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Guia

de

Métodos para o uso das Fontes de PC

Miguel Sousa
Outubro 2002
O presente Guia foi realizado no âmbito do Estágio Curricular, referente ao
5.° ano do Curso Superior de Tecnologia e Artes Gráficas do Instituto Poli-
técnico de Tomar, realizado em Estugarda, Alemanha, na Fachhochschule
Stuttgart – Hochschule der Medien no ano lectivo 2001-2002, que teve como
coordenadora a professora Isabel Ferreira, como supervisor o professor Luís
Moreira e como orientador o professor Wolfgang Becker.

Este Guia pode ser livremente copiado e distribuído, encontrando-se disponível uma versão electrónica em formato PDF para impres-
são no seguinte endereço > www.guiadetipos.pt.vu
Índice

Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Qual a necessidade deste Guia ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
A quem se destina este Guia ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Âmbito deste Guia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Anatomia do Tipo e Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Legibilidade e Leiturabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Regras Tipográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Tabelas de Fontes fornecidas
com os Sistemas Operativos Windows . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
com as aplicações Microsoft Office . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Classificação Tipográfica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Conselho... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
! Tipos de Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
com serifas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
sem serifas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
" Tipos Extra-texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
# Tipos Manuscritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
$ Tipos Góticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
% Tipos Fantasia ou Decorativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
& Símbolos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
Como inserir um símbolo ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
Exemplos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133
Exemplos melhorados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
Bons exemplos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154
Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174

3
Que Tipo deverei usar?
Os deuses recusaram-se a responder.
Recusaram-se porque não sabem.

William Addison Dwiggins, 1880-1956

4 GUIA DE TIPOS
Introdução
ACTUALMENTE os computadores possibilitam a criação de todo o tipo de
documentos, fornecendo um controlo sobre os vários detalhes tipográficos
de uma forma que apenas estava ao alcance dos tipógrafos profissionais.
Nos tempos da composição com caracteres de chumbo, todos os Tipos de
letra adquiridos pelas casas impressoras eram acompanhados por detalha-
das folhas-modelo, que exibiam exemplos de todas as utilizações possíveis
recomendadas pela fundição. O espaço entre letras e palavras, assim como
o espaço entre linhas, estava limitado à natureza física dos caracteres em
metal, contudo hoje em dia, a tipografia digital está completamente liberta
deste tipo de constrangimentos.
Ao comprarmos um computador, esperamos que ele venha munido de
manuais que nos auxiliarão a realizar as várias tarefas e a utilizar o sistema
operativo, as aplicações, o rato, a Internet, o scanner, a impressora, o
modem, e todos os outros programas e equipamentos informáticos. No
entanto, estas publicações nunca nos ajudam a usar um dos maiores recur-
sos que temos à nossa disposição: os Tipos de letra.
O intuito deste Guia é “ensinar” a aplicar as Fontes, fornecendo, para tal,
uma fácil compreensão dos vários conceitos do domínio da Tipografia,
dando conjuntamente uma orientação no processo de escolha dos Tipos e
demonstrando como, e onde, estes deverão ser apropriadamente empre-
gues.

5
Qual a necessidade deste Guia?

PRESENTEMENTE existe uma imensidade de Fontes à nossa disposição, e


várias dezenas são criadas todos os dias. Umas adoramos, outras odiamos,
mas se pusermos de parte os gostos pessoais, poderemos dizer que, tendo
em conta vários critérios estéticos, muitas delas foram excelentemente
desenhadas, aproximando-se mesmo algumas da “perfeição.”
Contudo, não é a qualidade do design dos Tipos de letra que precisa de
ser melhorada, mas sim a forma como eles, sejam “bons” ou “maus,” são
utilizados. A forma como uma roupa de alta-costura é usada pode alterar
drasticamente de aspecto e impacto, devido à pessoa que a veste e ao modo
como as várias peças são conjugadas. Escolhemos o que vestir de modo a
satisfazer uma situação concreta, e a roupa, apesar de ser por si só elegan-
te, não significa que não precise de pequenos ajustes, para a adequar sub-
tilmente às necessidades particulares.
Tal também sucede na Tipografia. Ela é de certa maneira uma forma de
arte única, que pode ser usada como expressão pessoal mas, na maioria das
vezes, serve para comunicar eficazmente com os outros. A escolha de um
Tipo de letra pode, à primeira vista, parecer adequado para a maioria dos
casos mas, quando analisado ao pormenor, uma pequena alteração pode
fazer com que a mensagem seja transmitida com maior rapidez e eficácia.

6 GUIA DE TIPOS
A quem se destina este Guia?

ESTE MANUAL está escrito para todas as pessoas que precisam de conceber
um objecto gráfico, mas que não têm quaisquer bases ou formação na área
do Design. Não me refiro apenas aquelas que concebem cartazes, brochuras,
t-shirts, bonés ou autocolantes, mas também às secretárias cujos directores
lhes pedem para elas fazerem os boletins informativos, aos voluntários das
dioceses que distribuem comunicações às suas paróquias, aos proprietários
de pequenas empresas que criam a sua própria publicidade, aos estudantes
que sabem que um trabalho bem apresentado significa melhor nota, aos
executivos que reconhecem que uma apresentação atraente capta maior
atenção, aos professores que percebem que os alunos assimilam melhor a
matéria se esta for exibida de uma forma mais estruturada, etc, etc...
Este Guia pressupõe que o leitor não tem tempo nem interesse para estu-
dar Design ou Tipografia, mas que mesmo assim gostaria de saber como
poderia melhorar o aspecto dos seus objectos gráficos. Uma grande parte
das pessoas consegue olhar para um trabalho graficamente mal desenhado
e dizer que não gosta dele, mas não é capaz de dizer o que alteraria. Neste
Manual serão referidas algumas regras e critérios claros e concretos, que
permitirão aperfeiçoar a composição electrónica de qualquer tipo de texto.
O Guia não tem como intenção tentar substituir os anos de estudo de um
curso de Artes Gráficas ou Design, nem sequer pretende que alguém se
transforme automaticamente num tipógrafo brilhante, só por ter lido e apli-
cado o que está escrito nestas páginas. Ele apenas lhe dá a garantia que
nunca mais vai olhar para um Tipo de letra da mesma forma e que, se seguir
alguns dos princípios básicos, o seu trabalho terá um aspecto mais profis-
sional, organizado, conciso e interessante.

INTRODUÇÃO 7
Âmbito deste Guia

DEVIDO à grande extensão do tema Tipografia Digital e, concretamente, à


vasta abundância de Fontes existente, seria impossível referir todas elas.
Assim, decidiu-se limitar este estudo aos Tipos de letra fornecidos com o
sistema operativo Microsoft Windows e o programa informático Microsoft
Office, pretendendo desta forma atingir o maior número possível de utili-
zadores de computadores. Este Guia abrange todas as versões destas apli-
cações disponíveis até à data, desde o Windows 3.1 ao Windows XP e do
Office 4.3 ao Office XP.
Todos os Tipos utilizados na concepção deste Guia podem ser encontra-
dos num dos programas atrás mencionados.

8 GUIA DE TIPOS
Anatomia do Tipo
e Glossário
A ANATOMIA do Tipo engloba dois aspectos fundamentais que regulam e
condicionam a forma como nos relacionamos com a Tipografia.
O primeiro está relacionado com o aspecto prático e mecânico da sua
dimensão física, com os métodos e actividades que estão por detrás da sua
criação e com o sistema de medida utilizado. Temos a necessidade de saber
a partir de que local medimos uma letra, uma palavra ou uma linha, e que
termos deveremos utilizar, para que o nosso programa de paginação faça
aquilo que lhe “pedimos.”
O segundo é a forma, a estrutura e o aspecto visual de cada letra. Se for-
mos capazes de nomear cada parte de um caractere e utilizar com facilida-
de o jargão tipográfico, estaremos aptos a expressar os nossos gostos e opi-
niões com maior exactidão.

9
16
14 10
B 9
11 3
2
A 9
8

8
13
12 5 5 15
7

A ALTURA DAS MAIÚSCULAS Altura das letras maiúsculas. Geralmente é um


pouco menor que a soma da ascendente com a altura-x.
B ASCENDENTE Parte das letras minúsculas que se ergue acima da linha
mediana.
C DESCENDENTE Parte das letras minúsculas que passa abaixo da linha de base.
D ALTURA-X Também chamada mediana. Medida que define o tamanho das
letras minúsculas. Distância entre o pé e a cabeça da letra x. Esta medida
influencia a leiturabilidade de um texto; quanto maior for, maiores serão as
letras minúsculas relativamente às maiúsculas e, consequentemente, mais
legíveis serão os caracteres.
E CORPO Expressão utilizada para designar o tamanho das letras, tendo o
ponto como unidade de medida. Um alfabeto em corpo 12, por exemplo,
tem 12 pontos de altura. O corpo é a soma de quatro medidas: ascendente,
altura-x, descendente e espaço de reserva.

1 ARCO Componente de uma letra minúscula, formada por uma linha mista
em forma de bengala que nasce na haste principal.
2 BARRIGA Linha curva de uma letra minúscula ou maiúscula, fechada, liga-
da à haste vertical principal em dois locais.
3 BRAÇO Traço horizontal ou oblíquo ligado apenas por uma das extremida-
des à haste vertical principal de uma letra maiúscula ou minúscula. Aos dois
braços do T também se chama travessão.
4 CAUDA Apêndice do corpo de algumas letras (g, j, J, K, Q, R) que fica abaixo
da linha de base. Nas letras K e R também pode ser chamado de perna.
5 ENLACE O modo como uma haste, linha ou filete se liga a um remate, a uma
serifa ou a um terminal: pode ser angular ou curvilíneo.

10 GUIA DE TIPOS
1
6 E
15
D

14 12

6 ESPINHA Curva e contracurva estruturais da letra S (maiúscula e minúscula).


7 ESPORÃO A projecção por vezes presente na zona inferior das letras b e G.
8 FILETE Haste horizontal ou oblíqua, fechada nas duas extremidades, por
duas hastes verticais, oblíquas, ou por uma linha curva.
9 HASTE Traço principal de uma letra, geralmente vertical, mas que pode tam-
bém ser oblíquo. Quando, numa letra minúscula, ultrapassa a altura-x super-
ior ou inferiormente chama-se, respectivamente, ascendente e descendente.
10 OLHO O espaço em branco, fechado e de forma variável, definido pelo
contorno interior das linhas rectas ou curvas de uma letra. A maior ou
menor abertura do olho, condicionada pela espessura dos traços, determi-
na a maior ou menor legibilidade das letras.
11 ORELHA Apêndice da letra g, que assume as mesmas formas do terminal:
em gota, em botão, em bandeira ou em gancho.
12 PÉ Terminal ou serifa horizontal que remata uma perna na parte inferior da letra.
13 PERNA Haste vertical ou oblíqua com uma extremidade livre ou rematada
por um pé e outra extremidade ligada ao corpo da letra.
14 SERIFA Também designada por apoio ou patilha. Pequenos segmentos de
recta que rematam/ornamentam as hastes de alguns Tipos de letra por
intermédio de um enlace. Podem ser rectiformes (em forma de cunha), mis-
tiformes (combinando linhas curvas e rectas), filiformes (muito finas, como
fios) ou quadrangulares (também chamadas egípcias).
15 TERMINAL Forma ou elemento que remata a extremidade da linha curva de
uma letra. Pode ser em forma de gota, de botão, de bandeira ou de gancho.
16 VÉRTICE Também chamado ápice. Ângulo ou remate formado pela conver-
gência de duas hastes oblíquas, ou de uma haste vertical com uma oblíqua.
Pode ser pontiagudo, oblíquo, plano ou redondo.

ANATOMIA DO TIPO E GLOSSÁRIO 11


CONTRASTE

grande médio nulo


Bodoni MT Century Tw Cen

CAIXA-ALTA Nome que os tipógrafos deram às letras maiúsculas, por


guardarem os Tipos móveis destes caracteres na parte superior de um tabu-
leiro, a caixa do tipógrafo, que estava dividido em compartimentos — os
caixotins. A designação “letra de caixa-alta” ainda hoje se usa, sobretudo no
meio da indústrias gráficas, das editoras e do Design Gráfico.
CAIXA-BAIXA Os caracteres de chumbo das letras minúsculas eram guar-
dados na parte inferior da caixa do tipógrafo. Por isso passaram a chamar-
-lhes “letras de caixa-baixa.” Este termo continua também a usar-se na ter-
minologia tipográfica.
CAPITULAR Caractere de grandes dimensões, muitas vezes ornado, que
surge no início de um parágrafo ou capítulo.
CARACTERE Toda e qualquer letra, número, pontuação ou símbolo.
Antigamente também se designavam por caracteres, os Tipos móveis de
madeira ou chumbo.
CONTRASTE Diferença da espessura entre as hastes ou traços de uma
mesma letra. Pode ser nulo, médio ou grande.
ENTRELINHA Distância entre as linhas de base de duas linhas de texto
consecutivas. Tal como o corpo, também se mede em pontos.
ESPAÇO DE RESERVA Pequena distância que evita que caracteres em linhas
consecutivas se toquem, quando os valores de corpo e entrelinha são iguais.
FAMÍLIA Conjunto de todas as variantes de um Tipo de letra. Em geral as
variações são por inclinação (regular ou italic), espessura (light, medium ou
bold) e largura (compressed, condensed ou extended).
FONTE Termo usado para designar uma variante de um Tipo de letra, ou
um ficheiro informático contendo essa variante. Conjunto de caracteres
com um determinado estilo, espessura, largura e inclinação.
FUNDIÇÃO Empresa que desenha, edita e comercializa Tipos de letra.
HINTING Instruções contidas numa fonte que servem para determinar
como o traçado de uma letra deve ser corrigido, de forma a ser correcta-
mente apresentado no écran ou impresso a menos de 600 dpi.

12 GUIA DE TIPOS
LIGATURAS MODULAÇÃO

fi ct vertical oblíqua nula


Adobe Garamond Adobe Garamond Baskerville Footlight MT Rockwell
Expert Alternate Old Face

KERNING Ajustamento do espaço entre dois caracteres a fim de se obter


um espaçamento ideal de pares de letras.
LIGATURA Letras combinadas constituindo um único caractere. Exemplos
de ligaturas são os conjuntos fi, fl, ff, ct.
LINHA DE BASE Linha horizontal imaginária onde assentam e ficam ali-
nhados todos os caracteres de um Tipo de letra.
LINHA MEDIANA Linha horizontal imaginária que toca a letra x na sua
parte superior, definindo a altura-x.
MODULAÇÃO Directamente relacionada com o contraste, é a tensão verti-
cal ou oblíqua de alguns Tipos de letra, determinada por um eixo perpendi-
cular às linhas mais estreitas dos traços da letra. Quando o contraste é nulo,
não existe modulação.
PONTO Unidade elementar de medida tipográfica, designada abreviada-
mente pt. Os programas de software utilizam o ponto DTP que é igual a 1/72
de polegada, ou seja, 0.353 mm. No entanto no sistema anglo-americano o
valor do ponto é 0.351 mm, e no sistema europeu (ou Didot) é 0.376 mm.
RESOLUÇÃO Densidade de pixels, pontos ou linhas numa determinada
área, definida como um número por unidade linear, isto é, por polegada
(inch) ou centímetro. Geralmente a resolução é medida em pixels por pole-
gada (ppi), pontos (em inglês dots) por polegada (dpi) ou linhas por polega-
da (lpi), dependendo do aparelho a que nos referimos.
TIPO (DE LETRA) Termo usado para descrever um conjunto de fontes da
mesma família. Um Tipo de letra é o conjunto unificado de caracteres, cujos
desenhos e traçados partilham as mesmas características, exibindo proprie-
dades visuais semelhantes e consistentes.
TRACKING Alteração (aumento ou diminuição) do espaçamento entre
letras e palavras. Ao contrário do kerning, este ajustamento é aplicado a
uma grande porção de texto equitativamente.
VERSALETE Letra maiúscula com a mesma altura e espessura de traço das
letras minúsculas.

ANATOMIA DO TIPO E GLOSSÁRIO 13


14 GUIA DE TIPOS
Legibilidade e
Leiturabilidade*
LEGIBILIDADE e leiturabilidade são termos para descrever os Tipos de letra * termo criado da palavra inglesa readability,
e a maneira como estes são usados. Legibilidade refere-se às decisões que que resumidamente significa “facilidade de
leitura.”
o desenhador de Tipos fez, acerca das formas das letras do alfabeto, e à
habilidade que o leitor tem de distinguir as letras umas das outras. Leitura-
bilidade refere-se ao aspecto geral de como o Tipo de letra é composto
numa coluna de texto, e tem em conta factores como o corpo, a entrelinha,
a largura da linha, etc. A leiturabilidade é no fundo uma espécie de legibili-
dade. Enquanto a legibilidade propriamente dita, diz respeito a cada letra
em particular, a leiturabilidade por outro lado, refere-se a um grupo de
letras, sendo, por assim dizer, a legibilidade do texto corrido.
Por forma a que um texto seja optimamente lido pelo leitor, temos que
ter em consideração tanto a legibilidade como a leiturabilidade.

CONSIDERAÇÕES DE LEGIBILIDADE (DESENHO DOS TIPOS)


Legibilidade é a facilidade com que um leitor consegue discernir o Tipo
numa página, e baseia-se na relação do tom da forma com o fundo e na
capacidade de distinguir as letras entre si. Para que possam ser lidas, as
letras terão que ser bem identificadas. Estudos provaram que o olho viaja
através da linha de texto em saltos sacádicos. O olho vê um pequeno grupo
de palavras durante aproximadamente 1/4 de segundo, antes de passar para
o grupo seguinte e assim sucessivamente. Está provado que os leitores
retêm mais a sua atenção na metade superior das letras, em vez da inferior.

ascendentes

altura-x corpo

descendentes

De modo a serem legíveis, os Tipos de letra não podem ter uma altura-x
muito pequena, pois assim será difícil de discernir as letras. Da mesma
forma, se as hastes ascendentes e descendentes forem muito curtas, torna-
se difícil diferenciar um n de um h, um o de um p ou q. Nos tipos caligráfi-
cos, muitas vezes o I e o T são difíceis de distinguir; por vezes o S e o J são
facilmente confundidos. A legibilidade de alguns Tipos Extra-texto (pág. 75) letras I, J, S e T
Palace Script MT
é tão pobre, que nunca deverão ser utilizados em texto corrido.
Alguns Tipos de letra são mais legíveis do que outros. Pesquisas revela-
ram que Tipos com patilhas são mais fáceis de ler do que os que não as têm.
Para que os detalhes de leiturabilidade possam ser analizados, um texto
terá de ser primeiramente composto num Tipo de letra legível. Os corpos de
letra mais legíveis são 8, 9, 10 e 11 pontos (ver pág. 54-59 e 70-74 onde, ape-
sar de todos os textos estarem compostos em corpo 9, se verifica que uns

15
se lêem melhor que outros). A legibilidade depende sobretudo da altura-x
do Tipo de letra escolhido. Se o Tipo escolhido tem uma grande altura-x o
corpo deverá variar entre 8 e 10 pontos. De forma oposta, se o Tipo esco-
lhido tem uma altura-x pequena, o corpo a usar deverá estar entre 10 e 11
pontos. Um corpo menor do que 8 pontos não será fácil de ler pois não per-
mite o rápido reconhecimento das letras. Assim, se for necessária a utiliza-
ção de um corpo mais pequeno devido, por exemplo, a restrições de espaço,
deverá ser escolhido um Tipo condensado, que tenha uma grande altura-x.

corpo altura-x

Lucida Bright Goudy Old Style


corpo 60 corpo 60

LEITURABILIDADE
A leiturabilidade é afectada pelo Tipo de letra escolhido, o corpo da letra,
o espaço entre letras e palavras, o comprimento das linhas de texto e pelo
entrelinhamento. A leiturabilidade relaciona-se também com a uniformida-
de do tom de cinza criado pela composição de texto na página. O ideal será
criar uma textura cinzenta homogénea com espaçamento interlinear cons-
tante, onde não existam áreas escuras nem claras que distraiam a atenção.
TEXTO TODO COMPOSTO EM Texto todo composto em caixa-alta atrasa a leiturabilidade e ocupa
CAIXA-ALTA ATRASA A LEITURABI- aproximadamente mais 50% de espaço. Texto em caixa-alta é geralmente
LIDADE E OCUPA APROXIMADAMEN- aceitável em títulos, sub-títulos e legendas de figuras, mas para texto corri-
TE MAIS 50% DE ESPAÇO. TEXTO EM do a caixa-baixa é mais apropriada. Os caracteres caixa-baixa, por terem for-
CAIXA-ALTA É GERALMENTE ACEI- mas mais distinguíveis devido às suas ascendentes e descendentes, facili-
TÁVEL EM TÍTULOS, SUB-TÍTULOS E tam a leitura. A maiúscula no início de cada frase é também uma ajuda visu-
LEGENDAS DE FIGURAS. al significativa para o leitor. Texto composto somente em caixa-alta pode
conter um grau de ilegibilidade muito grande e, por isso, dever-se-á ter
muito cuidado na especificação de texto corrido. Podem por vezes serem
utilizados versaletes em conjunto com as maiúsculas para, por exemplo,
chamar a atenção do leitor para o início da frase.
Num texto, destacar uma palavra Outros estilos tipográficos que podem também abrandar o leitor são o
com a variante itálica (italic) é muito itálico e os Tipos Manuscritos (pág. 87). Apesar de terem formas muito apro-
mais subtil do que fazê-lo com a priadas quando queremos distinguir com subtileza algo num texto corrido
variante negra (bold). (citações, estrangeirismos, destaques), deveremos ter algum cuidado ao usá-
-los. Estes dois estilos podem ainda ser utilizados como capitulares, de
forma a adicionar um aspecto elegante ao resto do texto — mas nunca sacri-
ficando a leiturabilidade —, tendo em conta que eles necessitam de mais
espaço interlinear, de modo a facilitar a sua leitura.

O ESPAÇO ENTRE LETRAS E O SEU EFEITO NA LEITURABILIDADE


Os desenhadores de Tipos passam tanto tempo a estudar o espaço entre
as letras, como a desenhá-las. Por isso, podemos assumir que um Tipo de
letra bem desenhado tem um espacejamento entre letras “natural” ou “nor-
mal,” que se encontra inserido no próprio design da letra. Este espaceja-
mento “normal” é provavelmente o ideal para a grande maioria dos textos,
em particular quando estes são alinhados à esquerda ou à direita. Quando
os textos são alinhados a ambos os lados, ou seja justificados, os espaços
entre letras e entre palavras tendem a aumentar, e neste caso dever-se-á
reduzir um pouco o valor de kerning/tracking.
Nas situações em que as letras são dispostas folgadamente, as palavras
não formam grupos e os espaços entre as palavras são difíceis de identifi-

16 GUIA DE TIPOS
car, fazendo com que o olho abrande. Se as letras estiverem muito juntas, Texto composto
elas serão difíceis de distinguir umas das outras, causando mais uma vez o folgadamente (loosely)
abrandamento da leitura. Se o texto for difícil de ler, facilmente o abando- será muito cansativo
namos. Quando o leitor tem que fazer um grande esforço para conseguir ler para os olhos do leitor.
o texto, isto significa que o designer falhou na tentativa de fazer passar a As palavras não formam
mensagem do autor ou do cliente. um conjunto e levam
É necessário ter atenção ao espaço entre letras pois isso ajuda o leitor a muito tempo a serem
diferenciar cada palavra, aumentando a leiturabilidade. Normalmente, o distinguidas porque o
espacejamento entre duas letras necessitará de ajustamentos nos Tipos espaçamento entre
letras é grande demais.
Extra-texto, mas não nos Tipos de Texto. Quando o designer faz mudanças
no espaço entre letras, ele subtilmente altera o equilíbrio de espaços ao
longo do texto. O espacejamento entre letras deve ser feito de modo a que Texto composto de uma forma apertada(tightly),
as palavras formem pequenos grupos, mas sem que as letras desses grupos será difícil de ler. As letras levam muito tempo a
pareçam demasiado juntas. serem distinguidas pois o espaçamento entre elas é
Quando se altera o espacejamento entre letras num normal programa de inadequado.
paginação, geralmente o espaço entre palavras é também reajustado.

ENTRELINHAMENTO, COMPRIMENTO DA LINHA E LEITURABILIDADE A entrelinha é a distância que


entrelinha
O terceiro elemento que terá de estar em harmonia com o espacejamen- vai da linha de pé de uma
to entre letras e entre palavras, é o espaço entre linhas, ou entrelinhamen- linha, à linha de base da linha
to. O valor da entrelinha pode aumentar ou diminuir a leiturabilidade. seguinte. Normalmente é igual
Estudos mostraram que o aumento da entrelinha melhora a legibilidade. ao valor do corpo mais
O espaço entre as linhas nunca deve ser menor do que o espaço entre as 2, 3 ou 4 pontos.
palavras, porque se tal acontecer, o olho do leitor tem tendência a “cair”
através do espaço entre as palavras das linhas seguintes. As variantes negra
(bold) e extra-negra (heavy) requerem por vezes mais entrelinha e espaço
Os dentes-de-cão num texto
entre palavras do que a versão regular. Como regra geral, poderemos dizer
podem ser um factor de distracção
que de forma a maximizar a facilidade de leitura do texto corrido se usa
para o olho. Apesar de não nos
geralmente dois a quatro pontos de entrelinha para além do corpo do texto.
apercebermos quanto cansativo
pode ser um texto mal espacejado,
LEITURABILIDADE E FOCAGEM DA VISÃO
o olho ficará fatigado e terá
A largura da coluna e a habilidade dos olhos em focarem uma determi- tendência a fluir através dos
nada área, são ambos factores que influenciam a leiturabilidade de um espaços.
texto. Pesquisas indicam que o olho humano consegue manter finamente
focada uma área de aproximadamente 10 centímetros de uma só vez. Isto
Os dentes-de-cão num texto
significa que o olho consegue ver ou ler uma linha com 288 pontos de com-
podem ser um factor de distracção
primento e encontrar o início da linha seguinte com apenas um piscar de
para o olho. Apesar de não nos
olhos. Nós piscamos os olhos 25 vezes por minuto, ou seja a cada 2,4 segun-
apercebermos quanto cansativo
dos. Quando piscamos os olhos perdemos a focagem e temos que refocar o pode ser um texto mal espacejado,
objecto. Contudo, um leitor treinado lê cerca de 10 palavras ou 60 caracte- o olho ficará fatigado e terá
res em 2,4 segundos, piscando os olhos ao fim de uma (ou duas) linha(s) tendência a fluir através dos
com 10 cm de comprimento, antes de passar para a linha seguinte. espaços.
Existem muitas regras que tentam estabelecer o comprimento óptimo de
uma linha de texto, mas é aconselhável manter a largura do texto corrido entre
156 e 312 pontos. Fórmulas para encontrar a medida ideal da linha incluem: o
comprimento da linha em pontos ser 24 vezes maior que o corpo do texto,
também em pontos — por exemplo para uma coluna de texto com 216 pontos
de largura, usar um corpo de letra 9pt —, ou a coluna de texto ter 1,5 a 2,5
alfabetos de largura. Geralmente deverá ser usado um comprimento de linha
menor para Tipos com altura-x pequena, de corpo reduzido, ou condensados
e estreitos. Maior comprimento da linha deverá ser usado quando se tratam de
tipos com grande altura-x, de corpo maior ou expandidos. Tipos light, bold e
italic deverão ser compostos em linhas curtas, de forma a facilitar a leitura.
Em layouts com mais de duas colunas estas nunca deverão ter menos do
que 108 pontos de largura. Colunas mais estreitas do que esta medida, acele-
ram o movimento dos olhos, o que torna a leitura muito cansativa. A leitura-
bilidade é reduzida com a constante quebra de linha. Se existirem restrições de
espaço, dever-se-á escolher um tipo condensado, alinhando-o à esquerda.

LEGIBILIDADE E LEITURABILIDADE 17
RELAÇÃO ENTRE ENTRELINHAMENTO E COMPRIMENTO DA LINHA
Quanto mais longa for a linha, maior deverá ser a entrelinha. O aumento
da entrelinha ajudará o leitor a regressar do final de uma linha longa, para
o início da próxima, sem perder tempo a distinguir qual a linha correcta. Já
todos tivemos a experiência de ler a mesma linha várias vezes seguidas,
porque os olhos têm dificuldade em passar de uma linha para a outra.
Quanto maior for a distância que os olhos têm que percorrer para voltarem
a “apanhar” a continuação do texto, mais importante se torna a existência
de espaços brancos (entrelinhas) entre as linhas de texto.

LEGIBILIDADE
Legibilidade é uma palavra perigosa e interessante. É perigosa porque
muitas vezes é usada como se tivesse um significado definitivo e absoluto,
o que não é verdade. Não é uma palavra científica ou precisa, mas apenas
pessoal. Se dissermos «aquilo é legível,» queremos apenas dizer que o
conseguimos ler — não sabemos se outra pessoa o consegue. Ser «ilegível»
ainda é pior, pois expressa quase sempre emotividade ou contrariedade, em
vez de objectividade.
No design tipográfico, legibilidade é uma palavra usada para definir uma
qualidade desejável nos Tipos de letra, quaisquer que sejam as suas formas.
Se consideramos um Tipo legível, queremos dizer que, na nossa opinião ou
experiência, as pessoas que queremos que o descodifiquem serão capazes
de o fazer nas condições que achamos que elas terão disponíveis.
De modo a ter maior garantia de que o faz é legível, o designer tem que
saber o que é para ser lido, porquê vai ser lido, quem e quando o vai ler, e
onde vai ser lido. «Onde» inclui a qualidade da luz, pois para um não-invi-
sual é impossível ler sem qualquer tipo de luz. A maneira como a luz é
transmitida aos olhos, para e do objecto a ser lido, o ângulo e a distância do
leitor, são tudo factores que deverão guiar as decisões do designer gráfico.
A legibilidade é obtida de formas diferentes quer se escreva num quadro
de ardósia ou num bloco de papel, no design de livros, revistas, jornais,
sinais de trânsito, luzes de néon, filmes e écrans, apesar das letras utiliza-
das serem praticamente as mesmas.
Assim, para avaliarmos a legibilidade de algo, teremos que saber o seu
propósito. Um Tipo de letra criado com o objectivo de ser usado em pági-
nas web, só pode ser verdadeiramente avaliado quando é utilizado dessa
forma. Um Tipo criado para títulos tem um propósito completamente dife-
rente de um Tipo criado para texto, pois o primeiro poderá ser mais “per-
ceptível” do que “legível.”
A legibilidade de um Tipo de letra criado para texto corrido depende, em
primeiro lugar, das suas qualidades inerentes e em segundo da maneira
como é usado. Um bom Tipo de letra mal usado pode mesmo ser menos
legível, isto é, menos fácil de ler, do que um mau Tipo bem usado.

com serifas
Hoje em dia, as duas categorias de Tipos mais usadas para leitura são os
serifados (com serifas, os pequenos traços nas extremidades das letras, que
derivam da caneta-de-aparo e do cinzel) e os não-serifados. Quando olha-

sem serifas mos com alguma atenção para os Tipos com e sem serifas, descobrimos que
as serifas (ou patilhas) têm três funções principais:

(1) ajudam a manter as letras a uma certa distância umas das outras;
(2) ligam as letras para formarem palavras, o que facilita a leitura (pois
está provado que não lemos letra a letra, mas sim através do reco-
nhecimento da forma global das palavras);
(3) ajudam a diferenciar as letras, em particular através das suas meta-
des superiores, as quais usamos para reconhecer as palavras.

Isto pode ser comprovado através das seguintes figuras:

18 GUIA DE TIPOS
Century Gothic

Arial

Georgia

É fácil constatar que na primeira figura dificilmente conseguiremos distin-


guir um g de um q ou um n de um p, por exemplo. O mesmo já não acontece
na terceira pois as patilhas nuns casos e a forma das letras noutros, dão-nos
preciosas pistas para mentalmente podermos construir o resto da letra.
Um poeta inglês, que também se interessava por caligrafia e pintura, defi-
niu uma vez legibilidade da seguinte forma: “A verdadeira legibilidade consis-
te na certeza da decifração. Esta certeza depende não daquilo a que cada lei-
tor está acostumado, nem da utilização de formas usuais, mas da consistên-
cia e precisão da forma das letras.” Ele referia-se particularmente à caligrafia,
mas isto também se aplica aos Tipos que usamos no nosso dia-a-dia.
A «certeza da decifração» é um elemento importante na legibilidade.
Relativamente à Tipografia, isto transporta a ideia de que a legibilidade é
maior se as letras forem facilmente distinguíveis umas das outras, e menor
se estas forem muito semelhantes. Deste modo, a «certeza da decifração»
dá um significado mensurável à palavra «legibilidade.»

TRÊS REGRAS DA LEGIBILIDADE E LEITURABILIDADE


Daquilo que anteriormente foi enunciado podemos deduzir três regras
da legibilidade tipográfica (na composição de texto corrido): letras l, I e número 1

1 Tipos de letra sem serifas são intrinsecamente menos legíveis do


que tipos com serifas. São menos legíveis pois a própria essência dos Tipos
sem serifas faz com existam letras que são mais parecidas umas com as
Tipo
não-serifado l I1 Gill Sans MT

outras, do que nos Tipos com serifas, o que diminui a certeza de decifração.
As patilhas têm ainda outras funções já descritas atrás.
Isto não significa que tudo o que é composto com Tipos sem serifas é
sempre, ou necessariamente, menos legível do que composto com Tipos
Tipo
serifado l I1 Goudy Old Style

serifados. Significa sim, que existe um “factor de ilegibilidade” nos Tipos

l I1
sem serifas que não deverá ser esquecido. Outro resultado da falta de pati-
lhas é as páginas terem uma uniformidade e regularidade de “cor,” que as Novos Tipos
torna monótonas e por isso pouco atractivas. não-serifados Trebuchet MS
que foram
No entanto, Tipos sem patilhas bem usados, são mais legíveis do que os

l I1
desenhados
com patilhas mal utilizados. Apesar de existirem situações em que o desi- com maior grau
gner prefere usar Tipos sem patilhas por razões de estilo, em ocasiões de de distinção Verdana

LEGIBILIDADE E LEITURABILIDADE 19
leitura contínua e em condições idênticas (corpo, entrelinha e comprimento
de linha iguais), os Tipos com patilhas são geralmente mais fáceis de ler do
que aqueles que não as têm.

itálicos “verdadeiros” 2 A variante regular ou redonda é mais fácil de ler do que as suas com-
(as letras são redesenhadas segundo um ângulo) plementares italic, bold, small caps (versaletes), condensed ou extended.

aa Gill Sans MT
O princípio básico é que a variante regular se tornou na “norma” para a
maioria dos leitores. As outras variantes foram criadas ou tornaram-se um
uso comum para situações especiais, como enfatizar ou diferenciar, rara-

aa Lucida Sans
mente para aumentar a legibilidade, e em quase todos os casos serão de
menos fácil leitura do que a regular, quando usadas na composição de texto
corrido. É por esta razão que se costuma compor um texto poético em itáli-
itálicos “falsos” co, pois a poesia necessita ser lida calmamente, e o itálico é mais lento de
(as letras são apenas inclinadas) ler que o redondo (regular).

aa
Nunca deverá ser esquecido que aquando do design de um determinado
livro, a legibilidade será sempre um de entre muitos factores a ter em consi-
Verdana
deração. Além disso a simples utilização de Tipos de letra bem desenhados

aa Lucida Sans Typewriter


pode não garantir a legibilidade desejada, já que ela não é uma característi-
ca absoluta mas comparativa e que depende de outras decisões que o desi-
gner gráfico terá que tomar.

Asipalavrasideverãoisericompostas 3 As palavras deverão ser compostas próximas umas das outras (com
próximasiumasidasioutrasi(comiaidis- a distância entre elas de aproximadamente a largura da letra i) e deverá
tânciaientreielasideiaproximadamente haver mais espaço entre linhas do que entre palavras. O espaço entre as
ailarguraidailetraii)ieideveráihaver linhas é um factor vital na legibilidade, e pode ser tomado como regra de
maisiespaçoientreilinhasidoiqueientre ouro que o aumento do espaço interlinear facilita a leitura de qualquer texto
palavras. contínuo.
Dado que os olhos treinados lêem palavra por palavra, ou grupos de pala-
Asipalavrasideverãoisericompostas vras reconhecendo apenas a sua forma, e não letra por letra, não é necessá-
próximasiumasidasioutrasi(comiaidis- rio mais do que um pequeno intervalo entre as palavras. Se o intervalo é
tânciaientreielasideiaproximadamente
muito grande, pode tornar-se maior do que o espaço entre as linhas, e assim
ailarguraidailetraii)ieideveráihaver
o olho é tentado a saltar para a próxima linha, em vez de para a próxima
maisiespaçoientreilinhasidoiqueientre
palavra. Se a linha é mais longa do que aproximadamente 12 palavras, o
palavras.
olho tem um grande caminho a percorrer de volta, o que faz com que seja
difícil escolher a linha seguinte correcta.

20 GUIA DE TIPOS
Regras Tipográficas
AO LONGO dos séculos, desenvolveram-se regras tipográficas por forma a
proporcionar consistência e competência no âmbito da profissão, preservar
a beleza e a legibilidade das formas tipográficas e garantir que a Tipografia
funcione nos termos tão frequentemente exigidos: representar claramente
as ideias do autor da mensagem escrita.
As directrizes apresentadas neste capítulo não são absolutas nem defini-
tivas, sendo, isso sim, representativas de uma colecção robusta e testada ao
longo do tempo durante o qual não poderiam ser violadas. São aqui apre-
sentadas para proporcionar um contexto base de partida para uma explo-
ração tipográfica informada. Por outras palavras, quem quiser quebrar as
regras terá de as conhecer primeiro, para só depois as poder violar. Depois
de se saber como obedecer às regras, pode viajar-se livremente por terrenos
informais e experimentalistas.
Para alguns leitores, estas regras são apenas uma “recapitulação da maté-
ria dada.” Para os estreantes no fascinante mas, por vezes, confuso mundo
da Tipografia, elas oferecem um fundamento crítico para uma prática infor-
mada e responsável.

21
REGRA 1 Os designers gráficos experimentados conseguem normalmente enumerar
Para uma legibilidade máxima, escolha pelos dedos de uma mão, os seus Tipos favoritos. Na sua grande maioria, tra-
Tipos Clássicos e testados ao longo do tam-se de Tipos muito “bem pensados” e desenhados com consistência, que
tempo, com um “cadastro” comprovado. apresentam formas e proporções que permitem a fácil distinção de cada carac-
tere dos demais (chama-se a isto legibilidade), ou que têm um design intem-
poral. Muitos foram realizados por grandes designers ou por mestres tipográ-
ficos, “sobrevivendo” à passagem de décadas e, nalguns casos, de séculos.

Baskerville Goudy Old Style


Bodoni Helvetica (Arial)
Centaur Lucida Sans
Century News Gothic
Franklin Gothic Palatino
Futura (Tw Cen) Perpetua
Garamond Times New Roman
Gill Sans Univers (Arial)

REGRA 2 As palavras em caixa-baixa possuem hastes ascendentes e descendentes


Um texto composto somente em caixa- que dão às palavras formas distintas e memoráveis. As palavras formadas
-alta atrasa muito a leitura. Utilize caixa- exclusivamente por caixas-altas, além de dificultarem a distinção entre as
-alta e baixa para obter a melhor leitu- letras, resultam em formas rectangulares e monótonas. O texto composto
rabilidade possível. totalmente em caixa-alta não possui variedade rítmica e é, por isso, de difí-
cil leitura. A utilização de caixas-altas e baixas é o modo mais comum de
composição de um texto e a convenção a que os leitores estão mais habi-
tuados. Todavia as caixas-altas podem ser utilizadas com muito êxito sem-
pre que se pretende chamar e prender a atenção do leitor, para palavras úni-
cas ou expressões curtas.

OS OBJECTIVOS DA TIPOGRAFIA Os objectivos da tipografia experi-


EXPERIMENTAL SÃO ESTENDER OS mental são estender os limites da
LIMITES DA LINGUAGEM ATRAVÉS linguagem através do livre teste da
DO LIVRE TESTE DA SINTAXE VER- sintaxe verbal e visual, e das rela-
BAL E VISUAL, E DAS RELAÇÕES ções entre a palavra e a imagem. As
ENTRE A PALAVRA E A IMAGEM. explorações sintáxicas permitem
AS EXPLORAÇÕES SINTÁXICAS aos designers descobrir por entre o
PERMITEM AOS DESIGNERS DES- meio tipográfico, um enorme
COBRIR POR ENTRE O MEIO TIPO- potencial para construir, divertir e
GRÁFICO, UM ENORME POTENCIAL surpreender. Tal como noutras for-
PARA CONSTRUIR, DIVERTIR E mas de linguagem, a tipografia tem
SURPREENDER. TAL COMO NOU- uma capacidade infinita de expres-
TRAS FORMAS DE LINGUAGEM, A são. Os únicos limites da descober-

TIPOGRAFIA tipografia

22 GUIA DE TIPOS
O principal objectivo de se utilizar mais do que um Tipo é realçar ou REGRA 3
separar uma parte do texto de outra. Quando se utilizam demasiados Tipos, Tenha o bom senso de não utilizar
a página ou o texto parece um “circo,” desvia-se a atenção do leitor e dimi- demasiados Tipos diferentes ao mesmo
nui-se a sua capacidade de distinguir entre o que é e o que não é importan- tempo.
te. A combinação de 2 ou 3 Tipos diferentes (no máximo) pode ter excelen-
tes resultados, desde que o papel de cada um deles seja cuidadosamente
ponderado. No entanto isto também só funciona correctamente se a altu-
ra–x dos vários Tipos for igual. Normalmente as diversas variantes de uma
Fonte (bold, bold italic, italic, etc.) são suficientes. A utilização de um Tipo
serifado e um não serifado costuma também ser muito eficaz.

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da linguagem através do livre teste da
sintaxe verbal e visual, e das rela- sintaxe verbal e visual, e das rela-
ções entre a palavra e a imagem. As ções entre a palavra e a imagem. As
explorações sintáxicas permitem aos explorações sintáxicas permitem
designers descobrir por entre o aos designers descobrir por entre o
meio tipográfico, um enorme meio tipográfico, um enorme
potencial para construir, divertir e potencial para construir, divertir e
surpreender. Tal como noutras for- surpreender. Tal como noutras for-
mas de linguagem, a tipografia tem mas de linguagem, a tipografia
uma capacidade infinita de expres- tem uma capacidade infinita de
são. Os únicos limites da descober- expressão. Os únicos limites da
ta tipográfica são os impostos pelo descoberta tipográfica são os
próprio designer. Os objectivos da impostos pelo próprio designer. Os

incorrecto correcto

A quantidade de tamanhos e pesos diferentes corresponde à necessida- REGRA 4


de de estabelecer uma hierarquia clara entre as diversas partes da informa- Evite utilizar demasiados tamanhos e
ção. Em geral, a utilização de um máximo de dois tamanhos e/ou pesos, um pesos diferentes de Tipos ao mesmo
para os títulos e outro para o texto, é suficiente. A contenção no número de tempo.
tamanhos utilizados proporciona páginas funcionais e atraentes.

Os objectivos da tipografia OS OBJECTIVOS da tipografia


experimental são estender os limi- experimental são estender os limi-
tes da linguagem através do livre tes da linguagem através do livre
teste da sintaxe verbal e visual, e teste da sintaxe verbal e visual, e
das relações entre a palavra e a das relações entre a palavra e a
imagem. As explorações sintáxicas imagem. As explorações sintáxicas
permitem aos designers descobrir por permitem aos designers descobrir
entre o meio tipográfico, um enor- por entre o meio tipográfico, um
me potencial para construir, diver- enorme potencial para construir,
tir e surpreender. Tal como nou- divertir e surpreender. Tal como
tras formas de linguagem, a tipo- noutras formas de linguagem, a
grafia tem uma capacidade infinita tipografia tem uma capacidade
de expressão. Os únicos LIMITES da infinita de expressão. Os únicos
descoberta tipográfica são os limites da descoberta tipográfica
impostos pelo próprio designer. Os são os impostos pelo próprio desi-

incorrecto correcto

REGRAS TIPOGRÁFICAS 23
REGRA 5 Se a razão para se combinar Tipos é realçar, é importante evitar a ambi-
Evite combinar Tipos que têm um aspec- guidade provocada pela utilização de Tipos demasiado idênticos em termos
to muito semelhante. de aspecto. Quando isso acontece, parece normalmente um erro, porque
não há contraste suficiente entre os Tipos.

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da linguagem através do livre teste da
sintaxe verbal e visual, e das rela- sintaxe verbal e visual, e das rela-
ções entre a palavra e a imagem. As ções entre a palavra e a imagem. As
explorações sintáxicas permitem explorações sintáxicas permitem
aos designers descobrir por entre o aos designers descobrir por entre o
meio tipográfico, um enorme meio tipográfico, um enorme
potencial para construir, divertir e potencial para construir, divertir e
surpreender. Tal como noutras for- surpreender. Tal como noutras for-
mas de linguagem, a tipografia tem mas de linguagem, a tipografia tem
uma capacidade infinita de expres- uma capacidade infinita de expres-
são. Os únicos limites da descober- são. Os únicos limites da descober-
ta tipográfica são os impostos pelo ta tipográfica são os impostos pelo
próprio designer. Os objectivos da próprio designer. Os objectivos da

texto: Lucida Bright texto: Lucida Bright


destaque: Footlight MT destaque: Lucida Sans bold

REGRA 6 Não exceda demasiado os limites. Recorra ao menor número de alterações


Realce os elementos no texto com des- para obter os melhores resultados. No Design Gráfico “pouco” muitas vezes
crição e sem perturbar o fluxo da leitura. significa “muito.” Neste caso “pouco” representa o “mínimo indispensável
para atingir os objectivos.” O objectivo último do realce dos elementos de um
texto é clarificar o conteúdo e destacar partes da informação. Existem várias
formas de distinguir os elementos de um texto que incluem o itálico, o negro,
o sublinhado, a cor, a alteração do Tipo, os versaletes, a caixa-alta, o contor-
no, etc. Embora nenhuma destas alternativas deva invadir o texto, algumas
são, obviamente, mais acentuadas e/ou indicadas que outras.

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da linguagem através do livre teste da
sintaxe verbal e visual, e das rela- sintaxe verbal e visual, e das rela-
ções entre a palavra e a imagem. As ções entre a palavra e a imagem. As
explorações sintáxicas permitem explorações sintáxicas permitem
aos designers descobrir por entre o aos designers descobrir por entre o
meio tipográfico, um enorme meio tipográfico, um enorme
potencial para construir, divertir e potencial para construir, divertir e
surpreender. Tal como noutras for- surpreender. Tal como noutras for-
mas de linguagem, a tipografia mas de linguagem, a tipografia tem
tem uma capacidade infinita de uma capacidade infinita de expres-
expressão. Os únicos limites da são. Os únicos limites da descober-
descoberta tipográfica são os ta tipográfica são os impostos pelo
impostos pelo próprio desi- próprio designer. Os objectivos da

incorrecto correcto

24 GUIA DE TIPOS
Estes tamanhos variam normalmente entre 8 e 13 pontos, para um texto REGRA 7
lido a uma distância média entre 30 e 36 cm. No entanto é importante ter Para Tipos de Texto, utilize corpos que,
presente o facto de que os Tipos compostos no mesmo corpo nem sempre de acordo com estudos de legibilidade
têm, de facto, o mesmo tamanho, pois este depende da altura-x do alfabeto. e leiturabilidade, são os mais indicados.
Para ter uma noção mais exacta dos tamanhos relativos, consulte as pági-
nas 54 a 59 e 70 a 74.

Os objectivos da tipografia experimental são estender os limites da linguagem


8 pontos

Os objectivos da tipografia experimental são estender os limites da li


9 pontos

Os objectivos da tipografia experimental são estender os limit


10 pontos

Os objectivos da tipografia experimental são estender os


11 pontos

Os objectivos da tipografia experimental são estend


12 pontos

Os objectivos da tipografia experimental são est


13 pontos

O peso dos Tipos é determinado pela espessura das hastes das letras. Os REGRA 8
Tipos de Texto demasiado leves dificilmente se distinguem do fundo. Dê preferência à variante regular ou
Relativamente aos Tipos demasiado pesados, as contra-formas (olho e espa- medium dos Tipos de Texto. Evite Tipos
ço circundante do caractere) diminuem de tamanho, tornando-os menos com um aspecto demasiado pesado ou
legíveis. As variantes para texto corrido resultam numa situação intermédia demasiado leve.
e são ideiais para a composição de livros.

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experimen- Os objectivos da tipografia experimental


mental são estender os limites da tal são estender os limites da linguagem são estender os limites da linguagem atra-
linguagem através do livre teste através do livre teste da sintaxe verbal e vés do livre teste da sintaxe verbal e visual,
da sintaxe verbal e visual, e das visual, e das relações entre a palavra e a e das relações entre a palavra e a imagem.
relações entre a palavra e a ima- imagem. As explorações sintáxicas per- As explorações sintáxicas permitem aos
gem. As explorações sintáxicas mitem aos designers descobrir por designers descobrir por entre o meio tipo-
permitem aos designers descobrir entre o meio tipográfico, um enorme gráfico, um enorme potencial para cons-
por entre o meio tipográfico, um potencial para construir, divertir e sur- truir, divertir e surpreender. Tal como nou-
enorme potencial para construir, preender. Tal como noutras formas de tras formas de linguagem, a tipografia tem
divertir e surpreender. Tal como linguagem, a tipografia tem uma capa- uma capacidade infinita de expressão. Os
noutras formas de linguagem, a cidade infinita de expressão. Os únicos únicos limites da descoberta tipográfica
tipografia tem uma capacidade limites da descoberta tipográfica são os são os impostos pelo próprio designer. Os
infinita de expressão. Os únicos impostos pelo próprio designer. Os objectivos da tipografia experimental são
limites da descoberta tipográfica objectivos da tipografia experimental estender os limites da linguagem através
são os impostos pelo próprio desig são estender os limites da linguagem do livre teste da sintaxe verbal e visual, e

incorrecto: Eras ITC bold correcto: Eras ITC medium incorrecto: Eras ITC light

REGRAS TIPOGRÁFICAS 25
REGRA 9 Embora várias famílias de Tipos possuam variantes condensadas e esten-
Utilize Tipos de largura média. Evite didas de origem, elas não foram concebidas para compor grandes quanti-
Tipos que pareçam extremamente lar- dades de texto, mas sim para servir de complemento à variante regular,
gos ou estreitos. devendo ser usadas apenas para destacar ou compor pequenas quantidades
de texto. Outra situação (REGRA 10) é o alongamento e a compressão dos
caracteres por meios informáticos. Estas operações dificultam o processo
de leitura tornando o texto praticamente ilegível, pois as letras deixam de
apresentar proporções familiares ao olho humano.

Os objectivos da tipografia experimental são estender os Os objectivos da tipografia experimental


limites da linguagem através do livre teste da sintaxe ver- são estender os limites da linguagem atra-
bal e visual, e das relações entre a palavra e a imagem. vés do livre teste da sintaxe verbal e visu-
As explorações sintáxicas permitem aos designers desco- al, e das relações entre a palavra e a ima-
brir por entre o meio tipográfico, um enorme potencial gem. As explorações sintáxicas permitem
para construir, divertir e surpreender. Tal como noutras aos designers descobrir por entre o meio
formas de linguagem, a tipografia tem uma capacidade tipográfico, um enorme potencial para
infinita de expressão. Os únicos limites da descoberta tipo- construir, divertir e surpreender.Tal como
gráfica são os impostos pelo próprio designer. Os objecti- noutras formas de linguagem, a tipografia
vos da tipografia experimental são estender os limites da tem uma capacidade infinita de expressão.
linguagem através do livre teste da sintaxe verbal e visu- Os únicos limites da descoberta tipográfi-
al, e das relações entre a palavra e a imagem. Os objec- ca são os impostos pelo próprio designer.
tivos da tipografia experimental são estender os limites Os objectivos da tipografia experimental
da linguagem através do livre teste da sintaxe verbal e são estender os limites da linguagem atra-

incorrecto: Gill Sans MT condensed correcto: Gill Sans MT regular

REGRA 10 Os Tipos bem desenhados apresentam qualidades visuais que os tornam


Mantenha sempre a integridade do legíveis. As suas letras foram meticulosamente desenhadas, tendo em
Tipo. Evite alongar ou comprimir arbi- mente atributos proporcionais específicos. A distorção arbitrária das mes-
trariamente as letras. mas compromete a integridade da sua estrutura, nomeadamente a correcta
relação entre traços horizontais e verticais. Caso pretenda uma versão mais
condensada ou alongada do Tipo, utilize uma variante desenhada especifi-
camente para essa família de Tipos.

regular

condensed (condensado verdadeiro)

regular condensado informaticamente

regular estendido informaticamente

Gill Sans MT

26 GUIA DE TIPOS
O problema de representar as letras apenas pelo seu contorno, reside no REGRA 11
facto de deste modo ser difícil distinguir o que é a forma e o que é o fundo, Utilize Tipos sólidos em vez do seu con-
complicando-se assim o processo de leitura. Ao preencher-se este contorno, torno apenas.
positiva ou negativamente, faz com que se criem formas, as letras, e que
estas se destaquem do fundo, quer este seja claro ou escuro, respectiva-
mente. Do mesmo modo o olho dos caracteres (espaço branco, fechado e
contido pelas hastes rectas e curvas de uma letra) nunca deve ser elimina-
do ou preenchido. Esta abertura condiciona também a legibilidade da letra.
Em geral, quanto maior for, mais legível será o Tipo.

Os objectivos da tipografia experimental correcto

Os objectivos da tipografia experimental incorrecto

incorrecto

incorrecto

incorrecto

Qualquer Tipo contendo volume, sombra, profundidade, degradé, textu- REGRA 12


ra, camadas, contornos ou qualquer outro tipo de adornos, representa uma Evite os Tipos adornados.
forte obstrução à legibilidade, pois torna-se difícil ou quase impossível dis-
cernir as formas das letras no meio de tanta forma supérflua. Da mesma
forma, muitos dos mais recentes Tipos intitulados “experimentalistas,”
“radicais” ou “contemporâneos” desafiam também os limites da compreen-
são do alfabeto, tal como o conhecemos desde há muitos séculos atrás.

Os ObjectivOs da tipOgrafia experimental Algerian

Os ObjectivOs da tipOgrafia experi Castellar

Os objectivos da tipografia experimental são est Desdemona

Os objectivos da tipografia experimental são estender Imprint MT shadow

Os objectivos da tipografia experimental são estender Colonna MT

OS OBJECTIVOS DA TIPOGRAFIA EXPERIM Lilith

Os objectivos da tipografia expe Bizarro

os objectivos da tipografia experimental são estender os limites Maze91

Os objectivos da tipografia experimen State

REGRAS TIPOGRÁFICAS 27
REGRA 13 As letras devem fluir elegante e naturalmente nas palavras e as palavras
Utilize um espacejamento consistente nas linhas. Isto significa que o espacejamento de palavras deve aumentar
entre letras e palavras de modo a conse- proporcionalmente ao aumento do espacejamento de letras. “As letras não
guir uma textura sem interrupções. gostam de multidões, mas também não querem perder os seus vizinhos de
vista.” Outro aspecto importante é que os Tipos mais leves ficam melhor
com um espacejamento de letras mais generoso, enquanto o oposto tam-
bém é verdadeiro para os Tipos mais pesados.

Os objectivos da tipo- Os objectivos da tipografia experimental são


grafia experimental são estender os limites da linguagem através do
estender os limites da livre teste da sintaxe verbal e visual, e das rela-
linguagem através do ções entre a palavra e a imagem. As explora-
livre teste da sintaxe ções sintáxicas permitem aos designers des-
verbal e visual, e das cobrir por entre o meio tipográfico, um enor-
relações entre a palavra me potencial para construir, divertir e sur-
e a imagem. As explora- preender. Tal como noutras formas de lin-
ções sintáxicas permi- guagem, a tipografia tem uma capacidade infi-
tem aos designers des- nita de expressão. Os únicos limites da desco-
cobrir por entre o meio berta tipográfica são os impostos pelo próprio
tipográfico, um enorme designer. Os objectivos da tipografia experi-
potencial para cons- mental são estender os limites da linguagem
truir, divertir e sur- através do livre teste da sintaxe verbal e visual,
preender. Tal como nou- e das relações entre a palavra e a imagem.

demasiado afastado demasiado junto

REGRA 14 A entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo que se
Para Tipo de Texto, utilize um espace- utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles, já que ela
jamento entre linhas (entrelinha) que depende da altura-x do alfabeto em questão. Segundo Luís Moreira, “...uma
transporte facilmente os olhos do leitor boa entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar a sen-
de uma linha para a outra. sação de texto compacto (mancha homogénea), nem é suficientemente gran-
de para dar a sensação de que as linhas de texto são barras, com grandes
tiras brancas a separá-las.”

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da
mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da
linguagem através do livre teste da sintaxe verbal e visual, e das rela-
linguagem através do livre teste da sintaxe verbal e visual, e das rela- ções entre a palavra e a imagem. As
sintaxe verbal e visual, e das rela- ções entre a palavra e a imagem. As explorações sintáxicas permitem
aos designers descobrir por entre o
explorações sintáxicas permitem
ções entre a palavra e a imagem. As meio tipográfico, um enorme poten-
aos designers descobrir por entre o cial para construir, divertir e sur-
explorações sintáxicas permitem meio tipográfico, um enorme poten- preender. Tal como noutras formas
cial para construir, divertir e sur- de linguagem, a tipografia tem uma
aos designers descobrir por entre o capacidade infinita de expressão.
preender. Tal como noutras formas
Os únicos limites da descoberta
meio tipográfico, um enorme poten- de linguagem, a tipografia tem uma tipográfica são os impostos pelo
cial para construir, divertir e sur- capacidade infinita de expressão. próprio designer. Os objectivos da
Os únicos limites da descoberta tipografia experimental são esten-
preender. Tal como noutras formas der os limites da linguagem através
tipográfica são os impostos pelo
do livre teste da sintaxe verbal e
de linguagem, a tipografia tem uma próprio designer. Os objectivos da visual, e das relações entre a pala-

corpo: 8,5pt corpo: 8,5pt corpo: 8,5pt


entrelinha: 18pt entrelinha: 12,5 pontos entrelinha: 10 pontos
incorrecto correcto incorrecto

28 GUIA DE TIPOS
Quando as linhas de Tipo são demasiado compridas ou curtas, o proces- REGRA 15
so de leitura torna-se enfadonho e aborrecido. À medida que os olhos per- Utilize comprimentos de linha adequa-
correm linhas demasiado longas é difícil fazer a passagem para a linha dos. As linhas demasiado curtas ou com-
seguinte. A leitura de linhas demasiado curtas provoca movimentos sinco- pridas prejudicam o processo de leitura.
pados dos olhos que cansam e aborrecem o leitor. O comprimento da linha
tem uma relação directa com o tamanho do Tipo utilizado na composição
do texto. O mais aceitável é a colocação de uma média de 65 caracteres ou
10 a 12 palavras por linha.

comprimento ideal
Os objectivos da tipografia experimental são estender os limites da lin-
(para este corpo)
guagem através do livre teste da sintaxe verbal e visual, e das relações
entre a palavra e a imagem. As explorações sintáxicas permitem aos desi-
gners descobrir por entre o meio tipográfico, um enorme potencial para
construir, divertir e surpreender. Tal como noutras formas de linguagem,

Os objectivos da tipografia experimental são estender os limites da linguagem através do livre teste da linha demasiado comprida
sintaxe verbal e visual, e das relações entre a palavra e a imagem. As explorações sintáxicas permitem (para o corpo em questão)
aos designers descobrir por entre o meio tipográfico, um enorme potencial para construir, divertir e sur-
preender. Tal como noutras formas de linguagem, a tipografia tem uma capacidade infinita de expres-
são. Os únicos limites da descoberta tipográfica são os impostos pelo próprio designer. Os objectivos

Os objectivos da tipografia experimental são linha demasiado curta

estender os limites da linguagem através do (para o corpo em questão)

livre teste da sintaxe verbal e visual, e das rela-


ções entre a palavra e a imagem. As explorações

Pouco contraste em termos de matiz, valor ou saturação, ou um conjun- REGRA 16


to destes valores, pode originar um texto difícil ou mesmo impossível de ler. Ao trabalhar com Tipo e cor, certifique-
Tipo preto sobre um fundo branco é a mais legível das combinações de cor, se de que há um contraste suficiente
sendo a que estamos mais habituados a ler. Qualquer desvio a esta norma entre o caractere e o fundo.
compromete, de certo modo, a legibilidade e leiturabilidade.

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da linguagem através do livre teste da
sintaxe verbal e visual, e das rela- sintaxe verbal e visual, e das rela-
ções entre a palavra e a imagem. As ções entre a palavra e a imagem. As
explorações sintáxicas permitem explorações sintáxicas permitem
aos designers descobrir por entre o aos designers descobrir por entre o
meio tipográfico, um enorme meio tipográfico, um enorme
potencial para construir, divertir e potencial para construir, divertir e
surpreender. Tal como noutras for- surpreender. Tal como noutras for-
mas de linguagem, a tipografia tem mas de linguagem, a tipografia tem
uma capacidade infinita de expres- uma capacidade infinita de expres-
são. Os únicos limites da descober- são. Os únicos limites da descober-
ta tipográfica são os impostos pelo ta tipográfica são os impostos pelo
próprio designer. Os objectivos da próprio designer. Os objectivos da

texto: 75 % texto: 15 %
fundo: 100 % fundo: 0 %

REGRAS TIPOGRÁFICAS 29
REGRA 17 Este efeito pode ser não só uma ilusão óptica, pois a presença de uma
Tipo claro sobre fundo escuro parece grande massa negra “comprime” e “reduz” o branco das letras, como tam-
ligeiramente mais pequeno que o in- bém pode ser real, pois em muitos métodos de impressão a tinta invade as
verso. zonas deixadas em aberto pelas formas das letras. Por esta razão é acon-
selhável aumentar ligeiramente o corpo e/ou a espessura do texto a negati-
vo. Deve-se também usar Tipos suficientemente espessos e sem serifas, de
modo a não “intupirem.” Também é do conhecimento geral que um texto em
negativo é mais difícil de ler, 15 a 40%, do que em positivo. Contudo estas
preocupações são mais relevantes quando se compõe Tipos de Texto e não
tanto nos Tipos Extra-texto.

Lucida Bright

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da linguagem através do livre teste da
sintaxe verbal e visual, e das rela- sintaxe verbal e visual, e das rela-
ções entre a palavra e a imagem. As ções entre a palavra e a imagem. As
explorações sintáxicas permitem explorações sintáxicas permitem
aos designers descobrir por entre o aos designers descobrir por entre o
meio tipográfico, um enorme meio tipográfico, um enorme
potencial para construir, divertir e potencial para construir, divertir e
surpreender. Tal como noutras for- surpreender. Tal como noutras for-
mas de linguagem, a tipografia tem mas de linguagem, a tipografia tem
uma capacidade infinita de expres- uma capacidade infinita de expres-
são. Os únicos limites da descober- são. Os únicos limites da descober-
ta tipográfica são os impostos pelo ta tipográfica são os impostos pelo
próprio designer. Os objectivos da próprio designer. Os objectivos da

negativo positivo

Lucida Sans

Os objectivos da tipografia experi- Os objectivos da tipografia experi-


mental são estender os limites da mental são estender os limites da
linguagem através do livre teste da linguagem através do livre teste da
sintaxe verbal e visual, e das rela- sintaxe verbal e visual, e das rela-
ções entre a palavra e a imagem. As ções entre a palavra e a imagem. As
explorações sintáxicas permitem explorações sintáxicas permitem
aos designers descobrir por entre o aos designers descobrir por entre o
meio tipográfico, um enorme poten- meio tipográfico, um enorme poten-
cial para construir, divertir e sur- cial para construir, divertir e sur-
preender. Tal como noutras formas preender. Tal como noutras formas
de linguagem, a tipografia tem uma de linguagem, a tipografia tem uma
capacidade infinita de expressão. Os capacidade infinita de expressão. Os
únicos limites da descoberta tipo- únicos limites da descoberta tipo-
gráfica são os impostos pelo próprio gráfica são os impostos pelo próprio
designer. Os objectivos da tipografia designer. Os objectivos da tipografia

negativo positivo

30 GUIA DE TIPOS
Windows 3.1 / 3.11

Windows 98 SE

Windows 2000
Fontes fornecidas com os

Windows Me
Windows NT

Windows 95

Windows 98

Windows XP

ver página
Sistemas Operativos Windows¹

Abadi MT condensed light ! ! ! 61

Arial regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! ! ! ! 66

Arial black ! ! ! ! ! 66

Book Antiqua regular, bold, bold italic, italic " ! ! 43

Calisto MT ! ! ! 42

Century Gothic regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 68

Comic Sans MS regular, bold " ! ! ! ! ! 95

Copperplate Gothic bold, light ! ! ! 77

Courier New regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! ! ! ! 52

Franklin Gothic Medium regular, italic ! 64

Georgia regular, bold, bold italic, italic ! ! 45

Impact ! ! ! ! ! 80

Lucida Console ! ! ! ! ! ! 62

Lucida Handwriting italic ! ! ! 91

Lucida Sans italic, unicode ! ! ! ! ! ! 61

Marlett ! ! ! ! ! ! 130

Matisse ITC ! ! ! 116

Microsoft Sans Serif ! ! 65

News Gothic MT regular, bold, italic ! ! ! 65

OCR A extended ! ! ! 82

Palatino Linotype regular, bold, bold italic, italic ! ! 43

Sylfaen ! ! 50

Symbol ! ! ! ! ! ! ! ! 131

Tahoma regular, bold ! ! ! ! ! 67

Tempus Sans ITC ! ! ! 101

Times New Roman regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! ! ! ! 44

Trebuchet MS regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 63

Verdana regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! 67

Webdings ! ! ! ! ! 126

Westminster ! ! ! 114

Wingdings ! ! ! ! ! ! ! ! 129

Total de fontes:² 14 17 16 46 49 53 42 44

LEGENDA:
! Fonte e variantes existentes
" Apenas variante regular
! Apenas variante unicode

¹ A quantidade de fontes disponível depende das opções seleccionadas na instalação do sistema


² Não inclui as várias versões da mesma fonte, nem fontes de alfabetos não latinos

31
32 GUIA DE TIPOS
Office 4.3 Professional

Office 2000 Premium


Fontes fornecidas com as

Office 2000

ver página
Office 95

Office 97

Office XP
aplicações Microsoft Office¹

Abadi MT condensed extra bold, condensed light ! 61

Agency FB regular, bold ! ! 69

Algerian ! ! ! ! ! 110

Almanac MT ! ! 128

Arial regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 66

Arial Black regular, italic " " ! ! ! 66

Arial Narrow regular, bold, bold italic, italic ! " ! ! ! ! 66

Arial Rounded MT bold ! ! ! ! ! 82

Baskerville Old Face ! ! ! 48

Bauhaus 93 ! ! ! 85

Beesknees ITC ! ! 113

Bell MT regular, bold, italic ! ! ! 48

Berlin Sans FB regular, bold, demi bold ! ! 83

Bernard MT condensed ! ! ! 80

Blackadder ITC ! ! 103

Bodoni MT regular, bold, bold italic, italic, black, black italic ! 49

Bodoni MT Condensed regular, bold, bold italic, italic ! 49

Bodoni MT Poster compressed ! 49

Bon Apetit MT ! 123

Book Antiqua regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! ! 43

Bookman Old Style regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! ! 47

Bookshelf Symbol 1, 2, 3 ! 129, 131

Bradley Hand ITC ! ! ! 102

Braggadocio ! ! ! 115

Britannic bold ! ! ! ! ! 79

Broadway ! ! 78

Brush Script MT italic ! ! ! ! ! 99

Californian FB regular, bold, italic ! ! 41

Calisto MT regular, bold, bold italic, italic # ! ! 42

Castellar ! ! 110

Centaur ! ! 41

Century ! ! ! 46

Century Gothic regular, bold, bold italic, italic ! " ! ! ! ! 68

Century Schoolbook regular, bold, bold italic, italic ! ! ! ! ! 46

Chiller ! ! 100

Colonna MT ! ! ! ! ! 111

Comic Sans MS regular, bold ! ! ! ! 95

Cooper Black ! ! ! 84

Copperplate Gothic bold, light ! ! ! 77

Courier New regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 52

Curlz MT ! ! ! 119

Desdemona ! ! ! 110

33
Office 4.3 Professional

Office 2000 Premium


Office 2000

ver página
Office 95

Office 97

Office XP
Directions MT ! 127

Edwardian Script ITC ! ! 88

Elephant regular, italic ! ! 77

Engravers MT ! ! ! 76

Eras ITC bold, demi, light, medium, ultra ! $ $ 63

Eurostile regular, bold ! 69

Felix Titling ! ! ! 76

Footlight MT ! ! ! ! ! 43

Forte ! ! ! 100

Franklin Gothic Book regular, italic ! ! ! 64

Franklin Gothic Demi regular, condensed, italic ! ! ! 64

Franklin Gothic Heavy regular, italic ! ! ! 64

Franklin Gothic Medium regular, condensed, italic ! ! ! 64

Freestyle Script ! ! 96

French Script MT ! ! ! 92

Garamond regular, bold, italic ! ! ! ! ! 40

Georgia regular, bold, bold italic, italic ! ! 45

Gigi ! ! 103

Gill Sans MT regular, bold, bold italic, condensed, extra condensed bold, italic % ! ! 60

Gill Sans Ultra bold, bold condensed ! ! 60

Gloucester MT extra condensed ! ! ! 81

Goudy Old Style regular, bold, italic ! ! ! 42

Goudy Stout ! ! ! 113

Gradl ! 83

Haettenschweiler ! ! ! ! ! 79

Harlow Solid italic ! ! 97

Harrington ! ! ! 118

High Tower Text regular, italic ! ! 40

Holidays MT ! ! ! 123

Impact ! ! ! ! ! ! 80

Imprint MT Shadow ! ! ! 111

Informal Roman ! ! 96

Jokerman ! ! 118

Juice ITC ! ! ! 117

Keystrokes MT ! 123

Kino MT ! ! ! 114

Kristen ITC ! ! 95

Kunstler Script ! ! 88

Lucida Blackletter ! 106

Lucida Bright regular, demi bold, demi bold italic, italic ! ! ! 50

Lucida Calligraphy italic ! ! ! 91

Lucida Fax regular, demi bold, demi bold italic, italic ! ! ! 51

34 GUIA DE TIPOS
Office 4.3 Professional

Office 2000 Premium


Fontes fornecidas com as

Office 2000

ver página
Office 95

Office 97

Office XP
aplicações Microsoft Office¹ continuação

Lucida Handwriting italic ! ! ! 91

Lucida Sans regular, demi bold, demi bold italic, italic & ! ! 61

Lucida Sans Typewriter regular, bold, bold oblique, oblique ! ! ! 62

Magneto bold ! ! 93

Maiandra GD regular, demi bold ! " " 94

Map Symbols ! ! ! ! 125

Matisse ITC ! ! 116

Matura MT script capitals ! ! ! ! ! 93

Mead bold ! 96

Mercurius Script MT bold ! 94

Mistral ! ! ! 98

Modern No. 20 ! ! ! 78

Monotype Corsiva ! ! ! ! ! 90

Monotype Sorts regular, 2 " " " ! 124, 128

MS LineDraw ! ! ! 52

MS Outlook ! ! ! ! 130

MT Extra ! ! ! ! ! ! 131

News Gothic MT regular, bold, italic ! 65

Niagara engraved, solid ! ! 81

OCR A extended ! ! ! 82

Old English Text MT ! ! 106

Onyx ! ! ! ! 81

Palace Script MT ! ! 89

Papyrus ! ! 101

Parchment ! ! 107

Parties MT ! 123

Pepita MT ! 98

Perpetua regular, bold, bold italic, italic ' ! ! 44

Perpetua Titling MT bold, light ! ! ! 76

Placard condensed ! 80

Playbill ! ! ! ! ! 114

Poor Richard ! ! 84

Pristina ! ! 97

Rage italic ! ! 99

Ransom regular, bold, bold italic, italic ! 119

Ravie ! ! 112

Rockwell regular, bold, bold italic, extra bold, italic # ! ! 53

Rockwell Condensed regular, bold ! ! ! 53

Script MT bold ! ! 92

Showcard Gothic ! 112

Signs MT ! 126

Snap ITC ! ! ! 117

35
Office 4.3 Professional

Office 2000 Premium


Office 2000

ver página
Office 95

Office 97

Office XP
Sports two, three ! 124

Stencil ! ! ! 115

Sylfaen ! 50

Symbol ! ! ! 131

Tahoma regular, bold ! ! ! ! 67

Tempus Sans ITC ! ! ! 101

Times New Roman regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 44

Transport MT ! 125

Trebuchet MS regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 63

Tw Cen MT regular, bold, bold italic, italic ! ! 68

Tw Cen MT Condensed regular, bold, extra bold ! ! 68

Vacation MT ! ! 125

Verdana regular, bold, bold italic, italic ! ! ! 67

Viner Hand ITC ! ! ! 102

Vivaldi italic ! ! 90

Vladimir Script ! ! 89

Webdings ! 126

Wide Latin ! ! ! ! ! 116


127,
Wingdings regular, 2, 3 ( ! ! ! 129, 130

Total de fontes:² 38 36 161 56 221 220

LEGENDA:
! Fonte e variantes existentes ' Apenas variantes regular e bold
" Apenas variante regular % Apenas variante extra condensed bold
( Excepto variante regular # Excepto variante bold italic
& Excepto variante italic $ Excepto variante ultra

¹ A quantidade de fontes disponível depende das opções seleccionadas na instalação do sistema


² Não inclui as várias versões da mesma fonte, nem fontes de alfabetos não latinos

36 GUIA DE TIPOS
Classificação Tipográfica
QUANDO precisamos comunicar através de um objecto gráfico, temos à
nossa disposição um grande leque de elementos que podem ser usados na
sua criação, como linhas, figuras geométricas, formas, cores ou imagens. No
entanto, nenhum é tão importante e vital como a informação produzida
com a colecção de ícones a que damos o nome de letras ou Tipos. São eles
que dão voz e expressão às palavras. São eles a parte visível do discurso.
O texto impresso é, por assim dizer, o meio que nos permite adicionar
tom, cor, carácter, intensidade e volume à mensagem que queremos trans-
mitir, porém todas estas características estão dependentes da Fonte utiliza-
da. Do mesmo modo que procuramos a palavra-oral adequada para expres-
sar o nosso pensamento, deveremos também dar o “corpo” correcto à pala-
vra-escrita. Isto é realizado através dos Tipos que temos à nossa disposição,
e é por isso que os devemos conhecer melhor!
Apesar deste estudo abranger aproximadamente centena e meia de Tipos
de letra — não considerando as várias variantes —, todos eles podem ser
divididos em agrupamentos, de modo a facilitar a sua assimilação e reco-
nhecimento. Já muito se escreveu acerca deste assunto e muitas foram tam-
bém as propostas de classificar universalmente os Tipos. No entanto, cada
uma das soluções tem as suas vantagens e desvantagens, e como nenhuma
delas satisfazia as necessidades deste Guia, foi criada uma classificação que
é um misto mais simples e conciso das anteriores.
Assim, os Tipos de letra foram divididos em 6 grupos, de acordo com a
categoria de texto onde devem ser aplicados. Eles são:

! Tipos de Texto
" Tipos Extra-texto
# Tipos Manuscritos
$ Tipos Góticos
% Tipos Fantasia ou Decorativos
& Símbolos

37
Conselho...

SEJA consciencioso(a) na escolha e utilização das Fontes! Todos os elemen-


tos usados em Design Gráfico têm as suas regras, e os Tipos não são excep-
ção. Cada grupo, e em particular cada Tipo de letra, tem características pró-
prias e foi criado para responder a uma necessidade.
Ao seleccionar uma determinada Fonte para compor a sua mensagem,
está não só a transmitir a informação contida no significado das palavras
(que é fornecido por qualquer dicionário), mas também a transferir com ela,
todas as qualidades (ou defeitos) inerentes a esse Tipo, e estas poderão ser
encontradas ao longo deste Guia.
Antes de se decidir por qualquer uma das Fontes leia atentamente as
informações anexas, de modo a certificar-se que o Tipo escolhido é o mais
indicado para a situação em causa.
Outra coisa a ter em atenção é o símbolo do Euro (€). Nem todas as Fontes
contêm este caractér e às vezes ele pode ser necessário, por isso não há
nada melhor do que verificar a sua existência. O facto de um Tipo aqui
representado ter, ou não, este símbolo não significa muito, pois a sua exis-
tência depende da versão da Fonte. Assim, normalmente com os programas
mais recentes vêm as versões mais actuais das Fontes e, de um modo geral,
estas contêm o caractér em causa, mas nunca é demais confirmar. O sím-
bolo do Euro pode ser inserido com o teclado português através das teclas
«Ctrl + Alt + E» ou «Ctrl + Alt + 5».

38 GUIA DE TIPOS
Tipos de Texto
!
ESTES TIPOS de letra são, como o próprio nome indica, para ser aplicados
na composição de grandes quantidades de texto. São caracterizados pela
sua grande legibilidade, por serem os que menos “cansam” a vista do leitor
e por possuírem normalmente diversas variantes à disposição, como bold,
italic e bold italic. No entanto, o facto de uma Fonte pertencer a este grupo
não significa que é “permitido” compor um texto unicamente numa dessas
variantes — excepto a regular ou book —, pois são muito menos “fáceis de
ler”. Elas deverão ser aplicadas apenas em títulos ou para destacar algumas
passagens do texto, por exemplo.
De um modo geral, as Fontes deste grupo, devem ser compostas num
corpo entre 9 e 13 pontos, e entre 6 e 8 quando usadas em notas de roda-
pé ou legendas. Muito raros são os Tipos de letra que permitem corpos
menores que estes valores.
É natural que, para quem nunca estudou Tipografia, todos os Tipos de
letra deste grupo pareçam iguais, já que apresentam poucas e ténues dife-
renças entre si. Isto deve-se ao facto de serem “invisíveis,” ou seja, não “per-
turbam” a leitura, nem “chamam” a atenção em proveito próprio. Os Tipos
Fantasia poderão ser mais apelativos, mas essa atractividade provoca dis-
tracção. serifas
Este grupo está ainda dividido em dois importantes subgrupos: os Tipos

T T
de Texto com serifas e os sem serifas. Uma das razões desta separação é
óbvia: a existência ou não daqueles pequenos apêndices. A outra já é menos
evidente; apesar de igualmente legíveis — quando analisados letra-a-letra —,
os Tipos com serifas “auxiliam” mais a leitura que os sem. As serifas (ou
patilhas) “unem” as letras, ajudando a formação de grupos, as palavras. Elas
servem ainda para “guiar” o leitor ao longo de cada linha de um texto, sendo com sem
também por isto que são largamente empregues na composição de livros,
jornais e revistas.
Em conclusão, os Tipos de Texto sem serifas dever-se-ão utilizar prefe-
rencialmente em textos mais curtos (legendas, destaques, títulos, entradas com patilhas
de notícias, etc.) e/ou como complemento às Fontes serifadas.
sem patilhas

NOTA: No final de cada subgrupo está um pequeno texto que explica porque razão
estes Tipos não estão dispostos alfabeticamente. Existem também vários blocos de texto
que mostram estes Tipos “em acção.”

39
!!a Tipos de Texto com serifas

Tipog r
Garamond Esta versão do Garamond, comer-
1922: Monotype cializada pela Monotype em 1922, é
(Jean Jannon, 1615)
baseada no Tipo com serifas que Jean
Jannon desenhou no ano 1615. Para
tal, Jannon apoiou-se nos desenhos
de Claude Garamond executados um
ABCDEFGHIJ século antes. Os Tipos de letra de
Garamond eram, por sua vez, basea-
KLMNOPQRST dos nos caracteres que Francesco
Griffo tinha criado para o impressor
UVWXYZabcde Aldus Manutius em, 1495. O itálico
tem origem nos caracteres gravados
fghijklmnopqr em França por Robert Granjon, por
volta de 1557.
stuvwxyz123456
O Garamond é um Tipo muito elegante
7890{“.;:,!?”}(åçèí (especialmente a variante italic) com
um ar muito formal mas que, apesar
ñöû)[@#§$£€% disso, se adequa a um vasto leque de
aplicações. Ele resulta particularmente
regular &ß*-+=/>] bem em livros e textos longos.

bold AaBbCcDdEeFf
italic AaBbCcDdEeFfGg
High Tower Text Em 1994, Tobias Frere-Jones finali-

Tipogr
1994: Tobias Frere-Jones zou o Hightower para o periódico do
Instituto Americano de Artes Gráficas
[www.aiga.com]. Desde que começara
a desenhar Fontes, tinha-se deparado
várias vezes com os problemas cria-
ABCDEFGHIJK dos pelas modernas tentativas de
recriação dos Tipos venezianos do
LMNOPQRST século XV. Insatisfeito com os resul-
tados de revivificar os caracteres de
UVWXYZabcd Nicholas Jenson datados de 1470, ele
desenvolveu o seu próprio Tipo de
efghijklmnopqr letra, criando as variantes regular e
italic.
stuvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(åçè
íñöû)[@#§$£€%
regular &ß*-+=/>]
italic AaBbCcDdEeFfG

40 GUIA DE TIPOS
Em 1938 Frederic Goudy desenhou Californian FB

Tipogr
o California Oldstyle (com variante 1994: David Berlow, Jane Patterson
(Frederic W. Goudy, 1938)
italic), talvez o seu Tipo de letra mais
notável, para a editora da Universi-
dade da Califórnia. Em 1958, a fundi-
ção Lanston Monotype reeditou-o sob
o nome de Californian. Trinta anos ABCDEFGHIJK
mais tarde, Carol Twombly digitalizou
a variante regular; David Berlow acres- LMNOPQRSTU
centou-lhe o itálico e versaletes. A
variante bold foi desenhada por Jane VWXYZabcdefg
Patterson para a Font Bureau.
Esta Fonte é também conhecida hijklmnopqrstu
por Berkeley Oldstyle, pois a Universi-
dade [www.berkeley.edu] está locali- vwxyz123456789
zada em Berkeley.
0{“.;:,!?”}(åçèíñö
Californian é um Tipo de letra criado
para ser utilizado em corpo de texto, û)[@#§$£€%&
demonstrando toda a sua beleza e
influência veneziana quando usado ß*-+=/>] regular
desta forma.
AaBbCcDdEeFf bold

AaBbCcDdEeFfGg italic

Tipogra
Bruce Rogers, um dos gigantes da Centaur
comunidade tipográfica norte-america- 1928: Bruce Rogers
(Frederic Warde, 1925)
na, desenhou o Tipo Centaur para o
Museu Metropolitano de Nova York em
1914, para ser usado nos títulos. Este foi
mais tarde adaptado para corpo de
texto e comercializado em 1928 pela ABCDEFGHIJK
Monotype. O Centaur é baseado nas
letras desenhadas pelo gravador e pin- LMNOPQRSTU
tor francês do século XV, Nicholas
Jenson, pertencendo ao estilo Clássico VWXYZabcdefgh
veneziano, caracterizado pela modula-
ção oblíqua, contraste reduzido entre os ijklmnopqrstuvw
traços grossos e finos, inclinação do file-
te na letra e, e pelas grandes patilhas. A xyz1234567890{“.
variante italic (não fornecida), chamava-
-se originalmente Arrighi, e foi desenha- ;:,!?”}(åçèíñöû)[@
da por Frederic Warde em 1925. Ele
baseou–se na escrita de Ludovico degli #§$£€%&ß*-+
Arrighi, um copista do Renascimento,
cuja caligrafia está entre as mais belas =/>]
letras cursivas de chancelaria.
ascendentes e descendentes
O Centaur evidencia as proporções
nobres das maiúsculas romanas e as
características elegantes dos Tipos hu-
manistas. É um óptimo Tipo de letra
para livros, que conserva a sua legibili-
Centaur
44pt
abq
abq
dade mesmo em corpos pequenos. O
comprimento das ascendentes e des-
cendentes requer um entrelinhamento
Bookman
generoso. Este Tipo também é conheci- 44pt
do pelo nome Venetian 301.

TIPOS DE TEXTO 41
Tipogr
Calisto MT Calisto é um Tipo cuja característi-
1987: Ron Carpenter ca principal reside no facto de produ-
zir uma mancha de texto bem equili-
brada e neutra (pouco contrastada),
ao mesmo tempo que a sua estrutura
robusta o adequa também para apli-
ABCDEFGHIJ cação em títulos. A forma ligeiramen-
te caligráfica das letras e as propor-
KLMNOPQRS ções clássicas deste Tipo, dão “limpe-

TUVWXYZabc za” e elegância a qualquer página.

defghijklmnopq O Calisto é um Tipo gracioso e inte-


ressante, que se revela particularmente

rstuvwxyz12345 útil quando usado em livros, jornais e


revistas.
67890{“.;:,!?”}(
åçèíñöû)[@#§$
regular £€%&ß*-+=/>]
bold AaBbCcDdEeFf
bold italic AaBbCcDdEeFfG
italic AaBbCcDdEeFfGg
Goudy Old Style Em 1915, Frederic W. Goudy dese-

Tipogra
1915: Frederic W. Goudy nhou o Goudy Old Style, o seu 25.º Tipo
de letra e o primeiro que fez para a
American Type Founders. Ele inspirou-
-se num Tipo atribuído a Peter Schoeffer
Júnior, filho do discípulo de Gutenberg.
ABCDEFGHIJK Suficientemente flexível para ser usado
em texto e fora dele, o Goudy Old Style é
LMNOPQRSTU um dos clássicos da ATF, muitas vezes
usado em publicidade e embalagem. As

VWXYZabcdefg características que o distinguem são os


pontos em forma de diamante nas letras

hijklmnopqrst i, j e nos sinais de pontuação, a orelha


da letra g voltada para cima e a base das
letras E e L. Alguns anos mais tarde,
uvwxyz12345678 como resposta à enorme popularidade
do Cooper Black, a Lanston Monotype
90{“.;:,!?”}(åçèíñ encarregou Goudy de desenhar varian-
tes mais espessas do Goudy Old Style.

öû)[@#§$£€%& Elegante, todavia ousado, o Goudy Old


Style nunca passou de moda. Este Tipo
regular ß*-+=/>] de letra de curvas pronunciadas e traços
finos, adiciona um toque mais “humano”
bold AaBbCcDdEeFfG a qualquer documento que pareça
demasiado austero quando composto
italic AaBbCcDdEeFfGg noutro Tipo mais vulgar. A graciosidade
das suas formas tornam-no visualmente
muito apelativo, ao mesmo tempo que
as suas curtas descendentes permitem o
uso de um entrelinhamento apertado e
consequentemente maior número de
linhas por página.

42 GUIA DE TIPOS
Este Tipo romano baseia-se nas letras Palatino Linotype

Tipogr
do Renascimento italiano, desenhadas Book Antiqua
1950: Hermann Zapf
com aparo. Zapf deu-lhe o nome em
honra de Giambattista Palatino, um
mestre calígrafo da época de Leonardo
da Vinci. É um dos Tipos de letra mais
usados diariamente em todo o Mundo, ABCDEFGHIJ
cujas formas clássicas se combinam
bem com a definição do traço possibili- KLMNOPQRST
tada pelos processos de impressão
actuais. Durante o período pós 2.ª Guer- UVWXYZabcd
ra Mundial, numa altura em que o papel
tinha qualidade inferior, a grande legibi- efghijklmnopq
lidade do Palatino ficou evidenciada ele-
vada por causa da sua largura e altura-x
elevadas.
rstuvwxyz1234
Devido ao seu aspecto distinto e suave,
567890{“.;:,!?”}(
ele pode ser usado para transmitir, atra-
vés do documento, uma sensação dife-
åçèíñöû)[@#§$£
rente da que se conseguiria utilizando
Tipos de texto com formas mais geo-
€%&ß*-+=/>] regular

métricas. O Palatino é também muito


útil para situações casuais, como títulos
AaBbCcDdEeFf bold

ou cartões de cumprimentos.
A pretensão inicial de Zapf era dese-
AaBbCcDdEeFf bold italic

nhar um Tipo Extra-texto, mas a sua


elegância e sobriedade, fez dele uma
AaBbCcDdEeFfG italic

óptima solução para compor textos lon-


gos, como livros, publicações periódicas
e catálogos. O Palatino é também alta-
mente legível no écran, mesmo em cor-
pos reduzidos e a bela variante italic foi
bastante bem desenhada.
Book Antiqua foi o nome dado pela
Monotype ao Palatino, que também é
conhecido por Zapf Calligraphic 801.

O nome deste Tipo de letra (light- Footlight MT


foot: rápido, ligeiro, ágil) deriva do
fulgor vistoso concedido ao texto
com ele composto. O italic foi a pri-
meira variante do Footlight a ser dese-
Tipogr 1986: Ong Chong Wah

nhada, sendo só mais tarde seguida


pela regular, coisa que é pouco vulgar ABCDEFGHIJKL
em Tipografia.
MNOPQRSTUVW
Apesar de ser algo informal, o Footlight
não deixa de ser um Tipo elegante e XYZabcdefghijk
com espírito, cujas formas lhe dão um
ar autoritário. lmnopqrstuvwx
yz1234567890{
“.;:,!?”}(åçèíñöû
)[@#§$£€%&ß*
-+=/>]
TIPOS DE TEXTO 43
Tipogra
Perpetua Esta é uma adaptação para impres-
1925-32: Eric Gill são, do Tipo de letra que Eric Gill costu-
mava gravar em pedra. O aspecto inciso
do Perpetua dá um ar distinto a qual-
quer trabalho que seja compatível com a
sua serenidade. Ele surgiu pela primeira
ABCDEFGHIJKL vez numa edição limitada do livro “The
Passion of Perpetua and Felicity,” sendo
MNOPQRSTUVW deste facto que surge o seu nome. Por

XYZabcdefghijkl esta razão também, a variante italic foi


inicialmente chamada Felicity.

mnopqrstuvwxy O aspecto formal que esta Fonte dá aos


textos é, em parte, devido às suas pe-
z1234567890{“.;:,!? quenas serifas triangulares que recor-
dam o talhe do cinzel. O Perpetua é lar-
”}(åçèíñöû)[@#§ gamente utilizado como Tipo de texto

regular $£€%&ß*-+=/>] em obras de qualidade, sendo também


bastante popular em publicidade e titu-

bold AaBbCcDdEeFfG lação. Este Tipo também é conhecido


pelo nome Lapidary 333.
bold italic AaBbCcDdEeFfGg Não só por ter o mesmo “pai” (Eric
Gill) mas por que partilha também as
italic AaBbCcDdEeFfGgHhIi mesmas proporções, o Perpetua é o ir-
mão do Gill Sans, formando com ele um
belo conjunto serifado/não serifado.

Tipogr
Times New Roman Este notável Tipo de letra, surgiu pela
1931-35: Stanley Morison, Victor Lardent primeira vez em 1932 na edição londri-
na do jornal “The Times”, pelo qual fora
encomendado, tornando-se posterior-
mente numa das criações tipográficas
mais populares e mais comercializadas
ABCDEFGHIJK em todo o mundo. Os desenhos origi-
nais foram feitos por Victor Lardent, da
LMNOPQRSTU Monotype Corporation, sob a direcção
de Stanley Morison. Segundo Morison:
VWXYZabcdefg “O The Times, como jornal criador de
um estilo próprio, necessita de um Tipo
hijklmnopqrstu de letra único, cuja força das formas, a
firmeza do contorno e a economia do
vwxyz123456789 espaço, satisfaçam as suas necessidades
editoriais.”
0{“.;:,!?”}(åçèíñ Baseado em experiências, com o Perpe-
öû)[@#§$£€%& tua e o Plantin realizadas por Morison, o
Times New Roman, apesar de ser mais
regular ß*-+=/>] contrastado, conserva muitas das carac-
terísticas clássicas, fornecendo uma ex-
bold AaBbCcDdEeFf celente legibilidade em conjunto com
grande racionalização do espaço. É lar-
bold italic AaBbCcDdEeFf gamente usado em livros, revistas, rela-
tórios, documentos de escritório e ainda
italic AaBbCcDdEeFfG em titulação e publicidade.
Devido à sua excessiva e indiscrimi-
nada utilização, o Times perdeu grande
parte da mística e do carisma que mere-
ce, sendo agora visto como um Tipo
banal e com pouco interesse. Talvez
ainda seja possível reverter esta situ-
ação, pois existem muitas outras Fon-
tes, tão boas ou melhores que o Times
44 GUIA DE TIPOS New Roman, à espera de serem usadas.
Este é o Tipo de letra serifado par-

Tipogr
Georgia
ceiro do Verdana, a primeira Fonte 1996: Matthew Carter

sem serifas criada para écran pela


Microsoft. O Georgia foi especialmen-
te desenhado para responder aos
desafios criados pela composição de
texto no écran. Além de ser extrema- ABCDEFGHIJ
mente legível a baixa resolução (72
dpi), é um Tipo com uma grande per- KLMNOPQRS
sonalidade tipográfica. Mesmo em
corpos pequenos, ele tem um aspecto TUVWXYZabc
simpático e emana uma sensação de
intimidade, que muitos dirão ter sido defghijklmno
herdada do Times New Roman. Com o
Georgia, Matthew Carter conseguiu pqrstuvwxyz1
criar com sucesso uma família de Ti-
pos que conjuga grande legibilidade, 234567890{“.;:
com charme e carácter. Quando visto
ao pormenor, torna-se evidente a in- ,!?”}(åçèíñöû)
fluência do Didot e em especial do
Scotch Roman. [@#§$£€%&ß*
O nome Georgia foi dado, em tom
de graça, a este Tipo devido ao cabe- -+=/>] regular
çalho de um tablóide que dizia: “Alien
heads found in Georgia” (Cabeças de AaBbCcDdEe bold
extraterrestres encontradas na Georgia).
AaBbCcDdEe bold italic
Os numerais do Georgia são desalinha-
dos em relação à linha de base (old AaBbCcDdEeGg italic
style figures), o que dá um toque de
requinte a qualquer página. Este tipo
de números, por ter ascendentes e des-
cendentes tal como as letras minúscu-
las, é particularmente indicado para numerais alinhados e desalinhados
utilizar em situações onde datas, valo-
res e quantias surjam entre o texto.
Georgia O resultado líquido do ano de 1986
6,5pt cifrou-se nos 240 milhões de contos,
A variante italic é bastante fluente
e graciosa, não transparecendo a difi- o que corresponde a um aumento de
culdade que é criar um itálico para 51% em relação ao exercício anterior.
écran. Ao contrário de muitas Fontes Isto significa que os 370 operários
contemporâneas, ela é um verdadeiro tiveram maior produtividade.
itálico, como se constata pela forma
das letras a e g. A variante bold é
muito mais espessa que a regular Century O resultado líquido do ano de 1986
para garantir que as duas são facil- 6,5pt cifrou-se nos 240 milhões de contos,
mente distinguíveis quando compos- o que corresponde a um aumento de
tas em corpos pequenos no écran. 51% em relação ao exercício anterior.
O Georgia é o melhor Tipo com seri- Isto significa que os 370 operários
fas que se pode escolher, quando é tiveram maior produtividade.
necessário ler directamente do écran.

TIPOS DE TEXTO 45
Tipogr
Century O primeiro Century foi desenhado
Century Schoolbook por Linn Boyd Benton, após Theo-
1919: Morris Fuller Benton
dore Low DeVinne, editor da revista
(Linn Boyd Benton, 1894)
“Century”, lhe ter encomendado um
novo Tipo, mais negro e legível, para
substituir o que vinha sendo usado
ABCDEFGHIJ até então. É assim que em 1894 nasce
o Century, um Tipo de aspecto ligei-
KLMNOPQRS ramente condensado, devido à sua
grande altura-x, que se ajustava bem
TUVWXYZabc ao formato e layout de duas colunas
da revista. Durante as três décadas
defghijklmnop seguintes, várias foram as versões do
Century desenhadas por Morris Fuller
qrstuvwxyz123 Benton, filho de Linn, para a Amer-
ican Type Founders. Uma das melho-
4567890{“.;:,!?” res é sem dúvida a Schoolbook, enco-
mendada à ATF pela Ginn & Compa-
}(åçèíñöû)[@#§ ny, uma editora de livros escolares.
É um Tipo de letra que de facto pre-
regular $£€%&ß*-+=/>] enche os objectivos para os quais foi
criada.
bold AaBbCcDdEe
O Century Schoolbook é extremamente
bold italic AaBbCcDdEe legível em qualquer corpo, em particu-
lar nos mais pequenos, sendo redondo,
italic AaBbCcDdEeFf sóbrio e robusto. Apesar de parecer um
pouco mais negro que outros Tipos
serifados, surge no topo da lista das
Fontes para texto, sendo especialmen-
te indicado para publicações didácticas
e educativas. Várias gerações de crian-
ças aprenderam a ler através dele e,
não é por acaso que, o Tipo usado na
“Cartilha Maternal” de João de Deus, é
muito semelhante ao Century School-
book.
O desenho recortado e distinto de
cada letra, proporciona uma leitura flui-
da e pouco cansativa. As suas carac-
terísticas principais são o laço na letra
Q e os terminais em forma de gota.
O Schoolbook é provavelmente a
versão mais popular da família Cen-
tury, servindo de modelo e ponto de
partida aos “Tipos legíveis” que se
seguiram. Pode até dizer-se que é o
Tipo mais legível em texto corrido,
mas ao mesmo tempo é um dos mais
desprovidos de emoção.
Ambas as versões são uma óptima
escolha para compor livros, jornais,
revistas, boletins, brochuras e todo o
tipo de textos.

46 GUIA DE TIPOS
Tipog
As origens do Bookman Old Style Bookman Old Style
remontam ao Tipo chamado Oldstyle 1975: Ed Benguiat

Antique, desenhado por Alexander C.


Phemister por volta de 1858, para a
fundição Miller & Richard em Edim-
burgo, Escócia. Várias fundições norte-
-americanas fizeram versões semelhan- ABCDEFGHIJ
tes deste Tipo, que eventualmente
ficou conhecido por Bookman. KLMNOPQRS
O Bookman Old Style da Monotype,
é baseado em recriações mais recen- TUVWXYZab
tes da Lanston e ATF. O itálico foi
desenhado segundo o estilo da Miller cdefghijklmn
& Richard.
opqrstuvwxy
Apesar de ter o nome “Old Style” (Clás-
sica), a modulação praticamente verti- z1234567890{
cal das letras, coloca-a na categoria das
Clássicas de Transição. “.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%
É um Tipo legível e robusto com as
menores ascendentes e descendentes
deste Guia, o que implica um grande
cuidado na escolha do corpo e da &ß*-+=/>] regular
entrelinha. Devido à sua grande altu-
ra-x o Bookman Old Style pode (e AaBbCcDdEeF bold
deve) ser usado em corpos mais redu-
zidos. AaBbCcDdEeF bold italic

AaBbCcDdEeF italic

TIPOS DE TEXTO 47
Baskerville Old Face Esta é uma das várias versões do
1768: Isaac Moore
(Edmund Fry)
Tipogr primeiro Tipo Clássico de Transição
conhecido, o Baskerville. É baseada
nos trabalhos do inglês John Basker-
ville, um reconhecido tipógrafo, calí-
grafo, pintor e homem de negócios do
ABCDEFGHIJK século XVIII. O Tipo conhecido como
Baskerville, desenhado por volta de
LMNOPQRSTU 1750, é uma síntese do neoclassicis-
mo e do racionalismo da Tipografia
VWXYZabcdefg desta época, tendo sido bastante mais
popular na França republicana e nas
hijklmnopqrstu colónias americanas, do que na Ingla-
terra setecentista onde nasceu. Esta
vwxyz123456789 interpretação do Tipo original, dese-
nhada pela fundição da família Fry,
0{“.;:,!?”}(åçèíñö surgiu em 1766 sob o nome do seu
director Isaac Moore, e inclui algumas
û)[@#§$£€%&ß* diferenças características como as
curvas menos circulares das maiúscu-
-+=/>] las C e G, ou a cauda da letra Q.

O elevado contraste grosso-fino dos


seus traços, faz desta Fonte uma boa
solução para também ser usada em
corpos grandes.
O Baskerville é um dos (ou o) Tipo
de letra mais elegantes que existem.

Tipogr
Bell MT Este Tipo foi originalmente dese-
1931: Monotype nhado há mais de 200 anos e alguns
(Richard Austin, 1788)
designers admitem que ele marcou o
fim da época onde predominaram os
Tipos Clássicos de Transição (originá-
rios de Inglaterra), já que ao mesmo
ABCDEFGHIJK tempo surgiam em França os primei-
ros Tipos Modernos, desenhados por
LMNOPQRSTU Firmin Didot.
Criado por Richard Austin em
VWXYZabcdefg 1788 para o jornal “The Oracle” (O
Oráculo) de John Bell, foi reeditado
hijklmnopqrstu pela Monotype em 1931 que lhe adi-
cionou a variante bold, e tentou intro-
vwxyz123456789 duzir no desenho das letras as imper-
feições que caracterizavam a impres-
0{“.;:,!?”}(åçèíñö são tipográfica do século XVIII. A
versão em caracteres de chumbo era
û)[@#§$£€%& muito apreciada pelos editores, que a
usavam para dar alguma personalida-
regular ß*-+=/>] de ao texto.

bold AaBbCcDdEeFf O Bell é um Tipo para ser usado essen-


cialmente em grandes quantidades de
italic AaBbCcDdEeFfG texto, como livros, jornais ou revistas,
por exemplo.

48 GUIA DE TIPOS
Tipogr
Giambattista Bodoni, italiano nascido Bodoni MT
em Parma no ano 1740, era chamado o 1921: Monotype
(Giambattista Bodoni, 1767)
“Rei dos Impressores” e o Tipo com o
(Morris Fuller Benton, 1908-15)
seu nome ilustra bem a razão deste títu-
lo, pois demonstra ao mesmo tempo a
sua mestria como gravador de caracte-
res tipográficos. Ele inspirou-se nos tra- ABCDEFGHIJ
balhos dos seus antecessores, Pierre
Simon Fournier (1712-1768) e família KLMNOPQRST
Didot (1689-1836), para desenhar esta
letra que representa o culminar de UVWXYZabcde
quase 300 anos de evolução do desenho
dos Tipos com serifas. Este Tipo, de esti- fghijklmnopqrs
lo Moderno, é facilmente identificado
pelo forte contraste grosso-fino, entre tuvwxyz1234567
as serifas filiformes e as hastes de
espessura considerável, e pela modula- 890{“.;:,!?”}(åçè
ção vertical. Bodoni entendia que o texto
devia ter um entrelinhamento generoso, íñöû)[@#§$£€%
por isso desenhou hastes ascendentes e
descendentes invulgarmente compridas &ß*-+=/>] regular
nas letras minúsculas.
Este importante tipógrafo do século AaBbCcDdEeFfG bold
XVIII publicou ainda, em 1788, o “Ma-
nuale Tipografico”, contendo 100 Tipos AaBbCcDdEeF bold italic
romanos, 50 itálicos e 28 Tipos gregos,
que só foi concluído, em 1818, pela AaBbCcDdEeFf italic
mulher Margarita Dall’ Aglio após a sua
morte . Esta obra constituída por dois AaBbCcDdEe black
volumes, testemunha bem toda a vida
criativa de Bodoni e incluí caracteres AaBbCcDdEe black italic

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjKk
romanos, gregos, góticos, asiáticos e ci-
rílicos, para além de linhas, cercaduras, condensed

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJ
símbolos, números e notação musical.
O trabalho de Giambattista Bodoni condensed bold

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJ
influenciou de sobremaneira a Tipogra-
fia até ao final do século XIX, e mesmo condensed bold italic

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjKk
hoje em dia continua a servir de inspi-
ração para novas criações. condensed italic

O Tipo Bodoni transmite brilho e elegân- AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjKkLlM poster compressed


cia a qualquer página, devendo ser
usado nos títulos e no texto. No entanto
a sua utilização requer algum cuidado,
pois o forte protagonismo das hastes
verticais e o grande contraste entre os
traços, podem reduzir a sua legibilidade
e tornar o texto demasiado “estático” e
“frio.” Desta forma, este Tipo necessita
dum espacejamento generoso entre li-
nhas e palavras, sendo o primeiro sem-
pre maior que o último, ou seja, o espa-
ço entre as palavras deve ser menor que
o entre as linhas. É também desaconse-
lhável utilizar o Bodoni em corpos extre-
mamente reduzidos, em objectos gráfi-
cos para impressão ou visualização no
écran, pois os traços mais finos podem
simplesmente “desaparecer.”

TIPOS DE TEXTO 49
Tipog
Lucida Bright Este Tipo tem como características
1991: Charles Bigelow, Kris Holmes principais ser bastante legível e ter
uma elevada altura-x. É também rela-
tivamente estreito, o que permite in-
serir mais caracteres em cada linha.
Quando usado em corpos pequenos
ABCDEFGHIJ (8 pontos ou menos) é necessário
acrescentar algum espaço entre as
KLMNOPQRST palavras. Em colunas de texto muito
largas, como livros por exemplo,
UVWXYZabcde dever-se-á aumentar o valor da entre-
linha.
fghijklmnopq O Lucida Bright pode ser utilizado
em manuais, revistas e, de um modo
rstuvwxyz123 geral, quando é necessário fazer um
aproveitamento eficaz do espaço dis-
4567890{“.;:,!? ponível, como por exemplo em jor-
nais e boletins com várias colunas de
“}(åçèíñöû)[@ texto.
A título de curiosidade, o texto que
#§$£€%&ß*-+ está a ler foi composto em Lucida
Bright, corpo 8,5 e entrelinha 12 pon-
regular =/>] tos.

demibold AaBbCcDdEeF
demibold italic AaBbCcDdEeF
italic AaBbCcDdEeFf
Sylfaen O Sylfaen foi desenhado para a

Tipogr
1998: John Hudson, W. Ross Mills, Microsoft por John Hudson e W. Ross
Geraldine Wade
Mills da Tiro Typeworks [www.tiro.com],
e Geraldine Wade da Monotype Typog-
raphy.
Sylfaen é uma palavra galesa que
ABCDEFGHIJK significa “acto de fundar, de criar qual-
quer coisa”. É um nome muito apro-
LMNOPQRSTU priado pois, esta Fonte foi o resultado
de pesquisas realizadas com o objec-
VWXYZabcdefg tivo de determinar as necessidades
tipográficas de cada um dos vários
hijklmnopqrstu tipos de línguas e alfabetos.

vwxyz123456789 O Sylfaen é um belo e bem proporcio-


nado Tipo de texto.
0{“.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%&ß
*-+=/>]

50 GUIA DE TIPOS
Tipog
Este Tipo Egípcio, foi especialmen- Lucida Fax
te desenhado para colmatar os pro- 1991: Charles Bigelow, Kris Holmes

blemas de perda de legibilidade dos


documentos enviados via fax, devido
à baixa resolução destes aparelhos. A
sua grande altura-x e o espaçamento
generoso entre letras, permitem que o ABCDEFGHIJK
Lucida Fax seja lido com facilidade
mesmo em corpos pequenos. Graças LMNOPQRSTU
às suas características, as várias
letras são também rápida e eficaz- VWXYZabcdef
mente identificadas pelas crianças.
O Lucida Fax é particularmente ghijklmnopq
indicado para ser usado em publica-
ções e documentos educacionais, e rstuvwxyz123
sobretudo com todos os suportes e
métodos de impressão que tendem a 4567890{“.;:,!
degradar, ou não permitem, a alta
definição do grafismo, como o papel ?”}(åçèíñöû)[
de jornal, o cartão de embalagem ou a
fotocópia. É também adequado para a @#§$£€%&ß*
composição e exibição de texto em
corpos muito pequenos, e em apare- -+=/>] regular
lhos de baixa resolução, como impres-
soras de agulhas ou écrans. AaBbCcDdEeF demibold
O Lucida Fax é ideal para criar todo
o tipo de documentos a enviar por AaBbCcDdEeF demibold italic
fax, desde simples memorandos a ela-
borados boletins. Este Tipo de letra AaBbCcDdEeFf italic
deve substituir o Lucida Bright, quan-
do se pretende compor em corpos
reduzidos. Em notas de rodapé, por
exemplo, dever-se-á utilizar o Lucida
Fax em corpo 6, em vez do Bright em
corpo 10.

TIPOS DE TEXTO 51
Tipog
Courier New O Courier é um dos Tipos mais
1956: Howard Kettler conhecidos em todo o Mundo. Isto
deve-se talvez ao facto de ter sido
desenhado para aplicação nas máqui-
nas-de-escrever comercializadas pela
IBM. É um Tipo monospace, ou seja,
ABCDEFGHIJKL todos os caracteres ocupam o mesmo
espaço, desde o a ao Z, incluindo
MNOPQRSTUVWX números e sinais de pontuação. Para
compensar a diferença natural exis-
YZabcdefghij tente entre cada um, devido à sua
própria estrutura, os caracteres mais
klmnopqrstuv estreitos são alargados com a adição
de grandes serifas (f, i, j, l e 1) e os
wxyz12345678 mais largos são extraordinariamente
condensados (m e w). É por esta razão
90{“.;:,!?”} que parece existir “buracos” ao longo
das linhas de um texto composto com
(åçèíñöû)[@# o Courier. Ele é também considerado
um Tipo monotone, pois a espessura
§$£€%&ß*-+=/ dos seus traços é sempre igual, o que o
torna muito impessoal e sem carácter.
regular >] Com o desaparecimento das má-
quinas-de-escrever, extinguiu-se tam-
bold AaBbCcDdEeFf bém a necessidade de existência dum
Tipo de letra com estas característi-
bold italic AaBbCcDdEeFf cas, mas apesar de tudo, as “imperfei-
ções” do Courier continuam a ser
italic AaBbCcDdEeFf usadas criativamente. É por esta razão
muito comum vê-lo utilizado em
publicidade e no cinema (filme “Ma-

Tipog
MS LineDraw trix” por exemplo), em especial quan-
Microsoft do o assunto se refere a mensagens,
telegramas, código de máquina ou
computador, linguagem de programa-
ção e endereços da Internet. O Courier
pode também ser usado em tabelas,
ABCDEFGHIJKL documentação técnica e listagens.
O seu nome significa “correio” ou
MNOPQRSTUVWX “mensageiro” em inglês.
Esta nova (new) versão do Courier
YZabcdefghij foi recriada por Adrian Frutiger, céle-
bre calígrafo, tipógrafo e desenhador,
klmnopqrstuv para a gama Selectric das máquinas
IBM.
wxyz12345678
O Tipo Linedraw é basicamente o
90░▒▓bcdefgh Courier New, ao qual foram substituí-
dos alguns caracteres por linhas e
ijklmnopqrst letras não-latinas. Foi criado para
facilitar a criação de tabelas, sendo
uvwxyz{|}~•€ por essa razão que lhe foi dado este
nome que significa em inglês “dese-
•‚ƒ„…†‡ˆ‰█▄▌ nho de linhas.”

▐▀αßΓπ∑σµτΦΘ
Ωδ∞øε∩≡±≥≤⌠⌡
÷≈˚•·√ⁿ²■®
52 GUIA DE TIPOS
Tipog
O Rockwell original foi produzido Rockwell
pela fundição Inland em 1910 e co- 1934: Monotype
(F.H. Pierpont)
mercializado sob o nome Litho Anti-
que. Nos anos 20 a American Type
Founders reeditou-o, depois de Morris
Fuller Benton ter desenhado novas
variantes. Esta versão do Rockwell foi ABCDEFGHIJK
produzida pela Monotype Corporation
em 1934, numa altura em que os LMNOPQRSTU
Tipos Egípcios voltaram a ter grande
popularidade. Infelizmente muita da VWXYZabcdef
antiga literatura referiu-se ao Rock-
well erradamente como Stymie bold, ghijklmnopqrs
criando uma confusão que permanece
ainda nos dias de hoje. Esta Fonte é tuvwxyz123456
também conhecida pelo o nome Geo-
metric Slabserif 712. 7890{“.;:,!?”}(å
É um Tipo geométrico de estilo Egípcio çèíñöû)[@#§$
com carácter forte e harmonioso, que
pode ser usado em titulação e cartazes, £€%&ß*-+=/>] regular
assim como em textos não muito lon-
gos. A mancha de tom escura e o AaBbCcDdEeF bold
impacto visual que este Tipo provoca
quando usado como corpo de texto, AaBbCcDdE extra bold
são duas das suas características que
podem ser exploradas criativamente. AaBbCcDdEeFf bold italic

AaBbCcDdEeFf italic

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJj condensed

AaBbCcDdEeFfGg condensed bold

TIPOS DE TEXTO 53
!!Tipos
a

de Texto
A RAZÃO destes Tipos não estarem ordenados alfabeticamente, está direc-
tamente relacionada com a sua evolução ao longo dos tempos. Assim, os
primeiros Tipos de Texto com serifas são os Clássicos, que são baseados na
com serifas
escrita dos copistas. Devido ao ângulo do aparo da caneta, as serifas dos
Tipos Clássicos são oblíquas e os traços curvos apresentam uma transição
grosso-fino, que tecnicamente se chama modelação. As suas hastes têm um
contraste médio entre si e o eixo das formas redondas é também oblíquo.
Como exemplos de Tipos Clássicos temos o Centaur, o Californian FB, o
High Tower Text, o Garamond, o Palatino, o Goudy Old Style e o Calisto.
Muito mais tarde surgem os Tipos Modernos, que se caracterizam pelo
grande contraste entre hastes, o eixo das formas redondas vertical e as finas
serifas. O Bodoni MT é um bom exemplo dos Tipos Modernos.
No entanto entre estes dois estilos existiu um que fez a passagem entre
eles, a que se deu o nome de Tipos Clássicos de Transição. Estes Tipos são
caracterizados por um contraste maior entre as hastes do que os Clássicos,
mas não tão forte como os Modernos. O eixo das formas redondas é prati-
camente vertical e as serifas são quase horizontais. Exemplos de Tipos
Clássicos de Transição são o Baskerville Old Face, o Bell MT, o Bookman Old
Style, os Century, o Georgia e o Times New Roman.
Por fim surgem os Tipos Egípcios que têm como características principais
as grandes e grossas serifas, e a espessura constante dos traços. O Courier
New, o MS LineDraw e o Rockwell são exemplos de Tipos Egípcios.

Garamond Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Está
corpo 9pt composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indicada na
entrelinha 12pt
área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma página par ou impar, respectiva-
mente.
ver página 40
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual distân-
cia entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pareçam dife-
rentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de
não terem sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que deve
ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual
para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficiente-
mente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea), nem é sufi-
cientemente grande para dar a sensação de que as linhas de texto são barras, com grandes

High Tower Text Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com
corpo 9pt a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada
entrelinha 12pt
Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre
ver página 40
o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se tam-
bém que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos
(sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que
a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que nou-
tros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho
certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determi-
nada situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples
visualização no monitor do computador não dá real proporção do texto.

54 GUIA DE TIPOS
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Está Californian FB
composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indicada na corpo 9pt
entrelinha 12pt
área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma página par ou impar, respec-
tivamente. ver página 41
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual dis-
tância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pareçam
diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensa-
ção de não terem sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor
que deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível fixar um
número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que
não é suficientemente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homo-
génea), nem é suficientemente grande para dar a sensação de que as linhas de texto são

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a alteração do Centaur
corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz também variar este corpo 9pt
entrelinha 12pt
valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também que os
ver página 41
primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem serifas), devido à
presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a redução do corpo nalguns Tipos
não afectará a sua legibilidade, ao passo que noutros este não deverá ser reduzido mas sim aumen-
tado. Para encontrar o tamanho certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser apli-
cado numa determinada situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a
simples visualização no monitor do computador não dá real proporção do texto.
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Está com-
posto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral

Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Calisto
Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está corpo 9pt
entrelinha 12pt
indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma página par
ou impar, respectivamente. ver página 42
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual
distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles
pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os vários blocos
dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a entre-
linha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é
possível fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa
entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar a sensação de texto
compacto (mancha homogénea), nem é suficientemente grande para dar a sensação

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a alte- Goudy Old Style
corpo 9pt
ração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz tam-
entrelinha 12pt
bém variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto dos carac-
teres e o branco do papel. ver página 42
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também
que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem seri-
fas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a redução do
corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que noutros este não deve-
rá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo de corpo e entreli-
nha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada situação, devem-se fazer
testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no monitor do com-
putador não dá real proporção do texto.

TIPOS DE TEXTO 55
Palatino Linotype Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de
Book Antiqua Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utili-
corpo 9pt
zada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma
entrelinha 12pt
página par ou impar, respectivamente.
ver página 43 Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e
igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que
eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os
vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo.
Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo
que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles.
Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficientemen-
te pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea), nem

Footlight MT Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a
corpo 9pt alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo,
entrelinha 12pt
faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto
ver página 43
dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também
que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem
serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a
redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que noutros
este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo de
corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada
situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visua-
lização no monitor do computador não dá real proporção do texto.

Perpetua Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Está compos-
corpo 9pt to em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha.A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquer-
entrelinha 12pt da ou direita, consoante se trate de uma página par ou impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual distância entre
ver página 44
as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altu-
ra-x característica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos
no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo
que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira,
“...uma boa entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar a sensação de texto
compacto (mancha homogénea), nem é suficientemente grande para dar a sensação de que as lin-
has de texto são barras, com grandes tiras brancas a separá-las.”
Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a alteração do

Times New Roman Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a
corpo 9pt alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo,
entrelinha 12pt
faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto
ver página 44
dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também
que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem
serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a redu-
ção do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que noutros este
não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo de corpo
e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada situação,
devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no
monitor do computador não dá real proporção do texto.

56 GUIA DE TIPOS
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Georgia
Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utili- corpo 9pt
entrelinha 12pt
zada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma
página par ou impar, respectivamente. ver página 45
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e
igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que
eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os
vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo.
Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo
que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles.
Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficiente-
mente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea),

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que Century
varia com a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, Century Schoolbook
corpo 9pt
característica de cada Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não
entrelinha 12pt
é mais do que o contraste entre o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata- ver página 46
se também que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler
que os segundos (sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apên-
dices. Verifica-se ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará
a sua legibilidade, ao passo que noutros este não deverá ser reduzido mas
sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo de corpo e entrelinha para
um determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada situação, devem-se
fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no

Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Bookman Old Style
Tipos de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelin- corpo 9pt
entrelinha 12pt
ha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direita,
consoante se trate de uma página par ou impar, respectivamente. ver página 47
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de
letra e igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o
Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x caracterís-
tica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido
compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que
deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível
fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma
boa entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar a

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a alte- Baskerville Old Face
ração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz corpo 9pt
entrelinha 12pt
também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto dos
caracteres e o branco do papel. ver página 48
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também
que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem seri-
fas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a redução do
corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que noutros este não deve-
rá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo de corpo e entre-
linha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada situação, devem-se
fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no monitor do
computador não dá real proporção do texto.

TIPOS DE TEXTO 57
Bell MT Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto.
corpo 9pt Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indi-
entrelinha 12pt
cada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma página par ou impar,
respectivamente.
ver página 48
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual dis-
tância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pareçam
diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os vários blocos dão a sen-
sação de não terem sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um
valor que deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível fixar
um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aque-
la que não é suficientemente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha
homogénea), nem é suficientemente grande para dar a sensação de que as linhas de

Bodoni MT Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com
corpo 9pt a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada
entrelinha 12pt
Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre
o preto dos caracteres e o branco do papel.
ver página 49
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se tam-
bém que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos
(sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que
a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que nou-
tros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho
certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determi-
nada situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples
visualização no monitor do computador não dá real proporção do texto.

Lucida Bright Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes
corpo 9pt Tipos de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelin-
entrelinha 12pt
ha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direita,
ver página 50
consoante se trate de uma página par ou impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de
letra e igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o
Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x caracterís-
tica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido
compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que
deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível
fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma
boa entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar a

Sylfaen Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com
corpo 9pt a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada
entrelinha 12pt
Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre
ver página 50
o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se tam-
bém que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos
(sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que
a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que nou-
tros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho
certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa deter-
minada situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a sim-
ples visualização no monitor do computador não dá real proporção do texto.

58 GUIA DE TIPOS
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Lucida Fax
Tipos de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entre- corpo 9pt
entrelinha 12pt
linha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou
direita, consoante se trate de uma página par ou impar, respectiva- ver página 51
mente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de
letra e igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar
o Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x carac-
terística de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem
sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um
valor que deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois
não é possível fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento dife- Courier New
rente, que varia com a alteração do corpo e da entrelinha. MS LineDraw
A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz corpo 9pt
entrelinha 12pt
também variar este valor de cinza, que não é mais do que o
contraste entre o preto dos caracteres e o branco do papel. ver página 52
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem seri-
fas, constata-se também que os primeiros (com serifas) são
mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem serifas),
devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se
ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a
sua legibilidade, ao passo que noutros este não deverá ser
reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo

Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Rockwell
Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte uti- corpo 9pt
entrelinha 12pt
lizada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de
uma página par ou impar, respectivamente. ver página 53
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e
igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com
que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte,
os vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo
corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoan-
te o Tipo que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos
eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é sufi-
cientemente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha

TIPOS DE TEXTO 59
!! b Tipos de Texto sem serifas

Tipogr
Gill Sans MT Além do Perpetua, Eric Gill dese-
1928-32: Eric Gill nhou também o Gill Sans, um Tipo
sem serifas (sans) baseado no alfabe-
to criado em 1916 por Edward John-
ston, seu professor, para a sinalética
do Metro de Londres. O Gill Sans é, no
ABCDEFGHIJKL entanto, um Tipo Humanista de pro-
porções mais clássicas. As suas carac-
MNOPQRSTUV terísticas mais distintivas são a letra
g em forma de óculos e a perna da
WXYZabcdefghi maiúscula R.

jklmnopqrstuv Pela sua grande legibilidade, as vari-


antes mais finas são bastante adequa-
wxyz123456789 das para utilização com corpo de texto,
em livros e revistas, por exemplo. Por
0{“.;:,!?”}(åçèíñö outro lado, as Fontes mais espessas e
condensadas são mais apropriadas
û)[@#§$£€%& para aplicação com corpos maiores, em
títulos, publicidade e embalagem.
regular ß*-+=/>] Este Tipo também é conhecido
pelo nome Humanist 521.
bold AaBbCcDdEeF
bold italic AaBbCcDdEeFf
italic AaBbCcDdEeFfGg
condensed AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjKkL
extra condensed bold AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjKkLlMmN
ultra bold AaBbCcDdE
ultra bold condensed AaBbCcDdEeFfG

60 GUIA DE TIPOS
Tipografi
O Abadi é um Tipo sem serifas Abadi MT
cujo estilo se situa algures entre o 1987: Ong Chong Wah

Humanista do Gill Sans e o Grotesco


do Helvetica. Estas influências dão-
-lhe um aspecto amistoso e, tal como
a sua altura-x generosa, contribuem
para o tornar num Tipo bastante legí- ABCDEFGHIJKLMNO
vel, que pode ser usado em corpos
muito reduzidos. PQRSTUVWXYZabcd
Este Tipo pode ser aplicado num vasto efghijklmnopqrstuv
leque de situações, que vão desde os
jornais e revistas até à televisão, pas- wxyz1234567890{“
sando pela embalagem e publicidade.
.;:,!?”}(åçèíñöû)[@
#§$£€%&ß*-+=
/>] condensed light

AaBbCcDdEeFfGgH condensed extra bold

Tipog
O Lucida Sans faz parte de um Lucida Sans
conjunto de Tipos muito versátil e 1985: Charles Bigelow, Kris Holmes

completo chamado Lucida. Esta ver-


são sem serifas tem como caracterís-
tica principal a sua grande altura-x,
que o torna bastante legível mesmo
em corpos extremamente pequenos. ABCDEFGHIJK
Quando usado em corpos maiores do
que 14 pontos, deve-se reduzir o LMNOPQRSTU
espaço entre as letras, por forma a
distinguir melhor as várias palavras. VWXYZabcdef
O Lucida Sans pode ser aplicado,
por exemplo, na composição de tabe- ghijklmnopqrs
las, índices, formulários, memoran-
dos, correspondência, faxes, manuais, tuvwxyz12345
cabeçalhos, títulos, posters e letreiros.
Este Tipo tem como Fontes com- 67890{“.;:,!?”}(
plementares o Lucida Bright, o Lucida
Fax e os Wingdings 2 e 3. åçèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>] regular

AaBbCcDdEeF demi bold

AaBbCcDdEeF demi bold italic

AaBbCcDdEeFf italic

TIPOS DE TEXTO 61
Tipog
Lucida Sans Typewriter O Lucida Sans Typewriter é a ver-
1985: Charles Bigelow, Kris Holmes são monospace do Lucida Sans, ou
seja, cada um dos caracteres foi rede-
senhado de forma a que todos ocu-
pem um espaço com a mesma largu-
ra. É por esta razão que as letras mais
ABCDEFGHIJKL estreitas têm grandes serifas, e as
mais largas são extremamente con-
MNOPQRSTUVWX densadas. Os caracteres monospace
foram muito utilizados nas letras
YZabcdefghij impressas pelas máquinas-de-escre-
ver (em inglês typewriter), pois estes
klmnopqrstuv equipamentos só permitiam um valor
de espaçamento igual para todos os
wxyz12345678 símbolos, sendo deste facto que sur-
ge o seu nome.
90{“.;:,!?”} Ao contrário do Lucida Sans, o Luci-
da Sans Typewriter tem um falso “itá-
(åçèíñöû)[@# lico” que consite apenas na inclinação
da variante regular. É por esta razão
§$£€%&ß*-+=/ que lhe foi dada a demominação obli-
que e não italic.
regular >]
Tal como outras versões do Lucida, o
bold AaBbCcDdEeFf Sans Typewriter é bastante legível
mesmo em corpos reduzidos tornan-
bold oblique AaBbCcDdEeFf do-o assim muito económico, pois no
mesmo espaço pode ser inserido um
oblique AaBbCcDdEeFf maior número de caracteres. Nos casos
em que a coluna de texto tem mais de
79 caracteres de largura, deve-se selec-
cionar uma entrelinha que é no mínimo
Lucida Console 120% do valor do corpo, ou seja, quan-

Tipog
1985: Charles Bigelow, Kris Holmes do usar o Tipo em corpo 10 a entreli-
nha mínima deverá ser 12 pontos.
Este Tipo pode, por exemplo, ser
utilizado em memorandos, faxes, for-
mulários comerciais, facturas, lista-
ABCDEFGHIJKL gens de produtos, em código de
máquina, na simulação de terminais
MNOPQRSTUVWX de computador, e em todos os docu-
mentos aos quais se queira dar ao
YZabcdefghij texto o aspecto de ter sido escrito com
uma máquina de escrever.
klmnopqrstuv
O Lucida Console é basicamente o
wxyz12345678 Lucida Sans Typewriter, ao qual as
maiúsculas foram reduzidas à altura
90{“.;:,!?”} das minúsculas. Por esta razão, os ca-
racteres caixa-alta deste Tipo podem
(åçèíñöû)[@# ser usados como verdadeiros versale-
tes do Lucida Sans Typewriter.
§$£€%&ß*-+=/
>]

62 GUIA DE TIPOS
Tipogr
O Trebuchet é um Tipo Humanista Trebuchet MS
desenhado para facilitar a leitura no 1996: Vicent Connare

écran. Ele foi inspirado nos Tipos sem


serifas dos anos 30, caracterizados
pela grande altura-x e letras de curva-
tura circular, que eram muito usados
em sinalética devido à sua boa legibi- ABCDEFGHIJKL
lidade.
O seu nome, que em francês signi- MNOPQRSTUV
fica “armadilha”, ficou devido a um
concurso lançado pela Microsoft aos WXYZabcdefghi
estudantes de Física que questionava,
“Será que é possível construir uma jklmnopqrstuv
trebuchet (tipo de catapulta medieval)
capaz de lançar com sucesso um wxyz123456789
aluno de uma ponta do campus da
Universidade à outra, não consideran- 0{“.;:,!?”}(åçèí
do o atrito?”
As Fontes Trebuchet foram criadas ñöû)[@#§$£€%
para serem a forma eficaz de “dispa-
rar” a sua mensagem através da Inter- &ß*-+=/>] regular
net.
AaBbCcDdEeFf bold

AaBbCcDdEeFf bold italic

AaBbCcDdEeFfG italic

Tipogr
O Eras resulta do trabalho de dois Eras ITC
designers franceses, Albert Boton e 1976: Albert Hollenstein, Albert Boton

Albert Hollenstein. É um Tipo sem


serifas que se distingue dos demais,
pela ligeira inclinação e pela subtil
variação da espessura dos seus tra-
ços. As suas formas e proporções ABCDEFGHIJKL
foram inspiradas nas letras lapidares
gregas e nas maiúsculas romanas. MNOPQRSTUV
Além de ter uma grande altura-x, a com- WXYZabcdefghi
binação entre as curvas largas e o espa-
ço reduzido entre os caracteres, realça jklmnopqrstuv
o grande área existente no interior das
letras do Eras, em especial nas minús- wxyz12345678
culas.
É um Tipo nada geométrico, que 90{“.;:,!?”}(åçèí
dá uma sensação de espontaneidade.
O Eras é o que se poderia chamar de ñöû)[@#§$£€
“Tipo sem serifas caligráfico”, tal é a
sua fluidez e naturalidade. %&ß*-+=/>] medium

AaBbCcDdEeF bold

AaBbCcDdEeFf demi

AaBbCcDdEeFfG light

TIPOS DE TEXTO 63
Tipogra
Franklin Gothic Devido ao grande contributo que
1979: Vic Caruso Benjamin Franklin deu à História e
(Morris Fuller Benton, 1902-12)
Cultura norte-americanas, e em parti-
cular aos processos de impressão,
Morris Fuller Benton, desenhador de
Tipos e grande admirador da sua obra,
ABCDEFGHIJKL resolveu nomear este trabalho em sua
honra.
MNOPQRSTUVW O Franklin Gothic foi criado com o
objectivo de competir com os Tipos
XYZabcdefghijk europeus sem serifas da sua época,
como o Akzidenz-Grotesk. É extraordi-
lmnopqrstuvw nariamente legível, pois, apesar de
não ter serifas, as transições grosso-
xyz123456789 -fino dos seus traços fazem com que
ele conserve uma forte herança clássi-
0{“.;:,!?”}(åçèíñ ca, que pode ser verificada através da
forma das letras a, g e k.
öû)[@#§$£€% Criado originalmente apenas na
sua versão demi, a família de Tipos
book &ß*-+=/>] Franklin Gothic foi mais tarde amplia-
da, para a ITC, por Vic Caruso que
book italic AaBbCcDdEeFfG desenhou as variantes italic, book,
medium e heavy, e por David Berlow
medium AaBbCcDdEeFfG (1991), que acrescentou as versões
condensed, compressed e extra com-
medium italic AaBbCcDdEeFfG pressed.

demi AaBbCcDdEeFfG O Franklin Gothic é um Tipo muito ele-


gante com enorme carácter, que se
demi italic AaBbCcDdEeFfG adequa tanto a títulos como a grandes
extensões de texto.
heavy AaBbCcDdEeFf
heavy italic AaBbCcDdEeFf
medium condensed AaBbCcDdEeFfGgH
demi condensed AaBbCcDdEeFfGgH

64 GUIA DE TIPOS
Tipogr
O News Gothic é essencialmente a News Gothic
versão mais fina e condensada do 1908: Morris Fuller Benton

Franklin Gothic. Apesar de ter sido


desenhado no início do século passa-
do, é um Tipo de design intemporal,
que apenas viu a sua popularidade
abalada durante a década de 30, devi- ABCDEFGHIJK
do ao aparecimento dos Tipos euro-
peus sem serifas como o Gill Sans, o LMNOPQRSTU
Futura ou o Kabel.
VWXYZabcdef
É um Tipo simples, sóbrio mas com
muita personalidade. A sua estrutura ghijklmnopqrs
um pouco condensada e a grande altu-
ra-x, tornam-no extremamente legível, tuvwxyz12345
mesmo em corpos reduzidos. Quando
usado na composição de texto, o News 67890{“.;:,!?”}
Gothic não adquire o protagonismo
nem chama a atenção para si, pois é (åçèíñöû)[@#
modesto e confortável aos olhos, além
de produzir uma mancha de tom bem §$£€%&ß*-+
equilibrado.
O seu nome demonstra claramente =/>] regular
que foi criado com o propósito de ser
aplicado em grandes quantidades de AaBbCcDdEeFf bold
texto, como nos jornais (newspapers
em inglês), boletins e revistas, apesar AaBbCcDdEeFf italic
de poder ser também usado em títulos.

Tipogr
Este Tipo editado pela Microsoft é Microsoft Sans Serif
basicamente igual ao Arial (página 1997: Microsoft

seguinte). As maiores diferenças entre


si serão talvez a letra minúscula a e a
maiúscula G.

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZabc
defghijklmnop
qrstuvwxyz12
34567890{“.;:,
!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß
*-+=/>]

TIPOS DE TEXTO 65
Tipogr
Arial O Arial é um Tipo sem serifas que
1989-90: Robin Nicolas, Patricia Saunders não esconde as suas origens nos
Tipos suíços como o Helvetica de Max
Miedinger (1951-53) e o Univers de
Adrian Frutiger (1954), podendo mes-
mo dizer-se que é um “misto” entre
ABCDEFGHIJ os dois.
É baseado nos Tipos Grotescos dos
KLMNOPQRS finais do século XIX, princípios de XX,
como o Akzidenz-Grotesk. É um Tipo
TUVWXYZabc bastante versátil pois contém muitas
variantes e um design simples e só-
defghijklmnop brio. Por essa razão pode ser usado
eficazmente num grande número de
qrstuvwxyz123 situações, como relatórios, apresenta-
ções, jornais, revistas ou publicidade,
4567890{“.;:,!?” tanto em corpo de texto como nos
títulos.
}(åçèíñöû)[@#§ No entanto, o Arial foi “mal” dese-
nhado e é tão impessoal que nem
regular $£€%&ß*-+=/>] chega a ter carisma ou carácter, ao
contrário de outros Tipos como o
bold AaBbCcDdEeF Franklin ou News Gothic, por exem-
plo. Estes, apesar de serem “quase
bold italic AaBbCcDdEeF iguais” ao Arial, têm presença e
“impõem respeito”, mas sem nunca
italic AaBbCcDdEeFf adquirirem o protagonismo no texto.

AaBbCcDdEe
O Arial é, por assim dizer, o “Times
black New Roman sem serifas” que toda a

AaBbCcDdEe
gente usa sem saber porquê (talvez
black italic por influência do Sr. Bill Gates, o
“dono” da Microsoft). Apesar das
narrow AaBbCcDdEeFfGg hipóteses de escolha não serem mui-
tas, existem outros Tipos de Texto
narrow bold AaBbCcDdEeFfGg sem serifas que podem ser utilizados
em vez do Arial, como o Gill ou o
narrow bold italic AaBbCcDdEeFfGg Lucida Sans, por exemplo.

narrow italic AaBbCcDdEeFfGg

66 GUIA DE TIPOS
Tipog
O Verdana foi especialmente dese- Verdana
nhado para resolver os desafios criados 1994: Matthew Carter

pela representação das letras no écran.


Criado por Matthew Carter, desenhador
de Tipos mundialmente reconhecido, e
editado por Tom Rickner da Monotype, o
Verdana é um excelente exemplo dos ABCDEFGHIJK
Tipos sem serifas desenhados para
visualização nos monitores de computa- LMNOPQRSTU
dor. As suas proporções e espessura de
traço assemelham-se bastante a outros VWXYZabcdef
Tipos sem serifas como o Frutiger, de
Adrian Frutiger, ou o Tipo criado por Ed- ghijklmnopqrs
ward Johnston para o Metro de Londres.
Este Tipo foi despojado de todas as tuvwxyz1234
características supérfluas que são redun-
dantes quando se aplica uma Fonte no 567890{“.;:,!
écran. O Verdana apresenta novos ele-
mentos que têm as suas origens no pixel ?”}(åçèíñöû)[
(a célula mínima da grelha de um écran
ou o “ponto” mais pequeno representá- @#§$£€%&ß
vel por um monitor), em vez de na cane-
ta-de-aparo, no pincel ou no cinzel. *-+=/>] regular
O equilíbrio entre traços rectos, cur-
vos e diagonais foi meticulosamente cal- AaBbCcDdEe bold
culado de forma a coincidir com a malha
do écran, assegurando desta forma a AaBbCcDdEe bold italic
legibilidade do texto, mesmo em corpos
reduzidos. Os caracteres que geralmente AaBbCcDdEeF italic
têm formas muito semelhantes, como as
minúsculas i, j e l, as maiúsculas I, J e L,
e o número 1, foram cuidadosamente

Tipogr
desenhados de modo a individualizar Tahoma
cada um, diferenciando-o assim dos 1995-97: Matthew Carter

outros. A espessura do traço das diver-


sas variantes do Verdana é também sufi-
cientemente contrastada de modo a
poderem ser distinguidas com facilidade
e garantir que a variante bold é mais ABCDEFGHIJKL
“forte”, mesmo em corpo 9 ou 7 no
écran. MNOPQRSTUV
Outra razão pela qual o Verdana é tão
legível, deve-se ao facto de ter uma gran- WXYZabcdefghij
de altura-x, de os caracteres serem lar-
gos e terem bastante espaço entre si. A klmnopqrstuvwx
baixa resolução (72 ppp — pontos por
polegada), o número limitado de pixels yz1234567890{
para formar as letras faz com que estas
sejam todas muito semelhantes, no “.;:,!?”}(åçèíñö
entanto, são muitas vezes estas peque-
nas diferenças que alteram todo o aspec- û)[@#§$£€%&
to de uma página, seja ela de papel ou da
Internet. ß*-+=/>] regular

O Tahoma não é mais do que uma AaBbCcDdEeF bold


versão ligeiramente condensada e me-
nos espacejada do Verdana. Ele pode ser
usado em substituição do Verdana quan-
do o espaço disponível é limitado, como
colunas de texto estreitas, por exemplo.

TIPOS DE TEXTO 67
Tipogr
Tw Cen MT O Twentieth Century (Século XX)
1936-47: Sol Hess foi desenhado por Sol Hess no gabi-
nete de design da Lanston Monotype,
entre os anos 1936 e 1947. Ele é uma
cópia dos Tipos Geométricos criados,
durante os anos 20, na Alemanha pelo
ABCDEFGHIJKLM estilo Bauhaus, como o Futura de Paul
Renner. Os objectivos deste movi-
NOPQRSTUVWX mento eram acima de tudo simplifi-
car a Forma e a Função dos elemen-
YZabcdefghijklm tos, sendo por esta razão que o design
das letras é tão minimalista.
nopqrstuvwxyz12
As variantes menos espessas do Tw
34567890{“.;:,!?” Cen não devem ser utilizadas na com-
posição de textos muito extensos, pois
}(åçèíñöû)[@#§$ as suas formas demasiado geométricas
limitam um pouco a legibilidade e flui-
regular £€%&ß*-+=/>] dez da leitura. As variantes bold e
condensed são mais adequadas para
bold AaBbCcDdEeFfG títulos e cabeçalhos.

bold italic AaBbCcDdEeFfGg


italic AaBbCcDdEeFfGg
condensed AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjK
condensed bold AaBbCcDdEeFfGgHhI
condensed extra bold AaBbCcDdEeFfGgH

Tipogr
Century Gothic O Century Gothic é baseado no
1936-47: Sol Hess 20th Century desenhado por Sol Hess.
Este Tipo consiste basicamente nas
mesmas formas do Tw Cen, mas com
maior altura-x e menor espessura dos
traços.
ABCDEFGHIJKL
Tal como todos os Tipos de estilo
MNOPQRSTUV Geométrico, o Century Gothic deve ser
usado com cuidado pois as suas for-
WXYZabcdefg mas pouco humanistas e demasiado
rígidas, são “desconfortáveis” para os
hijklmnopqrstu olhos, não favorecendo a legibilidade
das letras nem a leitura. A razão disto,
vwxyz12345678 reside no facto do Ser Humano ler iden-
tificando as palavras através da sua
90{“.;:,!?”}(åçè forma global e as letras pela metade
superior de cada uma. Neste caso ta-
íñöû)[@#§$£€ pando a parte inferior das letras a, g, n,
p e q verifica-se que as metades inco-
regular %&ß*-+=/>] bertas são bastante semelhantes. Além
disso, como na maioria dos Tipos sem
bold AaBbCcDdEeFf serifas, os caracteres l, I e 1 são prati-
camente iguais, tornando-se indistin-
bold italic AaBbCcDdEeFf guíveis quando usados isoladamente.

italic AaBbCcDdEeF
68 GUIA DE TIPOS
Em 1952, Aldo Novarese e A. Butti Eurostile
desenharam o Microgramma para a
fundição italiana Nebiolo. Foi um Tipo
muito popular, mas só tinha letras
maiúsculas. Assim, em 1962, Novarese
Tipogr 1962: Aldo Novarese

desenhou os restantes caracteres e


renomeou o novo Tipo como Eurostile. ABCDEFGHIJKL
As letras do Eurostile são quadra-
das e têm os cantos arredondados, MNOPQRSTUV
transmitindo através das suas formas
o aspecto e a sensação que faz recor- WXYZabcdefghij
dar o mobiliário, o design e a arqui-
tectura dos anos 50. klmnopqrstuvw
Este Tipo também é conhecido
pelo nome de Square 721. xyz123456789
0{“.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%&ß
*-+=/>] regular

AaBbCcDdEeFfG bold

Tipografi
Em 1932 Morris Fuller Benton Agency FB
desenhou o Tipo ATF Agency Gothic 1990: David Berlow
(Morris Fuller Benton, 1932)
para utilização em títulos. Mais tarde
David Berlow achou que as suas
maiúsculas condensadas tinham al-
gum potencial e resolveu criar as
minúsculas. Surge assim em 1990 o ABCDEFGHIJKLMNOPQR
Font Bureau Agency, ao qual também
foi adicionada a variante bold. STUVWXYZabcdefghijk
lmnopqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}(åçèí
ñöû)[@#§$£€%&ß*
-+=/>] regular

AaBbCcDdEeFfGgHhIi bold

TIPOS DE TEXTO 69
!!Tipos de Texto
b
Á SEMELHANÇA dos Tipos de Texto com serifas, os sem serifas também
não estão ordenados alfabeticamente mas sim por estilos. Assim, um dos
estilos aqui representado é o Humanista. Os Tipos Humanistas têm as mes-
sem serifas
mas proporções que os Tipos Clássicos, mas neste caso não apresentam
serifas. Como exemplos de Humanistas temos o Gill Sans MT, o Trebuchet,
o Abadi MT e o Lucida Sans.
Outro dos estilos em que se pode dividir os Tipos de Texto sem serifas,
é o Grotesco. Este estilo é formado por alguns Tipos desenhados nos finais
do século XIX, princípio de XX na Europa Central e na América do Norte, ou
desenhados mais tarde com base nesse estilo. O Franklin Gothic, o News
Gothic MT, o Arial e o Microsoft Sans Serif fazem parte deste estilo.
Existem ainda quatro Tipos que representam outro grande estilo, o Geo-
métrico. Como o próprio nome indica, são Tipos baseados nas formas geo-
métricas — círculo, quadrado, triângulo — e não na escrita manual. Como
Tipos Geométricos temos o Tw Cen MT, o Century Gothic, o Eurostile e o
Agency FB.

Gill Sans MT Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto.
corpo 9pt Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha.A Fonte utilizada está indi-
entrelinha 12pt
cada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma página par ou
ver página 60
impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual
distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pare-
çam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os vários blocos dão a
sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é
um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível
fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é
aquela que não é suficientemente pequena para dar a sensação de texto compacto
(mancha homogénea), nem é suficientemente grande para dar a sensação de que as lin-

Abadi MT Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a alteração do corpo
corpo 9pt e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz também variar este valor de
entrelinha 12pt
cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto dos caracteres e o branco do papel.
ver página 61
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também que os pri-
meiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem serifas), devido à presen-
ça daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afecta-
rá a sua legibilidade, ao passo que noutros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para
encontrar o tamanho certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa deter-
minada situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no
monitor do computador não dá real proporção do texto.
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Está composto em
corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direi-

70 GUIA DE TIPOS
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Lucida Sans
Tipos de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entre- corpo 9pt
entrelinha 12pt
linha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direi-
ta, consoante se trate de uma página par ou impar, respectivamente. ver página 61
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de
letra e igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o
Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x caracterís-
tica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido
compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que
deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível
fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma
boa entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar a

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento dife- Lucida Sans Typewriter
rente, que varia com a alteração do corpo e da entrelinha. corpo 9pt
entrelinha 12pt
A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz
também variar este valor de cinza, que não é mais do que ver página 62
o contraste entre o preto dos caracteres e o branco do
papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem seri-
fas, constata-se também que os primeiros (com serifas) são
mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem serifas),
devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se
ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a
sua legibilidade, ao passo que noutros este não deverá ser

Este é um texto simulado que serve para comparar os dife- Lucida Console
rentes Tipos de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 corpo 9pt
entrelinha 12pt
pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indicada na
área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de uma ver página 62
página par ou impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo
tamanho de letra e igual distância entre as linhas, o facto
de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pareçam
diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte,
os vários blocos dão a sensação de não terem sido compos-
tos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que
deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que Trebuchet MS
varia com a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, carac- corpo 9pt
entrelinha 12pt
terística de cada Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais
do que o contraste entre o preto dos caracteres e o branco do papel. ver página 63
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-
se também que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que
os segundos (sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices.
Verifica-se ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua
legibilidade, ao passo que noutros este não deverá ser reduzido mas sim
aumentado. Para encontrar o tamanho certo de corpo e entrelinha para um
determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada situação, devem-se fazer
testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no moni-

TIPOS DE TEXTO 71
Eras ITC Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de
corpo 9pt Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utili-
entrelinha 12pt
zada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de
ver página 63
uma página par ou impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e
igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que
eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os
vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo.
Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo
que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles.
Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficiente-
mente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea),

Franklin Gothic Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com
corpo 9pt a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada
entrelinha 12pt
Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste
ver página 64
entre o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se
também que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os
segundos (sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-
se ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao
passo que noutros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encon-
trar o tamanho certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser apli-
cado numa determinada situação, devem-se fazer testes com vários valores e
imprimi-los, pois a simples visualização no monitor do computador não dá real pro-

News Gothic Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos
corpo 9pt de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A
entrelinha 12pt
Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direita, conso-
ver página 65
ante se trate de uma página par ou impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra
e igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz
com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada
Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no
mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido
consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual
para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela
que não é suficientemente pequena para dar a sensação de texto com-

Microsoft Sans Serif Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia
corpo 9pt com a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característi-
entrelinha 12pt
ca de cada Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que
ver página 65
o contraste entre o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-
se também que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que
os segundos (sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices.
Verifica-se ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legi-
bilidade, ao passo que noutros este não deverá ser reduzido mas sim aumen-
tado. Para encontrar o tamanho certo de corpo e entrelinha para um determi-
nado Tipo, a ser aplicado numa determinada situação, devem-se fazer testes
com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização no monitor do

72 GUIA DE TIPOS
Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Arial
Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utili- corpo 9pt
entrelinha 12pt
zada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de
uma página par ou impar, respectivamente. ver página 66
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e
igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que
eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os
vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo.
Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo
que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles.
Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficiente-
mente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea),

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, Verdana


que varia com a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das corpo 9pt
entrelinha 12pt
letras, característica de cada Tipo, faz também variar este valor de
cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto dos caracte- ver página 67
res e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas,
constata-se também que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e
rápidos de ler que os segundos (sem serifas), devido à presença
daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a redução do
corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que
noutros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para
encontrar o tamanho certo de corpo e entrelinha para um determina-

Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Tahoma
Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utili- corpo 9pt
entrelinha 12pt
zada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante se trate de
uma página par ou impar, respectivamente. ver página 67
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e
igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que
eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de cada Fonte, os
vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo.
Além disso, a entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo
que se utiliza, pois não é possível fixar um número igual para todos eles.
Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficiente-
mente pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea),

Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a Tw Cen MT
alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo, corpo 9pt
entrelinha 12pt
faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre o preto
dos caracteres e o branco do papel. ver página 68
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se também
que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os segundos (sem
serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se ainda que a
redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo que noutros
este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o tamanho certo de
corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa determinada situa-
ção, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a simples visualização
no monitor do computador não dá real proporção do texto.

TIPOS DE TEXTO 73
Century Gothic Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos
corpo 9pt de Texto. Está composto em corpo 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A
entrelinha 12pt
Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direita, con-
ver página 68
soante se trate de uma página par ou impar, respectivamente.
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de
letra e igual distância entre as linhas, o facto de “apenas” se alterar o
Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x caracterís-
tica de cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido
compostos no mesmo corpo. Além disso, a entrelinha é um valor que
deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível
fixar um número igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma
boa entrelinha é aquela que não é suficientemente pequena para dar

Eurostile Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com
corpo 9pt a alteração do corpo e da entrelinha. A espessura das letras, característica de cada
entrelinha 12pt
Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não é mais do que o contraste entre
ver página 69
o preto dos caracteres e o branco do papel.
Ao comparar os textos compostos com Tipos com e sem serifas, constata-se
também que os primeiros (com serifas) são mais fáceis e rápidos de ler que os
segundos (sem serifas), devido à presença daqueles pequenos apêndices. Verifica-se
ainda que a redução do corpo nalguns Tipos não afectará a sua legibilidade, ao passo
que noutros este não deverá ser reduzido mas sim aumentado. Para encontrar o
tamanho certo de corpo e entrelinha para um determinado Tipo, a ser aplicado numa
determinada situação, devem-se fazer testes com vários valores e imprimi-los, pois a
simples visualização no monitor do computador não dá real proporção do texto.

Agency FB Este é um texto simulado que serve para comparar os diferentes Tipos de Texto. Está composto em corpo
corpo 9pt 9 e tem 12 pontos de entrelinha. A Fonte utilizada está indicada na área lateral esquerda ou direita, consoante
entrelinha 12pt
se trate de uma página par ou impar, respectivamente.
ver página 69
Apesar de todos estes blocos de texto terem o mesmo tamanho de letra e igual distância entre as linhas, o
facto de “apenas” se alterar o Tipo faz com que eles pareçam diferentes. Devido á altura-x característica de
cada Fonte, os vários blocos dão a sensação de não terem sido compostos no mesmo corpo. Além disso, a
entrelinha é um valor que deve ser escolhido consoante o Tipo que se utiliza, pois não é possível fixar um núme-
ro igual para todos eles. Segundo Luís Moreira, “...uma boa entrelinha é aquela que não é suficientemente
pequena para dar a sensação de texto compacto (mancha homogénea), nem é suficientemente grande para dar
a sensação de que as linhas de texto são barras, com grandes tiras brancas a separá-las.”
Cada mancha de texto tem uma tonalidade de cinzento diferente, que varia com a alteração do corpo e da
entrelinha. A espessura das letras, característica de cada Tipo, faz também variar este valor de cinza, que não

74 GUIA DE TIPOS
Tipos Extra-texto
!
ESTE GRUPO é formado pelos Tipos de letra que em inglês se designam por
Display Types. A palavra “extra,” adquire neste caso o sentido da sua origem
latina, que significa “fora de.”
As Fontes que fazem parte deste grupo são extremamente eficazes
quando aplicadas, por exemplo, em títulos, subtítulos, aberturas de capítu-
lo, cabeçalhos, capitulares (letra de grandes dimensões presente no início
do capitulo), anúncios, letreiros, cartazes, posters ou sinalética, porque é
nestas situações que elas demonstram todo o seu “poder chamativo.” São
Tipos desenhados para captar a atenção do leitor que, pelas suas caracte-
rísticas “físicas,” não suportam ser compostos em corpos menores que 14
pontos, pois nestes casos as letras perdem todos os seus detalhes (e carác-
ter), transformando–se em “borrões.”
Além de serem praticamente ilegíveis quando reduzidos a corpos de
texto (9 a 13 pontos), muitos dos Tipos Extra-texto não contêm caracteres
caixa-baixa (ou letras minúsculas), o que dificulta ainda mais a sua leitura.
Quando correctamente utilizados, os Tipos Extra-texto são os elementos
mais poderosos num objecto gráfico, dando maior interesse, impacto visu-
al, variedade e coesão ao conjunto.

75
T i p
Engravers MT
1899: Robert Wiebking

ABCDEFGH
IJKLMNOP
QRSTUVW
XYZ123456
7890{“.;:,!?”
}(åçèíñöû)
[@#§$£€%&
ß*-+=/>]

Tipog
Felix Titling
1463: Felice Feliciano

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZ123
4567890{“.;:,!?”}
(åçèíñöû)[@
#§$£€%&ß*
-+=/>]
Perpetua Titling

T i p o
1931: Eric Gill

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZ123
4567890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§
light $£€%&ß*-+=/>]
bold ABCDEFGHIJ
76 GUIA DE TIPOS
Tipog
Copperplate Gothic
1905: Frederic W. Goudy, Clarence Marder

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZab
cdefghijklm
nopqrstuvw
xyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçè
íñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>] light

AaBbCcDdE bold

Elephant

Tipog
1992: Matthew Carter

ABCDEFGH
IJKLMNOP
QRSTUVWX
YZabcdefghij
klmnopqrstu
vwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(
åçèíñöû)[@#
§$£€%&ß*-
+=/>] regular

AaBbCcDdE italic

TIPOS EXTRA-TEXTO 77
Modern No. 20
1905: Stephenson Blake

Tipogr
ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRST
UVWXYZabcde
fghijklmnopqrst
uvwxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%&ß
*-+=/>]

Tipog
Broadway
1925: Morris Fuller Benton

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZab
cdefghijklm
nopqrstuvw
xyz12345678
90{“.;:,!?”}(
åçèíñöû)[@#§
$£€%&ß*-+=/>]

78 GUIA DE TIPOS
Tipogr
Britannic Bold
1905: Stephenson Blake

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijk
lmnopqrstuvw
xyz123456789
0{“.;:,!?”}(åçèí
ñöû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]

Tipografi
Haettenschweiler
N/a

ABCDEFGHIJKLMNOPQ
RSTUVWXYZabcdefgh
ijklmnopqrstuvwxyz
1234567890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$£€%&
ß*-+=/>]

TIPOS EXTRA-TEXTO 79
Tipogr
Impact
1965: Geoffrey Lee

ABCDEFGHIJKLMN
OPQRSTUVWXYZa
bcdefghijklmnop
qrstuvwxyz12345
67890{“.;:,!?”}(åçè
íñöû)[@#§$£€%&
ß*-+=/>]
Placard Condensed

Tipografia
1937: Monotype

ABCDEFGHIJKLMNOPQRS
TUVWXYZabcdefghijklm
nopqrstuvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(åçèíñöû
)[@#§$£€%&ß*-+
=/>]

Tipogra
Bernard MT Condensed
1926: Monotype
(Lucian Bernhard, 1912)

ABCDEFGHIJKLMN
OPQRSTUVWXYZab
cdefghijklmnopq
rstuvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]
80 GUIA DE TIPOS
Tipografia
Gloucester MT Extra Condensed
1896: Bertram Goodhue

ABCDEFGHIJKLMNOPQ
RSTUVWXYZabcdefghijk
lmnopqrstuvwxyz1234
567890{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&ß*-
+=/>]
Onyx

Tipográfica
1937: Gerry Powell

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU
VWXYZabcdefghijklmnopqrst
uvwxyz1234567890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$£€%&ß*-+
=/>]
Niagara

Tipográfica
1994: Tobias Frere-Jones

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijklmnopqrstuvw
xyz1234567890{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&ß*-+=/>] solid

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjKkLlMm engraved

TIPOS EXTRA-TEXTO 81
Tipog
Arial Rounded MT
1989-90: Robin Nicolas, Patricia Saunders

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTU
VWXYZabcdef
ghijklmnopqrst
uvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

Tipog
OCR A Extended
1968: Adrian Frutiger
USA Bureau of Standards

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVWX
YZabcdefghij
klmnopqrstuv
wxyz12345678
90{“.;:,!?”}
(åçèíñöû)[@#
§$£€%&ß*-
+=/>]

82 GUIA DE TIPOS
Tipogr
Berlin Sans FB
1992: David Berlow
(Lucian Bernhard)

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijkl
mnopqrstuvwxy
z1234567890{“.;:,
!?”}(åçèíñöû)[@#
§$£€%&ß*-+=/>] regular

AaBbCcDdEeFf bold

AaBbCcDdEeFf demibold

Gradl

Tipograficame
M.J. Gradl

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghijklmnopqrstuvwx
yz1234567890{“.;:,!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß*-+=/>]

TIPOS EXTRA-TEXTO 83
Tipogra
Poor Richard
Paul Hickson
(Keystone Type Foundry, 1919)

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTU
VWXYZabcdefg
hijklmnopqrstu
vwxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%
&ß*-+=/>]

Tipog
Cooper Black
1921: Oswald Bruce Cooper

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZabc
defghijklmno
pqrstuvwxyz
1234567890{“
.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%
&ß*-+=/>]

84 GUIA DE TIPOS
Tipogr
Bauhaus 93
1993: Microsoft

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijk
lmnopqrstuvwx
yz1234567890{
“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&
ß*-+=/>]

TIPOS EXTRA-TEXTO 85
86 GUIA DE TIPOS
Tipos Manuscritos
!
ESTE GRUPO inclui todos os Tipos de letra que parecem ter sido escritos à
mão, com o auxílio de uma caneta-de-aparo, um pincel, um lápis ou uma
pena, por exemplo. Nele podemos encontrar os maiores e mais bonitos
exemplos da Caligrafia. Alguns dos Tipos Manuscritos são uma excelente
opção a utilizar em convites de casamento, cartões de Boas Festas, ementas,
rótulos de vinhos, certificados ou diplomas.
Tal como os Tipos Extra-texto, não devem ser usados na composição de
grandes quantidades de texto, nem em corpos demasiado pequenos. Um
parágrafo fica extremamente elegante quando “aberto” com uma capitular
deste grupo. Os Tipos Manuscritos são, por assim dizer, como as bebidas
alcoólicas: devem ser “tomados” com moderação. Um “toque” de um ele-
mento deste grupo numa página fica geralmente bem, mas quando usado
indiscriminadamente torna-a demasiado decorativa.
Outra coisa que deve ser evitada a todo o custo é compor texto unica-
mente em maiúsculas, já que a maior parte dos Tipos Manuscritos é com-
pletamente ilegível nesta situação. Além disso, muitas das letras, especial-
mente as maiúsculas, são quase impossíveis de identificar ou distinguir,
quando dispostas isoladamente; veja-se os casos das letras I, J, S e T em
algumas Fontes. letras I, J, S e T

Palace Script MT
42pt
IJST
IJST
Vivaldi Script
30pt

Matura MT Script
28pt IJST
Harlow Solid
30pt I J S T

NOTA: Este grupo poderia ainda ter sido subdividido em vários outros grupos, sepa-
rando os Tipos que têm ligações entre as letras, dos que não têm, ou juntando os que
simulam um utensílio de escrita em particular. No entanto, para os propósitos deste
Guia, tal não é necessário, sendo por esta razão que foram todos colocados no mesmo
“saco” e apenas ordenados por semelhança.

87
Edwardian Script ITC

Tipografia
1994: Edward Benguiat

ABCDEFG
HIJKLMNO
PQRSTUV
WXYZabcdefghi
jklmnopqrstuvwxyz1
2345 6 7 8 9 0 { “ . ; :
,!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß*-
+=/>]

Kunstler Script
1902: D. Stempel AG

Tipográfic
ABCDEFG
HIJKLMNO
PQRSTUV
WXYZabcdefghi
jklmnopqrstuvwx
yz1234567890{“.;:,
!?”}(åçèíñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

88 GUIA DE TIPOS
Palace Script MT

Tipográfica 1923: Stephenson Blake


(Deberny & Peignot)

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghijklmn
opqrstuvwxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß*-+=/>]

Tipogra
Vladimir Script
Andrich Vladimir

ABCDEFGHI
JKLMNOPQR
STUVWXYZa
bcdefghijklmnop
qrstuvwxyz1234
567890{“.;:,!?”}
(åçèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 89
Vivaldi Script

Tipogra
1967: Friedrich Peter

ABCDEF
GHIJKL
MNOPQR
STUVW
XYZabcdefghi
jklmnopqrstuvwxy
z1234567890{“.;:,!?
”}(åçèíñöû)[@# § $
£€%&ß*-+=/>]

Monotype Corsiva
1990: Elizabeth Bloop

Tipogra
ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghijk
lmnopqrstuvwx
yz1234567890{“.;:,!
?“}(åçèíñöû)[@#§
$£€%&ß*-+=/>]

90 GUIA DE TIPOS
Tipog
Lucida Calligraphy
1991: Charles Bigelow, Kris Holmes

ABCDEFGHI
JKLMNOPQ
RSTUVWXY
Zabcdefghijk
lmnopqrstuv
wxyz1234567
890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

Tipo
Lucida Handwriting
1991: Charles Bigelow, Kris Holmes

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZabc
defghijklm
nopqrstuvw
xyz1234567
890{“.;:,!?”}(
åçèíñöû)[@
#§$£€%&ß*-
+=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 91
Tipografia
French Script MT
1905: Stephenson Blake

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUV
WXYZabcdefghijklm
nopqrstuvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&ß*-
+=/>]

Tipogra
Script MT
1926: E. Lautenbach

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRST
UVWXYZabcde
fghijklmnopqrs
tuvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

92 GUIA DE TIPOS
Magneto Bold

Tipog
1995: Leslie Cabarga

ABCDEFGH
IJKLMNOP
QRSTUVWX
YZabcdefgh
ijklmnopqrs
tuvwxyz1234
567890{“.;:,!
?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß*
-+=/>]

T ipog
Matura MT Script
1938: Imre Reiner

ABCDEFG
HIJKLM
NOPQRS
TUVWXY
Zabcdefghijkl
m n o p q rs t u v w x
yz1234567890{“.
;:,!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß
*-+=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 93
Mercurius Script MT Bold
1957: Imre Reiner

Tipog
ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZab
cdefghijklmnop
qrstuvwxyz12
34567890{“.;:,!?”
}(åçèíñöû)[@#§
$£€%&ß*-+=/>]

Tipogr
Maiandra GD
1994: Dennis Pasternak

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUV
WXYZabcdefghi
jklmnopqrstuv
wxyz123456789
0{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%
regular &ß*-+=/>]
demi bold AaBbCcDdEeFf

94 GUIA DE TIPOS
Tipogr
Comic Sans MS
1995: Vicent Connare

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTU
VWXYZabcdef
ghijklmnopqrst
uvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>] regular

AaBbCcDdEeFf bold

Tipog
Kristen ITC
1995: George Ryan

ABCDEFGHI
JKLMNOPQ
RSTUVWXY
Zabcdefghijk
lmnopqrstuv
wxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçè
íñöû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 95
Mead Bold
1993: Steve Matteson

Tipogra
ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijklm
nopqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}(
åçèíñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

Tipográfica
Freestyle Script
1981: Martin Wait

ABCDEFGHIJKLMNOP
QRSTUVWXYZabcdefgh
ijklmnopqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&ß*-+
=/>]

Tipogra
Informal Roman
1989: Martin Wait

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVWX
YZabcdefghijklmn
opqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]
96 GUIA DE TIPOS
Tipogr
Harlow Solid
1977-79: Colin Brignall

ABCDEFGH
IJKLMNOP
QRSTUVWX
YZabcdefghijkl
mnopqrstuvwxyz
1234567890{“.;:,!
?”}(åçèíñöû)[@#
§$£€%&ß*-+=/>]

Pristina

Tipografi
1994: Phill Grimshaw

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUV
WXYZabcdefghijkl
mnopqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$£€%&
ß*-+=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 97
Tipogra
Pepita MT
1959: Imre Reiner

ABCDEFGHI
JKLMNOPQ
RSTUVWXY
Zabcdefghijklmno
pqrstuvwxyz1234
567890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]

Mistral
1953: Roger Excoffon

Tipografia
ABCDEFGHIJKLMNO
PQRSTUVWXYZabcdef
ghijklmnopqrstuv
wxyz1234567890{“
.;:,!?”}(åçèíñöû)[@
#§$£€%&ß*-+=/>]

98 GUIA DE TIPOS
Tipograf
Brush Script MT Italic
1942: Robert E. Smith

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTU
VWXYZabcdefghij
klmnopqrstuvwxyz
1234567890{“.;:,
!?”}(åçèíñöû)[@#
§$£€%&ß*-+=/>]

Rage Italic

Tipogra
1984: Ron Zwingelberg

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghijkl
mnopqrstuvwxyz12
34567890{“.;:,!?”
}(åçèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 99
Tipogr
Forte
1962: Carl Reissberg

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghij
klmnopqrstuvw
xyz1234567890{“
.;:,!?”}(åçèíñöû)
[@#§$£€%&ß*
-+=/>]

Chiller

Tipografia
1995: Andrew Smith

ABCDEFGHIJKLMNO
PQRSTUVWXYZabcdef
ghijklmnopqrstuvwxy
z1234567890{“.;:,!?
“}(åçèíñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

100 GUIA DE TIPOS


Tipogr
Tempus Sans ITC
1995: Phill Grimshaw

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUV
WXYZabcdefghi
jklmnopqrstuv
wxyz123456789
0{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%
&ß*-+=/>]

Tipog
Papyrus
1983: Chris Costello

ABCDEFG
HIJKLMNO
PQRSTUVW
XYZabcdefghij
klmnopqrstuvw
xyz1234567890
{“.;:,!?”}(åçèíñöû)
[@#§$£€%&ß*-+
=/>]

TIPOS MANUSCRITOS 101


Bradley Hand ITC
1995: Richard Bradley

Tipogr
ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUV
WXYZabcdefgh
ijklmnopqrstuv
wxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&
ß*-+=/>]

Tipogr
Viner Hand ITC
1995: John Viner

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRST
UVWXYZabcde
fghijklmnopqr
stuvwxyz1234
567890{“.;:,!?”
}(åçèíñöû)[@
#§$£€%&ß*-+
=/>]

102 GUIA DE TIPOS


Blackadder ITC

Tipogra
1996: Bob Anderton

ABCDEFGHI
JKLMNOPQ
RSTUVWXY
Zabcdefghijklmnop
qrstuvwxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçèíñö
û)[@#§$£€%&ß*
-+=/>]

Tipogra
Gigi
1995: Jill Bell

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTU
VWXYZabcdefgh
ijklmnopqrstuvw
xyz1234567890{“.;
:,!?”}(åçèíñöû)[@
#§$£€%&ß*-+=
/>]

TIPOS MANUSCRITOS 103


104 GUIA DE TIPOS
Tipos Góticos
!
OS ELEMENTOS deste grupo são extremamente fáceis de identificar. São
Tipos baseados na escrita do século XII, predominante na Europa, na região
a norte dos Alpes à qual hoje chamamos Alemanha. Este foi aliás o estilo
usado por Gutenberg, quando inventou a Imprensa há 500 anos atrás e com-
pôs a famosa Bíblia de 42 linhas, simulando o Tipo de letra usado pelos
copistas da época.
Os Tipos Góticos são caracterizados pelo seu aspecto condensado e
angular, onde a ausência de curvas é quase uma constante, e pelas curtas
ascendentes e descendentes. Estas “qualidades” eram muito importantes,
pois permitiam colocar um maior número de letras em cada página, econo-
mizando assim precioso pergaminho, o suporte de escrita mais utilizado
nos documentos daquela altura. No entanto, isto faz com que estes Tipos
tenham uma legibilidade reduzida e já não sejam uma boa solução para uti-
lizar em grandes quantidades de texto, pois as letras minúsculas são muito
semelhantes entre si. A letra n, por exemplo, é facilmente confundida com
as letras i, m ou u, transformando a palavra mínimo numa “dor de cabeça.”
Esta foi aliás a razão pela qual o ponto por cima da letra i foi implementado.
Os Tipos Góticos são uma boa opção para títulos, cabeçalhos (veja-se o
exemplo do Diário de Notícias) e capitulares, ou para fazer a página trans-
mitir a sensação de um documento antigo. Por ter sido bastante usado em
textos religiosos, este estilo encontra-se também muito associado à Igreja.
Da mesma forma que nos Tipos Manuscritos, os Góticos não devem ser
compostos exclusivamente em caixa-alta (letras maiúsculas), pois tornam as
palavras ilegíveis. É também de evitar o aumento de espaço entre as letras
porque, devido à sua estrutura, os caracteres Góticos pertencem estar jun-
tos. De facto, a legibilidade não era o objectivo principal dos copistas medie-
vais. Este estilo de escrita antigo permitia-lhes, isso sim, criar uma textura
que fazia com que as páginas parecessem ter sido tecidas, e desta forma, o
que se perdia em clareza, era ganho em beleza. simulação de um texto gótico

Old English Text MT


10pt D olor sit amet, consectetuer adipiscing elit,
sed diam nonummy nibh euismod tin
cidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat
volutpat. Ut wisi enim ad minim veniam, quis
nostrud exerci tation ullamcorper suscipit lobor
tisnislutaliquipexeacommodoconsequat.Duis
autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulpu
tate velit esse molestie consequat, vel illum dolo
re eu feugiat nulla facilisis at vero eros et accum
san et iusto odio dignissim qui blandit praesent
luptatum zzril delenit augue duis dolore te feugait
nullafacilisi.Utwisienimadminimveniam,qui

NOTA: Os alemães dividem este grupo em 4 subgrupos (Gotisch, Rundgotisch, Schwa-


bacher e Fraktur), mas para os propósitos deste Guia e devido ao reduzido número de
elementos, tal não é necessário.

105
Tipog
Lucida Blackletter
1992: Charles Bigelow, Kris Holmes

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZabc
defghijklmnopq
rstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}
(åçèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

Old English Text MT

Tipogr
1990: Monotype
(Morris Fuller Benton, 1904)

ABCDEFGHI
JKLMNOPQ
RSTUVWXYZ
abcdefghijklmno
pqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}
(åçèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

106 GUIA DE TIPOS


Tipografia
Parchment
N/a

ABCDEF
GHIJKL
MNOPQ
RSTUVW
XYZabcdefghij
klmnopqrstuvwxyz
1234567890{“.;:,!?”}(
åçèíñöû)[@#§$£€%
&ß*-+=/>]

TIPOS GÓTICOS 107


108 GUIA DE TIPOS
!
Tipos Fantasia ou Decorativos
POR EXCLUSÃO de partes, os Tipos pertencentes a este grupo são todos os
constituídos por caracteres do alfabeto latino, que não se inserem nos gru-
pos anteriores. Eles são também muito fáceis de identificar; se o simples facto
de imaginar um texto composto com uma determinada Fonte quase lhe tira a
vontade de o ler, ela muito provavelmente poderá ser encontrada neste grupo.
No entanto a mesma Fonte pode, em certos casos, ser utilizada com sucesso,
tal como demonstram os exemplos abaixo.
Existem Tipos Fantasia para todos os gostos e situações, desde os que
contêm sombras, texturas, contornos, degradés ou camadas, até aos “mexi-
canos,” “militares,” “informáticos,” “à faroeste” ou “à circo.” Eles são infor-
mais, divertidos, expressivos, extravagantes e geralmente muito mais bara-
tos ou fáceis de adquirir gratuitamente, sobretudo a partir da Internet. No
entanto, devido ao seu carácter exclusivo, as oportunidades de utilização
dos Tipos Decorativos são muito limitadas, muito embora todos quantos se
iniciam nas lides da criação gráfica, se sintam atraídos por eles e tentados
a usá-los indiscriminadamente.
Dependendo do seu uso, os Tipos Fantasia transportam consigo interes-
santes emoções e conotações que podem ser exploradas criativamente, atra-
vés da sua correcta aplicação. Nem “sonhe” compor, com estas Fontes, texto
em corpos menores que 14 pontos, e muito menos em grandes quantidades!
Alguns dos “locais” mais adequados para elas, são pequenos títulos, logoti-
pos, embalagens, posters e genéricos de filmes ou como letra inicial de um
parágrafo (capitular), por exemplo.
Cuidado com este grupo! Pense duas vezes antes de utilizar um dos seus
elementos, pois muitas vezes a mensagem que quer transmitir, é passada
com maior clareza e facilidade através de um dos Tipos mencionado num
dos grupos anteriores. exemplos de utilização

Mexico
Jokerman
36pt

Playbill
60pt
Cowboy
Westminster
50pt
byte
Stencil
42pt
ARMY
109
Algerian

Tipog
1911: Stephenson Blake

ABCDEFgHiJK
LMNopQRSTUV
WXYZ1234567
890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

Castellar

Tipo
1957: John Peters

ABCDEFGHi
JKLMNopQR
STUVWXYZ1
234567890{“.;:
,!?”}(åçèíñöû
)[@#§$£€%&€
*-+=/>]

Desdemona

Tipogr
1960: John McConnell

ABCDEFGHIJKLM
NOPQRSTUVWXYZ
1234567890{“.;:,!?”}
(åçèíñöû)[@#§$
£€%&€*-+=/>]

110 GUIA DE TIPOS


Tipogr
Imprint MT Shadow
J.H. Mason

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZabc
defghijklmnopq
rstuvwxyz12345
67890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]

Colonna MT

Tipogr 1927: Monotype

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijk
lmnopqrstuvwx
yz1234567890{“.;:,
!?”}(åçèíñöû)[@#
§$£€%&ß*-+=/>]

TIPOS FANTASIA OU DECORATIVOS 111


Ravie

Tipo
1993-94: Ken O'Brien

ABCDEFGH
IJKLMNOP
QRSTUVW
XYZabcde
fghijklmn
opqrstuv
wxyz1234
567890{“.;
:,!?”}(åçèí
ñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/
>]

Showcard Gothic

Tipog
1993: Jim Parkinson

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZ1234567
890{“.;:,!?”}(å
çèíñöû)[@#§$
£€%&ß*-+=/>]

112 GUIA DE TIPOS


TiP
Goudy Stout
1930: Frederic W. Goudy

ABCDEF
GHIJK
LMNOPQ
RSTUV
WXYZ12
34567890{
“.;:,!?”}(å
çèíñöû
)[@#§$£€%
&ß*-+=/
>]

Tipog
Beesknees ITC
1991: Dave Farey

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTU
VWXYZabcde
fghijklmnopq
rstuvwxyz123
4567890{“.;:,
!?”}(åçèíñöû)
[@#§$£€%&ß
*-+=/>]

TIPOS FANTASIA OU DECORATIVOS 113


Playbill
1938: Robert Harling

Tipograficam
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU
VWXYZabcdefghijklmnopqrstu
vwxyz1234567890{“.;:,!?
“}(åçèíñöû)[@#§$£€%&ß*
-+=/>]

Tipografi
Kino MT
1930: Martin Dovey

ABCDEFGHIJKLMN
OPQRSTUVWXYZab
cdefghijklmnopqrstu
vwxyz1234567890{
“.;:,!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß*-+
=/>]

Westminster
N/a

Tipogra
ABCDEFGHIJKLM
NOPQRSTUVWX
YZabcdefghijklmn
opqrstuvwxyz123
4567890{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$£€%
&ß*-+=/>]

114 GUIA DE TIPOS


Braggadocio
1930: William A. Woolley

Tipo
ABCDEFG
HIJKLMN
OPQRSTU
VWXYZabc
defghijklm
nopqrstuv
wxyz1234
567890{“
.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

Stencil

Tipog
1937: Gerry Powell

ABCDEFgHiJK
LMNopQRSTUV
WXYZ12345678
90{“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

TIPOS FANTASIA OU DECORATIVOS 115


Tipogra
Matisse ITC
1995: Gregory Grey

ABCDEFGHIJKLMNOP
QRSTUVWXYZabcde
fghijklmnopqrs
tuvwxyz12345678
90{“.;:,!?”}(åçèíñöû)
[@#§$£€%&ß*-+=/>]

Wide Latin
1940: Stephenson Blake

Tip
ABCDE
FGHIJ
KLMNO
PQRST
UVWXY
Zabcdef
ghijklm
nopqrst
uvwxyz
123456
7890{“.;
:,!?”}(åçè
íñöû)[@#
§$£€%&
ß*-+=/>]

116 GUIA DE TIPOS


Tipografi
Juice ITC
1995: David Sagorski

ABCDEFGHIJKLMNOPQRS
TUVWXYZabcdefghijklm
nopqrstuvwxyz123456
7890{“.;:,!?”}(åçèíñöû)[
@#§$£€%&ß*-+=/>]

Tipo
Snap ITC
1995: David Sagorski

ABCDEFGH
I J K L M NO P
QRSTUVWX
YZabcdefgh
i jklmnopqrs
tuvwxyz12
34567890{
“.;:,!?”}(åç
èíñöû)[@#§
$£€%&ß*-+
=/>]

TIPOS FANTASIA OU DECORATIVOS 117


Tipogr
Harrington
N/a

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghi
jklmnopqrstuv
wxyz1234567890
{“.;:,!?”}(åçèíñöû)
[@#§$£€%&ß*
-+=/>]

Tipog
Jokerman
1995: Andrew Smith

ABCDEFGHIJ
KLMNOPQRS
TUVWXYZab
cdefghijklmno
pqrstuvwxyz
1234567890{
“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€
%&ß*-+=/>]

118 GUIA DE TIPOS


Tipogra
Curlz MT
1995: Steve Matteson, Carl Crossgrove

ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVW
XYZabcdefghijkl
mnopqrstuvwxy
z1234567890{“.;:,!
?”}(åçèíñöû)[@#§$£
€%&ß*-+=/>]

Tipogr
Ransom
N/a

ABCDEFGHIJK
LMNOPQRSTUV
WXYZabcdefghi
jklmnopqrstuvw
xyz123456789
0{“.;:,!?”}(åçèíñ
öû)[@#§$£€%&
ß*-+=/>] regular

AaBbCcDdEeFfGg bold

AaBbCcDdEeFfGgHh bold italic

AaBbCcDdEeFfGg italic

TIPOS FANTASIA OU DECORATIVOS 119


120 GUIA DE TIPOS
!
Símbolos
OS SÍMBOLOS, ou Dingbats em inglês, são Fontes não constituídas por
letras do alfabeto latino. Elas são colecções de desenhos gráficos que
incluem setas, círculos, quadrados, sinais, ornamentos, marcas, signos,
estrelas, caracteres não-latinos e outros elementos. Geralmente são com-
postas por grafismos relativos a um tema ou profissão, como desportos,
transportes, Cartografia ou Matemática, por exemplo.
Existem Símbolos sobre quase todos os assuntos imagináveis, em espe-
cial na Internet, donde podem ser obtidos quase sempre gratuitamente.
É claro que nestes casos não se pode exigir muito e o que normalmente
sucede, é serem Fontes “caseiras” mal desenhadas que bloqueiam o compu-
tador, devido à sua má qualidade, sendo por isso nada recomendáveis.
Este tipo de Fontes pode ser usado para listar ou numerar itens, quebrar
ou separar parágrafos, direccionar o leitor ou chamar a atenção para algo
importante, como ícones e botões para páginas Web, para fazer sinais e avi-
sos, ou ainda aplicado como pictogramas para substituir palavras, por
exemplo. No entanto deve ser tomada muita atenção com este último caso,
pois se o grafismo for aplicado incorrectamente, o seu significado pode tor-
nar-se ambíguo.
Por partilharem a mesma tecnologia com os Tipos, os Símbolos podem
ser inseridos entre o texto e reduzidos, aumentados, coloridos, invertidos
ou rodados, tal como ele.
Em resumo, os elementos deste grupo tão característico só devem ser usa-
dos quando forem realmente necessários, e nunca para “enfeitar” a página.

121
Como inserir um símbolo?

A MELHOR forma de inserir o símbolo desejado num Programa, é através do


“Mapa de caracteres” do Windows [charmap.exe]. Depois de accionado, atra-
vés do menu «Iniciar8Programas8Acessórios8Ferramentas do sistema»,
ou em alternativa «Iniciar8Executar...8Abrir: charmap», basta escolher,
«Seleccionar» e «Copiar» o símbolo pretendido e depois «Editar8Colar» na
Aplicação utilizada para a criação do objecto gráfico.

Muitos Programas oferecem também a possibilidade de inserir símbolos


sem necessidade do “Mapa de caracteres,” como o Microsoft Word por exem-
plo. Neste caso basta abrir o menu «Inserir8Símbolo...», seleccionar o
caracter pretendido e pressionar «Inserir» ou clicar duas vezes sobre ele.
O Word permite também associar teclas de atalho de modo a facilitar a rein-
serção de cada símbolo.

É ainda possível inserir um símbolo directamente através do teclado, bas-


tando para isso escolher primeiro a Fonte a utilizar e depois pressionar uma
tecla ou combinação de teclas. É óbvio que esta opção só resulta se souber
de antemão quais as teclas que correspondem a um determinado símbolo,
já que dificilmente acertará logo à primeira vez. Para isso, abra o “Mapa de
carateres” e memorize a informação fornecida no canto inferior direito.
Volte depois à Aplicação utilizada e pressione as teclas mencionadas. Esta
solução além de ser a mais rápida, pois só se utiliza o “Mapa de carateres”
uma vez, é muito útil quando se torna necessário reinserir um símbolo ao
longo do texto.

A = (Wingdings)

Shift ou + A =  (Wingdings)

acender luz
Num
Lock e Alt + 0 , 1 , 7 , 2 =  (Wingdings)

122 GUIA DE TIPOS


Keystrokes MT
"'/123#4567890: 1994: Joshua Hadley

<>~`[\]=_ABCDEF
GHIJKLMNOPQRSTU
VWXYZefghijkmnq
uvwxyzdloabc
prst

abcdefg
Bon Apetit MT
1994: Carolyn Gibbs

hijklmnopq
rstuvwxyz

abcdefghi
Holidays MT
1994: Carolyn Gibbs, Steve Matteson

jklmnopqr
stuvwxyz

0123456789abcd
Parties MT
Carolyn Gibbs

efghijklmno
pqrstuvwxyz

SÍMBOLOS 123
Sports Two
Carolyn Gibbs, Steve Matteson
ABCDEFGHI
JKLMNOPQR
STWXYZabc
efghijklm
nopqrstuv
wxyzdU V
Sports Three

abcdefgh
Carolyn Gibbs, Steve Matteson

ijklmnopq
rstuvwxyz
Monotype Sorts 2
1990-92: Monotype
!"#$%&'()*+,-./01234567
89:;<=>?@ABCDEFGHIJKL
MNOPQRSTUVWXYZ[
\]^_`abcdefghij
klmnopqrstuvwx
yz{|}~•€•‚ƒ„…†‡
ˆ‰Š‹Œ•Ž••‘’“”•–—
˜™š›œ•žŸ ¡¢£¤¥¦
§¨©ª«¬-®¯°±²³´µ
¶·¸¹º»¼½¾¿ÀÁÂÃÄ
ÅÆÇÈ

124 GUIA DE TIPOS


Transport MT

ABCDEFGH Caroly Gibbs, Steve Matteson

IJKLMN
OPQRSTUV
WXYZabcd
efghijkl
mnopqrst
uvwxyz
Vacation MT

ABCDEFGHI Steve Matteson

KLJMNOPQR
STUVWXYZ
abcdefigh
jklmnopqr
stuvwxyz

!"#$%&'()* Map Symbols


1995: MapInfo Corporation

+,01234567
89:;<=>?@A
BCDE./-
SÍMBOLOS 125
Webdings
1997: Microsoft, Monotype
!"#$%&'()*+,
-./01234/\|8
9:;<=>?@ABCDE
FGHIJKLMNOPQ
RSTUVWXYZ[\]
^_`abcdefghij
klmnopqrstuvw
xyz{|}~•€•‚ƒ
„…†‡ˆ‰Š‹Œ•Ž•
•‘’“”•–—˜™š›
œ•žŸ ¡¢£¤¥¦§
¨©ª«¬-®¯°±²³
´µ¶·¸¹º»¼½¾¿
ÀÁÂÃÄÅÆÇÈÉÊËÌÍ
ÎÏÐÑÒÓÔÕÖ×ØÙÚ
ÛÜÝÞßàáâãäåæ
çèéêëìíîïðñò
óôõö÷øùúûüýþ

bsdfgpouia
Signs MT
1994: Carolyn Gibbs

hjkvlzmne
wqytrcx
126 GUIA DE TIPOS
Directions MT
ABCDEFGHIJKLMN Steve Matteson

OPQRSTUVWXYZabc
defghijklmno
pqrstuvwxyz

!"#$%&'()*+,-
Wingdings 3
1990: Charles Bigelow, Kris Holmes

./0123456789:;<=
>?@ABCDEFGHI
JKLMNOPQRS⌃
⌥VWX⇪Z[\]^_`
abcdefghijklm
nopqrstuvwxy
z{|}~•€•‚ƒ„…†
‡ˆ‰Š‹Œ•Ž••‘’“”
•–—˜™š›œ•žŸ
¡¢£¤¥¦§¨©ª«¬
-®¯°±²³´µ¶·¸¹º»
¼½¾¿ÀÁÂÃÄÅÆÇÈ
É↖ËÌÍÎÏÐÑÒÓÔÕ
Ö×ØÙÚÛÜÝÞßà
áâãäåæçèéêëìíîï
SÍMBOLOS 127
Monotype Sorts
1990-92: Monotype
!"#$%&'()*+,
-./01234567
89:;<=>?@ABCDE
FGHIJKLMNOPQ
RSTUVWXYZ[\]^
_`abcdefghijk
lmnopqrstuvwxy
z{|}~•€•‚ƒ„…†‡ˆ‰Š‹Œ
•Ž••‘’“”•–—˜™š
›œ•žŸ ¡¢£¤¥¦§
¨©ª«¬-®¯°±²³´
µ¶·¸¹º»¼½¾¿À
ÁÂÃÄÅÆÇÈÉÊËÌ
ÍÎÏÐÑÒÓÔÕÖ×Ø
ÙÚÛÜÝÞßàáâãä
åæçèé

Almanac MT
Steve Matteson
ABCDEFGHJK
LMNOPQRSTU
VWXIYZabcd
efghijklmno
pqrstuvwxyz
128 GUIA DE TIPOS
!"☼$♀♁♂()*+ Bookshelf Symbol 3
N/a

,-./0123456
789:;℞=>?@A

"#$%&'()*+
Wingdings
1990: Charles Bigelow, Kris Holmes

,-./0123456
789:;<=>?@AB
CDEFGHI☺KLMNO
PQRSTUVWXYZ[☯
]^_`abcdefg
hijklmnopqr
stuvwxy⌧{|}~•€
•‚ƒ„…†‡ˆ‰Š‹Œ
•Ž••‘!’“”•–—
˜™š›œ•žŸ ¡¢
£¤¥¦§¨©ª«¬-®
¯°±²³´µ¶·¸¹º
»¼½¾¿ÀÁÂÃÄÅ
ÆÇÈÉÊËÌÍÎÏÐ
Ñ⌫⌦ÔÕÖ×ØÙÚÛ
ÜÝÞßàáâãäåæç
èéêëìíîïðñòó
ôõö÷øùúûü
SÍMBOLOS 129
!"#$%&℡()*+,-
Wingdings 2
1990: Charles Bigelow, Kris Holmes

./0123456789
:;<=>?@ABCDEF
GHIJKLMNOPQRSTU
VWXYZ[\]^_`abc
defgh0123456
789stuvwxyz{
|}~☼€•‚ƒ„…†‡ˆ
‰Š‹Œ•Ž••‘’“”•–
—˜™š›œ•žŸ ¡¢£
¤¥¦§¨©ª«¬-®¯°±
²³´µ¶·¸¹º»¼½¾¿ÀÁ
ÂÃÄÅÆÇÈÉÊËÌÍ
ÎÏÐÑÒÓÔÕÖ×ØÙ
ÚÛÜÝÞßàáâãäå
æçèéêëìíîïðñ
òóôõö÷

MS Outlook
1996: Microsoft
!"#$%&'()*

Marlett
Microsoft
0123v4w5678
9abcdefghij
klmnxyopqrs
130 GUIA DE TIPOS
!∀#∃%&∋()∗+,./01234567 Symbol
1989: Monotype

89:;<=>?≅ΑΒΧ∆ΕΦΓΗΙϑ
ΚΛΜΝΟΠΘΡΣΤΥςΩΞΨΖ[
∴]⊥_αβχδεφγηιϕκλµνο
πθρστυϖωξψζ{|}∼ϒ∂′≤⁄∞
∝ƒ♣♦♥♠•↔←↑→↓°±″≥−
×÷≠≡≈…↵ℵℑℜ℘⊗⊕
∅∩∪⊃⊇⊄⊂⊆∈∉∠∇
∏√⋅¬∧∨⇔⇐⇑⇒⇓◊〈
∑      〉 ∫ ⌠  ⌡  

MT Extra
#$%&()1234678<> 1990: Design Science

CDIKLMNOQU`abcf
hlmoprstuvw{}

ĀćDǧḤİKLMńRşTźcḍəġḥʲkł Bookshelf Symbol 1


N/a

mⁿōrṣṭvʷˣʸz¡¢£ŋ¥´¹ČĪŌ
ăáāãäåǣĕéēëīíĭïðŏóôọőŭū
ûüýþ⁰¹²³⁴⁵⁶⁷⁸⁹/×÷⁺-

AčḑEĝḨKŁḿṇṛŝṬÚŻabcijknwxyz Bookshelf Symbol 2


N/a

dḗğhḷṃśţũˇ`Þ£½ż¿ÂĈËḩħňÓ
ÕÙŚŞŢŪÞŽàáâãäĉæçẽęêëìịîı
ðñòóřõöøùúůüýþž0123456789!"#$
%&()*,.:▲/×÷+-

SÍMBOLOS 131
132 GUIA DE TIPOS
Exemplos
COSTUMA dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras, e neste
caso não existe nada melhor que um bom exemplo para demonstrar como
se devem utilizar melhor os Tipos de letra.
O conjunto de exemplos que se segue foi reunido de forma a abranger
um grande número de situações e aplicações. Na primeira parte surgem os
objectos gráficos onde as Fontes foram mal aplicadas, seguindo-se a segun-
da, onde surgem alguns exemplos de boa utilização. No primeiro caso, os
exemplos foram redesenhados de maneira a corrigi-los tipograficamente. Os
exemplos menos bons são assinalados com o símbolo : e o seu melhora-
mento com o sinal ;.
Talvez quisesse mais exemplos dos que foram aqui reproduzidos, mas a
melhor forma de os encontrar é olhando á sua volta. Infelizmente é com
relativa facilidade que se vêm objectos gráficos tipograficamente mal dese-
nhados. Este Guia apenas tenta instigar a crítica tipográfica e aumentar a
atenção visual.
Acredito que desta maneira ficará mais alerta para os problemas que
“minam” a Tipografia e pensará duas vezes antes de se decidir por um Tipo
de letra.

133
Certificado de Matrícula Exemplos melhorados

 
Comic Sans MS (bold italic)
corpo 16pt


Comic Sans MS
corpo 11pt
entrelinha 23pt


50% A4

134 GUIA DE TIPOS


Certificado de Matrícula

 
Tw Cen MT bold
corpo 16pt


Georgia
corpo 11pt
entrelinha 22pt

 CERTIFICADO DE MATRÍCULA

 Adélia do Rosário Dias Leal, Secretário da Escola Superior de Tecnologia de Tomar.

Certifico, em face dos registos existentes nesta Escola, que _______________________


________________________________________, natural de _______________
____________________________filho(a) de ____________________________

___________________________________ e de _________________________
_________________________________________, no ano lectivo de 2001/2002, é
aluno(a) e está matriculado(a) e inscrito(a) nesta Escola Superior no ____º ano no Curso de

_______________________________________________________________.

Curso Bietápico de Licenciatura: Bacharelato (3 anos) + Licenciatura (2 anos).

O presente certificado vai firmado com o selo branco em uso nesta Escola.
Escola Superior de Tecnologia de Tomar, ____/____/2001.

O Secretário,

______________________

TIFICADO DE MATRÍCULA

cretário da Escola Superior de Tecnologia de To

xistentes nesta Escola, que ______________


___________________, natural de ______
_______filho(a) de ___________________
______________ e de ________________
____________________, no ano lectivo de 2

EXEMPLOS MELHORADOS 135


Calendário escolar

 
Comic Sans MS
corpo 24pt

  CALENDÁRIO LECTIVO 2001/2002


Comic Sans MS
corpo 16pt  Matrículas/Inscrições:
entrelinha 22pt
1° e 4° anos  24 a 28 de Setembro
2°, 3° e 5° anos  17 a 21 de Setembro

Wingdings  Os alunos que tenham a sua situação
corpo 18pt
 definida relactivamente ao ano curricular
(ainda que aguardando classificações), devem
 efectuar a sua matricula/inscrição na data
Comic Sans MS regular/bold determinada no calendário lectivo.
corpo 18pt
entrelinha 25pt Nos três dias seguintes à afixação das
classificações em falta, devem dirigir-se aos
serviços académicos para regularização da
Comic Sans MS inscrição nas respectivas disciplinas.
corpo 12pt
 PERÍODO DE AULAS
1° Semestre 2° Semestre Férias

Início Fim Início Fim Natal Carnaval Páscoa
Comic Sans MS 21 Dezembro 11 25 Março
corpo 10pt 1 26 4 22
a a a
Outubro Janeiro Março Junho
2 Janeiro 13 Fevereiro 1 de Abril

AVALIAÇÕES

Exames
1° Semestre 2° Semestre Recurso Trabalhador Época Especial
Estudante

Frequências: Frequências: 1° Ciclo:

28/01 a 09/02 24/06 a 10/07 7 a 12/10


5 a 16/09 23 a 28/09
Exames: Exames: 2° Ciclo:

14 a 28/02 11 a 27/07 2 a 9/12

Inscrições melhoria: Inscrições melhoria: Inscrições: Inscrições: Inscrições:


2 dias antes do exame 2 dias antes do exame 2 e 3/09 19/9 1° Ciclo: 3/10
2°Ciclo: 27/11

ês dias seguintes à afix


50% A4
cações em falta, devem dir
académicos para regular
o nas respectivas disciplinas

PERÍODO DE AULAS
2° Semestre Fé
Início Fim Natal Ca

21 Dezembro
4 22
a
Março Junho
2J n i 13 F

136 GUIA DE TIPOS


Calendário escolar

 
Trebuchet bold
corpo 30pt

 CALENDÁRIO LECTIVO 2001/2002 


Trebuchet bold
 Matrículas/Inscrições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . corpo 16pt
1º e 4º anos » 24 a 28 de Setembro
 
2º, 3º e 5º anos » 17 a 21 de Setembro

Os alunos que tenham a sua situação definida relactiva- Trebuchet
corpo 15pt
mente ao ano curricular (ainda que aguardando classifi-
entrelinha 22pt
cações), devem efectuar a sua matricula/inscrição na data
determinada no calendário lectivo.

Nos três dias seguintes à afixação das classificações
Century Schoolbook
em falta, devem dirigir-se aos serviços académicos para re- corpo 15pt
gularização da inscrição nas respectivas disciplinas. entrelinha 22pt

Período de Aulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

1º Semestre 2º Semestre Férias Century Schoolbook regular/bold


Início Fim Início Fim Natal Carnaval Páscoa corpo 15pt
entrelinha 25pt
1 26 4 22 21 Dezembro 11 a 13 25 Março
Outubro Janeiro Março Junho a 2 Janeiro Fevereiro a 1 Abril

Avaliações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trebuchet bold/italic


corpo 10pt
1º Semestre
Frequências Exames


28 Janeiro 14 a 28
a 9 Fevereiro Fevereiro
Exames Century Schoolbook
Recurso
Trabalhador Época Especial corpo 9pt
Inscrições para melhoria: 2 dias antes do Exame
Estudante 1.º Ciclo 2.º Ciclo
entrelinha 12pt
5 a 16 23 a 28 7 a 12 2a9
2º Semestre Setembro Setembro Outubro Dezembro
Frequências Exames
Inscrições
24 Junho 11 a 27
a 10 Julho Julho 2e3 19 3 27
Setembro Setembro Outubro Novembro

Inscrições para melhoria: 2 dias antes do Exame

determinada no calendá
Nos três dias seguint
em falta, devem dirigir-
gularização da inscrição

Período de Aulas . . . . . . .
1º Semestre 2º S
Início Fim Início

1 26 4
Outubro Janeiro Março

EXEMPLOS MELHORADOS 137


Ficha de aluno

 
Times New Roman bold italic
corpo 12pt

 ESTGT – DEPARTAMENTO TAG



Times New Roman bold
corpo 16pt  FICHA DE ALUNO ° Semestre 

 NOME: _________________________________________________________
 colar

Times New Roman bold fotografia


NR°.: _______ ANO: _______ TURMA: _______ ANO LECT. ____/___
corpo 14pt

DISCIPLINA: ____________________________________________________

Times New Roman bold
corpo 10pt  AVALIAÇÃO

Data Nota Data Nota Data Nota


TESTES
TRABALHOS PRÁTICOS
INFORMAÇÕES ORAIS

Times New Roman bold


corpo 8pt FREQUÊNCIAS
INFORMAÇÃO FINAL:
EXAME ESCRITO


EXAME ORAL

Times New Roman bold


corpo 9pt
 ASSIDUÍDADE


O N D J F M A M J O N D J F M A M J
1 16
2 17
3 18
4 19
5 20
6 21
7 22
8 23
9 24
10 25
11 26
12 27
13 28
14 29
15 30
31

 OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

50% A4

138 GUIA DE TIPOS


Ficha de aluno


Este exemplo não é exactamente um caso
de má utilização dos Tipos. Ele serve mais
para demonstrar que existem muitas outras
ESTGT – DEPARTAMENTO TAG
Fontes, para além da Times New Roman, que
se adequam tão bem, ou melhor às várias
FICHA DE ALUNO ° Semestre situações. Com ele constata-se também que
o simples facto de trocar o Tipo de letra
NOME: ___________________________________________________ para Trebuchet MS fez alterar o aspecto
colar
do documento. Este agora parece muito
fotografia
N.º: _______ ANO: ______
_ TURMA: _______ ANO LECT. ____/___ mais simples e actual.

DISCIPLINA: _______________________________________________

AVALIAÇÃO

Data Nota Data Nota Data Nota


TESTES
TRABALHOS PRÁTICOS
INFORMAÇÕES ORAIS

FREQUÊNCIAS
INFORMAÇÃO FINAL:
EXAME ESCRITO

EXAME ORAL

ASSIDUÍDADE

O N D J F M A M J O N D J F M A M J
1 16
2 17
3 18
4 19
5 20
6 21
7 22
8 23
9 24
10 25
11 26
12 27
13 28
14 29
15 30
31

OBSERVAÇÕES: _____________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

EXEMPLOS MELHORADOS 139


Capa do suplemento
“Cartaz” do jornal Expresso

 

Cartaz
Verdana bold
corpo 36pt
entrelinha 36pt


Verdana
corpo 14pt
entrelinha 20pt


Verdana
corpo 8pt
entrelinha 20pt

nº1517 • 24 Novembro 2001



BALLET
FORSYTHE
 O coreógrafo de Frankfurt regressa
a Portugal com quatro espectáculos.
E com uma entrevista Pág. 26 

50% 300×225mm

BALLET
FORSYTHE
O coreógrafo de Frankfurt reg
a Portugal com quatro espect
E com uma entrevista Pág. 26

140 GUIA DE TIPOS


Capa do suplemento
“Cartaz” do jornal Expresso

 

Cartaz
Franklin Gothic Demi
corpo 36pt
entrelinha 36pt


Franklin Gothic Medium
corpo 14pt
entrelinha 20pt


Franklin Gothic Medium
corpo 8pt
entrelinha 20pt

nº1517 • 24 Novembro 2001


BALLET
FORSYTHE
 O coreógrafo de Frankfurt regressa
a Portugal com quatro espectáculos.
E com uma entrevista Pág. 26 

BALLET
FORSYTHE
O coreógrafo de Frankfurt regres
a Portugal com quatro espectácu
E com uma entrevista Pág. 26

EXEMPLOS MELHORADOS 141


Página do suplemento
“Cartaz” do jornal Expresso

 
Verdana
corpo 11,5pt

Cartaz

Verdana bold
corpo 32pt


Garamond regular/bold
corpo 11pt
entrelinha 12,5pt


Verdana bold
corpo 12pt

FOTOGRAFIAS: NUNO GUERREIRO


entrelinha 25pt

 O cinema reabre hoje as portas com «Quem És Tu», de João Botelho, e muita produção nacional

 Começa o filme do S. Jorge


 O que era cor de laranja enferru-
jado voltou a ser dourado vivo.
amplificadores de potência máxi-
ma». Na Sala 2 passa Frei Luís
da Câmara Municipal de Lisboa
(CML), vamos percorrendo os
Novembro de 2000, as portas fe-
charam, as salas exibiam pelícu-
O empapelado das paredes, em de Sousa, de António Lopes Ri- espaços ainda vazios do cinemalas para uma plateia mínima. O
cima do qual se tinha procedido beiro; e na Sala 3, em homena- projectado pelo arquitecto Fer-
abandonado São Jorge de outros
a sucessivas pinturas, regressou à gem ao passado, Lisboa, Cróni- nando Silva e aberto ao público
tempos asfixiava-se em camadas
madeira original. Devolveu-se ao ca Anedótica, um filme mudo a 23 de Fevereiro de 1950, comde pó. Até que veio a imobiliária
S. Jorge a sua traça inicial, sem ti- de Leitão de Barros. Amanhã tu- a exibição do filme Os SapatosEuroamer tirá-lo das mãos da
rar nem pôr, a mesma alcatifa e do fica como hoje, com entrada Vermelhos, da dupla Powell e Cinema International Corpora-
as mesmas cadeiras que sensivel- gratuita a quem quiser ver. E na Pressburger. Antes, havia uma tion e o futuro parecia querer
mente há um ano se encontra-
vam em estado de degradação e
 converter o prédio
num hotel ou em mais
agora esperam, limpas, a chegada AGORA QUE O ESPAÇO ESTÁ PRONTO FALTA UM um centro comercial.
das pessoas. O cinema reabre es- O Estado detinha
ta noite as portas com a estreia PROGRAMA E CONTEÚDOS PARA PREENCHÊ-LO um direito de prefer-
do último filme de João Botelho, ência previsto na Lei
Quem És Tu?, que fará as hon- segunda-feira, arranca a progra- uma enorme sala para 1800 es- do Património Cultural, mas fez
ras da casa na Sala 1, a enorme mação normal, com Vale Abra- pectadores, na altura em que o silêncio. Era Agosto. Passaram-se
sala com cerca de 800 lugares ão, de Manoel de Oliveira, e S. Jorge recebia perto de 3000 dois meses sem definições con-
que foi equipada com novos apa- Goya em Bordéus, do espanhol pessoas por semana e uma ca- cretas. Tanto a Câmara Munici-
relhos de som e imagem. O Sr. Carlos Saura, a acompanhar a deira no balcão de luxo custava pal de Lisboa como o IPPAR ti-
Pichel, director técnico, explica: película de Botelho, que prosse- 50 escudos. nham supostamente renunciado
«Uma lanterna nova, outra res- gue no primeiro andar. Depois, em 1984, três salas ao direito de compra que lhes as-
taurada, com espelhos, lâmpadas Guiados por Maria do Ros- substituíam a anterior, na tentati- sistia. Afirmaram não ter sido
e leitores ópticos flamantes, e sis- ário Santos, que dirige o Depar- va de adaptar o antigo cinema notificados. Em Novembro des-
tema DTS e SDDS para os oito tamento de Apoio à Presidência aos novos hábitos. Quando, em se ano, surgiu uma primeira luz,

6 EXPRESSO | 24 NOVEMBRO 2001

O cinema reabre hoje as portas com 50% 300×225mm

Começa o f
O que era cor de laranja enferru- amplificadores d
jado voltou a ser dourado vivo. ma». Na Sala 2
O empapelado das paredes, em de Sousa, de An
cima do qual se tinha procedido beiro; e na Sala
a sucessivas pinturas, regressou à gem ao passado,
madeira original. Devolveu-se ao ca Anedótica,
S. Jorge a sua traça inicial, sem ti- de Leitão de Bar
rar nem pôr, a mesma alcatifa e do fica como ho
as mesmas cadeiras que sensivel- gratuita a quem
mente há um ano se encontra-

142 GUIA DE TIPOS


Página do suplemento
“Cartaz” do jornal Expresso

 
Franklin Gothic Book
corpo 12,5pt
Cartaz


Franklin Gothic Demi
corpo 36pt


Franklin Gothic Demi
corpo 14pt
entrelinha 22pt

FOTOGRAFIAS: NUNO GUERREIRO


 O cinema reabre hoje as portas com «Quem És Tu», de João Botelho, e muita produção nacional

 Começa o filme do S. Jorge


O que era cor de laranja enferru- amplificadores de potência máxi- da Câmara Municipal de Lisboa Novembro de 2000, as portas fe-
jado voltou a ser dourado vivo. ma». Na Sala 2 passa Frei Luís (CML), vamos percorrendo os charam, as salas exibiam pelícu-
O empapelado das paredes, em de Sousa, de António Lopes Ri- espaços ainda vazios do cinemalas para uma plateia mínima. O
cima do qual se tinha procedido beiro; e na Sala 3, em homena- projectado pelo arquitecto Fer-
abandonado São Jorge de outros
a sucessivas pinturas, regressou à gem ao passado, Lisboa, Cróni- nando Silva e aberto ao público
tempos asfixiava-se em camadas
madeira original. Devolveu-se ao ca Anedótica, um filme mudo a 23 de Fevereiro de 1950, comde pó. Até que veio a imobiliária
S. Jorge a sua traça inicial, sem ti- de Leitão de Barros. Amanhã tu- a exibição do filme Os SapatosEuroamer tirá-lo das mãos da
rar nem pôr, a mesma alcatifa e do fica como hoje, com entrada Vermelhos, da dupla Powell e Cinema International Corpora-
as mesmas cadeiras que sensivel- gratuita a quem quiser ver. E na Pressburger. Antes, havia uma tion e o futuro parecia querer
mente há um ano se encontra-
vam em estado de degradação e
 converter o prédio
num hotel ou em mais
agora esperam, limpas, a chegada AGORA QUE O ESPAÇO ESTÁ PRONTO FALTA UM um centro comercial.
das pessoas. O cinema reabre es- O Estado detinha
ta noite as portas com a estreia PROGRAMA E CONTEÚDOS PARA PREENCHÊ-LO um direito de prefer-
do último filme de João Botelho, ência previsto na Lei
Quem És Tu?, que fará as hon- segunda-feira, arranca a progra- uma enorme sala para 1800 es- do Património Cultural, mas fez
ras da casa na Sala 1, a enorme mação normal, com Vale Abra- pectadores, na altura em que o silêncio. Era Agosto. Passaram-se
sala com cerca de 800 lugares ão, de Manoel de Oliveira, e S. Jorge recebia perto de 3000 dois meses sem definições con-
que foi equipada com novos apa- Goya em Bordéus, do espanhol pessoas por semana e uma ca- cretas. Tanto a Câmara Munici-
relhos de som e imagem. O Sr. Carlos Saura, a acompanhar a deira no balcão de luxo custava pal de Lisboa como o IPPAR ti-
Pichel, director técnico, explica: película de Botelho, que prosse- 50 escudos. nham supostamente renunciado
«Uma lanterna nova, outra res- gue no primeiro andar. Depois, em 1984, três salas ao direito de compra que lhes as-
taurada, com espelhos, lâmpadas Guiados por Maria do Ros- substituíam a anterior, na tentati- sistia. Afirmaram não ter sido
e leitores ópticos flamantes, e sis- ário Santos, que dirige o Depar- va de adaptar o antigo cinema notificados. Em Novembro des-
tema DTS e SDDS para os oito tamento de Apoio à Presidência aos novos hábitos. Quando, em se ano, surgiu uma primeira luz,

6 EXPRESSO | 24 NOVEMBRO 2001

O cinema reabre hoje as portas com

Começa o f
O que era cor de laranja enferru- amplificadores d
jado voltou a ser dourado vivo. ma». Na Sala 2
O empapelado das paredes, em de Sousa, de An
cima do qual se tinha procedido beiro; e na Sala
a sucessivas pinturas, regressou à gem ao passado,
madeira original. Devolveu-se ao ca Anedótica,
S. Jorge a sua traça inicial, sem ti- de Leitão de Bar
rar nem pôr, a mesma alcatifa e do fica como ho
as mesmas cadeiras que sensivel- gratuita a quem
mente há um ano se encontra-

EXEMPLOS MELHORADOS 143


Brochura de receitas

 
Verdana bold
corpo 11pt

 O queijo na Culinária

Verdana regular/bold  Apesar de se perderem nos meandros da História
as origens do queijo, a sua versatilidade invade
cada vez mais o domínio da culinária. Há sempre
corpo 7pt
um queijo para cada ocasião, desde os mais suaves,
entrelinha 10pt passando pelos mais maduros, até à gama dos
salgados e dos picantes, nas suas inúmeras
colorações e texturas, ora mais macias, ora mais
consistentes, ora marmoreadas, ora coaguladas...
 Enfim, a fantástica família de queijos é
Verdana regular/bold composta por infinitas delícias e infinitas são
também as suas possibilidades de utilização.
corpo 33pt

 O queijo é um ingrediente de enorme riqueza


culinária, que confere um carácter muito peculiar
Verdana bold a uma grande variedade de pratos salgados ou
de doces iguarias.
corpo 60pt São inúmeras as receitas que convidam o queijo
para ingrediente principal ou para complementar
o sabor.
São exemplo disso, além das pizzas e lasanhas,
diversas receitas de gratinados, assados, fritos,
grelhados, tortas, tartes, suflês, fondues, patês,
molhos e saladas e também variados tipos de
sobremesas.

Atreva-se a experimentar as nossas


sugestões e surpreenda toda a família com
novos sabores que desafiam o paladar...

 O Queijo na

Culinária 

eijo na Culinária

ueijo na de se perderem nos meandros da Histó


ns do queijo, a sua versatilidade inva
z mais o domínio da culinária. Há sem
jo para cada ocasião, desde os mais suav

Culin
o pelos mais maduros, até à gama dos
s e dos picantes, nas suas inúmeras
es e texturas, ora mais macias, ora m
ntes, ora marmoreadas, ora coaguladas.

a fantástica família de queijos é


sta por infinitas delícias e infinitas s

144 GUIA DE TIPOS


Brochura de receitas

 
Berlin Sans FB demi bold
corpo 12,5pt

 O queijo na Culinária

Apesar de se perderem nos meandros da História
as origens do queijo, a sua versatilidade invade Berlin Sans FB
cada vez mais o domínio da culinária. Há sempre
corpo 38pt
um queijo para cada ocasião, desde os mais suaves,
passando pelos mais maduros, até à gama dos
salgados e dos picantes, nas suas inúmeras


colorações e texturas, ora mais macias, ora mais
consistentes, ora marmoreadas, ora coaguladas...

Enfim, a fantástica família de queijos é Berlin Sans FB demi bold


composta por infinitas delícias e infinitas são corpo 68pt
também as suas possibilidades de utilização.

O queijo é um ingrediente de enorme riqueza


culinária, que confere um carácter muito peculiar
a uma grande variedade de pratos salgados ou
de doces iguarias.
São inúmeras as receitas que convidam o queijo
para ingrediente principal ou para complementar
o sabor.
São exemplo disso, além das pizzas e lasanhas,
diversas receitas de gratinados, assados, fritos,
grelhados, tortas, tartes, suflês, fondues, patês,
molhos e saladas e também variados tipos de
sobremesas.

Atreva-se a experimentar as nossas


sugestões e surpreenda toda a família com
novos sabores que desafiam o paladar...

 O Queijo na
Culinária 

ueijo na
60% 145×160mm eijo na Culinária
de se perderem nos meandros da Histó
ns do queijo, a sua versatilidade inva

Culin
z mais o domínio da culinária. Há sem
jo para cada ocasião, desde os mais suav
o pelos mais maduros, até à gama dos
s e dos picantes, nas suas inúmeras
es e texturas, ora mais macias, ora m
ntes, ora marmoreadas, ora coaguladas.

a fantástica família de queijos é


sta por infinitas delícias e infinitas s

EXEMPLOS MELHORADOS 145


Tríptico informativo

 
Arial Rounded MT
corpo 38pt
entrelinha 40pt
 Docent

Arial
Training
corpo 9,5pt
entrelinha 13pt
Program

A commitment to education and
the preservation of Houston's history


Arial Rounded MT
corpo 17pt
entrelinha 20pt


Arial italic
corpo 13pt
entrelinha 15,5pt


Arial Rounded MT  The Heritage
corpo 11pt
Society
entrelinha 13pt

 Walk into
Houston's
Past

50% A4

 Walk into Houston's Planning your Rules


Past with Heritage Journey for
The Heritage Society Tour Student Conduct

 The Heritage Society museum,  Tour Reservations Students must remain orderly
located in Sam Houston Park in the heart Reservations are required for all school tours; and quiet; chaperones are
of downtown Houston, is dedicated to tour are at 10 a.m. weekdays. They are responsible for supervising the
preserving a segment of Houston's past. scheculed on a first-come, first-served basis students while on tour.
Eight historic structures and a museum and are limited to a maximum of 45 students.
gallery are open for tours seven days For tour information and reservations,
Stay with the group
and tour guide at all times.
a week. An accredited museum, The please contact the Group Tours Secretary
Heritage Society provides a wide range at 713-655-1912
Photography is prohibited
of educational and cultural programs
inside the museum gallery and historic
designed to provoke an awareness Admission structures. Photos are permitted
of the importance of history. $1.00 per student outside in the Park.
$3.00 per chaperone
A $20.00 non-refundable deposit is required Please do not touch
to reserve the date. Reservations without a the museum artifacts, including all
deposit will not be guaranteed. furniture within the historic structures.
Walk in designated areas only.
Chaperones
School groups are divided into groups of
Food, gum, and drinks
are not allowed inside the buildings.
10-15 students. One chaperone is required
Students are welcome to bring their lunches
for every ten students.
to eat outside in the Park after the tour.

Arrival
Tour start promptly ate 10:00 a.m. and
last approximatly 1 ½ hours. Groups TEACHERS, please review
arriving late may be subjected to abbreviated these rules with students
or canceled tours. before touring!

Parking
Heritage Journey is part of the museum's Parking is available in the lot behind the
educational program, offering guided tours Kellum-Noable House (Allen Parkway inbound
of several historic structures in Sam Houston on the right past 1-45). Students should remain
Park. The tours are designed to enhance the on buses until a chaperone has checked in at
curriculum of the third and fourth grades in the Tour Office, located in the Long Row
the Texas school system. Building at 1100 Bagby.

146 GUIA DE TIPOS


Tríptico informativo

 
Poor Richard
  corpo 44pt

THE HERITAGE SOCIETY


Docent 
Palace Script MT
Training corpo 60pt
entrelinha 44pt
Program 
Palace Script MT
corpo 29pt


Poor Richard
corpo 17pt
entrelinha 20pt


Arial italic
corpo 10pt
A commitment to education and entrelinha 14pt
the preservation of Houston's history


 Arial regular/bold/italic
Walk into Houston's Past corpo 9,5pt
entrelinha 12pt

Planning your Heritage


Journey Tour
 Heritage Journey is part of the museum's
educational program, offering guided tours
of several historic structures in Sam Houston
Park. The tours are designed to enhance the
curriculum of the third and fourth grades in
the Texas school system.

Tour Reservations
Reservations are required for all school tours;
tour are at 10 a.m. weekdays. They are
scheculed on a first-come, first-served basis
and are limited to a maximum of 45 students.
For tour information and reservations,
please contact the Group Tours Secretary Rules for Student Conduct
at 713-655-1912
Students must remain orderly and quiet;
chaperones are responsible for supervising
Admission
the students while on tour.
$1.00 per student
$3.00 per chaperone
Stay with the group
A $20.00 non-refundable deposit is required
and tour guide at all times.
to reserve the date. Reservations without a
deposit will not be guaranteed.
Photography is prohibited
inside the museum gallery and historic
Chaperones
 Walk into Houston's Past with School groups are divided into groups of
structures. Photos are permitted
outside in the Park.
10-15 students. One chaperone is required
The Heritage Society for every ten students.
Please do not touch the museum artifacts,
 The Heritage Society museum, Arrival
including all furniture within the historic
structures. Walk in designated areas only.
located in Sam Houston Park in the heart Tour start promptly ate 10:00 a.m. and
of downtown Houston, is dedicated to last approximatly 1 ½ hours. Groups
Food, gum, and drinks are not allowed
preserving a segment of Houston's past. arriving late may be subjected to abbreviated
inside the buildings. Students are welcome
Eight historic structures and a museum or canceled tours.
to bring their lunches to eat outside in the
gallery are open for tours seven days Park after the tour.
Parking
a week. An accredited museum, The Parking is available in the lot behind the
Heritage Society provides a wide range Teachers, please review these rules
Kellum-Noable House (Allen Parkway inbound
with students before touring!
of educational and cultural programs on the right past 1-45). Students should remain
designed to provoke an awareness on buses until a chaperone has checked in at
of the importance of history. the Tour Office, located in the Long Row
Building at 1100 Bagby.

EXEMPLOS MELHORADOS 147


Anúncio de jornal

 
Gill Sans MT bold
corpo 20pt


Garamond bold
corpo 29pt

  INCENTIVOS ÀS EMPRESAS
Gill Sans MT regular/bold/italic
corpo 12pt
entrelinha 18pt
 Redução de Taxa
 • Decreto-Lei N.° 89/85, de Maio

- Isenção de contribuições 100% às empresas durante 36 meses
Times New Roman bold italic
corpo 14pt
Quem tem direito:
- Quem contrata trabalhadores à procura do 1°emprego ou desempregado
 de longa duração.
Gill Sans MT bold
corpo 16pt - Quem contrata trabalhadores Deficientes (Dec.Lei N.° 299/86, de 19 de
Setembro)
 Taxa de 12,5% para as empresas
Brush Script MT italic
corpo 30pt - Quem contrata trabalhadores Pensionistas de Velhice
Taxa de 15,30% para as empresas
Taxa de 7,80% para os trabalhadores
 Para mais informações contacte os nossos serviços
 SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
 Mais perto de si!
80% 128×158mm

148 GUIA DE TIPOS


Anúncio de jornal

Lucida Sans demi bold


corpo 24pt

Lucida Sans
corpo 20pt

INCENTIVOS ÀS EMPRESAS Lucida Fax demi bold/italic


corpo 8pt
Redução de Taxa entrelinha 14pt
Decreto-Lei N.° 89/85, de Maio
Isenção de contribuições 100%
às empresas durante 36 meses
Lucida Bright regular/demi bold/italic
corpo 11pt
entrelinha 20pt
Têm direito as empresas que contratam trabalhadores:

4à procura do 1°emprego
ou desempregados de longa duração Marlett
corpo 13pt
4deficientes (Dec.Lei N.° 299/86, de 19 de Setembro) entrelinha 20pt

» taxa de 12,5% para as empresas

4pensionistas de velhice Lucida Sans regular/demi bold/demi italic


» taxa de 15,30% para as empresas corpo 10pt
entrelinha 17,5pt
» taxa de 7,80% para os trabalhadores

Para mais informações contacte os nossos serviços


SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL Mais perto de si !

EXEMPLOS MELHORADOS 149


Anúncio de jornal

Broadway
corpo 17pt
entrelinha 22,5pt AGÊNCIA DE DOCU-
MENTAÇÃO
Arial bold italic De: Maria Eduarda Luz Ruivo Lourenço
corpo 8pt
Ao seu dispôr para os seguintes serviços:
- Legalização de Viaturas Nacionais e Estrangeiras
Arial - Legalização de Cartas de Condução
corpo 10pt
escala horizontal 125% - Cartões de Condomínio e Firmas
- IRS Mod. I e II
- Isenção de Horários de Trabalho
Arial bold
corpo 8,5pt RUA DO MONTEPIO, N.º1 - 2200-429 ABRANTES - TELEF.241 372 797
entrelinha 14pt

Arial Narrow bold


corpo 9,5pt

150 GUIA DE TIPOS


Anúncio de jornal

Wingdings
corpo 55pt

Agência de Documentação
De: Maria Eduarda Luz Ruivo Lourenço
Haettenschweiler
corpo 25pt

Serviços:
Legalização de Viaturas Nacionais e Estrangeiras Arial
corpo 6pt
Legalização de Cartas de Condução entrelinha 10pt

Cartões de Condomínio e Firmas


RUA DO MONTEPIO, N.º1 IRS Mod. I e II
2200-429 ABRANTES Haettenschweiler
TELEF. 241 372 797 Isenção de Horários de Trabalho corpo 12pt
entrelinha 18pt

Placard condensed
corpo 11pt
entrelinha 18pt

EXEMPLOS MELHORADOS 151


Sinalética

v impressos
Directions MT

Algerian

tesouraria u

152 GUIA DE TIPOS


Sinalética

Impressos


p

Directions MT


Franklin Gothic demi condensed

Tesouraria q

Tw Cen MT condensed extra bold

Impressos
Tesouraria


EXEMPLOS MELHORADOS 153


Carta Bons exemplos


Bodoni MT
corpo 12pt
entrelinha 15pt


City Councillor • conseiller municipal
Bodoni MT
corpo 11pt
entrelinha 14,5pt
 Suscipit Lobortis Nrerqewr 14, 0000
Nulla Facilaugra
000 Hendrerit Stamu
0R0 H0N

Dreabs Sorip

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nostrud exerci tation ullamcorper suscipit lobortis nisl ut aliquip ex ea commodo consequat.
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Duis autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit esse molestie consequat.

Vel illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et accumsan et iusto odio dignissim
quiblandit praesent luptatum zzril delenit augue duis dolore te feugait nulla facilisi.

Luptatu m Chortum

City Hall, 510 Main Street • Hôtel de ville, 510 Rue Main • Winnipeg, Manitoba R3B 1B9

50% Letter

Suscipit Lobortis
Nulla Facilaugra
000 Hendrerit Stamu
0R0 H0N

Dreabs Sorip

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer a


tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam e
nostrud exerci tation ullamcorper suscipit lo
Duis autem vel eum iriure dolor in hendreri
illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero
blandit praesent luptatum zzril delenit augu

154 GUIA DE TIPOS


Carta


Lucida Sans
corpo 9pt
entrelinha 12,5pt
Unit or Service
Private Bag 3010
Hamilton

New Zealand
Lucida Bright
Phone 07 838 6699
www.hcc.govt.nz corpo 8pt
Date
entrelinha 12,5pt
 Name of Addressee
Business Title
Company Name
Street Address/PO Box 
Suburb
City Lucida Sans
corpo 8pt
entrelinha 12,5pt

Dear Name of Addressee

 This example of a letter shows how all Hamilton City Council general correspondence should look.

The top margin should be 50mm (text aligning with the top of the fading blue bar on the left side
of the page). The left margin should be 20mm and the right margin 40mm. The bottom margin must
be at least 15mm.

The base line of the words ‘Hamilton City Council’ is 20mm from the top of the page. Where it is
necessary to include unit or team titles they should align with the 20mm baseline.

All text is aligned to the left, not justified. If you need to put a subject heading at the beginning of
the letter, leave one line after the salutation and put it there in bold (no capitals or underlining).

Note there is no punctuation in the address details, the salutation or the closing. The text should
always be single spaced, with two returns between paragraphs. If your letter is longer than one page
use a plain follow-on sheet.

Body text size may be based on the amount of text in any given letter but should be no larger than
11pt.

Bold and italics should not be used unless words or phrases need emphasising.

It’s easy to make mistakes when you’re writing a letter. Make sure you spell-check and proof-read
it before you send it.

Yours sincerely

 Your Name
Your Position
Your Unit
Phone 07 (your phone)
Fax (your fax)
Email (your email)

Name of Addressee
Business Title
50% A4
Company Name
Street Address/PO Box
Suburb
City

Dear Name of Addressee

This example of a letter shows how all Ham

The top margin should be 50mm (text aligni


of the page). The left margin should be 20m
be at least 15mm.

BONS EXEMPLOS 155


Cartões


Calisto bold
corpo 7pt
NAME 
TITLE (IF APPROPRIATE) 
 PROGRAM/DEPARTMENT/
Calisto OFFICE (IF NECESSARY)
corpo 6pt
entrelinha 11pt

 101C FISHER HALL • 2100 NEIL AVENUE 


Calisto COLUMBUS, OH 43210-1144 • TELEPHONE: 614-292-2181
corpo 6,5pt
FAX: 614-292-8010 • E-MAIL: example.1@osu.edu
entrelinha 11pt
http://www.cob.ohio-state.edu


Georgia
corpo 9,5pt


Gill Sans MT bold  University of California, San Diego
corpo 7,5pt
 NAME OF CARD HOLDER
 UCSD Official Title
 Office, Department, or Organization Title
Gill Sans MT regular/italic
corpo 7pt
 9500 Gilman Drive TEL: (858) 534-0000 ext. 000
entrelinha 8,5pt
La Jolla, California FAX: (858) 534-0000
92093-0000 emailaddress@ucsd.edu


Gill Sans MT regular/italic
corpo 6,5pt
entrelinha 9pt


Georgia
corpo 8,5pt

University of California, San Diego

NAME OF CARD HOLDER


UCSD Official Title
Office, Department, or Organization Title
9500 Gilman Drive TEL: (858) 534-0000 ext. 000
La Jolla, California FAX: (858) 534-0000
92093-0000 PAGE: (858) 534-0000
CEL: (858) 534-0000
10300 N.Torrey Pines Rd. WEB: www.ucsd.edu
Plaza Level, La Jolla emailaddress@ucsd.edu

156 GUIA DE TIPOS


Cartões


Goudy Old Style
corpo 8pt
entrelinha 9,5pt


N U I M AY N O O T H News Gothic MT regular/bold
Ollscoil na hÉireann Má Nuad
corpo 6,5pt
entrelinha 8pt

 W. J. Smyth, B.A., Ph.D., LL.D.


President

 National University of Ireland, Maynooth,


Maynooth, Co. Kildare, Ireland.
Tel: +353 1 708 3895 Fax: +353 1 628 6583 Email: president.nuim@may.ie


Tw Cen MT Condensed
corpo 7,5pt
 Parc Industriel des Hauts Sarts +32 (0)4-240 52 11
4040 Herstal - Belgique Fax: +32 (0)4-240 52 12 entrelinha 8pt
Gsm: +32 (0)75-67 90 27
e-mail: aalmeida@browning.com

Tw Cen MT Condensed
corpo 11pt


High Tower Text italic
 A N A A L ME I D A corpo 6pt

 directora de marketing

BONS EXEMPLOS 157


Curriculum Vitæ


Franklin Gothic Heavy
corpo 22pt

 Marta Ribeiro
  Rua do Mercado, 17
Palhavã, 2300 Tomar
Californian FB telefone > 249 656 212
corpo 12pt e-mail > mribeiro@correio.pt
entrelinha 15pt
 Habilitações
Dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tin-
 cidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim ad minim ve-
niam, quis nostrud exerci tation ullamcorper suscipit lobortis nisl ut aliquip ex ea
Franklin Gothic Demi commodo consequat. Duis autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate ve-
corpo 16pt lit esse molestie consequat, vel illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et
accumsan et iusto odio dignissim qui blandit praesent luptatum zzril delenit.

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euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Lorem ipsum do-
Franklin Gothic Demi lor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam.
corpo 11pt
entrelinha 15pt
Formação Académica
1997  Licenciatura de Enfermagem, graduada com distinção com média de 17 valores
Escola Superior de Medicina e Enfermagem de Silves.

Experiência Profissional
2000 - presente Enfermeira Superior, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euis-
mod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat.

1997 - presente Enfermeira Assistente, ut wisi enim ad minim veniam, quis nostrud exerci tation
ullamcorper suscipit lobortis nisl ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis autem
vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit esse molestie consequat, vel il-
lum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et accumsan et iusto odio dignis-
sim qui blandit praesent luptatum zzril delenit.

1995 - 1996 Ajudante de Enfermagem, sorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit,
sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna.

1991 - 1994 Assistente de Laboratório, aliquam erat volutpat adipiscing elit, sed diam. Dolor sit
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o Académica
Licenciatura de Enfermagem, graduad
Escola Superior de Medicina e Enferm

158 GUIA DE TIPOS


Desdobrável


››
News Gothic MT regular/bold/italic
30 | 31 1|2|3|4 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 2 corpo 6pt
rço | abril | maio | junho | julho agosto | setembro | outubro | novembro | dezembro  entrelinha 9pt
›› PORTONATALTEATROINTERNACIONAL


Estreia absoluta  News Gothic MT bold
BALLETEATRO AUDITÓRIO
Teatro Meridional (Portugal) corpo 9pt
[ 11|16 DEZ ]  entrelinha 13pt
› História de uma Gaivota
e do Gato que a Ensinou a Voar
de LUIS SEPÚLVEDA  
encenação
MIGUEL SEABRA e NATÁLIA LUIZA  News Gothic MT
co-produção
TEATRO MERIDIONAL e TEATRO NACIONAL S. JOÃO
corpo 10pt
Terça-feira a sábado, às 21h30. Domingo, às 16h00. 

TEATRO NACIONAL S. JOÃO
um projecto ANCA News Gothic MT
Jérôme Bel (França)
corpo 5pt
[ 12|14 DEZ ] entrelinha 7pt
› The Show Must Go On
concepção e encenação
JÉRÔME BEL
co-produção 
THÉÂ DE LA VILLE (Paris), GASTHUIS (Amesterdão),
CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL MONTPELLIER News Gothic MT regular/bold
LANGUEDOC-ROUSSILLON, ARTELEKU GIPUZKOAKO FORU
ALDUNDIA (Donostia - San Sebastian) e RB (Paris)
corpo 5,5pt
Quarta a sexta-feira, às 21h30. entrelinha 7pt

››
30 | 31
RIVOLI TEATRO1 MUNICIPAL
| 2 | 3 | 4 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 2
rço | abril | maio | junho | julho agosto | setembro | outubro | novembro | dezembro
Ex Machina (Canadá)
›› PORTONATALTEATROINTERNACIONAL
[ 14|16 DEZ ]
› La face cachée de la lune
concepção e encenação
ROBERT LEPAGE
produção
EX MACHINA
Sexta-feira, às 21h30. Sábado, às 15h00 e 21h30. Domingo, às 16h00.

75% 110×180mm
Assinatura PoNTI Dezembro 
Desconto de 50% na aquisição de bilhetes para todos
os espectáculos (excepto Melodias Estranhas). 
Válido para os bilhetes adquiridos até 23 de Novembro.

Bilheteira Central
Teatro Nacional S. João

Praça da Batalha - 4000-102 Porto
Tels. 22 3401910 (Bilheteira) | 22 340 19 00 (Geral)
Fax 22 208 83 03

Rivoli Teatro Municipal


Praça D. João I - 4000-295 Porto
Tels. 22 3392200 (Geral) | 22 3392201 (Bilheteira)
Fax 22 3392202

Teatro do Campo Alegre*


Rua das Estrelas - 4000-150 Porto
Tel. 22 6063000
Fax 22 6063001

Balleteatro Auditório*
Praça 9 de Abril - 4200-422 Porto
TEATRO NACIONAL S. JOÃO
Tels. 22 5508918/9 um projecto ANCA
Fax 22 5508919
Jérôme Bel (França)
* No Teatro do Campo Alegre e no Balleteatro Auditório, a bilheteira
encontra-se aberta apenas nos dias de espectáculo a partir das 19h30.
 [ 12|14 DEZ ]
Nota Os bilhetes para o espectáculo Melodias Estranhas só poderão ser adquiridos
na bilheteira do Rivoli Teatro Municipal e nos postos de venda da Porto 2001. › The Show Must Go On
concepção e encenação
JÉRÔME BEL

› › Apoios à divulgação
co-produção
THÉÂ DE LA VILLE (Paris), GASTHUIS (A
CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL
LANGUEDOC-ROUSSILLON, ARTELEKU
ALDUNDIA (Donostia - San Sebastian) e
Quarta a sexta-feira, às 21h30.

BONS EXEMPLOS 159


Apresentação


Rockwell
corpo 19pt
 Collaborative Demand/Supply Planning: Priorities


Georgia
corpo 18pt
 • Demand Driven Supply Chain
 – Achieve a holistic, network view on the market needs, production capacity
 resources and stocks available to satisfy demand and supply objectives
Tahoma
corpo 14pt • Perform Efficient & Aligned Demand and Production Planning
entrelinha 21pt
– Reliable chain planning based on the responsible assumptions on growth,
resources, constraints and stock policies in supply/demand network

Rockwell • Business Performance Driven Sourcing
corpo 21pt
– Based on transparent criterias, cost and value added assumptions and
satisfying sustainable sourcing decisions

Tahoma • Balance Key Optimization Drivers
corpo 14pt
entrelinha 24pt
– Maintain stable production level in factories and optimal resource utilization
with the highest service level and market satisfaction


Georgia bold
corpo 13pt 50% 240×180mm
entrelinha 18pt


Tahoma
corpo 10,5pt
entrelinha 15pt  Planning References

 • Objective
 – Uniform sources of information
– Available & shared by all PM partners
– Visibility within planning time horizon

 Market Portfolio Capacity Sourcing Semi-finished


Profile Calendar Calendar Calendar Calendar

 • MTS/MTO • products in the • factory capacity • product/sourcing • Sourced &


• fiscal marking market by format relation Unsourced codes
• order placement • new projects • planned capacity • actual & planned • Planned changes
• In-market stock • event packaging evolution • regulators • Requirements
policy • product life time for other regions

160 GUIA DE TIPOS


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corpo 22pt

BONS EXEMPLOS 161


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Sie zeigen Eigenverantwortung und außergewöhn-
liche Kreativität von der Konzeption bis zum Finish.
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nelle und gestalterische Qualität. Raffinesse in Ge-
staltungstechniken für Direktmarketing ist Ihnen
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162 GUIA DE TIPOS


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EDUCATION
corpos 12 e 16,5pt




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Perpetua Titling light
corpos 65 e 87pt
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Perpetua

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BONS EXEMPLOS 163


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Bodoni MT regular/bold/black

whatta
man
corpos vários
Power Play Studios, Royal Studios 
Background Vocals by: Khadejia Bass,
Julia Brereton and Mecko Whip


step
RECORDED AND MIXED ON ANALOG
Executive Producer: Herby "Luvbug" Azor
Arial Narrow Produced by Herby "Luvbug" Azor
corpo 7pt Recording and Mix Engineers: Al "Taz" Machera
entrelinha 11pt and Andre DeBourg 
Mixed by Herby "Luvbug" Azor, Al "Taz" Machera
Executive Producer: Herby "Luvbug" Azor
and Andre DeBourg
Produced by De De "Spinderella" Roper
Recorded and mixed at Sound Trek Studios
courtesy of Ms. Chibbs Productions
Vocal Arrangement by Kimiko Whittaker and
Co-Produced by Tommy "D.J. Grand" Shannon
Khadejia Bass
Recording Engineers: Andre DeBourg
Background Vocals: EN VOGUE- courtesy of
and Al "Taz" Machera
East/West Records
2nd Engineer: Vaughn "Von" Sessions
3 Feet - courtesy of London Records

one of
Mixed by Herby "Luvbug" Azor and Al "Taz" Machera
RECORDED AND MIXED ON ANALOG

n
your bu in s ess
Mix Engineer: Al "Taz" Machera
Recording Studios: Sound Trek, Power Play Studios,
Bayside Studios
Background Vocals by Desiree Roper

shoop
RECORDED AND MIXED ON ANALOG
Executive Producer: Herby "Luvbug" Azor
Produced by Herby "Luvbug" Azor
Production Coordinator: Anthony "Sharkee" Williams
Recording and Mix Engineer: Al "Taz" Machera
2nd Engineer: Vaughn "Von" Sessions Executive Producer: Herby "Luvbug" Azor
Mixed by Herby "Luvbug" Azor and Al "Taz" Machera Produced by: Mark Sparks and Cheryl "Salt" James
Recording Studios: Sound Trek, Co-Produced by Sandra "Pepa" Denton

164 GUIA DE TIPOS


CD’s


Eurostile
corpo 21pt

St  
G ermain 
TOURIST 
Eurostile
corpos 24 e 27pt


Eurostile
corpo 12pt


Eurostile regular/bold
corpo 6pt
entrelinha 7,5pt

 1
2
ROSE ROUGE 7'02
MONTEGO BAY SPLEEN 5'41
3 SO FLUTE 8'29
4 LAND OF... 7'50
5 LATIN NOTE 5'57
6 SURE THING 6'22
7 PONT DES ARTS 7'25
8 LA GOUTTE D'OR 6'17
9 WHAT YOU THINK ABOUT... 4'48

75% 120mm


Century Schoolbook bold/italic
corpo 12pt


 Tori Amos Little Earthquakes
Century Schoolbook
corpo 6pt
entrelinha 7pt

 1. Crucify
2. Girl
3. Silent All These Years  
4. Precious Things All songs written by Tori Amos
5. Winter Published by Sword and Stone Century Schoolbook
6. Happy Phantom ® 1991 Wea International Inc.
7. China © 1991 Warner Music UK Ltd.
corpo 5,5pt
8. Leather A Time Warner Company. entrelinha 6,5pt
9. Mother
10. Tear In Your Hand
11. Me And A Gun For further information
12. Little Earthquakes see booklet.
Distributed by/Distribué par
Warner Music Canada Ltd
1810 Birchmount Rd., Scarborough,
Ontario. A Time Warner Company
All Rights Reserved.
Arial Narrow
corpo 4,5pt
entrelinha 5pt

BONS EXEMPLOS 165


Pacote de açucar
e Carta de jogo


Comic Sans MS
corpo 10pt


Comic Sans MS bold
corpo 24pt


Comic Sans MS bold
corpo 9,5pt


Comic Sans MS bold
corpo 7pt


Kristen ITC
corpo 23pt


Kristen ITC
corpo 11,5pt

166 GUIA DE TIPOS


Rótulo


Franklin Gothic Heavy
corpo 32pt


Franklin Gothic Medium
corpo 7,5pt


Arial bold
corpo 4,8pt
entrelinha 5,2pt


Arial regular/bold
corpo 4pt
entrelinha 4,4pt


Ethylenediamine
For Industrial Use Only

ill effects occur, immediately remove to


 DANGER fresh air and call a physician.


Before using this product, read the Material Ethylenediamine
CAUSES SEVERE BURNS • Safety Data Sheet. UN1604
HARMFUL IF ABSORBED DISPOSAL
THROUGH SKIN • HARMFUL IF CONTENTS: When disposing of unused
SWALLOWED • MAY CAUSE contents, comply with the provisions of
ALLERGIC SKIN AND Subtitle C of the Resource Conservation and
RESPIRATORY REACTION CAN Recovery Act. Dispose of in accordance with
all applicable federal, state and local
CAUSE RESPIRATORY TRACT regulations. Consult The Dow Chemical
IRRITATION • COMBUSTIBLE Company for further information.
 Do Not Get In Eyes, On Skin, Or On
Clothing • Do Not Take Internally •
CONTAINER: Unless empty as
defined under Subtitle C of the Resource
Avoid Breathing Vapor • Keep Conservation and Recovery Act, 40 CFR
Container Closed • Use Only With Section 261, this container must be
Adequate Ventilation • Wash disposed of in accordance with all applicable
Thoroughly After Handling • Keep federal, state and local regulations. Consult
Away From Heat And Open Flame The Dow Chemical Company for further
FIRST AID: In case of eye contact, it is information. DO NOT REUSE CONTAINER.
imperative to immediately flush eyes with Crush and dispose of empty container in an
plenty of water for at least 30 minutes. approved landfill, or by other procedures
Immediately call a physician. In case of approved by state and local authorities.
skin contact, immediately flush skin with
plenty of water for at least 15 minutes 181 kg/400 lb
while removing contaminated clothing
and shoes. Call a physician. Wash
G893 4231932-XX/XX/XX
clothing before reuse. Destroy 30421-L2 (POS. ONLY)
contaminated shoes and leather goods.
If swallowed, DO NOT INDUCE
VOMITING. Give large amounts of water,
or milk if available. Call a physician. * 8
LOT

Never give anything by mouth to an THE DOW CHEMICAL COMPANY


unconscious person. If inhaled and any Midland, Michigan 48674 U.S.A.
1-800-258-CHEM
* Trademark of THE DOW CHEMICAL COMPANY

BONS EXEMPLOS 167


Sinalética


Trebuchet MS bold
corpo 315pt
entrelinha 378pt  Sentido Limite de

Velocidade 
Único
20
Trebuchet MS bold
corpo 262pt
entrelinha 280pt
km/h 

Trebuchet MS regular/bold
corpos 822 e 140pt


Abadi MT condensed extra bold
corpo 115pt
entrelinha 138pt


Trebuchet MS bold
corpo 227pt INSTITUTO INSTITUTO INSTITUTO
entrelinha 262pt
POLITÉCNICO  POLITÉCNICO POLITÉCNICO
DE TOMAR DE TOMAR DE TOMAR


Trebuchet MS bold Departamento
Cargas e Parque de
corpo 175pt  de Tecnologia 
entrelinha 227pt Descargas Visitantes e Artes Gráficas

Trebuchet MS bold
corpo 280pt
entrelinha 297pt


Abadi MT condensed extra bold
corpo 192pt
entrelinha 230pt

INSTITUTO
POLITÉCNICO
 Recinto DE TOMAR
Desportivo

 Saída
Residência
Feminina
Recepção

Parque

0 25 50 75 100 cm

168 GUIA DE TIPOS


Sinalética


News Gothic MT bold
corpo 1134pt

H 

News Gothic MT bold
corpo 260pt


News Gothic MT bold
corpo 163pt


News Gothic MT bold
Tesouraria corpo 277pt


Reprografia 
News Gothic MT
corpo 244pt

Direcção

Wingdings
corpo 244pt

Escola Superior de Tecnologia 

Biblioteca 

Entrada

 

BONS EXEMPLOS 169


Embalagem de chá


Imprint MT Shadow
corpo 30,5pt
entrelinha 29pt


Goudy Old Style
corpo 8pt Thé citron citron vert 
entrelinha 8,5pt
Pour garder intact tout l'arôme de ce thé, 
il est préférable de le conserver dans une
boîte hermétique, dans un endroit sec et frais.

Goudy Old Style bold Préparation:
corpo 12pt
• Utiliser un sachet par tasse.
• Amener à ébullition de l'eau fraîche et pure
(de l'eau minérale de préférence).
 • Dès qu'elle est frémissante, verser l'eau sur
Goudy Old Style regular/bold le sachet.
corpo 7pt • Laisser infuser 2 à 3 minutes, selon les goûts.
entrelinha 9pt

Thé citron
citron vert
Thé aromatisé au citron et au citron vert
avec des écorces de citron et de citron vert

170 GUIA DE TIPOS


Embalagem de chá 3D

Thé citron
citron vert
Thé aromatisé au citron et au citron vert
avec des écorces de citron et de citron vert

Thé
citro
Pou n ci
rg
il es arder in tron
boît t préfér tact tou
e he able t l'a
vert
rmé de l rôm
tiqu e co e d e
e, da nser ce
ns u ver d thé,
n en ans
•U droi une
tilise Pré ts
• A r un para ec et fra
men sach tion is.
:

Thé citron
e r
(de l à ébu par ta e t
' e a
• D u m ion . l i t s s e
ès q inéra de l'e
u
le s 'el e e le de p au fraî 
• L achet. st frémi référenc che et p

citron vert
aisse ssan e). ure
r inf te, v
user erse
2à3 r l'ea
min u su
utes r
, sel
on l Thé aromatisé au citron et au citron vert
es go
ûts.  avec des écorces de citron et de citron vert
 25 sachets

143×69×60mm

BONS EXEMPLOS 171


172 GUIA DE TIPOS
Conclusão
É EVIDENTE que não se pode exigir a alguém que nunca estudou Design
Gráfico ou Tipografia que não faça erros na concepção de uma página, muito
menos quando as Fontes que tem à disposição são, na sua maioria, “inusáveis.”
Além disso todos estamos sujeitos a errar, principalmente os que têm forma-
ção ou alguns conhecimentos nesta área, pois lidam com ela diariamente.
Também não é de estranhar o facto da grande maioria das pessoas usar
apenas dois Tipos — Arial e Times New Roman —, talvez porque são os pou-
cos, se não os únicos, existentes em todos os Programas Informáticos da
Microsoft. E mesmo quando se apercebem disto e tentam utilizar outros,
surge (apenas) como “alternativa” o, cada vez mais famoso, Comic Sans.
Mas nem tudo são más notícias, pois é com enorme satisfação que se
constata alguma alteração no leque de Fontes fornecidas com as Aplicações.
Há alguns anos atrás para termos acesso a Tipos de excelente qualidade e
com provas dadas, teríamos que alterar o nosso ambiente de trabalho do PC
para um Macintosh. Actualmente começa a verificar-se precisamente o
contrário, e por exemplo o novíssimo Mac OS X da Apple já vem “apetrecha-
do” de origem com o Comic Sans e companhia. Será este o segredo para ven-
der mais Sistemas Operativos e consequentemente mais computadores, ou o
staff da Apple perdeu o bom gosto tipográfico que sempre o caracterizou ?
Bom, mas esta é uma pergunta que daria para escrever outro trabalho...
Apesar de tudo, e com todos os constrangimentos em relação ao número
de Fontes “utilizáveis” disponíveis, este trabalho vem provar que é possível
criar páginas graficamente apelativas e tipograficamente (mais) correctas,
através da boa utilização dos Tipos de letra. Existem centenas de livros escri-
tos sobre Tipografia e há até quem passe a vida inteira a estudar o assunto,
mas tudo isto se resume basicamente a duas simples regras:

Primeira:
Os Tipos devem estar na página para servir o texto. Eles foram criados
com o objectivo de facilitar a leitura das palavras. Os Tipos não deverão
sobrepor-se ao texto.
Os Tipos podem ser bonitos e decorativos, mas se chamam a atenção só
para si ou tornam um texto mais difícil de ler, nesse caso a distracção que
provocam torna-os realmente inadequados. Alguns até podem ser bastante
interessantes e tornar a página muito atractiva, mas será que gostaria de ler
um texto composto com eles ?

Segunda:
Não há bons ou maus Tipos, existem sim Tipos apropriados e inapro-
priados. Tenha em consideração o seu leitor e pense no aspecto que quer
transmitir. Só depois escolha o Tipo mais adequado à situação.

Parece demasiado simples ? Talvez até seja, mas a verdade é que se apli-
car estas duas pequenas regras, usando como base este Guia, tudo o que
criar será muito mais legível e compreensível.

173
Bibliografia

BOSSHARD, Hans Rudolf - Der typografische Raster - The typographic


grid. Zurique : Niggli, 2000. ISBN 3-7212-0340-2
CARTER, Rob - Tipografia de computador 4: Tipografia experimental.
1.ª edi. port. Lisboa : Destarte, 1999. ISBN 972-8496-05-2
CLAIR, Kate - A typographic workbook: a primer to history, techniques,
and history. Nova York : John Wiley & Sons, 1999. ISBN 0-471-29237-0
FERRAND, Maria ; BICKER, João Manuel - A forma das letras: um manual
de anatomia tipográfica. Coimbra : Almedina, 2000. ISBN 972-40-1435-5
GORDON, Bob - Making digital type look good. Londres : Thames and
Hudson, 2001. ISBN 0-500-283133
LEARY, Michael ; HALE, Daniel ; DEVIGAL, Andrew - Web designers: Guide
to typography. Indianapolis : Hayden Books, 1997. ISBN 1-56830-337-8
McLEAN, Ruari. - The Thames and Hudson Manual of typography. reimp.
Londres : Thames and Hudson, 1996. ISBN 0-500-68022-1
MEGGS, Philip B., ed. ; McKELVEY, Roy, ed. - Revival of the fittest: Digital
versions of classic typefaces. Nova York : RC Publications, 2000.
ISBN 1-883915-08-2
MOREIRA, Luís - Os tipos de letra da minha vida. Tomar : Luís Moreira,
1999.
MOREIRA, Luís - Paginação: os [discutíveis] mandamentos. Tomar : Luís
Moreira, 2000.
TRUONG, Mai-Linh Thi ; SIEBERT, Jürgen ; SPIEKERMANN, Erik - Font Book:
digital typeface compendium. Berlim : FontShop International, 1998.
ISBN 3-930023-02-4
WILLIAMS, Robin - The non-designers design book. Berkeley : Peachpit
Press, 1994. ISBN 1-56609-159-4

174 GUIA DE TIPOS


Adobe Type Library www.adobe.com/type/
AGFA | Monotype www.agfamonotype.co.uk e www.agfamonotype.com
Castle Type www.castletype.com
Elsner+Flake www.elsner-flake.com
Font Bureau www.fontbureau.com
FontFont www.fontfont.com
Fonts.com www.fonts.com
FontSeek www.fontseek.com
Galápagos Design Group www.galapagosdesign.com
Identifont www.identifont.com
ITC Fonts www.itcfonts.com
Linotype Library www.fontexplorer.com
Microsoft Typography www.microsoft.com/typography/
MyFonts.com www.myfonts.com
The FontSite www.fontsite.com
Type Books www.typebooks.org
URW++ www.urwpp.de
Will-Harris House www.will-harris.com

Dicionário da Língua Portuguesa On-Line www.priberam.pt/DLPO/


Dicionários Porto Editora www.portoeditora.pt/dol/
Merriam-Webster OnLine www.m-w.com

BIBLIOGRAFIA 175
!
Este trabalho foi composto em caracteres Lucida Bright 8,5/12,5pt.
Os títulos foram compostos em Lucida Fax corpo 32pt e os subtítulos em corpo 16pt.
Nas legendas foi utilizado o Lucida Sans em corpos 8 e 6,5pt com entrelinha de 10pt.
Para os símbolos foi usado o Wingdings corpo 9pt.