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CAPITULO I

INTRODU« O

A quest„o da beleza e da estÈtica sempre esteve presente na histÛria da humanidade. Padrıes de beleza feminina s„o criados pelas mÌdias impressa, televisiva e pela Internet despertando na mulher o desejo de atender a esses apelos publicit·rios fazendo com que a mulher sinta-se insatisfeita com suas formas criando assim um sentimento de desagrado consigo mesma em relaÁ„o ‡s suas formas anatÙmicas externas. O exagero ao culto da beleza em jovens adolescentes e adultos È explicado de forma sintÈtica pelo psicanalista Contardo Calligaris. O psicanalista acredita que a responsabilidade pelo comportamento dos jovens tem muito a ver com as expectativas dos adultos . "Os adolescentes s„o sempre excelentes intÈrpretes do desejo de seus pais " , afirma Calligaris . "Assim, consciente ou inconscientemente, acabam realizando os sonhos consumistas dos adultos ñ que, n„o raro, se dizem horrorizados com os h·bitos dos filhos , mas sentem uma ponta de prazer em vÍ-los realizar sonhos que eles prÛprios n„o

querem admitir que tÍmî. Revista Veja - Comportamento EdiÁ„o 1904. 11 de maio de 2005. http://www.anhembi.br/forumpermanente 11/07/2007.

Assim as academias de gin·stica passam a oferecer cada vez mais serviÁos de embelezamento fÌsico. S„o vendidas aulas com exercÌcios fÌsicos especÌficos para o embelezamento do abdome, outros para os gl˙teos ou apenas para as coxas. As mulheres s„o cada vez mais alvos de campanhas publicit·rias vendendo a idÈia atravÈs de revistas, jornais, internet, televis„o, de que as academias tÍm fÛrmulas para o embelezamento imediato.

Vende-se a ilus„o de que em um determinado n˙mero de dias a aluna ficar· com o corpo igual ao da modelo do out-door que divulga tais serviÁos.Yara M. de Carvalho (2004), em seu livro ìO mito da atividade fÌsica e sa˙deî diz;

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ì Esta È uma Època ìneurotizadaí pela idÈia da atividade fÌsica como sa˙de associada ‡ beleza estÈtica como o ˙nico caminho para o sucesso, para a felicidade e para o dinheiroî.

A autora ainda cita Featherstone (1991), ìquanto mais perto o corpo estiver das imagens de juventude, sa˙de, boa forma, veiculadas pela mÌdia, mais alto È seu valor de trocaî.

A propaganda focada no corpo da mulher apenas como instrumento de marketing tem despertado o que podemos chamar de ìsÌndrome da auto-aceitaÁ„o negativaî. Quanto menos a mulher aceitar-se como È, melhor para a industria do corpo perfeito, se È que existe um ìcorpo perfeitoî, melhor para as ind˙strias de cosmÈticos, para as f·bricas de roupas esportivas e, principalmente, melhor para a industria do erotismo. Pois, quanto menos erÛtica a mulher sentir-se mais intensa ser· sua busca pela perfeiÁ„o corpÛrea externa. Digo externa, porque È o que a propaganda provoca. Fazer a mulher esquecer que È um corpo e despertar nela o desejo de ter um corpo que nunca ter·. ìExistem v·rias fazes na vida da mulher:

m„e, profissional, esposa, e dona de casa. Em todas elas, a publicidade coloca que para ser feliz e bem sucedida a mulher precisa estar bela e parecer jovem. A cultura do glamour move as lucrativas ind˙strias de cosmÈticos, publicaÁıes, esportes e academias de gin·stica e sua isca È a mulher. A estÈtica encontrou grande aliado na ciÍncia que tem buscado o corpo perfeito, o n„o envelhecimento e outros padrıes ditados pela moda. Um exemplo È o fato da sociedade, em geral, querer permanecer jovem, seja por meio de roupas, maquiagens, cosmÈticos ou atÈ cirurgias. … a moda cada vez mais tornando as pessoas insatisfeitas consigo mesmas, querendo ser o que na realidade nunca ser„o.

Olavo FeijÛ, 1998, explica que ìauto-aceitar-se n„o deve ser passando a expressar todo aquele comportamento negativo que os outros esperam da genteî. Esse autor diz ainda que ìauto-aceitaÁ„o È a postura de canalizar para o prÛprio benefÌcio, para a prÛpria construtividade, aquelas nossas caracterÌsticas atÈ ent„o consideradas negativas e positivas. Auto-aceitaÁ„o implica em uma reorientaÁ„o das atividades fÌsicas e mentais do organismo. … um movimento de reaprendizagem, em funÁ„o da auto compreens„o atingida pela pessoaî.

… preciso um enorme esforÁo de memÛria para tentar lembrar se existe alguma academia de gin·stica que tenha em sua fachada ou em seus tablÛides ou mesmo em an˙ncios de revistas, jornais e televis„o, algum apelo de marketing

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voltado para a famÌlia, terceira idade, pessoas com necessidades especiais ou pessoas necessitadas de algum tipo de reabilitaÁ„o fÌsica. PorÈm j· È possÌvel encontrar academias voltadas para o condicionamento fÌsico, para a sa˙de, para o bem estar. Podemos citar como exemplo a Academia Gustavo Borges que tem o seguinte slogan: ìAcademia Gustavo Borges, NataÁ„o e Bem Estarî. Mas È insignificante o numero dessas academias pois os apelos s„o sempre direcionados aos padrıes que a sociedade considera como ìbelosî. As imagens s„o em geral de mulheres em poses insinuantes vendendo a fantasia e o objeto de desejo da prÛpria mulher, seu ìcorpo perfeitoî. Aqui È importante citar a que se presta a tecnologia. ìDe que modo a tecnologia se insere nesse universo da beleza-sa˙de? Os corpos que vemos diariamente em televis„o, jornais, revistas, vÌdeos, internet e na mÌdia em geral, ìs„o imagens, na maioria dos casos, que j· foram trabalhadas por computadores altamente refinados que as elaboram de modo a ìlimparî qualquer imperfeiÁ„o esteticamente n„o desej·vel. As revistas que veiculam o nu e as atrizes que s„o dubladas nas cenas de nudismo podem ser exemplos desses avanÁos e da inform·tica CARVALHO, Yara (2004).

Maria Augusta, (2000), vai alÈm:

ìA propaganda descaracteriza o significado afetivo nas relaÁıes sexuais, o corpo erotizado È uma mercadoria a serviÁo do aumento do consumo. O U.S. Departmens of Health and Human Service citado por Viana Filho, 2003, esclarece que a minoria da populaÁ„o se preocupa com a melhoria da aptid„o fÌsica, da sa˙de, da qualidade de vida, ou seja, a outra parte da populaÁ„o, que È a grande maioria, est· cada vez mais se preocupando com o estÈticoî.

Talvez um dos fatores que proporcionam a alta rotatividade de alunos de Academia de Gin·stica seja o resultado do ideal estÈtico apregoado, posto que ele È inatingÌvel para a maioria das pessoas, SABA, Fabio (1999).

E esse aspecto È um dado importante quando nos referimos ‡s mulheres que iniciam treinamento em academia de gin·stica em busca do corpo perfeito.

O medo do feio n„o reflete o medo da morte? N„o seria a gordura o monstro que a medicina atual tenta combater? N„o estaria a condiÁ„o humana dependente de um retardamento da morte, da dor, do sofrimento? Novaes, Joana

(2006).

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Mesmo com todo o marketing de embelezamento um grande n˙mero de mulheres de todas as classes sociais, n„o aderem aos exercÌcios fÌsicos em academia de gin·stica. Esperamos encontrar nesse estudo respostas a essa evas„o de alunas de academia. Acreditamos que essa pesquisa possibilitar· entender as reais necessidades dessas mulheres e assim as academias e professores poder„o adequar o ambiente de treino, encontrar o melhor tipo de exercÌcio, para que essas alunas tenham estÌmulos para continuar treinando.

ìDescobrindo estas razıes, ser· possÌvel desenvolver algum tipo de estratÈgia motivacional baseada no desejo das pessoas e assim diminuir a taxa de abandono nos programas de atividade fÌsica que chega a 70%. Estudar a aderÍncia È de primordial import‚ncia para as academias e para essas alunasî FREITAS JR. 1994 (2005 apud FERREIRA, Daniel et cols).

Este estudo objetiva encontrar respostas ‡ alta rotatividade de mulheres nos treinamentos em academia de gin·stica.

Segundo SABA(2001) ìaderÍncia pode ser entendida como o ·pice de uma evoluÁ„o constante, rumo a pr·tica do exercÌcio fÌsico inserida no cotidiano de um indivÌduoî. As influÍncias sociais da famÌlia e amigos s„o tambÈm de extrema import‚ncia ‡ manutenÁ„o da atividade fÌsica, pois esse suporte social incentiva o praticante a manter o interesse em continuar fisicamente ativo, DISHMAN ,1998 (2001 apud SABA).

Mas no nosso estudo n„o nos preocupamos com os indivÌduos em geral, nos atemos ‡s mulheres que s„o persuadidas pelo marketing de fitness a se matricularem em academia de gin·stica.

Essa direÁ„o do nosso estudo deve-se a experiÍncias empÌricas obtidas trabalhando durante 15 meses em uma academia de gin·stica na periferia da zona sul de S„o Paulo.

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CAPÕTULO II

JUSTIFICATIVA

A crescente preocupaÁ„o com a sa˙de e o bem-estar pode ser sentida pelo aumento do n˙mero de academias ou devido ao aumento do n˙mero de profissionais que sem opÁ„o no mercado de trabalho acabam abrindo academias em todas as regiıes do paÌs. Segundo dados do Instituto Fitness Brasil (organizador de eventos na ·rea), em 1999, o PaÌs contava com aproximadamente 4 mil academias. Hoje, esse n˙mero saltou para 7 mil, que em 2005 movimentaram aproximadamente R$ 1,6 bilh„o. AlÈm disso, segundo a Body Systems, que desenvolve programas de exercÌcios nas academias 60% das matrÌculas s„o feitas por mulheres e os outros 40% por homens.

A esse respeito NOVAES, Joana Vilhena (2006) afirma:

ìDas academias de gin·stica e danÁa que proliferam, dos anabolizantes que s„o consumidos como jujubas, das lojinhas de produtos naturais que prometem sa˙de perfeita ‡s in˙meras pr·ticas de trabalhos corporais, tudo nos leva a crer que o corpo passou a ocupar um novo lugar em nossa sociedade e, conseq¸entemente, em nossa estruturaÁ„o PsÌquica. Cultivar a beleza, a boa forma e a sa˙de apontam para uma nova ideologia que se impıe como um verdadeiro estilo do bem viver. Revistas especializadas propagam qual o corpo devemos ter e desejar, e como atingir esse ideal e utiliza-lo de forma mais eficaz. O corpo assim visto passou a ser como um passaporte para a felicidade, bem estar e realizaÁ„o pessoal.

Nossa experiÍncia empÌrica obtida trabalhando em academia de gin·stica e com base em SABA (2001), permite-nos ver que o sistema de consumo que valoriza o corpo feminino, que engana a natureza, que promete o impossÌvel ‡s mulheres, da mesma forma que as levam ‡ academia para iniciar um treinamento as fazem desistir quando em poucos meses percebem que o prometido n„o foi alcanÁado e nesse momento em que elas deixam de treinar levam consigo a frustraÁ„o, a baixa auto-estima, a decepÁ„o com a academia e com os professores

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e nunca mais voltam a praticar atividade fÌsica ou voltam meses depois instigadas

por novos apelos de marketing voltando a desistir outra vez pouco depois, È um cÌrculo vicioso que inibe a AderÍncia ‡ Atividade FÌsica em Academia de Gin·stica.

Quando perguntadas, no primeiro dia de treino, sobre o que elas esperam da academia, quais seus objetivos com o treinamento, todas ou a grande maioria responde:

ìQuero ganhar um pouco aqui, apontando para os gl˙teos, mas n„o quero ganhar aqui, apontando para os ombros e braÁos, sen„o vou ficar como um homemî,

ì A ˙nica coisa que eu quero È ter os quadris mais largos, mas n„o muito, sÛ um poucoî;

ìEm cima estou muito bem sÛ quero melhorar um pouco em baixoî,

ìSÛ quero treinar pra perder a barriga, mais nadaî, ìQuero um pouco de m˙sculo, mas eu n„o vou ficar muito grande?î

Isso sÛ ratifica a tese de mestrado de Joana Novaes (2001), Perdidas no Espelho, que deu origem ao livro por ela escrito ìO Intoler·vel Peso da Fei˙ra, PUC-RIO (2006), ou o erotismo do corpo feminino citado por Maria Augusta, (2000),

e tambÈm a ìauto-aceitaÁ„oî negativa de Olavo FeijÛ, 1998 (2003 apud LEONE, Danile).

E como n„o concordar com Yara Maria de Carvalho (2004), quando de forma critica diz que:

ìuma vez que ter ìboa aparÍnciaî È o caminho para um estilo de vida ìde sucessoî, ìde prazerî, as pessoas vÍm-se impelidas a se sujeitar a h·bitos que muitas vezes n„o condizem com ìa promessaî.

Os apelos de marketing criam padrıes de beleza exterior, mexendo com as cabeÁas das pessoas, criando nelas desejos incontrol·veis de serem ìbelasî e atÈ sentindo-se doentes por sentirem-se feias.

Algumas perguntas surgem ent„o: ìEssas pessoas tÍm sa˙de?î, ìSe s„o doentes, a academia È o lugar certo para cur·-las?î, ìSe a academia È o lugar certo, os professores que l· trabalham s„o preparados para atendÍ-las?î, ìConseguir„o

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esses professores motivar essas pessoas fazendo com que elas adiram ao treinamento na academia?î, ìE as mulheres, conseguir„o satisfazer seus desejos anatÙmicos criados pelo marketing da ditadura da beleza?î

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CAPÕTULO III

REVIS O DE LITERATURA

Atividade FÌsica

A pr·tica dos exercÌcios fÌsicos vem da PrÈ-HistÛria, afirma-se na Antiguidade, estaciona na Idade Contempor‚nea , RAMOS (1982).

A evoluÁ„o da atividade corporal humana È um espelho fiel das condiÁıes culturais de cada perÌodo refletindo, para cada era histÛrica seus conceitos de mundo e de homem e a relaÁ„o dos homens entre si com a natureza, SABA (2001). Considerando que a vida humana È atribuÌda ao movimento e este È vital para seu bem estar, sabe-se que a natureza da sociedade parece contribuir ao longo do tempo para uma crescente forma de vida sedent·ria, Oberteuffer & Ulrich, 1977 (2004 apud SOARES, Themis).

Assim, entendendo esses autores podemos dizer que quanto mais a sociedade contempor‚nea evolui menor a necessidade de pr·tica de atividade fÌsica. E, para fortalecer esses pensamentos LEITE, TurÌbio (2002), diz que:

O vil„o do comodismo atual È um elemento de grande utilidade para a produtividade e de enorme prejuÌzo para a sa˙de do ser humano: o bot„o! LEITE, TurÌbio (2002) diz ainda que È o bot„o do automatismo, a tecla ou dispositivo que acionam os mecanismos autom·ticos, elÈtricos e eletrÙnicos que, pouco a pouco, v„o substituindo o trabalho fÌsico por m·quinas, engrenagens e chips.

N„o podemos negar essa evoluÁ„o tecnolÛgica que facilita a vida de todos, que permitem ao homem evoluir nas comunicaÁıes, na produtividade, na criatividade, no conhecimento, LEITE, TurÌbio (2002).

Entretanto, apesar dessas consideraÁıes preliminares sobre a atividade fÌsica, notamos uma preocupaÁ„o crescente com a sa˙de por parte das pessoas, e h· tambÈm um maior cuidado com o corpo e a estÈtica corporal, despertando interesse nas pessoas para a realizaÁ„o de atividades na forma de exercÌcios fÌsicos, SOARES, Themis (2004).

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Nosso organismo est·, h· milhıes de anos, adaptado para interagir com o meio ambiente de forma ativa, LEITE, TurÌbio (2002). A sobrevivÍncia do ser humano sempre dependeu de atividades fÌsicas, associadas a um gasto energÈtico significativo LEITE, T. (2002).Todo o raciocÌnio que estrutura o conhecimento da sa˙de humana considera que um indivÌduo deva gastar por dia de 2.000 a 3.000 calorias, dependendo de sua massa corporal, LEITE, T.(2002).

Contudo,

esse

valor

torna-se

cada

vez

mais

distante

da

realidade.Estamos acrescentando mais e mais recursos para economizar energia.

LEITE, T. (2002) diz que:

O ìBot„oî È o culpado por toda essa economia de energia e faz um levantamento de quantas vezes por dia apertamos um bot„o e economizamos energia:

. Alguns j· comeÁam o dia apertando o bot„o da escova de dentes elÈtrica;

. Na cozinha encontramos ainda a cafeteira elÈtrica, microondas, liquidificador, etc.

o

.

estacionamento;

. No carro, o bot„o que aciona o vidro elÈtrico, a direÁ„o hidr·ulica e o bot„o para trancar o carro;

. Durante o dia temos os botıes no telefone, no interfone e as teclas

do computador;

Bot„o

do

elevador

para

descer

do

apartamento

para

. Depois de um dia ìexaustivoî apertando botıes, chegamos em

casa, onde poderemos usufruir dos botıes que proporcionam maior prazer e entretenimento, incluindo, È claro, os botıes do controle remoto da televis„o.

LEITE, T. (2002) ainda alerta que n„o vale apertar os botıes de estimuladores elÈtricos para levar choques em vez de se exercitar.

BenefÌcios da Atividade FÌsica

a) PsicobiolÛgicos

Ritmos BiolÛgicos

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Para falarmos sobre aspectos psicobiolÛgicos e exercÌcios fÌsicos precisamos fazer uma reflex„o sobre ìritmos biolÛgicosî. Os ritmos biolÛgicos s„o individuais, ou seja, cada individuo tem o seu. Mello et alli, 2005, esclarece que ìos ritmos biolÛgicos s„o conhecidos como ritmos circadianos, ciclando em cerca de um dia ou de 24 horasî. Se esse ciclo varia de indivÌduo para indivÌduo pode estar nesse ponto umas das possibilidades de difÌcil aderÍncia ‡ atividade fÌsica em academia de gin·stica, visto que, a maioria das academias tem hor·rios diferenciados de treinamento com preÁos variados conforme o hor·rio. Essa determinaÁ„o de hor·rio faz com que muitos dos alunos tenham que treinar em hor·rios em que seus organismos fisiolÛgicos n„o se adaptam ‡ atividade fÌsica. Essa situaÁ„o pode tornar os exercÌcios fÌsicos enfadonhos, cansativos e estressantes causando a desistÍncia dos exercÌcios fÌsicos em academia de gin·stica. Disporemos a seguir os aspectos psicobiolÛgicos estudados por Mello et alii, 2005, tais como: Sono, Transtorno de Humor, MemÛria, DependÍncia de ExercÌcio FÌsico e EsterÛides Anabolizantes.

O Sono e o ExercÌcio FÌsico

N„o cabe aqui nesse nosso estudo detalhar cientificamente o que È o sono nem a relaÁ„o sono-vigÌlia. O importante para nosso estudo È identificar o beneficio dos exercÌcios fÌsicos para o sono. Mello et alii (2005), diz que ìas causas mais comuns de prejuÌzo do sono s„o a restriÁ„o e a fragmentaÁ„o.

A restriÁ„o do sono pode ser resultado da demanda de trabalho ou escola, responsabilidade familiar, uso de medicamentos, fatores pessoais e estilo de vida.î Mello, et alli, 2005 afirma ainda que;

a fragmentaÁ„o resulta em um sono de quantidade e qualidade

inadequadas, sendo conseq¸Íncia de condiÁıes mÈdicas e/ou fatores ambientais que o interrompem. Como conseq¸Íncias da alteraÁ„o do padr„o de sono pode ocorrer reduÁıes da eficiÍncia do processamento cognitivo, do tempo de reaÁ„o e responsividade atencional; alÈm de dÈficit de memÛria, aumento da irritabilidade, alteraÁıes metabÛlicas, endÛcrinas e quadros hipertensivos.

] [

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os exercÌcios s„o reconhecidos pela American Sleep Disorders

Association como uma informaÁ„o n„o-farmacolÛgica para a melhora do padr„o de sono. Mello et alli, enfatiza ainda que, efetivamente, a prescriÁ„o de exercÌcios fÌsicos com essa finalidade ainda È reduzida, possivelmente como um reflexo da falta de conhecimento por parte de professores e mÈdicos dos benefÌcios dos exercÌcios nessa ·reaî.

] [

Transtornos de Humor e o ExercÌcio FÌsico

Segundo Mello et alii (2005), estudos realizados nos EUA afirmam que a pr·tica sistem·tica do exercÌcio fÌsico para a populaÁ„o em geral est· associada ‡ ausÍncia ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade. Mello et alii (2005) diz ainda que compreender a intensidade e a duraÁ„o adequadas do exercÌcio fÌsico È necess·rio para que possamos observar os efeitos do exercÌcio em sintomas ansiosos e depressivos. Embora haja um consenso de que a pr·tica de exercÌcios fÌsicos atua na reduÁ„o de transtornos de humor, n„o h· um consenso de como isso ocorre. Mas, segundo Mello et alii(2005),

Os benefÌcios da pr·tica de exercÌcio fÌsico para portadores de transtorno de humor s„o evidentes. O aumento dos nÌveis de qualidade de vida dessas populaÁıes È um consenso entre os estudiosos desse aspecto psicobiolÛgico. No entanto, Mello et alli, 2005, explicita que o que deve ser considerado para que os benefÌcios do exercÌcio para portadores de transtornos de humor È a monitoraÁ„o da atividade aerÛbia ou anaerÛbia em termos de tempo e n„o em termos de carga de trabalho (relaÁ„o volume x intensidade).

A memÛria e o ExercÌcio FÌsico

ìApesar de existirem na literatura evidÍncias de que o aumento da capacidade aerÛbia melhora as funÁıes cognitivas outros estudos n„o confirmam tais evidÍncias da literatura, Mello et alli (2005). 1

Apesar das controvÈrsias estudos epidemiolÛgicos confirmam que pessoas ativas tÍm menos riscos de serem acometidas por doenÁas mentais do que pessoas sedent·rias, demonstrando assim que os exercÌcios fÌsicos exercem benefÌcios tambÈm sobre as funÁıes cognitivasî, Mello et alli (2005).

1 Mello, et alli (2005) n„o deixa claro quais s„o esses estudos.

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b) Outros BenefÌcios

LEITE, T (2002), em sua obra ìO Programa das 10 Semanasî 1 a . ediÁ„o, S„o Paulo, cita outros benefÌcios da atividade fÌsica como se segue:

. Psicossociais:

Aumento da auto-estima, reduÁ„o da Depress„o. manutenÁ„o da autonomia, aumento do bem-estar social, melhora da auto-Imagem, reduÁ„o do isolamento social.

. FisiolÛgicos:

ReduÁ„o da press„o arterial. controle do peso corporal, melhora da mobilidade articular, aumento da forÁa muscular e da resistÍncia fÌsica.

. ComposiÁ„o Corporal:

DiminuiÁ„o do tamanho das cÈlulas adiposas, aumento do peso corporal magro, proteÁ„o contra perda de tecido magro, elevaÁ„o do metabolismo, controle ponderal em longo prazo.

Esses s„o alguns benefÌcios que a atividade fÌsica tr·s para a sa˙de baseados nesses renomados profissionais da sa˙de, Dr. TurÌbio Leite de Barros e Dr. Marco T˙lio de Mello. Mas podemos citar muitos outros benefÌcios, como melhora da massa Ûssea, evitando ou controlando a osteoporose, melhora do sistema circulatÛrio, controle do diabetes, MACARDLER, KATCHER, KATCHER (2001). Podemos perceber, com base nos autores citados, que grande parte dos trabalhos desenvolvidos que tÍm como objeto, ou como tema, a quest„o da sa˙de e atividade fÌsica fundamentam-se em uma perspectiva biologista para qual a sa˙de, na maioria das vezes, restringe-se ‡ ausÍncia de doenÁa; a atividade fÌsica È entendida como execuÁ„o de pr·ticas fÌsicas por meio de modalidades esportivas CARVALHO, Yara (1998). A autora faz essa citaÁ„o no livro de sua autoria ìO mito da atividade FÌsica e Sa˙deî, com a qual concordamos principalmente se voltarmos nossos olhos ‡s grades curriculares dos cursos superiores de educaÁ„o fÌsica que forma m„o-de-obra apenas. E isso n„o se restringe sÛ ‡s universidades particulares mas encontramos a mesma filosofia na maioria das universidades p˙blicas. S„o

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cursos que enfatizam o esporte, a estÈtica, os m˙sculos. N„o se fala sobre a sa˙de coletiva, sobre a polÌtica de sa˙de mesmo sendo a EducaÁ„o FÌsica parte da pasta da sa˙de. Se pensarmos em licenciatura tambÈm h· problemas pois tambÈm n„o existe um curso de EducaÁ„o FÌsica voltada para a educaÁ„o e, quando existe, os conflitos s„o enormes entre os departamentos de educaÁ„o e os departamentos de educaÁ„o fÌsica. Temos ent„o 6 binÙmios inconclusivos: ìEducac„o FÌsica-Sa˙deî, EducaÁ„o FÌsica-Esporteî, ìEducaÁ„o FÌsica-EstÈticaî, ìAtividade FÌsica- EducaÁ„oî, ìAtividade FÌsica-Exercicio FÌsicoî, ìEducaÁ„o FÌsica e Marketing de Consumoî. O que È mito, o que È verdade, o que È sa˙de, o que È doenÁa?

E os nossos professores de educaÁ„o fÌsica formam-se na universidade capacitados a que? E as ìAcademias de Gin·stica, contratam professores, vendem serviÁos diversos. Est„o dentre esses serviÁos a preocupaÁ„o com a sa˙de dos alunos, da educaÁ„o, do esporte, do exercÌcio fÌsico ou est„o simplesmente a serviÁo do Mercado de Consumo?

Percebemos ent„o uma situaÁ„o dialÈtica em relaÁ„o aos professores de educaÁ„o fÌsica de academia de gin·stica. O professor estuda educaÁ„o FÌsica, portanto, È um profissional da sa˙de, mas a grade curricular n„o atende as exigÍncias da sa˙de coletiva. Temos ent„o um profissional da sa˙de, que n„o estudou para esse fim, que aprendeu a pensar em educaÁ„o fÌsica para o esporte, para a estÈtica do ìbumbum sarado e barriga tanquinhoî, trabalhando em academia de gin·stica que È estruturada para atender o mercado de consumo, para remunerar o capital, para gerar lucro. Pensando por esse enfoque voltamos ao livro ìO mito da Atividade FÌsica e Sa˙deî, em que CARVALHO, Yara (1992) define atividade fÌsica como;

ìmercadoria que È veiculada pelos meios de comunicaÁ„o de massa tende tambÈm a ëííassumir as caracterÌsticas dos empreendimentos do setor produtivo ou de prestaÁ„o de serviÁos capitalistas, ou seja, empreendimentos com fins lucrativos, com propriet·rios e vendedores de forÁa de trabalho, submetida ‡s leis do ëmercado Bracht, 1989:89 (1992 APUD CARVALHO, Yara)í. 2

2 Bracht quer dizer que a Academia de Gin·stica È como se fosse uma ind˙stria ou

qualquer outro estabelecimento comercial que compra e vende produtos apenas com a finalidade de

obter lucro.

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CAPÕTULO IV

MARKETING DE ACADEMIA DE GIN£STICA

Fazendo um estudo etimolÛgico dos termos Marketing e Academia temos que Marketing significa comprar e vender (Dicion·rio Michaelis) e Academia de origem grega, akademÌa, ìpodia ser a corporaÁ„o de s·bios, ou a corporaÁ„o de estudantes de qualquer estabelecimento de ensino mÈdio ou superior, ou mesmo um sarau instrutivo ou recreativo. AkademÌa deriva de AkadËmus, nome de um jardim em Atenas, inspirado em um herÛi grego mitolÛgico, onde Plat„o ministrava

suas aulas de filosofiaî Saba (2001). ìNos dias atuais, o significado que tomou para

si a express„o Academia de Gin·stica foi o mais simples e o mais amplo de todos:

o lugar, ou a escola, onde se ministra a instruÁ„o fÌsicaî Saba (2001). Para ilustrar ainda mais se faz necess·rio passar pelo significado da palavra gin·stica. Termo este que tem origem no Latim, gymnastica, originado do grego, gymnastikÈ Saba (2001). Desmembrando a palavra grega temos o termo gymnos que significa ìsem roupa, nu, ou com muito menos roupas do que se costumava usar no cotidianoî Saba (2001). A explicaÁ„o para esse termo gymnos È que os gregos praticavam exercÌcios totalmente ou quase completamente nus.

Nos dias de hoje o conceito de gin·stica È bastante diverso.

ìAcademia de Gin·stica È o termo que se tornou mais conhecido dos centros de pr·tica de exercÌcios fÌsicosî Saba (2001). Isso posto seria natural entendermos Marketing de Academia como sendo o ìlocal onde alunos se encontram para a pr·tica de compra e vendaî. Partindo dessas analises poderÌamos facilmente dizer que Academia È um local onde se fabrica corpos para atender o mercado de consumo e se acrescentarmos o termo Gin·stica poderÌamos entender como ìlocal onde se comercializa corpos nusî.

Voltando ‡ contemporaneidade podemos encontrar nos dias de hoje em bibliotecas de universidades onde se estuda EducaÁ„o FÌsica em nÌvel superior livros que ensinam aos alunos de EducaÁ„o FÌsica o que È Marketing de Academia.

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O livro ìMarketing de Academiaî, Leite Neto (1994), È dividido em cinco

partes. Na primeira parte o autor trata de sal·rios, piedade com os funcion·rios, informalidade no relacionamento entre patr„o e empregados, motivaÁ„o do funcion·rio e necessidades dos funcion·rios. Na segunda parte o autor trata da ìTrilha do Sucessoî e o ìDespertar da ConsciÍnciaî. Nessa parte o aluno de EducaÁ„o FÌsica aprender· que o objetivo maior de uma academia de gin·stica È o lucro. Ali·s È normalÌssimo, nenhum empreendedor investe sem objetivo de lucro. Sem lucro n„o h· negÛcio. PorÈm, explicita o autor com enorme lucidez que, a academia n„o pode visar apenas lucro, que a academia n„o pode ser um negÛcio puramente comercial. O autor complementa, ìn„o podemos dirigir programas generalizados ao extremoî. ì… nossa obrigaÁ„o personalizar o atendimento ao m·ximo possÌvelî.

O referido autor em momento algum ensina ao leitor que academia de

gin·stica atende seres humanos com cabeÁa e corpo e que estes seres humanos tÍm necessidades que precisam ser atendidas pra sentirem-se felizes e com vontade de retornar no dia seguinte. S„o 109 p·ginas voltadas para a academia de gin·stica apenas como um empreendimento que presta serviÁo visando lucro.

O livro ìQualidade Total em Academiasî, Nogueira (1997) traz na p·gina

11 o curriculum do autor. O autor È graduado em EducaÁ„o FÌsica. Sabemos que o curso de EducaÁ„o FÌsica È um curso voltado para a sa˙de, para o treinamento esportivo e para a educaÁ„o. No entanto o autor preocupou-se em pÛs-graduar-se em Marketing Esportivo. S„o diversos cursos de especializaÁ„o, todos direcionados

‡ gest„o de academia. Continuando com o livro ìQualidade Total em Academiasî, Nogueira (1997), as citaÁıes a seguir s„o no mÌnimo curiosas. O autor define ìQualidade Totalî como: ìAcompanhar constantemente e procurar satisfazer as necessidades dos clientes da melhor forma possÌvel e levar toda a equipe ‡ modernizaÁ„o, eficiÍncia e efic·cia de forma educativa e progressiva, inovando e avaliando os processos para oferecer vantagens claras e indiscutÌveisî.Teoricamente È um conceito muito bom, porÈm genÈrico e superficial pois n„o h· uma p·gina sequer que trate das necessidades do cliente. E indo mais adiante na p·gina 63 o autor mostra uma caricatura interessante. Ensina como vender um hor·rio especÌfico com o seguinte apelo: ìTroque a sua hora de almoÁo

25

por sa˙de e malhaÁ„o com 40% de descontoî. O modelo exposto no leiaute da peÁa publicit·ria È um ìobeso comendo vorazmenteî.

Analisando outro livro ìGest„o em Atendimentoî, Saba (2004) usou 123 p·ginas pra ensinar como gerir uma academia com a maior lucratividade possÌvel sem reservar uma p·gina sequer para ensinar que o aluno da academia È a raz„o de ser do empreendimento e que suas expectativas devem ser sempre superadas.

Por ˙ltimo encontramos um livro na biblioteca da universidade, ì(Re)î Projetando a Academia de Gin·stica, Nobre (2000) com caracterÌsticas voltadas a ensinar como o aluno deve ser tratado e principalmente a import‚ncia de se abrir as portas da Academia de Gin·stica para atender populaÁıes especiais como, Cardiopatas, DiabÈticos, RPG, Deficientes FÌsicos, Deficientes Intelectuais, Portadores de Osteoporose, ReabilitaÁ„o FÌsica, Obesos, Terceira Idade e por ultimo o autor de forma brilhante cita o publico feminino como um publico especial.

O referido autor, Nobre, demonstra em seu livro que essas

preocupaÁıes devem existir antes da abertura da academia. E que deve fazer parte do projeto da academia qual p˙blico ser· atendido e se forem diferentes

p˙blicos como deve ser o tratamento para cada um.

Os livros citados podem ser encontrados nas bibliotecas de faculdades

de educaÁ„o fÌsica entre livros de treinamento fÌsico, sa˙de e educaÁ„o. Podemos perguntar o porquÍ de estarmos escrevendo sobre os livros citados. A resposta est· na necessidade de discernirmos sobre a real miss„o dos profissionais de

educaÁ„o fÌsica. Os cursos de licenciatura devem preparar o professor para a educaÁ„o. Ou seja, a EducaÁ„o FÌsica para a educaÁ„o. Os cursos de Licenciatura Plena preparam os alunos para atuarem tanto na educaÁ„o como na sa˙de e no esporte. Se nos basearmos no marketing de academia ensinado por Saba, Leite Neto e Nogueira, o professor de educaÁ„o fÌsica teria que ser preparado para ser um profissional das ·reas de compra e venda pois o que esses autores demonstram È que sa˙de, educaÁ„o e esporte n„o fazem parte da miss„o de Academia de Gin·stica.

26

CAPÕTULO V

PROPAGANDA DE ACADEMIAS DE GIN£STICA

Nesse item ìPropagandaî podem estar respostas importantes que esperamos ajudem a encontrar motivos que levam a mulher a treinar em academia de gin·stica e porque n„o aderem aos exercÌcios fÌsicos.

ìA propaganda sempre teve o objetivo de persuadir na venda de produtos e serviÁos para os mais diversos p˙blicos. Ela acompanha mudanÁas e consegue transformar produtos materiais e simbÛlicos em objetos de desejo e de consumo. … nessa perspectiva que se define que a propaganda È uma t·tica mercadolÛgica, um instrumento de vendas. Pode parecer Ûbvio, mas essa È uma obviedade que precisa ser certamente revista, porque a atividade publicit·ria È t„o complexa e rica em dimensıes humanas e tecnolÛgicas que raramente os seus profissionais desviam-se do objetivo do mercado, ALDRIGHI, 1995

ìA propaganda trabalha com arte, criatividade, raciocÌnio, moda, cultura, psicologia, tecnologia, enfim, um complicado conjunto de valores e manifestaÁıes da capacidade humanaî ALDRIGUI,1995, p.54. ìA propaganda produz um excesso de imagens e informaÁıes que ameaÁa nosso sentido da realidade, TUNICO, Alecsandro Bariani (2005). ì… preciso ent„o, com base nas definiÁıes, ter cuidado com a propaganda, ìque pode ser uma verdade ou uma mentira, uma farsa, uma simulaÁ„oî.TUNICO, Alecsandro Bariani (2005) 3 . A esse respeito BAUDRILLARD, 1991 conceitua simulaÁ„o dizendo que ì Dissimular È fingir n„o ter o que se tem. Simular È fingir ter o que n„o se temî.

ìA sociedade convencional enfrenta problemas morais, sociais e econÙmicos. Com a constante mudanÁa de valores, novas verdades tomam conta da atual conjuntura da sociedade contempor‚nea. Assim, a propaganda explora o erotismo para inseri-lo como componente de felicidade adquirido pela posse de um corpo atraente, sexualizado, consumÌvel, prazeroso, conforme diz Barreto ( 1982, p.84) citado por TUNICO, Alecsandro Bariani (2005). A propaganda de academia que simula e dissimula a perfeiÁ„o fÌsica do corpo feminino n„o seria uma caso de estudo de semiÛtica?

3 Para entender melhor o que Tunico escreve sugerimos ler SIMULACROS E SIMULA«’ES Baudrillar (1991)

27

Vejamos ent„o algumas

propagandas que visam levar pessoas ‡

ades„o de pr·ticas de exercÌcio fÌsicos em Academias de Gin·stica.

1- FIGURA 1

exercÌcio fÌsicos em Academias de Gin·stica. 1- FIGURA 1 Propaganda da academia Bio RÌtimo ,www.bioritimo.com.br,

Propaganda da academia Bio RÌtimo ,www.bioritimo.com.br, 10/06/2007,22:00h.

2) O site www.listas.cev.org;br, janeiro/2005, 21:00h, cita o seguinte:

ìUma mulher enviou a Runner e distribuiu o seguinte e-mail por

vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moÁa escultural de

biquÌni e a frase: Neste ver„o, qual vocÍ quer ser? Sereia ou Baleia?

î"Ontem

Respondo: Baleias sempre est„o cercadas de amigos. Baleias tÍm vida sexual ativa, engravidam e tÍm filhotinhos fofos.

Baleias amamentam.Baleias nadam por aÌ, cortando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Ant·rtida e os recifes de coral da PolinÈsia. Baleias tÍm amigos golfinhos.

Baleias comem camar„o ‡ beÁa. Baleias esguicham ·gua e brincam muito. Baleias cantam muito bem e tÍm atÈ CDs gravados.

Baleias s„o enormes e quase n„o tÍm predadores naturais. Baleias s„o bem resolvidas, lindas e amadas.

Sereias n„o existem. Se existissem viveriam em crise existencial: Sou um peixe ou um ser humano?

N„o tÍm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua

beleza. S„o lindas mas tristes e sempre solit·rias baleia!î.

Runner querida, prefiro ser

28

3)

FIGURA 2

Sugest„o para propaganda de gin·stica no site

www.photos1.blogger.com/blogger/3237/1946/1600/15242.jpg, junho,2007

, junho,2007 ìTranscriÁ„o do texto da camiseta da modelo: JU MALHA

ìTranscriÁ„o do texto da camiseta da modelo: JU MALHA H£ 2 ANOS. O MARIDO DELA N O. JU CORRE 20 MINUTOS TODO DIA. O MARIDO DELA N O. JU FAZ SEXO 3 VEZES POR SEMANA. O MARIDO DELA N O.î

4) FIGURA 3

N O. JU FAZ SEXO 3 VEZES POR SEMANA. O MARIDO DELA N O.î 4 )

www.runner.com.br, 18 junho 2007

5)

FIGURA 4

29

29 http://images.google.com.br/images?q=outdoor+de+academia+de+ginastica&gbv=2&

http://images.google.com.br/images?q=outdoor+de+academia+de+ginastica&gbv=2&

ndsp=20&svnum=10&hl=pt-BR&start=40&sa=N 18/06/2007

Podemos, com base nos exemplos acima, sugerir que se a cliente matricular-se na academia conseguir· adquirir fÌsicos semelhantes ‡s modelos ou que toda mulher que treina em academia ter· suas necessidades sexuais atendidas fora do casamento?

O que dizer do prazo de 45 dias que a propaganda da Bio-rÌtmo

oferece. A mulher que aderir ao treino ficar· com o fÌsico igual ao da modelo?

E o que pensar de uma propaganda que chama as obesas de baleias e as magras de sereias?

As propagandas acima sugerem que È preciso ter sa˙de para ter fÌsico

ìperfeitoî ou que o corpo ìperfeitoî È sinÙnimo de sa˙de?

30

Essas questıes podem ter respostas na bibliografia que norteia nossa pesquisa, como o livro ìO intoler·vel Peso da Fei˙raî, Novaes, 2006, no capÌtulo ìNo Reino das Academiasî.

A autora explicita respostas de alunas de academia ‡ pesquisa realizada por ela como veremos no prÛximo tÛpico desse nosso trabalho.

Obteremos conhecimento real sobre o que o marketing da ditadura da beleza pode fazer com algumas mulheres alÈm de comeÁarmos a entender porque a aderÍncia aos exercÌcios fÌsicos em academia de gin·stica È t„o difÌcil para grande n˙mero de mulheres que n„o possuem atributos fÌsicos genÈticos levando-as ‡ insatisfaÁ„o consigo mesma e ao conseq¸ente abandono ‡s pr·ticas de atividade fÌsica.

31

CAPÕTULO VI

ACADEMIA DE GIN£STICA: FONTE DA BELEZA!?!?

Podemos agora com base no que est· descrito em todos os segmentos anteriores entender porque as mulheres vÍem a academia de gin·stica como a fonte da beleza eterna, da juventude, de testosterona e progesterona. Lendo as respostas que mulheres deram ‡ pesquisa de Joana Vilhena Novaes transcritas em ìO intoler·vel peso da fei˙raî (2006) entenderemos o poder e a efic·cia das atividades de marketing e propaganda.

No capÌtulo 4.2.2 ìNo Reino das Academiasî p. 128 do livro ìO intoler·vel peso da fei˙ra, Novaes (2006) . Novaes define Academia de Gin·stica como ì Passo inicial para a construÁ„o de um ìbelo corpoî, esse È o mundo das grandes esperanÁas, decepÁıes e incrÌveis sofrimentosî.

As mulheres parecem ter ouvido Certeau, citado por Novaes (2006), ìsonhe que faremos o restoî para exprimir a submiss„o dos sujeitos diante do marketing e das propagandas.

Assim as mulheres passam a sonhar e transferem suas camas para os salıes das academias e comeÁa a saga atr·s da beleza sonhada. Nas academias suas camas passam a ser os bancos de supino, do peck deck, pulley e tantos outros, sendo um dos principais a m·quina que transforma gl˙teos em ìbumbum saradoî alÈm do aparelho que transforma abdome em ìbarriga tanquinhoî.

Pouco importa a idade, a genÈtica, a cultura, se s„o m„es ou n„o, È preciso sonhar e correr atr·s da estÈtica ideal. Pois È isso que mandam as propagandas e as mensagens publicit·rias que divulgam a ditadura da beleza.

Se a genÈtica e a idade n„o ajudam, pouco importa, pois entram em aÁ„o a propaganda e o marketing das drogas alternativas e coadjuvantes.

32

Vejamos ent„o o que algumas mulheres assumem em entrevista com Joana Vilhena Novaes (2006).

ìPara todas as nossas entrevistadas (jovens ou n„o), malhar est· associado ‡ sa˙de, mas tambÈm ‡ estÈticaî.

Assim, malha-se:

ìPor sa˙de

forte, enrijecer os m˙sculosî; ì

saradaî; pra definir melhorî; para ficar bem consigo mesmaî; para mim È uma terapiaî; ìporque faz bemî. (SIC)

ficar

ganhar mais definiÁ„oî; ìpra ficar

pelo

coraÁ„o, para manter a formaî; ìpor sa˙de

para

para

Se a ìmalhaÁ„oî n„o resolve, o coquetel de drogas milagrosas pode resolver. ìPara conseguir a estÈtica ideal, a cautela no tocante ‡ ingest„o de bombas, fat burners ou mesmo anorexÌgenos È, muitas vezes, deixada de ladoî, Novaes (2006).

Algumas mulheres justificam o uso de drogas dizendo:

bomba,

amino·cido, fat burner e alÈm disso ainda me trato com ortomolecularî; ìTomo Inadrine que È um Fat Burner, mas vou parar porque est· dando taquicardia, sinto agonia, meu metabolismo n„o se habituou, alÈm disso tomo um estimulante. Sabe quem os receitou? O melhor amigo desses medicamentos È o espelho !î ; ìEu sei que vou morrer mais cedo, mas,

tudo bem, atÈ l·

[

]ìPorque

malhava

pesadoî;

Porque

tomei

de

tudo

eu vivo magraî ; ìQuando estou magra, me sinto uma î

m·quina perfeita, bem azeitada, eficiente

Mas o que chama mesmo a atenÁ„o nas respostas dessas mulheres diz respeito ‡ falta de prazer na pr·tica de exercÌcios para obter a estÈtica ideal. ìIndagadas se gostavam ou achavam divertido malhar, houve quase unanimidade

nas respostas: ìN„o

sÛ quando meu namorado reclama

aÌ eu posso

que estou caÌda; ìN„o

ir correndo para a praiaî, Novaes (2006).

eu malho obrigada. Meu sonho È ficar velhinha para poder

comer uma macarronada sem culpaî; ìN„o

sÛ gosto pela sensaÁ„o do dever cumprido

IncrÌvel tambÈm a culpa que assumem quando n„o treinam: ìLÛgico

n„o fiz nada, complexada

sÛ estudei

sÛ comia e n„o queimavaî; ìmuito, fico muito

aÌ eu

fico nervosa quando como porque n„o vou queimarî; ìn„o

33

mas a gente

murcha logoî; ìeu como e n„o gastoî, Novaes (2006). … como se cometessem pecado mortal por n„o terem treinado.

como porque n„o vejo aquelas meninas todas saradasî; ìn„o

Novaes observa ainda que as mulheres mais velhas querem concorrer com as mais jovens muitas vezes com as prÛprias filhas:

ìdesde o momento em que resolvi adotar uma outra postura com relaÁ„o ao meu corpo, colocando-o como prioridade, passei a ter uma grande vantagem em relaÁ„o ‡s mulheres da minha idadeî; ì Outro dia, menina, fui a uma festa da velharia, na

me senti uma deusa, todos

os maridos das minhas amigas me olharam. … por isso que hoje em dia sÛ saio com a garotada, com os amigos dos meus filhos, para evitar esse tipo de constrangimento, como roubar marido de amiga minha, por exemploî, Novaes (2006).

qual a idade mÈdia deveria ser de 50 anos

FERNANDES, Rita de C·ssia. Significados da gin·stica para mulheres praticantes em academia. Revista Motriz, p.107-112 maio/agosto 2005, realizando pesquisa em uma academia de gin·stica da cidade de Americana/SP entrevistou 10 mulheres da faixa et·ria entre 25 e 35 anos. O objetivo da pesquisa era encontrar respostas sobre os significados que a pr·tica de exercÌcios em academia tem para as praticantes.

No contexto da manutenÁ„o da sa˙de a participante (J) diz ìeu acho

melhor continuar pagando uma academia do que esse dinheiro ser gasto com

Dando seq¸Íncia ‡ pesquisa a autora identifica que para as

participantes ìa correspondÍncia do trinÙmio formado pela sa˙de, beleza e boa forma, expressa o entendimento mais restrito do prÛprio conceito de sa˙de, como se fosse algo que dependesse, unicamente, do esforÁo individual, desconsiderando sua complexidade e abrangÍncia. Os significados atribuÌdos ‡ sa˙de parecem estar entrelaÁados ao bem estar e ‡ estÈtica corporal, considerados em alguns casos como sinÙnimosî, Fernandes (2005).

remÈdio

î.

As participantes foram na seq¸Íncia da pesquisa indagadas sobre a quest„o- ìO que È o corpo para vocÍ?î

A participante (A) metaforicamente compara o corpo ‡ uma moldura:

ìEu acho que o corpo È uma moldura, È o que se vÍ. A principio vocÍ nunca vai

34

ver o interior da pessoa, se vÍ primeiro o exterior, depois o interior. E continua com outra met·fora; ìquando a gente vai servir ou colocar uma mesa, vocÍ ajeita ela, bonitinha. VocÍ faz um bife gostoso, bem temperado e bem frito, mas sÛ ele. E aÌ vocÍ coloca um bife sem sal, sem tempero, mas todo bonito, com alface do lado. VocÍ olhando, do qual vocÍ vai servir, sem saber o que ta dentro. SÛ de vocÍ olhar, È o mais bonito. Eu acho assim, que primeiro, n„o que eu acho o corpo mais importante. Mas, a princÌpio de vocÍ olhar, a primeira impress„o È a que ficaî, Fernandes (2005).

Fernandes (2005) finaliza o artigo dizendo ì Lidar com essas questıes, seus limites e possibilidades ìandar no fio da navalhaî, È um desafio que se coloca para a nossa ·rea.

35

Tipo de Pesquisa

CAPÕTULO VII

Metodologia

Uma das principais caracterÌsticas desse estudo È a descriÁ„o.Seu objetivo principal È ìdescrever caracterÌsticas de determinado fenÙmeno ou populaÁ„o, Rudio (2003). Essa caracterÌstica indica que esse estudo È uma Pesquisa Descritiva. Segundo Rudio (2003), descrever È ìnarrar o que acontece, e ìestudando o fenÙmeno, a pesquisa descritiva possibilita conhecer a natureza, sua composiÁ„o, processos que o constituem ou nele se realizamî.

Ainda conforme o referido autor podemos caracterizar este trabalho como uma ìPesquisa de Opini„oî, onde ìse procura saber que atitudes, pontos de vista e preferÍncias tÍm as pessoas a respeito de algum assunto, com intuito geralmente de se tomar decisıes sobre o mesmoî.

Podemos considerar tambÈm esse estudo como ìPesquisa Bibliogr·ficaî, pois segundo Mattos et alli (2004) esse estudo ìrecolhe e seleciona conhecimentos prÈvios e informaÁıes acerca de um problema ou hipÛtese, j· organizados e trabalhados por outro autor.

A revis„o de literatura, como instrumento de pesquisa bibliografia possibilita obter conhecimentos gerais, culturais e cientÌficos j· existentes sobre o fenÙmeno objeto desse estudoî, Mattos et alli (2004). Podemos ainda reduzir todas essas caracterÌstica citadas em ìPesquisa FenomenolÛgicaî. Segundo Daniel Dantas (2004) p. 67, ìFenomenologia È um movimento filosÛfico do sÈculo XX cujo objetivo b·sico È a investigaÁ„o direta e a descriÁ„o dos fenÙmenos como

experimentados na consciÍncia [

È a descriÁ„o e o estudo das

aparÍncias [

introspectivamente conscientes. [

a experiÍncia vivida do mundo da vida de

todo dia È o foco central da investigaÁ„o fenomenolÛgicaî

}

o propÛsito principal È estudar os fenÙmenos

}

ou aparÍncias, da experiÍncia humana [

]

È a an·lise cuidadosa dos processos intelectuais dos quais somos

]

36

Objetivo do Estudo

O objetivo desse estudo foi analisar, pesquisar, conhecer e entender o que leva essas mulheres a matricularem-se numa academia de gin·stica e abandonarem os treinamentos em curto espaÁo de tempo. Esse estudo objetiva ainda encontrar respostas ou despertar nos profissionais de educaÁ„o fÌsica o interesse pela sa˙de das alunas e n„o apenas atender as tendÍncias do mercado de consumo. Motivar essas mulheres, fazÍ-las entender a import‚ncia da atividade fÌsica para uma vida mais saud·vel, fazÍ-las entender o binÙmio corpo e mente, incutir nessas mulheres a auto-aceitaÁ„o positiva e admirarem-se, amarem- se como realmente s„o, possa ser o caminho para a AderÍncia ‡ Atividade FÌsica em Academia de Gin·stica.

Amostra da Pesquisa

Participaram da pesquisa 47 (quarenta e cinco) mulheres, ex-alunas de academia de gin·stica. Primeiramente pesquisamos mulheres indicadas por duas academias de gin·stica da zona sul de S„o Paulo, e a seguir o question·rio foi encaminhado aleatoriamente a outras mulheres indicadas pelas que j· haviam respondido. N„o nos preocupamos com o tempo que as mulheres tinham parado de treinar, nem com a classe social ou profissional da pesquisada. Ser ex-aluna de academia de gin·stica foi a condiÁ„o ˙nica para fazer parte da amostra desse estudo.

Procedimentos para a coleta de dados

Para a coleta de dados foi utilizado um question·rio baseado em Saba (1999) com questıes fechadas e abertas encaminhado ‡s participantes por e-mail e pessoalmente. O question·rio, ANEXO I, contendo 17 questıes, foi enviado ‡

37

mulheres que j· tinham sido alunas de academia de gin·stica. As respostas possibilitaram entender dados importantes que esperamos poder ajudar os profissionais de EducaÁ„o FÌsica a verem suas alunas atravÈs de suas reais necessidades e a partir dessa visualizaÁ„o e entendimento poder elaborar planos de atividade fÌsica na academia de forma que elas sintam-se motivadas a continuar praticando atividade fÌsica em academia de gin·stica.

Tratamento dos dados

Os dados coletados atravÈs das questıes fechadas foram tratados de forma quantitativa por meio de procedimentos da estatÌstica descritiva (freq¸Íncia e percentual). As questıes abertas foram tratadas atravÈs da interpretaÁ„o do discurso das respondentes.

ApresentaÁ„o e discuss„o dos resultados

Os dados relevantes para o objetivo desse estudo s„o apresentados a partir do perfil da amostra da populaÁ„o. Em seguida, os resultados da pesquisa de campo s„o expostos e discutidos. Esperamos responder ‡ hipÛtese descrita pelo autor e demonstrar dados que atendam os objetivos do trabalho. As var·veis que compıem o perfil da amostra estudada s„o, as faixas et·rias, estado civil e grau de escolaridade.

QUADRO 1- N˙mero de indivÌduos total e estado civil distribuÌdos por faixa et·ria.

   

EST. CIVIL

ESCOLARIDADE

IDADE

n

Casada

Solteira

2o.Grau

Superior

20-30

26

9

17

17

9

31-40

15

7

8

6

9

41-50

2

1

1

 

2

51-60

4

1

3

 

4

TOTAL

47

18

29

23

24

%

100

38,30

61,70

48,94

51,06

38

A TABELA 1 mostra as faixas et·rias de 20 ‡ 60 anos com distribuiÁ„o de freq¸Íncia com intervalo 10 sendo 61,70% solteiras e 38,29% casadas. Esses dados s„o importantes para conhecimento da populaÁ„o pesquisada com relaÁ„o aos objetivos e sentimentos que os indivÌduos expressam quanto a pr·tica de atividade fÌsica em academia de gin·stica.

TABELA

1-

O QUE VOC

ESPERAVA DOS TREINOS NA ACADEMIA

QUANTO AOS ASPECTOS PSICOBIOL”GICOS

O QUE VOC

ESPERAVA DOS TREINOS NA ACADEMIA

IDADE

QUANT

Diminuir

Diminuir

Dormir

Diminuir

   

Stress

Ansiedade

Melhor

Depress„o

20-30

26

12

6

6

1

31-40

15

9

7

4

5

41-50

2

       

51-60

4

1

 

1

 

TOTAL

47

22

13

11

6

%

100

46,81

27,66

23,40

12,77

A TABELA 2 expressa dados importantes que sugerem ser alguns dos motivos de ades„o ao treinamento em academia de gin·stica. S„o aspectos psicobiolÛgicos que conforme Tulio de Melo et col. (2005) tÍm na atividade fÌsica uma alternativa de tratamento n„o medicamentosa. Podemos notar a import‚ncia dada aos quesitos Bem-Estar Geral, DiminuiÁ„o do Stress, Diminuir Ansiedade e Dormir Melhor.

TABELA 2-O QUE VOC

ESPERAVA DOS TREINOS NA ACADEMIA QUANTO

AOS ASPECTOS ìEST…TICA E SOCIALIZA« Oî.

O QUE VOC

ESPERAVA DOS TREINOS NA ACADEMIA

IDADE

QUANT

Novos

Reduzir

EstÈtica

Diminuir

   

Amigos

Gordura

Corporal

CansaÁo

20-30

26

2

14

20

10

31-40

15

 

7

11

8

41-50

2

     

13

51-60

4

 

2

1

 

TOTAL

47

2

23

32

31

%

100

4,26

48,94

68,09

65,96

39

A TABELA 2 demonstra outros aspectos relevantes quanto aos fatores que fazem com que as mulheres procurem uma academia de gin·stica para a pr·tica de atividade fÌsica, a ReduÁ„o da Gordura Corporal (48,94%) e a busca por melhor EstÈtica Corporal (68,09%). A TABELA 3 tambÈm ratifica SABA (2001) no que diz respeito ao alto Ìndice de busca por ìEstÈtica Corporalî, com ìReduÁ„o de Gorduraî indicando serem itens importantes para se adquirir boa forma fÌsica e estÈtica, atendendo assim a ìDitadura da Belezaî citada por NOVAES (2004). A diminuiÁ„o do cansaÁo confirma a TABELA 2 no item Bemñ Estar Geral e mostra de forma surpreendente que poucas mulheres se interessam pela socializaÁ„o. Apenas 4,26% das pesquisadas tÍm interesse em fazer novas amizades no ambiente das academias de gin·stica.

Motivos de abandono aos treinos em Academia de Gin·stica

ApÛs entendermos o que essas mulheres esperavam do treino em academia de gin·stica vamos analisar os motivos que as fazem abandonar os treinos.Temos que 72,34% das pesquisadas alegam Falta de Tempo, 21,28% abandonam os treinos por Falta de Companhia e 34,04% por Falta de MotivaÁ„o PrÛpria. O quesito Falta de Tempo confirma SABA (1999), o quesito MotivaÁ„o PrÛpria tem uma participaÁ„o bem superior ‡quela apresentada por SABA (2001), mostrando alteraÁ„o no comportamento da populaÁ„o. Ent„o surgem questıes importantes; ìS„o os Professores de Academia de Gin·stica preparados para motivarem suas alunas?î ìPor que o modelo de treinos de Academias de Gin·stica n„o consegue motivar n˙mero t„o grande mulheres?î

TABELA 3- DuraÁ„o da sess„o de treino

 

D U RA« O DO TR EIN O

 

AT… 45'

DE 45/60'

D E 60/90'

90' ou m ais

 

18

7

1

 

9

33

 
 

1

1

 
 

2

2

 
 

30

13

4

 

63,83

27,66

8,51

40

Para tentar encontrar respostas aos motivos de abandono aos treinos perguntamos ‡s ex-alunas qual a duraÁ„o de seus treinos e quantas vezes por semana elas treinavam. Obtivemos os seguintes dados: 63,83% tinham programa de treinamento com duraÁ„o de 45 ‡ 60 minutos. Com respeito ‡s sessıes de treino, 53% treinavam 3 vezes por semana. Outra quest„o relevante levantada diz respeito ao Tipo de ExercÌcio FÌsico Praticado. Encontramos os seguintes dados: 72,34% praticavam exercÌcio na Esteira, 51,06% praticavam Bicicleta Estacion·ria, 76,60% musculaÁ„o e 53,83% alongamento. Esses s„o os exercÌcios com relevante percentual de praticantes.

TABELA 4- Motivos de abandono aos treinos

   

EST. CIVIL

FALTA DE

FALTA DE

FALTA DE

IDADE

n

CASADA

SOLTEIRA

TEMPO

MOTIVA« O

COMPANHIA

20-30

26

9

17

19

8

7

31-40

15

7

8

10

6

3

41-50

 

21

1

2

1

 

51-60

 

41

3

3

1

 

TOTAL

47

18

29

34

16

10

%

100

38,30

61,70

72,34

34,04

21,28

A TABELA 4 mostra os motivos mais importantes encontrados na pesquisa para o abandono aos treinos. A Falta de Tempo continua sendo desde SABA, 1999 o principal motivo, porÈm a Falta de MotivaÁ„o e a Falta de Companhia apresentam n˙meros que devem ser considerados para justificar o abandono asos treinos em academia de gin·stica.

TABELA 5- TIPOS DE TREINO

 

TIPO DE TREINO

 

IDADE

n

Esteira

Bike

Spining

Alongamento

Luta

MusculaÁ„o

Localizada

Outros

20-30

26

22

18

5

19

 

1 22

9

1

31-40

15

10

5

3

9

 

2 12

6

1

41-50

 

22

1

1

   

1

   

51-60

4

       

211

 

1

 

TOTAL

47

34

24

9

30

4

36

16

2

%

100

72,34

51,06

19,15

63,83

8,51

76,60

34,04

4,26

41

Temos na TABELA 5 o retrato do que ocorre nas academias, È uma constataÁ„o empÌrica. Esteira, Bike, MusculaÁ„o, Gin·stica Localizada, Alongamento e Spinning, s„o modalidades praticadas pela maioria dos freq¸entadores de academia de gin·stica. Nota-se que a quantidade de atividades n„o È compatÌvel com o tempo que as alunas tÍm disponÌvel para o treinamento, vide TABELA 4.

42

CONCLUS’ES

A faixa et·ria da populaÁ„o pesquisada compreende as classes de 20 a 30 anos e de 31 a 40 anos equivalentes a 55.31% e 31,91% respectivamente. As faixas de 41 a 50 anos e de 51 a 60 anos representam 12,76%.

O principal motivo de abandono aos treinos È FALTA DE TEMPO e o tempo de cada sess„o de treino È de 45 a 60 minutos. Essa informaÁ„o È muito importante para adequaÁ„o dos programas de treinamento em termos de qualidade

e n„o de quantidade.

Considerando a grande quantidade de alunas que passavam pela esteira (72,34%) e (51,06%) na bicicleta estacion·ria e sabendo de forma empÌrica que o tempo na esteira e na bicicleta È padronizado em 15 minutos em cada aparelho as alunas tÍm apenas mais 15 minutos para concluir a sess„o de treino. Visto que alÈm da esteira e bicicleta 76,60% praticavam musculaÁ„o e 63,83% alongamento

em cada sess„o de treino, sugere-se que os treinos devam ser melhor planejados e

o tempo que as alunas disponibilizam para as atividades devem ser considerados.

Esses dados sugerem ainda que o treino padr„o encontrado nas Academias de Gin·stica n„o atende as necessidades das alunas no quesito Tempo. Quando perguntadas se um treino de 40 minutos ‡s ajudaria foram un‚nimes em responder afirmativamente. Por que ent„o as academias tradicionais n„o se preocupam com a realidade da mulher moderna que trabalha, cuida dos filhos e estuda ?

FALTA DE MOTIVA« O PR”PRIA, È outro motivo importante para o abandono aos treinos, vari·vel dependente que pode ser total ou parcialmente eliminada pelos professores da academia. … Ûbvio que n„o se consegue motivar alguÈm a praticar atividade fÌsica na academia se o planejamento dessas atividades extrapolam o tempo disponÌvel pelas alunas. N„o seria estrategicamente mais conveniente se as academias focassem qualidade ao invÈs de quantidade?

ASPECTOS

PSICOBIOL”GICOS tambÈm sugere grande import‚ncia entre os motivos que levaram essa populaÁ„o a abandonar os treinos.

A

expectativa

dos

indivÌduos

referente

aos

43

Os Aspectos Psicobiologicos se desprezados pelos professores de Academia de Gin·stica quando do planejamento dos treinos, podem ter seus sintomas acelerados se a mensuraÁ„o de carga, freq¸Íncia de sessıes de treino e intensidade n„o forem individualizadas, MELO, T˙lio et cols (2005). No ASPECTO CORPORAL, a EST…TICA (68,09%) representa a maior preocupaÁ„o da amostra populacional pesquisada , em segundo lugar a REDU« O DA GORDURA (48,94%) e em terceiro lugar REDU« O DO CANSA«O (65,96%).

44

CONSIDERA«’ES FINAIS

Esse trabalho sugere mudanÁas importantes na forma de atuaÁ„o das Academias de Gin·stica. Desde a idealizaÁ„o do empreendimento, o projeto da academia, propaganda e marketing, funcion·rios administrativos e principalmente os professores, parece-nos que novas metodologias pedagÛgicas , nova vis„o empresarial e novos focos de atenÁ„o devem ser tomados. Os empreendedores, quando da ·rea de educaÁ„o fÌsica, normalmente n„o tÍm capacitaÁ„o administrativa par gerir negÛcios. Quando o empreendedor È apenas um investidor que n„o tem vis„o na ·rea da sa˙de e n„o escolhe corretamente os profissionais que ser„o respons·veis pelo gerenciamento do negÛcio o problema È ainda maior.

A comeÁar pela propaganda e marketing de academia que vendem e criam desejos atravÈs da erotizaÁ„o do corpo da mulher sem preocupar-se com a sa˙de coletiva e individual. Essa propaganda que atrai È a mesma que afasta as alunas dos treinamentos.

Os dados coletados para este trabalho nos faz acreditar que a academia que deveria ser um local onde se busca sa˙de, bem-estar geral e prazer acaba tornando-se para as mulheres um local de transformaÁ„o corpÛrea, um local m·gico, fonte da eterna juventude. Quando em poucos meses a aluna percebe que a propaganda n„o condiz com a realidade acontece o Íxodo.

Hoje estamos nos deparando com novas metodologias de treinamento trazidas por empreendedores internacionais que segundo suas estratÈgias de marketing visam atender essas mulheres que n„o tÍm seus objetivos alcanÁados nas academias tradicionais. S„o Mulheres, senhoras casadas, m„es, donas de casa que est„o fora dos padrıes que a ìditadura da belezaî impıe ‡ sociedade.

Mulheres com atividades profissionais fora do ambiente domÈstico n„o dispıe te tempo para longas sessıes de treino. A padronizaÁ„o, que convencionou- se ser de 15 minutos da esteira, 15 na bicicleta e depois musculaÁ„o, nossa pesquisa demonstra que o treino torna-se um tÈdio, causando desmotivaÁ„o e o abandono ‡s atividades fÌsicas em academia de gin·stica.

45

Para suprir essas necessidades surgem atualmente no Brasil academias denominadas ìExpressî com metodologia prÛpria com sessıes de treino de no m·ximo 30 minutos. N„o queremos aqui dizer o que È certo ou errado mas apenas mostrar que se as academias de gin·stica convencionais n„o tiverem seus conceitos alterados cada vez mais perder„o alunas. Nossa pesquisa sugere atenÁ„o para os seguintes fatores importantes:

a) O Marketing de Academia tem que considerar a mulher como um ser humano normal e n„o apenas como objeto sexual.

b) A Propaganda que divulga os serviÁos de Academia de Gin·stica È …TICA E VERDADEIRA?

c) … preciso definir qual o real objetivo das Academias de Gin·stica; ìSa˙de, Beleza, Sexo, Venda de Suplemento Alimentar, Bronzeamento Artificial?

d) Qual a funÁ„o do Professor de EducaÁ„o FÌsica na Academia de Gin·stica? Atender o Mercado de Consumo, Vender Suplemento ìAlimentarî, Promover Sa˙de travÈs de atividade fÌsica, ou vender sonhos?.

Fatores psicobiolÛgicos s„o tambÈm aspectos que devem ser considerados pelos professores de educaÁ„o fÌsica. Apesar de EST…TICA e REDU« O DE GORDURA representarem os aspectos mais citados pelas pesquisadas com relaÁ„o aos motivos que as levam a treinar em academia, os ASPECTOS PSICOBIOL”GICOS da TABELA 2 revelam a import‚ncia que as pesquisadas d„o ao Bem-Estar-Geral, DiminuiÁ„o da Ansiedade, ReduÁ„o do Stress, Qualidade do Sono e Depress„o. Sentir-se bem estÈticamente pode melhorar os mal-estares causados pelos DIST⁄RBIOS PSICOBIOL”GICOS? Ou a cura dos DIST⁄RBIOS PSICOBIOL”GICOS pode ajudar a mulher a aceitar-se como realmente È melhorando a auto-estima? O Stress do treinamento em academia de gin·stica, principalmente a musculaÁ„o, È um bom exercÌcio fÌsico para quem sofre de DIST⁄RBIOS PSICOBIOL”GICOS como STRESS E ANSIEDADE ?

46

Sabendo da import‚ncia da soluÁ„o de Dist˙rbios PsicobiolÛgicos de mulheres freq¸entadoras de Academia de Gin·stica n„o seria benÈfico para as alunas se as academias contassem com profissionais da ·rea de Psicologia ou Psican·lise para uma orientaÁ„o mais condizente com as necessidades dessas alunas?

Outro fenÙmeno atÈ certo ponto triste que esse estudo revelou È que as pesquisadas pouco se importam em fazer amigos. Esse dado contradiz a grande maioria de teÛricos behavioristas e autores que dizem que a academia de gin·stica È um local para socializaÁ„o. A TABELA 2 demonstra n„o ser verdadeira essa afirmativa.

Um estudo fenomenolÛgico mais profundo em todas as regiıes do paÌs possivelmente proporcionar· conhecimentos que nos ajudem a rever e mudar conceitos enraizados nas nossas mentes. Esperamos que novos conceitos permita- nos olhar e ver nossas alunas de academia na sua verdadeira essÍncia para assim tornar a academia de gin·stica um verdadeiro local de promoÁ„o da sa˙de e bem estar geral.

Acreditamos que essas hipÛteses se confirmadas possam ajudar muito as Alunas, as Academias e os Professores de EducaÁ„o FÌsica, aumentando o Ìndice de aderÍncia dessas alunas ‡s atividades fÌsicas em Academia de Gin·stica

BIBLIOGRAFIA

47

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234-238

REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA DE ESPORTE

48

15.MATTOS, Mauro G.; ROSSETTO JR. Adriano JosÈ; BLECHER, Shelly. Teoria e Pr·tica da Metodologia da Pesquisa em EducaÁ„o FÌsica S‚o Paulo

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1 a . ed. Editora Puc-Rio 2006

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23. RUDIO, Franz Victor. IntroduÁ„o ao Projeto de Pesquisa Cientifica.

R.Janeiro Editora Vozes (2003)

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25. SABA , Fabio . Determinantes da pr·tica de exercÌcio fÌsico em academias

de gin·stica. S„o Paulo, 1999. DissertaÁ„o de Mestrado-USP

26. SABA, Fabio. Gest„o de Atendimento para Academis de Gin·stica.

Editora Manole, 2004

27. SOARES, Themis. MotivaÁ„o e AderÍncia de Mulheres Ativas: Um

estudo de fatores determinantes da Atividade FÌsica- R.Janeiro 2005

28. TUNICO, Alecsandro Bariani. Monografia A Agressividade Moral da

Propaganda e o Paradoxo da SeduÁ„o: O Caso Duloren, 2005

http://gestcorp.incubadora.fapesp.br/portal/monografias/pdf/78.p

ANEXO I

49

QUESTION£RIO PARA MONOGRAFIA DE CONCLUS O DE CURSO DE EDUCA« O FÕSICA

GRADUANDO: ADALBERTO A. DE SOUZA.

UNIVERSIDADE: UNIVERSIDADE PAULISTA-UNIP

1- Sexo: masc ( )

2- Idade:

Fem ( )

CAMPUS: INDIAN”POLIS

QUESTION£RIO

3- Estado Civil:

4- Grau de InstruÁ„o: 1 o .grau completo ( )

5- Profiss„o:

2 o . grau incompleto ( )

Superior (Incompleto)

1 o . Grau incompleto ( )

2 o . grau completo ( )

Superior Completo ( )

6- Hor·rio de Treino: Manh„ ( ) Tarde ( )

Noite

( )

7- H· quanto tempo abandou os treinos na academia?

8- Quantas vezes por semana vocÍ treinava?

9- Qual a duraÁ„o de cada Sess„o: atÈ 45 min ( )

De 45 a 60 min (

)

de 60 a 90 min

(

)

90 min ou mais

(

)

10- Fuma ?

Sim

(

)

N„o

(

)

12- Tipo de exercÌcio que praticava

a- Esteira

(

)

b- Bike

(

)

c- Spinning

(

)

d- Alongamento ( )

e- Lutas

(

)

f- MusculaÁ„o ( )

g- Gin·stica localizada ( )

h- Outros

50

13- Motivos que fizeram com vocÍ abandonasse os treinos:

a- Falta de Tempo ( )

b- VariaÁ„o Clim·tica (calor/Frio) ( )

c- Falta de companhia ( )

d- DifÌcil acesso ‡ academia ( )

e- Treinos muito fortes ( )

51

f- O treino que me passavam n„o atingiram os objetivos (

 

)

g- Os treinos eram muito chatos ( )

 

h- SÛ podia fazer o que o professor mandava ( )

i-

Os professores n„o conseguiram me motivar ( )

 

j- Falta de motivaÁ„o PrÛpria ( )

k- Salas com muitos Alunos

l- Academia com poucos alunos no meu hor·rio ( )

 
 

m- O som era muito alto

(

)

n- N„o gostei do ambiente ( )

o- O Treino n„o permite conversar ( )

p- Professores mal preparados ( )

52

q- Professores davam atenÁ„o sÛ para as bonitinhas ( )

r- Dificuldade Financeira

14- O que vocÍ esperava que o treino na academia fosse proporcionar:

a-

diminuiÁ„o do stress ( )

b-

DiminuiÁ„o da ansiedade ( )

c-

Melhora da qualidade do sono ( )

d-

Bem estar geral ( )

e-

Novos amigos ( )

g-

Melhoria da estÈtica corporal ( )

h-

Prazer e alegria

i-

DiminuiÁ„o da Depress„o ( )

j-

ResistÍncia ao cansaÁo ( )

k-

Outros

53

16- VocÍ foi entrevistada por algum professor antes do seu primeiro treino?

Sim

(

)

N„o

(

)

17- Na entrevista o professor preocupou-se em saber sobre:

a-

Sua press„o arterial ( )

b-

Seus objetivos na academia ( )

c-

Se vocÍ tem atestado mÈdico de sa˙de para treinar ( )

d-

Se vocÍ tem filhos ( )

e-

Sua idade

(

)

54

g-

O que vocÍ quer melhorar no seu corpo ( )

h-

Se vocÍ se sente magra ( )

i-

Se seu ciclo menstrual È normal sem cÛlicas ( )

j-

Se vocÍ sofre de TPM ( )

k-

O perÌodo do mÍs que vocÍ fica menstruada ( )

l-

Se vocÍ È casada ( )

m-

Se vocÍ È feliz (

)

18- O que vocÍ respondeu ao professor nas questıes:

b:

c:

f:

g:

h:

i:

m:

55

19- J· experimentou treinar em outro ambiente fora da academia?

Sim (

)

N„o

(

)

20- Se fosse possÌvel vocÍ fazer um treino de qualidade em 40 minutos 3 vezes por semana, te ajudaria?

Sim

(

)

N„o

(

)