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BOLETIM

INFORMATIVO
Os herbicidas não matam só as ervas… (p. 5 e 8)

ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE
RESÍDUOS E DADOS DO ASO
- ATERRO SANITÁRIO DO
OESTE (p. 3 e 4)

“Tudo o que acontece aos animais acontecerá
também ao homem. Todas as coisas estão
ligadas. Se tudo desaparecer, o homem pode
morrer numa grande solidão espiritual. Todas
as coisas se interligam. Ensinai aos vossos
filhos o que nós ensinamos aos nossos sobre
a terra: que a Terra é nossa Mãe e que tudo o
que lhe acontece a nós acontece aos filhos da
terra.” Chefe índio, Seattle, 1854

Editorial
É incontornável falar-se do glifosato, o herbicida mais
utilizado em Portugal e de todos os pesticidas que existem
aquele que é mais usado em todo o mundo!
Desde a nova classificação como “provável cancerígeno” para
humanos pela OMS e com o processo europeu a decorrer para
decidir a reautorização, ou não, deste tóxico as notícias
têm surtido em “avalanche”, embora não circulem na televisão,
de longe o meio de informação mais influente, ou até nos jornais, até que … “caiu uma pedra no charco” a Plataforma Transgénicos Fora, que o
MPI é parceiro, fez as primeiras análises ao glifosato em Portugal que lançou o alerta
para o grave de contaminação a que estamos expostos. Televisão e jornais
noticiaram, finalmente, e muitas pessoas só agora acordaram para o rumo
da nossa sociedade.
Fazemos ainda um balanço da gestão do ASO (Aterro Sanitário do Oeste)
e notícias mais recentes sobre a gestão de resíduos.
A presidente da direcção
Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Cozinha Sustentável

2

Sessão Transgénicos

2

Sessão Ervas Comestíveis

3

Resíduos

3

Resíduos vs. Reciclagem 4
Glifosato

5

Leguminosas

6

Eco-Receita

7

Espaço Jovem Atento

8

Ano 12, N.º 36
Junho de 2016

www.mpica.info

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BOLETIM INFORMATIVO MPI

OFICINA DE COZINHA SUSTENTÁVEL

n.º 36 - Junho 2016

Patrícia Pereira

A Oficina de cozinha sustentável realizada no passado dia 2 de Abril decorreu num ambiente descontraído
onde a partilha de saberes e sabores foi palavra de ordem!
Inicialmente foi feito um enquadramento teórico aos conceitos de consumo responsável,
consciente... sustentável! Lançado o ponto de partida, foram-nos apresentadas diversas ervas comestíveis e
para além da oportunidade de tocá-las, cheirá-las... foi-nos dado a conhecer o quão versáteis, ricas e saudáveis
são!
Muito mais havia a dizer acerca deste recurso gratuito e tão abundante em Portugal mas estava na altura de
passar para 2.ª parte da oficina - a componente prática - que consistiu na confecção de 3 receitas: hambúrgueres
de tremoço, maionese de linhaça (sem ovos) e bolo de bolota. Os 3 grupos responsáveis pela confecção dos alimentos formaram verdadeiras equipas, sob a supervisão de Alexandra Azevedo, e o trabalho culminou num delicioso lanche acompanhado de pão de bolota e refresco de flor de sabugueiro.
Um muito obrigado à Alexandra pelos ensinamentos e a todos os participantes pela agradável tarde de partilha nesta minha primeira incursão no mundo da cozinha sustentável e das ervas comestíveis.

Nota: O MPI agradece ao VEM –Vilar em Movimento, em particular à Patrícia Pereira, pela empenho na organização desta actividade, e esperamos que esta seja apenas a primeira de outras actividades a realizar
em conjunto!

SESSÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE ALIMENTOS
TRANSGÉNICOS NA EB 2,3 DO MAXIAL
No dia 31 de Maio rumo à escola básica com 2º e 3º ciclos no
Maxial para uma sessão dirigida a 2 turmas do 9º ano. A sessão
foi muito animada e os alunos manifestaram interesse e sensíveis para as ameaças que os transgénicos representação para a
nossa saúde, o ambiente e a agricultura. Esperamos que fiquem
mais motivados para fazerem parte da mudança de hábitos alimentares apoiando em especial os alimentos biológicos quando
chegarem à idade adulta!

Alexandra Azevedo

n.º 36 - Junho 2016

BOLETIM INFORMATIVO MPI

ERVAS COMESTÍVEIS NA ESCOLA DE HOTELARIA E
TURISMO DO OESTE

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Alexandra Azevedo

Duas turmas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha, acompanhadas do
director da escola, Daniel Pinto, e
alguns professores nomeadamente
o professor de cozinha, o Chef Luís
Tarenta, revisitaram os espaços
envolventes à escola com outro
olhar. O dia estava soalheiro e convidava a um passeio. No final tiraram-se mais algumas dúvidas e
apresentaram-se outras ervas não
encontradas no passeio e finalizouse com uma degustação que é sempre do agrado dos participantes. Foi uma aula no mínimo peculiar! O MPI
agradece à EHTO o interesse em explorar a temáticas das ervas comestíveis e esperamos que os futuros profissionais saibam aproveitar melhor este nosso recurso natural!

DEPOIS DE UMA ESPERA DE 9 ANOS, FOI FINALMENTE FOI PUBLICADA
LEGISLAÇÃO SOBRE FERTILIZANTES PRODUZIDOS COM RESÍDUOS
A 15 de Junho do ano passado, foi finalmente publicada a legislação sobre a produção de composto a partir de
resíduos, esperada desde 2006! O Decreto-Lei nº 103/2015. Este composto passa a ser considerado como um
produto (concretamente um fertilizante) e não um resíduo como até então, o que impedia a sua utilização para
fins agrícola por exemplo, e consequentemente causava um constrangimento comercial inevitável. Espera-se
agora que a reciclagem dos resíduos biodegradáveis e a reposição de matéria orgânica no solo aumente.
O escoamento potencial do composto e o universo dos destinos possíveis na agricultura é grande, estimandose por exemplo que cerca de 30 mil dos 240 mil ha de vinha existentes em Portugal seriam suficientes para consumir todo o composto produzido anualmente pelas unidades de TMB – Tratamento Mecânico e Biológico para
o lixo doméstico (ou RSU – resíduos sólidos urbanos) e lamas de ETAR.
Mais de metade dos nossos solos têm carência de matéria orgânica, e por isso todas as fontes nesta matéria
para o enriquecer são mais do que necessárias.

OS PRIMEIROS RESULTADOS DO SISTEMA DE RECOLHA DE LIXO PAYT NO
CENTRO DE GUIMARÃES
A recolha de resíduos valorizáveis – recolha selectiva – quase que duplicou entre Fevereiro e Abril e a deposição de resíduos indiferenciados – domésticos – diminuiu cerca de 20 toneladas no centro histórico de Guimarães. Estes são os primeiros resultados após a implementação do novo tarifário do serviço de recolha de resíduos
neste local, através do sistema designado de PAYT – “Pay as You Throw” – ou “Pagar pelo [lixo] produzido”,
um projecto pioneiro a nível nacional.
O estudo e a avaliação de sistemas idênticos noutros países europeus referem que o PAYT resulta, ao final de
um ano, num aumento de 30% da recolha selectiva e numa redução de 15% nos resíduos domésticos, valores
largamente superados neste primeiro mês no Centro Histórico de Guimarães, numa altura em que o sistema
ainda tem alguns constrangimentos e dificuldades que a Câmara Municipal e a Vitrus estão a tentar ultrapassar.
Fonte: http://goo.gl/DDXuFh

Tema continua na página 6

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BOLETIM INFORMATIVO MPI

RESÍDUOS DEPOSITADOS NO ASO VS RECICLAGEM

n.º 36 - Junho 2016

Alexandra Azevedo

Como se pode constatar neste gráfico o destino final da maioria dos resíduos produzidos na região Oeste continua a ser a deposição no ASO sem qualquer tratamento. A quantidade depositada tem rondado as 140.000 toneladas
de 2011 a 2013, em 2014 foram depositados mais 42.856 t provenientes da
incineradora devido a manutenção das
linhas de incineração e em 2015 foram
depositadas 123.690 toneladas.
Apesar da sucessivas melhorias no
funcionamento do aterro, por exemplo
a diminuição dos maus odores, pois
neste momento estão a funcionar 3 geradores de biogás, a verdade é que catorze anos depois do início da exploração dos aterro continua a não uma
destino ambientalmente adequado para a maioria dos resíduos.
VALORSUL NA MÃO DE PRIVADOS – RECUO NA RECICLAGEM?
Desde o início deste ano consumou-se o negócio da privatização da EGF que detém 51% do capital na Valorsul (e vários outros sistemas de gestão de resíduos que abrange no total cerca de 60% dos resíduos e também
em empresas do sector da água). Passou-se assim de uma empresa com 100% de capitais públicos para uma participação maioritária de privados.
As notícias não são animadoras quanto a uma correcta gestão de resíduos no futuro, com aumento da reciclagem, porque a empresa que venceu o processo, a SUMA (pertencente ao grupo Mota-Engil) não contempla a
instalação de uma unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) previsto em planos do próprio governo !!!
Também não está afastada a possibilidade de construção da 4ªlinha de incineração na incineradora de S. João
da Talha. Se a taxa de reciclagem da Valorsul já é das mais baixas, se se aumentar a capacidade para incinerar
mais resíduos, então é que a reciclagem vai ficar ainda mais comprometida.
De facto a incineração impede o crescimento da reciclagem. É o próprio governo que assim permite ao apoiar
a instalação de 2 unidades de incineração nos Açores e ao condescender que os sistemas com incineração (nas
grandes metrópoles de Lisboa e Porto, a Valorsul e Lipor, respectivamente) tenham metas de reciclagem abaixo
das estabelecidas a nível europeu que o país terá de respeitar (50% em 2020 e 65% em 2030), o que obriga a que
os outros sistemas, com TMB, tenham de compensar com taxas de reciclagem acima dessas metas. Além de profundamente injusto é pouco provável que consigam até porque não têm as economias de escala que a concentração da produção de lixo das duas maiores cidades do país permite.
Outras ameaças contra a reciclagem
Para além da aposta de mais incineração há outros factos recentes fazem com que a evolução positiva que se
estava a verificar da reciclagem em Portugal, esteja a retroceder, o que já motivou a Quercus a apresentar queixas à Comissão Europeia e ao Provedor de Justiça Europeu:
- A Sociedade Ponto Verde suspendeu o apoio à separação de uma parte significativa dos materiais recicláveis.
- Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) não favorece a reciclagem. Esta taxa, que é paga pelas empresas de
gestão de resíduos é insignificante para quem envia resíduos recicláveis para incinerar e é muito baixa para
quem envia para aterro.
- O sistema de recolha selectiva Porta-a-porta continua a ser ignorado, por exemplo no Relatório Anual (2014)
sobre Resíduos Urbanos, da APA, não existe qualquer referência a este sistema altamente eficiente de recolha
selectiva para embalagens e resíduos biodegradáveis, apesar de há largos anos ele existir, servindo em 2014
(dados da SPV – Sociedade Ponto Verde) 577053 habitantes, dos quais 60% na zona da grande Lisboa.
adaptado de http://goo.gl/WvLXzH

n.º 36 - Junho 2016

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GLIFOSATO: O HERBICIDA QUE CONTAMINA PORTUGAL
Pela primeira vez há análises e revelam situação descontrolada
A Plataforma Transgénicos Fora, da qual o MPI é parceiro, em colaboração com o Detox Project
(detoxproject.org) realizou análises à urina de 26 voluntários portugueses e ainda a amostras de trigo, aveia e leite, apenas o leite foi negativo, e os resultados à urina não só foram positivos em 100% das amostras como os valores encontrados foram surpreendentemente elevados, mais elevados que os detectados noutras análises realizadas noutros países, entre 12.5 e 32.5 ng/ml, com um valor médio de 26.2 ng/ml que é cerca de 260 vezes superior
ao valor permitida na água de bebida!
Estes resultados confirmam a suspeita que que estamos demasiados expostos à contaminação por este herbicida que é utilizado largamente no nosso país, na agricultura e nos espaços públicos, bermas de estrada, etc pelas
autarquias locais, mas não se pensava que a situação fosse tão grave. Será devido à incúria dos portugueses no
uso dos pesticidas, não respeitando as dosagens recomendada? Não sabemos, mas esperamos que este alerta leve
as autoridades a tomarem medidas concretas, como análises à água e restrições ao uso deste herbicida.
Para ler mais: http://www.stopogm.net/glifosato-herbicida-que-contamina-portugal

Programas de televisão dedicados ao glifosato
Para quem não viu ou queira rever deixamos os links de 2 programas exibidos na RTP:
- Biosfera (XIII) – Quais os impactos do glifosato na saúde das populações (episódio 31), 16/4/2016:
http://www.rtp.pt/play/p1995/e232074/biosfera,
- Reportagem LINHA DA FRENTE (XVIII) - Erva Daninha (episódio 16), 30 de Abril, logo após
o Telejornal: http://www.rtp.pt/play/p2231/e233809/linha-da-frente, sobre as análises aos glifosato em Portugal.

BOLETIM INFORMATIVO MPI

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n.º 36 - Junho 2016

MAIS DE METADE DO LIXO CONTINUA A IR PARA ATERRO EM PORTUGAL
É esta a notícia publicada no jornal Expresso no dia 23 Maio 2016. Portugal continua a enviar para aterro mais
de metade do lixo que produz. Dos 4,7 milhões de resíduos produzidos em 2014, 58% foram parar a aterro e
apenas 21% foram para reciclagem. Estes números não constam de forma clara no Relatório Anual de Resíduos
Urbanos, tornado público a semana passada pela Agência Portuguesa do Ambiente, cujos dados têm várias incongruências e omissão de informação. Os dados resultam de contas feitas pelo Expresso, com a ajuda da Quercus, que acabaram por ser confirmados pela autoridade que tutela este sector.

UNIDADE MODULAR DE TRATAMENTO DA MATÉRIA ORGÂNICA
O Continente é o primeiro hipermercado a nível mundial a implementar um projecto-piloto que permite
transformar os resíduos orgânicos de uma das suas lojas em energia e fertilizante. O projecto – Waste 2 Energy –
está instalado no Continente do GaiaShopping, é uma solução compacta, cujo equipamento está distribuído em
módulos instalados dentro de contentores standard que baseia-se num sistema de digestão anaeróbica (DA), em
que os resíduos orgânicos são decompostos em biogás para produção de energia eléctrica e calorífica para autoconsumo pelo hipermercado e o fertilizante obtido será posteriormente colocado no mercado. A capacidade de
tratamento da unidade está ajustada à média de matérias orgânicas produzidas por um grande hipermercado,
podendo, em caso de necessidade, ser aumentada com a adição de módulos idênticos.
Esperemos que a moda pegue e outras infra-estruturas que produção resíduos orgânicos implementem mais
destas unidades descentralizadas.
Fonte: http://goo.gl/IvXo5O

2016 – ANO INTERNACIONAL DAS LEGUMINOSAS
As leguminosas – a resposta a muitos dos desafios actuais
O ano 2016 foi decretado pelas Nações Unidas como o “Ano internacional das leguminosas”.
Esta comemoração deve-se ao reconhecimento de que as leguminosas são culturas fundamentais, porque são
uma importante fonte de proteína vegetal para pessoas e têm alta capacidade de fixar o azoto nos solos, o que as
torna fertilizantes naturais sem custos económicos ou ambientais.
A maior parte das leguminosas que existem no nosso mercado são importadas, no entanto o seu cultivo dá-se
bem em praticamente todo o nosso território e é em geral muito fácil. Graças a agricultores e hortelões preocupados na preservação de variedades tradicionais, são ainda cultivadas uma considerável diversidade de leguminosas em Portugal: fava, ervilha, tremoço, chícharo, grão, feijão e lentilha, embora em pequenas quantidades,
mas ainda assim muitas das variedades já terão desaparecido.
As leguminosas em geral são fonte de proteínas, hidratos de carbono, minerais (potássio, magnésio, fósforo,
cálcio, ferro), vitaminas complexo B (vitamina B1, B2, B3, B9) e fibras. São autênticos alimentos-medicamentos,
ou alimentos funcionais, com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes e várias aplicações terapêuticas,
nomeadamente na diabetes, doenças cardiovasculares, anemia, problemas gastrointestinais, osteoporose, problemas nas articulações e músculos, entre outras.
As leguminosas podem desempenhar um papel decisivo numa alimentação saudável e acessível para todos, e
nas soluções perante os desafios à produção agrícola no contexto de alterações climáticas em que vivemos.
É urgente redescobrir e valorizar estes alimentos nos nossos campos e no nosso prato!
Site oficial: ttp://www.fao.org/pulses-2016/en/

n.º 36 - Junho 2016

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ECO-RECEITA: PATANISCAS DE LENTILHAS

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Alexandra Azevedo

Ingredientes: 100 g de lentilhas vermelhas, 2 ovos, farinha de trigo q.b. para ficar um polme espesso (cerca de 50
g), sal, cebola e salsa picada, óleo.
Modo de preparação: Cozer as lentilhas em pouca água
(um pouco mais do que o suficiente para cobrir, se necessário pode juntar-se mais água). Misturar às lentilhas cozidas a
cebola, a salsa, os ovos, a farinha, temperar a gosto com sal e
pimenta. Fritam-se em óleo moderadamente quente pequenas porções do polme colocando-as com uma colher de
sopa. Escorrer bem o óleo colocando as pataniscas em papel
absorvente.

BREVES
ÁREA DE MILHO GENETICAMENTE MODIFICADO DESCEU 6,2% EM 2015
Dos 8542,4 hectares cultivados em 2014 passou-se para 8017,11 hectares em 2015. Mais de metade destes
cultivos são no Alentejo. Fonte: Lusa

AUTARQUIAS ADEREM À ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL
Cerca de 30 autarquias manifestaram interesse em aderir ao Pacto de Milão, uma iniciativa que pretende desenvolver sistemas alimentares mais sustentáveis e ligados à agricultura urbana, avança o Jornal de Notícias. Segundo um comunicado da Oikos-Cooperação e Desenvolvimento, citado pela agência Lusa, o “Pacto de Milão
sobre Política de Alimentação Urbana” pretende desenvolver sistemas alimentares “mais integrados, justos e
sustentáveis”, através da agricultura urbana e da ligação entre a população rural e a urbana e o consumo rural e
urbano.
A Oikos recomenda nomeadamente que seja definido um rendimento adequado para uma alimentação saudável das famílias, que pode passar pela criação de um cartão pré-pago parcialmente condicionado à satisfação de
necessidades alimentares e higiene, privilegiando a compra na agricultura e comércio de proximidade.
Fonte: http://goo.gl/u31mVw

PROJETO FRUTA FEIA JÁ EVITOU DESPERDÍCIO DE 239.785 QUILOS DE FRUTAS E HORTALIÇAS
Este projecto teve início em Novembro de 2013 com o objectivo de canalizar uma parte da produção frutohortícola desperdiçada até aos consumidores – a chamada fruta feia, que apesar de ser saborosa e de qualidade
tem aspecto imperfeito em termos de cor, formato e calibre. É vocacionado para os consumidores “que não julgam a qualidade pela aparência” e pretende criar “um mercado que gere valor e combate tanto o desperdício
alimentar como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção: água, energia e terrenos agrícolas
… Numa sociedade em que cada vez há mais pobreza e mesmo alguma fome, temos a situação irónica e triste de
cerca de 30% da fruta produzida em Portugal ser desperdiçada”
Os 800 consumidores associados evitam que todas as semanas cerca de 4 toneladas de fruto-hortícolas vão
parar ao lixo.
Fonte: http://goo.gl/NldedH

Ficha técnica
Directora: Alexandra Azevedo / Paginação: Nuno Carvalho
Colaboraram neste número: Alexandra Azevedo, Patrícia Pereira
Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar
Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV
tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com
Web site: www.mpica.info

espaço

Alexandra Azevedo

Jovem Atento
Os herbicidas não matam só as ervas…

Já pensaste como são bonitas as papoilas e outras flores silvestres que fazem os campos ficarem tão bonitos na Primavera? Mas com tantos produtos venenosos para as matar, chamados de herbicidas, às vezes quase
não se vêem estas cores na Natureza.
Ora os herbicidas não matam só as ervas. Já aqui se falou de que as abelhas e outros insectos estão a pedir SOCORRO, e um dos principais culpados são esses herbicidas e outros pesticidas, por exemplo os usados
para matar insectos, chamados de insecticidas.
Os herbicidas não só fazem mal aos insectos como matam a comida deles que são as flores! Os insecticidas
não fazem mal só aos insectos que podem estragar a fruta, por exemplo, mas acabam por fazer mal aos outros
que não têm culpa nenhuma, coitados! O pior é que sem insectos não haverá comida, porque eles é que fazem
com que a semente do pai (masculina) e a semente da mãe (feminina) se juntem e façam nascer a fruta e outros
alimentos.
E nós, humanos, também sofremos com todos estes venenos, é claro!
Mas existem alternativas, e contamos contigo para tornar o mundo mais limpo e colorido! Aqui ficam algumas ideias:
- Em vez de pensar que haver mais ervas é feio, temos é de pensar que ter o chão sem nada, limpo de ervas, porque se pôs herbicida, é que é feio.
- Em certos sítios até se podem semear flores silvestres e assim ajudar a natureza a ficar ainda mais bonita e os insectos agradecem também! Observa com atenção a flor da papoila … quando ela secar fica uma espécie de bolsa que lá dentro tem muitas sementinhas pretas minúsculas, só precisas de as espalhar ou então guardar num frasco bem seco e fechado e espalhar no próximo Inverno.
Nos sítios onde as ervas não devem crescer podem-se usar outras maneiras sem ser com venenos, à mão,
com enxada, e algumas máquinas. É melhor gastar algum dinheiro hoje para poupar mais tarde e ganhar saúde,
não achas?