Você está na página 1de 1

Diabetes

Anormalidade caracterizada por uma quantidade de açúcar em excesso


no sangue e na urina. O pâncreas é um órgão na região do abdome e
uma das suas principais funções é a produção de insulina. Existem,
disseminados por todo o órgão, pequenos agrupamentos celulares
denominados ilhotas de Langerhans, onde é produzida a insulina,
hormônio responsável por regular o nível de açúcar no sangue e
transformá-lo em energia. Se o pâncreas for afetado por uma infecção,
por exemplo, esta prejudicará a produção de insulina e o nível de açúcar
no sangue aumentará, provocando os sintomas da diabete açucarada.
Os hidratos de carbono, ou carboidratos ingeridos são convertidos em
glicogênio e armazenados em parte no fígado, em parte nos músculos.
Os músculos também servem de depósito de glicogênio uma vez que
este é necessário para a atividade muscular. Se o açúcar não for
convertido em glicogênio, será eliminado na urina sem aproveitamento
para o organismo, fato que ocorre na falta da insulina. Uma outra
doença, bastante diferente da diabete açucarada é a diabete insípida,
caracterizada pelo excesso de excreção urinária, devido a um distúrbio
dos rins. Os cientistas canadenses, Dr. Frederick Banting e Charles Best,
descobriram, em 1921, uma forma de utilizar a insulina no tratamento
das diabetes. Tal utilização, entretanto não cura a anormalidade, mas dá
ao paciente uma expectativa de vida normal, enquanto que, até a
descoberta deste método de tratamento, a expectativa de vida do
diabético não passava de cinco anos. O paciente diabético sem
tratamento emagrece, enfraquece e está sujeito a distúrbios nervosos,
além de a infecções como a tuberculose. A administração de insulina
deve ser controlada meticulosamente, caso contrário poderá provocar os
mesmos sintomas de um doente na fase terminal, quando as alterações
químicas provocadas no organismo levam-no a um estado de coma. A
coma diabética ocorre quando o nível de açúcar no sangue faz com que
subprodutos ácidos dos carboidratos acumulem-se no sangue. A coma
diabética é precedida por sintomas característicos como vômitos, fadiga,
etc. e requer imediata atenção médica. Se o paciente entrar em coma,
deve receber atenção integral de uma enfermeira e, se voltar a
recuperar a consciência, a atenção deve continuar por mais duas
semanas, aproximadamente. Todo o diabético deve submeter-se a um
programa de administração de insulina e obedecer a uma dieta
específica, com baixos teores de açúcar. A diabete aparece mais após os
quarenta anos de idade e estão mais sujeitos a ela as pessoas obesas. O
gene que determina a diabete é recessivo; assim, os descendentes de
um diabético terão probabilidades mínimas de contrair os sintomas.