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FAFIC

PEDAGOGIA

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE MAGISTÉRIO

POR:
TATIANE TAVARES DE AZEVEDO

CAMPOS DOS GOYTACAZES /2010


TATIANE TAVARES DE AZEVEDO

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Relatório final de estágio Supervisionado


de Supervisão (Magistério) apresentado à
Faculdade de filosofia de Campos como
requisito parcial para conclusão do Curso
de Pedagogia.
Orientadora: Raquel Gomes Fernandes
Especialista em Educação –
FAFIC -

CAMPOS DOS GOYTACAZES / 2010


A educação é um único meio
efetivo da construção de uma
sociedade mais justa e
democrática, que respeite as
características individuais de cada
pessoa, inserindo-o em seu meio
social com respeito a sua
unicidade, mas , como parte
integrante e participativa de um
todo.
APRESENTAÇÃO:

A escola iniciou suas atividades no ano de 1995, com o nome de Escola


Infantil Pé-de- Moleque, atendendo crianças de 2 a 6 anos de idade. Optou
por transformar sua prática educativa em objeto de constante reflexão
crítica, além de construir espaços para a discussão das teorias educativas.
Esse processo de formação em serviço e continuada possibilitou uma
reestruturação do seu trabalho.
Aliás, pensou ser este o caminho: colocar em prática novas idéias, novas
descobertas, novas propostas e preservar o que foi avaliado como positivo
em sua experiência. Afinal, em educação esse é o processo – nenhuma ação
educativa pode ser considerada como uma verdade definitiva, em um curto
espaço de tempo.
Em 1999, entrou um novo momento da escola, implementou o Ensino
Fundamental e criou o Centro Formação de Professores. O nome foi
alterado para Colégio Diversitas, que quer dizer diversidade, pluralidade,
expressando o propósito de não só respeitar a diversidade e diferenças entre
os alunos, mas também de proporcionar uma experiência de aprendizagem
diversificada, significativa e abrangente.
O sonho continuou sendo o de buscar cada vez mais uma escola baseada
no respeito à individualidade de cada criança. Enxergando-a como cidadão
único, com necessidades, sonhos, desejos e ritmos diferentes, mas com
iguais direitos à aprendizagem e ao acesso ao conhecimento historicamente
produzido pela sociedade. Cada criança tem um caminho diferente e a
escola tem o papel de ajudá-la a encontrar o seu.
I- INTRODUÇÃO

“A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe


ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da
criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal ou jardim de infância,
será possivelmente considerada, de modo mais correto, uma ampliação da
família ‘para cima’, em vez de uma extensão ‘para baixo’ da escola
primária.”
(WINNICOTT, 1982, p. 214)

A Educação Infantil surgiu quando as mulheres precisaram buscar seu


espaço no mercado de trabalho. Por isso, a educação das crianças de 0 a 6
anos desempenha um importante papel social. Entretanto, não pode ser
considerada substituta das mães, o que acarreta uma confusão de papéis
acerca da função da Educação Infantil. Por um lado, provoca uma
desvalorização dos profissionais que atuam neste nível de ensino;
considerando-se que estes educadores não precisam de uma sólida
formação teórico-prática, basta que saibam cuidar adequadamente do bem-
estar físico das crianças, evitando sujeira, doença ou bagunça. Por outro
lado, considera-se que esta é uma “extensão para baixo” da escola
fundamental, onde as crianças devem ser treinadas para o acesso à primeira
série. Os educadores, desta forma, também não precisam de sólida
formação (são menos qualificados que os de outros níveis de ensino), e
devem ser mais sóbrios na relação com as crianças, para facilitar a
adaptação destas na 1ª série.

Já no Brasil, essa expansão ocorre da mesma forma que no mundo nas


últimas décadas, acompanhando a intensificação da urbanização, a
participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças na
organização e estrutura das famílias. Por outro lado, a sociedade está mais
consciente da importância das experiências na primeira infância, o que
motiva demandas por uma educação institucional para crianças de zero a
seis anos.

O atendimento institucional à criança pequena, no Brasil é pautado


atualmente, na política da ¨escola é para todos¨. Com isso, há uma maior
demanda de creches e escolas de Educação Infantil no nosso país,
procurando atender as crianças nessa faixa etária.

Atualmente, essa preocupação ocorre devido a preocupação com o


desenvolvimento cognitivo em relação ao processo de aprendizagem que as
experiências educacionais podem proporcionar as crianças neste tipo de
instituição.
Assim, segundo o REFERENCIAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, a
instituição de educação infantil deve tornar acessível a todas as crianças
que a freqüentam, indiscriminadamente, elementos da cultura que
enriquecem o seu desenvolvimento e inserção social. Cumpre um papel
socializador, propiciando o desenvolvimento da identidade das crianças,
por meio de aprendizagens diversificadas, realizadas em situações de
interação.
Na instituição de educação infantil, pode-se oferecer às crianças condições
para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de
situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos
adultos. É importante ressaltar, porém, que essas aprendizagens, de
natureza diversa, ocorrem de maneira integrada no processo de
desenvolvimento infantil.
II - DESENVOLVIMENTO

O presente relatório foi feito durante estágio realizado no Externato


Pequena Laylla, localizado no município de Campos dos Goytacazes.

O Extrnato Pequena Laylla, possui um efetivo de 140 alunos, com idades


variando de oito meses a quatro anos, instalada neste local desde o governo
do então prefeito da época, srº Luiz Paulo Conde.

Esta instituição liderada por sua diretora Srª Adriana, está construindo o
PPP que está embasado nos livros, A prática do planejamento participativo¨
de Danilo Gandin e ¨Planejamento na sala de aula¨ de Danilo Gandin e
Carlos L. Carrilho Cruz.

A constatação de que ainda hoje existem pré-escolas permitindo o uso de


livros e exercícios gráficos, cuja única preocupação é a de treinar a
coordenação motora, é uma realidade. Felizmente, em contra partida, há
um número cada vez maior de educadores que vem se libertando dessas
práticas mecanicistas, eles sabem que a repetição de exercícios
descontextualizados, para desenvolver a ¨coordenação motora fina¨, não é o
melhor caminho para se chegar ao conhecimento das capacidades
intelectuais envolvidas na aprendizagem da leitura e da escrita. Sabem que
aprender matemática não é decorar a tabuada, mas construir
cognitivamente a noção de número e trabalhar inteligentemente com ele.

Dessa forma, a instituição em que foi feito o relatório não leva em conta
esse tipo de metodologia, tendo sua base numa filosofia ligada à integração
entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a
promoção de interação e comunicação social via linguagem musical.
Segundo sua diretora, o exercício do cantar e do brincar, é imprescindível
para que as crianças se percebam, se expressem e se movimentem de forma
global no decorrer do seu desenvolvimento.

1 – Organização dos espaços:

Sendo esta, uma instituição de educação do Município do Rio de Janeiro,


correspondem as necessidades básicas como; salas amplas e arejadas,
banheiros de fácil acesso e adaptados aos pequenos usuários, área de
circulação em volta do edifício ampla espaçosa, etc, tudo isso levando em
conta as questões econômicas.

2 – Equilíbrio entre iniciativa infantil e trabalho dirigido:

Aqui, percebe – se o papel do professor/recreador, que puxa para si a


responsabilidade de planejar e orientar as atividades levando em conta a
criança a descobrir uma relação de mediação entre ela mesma e o grupo a
qual está inserida, aprendendo a respeitar e ser respeitada.

3 – Atenção privilegiada aos aspectos emocionais:

Nesta categoria, as atividades são elaboradas para respeitar a dinâmica da


construção do conhecimento da criança e sua própria ação sobre o meio.
Isso ocorre, por exemplo, quando há o intermédio nas questões das relações
humanas ocorridas no cotidiano da sala de aula, nas dramatizações onde a
criança vive diferentes personagens, etc.
4 – Utilização de uma linguagem enriquecida:

Esta proposta é diariamente estimulada, pois em todo momento ocorrem


atividades intermediadas por músicas, histórias, etc, o simples ato de se
expressar tanto verbalmente como corporalmente, fica evidente neste
contexto visitado. A música acontece quando se faz uma atividade, quando
se vai para as refeições, na higiene corporal, na hora do soninho, se ri, se
chora, etc.

5 – Diferenciação de atividades:

No que diz respeito ao planejamento das atividades, este é feito de


maneira a ser cumprido a risca sempre considerando as necessidades
básicas de acordo com a faixa etária das crianças.

6 – Rotinas estáveis:

A rotina acontece todos os dias e está estruturada diversas vezes durante


o dia, sendo que, alguns horários são pré-estabelecidos, são os que
acontecem na chegada que deve ser com carinho, nas refeições, no banho,
etc. já os horários flexíveis que envolvem apenas os alunos e o professor,
esta ocorre quando há a chamada, jogos coletivos, contação de histórias
rodinha, etc.

7 – Materiais diversificados e polivalentes.

Todos os itens desta categoria são utilizados pelo professor/recreador em


sua prática diária, mas o recurso do jogo pedagógico foi pouco utilizado no
período de tempo de estágio. Os exemplos que mais vi foram; construções
de sucata que segundo a diretora valoriza a construção de conhecimento na
criança.

8 – Atenção individualizada a cada criança.

Nas turmas visitadas, apesar do número de ser em torno de vinte, a


atenção individualizada a cada criança é feita no que diz respeito a uma
preocupação global procurando perceber a interação entre cada aluno e o
grupo, a cooperação, partilha, atividades, etc.

9 – Sistema de avaliação, anotação, etc.

Nesta instituição, todos esses itens são cobrados e questionados das


recreadoras como de qualquer professor do ensino regular. A cada dia estão
registradas as ocorrências mais relevantes, já no berçário, os relatórios são
muito detalhados e individuais, onde cada criança tem o seu diário com
ocorrências de questões como; alimentou – se normalmente, choro,
mordida, febre, entre outros.

10 - Trabalho com pais e mães e o meio ambiente.

A interação se dá quando os pais levam as crianças até suas salas,


infelizmente, este não ocorre de maneira eficiente, pois, os pais ainda
pensam na creche como um lugar para deixarem suas crianças e irem
trabalhar, a direção procura dialogar e conviver com essas diferenças.
A diretora Adriana, procura manter um bom relacionamento com os pais
de seus alunos, sempre os acionando para colaborarem e estenderem ao
ambiente familiar os exercícios que são desenvolvidos no ambiente escolar.
Sempre que se percebe alguma variação ou peculiaridade nos seus alunos,
recorre aos pais para investigar as razões e juntos buscarem soluções.

III - CONSIDERAÇÕES FINAIS.

Educação Infantil, primeira etapa escolar da vida humana, uma base...


uma marca que ficará por toda a vida, uma preocupação primordial do
futuro cidadão que se quer formar; identidades autônomas, conscientes,
críticas, mas também felizes.

Pluralidades e singularidades a serem trabalhadas com responsabilidade,


conhecimento e dedicação. Tudo bem planejado, organizado e ajustado as
diferenças.

Relações familiares, ponto principal de mediação dessa engrenagem


escolar que não pode se omitir nem ser esquecida.

E por fim, esse pequeno ser que desabrocha com entusiasmo e


imaginação; cujo desejo é brincar, ser amado, ter atenção e cuidado;
necessita de uma educação de qualidade que lhes transmita segurança como
um pilar de apoio para uma estrutura de formação contínua humana.

Sendo assim, acredito que as instituição observada, bem como seus


profissionais também têm se esforçado para cumprir a árdua tarefa de base
de uma educação calçada em princípios que privilegia a criança como ser
pensante, capaz e transformador da sociedade em que vive.