitivos são aqueles elaborados diretamente a partir da análise do enunciado do problema, dependendo, para sua solução, apenas do conhecimento de umas poucas técnicas e da experiência do projetista.

Uma

classificação

empírica

costuma,

ainda,

relacionar

os

comandos

intuitivos à variável da qual o comando é função, senão, vejamos:

comandos em função da posição (fim de curso);

comandos em função da pressão (pressostatos);

comandos em função do tempo (temporizadores).

  • 6.2 - FUNÇÕES LÓGICAS

    • 6.2.1 - FUNÇÃO IDENTIDADE ELETROPNEUMÁTICA

a) Acionamento Direto

b) Acionamento Indireto (com contator)

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6 - COMANDOS INTUITIVOS E FUNCIONAIS 6.1 - INTRODUÇÃO Comandos intuitivos são
  • 6.2.2 - FUNÇÃO INVERSORA ELETROPNEUMÁTICA:

a) Acionamento Direto (botão NA)

b)Acionamento Direto (botão NF)

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6 - COMANDOS INTUITIVOS E FUNCIONAIS 6.1 - INTRODUÇÃO Comandos intuitivos são

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.4 - FUNÇÃO "E" ELETROPNEUMÁTICA: 6.2.5 - FUNÇÃO "NÃO-OU" ELETROPNEUMÁTICA: 6.2.6 -
  • 6.2.4 - FUNÇÃO "E" ELETROPNEUMÁTICA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.4 - FUNÇÃO "E" ELETROPNEUMÁTICA: 6.2.5 - FUNÇÃO "NÃO-OU" ELETROPNEUMÁTICA: 6.2.6 -
  • 6.2.5 - FUNÇÃO "NÃO-OU" ELETROPNEUMÁTICA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.4 - FUNÇÃO "E" ELETROPNEUMÁTICA: 6.2.5 - FUNÇÃO "NÃO-OU" ELETROPNEUMÁTICA: 6.2.6 -

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.7 - FUNÇÃO INVERSORA PNEUMÁTICA: 6.2.8 - FUNÇÃO "OU" PNEUMÁTICA: 6.2.9 -
  • 6.2.7 - FUNÇÃO INVERSORA PNEUMÁTICA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.7 - FUNÇÃO INVERSORA PNEUMÁTICA: 6.2.8 - FUNÇÃO "OU" PNEUMÁTICA: 6.2.9 -
  • 6.2.8 - FUNÇÃO "OU" PNEUMÁTICA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.7 - FUNÇÃO INVERSORA PNEUMÁTICA: 6.2.8 - FUNÇÃO "OU" PNEUMÁTICA: 6.2.9 -

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.10 - FUNÇÃO "NÃO-OU" PNEUMÁTICA:

6.2.10 - FUNÇÃO "NÃO-OU" PNEUMÁTICA:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.2.10 - FUNÇÃO "NÃO-OU" PNEUMÁTICA:

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6.3 - COMANDOS FUNCIONAIS

Sempre que se deseja controlar uma variável em um circuito pneumático, deve-se empregar um elemento que possa detectar as mudanças de valor desta variável e, conforme a lógica do programa, influenciar as atuações e sinais ao longo do circuito.

6.3.1 - COMANDOS EM FUNÇÃO DA POSIÇÃO

São aqueles em que um sinal é obtido em função da posição e então, enviado ao processamento. A análise pode ser feita da seguinte forma: a haste do cilindro só poderá iniciar (ou parar) o seu movimento se estiver em uma determinada posição. Vejamos o exemplo clássico deste acionamento em que um botão comanda o avanço e outro, o retorno.

  • 6.3.1.1 - Pneumático com fim de curso:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.3 - COMANDOS FUNCIONAIS Sempre que se deseja controlar uma variável em
  • 6.3.1.2 - Eletropneumático

a) com fim de curso.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 6.3 - COMANDOS FUNCIONAIS Sempre que se deseja controlar uma variável em

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b) com sensor de posição tipo "reed-switch".

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) com sensor de posição tipo "reed-switch". 6.3.2 - COMANDOS EM FUNÇÃO

6.3.2 - COMANDOS EM FUNÇÃO DA PRESSÃO

São aqueles em que um sinal é obtido em função da pressão e então, enviado ao processamento.

  • 6.3.2.1 - Solução pneumática:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) com sensor de posição tipo "reed-switch". 6.3.2 - COMANDOS EM FUNÇÃO
  • 6.3.2.2 - Solução eletropneumática:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) com sensor de posição tipo "reed-switch". 6.3.2 - COMANDOS EM FUNÇÃO

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

ANÁLISE: A haste do cilindro só poderá iniciar o seu movimento ao se atingir uma pressão anteriormente calibrada no pressostato. Um botão comanda o avanço e outro, o retorno.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA ANÁLISE: A haste do cilindro só poderá iniciar o seu movimento ao

A figura acima mostra o desenho em corte de uma válvula pressostática e seu respectivo símbolo. Em algumas bibliografias essa válvula também é chamada de “válvula de seqüência” (por analogia à hidráulica).

6.3.3 - COMANDOS EM FUNÇÃO DO TEMPO

Análogos àqueles vistos anteriormente, só que agora, a variável de controle é o tempo.

  • 6.3.3.1 - Solução pneumática

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA ANÁLISE: A haste do cilindro só poderá iniciar o seu movimento ao
  • 6.3.3.2 - Solução elétrica (Exercício de Sala):

ANÁLISE: A haste do cilindro inicia o seu movimento após decorrido um tempo programado no temporizador. Um pulso num botão comanda o avanço e um pulso, em outro botão, comanda o retorno.

6.4 - ELABORAÇÃO DE CIRCUTOS

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  • 6.4.1 - INTRODUÇÃO

Em princípio, pode-se apresentar duas possibilidades principais para a composição de esquemas.

  • 1- Os métodos conhecidos como “intuitivos” também denominados de

métodos convencionais ou métodos de experimentação ;

  • 2- A composição metódica de esquemas segundo prescrições e

diretrizes estabelecidas, também chamada de métodos sistemáticos.

A seguir, considerar-se-á como pertinentes ao primeiro grupo, todos os tipos de composição de esquemas nos quais se trabalha segundo a intuição ou experiência. Isto porém, não exclui a possibilidade de existir mesmo neste caso, uma certa sistemática, a qual em muitos casos até é indispensável. Entretanto , neste tipo de composição , a influência da sistemática será sempre menor do que as influências pessoais do projetista.

Consideram-se pertinentes ao segundo grupo, todos os tipos em que se procede conforme uma sistemática precisamente estabelecida, onde portanto, a influência pessoal do projetista sobre o circuito é menor.

Enquanto que no primeiro caso são necessárias muita experiência, intuição e principalmente em circuitos complexos, bastante tempo, as composições de esquemas conforme o segundo tipo, necessitam de um trabalho sistemático assim como um certo conhecimento teórico fundamental.

O objetivo, independentemente do tipo de composição do esquema, e de se obter no final, um comando que se apresente bom funcionamento e transcurso seguro. Enquanto que antigamente se dava valor a solução de maior vantagem econômica, hoje situam-se em primeiro lugar, a segurança de transcurso, a simplicidade de manutenção e com isto também, a facilidade de supervisão.

Isto leva necessariamente mais e mais a composição metódica de esquemas. Neste caso, o comando será construído independentemente das influências pessoais do projetista como capacidade, disposição, humor, etc., sempre segundo a sistemática estabelecida, sendo portanto, facilmente compreensível e possível de ser verificado por outras pessoas que necessitam ocupar-se com o mesmo. Entretanto, o volume tecnológico de um comando deste tipo na maioria dos casos será maior do que o de um comando desenvolvido segundo o método intuitivo.

Em muitos casos porém, este volume adicional de material é compensado rapidamente através da economia de tempo no projeto e em seguida também na manutenção. Em geral deve-se observar que o tempo necessário para o projeto e em seguida, principalmente para a simplificação de um circuito seja racional em comparação com o volume global do mesmo.

Convém neste ponto ressaltar, explicitamente, que a premissa básica para a composição de um esquema, independentemente do método ou da técnica empregada, e um conhecimento básico bem fundamentado da tecnologia considerada e o conhecimento das possibilidades de conexão e características dos elementos utilizados.

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A seguir far-se-á referência à maneira de desenvolver e construir circuitos pneumáticos mais simples, trabalhando-se aqui ainda segundo métodos mais elementares.

Importante é observar o tipo de comando em cada caso, que resulta do enunciado do problema. Um esquema para um comando de retenção terá uma sistemática de construção diferente do que um esquema para um comando de trajetória programada.

Como na pneumática, ocorrem com maior freqüência comando por programa e dentro destes, comando de trajetória programada, este tipo de comando será tratado detalhadamente.

Finalmente, convém lembrar que na primeira parte deste capítulo vamos mostrar como elaborar um problema de comando e que antes da composição do esquema, os pontos apresentados devem estar completamente elaborados e esclarecidos.

6.4.2 - TOPOLOGIA DE CIRCUITOS

Insistentemente, já pudemos ter um apanhado geral sobre a topologia de circuitos, no capítulo respectivo. Decorre que, em sistemas onde há integração entre tecnologias diferentes (e.g., pneumática com elétrica), esta topologia deve ser expandida, conforme se pode observar na ilustração abaixo:

Veja-se o exemplo do circuito discreto (o termo “discreto”
Veja-se
o
exemplo
do
circuito
discreto
(o
termo
“discreto”

é

aqui

empregado como sendo sinônimo de “não-integrado”, isto é, formada por vários componentes, cada um com suas funções distintas) de um divisor binário ou “flip-flop”:

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PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Exercício resolvido Elaborar um circuito de comando para efetuar movimento alternativo de

Exercício resolvido

Elaborar um circuito de comando para efetuar movimento alternativo de um atuador. Será necessário um comando distinto para que a oscilação seja interrompida.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Exercício resolvido Elaborar um circuito de comando para efetuar movimento alternativo de

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7 - DIAGRAMA TRAJETO-PASSO E CADEIA DE COMANDOS

Quando se utiliza mais de um atuador, em grande parte dos casos, surge uma relação de dependência dos movimentos de cada um deles, ou seja, o avanço de um determinado cilindro só poderá ocorrer após a rotação de um oscilador (por exemplo). A isto se dá o nome de CADEIA DE COMANDOS.

A maneira mais simples encontrada no projeto de circuitos automatizados, consiste na representação dos movimentos através do diagrama TRAJETO-PASSO, aliado à representação abreviada dos movimentos do atuador. Este diagrama consiste em representar, nas ordenadas, o trajeto de um atuador e nas abcissas, os passos. A abreviação é indicada pela letra do atuador, seguida do sinal positivo (avanço) ou negativo (retorno)

Exemplo de um diagrama trajeto-passo:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7 - DIAGRAMA TRAJETO-PASSO E CADEIA DE COMANDOS Quando se utiliza mais

Abreviadamente, e sem a necessidade de desenho do diagrama trajeto-passo, pode-se representar através de:

A+ / B+ / C+ / D+ / (A- B- C- D-)

Quando um atuador avança (ou recua) em um passo e recua (ou avança) no passo imediatamente seguinte, dizemos que ocorre uma “INVERSÃO ADJACENTE DE SINAL”; observe que, no diagrama trajeto-passo acima, isto está ocorrendo com o cilindro 4.0 e 1.0.

Quando inversões deste tipo ocorrem, é necessário “cortar o sinal” do(s) respectivo sensor ou fim de curso.

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Via

de

regra,

quando há uma cadeia de comandos, os sensores que

confirmam a execução de um passo, devem ser o elemento de entrada de sinal para o passo seguinte.

Não é lícito, portanto, no exemplo acima, confirmar apenas o retorno do atuador “D” para reiniciar o ciclo do programa. Deve-se, isto sim, confirmar o retorno de todos os atuadores antes que o ciclo reinicie (isto é válido para cada passo do programa e não apenas para o seu “start”).

Fique-se evidente que nem sempre é possível aplicar comandos intuitivos, principalmente quando há a dependência de movimentos. Nestes casos, existem técnicas de projeto que visam minimizar o tempo de síntese e aumentar a confiabilidade e qualidade em um circuito ou equipamento, permitindo a instalação, “start-up” e manutenção confiáveis.

Dentre essas técnicas, podemos classificá-las em não-sistemáticas e

sistemáticas.

7.1 - MÉTODOS NÃO-SISTEMÁTICOS

Estes métodos são aperfeiçoamento da síntese intuitiva de projeto, tendo, desta forma aplicação restrita.

  • 7.1.1 - EMPREGO DE ROLETE ESCAMOTEÁVEL

Embora citada em algumas obras, esta técnica nada tem de atrativa haja vista que o corte de sinal por gatilho apresenta inúmeras falhas, das quais podemos citar:

emissão falsa de sinal;

não atuação do gatilho;

tempo de atuação do gatilho insuficiente para pilotar as demais válvulas;

circuito corretor pouco prático.

Em linhas gerais, esta técnica consiste em, sempre que houver inversão adjacente de sinal, usar o rolete escamoteável.

  • 7.1.2 - CORTE DE SINAL TEMPORIZADO

Esta técnica abre mão de um temporizador (integrado ou não) para efetuar o corte de sinal quando o tempo de um passo anterior à inversão de sinal é maior que o tempo que se pode programar no temporizador.

Embora não ideal, esta técnica é mais confiável que o emprego de corte de sinais por “gatilho”, embora apresente um maior número de válvulas o que a torna mais onerosa.

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Este arranjo de circuito permite que se crie uma lógica para a entrada de ar nos elementos de introdução de sinal, controlando sua alimentação.

Saliente-se aqui, que esta técnica é uma base para a lógica por corte mínimo

de sinais.

  • 7.2 - MÉTODOS SISTEMÁTICOS

São métodos que aplicam uma série de regras logicamente baseadas, permitindo que não apenas o corte de sinais se torne mais simples, como também permite o encadeamento de sistemas automáticos, isto é, permite que uma máquina (ou sistema) com quantidade elevada de atuadores possa ser dividida em partes e, cada uma dessas partes, ser desenvolvida individualmente.

São dois os métodos sistemáticos usualmente empregados:

Método de Seqüência Mínima de Corte de Sinais (no caso de o circuito ser unicamente pneu-mático, este método também é chamado de “Método Cascata”). Método de Seqüência Máxima de Corte de Sinais (no caso de o circuito ser unicamente pneumático, este método também é chamado de “Método Passo-a-passo”).

  • 7.3 - CADEIA DE COMANDOS

Conforme já tivemos a oportunidade de apresentar, a cadeia de comandos surge em função da dependência de movimentos entre os atuadores.

Viu-se também, que o “Diagrama Trajeto-passo” é uma eficaz representação gráfica desta dependência. De fato, se analisarmos atentamente estes diagramas, boa parte do caminho andado da resolução já foi trilhado.

Nosso objetivo com este suplemento é estabelecer algumas características básicas desta teoria de circuitos e, em seguida, aplicar as técnicas para elaboração de programas (como também são conhecidas as cadeias de comando).

7.3.1 - INTERPRETANDO A CADEIA DE COMANDOS

Em linhas genéricas, um diagrama trajeto-passo representa apenas como é a seqüência de movimentos dos atuadores. Não obstante, informações e características

adicionais podem ser dele extraídas; senão, vejamos:

  • I. a cadeia de comandos é, com raríssimas exceções, um comando em função da posição;

II. um programa, que tenha sua representação por meio de diagrama trajeto-passo, deve ser cíclico, isto é, devem coincidir os pontos de início e fim de programa; III. na representação através do diagrama, os elementos de sinais (ou seja, os fins-de- curso), são identificados diretamente, o que facilita a visualização da solução do programa;

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IV. através do diagrama trajeto-passo, podemos identificar as eventuais inversões de sinal adjacentes (ou contra-pressões) e, a partir daí, elaborar o programa dentro de uma técnica mais apurada, seja ela intuitiva ou sistemática.

Veja agora, como estas informações São facilmente detectadas:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA IV. através do diagrama trajeto-passo, podemos identificar as eventuais inversões de sinal

O próximo passo é, agora, elaborar o circuito para realizar este programa. Deve-se observar que, ao menos por enquanto, o método que será por nós utilizado é o intuitivo. Fique-se claro, porém, que há muitas situações (a maioria delas) que podem conduzir a horas (ou até dias) de projeto do circuito. O conhecimento das leis básicas dos circuitos e a experiência podem reduzir, consideravelmente, este tempo.

7.3.2 - ELABORANDO CIRCUITOS PARA CADEIAS DE COMANDO

Podemos, didaticamente, dividir a construção do circuito pneumático em quatro etapas, a saber:

  • 1. desenho dos elementos de trabalho, de comando e de energia;

  • 2. análise do diagrama trajeto-passo para identificação dos elementos de sinal;

  • 3. representar os elementos de sinal;

  • 4. simulação.

Vamos, assim, elaborar o circuito correspondente à elaboração do programa ilustrado pelo diagrama abaixo:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA IV. através do diagrama trajeto-passo, podemos identificar as eventuais inversões de sinal

ou seja, A + / B + / A - / B - /

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  • 7.3.3 - REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DE TRABALHO E DE COMANDO

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.3.3 - REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DE TRABALHO E DE COMANDO Verifique-se que

Verifique-se que o elemento de comando poderia ser uma válvula de 5 vias e que, ainda, não foi definido o acionamento destes elementos. Neste caso, se o circuito for pneumático, utiliza-se a pilotagem (simples ou dupla, conforme o caso) ou o acionamento por solenóide no caso de circuito eletropneumático.

Finalmente, deve-se representar o elemento de energia (aqui, para fins de simplificação, não o representamos).

  • 7.3.4 - IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DE SINAL

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.3.3 - REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DE TRABALHO E DE COMANDO Verifique-se que
  • 7.3.5 - REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DE SINAL

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.3.3 - REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DE TRABALHO E DE COMANDO Verifique-se que

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Observe-se que o fim-de-curso 1.4, embora não tenha função de emitir sinal para atuadores seguintes, é de extrema importância pois confirma o fim de programa.

7.4 - CADEIAS DE COMANDO COMPLEXAS

Podemos definir como sendo complexa aquela cadeia de comando em que a simples aplicação dos procedimentos dificulta enormemente a elaboração dos circuitos. Dentre os elementos que podem causar esta complexidade encontramos a “inversão de sinais adjacentes” isto é, quando um atuador qualquer apresenta movimentos de avanço e recuo (ou de recuo e avanço) em dois passos adjacentes. Este fenômeno também recebe o nome de contra-pressão.

Um exemplo de circuito em que ocorre tal fenômeno é:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Observe-se que o fim-de-curso 1.4, embora não tenha função de emitir sinal

Nesta situação, surgem algumas técnicas, ainda intuitivas, que permitem contornar a inversão de sinal.

Conforme vimos, há, basicamente, três técnicas para corte de sinal:

  • 1. corte de sinal por rolete escamoteável (gatilho);

  • 2. corte de sinal temporizado;

  • 3. corte de sinal por memória inversora.

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  • 7.4.1 - CORTE DE SINAL POR GATILHO

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.4.1 - CORTE DE SINAL POR GATILHO 7.4.2 - CORTE DE SINAL
  • 7.4.2 - CORTE DE SINAL TEMPORIZADO

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.4.1 - CORTE DE SINAL POR GATILHO 7.4.2 - CORTE DE SINAL

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  • 7.4.3 - CORTE DE SINAL POR MEMÓRIA INVERSORA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.4.3 - CORTE DE SINAL POR MEMÓRIA INVERSORA 7.4.4 - ALTERNATIVAS ADICIONAIS
  • 7.4.4 - ALTERNATIVAS ADICIONAIS

Uma outra alternativa (não recomendada, por nós, para aplicações práticas) é aplicar lógica e comandos complexos intuitivos desde que se tenha tempo. Muito tempo!!!

Seja, por exemplo o circuito: A - / B + / B - / A + / B + / B - /

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 7.4.3 - CORTE DE SINAL POR MEMÓRIA INVERSORA 7.4.4 - ALTERNATIVAS ADICIONAIS

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

8 - MÉTODOS SISTEMÁTICOS

  • 8.1 - INTRODUÇÃO

Circuitos (programas) complexos exigem uma metodologia que permita a elaboração rápida, confiável e segura do circuito. Desta forma, criaram-se métodos, logicamente consistentes, para auxiliar o projetista na elaboração de programas.

Em linhas genéricas, os métodos sistemáticos conduzem a circuitos com mais componentes; assim, usa-se o método intuitivo quando um determinado programa puder também ser por ele resolvido, desde que nas mesmas condições de confiabilidade e segurança de um método sistemático.

  • 8.2 - O CONCEITO DE “CAIXA-PRETA”

Para

que

se possa fazer

uso

dos métodos sistemáticos, é fundamental

entender o significado do conceito de “caixa-preta”.

Dentro do escopo deste trabalho, pode-se definir caixa preta como sendo:

“uma série de componentes de circuito, convenientemente ligados entre si, de forma a permitir a correspondência biunívoca entre uma entrada “i n ” e uma saída “q n ”.

Veja-se a ilustração abaixo:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 8 - MÉTODOS SISTEMÁTICOS 8.1 - INTRODUÇÃO Circuitos (programas) complexos exigem uma

Assim, dizer que há uma correspondência biunívoca das entradas e saídas, significa dizer que, ao se injetar um sinal na entrada “i 2 ”, por exemplo, só poderá ocorrer um sinal na saída “q 2 ”; por outro lado, se a saída “q 2 ” se apresenta energizada, isto implica que ocorreu a injeção de sinal na entrada “i 2 ”. Em linguagem matemática:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

i n q n ; n N q n i n ; n N

portanto,

(expressão das saídas) (expressão das entradas)

i n q n ; n N

Assim, de certa forma, não importa o quê está inserido no interior da caixa- preta. O que importa é a relação entrada-saída.

8.3 - MÉTODO DE SEQÜÊNCIA MÍNIMA DE CORTE DE SINAIS

Considere, a título de exemplo, o programa:

A + / B + / B - / C + / C - / A - /

Nele são

observadas 3

inversões de

sinal

(

B+/B-; C+/C- e A-/A+).

Pensemos o seguinte: “O que causa a inversão de sinais?”. A resposta é: “A inversão de

movimentos de um atuador”.

Desta forma, o método de seqüência mínima de corte de sinais é baseado na divisão do programa principal em sub-programas, de modo a não permitir que qualquer atuador apresente movimentos positivos (avanço) ou negativos (retorno) em um mesmo sub-programa. Os sub-programas também são chamados de grupos.

O método de seqüência mínima se apresenta configurado para implementação totalmente pneumática ou eletropneumática. Deve-se salientar aqui, o fato de que este foi um dos primeiros métodos desenvolvidos sendo, hoje, sua aplicação um tanto limitada. Por esse motivo, em nosso estudo veremos apenas o método de seqüência mínima em sua versão pneumática, que também é chamado de MÉTODO CASCATA.

8.3.1 - LIGAÇÃO DAS VÁLVULAS - MÉTODO CASCATA

A seguir, apresentamos uma (existem outras) opção de ligação de válvulas para formar uma cascata. Para isso vamos usar o programa já visto:

A + / B + / B - / C + / C - / A - /

Em primeiro lugar, divide-se o programa principal em sub-programas,

respeitando a receita: não permitir que qualquer atuador apresente movimentos positivos (avanço) ou negativos (retorno) em um mesmo sub-programa. Assim, ficamos com os seguintes sub-programas:

  • 1. A + / B + /

  • 2. / B - / C + /

  • 3. C - /

/

A - /

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

A “receita” do método diz ainda que o número de válvulas da cascata (n v ) é igual ao número de grupos (n g ) menos 1 e o número de saídas (n s ) é igual ao número de grupos. Ou seja:

n v = (n g - 1) n s = n g
n v =
(n g - 1)
n s = n g

O esquema para a ligação, neste exemplo é:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA A “receita” do método diz ainda que o número de válvulas da

“Você vai ver como cascata é fácil. Cascata não é difícil não:

É só lembrar que num mesmo grupo O mesmo cilindro não aparece duas vezes não.”

8.3.2 - CONCLUSÕES ACERCA DO MÉTODO CASCATA

O método cascata, embora sendo um grande avanço comparado ao método intuitivo, vem sendo cada vez menos empregado. Suas limitações principais são:

  • 1. ligação em série das memórias;

  • 2. limitação do número de grupos (na prática 6, no máximo);

  • 3. o valor de pressão para a linha de sinais é aumentado.

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

Assim,

conscientes

destas

limitações,

prosseguiremos

nosso

estudo

aplicando agora o “MÉTODO DE SEQÜÊNCIA MÁXIMA”.

8.4 - MÉTODO DE SEQÜÊNCIA MÁXIMA DE CORTE DE SINAIS

Pode-se depreender que, em função das limitações do método cascata, o método de seqüência máxima é uma evolução das técnicas de programação.

Assim, percebemos que o método

se apresenta

com

as

memórias em

paralelo e, praticamente, não limitando o programa.

número de grupos

que

se pode

ter

em um

No método de seqüência máxima, cada passo do programa corresponde a um grupo. Aqui é importante frisar que o método se apresenta em versões para implementação pneumática (ou PASSO-A-PASSO) e eletropneumática que serão, ambas por nós estudadas. Frise-se, ainda, que as aplicações contemporâneas dos métodos de elaboração de circuitos conduzem à tendência de soluções com sinal elétrico e atuação pneumática desde que não se tenha condições de operação que a impeçam (atmosfera explosiva, por exemplo).

  • 8.4.1 - LIGAÇÃO DAS VÁLVULAS - MÉTODO PNEUMÁTICO (PASSO-A-PASSO)

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Assim, conscientes destas limitações, prosseguiremos nosso estudo aplicando agora o “MÉTODO DE
  • 8.4.2 - LIGAÇÃO DAS MEMÓRIAS - MÉTODO ELETROPNEUMÁTICO

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA Assim, conscientes destas limitações, prosseguiremos nosso estudo aplicando agora o “MÉTODO DE

onde:

K n

K (n-1)

memória atual (ou passo presente); memória anterior (ou passo anterior);

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

K (n+1)

Ym

memória seguinte (ou passo posterior); saída atual

É importante observar que, a exemplo do método pneumático, aqui também é necessário incluir uma condição de rearme, a fim de dar condições de partida à primeira memória.

8.4.3 - UMA OPÇÃO: SEQÜÊNCIA MÁXIMA COM CADEIA ESTACIONÁRIA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA K Ym  memória seguinte (ou passo posterior);  saída atual É

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

9 - REGULAGEM DE VELOCIDADE EM ATUADORES PNEUMÁTICOS

  • 9.1 - INTRODUÇÃO

Em máquinas e dispositivos com atuação pneumática surge, muitas vezes, a necessidade de se regular as velocidades de avanço e/ou de retorno do cilindro ou, ainda, a velocidade de rotação de um motor pneumático.

Esta necessidade pode surgir, por exemplo, para se ter controle sobre os avanços na usinagem de peças ou, então, sincronizar os movimentos dos atuadores. Para que se faça a regulagem da velocidade, devemos regular o fluxo (vazão) de ar nos atuadores, usando para tal válvulas reguladoras de fluxo.

Atualmente, duas técnicas são aplicadas a circuitos pneumáticos:

regulagem do fluxo que entra no atuador (sistema “meter-in”);

regulagem do fluxo que sai do atuador (sistema “meter-out”).

  • 9.2 - REGULAGEM PELO SISTEMA “METER-IN”

Neste sistema, a válvula reguladora de fluxo restringe a vazão de ar que entra no cilindro. Isto pode ocorrer tanto no seu curso de avanço ou de retorno; isto é:

  • a) Regulagem da velocidade de avanço (meter-in).

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 9 - REGULAGEM DE VELOCIDADE EM ATUADORES PNEUMÁTICOS 9.1 - INTRODUÇÃO Em
  • b) Regulagem da velocidade de retorno (meter-in).

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 9 - REGULAGEM DE VELOCIDADE EM ATUADORES PNEUMÁTICOS 9.1 - INTRODUÇÃO Em
  • 9.3 - REGULAGEM PELO SISTEMA “METER-OUT”

Aqui, a válvula reguladora de fluxo restringe a vazão

de

ar

que

sai

do

cilindro no seu curso de avanço ou de retorno, formando uma espécie de “colchão” de ar amortecedor; portanto, temos:

  • a) Regulagem da velocidade de avanço (meter-out).

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) Regulagem da velocidade de retorno (meter-out) Na prática, verifica-se que, com

b) Regulagem da velocidade de retorno (meter-out)

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) Regulagem da velocidade de retorno (meter-out) Na prática, verifica-se que, com

Na prática, verifica-se que, com o sistema “meter-in”, o avanço ou o retorno do atuador em condição de carga não se dá de forma uniforme, mas sim, aos “golpes”. Isto se deve ao fato de que o fluxo de ar que entra no atuador, em velocidades baixas, não fornece pressão suficiente para movimentar a carga (não esquecer que a compressibilidade do ar é elevada!).

Desta forma, a tendência atual é o emprego do sistema “meter-out” que, por formar uma espécie de colchão de amortecimento, permite velocidades praticamente uniformes, mesmo em condições de carga.

Na elaboração dos circuitos de regulagem, dependendo do número de vias da válvula direcional (4 vias ou 5 vias) e da técnica de regulagem, utiliza-se válvula reguladora de fluxo unidirecional ou válvula reguladora de fluxo simples.

9.4 - CIRCUITOS DE REGULAGEM TÍPICOS - SISTEMA “METER-IN”

  • 9.4.1 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE AVANÇO (com válvula 4/2 vias)

Nesta configuração, como as conexões do cilindro têm o mesmo escape através da válvula de comando (via “R”, no caso) deve-se fazer uso de válvula reguladora de fluxo unidirecional; isto é:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) Regulagem da velocidade de retorno (meter-out) Na prática, verifica-se que, com
  • 9.4.2 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE RETORNO (com válvula 4/2 vias)

O circuito típico é apresentado a seguir:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 9.4.3 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE AVANÇO (com válvula 5/2 vias) Nesta
  • 9.4.3 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE AVANÇO (com válvula 5/2 vias)

Nesta configuração, embora as conexões do cilindro tenham escape independente através da válvula de comando (vias “R” e “S”, no caso), deve-se fazer uso da V.R.F.U. pois, se usássemos uma V.R.F. simples, haveria a regulagem também no curso de retorno. O circuito é, portanto:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 9.4.3 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE AVANÇO (com válvula 5/2 vias) Nesta
  • 9.4.4 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE RETORNO (com válvula 5/2 vias)

O circuito típico é apresentado abaixo:

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA 9.4.3 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE AVANÇO (com válvula 5/2 vias) Nesta

9.5 - CIRCUITOS DE REGULAGEM - SISTEMA “METER-OUT”

Atualmente, as válvulas de 4 vias pneumáticas vêm caindo em desuso. As válvulas de 5 vias, por possuírem dois escapes independentes, uma para cada conexão dos

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

cilindro, não necessitam de funcionamento unidirecional da válvula de fluxo quando regulando a velocidade pelo sistema “meter-out”. Isto facilita sobremaneira as regulagens de velocidade, minimizando os custos e tornando a instalação mais compacta.

A título de comparação verifique o que ocorre nos circuitos seguintes:

  • 9.5.1 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE AVANÇO

    • a) usando válvula de 4/2 vias

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA cilindro, não necessitam de funcionamento unidirecional da válvula de fluxo quando regulando
  • b) usando válvula de 5/2 vias

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA cilindro, não necessitam de funcionamento unidirecional da válvula de fluxo quando regulando
  • 9.5.2 - REGULAGEM DA VELOCIDADE DE RETORNO

    • a) usando válvula de 4/2 vias

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) usando válvula de 5/2 vias 9.6 - CONCLUSÃO As técnicas de

b) usando válvula de 5/2 vias

PNEUMÁTICA E ELETROPNEUMÁTICA BÁSICA b) usando válvula de 5/2 vias 9.6 - CONCLUSÃO As técnicas de

9.6 - CONCLUSÃO

As técnicas de regulagem a serem utilizadas devem ser as mais confiáveis, seguras e menos onerosas o possível. O projetista deve atentar, como vimos, para as condições e tipos de carga, bem como as variações de velocidade da mesma.

Não é demais alertarmos para o fato de que a tendência atual é o suso de válvulas de comando de 5 vias e, portanto, do sistema “meter-out”.