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DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Ação Penal – Sujeitos do Processos – Denúncia Produção: Equipe Pedagógica

DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Ação Penal – Sujeitos do Processos – Denúncia

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AÇÃO PENAL – SUJEITOS DO PROCESSOS – DENÚNCIA

AÇÃO PENAL

• Prevista nos arts. 29 a 33, CPPM.

• Regra: pública incondicionada (propostas pelo MPM ou MP Estadual).

Princípios: oficialidade, obrigatoriedade e indisponibilidade (impossibili- dade de desistência da ação penal).

• Privada Subsidiária (acontece a partir da inércia do MP) – Art. 5°, LIX, CF – 6 meses após o prazo proposto ao MP.

• Representação do Ministro da Justiça – Arts. 136 a 141 CPM. Condição de procedibilidade. Crimes previstos: hostilidade contra país estrangeiro, provocação a país estrangeiro, ato de jurisdição indevida, violação de terri- tório estrangeiro, entendimento para empenhar o Brasil à neutralidade ou à guerra, entendimento para gerar conflito ou divergência com o Brasil.

para gerar conflito ou divergência com o Brasil. Direto do concurso 1. No sistema penal militar,

Direto do concurso

1. No sistema penal militar, a ação penal deve ser, via de regra, pública incon- dicionada, salvo em relação a determinados crimes, previstos de forma ex- pressa e excepcional, que impõem a observância da requisição ministerial; admite-se, ainda, a ação penal privada subsidiária da pública.

ainda, a ação penal privada subsidiária da pública. Comentário A ação no processo penal militar é,

Comentário

A ação no processo penal militar é, em regra, pública e deve ser promovida por denúncia do Ministério Público Militar (princípio da oficialidade). Não existe, no âmbito do processo penal militar, a ação privada personalíssima. A ação penal privada subsidiária da pública deve ser admitida, por tratar-se de expressa previsão constitucional.

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Ação Penal – Sujeitos do Processos – Denúncia Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online PROCESSO

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PROCESSO

Definição

Equipe Pedagógica Gran Cursos Online PROCESSO Definição “Sucessão de atos que se desenvolvem, relacionando-se num

“Sucessão de atos que se desenvolvem, relacionando-se num caminhar para

frente, no desdobramento das relações entre os sujeitos processuais” (Tornagui).

• Há 3 tipos de processos: conhecimento, cautelar e execução.

• O processo inicia-se com o recebimento da denúncia e efetiva-se com a citação. Extingue-se com a decisão definitiva irrecorrível.

• Lei n. 9.099: transação penal e suspensão condicional do processo não se aplicam.

Penal Militar. Habeas corpus. Deserção – CPM, art. 187. Crime militar próprio. Sus- pensão condicional do processo - art. 90-A, da Lei n. 9.099/95 – Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Inaplicabilidade, no âmbito da Justiça Militar. Consti- tucionalidade, face ao art. 98, inciso I, § 1º, da Carta da República. Obiter dictum:

inconstitucionalidade da norma em relação a civil processado por crime militar. O art. 90-A, da n. 9.099/95 - Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais -, com a redação dada pela Lei n. 9.839/99, não afronta o art. 98, inciso I, § 1º, da Carta da República no que veda a suspensão condicional do processo ao militar processado por crime militar. In casu, o pedido e a causa de pedir referem-se apenas a militar responsabilizado por crime de deserção, definido como delito militar próprio, não alcançando civil processado por crime militar. Obiter dictum: inconstitucionalidade da norma que veda a aplicação da Lei n. 9.099 ao civil processado por crime militar. Ordem denegada. HC 99743 / RJ. Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO Relator(a) p/ Acórdão: Min. LUIZ FUX. Julgamento: 06/10/2011 Órgão Julgador: Tribunal Pleno

PROCEDIMENTOS

• Ordinário (art. 384 a 450, CPPM): para crimes comuns.

• Especiais (arts. 451 a 498, CPPM). Crimes: deserção e insubmissão, HC, restauração de autos e correição parcial.

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DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Ação Penal – Sujeitos do Processos – Denúncia

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• Justiça Militar Federal: Conselho Especial e permanente, responsáveis pelo julgamento de oficiais e praças. Juiz singular: Exceto interrogatório, acare- ação e inquirição de testemunhas, os demais atos pode singularmente ou os que, justificadamente, forem praticados fora da sede (mas sempre no território da circunscrição).

• Preferência na instrução: réus presos e, entre os presos, os de prisão mais antiga.

• Na fase de instrução, o Conselho pode funcionar com maioria Juiz, Presi- dente e mais um membro. No julgamento, todos presentes.

• Uma vez acusado o militar, não pode ser transferido ou removido até sen- tença, salvo motivo relevante. Não será transferido para a reserva, salvo se atingir idade limite ou em caso de incapacidade definitiva.

Prazos

Prazo para conclusão: 50 dias preso e 90 dias para réu solto, a contar do recebimento da denúncia. Não será computada a demora imputada ao acusado, ou da necessidade de apuração do fato delituoso, como inquirição de testemunha de defesa, questões prejudiciais, perícia, precatória, diligências ou outro motivo de força maior justifi- cado pelo juiz.

JUIZ, AUXILIARES E PARTES DO PROCESSO

Juiz

Cidadão investido de autoridade pública com o poder para exercer a ativi- dade jurisdicional, julgando os conflitos de interesse que são submetidos a sua apreciação. Garantias para exercer a função de juiz: vitaliciedade, inamovibili- dade e irredutibilidade de subsídio.

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Ação Penal – Sujeitos do Processos – Denúncia Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online Auxiliares

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Auxiliares

Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online Auxiliares Escrivão, oficial de justiça. Diligências realizadas

Escrivão, oficial de justiça. Diligências realizadas entre 6 e 18 horas. Perito s e intérpretes – exame realizado por profissional especialista, desti - nado a verificar Peritos e intérpretes – exame realizado por profissional especialista, desti- nado a verificar ou esclarecer determinado fato. Nomeados pelo juiz, preferen- cialmente entre oficiais da ativa (compromisso) – não pode ser recusado.

O ss.: Não podem ser peritos: interdição que o inabilite para o exercício de função pública; prestado depoimento ou opinado no processo; não tiver habilitação ou idoneidade para o desempenho, menores de 21 anos.

PARTES

Acusador

CF, Art. 127 - Ministério Público é instituição permanente, essencial a função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. MPU e MPM têm mesmas garantias da magistratura.

Assistente

O ofendido, seu representante legal e seu sucessor. Ao assistente é permi- tido: propor meios de prova; requerer perguntas às testemunhas, depois do MP; apresentar quesitos em perícia; juntar documentos; arrazoar os recursos inter- postos pelo MP; participar do debate oral. Admitido enquanto não passar em jul- gado a sentença.

Acusado Ac

Sempre será auxiliado por um advogado. Na falta de advogado, recorre à Defensoria Pública ou advogado dativo. Em caso de renúncia do advogado, não há possibilidade de nomeação imediata de defensor.

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Nomeado para acusado incapaz. Para menores de 21 anos, é necessário também um curador. No entanto, o entendimento do STM é diferente.

um curador. No entanto, o entendimento do STM é diferente. Direto do concurso 2. O ingresso

Direto do concurso

2. O ingresso na carreira do Ministério Público Militar deve ser precedido de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Ad- vogados do Brasil e do comando supremo das Forças Armadas.

vogados do Brasil e do comando supremo das Forças Armadas. Comentário Não há participação do comando

Comentário

Não há participação do comando supremo das Forças Armadas no concurso do MPM.

3. Segundo a Constituição Federal, a Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. Contudo, um defensor público do Distrito Federal não tem legitimidade para defender os necessitados no STF, deven- do estes dirigirem-se ao Procurador-Geral da República.

do estes dirigirem-se ao Procurador-Geral da República. Comentário Compete ao Defensor Público-Geral Federal a

Comentário

Compete ao Defensor Público-Geral Federal a atuação perante o STF na defesa dos necessitados.

a atuação perante o STF na defesa dos necessitados. DENÚNCIA MP descreve o fato delituoso com

DENÚNCIA

MP descreve o fato delituoso com todas as suas circunstâncias, de acordo com a investigação realizada pela polícia judiciária militar, com a prova do crime e indicação de seu possível autor. Dirigida ao juiz. Arts 77, CPPM – indicação do juiz e do juízo militar, qualificação do acusado, tempo e local do crime, se conhecidos; qualificação do ofendido; designação da pessoa jurídica, pública ou privada ou a instituição militar que sofreu a ação cri-

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Ação Penal – Sujeitos do Processos – Denúncia Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online minosa;

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Denúncia Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online minosa; exposição do fato delituoso com todas as suas

minosa; exposição do fato delituoso com todas as suas circunstâncias; razões da convicção ou presunção da delinquência; classificação do crime; rol de teste- munha (pode dispensar se houver prova documental suficiente).

Rejeição da denúncia

Não contiver os elementos do art. 77, CPPM. São eles: fato não constituir crime militar; estiver extinta a punibilidade pela morte do agente, anistia, retroatividade da lei que não considera mais o fato como criminoso, prescrição; ressarcimento do dano no peculato culposo; coisa julgada; manifesta incompetência do juízo; ilegitimidade do acusador.

Prazo

Oferecimento 5 dias se o réu estiver preso e 15, se solto.

Prorrogação

Dobro pelo juiz, em caso excepcional; triplo, desde que o indiciado não esteja preso. O juiz se manifesta em 15 dias. Pedido de prorrogação enseja a liberdade do preso, mas pode ser decretada a preventiva. Omissão MP enseja ação privada subsidiária.

1. C

2. E

3. E

GABARITO

Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Fabiano Prestes.

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