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Seminário de Iniciação à Docência da Universidade de Pernambuco - Seminid 2016 O PROGRAMA DE

Seminário de Iniciação à Docência da Universidade de Pernambuco - Seminid 2016

O PROGRAMA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Nazaré da Mata, Pernambuco, 22 de Novembro de 2016

CAMPUS MATA NORTE
CAMPUS
MATA NORTE

A GEOMETRIA ESPACIAL NA RECORRÊNCIA AO CONCRETO:

DA JUJUBA AO GEOGEBRA

GILVANEIDE NASCIMENTO SILVA

Universidade de Pernambuco/Campus Mata Norte/Coordenadora Subprojeto Pibid Interdisciplinar Matemática/gilns@bol.com.br

ADSON SARINHO GOMES

Universidade de Pernambuco/Campus Mata Norte/Bolsista Subprojeto Pibid Interdisciplinar Matemática/adsonsarinho@hotmail.com

MARIA APARECIDA DA SILVA BARBOSA

Universidade de Pernambuco CMN/Campus Mata Norte/Bolsista Subprojeto Pibid Interdisciplinar Matemática/masilvabarbosa@hotmail.com

Eixo-temático: Inovação pedagógica

Resumo: A geometria, cada vez mais, tem sido alvo de investigações quanto ao seu ensino e aprendizagem. A abordagem comumente formalista pode contribuir com dificuldades de aprendizagem, surgindo assim a necessidade do desenvolvimento de novas estratégias para os mesmos objetivos educacionais. Este estudo visa propor uma sequência didática que possui como prerrogativa propiciar uma aprendizagem mais significativa da geometria espacial em comparação à metodologia tradicional tomando como característica fundamental a recorrência ao concreto. A motivação deste trabalho se dá mediante resultados do SAEPE da escola campo de pesquisa, onde uma análise superficial sugere que os alunos apresentam resultados ruins em relação a conteúdos vistos em anos anteriores, incitando assim que a aprendizagem de tais conteúdos não tivera sido, de fato, significativa. Os conteúdos mais carentes foram do campo geométrico e, em especial, a geometria espacial. A recorrência ao concreto se dá através de construções manipuláveis envolvendo bala de goma (jujuba) e palito de churrasco, com auxílio complementar do software GeoGebra. Através desta proposta didática almeja-se desenvolver situações onde os alunos possam, ao interagir e manipular as construções, colocar em prática seu espírito científico e ao desenvolver sua imaginação através da abstração, consigam atribuir significado ao que está sendo aprendido.

Palavras-Chave: Geometria Espacial; Manipulação; GeoGebra.

Introdução

O campo geométrico sempre foi alvo de muita curiosidade e indagações, que mais tarde

culminara em pesquisas. Não obstante, o homem sempre tem buscado ferramentas para

responder suas perguntas e a matemática ganhara assim um destaque. Data do Século III A.C.,

no Egito, a descoberta, por Eratóstenes, do comprimento da circunferência do nosso planeta,

utilizando uma dose de curiosidade regada à aplicação direta da geometria. Cogita-se que

inclusive esta tenha sido a razão da palavra Geometria, algo como “a medida da terra”. Embora

o desenvolvimento matemático grego tivera sido relevante, papiros babilônicos muito mais

antigos abordavam em problemas algo que divergia dos pressupostos gregos, culminados por

Euclides nas obras Os Elementos, ainda no século III A.C. Mais tarde, a geometria grega é cada

vez mais questionada, onde por volta do século XIX dá-se início ao que se tornara conhecido

por geometrias não euclidianas.

antiguidade,

posteriores em matemática, embora de forma mais sofisticada e com mais rigor. Nos dias atuais,

estudos

Os

teoremas

desenvolvidos

desde

a

influenciaram

fortemente

os

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o ensino de geometria, tanto na visão do aluno quanto na visão do professor da Educação Básica, é introduzido de maneira formal, onde na metodologia tradicional de ensino, são apresentados apenas as relações prontas dos teoremas, sem haver a preocupação de apresentar ao aluno o seu processo de construção e motivação da época em que foi desenvolvido, onde o professor munido de listas de exercícios, submetem os alunos à avaliação.

Talvez devido à falta de significado no processo de construção do conhecimento, o ensino de

Geometrias Não-euclidianas “[

adaptação” (SANTOS, 2009, p. 121). Na educação básica, com um currículo relativamente denso e um curto tempo em sala de aula, esta característica peculiar da geometria pode fazer com que o professor tenha dificuldade em abordar o tema com riqueza de detalhes e assim os alunos encontrem obstáculos em sua aprendizagem.

requer mais tempo de estudos e demanda um período de

]

Tendo em vista que os estudantes normalmente apresentam dificuldades quanto a aprendizagem dos conteúdos geométricos, analisamos os resultados do ano de 2015 do SAEPE (Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco) da Escola Maciel Monteiro, onde foi detectado um enorme déficit no aprendizado dos alunos em matemática, os descritores mais baixos envolviam conteúdos geométricos. Algo que chamou ainda mais a atenção foi que no último ano do ensino médio os alunos apresentaram índices ruins relativos a conteúdos que teriam aprendido, a priori, no primeiro ano do ensino médio ou até antes.

Isto sugere que embora os alunos tenham sido aprovados no primeiro ano do ensino médio, devido aos resultados apresentados pelo SAEPE, é possível que os alunos não tenham conseguido atribuir sentido ao conteúdo “aprendido” e a finalidade de estudar tais conteúdos tenha sido apenas a aprovação na disciplina.

Tendo em vista as dificuldades encontradas e os conteúdos previstos para o 3º ano do ensino médio, sobre o qual o tópico de geometria espacial se fazia presente, guiamos nosso estudo pelo seguinte questionamento: como possibilitar uma aprendizagem significativa dos conceitos iniciais da geometria espacial através de manipulações concretas?

Diante dos resultados que indicam déficits na aprendizagem e da possibilidade de trabalhar os conceitos iniciais de geometria espacial, buscamos investigar diretamente na turma através de um questionário diagnóstico. O alvo da investigação inicial foi a situação atual dos alunos

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quantos aos conhecimentos de geometria, desde os conceitos de geometria plana até a espacial, por acreditarmos que a geometria plana é essencial para compreender a geometria espacial.

Como os resultados encontrados foram ruins, concluímos que a formação dos conceitos mais básicos talvez não tivera sido adequada. Consequentemente, durante nossa intervenção, abordamos os conteúdos de geometria plana referentes as figuras planas por haver a necessidade de identificar objetos na figura que se faziam presentes nos poliedros.

A abordagem utilizada em nossa proposta didática utilizou construções com palitos de churrasco e balas de goma (jujubas), sendo complementada com uma atividade no GeoGebra, tendo como objetivo o desenvolvimento de uma sequência didática que possa dar condições a para a construção de uma aprendizagem significativa, com o auxílio da recorrência ao concreto e uma possível diminuição do rigor comumente utilizado no ensino de Geometria.

2. Referencial teórico

Na busca de estratégias e abordagens para o problema observado, nos respaldamos nos Parâmetros Curriculares de Pernambuco, por apresentar a possibilidade de uso das tecnologias

o estudante poderá ter mais oportunidade de expandir sua capacidade de resolver

onde “[

problemas, de fazer conjecturas, de testar um grande número de exemplos, de explorar os

recursos da chamada “geometria dinâmica””. (PERNAMBUCO, 2012, p.32).

]

A fim de explorar tal dinamicidade, o recurso escolhido foi o software GeoGebra, pois ele possibilita o trabalho com a Geometria Espacial através da ferramenta Janela 3D, enriquecida com um comando chamado planificação de sólidos geométricos. Através desta abordagem, almeja-se aproximar-se de um recurso o qual a abstração inerente a matemática ofusca, o concreto.

Através da manipulação das características dos objetos matemáticos no software, o aluno pode ter um pouco da sensação de objeto concreto, isto é, tocável, manipulável. Entretanto, o laboratório de informática da escola encontra-se inadequado ao uso e com poucos computadores funcionando, fazendo com que a o trabalho integral no software seja inviável. Segundo Borba e Penteado (2001), no desenvolvimento de ações em Educação Matemática, as ferramentas tecnológicas permitem enfatizar um aspecto fundamental da disciplina, a experimentação, propiciando assim condições para que os estudantes argumentem e elaborem conjecturas.

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Diante desta problemática, apresentaremos as implicações de uma sequência didática desenvolvida sobre o processo de construção dos Poliedros de Platão a partir de balas de goma (jujubas) e palitos de churrasco, e com auxílio do GeoGebra, onde os alunos poderão, passo a passo, construir seu conhecimento a partir do que eles já sabem, em uma perspectiva de uma aprendizagem significativa (AUZUBEL, 1963), onde esteja em foco “a possibilidade de mudar os limites entre o concreto e o formal” (PAPERT, 1998 apud GRAVINA e SANTAROSA, 2011, p.6).

Segundo Proença (2008), no momento em que o professor trabalha Geometria, ocorre uma valorização na aplicação de fórmulas prontas nos cálculos de áreas e volumes, e não no estudo dos elementos principais das figuras geométricas, “as quais realmente caracterizam essas formas e que contribuem para uma melhor formação conceitual e aplicação em solução de problemas'' (PROENÇA, op. cit., p. 29).

A geometria ganha destaque devido ao fato de que “as investigações geométricas contribuem

na percepção de aspectos essenciais da atividade matemática, tais como a formulação e teste de conjecturas e a procura e demonstração de generalizações” (PONTE et al, 2003, p.71). Assim,

os objetos de investigação e manipulação da Geometria, segundo Fischbein (1993), se mostram

enquanto entidades mentais chamadas de conceitos figurais, respaldadas em propriedades espaciais (tamanho, forma, posição), possuindo ainda qualidades conceituais (perfeição, abstração, generalidade, idealidade), podendo assim ser aplicados a analogias com o cotidiano.

Mediante tal natureza epistemológica e problemas relacionados à aprendizagem, faz-se necessário o desenvolvimento de atividades em abordagens diferenciadas, tendo em vista que

o quadro-negro, apesar de ser uma tecnologia importante, é extremamente limitado na abordagem de algumas situações matemáticas (SANTOS, 2013).

Segundo Zabala (1988), o conjunto de atividades ordenadas, estruturas e articuladas para a obtenção de certos objetivos educacionais compõe uma sequência didática. Estas atividades, devem buscar ancorar os novos conhecimentos em conhecimentos prévios (subsunçores), de maneira que haja uma concatenação lógica para tal vínculo, propiciando assim condições da promoção de uma aprendizagem significativa (AUSUBEL, 1968), pois, segundo Os Parâmetros Curriculares (PERNAMBUCO, 2012, p.51):

]é [

das figuras, mas para destacar suas propriedades distintivas ou comuns. Por exemplo,

desejável que a atuação do professor se dirija não para enfatizar a nomenclatura

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observar que um retângulo é uma figura plana, enquanto o paralelepípedo é espacial

]. [

Essa distinção pode ser facilitada no trabalho com, por exemplo, planificações de

sólidos geométricos e suas representações, sem, entretanto, buscar a apresentação de

procedimentos formais de representações planas”.

Nesta perspectiva, foi desenvolvida e aplicada uma sequência didática tendo como finalidade o trabalho com os sólidos geométricos regulares de Platão e suas características básicas.

3. Metodologia

O presente estudo, em uma abordagem qualitativa, caracteriza-se enquanto uma pesquisa

exploratória e a sequência didática desenvolvida pode ter suas etapas descritas segundo a tabela a seguir.

Tabela 1 Estrutura de uma Sequência Didática para o ensino de Geometria Espacial

ETAPA

PRESSUPOSTOS

1. Questionário

Questionário simples a ser preenchido pelos alunos a fim de permitir uma análise de seus conhecimentos prévios.

2. Revisão das características básicas das

Permitir que os alunos reestruturem seu nível de conhecimento sobre figuras planas para que possam servir de subsídio no aprendizado sobre figuras geométricas espaciais.

figuras planas.

3. Construção dos sólidos geométricos.

Construir, junto aos alunos, os sólidos geométricos a partir de estruturas manipulativas feitas de palitos e jujubas tendo como objetivo aplicar o que foi aprendido na etapa anterior. Para que seja possível o reconhecimento dos poliedros regulares (poliedros de Platão), planificação e a relação entre vértices, arestas e faces através da Relação de Euler.

4. Levantamento

de

questões

Elaborar questões para a investigação e reflexão.

para investigação.

5. Construção da planificação dos poliedros de Platão no GeoGebra.

Etapa onde o software será empregado para auxiliar a observação das vistas das figuras e no processo de planificação.

6. Conceitos de Geometria Espacial

Trabalhar os conceitos de Geometria Espacial, de maneira que os alunos possam avaliar criticamente suas construções e testar hipóteses sobre os conteúdos envolvidos, permitindo abstrair e estabelecer generalizações, confrontando o concreto e o formal.

7. Debate

Momento onde os alunos poderão discutir sobre as reflexões e conclusões adquiridas nesta sequência didática.

Fonte: Elaboração própria

Em versões mais recentes do GeoGebra, um recurso inovador ganha destaque: a Janela 3D. Para o nosso objetivo de estudo, o comando Planificação permitirá planificar sólidos regulares

de forma atrativa e dinâmica. Para isto, no Campo de Entrada o usuário deve digitar o seguinte

comando, seguido da tecla Enter: Planificação[<Poliedro>,<Número>], onde deve-se substituir “<Poliedro>” pelo nome do poliedro que se deseja planificar e substituir “<número>” pelo nome do Controle Deslizante configurado com abrangência de 0 a 1 e com incremento 0,1.

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Figura 01: Planificação de poliedros no GeoGebra

NORTE Figura 01: Planificação de poliedros no GeoGebra ANÁLISE A PRIORI Através da coleta de dados,

ANÁLISE A PRIORI

Através da coleta de dados, notou-se que os alunos detinham um péssimo arcabouço conceitual sobre conceitos geométricos tanto planos quanto espaciais. A grande maioria apresentou grandes dificuldades para identificar poliedros regulares e vincular com suas possíveis planificações, e algumas vezes sequer era possível conseguir a distinção entre algo de 2 ou 3 dimensões. Este questionário prévio reforça a perspectiva onde deve ser feita uma revisão dos conhecimentos mais básicos de geometria plana, para que ao aprender os conceitos de geometria espacial, os conhecimentos prévios possam atribuir significado ao novo conhecimento.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Esta intervenção permitiu que uma proposta inovadora fosse posta em prática, unindo construções materiais concretas a atividades realizadas no software GeoGebra. O feedback dos alunos demonstrou que através da recorrência ao concreto foi possível atribuir significado e relação entre conceitos que antes pareciam desvinculados a algo prático. A experimentação proporcionada permitiu que os alunos testassem suas ideias e conjecturas, podendo realizar uma avaliação da própria aprendizagem.

O trabalho em grupo permitiu a reconstrução intuitiva e formal dos conceitos através de um trabalho colaborativo, onde a geometria espacial surgira de uma extensão da geometria plana. Os conceitos como arestas, faces e vértices foram abordados sobre pontos de vista experimentais, onde os alunos puderam testar, conjecturar e verificar a validade da relação de Euler. A investigação frequentemente recorria à geometria plana, que tornou a busca por padrões mais efetiva desde a construção dos sólidos quando a análise de suas planificações. O registro visual deste estudo pode ser encontrado nas imagens abaixo.

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Figura 02: Relação entre 2D e 3D

2016 CAMPUS MATA NORTE Figura 02: Relação entre 2D e 3D Figura 03: Análise da estrutura

Figura 03: Análise da estrutura dos poliedros

2D e 3D Figura 03: Análise da estrutura dos poliedros Figura 04: Icosaedro Figura 05: Truncamento

Figura 04: Icosaedro

Figura 05: Truncamento

dos poliedros Figura 04: Icosaedro Figura 05: Truncamento Figura 06: Dodecaedro Figura 07: Exposição do material
dos poliedros Figura 04: Icosaedro Figura 05: Truncamento Figura 06: Dodecaedro Figura 07: Exposição do material

Figura 06: Dodecaedro

Icosaedro Figura 05: Truncamento Figura 06: Dodecaedro Figura 07: Exposição do material construído

Figura 07: Exposição do material construído

Dodecaedro Figura 07: Exposição do material construído CONSIDERAÇÕES FINAIS Como esperado, os alunos possuíam um

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como esperado, os alunos possuíam um conhecimento muito superficial do campo geométrico. A partir das construções realizadas, notou-se que os alunos, através da recorrência ao concreto,

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puderam atribuir significado ao que estava sendo aprendido, facilitando o processo de aquisição

dos conhecimentos, permitindo um aprofundamento conceitual.

A aplicação desta sequência didática e seus respectivos resultados sugerem que a abordagem

formalista deve ser eventualmente amenizada, tendo em vista que a partir do momento que os

alunos se deparam com uma abordagem diferenciada, como manipulações concretas, ocorre um

resgate imediato de sua atenção, motivando-os, onde a partir de um trabalho baseado em seus

conhecimentos prévios, pode ser realizada uma abordagem que promova uma aprendizagem

mais efetiva, sendo esta a principal contribuição deste estudo.

REFERÊNCIAS

AUSUBEL, D.P. (1968). Educational psychology: a cognitive view. New York, Holt, Rinehart and Winston.

BORBA, M. C.; PENTEADO, M. G. Informática e Educação Matemática. Coleção tendências em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

GRAVINA, M. A.; SANTAROSA, L. M. A aprendizagem da Matemática em ambientes informatizados: 2011. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/InfEducTeoriaPratica /article /download /6275/3742>. Acesso em: 10 de Out. 2016.

FISCHBEIN, E. Intuition in science and mathematics: an educational approach. Dordrecht:

Reidel, 1987.

PERNAMBUCO. Secretaria de Educação. Parâmetros Curriculares de Matemática para o Ensino Fundamental e Médio. Recife: SE, 2012.

PROENÇA, M. C. de. Um estudo exploratório sobre a formação conceitual em geometria de alunos do ensino médio. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual Paulista Júlio

de Mesquita Filho. Bauru-SP, 2008. 202p

PONTE, J. P.; BROCARDO, J.; OLIVEIRA, H. Investigações matemáticas na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

SANTOS, D. S. O desenvolvimento de um aplicativo para o estudo de funções quadráticas. 2013. 44 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional) - Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2013.

SANTOS, T. S. dos. A inclusão das Geometrias não-euclidianas no currículo da Educação Básica. 138 f. Dissertação (Mestrado em Educação para a Ciência e Ensino de Matemática) Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2009.

ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Tradução Ernani F. da F. Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1998.

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