Análise das Demonstrações Financeiras

Administração
Prof. Fabrizio Scavassa

FABRIZIO SCAVASSA

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Ensino a Distância — E a D
Revisão1

São Paulo 2007

SUMÁRIO ESTRUTURA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Estrutura das Demonstrações Financeiras................................................................. Balanço Patrimonial............................................................................................ Classificação do Ativo......................................................................................... Classificação do Passivo..................................................................................... Modelo de Balanço Patrimonial Comparativo.................................................... Demonstração do Resultado do Exercício.......................................................... Mutação do Patrimônio Liquido......................................................................... Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR......................... Notas Explicativas..................................................................................................... Problemas Contábeis Diversos.................................................................................. Devedores Duvidosos e Insolváveis..................................................................... Equivalência Patrimonial.................................................................................... Depreciação, Amortização e Exaustão................................................................

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ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Introdução a Análise das Demonstrações Financeiras............................................... Insumos Básicos da Análise de Balanço............................................................. Objetivos da Análise das Demonstrações Financeiras.............................................. Inicio da Análise.................................................................................................. Relatório da Análise............................................................................................ PRINCIPAIS USUARIOS DA INFORMAÇÃO OBTIDA ATRAVES DA ANÁLISE DAS DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS Metodologia da Análise............................................................................................. Panorama Histórico das Técnicas de Análise de Balanço......................................... Técnicas atuais de análise................................................................................... Introdução à Análise Vertical e Horizontal......................................................... Padronização das Demonstrações Financeiras .........................................................

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ANÁLISE VERTICAL ANÁLISE HORIZONTAL Análise Vertical e Análise Horizontal....................................................................... Conceito............................................................................................................... Objetivo das análises Vertical e Horizontal........................................................ Análise Horizontal Encadeada x Anual............................................................... ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES Análise através dos Índices........................................................................................ O que é índice?.................................................................................................... Como calcular e interpretar o índice financeiro?............................................... Relatório.............................................................................................................. REFERÊNCIAS.........................................................................................................

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ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS1 Para realização de análise das demonstrações financeiras precisamos conhecer o que representa cada conta que nelas se encontram. Há uma infinidade de contas e valores que registram as operações realizadas pela empresa em suas mais variáveis atividades. Não importa o tamanho e nem o ramo de atividade da empresa, pois, em qualquer uma é revelado uma enorme profusão de contas e sem termos noção do que representam, qualquer tipo de análise fica prejudicada pela incapacidade de uma interpretação. Assim sendo, o conhecimento do significado de cada conta ou grupo de contas facilita a busca de informações, uma vez que, a análise de demonstrações financeiras visa transformar os dados existentes nestas em informações úteis para tomadas de decisão. BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: Aspectos contábeis, legais e societários. BALANÇO PATRIMONIAL Conceito O Balanço é a demonstração contábil que tem como finalidade mostrar a situação patrimonial da empresa em um dado momento, obedecendo a critérios de avaliação. É a demonstração que encerra os procedimentos contábeis e apresentam o Ativo, Passivo e o Patrimônio Líquido, que representam as três partes essenciais do balanço. O Ativo relaciona todos os bens e direitos, que representam as aplicações de recursos efetuadas pela empresa. É recomendado pela Lei das S/As. que a classificação dos elementos do ativo seja feita de acordo com o grau decrescente de liquidez ou realização. O Passivo identifica as exigibilidades e obrigações da empresa, cujos valores encontram-se investidas nos ativos. Já no caso do passivo, seus elementos são classificados de acordo com o grau decrescente de exigibilidade. O Patrimônio Líquido – PL representa a diferença entre o total do Ativo e o total do Passivo em determinado momento e identifica os recursos próprios da empresa, ou seja, o investimento feito pelos sócios na figura do capital mais aqueles gerados pela movimentação da empresa na figura das reservas e lucros/prejuízos. APRESENTAÇÃO DO BALANÇO A Lei 6404/76 em seu art. 178 com a finalidade de evitar heterogeneidades em excessos na apresentação de Balanços estabelece critérios sobre a forma de apresentação destes.

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Fabrizio Scavassa especialista em Gestão Empresarial, MBA (latu-sensu) pela Fundação Getulio Vargas – FGV/EPGE-RJ, bacharel em Ciências Administrativas pela Faculdade Oswaldo Cruz – São Paulo/SP, professor da graduação nas cadeiras de Matemática Financeira, Análise das Demonstrações Financeiras, Administração Financeira e Orçamento Empresarial. Experiência em gestão empresarial, finanças corporativas e gestão orçamentária em empresas como Banco Bradesco S.A, GOL linhas aéreas inteligentes e Grupo IBOPE

De quanto desses recursos são devidos a terceiros. A importância do Balanço consiste na visão: Das origens dos recursos. também é apresentado do lado direito ou inferior somando ou subtraindo do Passivo. mostrando por sua vez o investimento (capital) e o lucro (ou prejuízo) acumulado. Pelas importantes informações de tendência que podem ser extraídas de seus diversos grupos de contas. é útil porque facilita a preparação das demonstrações. mesmo em pequenas empresas devido ao volume de lançamentos ocorridos diariamente. Daí. . a liquidez e da proporção do Capital Próprio e. Das aplicações dos recursos. Capitulo O Passivo é apresentado do lado direito ou inferior. As demonstrações são apresentadas da seguinte forma: O Ativo é indicado no lado esquerdo ou superior da demonstração. que mostra a diferença entre a soma do Ativo e a do Passivo. A visão de dois Balanços subsequente mostra as variações ocorridas no período e as modificações na estrutura patrimonial e financeira da empresa entre um período e outro. as análises.4 A Lei se estende a todos os tipos de pessoas jurídicas tributadas com base o Lucro Real. Do grau de endividamento da empresa. as interpretações. BALANÇO Ativo = Passivo – Patrimônio Líquido A IMPORTÂNCIA DO BALANÇO Obter dados através de verificação direta nos registros é trabalhoso e inviável. obedecendo aos critérios de realização e exigibilidade. As. que permita o conhecimento da situação patrimonial e das variações ocorridas durante determinado período. A padronização estabelecida pela Lei das S. que serão estudadas mais adiante. o balanço servirá como elemento de partida indispensável para o conhecimento da situação econômica e financeira da empresa. as comparações e os estudos estatísticos. Outras análises. a necessidade de resumo apresentando os dados de forma adequada. 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras O Patrimônio Líquido. Esta tarefa é fácil com o uso do plano de contas. O Balanço “É peça fundamental para revisão e análise dos negócios”.

apenas disciplina de forma geral. Consideram-se curto prazo todos os valores cujos vencimentos ocorrerão até o final do exercício seguinte ao encerramento do balanço. . Despesas Antecipadas. portanto um padrão para todas a empresas. Dessa maneira. os direitos realizáveis no exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (SILVA – 1995).5 Ben s e Direitos Conteúdo do Balanço: Ativo Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente – dividido em: Investimentos Ativo Imobilizado Ativo Diferido Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido – dividido em: Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucro Lucro (ou Prejuízo) Acumulado CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS No Brasil as empresas utilizam o Plano de Contas adaptado às suas atividades.As. O ativo circulante. Realizável a Longo Prazo e Ativo Permanente. Aplicações Financeiras. como dinheiro em caixa e cheques recebido e não depositados. Ativo Circulante O ativo circulante compreende as disponibilidades. todas a contas de liquidez imediata. Valores a Receber a Curto Prazo ou Realizável a C. ou que se convertem e dinheiro em curto prazo. O disponível – inclui as contas com maior grau de liquidez do ativo. Prazo. divide-se nos seguintes subgrupos: Disponível. por sua vez. Todas as contas de grande rotação são apresentadas no Balanço como ativo circulante. os quais são apresentados em ordem decrescente do grau de liquidez (realização) de acordo com a Lei das S. constituído pelas disponibilidades imediatas. não existindo. A Lei. serão classificadas nesse grupo. no caso de esse ser superior a um ano (exercício social). Passivo e P. Líquido. como segue: CLASSIFICAÇÃO DO ATIVO Classificado em três grandes grupos: Ativo Circulante. a função e a ordem dos vários grupos que compõe o Ativo. ou do ciclo operacional da empresa. Estoques.

parte podem ser descontadas em instituições financeiras e isso aparecerá como (-) Duplicatas Descontadas. Despesas Antecipadas – inclui-se nesse subgrupo todos os recursos aplicados em itens que proporcionarão serviços ou benefícios durante o exercício social seguinte. quando aparecerá no “ativo realizável” como ( . . terrenos. certificados de depósitos bancários. etc. Mercadorias para revenda. falências. Essas aplicações normalmente são realizadas mediante a utilização de excessos temporários de caixa e representa uma forma de resguardar o poder de compra da moeda em ambiente inflacionário. debêntures e outros ativos. investimentos em ações. Poderão representar os estoques: Matéria-prima. realizável (recebíveis) após o término do exercício seguinte ao encerramento do balanço. cujas contas possuem natureza idêntica às do ativo circulante. Exemplos: Prêmio de seguros.). Produtos Acabados (indústria). Ativo Realizável A Longo Prazo Nesse grupo devem ser registrados todos os direitos da empresa. Podemos classificar neste subgrupo do circulante também.6 Também fazem parte do disponível a conta bancos conta movimento (para pagamentos em cheques). Encargos financeiros. com exceção do disponível. a) Do montante das duplicatas a ser recebidas de Clientes. b) Parte das duplicatas a receber. Valores a Receber a Curto Prazo – discrimina todos os valores recebíveis a curto prazo de propriedade da empresa. como Clientes e os valores a receber provenientes das demais transações da empresa. etc. obras de arte. Materiais de consumo. etc. Assinatura de jornais e revistas. Passagens pagas e não utilizadas. As aplicações podem ser feitas em títulos públicos. ou seja demorar mais de um ano para serem recebidas. em função disto a empresa pode provisionar parte do valor como perdas prováveis. terão suas classificações no realizável a longo prazo. as demais rubricas classificadas no ativo circulante que tiverem prazo de realização após o término do exercício seguinte ao do balanço. Que aparecerá subtraindo do valor de Duplicatas a Receber (Clientes). subtraindo do valor de Duplicatas a Receber (Clientes). Produtos em Elaboração. o final do exercício seguinte (conceito de curto prazo). títulos e aplicações financeiras de liquidez imediata. Aplicações Financeiras – Refere-se a aplicações em títulos e valores mobiliários resgatáveis a curto prazo. podem deixar de ser recebidas por vários motivos (concordatas. letras de câmbio. ou seja.) Provisão para devedores Duvidosos. As contas que compõe a realizável a longo prazo. Estoques – representa o montante apurado nos diversos inventários da empresa. são despesas pagas antecipadamente e ainda não incorridas. quando estes são de caráter transitórios e cuja circularização aconteça até no máximo.

Sua utilização nas atividades da empresa. Os elementos do ativo Imobilizado podem ser classificados em três categorias: tangíveis. . ou seja. tempo. obrigações que deverão ser liquidadas dentro do exercício social seguinte ao encerramento do balanço. . são apropriados como despesas ou custos do período tendo . obsolescência etc. permanecendo na empresa. ou seja. desgaste. São exemplos de diferido: as despesas incorridas durante o período pré-operacional.Possuir relevância em valor. são recursos aplicados em bens ou direitos não destinados à comercialização. imobilizado e diferido. esse valor é definido como depreciação no caso de bens tangíveis e amortização no caso de intangíveis. Exemplo: despesas destinadas à constituição da empresa.Deve Ter vida útil superior a um ano. Salários e encargos sociais – normalmente os salários e encargos de cada mês são pagos no início do mês seguinte. Para efeito de avaliação do imobilizado.7 Ativo Permanente Este representa o último grupo do ativo e de acordo com a conceituação. CLASSIFICAÇÃO DO PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE São as obrigações de curto prazo. Diferido – representam as despesas incorridas em determinado exercício. Quando se tratar de perda de valor de recursos naturais e florestas em decorrência de sua exploração. deve ser subtraídos montante que corresponda à perda de seu valor em função de uso. . Investimentos – esse subgrupo caracteriza-se pelos vários direitos de suas contas não se destinarem à manutenção da atividade da empresa ou a negociações. pesquisas e desenvolvimento. a organização e reorganização. a perda contabilizada se intitula exaustão. durante o período em que se espera que produza benefícios.Não são destinados a venda. à circulação econômica. ou seja. Como o próprio nome indica. O imobilizado tem quatro características básicas: . etc. também pode ser dividido em vários subgrupos como: Fornecedores – contas representativas de dividas oriundas das compras a prazo de bens ou serviços destinados na produção de outros bens ou serviços e os fornecedores podem ser nacionais ou estrangeiros. o que tem o menor grau de liquide. etc. mas que participarão da formação do resultado da empresa em mais de um período. tipicamente. O diferido sofre amortizações. intangíveis e em andamento. sendo uma relativa às participações em coligadas e controladas e a outra para agrupar outros bens e direitos não destinados à manutenção das atividades empresariais. Para fins de análise. gastos com pesquisa de novos produtos. portanto. com características de investimentos (especulação). esses ativos são considerados fixos na empresa. a planilha de reclassificação pode subdividir os investimentos em duas rubricas básicas. O ativo permanente é dividido em três subgrupos: investimentos. construção e implementação de projetos. Imobilizado – Compõe-se de todos os bens e direitos destinados ao funcionamento normal de uma empresa. O passivo circulante. apropriadas às despesas operacionais.

ou seja. De valores recebidos como doação e subvenções para investimentos. estrangeira ou os empréstimos subsidiados. Consistem em recebimento antecipado de receitas já diminuídas de seus custos e despesas como: alugueis. recebimento de comissões (quando não há clausula contratual de devolução) Podem ser divididos em: Receitas de Exercícios Futuros. INSS. uma vez que os donos não reclama o reembolso de suas aplicações na empresa. IRRF. Tributos – normalmente originado de tributos não liquidação no vencimento e negociados para liquidação a longo prazo. O PL é representado através: Dos investimentos dos proprietários na sociedade. como: Salários. FGTS e outras obrigações originadas na folha de pagamento. uma vez que não há obrigatoriedade de devolução e por isso. PIS. tais valores podem ser convertidos em ações ao final do período. IPI. 13º terceiro salário. O PATRIMÔNIO LÍQUIDO – representa a parte na empresa que pertence a seus proprietários. que é uma linha de financiamento com recursos do BNDES destinados a financiar projetos de expansão de empresas. representando a diminuição. . PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO O exigível a longo prazo. não justifica a abertura de conta específica. a parte que não é considerada como exigível. Outros – Outros tipos de realizáveis a longo prazo. representado a receita bruta e Custos e Despesas de Exercícios Futuros. Das reservas provenientes de reavaliação de Ativos. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS Embora classificados do lado do passivo. ISS. Impostos e taxas – neste item são agrupados os tributos como: ICMS a recolher. Os mais freqüentes são: Empréstimos e Financiamentos – normalmente originados de financiamentos de bens duráveis como FINAME. também pode ser aberto em vários subgrupo de acordo com a necessidade de cada empresa. Outros valores exigíveis a curto prazo – normalmente classifica-se neste subgrupo os valores menos expressivos e que por isso. férias.8 como contra-partida a obrigação a ser quitada no mês seguinte. Debêntures – títulos de longo prazo lançados pela empresa com objetivo de captar recursos. não representa exigibilidades. etc. também não se caracteriza como um adiantamento. Empréstimos e Financiamentos – podemos classificar neste subgrupo todos os empréstimos obtidos em moeda nacional. Das reservas oriundas de lucros.

X2 Em R$ mil ATIVO ( 1 ) ATIVO CIRCULANTE • Disponível • Aplicações Financeiras • Valores Realizáveis a Curto Prazo • Estoques • Despesas Antecipadas ( 2 ) ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO • Valores a Receber • Títulos e Valores Mobiliários • Empréstimos Compulsórios • Depósitos Judiciais • Incentivos Fiscais ( 3 ) ATIVO PERMANENTE • INVESTIMENTOS • ATIVO IMOBILIZADO • ATIVO DIFERIDO TOTAL DO ATIVO (1+2+3) PASSIVO ( 1 ) PASSIVO CIRCULANTE • Salários e Encargos a Pagar • Fornecedores • Empréstimos • Dividendos Propostos a Pagar ( 2 ) PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO • Empréstimos • Impostos Parcelados a Pagar ( 3 ) RESULTADOS DE EXEECÍCIOS FUTUROS • Receitas de Luvas a Apropriar • Alugueis Recebidos Antecipadamente ( 4 ) PATRIMÔNIO LÍQUIDO • Capital Social • Reservas de Capital • Reservas de Reavaliação • Reservas de Lucros • Lucro ou Prejuízo Acumulado TOTAL DO PASSIVO (1+2+3+4) 20X2 20X1 20X2 20X1 .000/000-00 Balanço Patrimonial Em 31.9 Modelo de Balanço Patrimonial Comparativo: Companhia EXEMPLO S/A CNPJ nº 00.000.12.

devido às necessidades de informações cada vez mais atualizadas e precisas. ou quantos for necessário para auxiliar no processo de tomada de decisões. ou seja. o ideal é que se emita um balanço a cada mês. COMO SE LEVANTA O BALANÇO Com as seguintes etapas: Levantamento de Balancete de Verificação do razão do último mês ou período. . Segunda Etapa: Ajuste das Contas A escrituração contábil das operações obedece a dispositivos legais e aos princípios e convenções de contabilidade. por isso. as demonstrações financeiras devem mostrar a Situação Patrimonial e o Resultado.000 O levantamento do Balancete de Verificação do razão.000 50.000 228. O ajuste das contas é o trabalho técnico mais importante do levantamento do balanço. Atualmente. Elaboração das Demonstrações Financeiras e das Notas Explicativas. é o ponto de partida no encerramento do Balanço e consiste na verificação da exatidão matemática dos saldos das contas.10 OPORTUNIDADE DO BALANÇO Obrigatório pelo menos uma vez a cada ano. ou apenas Balancete. o mais corretamente possível.000 170. Lembramos que o regime de competência define que as Receitas e as Despesas são consideradas em função do seu fato gerador e não em função do recebimento da Receita ou do pagamento da Despesa. passivo e resultado). O regime de competência é de fundamental importância para medir o Resultado e o Balanço. Exemplo: Cia. Tal verificação abrange todas as contas (ativo. Caso haja divergência nos saldos será feito o que se chama de conciliação das contas para o devido ajuste.000 31. Primeira Etapa: Balancete de Verificação Demonstrativo periódico para verificação da igualdade entre os saldos credores e devedores das contas do razão.000 228. Ajuste das contas.000 78. Encerramento das contas de Receitas e Despesas.000 9. chama-se Balancete de Verificação. Exemplo S/A Balancete de Verificação em 31-07-X1 Saldos Devedores 60.000 Contas Caixa Despesas Diversas Estoques Terrenos Móveis e Utensílios Fornecedores Capital Credores 58.

. Terceira Etapa: Encerramento das Contas de Resultado Do ponto de vista contábil. passivo e PL). Outras Despesas e Receitas Operacionais. A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados representa o único elo de ligação entre as contas do Balanço e as do Resultado do Exercício. através de estudo do conteúdo de cada uma delas. Deduções da Receita Bruta de Vendas. não são encerradas no processo de levantamento do balanço. As patrimoniais aparecem no Balanço sempre com seus saldos. Despesas Operacionais. estuda-se todas as contas patrimoniais e de resultados. de escrituração obrigatória. as contas dividem-se em dois grupos: As Contas Patrimoniais (ativo. Resultado Antes do Imposto de Renda. seus saldos são transferidos através de lançamentos contábeis para a conta de Apuração de Resultado (Resultado do Exercício). ou seja. As de resultado são encerradas a cada fechamento de exercício social. podemos utilizar títulos representativos de conjuntos de contas. Normalmente são encontrados nas demonstrações publicadas. títulos como exemplo abaixo: Receita Bruta de Vendas. pelos gestores da empresa.11 Nesta etapa. cujo saldo (diferença despesas x receitas) é transferido para a conta Lucro/Prejuízo Acumulado. através do “LALUR” – Livro de Apuração do Lucro Real. Encargos Financeiros Líquidos. As Contas de Resultados (despesas e receitas). de maneira cumulativa. Resultado Não Operacional. O Imposto de Renda em decorrência do lucro apurado é obtido extracontabilmente. Resultado Operacional. adequando as contas para melhor classificação. reconhecendo receitas e despesas realizadas. por todas as pessoas jurídicas. iniciando com saldo “Zero” no período seguinte. ou seja. que é mostrada no balanço como indicadora da variação patrimonial no decorrer da vida da empresa. Resultado Bruto. As Participações e Contribuições são calculadas com base estabelecida através de estatutos e contratos. Para efeito na Demonstração de Resultado de um exercício. Receita Líquida de Vendas e Serviços.

Normas estatutárias. que é demonstrada num relatório chamado de Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulados. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Concluída toda escrituração dos ajustes. sem prejuízos na distribuição de dividendos. é levantado o Balancete de Verificação. Proposta de distribuição para os sócios e acionistas.12 DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO O resultado final. . Essa conta é tão importante. Demonstração do Resultado do Exercício. pela constituição de Reserva Legal. Notas Explicativas. pela constituição de Reservas Especiais. é transferido para Lucros ou Prejuízos Acumulados. ou Mutação do Patrimônio Líquido. depois de constituída a provisão para IR e Contribuição Social. e em seguida elaborados os relatórios contábeis como: Balanço Patrimonial. Demonstração da Origens e Aplicação de Recursos. Após sua apuração essa conta pode ser distribuída para outras contas por lançamentos contábeis de forma a atender: Normas legais. mais o abatimento das Participações e Contribuições sobre o lucro. encerramento das contas de resultado e distribuição do mesmo.

A demonstração do Resultado do Exercício mostra como a empresa se comportou em termos de Receitas e Despesas. no exercício social considerado. Descontos sobre vendas e Abatimentos sobre vendas Embora possa parecer que sejam sinônimos descontos é diferente de abatimentos. independentemente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos. antes de qualquer dedução. em geral de um ano. devem ser deduzidos diversos valores que não pertencem a empresa. da Demonstração do Lucro ou Prejuízos Acumulados ou Mutações do Patrimônio Líquido. Esta demonstração esclarece muitas variações ocorridas no patrimônio líquido. (-) DEDUÇÕES SOBRE VENDAS Da receita bruta. conhecido como regime de competência. procedimento este. da DRE. Temos um desconto sobre vendas quando o vendedor concede no momento da negociação do objeto comercializado devido a méritos do comprador (cliente). . tais como impostos sobre vendas (ICMS. É importante dizem também que estas receitas são registradas quando da realização da venda. independentemente da mesma ter sido recebida ou de quando irá ocorrer seu vencimento. com a DRE juntamente com o balanço atinge a finalidade de mostrar a Situação Patrimonial e Econômico-financeira da empresa. IPI. ou seja. A mesma Lei estabelece seqüência de apresentação dos vários elementos da demonstração do resultado para efeito de publicação. da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e das Notas Explicativas. por este ser pontual. ou seja. no período entre dois balanços.13 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Elaborada simultaneamente com o balanço patrimonial. constitui-se em relatório sucinto das operações realizadas pela empresa em determinado período de tempo. Desta demonstração extrai-se um dos valores mais importantes às pessoas nela interessadas: o resultado líquido do período. custos e despesas incorridos na empresa no período e apropriados segundo o regime de competência. descontos e abatimentos sobre vendas.). Com isso. ISS. A contabilidade. RECEITA BRUTA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL BRUTA Refere-se ao valor nominal total das vendas de bens ou dos serviços prestados pela empresa. durante um certo período de tempo. Na demonstração deve constar o período de tempo considerado. obtem-se o total da Receita Líquida de Vendas e Serviços ou a Receita Operacional Líquida de Vendas e Serviços. etc. A Lei 6404/76 tornou obrigatória a elaboração e publicação além do Balanço. e as devoluções sobre vendas ou vendas canceladas. ESTRUTURA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO CONFORME A LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas. lucro ou prejuízo.

e também das Devoluções e Abatimentos sobre Vendas. mão-de-obra. Líquidas – resultante da subtração dos impostos a elas relacionadas.14 comprar uma quantidade regular. mas que não pertencem à empresa por se tratar de tributos que incidem sobre as vendas e serviços prestados e que por isso devem ser repassados aos cofres públicos. este custos referem-se a matéria-prima. se dar. e outros custos indiretos de fabricação. Impostos sobre vendas Podemos definir como sendo aqueles valores que transitam temporariamente pelo disponível. (=) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA É a diferença entre a receita bruta e a soma das deduções sobre as vendas. (-) CUSTO DAS MERCADORIAS. de fabricação em se tratando de uma indústria. devido parte desta estar em desacordo com as especificações do cliente ou mesmo apresentar algum tipo de anormalidade. A este tipo de desconto podemos chamar ainda de desconto comercial. negocia-se um abatimento sobre a venda. ou de serviços no caso de uma prestadora de serviços. por anormalidade em relação ao bem ou serviço entregue. . Devolução sobre vendas ou Vendas cancelas Podemos entender com sendo devolução quando esta ocorrer apenas parcialmente sobre a venda efetuada. RESUMINDO: Brutas – total do faturamento. Esses valores são normalmente apurados pelo custo histórico de aquisição ou de produção. O abatimento sobre vendas difere de desconto devido a ocorrência deste. Média Ponderada Móvel. cuja escolha de um ou outro provoca diferença tanto no resultado como na valorização dos estoques (=) LUCRO BRUTO É a diferença entre Receita Líquida de Vendas e o Custo das Vendas. para efeito de empresa comercial estes custos referem-se aos de aquisição da mercadoria vendida. abatimentos. Já as vendas canceladas podemos entender como sendo aquela onde a devolução for total. no caso de um bem estar avariado e uma devolução ser inviável economicamente. UEPS. Representa todos os custos incorridos pela empresa em seu processo comercial (compra/venda). Produtos ou Serviços Vendidos. PRODUTOS OU SERVIÇOS VENDIDOS Mostra o valor do Custo das Mercadorias. Em relação a produtos fabricados. antes das deduções (descontos. etc. por estar totalmente em desacordo com as especificações do cliente. devoluções e impostos). etc. Tanto os custos de produtos ou de mercadorias vendidos são obtidos através da baixa nas contas de estoques pelos valores de produção ou aquisição e os critérios de avaliação adotados podem ser PEPS.

Somente depois de apurado o resultado econômico é que a empresa apura e provisiona os impostos e as participações. aquelas perdas ou ganhos oriundos de alienação (vendas). (-/+) OUTROS RESULTADOS (DESPESAS/RECEITAS) OPERACIONAIS Compõe-se de itens que nem sempre se enquadram no conceito correto de operacional. Sobre esse valor é provisionado o Imposto de Renda para o período. mais especificamente para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. Junto com as outras demonstrações contábeis apuradas no exercício é apresentado à assembléia geral ordinária dos acionistas da empresa proposta de destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício.15 (-/+) DESPESAS OPERACIONAIS ou RESULTADO OPERACIONAL São aquelas necessárias para o normal desenvolvimento das operações que constituem o objetivo da empresa. As despesas Operacionais são deduzidas do Lucro Bruto. a empresa apura o que chamamos de resultado tributável ou lucro real para efeito de apropriação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro. (-) PARTICIPAÇÕES Compreendem as participações estatutárias que representam parcelas dos lucros destinadas a empregados. variações nos investimentos avaliados através da equivalência patrimonial. (-) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO O lucro ou prejuízo líquido do exercício é obtido após as deduções de participações e contribuições do lucro remanescente depois de deduzida a provisão do imposto de renda. diretores. As perdas por eventualidades como enchentes. . (-) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO Depois de apurado este valor. Administrativas. dividendos recebidos de investimentos societários avaliados pelo método de custo corrigido. não são provenientes das atividades fins da empresa. ou baixas de bens do ativo permanente. dando o Lucro ou Resultado Operacional. etc. etc. (-/+) RESULTADOS (DESPESAS/RECEITAS) NÃO OPERACIONAIS Normalmente são classificados como não sendo operacionais. entre outros. receita de vendas de sucatas. O lucro ou prejuízo líquido é transferido para o Patrimônio Líquido. debenturistas. ou seja. É a soma dos gastos com Despesas Comerciais. Neste grupo podem estar incluídos . incêndios sem que haja cobertura de seguros também são consideradas como resultado não operacional. Tributárias e Encargos Financeiros Líquidos (diferença entre Receitas e Despesas Financeiras). chegando-se ao Lucro Líquido antes do Imposto de Renda (LAIR). chagando-se ao Lucro Líquido Disponível. (=) LUCRO OU PREJUÍZO OPERACIONAL Ao Lucro Operacional são adicionadas Outras Receitas ou deduzidas outras Despesas não Operacionais. (=) LUCRO/PREJUIZO ANTES DOS IMPOSTOS E PARTICIPAÇÕES Este pode ser definido como o resultado econômico obtido pela empresa através de suas atividades operacionais e não operacionais.

16 DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO Cabe aos acionistas ou quotistas determinarem o destino do Lucro Líquido Disponível.) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA ( = ) LUCRO APÓS O IMPOSTO DE RENDA ( . Estatutária. Criam-se as Reservas (Legal.). DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO MODELO GENÉRICO RECEITA BRUTA DE VENDAS Vendas Nacionais Vendas Estrangeiras ( .) PARTICIPAÇÕES E PROVISÕES Participações nos lucros p/empregados ( = ) LUCRO OU PREJUÍZO LÍQUIDO LUCRO OU PREJUÍZO POR AÇÃO . DE RENDA ( . distribuem-se os Dividendos e o restante é retido na empresa (Lucros Acumulados).) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Impostos sobre vendas Abatimentos sobre Vendas Devoluções sobre Vendas ( = ) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS ( . etc.) CUSTO DAS VENDAS (CMV – CPV OU CSV) ( = ) RESULTADO BRUTO ou LUCRO BRUTO (-/+) DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS Despesas com Vendas Fretes sobre vendas Propaganda e publicidade Outras Despesas Gerais e Administrativas Salários e encargos Alugueis Depreciação Seguros Outras Encargos Financeiros Líquidos Despesas Financeiras Receitas Financeiras Outras Despesas e Receitas Operacionais Ganhos de Participações Perdas de Participações ( = ) LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL ( .) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Ganho não Operacional Perda não Operacional ( = ) RESULTADO ANTES DO IMP.

podendo a sociedade optar por sua elaboração ou não.) Transferência para Reservas ( . A demonstração de mutações patrimoniais abrange todas as contas do PL. determina a seguinte discriminação nessa demonstração: O saldo de início do período. exceções. ou seja: . EXPLICAÇÕES ADICIONAIS: Ajustes de exercícios anteriores – refere-se às mutações havidas em decorrência de alterações do critério contábil adotado pela empresa. os quais irão alterar a estrutura final de seu patrimônio Líquido.) Parcela dos Lucros Incorporada ao Capital ( + ) Saldo final da conta “Lucros /Prejuízos Acumulados:. identificando os fluxos ocorridos entre uma conta e outra e as variações (acréscimos e diminuições) verificadas no exercício.17 OUTRAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E AS NOTAS EXPLICATIVAS A elaboração das demonstrações citadas e mais as notas explicativas representam a última etapa do levantamento do balanço e consequentemente da seqüência dos procedimentos contábeis. ou a erros e omissões cometidos em exercícios anteriores. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO É um demonstrativo contábil mais abrangente que a dos lucros ou prejuízos acumulados. As variações no PL podem dar-se de diferentes maneiras. DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS. 186 da Lei das S. Se publicado esse demonstrativo substitui legalmente o dos lucros. Basicamente tais reversões processam-se sobre as reservas de lucros. O art. As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. porém. os dividendos. os ajustes de exercícios anteriores. existindo. é legalmente obrigatória para praticamente todas as sociedades. Estrutura da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados conforme a Lei Saldo inicial da conta “Lucros/Prejuízos Acumulados” (final exercício anterior) (+/-)Ajustes de exercícios anteriores ( + ) Reversões de Reservas (+/-) Lucro/Prejuízo líquido do Exercício ( . A. reconvertidas totais ou parcialmente. Essa demonstração retrata as movimentações ocorridas na conta patrimonial de “Lucros ou Prejuízos Acumulados”. no momento em que não existir mais razão para sua manutenção.) Dividendos propostos ( . Reversões de Reservas – são as parcelas do lucro líquido de exercícios anteriores que foram destinadas à constituição de reservas. As transferências para reservas.

Aquisição de ações da própria sociedade (ações em tesouraria). MOVIMENTAÇÕES QUE NÃO AFETAM O PL: . DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS – DOAR A DOAR é um instrumento valioso para o usuário (analista). .Apropriações do lucro líquido da conta de lucros ou prejuízos acumulados para outras reservas. .Ágio cobrado na subscrição de ações e prêmio da de debêntures etc.Reavaliação de ativos.Dividendos etc. valendo a estrutura básica apenas como ilustração. quaisquer outras movimentações que a empresa realize que integrem o patrimônio líquido devem ser explicitadas nessa demonstração. se obteve novas fontes de financiamento de longo prazo e se os acionistas fizeram novos aportes de capital.Lucro líquido do exercício. . em vez de ser apresentada uma única coluna chamada “reservas de capital”. é apresentada uma coluna para cada uma das reservas.Prejuízo líquido do exercício. o analista pode saber se a empresa se a empresa gerou recursos em suas operações. Mostra a movimentação dos recursos em termos de variação do capital circulante líquido.: Em situações reais. por exemplo. O referido quadro também mostra algumas movimentações que podem ocorrer no patrimônio. .Aumento de capital por incorporação de reservas. . . . porém.Compensações de prejuízos através d reservas etc.Aumento de capital por subscrição e integralização de novas ações. detalhando as diversas fontes e aplicações de recursos que o afetaram. . Através dessa demonstração. MOVIMENTAÇÕES QUE DIMINUEM O PL: . MODELO DA DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – Estrutura Básica Capital Realizado Reserva De Capital Reservas De Reavaliação Reservas De Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados Totais Saldo em 31-12-x1 Ajustes exercícios anteriores Aumento de Capital Lucro Líquido do Exercício Distribuição do lucro Dividendos propostos Compensação de prejuízos Saldo em 31-12-x2 Obs.18 MOVIMENTAÇÕES QUE ELEVAM O PL: .

etc. O excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações.19 Capitulo 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras Em resumo. Num sentido mais amplo. III- IV- CONSIDERAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO DA DOAR a. Lucro do exercício. Os saldos. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros. As aplicações de recursos. Redução do passivo exigível a longo prazo. o aumento de uma conta do ativo ou a diminuição de uma conta do passivo identificam um emprego ou uso de dinheiro. uma aplicação. dos investimentos e do ativo diferido.As. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. isto é. do ativo e do passivo circulantes. a diminuição de uma conta do ativo ou o aumento de uma conta do passivo pressupões uma fonte ou liberação de recursos. mas que não afetaram o capital circulante líquido da empresa. Lucro/Prejuízo do Exercício – corresponde ao montante apurado na demonstração de resultados. as origens e aplicações de recursos podem ser identificadas de acordo com o esquema a seguir: Contas do Ativo AUMENTO DIMINUIÇÃO APLICAÇÃO ORIGEM Contas do Passivo AUMENTO DIMINUIÇÃO ORIGEM APLICAÇÃO Em conformidade com a Lei da S. Em aspecto geral. d. Aquisição de direitos do ativo imobilizado. c. discriminando: I. no início e no fim do exercício. amortização e exaustão. resultados de equivalência patrimonial. Aumento/Redução do Capital Circulante Líquido – indica a variação (positiva ou negativa) verificada no capital circulante líquido da empresa. Exemplos: depreciação. permite a identificação clara dos fluxos financeiros que aumentaram ou reduziram o capital circulante líquido indicando suas origens e aplicações de recursos. b. agrupados em: Dividendos distribuídos. agrupadas em: a. Basicamente. Aumento do ativo realizável a longo prazo. b. De outra maneira. c. A esse valor deve-se acrescentar as receitas e despesas ocorridas na apuração do resultado. Realização do capital social e contribuições para reservas de capital. originários do aumento do passivo exigível a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. b. Recursos de terceiros. acrescido de depreciação. aquisição de bens permanentes mediante financiamentos resgatáveis a longo prazo. uma origem.As origens dos recursos. IIa. o montante do capital circulante líquido e seu aumento ou redução durante o exercício. a DOAR mostra a variação do capital circulante líquido. ou seja. a DOAR deverá indicar as modificações na posição financeira da companhia. Considerando-se que a .

VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO .: novas aplicações) • Redução do Exigível a Longo Prazo (ex. a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante (capital circulante líquido).: pagto. ORIGENS DOS RECURSOS Das Operações: • Lucro/Prejuízo do Exercício • Depreciação. doações. fornecendo uma visão mais ampla da estrutura de equilíbrio financeiro da empresa.) De Terceiros: • Aumento do Exigível a Longo Prazo (ex. ou seja. APLICAÇÕES DE RECURSOS • Dividendos distribuídos • Aquisição de Imobilizado • Aquisição de Investimentos • Adição de Diferido • Aumento do Realizável a Longo Prazo (ex.: empréstimos) • Redução do Realizável a Longo Prazo (ex. amortização e exaustão • Juros de empréstimos a longo prazo • Resultado da equivalência patrimonial Dos Acionistas: • Aumento do Capital por integração • Contribuição para reservas de capital (ágio. A DOAR permite uma identificação mais nítida das causas que determinam as mutações na posição financeira a curto prazo. AUMENTO OU REDUÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Total das Origens – Total das Aplicações 4.20 DOAR trata somente das origens e aplicações de recursos que ocorrem fora do âmbito do circulante: Capitulo 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras Quando: Total das origens > Total das aplicações Total das origens < Total das aplicações Ocorre: Aumento do capital circulante líquido Redução do capital circulante líquido A grande utilidade do uso da DOAR é a avaliação da liquidez (folga financeira) a curto prazo da empresa. etc. De empréstimos) TOTAL DAS APLICAÇÕES – (B) 3. MODELO .Estrutura da demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR) 1.: resgate de aplicações) • Venda de ativo permanente TOTAL DAS ORIGENS – (A) 2.

especialmente estoques. As opções de compra de ações outorgadas (aprovadas) e efetuadas no exercício. Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo. encargos financeiros etc. b. significativos nos negócios. Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. e dos ajustes para atender às perdas prováveis na realização de elementos do ativo. A taxa de juros.) Variação no Passivo Circulante ( . “as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício”. valor periodicidade das prestações. as espécies e as classes das ações do capital social. Como exemplo de quadros e demonstrações acessórias às Notas Explicativas tem-se a de Mutações Patrimoniais (não obrigatória por Lei). f. de importância para as pessoas nela interessadas. que são as seguintes: a. presentes e futuros.21 Ativo Circulante (saldo de Balanço no início do exercício) Ativo Circulante Líquido (saldo no fim do exercício) Variação no Ativo Circulante ( . d.) Passivo Circulante Líquido (saldo no fim do exercício) ( = ) Capital Circulante Líquido ( = ) Capital Circulante Líquido (saldo no início do exercício) (saldo no fim do exercício) ( = ) Variação no Capital Circulante Líquido NOTAS EXPLICATIVAS Representam complementação obrigatória das demonstrações contábeis. Os ajuste de exercícios anteriores. quando relevantes. g. A Lei estabelece as indicações mínimas que devem constar das Notas Explicativas. c. as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo. amortização e exaustão. Aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas reavaliações. dos cálculos de depreciação. . e resultados da empresa. e. quadro-resumo das principais características de cada empréstimo e financiamento contratado pela sociedade. Os investimentos em outras sociedades. as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes. h. tais como: prazo de vencimento. O número. As Notas Explicativas são elaboradas com o objetivo de destacar e interpretar detalhes relevantes. dar informações adicionais sobre fatos passados. de constituição de provisões para encargos ou riscos.) Passivo Circulante (idem. ativo) ( . passando a fazer parte efetiva do conjunto de publicações previstas na Lei das Sociedades por Ações.

PROBLEMAS CONTÁBEIS DIVERSOS VALORES A RECEBER Na composição dos “valores a receber a curto prazo” são discriminados todos os valores recebíveis a curto prazo. . os títulos (duplicatas e outros documentos) a receber deveriam aparecer no Balanço com saldo correspondente ao montante líquido que provavelmente serão recebidos. a menos que neles sejam previstas as possíveis e prováveis perdas relacionadas a terceiros. Consideram-se recebíveis ou realizáveis as vendas a prazo (de produtos. é a possibilidade da ocorrência de prejuízos. Este montante também é deduzido como despesa d o exercício e aparece como uma despesa de vendas na Demonstração de Resultados do Exercício. DEVEDORES DUVIDOSOS e INSOLVÁVEIS Os diversos valores a receber são avaliados por seu valor de realização.22 i. ou seja. Quando se torna comprovada a real impossibilidade da quitação de suas dívidas. Sabemos que a conta Resultado dever ser debitada todas as despesas e perdas relativas ao período. baseando-nos na premissa de que o Balanço deve retratar a situação patrimonial com o máximo de fidelidade possível. mercadorias ou serviços) a clientes e os valores a receber provenientes das demais transações efetuadas pela empresa. pesar negativamente no resultado desse exercício. de modo que se pode prever o aparecimento de algum prejuízo. Na prática. Para melhor entendimento desse assunto. A prática comercial indica que é comum o aparecimento de devedores insolváveis. são esses devedores considerados pela contabilidade devedores insolváveis. A perda decorrente de débitos insolváveis deve. O que se quer mostrar aqui. devemos concluir que tanto o Balanço como a Demonstração de Resultados serão incorretos. deduz-se de Duplicatas a Receber um montante estimado de perdas com clientes duvidosos. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. ou possam vir a ter. Em função disso. portanto. pelo montante que a empresa espera auferir quando do recebimento. por ocasião do levantamento do balanço. Os eventos subsequentes à data do encerramento do exercício que tenham. O Balanço mostra a existência de duplicatas a receber no valor global. Dessa forma. sugere-se leitura complementar nas páginas de 150 a 156 do livro “Contabilidade Introdutória” FEA/USP. em virtude de devedores não liquidarem seus compromissos com a empresa. de propriedade da empresa.

.. a legislação do IR dispõe que o valor considerado dedutível como provisão para perda. Os débitos vencidos e os pertencentes a pessoas que estejam com dificuldade financeira são somados e adotados para constituição da provisão......$ 17.. Exemplo: DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DA PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (retrospecto histórico) EXERCÍCIOS Duplicatas a Receber Perda Saldo em 31-12 efetivamente % observada Ano 1 $380....) Provisão p/Dev.280 $ 462.720 ... ou seja $17..$17.23 FORMAS DE PROVISÃO PARA DEVODORES DUVIDOSOS Os prejuízos futuros não podem ser previstos com precisão.000 (. Duvidosos. Exemplo no Balanço: Duplicatas a Receber... será aquele que for suficiente para absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento dos créditos de direito existentes no final de cada exercício... maneira esta utilizada pela grande maioria das empresas..........00 Ano 2 $460.000 $18.340. O parâmetro normalmente aceito para esta provisão é o percentual (médio dos últimos três anos) de duplicatas não liquidadas em relação ao saldo de Duplicatas a Receber....$480...000 $15. Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Provisão p/Devedores Duvidosos Estimativa de perdas com devedores duvidosos .000 $48...6% (média dos últimos três anos). Análise individual de devedores....91 Ano 3 $500... o percentual (%) de provisão para perdas poderá ser 3.).000 3.00 TOTAL $1.200 3. O saldo da conta Provisão para devedores duvidosos aparecerá no ativo reduzindo a conta de duplicatas a receber com sinal negativo ( .000..O saldo da conta Devedores Duvidosos. por isso.. b.. da mesma forma que outra conta de despesa deve ser transferida para resultado do exercício. Aplicação de um percentual sobre os valores a receber no fim do ano. A lei permite também que se constitua provisão para devedores duvidosos da seguinte maneira: a....000 $15.200 4.000 3.60 Supondo que no ano de fechamento o valor de Duplicatas a receber seja de $480.280 Observação: .280.......

.... para que este proceda a cobrança................. e por questão de controle da própria empresa. ou seja... no banco .. na hipótese do devedor não liquidá-lo junto ao banco.000......000.. não se considera razoável esperar pelo recebimento dos lucros para registra-los.......... Endossar e enviar ao banco.....24 DESCONTO DE DUPLICATAS A RECEBER A empresa... enviar ao banco...$ 18.000 Vejam agora.000 Juros e Descontos a Vencer (conta do ativo) Valor do juros a ser cobrado no recebimento da duplic. As duas primeiras atitudes não envolvem qualquer operação contábil. Porém...$ 20............ dá-se o nome de “Desconto de Duplicatas”..000 $ 30. transferindo ao mesmo sua propriedade..... Exemplo: A Cia Exemplo S/A tem participação de 60% no capital da Cia ª cujo Patrimônio Líquido é de $ 10...... No fechamento do exercício aponto-se que a mesma obteve lucro de $ 2..... Endossar.... não exime a empresa da responsabilidade de pagar o título......... recebendo em troca o valor do título. .......$ 1. neste caso significa que a sociedade investidora deve registrar sua parte no lucro da investida assim que esta o obtiver.. .... depois de realizadas as vendas e emitidas as Duplicatas a Receber podem adotar três diferentes atitudes: Ficar com a mesma até que seja quitada pelo devedor (cliente). e não quando o distribuir em dinheiro aos sócios......... O regime de competência........000 EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Quando os investimentos societários permanentes são em empresa controladas pela investidora ou pelo menos quando a investidora possui participação suficiente para exercer influência sobre a administração da investida... o simples endosso.... Movimento Valor creditado . Por esse motivo..$ 50......... melhor que usas o regime de caixa nesta situação é usar o regime de competência.) Duplicatas Descontadas ...... que o valor que a empresa tem realmente a receber apresentada no Balanço é: Duplicatas a Receber .. deduzidas as despesas incidentes sobre a operação.... A terceira implica a transferência de posse das duplicatas ao Banco...400 Despesas Bancárias Comissão e IOF cobrados pelo banco $ 600 $ 20..000 ( ... como segue: Bancos Cta. a isso.. a contabilização do desconto de duplicatas é feita da seguinte forma: Diversos a Duplicatas Descontadas Pelo desconto das duplicatas nºs.......

dependendo apenas de seu propósito. Entre os itens que habitualmente compõe o ativo imobilizado destacam-se: Imóveis e Terrenos. A Crédito: Receita de Equivalência Patrimonial . a tendência é de que a frota de veículos seja um componente expressivo de seu ativo imobilizado. Não esteja destinada a venda. Móveis e Utensílios. Vida útil superior a um ano. Tais valores eram antes da Lei 4249/95 corrigido monetariamente para fins de atualização devido ao efeito da inflação. Imobilizações em Andamento. ou exercidos com essa finalidade. tendo as seguintes características básicas: 1. por exemplo.. O imobilizado é representado por bens tangíveis e intangíveis.. Os itens componentes do ativo imobilizado são avaliados pelo custo de aquisição. Etc. como segue: Débito: Investimentos em Controladas – Cia. os carros destinados a venda representam estoques (mercadorias). Máquinas e Equipamentos. inclusive os de propriedade industrial ou comercial. mais os gastos necessários à colocação dos mesmos em condição de funcionamento. porém. .25 A Cia Exemplo S/A conhecedora desse resultado reconhece seu ganho ref. AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO.. enquanto os veículos que fazem parte da frota de uso da revendedora constituem imobilizado. amortização e exaustão. O tipo de imobilizado varia com a atividade operacional de cada empresa. 4. acessórios e semoventes... É importante observar que um bem pode ser classificado como imobilizado ou como estoque. Já em determinado tipo de indústria. em fase de sua expectativa de vida útil.l DEPRECIAÇÃO.. Participação (60%) imediatamente. as aplicações de recursos em sua planta industrial tenderão a ser o principal absorvedor de recursos no ativo permanente. Relevância de valor. Veículos.200 ATIVO IMOBILIZADO O ativo imobilizado é parte integrante do ativo permanente da empresa. ou seja. 3. 2. Numa revendedora de veículos. Numa empresa de transporte rodoviário. Instalações.. Sua utilização na empresa.. de duração.. Os bens do imobilizado sofrem depreciação. essa Lei extinguiu tal correção. $ 1. Ele compreende os bens e direitos que tenha por objeto à manutenção das atividades da empresa.

que estão sujeitos ao desgaste ou deterioração. Os principais métodos de depreciação são: I. Método da soma dos Dígitos: por esse método também é suposto que a depreciação é maior nos primeiros anos de vida do bem. Método da linha reta: é o método mais utilizado. Método das Unidades Produzidas ou Processadas: este método leva em consideração a capacidade estimada de unidades a serem produzidas ou processadas durante a vida útil do bem. fazendo que a depreciação seja maior nos primeiros anos de vida do bem. sendo a taxa aplicada uma fração cujo denominador é a soma dos algarismos (dígitos) seqüenciais correspondentes aos anos de vida útil do bem. com base em uma expectativa de vida útil do bem. Capitulo 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras II. corresponde a 100%. isto é. tendo em vista cada critério suas próprias vantagens. com cinco anos de vida útil estimada. a depreciação referente a determinado período é representada por um número decorrente da divisão do número de unidades produzidas durante o período de vida útil do bem. resultando no denominador igual a 15. este aplica o percentual sobre o valor residual. . Portanto. Exemplo: ANO TAXA 1 5/15 2 4/15 3 3/15 4 2/15 5 1/15 Observa-se que a soma das frações relativas a cinco anos é igual a um. amortizações e exaustões aparecem como redutoras de imobilizado. que é a totalidade do valor do bem a ser depreciado. III. para um veículo com vida prevista de cinco anos. mais três anos. Supondo um veículo. o segundo ano que está iniciando. a empresa deverá manter durante a vida útil do bem o mesmo critério de depreciação que adotou desde o início.26 Os itens de depreciações. Supondo. IV. enquanto o método da linha reta mantém uma taxa constante sobre o valor base. seu período de vida restante seria de quatro anos. no início do segundo ano. na eventualidade de mudança deverá explicar a ocorrência em nota explicativa. pelo uso ou pelo transcorrer do tempo. Há vários critérios e taxas para depreciação. isto é. Pelo princípio contábil de consistência. Critério análogo pode ser adotado quando a capacidade produtiva é estimada em horas de trabalho. sua taxa de depreciação será de 20% ao ano. teríamos a soma dos números seqüenciais de 1 a 5 (1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15). no início do primeiro ano seu restante de vida útil seria de cinco anos. devem ser depreciados. Apenas os bens tangíveis. que determinado bem como veículo tenha uma vida útil de cinco anos. é estabelecido um percentual anual fixo para depreciação. por exemplo. Método da taxa constante: é aplicada um taxa constante de depreciação sobre o valor residual. isto é sobre o custo mais a depreciação acumulada. O numerador é composto pelos períodos de vida restantes no início da cada período. porém. em vez de unidades produzidas. Observe que. isto é.

dá-se o nome de depreciação acelerada. Se a empresa utilizar taxas acima das convencionais. ou bens aplicados nessa exploração. c. Amortização – quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada. que usou taxas cientificamente adequadas em face da expectativa de vida útil do bem. os quais constam do Regulamento do Imposto de Renda. ação da natureza ou obsolescência. Caso a empresa opere em mais de um turno (8 horas de trabalho). Exaustão – quando corresponder à perda do valor decorrente de sua exploração. baseadas em taxas determinadas pela Capitulo Secretaria da Receita Federal. É importante destacar que os terrenos não estão sujeitos a depreciação por não sofrer desgaste pelo uso ou pela ação do tempo.0 Ao tratamento mencionado. ou cujo objeto sejam bens utilizados por prazo legal ou contratualmente limitados.) Microcomputadores Taxa de depreciação 04% 10% 20% 10% 10% 20% 20% Vida útil estimada 25 anos 10 anos 05 anos 10 anos 10 anos 05 anos 05 anos Há diversas outras taxas para diversos tipos de ativos.5 2. caberá a ela provar ao fisco. Cabe ressaltar que as taxas estabelecidas pela Receita Federal são taxas máximas. . b. de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais. facas. através de laudos do Instituto Nacional de Tecnologia.27 A Lei das Sociedades por Ações trata dos critérios de avaliação do ativo imobilizado das empresas. Depreciação – quando corresponder à perda do valor direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso. A legislação admite que as taxas sejam ajustadas em função do número de turnos em que a empresa opere. A legislação determina regras para depreciação. como exemplos abaixo: 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras Tipo de imobilizado Prédios e construções Máquinas e equipamentos Veículos Móveis e Utensílios Instalações em geral Ferramentas (alicates. etc. poderá aplicar as taxas como segue: Turnos de 8 horas Um turno Dois Turnos Três Turnos Multiplicador p/ as taxas habituais 1. destacando que a diminuição do valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: a.0 1.

transformando-os em informações úteis que os auxiliarão nas tomadas de decisão. são aplicadas sobre os intangíveis como marcas e patentes. . econômicos e financeiros contidos nas demonstrações financeiras geradas na contabilidade. de modo geral.. em suas decisões. de modo a auxiliar ou instrumentar os dirigentes/administradores. acionistas. O objetivo da análise compreende a indicação de informações numéricas. Hoje. por outro lado. da mesma maneira. investidores. preferencialmente. sendo mais conhecidos como “demonstrações contábeis” ou “demonstrações financeiras”. de mais de dois períodos regulares (exemplo: 1999. nota-se crescente demanda de profissionais que reúnam condições de interpretar e mensurar dados através dos demonstrativos contábeis e que possam. Insumos Básicos Da Análise De Balanços Os insumos básicos do processo de análise de balanços são os relatórios contábeis gerados periodicamente pelas empresas. 2000 e 2001). clientes. INTRODUÇÃO A ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Antes de qualquer coisa. insere-se no campo contábil-financeiro como uma de suas mais importantes especializações. Obrigatórios são aqueles definidos pela legislação societária. ou sobre benefícios em propriedade de terceiros. Entre os relatórios gerados pela contabilidade. A análise compreende o estudo das relações entre elementos patrimoniais. A exaustão. por exemplo. Isto justifica a grande importância da matéria no programa dos principais cursos voltados à gestão empresarial como Administração. Ciências Contábeis. fornecedores. devemos falar um pouco da importância de conhecer internamente cada uma das demonstrações financeiras geradas no departamento contábil. governo. que utilizarão seus dados.28 Quanto à amortização. Atualmente. efetuar uma análise voltada para seus aspectos econômicos e financeiros. instituições financeiras. sendo mais conhecidos por “demonstrações contábeis” ou “demonstrações financeiras”. tratada na INSTITUIÇÃO como Contabilidade Geral II. as quais farão parte de importantes ferramentas utilizadas pelos gestores econômicos e financeiros. O conhecimento da matéria gera atuação profissional num segmento definido de mercado. proprietários. Economia. um curso de Estrutura e Análise de Balanços. etc. estão aqueles ditos obrigatórios que são aqueles definidos pela legislação societária. visando ativar o interesse dos alunos sobre a disciplina “Análise das Demonstrações Financeiras”. etc. como define o mercado. é utilizada no caso de florestas e de jazidas de minérios.

investir ou não em seu capital acionário. além do conhecimento técnico.pgs. sobressaindo-se. mesmo tendo trabalhado com os mesmos dados e utilizados as mesmas técnicas de análise. as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras. Esses dados representam a matéria-prima do setor p/o Administrador Financeiro que. Em outras palavras. Isso faz com que os indicadores de análise sejam vistos de maneira particular por quem faz a análise. a experiência e a própria intuição do analista. não há um critério ou metodologia formal de análise válidos nas diferentes situações e aceitos unanimemente pelos analistas. identificar sua capacidade de solvência (se irá falir ou não). Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. das quais extrai suas conclusões a respeito de sua situação econômico-financeira.29 A atual Lei das Sociedades por Ações determina que ao final de cada exercício social (12 meses) toda empresa deve apurar. Podemos defini-los como a matéria-prima necessária à obtenção de um produto denominado informação. Dessa forma. apesar das técnicas desenvolvidas. pois. isoladamente. A análise de balanços é considerada por alguns autores como “uma arte”. Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. Os dados representam os números ou descrições de objetos ou adventos que. com base nos fatos registrados pela contabilidade. e toma (ou influencia) decisões com relação a conceder ou não crédito. com base nas informações contábeis fornecidas pela empresa. alterar determinadas políticas financeiras. Dois analistas podem chegar a conclusões diferentes sobre a mesma empresa. pela análise de balanços extraem-se informações sobre a posição passada. Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. presente e futura (projetada) de uma empresa. de posse deles os transformam em informações úteis para tomadas de decisões. avaliar se a empresa está sendo bem administrada. OBJETIVO DA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (MATARAZZO . avaliar sua lucratividade ou se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente etc. torna-se impossível estabelecer uma seqüência metodológica ou instrumental científico capazes de fornecer diagnósticos sempre precisos da empresa (ASSAF NETO). 7 a 40) A análise de balanços visa relatar. a posição econômico-financeira atual. Isso significa que cada analista concentra-se nas demonstrações financeiras da sociedade. Todos que trabalham com análises. principalmente os contadores sabem que as demonstrações financeiras geradas no departamento de contabilidade trazem um volume muito grande de dados. não provocam nenhuma reação no leitor. . as seguintes demonstrações contábeis: Balanço Patrimonial.

fornecidas pelos analistas sem a necessidade de interpretar índices ou gráficos mirabolantes. isso seria um dado. Boliviana teve uma renda de R$ 286. Devem ser elaborados como se fossem destinados a leigos mesmo que não o sejam. o DOAR. o DRE.00 e 36. freqüentemente acompanhada de um efeito surpresa. . Líquido. Deve-se ter o cuidado de não elaborar relatórios cheio de dados ao invés de informação. já com a divisão da arrecadação pelo n. O que realmente vai interessar à alta administração serão os comentários objetivos sobre a situação da empresa.000 pagantes. todos eles com muitos números (dados) importantes. Esse pode ser um importante e justificado motivo para se transformar parte desses dados em informações capazes de levar os dirigentes da empresa a uma decisão. são os fatos de significado econômico-financeiro expressos em moeda e os seus produtos finais são as demonstrações financeiras. que necessitam ser transformadas em informações. se possui dívidas acima de sua capacidade. em uma análise muitas vezes desejamos saber apenas se a empresa poderá ou não receber créditos. As demonstrações financeiras publicadas no DCI. O INÍCIO DA ANÁLISE O Contador A função básica do contador é compilar os dados decorrentes das operações da empresa mediante os registros contábeis. com uso de gráficos representativos como auxiliares. que é o produto esperado pela alta direção da empresa. Linguagem O resultado da análise de balanços é demonstrado através de relatórios escritos em linguagem descomplicada. Demonstração das Mutações do P. Brasileira x sel.30 As informações representam. porém. em excesso uma vez que nós. para quem as recebe. uma comunicação que pode produzir reações ou decisão. O analista O analista de balanços por sua vez preocupa-se com as demonstrações financeiras.º de pagantes obteríamos o preços médio por ingresso o que já se transformou em informação. estes sempre irão querer decidir com base nas informações obtidas. se vem evoluindo ou regredindo ou até mesmo se sobreviverá ou irá a falência.400. objetivando simplificar as conclusões mais complexas. 02 Análise das Demonstrações Financeiras Na publicação vem o Balanço. que permitam concluir se a empresa merece ou não crédito. Gazeta Mercantil e outros podem Capitulo representar uma infinidade de números que são dados. se é lucrativa. Em um exemplo podemos dizer que numa partida de futebol da sel. E suas matérias-primas.

Fornecedores. etc.) Governo. Eficiência na utilização dos recursos. Causas das alterações na rentabilidade. . Quadro evolutivo. Causas das alterações na situação financeira. Instituições financeiras (instituições de crédito. corretoras de valores. por exemplo: “O grau de endividamento da empresa encontra-se em nível razoável em relação ao ramo de atividade. pois há dois anos podia ser considerado bom”. A composição do endividamento mostra um perfil de dívida insatisfatório devido à excessiva participação das obrigações de curto prazo. devemos apresentar informações como.31 RELATÓRIO DA ANÁLISE – o que incluir Ao invés de apresentar um relatório cheio de dados numéricos. Já a liquidez da empresa pode ser considerada boa”. Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras. GRUPOS DE INTERESSE Diretores/Acionistas. PODE SE LISTAR INFORMAÇÕES DO TIPO: Situação financeira. Tendências e perspectivas. entretanto. Providências que deveriam ser tomadas e não foram. Adequação das fontes às aplicações de recursos. Situação econômica. vem crescendo de maneira indesejável. Clientes. Desempenho. bancos. Pontos fracos e fortes. Evidência de erros da administração.

A análise consiste num trabalho fascinante para as áreas de finanças e contabilidade e é através dela que se conseguem avaliar os efeitos de certos eventos ocorridos sobre a situação econômica e financeira das empresas. preocupam-se com o grau de endividamento do cliente e sua rentabilidade e capitalização. suas limitações e suas potencialidades. Capitulo 02 relaciona-se com a empresa”. a sua liquidez. (valor negociado). A política financeira de uma empresa tem reflexo nas demonstrações financeiras e é através da sua análise que se pode conhecer os seus objetivos.32 PRINCIPAIS USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO OBTIDA ATRAVÉS DA ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A análise das demonstrações financeira é ponto fundamental para viabilizar tomadas de decisão dentro das empresas. EXEMPLOS: FORNECEDORES O fornecedor de materiais ou serviços precisa conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes. “Cada usuário está interessado em algum aspecto particular da empresa”. preocupando-se com o aspecto de continuidade. permite estimar o seu futuro. CLIENTES (COMPRADORES) Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. “A profundidade da análise do fornecedor depende da importância do cliente”. O cliente deve se preocupar mais é em caso de contrato de fornecimento de materiais ou serviços considerados essenciais para a sua produção. ou seja. produto da transformação dos dados obtidos através das demonstrações financeiras fornecidas pelo departamento de contabilidade e são utilizadas por todos os grupos de interesse relacionado para os mais diferentes fins. BANCOS COMERCIAIS Esses bancos que trabalham com créditos de curto-prazo. . deve proceder análise mais aprofundada. A informação. Nestes casos. “A análise de balanços é fundamental para quem pretende Análise das Demonstrações Financeiras A análise de balanços permite uma visão da estratégia e dos planos da empresa analisada.

33 BANCOS DE INVESTIMENTOS Estes se preocupam muito mais com análise de tendência e fazer previsões. ACOMPANHAMENTO DE CLIENTES E FORNECEDORES Muitas empresas e até mesmo bancos. GOVERNO O governo utiliza análise de balanços em diversas situações. Capitulo 02 Análise das Demonstrações Financeiras CONCORRENTES Esta análise é de vital importância. que é muito mais importante para o banco de investimento. ao grau de endividamento. aos prazos de pagamentos. Ou seja. faz análise inicial e depois esquece. CORRETORAS DE VALORES E PÚBLICO INVESTIDOR Esses. “A análise de balanços pode servir de guia para os dirigentes”. quebram simplesmente por não acompanhar a situação de seus clientes/fornecedores periodicamente. A análise de balanços. aos prazos de recebimentos etc. . preocupam-se com o aspecto da valorização das ações. DIRETORES/ACIONISTAS Estes se interessam pelo desenvolvimento geral da empresa. CORRETORAS DE VALORES Concede empréstimos às construtoras e sua análise está entre um banco comercial e um de investimento. para conhecimento profundo da situação de seus concorrentes. Por exemplo. e pode ser um fator de sucesso ou de fracasso da empresa no mercado. Essas sociedades necessitam conhecer a capacidade financeira de seus clientes (tomadores). mais precisamente no que diz respeito ao desempenho. para os administradores da empresa é instrumento importante (complementar) para a tomada de decisão. a lucratividade. eles estão mais preocupados é com a situação futura da empresa. aos resultados obtidos. SOCIEDADES FINANCEIRAS Créditos diretos a consumidores. como agentes investidores. as concorrentes de concorrência pública.

por exemplo. por falta de padrões ou por não se saber construí-los. No Brasil. A análise surgiu e desenvolveu dentro dos bancos que foi e ainda é seu principal usuário. Extraem-se índices das demonstrações financeiras. 3.Demonstrações Financeiras Em análise de balanços. Capitulo 02 Análise das apresentar um esboço das prioridades para a solução de seus problemas. O médico. O advogado se ampara na lei. de imediato. tem um padrão de reações estatisticamente elaborado para suportar seus diagnósticos. o raciocínio é aplicado da mesma forma: 1. PANORAMA HISTÓRICO DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS Os primeiros passos da análise de balanços ocorreram no final do século passado. ela só se difundiu nos anos 70. Tomam-se decisões. . Quando esta seqüência não é obedecida a análise fica prejudicada. Comparam-se os índices com os padrões. cuja finalidade é determinar quais são os pontos críticos e permitir. A análise se compõe através das três primeiras etapas que devem estar perfeitamente coordenadas. Escolha de indicadores 2. Na maioria das ciências. Diagnóstico ou conclusões 4.: Todos os tipos de profissionais têm um padrão estatístico ou não para comparar níveis satisfatórios para dar sustentação a suas decisões. Comparação com padrões 3. As vezes. Seu início se deu no séc. o processo de tomada de decisão obedece alguma seqüência como segue: Etapas: 1. Decisão Obs. Ponderam-se as diferentes informações e chega-se a um diagnóstico ou conclusão. na jurisprudência e em comentários jurídicos para defender suas causas.34 METODOLOGIA DE ANÁLISE “Toda análise baseia-se no raciocínio científico”. deixam-se de fazer comparações e a análise fica comprometida por falta de elementos de referência. 4. 2. passado quando os banqueiros americanos passaram a solicitar balanços às empresas tomadoras de empréstimos. O Diagnóstico de uma empresa quase sempre começa com uma rigorosa Análise de Balanços.

A principal preocupação dos índices de balanço é possibilitar avaliação de forma genérica sobre diferentes aspectos da empresa em análise. nos Estados Unidos. até 1968 a análise de balanços era muito pouco utilizada. Existem hoje. Em 1930 surgiu um modelo de análise de rentabilidade dentro da empresa Du Point (ROI). através de índices. as técnicas vêm se aprimorando. além de ativos e passivos. considerado o pai da análise de balanços. seguindo a tendência natural da sociedade. TÉCNICAS ATUAIS DE ANÁLISE Análise através de índices As atuais técnicas de Análise de Balanços possibilitam grande número de informações sobre a empresa. demonstrando a necessidade de considerar outras relações. . muitos índices surgidos de 1915 até então. Porém. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL As duas devem ser utilizadas conjuntamente e servem para complementar as análises por quocientes. sofrendo refinamentos como objetos de estudos nas universidades. Em 1925. sem profundidade. que é alcançável através de outras técnicas adiante. realizando algumas críticas à análise de coeficientes. empresa que passou a operar como central de análise de balanços de Capitulo 02 Análise das Demonstrações Financeiras bancos comerciais. Alexandre Wall. só poderiam ser redescontados títulos negociados por empresas que tivessem apresentado seu balanço ao banco. as demonstrações da época não tinham muita uniformidade nos dados apresentados. Em 1915 o Banco Central dos Estados Unidos determinou que. e foi neste ano que foi criada a SERASA. uma vez que. um modelo de análise de balanços. Stephen Gilman.35 A análise de balanços tornou-se praticamente obrigatória em 1915 nos Estados Unidos. a Dun & Bradstreet passou a elaborar e divulgar índices-padrão para diversos ramos de atividades. Índices-padrão vêm sendo divulgados desde 1931. No Brasil. com o passar do tempo. A partir de 1931. Em 1918 foi criado um livreto que inclui formulários padronizados para balanços e demonstrações de lucros e perdas. em 1919 apresentou. propôs que fosse substituída pela construção de índices encadeados que indicassem as variações havidas nos principais itens em relação a ano-base.

Evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto. ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO Através do cálculo dos índices de rotação ou prazos médios.000: X= R$ 257. Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explicam quais os fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade. identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando esta estiver em estudo.000 x 100 = 17% R$ 1.480. em inglês) está correlacionado ao Capital de terceiros. tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo do ano. VERTICAL Também chamada por análise por coeficientes. MODELO DE ANÁLISE DE RENTABILIDADE ANÁLISE DO ROI (RETORNO OPERACIONAL DOS INVESTIMENTOS) Esse tipo de análise. é possível construir um modelo de análise dos investimentos e financiamentos do Capital de Giro. é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. Permite ainda. . bem como para avaliação da capacidade de administração do Capital de Giro por parte da empresa.000 HORIZONTAL Também denominada por alguns analistas como análise por índices. de grande utilidade gerencial.480. Por meio deste tipo de análise. ANÁLISE DA “ALAVANCAGEM FINANCEIRA” O significado da “alavancagem financeira” (Financial Leverage. envolve todos os itens das demonstrações e revelam falhas responsáveis por anomalias encontradas.36 Elas são mais detalhadas. desenvolvido há cerca de 50 anos. é ainda instrumento de grande utilidade na análise interna ou externa da empresa. Exemplo: Em uma DRE onde as Despesas Administrativas são R$ 257.000 e a Receita Operacional é R$ 1. é possível acompanhar o desempenho de todas as contas que compõe a demonstração analisada.

supondo-se que o comportamento da empresa não se altere. de correlacionar os diversos itens.12. visando diminuir as diferenças nos critérios utilizados pelas empresas. Antes de iniciar a análise. 5 – Matarazzo) “As demonstrações financeiras devem ser preparadas para análise. no Brasil. pode-se ter idéias do futuro. Outro objetivo é fazer com que as demonstrações atendam às necessidades de análise e sejam apresentadas de forma simples de visualizar e fácil de entender. na apresentação de tais demonstrações. A partir das demonstrações financeiras levantadas em 31. ANÁLISE PROSPECTIVA A análise de balanço é realizada com base em dados contidos em demonstrações financeiras passadas. cuja análise é a última palavra sobre a situação financeira da empresa e sobre sua gestão de caixa. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). seguindo critérios próprios adotados internamente na empresa que esteja procedendo a análise. começou a ser divulgada. o endividamento tem um efeito de alavanca sobre o lucro que é levado para o acionista.78. A padronização tem como objetivo. A isto. por determinação da Lei n. Também seria desejável Df’s de três períodos. Esse é um raciocínio dominante em grande parte do mundo.37 Quando a alavancagem ou o grau de alavancagem é maior do que 1. a análise da “alavancagem financeira” é imprescindível para as decisões de subscrição de ações e muito recomendável nas decisões de financiamento de longo prazo. O primeiro passo para análise é verificar se estamos de posse de todas a DF’s (inclusive notas explicativas). deve-se examinar detalhadamente as demonstrações financeiras. isto é. ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS E DO FLUXO DE CAIXA.º 6. Este trabalho consiste em uma crítica às contas das demonstrações financeiras e na transcrição delas para um modelo previamente definido. Utilizando os dados da DOAR. pode-se construir a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa. PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS – (Cap. O pensamento é de que analisando o passado.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas). da mesma forma que um terreno deve ser preparado e modelado para a construção de um prédio”. dá-se o nome de “Padronização”. Com as publicações em colunas . Por comparar o custo das diferentes alternativas de capital de terceiros com o custo do capital próprio. trazer as demonstrações financeiras a um padrão de procedimentos e ordenamento na distribuição das contas.

das notas explicativas e do parecer da auditoria é tarefa obrigatória no processo de análise das demonstrações financeiras. que tenha domínio do mecanismo contábil utilizado pelas empresas. sobretudo no Balanço Patrimonial e DRE. sabendo como aqueles valores surgiram. nem sempre as DF’s refletem a realidade (principalmente as pequenas empresas) O segundo passo é preparar as DF’s de forma conveniente para a análise. Neste caso. Em seguida devemos averiguar a autenticidade das DF’s. uma vez que. São alguns ajustes para melhorar a eficiência da análise. elevado de contas. Muitas vezes o contador visa. à medida que tal item possa apresentar dificuldade. .38 comparativas teremos. Exemplo: Se a empresa se dispõe a vender um imóvel que está classificado do Ativo Permanente. dois períodos (exercício atual e anterior). O Parecer da Auditoria nas DF’s dá uma satisfatória margem de confiabilidade para o analista. Motivos de se fazer a Padronização Simplificação – Um balanço aberto em uma S/A. contem um nº. o que dificulta a visualização do balanço como um todo. a atitude do contador visando melhorar a situação financeira da empresa reclassifica este imóvel no Ativo Circulante. Não havendo Parecer de Auditoria. convertendo-a para planilhas internas. É necessário que o analista responsável por esta tarefa conheça bem o que representa cada uma das contas das demonstrações financeiras. Esta etapa denomina-se Reclassificação de itens nas Demonstrações Financeiras. recomenda-se ao analista uma maior dose de conservadorismo. de posse de uma única publicação. É fundamental que o analista tenha condições de avaliar a relevância de cada item. chega-se a aproximadamente 500 a 600 números o que é um complicador na vida do analista. estaria melhorando a situação de liquidez da empresa a curto prazo. um novo reagrupamento de algumas contas nas DF’s. através do seu agrupamento de contas nas DF’s melhorar a situação econômico-financeira da empresa usando de uma certa subjetividade. Precisa ainda saber interpretar a nomenclatura utilizada pelas empresas. Reclassificação das Contas Significa uma nova classificação. enquanto os menos relevantes muitas vezes não justificam tempo que podem absorver. Comparabilidade – A análise é baseada em comparação e só faz sentido analisar um balanço após o seu enquadramento num modelo que viabilize comparação com outros balanços. por exemplo. Os fatores mais importantes devem ser esclarecidos. o que eles representam e como serão liquidados. Quando se faz cálculos fazendo análise vertical e horizontal. A leitura do relatório da diretoria.

acha-se um subtotal representado por Capital de Terceiros (Passivo Capitulo 02 Padronização das Demonstrações Financeiras Circulante + Passivo exigível a longo prazo). ⇒ Passivo Circulante é dividido em Operacional e Financeiro. sendo que as “Duplicatas Descontadas” fazem parte deste último. suas classificações enquanto as transcreve para o modelo padronizado. diferentes do balanço. Precisão na classificação das contas – Consiste na adequação das contas segundo suas próprias naturezas.: Uma padronização rigorosa deveria sempre ser precedida da elaboração de um fluxo de caixa. Obs. PDD apontado no balanço não coincide com a constituída na DRE. Para efeito financeiro. tanto as saídas como as entradas de caixa são bem identificadas o que dá uma boa base para análise. Vale informar que as características do modelo padronizado são: ⇒ Ativo apresenta somente contas essenciais. Descoberta de erros – existe caso de erros que podem ser intencionais ou não: a) b) c) Estoques finais ou iniciais da DRE. Intimidade do analista com as demonstrações financeiras da empresa – a padronização obriga o analista a pensar em cada conta das demonstrações e a decidir sobre sua consistência com outras contas. uma vez que. uma vez que se trata de uma forma de captação de recurso. Modelo padronizado de balanços de DRE. ⇒ No Patrimônio Líquido aparecem apenas o “Capital Social” já deduzido de eventuais “Capital a Realizar” a soma às “Reservas”. Abatimentos” e “Impostos”. ⇒ No lado do Passivo.39 Adequação aos objetivos da análise – O exemplo de duplicatas descontadas contabilmente demonstrada como redutora do ativo circulante. em nada difere de um empréstimo bancário. Modelo do Balanço Padrão BALANÇOS EM: 20X1 20X2 VA AV AH VA AV AH 20X3 VA AV AH . Ë comum encontrarmos falhas de classificação de contas tanto no balanço como nas demais demonstrações. que serve aos propósitos do curso. Dificuldade de conciliar PL inicial com PL final. ⇒ As Receitas e Despesas Financeiras estão líquidas dos efeitos inflacionários. ⇒ A “DRE” evidencia apenas os valores fundamentais para análise. ⇒ A Receita Líquida de vendas está deduzida das “Deduções.

Prazo P.40 ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO Disponível Aplicações Financeiras SOMA OPERACIONAL Clientes Estoques Outros Créditos SOMA Total do Ativo Circulante REALIZÁVEL A L. Descontadas SOMA Total do Passivo Circulante EXIGÍVEL A L. A L. LÍQUIDO Capital e Reservas Lucros Acumulados Total do P. Líquido TOTAL DO PASSIVO . PERMANENTE Investimentos Imobilizado Diferido Total do Ativo Permanente TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL Fornecedores Outras Obrigações SOMA FINANCEIRO Empréstimos Bancários Dupl. PRAZO. Empréstimos Financiamentos Total do Exig. P.

cujos dados foram adaptados a um caso real.: A partir deste ponto. Em todos os capítulos abordados adiante será abordado a Cia. Financeiros) (+) Receitas Financeiras (-) Despesas Financeiras = Lucro Operacional (incluindo os resultados financeiros) (±) Res. Vendidos = Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais (±) Outras Rc/Dp Operac. BIG para efeito de conformidade das técnicas de análise e como elas se relacionam. EXERCÍCIO VA AV AH RECEITA LÍQUIDA (-) Custo dos P. Não Operacional LUCRO ANTES DO IR E DA CONTRIB. todos as análise exemplificadas.41 Modelo do DRE Padrão DEMONSTRAÇÃO DO 20X1 RES. SOCIAL LUCRO LÍQUIDO Simbologia: VA = Valores Absolutos AV = Análise Vertical AH = Análise Horizontal 20X2 VA AV AH 20X3 VA AV AH Obs. BIG. = Lucro Operacional (antes dos Res. serão feitas com base nos dados (através de demonstrações e dados adicionais) da empresa hipotética denominada Cia. .

037 2.42 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA EXEMPLOS EM US$ CIA.165 290.12.12.634 1.957 314.726.798 1.406.317 657.788 2.653.194.480 26.633 356.716 378.401.224 1.000 1.655. BIG ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO Disponível Aplicações Financeira SOMA OPERACIONAL Clientes Estoques SOMA Total do Ativo Circulante REALIZÁVEL A L.269.044 676.653.743 1.X1 BALANÇOS EM 31.050 228.170.830 316.879 3.077 792.122. PERMANENTE Investimentos Imobilizado Diferido Total do Ativo Permanente TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL Fornecedores Outras Obrigações SOMA FINANCEIRO Empréstimos Bancários Duplicatas Descontadas SOMA Total do Passivo Circulante EXIGÍVEL A L.X2 31.517.984.791 433.760 5.429 393.514 2.050 688.529. LÍQUIDO Capital e Reservas Lucros Acumulados Total do P.648 90.448 0 765.534 158. P.070.045.763 83.508 40.122.277 1.039.157 213.072 1.360 1.000 87.865 1.407.985.250 693.240 533.984.991 2.827 5.206 1.231 3.314 1.778 1.699 834.957.X3 34. A L.623 984.743 1.317.028 1.340. Prazo TOTAL DE CAPITAIS DE TERCEIROS P.714.309 80. PRAZO Empréstimos Financiamentos Total do Exig.475 1.861 2.947 2.159 66.083 413.335 .435 2.576.896 1.575 72.335 708.796.960.665 128.171 25.667.885 477.178 156.536 275.846 1.185 3.075 2.969 163.512 1.915 107.065 289.178 639.575 2.719.698 2.846.933.061 1.360 0 314. Líquido TOTAL DO PASSIVO 31.997 1.028.000 62.698 928.494.640 751.350.508 1.726.12.161.

083 0 537.025) 27.12.530) 1.866 (3.935 (863. Do Exercício de 20X2 Aumento de Capital Dividendos Saldo em 31.058 411.308) 410.438 167.171.X1 4.418.530) 1.X3 577. Do Exercício de 20X3 Aumento de Capital Dividendos Saldo em 31.827 223.778 167.12.478 0 657.997 Total 821. BIG Receita Líquida Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais Outras Receitas Operacionais Lucro Oper.185) 1.43 DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS CIA.440 (86.225) 17.12.673 (61.667 5.830 Reserva Legal + lucros Acumulados 244.X2 4.185 165.185) 413.987) 316.851.070.304 165.692 7.394 683.273.438 0 307.634) (86.116 (281.336 (427.994 10.074 0 1.X3 5.X1 Lucro Líq.478 (24.350.X2 Lucro Líq.604 223. Antes do Imposto de Renda Receitas Financeiras Despesas Financeiras Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro antes do Imposto de Renda Lucro Líquido Exercício 31.12.123 (3.816) 307.12.956 156.993) 8.304 0 305.987) 1.222 223.671) 1.581 742.232) 213.157 156.741 (30.586 (4.667.605 0 79.860 (284.741 31.232) 1.116 255.793.028 165.116 31.425.12.956 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social e reservas Saldo em 31.162.X0 Lucro líquido do Exercício de 20X1 Aumento de Capital Dividendos Saldo em 31.673 0 1.632.152.546 1.827 .861 167.956 0 (61.194.298) 305.915 (498.777 1.593 (495.12.621.741 49.562 (442.407.000) (24.

957 Capital Circulante Líquido 271.323 49.X2 ORIGENS DAS OPERAÇÕES Lucro Líquido 223741 167.104 73.756 906.769 1.204 .987 0 51.898 243. 347.511 Resultado da Equivalência Patrimonial (5.684 Aquisição Imobilizado 0 40.X1 31.571 113.528 Total das Origens 412.960.12.483 VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 31. C.12.277) 156.269.956 167.077 863.185 86.44 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Exercício CIA.068 347.500.054 APLICAÇÕES Dividendos 24.264 1.478 255.575 1.171 1.176.541) DOS ACIONISTAS Aumento de Capital 49.889 1.300 101.141 1.523 20X2 2. Longo Prazo 0 50.896 Total das Aplicações 64.094 20X3 2. Líqu.667 1.229. Do Cap.571 113.298 Aumento ou Dim.673 857.340.214.957.508) (10.12. BIG 31.420.277 976.232 Reduções Emp.406.100 Aquisição Investimentos 6.440 DE TERCEIROS Novos Empréstimos e Financiamentos 124.480 Passivo Circulante 1.477 (20.X3 165.327.625 619.898 243.933.204 MOVIMENTAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 20X0 20X1 Ativo Circulante 1.272 61.116 Depreciação 20.443 1.

425.889 Outras Obrigações Financeiro 49.227 1.143 1.820.866 31.229 249.673 839.500.323 20.520 269.698 21. Patrimonial Ganhos com a Inflação 3.043.227.X3 8.Despesas Operacionais De Vendas Administrativas Gerais 31.Os Dividendos são provisionados no encerramento de cada exercício.777 284.478 255.541 7.695 Permanente TOTAL Exigível a L.402 20.Receita Bruta de Vendas (-) Devoluções e Abatimentos Vendas Realizadas (-) Impostos Receita Líquida 2.240.413 466.960.422 21.581 225.742 1. Prazo 739.229.225 2.310 180.435 317.586 5.040 17.Estoques Matérias-primas Produtos em Processo Produtos Acabados 264.264 189.052 152.390 184.830 1.440 156.306 498.107.248 4.114 1.45 DADOS ADICIONAIS: 1.500 27.206 269.407 1.132 263.394 269.713 223.002 389.522 570.806 Patrimônio Líquido 2.266 4./Desp.240.851.493 427.12.557 5.025 3.968.643 383.104 4.993 3.387.560 206.271 533.12.Compras 5.Outras Rec.361 751.133 Operacional 122.276 6.X2 6.695 TOTAL .514 6.825 5. 8.086 7.793.317.113.508 2.378.617.021 192.069.Balanço Sintético de 20X0 ATIVO Circulante Operacional Financeiro PASSIVO Circulante 1.039. Operacionais Receita de Equiv.827 2.110 495.385 386.766.277 7.587 10.886 8.12.756 Fornecedor 1.X1 6.604 821.123 31.Aumento de Capital nas seguintes datas: 30/04/x1 31/06/x2 02/02/x3 7.001.

pode-se conhecer pormenores das demonstrações financeiras que escapam à análise genérica através dos índices.178 = 100 Disponível: 34. .123 “O percentual de cada conta mostra sua real importância no conjunto”. em que o valor-base é igualado a 100. ou seja.793. dentro de suas respectivas naturezas. Total : 2. como o exemplo a seguir.726. No caso do Balanço. ANÁLISE VERTICAL (coeficientes) Conceito É um processo comparativo. é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto.178 A porcentagem encontrada corresponde ao percentual de participação do disponível em relação ao volume do Ativo Total. 09 – MATARAZZO) Os métodos de análises vertical e horizontal prestam valiosa contribuição na interpretação da estrutura e da tendência dos números de uma empresa.46 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL (Cap. Exemplo: % do disponível em relação ao ativo total At.23% 4. identificado no mesmo demonstrativo. Através desse tipo de análise.665 = x x = 34. É evidente que nos casos referentes ao DRE. também denominada por alguns analistas como “Análise por Coeficientes”. que se aplica ao se relacionar uma conta ou grupo de contas com um valor afim ou relacionável.726.27% 2. O cálculo do percentual que cada elemento ocupa em relação ao conjunto é feito por meio de regra de três. A Análise Vertical. Exemplo: x = 10. onde o valor das vendas é igualado a 100. expresso em porcentagem. calcula-se o percentual de cada conta em relação às vendas. No balanço calcula-se o percentual de cada conta em relação ao ativo total e ao passivo total. o primeiro propósito da análise vertical (AV) é mostrar a participação relativa de cada item de uma demonstração financeira em relação a determinado referencial. Ela evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto.860 x 100 = 0. Podem ainda auxiliar na análise dos índices financeiros e em outros métodos de análise.665 x 100 = 1. sendo os demais calculados em relação a ele. podemos saber qual o percentual do ativo circulante em relação a ativo total. ou ainda a relação percentual entre o disponível e ativo total. De maneira mais simples podemos ver que a AV mostra a importância que cada conta em relação o valor total do conjunto.

É conveniente acompanhar constantemente o percentual de participação de cada despesa em relação ao valor da Receita Líquida de Vendas para evitar que esses percentuais. também denominada por alguns analistas como “Análise por meio de números-índices”. em diferentes exercícios sociais. a Análise Horizontal compara a evolução dos valores de cada conta das demonstrações em análise ao longo de vários períodos.47 OBJETIVO DA ANÁLISE VERTICAL O principal objetivo da AV é mostrar a importância de cada conta na demonstração financeira a que pertence. É basicamente um processo de análise temporal. sejam de evolução ou retração. ressaltando as tendências evidenciadas em cada uma delas. O analista não pode desprezar em sua análise a influência da inflação. Embora a AV possa ser feita em qualquer demonstração financeira. em um mesmo período. Este tipo de análise possibilita o acompanhamento do desempenho de cada uma das contas que compõem a demonstração em questão. Enquanto a Análise Vertical é feita pela comparação de cada elemento do conjunto em relação ao total. Os índices extraídos da análise horizontal representam a evolução de cada conta no decorrer do tempo. A análise é feita geralmente de no mínimo três exercícios. . ultrapassem os limites orçados. O objetivo da Análise Horizontal é permitir o exame da evolução histórica de uma série de valores ao longo do tempo. alcança sua plenitude quando efetuada na Demonstração do Resultado do Exercício. e mostram os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências. A redução do Lucro Líquido de um período para outro pode ser resultado do aumento indesejado de alguns itens de despesa. ANÁLISE HORIZONTAL (índices) Conceito É a comparação que se faz entre os valores de uma mesma conta ou grupo de contas. A Análise Horizontal é feita por meio de números-índices. A Análise Horizontal. tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo do tempo. Através da AH. que tem influência direta o Resultado do Exercício. o analista poderá verificar a evolução normal desta conta e compará-la com a evolução das demais contas da Demonstração e concluir sobre o comportamento da mesma durante o período. desenvolvido por meio de números-índices. o que é facilmente verificado através da análise vertical. que pode concorrer para um crescimento ou redução dos valores em análise.

000 Cálculo do índice para o exercício de x3 R$ 4.17 VEJAM QUE: .200.280.680.000 Exercício de x2 = 8.000 x 100 = 226. A variação é o que exceder a 100 ou o que faltar para 100.000 Exercício de x3 = 9.000 = 100% R$ 8.280. REPETINDO Através da regra de três obtem-se os valores dos anos seguintes.000 x 100 = 191.000 = x logo x = 8.280.200. Na construção dos percentuais para cada elaboração de análise horizontal se usa a técnica dos números índices em que no primeiro ano todos os valores são considerados iguais a 100.680.59 X3 226.59% 4. O mecanismo consiste em escolher um exercício – geralmente o mais antigo como base.200. R$ 4.680.48 Número-índice é uma operação estatística. que consiste em substituir os valores constantes das contas de cada exercício por um número percentual que facilita a comparação entre eles.17% 4.000 Para fins de Análise Horizontal.000 = 100% R$ 9. calcular os demais valores dos outros exercícios por meio de regra de três.000 = x logo x = 9. Exemplo: Suponhamos que a Demonstração do Resultado do Exercício de uma determinada empresa apresente os seguintes valores da Receita Operacional Líquida: Exercício de x1 = 4. utilizada pela análise de Balanços.000 Escolhendo o exercício de x1 como base. sempre em relação ao primeiro. podemos elaborar uma tabela com base nos dados apurados. faremos: Cálculo de índice para o exercício de x2. Veja: Demonstração de resultado do exercício da empresa exemplo S/A.280. a partir desse exercício. atribuindo aos seus valores o percentual 100 e.280. CONTAS X1 X2 Receita Operacional Líquida 100% 191.

quando será denominada Análise Horizontal encadeada.143 A análise horizontal encadeada apresenta os seguintes cálculos: 20X1 20X2 20X3 Estoques 100% 40% 67% X2 ⇒ (1.143 = 67% X4 ⇒ (2. 20X2 -60% 20X3 +66% 20X4 +50% Estoques X2 ⇒ 40 – 100 = -60% X3 ⇒ [(1.764 x 100) / 1.926.143 = 100% 20X4 100% Conclui-se que a empresa teve uma redução de estoques em 20X2. Pode ser feita especificamente em cada item e depois em conjunto.890. basta analisar a evolução ou a retração de cada conta em relação ao exercício escolhido como base.143 1.058 1.890.143 x 100) / 2. A variação é o que excedera 100 ou o que faltar para 100.156. tal redução passou a representar 40% dos estoques iniciais.890.143 = 40% X3 ⇒ (1.156. A análise horizontal anual mostra os seguintes números (observe-se que neste processo em cada ano só aparece o percentual de variação em relação ao ano anterior). Em 20X3 os estoques subiram para o nível de 67% dos iniciais e em 20X4 voltaram exatamente ao nível inicial. onde no 1º.890.49 • • • Na construção dos percentuais para elaboração da Análise Horizontal se usa a técnica dos Capitulo 03 Análise Vertical Análise Horizontal números-índices.890.ou em relação ao ano anterior – quando será denominada Análise Horizontal Anual. Nota: A anual não deve ser feita em substituição a encadeada. ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA X ANUAL A análise horizontal pode ser efetuada através do cálculo das variações em relação a um anobase . “A evolução de cada conta mostra os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências”. Através da regra de três obtem-se os valores dos anos seguintes (índices). A análise pode ser feita inicialmente comparando-se os índices obtidos em cada ano sempre em relação ao ano-base.156.764 2. possibilitando verificar a influência de cada item um sobre o outro. Ano todos os valores são considerados/ iguais a 100.926.058 x 100) / 2. uma vez que pode causar alguma confusão.058] – 100 = 66% .890.926. Veja exemplos: Suponha que uma conta Estoques de determinada empresa tenha a seguinte evolução: 20X1 20X2 20X3 20X4 Estoques 2.764 x 100) / 2. De posse da tabela devidamente elaborada.

relaciona grandes itens das Demonstrações Financeiras e permite dar uma avaliação à empresa. pode continuar sendo irrelevante dentro da demonstração financeira a que pertence. mas possibilita localizar pontos específicos de falhas. através da comparação com padrões do ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores e permitir inferir se há itens fora das proporções normais. . É desejável que as conclusões baseadas na análise Vertical sejam completadas pelas da análise Horizontal. os seguintes objetivos da análise Indicar A Estrutura De Ativo E Passivo. Objetivos da Análise Vertical/Horizontal: Análise Vertical: Mostrar a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e. Relação entre Análise Vertical e Horizontal É recomendável que estes dois tipos de análise sejam usados em conjunto.764] – 100 = 50% Conclusões do cálculo: A empresa sofreu uma redução de 60% no seu estoque no 1º ano e apresentou aumento de Capitulo 03 Análise Vertical / Análise Horizontal 66% e 50% respectivamente. Bem Como Suas Modificações. A análise Vertical/Horizontal desce a um nível de detalhes que não permite essa visão ampla da empresa. Análise Horizontal: Mostrar a evolução de cada conta das Demonstrações. Na DRE. Ou seja. Isto sugere que a redução inicial teria sido inteiramente compensada em 20X3 e ainda havido um aumento dos estoques em 20X4. “Em sentido específico. Relação entre Análise Vertical/Horizontal e Análise através de Índices. Não se deve tirar conclusões exclusivamente da análise horizontal. por exemplo. o que não corresponde a realidade.926.890. visto que o lucro líquido costuma representar também percentuais pequenos em relação as vendas em análise vertical. destacam-se Vertical/Horizontal conjuntamente”.000%. pequenos percentuais podem ser significativos. A análise através de índices Financeiros é genérica. nos dois seguintes. pois determinado item. mesmo apresentando variação de 2.143 x 100) / 1. permitir conclusões sobre a evolução da empresa. a redução de 60% de 20X2 foi calculada sobre uma base muito maior do que a base usada para o crescimento em 20X3 e 20X4. problemas e características da empresa e explicar os motivos de a empresa estar em determinada situação.50 X4 ⇒ [(2. Financeiras e. pela comparação entre si. porém em uma análise horizontal pode representar variações de grandes proporções.

51

Analisar Em Detalhes O Desempenho Da Empresa.

ANÁLISE VERTICAL 1- Visando fixar melhor a teoria, desenvolvam, utilizando as técnicas apresentadas a análise vertical das demonstrações abaixo: BALANÇO DA CIA. FUTURISTA S/A. Ativo/Passivo 31.12.X1 AV Ativo Circulante 100.000 17,8 Real. A L. Prazo 160.000 28,6 Ativo Permanente 300.000 53,6 TOTAL 560.000 100,0 Passivo Circulante 70.000 12,5 Exig. A L. Prazo 150.000 26,8 Patrimônio Líquido 340.000 60,7

31.12.X2 110.000 184.000 390.000 684.000 90.300 200.000 393.700

AV 31.12.X3 95.000 16,1 192.000 26,9 445.000 57,0 100,0 732.000 106.400 13,2 235.000 29,2 390.600 57,6

AV 13,0 26,2 60,8 100,0 14,5 32,1 53,4

DRE DA CIA . FUTURISTA S/A 31.12.X1 Receitas de Vendas 830.000 (-) Custos (524.167) (=) Lucro Bruto 305.833 (-) Desp. Operacion (139.500) (-) Desp. Financeiras (88.000) (=) Resultado Oper 78.333 (-) Prov. Imp. Renda (31.333) (-) Resultado Líquido 47.000

AV 100,0 63,2 36,8 16,8 10,6 9,4 3,8 5,6

31.12.X2 1.260.000 (840.500) 419.500 (190.000) (140.000) 89.500 (35.800) 53.700

AV 100,0 66,7 33,3 15,1 11,1 7,1 2,8 4,3

31.12.X3 2.050.000 (1.594.600) 455.400 (277.500) (186.000) (8.100) (8.100)

AV 100,0 77,8 22,2 13,5 9,1 -0,4 -0,4

INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO BALANÇO PELA ANÁLISE VERTICAL: - Os investimentos de curto prazo sofreram pequenas reduções no período, passando de 17,8% do total do ativo em X1, para 13,0% para X3. Ativo Circulante 100.000 17,8 110.000 16,1 95.000 13,0

Em contrapartida, de forma desequilibrada, as dívidas de curto prazo (representadas pelo passivo circulante) apresentaram uma participação maior ao longo dos períodos. Em X1, 12,5% do total dos financiamentos da empresa era representado por passivo circulante, subindo para 14,5% em X3. 70.000 12,5 90.300 13,2 106.400 14,5

Passivo Circulante -

Essa situação, conforme se comentou, produziu uma redução da liquidez da empresa que deve administrar um volume maior de dívidas vencíveis a curto prazo sem apresentar um incremento correspondente em seus ativos circulantes. Situação semelhante também pode ser verificada em relação ao Realizável a Longo Prazo X Exigível a Longo Prazo:

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Real. A L. Prazo Exig. A L. Prazo -

160.000 150.000

28,6 26,8

184.000 200.000

26,9 29,2

192.000 235.000

26,2 32,1

Capitulo 03

Análise Vertical / Análise Horizontal

O único grupo patrimonial que proporcionalmente cresceu ao longo dos anos foi o ativo permanente: 300.000 53,6 390.000 57,0 445.000 60,8

Ativo Permanente

Os demais grupos de contas do Ativo sofreram decréscimos do exercício X1 ao X3. A maior preocupação por investimentos produtivos pode ser derivada do crescimento dos níveis de vendas da empresa, tendo atingido 51,8% em X2 em relação a X1 e 62,7 em X3 em relação a X2, conforme quadro da DRE. Da mesma forma, observa-se que em X1 60,7% dos ativos da empresa eram financiados por capital próprio. Em X3, esse percentual caiu para 53,4%, significando que a empresa deve a terceiros os outros 46,6% (100%-53,4) de seus ativos. Na verdade a empresa, conforme se comentou, não produziu melhores níveis de capitalização no período (> participação de capital próprio), diminuindo inclusive a participação do Patrimonio Líquido. Patrimônio Líquido 340.000 60,7 393.700 57,6 390.600 53,4

INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DA DRE PELA ANÁLISE VERTICAL: Através da Demonstração de Resultados, confirma-se a necessidade de um volume maior de receitas de vendas para cobrir os custos. Em X1, 63,2% das vendas eram destinados a reporem os custos incorridos, elevando-se para 66,7 em X2 e 77,8% em X3. Como conseqüência, reduz-se a parte das vendas que representam o lucro bruto. Vejam: Receitas de Vendas (-) Custos (=) Lucro Bruto

830.000 (524.167) 305.833

100,0 63,2 36,8

1.260.000 (840.500) 419.500

100,0 66,7 33,3

2.050.000 (1.594.600) 455.400

100,0 77,8 22,2

.Nota-se também que apesar de haver ocorrido uma redução proporcional das despesas operacionais e financeiras na estrutura de resultados, a empresa teve de assumir um prejuízo de $8.100 em X3 equivalente a 0,4 de suas vendas. Nos exercícios de X1 e X2 apesar de ter apresentado um lucro líquido crescente em valores absolutos, houve uma redução proporcional às vendas. Vejam: (-) Resultado Líquido 47.000 5,6 53.700 4,3 (8.100) -0,4

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Ou seja, em X1, 94,4% da receita de vendas foram para cobrir os custos e despesas, no exercício seguinte esse percentual foi de 96,7% e em X3 a empresa utilizou toda a sua receita e mais 0,4 do P.L (representado por prejuízo).

ANÁLISE HORIZONTAL Visando fixar melhor a teoria, desenvolvam, utilizando as técnicas apresentadas a análise horizontal das demonstrações abaixo:

BALANÇO DA CIA . FUTURISTA S/A Ativo/Passivo 31.12x1 AH% Ativo Circulante 100.000 100,0 100,0 Real. A L. Prazo 160.000 100,0 Ativo Permanente 300.000 100,0 TOTAL 560.000 100,0 Passivo Circulante 70.000 100,0 Exig. A L. Prazo 150.000 100,0 Patrimônio Líquido 340.000

31.12.X2 AH% 110.000 110,0 184.000 115,0 390.000 130,0 684.000 122,1 90.300 129,0 200.000 133,3 393.700 115,8

31.12.X3 95.000 192.000 445.000 732.000 106.400 235.000 390.600

AH% 95,0 120,0 148,3 130,7 152,0 156,7 114,9

DRE DA CIA. FUTURISTA S/A. 31.12x1 AH% 100,0 Receitas de Vendas 830.000 100,0 (-) Custos (524.167) 100,0 (=) Lucro Bruto 305.833 100,0 (-) Desp. Operac. (139.500) 100,0 (-) Desp. Financ (88.000) 100,0 (=) Resultado Oper 78.333 100,0 (-) Prov. Imp. Renda (31.333) 100,0 (-) Result. Líquido 47.000

31.12.X2 1.260.000 (840.500) 419.500 (190.000) (140.000) 89.500 (35.800) 53.700

AH% 151,8 160,3 137,2 136,2 159,1 114,3 114,3 114,3

31.12.X3 AH% 2.050.000 247,0 (1.594.600) 304,2 455.400 148,9 (277.500) 146,1 (186.000) 198,9 (8.100) (10,3) (8.100) (17,2)

INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO BALANÇO PELA ANÁLISE HORIZONTAL: A- No balanço, é possível observar um deterioração na capacidade de pagamento a curto prazo da empresa, tendo como contra-partida uma evolução mais que proporcional de suas obrigações de curto prazo. Vejam: Ativo Circulante Passivo Circulante

100.000 70.000

100,0
100,0

110.000 90.300

110,0 129,0

95.000 106.400

95,0 152,0

Nota-se que está decaindo de ano a ano a diferença entre ativo circulante e passivo circulante tanto em valores absolutos como em valores relativos o que provoca uma redução em sua capacidade de liquidez, tanto que em X3 essa diferença assume valores negativos. B- A participação de recurso próprios (PL) na estrutura de financiamentos vem decaindo proporcionalmente ao longo dos exercícios, notando-se um crescimento mais que proporcional das dívidas (capital de terceiros). No exercício de X3, enquanto as

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exigibilidades totais cresceram 55,2% em relação ao ano de X1, o capital próprio evoluiu apenas 14,9% no mesmo período, o que vem demonstrar maior dependência da empresa aos credores e, conseqüentemente, maior risco financeiro. C- Nos últimos dois exercícios, os custos de venda da empresa apresentara um crescimento Capitulo 03 na evolução do lucro Horizontal maior que suas receitas, proporcionando uma redução Análise Vertical / Análise bruto. Em outras palavras, em X2, para auferir um crescimento de 37,2% no lucro bruto, a empresa elevou suas vendas em 51,8%. No entanto, em X3 para uma elevação de apenas 8,6% (((455.400x100)/419.500)-100) no lucro bruto, as receitas precisaram crescer 62,7% (((2.050.600 x 100)/1.260.000)-100). As despesas operacionais e as financeiras mantiveram nos três anos uma evolução próxima à da receitas, não chegando a onerar o lucro com a mesma intensidade dos custos. Como conseqüência, o resultado líquido da empresa apresentou um crescimento moderado em X2, chegando a um prejuízo no ano seguinte.

Em resumo, pode-se concluir que os investimentos da empresa foram prioritariamente dirigidos para ativos de longo prazo, notadamente o ativo permanente, em prejuízo dos itens circulantes. Sua estrutura de financiamentos, além de atribuir maior preferência por fontes de terceiros, deu ainda grande destaque a dívidas de curto prazo. Apesar de ter chegado a conclusões semelhantes com os resultados da análise vertical, é importante que se acrescente que uma não deve necessariamente excluir a outra. Ou seja, ao ser processado um estudo comparativo das demonstrações financeiras de uma empresa, é importante que sejam utilizadas tanto análise vertical como horizontal, a fim de melhor identificar as várias mutações sofridas por seus elementos contábeis. Observações importantes: Gostaria de lembrar que os cálculos são importantes para se construir a estrutura da demonstração analisada através de números índices, porém, o mais importante é a interpretação dos índices feita através de um bom relatório como no exemplo acima exposto. Vejam que coloco junto a informações levantadas partes dos quadros apenas para que tenham a visão que está sendo informado.

122 53.899 Custo 76.7 NÚMEROS-ÍNDICES (onde o exercício-base.777 = 73.658 108.267 53.658 x 100 31.7% 10.122 49. o período base para calcular a variação X6/X5 é o ano X5.7% (24. os números-índices das vendas.7% 104.2% Neste sistema de análise verifica-se a variação percentual de uma conta ou grupo de conta de um período para outro.894 x 100 73.896 95.: A variação é o que ultrapassa ou falta para 100.150 x 100 31. X7 e X8 são calculados da seguinte forma: Cálculos: 20X6/20X5 Vendas: 100.2% 73.55 EXERCÍCIO COM SOLUÇÃO NÚMEROS-ÍNDICES (onde o Período-base.150 98.538 23.267 x 100 73.044 53.6% (29.7% 20X8 113.6% 11.7 = 98. Logo.434 76.9% Tomando-se como o ano base de 20X5.7% 154.899 73.925 60.7 Custo 20X8/20X5 = 95.7 Vendas: 113. é o mais antigo). Obs. já a variação de X7/X6 o ano base é o X6 e a variação X8/X7 a base é o X7.777 = 104.6% 82. X6.899 Custo 53.4 Lucro Líquido = 75.2 Lucro Líquido = 154.122 31.4% 168.6 82.7% 75.925 x 100 104. custos e despesas. .896 x 100 31.9 20X7/20X5 Vendas: 103.6%) 105.2% 20X7 103.899 60.8%) 2. ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL (4.777 100% 100% 100% 20X6 100.777 = = 108.122 23.434 x 100 104. ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA 20X5 Vendas Líquidas (-) Custos e Despesas (=) Lucro Líquido ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA 104. e lucro líquido em X5.3%) 4. é o exercício anterior).2 Lucro Líquido = 168.044 x 100 104.538 x 100 73.894 49.8% 9.

2 – 100) em relação a X5.434 Custo 53.9%.896 .044x 100 100.086 vezes maiores que as obtidas em X5 Os custos e despesas tiveram um acréscimo de 4. em X6.100 = (4.8% em X6 e um crescimento de 54.150 .658 x 100 49.8% (98.100 = 9.3% em X7 e uma diminuição de 17.8%) 20X7/20X6 Vendas: 103. Ilustrando melhor a análise horizontal.100 = 11. a mesma com base anual.100 = (29.7% em X7 e de 68. Em X7. tudo em relação a X5.538 x 100 73. no exercício de X8 observou-se um crescimento de 8. ou seja.100 = 2.899 Custo 76.6% nas vendas em relação a X5.100 = 4.894 x 100 76.6% Lucro Líquido . tudo em relação a X5. uma queda de 26.6% Lucro Líquido .8% .150 x 100 23.100 = 105.7% em X5. Entretanto.2% INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS: Através destas análises podemos ver que as vendas diminuíram 4.044 Custo 60.122 23.925 x 100 103.896 x 100 31.3%) Lucro Líquido .6%. apesar de terem crescido em relação ao ano imediatamente anterior.267 x 100 53. .434 x 100 104.56 Cálculo: 20X6/20X5 Vendas: 100.7% 20X8/20X7 Vendas: 113. A redução das vendas de X7 foi de 1. estão 1. regrediram em relação ao ano X5. comentemos agora.894 53. também.7% .6%) .3% em X6 em relação a X5.777 . O lucro Líquido mostrou um decréscimo de 24.100 = 10.538 49.100 = (24.

. o acréscimo de X7/X6 foi bastante modesto apresentando apenas 2. que tem por objetivo fornecer-nos informações que não são fáceis de serem visualizadas de forma direta nas demonstrações financeiras.6% no mesmo período. precisamos responder algumas questões.6% em X7 em relação a X6 e tiveram um aumento de 11.8% em relação a X5. dependendo do porte da empresa e do referencial com que esteja sendo comparado. acréscimo de 2.2% em relação a X7 enquanto as vendas evoluíram 10. Outras observações análogas podem ser descritas em função das variações apresentadas pelos grupos de contas em análise. que visa evidenciar determinado aspecto da situação econômica ou financeira de uma empresa. porém. Por exemplo.57 As vendas registraram decréscimos de 4. Em X8 teve acréscimo de 9.7% em X7 em relação a X6 onde podemos verificar que pelo menos parte deste resultado pode ser conseqüência da diminuição dos custos em 29. Podemos verificar que embora tenha tido um acréscimo significativo em X8 em relação a X7. uma vez que.3% em X6 em relação a X5. Também podemos definir os índices como sendo a relação entre contas ou grupo de contas das demonstrações financeiras.6% em X8 em relação a X7. 06 MATARAZZO) “A avaliação da empresa através de índices exige obrigatoriamente a comparação com padrões e a fixação da importância relativa de cada índice”. obteve um acréscimo de 105. Os custos e despesas tiveram o seguinte comportamento: aumentaram 4.6% em X7 em relação a X6 e acréscimo de 10. O Lucro Líquido comportou-se da seguinte forma nos períodos analisados: Podemos ver que a empresa apresentou em X6 diminuição de 24.6%. se alguém nos diz que o passivo circulante de uma empresa é de $100.7% em X6 em relação X5 diminuíram 29. ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES ANÁLISE ATRAVÉS DE ÍNDICES – (Cap. esse valor pode ser grande ou pequeno.000. como: • O que é um índice financeiro? • Como calcular um índice financeiro? • Como interpretar um índice financeiro? • Quantos índices financeiros precisamos calcular? • Qual a importância que deve receber cada um dos índices financeiros? O que é índice? Os índices financeiros são relações entre contas ou grupos de contas das demonstrações financeiras.6%.8% no mesmo período.8% em X8 em relação a X7. essa informação isolada não é relevante. podemos salientar ainda que os custos e despesas aumentaram 11. No estudo dos índices financeiros.

ou seja. Devemos lembra que é necessário que os índices financeiros sejam calculados após a padronização (reclassificação) das demonstrações financeiras procedidas pelo analista. Os índices servem para medir os diversos aspectos econômicos e financeiros das empresas. é possível compararmos. no mínimo. Quantos índices financeiros precisam calcular? Uma grande quantidade de índices pode chegar a confundir o analista. para sabermos como está a empresa em relação a suas principais concorrentes ou mesmo em relação aos padrões de seu seguimento de atuação. Como calcular e interpretar um índice financeiro? Como calcular e interpretar os índices iremos verificar ao longo do desenvolvimento deste assunto. Adicionalmente. A ponderação dos índices pode ser através de comparação da empresa com padrões de seu segmento. Aspectos da empresa revelados pelos índices Pode-se dividir a análise das Demonstrações Financeiras. A profundidade de análise varia de acordo com o interesse de cada usuário.58 O papel dos índices de Balanço é fornecer visão ampla da situação econômica ou financeira da empresa. em situação financeira e situação econômica: . é que o analista utilize uma quantidade que o permita conhecer a situação da empresa. “A análise de empresa industriais e comerciais através de índices tradicionais deve ter. de sua região geográfica e de seu porte. 4. e não é preciso estender-se além de 11 índices”. Como medida relativa de grandeza. Qual a importância que deve receber cada um dos índices financeiros? É importante que atribuamos um peso (um conceito) a cada um dos índices. a quantidade de índices que se deve utilizar depende exclusivamente do grau de profundidade que se deseja da análise. O ideal. ou seu comportamento. de modo que tenhamos uma ponderação que nos leve a uma avaliação final da empresa. uma quantidade muito pequena de índices pode não ser suficiente para tirarmos conclusões acerca da saúde financeira de uma empresa. o índice de uma empresa como o mesmo índice relativo a outras empresas de mesma atividade. cada um está interessado em determinado aspecto da empresa analisada. Portanto. através da experiência do analista. segundo o grau de profundidade desejada da análise. Por outro lado. em determinado momento ou período. especialmente o Capitulo 03 Análise através dos Índices iniciante. o índice nos permite que numa mesma empresa possamos compara-lo ano a ano para observar sua tendência. ou através de outros meios quantitativos.

contudo. Deve-se frisar que. Diferenças Possíveis de análise Exemplo: . Exemplos: • Índices como. ainda. . pequenas diferenças que não chegam a afetar propriamente a análise. Há aqueles que calculam esse índice com relação ao total do Passivo da empresa. Participação de Capitais de Terceiros.Há autores que apresentam a rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Inicial. Não é necessário que a análise contenha mais índices do que os existentes no quadro a seguir. a quantidade de índices pode ser reduzida se o usuário desejar uma análise superficial. como Composição do endividamento. Liquidez Seca.59 Principais aspectos revelados pelos índices financeiros: Estrutura Situação Financeira Liquidez Situação Econômica Rentabilidade Principais Índices Embora haja inúmeros pontos comuns nos principais índices formados por autores e profissionais de análise. também existem fórmulas diferentes. outros Capitulo 03 Análise através dos Índices sobre o Patrimônio Líquido médio e outros sobre o Patrimônio Líquido final. são usados por praticamente todos os analistas. nem sempre fazem parte dos modelos de análise. existem algumas diferenças em suas análises. Rentabilidade do Ativo. porém. Quadro-Resumo dos Índices Apresenta-se a seguir quadro resumo com os principais índices que devem ser utilizados na análise de Balanços. outros que o calculam em relação ao Patrimônio Líquido e outros. Margem Líquida de Lucro. Com relação a Participação de Capitais de Terceiros ou Endividamento. Liquidez Corrente e Rentabilidade do Patrimônio Líquido. calculando a relação entre Ativo a Capitais de Terceiro são. que invertem o índice. • Outros.

Circulante. no exercício. A L. melhor 10.P. PC/CT Passivo Circulante x 100 Cap. Quanto a empresa possui de At. Rec + Outros (ativos de rápida conversão) Passivo Circulante Vendas Líquidas Ativo Quanto maior.Circulante + Real L.P Quanto menor. LL/VL Margem Líquida Lucro Líquido x 100 Vendas Líquidas Lucro Líquido Ativo Quanto maior. p/cada $100 de capital próprio.P Quanto maior. PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS: CT/PL Fórmula: Capitais de Terceiros Patrimônio Líquido OU X 100 .Médio Quanto maior.Imobilização dos recursos ñ correntes Liquidez Liquidez Geral Ativo Permanente x 100 Patr. a L. Qual o percentual de obrigações a curto prazo em relação ás obrigações totais.P Pas. Líquido p/cada $1. Líquido Ativo Permanente x 100 Patr. melhor 3. Circulante p/cada $1. AP/PL .00 de dívida total. LC Liquidez Corrente Ativo Circulante Passivo Circulante Quanto maior. x 100 Quanto a empresa obtém de luvro p/cada $ 100 de investimento total. melhor 2. Quanto a empresa obtém de lucro p/cada $100 vendidos. melhor 11. L.00 de Pasivo Circulante. LS Liquidez Seca Disp. + Exig. em média. INTERPRETAÇÃO Quanto menor.Imobilização do Patr.00 de investimento total. (endividamento) . CT/PL ÍNDICE Estrutura de Capitais . melhor 6. Circ. a L. LL/AT Rentabilidade do Ativo Quanto maior. Prazo p/ cada $1. Líquido. melhor 4. em termos de obtenção e aplicação de recursos. melhor 9. Quanto reais a empresa aplicou no Ativo Permanente p/cada $100 de Patr. que medem os níveis de imobilização de recursos e que buscam diversas relações na estrutura da dívida da empresa. LL/PL Rentabilidade do Patr. Que percentual dos recursos não correntes (PL e Ex. melhor 5.) foi destinado ao At. Líquido Quanto menor. LG At. + Tít. AP/PL+ELP . melhor 8. melhor 7. Quanto a empresa possui de Ativo circulante + Real. Líq. melhor DESCRIÇÃO DOS ÍNDICES ESTRUTURA DE CAPITAIS Os índices de estrutura são aqueles que relacionam a composição de capitais (próprios e de terceiros). de Terceiros Quanto menor. Os índices desse grupo mostram as grandes linhas de decisões financeiras.Composição do Endividamento FÓRMULA Capitais de Terceiros x 100 Patrimônio Líquido INDICA Quanto a empresa tomou de capitais de 3ºs. Quanto a empresa vendeu para $1.60 Quadro-resumo dos índices.00 de Pas. Quanto a empresa possui de At. Quanto a empresa obtém de lucro p/cada $100 de capital próprio investido. Líquido Lucro Líquido x 100 Patr.Participação de capitais de 3ºs.Permanente. SÍMBOLO 1.Líq + Ex. VL/AT Rentabilidade (ou Resultados) Giro do Ativo Quanto maior.

a interpretação só será completa quando comparada com padrões. Líquido X 100 Indica: Quanto a empresa tomou de capitais de terceiros para cada $100. BIG 20X1 19X1 1.185 X 100 = 155% 2. ou seja. melhor.61 Exigível Total P.576. COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO: PC/CT FÖRMULA: Passivo Circulante x Capitais de Terceiros OU 100 P. p/cada $100. quanto da dívida total da empresa deverá ser pago a curto prazo.00 de capital próprio Investido.070.317 1.00 de terceiros. Em 20X2.861 Capitais de Terceiros Patrimônio Líquido Índice de Participação de Capitais de Terceiros 19x2 2. a empresa tomou $155.865 1. retrata a dependência da empresa em relação aos recursos de terceiros.407.655. p/cada $100. Circulante Ex.070. tomou $183. Exemplo: Dados da Cia.865 X 100 = 183% 1.317 1.576.Líquido). • Porém. melhor.00 de Capital Próprio (P.185 1. . Interpretação: Quanto menor.00 de próprios. ou seja. Interpretação: Quanto menor.00 de terceiros.407.655.861 Isto mostra que: Em 20X1. Total x 100 Indica: Qual o percentual de obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais.

desde que o prazo seja compatível com a duração do imobilizado ou então que o prazo seja suficiente para a empresa gerar recursos capazes de resgatar as dívidas de longo prazo. Prazo). resta saber qual a composição da dívida. a partir da comparação entre os direitos realizáveis e as exigibilidades. Capitulo 03 Análise através dos Índices IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: AP/PL Fórmula: Ativo Permanente Patrimônio Líquido x 100 Indica: Quanto à empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $100.62 Após conhecer o grau de Participação de Capitais de Terceiros. Interpretação: Quanto menor. um indicador da capacidade da empresa de pagar suas dívidas. Líquido. aL. Os quocientes de liquidez evidenciam o grau de solvência da empresa em decorrência da existência ou não de solidez financeira que garanta o pagamento dos compromissos assumidos com terceiros. a L. Existem dívidas a curto prazo e a longo prazo. LIQUIDEZ OU SOLVÊNCIA Os índices de liquidez visam fornecer uma medida. É perfeitamente possível utilizar recursos de longo prazo para financiar os ativos da empresa. IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES: São considerados como recursos não correntes a somatória do Patrimônio Líquido mais o Exigível a Longo Prazo. São calculados com base em valores extraídos do Balanço Patrimonial. Interpretação: Quanto menor.Prazo x 100 Indica: Que percentual de recursos não correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente. Fórmula: At. ou melhor. melhor. Permanente P. .Líquido + Exig. Aí está a lógica deste índice que compara as aplicações fixa (ativo permanente) com os recursos não correntes (PL + Exig. melhor.00 de P.

a L.788 2.960.269.360 1.865 LIQUIDEZ CORRENTE: LC FÓRMULA: Ativo Circulante Passivo Circulante (direitos de curto prazo) (obrigações de curto prazo) INDICA: Quanto à empresa possui no Ativo circulante para cada $1.00 de Passivo circulante. Prazo para cada $ 1. Prazo Passivo Circulante Exigível a L.171 = 0.317 = 1. Prazo Liquidez Geral 19x1 20X1 1.406.960.170.00 de dívida total. EXEMPLO: CIA. melhor.340. melhor.63 LIQUIDEZ GERAL: LG FÓRMULA: Ativo Circulante + Realizável a L. Prazo Passivo Circulante + Exigível a L.88 2. . INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. Prazo INDICA: Quanto à empresa possui no Ativo circulante e Realizável a L.171 -01. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior.957 314.269.480 -01.480 1.655. BIG Ativo Circulante Ativo Real.077 1.576.18 20X2 19x2 2.

00 investimento total. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior este quociente. Financeiras + Clientes de rápida conversibilidade em dinheiro Passivo Circulante INDICA: Quanto à empresa possui de Ativo Líquido para cada $1. MARGEM LÍQUIDA: LL/VL FÓRMULA: Lucro Líquido Vendas Líquidas x 100 . São calculados com base em valores extraídos da DRE e do Balanço Patrimonial. Conforme Matarazzo. evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo capital investido na empresa. ÍNDICES DE RENTABILIDADE (RETORNO) Os quocientes de rentabilidade.64 LIQUIDEZ SECA: LS FÓRMULA: Disponível Aplic. GIRO DO ATIVO: VL/AT FÓRMULA: Vandas Líquidas Ativo Total INDICA: Quanto à empresa vendeu para cada $1. isto é. prazo). melhor. este índice é um teste de força aplicado à empresa. visa medir o grau de excelência da sua situação financeira. retorno. Finaceiras + Clientes Disponível ++Aplic. conhecido também como índice de lucratividade. O índice revela capacidade financeira líquida para cumprir compromissos de curtíssimo prazo. servem para medir a capacidade econômica da empresa. A rentabilidade do capital investido na empresa é conhecida através do confronto entre contas ou grupos de contas da DRE ou conjugando-as com grupos de contas do Balanço Patrimonial.00 de Passivo circulante (dívida de c.

INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. isto é. Quanto maior o quociente. em relação às vendas.00 vendidos. Capitulo 03 Análise através dos Índices INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior este quociente. isto é. Interpretação deste quociente deve ser direcionada a verificar a margem de lucro da empresa. . melhor. maior os lucros da empresa.65 INDICA: Quanto à empresa obtêm de lucro para cada $100.00 de investimentos totais. melhor.00 de investimento total. O quociente revela a margem de lucro obtida pela empresa em função do seu faturamento. quanto a empresa obteve de lucro líquido p/cada $100. Este quociente revela o potencial de geração de lucros por parte da empresa. RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: LL/PL FÓRMULA: Lucro Líquido Patrimônio Líquido Médio PLM x 100 PL inicial + PL final 2 INDICA: Quanto à empresa obteve de lucro para cada $100. melhor.00 vendidos.00 de Capital Próprio investido. quanto à empresa obteve de lucro líquido para cada $100. - RENTABILIDADE DO ATIVO: LL/AT FÓRMULA: Lucro Líquido Ativo - x 100 INDICA: Quanto a empresa obtém de lucro para cada $100.

Mediante cálculo efetuado pelo próprio analista. Para fins didáticos. Capitulo 03 Análise através dos Índices revela-se bastante útil por mostrar tendências seguidas pela empresa.Através de publicações efetuadas por empresas especializadas no cálculo de índicespadrão. Pode-se trabalhar com índices hipotéticos. o analista deve comparar os índices encontrados com os índecespadrão. os índices poderão ser obtidos de duas maneiras: . Avaliação intrínseca de um índice Trata-se de um processo simples que apresenta um efeito mais didático do que propriamente prático. maior será o grau de lucratividade. Comparação com padrões Nesta etapa do processo. Na realidade. uma vez que a análise de balanços só alcança sua plenitude quando efetuada através da interpretação conjunta dos quocientes em um mesmo exercício ou em sucessivos exercícios. c) Pela comparação com índices de outras empresas . Outro aspecto que evidencia a validade deste quociente é que o proprietário ou os acionistas poderá comparar o ganho obtido com o investimento na empresa com o ganho oferecido pelo mercado financeiro. através da evolução ou retração dos índices no decorrer dos anos. na escola interessa mais.66 Pontos Importantes a CONSIDERAR: Quanto maior este quociente.Matarazzo). obedecendo a regras específicas para este trabalho (capítulo 07 . Processo de Avaliação de índices financeiros . O tempo necessário para se obter O retorno do valor do Capital Próprio investido pode ser calculado da mesma maneira que se calcula o tempo de retorno do Capital Total. Pois. além da comparação com padrões. Comparação dos índices no tempo A comparação dos índices de uma empresa com valores observados nos anos anteriores. desenvolver o raciocínio comparativo entre os índices encontrados com a mediana alcançada por empresa que exercem o mesmo ramo de atividades da empresa em análise e viva o mesmo cenário econômico-financeiro. b) Pela comparação ao longo de vários exercícios.Índices-padrão. - COMO AVALIAR OS ÍNDICES Existem três tipos básicos de Avaliações de um índice: a) Pelo significado intrínseco. Essa comparação permite ao analista formar opinião a respeito de diversas políticas seguidas pela empresa. neste momento. Uma das preocupações do analista nesta fase é como encontrar os índices-padrão. .

e assim. tem a seguinte ordem: a) Descoberta de indicadores: No nosso caso. melhor.Liquidez. para simplificar as conclusões mais complexas. b) Definição do comportamento do indicador: existem três possibilidades: .Quanto maior. - Exemplo: Obs: O exemplo exposto é hipotético. a empresa não apresentou Capital Circulante Próprio. Um bom relatório de análise de balanços deve conter avaliações sobre os principais aspectos econômicos e financeiros da empresa. . basicamente. RELATÓRIO Situação Financeira a) Endividamento .Ponto ótimo em torno de um parâmetro. melhor. (índices de empresas de mesmo ramo). avaliar a empresa e sua administração. é uma técnica científica seguida largamente por outras ciência e que.67 Calculados os índices e comparados com padrões. pode-se avaliar individualmente cada índice. Essa forma de análise. revelando que a empresa encontra-se em mãos de terceiros. trabalhando com Capitais de Terceiros em proporções maiores que os Capitais Próprios. . No período analisado. Devemos imaginar que todas as etapas necessárias à análise que gerou tal relatório foram cumpridas. c) Tabulação de padrões: .Quanto menor. objetivando fornecer ao leitor elementos para a tomada de decisões. em linguagem simples e descomplicada. . Recomenda-se o uso de gráficos. ou seja. e não existe no decorrer do assunto estudado.Estrutura de capitais.A empresa apresenta alto grau de endividamento. ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO Não podemos esquecer que o relatório deve ser elaborado de forma que um leigo possa entender. uma vez que os índices de Estrutura de Capitais se encontram acima dos índices alcançados por empresas que exercem o mesmo ramo de atividade. cálculos ou comparações demonstrado a afirmação contida no relatório. os indicadores são representados pelos índices financeiros de: . Houve . insuficientes para financiar o Ativo Permanente.Escolha dos melhores indicadores e atribuição dos respectivos pesos. depois efetuar análise conjunta. .Rentabilidade.Consiste na construção de tabelas baseadas em elementos do mesmo conjunto analisado. .

em pouco tempo. Situação Econômica Rentabilidade . no qual o quociente de liquidez corrente encontra-se ligeiramente acima do quociente-padrão de seus concorrentes. Essa política permitiu reduzir compromissos de curto prazo em troca de empréstimos de longo prazo. que foi possível através da tomada de medidas adequadas. mantendo a atual política de negociação de dívidas. A boa rentabilidade alcançada no exercício de X2 decorre do esforço efetuado pela empresa no sentido de reverter o alto grau de endividamento apresentado no exercício de X1. que coloca a empresa acima do patamar de seus concorrentes. A exceção é o exercício de X2. Empresa consegue girar seu ativo em apenas 2. b) Liquidez .Sob o ponto de vista de solvência. o quadro desfavorável verificado no exercício de X1. houve uma boa iniciativa de contenção de despesas e incentivo ao aumento do volume de vendas.A situação econômica no exercício de X2 foi melhor que no exercício de X1. a empresa encontra-se também em situação desfavorável. no decorrer de X1. estruturando-se adequadamente sob o ponto de vista econômico e financeiro. conseguirá. apresentar graus de endividamento e liquidez satisfatórios. de contenção de despesas e aumento da rentabilidade. O alto grau de rentabilidade alcançado no exercício X2.68 considerável melhora no grau de endividamento no exercício de X2 em relação ao de X1. Situação Econômica e Financeira . a empresa analisada revela tendências de melhora em função da boa política de negociação de dívidas.: Fulano de tal – Analista . - Ass. evidências para falências. Não há. não foi suficiente para reverter. Além disso.77 anos.05 ano. naquele ano. pois não apresenta solidez financeira que garanta o cumprimento dos compromissos de curto prazo e de longo prazo. os quocientes de rentabilidade encontram-se acima dos padrões de seus concorrentes.Embora apresente. revelando tendências de breve recuperação. entretanto. alto grau de endividamento e baixo grau de solvência. possibilitando o retorno do Capital investido pelos proprietários em apenas 1. Em X2.

são obtidos pelo confronto dos elementos da DRE com elementos do Balanço e evidenciam o tempo necessário para que os elementos do Ativo se renovem. apresentamos outros. Do relacionamento entre os diversos grupos de contas das demonstrações financeiras pode ser extraído um grande número de quocientes. à medida que serve de indicadores dos prazos médios de rotação de estoques. de interesse. Fora os quocientes vistos. . recebimento das vendas e pagamento das compras. estes prazos constituem-se no alicerce básico para determinação do ciclo financeiro. em função das vendas. de Liquidez e de Rentabilidade apresentados até aqui são suficientes para o analista obter um bom diagnóstico a respeito da situação econômica e financeira de qualquer tipo de entidade. QUOCIENTES DE ROTAÇÃO OU ROTATIVIDADE Os índices de rotação têm grande contribuição na interpretação da liquidez e da rentabilidade da empresa.69 OUTROS QUOCIENTES DE INTERESSE Os quocientes de Estrutura de Capitais. apresentando cada um sua importância de acordo com o aspecto da análise e com o objetivo que cada um tem em mente. Acabados (empresas comerciais) (empresas industriais) Este quociente evidencia quantas vezes ocorreu a renovação dos estoques. Esses quocientes. INDICE DE ROTAÇÃO DOS ESTOQUES FÓRMULAS: Custo das Mercadorias Vendidas Estoque Médio de Mercadorias Custo dos Produtos Vendidos Estoque Médio de Prods. Portanto. também conhecidos por quocientes de Atividades.

em média. ÍNDICE DE PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO DE CONTAS A RECEBER Fórmula: Contas a Receber Médias Vendas a Prazo Médias Este quociente evidencia o tempo que a empresa deverá esperar. ÍNDICE DE POSICIONAMENTO ROTATIVO Fórmula: Prazo Médio de Recebimentos Prazo Médio de Pagamentos Evidencia a relação entre os dois prazos. Visando um resultado mais real possível e havendo possibilidade. Vendas a Prazo médias = Totais das vendas brutas do ano divididas por 12. para pagar as suas obrigações referente aquisição de mercadorias a prazo. - ÍNDICE DE PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTOS DE CONTAS A PAGAR Fórmula: Contas a Pagar Médias Compras Médias a Prazo Este quociente indica o tempo que a entidade dispõe. para receber o valor de suas vendas. . em média.70 Observações: Fórmula dos estoques médios: Estoque Inicial + Estoque Final dividido por 2 . sendo que as contas a pagar são representadas por fornecedores ou duplicatas a pagar. As fórmulas são compostas da mesma forma que o quociente anterior. Contas a Receber médias = Somas dos saldos de Duplicas a Receber ou Clientes de cada período. dividido por 12. os estoques médios devem ser obtidos pela soma dos saldos de estoque mensais dividindo o resultado por 12.

Rendimento Atualizado Fórmula: Dividendos Valor de Mercado da Ação Evidencia a rentabilidade oferecida por ação em relação ao preço cotado em bolsa. Real: Dividendos Patrimônio Líquido Evidência a rentabilidade obtida pelo PL da entidade.Rendimento Total Fórmula: Dividendos + Bonificações Valor de Mercado da Ação Mostra qual a rentabilidade total oferecida pela entidade para cada Ação. ou quanto a empresa pagou de dividendos para cada Real de PL existente. 5.Retorno do Capital Investido Fórmula: Valor de Mercado da Ação Lucro Líquido por Ação Indica o número de anos que o investidor deverá esperar para recuperar. quanto de PL existe para cada ação em circulação. em relação a capital nominal (investido). 2. . 3. através dos dividendos recebidos.Valor Patrimonial da Ação Fórmula: Patrimônio Líquido Número de Ações em Circulação Evidencia o valor patrimonial de cada ação.Rentabilidade das Ações Nominal: Dividendos Capital Nominal Evidência os rendimentos obtidos pelos sócios.71 QUOCIENTES DE INTERESSE DOS INVESTIDORES 1. 4. através de lucros recebidos. o capital investido.

que nos obrigou ao convívio com uma inflação média de 15% ao mês. Nesse sentido. fechou o exercício de 20X3 com 2. que em relação ao ano anterior foi da ordem de 140% reais. a sociedade encabeçou iniciativa com outras empresas regionais. mostrou sua eficácia e o país obteve um crescimento. foram gerados cerca de 750 novos empregos em suas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro.XXX/0001-0X RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores acionistas: A empresa e Produtos E Empresa Exemplo S. bolas.XXX. a preocupação em crescer dentro de uma nova postura de gestão. buscar de forma contínua a melhor capacitação competitiva possível e trabalhar sempre em função do mercado. ADMINISTRAÇÃO Concluímos com sucesso em 20X3 o processo de downsizing. RECURSOS HUMANOS A Empresa Exemplo S. DESAFIOS E PERSPECTIVAS As soluções que se apresentam para a crise político-econômica do país são de tal forma complexas que não permitem previsões futuras com o mínimo de segurança possível. investir na modernização constante de seu parque fabril e nos métodos administrativos. A valorização média de mercado no exercício foi de 297%.87 e o valor de mercado nessa mesma data era de $30. superior ao de paises cuja inflação é próxima de zero. coerente com a filosofia de qualidade assumida pela empresa. demonstra de maneira inequívoca o acerto das estratégias adotadas e da união de todos os setores da empresa na prática de uma política de mercado séria e responsável. que vem permitindo o fortalecimento da confiança dos clientes aos produtos e marcas da empresa. e especialmente a nossos funcionários.. Além dos benefícios de assistência médica já existentes. roupas em geral e acessórios para a prática de esportes. ou seja. parcelas da produção foram deslocadas para novas unidades no Rio de Janeiro. foi definida a distribuição do dividendo mínimo equivalente a $ 1. a migração da totalização de nossos softwares aplicativos e base de dados de nosso mainframe para micros e redes. O valor patrimonial por ação em 31 de dezembro de 20X3 era de $40. a iniciativa privada deu mostras mais uma vez de seu vigor e capacidade de crescimento em meio à turbulência. MARKETING O expressivo crescimento das vendas. Mesmo diante de tal quadro de incertezas. calçados. CONJUNTURA ECONÔMICA Apesar do cenário político e econômico adverso. tradicional empresa no segmento de artigos esportivos e detentora das marcar A. . que não se deve influenciar pelo cenário político-econômico. a empresa assume como desafios contínuos. PRODUÇÃO/INVESTIMENTOS O investimento no montante de aproximadamente US$ 2. produz. ascendendo aos 20% no final do exercício.72 ANEXO: MODELO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PUBLICADAS EMPRESA EXEMPLO S/A COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº XX. Em relação a 31 de dezembro de 20X2.A. Dessa forma. pelo empenho e dedicação ao longo desse exercício.2 milhões foi realizado no exercício aplicados na substituição de equipamentos e expansão de linhas de produção. no sentido de ampliar tais benefícios através do atendimento conveniado e extensivos aos familiares.00 por ação.509 funcionários. Os investimentos de treinamento dos funcionários vem sendo focado de maneira racional e sistemática. Visando descentralizar parte da produção e com o objetivo estratégico de criar unidades de negócios. em seu PIB. obtendo maior agilidade e compatibilização com a nova tecnologia da informação. DIREITOS DOS ACIONISTAS E DADOS DE MERCADO O estatuto da Sociedade define um dividendo anual de 25%.A. B e C.31 por ação. acionistas e fornecedores. acreditando no potencial mercadológico brasileiro. AGRADECIMENTOS Agradecemos a nossos clientes. em suas fábricas de São Paulo e Rio de Janeiro.

089.25 1.000 132.344.93 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras .626) 82.000.508.868 28.235 182.423 698. Op. líquidas LUCRO OPERACIONAL .492 (1.481 (9.660) 12.592.Dividendos propostos .884) 5.101.925 3.Fornecedores .Mercado Interno .056.812 4.324.677 172.302 1.625.944 2.Honorários da administração .570 9.Gerais e administrativas .394.049.286 0 133.977.946.329 45.820 765.Reserva de capital .441 1.Impostos a recolher PATRIMÔNIO lÍQUIDO .292.044 538.Adiantamento sobre contrato de câmbio .324.288 Ações em circulação 132.917.103 57.233 208.778 5.765 39.929 781.730 41.540.941 1.969) (31.479.Receitas não operacionais LUCRO ANTES DO IR E PARTICIPAÇÕES .322 1. 2.059.Provisões p/conting.749 698.749 161.Aplicações Financeiras .176) (10.685 11.386) 171.736 50.736 1.037.618 41.872.Caixa e Bancos .140 (91.342.685 11.647.941 6.277.856.130 4.561 2. PRAZO .410 1.063.934 1.537 (1.296 124.Demais contas a pagar EXIGÍVEL A L.859 20X3 20X2 3.449 326.096 7.301 177.325 640.Investimentos .795.907 9.776 (165.057 (4.679.Empréstimos e depósitos compulsórios PERMANENTE .Imobilizado TOTAL DO ATIVO PASSIVO 20X3 5.859 Lucro por ação do capital social final – R$ 8.341 55.067.Com vendas .884 666.565 1.992) 100.875 623.Demais contas a receber .926 219.538 20X2 7.049.132) 1.281.866 10.Despesas do exercício seguinte REALIZÁVEL A L.728 161.000 Valor patrimonial por ação R$ 40.718 45.127 4.Receitas fin.571 809.569 62.245 4.Impostos a recolher .931 708.740 983. Líquidas .288 20X2 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS .322 963 9.993 84.Financiamentos .Capital realizado .101.364 541.87 33.508 (1.143.179.000.328.706 CIRCULANTE .511 7.534 425.186.Outras desp.088.Gratificação a funcionários LUCRO LÍQUIDO 20X3 16.142.749 4.Salários e encargos sociais .142.Reserva de lucros TOTAL DO PASSIVO 4.Provisão para cobrança de contas duvidosas .727 (3.Provisão para imposto de renda .021) 43.58 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.241.934 365.414 445.73 A DIRETORIA EMPRESA EXEMPLO S/A BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante Capitulo 03 Análise através dos Índices DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante ATIVO CIRCULANTE . fiscais . PRAZO .570 4.Contas a receber de clientes .Mercado Externo Impostos s/vendas e serviços RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS E SERVIÇOS Custos dos produtos e serviços vendidos LUCRO BRUTO DESPESAS (RECEITAS) OPERACIONAIS .054 85.Financiamentos .174 221.Estoques .329 4.144 110.141 16.193 10.198.943) 3.577.939 0 13.624 167.

342 240.858 709.049.728) Totais 4.025 28.728) (879.12.945 42.238.Perda (ganho) nos itens monetários não remunerados a longo prazo 20X2 1.479.685 11.685 11.Ingresso de recursos no exigível a longo prazo .No início do exercício .869 2.728 1.511 375.344 1.986.103 925.955 • Reserva legal • Dividendos propostos ($ 0.286) (359.31 por ação) Retenção de lucros para investimentos futuros 879.540.268 2.502.556 investimentos futuros Em 31-12-X2 4.298.063.363) (172.410 5.633 28.088.410 0 343.319) 0 (172.318 1.156 516.286 612.Depreciações .534 4.394.088.052 313.934 Legal Retenção de lucros Lucros (prejuízos) acumulados 185.No fim do exercício AUMENTO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 3.101.556 Lucro líquido do exercício Apropriações: 36.063.934 5.812 EMPRESA EXEMPLO S/A.X3 4.310 49.501.101.580 99.363 • Reserva legal • Dividendos propostos ($ 1.679 APLICAÇÕES DE RECURSOS No realizável a longo prazo No ativo permanente . DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante 20X3 ORIGENS DOS RECURSOS Das operações sociais .091 208.268 AUMENTO DO CAPITAL CIRCULANTE VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE Ativo circulante .Valor residual do ativo permanente baixado De terceiros .088.840.037.No início do exercício .74 EMPRESA EXEMPLO S/A.Investimentos Por transferência do exigível a longo prazo para o circulante .556) 0 1.410 516.618 536.524.685 11.534 222.759 1.731 59.21 por ação) • Retenção de lucros para 359.Dividendos propostos 21.319 Em 31.No fim do exercício Passivo circulante .706 (5.706 Em 31-12-X1 Lucro líquido do exercício Apropriações: 5.875 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 4.286 2.Lucro líquido do exercício Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido .274 3.037.663 172.424 208. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante Reservas de capital Reservas de lucros Capital social Subvenção para investimentos 4.955 359.101.706 0 377.679 .622 0 148.130 1.934 42.678 2.618 5.944 1.140 (36.955) (28.710 208.665 313.008.Imobilizado .882 75.

019 147. (c) Ativos circulante e realizável a longo prazo Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou produção e corrigidos monetariamente com base na variação em índices oficiais. quando aplicável. que levam em consideração a vida útil-econômica dos itens. As depreciações de bens do imobilizado são calculadas pelo método linear. totalizam $ 1.964 388.322 20X2 269.907 . CONTEXTO OPERACIONAL As principais atividades operacionais da companhia estão ligadas à fabricação e comercialização de artigos esportivos. Os estoques. ajustados tanto pelos ganhos e perdas nos itens monetários como pelo ajuste a valor presente de créditos e obrigações prefixados. no caso de despesas do exercício seguinte. (b) Itens monetários Os itens monetários que incluem expectativa inflacionária e juros prefixados.941. ESTOQUES Produtos acabados Produtos e elaboração Matérias-primas Mats. incluindo. inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. (d) Permanente Demonstrado ao custo corrigido monetariamente com base em índices oficiais. o ajuste a valor presente de créditos e obrigações prefixados e atualizações monetárias dos itens não monetários. (f) Rubricas das demonstrações do resultado. incluindo vestuário. foram ajustados ao seu valor presente pela taxa ANBID. dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas. 4. de acordo com a legislação societária. Os cálculos de ajuste de valor presente foram efetuados consoante os critérios definidos pela Instrução CVM nº. São atualizadas monetariamente desde a data ou o mês de sua contabilização e até 31 de dezembro de 20X3.998 124. acrescidos.062 835.577. (e) Passivo circulante e exigível a longo prazo São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis.056.75 NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 20X3 E 20X2 Em milhares de R$ e em moeda de poder aquisitivo constante 1. em 31 de dezembro de 20X3. 191.899 42. calçados e outros artefatos. incluindo os ganhos e perdas decorrentes das variações dos itens monetários. Os ganhos e perdas monetários. quando aplicável. as taxas anuais mencionadas na Nota 5.842 537. assim como o ajuste a valor presente. as demonstrações financeiras estão sendo apresentadas exclusivamente em moeda de poder constante.356 142. foram alocados às rubricas das demonstrações de resultado. bolas. segundo sua natureza. ao custo. 3. Auxiliares e de manutenção Importações em andamento 20X3 915.043 2.401 230. Os demais ativos são apresentados ao valor de realização. De dezembro de 1993.490. 2. os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos.645 1. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS (a) Apuração do resultado O resultado é apurado pelo regime de competência de exercícios. de 1º. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Conforme estabelecido da Instrução CVM nº. 201. de 15 de julho de 1992.

IMOBILIZADO 20X3 Custo corrigido Terrenos Edificações Máquinas.011 4.410 208.047 Passivo circulante (219.434 Atualização monetária dos estoques 361.858) 635. GANHOS (PERDAS) NOS ITENS MONETÁRIOS Os valores relativos aos ganhos e perdas nos itens monetários. SEGUROS .503.854 95.181) 375.229 (339.298 518. Em garantia dos financiamentos. apurado de acordo com a legislação societária e a demonstração em moeda de pode aquisitivo constante.496.996 ações preferenciais. Veículos Móveis e utensílios Outros Imobilizações em andamento 6.902. As ações preferenciais. 7.778 613.661 16.274 446.963 (20X2 .158 (20X2 .612 221.758.624 Os montantes do exigível a longo prazo têm a seguinte composição por ano de vencimentos: 20X3 20X2 1994 289. principalmente relativo à perda em demais contas a receber.105.235) 220.888 Total incluído em outras despesas operacionais líquidas. e podem ser assim demonstrados: Lucro líquido do exercício.508.564 4.025.962) (438.133 97. em 31 dezembro de 20X3 e de 20X2.812 4.058 9.408 44. FINANCIAMENTOS E IMPOSTOS A RECOLHER Financiamentos em moeda nacional Impostos a recolher (basicamente.743 394.479.333) Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados (1.696 Demonstração em moeda de poder aquisitivo constante.073 0 3.Base de cálculo 690.825 2.314 160. CAPITAL SOCIAL O capital social.328 2. determinados segundo os critérios CVM.404/76.684).931) (110.485.442) 260.136 (237.825 2.808 698.703 189.803.130 10.Dividendos propostos . no valor de R$ 66. está dividido em 44.371. após a gratificação aos administradores. de igual valor unitário.993 78.412 4.911 .178 4. calculado nos termos da Lei nº.193 79.(25%) 172.423) Exigível a longo prazo 698.706 5.160) Lucro bruto Despesas gerais e administrativas (549.864) (1.R$ 73.368 110.570 92. sem direito a voto. pela legislação societária.363) . foram distribuídos nas seguintes contas: Reclassificações 20X3 20X2 Total antes das distribuições 4.704.519 43.394.256 20X2 278.76 5.749 918.509 183.$ 368. 1.783 1996 192. parcelamento do ICMS e IPI) 20X3 277.(5%) (36. 6.850 1.989 873.011 7.Reserva legal . Lucro líquido Patrimônio líquido 20X3 20X2 20X3 20X2 Legislação societária 727. equipamentos e instalações.866 518.103 781.718. 727.438 246.004 ações ordinárias e 87. conforme previsto no estatuto social.186.645 1.446 43.079.274 Apropriação do lucro líquido .051 Receita operacional líquida (4.416 43.000 Líquido 20X2 Líquido % Taxas Anuais de Depreciação 0 4 10 a 20 20 10 10 0 518.980 4.096 640.952 461.088.103 781.613. Os dividendos propostos correspondem a 25% do lucro líquido do exercício.007.832 274.034 892.791 143. foram oferecidos bens imóveis no montante de $388.625 1995 254.728 8.825 2.351 84.204.624 Os financiamentos em moeda nacional estão sujeitos à correção monetária pela variação da UR (20X2 – UFIR/TR) e juros variados entre 8 e 12% ao ano.126.408.776 154. Conciliação entre o lucro líquido do exercício e o patrimônio líquido. têm prioridade no reembolso do capital e participação nos lucros em igualdade de condições com as ações ordinárias.408 1997 em diante 251.866 Depreciação Acumulada Corrigida 0 477.

procederam ao exame das Demonstrações Financeiras do período findo em 31 de dezembro de 20X3. e o resultado das operações. Marcos Conselheiro José Raimundo Conselho Benjamim Fiscalizador CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente: Antônio Alfabético Vice-Presidente: Batista Beta Conselheiro: Carlos Delta DIRETORIA Diretor presidente e de Relações com o mercado: Antônio Alfabético Diretor Superintendente: Bernardo Superintendência Diretor Adjunto: Carvalho Cavalo Diretor Industrial: Dionízio Divino Diretor Administrativo Financeiro: José E. Auditoria Autorizada Auditores Independentes CRC – SP X. nossos exames compreenderam.XXX . bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.XXX Maria Contadora Sócia CRC – SP XXX. Capitulo 03 Análise através dos Índices PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Empresa Exemplo S/A. as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos dos exercícios findos nessas datas. com base em testes. Dinheiro. acompanhadas de notas explicativas.77 Em 31 de dezembro de 20X3. Examinamos os balanços patrimoniais expressos em moeda de poder aquisitivo constante da EMPRESA EXEMPLO S/A. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. 2. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos dos exercícios findos nessas datas.048 (20X2 . entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos.xxx PARECE DOS AUDITORES INDEPENDENTES 13 de fevereiro de 20X4 Aos Administradores e Acionistas EMPRESA EXEMPLO S/A. a posição patrimonial e financeira da EMPRESA EXEMPLO S/A. Nossa responsabilidade é de emitir parecer sobre essas demonstrações financeiras.. Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras apresentam adequadamente. Com base nessa análise e no Parecer dos Auditores Independentes. Auditores Eficientes. em 31 de dezembro de 20X3 e de 20X2. em 31 de dezembro de 20X3 e de 20X2. estando em condições de serem submetidas à deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas. 3. elaborados sob a responsabilidade de sua administração. a cobertura de seguros por incêndio para os bens do imobilizado e dos estoques será abrangida por uma apólice na modalidade de riscos diversos (Multi-riscos – primeiro risco absoluto) no montante de $ 6. considerando a relevância dos saldos.. Diretor de Marketing: Antônio Mercadológico Controller: Carlos Contábil – CRC – SP nº xxx. 13 de fevereiro de 20X4. sendo essa cobertura considerada suficiente pela administração para os risco envolvidos. o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da empresa.287.525).035. 1. São Paulo. o no uso de suas atribuições legais e estatutárias. em todos os aspectos relevantes.$ 3. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da empresa. (b) a constatação. e as correspondentes demonstrações do resultado.. concluíram que as referidas demonstrações refletem adequadamente a situação financeira e patrimonial da empresa. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria que requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras em todos seus aspectos relevantes. Portanto.

bem como o formato legal e básico que discrimina tais informações.78 O propósito deste modelo de Demonstrações Publicadas foi o de fornecer ao analista as características básicas de cada um dos conjuntos de informações que as empresa elaboram. .

BRAGA. CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO SÃO PAULO.79 REFERÊNCIAS ASSAF NETO. C. 1994. SILVA. Sérgio de – Análise de Balanços. Ed. de – Análise de balanços para controle gerencial – SP. Ed. OLINQUEVITCH – Análise de Balanços Controle Gerencial – São Paulo. – Princípios de Administração Financeira. P. 1997. A. 1998. Atlas. Laurence J.. MATARAZZO. IUDÍCIBUS. 1992. Manual de Contabilidade para Não Contadores. S. Atlas. Atlas. Atlas. Contabilidade Comercial – São Paulo.Contabilidade Introdutória. IUDÍCIBUS. Atlas. & MARION. José Pereira da – Análise Financeira de Balanços. S. Hugo Rocha – Introdução à Análise Contábil e Financeira – RJ. J. Edição IBMEC. IUDÍCIBUS. H. SANTI FILHO. 1995. EQUIPE DE PROFESSORES DA FEA/USP . SP. Atlas. LEITE. 1989. SP. SP. Dante Carmine – Análise Financeira de Balanços: abordagem básica e gerencial. Alexandre – Estrutura e Análise de Balanços. 1997. H. . Editora Atlas. Atlas. S. Atlas. LEITE. Atlas. – Contabilidade para Administradores – São Paulo. P – Introdução a administração financeira. GITMAN. P. Curso básico de auditoria: normas e procedimentos. 1975. SP. Harbra. SP. 1993. SP. Ed. 2000. Ed. Atlas.

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