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1. INTRODUÇÃO

Dentre os diversos movimentos que podemos observar na natureza, sempre houve interesse no estudo do movimento de queda livre dos corpos próximos a superfície terrestre. Ao abandonarmos um corpo de certa altura (h) podemos notar que sua velocidade aumenta em função do tempo, a partir de uma velocidade inicial igual a zero, sendo, portanto um movimento acelerado.

O presente relatório faz menção de um experimento físico e tratamento de dados do mesmo, a fim de compreender um caso particular do Movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV), a queda livre.

2. OBJETIVOS

Com base na análise nos dados do experimento tem-se como objetivo estudar o movimento de um corpo em queda livre.

3. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

Segundo (Halliday 2009), Para que possamos determinar a aceleração da gravidade em queda livre é necessário utilizar algumas equações do movimento uniformemente variado (MUV), que

são aqueles cuja velocidade varia em função do tempo segundo a expressão a seguir:

  • V = v 0 +at Onde:

 V=Velocidade final  V0=Velocidade inicial  A=Aceleração  t= Tempo

Sabe-se pelas leis de Newton que um corpo só apresenta aceleração quando está submetido á ação de uma força, caso contrário, seu movimento é descrito pela Lei da Inércia que diz que um

corpo quando não está sob ação de forças mantém-se em movimento retilíneo uniforme. No caso da queda livre, sabemos que a única força que age no corpo é o seu próprio peso. Como a força peso é caracterizada pela ação da gravidade, todo corpo em queda livre possuirá como a aceleração, a mesma aceleração da gravidade. Desta forma, podemos reescrever a equação anterior como:

  • V = v 0 +gt

Função horária do movimento uniformemente variado (MUV) ∆v = v 0y t – gt 2 /2

Sendo o g a aceleração da gravidade, já se trata de um objeto em queda livre. Para se encontrar a aceleração da gravidade para dois intervalos consecutivos, Usa-se a seguinte equação:

g = [2/(t 1 +t 2 )] x [( ∆y 1 /t 1 ) - (∆y 2 /t 2 )]

Como a Equação que define a velocidade média é:

v y =

∆y / ∆t

Assim temos que:

g = [2/(t 1 +t 2 )] x [V y1 – V y2 ]

A velocidade instantânea de um móvel será encontrada quando se considerar um intervalo de tempo ( ) infinitamente pequeno, ou seja, quando o intervalo de tempo tender a zero ( ).

3. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO Segundo (Halliday 2009), Para que possamos determinar a aceleração da gravidade em queda
3. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO Segundo (Halliday 2009), Para que possamos determinar a aceleração da gravidade em queda
3. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO Segundo (Halliday 2009), Para que possamos determinar a aceleração da gravidade em queda

Lembrando, porém que no caso estudado, a aceleração terá o valor do módulo da gravidade local, o que possibilitará então a obtenção de um valor aproximado da mesma já que, a rigor, o valor exato da aceleração da gravidade só pode ser obtido num experimento realizado no vácuo para que não haja ação da resistência do ar.

4. ATIVIDADE EXPERIMENTAL

Um conjunto de painel vertical;

Um corpo de prova esférico;

Sensor fotoelétrico;

Cronometro digital;

Prumo com corpo esférico;

Sensor de largada;

4. ATIVIDADE EXPERIMENTAL • Um conjunto de painel vertical; • Um corpo de prova esférico; •

*Imagem meramente ilustrativa de parte dos materiais utilizados para a realização do experimento.

Segue abaixo a sequência de passos executados na atividade experimental e dados calculados:

  • 1. Ligar o cronometro digital;

  • 2. Pressionar o botão do eletroímã e colocar a esfera na posição de largada;

  • 3. Zerar o cronometro;

  • 4. Soltar o botão do eletroímã.

∆y (m)

 

g exp

dA de g exp

d% de g exp

dA de g teórico

d% de g teórico

(9,81ms²)

(9,81ms²)

∆y0= 0,82

g0=

9,1096

0,0723

7,23%

0,7004

70,04%

∆y1= 0,82

g1=

9,2617

0,0761

7,61%

0,6244

62,44%

∆y2= 0,82

g2=

9,0497

0,0948

9,48%

0,6697

66,97%

∆y3= 0,82

g3=

9,0839

0,0956

9,56%

0,6838

68,38%

∆y4= 0,82

g4=

9,2442

0,0889

8,89%

0,6602

66,02%

∆y5= 0,82

g5=

9,0839

0,0904

9,04%

0,6711

67,11%

∆y6= 0,82

g6=

9,3015

0,0946

9,46%

0,6479

64,79%

∆y7= 0,82

g7=

9,3459

0,1033

10,33%

0,6249

62,49%

∆y8= 0,82

g8=

9,2926

0,1041

10,41%

0,613

61,30%

∆y9= 0,82

g9=

9,1268

0,0992

9,92%

0,62

62,00%

∆y10= 0,82

g10=

9,1010

0,0975

9,75%

0,6281

62,81%

∆yn=

0,82

gn=

9,1819

dA= 0,0975

d%= 9,75%

dA= 0,6281

d%= 62,81%

*Sendo g teórico= 9,81 m/s²

5.CONSIDERAÇÕES

Avaliando o experimento no laboratório, observamos que funciona adequadamente, sendo evidente que todos objetos na queda livre não sujeitos a resistência do ar e próximos da superfície da terra caem com a mesma aceleração. Sendo que cada ponto mais distante do lançamento da esfera a velocidade é cada vez maior. Podemos observar que é muito difícil fazer medições precisas e talvez encontraríamos resultados mais próximos do real se mais medições fossem realizadas. Os resultados confirmaram as aplicações das fórmulas aprendidas durante a teoria de física.

BIBLIOGRAFIA

HALLIDAY, RESNICK . Fundamentos de Física, v.1, 9ªed, LTC, pg.17; 26, 2013.

TIPLER,P. A., Física para Cientistas e Engenheiros, v.1, 5ª ed. LTC, pg.22; 23; 27,

2006.