Você está na página 1de 19

CAPÍTULO 3

Exercícios 3.1

Â
1 1
1. b) Seja a série . A função f ( x )  2 é contínua, decrescente e
k2 ln k x ln x
k2
positiva no intervalo [3,   [. De ln x  1 para x  3, temos
  dx
Ú3 Ú
dx 1
  .
x2ln x 3 x 2 3
 

Ú Â
dx 1
2 convergente Þ convergente.
3 x ln x k2 ln k
k2

Â
k x
d) Seja a série . A função f ( x )  é contínua, positiva e decrescente
1 k 4 1 x 4
k0
em [0,   [. Temos:

  
È 1 arc tg x 2 ù 
Ú0 Ú0
x dx x dx
 lim  lim ÍÎ 2 úû
1  x 4 Æ  1  x 4 Æ  0
1  
 ◊  .
2 2 4



Â
k
Ú
x dx convergente
Þ convergente.
0 1 x 4 1  k4
k0

Â
1
e) Seja a série .
k ln k ln(ln k )
k2

Ú3
1 1
Seja f ( x )  . Então, dx 
x ln x ln(ln x ) x ln x ln(ln x )

 lim [ln(ln ln x )]3   , pois
Æ 
1
[ln(ln ln x )]  x ln x ln(ln x ) .


Â
1
Portanto, a série é divergente.
k ln k ln(ln k )
k2

Â
1
f) Seja a série ,
1
k ln k[ln(ln k )]

k2


Temos Ú3
dx

1
[
lim ln(ln  )1
ln(ln 3)1

x ln x[ln(ln x )]
1
Æ 
]
ln(ln 3)1

 .

1


Ú3
dx
Portanto, é convergente para
 1.
x ln x[ln(ln x )]

Â
1
Daí, é, também, convergente para
 1.
k ln k[ln(ln k )]

k2


3. Suponha que f: [0, [ 씮 ⺢ seja contínua, decrescente e positiva e que a série  f (k )
k0

seja convergente com soma s. Então, Ú0 f ( x ) dx é convergente e temos, para todo n,
n 

0 s  f (k )   f (k )  Ún f ( x ) dx.
k0 kn1
n

 f (k ) é um valor aproximado para s, com erro inferior a Ún f ( x) dx.



Logo,
k0

4.

37
 

 ( E 1) E k f ( E k )  ( E 1)  Ek f (E k )  Ú1 f ( x ) dx
k0 k0

 
E 1 
 ( E 1) E k 1 f ( E k ) 
E Â E k f ( E k )  Ú1 f ( x ) dx
k1 k0

Por comparação, seguem a) e b). Um outro modo de resolver o problema é fazendo a


mudança de variável x  Eu, dx  Eu ln E du, na integral:
 
Ú1 f ( x ) dx  ln E Ú0 E u f ( E u )du, e, em seguida, aplicar o critério da integral e o Exercício
2 desta seção.



5. a) Â f (k ) convergente ¤ Ú1 f ( x ) dx é convergente
k1

(critério da integral e Exercício 2).


Façamos x  Ey. Temos dx  ln E Ey dy. Então,
  

Ú1 f ( x ) dx convergente ¤ Ú0 E y f ( E y ) dy convergente ¤ Â Ek f (Ek )


k0
convergente.
 

b) Â f (k ) divergente ¤ Ú1 f ( x ) dx divergente ¤ Ú0 E y f ( E y ) divergente ¤
k1

¤ Â Ek f ( E k ) divergente.
k0

38

22 2n
 2 k f (2 k )  1 2
 22
 ...  2 n
 ... que é uma série geométrica de
2
6. a)
k0
razão 21
.

 2k
1
Logo, f (2 k ) é convergente para
 1 e s  ; é divergente para
 1.
1 21

k0

b) Utilizando o critério de Cauchy-Fermat e (a):


  

  Â
1
2 k f (2 k ) é convergente para
 1 Þ f (k )  ( E  2) é convergente
k

k0 k1 k1


para
 1.
 

 Â
1
2k f (2 k ) é divergente para
 1 Þ é divergente para
 1.
k

k0 k1

1
7. a) Seja f ( k )  . Então,
k (ln k )

  
ek
  Â
1
e k f (e k )  
e k (ln e k )
k

k1 k1 k1

que é a série harmônica de ordem


: convergente para
 1 e divergente para
 1.
 

 Â
1
Então, f (k )  é convergente para
 1 e divergente para
 1.
k (ln k )

k2 k2

1
b) Seja f ( k ) 
k ln k[ln(ln k )]

 
ek
 e k f (e k )   ek ln e k [ln(ln e k )]


k2 k1


Â
1
 convergente para
 1 e divergente para
 1
k (ln k )

k2
(Exercício 7a).

39


Â
1
Portanto, é convergente para
 1 e divergente para
 1.
k ln k[ln(ln k )]

k2

1
c) Seja f ( k )  .
k ln k ln(ln k ) [ln ln(ln k )]

 

 Â
1
e k f (e k )  é convergente para
 1 e divergente para
 1
k ln k[ln ln k ]

k2 k2
(Exercício 7b).
Portanto,


Â
1
é convergente para
 1 e divergente para
 1.
k ln k ln(ln k )[ln ln(ln k )]

k2

1
d) Seja f ( k )  .
(ln k )

   
ek ek
   Â
1
ek f (e k )   é divergente. Logo, é divergente.
(ln e k )
k
(ln k )

k2 k2 k2 k2

1
e) Seja f ( k )  . Aplicando o critério de Cauchy-Fermat duas vezes, chega-
ln k[ln ln k ]


e k que é divergente (Exercício 7d).
se a  k

k2

Exercícios 3.2


( k  1) e k
1. b) Sejam ak 
2k  3
e ck  e k . A série  e k , usada como comparação, é
k0
1
convergente (série geométrica de razão e 1). Como
ak k 1 1
  lim  lim   0,
( k  1) e k k Æ k k Æ 
  e k
c 2 k 3 2
ambas as séries e são convergentes (pelo critério do limite).
2k  3
k0 k0

40

3
d) Sejam ak  (k  1) e k
e ck  e k/2
. A série  e k / 2 é convergente (série
k0
geométrica de razão e 1/2 1). Temos

ak k 31
lim  lim k / 2  0.
k Æ ck k Æ  e


Pelo critério do limite, a série  (k 3  1) e k é convergente.
k0

 
2  cos k k  3
 Â
1 1 1
f)  . A série  é divergente. Pelo critério de
k 1 k1 k 1 k
k0 k1
 
2  cos k k  3 é divergente.
 Â
comparação, se 1 é divergente, então
k 1 k 1
k0 k0

1 1 lim ak  lim 1  0.
h) Sejam ak  e c k  .
k 2 ln k k 2 k Æ  ck k Æ  ln k

Â
1
Pelo critério do limite, como a série de comparação é a harmônica convergente ,
k2
k2


Â
concluímos que a série 1 é convergente.
k2 ln k
k2

1 1
j) Sejam ak  e ck  .
kk k k
 

 Â
ak 1 1 1
lim  lim 1  1  0. Pelo critério do limite, ambas e são
ck k Æ  k kk k
kk k1 k1
divergentes.

1 1 Ê 2 1 cos 2 x ˆ
l) Temos cos  1 2 sen 2 sen x  .
k 2 2k 2 Ë 2 ¯

41
Como lim k 2 Ê1 cos 2 ˆ  lim 2 k 2 sen 2
1 1

k Æ Ë k ¯ k Æ 2k 2
sen 1/2 k 2 1
 lim 2
◊ sen 2  0, a série tem chance de ser
k Æ 1/2 k 2k


Â
1
convergente. Tomando como série de comparação a harmônica convergente , segue
2k 2
k1

ak  k 2 Ê1 cos 2 ˆ e ck  2 .
1 1
Ë k ¯ 2k

 lim Ê 2 k 2sen 2 ˆ ◊ 2k 2 
ak 1
lim
k Æ  ck k Æ Ë 2k 2 ¯
1 1
sen sen 2
 lim 2k 2 ◊ 2 k  1.
k Æ 1 1
2k 2 2k 2

Pelo critério do limite, concluímos a convergência da série dada.

Ê 1 ˆ 1
m) Sejam ak  ln 1 2 e ck  2 .
Ë k ¯ k
2
1 k
lim k  lim k 2 lnÊ1 2 ˆ  ln lim Ê1 2 ˆ  ln e  1  0 .
a 1
k Æ  ck k Æ Ë k ¯ k Æ Ë k ¯

Pelo critério do limite, como a série de comparação foi a harmônica convergente


 
  lnÊ1 2 ˆ é convergente.
1 1
, concluímos que a série
k2 Ë k ¯
k1 k1

 2 k / 2 é convergente pois é uma série geométrica de razão 2 1/ 2 


1
3. A série 1.
2
k0
k
Façamos ak  e ck  2 k / 2 (  0).
2k
ak k
Temos lim  lim k / 2  0 (por L’Hospital). Pelo critério do limite, a série dada é
k Æ ck k Æ  2
convergente.

k
5. a) Seja lim ,   0. Façamos ln k  u. Logo, k  eu. Se k Æ  , u Æ 
k Æ (ln k )
k eu
lim  lim   (utilizando L’Hospital).
k Æ (ln k ) u Æ  u

42
1 1
b) Sejam ak  
e ck  (  0). Temos
(ln k ) k
ak k
lim  lim  .
k Æ ck k Æ  (ln k )

Pelo critério do limite, visto que a série de comparação é a harmônica divergente


 
 Â
1 1
, concluímos que a série é divergente.
k (ln k )
k1 k2

k2  5 1
6. a) Sejam ak  e ck  .
k 2 (ln k )3 (ln k )3


Â
1
A série é divergente (Exercício 5b)
(ln k )3
k2
k 25
 lim Ê1 2 ˆ  1.
ak 5
lim  lim
k Æ  ck k Æ k 2 k Æ Ë k ¯

k2  5
Pelo critério do limite, concluímos que a série  k 2 (ln k )3
é divergente.
k3

 
2k
Â
2 k é convergente, pois
Â
1 1
c) Para k  4, k 4 . Por comparação, é
k! 2 k! 2 k 4
k0 k4
uma série geométrica convergente.


Â
1
d) A série é convergente (Exemplo 2 da Seção 3.1: critério da integral).
k (ln k )10
k3
Observe que se tomássemos como série de comparação a harmônica convergente


Â
1 a k
, teríamos lim k  lim  .
k 2 k Æ  ck k Æ  (ln k )10
k3

Portanto, o critério do limite não nos daria informação alguma sobre a convergência
ou divergência da série dada.

 k
(ln k )
1
e) Pelo critério de Cauchy-Fermat, o comportamento da série é o mesmo
k3

e(1
)k
que o de  k
. Então, para
1 e   0 ou
 1 e  1 a série será
k0
convergente; para
 1 e 0  1 ou 0
1 e   0 a série será divergente.

43
3
k 53k1 1
f) Sejam ak  e ck  .
k 3 (ln k )2 k (ln k )2


Â
A série 1 é convergente (Exercício 6e)
k (ln k )2
k3

ak 3 k 5  3k  1
lim  lim  0.
k Æ  ck k Æ k2

 3 k 5  3k  1 é convergente.
Pelo critério do limite, a série
 k 3 (ln k )2
k3

(ln k )3 1
g) Sejam ak  e ck  .
k2 k (ln k )2


Â
1
A série é convergente (Exercício 6e)
k (ln k )2
k3

ak (ln k )3 5
2  lim (ln k )  0 (Exercício 5a).
lim  lim ◊ k (ln k )
k Æ ck k Æ  k 2 k Æ k

(ln k )3
Portanto, pelo critério do limite, a série  k2
é convergente.
k3

7. b) Temos sen x x, para 0 x 1. Daí,


1 1
sen , n  1.
3 2 3 2
n n 3 n n 3

Â
1
Pelo critério de comparação, tendo em vista que é convergente, segue
3
n1 n n 23

Ê ˆ
 senÁË n3 n23 ˜¯ é convergente.
1
que
n1

n n
k 1
9. Seja sn  Â ln
k
 Â (ln(k  1) ln k ) 
k1 k1

 ln 2  ln 3 ln 2  ln 4 ln 3  ...  ln (n  1) ln n  ln (n  1)

44
Temos:
 n
k 1 k 1
 ln
k
 lim
nÆ 
 ln
k
 lim ln (n  1)   .
nÆ 
k1 k1


k 1 k
11. a) Temos ln  ln .
k k 1

Utilizando o Exercício 10,


 

k 1
 Â
k
ln    .
k k 1

k1 k1

b) Temos
n

k 1
1
2
n 1
 ln
k
 ln
 ln
2
 ln
3
 ...  ln
n

k1


1
2
n 1
 ln ◊ ◊ ◊ ... ◊ 
1 2 3 n

(
1)(
2) ◊... ◊ (
n  1)
(
1)(
2) ... (
n  1)
 ln  ln
1 ◊ 2 ◊ 3 ◊ ... n n!

Portanto,
n

k 1

(
1)(
2) ... (
n  1) Â ln
k
 e k 1 . Por a),
n!
n

k 1

(
1)(
2) ... (
n 1)
lim  ln
k
lim  e n Æ  k 1  0.
nÆ  n!


(
1) (
2) ... (
n  1)
Ou seja, lim  0.
n Æ n!

c) Temos que

(
1)(
2) ... (
n  1)
(
1)(
2) ◊ ... ◊ (
n  1)
 ( 1) n
n! 144444 42n!444444 3
an
para todo n  1.

45

n

 ( 1)n an é alternada. Temos


an1
A série  1, n  1, logo, an é
an n 1
n1
decrescente.
Como a seqüência an é decrescente e lim an  0(11b) , segue que a série
nÆ


(
1)(
2) ... (
n  1) é convergente.
 n!
n1

Exercícios 3.4

an1 (n  1)! 2 n1 n n


1. b) lim  lim ◊ 
n Æ  an n Æ  ( n  1) n1 n! 2 n
(n  1) 2 2 2
 lim ◊  lim  1
nÆ  ( n  1) Ê n nÆ  Ê n
n ˆ n ˆ
1 1 e
Ë n¯ Ë n¯


n! 2 n é convergente.
Pelo critério da razão a série  nn
n1

(n  1) ◊
n1
 lim Ê1  ˆ

.
an1 1
c) lim  lim
nÆ  an nÆ  n
n nÆ  Ë n¯


Pelo critério da razão, se 0
1 a série  n
n é convergente.
n1
Se
 1 a série é divergente.

Para
 1, temos a série  n, que é divergente.
n1

k 
d) De Â[ ]
n  1 n  k  1 1, resulta Â[ ]
n  1 n   , logo, a série é
n1 n1
divergente.

an
2. Se a  0, então  0. Aplicando o critério da razão:
n!
an  1 an 1 n! a
lim  lim ◊  lim  0.
nÆ  an n Æ  ( n  1)! a n n Æ  ( n  1)

46
 n
a n é convergente. Logo, lim a  0.
Portanto, a série
 n! n Æ n!
n0

an  1 x n 1 n2 x
3. b) lim  lim ◊ n  lim  x. Pelo critério da razão, para
nÆ  an nÆ  ( n  1) 2 x nÆ  Ê 1ˆ2
1
Ë n¯
0 x 1 a série é convergente, e para x  1, divergente. Se x  1, temos a série


Â
1
harmônica convergente . Portanto, 0 x  1.
n2
n1
an1 2n x x n1
d) lim  lim n1 ◊ n  .
nÆ  an nÆ  2 x 2

Pelo critério da razão, a série é convergente para 0 x 2 e divergente para x  2. Para


x  2 teremos an  1, n  1, logo, para este valor de x a série será, também, divergente.
Logo, a série será convergente para 0 x 2.

an  1 x n 1 1 ◊ 3 ◊ 5 ◊ ... ◊ (2 n  1)
f) lim  lim ◊ 
nÆ  an n Æ  1 ◊ 3 ◊ 5 ◊ ... ◊ (2 n  1)(2 n  3) xn
x
 lim  0. Logo, a série é convergente para todo x  0.
n Æ  2 n3

4. Temos ln 1  ln x  ln 2 para 1  x  2.
2
Daí ln 1  Ú1 ln x dx  ln 2; ln 2  ln x  ln 3 para 2  x  3.
3
Daí, ln 2 
Ú2 ln x dx  ln 3.
E assim por diante:

ln (n 1)  ln x  ln n para n 1  x  n
n
Daí, ln (n 1)  Ún 1 ln x dx  ln n.
Então,
2 3 n
ln 1  ln 2  ...  ln (n 1)  Ú1 ln x dx  Ú2 ln x dx  ...  Ún 1 ln x dx  ln 2  ln 3  ...  ln n.
n
ln 1 ◊ 2 ◊ ... (n 1)  Ú1 ln x dx  ln 2 ◊ 3 ◊ ... ◊ n
n
ln (n 1)!  Ú1 ln x dx  ln n! 

47
Temos
n nn
Ú1 ln x dx  [ x ln x x]1  n ln n n  1  ln en ◊ e.
n

nn
De , resulta ln (n 1)!  ln ◊ e  ln n!
en

Segue que:
(n 1)! e n  en n  n! e n .

an  1 (n  1)! x n  1 n n (n  1)
6. lim  lim ◊  lim x ◊
nÆ  n Æ  ( n  1) n  1 n! x n n Æ  1 n
(n  1)Ê1 ˆ
an
Ë n¯
an  1 x
Então, lim  (x  0)
n Æ an e

x
Pelo critério da razão, a série é convergente se 1, ou seja, 0 x e, e divergente se
e
x  e. Para x  e, a série é divergente (Exercício 5). Logo, a série será convergente para
0 x e.

an1
Sendo an  0, n  1, 0 t 1 e t, para todo n  1, resulta an  1 ant, para
an
todo n  1. Assim, a2 a1t, a3 a2t a1t2, a4 a3t a1t3 e de modo geral

an a1tn 1, para todo n  1. Como 0 t 1, a série geométrica  tk é
k0

convergente, daí, pelo critério de comparação, Â ak será também convergente.
k1

an1 Ïa, se n é par


8. a) Temos Ì
an Ób, se n é ímpar
an1
Logo, não existe lim .
n Æ an


b) A série  an é tal que an  0 para todo n  1, pois 0 a b 1.
n1
an1 an1
Por a,  a 1 ou  b 1 . Pelo Exercício 7, a série dada é convergente.
an an

48
c)
Ïa1◊ 4
a4◊2
a ◊4 ◊ a ◊ b1◊ 4
...4
3 b ◊2b ◊4 ◊ b se n  2 k
...4
3
Ô k fatores k fatores
an  Ì
Ôa1◊ 4
a4◊2
a ◊4 ◊ a ◊ b1◊ 4
...4
3 b ◊2b ◊4 ◊ b se n  2 k  1
...4
3
Ó k1 fatores k fatores

Segue que
Ï ab, se n  2 k
Ô
n an  Ì ( 4 k2 ) a se n  2 k  1
Ô ab
Ó b

Olhando para a expressão de an resulta, para n  2, a n an b 1. Daí, para n  2,


0 an bn. A convergência da série segue por comparação com a série geométrica

convergente  bn .
n0
d) À mesma conclusão chega-se olhando para a expressão de n an : lim n an  ab .
nÆ
Como ab 1, pelo critério da raiz, a série é convergente.
e) Este exemplo nos mostra que lim n an pode existir sem que exista o limite
n Æ
a
lim n1 .
n Æ an

Exercícios 3.5

(n  1) n  1 n! e n Ê 1 n 1
 1 ˆ ◊ .
an  1
1. 
an (n  1)! e n  1 n n Ë n¯ e
1 n 1
 lim Ê1  ˆ ◊  1.
an  1
lim
nÆ  an nÆ  Ë n¯ e

Logo, o critério da razão nada revela. Utilizando o critério de Raabe,

Ê ˆ Ê 1 n 1ˆ
lim nÁ1 n1 ˜  lim n ◊ Á1 Ê1 ˆ
a
 (  ◊ 0)
nÆ  Ë an ¯ n Æ  Ë Ë n ¯ e ˜¯

Ê Ê 1ˆ n 1ˆ
1
Á Ë 1  ◊
Ë n ¯ e ˜¯ Ê 0 ˆ
 lim 
nÆ  1 Ë 0¯
n

49
Usando a regra de L’Hospital (duas vezes) temos que o limite acima é 1/2 1 (veja
Exercício 2(s) da Seção 1.1 no Capítulo 1). Pelo critério de Raabe, a série é divergente.

an  1 1 ◊ 3 ◊ 5 ◊ ... ◊ (2 n 1)(2 n  1) 2 ◊ 4 ◊ 6 ◊ ... ◊ 2 n 2n  1


2.  ◊  .
an 2 ◊ 4 ◊ 6 ◊ ... ◊ 2 n(2 n  2) 1 ◊ 3 ◊ 5 ◊ ... ◊ (2 n 1) 2 n  2

O critério da razão nada revela.


È an  1 ù È 2n  1 ù n 1
lim n Í1 ú  lim n Í1 2 n  2 ú  lim 2 n  2  2 1.
nÆ  Î a n û n Æ  Î û n Æ 

Pelo critério de Raabe, a série é divergente.

an  1
(
1)(
2) ... (
n  1)(
n) n! (
n)
3.  ( 1) ◊ ◊ 
an
(
1) (
2) ... (

 1) (n  1)! (n  1)

Pelo critério de Raabe,

È (
n) ù Ê n ˆ
lim n Í1 ú  lim (1 
) ◊ Á n  1 ˜  1 
.
nÆ  Î n  1 û n Æ  Ë ¯

Como 0
1, temos (1 
)  1 e a série dada é convergente.


4. Pelo Exercício 3, Â an é convergente. Portanto, nlim
Æ
an  0 (condição necessária
n1
para convergência).

(
1)(
2) ... (
n  1)
Daí, lim  0.
n Æ n!

5. Voltando ao Exercício 11c (Exercícios 3.2), observamos que

 

(
1)(
2) ◊ ... ◊ (
n  1)
(
1)(
2)...(
n  1)
 n!
 Â ( 1)n 1444442n!444443.
n1 n1
an

A série  ( 1)n an é alternada.
n1

Como a seqüência an é decrescente (Exercício 11b (Exercícios 3.2)) e lim an  0,


n Æ


(
1)(
2) ◊ ... ◊ (
n  1) é uma série alternada
segue que a série
 n!
n1
convergente.
50
an  1
(
1)(
2) ◊ ... ◊ (
n  1)(
n) n!
6.  
an (n  1)!
(
1)(
2) ◊ ... ◊ (
n  1)
n


n 1
an1
Como lim  1, o critério da razão não decide.
n Æ an

Utilizamos então o critério de Raabe.


Ê an  1 ˆ Ê n
ˆ n
lim nÁ1 ˜  lim nÁ1  (
 1) lim  (
 1).
nÆ  Ë an ¯ n Æ  Ë n  1 ˜¯ nÆ  n  1

Se
 1  1, ou seja,
 0 a série é convergente.
Se
 1 1, ou seja,
0 a série é divergente.

7. Seja ak uma seqüência de termos estritamente positivos tal que


Ê ak  1 ˆ
lim k Á1 ˜  L, L  0.
k Æ Ë ak ¯
Ê ak  1 ˆ
k Á1 ˜ L
Ë
ak  1
L ak ¯ ak  1
De 1   segue lim  1.
ak k k k Æ ak

Vamos aplicar o critério de Raabe à série  akm . Lembrando que
k0
m 2 n 1
(1 x )  (1 x)(1  x  x  ...  x ), resulta

È Êa mù m 1 ù
È ak1 ù È ak1 Ê ak1 ˆ
2
Í k1 ˆ ú Í
Ê ak1 ˆ
ú
lim k 1 Á ˜  lim k Í1 1 Á ˜ ... Á ˜
k Æ Í Ë ak ¯ ú k Æ  Î ak úû Í ak Ë ak ¯ Ë ak ¯ ú
Î û 14 42443 Î14444444 4244 4444444 3û
L m

1 È Êa ˆ ù
m
Portanto, existe um natural m  ( L  0) tal que lim k Í1 Á k1 ˜ ú  1.
L k Æ Í Ë ak ¯ ú
Î û

Pelo critério de Raabe, a série  akm é convergente. Conseqüentemente, klim
Æ
akm  0
k0
(condição necessária para convergência). Segue que lim ak  0.
k Æ

51
8. Seja ak, k  0, uma seqüência de termos estritamente positivos tal que
Ê ak  1 ˆ
lim ak Á1 ˜  L, L 0.
k Æ Ë ak ¯
ak  1
Segue da hipótese que existe k0 tal que para todo k  k0,  1. Então, para
ak
k  k0 , ak  1  ak . Logo, lim ak não pode ser zero.
k Æ

Ê ak  1 ˆ Ê k
ˆ
9. a) lim k Á1 ˜  lim k Á1  (1 
)
k Æ Ë ak ¯ k Æ  Ë k  1 ˜¯

Utilizando o Exercício 7, Exercícios 3.5.


Se (1 
)  0, ou seja,
 1, então lim ak  0.
k Æ
Utilizando o Exercício 8, Exercícios 3.5, se 1 
0 e, portanto,

1, então lim ak π 0.
k Æ


10. Queremos estudar a série alternada  ( 1)n1 an , onde
n1
3 ◊ 5 ◊ ... ◊ (2 n  1) 1
an  ,
 0 dado. Vamos precisar calcular o limite de an bem
2 ◊ 4 ◊ ... ◊ 2 n n

como estudar tal seqüência com relação a crescimento ou decrescimento. Para isso,
vamos pedir ajuda ao critério de Raabe. Temos
2  3x
1
an  1 (2 n  3)n
È an  1 ù 2(1  x )
 1 1


. Segue que n Í1 ú  , onde x  .


an (2 n  2)(n  1) Î an û x n
Aplicando L’Hospital, obtemos
2  3x
1
È an  1 ù 2(1  x )
 1
lim n Í1  lim 
nÆ  Î an úû x Æ 0 x
6(1  x )
 1 2(2  3 x )(
 1)(1  x )
2
1
 lim

 .
x Æ0 4(1  x ) 2 2 2

1 È a ù
Para
, lim n 1 n1 ú 0, logo lim an π 0 (Exercício 8 da Seção 3.5) e,
2 n Æ  ÍÎ an û nÆ 
portanto, a série é divergente.

52
1 È a ù
Para
 , lim n 1 n1 ú  0 e, portanto, lim an  0 (Exercício 7, Seção 3.5).
2 n Æ  ÍÎ an û n Æ
Pelo fato de este limite ser estritamente positivo, existirá um n0, tal que, para
a
n  n0 , n1 1. Então, para n  n0, a seqüência an será decrescente. Logo, para
an
1 a série alternada dada será convergente.

 ,
2
1
Para
 , lim an  1 (Exercício 21 da Seção 2.1), logo, a série é divergente.
2 nÆ 

11. Olhando para a solução do Exercício 10 temos:


3
para
 , a série será convergente;
2
3
para
, será divergente;
2
3
para
 , precisamos do critério de De Morgan, que será tratado na próxima seção.
2

3.6
È ù
fÊ ˆ m ú
1
È Ê ak  1 ˆ ù Ê ak  1 1 ˆ Í 1 Ë m¯
2. ln k Ík Á1 ˜ 1ú  k ln k Á 1 ˜  m ln m Í ú, onde
Î Ë ak ¯ û Ë ak k¯ Í m2 ú
ÍÎ úû

. Fazendo g( m)  f Ê ˆ , resulta
1 ak  1 1
m  e f (k ) 
2 ak Ë m¯
È Ê ak  1 ˆ ù 1 g( m ) m
lim ln k Ík Á1 ˜ 1ú  lim m ln m lim 0
k Æ Î Ë a k ¯ Æ
û 1442443 14442444
m 0 m Æ 0 m2 3
0 L

pois lim m ln m  0. Pelo critério de De Morgan, a série será divergente.


mÆ0

3. (Critério de Gauss)

Ê an  1 ˆ (c1 b1 1)n k  (c2 b2 1)n k 1 ... (ck bk 1)n


nÁ 1 ˜ 1 .
Ë an ¯ n k  c1n k 1  c2 n k 2 ... ck

Como
È Ê an  1 ˆ ù
lim ÍnÁ1 ˜ 1ú  c1 b1 1, desde que c1 b1 1  0,
nÆ  Î Ë an ¯ û

53
e

lim ln n 
nÆ

segue

È Ê an  1 ˆ ù Ï se c1 b1 1  0
lim ln n ÍnÁ1 ˜ 1ú  Ì  se c b 1 0.
nÆ  Î Ë a n ¯ û Ó 1 1

ln n
Por outro lado, se c1 b1 1  0, pelo fato de lim  0, teremos, também,
nÆ n

È Ê an  1 ˆ ù
lim ln n ÍnÁ1 ˜ 1ú  0. (Verifique.)
nÆ  Î Ë an ¯ û

Pelo critério de De Morgan, a série será convergente se c1 b1  1 e divergente se


c1 b1  1.

54