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2.

ORDENADOR DE DESPESAS - OD
Em várias aulas fizemos referências ao Ordenador de Despesas – OD, de forma
contextualizada com o tema a que a aula se refere. Vamos apenas apresentar
alguns tópicos de legislações que citam o OD.
2.1. OD no Decreto-Lei 200/1967
O Ordenador de despesa é toda e qualquer autoridade de cujos atos
resultarem
emissão de empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio. É
uma autoridade com atribuições definidas em ato próprio, entre as quais as de
movimentar créditos orçamentários, empenhar despesa e efetuar pagamentos.
Os órgãos de contabilidade inscreverão como responsável todo o ordenador
da
despesa, o qual só poderá ser exonerado de sua responsabilidade após
julgadas
regulares suas contas pelo Tribunal de Contas. O ordenador de despesa, salvo
conivência, não é responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional
decorrentes de atos praticados por agente subordinado que exorbitar das
ordens recebidas.
2.2. OD na Lei de Responsabilidade Fiscal
Na LRF, a geração de despesa se refere ao aumento de despesa por meio de
criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental.
Consoante o art. 16 da LRF, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação
governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de:
I – estimativa, com as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, do impacto
orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois
subsequentes;
II – declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação
orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o
plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
Repare que o ordenador de despesas é responsável por declarar que o
aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária
anual
e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentária.
Se o OD não emitir tal declaração, as despesas serão consideradas não
autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público.
O referido art. 16 ainda define despesa adequada com a LOA e despesa
compatível com PPA e LDO.
• Adequada com a LOA: a despesa objeto de dotação específica e
suficiente, ou que esteja abrangida por crédito genérico, de forma que,

somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar,


previstas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os limites
estabelecidos para o exercício;
• Compatível com PPA e LDO: a despesa que se conforme com as
diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e
não infrinja qualquer de suas disposições.
Tais normas constituem condição prévia para empenho e licitação de serviços,
fornecimento de bens ou execução de obras, bem como para desapropriação
de
imóveis urbanos a que se refere o § 3.o do art. 182 da CF/1988. A geração de
despesas ou assunção de obrigações que não atendam o disposto nos arts. 16
e
17 da LRF serão consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao
patrimônio público.
Ressalva-se dessas determinações a despesa considerada irrelevante, de
acordo com o que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias.
2.3. OD no Decreto 93.872/1986
Art. 39. Responderão pelos prejuízos que acarretarem à Fazenda Nacional, o
ordenador de despesas e o agente responsável pelo recebimento e
verificação, guarda ou aplicação de dinheiros, valores e outros bens públicos.
Parágrafo único. O ordenador de despesa, salvo conivência, não é
responsável
por prejuízos causados à Fazenda Nacional, decorrentes de atos praticados por
agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas.
O referido decreto apenas reforça a responsabilidade do OD e replica o
Decreto-
Lei 200/1967. Reforça que o ordenador de despesa, salvo conivência, não é
responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional decorrentes de atos
praticados por agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas.
Art. 43. A ordem de pagamento será dada em documento próprio, assinado
pelo
ordenador da despesa e pelo agente responsável pelo setor financeiro.
§ 1º A competência para autorizar pagamento decorre da lei ou de atos
regimentais, podendo ser delegada.
§ 2º A descentralização de crédito e a fixação de limite de saques a unidade
gestora importa mandato para a ordenação do pagamento, observadas as
normas legais pertinentes.

O pagamento consiste na entrega de numerário ao credor mediante cheque


nominativo, ordens de pagamentos ou crédito em conta. No SIAFI, é realizado
mediante ordem bancária, equivalente à dívida líquida. É o último estágio da
despesa. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após
sua
regular liquidação. Desta forma, nenhuma despesa poderá ser paga sem estar
devidamente liquidada.
O art. 64 da Lei 4.320/1964 define ainda a ordem de pagamento, a qual é o
despacho exarado por autoridade competente determinando que a despesa
seja
paga. Ou seja, é a assinatura do gestor público determinando o pagamento.
O art. 43 acima determina que a ordem de pagamento seja dada em
documento
próprio, assinado pelo ordenador da despesa e pelo agente responsável pelo
setor financeiro.