Você está na página 1de 14

AESVISA – Associação de Ensino Superior da Vitória de Santo Antão FAINTVISA – Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA 4º PERÍODO

INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA)

TAMIRES CAROLINE DA ROCHA BARBOSA

VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE

2017.1

TAMIRES CAROLINE DA ROCHA BARBOSA

INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA)

Trabalho apresentado para disciplina de Farmacologia Básico em regime especial como recurso parcial para o título de Bacharel em Farmácia pelas Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão – FAINTVISA.

Orientadora: Profa. Cybelle Alves Tavares.

VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE

2017.1

INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA)

1

INTRODUÇÃO

O Sistema Nervoso no organismo humano controla, e, coordena as funções de todos os sistemas do organismo como também, ao receber os devidos estímulos, tem a capacidade de capaz de interpretá-los, e, desencadear respostas adequadas aos respectivos estímulos. Enquanto muitas funções do sistema nervoso dependem da vontade (voluntários), muitas outras ocorrem sem que tenhamos a consciência (involuntários) dessa integração com o meio ambiente. O Sistema Nervoso no organismo humano é dividido em Sistema Nervoso Central (SNC), e, Sistema Nervoso Periférico (SNP). O SNC compreende o cérebro, o cerebelo, o bulbo, e, a medula espinal (ou espinhal). O Sistema Nervoso Periférico consiste em todos os neurônios aferentes (sensoriais), e, eferentes (motores). Encontramos ainda nesse sistema os nervos sensoriais e motores constituídos por feixes de axônios. A maioria dos nervos é mista (sensitivos e motores). Os nervos são considerados cranianos quando partem do crânio, e, espinhais quando partem da medula. Os gânglios podem ser aferentes ou eferentes, sendo que os aferentes são os cranianos, e, espinhais. Os eferentes são autônomos. O Sistema Nervoso Periférico eferente se subdivide em Sistema Nervoso Somático (voluntário), e, Sistema Nervoso Autônomo (involuntário). Chegando ao ponto que centraliza esse trabalho, entendemos que o sistema nervoso autônomo, também chamado de visceral, vegetativo ou involuntário, se encontra, em grande parte, fora da influência do controle voluntário, e, regula importantes processos do organismo humano como todas as secreções exócrinas e algumas endócrinas; a contração e o relaxamento da musculatura lisa; os batimentos cardíacos, e, certas etapas do metabolismo intermediário, como a utilização da glicose. Através de uma metodologia bibliográfica o próximo subitem faz uma farmacologia introdutória sobre o Sistema Nervoso Autônomo (SNA), assim como sua fisiologia.

2

REVISÃO LITERÁRIA

  • 2.1 SNA: denominação, função e contexto

A denominação de Sistema Nervoso Autônomo foi criada pelo fisiologista britânico John Langley (1853-1925), acreditando que os seus componentes funcionariam em considerável grau de independência do restante do sistema nervoso. O conceito demonstrou- se errado, e, outros nomes foram propostos. Mas nenhum deles mostrou-se mais apropriado prevalecendo o nome proposto por Langley. Pode-se afirmar que, a função do Sistema Nervoso Autônomo, é a regulação do sistema cardiovascular, digestão, respiração, temperatura corporal, metabolismo, secreção de glândulas exócrinas, e, portanto, manter constante o ambiente interno (homeostase). Destaca- se, ainda, a manutenção do ambiente interno, ou seja, a manutenção da homeostase. Quando estímulos internos sinalizam a necessidade de uma determinada regulação, o Sistema Nervoso Central (SNC) ativa o sistema autônomo, que realiza as ações compensatórias. O SNA possui duas divisões: simpática e parassimpática. O sistema autônomo simpático tem a função de estimular ações que respondam ao estresse (luta ou fuga), como aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, da noradrenalina, aumento da concentração do açúcar no sangue e ativação automática do metabolismo do corpo. O impulso nervoso simpático provém de segmentos torácicos e lombares da medula espinhal (TORTORA; GRABOWSKI, 2012). O sistema nervoso autônomo parassimpático é responsável por estimular ações de relaxamento (repouso e digestão), através da desaceleração dos batimentos cardíacos, da pressão arterial, da adrenalina e do açúcar no sangue. Os impulsos nervosos originam-se dos núcleos dos nervos cranianos e de segmentos sacrais da medula espinhal. Tendo como um dos principais condutores o nervo vago (TORTORA; GRABOWSKI, 2012). Assim, ambos os sistemas, em condições normais, exercem o controle fisiológico contínuo de órgãos específicos. No estudo da Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo deve ser lembrado que a inibição farmacológica de um sistema permite a predominância da atividade do sistema oposto.

De acordo com Panus et. al. (2011), uma importante classificação tradicional dos nervos autônomos baseia-se no transmissor primário – acetilcolina ou norepnefrina – liberado da terminação pré-sináptica. Um grande número de fibras do SNA periférico sintetiza e libera acetilcolina. São as fibras colinérgicas, que abrangem todas as fibras eferentes autônomas pré- ganglionares. As fibras motoras somáticas para os músculos esqueléticos também são colinérgicas. Por conseguinte, quase todas as fibras eferentes que deixam o SNC são colinérgicas. Além disso, a maioria das fibras parassimpáticas pós-ganglionares e algumas fibras simpáticas pós-ganglionares são colinérgicas. Diversos neurônios pós-ganglionares parassimpáticos também utilizam o óxido nítrico ou peptídios para transmissão. As fibras simpáticas pós-ganglionares liberam, em sua maioria norepinefrina. São as fibras noradrenérgicas, frequentemente designadas fibras adrenérgicas. Algumas fibras simpáticas pós-ganglionares liberam acetilcolina. A dopamina é um transmissor muito importante no SNC, e há evidencias de que seja liberada por algumas fibras simpáticas periféricas nos sistemas cardíaco, gastrintestinal e renal. As células da medula suprarrenal, embriologicamente análogas aos neurônios simpáticos pós-ganglionares, liberam uma mistura de epinefrina e norepinefrina. Cinco características essenciais da função neurotransmissores contituem alvos potenciais para a terapia farmacológica: a síntese, o armazenamento, a liberação, a ativação dos receptores e o término da ação do transmissor.

2.3 Fármacos Agonistas

  • 2.3.1 Colinérgicos Diretos e Indiretos

De acordo com Oliveira (2014), denomina-se de medicamento agonista o que possui afinidade celular especifica produzindo ação farmacológica, assim, no caso de fármaco ou medicamento agonista colinérgico, portanto, são os caracterizados pelos efeitos que produzem de modo semelhante aos da acetilcolina, e, agindo ao nível da sinapse colinérgica (do sistema nervosos autônomo parassimpático). Os fármacos agonistas colinérgicos são também denominados de parassimpaticomiméticos ou colinomiméticos. Geralmente, a acetilcolina não tem importância terapêutica, devido a sua multiplicidade de ações, e, sua rápida inativação pela acetilcolinesterase. Em situação ocasional, como agente local em Oftalmologia (principalmente para produzir miose em cirurgia oftálmica), alguns autores sugerem como única possibilidade do uso terapêutico da acetilcolina.

A injeção venosa de acetilcolina produz vasodilatação, e, queda da pressão arterial, além de um breve decréscimo da frequência cardíaca e do volume sistólico, seguido de

disparo do nó sinoatrial, pois, a atividade vagal regula o coração através da liberação de acetilcolina ao nível do nó sinoatrial. A hipotensão arterial pode ocorrer porque existem receptores colinérgicos nos vasos sanguíneos que, em resposta, causam a vasodilatação. Os fármacos agonistas colinérgicos ou parassimpaticomiméticos ou colinomiméticos são distribuídos em dois grupos:

  • a) Agonistas colinérgicos de ação direta, também denominados de colinérgicos diretos ou colinomiméticos diretos ou parassimpaticomiméticos diretos – que agem nos receptores colinérgicos como agonistas, ativando esses receptores e desencadeando respostas semelhantes às provocadas pela estimulação do parassimpático.

  • b) Agonistas colinérgicos de ação indireta, também denominados de colinérgicos

indiretos ou colinomiméticos indiretos ou parassimpaticomiméticos indiretos – que embora não tenham ação direta sobre os receptores colinérgicos, são drogas que proporcionam maior tempo da ação da acetilcolina, inibindo a enzima que tem o poder de destruir a acetilcolina, portanto, os inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos. Estes inibidores da acetilcolinesterase podem ser reversíveis e irreversíveis. Deve ser lembrado que os medicamentos que afetam o sistema nervoso autônomo não agem de modo muito específico, portanto, com frequência, provocam efeitos colaterais em diferentes segmentos afetados.

2.3.2 Adrenérgicos

Afetam os receptores que são estimulados pela norepinefrina ou epinefrina (adrenorreceptores), ativando-o. São denominados como simpaticomiméticos. A neurotransmissão nos neurônios adrenérgico é muito similar à descrita para os neurônios colinérgicos, porém noraepinefrina é o neurotransmissor ao invés de acetilcolina. O processo envolve cinco etapas: Síntese, armazenamento , liberação e ligação com o receptor da noraepinefrina seguido da remoção do neurotransmissor da fenda simpática. Síntese de norepinefrina: A tirosina é transportada por um transportador acoplado ao Na+ para dentro do axoplasma do neurônio adrenérgico, onde é hidroxilado para

dihidroxifenilalanina (DOPA) pela tirosina hidroxilase. Este é o primeiro passo na formação da norepinefrina. A DOPA é descarboxilada para formar a dopamina. Armazenamento de norepinefrina em vesículas: a dopamina é transportada dentro da vesícula sináptica por um sistema de transporte amina que também está envolvido na pré-formação da norepinefrina (este sistema carreador é bloqueado pela reserpina). A dopamina é hidroxilada para formar a norepinefrina pela enzima dopamina beta hidroxilase. Na medula da adrenal, norepinefrina é metilada para produzir epinefrina; ambas são estocadas na células cromafin. A estimulação na medula da adrenal libera 85% epinefrina e 15% norepinefrina. Liberação da norepinefrina: com um aumento da passagem de íon Cálcio da região extracelular para o citoplasma do neurônio ocorre exocitose das vesículas, liberando o seu conteúdo para o interior da fenda sináptica (esta liberação é bloqueada pela droga

guanitidina). Ligação com o receptor: A norepinefrina liberada das vesículas difusas sinápticas cruza o espaço sináptico e liga-se ao receptor pós-sináptico no órgão receptor ou no receptor pré-sináptico do nervo terminal. O reconhecimento da norepinefrina pelo receptor de membrana leva a um evento em cascata dentro da célula, resultando na formação do segundo mensageiro intracelular como conexões na comunicação entre o neurotransmissor e a ação generalizada dentro da célula efetora. Receptores adrenérgicos usa ambos, o sistemas de segundo mensageiro (AMPc) e o fosfoinositol ciclo para transmitir o sinal para dentro do efetor.Remoção da norepinefrina: A remoção da norepinefrina pode se dar por três caminhos:

Difundir-se fora do espaço sináptico e entrar na circulação. Ser metabolizada pela O-metilase derivadas da membrana da célula pós-sináptica associada a catecol O-metiltransferase (COMT) no espaço sináptico. Ser capturado pelo sistema up-take que puxa a norepinefrina para dentro do neurônio (pela ativação da Sódio-Potássio ATPase, que pode ser inibida por antidepressivos como imipramina, ou pela cocaína). Destinos Potenciais da recapturação da norepinefrina: Depois de reentrar no citoplasma do neurônio adrenérgico a norepinefrina pode ocupar-se de uma vesícula adrenérgica, via sistema amino transporte, e ser sequestrada para liberação de uma outra ação potencial ou persistir na proteção. Alternativamente, norepinefrina pode ser oxidada pela monoamine oxidase (MAO) presente na mitocondria neuronal. Os produtos inativos do metabolismo da norepinefrina são excretados na urina como o ácido vanilimandélico (VMA), metanefrina e normetanefrina.

2.3.3

Noradrenérgicos

Os neurônios noradrenérgicos na periferia são neurônios simpáticos pósganglionares, cujos corpos celulares se situam nos gânglios simpáticos. As agonistas dos receptores adrenérgicos são seletivas para os principais subtipos de receptores adrenérgicos: a1, a2, b1, b 2 e b3. A própria NA exibe alguma seletividade para os receptores a-adrenérgicos em relação aos b-adrenérgicos; a adrenalina demonstra pouca seletividade. Além do mais identificamos ainda que:

Os agonistas a1-seletivos incluem a fenilefrina e a oximetazolina.

Os agonistas a2-seletivos incluem a clonidina e a a-metilnoradrenalina.

Provocam queda da pressão arterial (PA), em parte ao inibir a liberação de NA, e em

parte por meio de uma ação central. A metilnoradrenalina é formada como falso transmissor a partir da metildopa,

desenvolvida como agente hipotensor (atualmente obsoleta). Os agonistas b1-seletivos incluem a dobutamina. O aumento da contratilidade cardíaca

pode ser clinicamente útil, mas todos os agonistas b1 podem causar disritmias cardíacas. Os agosnistas b2 seletivos incluem o salbutamol, a terbutalina e o salmeterol, que são

utilizados, principalmente, por sua ação broncodilatadora na asma. Estão sendo desenvolvidos agonistas b3-seletivos para o controle da obesidade.

2.4 Fármacos Antagonistas

  • 2.4.1 Colinérgicos

Os antagonistas colinérgicos são drogas que agem nos receptores colinérgicos, bloqueando seletivamente a atividade parassimpática (reduzindo ou bloqueando a ação da acetilcolina), sendo estes antagonistas também chamados parassimpaticolíticos ou fármacos anticolinérgicos ou anticolinérgicos assim, diminuem, inibem ou bloqueiam a resposta colinérgica. Portanto, reduzem ou anulam o efeito de estimulação do sistema nervoso parassimpático (impede que a acetilcolina estimule os receptores colinérgicos), e, em determinadas situações (indiretamente) tem o efeito estimulante do sistema nervoso simpático. Os antagonistas colinérgicos são agentes também chamados espasmolíticos ou antiespasmódicos porque reduzem os espasmos principalmente no trato gastrintestinal, e, apresentam a fórmula R-COO(CH 2 )nN, sendo que R corresponde ao grupo volumoso ligado

ao nitrogênio básico através da ponte ou grupo isóstero –COO-, e, a cadeia –(CH 2 )n. De acordo o local da ação e efeitos, os antagonistas colinérgicos são classificados em:

Bloqueadores ou agentes antimuscarínicos – Bloqueadores ganglionares – Bloqueadores neuromusculares – Anticolinérgicos centrais.

  • 2.4.2 Adrenérgicos

Drogas que se ligam aos receptores adrenérgicos mas não os ativam. Os antagonistas adrenérgicos bloqueiam a ação dos transmissores adrenérgicos endógenos (epinefrina e norepinefrina). Fármacos bloqueadores alfa adrenérgicos: bloqueiam os adrenorreceptores alfa afetando profundamente a pressão arterial, reduzindo o tônus simpático dos vasos sanguineos, resultando em menor resistência vascular periférica. Ex: Fentolamina, prazosina . Fármacos bloqueadores beta adrenérgicos: todos os bloqueadores beta induzem a redução da pressão arterial, porém não induzem a hipotensão postural, pois os adrenorreceptores alfa permanecem funcionais, assim o controle simpático normal dos vasos são mantidos. Ex: Propranolol, timolol, esmolol e atenolol. Fármacos que afetam a liberação ou captação do neurotransmissor: alguns antagonistas não atuam diretamente no adrenorreceptor, mas exercem seus efeitos indiretamente no neurônio adrenérgico causando liberação de neurotransmissor das vesículas de armazenamento. Alguns fármacos atuam no neurônio adrenérgico para interferir na liberação do neurotransmissor no nervo adrenérgico. Ex: Reserpina, Guanetidina e cocaína.

  • 2.4.3 Noradrenérgicos Podemos citar como antagonistas:

Antagonistas não seletivos a: fenoxibenzamina (irreversível) e fentolamina

(reversível); Antagonistas seletivos a1: Prazosin ou Prazosina;

Antagonistas seletivos a2: Ioimbina;

Antagonistas dos receptores b-adrenérgicos: primeiro composto descoberto:

dicloroisoprenalina – agonista parcial de potência baixa Antagonistas não seletivos b: Oxprenolol e Alprenolol, possuem considerável

atividade agonista parcial e Propanolol; Antagonistas seletivos b1: Practolol (muito tóxico) e Atenolol;

Antagonistas seletivos b2: Butoxamina (agonista a fraco).

2.5

Farmacodinâmica

A farmacodinâmica estuda a inter-relação da concentração de uma droga e a estrutura alvo, bem como o respectivo mecanismo de ação.

No que concerne ao mecanismo de ação, os fármacos podem ser classificados em dois grandes grupos.

  • a) Fármacos estruturalmente inespecíficos, cuja atividade resulta da interação com pequenas moléculas ou íons encontrados no organismo. As ações dessas drogas dependem, em última análise, de suas propriedades físico-químicas tais como a solubilidade, o pKa, o poder oxi-redutor e a capacidade de adsorção.

  • b) Fármacos estruturalmente específicos, cuja atividade resulta da interação com sítios bem definidos apresentam, portanto, um alto grau de seletividade. As drogas desse grupo também apresentam uma relação definida entre sua estrutura e a atividade exercida.

Receptores são estruturas moleculares altamente especializadas, que tem no organismo afinidade de interar-se com substâncias endógenas com função fisiológica, e que podem também reagir com substâncias exógenas, que tenham características químicas e estruturais comparáveis às substâncias que ocorrem naturalmente no organismo (RAMOS apud Farmacologia,

2016).

Os receptores ligados diretamente ao canal iônico são constituídos por macromoléculas contendo várias subunidades que, pelo modo como se distribuem, formam um canal central (ionóforo). Em pelo menos uma dessas subunidades encontra-se o local de reconhecimento de ligantes ou de fármacos. Os receptores vinculados às proteínas G, quando ativados, desencadeiam um processo de transdução e amplificação, cujo resultado final resulta de uma ativação em cascata de sistemas enzimáticos. Os receptores ligados a proteínas de transdução são receptores de membrana que incorporam um domínio intercelular de proteína quinase (em geral, tirosina quinase) em sua estrutura. Podem fazer uma acoplamento direto ou indireto, ex. receptor de insulina, receptor de fator de crescimento. Os receptores nucleares são receptores que regulam a transcrição de genes.

A farmacocinética estuda o caminho percorrido pelo medicamento no organismo, desde a sua administração até a sua eliminação. Pode ser definida, de forma mais exata, como o estudo quantitativo dos processos de absorção, distribuição, biotransformação e eliminação dos fármacos ou dos seus metabólitos. O fármaco não cria ações no organismo, ele atua aumentando ou diminuindo o metabolismo em determinada situação. Existem conceitos básicos na farmacocinética cuja compreensão é fundamental para a utilização dos medicamentos. O primeiro deles refere-se ao que é chamado de biodisponibilidade: a quantidade de uma substância que, introduzida no organismo, ganha a circulação e, portanto, torna-se disponível para exercer sua atuação terapêutica. Com a via intravenosa a biodisponibilidade é de 100%, pois toda substância alcança a corrente circulatória. Mas no caso da via oral (ou outra via que não a intravenosa), a absorção nunca é total e, portanto, a substância não ficará 100% disponível, pois é certo que parte não conseguirá chegar à corrente sanguínea.

  • 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com este trabalho entendemos que o SNA conduz todas as informações provenientes do SNC para o resto do corpo, exceto para a inervação motora dos músculos esqueléticos. Embora, o SNA esteja em grande parte fora da influência do controle voluntário. Considerando, ainda, que a principal diferença entre a via eferente autônoma e a via eferente somática é que a primeira é formada por dois neurônios dispostos em série, ao passo que, na segunda, um único neurônio motor conecta o SNC à fibra muscular esquelético. Para o estudante de farmácia, esse estudo foi de grande valia para no crescimento educacional e prático no exercício profissional.

  • 4 REFERÊNCIAS

TORTORA, G.; GRABOWSKI, S. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. OLIVEIRA, E. A. S. Farmacologia. 7. apo. São Paulo: EASO, 2014. PANUS, PETER. C. et al. Farmacologia para fisioterapeutas. Porto Alegre: AMGH, 2011. FARMACOLOGIA. Disponível em: <http: //www.farmacologia.com.br>. Acesso em: 09

Fev./2017.

KATSUNG, B. G. Farmacologia Básica e Clínica. 11. ed. São Paulo: Editora Guanabara S.A, 2013.

ANEXO

FONTE: SALVI, R. M. Interação fármaco-nutriente : desafio atual da farmacovigilância. Dados Eletrônicos. Porto Alegre: EDIPUCRS,
FONTE: SALVI, R. M. Interação fármaco-nutriente : desafio atual da farmacovigilância. Dados Eletrônicos. Porto Alegre: EDIPUCRS,

FONTE:

SALVI, R. M. Interação fármaco-nutriente: desafio atual da farmacovigilância. Dados Eletrônicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2014.