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TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃOUNIASSELVI

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Técnicas de programação
Técnicas de
programação
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UNOPAR TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO Técnicas de programação ISBN 978-85-68075-94-4
UNOPAR
TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO
Técnicas de
programação
ISBN 978-85-68075-94-4
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Técnicas de programação

Anderson Emídio de Macedo Gonçalves Veronice de Freitas

- 04:36:41 - August 22, 2014 - PG-1 Técnicas de programação Anderson Emídio de Macedo Gonçalves
- 04:36:41 - August 22, 2014 - PG-1 Técnicas de programação Anderson Emídio de Macedo Gonçalves

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

F866t

Freitas, Veronice de Técnicas de programação / Veronice de Freitas, Anderson Emídio de Macedo Gonçalves. – Londrina:

Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. 192 p.

ISBN 978-85-68075-94-4

1. Lógica. 2. Estrutura. I. Gonçalves, Anderson Emídio de Macedo. II. Título.

CDD 005.133

p. ISBN 978-85-68075-94-4 1. Lógica. 2. Estrutura. I. Gonçalves, Anderson Emídio de Macedo. II. Título. CDD

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Sumário

Unidade 1 — Lógica proposicional

1

 

Seção 1 Proposição

4

1.1 Classificação de proposições lógicas

4

1.2 Tabela verdade

6

1.3 Exemplos de proposições

7

Seção 2 Conectivos

10

2.1 Negação

10

2.2 Conjunção

11

2.3 Disjunção

12

2.4 exclusiva

Disjunção

12

2.5 Implicação ou condicional

13

2.6 Implicacação bicondicional

13

2.7 Exemplos

14

Seção 3 Construção da tabela verdade Seção 4 Equivalências proposicionais

19

24

4.1 Tautologia, contradição e contingência

24

4.2 Tautologias

24

4.3 Contradição

25

4.4 Contingência

25

4.5 Equivalências lógicas

26

Unidade 2 — Introdução a algoritmos

43

Seção 1 Introdução ao desenvolvimento de algoritmos

46

1.1 Fases para desenvolvimento de algoritmos

46

1.2 Formas de representação de algoritmos

46

1.3 Variáveis e tipo de dado

54

de algoritmos 46 1.2 Formas de representação de algoritmos 46 1.3 Variáveis e tipo de dado

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iv

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Seção 2 Instruções primitivas

62

2.1 Comandos de atribuição

62

2.2 Comandos de saída de dados (escreva)

62

2.3 Comando de entrada de dado (leia)

63

Seção 3 Tipos de operadores

67

3.1 Operadores

aritméticos

67

3.2 Operadores

relacionais

68

3.3 Operadores

lógicos

68

Seção 4 Estrutura sequencial

72

4.1 Estrutura sequencial — exemplo (pseudocódigo e fluxograma)

72

4.2 Estrutura sequencial — exemplo (simulação — teste de mesa)

74

4.3 Estrutura sequencial — exemplo (resolução)

75

Unidade 3 — Estrutura de controle

89

Seção 1 Estrutura condicional

92

1.1 Estrutura condicional — simples

92

1.2 Estrutura condicional composta — se-então-senão

93

1.3 Estrutura condicional encadeada

97

Seção 2 Estrutura caso

102

2.1 Exemplos de algoritmos — múltipla escolha

102

Seção 3 Laço enquanto (while)

105

3.1 Variáveis contadoras e acumuladoras

105

3.2 Exemplos — pseudocódigo — simulação

107

3.3 Exemplos — enquanto / faça (pseudocódigo)

109

Seção 4 Repetição com teste no final

114

4.1 Exemplo — repita / até (pseudocódigo / simulação)

114

4.2 Exemplo — pseudocódigo

115

Seção 5 Repetição incondicional — número predefinido de repetições

118

5.1 Exemplos — para / fimpara (pseudocódigo / simulação)

118

5.2 Exemplo — para / para (pseudocódigo)

120

Exemplos — para / fimpara (pseudocódigo / simulação) 118 5.2 Exemplo — para / para (pseudocódigo)

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Sumário

v

Unidade 4 — Estrutura de dados homogênea

e heterogênea

137

Seção 1 Matrizes de uma dimensão ou vetores

141

1.1 Delaração de matriz unidimencional

141

1.2 Atribuição de uma matriz do tipo vetor

142

1.3 Leitura de dados de uma matriz do tipo vetor

142

1.4 Escrita de dados de uma matriz do tipo vetor

143

1.5 Exemplo de algoritmos

144

Seção 2 Estrutura de dados homogênea (matrizes)

150

2.1 Representação dos índices de uma matriz bidimencional

150

2.2 Delaração de matriz bidimencional

151

2.3 Atribuição de uma matriz de duas dimensões

151

2.4 Leitura de dados de uma matriz de duas dimensões

152

2.5 Apresentando dados de uma matriz de duas dimensões

153

2.6 Estrutura homogênea em C#

160

Seção 3 Estrutura de dados heterogêneas (registros)

167

153 2.6 Estrutura homogênea em C# 160 Seção 3 Estrutura de dados heterogêneas (registros) 167

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Apresentação

Apresentação

Apresentação
Apresentação
Apresentação

Um algoritmo é uma sequencia de instruções finita e ordenada de forma lógica para a resolução de uma determinada tarefa ou problema. Como exemplo é pos- sível citar os algoritmos das operações básicas (adição, multiplicação, divisão e subtração). Até mesmo as coisas mais simples podem ser descritas por sequências lógicas. Por exemplo:

Uma dona de casa: preparar um bolo. Um motorista: trocar um pneu furado. Um matemático: resolver uma equação. Os algoritmos podem ser representados de várias formas, como:

algoritmos podem ser representados de várias formas, como: Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma
algoritmos podem ser representados de várias formas, como: Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma
algoritmos podem ser representados de várias formas, como: Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma
algoritmos podem ser representados de várias formas, como: Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma
algoritmos podem ser representados de várias formas, como: Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma
algoritmos podem ser representados de várias formas, como: Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma

Através de uma língua (português, inglês, etc.): forma utilizada nos manuais de instruções, nas receitas culinárias, bulas de medicamentos etc. Através de uma linguagem de programação (Pascal, C, Delphi etc.): esta forma é utilizada por alguns programadores experientes, que “pulam” a etapa do projeto do programa (algoritmo) e passam direto para a programação em si; Através de representações gráficas: são indicados para elaboração de algo- ritmos na fase inicial de programação. É considerado de fácil compreensão, já que são representados em forma de “desenho” (diagrama, fluxograma). Cada uma dessas formas de representar um algoritmo tem suas vantagens e desvantagens, cabe à pessoa escolher a forma que melhor lhe convir. Neste livro, serão apresentadas três formas de representação de algoritmos, são elas:

Narrativa (forma descritiva); Fluxograma (diagrama de fluxo); Português Estruturado (Pseudocódigo, Portugol ou Pseudolinguagem). É comum que professores da área de computação observem a grande dificul- dade que seus alunos têm em formalizar o raciocínio. Seu aprendizado requer o aprendizado dos fundamentos da lógica. Por esse motivo, optamos por iniciar o livro com uma exposição da lógica matemática, apresentando uma introdução à lógica proposicional.

por iniciar o livro com uma exposição da lógica matemática, apresentando uma introdução à lógica proposicional.
por iniciar o livro com uma exposição da lógica matemática, apresentando uma introdução à lógica proposicional.
por iniciar o livro com uma exposição da lógica matemática, apresentando uma introdução à lógica proposicional.
por iniciar o livro com uma exposição da lógica matemática, apresentando uma introdução à lógica proposicional.

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viii

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Na metodologia adotada, busca-se, por meio da narrativa do livro, introduzir o lei- tor ao contexto do desenvolvimento de algoritmos de forma que ele vá se habituando

a este meio, dominando gradualmente os conceitos que envolvem a complexidade

dessa disciplina. Com este intuito, na Unidade 1, são abordados conceitos relacionados à lógica matemática. Essa abordagem contempla o estudo das sentenças declarativas, tam- bém conhecidas como proposições, e tem o objetivo de elaborar procedimentos que permitam obter um raciocínio correto na investigação da verdade, distinguindo os argumentos válidos daqueles que não o são. Essa lógica tem sido utilizada em todas as áreas das ciências exatas, biológicas e humanas. Nessa unidade serão abordados conceitos básicos de raciocínio lógico: proposições, valores lógicos das proposições, número de linhas da tabela verdade, conectivos, proposições simples e proposições compostas. Na Unidade 2, iniciam-se os estudos dos conceitos relacionados à programação, que é a arte de fazer com que o computador faça exatamente o que desejamos que ele faça. Dessa forma, programar é criar uma rotina para que, seguindo uma lógica, possamos alcançar a resolução de um problema computacional. Nessa unidade são apresentadas três formas de representação de algoritmos: narrativa, fluxograma e pseudocódigo. Além de conceitos de variáveis, tipos de dados, instruções primitivas

e algoritmos sequenciais. Na Unidade 3 é apresentado outro grupo de estrutura: as estruturas de controle condicional e as estruturas de controle de repetição. A estrutura Condicional possi- bilita a escolha de um grupo de ações e estruturas a serem executadas quando deter- minadas condições são ou não satisfeitas. A Estrutura Condicional pode ser simples, composta ou encadeada. Em relação às estruturas de repetição, o objetivo é executar uma instrução (ou conjunto de instruções) repetidas vezes, enquanto (ou até que) uma dada condição seja satisfeita. Serão abordados três tipos de repetição: com teste condicional no início, com teste condicional no final e com variável de controle. Na Unidade 4, são incluídas as estruturas de dados homogêneas e heterogêneas. Até esta unidade foram utilizados tipos de dados básicos, com variáveis simples:

real, inteiro, literal, caractere e lógico. Nessa unidade serão apresentadas situações em que os tipos de dados básicos não são suficientes para resolver os problemas. As estruturas homogêneas podem ser classificadas como vetores (unidimensionais) e matrizes (bidimensionais). Nesse tipo de estrutura é possível armazenar um conjunto de informações de um mesmo tipo em uma única variável. Para casos que necessitam de vários dados com tipos diferentes dentro de uma mesma estrutura serão utilizadas as estruturas heterogêneas (registros).

dados com tipos diferentes dentro de uma mesma estrutura serão utilizadas as estruturas heterogêneas (registros).

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Unidade 1 Lógica proposicional Anderson Emídio de Macedo Gonçalves Veronice de Freitas Objetivos de aprendizagem:
Unidade
1
Lógica proposicional
Anderson Emídio de Macedo Gonçalves
Veronice de Freitas
Objetivos de aprendizagem: A lógica matemática (ou lógica simbó-
lica) trata do estudo das sentenças declarativas também conhecidas
como proposições, as quais devem satisfazer aos dois princípios funda-
mentais seguintes: Princípio do terceiro excluído — uma proposição só
pode ser verdadeira ou falsa, não havendo outra alternativa. Princípio
da não contradição — uma proposição não pode ser ao mesmo tempo
verdadeira e falsa. O objetivo desta unidade é abordar os conceitos
de proposição, proposição simples e composta, conectivos lógicos e
tabelas verdade.
Seção 1:
Proposições
Todo conjunto de palavras ou símbolos que exprimem
um pensamento de sentido completo. As proposições
podem ser classificadas em simples ou atômicas e com-
postas ou moleculares. Chama-se proposição simples ou
proposição atômica aquela que não contém nenhuma
outra proposição como parte integrante de si mesma.
As proposições simples são geralmente designadas
pe-
las letras latinas minúsculas p, q, r, s
,
chamadas letras
proposicionais. As proposição composta ou proposição
molecular é aquela formada pela combinação de duas
ou mais proposições. As proposições compostas são
ha-
bitualmente designadas pelas letras latinas P, Q, R, S ,
também chamadas de letras proposicionais. Estas pro-
posições são unidas por conectivos: “e”, “ou”, “se
então”, “se e somente se” etc.
Estas pro- posições são unidas por conectivos: “e”, “ou”, “se então”, “se e somente se” etc.

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ConectivosSeção 2:

Seção 2:

 

Conectivos lógicos são palavras que usamos para formar novas proposições a partir de outras exis- tentes. As proposições compostas são formadas por proposições simples interligadas por conectivo. Usando conectivos, é possível criar proposições maio- res (ditas compostas) a partir de menores, de modo que o valor da proposição obtida dependa apenas do

valor das proposições iniciais. Os principais conectivos

lógicos são: não; e; ou; se

então, e se e somente

se, simbolizados respectivamente por: ¬, ∧ , ∨, →,

.

Construção da tabela verdadeSeção 3:

Seção 3:

Com o emprego das tabelas verdade das operações

lógicas fundamentais ~p, p ^ q, p v q, p q, p q,

é

possível construir a tabela verdade correspondente

qualquer proposição composta dada. O número de linhas da tabela verdade de uma proposição com- posta depende do número de proposições simples que a integram. E deve ser calculado utilizando a potência: 2n, sendo n o número de proposições simples.

a

Equivalências proposicionaisSeção 4:

Seção 4:

Se duas proposições compostas possuem os mesmos valores verdade, então elas são equivalentes. Isso permite, por exemplo, que se substitua uma propo- sição composta por outra equivalente na constru- ção de argumentos matemáticos. Uma proposição composta que é sempre verdadeira, independente dos valores verdade de suas proposições, é chamada de tautologia. Uma proposição composta que é

sempre falsa, independente dos valores verdade

de

suas proposições, é chamada de contradição. Uma proposição composta que não é nem tautologia, nem contradição, é chamada de contingência.

de contradição. Uma proposição composta que não é nem tautologia, nem contradição, é chamada de contingência.

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Lógica proposicional

3

Introdução ao estudo

Em lógica e matemática, uma lógica proposicional (ou cálculo sentencial) é um sis- tema formal no qual as fórmulas representam proposições que podem ser formadas pela combinação de proposições atômicas usando conectivos lógicos e um sistema de regras de derivação, que permite que certas fórmulas sejam estabelecidas como “teoremas“ do sistema formal. As proposições são sentença declarativa com valores verdadeiro ou falso. Por exemplo: “Maria gosta de João e de Pedro”; “Todos os seres humanos têm uma mãe”; “Cinco é maior que quatro”. As proposições transmitem pensamentos, isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados entes. Exemplos:

Japão está situado no continente africano.que formamos a respeito de determinados entes. Exemplos: lâmpada da sala está acesa. cidade de Recife

lâmpada da sala está acesa.Exemplos: Japão está situado no continente africano. cidade de Recife é a capital de Pernambuco. O

cidade de Recife é a capital de Pernambuco.no continente africano. lâmpada da sala está acesa. O A A Na linguagem natural nos acostumamos

O

A

A

Na linguagem natural nos acostumamos com vários tipos de proposições ou sentenças (JÚNIOR, 2013):

a) Declarativas Márcio é engenheiro.

(JÚNIOR, 2013): a) Declarativas Márcio é engenheiro. Todos os homens são mortais. b) Interrogativas Será que

Todos os homens são mortais.(JÚNIOR, 2013): a) Declarativas Márcio é engenheiro. b) Interrogativas Será que o Roberto vai ao cinema

b) Interrogativas

Será que o Roberto vai ao cinema hoje? Quantos alunos faltaram hoje à aula de
Será que o Roberto vai ao cinema hoje? Quantos alunos faltaram hoje à aula de
Será que o Roberto vai ao cinema hoje? Quantos alunos faltaram hoje à aula de

Será que o Roberto vai ao cinema hoje? Quantos alunos faltaram hoje à aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006?

aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!
aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!

c) Exclamativas

aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!
aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!
aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!
aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!

Feliz Natal! Vencemos! Passamos no vestibular!

aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!
aula de lógica? O Brasil ganhará a copa do mundo de 2006? c) Exclamativas Feliz Natal!

d) Imperativas

Não falte as aulas de lógica. Feche a porta. Fique calado. Estudaremos somente as proposições declarativas, pois elas podem ser facilmente classificadas em verdadeiras ou falsas.

Estudaremos somente as proposições declarativas, pois elas podem ser facilmente classificadas em verdadeiras ou falsas.
Estudaremos somente as proposições declarativas, pois elas podem ser facilmente classificadas em verdadeiras ou falsas.
Estudaremos somente as proposições declarativas, pois elas podem ser facilmente classificadas em verdadeiras ou falsas.
Estudaremos somente as proposições declarativas, pois elas podem ser facilmente classificadas em verdadeiras ou falsas.

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4

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Seção 1

Proposição

Sentença declarativa afirmativa sobre a qual tenha sentido afirmar que seja verdadeira ou falsa. Ou seja, conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um pensamento de sentido completo. Exemplos:

Lua é um satélite da Terra. (V)que exprimem um pensamento de sentido completo. Exemplos: copa do mundo em 2014 será realizada na

copa do mundo em 2014 será realizada na Alemanha. (F)completo. Exemplos: Lua é um satélite da Terra. (V) Recife é a capital de Pernambuco. (V)

Recife é a capital de Pernambuco. (V)(V) copa do mundo em 2014 será realizada na Alemanha. (F) 3/5 é um número inteiro.

3/5 é um número inteiro. (F)na Alemanha. (F) Recife é a capital de Pernambuco. (V) A A 3 2 = 9

A

A

3 2 = 9 (V) Princípios ou axiomas: a lógica matemática adota, como regras fundamentais do 2 = 9 (V) Princípios ou axiomas: a lógica matemática adota, como regras fundamentais do pensamento, os dois seguintes princípios (GENEROSO, 2013):

Princípio da não negação: uma proposição não pode ser verdadeira ou falsa ao mesmo tempo. : uma proposição não pode ser verdadeira ou falsa ao mesmo tempo.

Princípio do terceiro excluído: toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, isto : toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, isto

é, verifica-se sempre um destes casos e nunca um terceiro.

Quando pensamos, efetuamos muitas vezes certas operações sobre proposições, chamadas de operações lógicas. Estas obedecem a regras de um cálculo, denominado CÁLCULO PROPOSICIONAL. A linguagem de um cálculo proposicional consiste em:

um conjunto de símbolos primitivos, definidos como fórmulas atômicas, pro- posições atômicas, ou variáveis; eA linguagem de um cálculo proposicional consiste em: um conjunto de operadores, interpretados como operadores

um conjunto de operadores, interpretados como operadores lógicos ou conec- tivos lógicos.atômicas, pro- posições atômicas, ou variáveis; e 1.1 Classificação de proposições lógicas As

1.1 Classificação de proposições lógicas

As proposições lógicas podem ser classificadas em dois tipos: simples e compostas.

1.1.1 Proposições simples ou atômicas

Proposições simples (unitárias) são aquelas que não estão acompanhadas de outras proposições. Exemplos:

Pedro é estudante.

Pedro é estudante.

A Lua é um satélite da Terra.

A

Lua é um satélite da Terra.

Aristóteles era grego.

Aristóteles era grego.

O número 25 é quadrado perfeito.

O

número 25 é quadrado perfeito.

Eu estudo Lógica.

Eu estudo Lógica.

Lógica não é difícil.

Lógica não é difícil.

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.

A Beija-Flor foi a escola de samba campeã no carnaval do Rio em 2008.

A

Beija-Flor foi a escola de samba campeã no carnaval do Rio em 2008.

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil. A Beija-Flor foi a escola de samba campeã no carnaval

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Lógica proposicional

5

Além das proposições, a Lógica dispõe de uma função, chamada de “valor ló- gico”, que associa a cada proposição simples um de dois valores lógico, chamado “verdadeiro” (representado por V) ou “falso” (representado por F). Geralmente, o valor lógico V ou F é associado à proposição, em consonância com o significado da proposição no mundo real, embora isso não seja essencial (PINHO, 1999). Com esse sentido, podemos dizer que as proposições: “A Lua é o satélite da Terra”, “Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil” são verdadeiras, isto e, assumem o valor lógico V, e que as proposições: “Dante escreveu Os Lusíadas”, “O Brasil é uma monarquia” são claramente falsas e, portanto, assumem o valor lógico F. As proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p, q, r, s chamadas letras proposicionais. Exemplos:

,

Minha casa é grandep, q, r, s chamadas letras proposicionais. Exemplos: , Seus olhos são azuis. p: q: r:

Seus olhos são azuis.letras proposicionais. Exemplos: , Minha casa é grande p: q: r: Está calor. 1.1.2 Proposições compostas

p:

q:

r: Está calor.

casa é grande Seus olhos são azuis. p: q: r: Está calor. 1.1.2 Proposições compostas ou

1.1.2 Proposições compostas ou moleculares

As proposições compostas são obtidas combinando proposições simples por meio de certos termos chamados de conectivos. A Lógica dispõe de cinco conectivos: “e”, “ou”, “não”, “se – então”, e “se e somente se”. Utilizando esses conectivos podemos construir as seguintes proposições compostas:

Exemplos:

O número 6 é par e o número 8 é cubo perfeito.

O

número 6 é par e o número 8 é cubo perfeito.

João é magro e José é alto.

João é magro e José é alto.

Carlos é farmacêutico e Pedro é estudante.

Carlos é farmacêutico e Pedro é estudante.

Mário foi ao cinema, João foi ao teatro e Marcelo ficou em casa.

Mário foi ao cinema, João foi ao teatro e Marcelo ficou em casa.

Maria foi à praia ou ao mercado.

Maria foi à praia ou ao mercado.

O programa é bom e a internet é lenta.

O

programa é bom e a internet é lenta.

Mário foi ao cinema ou Marcelo ficou em casa.

Mário foi ao cinema ou Marcelo ficou em casa.

São designadas pelas letras latinas maiúsculas P, Q, R, S proposicionais. Exemplos:

P: Minha casa é grande e meu carro é azul.

P:

Minha casa é grande e meu carro é azul.

Q: Seus olhos são azuis ou verdes.

Q: Seus olhos são azuis ou verdes.

R: Se está calor, então é verão.

R:

Se está calor, então é verão.

,

chamadas de letras

Também são chamadas de fórmulas proposicionais ou fórmulas. Notação: P(q, r, s) – significa que P é uma proposição composta das proposições atômicas q, r e s.

ou fórmulas. Notação: P(q, r, s) – significa que P é uma proposição composta das proposições

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:42 - August 22, 2014 - PG-14

6

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Em geral, de acordo com Pinho (1999), as proposições simples são constituídas por um sujeito, um verbo, e seus complementos. Proposições como “se não cho- ver, vou à praia”, ou “vou aprender a dirigir e comprar um carro” são chamadas de proposições compostas, e são o resultado de operações sobre proposições simples.

1.2 Tabela verdade

Uma tabela verdade é uma tabela que contém as proposições nas colunas, e as possibilidades de valores verdade nas linhas. É comum expressar os resultados de uma proposição composta por meio de tabelas verdade, que permitem analisar seus valores verdade. As proposições podem ser avaliadas como verdadeiras (V) ou falsas (F). Por exemplo:

Quadro 1.1 Avaliando as proposições

Todo chumbo é metal

(V)

Todo metal é corpo

(V)

Todo chumbo é corpo

(V)

Todo corpo é um metal

(F)

Fonte: Do autor (2014).

A quantidade de linhas de uma tabela verdade é determinada por 2n, onde n é o nú- mero de proposições simples (termos) que compõem a proposição composta (fórmula).

Quadro 1.2 Tabela das possíveis combinações das proposições

p:

“João é competente.”

q:

“Maria é bonita.”

A

tabela ao lado representa todas as possíveis combina-

ções entre os valores lógicos (verdadeiros ou falsos) das proposições “p” e “q”. A partir dela, é possível utilizar diversos operadores para unir as duas proposições.

p

q

V

V

V

F

F

V

F

F

Fonte: Do autor (2014).

Na Seção 3, é exemplificado o processo para construir a tabela verdade.

F F V F F Fonte: Do autor (2014). Na Seção 3, é exemplificado o processo

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:42 - August 22, 2014 - PG-15

1.3 Exemplos de proposições

Lógica proposicional

7

Uma proposição é uma sentença declarativa que admite um e somente um dos dois valores lógicos Verdadeiro ou Falso.

Observe alguns exemplos de proposições:

Curitiba é a capital do Paraná.ou Falso. Observe alguns exemplos de proposições: É uma proposição cujo valor lógico é verdadeiro. Todos

É uma proposição cujo valor lógico é verdadeiro.

Todos os animais são mamíferos.É uma proposição cujo valor lógico é verdadeiro. É uma proposição cujo valor lógico é falso.

É uma proposição cujo valor lógico é falso.

Quero mais café! Traduz um desejo. Logo, não é uma proposição e, portanto, não é possível atribuir um Traduz um desejo. Logo, não é uma proposição e, portanto, não é possível atribuir um valor lógico.

e, portanto, não é possível atribuir um valor lógico. 5 + 3 = 8 É 4

e, portanto, não é possível atribuir um valor lógico. 5 + 3 = 8 É 4

e, portanto, não é possível atribuir um valor lógico. 5 + 3 = 8 É 4

5 + 3 = 8

É

4 > 6

É

8 – 3

Não é uma proposição. Não se pode atribuir um valor lógico a sentença.

uma proposição cujo valor lógico é verdadeiro.

uma proposição cujo valor lógico é falso.

Y > 4 Não é uma proposição, pois não é possível verificar a veracidade, uma vez que não Não é uma proposição, pois não é possível verificar a veracidade, uma vez que não se conhece o valor da variável Y. Trata-se de uma sentença aberta.

Ele é médico. Não é uma proposição, pois a palavra “ele” não esclarece de quem se fala e, Não é uma proposição, pois a palavra “ele” não esclarece de quem se fala e, portanto, não se pode atribuir o valor lógico à declaração.

Maria é fisioterapeuta.não se pode atribuir o valor lógico à declaração. É uma proposição, pois declara especificadamente a

É uma proposição, pois declara especificadamente a profissão da Maria.

Você gosta de melão? Trata-se de uma sentença interrogativa. Logo, não é uma proposição, pois não pode ser classificada Trata-se de uma sentença interrogativa. Logo, não é uma proposição, pois não pode ser classificada em verdadeira ou falsa.

de uma sentença interrogativa. Logo, não é uma proposição, pois não pode ser classificada em verdadeira

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8

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

- August 22, 2014 - PG-16 8 TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO   Atividades de aprendizagem   1.
 

Atividades de aprendizagem

 

1. Quais das sentenças abaixo são proposições?

 

a) A lua é feita de queijo verde.

b) Dois é um número primo.

c) O jogo vai acabar logo?

d) X 2 – 4 = 0.

2. Determinar o valor lógico de cada uma das seguintes proposições:

 

a) Tiradentes morreu afogado.

b) As diagonais de um paralelogramo são iguais.

c) O número 125 é cubo perfeito.

d) O produto de dois números ímpares é um número ímpar.

3. Determinar o valor lógico ( V ou F ) de cada uma das seguintes proposições.

 

a) Goiânia é a capital de Tocantins.

b) O número 25 é quadrado perfeito.

c) Todo número divisível por 5 termina com 5.

4. Determine se as proposições são Simples (S) ou Compostas (C):

 

a) Maria estuda e trabalha.

b) Mário é feio.

c) 3 é um número ímpar.

d) Márcia é jogadora ou estudante.

e) Paulo é rico e feliz.

f) 32 é múltiplo de 4.

g) Paris é a capital da França.

h) Pedro é estudioso e Maria é bonita.

i) Celso é pobre então é infeliz.

j) João é velho.

k) Ou Carla vai à festa ou fica em casa.

l) 13 é número e primo.

5. Marque as sentenças abaixo que são proposições, simples ou compostas. Para as sentenças que não são proposições, explique porque não o são:

 

a) João é alto.

b) Ela é bonita.

c) A casa é pequena.

proposições, explique porque não o são:   a) João é alto. b) Ela é bonita. c)

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Lógica proposicional

9

d) Quem está batendo à porta?

e) Talvez eu vá ao teatro.

f) 2 + 2 = 4.

g) x + y = 8.

h) O planeta Marte é habitado.

i) Possivelmente choverá hoje.

planeta Marte é habitado. i) Possivelmente choverá hoje. Para saber mais Introdução à lógica matemática

Para saber mais

Introdução à lógica matemática

<http://www.fernandozaidan.com.br/pit-grad/2011/MC/Aulas/Aula%201-%20Logica%20

Matematica.pdf>.

Casa do concurso

<http://concursos.acasadoconcurseiro.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Apostila_

Secretaria_da_Saude_Raciocinio_Logico_Edgar_Abreu_2.pdf>.

Método dinâmico de ensino

<http://equipe-exclusiva.com.br/downloads/raciocinio_logico.pdf>. Acessos em: 7 jun. 2014.

Acessos em: 7 jun. 2014. Questões para reflexão Toda frase a que você consiga

Questões para reflexão

Toda frase a que você consiga atribuir um valor lógico é preposição, ou seja, frases que podem ser VERDADEIRAS OU FALSAS.

Por exemplo:

Pedro é Feliz.frases que podem ser VERDADEIRAS OU FALSAS. Por exemplo: Carlos Estuda. Obs.: analise as frases a

Carlos Estuda.ser VERDADEIRAS OU FALSAS. Por exemplo: Pedro é Feliz. Obs.: analise as frases a seguir: →

Obs.: analise as frases a seguir: elas são proposições?

Que preguiça!Obs.: analise as frases a seguir: → elas são proposições? Quanto falta para as onze horas?

Quanto falta para as onze horas?Carlos Estuda. Obs.: analise as frases a seguir: → elas são proposições? Que preguiça! Independência ou

Independência ou morte!Estuda. Obs.: analise as frases a seguir: → elas são proposições? Que preguiça! Quanto falta para

frases a seguir: → elas são proposições? Que preguiça! Quanto falta para as onze horas? Independência
frases a seguir: → elas são proposições? Que preguiça! Quanto falta para as onze horas? Independência
frases a seguir: → elas são proposições? Que preguiça! Quanto falta para as onze horas? Independência

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10

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Seção 2

Conectivos

Em Lógica Simbólica, a ação de combinar proposições é chamada “operação”,

e os conectivos são chamados “operadores”, e são representados por símbolos es-

pecíficos; apresentamos a seguir as cinco operações lógicas, com seus respectivos conectivos e símbolos:

Quadro 1.3 Conectivos e símbolos

Operação

Conectivo

Símbolo

Exemplo

 

Conjunção

E

p

q

João é ator e Alagoano.

Disjunção

Ou

p

q

Irei ao cinema ou à praia.

Disjunção exclusiva

Xor

     

Ou Tiago é médico ou dentista,

p

q

mas não ambos.

Negação

Não

¬ ou ~

~ p

Não está chovendo

Condicional

se

então

p

q

Se chove, então faz frio.

Bicondicional

se e somente se

p

q

Vivo se e somente se sou feliz.

Fonte: Do autor (2014).

Quando a precedência não estiver explicitada através de parênteses, a seguinte ordem de precedência deve ser utilizada:

Quadro 1.4 Precedência / Exemplos

Operador

Precedência

 

Exemplos

 

Interpretação

 

¬ 1

 

p q r

 

p ( q r )

 

2

p

q r z

 

(

p q ) ( r z )

 

3

p

q r z

(

p ( q r ) ) z

 

4

5

 

Fonte: Do autor (2014).

Exemplo: A expressão p q r significa p (q r) e não (p q) r.

2.1 Negação

Chama-se de negação de uma proposição p a proposição representada por ~p

(não p) cujo valor lógico é verdadeiro (V) quando p é falsa e falso (F) quando p é verdadeiro. A negação também pode ser representada por : ¬. Simbolicamente:

“ ~ p “ = não p.

(F) quando p é verdadeiro. A negação também pode ser representada por : ¬. Simbolicamente: “

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Lógica proposicional

11

Quadro 1.5 Negação (~) e sua tabela da verdade

p

~p

V

F

F

V

Fonte: Do autor (2014).

Para uma proposição p, podemos formar a sua negação de qualquer um dos se- guintes modos (JÚNIOR, 2013):

“não é verdade que p”de qualquer um dos se- guintes modos (JÚNIOR, 2013): “é falso que p” “não“ em p

“é falso que p”guintes modos (JÚNIOR, 2013): “não é verdade que p” “não“ em p Exemplo: p: Lídia é

“não“ em p2013): “não é verdade que p” “é falso que p” Exemplo: p: Lídia é estudiosa. ~p:

Exemplo:

p: Lídia é estudiosa.que p” “é falso que p” “não“ em p Exemplo: ~p: Não é verdade que Lídia

~p: Não é verdade que Lídia é estudiosa.que p” “não“ em p Exemplo: p: Lídia é estudiosa. ~p: É falso que Lídia é

~p: É falso que Lídia é estudiosa.é estudiosa. ~p: Não é verdade que Lídia é estudiosa. ~p: Lídia não é estudiosa. p:

~p: Lídia não é estudiosa.Lídia é estudiosa. ~p: É falso que Lídia é estudiosa. p: João não foi ao cinema.

p: João não foi ao cinema.falso que Lídia é estudiosa. ~p: Lídia não é estudiosa. ~p: É falso que João não

~p: É falso que João não foi ao cinema.~p: Lídia não é estudiosa. p: João não foi ao cinema. p: Matemática discreta é fundamental

p: Matemática discreta é fundamental para Ciência da Computação.foi ao cinema. ~p: É falso que João não foi ao cinema. ~p: Matemática discreta não

~p: Matemática discreta não é fundamental para Ciência da Computação.discreta é fundamental para Ciência da Computação. p: Hoje é Quarta. ~p: Hoje não é Quarta.

p: Hoje é Quarta.discreta não é fundamental para Ciência da Computação. ~p: Hoje não é Quarta. 2.2 Conjunção Chama-se

~p: Hoje não é Quarta.para Ciência da Computação. p: Hoje é Quarta. 2.2 Conjunção Chama-se conjunção de duas proposições p

2.2 Conjunção

Chama-se conjunção de duas proposições p e q a proposição representada por p e

q

cujo valor lógico é verdadeiro quando ambas as proposições p e q são verdadeiras

e

falsas nos demais casos. Simbolicamente: “p q” = p e q.

Quadro 1.6 Conjunção () e sua tabela da verdade

p

Q

p q

V

V

V

V

F

F

F

V

F

F

F

F

Fonte: Do autor (2014).

da verdade p Q p ∧ q V V V V F F F V F

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12

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Exemplo 1:

p: Brasília é a capital do Brasil.22, 2014 - PG-20 12 TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO Exemplo 1: q: Hoje é sexta-feira. ∧ q:

q: Hoje é sexta-feira.Exemplo 1: p: Brasília é a capital do Brasil. ∧ q: Brasília é a capital do

q: Brasília é a capital do Brasil e hoje é sexta-feira. Exemplo 2:

é a capital do Brasil e hoje é sexta-feira. Exemplo 2: p p: Hoje é sexta.

p

p: Hoje é sexta.

p: Hoje é sexta.

q: Está chovendo hoje.

q: Está chovendo hoje.

p ^: Hoje é sexta e está chovendo hoje.

p

^: Hoje é sexta e está chovendo hoje.

2.3 Disjunção

Chama-se disjunção de duas proposições p e q a proposição representada por

p ou q cujo valor lógico é verdadeiro quando ao menos uma das proposições p e

q é verdadeira e falso quando ambas as preposições são falsas. Simbolicamente:

“p q” = p ou q.

Quadro 1.7 Disjunção () e sua tabela da verdade

p

Q

p q

V

V

V

V

F

V

F

V

V

F

F

F

Exemplo:

Fonte: Do autor (2014).

p: Ele cursará Cálculo.

p: Ele cursará Cálculo.

q: Ele cursará Álgebra linear.

q: Ele cursará Álgebra linear.

p ∨ q: Ele cursará Calculo ou Álgebra linear.

p

q: Ele cursará Calculo ou Álgebra linear.

 

Exemplo:

p: Brasília é a capital do Brasil.

p: Brasília é a capital do Brasil.

q: Hoje é sexta feira.

q: Hoje é sexta feira.

p v q: Brasília é a capital do Brasil ou hoje é sexta-feira.

p

v q: Brasília é a capital do Brasil ou hoje é sexta-feira.

2.4 Disjunção exclusiva

Chama-se disjunção exclusiva de duas proposições p e q a proposição repre- sentada por p ou q, mas não ambas, cujo valor lógico é verdadeiro (V) quando as proposições p e q têm valores lógicos diferentes. Simbolicamente: “p q” = p ou q, mas não ambos.

quando as proposições p e q têm valores lógicos diferentes. Simbolicamente: “p ∨ q” = p

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Lógica proposicional

13

Quadro 1.8 Disjunção exclusiva (v) e sua tabela da verdade

p

Q

p v q

V

V

F

V

F

V

F

V

V

F

F

F

Fonte: Do autor (2014).

Exemplo: “O novo aluno nasceu no Brasil ou na Argentina”. Note que a sentença

é verdadeira somente quando o aluno for brasileiro ou argentino, mas não os dois, pois não é possível alguém nascer em dois países ao mesmo tempo.

2.5 Implicação ou condicional

Chama-se condicional de duas proposições p e q a proposição cujo valor lógico

é falso (F) se a proposição p é verdadeira e q é falsa, e verdadeira nos demais casos. Simbolicamente: “p q” = se p então q.

Quadro 1.9 Tabela verdade: Condicional ()

p

Q

p q

V

V

V

V

F

F

F

V

V

F

F

V

Fonte: Do autor (2014).

Exemplo 7: “Se ele for eleito, aumentará o salário mínimo”. Exemplo:

p: NONONO é eleito.ele for eleito, aumentará o salário mínimo”. Exemplo: q: NONONO vai reduzir os impostos. p →

q: NONONO vai reduzir os impostos.o salário mínimo”. Exemplo: p: NONONO é eleito. p → q: Se NONONO for eleito, então

p → q: Se NONONO for eleito, então NONONO vai reduzir os impostos. q: Se NONONO for eleito, então NONONO vai reduzir os impostos.

2.6 Implicacação bicondicional

Chama-se proposição bicondicional uma proposição cujo valor lógico é verda- deiro (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou ambas falsas, e falsa (F) nos demais casos. Simbolicamente: “p q” = p se e somente se q.

ambas verdadeiras ou ambas falsas, e falsa (F) nos demais casos. Simbolicamente: “p ↔ q” =

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-22

14

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Quadro 1.10 Tabela verdade: bicondicional ()

p

Q

p q

V

V

V

V

F

F

F

V

F

F

F

V

Fonte: Do autor (2014).

Exemplo: “Você pode entrar na faculdade se e somente se for aprovado no vestibular”.

2.7 Exemplos

O Quadro 1.11 representa várias formas juntamente com a interpretação e seu correspondente valor lógico.

Quadro 1.11 Exemplos

Fórmula

Fatos

Interpretação

Valor lógico

 

P

P: Chove em Lisboa

V

V

 

¬P

P: Chove em Lisboa

V

F

 

P: Chove em Lisboa Q: Faz sol em Coimbra

V

 

P

Q

V

V

 

P: Chove em Lisboa Q: Faz sol em Coimbra

F

 

P

Q

V

F

 

P: Chove em Lisboa Q: Faz sol em Coimbra

F

 

P

Q

V

V

 

P: Chove em Lisboa Q: Faz sol em Coimbra

F

 

P

Q

F

F

 

P: Choveu Q: O piso está molhado

V

 

P

Q

V

V

 

P: Choveu Q: O piso está molhado

V

 

P

Q

F

F

 

P: Choveu Q: O piso está molhado

F

 

P

Q

V

V

 

P: Choveu Q: O piso está molhado

F

 

P

Q

F

V

 

P: João é irmão de Pedro Q: Pedro é irmão de João

V

 

P

Q

V

V

 

P: João é irmão de Pedro Q: Pedro é irmão de João

V

 

P

Q

F

F

 

P: João é irmão de Pedro Q: Pedro é irmão de João

F

 

P Q

F

V

Fonte: Reis (2013).

  P: João é irmão de Pedro Q: Pedro é irmão de João F   P

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Lógica proposicional

15

04:36:43 - August 22, 2014 - PG-23 Lógica proposicional 15 Para saber mais Faculdades Pitágoras de

Para saber mais

Faculdades Pitágoras de Uberlândia Sistemas de Informação

Prof. Walteno Martins Parreira Júnior

Lógica matemática e computacional

<http://www.waltenomartins.com.br/lmc_apo.pdf>.

Os fundamentos: lógica e demonstrações

<http://www.mat.ufmg.br/~michel/inicmat2010/livros/Rosen1.pdf>. Acessos em: 7 jun. 2014.

Acessos em: 7 jun. 2014.   Atividades de aprendizagem   1. Dê a
 

Atividades de aprendizagem

 

1. Dê a negação das seguintes proposições:

 

a) O processador é rápido, mas a impressora é lenta.

b) O processador é rápido ou a impressora é lenta.

c) Pepinos são verdes e não têm sementes.

d) A comida é boa ou o serviço é excelente.

e) Nem a comida é boa nem o serviço é excelente.

2. Dê o valor verdade das proposições abaixo:

 

a) Se a Lua é um satélite então a terra é um planeta.

b) Um corpo celeste não é um satélite se gira em torno de um planeta.

c) Se Lilo é um gato, então tem quatro patas. (considere que existe um gato chamado Lilo).

d) Se a Terra é uma estrela então a Lua é um planeta.

3. Dê o valor verdade das seguintes proposições:

 

a) Amarelo será preto se, e somente se, vermelho for branco.

b) 3 + 4 = 7 se e somente se 8 x 5 = 50.

c) 1 + 1 = 4 se, e somente se, 7 + 3 = 10.

d) Azul não é verde se, e somente se, preto for lilás.

e) Não é verdade que 1 + 1 = 3 se, e somente se, 2 + 2 = 5.

4. Sejam as proposições:

 
 

p: Marcos é alto e q: Marcos é elegante.

Traduzir para a linguagem simbólica as proposições abaixo:

a) Marcos é alto e elegante.

b) Marcos é alto, mas não é elegante.

simbólica as proposições abaixo: a) Marcos é alto e elegante. b) Marcos é alto, mas não

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-24

16

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

c) Não é verdade que Marcos é baixo ou elegante.

d) Marcos não é nem alto e nem elegante.

e) Marcos é alto ou é baixo e elegante.

5. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem simbólica as seguin- tes proposições:

a) Carlos é alto e elegante.

b) Carlos é alto, mas não é elegante.

c) Não é verdade que Carlos é baixo ou elegante.

d) Carlos não é nem alto e nem elegante.

e) Carlos é alto ou é baixo e elegante.

f) É falso que Carlos é baixo ou que não é elegante.

6. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem simbólica as seguin- tes proposições

p: Paula é rica e q: Paula é feliz.

a) Paula é pobre, mas feliz.

b) Paula é rica ou infeliz.

c) Paula é pobre e infeliz.

d) Paulo é pobre ou rica, mas infeliz.

7. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem simbólica as seguin- tes proposições:

p: Felipe fala francês e q: Felipe fala inglês e r: Felipe fala alemão.

a) Felipe fala francês ou inglês, mas não fala alemão.

b) Felipe fala francês e inglês, ou não fala francês e alemão.

c) É falso que Felipe fala francês, mas que não fala alemão.

d) É falso que Felipe fala inglês ou alemão, mas que não fala francês.

8. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem corrente as seguintes proposições:

p: Está frio e q: Está chovendo.

a) ~p

d) q p

g) ~p ^ ~q

b) p ^ q

e) p ~q

h) p ~q

c) p v q

f) p v ~q

i) p ^ ~q p

9. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem corrente as seguintes proposições:

p: Eduardo é rico e q: Murilo é feliz.

a) q

b) p v ~q

p

c) q ~p

d) ~p q

e) ~p ^ q p

proposições: p: Eduardo é rico e q: Murilo é feliz. a) q b) p v ~q

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-25

Lógica proposicional

17

10. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem corrente as seguintes proposições:

p: Roberto fala inglês e q: Roberto fala alemão.

a) q v p

b) p ^ q

c) p ^ ~q

d) ~p ^ ~q

e) ~(~p ^ ~q)

11. Sejam as proposições p e q, traduzir para a linguagem corrente as seguintes proposições:

p: Matheus é gaúcho e q: Thiago é paulista.

a) ~(~p ^ ~q)

b) ~(~p v ~q)

c) p ~q

d) ~p ~q

12. Sejam as seguintes proposições simples:

p: “Tiradentes morreu afogado” e q: “Jaime é gaúcho”.

Traduzir para linguagem natural, as seguintes proposições compostas:

a) p q

b) p q

c) ~p q

13. Sejam as proposições:

p: João joga futebol. q: Pedro joga tênis.

Traduzir as fórmulas lógicas para o português.

a) p q

b) p q

c) p ~q

d) p ~q

14. Sejam as proposições:

e) ~p ~q

f) ~p ~q

p: A bola é vermelha. q: O bambolê é amarelo.

Traduzir as fórmulas lógicas para o português.

a) p q

b) p q

c) p ~q

d) ~p ~q

e) ~p ~q

15. Considere as proposições:

p: Está frio e q: Está chovendo.

Traduza para a linguagem corrente as seguintes proposições apresentadas na linguagem simbólica:

a) ~p

b) p Λ q

c) p v q

d) q p

e) p ~q

f) p v ~q

g) ~p Λ ~q

h) p ~q

16. Considere as proposições p: Está frio e q: Está chovendo. Traduza para a linguagem corrente as seguintes proposições:

a) p v ~q

c) ~p ^ ~q

e)

(p v ~q) (q

b) p q

d) p ~q

^~p)

as seguintes proposições: a) p v ~q c) ~p ^ ~q e) (p v ~q) ↔

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-26

18

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

- August 22, 2014 - PG-26 18 TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO Questões para reflexão Como exemplificado nesta
Questões para reflexão Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças
Questões para reflexão Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças
Questões para reflexão Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças
Questões para reflexão Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças

Questões para reflexão

Questões para reflexão Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças
Questões para reflexão Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças
Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças matemáticas. Qual o

Como exemplificado nesta seção, os conectivos lógicos são muito utilizados nas sentenças matemáticas. Qual o seu relacionamento com linguagens de programação de computadores?

muito utilizados nas sentenças matemáticas. Qual o seu relacionamento com linguagens de programação de computadores?
muito utilizados nas sentenças matemáticas. Qual o seu relacionamento com linguagens de programação de computadores?
muito utilizados nas sentenças matemáticas. Qual o seu relacionamento com linguagens de programação de computadores?

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Lógica proposicional

19

Seção 3

Construção da tabela verdade

Teorema: A tabela verdade de uma proposição composta com n proposições simples componentes contém 2 n linhas. Para determinar unicamente a tabela verdade, podemos estabelecer certas con- venções para sua construção:

a) Para as colunas:

1. Dispor as proposições componentes em ordem alfabética.

2. Dispor as operações na ordem de precedência determinada pelo Algoritmo Ordem de Precedência (com parênteses, se for o caso).

b) Para as linhas:

1. Alternar V e F para a coluna do último componente.

2. Alternar V V e F F para a coluna do penúltimo componente.

3. Alternar V V V V e F F F F para a coluna do antepenúltimo componente.

4. Prosseguir dessa forma, se houver mais componentes, sempre dobrando o numero de V’s e F’s para cada coluna à esquerda.

Exemplo: criando a tabela para duas; três e quatro proposições.

 

Exemplo: 3 proposições

p

q

r

Exemplo: 2 proposições

V

V

V

p

q

V

V

F

V

V

V

F

V

V

F

V

F

F

F

V

F

V

V

F

F

F

V

F

 

F

F

V

F

F

F

F V V V F V V F V F F F V F V V
F V V V F V V F V F F F V F V V

2 proposições 2 2 = 4 combinações

3 proposições 2 3 = 8 combinações

  F F V F F F 2 proposições 2 2 = 4 combinações 3 proposições

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-28

20

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

 

Exemplo: 4 proposições

 

9

r

s

t

V

V

V

V

V

V

V

F

V

V

F

V

V

V

F

F

V

F

V

V

V

F

V

F

V

F

F

V

V

F

F

F

F

V

V

V

F

V

V

F

F

V

F

V

F

V

F

F

F

F

V

V

F

F

V

F

F

F

F

V

F

F

F

F

F F V F F F F V F F F F 4 proposições 2 4

4 proposições 2 4 = 16 combinações

Exemplo 1: P(p, q) = ~(p ~q) Montando a tabela da verdade:

p

q

~p

p

~q

~(p ~q)

V

V

     

V

F

     

F

V

     

F

F

     

Resolução:

p

q

~p

p

~q

~(p ~q)

V

V

F

 

F

V

V

F

V

 

V

F

F

V

F

 

F

V

F

F

V

 

F

V

V F   F V V F V   V F F V F   F

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-29

Lógica proposicional

21

Exemplo 1: Para exemplificar, considere a expressão proposicional

(p q) ~ ((p r) ~ r)

A precedência das operações é dada por:

(p q) ~ ((p r) ~ r)

1

6

5

2

4

3

Montando a tabela da verdade:

p

q

r

pq

pr

~r

(pr) ~r

~((p r)~r)

(p

q)~ ((p r) ~r)

V

V

V

           

V

V

F

           

V

F

V

           

V

F

F

           

F

V

V

           

F

V

F

           

F

F

V

           

F

F

F

           
 

Resolução:

 

p

q

r

pq

pr

~r

(pr) ~r

~ ((p r)~r)

(p

q)~ ((p r) ~r)

V

V

V

V

V

F

F

V

V

V

V

F

V

F

V

V

F

V

V

F

V

F

V

F

F

V

V

V

F

F

F

F

V

V

F

F

F

V

V

V

F

F

V

F

V

F

V

F

V

V

V

V

F

V

F

F

V

V

F

F

V

F

V

F

F

F

V

V

V

V

F

V

V F V F F F V V V V F V Para saber mais Calculadora

Para saber mais

Calculadora – tabela verdade:

Monte qualquer tabela verdade automaticamente com esta prática calculadora

<http://www.calculadoraonline.com.br/tabela verdade>.

Método dinâmico de ensino

<http://equipe-exclusiva.com.br/downloads/raciocinio_logico.pdf>.

Construção da tabela verdade

<http://www.fernandozaidan.com.br/pit-grad/2011/MC/Aulas/Aula%202-%20tabelas%20

verdade.pdf>. Acessos em: 7 jun. 2014.

verdade.pdf>. Acessos em: 7 jun. 2014.

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22

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

- August 22, 2014 - PG-30 22 TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO Atividades de aprendizagem 1. Construa a
Atividades de aprendizagem 1. Construa a tabela verdade para as proposições a seguir: a) p
Atividades de aprendizagem
1.
Construa a tabela verdade para as proposições a seguir:
a) p ↔ ~q
p
q
~q
p ↔ ~q
b) ~p v q
p
q
~p
~p v q
c) (p ^ q) → ~(p v q)
p
q
p ^ q
p
v q
~(p v q)
(p ^ q) → ~(p v q)
d) (p ^ q) ↔ (p v r)
p
q
r
p
^ q
p v r
(p ^ q) ↔ (p v r)
p q p ^ q p v q ~(p v q) (p ^ q) → ~(p

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-31

Lógica proposicional

23

2. Construa a tabela verdade de cada uma das seguintes proposições:

a) p q p

b) p q p

c) p ~q

d) ~p ~q

e) p (~p ~q)

f) ~p q ~q p

3. Construir as tabelas verdade das seguintes proposições:

a) ~ p r q ~ r

b) p (p ~ r) q r

c) p r q ~ r

d) (p q r) (~ p q ~ r)

~ r d) (p ∧ q → r) ∨ (~ p ↔ q ∨ ~ r)

Questões para reflexão

Qual a regra para criar a tabela verdade?

Para qual finalidade é utilizada?

p ↔ q ∨ ~ r) Questões para reflexão Qual a regra para criar a tabela
p ↔ q ∨ ~ r) Questões para reflexão Qual a regra para criar a tabela
p ↔ q ∨ ~ r) Questões para reflexão Qual a regra para criar a tabela

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24

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

Seção 4

Equivalências proposicionais

Se duas proposições compostas possuem os mesmos valores verdade, então elas são equivalentes. Isso permite, por exemplo, que se substitua uma proposição com- posta por outra equivalente na construção de argumentos matemáticos.

4.1 Tautologia, contradição e contingência

Uma proposição composta que é sempre verdadeira, independente dos valores verdade de suas proposições, é chamada de tautologia. Uma proposição composta que é sempre falsa, independente dos valores verdade de suas proposições, é cha- mada de contradição. Uma proposição composta que não é e nem tautologia nem contradição é chamada de contingência. As fórmulas proposicionais são classificadas quanto aos valores lógicos, em pro- posições tautológicas, proposições contraválidas e proposições contingentes, que são assim definidas.

4.2 Tautologias

Chama-se tautologia toda proposição composta cuja última coluna da sua tabela verdade seja totalmente verdadeira, ou seja, é toda proposição composta que assume somente o valor V para todas as combinações possíveis de suas proposições simples. As tautologias são também denominadas proposições tautológicas ou proposições logicamente verdadeiras. Exemplos:

a) p v ~p: “Hoje vai chover ou hoje não vai chover”. Neste caso, a proposição apresentada tem que ser sempre verdadeira, já que uma ou outra das duas coisas tem que acontecer (é o chamado princípio do terceiro excluído).

p

~p

p v ~p

V

F

V

F

V

V

b) ~(p ^ ~p) é tautológica (é o chamado princípio da não contradição):

p

~p

p ~p

~(p ~p)

V

F

F

V

F

V

F

V

princípio da não contradição): p ~p p ∧ ~p ~(p ∧ ~p) V F F V

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-33

c) pv (q~ q) p

Lógica proposicional

25

p

q

~q

q~ q

pv (q~ q)

p v (q~ q) p

V

V

F

F

V

V

V

F

V

F

V

V

F

V

F

F

F

V

F

F

V

F

F

V

Portanto, dizer que uma proposição ou é verdadeira ou é falsa é sempre verdadeiro.

4.3 Contradição

É chamada de contradição toda proposição composta cuja última coluna da sua tabela verdade contenha somente a letra F (falsidade), ou seja, é toda proposição composta que assume somente o valor F para todas as combinações possíveis de suas proposições simples. As contradições são também denominadas proposições contraválidas ou propo- sições logicamente falsas. Exemplos:

a) p ^ ~p: “hoje é sábado e hoje não é sábado

 

p

 

~p

 

p

~p

V

 

F

 

F

F

 

V

 

F

b) p ~p

 
 

p

 

~p

 

p

~p

V

 

F

 

F

F

 

V

 

F

c) ~ p (p~ q)

 
 

p

q

~q

p~ q

 

~ p

~ p (p~ q)

V

V

F

F

 

F

F

V

F

V

V

 

F

F

F

V

F

F

 

V

F

F

F

V

F

 

V

F

Portanto, dizer que uma proposição pode ser simultaneamente verdadeira e falsa é sempre falso.

4.4 Contingência

Chama-se contingência toda proposição composta em que em sua tabela ver- dade, na última coluna, aparecem as letras V e F, pelo menos uma vez cada uma, ou

composta em que em sua tabela ver- dade, na última coluna, aparecem as letras V e

99575-978-85-6875-94-4-TÉCNICAS_DE_PROGRAMAÇÃO_28_07_2014.pdf, page 1 @ Preflight - 04:36:43 - August 22, 2014 - PG-34

26

TÉCNICAS

DE

PROGRAMAÇÃO

seja, contingência é toda proposição composta que não pode ser classificada como tautologia nem como contradição. As contingências são também denominadas proposições contingentes ou propo- sições indeterminadas. Exemplos:

a) p ~p

p

~p

p ~p

V

F

F

F

V

V

b) p v q p

p

q

p v q

p v q p

V

V

V

V

V

F

V

V

F

V

V

F

F

F

F

V

4.5 Equivalências lógicas

As proposições compostas p e q são chamadas logicamente equivalentes se p q é uma tautologia. A notação p q indica que as proposições p e q são logicamente equivalentes. Uma das formas de verificar se duas proposições p e q são equivalentes consiste em usar a tabela verdade. Elas serão equivalentes se as colunas que fornecem seus valores verdade forem idênticas.

) se e somente se a bicondicional P (p,

q, r,

(Teorema): P (p, q, r,

)

Q (p, q, r,

) Q (p, q, r,

) foi tautológica.

É importante lembrar que os símbolos e são distintos, pois, o bicondicio- nal é o resultado de uma operação lógica, enquanto a equivalência estabelece uma relação. Por exemplo, que a condicional p q é tautologia. Exemplo:

1. Demonstre, mediante o teorema acima descrito, que a proposição bicondicional (p ~ q c) (p q) é uma equivalência; onde V(c) = F. Resolução:

Para provarmos que (p~ q c) (p q) representa (p~ q c) (p q) deve-se mostrar que (p~ q c) (p q) é tautológica. Da tabela verdade têm-se:

p

q

c

~q

p~ q

p~ q c

p q

(p~ q c) (p q)

V

V

F

F

F

V

V

V

V