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Ợbatálá não come carne de cachorro

Alabe lápàápá

Okaka ş’obìnrin Yangí Yangí

Foram eles que fizeram adivinhação para Onínú rere

No dia em que ele estava para escolher o seu destino

No mesmo dia em que o Àkàrà sufocou o Òrìşà.

Alabe lápàápá

Okaka ş’obìnrin Yangí Yangí

Este poema conta a história de um homem em particular, cujo nome era Onínú rere.

Eu estava indo escolher o seu Orí e ao mesmo tempo escolher o seu caráter, ìwà.

Foi encontrar um Babalawo no Céu para perguntar como escolher algo de bom para o seu destino.

Ele foi aconselhado a oferecer muitos Àkàrà, óleo de palma, muito Ẹkọ (farinha de milho cozido cozida em fogo lento) e centenas de

cauwries.

"Se você fornecer os sacrifícios, terá muita coisa boa para escolher como as suas coisas de destino e estas boas predestinações vão segui-

lo para a Terra", lhe disse o Babalawo.

Ele ofereceu o sacrifício.

Ele foi aconselhado a levá-la ao Òrìşà Ợbàtálá o dia em que escolheria o seu destino.

Sendo um amante de Àkàrà, Ợbàtálá não olhou duas vezes ante os bolinhos de Àkàrà e começou a comê-los.

Comeu tanto que se asfixiou.

Foi quando Onínú rere começou a escolher o seu destino.

“Quero riqueza”, disse Onínú rere e Ợbàtálá concordou (a boca e a garganta do Òrìşà estavam cheias de Àkàrà).

“Quero filhos” “hun hun”, lhe respondeu o Òrìşà

“Quero construir casas”, “hun hun”.

Durante este tempo, Oninú rere continuou a pedir coisas.


Òrìşà continuou comendo Àkàrà enquanto Onínú rere estava ocupado escolhendo todas as coisas boas que ele desejava.

Ao final, quando terminou de escolher e caminhou, enquanto Ợbàtálá estava ocupado consumindo o Àkàrà.

Onínú rere já estava longe quando o Òrìşà se deu conta que quase todas as coisas boas da Terra naquele dia haviam sido levadas pelo

homem que lhe deu o Àkàrà.

Onde ele está?

Perguntou o Òrìşà.

Ele já foi.

Como pode uma pessoa apenas colecionar tantas coisas boas para si?

Tenho que fazer algo a respeito.

Rapidamente chamou Àjà, o cachorro, que naquele tempo era um dos servidores do Òrun.

Vá atrás deste homem, que acabou de sair daqui e o traga de volta, ele escolheu mais do que devia como sua porção de destino. Esta foi a

instrução dada a Àjà.

Enquanto isso, outros materiais de sacrifício, o Ẹkọ e o Epo pupa, que Oninú foi aconselhado a oferecer, foram colocados de forma

intermitente ao longo de seu caminho para a Terra.

Ele estava posicionando estes materiais em intervalos e orando por eles.

Logo depois, Aja deixou a cidade do Céu e encontrou o primeiro desses sacrifícios ao longo do percurso, ele estava com muita fome.

"Este é um monte de boa comida"

Ele deve ter pensado.

Depois de tudo isso, eu ainda irei alcançar este homem em seu caminho para a Terra, enquanto isso deixe-me comer.

Ele comeu tudo, sem deixar que sobrasse nada.

Ele foi atrás de sua vítima e antes que pudesse avançar muito, ele encontrou outro sacrifício ao longo do caminho, e novamente o mesmo

Ẹkọ e muito epo pupa.

Será que alguém sabia que eu iria passar por este caminho e colocou essa provisão para mim?

Àjà estava se perguntando.

Ele comeu desta oferta também e se deslocou para a seguinte e assim sucessivamente.

Ele comeu tudo, atém que não sobrasse nada.


Naquele momento ele percebeu que estava na fronteira entre o Céu e a Terra, onde ele não conseguia recuperar mais nada do viajante que

iria para a Terra.

Era tarde demais para voltar e mesmo se ele fosse, seria constrangedor.

Aja, portanto, ficou na Terra para morar com eles.

Mas ele não parou de procurar por Oninú rere sequer até hoje.

Sempre que o cão viaja, especialmente à noite, levanta a cabeça e chama Oninú rere.

De volta ao Céu, Ợbatálá esperou em vão pelo retorno do mensageiro que enviou atrás de Oninú rere.

Portanto Ợbatálá amaldiçoou Aja, e mudou a forma do cão para um animal.

Porém, ele decidiu nunca mais comer sua carne.

Òrìşà lembraria os bons tempos em que o cão tinha sido um mensageiro de confiança:

"Se como sua carne, isto seria para me lembrar os tempos em que ele me serviu com toda a sua força".

Disse o Òrìşà.

Desde então, tem sido um tabu para ele e seus devotos.

Ire aláàfià

Poema coletado por Ayo Salami

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