r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c .

2 0 1 5;5 6(1):25–33

Revista Portuguesa de Estomatologia,
Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

www.elsevier.pt/spemd

Investigac¸ão original

Estudo de prevalência das disfunc¸ões
temporomandibulares articulares em estudantes
de instrumentos de sopro
Filipa Lacerda a , Cláudia Barbosa b , Sérgio Pereira c e Maria Conceic¸ão Manso d,e,∗
a

Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal
Departamento de Ciências Médicas, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal
c Escola Superior de Música e Academia de Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal
d Fernando Pessoa Energy, Environment and Health Research Unit (F PENAS), Faculdade de Ciências da Saúde,
Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal
e LAQV@REQUIMTE, Universidade do Porto, Portugal
b

informação sobre o artigo

r e s u m o

Historial do artigo:

Objetivo: Este trabalho teve como objetivo avaliar a prevalência de disfunc¸ões temporoman-

Recebido a 29 de abril de 2014

dibulares (DTM) articulares em músicos de instrumentos de sopro e determinar a relac¸ão

Aceite a 24 de novembro de 2014

existente entre a prática de um instrumento musical de sopro e o desenvolvimento das

On-line a 25 de fevereiro de 2015

DTM.

Palavras-chave:

prevalência de DTM articulares em estudantes de instrumentos de sopro da Escola Profissio-

Métodos: Foi realizado um estudo observacional descritivo, transversal, para determinar a
Doenc¸as ocupacionais

nal de Artes da Beira Interior (Covilhã), utilizando a versão portuguesa dos Research Diagnostic

Desordens por trauma cumulativo

Criteria for Temporormandibular Disorders e avaliar possíveis fatores de risco associados.

Música

A análise foi realizada com o IBM© SPSS© Statistics vs.20.0 (␣ = 0,05).

Desordens da articulac¸ão

Resultados: Verificou-se uma prevalência de 68,3% indivíduos com diagnóstico de DTM arti-

temporomandibular

cular, dos quais 29,3% apresentava anteposic¸ão discal (AD) com reduc¸ão, 14,6% AD sem

Dor facial

reduc¸ão sem limitac¸ão de abertura, 17,1% diagnóstico de artralgia, 24,4% de osteoartrite
e 19,5% de osteoartrose. Nenhum aluno observado apresentava diagnóstico de AD sem
reduc¸ão com limitac¸ão da abertura. Foi detetada diferenc¸a significativa na idade dos executantes de sopro por diagnóstico de disfunc¸ões do complexo côndilo-disco (ANOVA, p = 0,014),
sendo que os que não têm diagnóstico são significativamente mais jovens que os que apresentam AD com reduc¸ão (T. Scheffé, p = 0,021), mas não existe diferenc¸a significativa entre
os que apresentam AD sem reduc¸ão/sem limitac¸ão com os restantes. O tipo de instrumento
não está significativamente associado (p > 0,05) ao diagnóstico.
Conclusão: Os fatores de risco, análise multivariada, associados às DTM articulares foram a
idade e a interac¸ão entre esta e o número de anos de prática do instrumento musical.
© 2014 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária. Publicado por
Elsevier España, S.L.U. Este é um artigo Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND
(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Autor para correspondência.
Correio eletrónico: cmanso@ufp.edu.pt (M.C. Manso).
http://dx.doi.org/10.1016/j.rpemd.2014.11.208
1646-2890/© 2014 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária. Publicado por Elsevier España, S.L.U. Este é um artigo
Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

existe uma escassez de estudos sobre o desenvolvimento de lesões ocupacionais.05).6% DD without reduction without limited opening.14. uma vez que exige uma actividade mandibular superior à func¸ão fisiológica normal. No entanto. assim como dos músicos relativamente à necessidade de cuidados especiais de saúde oral18 .8 . por isso. É por estes motivos que tendem a manter os seus hábitos15 . As lesões ocupacionais a que estes estão sujeitos podem muitas vezes interferir com a sua habilidade técnica e performativa.17 .0 (␣ = 0.Portugal). As DTM podem ser de origem muscular ou articular10 . Como objetivo deste trabalho pretende-se estudar a prevalência das DTM articulares em estudantes de instrumentos de sopro e avaliar alguns fatores de risco a elas associados. A prática de um instrumento musical de sopro pode ser considerada uma parafunc¸ão do sistema estomatognático. um possível fator desencadeante ou agravante de DTM9 . Results: It was found a prevalence of 68. sendo a etiologia desta patologia complexa e multifatorial10 . using the Portu- Facial pain guese version of the Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders and to evaluate possible risk factors associated with it. de ambos .1% with arthralgia. A significant age difference of the wind instrument players was detected for the intra-articular temporomandibular disorders (ANOVA. por medo de comprometer as suas carreiras profissionais11–14 . This is an open access article under the CC BY-NC-ND license (http://creativecommons. As disfunc¸ões temporomandibulares (DTM) são definidas pela American Academy of Orofacial Pain (AAOP)9 como o conjunto de problemas nos músculos da mastigac¸ão.05). O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa. podendo a sua prática apresentar-se como um fator não só desencadeante desta patologia.5 6(1):25–33 Prevalence study of temporomandibular joint disorders in wind instrument students a b s t r a c t Keywords: Objective: The purpose of this study was to assess the prevalence of temporomandibular Occupational Diseases joint disorders in wind instrument players and to establish the relationship between the Cumulative Trauma Disorders practice of a wind instrument and the development of temporomandibular disorders. 17. S. sendo o primeiro e principal sintoma a dor4 . There was not an association between diagnosis and the type of instrument played (p > 0.L. Não existe uma causa isolada para os sinais e sintomas das DTM. Os músicos são um grupo bastante suscetível ao desenvolvimento de DTM.20. but no difference was detected between the ones with DD without reduction/without limitation and the others.16. p = 0. 24. Materiais e métodos Estudo observacional descritivo de natureza transversal. sendo. being the ones without diagnosis significantly younger than the ones with DD with reduction (T. sobre o estudo e assinaram um consentimento informado (sendo menores esse consentimento foi assinado pelos representantes legais). 14.26 r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c . podendo mesmo pôr termo à carreira profissional7. Music Materials and Methods: A cross-sectional observational descriptive study. Analysis was performed using IBM© SPSS© Statistics vs.U. Conclusion: In multivariable analysis. sendo as DTM articulares o objeto de estudo deste trabalho.15 .5% with osteoarthrosis.org/licenses/by-nc-nd/4. p = 0.021). Published by Elsevier España. © 2014 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária. Os músicos são bastante relutantes em procurar auxílio médico.0/). da articulac¸ão temporomandibular (ATM) e das estruturas associadas. risk factors associated with the development of temporomandibular disorder were. age and the interaction age and years of instrument practice. isolada ou coletivamente.Scheffé. oral e escrita. Todos os participantes receberam informac¸ão. of which 29.3% of individuals with temporomandibular joint pathology. A populac¸ão-alvo foi constituída por todos os estudantes de música executantes de instrumentos de sopro da Escola Profissional de Artes da Beira Interior (EPABI) (Covilhã). conferindo uma limitac¸ão temporária ou permanente na habilidade e prática de um instrumento musical de sopro2 . Introduc¸ão Nos últimos anos tem surgido um interesse crescente no estudo das lesões profissionais no músico. at Escola Profissional de Artes da Beira Interior (Covilhã . como agravante ou perpetuante de um problema já existente7 .4% with osteoarthritis and 19. was conducted Temporomandibular joint to determine the prevalence of temporomandibular joint disorders in students of winds disorders instruments. 2 0 1 5. encontrando meios de mascarar os efeitos deste problema7. nomeadamente. Existe uma grande carência na área da medicina dentária na instruc¸ão de saúde oral e aconselhamento preventivo em músicos1. em instrumentistas de sopro1–6 .014).3% were diagnosed with disc displacement (DD) with reduction. None of the observed students had a diagnosis of DD without reduction with limited opening.

que permitiam o diagnóstico de disfunc¸ões articulares (Grupo II – disfunc¸ões do complexo côndilo-disco. os sexos e qualquer idade. anos que toca o instrumento. às características do seu estudo. p = 0. esta aumenta a sua prevalência para 41.5%.8) 13 (44. assim como os que apresentaram p < 0. observa-se uma tendência para os metais serem mais tocados por homens e os instrumentos (madeiras) de palheta dupla e de pequena abertura serem tocados por mulheres.2) 4 (13. EUA).5) 22 (53. Comparac¸ão por género Variável Diagnóstico de DTM Diagnóstico Grupo II Diagnóstico Grupo III Instrumentos Categoria Sem diagnóstico Com DTM Sem diagnóstico AD c/reduc¸ão AD s/reduc¸ão s/limitac¸ão Sem diagnóstico Artralgia* Osteoartrite Osteoartrose Metais Palheta única Palheta dupla Pequena abertura Todos (%) Feminino (%) Masculino (%) 13 (31. per si. O teste de qui-quadrado e/ou o exato de Fisher foram usados para averiguar a existência de associac¸ão entre categorias de variáveis nominais/ordinais e o coeficiente de correlac¸ão de Spearman para variáveis quantitativas.8) 19 (65. género ou diagnóstico de DTM). género e idade. Quanto ao tipo de instrumentos tocados. mas considerando que existe concomitantemente na situac¸ão de osteoartrite.15.7) 6 (20.3) 3 (25) 7 (58.1) 12 (29.3) 4 (33. anos que toca qualquer instrumento de sopro [atual + anterior] e outras variáveis de tempo vs. As disfunc¸ões do complexo côndilo-disco (tabela 1) tiveram uma prevalência de 46.1%.20 foram incluídos num modelo de regressão logística multivariável (método de Wald regressivo.80 interoperador). de diagnóstico (Grupo II e III) e de tipo de instrumento tocado.010). Resultados A calibrac¸ão da observadora com um operador experiente (num grupo de 10 estudantes universitários sem DTM e 10 com DTM.280).3) 2 (16. testando-se também a interac¸ão idade*tempo que toca.3% de anteposic¸ão discal [AD] com reduc¸ão e 14. sendo a AD com reduc¸ão significativamente mais prevalente nas mulheres (58.052).20.3) 2 (16. apresentou prevalência de 17. nem mesmo após recodificac¸ão da variável em presenc¸a/ausência de disfunc¸ões degenerativas (p = 0.◦ médio de horas que estuda/dia.5% osteoartrose).7) 3 (25) 1 (8. género ou diagnóstico de DTM). .) previamente calibrada. considerando ␣ = 0. embora não seja detetado um padrão significativo (p = 0.7) 11 (26. versão portuguesa19 dos Research Diagnostic Criteria for Temporormandibular Disorders (RDC/TMD).05) a DTM.2%).5 6(1):25–33 Tabela 1 – Distribuic¸ão de frequências de variáveis relativas aos músicos.05. relacionado ao instrumento musical.7) 4 (13.9% (24.280 0.20 para inclusão/exclusão de variáveis).8) 4 (9.4) p 0.052 Valores de p a negrito indicam diferenc¸as significativas.7) 10 (83.7) 3 (25) 11 (37. grupos II e III. Grupo III – disfunc¸ões degenerativas).8) 4 (9.305). bloco de estudo (min).3) 23 (56. Chicago.020 0. tempo de intervalo (min) vs.16.4) 8 (19. IL.6) 16 (39) 7 (17. Após análise univariada de fatores associados ao diagnóstico DTM. 2 0 1 5. que não difere significativamente por sexo (p = 0. O intervalo de confianc¸a a 95% para a prevalência de DTM foi calculado usando o método exacto.3%) do que nos homens (17. 68.9) 18 (62.9-81.5) 7 (24. A artralgia.7% da populac¸ão-alvo).8) 6 (20. Nesta amostra. Os participantes preencheram um questionário (anexo) e foram submetidos a uma avaliac¸ão clínica com as perguntas e parâmetros de avaliac¸ão. os fatores significativamente associados (p < 0. a comparac¸ão da medida de tendência central entre 2 grupos independentes foi realizada utilizando o teste de Mann-Whitney (n.276). Os homens apresentam uma prevalência significativamente inferior de disfunc¸ões do complexo côndilo-disco (p = 0. não normalmente distribuídas (teste de Kolmogorov-Smirnov). tendo-se detetado diferenc¸as significativas estas foram investigadas através do teste de Mann-Whitney (distribuic¸ão não normal) ou teste de comparac¸ão a posteriori de Scheffé (distribuic¸ão aproximadamente normal). Preencheram um segundo questionário (anexo). 57.4% osteoartrite e 19.3) 3 (25) 4 (33.9) 1 (3. n.05/p = 0. Para mais de 2 grupos (diagnóstico de DTM por grupo). A avaliac¸ão clínica foi realizada entre abril e maio/2011 por uma única observadora (F.◦ de intervalos que faz.276 0.7) 28 (68. A distribuic¸ão das DTM articulares por sexo (tabela 1) permite concluir que existem diferenc¸as significativas na prevalência das disfunc¸ões do complexo côndilo-disco.1) 10 (24.6% de AD sem reduc¸ão e sem limitac¸ão de abertura de boca) e as disfunc¸ões degenerativas a prevalência de 43.3% (29. Não se detetou diferenc¸a significativa por sexo de disfunc¸ões degenerativas e artralgia (p = 0.18.3) 4 (33.9%). pelo eixo I dos RDC/TMD) produziu muito boa a excelente concordância em todos os parâmetros do exame clínico (kappa de Cohen ≥ 0. L.3% dos indivíduos apresentavam diagnóstico de alguma DTM (IC 95%: 51. ou t-Student se existia normalidade (idade [anos].8) 2 (16.27 r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c . realizou-se o teste de Kruskal-Wallis (para distribuic¸ão não normal) ou uma ANOVA (distribuic¸ão normal).20–30 .1) 20 (69) 5 (17.0 (SPSS Inc. Para variáveis quantitativas.1) 2 (6. A amostra foi constituída de forma não probabilística pelos estudantes que aceitaram participar no estudo (n = 41.90 intraoperador e kappa ≥ 0. do Eixo I.3) 6 (14. com questões identificadas em estudos anteriores11. O tratamento estatístico foi realizado no programa IBM© SPSS© Statistics vs.

3-60) 20-120 Valores de p a negrito indicam diferenc¸as significativas.5) 1-7 p Fem Masc p 12 (29.2) 4 (3-4) Me (Q1-Q3) 2-8 Min-max 4.9b (± 1.5-19.3a (± 2) 18 (17-20) 15-22 3.400 N. o mesmo sendo válido para a relac¸ão entre a idade e o número de anos que toca qualquer instrumento de sopro (rs = 0.3b (45-60) 20-120 0.021).1 (± 7) Média (± DP) 15 (10-15) Me (Q1-Q3) 5-30 Min-max 12.9) 15 (10.b : letras diferentes indicam diferenc¸as significativas (a: média ou mediana mais elevada.1 (± 3.4 (± 19.4 minutos de estudo seguido («bloco»).3) 60a (54.005).525 N. Constatou-se que 70.4 (± 1. Cerca de 93% dos indivíduos admitiram sentir ansiedade em momentos de performance e 68. com os homens a apresentarem significativamente menor durac¸ão de estudo consecutivo.893 Bloco de estudo (min) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 60. há significativamente mais tempo (6. e comparac¸ão por género e diagnóstico de DTM Diagnóstico de DTM Todos Não tem Sexo Tem DTM n (%) 41 (100) 13 (31.001).712 Tempo de intervalo (min) 15.196 15.5) 5 (3-6.7) 15 (11.8 anos) do que quem não apresenta DTM (3.5) 3 (2-4) 1-8 0.7 (± 3.4) 17 (15. Nenhuma destas questões mostrou associac¸ão ao diagnóstico DTM e o diagnóstico de DTM é independente da tipologia de instrumento tocado.7% dos indivíduos faziam exercícios de aquecimento e 58.6-21.1 minutos/intervalo e uma média de 57.4 (± 18.7) 7 (4.548. com quem tem diagnóstico de DTM articular toca o seu instrumento musical atual.001) (18.5) 1-8 3. ou qualquer de sopro.354 65 (± 20.2) 18 (16-19) 13-22 15.400 6.◦ de intervalos que faz 3. É detetada diferenc¸a significativa (tabela 4) na idade dos executantes de sopro por diagnóstico de disfunc¸ões do complexo côndilo-disco (ANOVA.◦ de anos que toca o instrumento 5. e qualquer instrumento de sopro há 6.8-15) 5-30 0.6) 18 (17-18.4) 4 (4-4.0a (± 2.0 anos.28 r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c .4 (± 2.042 N.2 (± 1.1) 5 (3-7. p = 0.3) 5-30 0.012 e 0.2 (± 16.8 (± 2.3 (± 1.3) 2-5 0. com uma durac¸ão média de 15.6 e 4. p = 0.9 anos).5 6(1):25–33 Tabela 2 – Estatísticas relativas à idade e a variáveis relacionadas com prática musical. há 5. b: média ou mediana menor) de acordo com o teste t-Student ou de Mann-Whitney.6) 16 (14.7) Média (± DP) 3 (2-4) Me (Q1-Q3) 1-8 Min-max 3.5 (45-60) 20-120 0.6b (± 2. Cerca de 20% estudava com picos de intensidade (tabela 3).502. mas não .125 4.4) 3 (2-4) 1-6 0.4-60) 45-120 54.1) 4 (3-4) 2-8 0.005 5.9) Média (± DP) 5 (3-7) Me (Q1-Q3) 1-13 Min-max 57.4 intervalos/dia. A percec¸ão de «no pain no gain» foi referida por 90% dos inquiridos. Todos os indivíduos faziam intervalos durante o estudo.8a (± 2. p < 0.9) 10-30 14.5) 1-13 0. 2 0 1 5.8 (± 5.8) 1-13 0.6 (± 2. 15.3) 60 (46.0) 7 (3.9 (± 2.7) 15 (10-15) 7.2b (± 2.042).3 vs.5-20 16.4 (± 1.4) 5 (3-6) 1-10 5. sendo que os que não têm diagnóstico são significativamente mais jovens que os que apresentam AD com reduc¸ão (teste Scheffé.001 17.8 (± 1.8) 3-10 6.3-8.9) 4 (3-4. O estudo médio diário era de aproximadamente 4 horas/ dia.8 (± 7.6-6. a.4) Média (± DP) 6 (3-8) 3 (2.9) 6 (3. p = 0.5% faziam exercícios de relaxamento.3) Idade (anos) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 17. intensificando o seu estudo em momentos de maior responsabilidade performativa.8) 15-21 17.◦ de anos que toca qualquer instrumento de sopro 6 (± 2. A idade e número de anos que toca o instrumento de sopro atual estão diretamente e significativamente correlacionadas (rs = 0.5-4) 3-8 3.◦ médio de horas que estuda/dia Média (± DP) 3.9 (± 1.0) 4 (2-5.7) 4 (3.5 (± 2.5) 13-22 0.5-9) 3-13 0.1) 52.6) 15 (8.7) 28 (68.5 (± 2.2 anos. valores que diferem significativamente para diagnóstico de DTM (teste t-Student.9 (± 1.3-16.2) 3 (2-4) 2-8 3. Os alunos desta amostra estudavam/tocavam o instrumento. p = 0.2 anos).012 4.2 (± 2.8 (± 0.2) 60 (50-60) 40-120 56 (± 18. mas difere por sexo (teste Mann–Whitney.001). A durac¸ão do bloco de tempo de estudo não difere para diagnóstico de DTM.3-8.220 3.3) 29 (70.7) 0.1) 3 (2-5.564 N.8) 51.8) 2-8 3. em média. numa média de 3.2 (± 7.9) 4.014).0 e 6. p = 0.5-17) 13-18 18.4 (± 3.3% referiram que essa ansiedade os podia prejudicar na execuc¸ão do seu instrumento.4 (± 1. p = 0.5) 1-13 0.5) Me (Q1-Q3) 1-13 1-8 Min-max 6. A idade dos praticantes (tabela 2) é significativamente mais elevada para quem tem diagnóstico de DTM (teste t-Student.

◦ de anos que toca qualquer instru-mento de sopro 5. Também se verifica diferenc¸a significativa relativamente ao n.678 ∼ = 1.6) 7 (53.3) 10 (76.5) 6 (3.7) 26 (92.5b (3-3.493 ∼ 1.b (3-4. .016).8-7) 3-10 0.047 Bloco de estudo (min) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 59.2 (± 22.7) 18 (17.1) 3-4.225 N.7b (± 2) 17 (15-18) 13-21 18.9) 0. tendo os executantes com AD com reduc¸ão um menor tempo de estudo quando comparados com os que não têm diagnóstico (teste Mann-Whitney.047).◦ de intervalos que faz Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 3. e comparac¸ão por diagnóstico de DTM Diagnóstico de DTM Prática com picos de intensidade (sim) Faz exercícios de aquecimento (sim) Faz exercícios de relaxamento (sim) Ansioso em momentos de performance (sim) Ansiedade prejudicou performance (sim) «No pain no gain» (sim) Instrumentos Metais Palheta única Palheta dupla Pequena abertura Todos (%) Não tem (%) 8 (19.5) 3 (23.5 (2-3) 1-8 3.7 (± 1.2 (± 3.7) Média (± DP) 6 (3-7) Me (Q1-Q3) 1-10 Min-max 7.◦ médio de horas que estuda/dia 4.6) 3 (10.6) 15 (5.3 (± 2.1) 12 (29.7) 11 (84.5 (± 2.060 Valores de p a negrito indicam diferenc¸as significativas.2) 3 [3-4.5) 29 (70.8) 60 (45-60) 45-60 54.7 (± 21) 60 (50-60) 37.3) 36 (90) 1 (7.5] 3-6 0.◦ médio diário de Tem DTM (%) p horas que estuda (teste de Kruskal-Wallis.9) 55 (38.5 (± 3.014 N.922 há diferenc¸a significativa entre os que apresentam AD sem reduc¸ão e s/limitac¸ão com os restantes (provavelmente devido à menor dimensão amostral deste grupo).3ab (± 2.2) 6.9) 18 (64.8) 1-13 5. p = 0.9) 2-8 3.7) 3 (10.3-9.7) 0.3) 17 (60.4) 5 (3.5 0.7) 1 (7.4) 15 (10-15) 5-30 19 (± 7.000 0.◦ de anos que toca o instrumento 4.7 (± 1.154 N.9 (± 1. 2 0 1 5.8-20.5 (± 6.5-120 54.5) 38 (92.3) 15 (15-28.8) 2.5 (± 2.9) 12 (92.398 0.1) 10-30 15.6) 4a.5) Média (± DP) 4 (3-7) Me (Q1-Q3) 1-9 Min-max 6.8a (± 1.5) 3.2) Média (± DP) 4a (4-5) Me (Q1-Q3) 2-8 Min-max 3.4) 19 (15. p = 0. b: média ou mediana menor) de acordo com o teste t-Student ou de Mann-Whitney.3-10) 3-13 5.5) 3-10 0. a.3) 15-21 0.7 (± 1.8-24.3-20) 17-22 18.9 (± 5.9 (± 2.8-67. e sua comparac¸ão diagnóstico de disfunc¸ões do complexo côndilo-disco (Grupo II) Diagnóstico Grupo II Sem diagnóstico AD c/reduc¸ão AD s/reduc¸ão s/limitac¸ão p n (%) 23 (56.7) 14 (50) 8 (28.3) 24 (88.b : letras diferentes indicam diferenc¸as significativas (a: média ou mediana mais elevada.921 N.1) 1 (7.7) 28 (68.7) 4 (2-4) 1-8 2.000 = 8 (61.7) 24 (58.5 6(1):25–33 Tabela 3 – Distribuic¸ão de variáveis relacionadas com prática musical.29 r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c .182 Tempo de intervalo (min) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 12.8 (± 0.6 (± 9.5 (4.6) Idade (anos) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 16.3) 6 (14.183 0. Tabela 4 – Estatísticas relativas à idade e a variáveis relacionadas com prática musical.5) 20-90 0.3) 7 (25) 18 (64.6) 5 (4-8.8) 12 (92.4) 5-30 0.2 ( ±1.

a.120 N.0) 8 (6.◦ médio de horas que estuda/dia 4.6) 5-30 0.9) 4 (2-4. os instrumentistas sem diagnóstico são significativamente mais jovens e tocam há menos tempo que os que apresentam osteoartrose (teste Scheffé.3) 15 (12.◦ de intervalos que faz Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 3. modelo 1).8 (± 2.4) 3 (2-4) 2-6 2.5 6(1):25–33 Tabela 5 – Estatísticas relativas à idade e a variáveis relacionadas com prática musical e sua comparac¸ão diagnóstico de disfunc¸ões degenerativas (Grupo III) Diagnóstico Grupo III Sem diagnóstico Artralgia Osteoartrite Osteoartrose p n (%) 16 (39) 7 (17.5-90 0. Isto deve-se.8) 3.006 e p = 0.5-9 6. Isto pode dever-se ao facto de todos os alunos estarem em plena atividade musical e.7) 3 (2-3.5 (± 5.8) 1-10 8.8-19.5-60) 20-60 63. p = 0.010 N.004.3) 15-20 19.1-20.8) 19 (18-21) 17-22 0. Assim.3-17.8) 4.9) 5.8ab (± 1. anos que toca o instrumento (atual ou atual + anterior). à idade precoce dos estudantes avaliados e aos poucos anos de prática instrumental.2 (± 1. b: média menor) de acordo com o teste de Scheffé.4) 2-8 0.8 (3-4.5 (4-10) 3-10 8.6) 5-30 14.3 (± 17.1) Média (± DP) 3.1a (± 3.001. para além da idade e a da interac¸ão entre idade e anos que toca qualquer instrumento de sopro. não é detetado como fator de risco significativo para DTM nesta populac¸ão.5 (± 21.5% dos músicos).5 (3-6.b : letras diferentes indicam diferenc¸as significativas (a: média mais elevada.876 Valores de p a negrito indicam diferenc¸as significativas.010.004 N. não estão associados (p > 0.1a (± 3.1b (± 2.002 N.7ab (± 2.05 ambas as comparac¸ões).6 (± 1) 4 (3-4) 2-5 3.6) 6 (3-8) 2-9 5.4 (± 8.9-63.7b (± 1.2) Média (± DP) 4 (4-4.1ab (± 2. provavelmente.30 r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c .6) 18 (16.3) 2-4 3. O sexo feminino. respetivamente). p = 0. O tipo de instrumento e o diagnóstico. nenhum foi encontrado em fase aguda da lesão.1) 10 (24.3-5) Me (Q1-Q3) 1-7 Min-max 5. Relativamente ao diagnóstico de disfunc¸ões degenerativas (tabela 5).9 (± 0.3 (± 1.4) 8 (19.8) 13-21 17. o tempo de cada intervalo também constitui fator de risco significativamente associado à presenc¸a de DTM (tabela 6.8-20.5) Idade (anos) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 16.05) deste diagnóstico com as variáveis idade. 9% apresentava sinais de bloqueio na ATM .9) 7 (5-8) 3.0) 8 (6. embora retido nos modelos e apresentando um OR elevado.4b (± 1. o que os leva a desenvolver DTM ainda iniciais.4) 17 (15-20) 15-20 18.5 (45-60) 37.8) 45-120 54.8 (± 0.8) 3.8) 1-8 3. 2 0 1 5.7 (± 1.1 (± 16. portanto. modelo 2).5ab (± 2. Discussão As DTM mais prevalentes foram a AD com reduc¸ão e a artralgia.6) 15 (10-15) 5-30 16.5) 2-8 0.472 Bloco de estudo (min) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 60. Nenhum diagnóstico de AD sem reduc¸ão com limitac¸ão de abertura foi atribuído. não se detetando diferenc¸as para os outros diagnósticos. Em análise multivariada verificou-se que a idade e a interac¸ão entre idade e anos que toca o instrumento constituem fatores de risco significativamente associados à DTM (tabela 6.2) 3 (2-5.5-30 15 (± 7.8 (3-4.◦ de anos que toca o instrumento 3.786 Tempo de intervalo (min) Média (± DP) Me (Q1-Q3) Min-max 14.4a (± 1.5) 47.◦ de anos que toca qualquer instrumento de sopro 4.5 (15.0ab (± 1. 31% apresentavam dor dentária ou na ATM. respetivamente). Um estudo anterior29 encontrou uma prevalência mais baixa de DTM (em 22. p = 0.9) Média (± DP) 3 (2.2) 13. verificam-se diferenc¸as significativas para idade.9) 15 (10-15) 7.4) 60 (51.7 (± 8.3-10) 3-13 0. verifica-se que.8) 60 (50-60) 40-120 46.1) 50 (37.9) 16. Em análise univariada de fatores de risco de DTM (tabela 6) apenas se deteta associac¸ão significativa (p < 0.8 (8.4 (± 14.002 e p = 0.3-10) 3-13 0.4) Me (Q1-Q3) 2-8 Min-max 3. tanto do Grupo II como do Grupo III. anos que toca o instrumento e anos que toca qualquer instrumento de sopro (ANOVA.3ab (± 2. Quando contabilizado o tempo total a tocar qualquer instrumento de sopro (atual e anterior).5 (3-6) Me (Q1-Q3) 1-8 Min-max 6.3) 3-5 4 (± 1.

418-1. sem diferenc¸as significativas para homens).729 0.039 3.562-16.992-1.47.663 0.152-19.009-1.327 0.381 0. Faz exercícios de aquecimento (sim).a etapa: Idade (anos).923 1.351-5.698 .972) 0. interac¸ão idade*N.◦ de intervalos que faz Bloco de estudo (min) Tempo de intervalo (min) Faz exercícios de aquecimento (sim) Faz exercícios de relaxamento (sim) Faz prática regular c/picos de intensidade (sim) Sente ansiedade no momento da performance (sim) A ansiedade prejudica a performance (sim) No pain no gain (sim) 0.155 0. quer a idade quer a interac¸ão desta com os anos que toca estão associados à DTM.472 1. Noutro7 verificou-se que 38.792-0.◦ de anos que toca o instrumento. 2 0 1 5.923 0. Observou-se que quanto mais velhos e mais anos de prática instrumental. IC 95%: intervalo de confianc¸a com 95% de confianc¸a.008 Especificidade 1. de forma multivariada.032 4. Sexo.955 1.◦ anos que toca qualquer instrumento de sopro.714 1.953-1.657-37. nem todos os estudos apresentam esta diferenc¸a como significativa para mulheres (prevalência de 51%17 e de 55%23 .249-3.42% limitac¸ão na abertura de boca.264 0. AUC: área sob a curva ROC.048-3.667 1. N. No entanto.196 0.861 (0.◦ médio de horas que estuda/dia N.005 Especificidade 0. se contabilizado todo o tempo de prática de instrumentos de sopro.57% sentiam ruídos articulares. Faz exercícios de aquecimento (sim). Tempo de intervalo (min).663 0.021 0.540 0. maior a prevalência de DTM articulares. Neste estudo o sexo feminino apresenta mais DTM articulares.359 0.004 0.147 0.504 0.◦ de anos que toca qualquer instrumento de sopro N.14% tinham dores na ATM e 21. N.31–37 .011 .780 0.615 Modelo 1* Idade (anos) Idade* N.219 0. Outros autores30 encontraram uma prevalência de 63% com dor na zona dos dentes/mandíbula e/ou na ATM.27.3. Neste estudo alunos com diagnóstico de DTM articular.109 Valores de p a negrito indicam diferenc¸as significativas.012 0.◦ anos que toca qualquer instrumento de sopro Sexo feminino Tempo de intervalo (min) Constante AUC (IC 95%) 0.145 0. Enquanto o sexo feminino só univariadamente se encontra associado à DTM. tal como se verificou noutro estudo29 . como outro autor21 também sugeriu.252 . relac¸ão também confirmada por outros estudos23.271 0.768 1.296 1.774 0.067 0.1. nomeadamente AD com reduc¸ão.. Tempo de intervalo (min).991) 0.27.045 1.75-0.104 0.26.223 0.737 2.21. Variável(is) inserida(s) na 1. Para além disso.023 0.519-1.121 0.056 0.048 0.1.325 4.035 5.060 0. valores mais elevados que os deste estudo (comparando sintomas referidos com patologias associadas).950 0.657 1.603 0. o que poderá ser explicado por uma necessidade de maiores intervalos/paragem se a DTM já existe ou sintomas articulares existem.004 0.016 Sensibilidade 0.083 0. Estudos anteriores16.987 1.◦ de anos que toca o instrumento N.001 .000 0.r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c .29 .089 0. pela dificuldade destes indivíduos suportarem os seus sintomas. interacc¸ão idade*N.786 2.056 1 1. à semelhanc¸a deste.438-36.422 0.060-1. o que pode ser explicado.009 Sensibilidade 0.327 1.089-13.000 1. Sexo.891 (0. Este facto pode dever-se à acumulac¸ão dos efeitos da prática musical na ATM e ao aparecimento de responsabilidades musicais acrescidas que possam despoletar ou agravar um diagnóstico de DTM articular21.005 1.196 0.006 0.359 1.000 1.192 0. referem uma prevalência mais elevada de DTM em mulheres instrumentistas de sopro.a etapa: Idade (anos).539 0. ∗ ∗∗ Variável(is) inserida(s) na 1. OR: Odds Ratio.678 0. .23.418 0.714 1.◦ de anos que toca o instrumento.442 0.120-2.38.094-2.430 0.39 .060 0.060-2.210 0.032 1. estudavam menos horas por dia.200 0. 27.643 1.◦ anos que toca qualquer instrumento de sopro.033 0. e 13% ruídos articulares.◦ de anos que toca o instrumento Sexo feminino Tempo de intervalo (min) Constante AUC (IC 95%) 0.063-7.970-1.524 1.482 0. Em ambos os sexos a AD com reduc¸ão e a artralgia são os diagnósticos mais prevalentes. o aumento de tempo de intervalo entre sessões está associado a DTM.152-19.004 0.5 6(1):25–33 31 Tabela 6 – Análise univariadas e multivariada de fatores (de risco) associados à presenc¸a de DTM Análise univariada p OR IC 95% OR Idade (anos) (por incremento de um ano) Sexo feminino Instrumento = Metais Instrumento = Palheta Única Instrumento = Palheta Dupla Instrumento = Pequena abertura N.774 1.25.312-7.452 Modelo 2** Idade (anos) Idade* N.

(Eds.rpemd. Baelum J. Este facto não permitiu a subdivisão da análise por faixas etárias. Wind instruments: Their interplay with orofacial structures.14:362–6.47:188–96. Impactos oro-faciais associados à utilizac¸ão de instrumentos musicais. 2013:1–9. Okeson JP. 16. BMC Res Notes. Glowacka A. Clemente MP.5:94–100. . Material adicional Pode consultar o material adicional para este artigo na sua versão eletrónica disponível em doi:10. Pontes M. 2009. Taddey J. 2009. nos estudantes de instrumentos de sopro. Ferronato G. 2 0 1 5. diagnosis. 2014. 2007. AAOP. Responsabilidades éticas Protec¸ão de pessoas e animais. Paarup HM. Temporomandibular joint total replacement prosthesis: Current knowledge and considerations for the future. bibliografia 1. Impact of sound production by wind instruments on the temporomandibular system of male instrumentalists. Chicago: Quintessence Publishing. No entanto. Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. através do COMPETE) e de fundos nacionais (Fundac¸ão para a Ciência e Tecnologia) pelo projecto Pest-C/EQB/LA0006/2013. 2010.32 r e v p o r t e s t o m a t o l m e d d e n t c i r m a x i l o f a c .70 e especificidade ≥ 0. Bradasch E. van Selms MK.37:103–10. Orofacial pain: guidelines for assessment. Frias-Bulhosa J. Kawala M. 1992.125:1487–96. Ahlers OM. o género (univariadamente). como foram poucos os executantes de instrumentos de palheta dupla e pequena abertura. Manniche C. Brass And Percussion Players: A Review. 2008. Os autores declaram que para esta investigac¸ão não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais. C. sociais e culturais que não foram tidos em conta nesta avaliac¸ão. Rev Bras Reumatol. J Am Dent Assoc. 9. como por exemplo. As limitac¸ões dos RDC/TMD são também limitac¸ões deste estudo.208.1016/j. 3. 2. Dommerholt J. Silvério K. and management. 4a Edic¸ão São Paulo: Artes Médicas. 14.5:541. 1994. 2013.53:108–16. A dimensão da amostra é pequena. Corteletti L. embora outros estudos25. Klasser G. Work. Neto S. 2013. Cortell-Tormo JM.43 tenham amostras da mesma ordem de grandeza. Int J Oral Maxillofac Surg. podendo ter interferido nos resultados obtidos. Manfredini D.41:532–41. 13. Santos N. 2012. Playing-Related Musculoskeletal Disorders In Woodwind. Neuromuscular and musculoskeletal problems in instrumental musicians. Lovrovich AT. não observado. Gobetti J. Coimbra D. 2014.16:303–9. Kawala B. Musicians and temporomandibular disorders: prevalence and occupational etiologic considerations. Pampel M. Muscle Nerve.4:59–72. Pinho JC. Cranio. Conclusões Dentro das limitac¸ões do estudo realizado verificou-se existirem.10:241–4. Jakstat HA.9541 . não se testou a relac¸ão entre patologias desenvolvidas e o tipo de instrumento de sopro e o sexo do praticante. Fragelli T. Howard JA. Lederman RJ. Attallah MM. Tratamento das disfunc¸ões temporomandibulares e oclusão. Lobbezoo F. Belloch SL. Visscher CM. 12. Manso agradece o financiamento de fundos da União Europeia (FEDER. a idade e a interac¸ão desta com o número de anos de prática musical (análise multivariada). J Bodyw Mov Ther. compatível com o facto de os instrumentistas serem ainda/apenas estudantes. Verificou-se que as disfunc¸ões mais prevalentes (AD com reduc¸ão e artralgia) correspondiam aos diagnósticos de menor gravidade. Is there an association between temporomandibular disorders and playing a musical instrument? A review of literature. Carvalho G. Occurrence and co-existence of localized musculoskeletal symptoms and findings in work-attending orchestra musicians – an exploratory cross-sectional study. Os autores declaram ter recebido consentimento escrito dos pacientes e/ ou sujeitos mencionados no artigo. 15. Biomecânica da articulac¸ão temporomandibular numa populac¸ão de cantores. como fatores de risco para DTM. 1989. 2003. Os autores declaram ter seguido os protocolos do seu centro de trabalho acerca da publicac¸ão dos dados de pacientes. Guarda-Nardini L. Confidencialidade dos dados. Matthews-Kozanecka M.2014.11.).23:143–6. Direito à privacidade e consentimento escrito.13:311–9. 5. Apêndice. 2012. Camacho CI.27: 549–61. Pérez-Soriano P. The impact of the long-term playing of musical instruments on the stomatognathic system – review. Agradecimentos A autora M. 2000. 5 th ed. Performing arts medicine – Instrumentalist musicians Part I – General considerations. Wedderkopp N. von Mühlen C.5 6(1):25–33 Este estudo apresenta algumas limitac¸ões. 4. Almeida F. Queixas musculoesqueléticas em músicos: prevalência e fatores de risco. para todos os diagnósticos articulares obtidos pelos RDC/TMD (Grupo II e Grupo III) sensibilidade ≥ 0. Rev Neurocienc. os fatores biológicos. Apesar desta ferramenta epidemiológica ter demonstrado um grau de confianc¸a suficiente para o diagnóstico clínico das DTM mais comuns40 . Head and neck lesions commonly found in musicians. J Oral Rehabil. 6. Pinho D. 7. i Iranzo MÀC. Med Probl Perform Art. Rev Soc Bras Fonoaudiol. Frank A. psicológicos. Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. na data de realizac¸ão deste trabalho os RDC/TMD eram considerados o protocolo de diagnóstico de desordens articulares de maior sucesso41 . Holm JW. 18. Zimmers P. 2008. Lesões em músicos: quando a dor supera a arte. In: De Leeuw R. O autor para correspondência deve estar na posse deste documento. J Hum Sport Exerc. Adv Clin Exp Med. Occurrence of signs and symptoms of temporomandibular dysfunction in musicians. 17. Almeida C. 8. 11.54:131–6. 10.42. et al. Conflito de interesses Os autores declaram não haver conflito de interesses.

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