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DEPRECIAÇÃO

Depreciação corresponde ao encargo periódico que determinados bens sofrem, por uso,
obsolescência ou desgaste natural.

A taxa anual de depreciação de um bem, será fixada em função do prazo, durante o qual
se possa esperar utilização econômica.

A quota de depreciação a ser registrada na escrituração contábil da pessoa jurídica, como


custo ou despesa operacional, será determinada mediante aplicação da taxa de
depreciação sobre o valor do bem em reais.

Observe-se que o limite de depreciação é o valor do próprio bem. Desta forma, deve-se
manter um controle individualizado, por bem, do tipo “ficha do imobilizado” ou “planilha
de item do imobilizado” para que o valor contabilizado da depreciação, somado ás quotas
já registradas anteriormente, não ultrapasse o valor contábil do respectivo bem.

INÍCIO E TÉRMINO DA DEPRECIAÇÃO

A depreciação de um ativo começa quando o item está em condições de operar na forma


pretendida pela administração, e cessa quando o ativo é baixado ou transferido do
imobilizado.

A depreciação não cessa quando o ativo torna-se obsoleto ou é retirado temporariamente


de operação a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado.

VIDA ÚTIL, PERÍODO DE USO E VOLUME DE PRODUÇÃO

Os seguintes fatores devem ser considerados ao se estimar a vida útil, período de uso e
volume de produção de um ativo:

a) o uso esperado do ativo, que deve ser avaliado com base na capacidade esperada ou na
produção física do ativo;
b) o desgaste físico esperado, que depende de fatores operacionais, tais como o número
de turnos durante os quais o ativo será usado, o programa de reparo e manutenção,
inclusive enquanto estiver ocioso;
c) a obsolescência tecnológica resultante de mudanças ou aperfeiçoamentos na produção
ou mudanças na demanda no mercado pelo produto ou serviço produzido pelo ativo; e
d) os limites legais ou semelhantes sobre o uso do ativo, tais como datas de expiração dos
respectivos arrendamentos, permissões de exploração ou concessões.

Observe que a legislação do imposto de renda fixa limites máximos de depreciação para
os bens, constantes no anexo 1 da IN SRF 162/1998.

Exemplo:

Valor de Edificações da sede: R$ 105.000,00


Taxa anual de depreciação: 4%
Valor da Depreciação no ano: R$ 105.000,00 x 4% = R$ 4.200,00
Valor da Depreciação mensal: R$ 4.200,00 : 12 meses = R$ 350,00
CONTABILIZAÇÃO

O registro contábil do encargo de depreciação será feito a débito de uma conta de custo
ou despesa operacional e a crédito da conta redutora do ativo imobilizado intitulada
depreciação acumulada.

Exemplo:

Depreciação de R$ 10.000,00 de máquinas e equipamentos:

D – Depreciações (Custo ou Despesa Operacional – Conta de Resultado)


C - Depreciação Acumulada - Máquinas e Equipamentos (Ativo Imobilizado)
R$ 10.000,00
Depreciação
A depreciação ou desvalorização é o custo ou a despesa do ou da obsolescência
dos ativos imobilizados, como por exemplo máquinas, veículos, móveis, imóveis ou
instalações.
Ao longo do tempo, com a obsolescência natural ou desgaste com uso na produção,
os ativos vão perdendo valor, essa perda de valor é apropriada pela contabilidade
periodicamente até que esse ativo tenha valor reduzido a zero.
A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção será alocada
como custo. Por sua vez, os ativos que não forem usados diretamente na produção terão
suas depreciações contabilizadas como despesa.
No Brasil, em termos contábeis, o cálculo da depreciação deverá obedecer aos critérios
determinados pelo governo, através da Secretaria da Receita Federal, art. 305 do RIR/99,
que estipula o prazo de 10 anos para depreciarmos as máquinas, 5 anos para veículos, 10
anos para móveis e 25 anos para os imóveis. A depreciação não é obrigatória para as
entidades, mas aquelas que auferem lucros farão uso como redutor "artificial" dos seus
resultados a oferecer à tributação. As entidades sem fins lucrativos não têm razão para
usar essa técnica.
Como se vê, a depreciação é uma técnica contábil que independe da influência
administrativa, visa a atender às exigências do Fisco quanto à dedução do Imposto sobre
a Renda das empresas em percentuais fixados. A razão dessa depreciação é a de promover
a capitalização das empresas para que o objeto que está sendo usado seja substituído no
seu descarte, fazendo a entidade "poupar" recursos que seriam distribuídos aos sócios ou
acionistas, afinal, o lucro contábil da entidade, que será distribuído "monetariamente", foi
reduzido por um efeito contábil "não monetário", através da depreciação, e assim,
capitalizou a empresa no exato valor lançado nesta rubrica, através do lançamento a
débito do patrimônio na Despesa com Depreciação.
Entretanto, no cálculo da depreciação, o administrador poderá estabelecer fórmulas mais
adequadas à realidade de sua empresa (gerencialmente a depreciação passaria a ter
influência da administração), desde que não fira o Regulamento do Imposto de
Renda/RIR, que estabelece percentuais máximos (ou períodos mínimos de tempo).
Assim, um veículo, por exemplo, embora tenha uma vida útil econômica teórica de cinco
anos, não precisa ser depreciado nesse período, pois a sua vida útil efetiva será bem maior
do que isso, principalmente se os resultados da empresa não forem sempre de lucros para
serem "poupados" para esta finalidade.

Bens depreciáveis
No Brasil, de acordo com o art.25 da IN SRF nº 11/96, os bens depreciáveis são:

 Edifícios e construções (a partir da conclusão e início de utilização, o valor da


edificação deve ser destacado do valor do terreno);
 Projetos florestais destinados a exploração dos respectivos frutos;
 Bens móveis e imóveis utilizados no desempenho de atividades de contabilidade;
 Os bens imóveis utilizados como estabelecimento da administração;
 Os bens móveis utilizados nas atividades operacionais, instalados em
estabelecimento da empresa;
 Os veículos do tipo caminhão, caminhonete de cabine simples ou utilitários
utilizados no transporte de mercadorias e produtos adquiridos para revenda, de
matéria-prima, produtos intermediários e de embalagem aplicados a produção;
 Os veículos do tipo caminhão, caminhonete de cabine simples ou utilitário,
as bicicletas e motocicletas utilizadas pelos cobradores, compradores e vendedores,
nas atividades de cobrança, compra e venda, bem como os utilizados nas entregas
de mercadorias;
 Os veículos utilizados no transporte coletivo de empregados;
 Os bens móveis e imóveis utilizados em pesquisa e desenvolvimento de produtos e
processos;
 Os bens móveis e imóveis próprios, locados pela pessoa jurídica, e que tenham a
locação como objeto de sua atividade;
 Os bens móveis e imóveis objeto de arrendamento mercantil nos termos da Lei
6099/74, pela pessoa jurídica arrendadora;
 Os veículos utilizados na prestação de serviços de vigilância móvel, pela pessoa
jurídica que tenha objeto essa espécie de atividade (art. 307 do RIR/99).

Bens não depreciáveis

 Terrenos, salvo em relação a melhoramentos ou construções;


 Prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção
dos seus rendimentos, ou destinados a revenda;
 Bens que, normalmente, aumentam de valor com o tempo, como as obras de
arte ou antiguidades;
 Bens para os quais sejam registradas cotas de exaustão (art.307, parágrafo único do
RIR/99).

Depreciação Acelerada
Bens que são utilizados por períodos maiores do que as oito horas previstas na
legislação vigente, por sofrerem maiores desgastes, são beneficiados com a depreciação
acelerada que se dá mediante aplicação de coeficientes a saber:

 Um turno de oito horas - 1,0;


 Dois turnos de oito horas - 1,5;
 Três turnos de oito horas - 2,0.

Métodos de depreciação
Método Linear
O método linear consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil
estimado para o bem e é o mais frequentemente utilizado.
Exemplo: Um bem tem vida útil de 10 anos, com taxa de depreciação de 10%.
Taxa de Depreciação=100% dividida por tempo de vida útil.
100% dividido por 10 anos=10% a.a.
Método da Soma dos Algarismos dos Anos
Este método consiste em estipular taxas variáveis, durante o tempo de vida útil do bem,
adotando-se o seguinte critério: somam-se os algarismos que formam o tempo de vida
útil do bem, obtendo-se assim, o denominador da fração que determinará o valor da
depreciação em cada período.
Método das Horas de Trabalho
Este método consiste em estimar o número de horas de trabalho durante o tempo de vida
útil previsto para o bem.
A cota de depreciação será obtida dividindo-se o número de horas trabalhadas no
período, pelo número de horas de trabalho estimado durante a vida útil do bem. Este
método é próprio das empresas industriais.
Métodos das Unidades Produzidas
Também é utilizado por empresas industriais, e consiste em estimar o número total de
unidades que devem ser produzidas pelo bem ao longo de sua vida útil.
A cota de depreciação de cada período será obtida dividindo-se o número de unidades
produzidas no período pelo número de unidades estimadas a serem produzidas ao longo
de sua vida útil.