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1 I
I
Recorte este selo. Leia, ao lado, ,
o regulamento do concurso ELETRONICA PASSO A PASSO REGULAMENTO
I DO GRANDE
I
ELElHONICAI
CONCURSO
I ELETRÔNICA
����I PASSO A PASSO

Para participar deste concurso,
você deverá mandar a descrição
de um comercial de televisão, de
sua livre imaginação, alusivo ao
fascículo Eletrônica Passo a
Passo, descrevendo as cenas e o
texto; recortar e juntar 6 selos da
2� capa dos fascículos 1 ao 9,
indistintamente.
CULTURAL
ABRIL
O comercial de televisão deverá
ser transcrito no espaço
apropriado existente na carta-res­
posta distribuída com o fascículo
1, em 10 linhas datilografadas ou
Editor: 15 manuscritas.
VICTOR CIVITA COMPLETE Caso não deseje utilizar a carta­ NO PRÓXIMO
Divisão Fascículos
SUA COLEÇÃO resposta, basta enviar os dados,
mais os selos e a idéia do
NÚMERO:
Diretor·Gerente: Exemplares atrasados, até seis meses comercial de televisão, tudo junto
Roberto Martins Silveira após o encerramento da coleção, po­ no mesmo envelope endereçado
derão ser comprados, a preços atuali­ à Abril SIA Cultural -Divisão MONTAGEM:
zados, da seguinte forma: Fascículos - Rua Treze de Maio, TODAS AS
1259, São Paulo· SP ·CEP: 01327, FERRAMENTAS
1. Pessoalmente GRANDE CONCURSO
Por meio de seu jornaleiro ou dirigindo­ ELETRÔNICA PASSO A PASSO
NECESSÁRIAS PARA
se ao Distribuidor Abril local, cujo en­ Serão considerados participantes VOCÊ MONTAR SEUS
dereço poderá ser facilmente conse­ os trabalhos enviados até 26 de KITS.
guido junto a qualquer jornaleiro de agosto de 1984.
sua cidade. Em São Paulo, os endere­ Você pode participar com quantos DIMMER, O
ços são: comerciais de televisão quiser, INTERRUPTOR COM
Conselho Editorial separadamente, desde que
Diretor Editorial:
Av. Industrial, 117 CONTROLADOR DE
Santo André mande cada um deles com seis
Sonia Robatto selos. Todos os comerciais de
INTENSIDADE-DE LUZ.
Rua Heliodora Ébano Pereira, 267
Diretor de Arte:
Lapa televisão, classificados ou não,
Mauro Lemos
Rua Brigadeiro Tobias, 773 passarão a pertencer à Abril S/A INSTRUM�NTAÇÃO:
Assistente de Arte:
Centro Cultural. O AMPERIMETRO, UM
José Maria de Oliveira Os funcionários da Abril SIA
e no Rio de Janeiro:
Cultural não poderão participar do
APARELHO PARA VOCÊ
Rua Sacadura Cabral, 141
Consultores:
Centro concurso. Os trabalhos de MEDIR DIRETAMENTE A
João Antonio Zuffo - Professor titular seleção e classificação serão INTENSIDADE DA
Rua da Passagem, 93
do Departamento de Engenharia realizados por uma Comissão
Elétrica da Escola Politécnica da USP
Botafogo CORRENTE ELÉTRICA.
Rua Dr. Borman, 31 Julgadora, constituída de
é Coordenador do Laboratório de redatores da Abril S/A Cultural e
Niterói
Subsistemas IntegráveiS - LSI - da diretores da agência Fox
EPUSP - DE. Propaganda Ltda., cuja decisão
2. Por carta
Poderão ser solicitados exemplares será soberana e irrevogável.
Eng? Mathias M. Wolff - Diretor geral Os comerciais de televisão serão
atrasados também por carta, que deve
da Methodos Consultoria e selecionados pela criatividade,
ser enviada para:
Manutenção Eletrônica SIC Ltda. adequação à publicação e clareza
Abril S/A Cultural da mensagem. Serão
Departamento Comercial Números atrasados - Distribuidora selecionados e classificados os
Gerente Comercial: Caixa Postal 60171, dez melhores comerciais de
Joaquim Celestino da Silva São Paulo - SP televisão, cabendo ao 1.'
Gerente de Produção: colocado uma televisão Mitsubishi
João Stungis Não envie pagamento antecipado
com zoom, modelo
TC 200 L-Z, 20" em cores; do 2.'
Gerente de Circulação: O atendimento será feito pelo reembol­
ao 4.' colocado: um conjunto de
Denise Maria Mozol so postal e o pagamento, incluindo as
som Aiko micro sistem; do 5.' ao
despesas postais, deverá ser efetuado
Execução Editorial ao se retirar a encomenda na agência
7.' colocado: um radiogravador
Estúdio Sonia Robatto Ltda. do correio. Após seis meses do encer­
Aiko, estéreo, modelo BR-420; do
Redação: ramento da coleção, os pedidos serão
8.' ao 10.' colocado: 1
Cristina Porto, Virginia Maria Finzelto atendidos somente por carta dirigida a
radiogravador Aiko, modelo 405.
NÚMEROS ATRASADOS - DISTRI­
Revisão: A apuração será realizada em 31
Ismar Silva Leal, Maria Isabel Duarte BUIDORA, dependendo da disponibili­
de agosto de 1984, na sede da
Abril S/A Cultural, à Rua 13 de
Ascenso dade de estoque.
Arte: Maio, 1259, onde os prêmios
Roberto Anselmo (chefe), Ana Maria Obs.: quando pedir livros, mencione
estarão expostos. O resultado
Pinto, Nelson S. Nakashima, Nelly sempre o título elou o autor da obra,
será divulgado nos fascículos de
Rachei Fernandes (assistentes) além do n� da edição.
Eletrônica Passo a Passo, e os
Serviços Auxiliares: contemplados serão notificados © Ediciones Nueva Lente, 1983
Elvira de Bellis, Silvia C. D. pela Abril SIA Cultural. ©Abril S/A.Cultural, São Paulo,
COLABORE CONOSCO
Assumpção Se você tiver alguma dúvida, Brasil, 1984
Encaminhe seus comentários, crí­ consulte nosso Serviço de
Colaboração: ticas, sugestões ou reclamações Atendimento ao Leitor, pelo Edição organizada por Abril S/A
Fotografias: Hugo Lenzi ao Serviço de Atendimento ao telefone (011) 288-6298. Cultural (art. 15 da Lei 5988, de
Kits/lerramentas: éaneta para Leitor Caixa Postal 9442, CEP
- Certificado de Autorização n? 14/12/1973).
circuito impresso, furadeira 01327, São Paulo, SP. Telefone: 01/00/691/84, de 22/05. Esta obra foi integralmente
Superdrill - J.M.E.-Comérçio e Indústria (011) 288-6298. TELEX 01133670 impressa na Divisão Gráfica da
.
Eletrônica Ltda. ABSA. Editora Abril S/A
APRESENTAÇÃO
homem do século XX vive num

O
eterno desafio - ser contemporâneo
de si mesmo. As ciências
evoluem, colocando à disposição
de todos informações, aparelhos e
máquinas, com mil utilidades.
Entre todas as ciências, a eletrônica,
sem dúvida, é o ramo que mais se
desenvolveu do início do século até nossos
dias. Suas aplicações que, inicialmente,
eram limitadas ao campo das comunicações
por cabo e por rádio, ampliaram-se
extraordinariamente. Hoje, é difícil encontrar
uma atividade industrial, comercial ou
doméstica que não utilize aparelhos ou
sistemas de aparelhos cujo funcionamento
se baseie em circuitos eletrônicos.
Ao lançar esta obra sobre eletrônica, a
Abril Cultural trilha, mais uma vez, novos
caminhos, abrindo, passo a passo,
um mundo onde o prazer de
saber se reúne ao imenso prazer de fazer.
Que os nossos leitores
possam, com Eletrônica Passo a Passo,
construir com as suas próprias
mãos aparelhos modernos que vão
participar de uma forma útil e divertida da
vida cotidiana da sua família.
Pois este também é o nosso maior desafio:
estar sempre ao lado dos nossos leitores,
na construção de um mundo novo.
Vamos, nesta seção, descrever havendo possibi lidades de erro na ALGUNS DOS ,TEMAS
os componentes e os materiais montagem . Outros são mais TRATADOS
normal mente empregados na complicados, exigindo maior
li Os diversos tipos de
construção de qualquer aparelho cuidado na manipu lação e na
resistores, seu código de cores
eletrônico. montagem .
li Os diversos tipos de
Existe uma grande variedade de O s componentes mais
capacitores
dispositivos eletrônicos; por isso é sofisticados têm de ser
11 Os transistores
bom conhecer todas as man ipu lados com m uito cuidado,
li O tubo de raios catódicos, o
particularidades de' cada um. devido às suas características
cinescópio em cores
Ass i m , será possível evitar e r ros técnicas e ao seu alto custo, o
li Tiristores e frises
de montagem, que poderão que torna d ifícil a sua
• Os relês, seu funcionamento,
comprometer o bom substit u ição. Mas, se você seguir
como escolher o mais
fu ncionamento do aparel ho. todas as nossas indicações,
adequado
Alguns dos componentes são passo a passo, e rea l i za r as
li Circuitos integr�dos
m uito simples, e seu montagens sem pressa, não
analógicos, digitais e de
funcionamento pode ser haverá nen h u m problema de
potência
entendido com facil idade, não funcionamento dos aparelhos.
lê Os microprocessadores

11 Os tipos de motores

empregados em eletrônica
li Os diversos tipos de pilhas e

baterias (recarregáveis ou não),


sua classificação
RESISTORES

NÚMEROS SIGNIFICATIVOS

MULTIPLICADOR
TOLERÂNCIA

OURO 5%
PRATA O 10%

4
FAIXA FAIXA
5 CAPACITORES CERÂMICOS
E DE POLIÉSTER

010% 250V
NÚMEROS SIGNIFICATIVOS

_20% 0400V MULTIPLICADOR


TOLERÂNCIA
TENSÂO MÁXIMA

PONTO TENSÃO CAPACITORES DE TÂNTAlO


MULTIPLICADOR MÁXIMA

3V
x1 6,3V
PONTO
MULTIPLICADOR
MONI EM
Esta é a seção mais importante e dife rentes um do outro, e o nível se faz a montagem de um
mais divertida da obra. de di ficuldades da montagem ampl ificador Hi - F i de alto
Ela vai ensinar a montar dive rsos é prog ressivo. Assim, você vai desempenho.
aparelhos de aplicação imediata aperfe içoar seus conhecim entos, Vamos explicar tam bém a
e de g rande util idade. pouco a pouco. montagem de um sintonizador de
As expl icações são tão claras, Vamos conversa r sobre o rád io e de outros componentes
que logo você se sentirá capaz emprego da eletrônica nos Hi- Fi, além da montagem de uma
de fazer uma montagem sozinho. automóveis, e você va i fi car por sé rie de i n stru mentos de medida
Em cada capítulo vamos dentro de tudo I Você vai poder e de controle.
desc rever a montagem completa se dive rti r muito com esta obra Criamos também uma subseção
de um aparelho. porque vamos fa lar de jogos com dicas e conse lhos práticos,
Quando o aparelho fo r ma is eletrônicos, ap resentando os que vão aumentar sua hab i l idade
complicado , dividi remos a dive rsos c i rcu itos que geralmente até você alcançar o nível de
montag em em dois capítulos. são empregados. trabalho de um profissional
Os aparelhos são m uito Além disso, vamos explicar como expe riente.


I

/
)
/
/
Você vai conhecer as qualquer aparel ho eletrônico. • Montagem de um
ferramentas, os métodos de Acreditamos que com sintonizador·amplificador Hi·Fi
soldagem, e sabe r como tratar os Eletrônica Passo a Passo você • Montagem de um aparelho
materiais. vai t i ra r todas as suas dúvidas, e eletrônico antifurto para
Vai saber também quais os resolver todos os problemas que automóvel
principais defeitos que podem possam aparecer neste trabalho • Conserto de um amplificador
surgir nos aparel hos descritos na tão criativo e útil. Hi·Fi, os instrumentos
obra, e como consertá-los. Esta indispensáveis
seção é complementada com as ALGUNS DOS TEMAS • Transmissor sem fio
explicações dos princípios TRATADOS • Dimmer (regulador
teóricos fundamentais c itados na • A soldagem, teoria e prática automático de intensidade de
obra. Ass i m , você vai poder • Montagem de caixas de som luz ou força)
entender os diversos fenômenos • Montagem de um receptor. • Timer (temporizado"
da e letrônica e vai ter a transmissor na faixa de • Amplificador de 48 W para
habilidade para trabalh ar com 27 MHz carro

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N esta seção serão exam i nados anal isar suas i nterligações, para tornando-se de grande ajuda n a
todos os circuitos que fazem poder entender o funcionamento descoberta de qualquer defeito
parte dos aparelhos cuja do aparelho como u m todo. Além que surja durante o
montagem é proposta na obra. disso, nos capítulos desta seção funcionamento de um aparelho
Qualquer sistema ou aparelho vamos descrever todos os eletrônico.
eletrônico é constituído por um instrumentos de medida
ALGUNS DOS TEMAS
certo n úmero de circuitos que empregados para determ i n ar o
TRATADOS
desempenham funções d isti ntas estado e o funcionamento dos
e, por vezes, i ndependentes. d iversos circuitos e dispositivos. • Instrumentos de medida,
Ass i m , é possível fazer uma Esses i nstrumentos devem ser multímetro
subd ivisão que permite estudar conhecidos a fundo para serem • Dispositivos eletrônicos,
cada u m , separadamente, usados de uma forma adequada. amplificadores
levando em consideração suas Os i n strumentos de medida são • Radiorreceptores,
funções e a maneira como são indispensáveis como ferramentas sintonizadores ou tuner
realizadas, sem perder de vista, auxil iares, pois com eles é • Instrumentos de medida,
é claro, sua interligação com os possível fazer qualquer osciloscópio
outros elementos do sistema. montagem, com a certeza de u m • Circuitos da TV em cores
Dessa maneira, uma vez resultado positivo. D e fato, eles • Circuitos eletrônicos
conhecidas todas as partes do permitem a verificação do utilizados em calculadoras
aparelho, isoladamente, fica fácil funcionamento dos circuitos, • A eletrônica no automóvel

Fase de montagem dos componentes


no circuito impresso.

Dois multímetros cujo funcionamento e utilização vamos explicar na


seção Instrumentação.
OS FIOS E OS CABOS I
Apresentação inicial dos componentes mais simples e de maior utilização nos
aparelhos eletrônicos: os fios, cabos e cabinhos. Com eles podemos fazer qualquer
ligação necessária para a passagem da corrente elétrica.

Os fios, cabos e cabinhos são os com­


ponentes mais simples e de m aior utili­
zação nos apare l hos eletrônicos. Com
eles é possível fazer qualquer tipo de li­
gação para que a corrente elétrica
chegue ao ponto desejado.
Normal mente, fios, cabos e cabinhos
são chamados genericamente de con·
dutores. Os fios, ou condutores de fio
simples, são formados por u m ú nico fio
de material condutor de eletricidade
que pode ou não ser revestido por uma
bainha isolante.
Os cabos e cabinhos são constituídos
por vários fios enrol ados ou encosta­
dos um ao outro, e são sempre reco­
bertos po r material isolante.
Os fios são habitualmente fabricados
com cobre recozido, devido às exce­
ACIMA: fio esmaltado enrolado em um núcleo, formando uma bobina.
lentes qual i dades condutoras e à gran­
de resistência mecân ica desse mate­
ABAIXO: à esquerda, fio não-isola.do(nu ou desencapado) e três saltos (jumpers) pre·
rial, e são encontrados no m e rcado nu- parados para circuito impresso. A direita, três tipos de condutores com revestimen·
. ma grande variedade de tipos com di­ to de plástico isolante: cabinho de cobre estanhado (1), cabinho de cobre (2), fio de
ferentes características . Dessa forma, cobre estanhado (3).
é possível acha r o f i o mais apropriado
para cada fi nalidade.
N u m a pri meira classificação geral,
distinguem·se dois tipos de fios:

• Fios sem revestimento isolante .

• Fios com revestimento isolante


de vários tipos.

Os primei ros, con hecidos normal men­


te como fios nus ou desencapados,
são empregados quase exclus ivamen­
te para ligações curtas em circuitos FIO CONDUTOR
elétricos e saltos ou pontes (jumpers) SIMPLES

em circuitos impressos. Também são


usados como terminais de muitos com­
ponentes eletrôn icos e; em gera l , em
todos os casos onde seja necessária
CABINHO
uma l igação rígida que não deva ser
submetida a flexões ou vibrações de
qualquer tipo. Quando necessário, du­
rante a montagem, esses fios podem
A CIMA: à esquerda, dois tipos de cabos paralelos: ca�o formado por dois fios de co·
ser envolvidos por um revestim ento ou bre (1), cabo formado por dois cabinhos de cobre (2). A direita, diversos tipos de con·
por um tubinho isolante, que os protege dutores com revestimento isolante.
9
Por que é necessário isolar os
condutores?
Para evitar que entrem em contato, oca­
sionando a passagem de corrente entre
eles, ou seja, um curto-circuito. Eles são
isolados também para proteger as pes­
soas contra descargas elétricas.

o que ocorre quando um cabo perde


seu isolamento?
Se a perda for em apenas um condutor,
- não acontece nada. Mas aumentam os
riscos para a instalação, pois no momen­
to em que ocorrer o mesmo com o outro
condutor, e este entrar em contato com o
primeiro, haverá um curto-circuito que
pode até provocar um incêndio.

Quando é necessário desencapar ou


desenvernizar os cabos ou os fios
isolados?
Sempre que for necessário fazer um
contato elétrico, por pressão ou por sol­
dagem, entre cabos ou entre cabos e
um circuito. Depois de feita a ligação, a ACIMA: três tipos diferentes de cabos coaxiais: coaxial simples (1), coaxial fino com
área de contato é novamente coberta malha e fios centra is estanha dos (2), coaxial normal com malha aberta e fio cen tral
com isolante. simples (3).

o que é um cabo com dois


condutores paralelos? A BAIXO: à esquerda, trança de seis cabinho.s de cores diferentes, utilizados em li·
É um cabo formado por dois condutores gações internas de aparelhos eletrônicos. A direita, dois tipos de cabos coaxiais.
encerrados em uma bainha dupla que O da esquerda tem maior flexibilidade.
os mantém separados por uma distân­
cia fixa em toda sua extensão. Também
é chamado de cabo paralelo.

o que é um cabo coaxial?


É um cabo formado por dois conduto­
res, um dos quais, tubular, contém o ou­
tro ao longo de seu eixo.

CONDUTOR DE
FIO SIMPLES

de qualquer manipulação acidental que Os outros fios isolados são formados rados em toda a sua extensão. O termo
poderia provocar curto-circu ito ou pro­ pelo condutor de cobre, com ou sem cabo também é empregado para os
blemas semelhantes. No momento da camada superficial de estanho, e por condutores coaxiais util izados em sis­
fabricação, é apl icada sobre o cobre uma cobertura tubu lar isolante. Para temas de alta freqüência e na i nstala­
uma fina camada de estanho, que evita soldar esse tipo de fio é necessário de­ ção de antenas domésticas de apare­
sua oxidação e fac i l ita as operações de sencapar a extrem idade a ser soldada, lhos de rádio e televisão.
soldagem. Essa camada de estanho dá removendo a bainha isolante, sem dei­ Em-com paração com os fios s imples,
aos fios de cobre uma coloração cinza­ xar o trecho desencapado m u ito gran­ os cabin hos oferecem i n úmeras vanta­
metál ico. de, para evitar perda de isolamento no gens, tais como :
Os fios revestidos de material iso­ ponto de u n ião com o circu ito.
lante são empregados para os mais Os cabos e cabin hos são formados por • Um fio simples, desencapado ou de­
variados fins. Pode-se obter u m revesti­ um grupo de fios de cobre enrolados senvern izado para ser soldado, se ti­
mento isolante especial pela apl icação em espiral, recebendo o conjunto o no­ ver sido marcado ou amassado i nvo­
de um verniz próprio sobre o fio de co­ me de feixe de condutores. O termo l untariamente, pode quebrar-se no
bre. É o fio esmaltado, empregado nos cabinho habitual mente designa os ca­ momento da dobra.
enrolamentos de motores, transforma­ bos fabricados com fios estanhados e
• O condutor m ú ltiplo é mais flexível,
dores, bobinas, etc. A soldagem desse recobertos por uma bainha isolante. Os
facil itando a soldag e m .
tipo de fio requer a l impeza prévia do cabos são empregados nas i nstala­
ponto a ser soldado, para e l i m inar total­ ções elétricas e geralmente constituí­ • Os condutores m ú ltiplos , ao contrário
mente o vern iz, e a apl icação quase dos por dois condutores paralelos não­ dos fios s imples, podem ser soldados
i mediata da quantidade correta de es­ estanhados e isolados por u m a bainha e dessoldados conforme as necessi­
tanho com o soldador. dupla de plástico que os mantém sepa- dades de montagem.
10
As coberturas isolantes e mpregadas
para o revestimento de cabos e fios
são de dois tipos:
CONDUTOR DE FIOS TRANÇADOS
(OU PAR TRANÇADO)
• Tecido de algodão ou de outra
trama. CONDUTOR
INTERNO
• Bainha contínua de plástico.

o tecido apresenta, em relação ao


plástico, a vantagem de suportar me­
lhor as altas temperatu ras da solda­
gemo Os mate riais plásticos amolecem
e perdem suas características sob
temperaturas bem inferiores à da sol­
dagem. Existe, porém, uma variedade
de bainha plástica, fabricada com Te­ REVESTIMENTO ISOLANTE
flon, que resiste perfeitamente ao calor EXTERNO
necessário para a fusão da l ig a metáli­
ca uti l izada na soldagem. Entretanto,
os fios e cabos isolados com Teflon
são bem mais caros. A CIMA : estrutura interna de um cabo coaxial.
O cabo coaxial, m uito usado nos siste­
mas de alta freqüência, é constitliído
por um condutor central com um só fio
ABAIXO: à esquerda, dois tipos qe cabos paralelos de 300 ohms empregados na li·
de cobre ou com vários fios torcidos, gação de antenas de televisão. A direita, cabo blindado. O condutor interno é um
revestido por uma espessa cobertura cabinho de cobre.
de polietileno. Sobre essa cobert u ra é
colocado o segu ndo condutor tecido
em forma de malha. Todo o conju nto é,
geralmente, coberto por uma segunda
bainha de plástico que o mantém isola­
do do exterior.
Finalmente, há n o mercado um tipo de
cabo com uma d isposição dos condu­
tores semel hante à dos cabos coaxiais,
mas com apl icações d iferentes. São os
chamados cabos blindados, normal-

mente empregados em sistemas de


som, isto é, com freqüência acústica.
Esses cabos pe rmitem a condução de
correntes m u ito fracas sem que elas
sofram as interferências causadas por
fenômenos eletromagnéticos externos.
Eles evitam que o ligar e o desligar de
motores, inte r ru ptores de l uz, apare­
l hos e letrodomésticos e i ndustriais pre­
judiquem a transmissão do som.

A O LADO: dois tipos de cabos blinda·


dos, com 'um e com dois condutores
internos.
11
CIRCUITO IMPRESSO
o circuito impresso é a base para a m on tagem dos circuitos eletrônicos
apresentados ao longo da obra. Neste capítulo são apresentadas as principais
características desse componente. Seguindo as explicações, será possível construir
com perfeição, e m pouco tempo, os circuitos impressos que você precisar.

1. Todo material necessário para se poder construir um circuito 2. Desenho do circuito ao lado da placa cobreada.
impresso.

o-+V.
-�-----r--'---'--r-<'
R5 R8 R10
R8

4. Esquema da instalação elétrica ne·


cessário para se desenhar um circuito
impresso.

5. Placa cobreada da qual é cortada a


porção necessária para o circuito.

3 Desenho do circuito copiado em papel milimetrado.


12
Atualmente, o circuito impresso é o sis­ teso Além disso, o circuito impresso bos. Os sistemas convencionais de
tema de ligação entre os componentes apresenta, em relação ao sistema con­ l igação, pela necessidade de fixar os
mais usados na montagem de circuitos vencionai de ligação, um grande núme­ componentes em um chassi metáli­
eletrônicos. ro de vantagens: co, provocavam perda de isolamento
A progressiva m iniaturização de todos • Constitui uma base de resistência e também curtos-circuitos m u ito pe­
os componentes e letrônicos tem deter­ mecânica elevada para a montagem rigosos.
minado o abandono do sistema de l i ga­ dos componentes. • A operação de montagem é m uito rá­
ção por meio de fios e cabos, pois tais • A disposição dos componentes é pida, pois basta encaixar os termi­
ligações acabam se tornando mais vo­ prefixada, evitando os problemas tí­ nais dos componentes nos furos do
l umosas do que os próprios componen- picos das montagens com fios e ca- circuito i mpresso e soldá-los.

Cópia do desenho em papel. Colocação sobre a placa. Marcação dos furos com a punção.

Furação da placa. Limpeza com solvente. Traçado das trilhas com o pincel_

Banho em solução corrosiva. I'"� Lavagem da placa. Secagem da placa.

Remoção da tinta das trilhas. Limpeza com solvente. Aplicação do verniz protetor.
13
Os ci rcuitos impressos são constituí­ na. O produto final é uma placa cobrea­ so, no início de todos os capítu los da
dos por uma base de material especial , da com cerca de 1,5 mm de espessura seção Montagem, ao longo da obra,
o laminado, formado p o r u m a placa d e nas d i mensões desejadas para cada será dado, em tamanho natu ral , o tra­
resina plástica (fenol ite), ou fibra de vi­ circuito. Mas como se constrói um c i r­ çado do cirç:uito que você vai construir.
dro com epóxi, ou ainda papelão im­ cu ito i mpresso a partir da l âmina co­ A primeira fase da construção consiste
pregnado, que lhe confere a resistên­ berta de cobre? em copiar esse desenho em papel m i l i­
cia mecânica adequada às montagens. Antes de mais nada é necessário ter o metrado para se ter uma idéia mel hor
Sobre uma ou sobre as duas faces da desenho das t r i l has e dutos (ligações das dimensões exatas. As fases se­
placa é colada, sob alta pressão e tem­ entre os componentes) que constituem g u intes consistem na preparação e fu­
peratura, uma lâmina de cobre m uito fi- o circuito que se quer construir. Por is- ração da placa em sua gravação.

6. Os dois lados do circuito impresso: à esquerda, o lado da soldagem (cobreado); à direita, o lado dos componentes.

7. Medição dos componentes para estabelecer o comprimento exato das trilhas. T rata·se de uma operação que se pode evitar,
pois o desenho do circuito é fornecido em tamanho natural.

14
o material necessário para a constru- • 1 frasco de verniz protetor • 1 b roca de 1 mm
ção "artesanal" de u m c i rc u ito impres-
• 1 pincel ou caneta especial • 1 b roca de 1,5 m m
so é o segu inte:
1 b roca de 4 mm
1 lápis ou g rafite tipo H


• 1 frasco d e solvente (acetona ou ben-
1 placa cobreada
1 rég ua

zina) •

• vas i l h a plástica rasa, semelhante à


• 1 frasco de agente para g ravação • 1 folha de papel m ilimetrado bandeja para revelação de fotos
(normalmente percloreto de ferro ou
persulfato de amônio) • 1 punção • pi nças plásticas espec iais.

8; Os furos são marcados na placa com uma punção, para que 9.Uma das brocas que devem ser usadas na construção
. do cir-
a broca não escorregue e danifique o cobre. cuito, com 1 mm de diãmetro.

10_ Para furos um pouco maiores, utiliza-se uma broca com cer­ 11. Outra medida de broca. Os diâmetros das brocas usadas
ca de 1,5 mm de diâmetro. variam de acordo com o circuito que se pretende construir.

15
Depois de copiar o desenho em papel Depois de cortada a placa no taman ho quem bem marcados sobre a placa.
m i l imetrado, apóie a folha sobre a pla­ certo, coloque o papel m i l i metrado com Terminada essa operação, convém ve­
ca cobreada e trace seus contornos, o desenho sobre o lado cobreado. Na rificar se os furos ind icados no dese­
de modo que você possa cortar o pe­ fase seguinte você vai passar para o n ho correspondem exatamente aos im­
daço de placa no tamanho exato, cor­ cobre da placa os pontos de furação do pressos no cobre. Em seguida faça a
respondente à superfície que vai ocu­ circuito. Para isso use a punção, que é furação da placa. Para os furos desti­
par o c ircu ito i mpresso. apoiada sobre os pontos marcados no nados aos terminais de resistores, ca­
Para cortar a placa você pode usar u m papel e pressionada com força. Tome pacitores, transistores e outros compo­
cortador d e placas, u m a tesoura para cuidado para não estragar o desenho e nentes com terminais de mesma es­
laminados ou uma serra para metal. para que os pontos de referência fi- pessura, use a broca de 1 mm. Para os

12·1 3. Placa cobreada cortada no tamanho necessário e a mesma placa depois da


furação.

16. Para traçar as trilhas u tiliza·se um pincel ou uma caneta especia l, que se encon·
tram em lojas de material eletrônico.

14. Para limpar a placa usa·se um sol ven·


te apropriado.

15. O solvente é passado sobre a placa


com um pano ou com um chumaço de aI·
godão.

16
term inais em forma de baioneta, ou furadei ra elétrica. No segundo caso, plesmente, para evitar qualquer deslo­
pernas, resistores reguláveis verticais, porém, é aconselhável usar a furadeira camento lateral da furadei ra. Esse des­
diodos de potência e qualquer outro montada em um suporte de coluna ver­ locamento pode provocar a quebra da
componente dotado de terminais gros­ tical, para evitar vib rações e desloca­ b roca. Depois de feita a furação, confi­
sos, use a broca de 1,5 m m . O s furos mentos. A broca menor dificilmente se ra novamente a placa com o desenho,
para os parafusos de fixação do ci rcui­ adapta às furadei ras de tamanho natu­ para certificar-se de que nenhum furo
to impresso são feitos com uma broca ral. N esse caso é mel hor uti l izar as mi­ foi esquecido.
de 3,5/4 mm de diâmetro. nifuradeiras para circuito im presso. Antes de traça r as tri lhas sobre a pla­
As brocas podem se r montadas, indife­ Quando você fizer o furo não aperte a ca, é necessário l i m pá-Ia com um pano
rentemente, em furadeira manual ou broca sobre a placa, mas apóie, sim- limpo ou um chumaço de algodão em-

77·18. Depois de uma conferência final dos furos da placa com os do desenho, pode·
se começar a traçar as trilhas com o pincel.

21.A placa é imersa na solução colocada em uma bacia semelhante à usada para reve­
lação de fotografias.

19. Para fazer a gravação da placa, usa·se


uma solução corrosiva própria, em geral
percloreto de ferro.

20.A placa é manipulada com uma pinça


especial, para evitar marcas gordurosas
sobre o cobre.

17
bebido em solvente, para que a superff­ Agora você pode começar a desenh a r o lado chanfrado vi rado para a placa,
cie do cobre fique bem l im pa. sobre a placa as tri l has copiadas no para evitar que a tinta se espalhe quan­
A part i r desse momento, a superfície papel m i l i metrado. Para essa operação do se des loca a régua. Comece a tra­
d o cobre não deve mais ser tocada use um pincel o u uma caneta com tinta çar as trilhas a partir da área superior
com os dedos, para evitar o apareci­ espec ial, papel transferível ou adesivos do c i rcu ito, mantendo o pincel n a posi­
mento de manchas gordu rosas, as especiais. Sem dúvida, porém, o pincel ção ve rtical e fazendo cada traço com
quais i mpedem que a ti nta espec ial do ou a caneta especial são mais i ndica­ u m ú n ico movimento, sem parar. É
p i n cel o u da caneta adira ao metal . Por dos, por serem simples e econômicos. conveniente que você repasse o pincel
isso é aconselhável o uso de l uvas de Comece a traçar as tri lhas usando o la­ duas ou três vezes em cada traço, para
borracha, do tipo c i rúrgico. do da régua que contém a escala, com_ que a tinta cubra completamente o co-

22. Depois de ter deixado a placa em imersão o tempo necessá­ 23. Circuito depois do banho na solução corrosiva. Como se vê,
rio, ela é retirada com a pinça. Cuidado para não se sujar, pOis a o cobre não recoberto pela tinta especial foi removido.
solução deixa manchas que não saem.

24. Agora é o momento de remover, com solvente, a tinta que 25. O circuito impresso está finalmente pronto para as opera­
protege as trilhas de cobre. ções de colocação e soldagem dos componentes • .

18
bre e não fiquem porosidades, que i rão não prolongar a i m e rsão além do ne­
provocar manchas. cessário, para evitar que sejam ataca­ Por que é aconselhável copiar
Em torno de cada furo trace com ° pin­ das também as partes cobertas. A so­ o desenho do circuito em papel
cei um pequeno círculo (ilha), que deve lução age mais rapidamente se o c i r­ millmetrado?
Porque, dessa maneira, não há o perigo
ser l i g e i ramente maior que os traços cuito for imerso late ral mente. Isso evi­
de errar as distâncias entre os diversos
que saem del e. ta que o cobre destacado se deposite furos.
Terminado o traçado, cubra i mediata­ novamente sobre a p laca. Quando vo­
mente o p i ncel para evitar que a t i nta cê tiver c erteza de que o processo de Por que é necessário marcar com
seque. Depois de 2 ou 3 minutos, o tra­ g ravação termi nou, t i re a placa da so­ uma punção os pontos que deverão
ser furados na placa?
çado das trilhas estará completamente lução e lave com água co rrente abun­
Porque, de outra maneira, a ponta da
seco. N esse i ntervalo você pode fazer, dante. O líquido que sobra pode ser re­ broca poderia escorregar, danificando o
com o auxílio da punção, os retoques colocado no frasco e uti lizado outras cobre da placa.
nos pontos que não foram bem cober­ vezes, até perder seu poder de corro­
tos pela tinta. Agora a placa está p ron­ são. Aí, sim, você terá que usar uma Qual o efeito do solvente na
superfície cobreada da placa?
ta para o processo de g ravação, no solução nova. Uma vez lavada, seque
Elimina a camada de sujeira e óxido que
qual vamos e l iminando, por corrosão, a placa com um pano l i mpo. Em segui­ o cobre sempre apresenta, facilitando a
as partes de cobre em excesso. A solu­ da passe novamente so lvente para re­ ação da solução corrosiva.
ção corrosiva (a mais usada é a de per­ mover a tinta que permaneceu na pla­
o que se usa para remover o cobre
cloreto de ferro) deve ser derramada ca. Depois dessa operação, a placa es­
excedente da placa?
na vasi l h a de plástico em quantidade tá com seu aspecto defin itivo. A opera­ Usa-se uma solução corrosiva, em geral
suficiente para cobrir a placa. Segure a ção seguinte consiste em polir nova­ percloreto de ferro ou persulfato de
placa com uma p i n ça de plástico para m ente as trilhas de cobre com o sol­ amônio.
fazer a i m ersão. vente ou com um desoxidante, para
De que maneira age a solução
Tome cuidado para não tocar com as torná-Ias bril hantes e bem l impas. O
corrosiva sobre o cobre?
mãos ou com as roupas a solução cor­ processo te rmina com a apl icação do O líquido reage quimicamente com a su­
rosiva, pois ela deixa manchas que não verniz protetor sobre as trilhas, o que perfície de cobre que não estiver prote­
saem. O c ircuito deve ficar i m e rso na i m pedirá sua oxidação e faci l itará a gida pela tinta especial, até eliminá-lo
completamente.
solução até desaparecerem todas as adesão do estanho no momento da sol­
áreas de cobre que não estiverem co­ dagem dos termi nais . Para que serve o pincel ou
bertas pela tinta. O tempo de imersão Feito isso, está terminado o trabalho d e a caneta com tinta especial?
varia de 30 a 60 m i nutos. Aquecendo­ construção d o c i rcuito i mp resso para a Para proteger o cobre que formará as
se a solução a 500e (no caso do per­ montagem dos componentes. No início trilhas do circuito e que, no momento da
gravação da placa, não deve ser de ma­
clo reto de ferro) ou a 42°e (no caso do os c ircuitos não serão perfeitos. Mas,
neira alguma removido.
persulfato de amônio), o tempo se re­ pouco a pouco, você vai adquirindo
duz conside ravelm ente. É i m po rtante prática de construção. o que aconteceria se a placa fosse
deixada na solução corrosiva por um
tempo demasiadamente longo?
As trilhas condutoras protegidas pela
tinta seriam eliminadas pelo líquido, que
penetraria através das bordas.

Qual a função do verniz protetor que


se aplica na fase final da construção
26.A foto mostra um circuito impresso produzido com as operações descritas (à es­ do circuito?
querda) e um circuito de produção industrial. Impede a oxidação da superfície das tri­
lhas de cobre e facilita a soldagem dos
terminais nas ilhas.

19
TRANSMISSOR SEM FIO
M '" etffitHttttWftt'''' : e #±$#V f :c .. J
Esta é a possa primeira montagem. Trata-se de um pequeno radiotransmissor sem
fio. E um aparelho composto de um microfone que capta os sons e de um
transmissor que os transmite na faixa de freqüência m odulada. Você pode usá-lo de
várias maneiras: para tomar conta das crianças que estão dormindo
ou brincando no outro quarto, para a comunicação com pessoas doentes,
como um e ficiente sistema de alarme, e tc.

3. Os únicos semicondutores usados


no transmissor sem fio são os dois tran·
sistores da foto: BC494 (ou BC254 ou
ainda BC495) e BC548 (ou BC237).

1. Este kit poderá �er montado mesmo por aqueles que nunca realizaram uma mon­
tagem ele trônica. E só seguir atentamente as instruções.

2. O circuito impresso é a base da montagem, e serve para a ligação entre os com­


ponentes eletrônicos. Na foto, o lado destinado à montagem dos componentes.
4. Os resistores de 1 /8 W são os com·
ponentes passivos mais comdns nas
montagens eletrônicas. Na foto, os re·
sistores usados na montagem.

5. Nesta foto são mostrados os compo­


nentes pertencentes ao grupo dos capa·
citores cerâmicos, de baixos valores.

20
Vamos descrever, passo a passo, a
m ontagem de u m aparelho m u ito s i m­
o traçado do circuito p l es, mas com muitas a p l icações. Pa­
Ao lado está o desenho das trilhas do circuito (lado ra construí·lo basta ter um pouco de
cobreado) usado para a montagem do transmissor tempo l ivre e um mínimo de pac i ên·
sem fio. Para a construção do circuito (ver explica­
ção no capítulo anterior), é necessário apenas co­
c ia. Segui ndo as nossas i n struções
piá-Ia em papel milimetrado, pois ele se encontra não vai haver, certamente, nenhum
em tamanho natural. Em todos os capítulos de problema de m ontagem.
Montagem é fornecido o desenho do circuito im­ O apare l ho é um transm i ssor sem fio.
presso, que deve ser construído para cada moma­
E le se compõe de u m sensíve l m i cro·
gem sugerida. Dessa forma, torna-se mais fácil o
trabalho dos leitores, que não precisam desenhar
fone de e l et reto que capta os sons e
todas as trilhas do circuito. de um pequeno trans m i ss o r que os
transm ite na faixa de freqüên c i a m o·

6. Grupo dos capacitares tubula res, de


altos valores, chamados eletrolíticos.

9. Na foto vemos uma bobina de sete 10. Os microfones de eletreto se carac·


espiras, com derivação na terceira, que terizam por uma grande sensibilidade
deverá ser s oldada na posição indicada em relação ao seu tamanho reduzido.
na placa de circuito. No interior dessa minúscula cápsula já
existe um circuito eletrônico ultra·sen­
sível que fornece uma grande amplifica­
ção do som captada.

11. Material adicional empregado na montagem: suporte de pilhas, fio para antena e
duas folhas de material isolante.
7. Capacitor variá vel (trimmer). Na foto
vemos um trimmer de plástico. O para·
fuso central ajusta a capacidade desse
elemento de modo a encontra r um pon­
to correto para que a transmissão seja
limpa e fiel, sem interferências.

8. A chave H·H é a que liga e desliga o


transmissor, podendo ser soldada na
própria placa de circuito impresso.

21
dulada (FM). Ass i m , os sons podem casa), além da comun i cação entre seguintes fer ramentas e mater i ais:
ser captados com fac i l idade e rep ro­ automóveis. um fer ro de sol dar reto, de 24 W ou
duzidos por u m aparelho rad i o r recep­ Se você usar um receptor de sensi· 30 W; um alicate de corte para desen­
tor FM de t i po nor m a l . bilidade média o seu alcance che· capa r os fios; um a l i cate de b i co (ali­
Esse t ransmissor pode s e r usado ga a 200 metros. cate de pontas retas); uma chave de
também como um m ic rofone sem fio, O ú nico comando que o aparelho pos­ fenda comum para pa rafusos de fen­
como os que são emp regados em sui é um i nter ruptor s i m p les liga-des­ da méd i a; uma c h ave de fenda de
m uitos p rog ramas de televisão. l iga, o que sim p l ifica m uito o seu uso. p l ástico para regul agem do t rim mer;
Mas você vai encontrar m i l uti l i dades Uma vez l igado, basta regu l a r a s i nto­ fio de solda.
para esse dispos itivo dentro de casa: n ia do recepto r até ouvi r o s o m emiti­ Os com ponentes e letrô n i cos neces­
a vig i l â n c i a das c rianças, a comun i ­ do pelo m i c rofone. Para realizar a sá rios , que deverão ser montados na
cação com doentes, o ala rme con t ra montagem , além dos com ponentes p l aca de ci rcuito imp resso, são os se­
lad rões (captando sons estranhos na i ndicados adiante, você vai usar as guintes:

12. Esta é a caixa metá lica usada para a 1 3. Modo correto de segurar os terminai� dos resistores para depois dObrá.los, ano
montagem do kit Observe no lado direi­ tes de sua fixação na placa do circuito. E uma operação que exige muita atenção.
to da foto a gaveta que vai servir de su­
porte para a placa de circuito impresso
e para o porta·pilhas.
15. Modo de encaixar os resistores nos furos do circuito. O
corpo dos resistores deve ficar apoiado na placa de circuito
1 4. Terminais dos resistores, depois de dobrados. impresso, do lado não·cobreado.

22
• 1 placa de c i rc u i to i m p resso l ho) e 1 de 47 KQ (a m a relo, vio l eta, • 1 chave H - H (chave l ig a-desl iga)
• 1 m i c rofo ne de eletreto de dois ter­
l a ranja) • 1 bobina de sete esp i ra s feitas por
m inais • 2 capa c i tares cerâ m i cos (ou pia· um fio n u 2 6 AWG, en rol adas em
tes) de 2,2 nF, 1 capac i tar cerâm i­ to rno de um núcleo de 4 mm de diâ­
• 8 resisto res de 1/8 W e 10% de to­
m etro
l er â n c i a 1 de 47 KQ (am a rel o , vio le­
co de 6 p F (ou 6,8 pF), 1 capa c i tar
t a , l a ranJa ) , 1 de 6,8 KQ (azul, c i nza,
cerâm i c o de 18 p F , 1 c apac i tar ce­ • fio para a nten a
râmico de 10 nF
vermelho), 1 de 8,2 KQ (cin za, ver­ • 1 caixa metá l i c a com g aveta
m el h o , vermelho) , 1 de 4,7 KQ(ama­ • 2 capacitares eletrolíticos de 4,7 n F • 1 supo rte para 2 p i lhas pequenas
relo, vio leta, vermelho), 1 de 8,2 KQ
• 1 tra nsistor BC548 (ou BC237), 1 • 2 peças d e fen o l i t e p a r a isol amento
(cinza, verme l h o , vermelho), 1 de
transisto r BF494 (ou BF254 ou 495) elétrico
150 KQ (ma r ro m , verde, a m a relo), 1
de 1,8 KQ (m a rrom, c i n z a , verme- • 1 trim mer de p lástico • solda.

76. Ferramentas necessárias para a montagem do kit: alicate de bico para dobrar os terminais dos resistores, alicate de corte
para cortar os excessos, chave de fenda de plástico para regular o trimmer, chave de fenda pequena para prender a gaveta na
caixa metálica, ferro de solda r de 24 W.

77. Detalhe do ferro de soldar de 24 W, 110 V. Observe a sua 18. Uma das u tilidades da chave de fenda de plástico é a de
ponta fina, especial para soldagens onde não haja muito es· regular o trimmer do seu transmissor sem interferir no ajuste
entre os filetes do circuito impresso. da capacidade desse componente.

23
Agora voc ê j á pode i n i c i a r a mo nta­ tão dob rados nos fu ros correspon· • no n ú m e ro 8, coloque e solde o re­
g e m , começando pelos resi sto res, d e ntes , Esses fu ros estão ass i n a l a­ s i stor c i n za-ve r m e l h o - verm e l h o
c ujos term i nais devem s e r dobrados, dos no c i rc u i to i m p resso da foto c o m
• n o n ú m e ro 9 , coloque e solde o re­
antes de s e re m m ontados n o c i rc u ito os c ír c u los n u m e rados de 6 a 13,
s i sto r a m a re l o-violeta-ve r m e l h o
i m p resso, Faça essa ope ração com o Na h o ra da montag e m , s i g a com m u i­
a l icate de pontas retas, segu rando to c u idado a seg u i nte o rdem • n o n ú m e ro 1 0 , coloqu e e solde o
com f i rm eza o componente c o m a o u ­ o u t ro resisto r c i n za-ve rm e l h o-ver­
tra mão, Essa dobragem dos t e r m i ­ • n o lugar c o r respondente ao n ú m e ro melho
n a i s deve s e r feita e m u m ponto p ró­
6 , coloque e solde o resistor a m a re­ • n o n ú m e ro 1 1 , coloque e solde o re­
x i mo ao co rpo do compon e nte, m as lo-vio leta-preto s i stor m a r rom-ve rde-amarelo
tomando m u ito c u idado para não da­
n if i c á-lo, • no n ú m e ro 7 , coloque e solde o re­ • n o n ú m e ro 1 2 , coloque e solde o re­
Agora, monte os resistores q u e já es- s i stor azu l-c i n za-ve rmel h o s i stor m a r rom -c i nza-verm e l h o

10 11

2n2

4K 712 1 50KQ 8K2Q 5

6,6pF
4 T1
4,7"F

+ 10nF
r+
1
1 8pF

C1 3V

13

2n2F 47KQ
Mie

6 K aQ

19. Este esquema elétrico m ostra a tra vés de símbolos gráficos a interligação de todos os componentes do seu tra nsmissor.

20. Circuito impresso com os resistores nos círculos nume· 21. Como soldar. A proxime a ponta quente do soldador ao lo­
rados de 1 a 8. Uma vez terminada essa operação, passa-se à cai onde será feita a soldagem. Coloque a solda exatamente
soldagem dos terminais, procurando não deixar cair os resis­ no ponto de junção do ferro de soldar com a placa e o termi­
tores quando virar o circuito. nal do componente, e faça a soldagem.
.. n o n ú m e r o 1 3 , c o l o q u e e s o l d e o re­ to res n o s l u g a re s m a r c a d o s no c i r c u i ­ t r a n s i st o r e s , monte os c a p a c i to re s
s i s t o r a m a r e l o -v i o l e t a - I a r a n j a . t o . M a s , m u i t a ate n ç ã o : e s s e s c o m ­ e l et r o l í t i c o s n o s l u g a re s a s s i n a l ados .
p o n e n t e s t ê m d e s e r co l o c a d o s d o l a ­ Os c a pa c i to re s t a m b é m d e v e m s e r
C U idado n a h o r a d e s o l d a r os t e rm i n a i s d o c e rt o . E x a m i n e u m t ra n s i s t o r e re ­ c o l o c ados d o l ad o c e rt o , o b e d e c e n do
p a ra e v i t a r q u e , p o r excesso de esta­ p a re q u e e l e t e m u m l ad o c h a n f ra d o . à s u a p o l a r i d a d e . N o co rpo do capa­
nho n a s o l d a , p rodu z am-se c u rtos -c i r­ E s s e l a d o deve co i n c i d i r c o m o l ad o c i t o r você v a i e n c o n t r a r uma g rava­
c u itos c o m os t e r m i n a i s v i z i n hos . r e t o d o d e s e n h o n a p l a c a . C u i d ad o ç ã o i n d i c a n d o o lado pos i t i vo ( + ) ou
Ve r i f i q u e em s e g u i d a as l i g aç õ e s . D e ­ p a ra n ão i n v e rt e r a p os i ç ã o l o n e g a t i vo ( - ) . S e e s t i v e r m a rcado o
pO I S , co rte o e x c e s s o d e todos os t e r­ C o l o q u e e m T 1 o t ra n s i st o r B F 494 ( o u l a d o pos i t i vo , e s t e d e v e r á c o i n c i d i r
m i n a i s c o m o a l i c a t e de c o rt e , d e i ­ B F2 5 4) e , n o l u g a r a s s i n a l a d o c o m com a i n d i cação + d a p l a c a d e c i r­
x a n d o n o c i rc u i t o a p e n a s a s p a rtes T2 , c o l o q u e o t ra n s i st o r B C 5 4 8 ( o u c u i t o i m p re s s o . C a s o e s t e j a a s s i n a l a­
cobertas p e l a s o l d a . BC2 3 7 ) D e p o i s d e t e r s o l d ad o e c o r­ do o l a d o n e g a t ivo n o corpo d o capa­
Ag o r a , v o c ê p o d e m o n t a r o s t r a n s i s - tado o e x c e s s o dos t e r m i n a i s dos c i t o r , o o u t ro l ad o é que deverá c o i n -

22.Depois dos resistores são montados os transistores 23. Indicação das posições C1 e C2 da placa com detalhe dos
BF494 e BC548. que devem ocupar as posições T1 e T2. sinais + que c orrespondem à polaridade positiva dos capaci.
tores eletrolíticos.

24. Montagem dos capacitores eletrolíticos, nas posições C 1 25. São 5 os capacitores cerâmicos deste circuito. Eles ocu·
e C2 da placa d e circuito impresso. pam as posições assinaladas com os números de 1 a 5.

25
c id i r com o + i n d i c ado na placa. De­ • n o n ú m e ro 2 , coloque e solde o ca­ Àgo ra você d eve montar a bobi n a .
po is de t e r soldado e cortado o exces­ pacitor 6 p F (ou 6,8 pF) Peg u e u m parafuso com o d i â metro
so dos t e r m i nais dos capac ito res e l e­ • no n ú m e ro 3 , coloq u e e solde 1 ca­ a p ro x i m ado de 4 m m e e n role o fio
t ro l íticos, você deve r á colocar os ca­ pacitor 2 , 2 nF (ou 2200 pF o u 2 K2) nu, dando sete voltas completas. D e­
pacito res c e râmicos. N esse caso não pois, reti re o parafuso e solde na ter­
ex iste pol a r idade . Os compone ntes • no número 4 , coloque e solde o ca­ c e i ra es p i ra u m pedaço de fio n u .
deve m s e r so ldados bem rente à p l a­ pacitor 1 8 pF (ou 1 8 p) A bob i n a de sete espi ras deve s e r
ca de c i rc u ito. Para essa montag e m , • no n ú me ro 5, coloque e solde o o u ­ montada de m a n e i r a q u e s uas espi­
respeite a seguinte o rde m : t ro capacito r 2 , 2 n F (ou 2200 p F o u ras f i q u e m eq ü i d i stantes. E l a deve
2 K2) . ser soldada e o excesso de solda de­
• n o l ug a r assina lado c o m o n ú m e ro O excesso dos t e r m i n a i s desses ca­ ve ser reti rado e m seguida . Depois
1 , coloque e solde um capac itor de pacito res também deve ser cortado d isso você pode fazer a m o ntagem
1 0 nF (ou 1 03 o u 0 1 ) depois da soldag e m . da c h ave H- H no l u g a r i n d i c ado na

26. A s oldagem d o terminal central da bobina é delicada. Na 2 7. Montagem da bobina no local indicado por um desenho
foto, a maneira de realizá·la. Observe que a solda está sendo representando a própria bobina.
feita da terceira espira.

28. A chave H-H deve ser s oldada na placa de circuito impres­


so, logo depois da bobina, no lugar indicado. 29. Montagem do trimmer a o lado do capacitor cerâmico 1.

26
i l u st ração, ao lado dos resi stores 9 , d e p i l h as . Deixe os seus fios com os pontos suspe itos devem s e r repas­
1 0 e 1 1 . Coloq u e então o t r i m m e r , se­ a p roxim adame nte 3 c m e descasq u e sados com o soldador.
g u i ndo a i n d icação, ao lado do c apa­ a s pontas. Co loque o f i o v e r m e l h o no Ass i m c h ega mos ao fim da monta­
c itor cerãmico n ú m e ro 1 . f u ro q u e. tem o sinal + , e o p reto no gem e l et rô n i c a . Vamos agora à mon­
A ú lt i m a fase da montagem deste c i r­ f u ro com o s i n a l - (veja essas d uas i n ­ tagem m e c â n i c a do apare l h o . Peg u e
c u ito consiste na colocação do mi­ d icações ao l ado da i n d icação do a g aveta de a l u m í n i o e iso le-a (veja as
c rofone de elet reto. Tom e m u ito c u i ­ t ra n s istor T2). F i n a l m ente, solde a an­ fotos 33 e 34), para que não haja con­
dado , pois esse com ponente também tena n a pos i ção i n d i cada pela letra A. tato , evitando u m c u rto-c i rc u ito. Ago­
possu i uma polar idade correta, o u se­ N esse momento é necess á rio confe­ ra pegue o c i rc u ito j á p ronto e i n t ro­
ja, o fio verme l h o deverá s e r e n c a ixa­ ri r toda a montagem e os valo res de d u za p r i m e i ro o f i o d a antena, de den­
do no f u ro com a i n d i c ação + , e o fio todos os componentes. Exa m i n e os t ro para fora do apare l h o . E m s eg u i­
preto, no f u ro com a i n d i c aç ão t e r ra pontos de solda para v e r i f i c a r se há d a , i n t roduza o m i c rofone, no mesmo
(vej a foto 2) . Agora é a vez do suporte a l g u m eve ntual c u rto- c i rc u ito. Todos sentido. Antes de fecha r a caixa com

30. A foto mostra o lado cobreado da placa, depois da monta· 3 1 . Vista geral da placa com o porta·pilhas, o microfone de
gem do trimmer. eletreto e o fio de antena soldados. Observe a posição onde
vai ser montado o microfone de eletreto, exatamente entre os
resistores 8 e 12.
32. Vista explodida indicando a montagem da placa
de circuito impresso e o portaopilhas na caixa metá lica.

33. Detalhe da posição da folha isolan·


te na base da gaveta metá lica.

34. Detalhe da posição da folha isolan­


te na parte latera l da gaveta metálica.

27
a tampa, coloque as p i l h as . O l ado da 4 . l i g u e o seu transmissor, e m pu rran­ Se o apare l h o não f u n c i o n a r bem , ve­
p i l h a com o s i n a l - deve f i c a r em con­ do a chave n a d i reção L ( l iga) g ra­ rifique atentamente todo o trabalho
tato c o m a mola . vada na caixa rea l izad o , passo a passo, p rocu rando
Para p ô r em f u n c i o n a mento o m ic ro­ 5. com u m a c have de fenda de p lásti ­ falhas q u e possam ter passado des­
t ra n s m issor, s i g a as i n struções: co, g i re o parafuso branco do t r i m ­ perceb idas. Observe , po r exemp l o,
1 . l i g ue q u a l q u e r recepto r de F M e m e r até e s c u t a r u m a p i t o forte ( m i ­ se os t e r m i n a i s dos t rans i stores T1 e
s i nton ize em u m a faixa pe rto dos c rofon ia) no receptor de F M . T2 foram montados corretamente .
1 00 o u 1 04 M H z Esses apitos i nd icam q u e o aparelho N as p r i m e i ras montagens você pode
2 . deixe o vol u m e d o rádio quase n o está bem regulado, existi nd o uma l i ­ cometer e rros, mas n ão desan i m e ,
m á x i mo g ação acústica entre os dois e l e m e n­ p o i s t u d o é u m a questão de p rática.
3 . peg u e o seu t r a n s m issor e ap roxi ­ tos. Mas q uando você colocar o apa­ E , p raticando , seg u i ndo as i n struções
me-se do receptor de F M a u m a re l h o em uso, afaste-o do receptor com m u ita atenção, logo as suas
distâ n c i a d e m a i s ou menos 1 m até q u e os apitos desapare ç a m . montagens estarão pe rfe itas .

Qual a causa da interferência (api to)


q u e se produz quando se aproxima
o microfone do radiorreceptor?
O fenômeno acontece porque o microfo·
ne capta o rumor emitido pelo aparelha
de rádio. Conseqüentemente, gera-se
uma oscilação que a gente pode ouvir
sob a forma de um apito muito agudo e
desagradável.

Q ua l a diferença entre esse


microfone e o microfone
convencional?
O primeiro possui um pequeno transmis­
35, Posição da placa com a antena, o mi­ 36. Depois de colocar as pilhas, o rádio
deve ser ligado em FM, seguindo as ins·
sor incorporado ao circuito.
crofone de eletreto, a chave H·H e o por·
ta·pilhas encaixados na gaveta metálica. truções dadas. Enquanto você fala no mio Qual a função da antena do
crofone, deverá ir regulando o trimmer. transmissor?
Serve para a transmissão das ondas ele­
tromagnéticas. Se não houvesse ante­
na, a transmissão teria um alcance mui­
to limitado.

37. Depois de ter efetuado o ajuste, afaste·se do FM. Se o som sumir logo, procure Qual a função do capacitor variável
ajustar o parafuso do trimmer em outra posição. ou trimmer?
Variar a freqüência de transmissão do
aparelho, para poder regulá-lo para uma
área da faixa de freqüência modulada
onde não haja outras emissoras.

o q u e se deve fazer quando se


capta o sinal e m dois pontos
diferentes da faixa de
sintonia de FM?
Deve-se afastar lentamente o aparelha
do receptor até se obter uma sintonia
única, mantendo sempre a ligação acús­
tica através do apito do qual já falamos.

Como se comporta o transmissor


e m presença de sons muito fortes
ou q u a ndo fica mu i to próximo
à boca?
Acontece uma distorção do som devido
à saturação do amplificador, que faz
com que os sons recebidos pelo micro­
fone sejam, àS vezes, muito confusos.

28
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