Editorial Gala da ADAC: um êxito

A ADAC está de parabéns por vários motivos: o seu 39º Aniver- A ADAC promoveu, no Auditório do CPT de Sobral de Ceira,
sário, a realização da Gala anual e pelos resultados (número de atletas, a sua Gala anual que, conforme dizia o seu presidente David Soares,
clubes e classificações) apresentados. “permite, anualmente, premiar e reconhecer o mérito daqueles que com
Quando o CluVe, na Festa de Campeões, distinguiu a ADAC com o seu empenho dignificam o atletismo distrital”.
o Troféu CluVe “Caminhamdo Lado a Lado”, sabia da importância da José Eufrásio, atleta do CluVe, recebeu o troféu de Campeão
união de esforços para a modalidade. Só todos juntos - ADAC e clubes - Distrital Trail Running 2016, na categoria de M60.
estaremos em condições de dar o passo decisivo para a manutenção do Foram, igualmente, distinguidos os atletas do CluVe que se
Atletismo de Coimbra no patamar de excelência onde hoje se encontra. sagraram Campeões Nacionais: Eduardo Martinho, Alberto Nunes, João
E esse passo tem a ver com as instalações (ou a falta delas) para a Travessa, Pedro Gerardo, José Ribeiro, Teresa Mendes, Carlos Lopes,
realização de eventos nacionais em Coimbra e não só, também e funda- Ivone Lobo, Céu Cunha, Isabel Costa, Paula Martinho, Vitor Gomes, Hele-
mentalmente para a qualidade de treino. na Carvalho, Emília Nunes, Jorge Carvalho, Matos Santos, Almira Mateus,
Já muito se falou sobre este assunto, já muitas promessas fo- Vitor Mendes, Carlos Ribeiro, José Abade, Bento Baptista e Mário Carapi-
ram feitas, já muitas conversas sobre possíveis eventos, sendo o caso nheiro.
mais gritante e revoltante os EUSA 2018, onde o Atletismo nem sequer Ao CluVe foi entregue o Troféu “Pódios Nacionais Colectivos”
vai estar presente. A modalidade “mãe” de todas as outras, ficou de relativos a título nacional no CNM Pista Ar Livre (Lisboa) e ao segundo
fora. Há uns anos atrás diziam que o Atletismo, em Coimbra, não justifi- lugar feminino e terceiro lugar masculino no CNM Pista oberta (Pombal).
cava esse esforço financeiro porque tinha pouca expressão. E agora? Céu Cunha (W50), José Ribeiro (M65) e Paula Martinho (W60)
Está na hora de nos unirmos neste grande objectivo, o de mos- receberam o Troféu “Medalhados em competições internacionais”.
trar às forças vivas da cidade, a importância, a necessidade e a justiça Carlos Gonçalves, presidente do CluVe, foi distinguido como
em haver um espaço próprio para a modalidade. Há exemplos pelo país Dirigente do Ano.
fora de espaço optimizados para a sua prática e com custos muito mais
reduzidos.
A ADAC está de parabéns porque vai juntar os clubes da cidade
de Coimbra e juntos vão dar mais este passo e concretizar o desejo de
haver um espaço homologado para a prática do Atletismo.
Carlos Gonçalves

18 e 19 de Março ão !
Pombal
Campeonato Nacional de Veteranos de Pista Coberta
ç a a s u a inscriç
f a
Telescópio Casos de Arbitragem
Aproxima-se a Primavera e as condições são mais favoráveis Nas provas de preparação Lançamentos, da Associação de
para o treino regular do atletismo de pista ao ar livre. Atletismo do Porto, Fev 2017, a indicação, enviada aos clubes e outras
Apesar de aumentar a presença dos atletas, algumas das dis- associações, dos pesos dos engenhos relativamente ao Dardo Feminino
ciplinas durante o inverno beneficiam já de condições favoráveis, embora Masters não estava correcta.
para tal se tenha de procurar meios de treino e competição, isto é, al- O peso dos engenhos, nas provas dos Veteranos, é do desco-
guns cobertos limitados quer no equipamento quer no espaço. nhecimento de grande parte das Associações, dos juízes e dos atletas,
De facto o inverno não beneficia, por exemplo, o treino ao ar criando por vezes “injustiça” nos resultados.
livre, nomeadamente salto em altura e lançamentos. Aqui vai uma tabela dos pesos dos engenhos e respectivas
A alternativa no caso dos lançamentos é o Estádio Universitá- idades, para atletas femininas, de acordo com as indicações enviados
rio, onde se disputam com alguma regularidade as disciplinas do peso, pela WMA:
disco, dardo, martelo e martelão.
Estamos convencidos que o atletismo conimbricense é caren-
ciado de equipamento. Uma pista regulamentar, dedicada ao atletismo,
com equipamento e anexos, uma bancada limitada (similar por exemplo
à do Estádio Universitário), são referências para uma valorização des-
portiva, educativa e social. Tudo o que está escrito pode ser discutível e
para muitos não ser prioritário.
No entanto gostaríamos de saber:
1) Se houvesse um estádio com estas características onde se-
ria construído?
2) Que entidades estariam interessadas e envolvidas?

Assisti a provas de atletismo com a participação de jovens até
veteranos. Nas pistas a alegria dos mais novos e treinadores de apoio Helena Carvalho
Nas bancadas, familiares e dirigentes enquanto a arbitragem dispersa,
orientava e registava resultados.
Há muito tempo que não víamos a alegria conjunta que decerto
promete evolução dessa modalidade tão diversificada e formativa.
Mas a pista está longe de corresponder às necessidades quer
no treino quer nas competições impedindo a realização de competições
nacionais por falta de homologação e também treino em certas condi-
ções.
Paralelamente a este momento que referimos tivemos conheci-
mento que as provas se prolongaram até “noite fechada”.
Penso que este labéu é de considerar, não só nestas condições
como na preparação exigente do prévio calendário e horário das provas
a realizar.
Reconhecemos que há motivos que possam alterar o previs-
to, mas todos, independentemente de participações e organismos afins,
terão de se entender para dignificar a modalidade e a sua penetração
social.
Rui Costa

2 de Abril (domingo)
22º KM Verde/OralMed
11ª Caminhada Verde Março
1 Eduardo Martino 25 João Catalão Ferreira
23 de Abril (domingo) 5 José Filipe Aires 26 Maria Fernanda Fernandes
6ª Corrida “Coimbra entre Magens/OralMed” 9 José Manuel Machado 28 Rosa Maria Brilhante
4ª Caminhada 10 Abel José Monteiro 29 José Alfredo Ribeiro
12 Graça Maria Afonso Maria Almira Mateus
13 João Gilberto Orvalho 30 Carlos Alberto Corino
Iniciativas organizadas pelo CluVe
Alda Antunes 30 Vitor Lopes Cardoso
Marque na sua agenda!
17 António Manuel dos Reis Hélder José Ferreira
20 Mário Carapinheiro
Vêm aí as grandes Maratonas do Outono - Primavera
No último Boletim evocámos os 100 anos da realização da ridas de estrada, mas também crosses e provas de pista. Entidades
1ªMaratona oficial em Portugal, em 1910, e as circunstâncias em que como a DGD, a FPA, o INATEL, as autarquias, pequenas e grandes co-
se realizou. lectividades, aproveitaram os ventos favoráveis, organizando provas de
Hoje voltamos ao tema Maratona, pois esta é uma prova mí- Atletismo em todos os recantos do país.
tica, lendária (desde o séc. IV AC), incluída por Pierre de Cobertain nos Podemos, na verdade, dizer que após a Revolução de Abril,
primeiros Jogos Olímpicos da era moderna (Atenas, 1896) e, na actua- teve início a moda das corridas de longas distâncias em estrada, veri-
lidade uma prova que é muito apelativa para os (as) atletas de todo o ficando-se a realização de dezenas de meias-maratonas e maratonas.
mundo. Logo em 1975 correu-se a 1ª
Pela generalidade dos atletas, treinadores e dirigentes des- Meia-Maratona da Nazaré que
portivos a maratona é considerada uma das provas mais duras da foi um êxito que se repetiu ao
modalidade Atletismo, apenas ao alcance de alguns, dado as grandes longo de muitos anos, e em
exigências na preparação física dos atletas, na sua alimentação, no Coimbra disputou-se o campeo-
seu modo de vida e, importantíssimo, na sua mentalização psicológi- nato nacional da Maratona, com
ca, variáveis absolutamente sempre presentes para se poder vencer os vitória de José Orvalho (CDUL)
42.195 metros que constituem a distância oficial da Maratona. com 13 atletas chegados. A 1ª
Hoje a Maratona é uma prova desportiva muito popular em maratona popular em Portugal
todo o mundo, envolvendo organizações quer oficiais, quer privadas, disputou-se em Torres Vedras, em 1980, com organização local, na qual
altamente profissionalizadas, economicamente suportadas por empre- António Fortunato teve papel importante, participando 47 atletas, dos
sas/grupos de grande dimensão financeira, com técnicas de marketing quais 41 chegaram à meta. Esta maratona foi disputada em conjunto
modernas e eficazes, com envolvimento de prémios altamente compen- com a 2ª Maratona da Associação de Atletismo de Lisboa, tendo-se veri-
sadores e atractivos aos participantes que se deslocam milhares de ficado que, pela primeira vez, numa prova de maratona houve participa-
quilómetros, nos 5 continentes, procurando alcançar os prémios pro- ção oficial de atletas femininas devidamente autorizadas pela respectiva
metidos ou pelo simples gosto de participar como prova de superação associação regional, a AAL. Por curiosidade, aqui fica registado, que
pessoal. Este fluxo internacional integra hoje uma nova realidade que é a vencedora foi Idalina Santos com 3h 48m 22s e foi nesta prova que
o turismo desportivo, no qual os (as) maratonistas constituem uma fatia Carlos Lopes se estreou numa maratona.
muito considerável. Na década de 80 assis-
As grandes maratonas internacionais disputam-se, funda- tiu-se aos grandes triunfos inter-
mentalmente, em dois períodos do ano, as maratonas da Primavera, nacionais de Rosa Mota e Carlos
disputadas em Março/Abril e as maratonas de Outono disputadas em Lopes em campeonatos da Euro-
Outubro/Novembro. Presentemente as maratonas de maior cartaz são pa, do Mundo e nos jogos Olímpi-
as disputadas em Londres, Paris, Roterdão, Berlim, Madrid, Fukuoka, cos, factos relevantes e motiva-
Osaca, Boston, Chicago e Nova Iorque que atraem multidões de atletas, dores para justificar a cada vez
uns muito competitivos, procurando marcas, dinheiro e fama, represen- mais acentuada participação de
tados por grandes atletas de nível mundial, outros, a grande mancha jovens (a partir dos 18 anos),
humana que participa por prazer/lazer constituindo a corrida da ma- adultos e veteranos, atletas de
ratona oportunidade para as mais variadas manifestações populares... ambos os sexos, nesta difícil e selectiva prova, decorrente do grande
com muita diversão, uma festa. Também em Portugal as grandes mara- aumento do número de organizações de provas de maratona, sendo de
tonas disputam-se nas janelas da Primavera e do Outono, sendo as mais realçar principalmente as Maratonas Spiridon com grande participação,
emblemáticas as maratonas de Lisboa e do Porto. tendo, em 1985 registados 191 atletas à chegada, na década de 90 a
Em Portugal, desde 1910 que se corre oficialmente a popularidade da maratona afirmou-se, tendo na Maratona de Lisboa de
maratona,(havendo anos que não se disputou a prova), verificando-se 1990 chegado 500 atletas, em 2008 concluíram a prova 1005 atletas
um natural aumento do número de atletas participantes, desde a meia (dos quais 58% eram estrangeiros) e em 2013 terminaram a prova
dúzia de concorrentes nas primeiras edições, até aos mais de 6.000 mais de 1800 atletas. A entrada do novo século confirmou o contínuo
atletas na maratona do Porto em 2016. O grande salto verificou-se a aumento do número de organizações e de atletas participantes. De re-
partir de 25 de Abril de 1974, pois com a nova realidade política, os or- gistar a consolidação da Maratona do Porto, tendo em 2013 chegado à
ganismos oficiais da esfera do desporto, especialmente a Direcção Geral meta 2754 atletas, em 2014 chegaram 4042 e em 2016, com mais de
dos Desportos, prepararam, divulgaram e implementaram um conjunto 6000 inscritos, classificaram-se 4736 atletas. Um record !!!!!
de iniciativas que lançaram novas bases para a generalização da prática Prometemos voltar, em futura edição do Boletim do CLUVE, ao
desportiva em Portugal, onde, desde o início, a modalidade Atletismo tema Maratona.
surge como uma das mais dinâmicas e mobilizadoras da população em NOTA: Os dados numéricos apresentados neste texto foram
geral. Quem não se lembra das iniciativas “Desporto para todos”? Este recolhidos no site “Estatísticas do Atletismo”, da responsabilidade de M.
movimento de base popular e escolar proporcionou uma “avalanche” Arons de Carvalho e na obra “100 anos de Maratona em Portugal” de
de iniciativas de índole popular, principalmente com a realização de cor- A. M. Fernandes. Jorge Carvalho

18 e 19 de Março ão !
Pombal
Campeonato Nacional de Veteranos de Pista Coberta
ç a a s u a inscriç
f a
13 títulos nacionais e Calendário de actividades
3 recordes nacionais 4/Mar Campeonato Nacional Marcha S. João FPA/ANAV
Curta Madeira
No fim de semana de 25 e 26 fevereiro
5/Mar Campeonato Portugal Corta Mato Mira FPA/ANAV/
vários atletas do CluVe estiveram em evidência. (Longo) ADAC
Assim, Ivone Lobo bateu os records nacionais
11/Mar Camp. Nacional Corta Mato Curto Torres FPA/ANAV
W80 do lançamento do dardo (12.71m) e de
Escolar, Universitário e Veteranos Vedras
martelo (15.89m) e João Travessa bateu o re-
Camp. Nacional Masters Pentatlo Pombal ANAV
cord nacional de triplo salto M65 (9,04m) em
PC
pista coberta no CAR de Lisboa.
No Campeonato Nacional de Lançamentos 12/Mar Circuito Corrida 4 Estações 2017 Fig. Foz
Longos, disputado em Leiria, foram campeões 18º G. Prémio Atletismo Eira- Eira da
nacionais os nossos atletas Céu Cunha (W50) -Pedrense Pedra
nos lançamentos de disco, dardo e martelo, Ivone Lobo (W80) nos lan- 18 e 19/ Campeonato Nacional Veteranos Pombal ANAV
çamentos de dardo, disco e martelo, Paula Martinho (W65) no dardo, Mar Pista Coberta
disco e martelo, Fernando Ribeiro (M60) no dardo, disco e martelo, Ana 19 a 25/ Campeonato Mundo Masters Pista Coreia WMA
Vieira (W45) no dardo. Isabel Costa (W50) alcançou 3 terceiros lugares Mar Coberta
no dardo, disco e martelo. 19/Mar Camp. Distrital Corta Mato Jovem Condeixa ADAC
e Curto
1º Trail dos Milagres Cernache
25/Mar Km Jovem - Torneio Abertura Pista Luso ADAC
Ar Livre
26/Mar Camp. Distrital Estrada + 3ª Oliveira ADAC
Corrida do Alva Hospital
26/Mar Camp. Nacional Masters Leiria ANAV
Lançamentos

Eduardo Martinho fez 89 anos
É o atleta mais velho em actividade no Clu-
Ve. Exerce actualmente as funções de Secre-
tário Geral na Direcção do CluVe. Todos os
dias é uma presença assídua na nossa sede
e continua o seu trabalho com competência e
a dedicação habitual.

O CluVe agradece os apoios O Sr. Martinho, como respeitosamente e
carinhosamente, é tratado por todos, fez 89
anos. Nasceu a 29 de Fevereiro, o que signi-
fica que só deveria comemorar o seu aniver-
sário de 4 em 4 anos. Será esse o segredo
para a sua energia e boa disposição?
Sr. Martinho aceite de todos do CluVe um forte abraço de pa-
rabéns!

Campeonato Mundo na Coreia
De 19 a 25 de Março, realiza-se
em Daegu (Coreia do Sul), o Cam-
peonato do Mundo Masters de
Pista Coberta.
O nosso atleta Jorge Carvalho, ao
competir nos 60 metros, é o úni-
co atleta português a participar
neste evento.
Helena Carvalho, vice-presidente do CluVe e Secretária da EMA,
na qualidade de juíza internacional, será a responsável pela Câmara de
Chamada.
FICHA TÉCNICA
Propriedade: CluVe
Director: Carlos Gonçalves
Corpo Editorial: Rui Costa, Jorge Carvalho e Luis Neves. Apoio: Jorge Loureiro
Composição: ANGOCAR Tiragem: CopyKnómica