Você está na página 1de 7

23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos

mais Próximo blog» brianhendrick95@gmail.com Painel Sair

domingo, 16 de novembro de 2014 Novena a São José

Dom Marcel Lefebvre O Desaparecimento dos adultos


Giovanni Cucci S.I.[i]
Uma sociedade de eternos adolescentes?
Continua-se a estar sempre mais atingido pelo nivelamento das gerações que se vê em
rapazes e moças, jovens e adultos unidos por uma mesma dinâmica: no modo de vestir,
falar, se comportar, mas, sobretudo, nas relações e na afetividade revelam-se muitas
vezes as mesmas dificuldades, até o ponto em que se torna difícil entender quem
desses é realmente o adulto. Ao mesmo tempo, preocupa a sempre maior difundida
fuga da responsabilidade, que leva a procrastinar indefinidamente as escolhas de vida,
iludindo-se de ter sempre intactos, diante de si, todas as possibilidades.
Uma pesquisa da Istat[ii], realizada em 2008 (e, por conseguinte, anterior à grave crise
que infelizmente levou ao desemprego milhares de jovens e de adultos), revelava que “Peçamos a São José
o dom da
mais de 70% das pessoas com idade entre 19 e 39 anos vivem ainda com os pais. O
perseverança até o
motivo é também, mas não somente, econômico, já que nessa faixa há pessoas com
final”. (Padre Pio)
trabalho estável e uma renda que permitiria viver de maneira independente.

As mesmas pesquisas mostram, além disso, que na Itália, mas também em outros
países da Europa, há um aumento preocupante de jovens/adultos que pararam numa Nossa Loja
espécie de “limbo”, sem escolhas e sem perspectivas. Essa situação abarca uma faixa
etária sempre maior, ao ponto de ser agora classificada como categoria sociológica, “a
geração nem-nem”[iii]. Mas, principalmente, tal condição, não é vista como
problemática pela maioria das pessoas: “Há 270 mil jovens entre 15 e 19 anos que não
estudam e não trabalham (9%): a maior parte porque não encontra trabalho; 50 mil
Patrono do Blog
porque fizeram de sua inatividade uma escolha; há ainda 11 mil que não querem saber
de trabalhar ou estudar (“não me interessa”, “não preciso”, dizem). A mesma tendência
ocorre nos dados relativos aos jovens entre 25 e 35 anos: um milhão e noventa mil não estudam e não trabalham; ou seja, quase um quarto deles
Pesquisar este blog (25%). Um milhão e duzentos mil desses gravitam no desemprego (mas entre estes últimos há quem diga que não procura bem porque está
“desanimado” ou porque “de qualquer modo, o emprego não existe mesmo”). Setecentos mil são, ao contrário, os “inativos convictos”: não procuram Livros e Artigos
Pesquisar trabalho e não estão dispostos a procurá-lo [...]. Uma pesquisa espanhola recente, assinada pela sociedade Metroscopia, revela que 54% dos jovens Católicos

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 1/7
23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos
da idade dos 18 aos 35 anos declara “não haver nenhum projeto sobre o qual desenvolver o próprio interesse ou os próprios sonhos”[iv].
Receba atualizações
A essa situação de impasse e confusão acompanha uma igualmente grave crise de autoridade e de normatividade que, como se verá, constituem um
por e-mail
dever educativo irrenunciável. Tal dever é rejeitado por muitos motivos: porque esses que deveriam fazer valer a norma, os adultos, não possuem a
Modéstia Masculina força, têm medo de parecerem impopulares ou, muitas vezes, porque muitos não acreditam mais em ditas normas, vistas somente como
17.015 curtidas Email addre Submit
uma fonte de conflito e dificuldade.
Mas o aspecto talvez mais triste dessa carência seja que a norma que o adulto deveria estabelecer, vem a faltar porque, às vezes, os mesmos
educadores e pais se encontram perdidos em problemas afetivos, relacionais, até mesmo de dependência. E daí a crise profunda do adulto, com o
risco de seu desaparecimento: “Se um adulto é alguém que tenta assumir as consequências de seus atos e de suas palavras [...], não podemos
Curtir Página Compartilhar Marcadores
deixar de constatar um forte declínio da sua presença na nossa sociedade [...]. Os adultos parecem estar perdidos no mesmo mar onde se perderam
os próprios filhos, sem qualquer distinção de geração”[v].
A mulher na vida
Seja o primeiro de seus amigos a curtir isso. Uma motivação possível, na origem dessa amálgama indiferenciada, pode ser detectada no prolongamento da meia idade, própria das últimas
de um homem (16)
décadas e agravada devido à crise econômica atual, a qual não encoraja a levar em consideração os custos e os esforços adicionais para
Álcool e tabaco (2)
comprometer-se numa situação futura incerta. Além disso, a nova cultura tecnológica contribui para confundir os limites entre a realidade e a fantasia,
Alfaiataria (6) Caráter
que é a característica típica da criança. Já o havia compreendido com lucidez Johan Huizinga no longínquo 1935: “[O homem moderno] pode viajar
de avião, falar com pessoas do outro hemisfério, comprar guloseimas inserindo poucas moedas numa máquina automática [...]. Aperta um botão, e a (44) Casamento (6)
vida cai aos seus pés. Pode tal vida torná-lo emancipado? Ao contrário. A vida para ele tornou-se um brinquedo. É de se espantar que ele se Castidade (29)
comporte como uma criança?”[vi]. Cinema (8) Coragem
(30) Costumes
A dificuldade de crescer na sociedade tecnológica (58) Cristeros (1)
Devoção e Piedade
A cultura dita tecnológica se impõe hoje, não só pela difusão de instrumentos sempre mais sofisticados, principalmente pela possibilidade de (11) Educação
planificar a existência de uma maneira impensável às gerações precedentes[vii]. E isso, especialmente, em nível de natalidade. Em tal campo,
apareceram termos usados sempre mais frequentemente, até surgir o slogan que resume uma concepção de vida: “procriação responsável”, filhos
(50) Familia (23)
Filmes (1)
“queridos e desejados”, ou mesmo “programáveis”.
Parece assim ter-se realizado o sonho, desejado por Freud no fim do século XIX, de poder separar a concepção da pulsão erótica: tal separação não Formação
favoreceu, todavia, como esperava o fundador da psicanálise, o “triunfo da humanidade”[viii]. Mais precisamente essa levou a um empobrecimento (77) Grandes
psicológico e afetivo, nunca antes conhecido, uma verdadeira “revolução antropológica”, para retomar o subtítulo de um livro de Marcel Gauchet.
Homens (42)
Desde o seu nascimento, o ser humano tem a ânsia de que, no fundo, poderia não ter sido desejada e que deve, de qualquer modo, “merecer” ter
vindo ao mundo, correspondendo às fortes expectativas dos seus pais. Como observa Gauchet: “Disso pode derivar a invencível fé na própria sorte,
Guerra (16)
ou, ao contrário, a sensação de irremediável precariedade da própria existência. Em relação àquele desejo que o subtraiu ao destino comum, História (24)
manterá muitas vezes uma irredutível aflição [...]. Um filho é cada vez mais desejado quanto menos é filho da natureza; mais é fruto de um artifício, Homem
qualquer que este seja, menos é aquilo que deve ser: o filho de seus pais”[ix].
Modéstia Masculina Outro aspecto paradoxal dessa desenvolvida potencialidade planificadora é que a acurada seleção do nascituro corresponde sempre menos àquela
moderno (57)
na sexta Ideologia de Gênero
atenção afetiva e educativa indispensáveis para educá-lo, tornando-o um adulto responsável. O filho se encontra, ao contrário, sufocado pela atenção
dos pais que, depois de o terem programado por tanto tempo, veem nele a possibilidade de realizarem suas expectativas, muitas vezes até de
(12) Livros (22)
preencherem seus vazios e suas incompetências. Masculinidade (25)
A criança corre o risco, assim, de ser bem cedo tratada como um mini adulto, sobretudo se está sendo criada por um genitor solteiro: nesse caso, Maturidade (37)
Postagens populares
forte será a tendência a depositar no filho esperanças e expectativas que na verdade deveriam estar voltadas ao próprio companheiro, dando origem Moda Masculina (10)
Associação Americana de àqueles perversos díades nas quais o filho ou a filha são chamados a tornarem-se respectivamente “vice-marido” ou “vice-esposa” do próprio genitor, Modéstia (25)
Pediatras fulmina Ideologia de impedindo-se de viver a etapa infantil e a própria filiação, duas condições essenciais para a maturidade psíquica, cognitiva e afetiva[x]. Modéstia
Gênero A “síndrome do filho único”, vista em outras ocasiões[xi], parece confirmar essa inconsciente agitação, o desconforto de lidar com a polaridade Masculina (19)
A Associação Americana de desejo/rejeição dos pais. Ele se torna assim esmagado pelas expectativas dos pais, da mesma forma que um brinquedo é chamado a compensar as Monsenhor Tihamér Tóth
Pediatras urge educadores e carências dos adultos. (3) Música (1) Novena ao
legisladores a rejeitarem todas as políticas que Tudo isso contribui à incapacidade de um filho se tornar adulto; incapaz, sobretudo, de saber o que verdadeiramente quer da própria vida. Uma vez Anjo da Guarda (1) Novena
condicionem as crianças a aceitarem... de São José (1) Orações
crescido, aquele menino ou aquela menina procurarão de fato aquela infância perdida que jamais tiveram, recusando-se a crescer.
(4) Orlando Fedeli (1)
A Cruz do casamento
Paternidade (16)
Pense num mundo sem divórcio.
A Síndrome de Peter Pan Pornografia (5) Santo
Pense em famílias que não se
Afonso de Ligório (1)
separam. Pense na ausência de
crianças machucadas ou A rejeição ao crescimento é um fenômeno em expansão, também desde o ponto de vista geracional, a tal ponto de ocupar a vida inteira do homem. Santos (16) São
corações dilacerados. ... Essa situação de “bloqueio interior”, de impossibilidade de se passar à fase adulta da vida, foi recentemente ratificada como categoria psicológica, Francisco de Sales.
chamada de Síndrome de Peter Pan através da obra do psicólogo junguiano Dan Kiley. Ele se inspira no célebre romance de James Barrie Peter and Filoteia (2) São José (6)
37 regras de conversação para Wendy, publicado em 1911, embora tenha conseguido maior fama o título escolhido para a representação teatral, de 1904 (Peter Pan: o menino que
São Luís Martin (1) Seriado
cavalheiros de 1875 (4) tabaco (1) trabalho (2)
nunca quis crescer).
1. Ainda que convencido de que A escolha do personagem, protagonista do romance, já é por si significativa. Peter era também o nome do irmão de James que morreu aos catorze
Virtudes (21)
seu oponente está errado, renda- Vontade (4)
anos num acidente de patinagem; enquanto Pan, na mitologia grega, era filho de Ermes e da filha de Driope, que o rejeitou, abandonando-o ao seu

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 2/7
23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos
se graciosamente, evite seguir com a destino[xii]. Como na mitologia e no romance de Barrie, também na Síndrome de Peter Pan à base da condição instável e errante desse personagem
discussão, ou deliberadamente mude de... é principalmente a ausência de relações afetivas importantes, em particular com os pais, vistos como frios e distantes, ou incapazes de suscitar
respeito[xiii]. Translate
Desse modo, quem sofre dessa síndrome busca a própria infância perdida, comportando-se como se o tempo tivesse parado, assumindo por toda a
vida a instabilidade psíquica e afetiva própria da adolescência, prisioneiro “no abismo entre o homem que não se quer tornar e o garoto que não se
Links Selecione o idioma
pode continuar a ser”[xiv]. E se essa pessoa, no meio tempo, também se casa, acaba por entrar em concorrência com os próprios filhos, imitando-
lhes os comportamentos e os modos de pensar. Como confessava uma jovem desconsolada: “meu pai não faz outra coisa a não ser correr atrás das Powered by Tradutor
Permanência
minhas amigas e depois quer se confidenciar comigo”[xv].
FSSPX Distrito America do Sul Por sua vez, os filhos, colocados no mesmo nível dos seus pais, tendem a comportarem-se como adultos: desse modo, nenhum dos dois vive as
responsabilidades e peculiaridades da própria etapa de vida; como num jogo perverso, esses vêm trocados, invertendo perigosamente o significado Arquivo do blog
FSSPX Brasil da derrota edípica: “Se olhamos atentamente ao conteúdo da TV, podemos encontrar uma documentação bastante precisa não somente do
nascimento da ‘criança adulta’, mas também do adulto ‘feito criança’ [...] Salvo raras exceções, os adultos na televisão não tomam seriamente o Novembro (6)
FSSPX Portugal próprio trabalho, não educam seus filhos, não participam na vida política, não praticam nenhuma religião, não representam nenhuma tradição, não
têm capacidade de pensar o próprio futuro ou de formular seriamente projetos de vida, não são capazes de fazer longos discursos e não são nunca
Capela Nossa Senhora da Assunção –
capazes de evitar comportamentos dignos de uma criança de oito anos”[xvi].
Fortaleza-CE
Na atual sociedade “líquida” a fase adulta corre o risco assim de reduzir-se a uma expressão de meros dados sem mais responsabilidades
Sursum Corda - Capela Teresina PI específicas que a caracterizam e, sobretudo, a diferenciam das fases precedentes da vida, conferindo-lhe uma identidade: ser adultos era sinônimo
de ser maduros, não certamente como as crianças, mas capazes de assumir responsabilidades. Essas características aparecem sempre mais
raramente, ao ponto em que “não é excessivo falar de uma liquidação da idade adulta. Estamos assistindo a uma desagregação daquilo que
significava maturidade”[xvii].
Seguidores

Seguidores (112) Próxima O desaparecimento do pai

A contínua popularidade e atualidade de Peter Pan não falam somente de uma dificuldade de crescimento. Esse personagem é também uma forma
de protesto em relação à fuga dos educadores, daqueles que podem fazer bela, ainda que difícil, a missão de tornar-se adulto, deixando-o só: “Se
Peter Pan é o símbolo de um fenômeno que tem crescido sempre mais nos últimos cem anos, ou seja, a obstinada vontade de permanecer criança,
Peter Pan nos diz ainda algo mais inquietante: perdemos os nossos pais como modelos, os pontos de referência sólidos, fomos abandonados a nós
[xviii]
mesmos” .
É significativo que autores das mais diversas escolas de proveniência individuam particularmente na ausência da figura paterna, acentuada
Seguir
dramaticamente nas últimas décadas, uma das principais razões para o vazio de sentido e de identidade que parece ser comum a jovens e a adultos.
Um autor que não pode certamente ser etiquetado de tradicionalismo nostálgico observa a esse propósito: “O vazio estrutural da moderna sociedade
ocidental provem da ausência do pai. Em certo sentido o enfraquecimento ou inclusive o desaparecimento de todos os outros papéis de parentesco
[xix]
derivam daquela lacuna que está no vértice da família” . Nessa falta, se constata, de fato, a incapacidade de uma geração de transmitir valores e
tradições capazes de ajudar o futuro adulto a enfrentar as dificuldades da vida tornando, por sua vez, educadores de outros.
O desaparecimento dos vínculos familiares foi infelizmente visto como o sinal profético da vinda de uma nova sociedade; nos anos setenta do século
passado era desejada a morte do matrimônio e da família, vista como o símbolo da opressão que penaliza a liberdade do indivíduo, impedindo a auto
[xx]
realização . Os resultados se revelaram, porém, muito diversos, precursores de problemas bem mais graves, que correm o risco de levar ao
desaparecimento da sociedade ocidental, como acentua sempre Scalfari: “na maior parte dos casos o indivíduo, abandonado na sua solidão, não
encontrou outro remédio melhor do que o de confundir-se no bando, isto é, de se tornar um sujeito anônimo e indiferenciado, sustentado somente por
[xxi]
motivações emocionais” .
Não é mais a comunidade ou o vinculo a um determinado estrato social, mas sim “o bando” a caracterizar a sociedade sem adultos, uma sociedade
que abandonou o seu dever educativo.

Os Procis, filhos de um pai ausente

Essa linha de leitura vem confirmada também na mitologia, na qual está narrada a história do homem e da mulher de todos os tempos. A categoria de
“bando” lembra os Procis, magnificamente descritos por Homero, aquela massa numerosa (108 segundo a Odisseia XVI, 247 s.), violenta e parasita,
dominada por uma agressividade desenfreada.
Exatamente como Peter Pan, esses não são mais crianças e nem mesmo homens; não fizeram nenhuma escolha em suas vidas; vivem cada dia,
dos expedientes, gozando do instante presente, sem nenhum projeto pelo qual valha a pena empenhar-se. A atualidade psicológica e social desses
personagens é digna de atenção: “Os Procis [...] são a massa supérflua que logo preenche todo vazio de poder na sociedade. Mas na psiché são o
adversário interno, a desagregação da responsabilidade [...]. O que Ulisses odeia decididamente neles não é a arrogância – que não lhes é uma
coisa estranha – mas o viver cada dia, sem nenhum objetivo: o ato supérfluo (anenysto epi ergo) [...]. Aquilo que esses representam não pode ser
readmitido na civilização, sob a pena da sua desagregação: a hilaridade, na qual o imaturo esconde o seu medo; o dia para chegar a noite; a

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 3/7
23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos
obstinação a conquistar a mulher e a casa, a rainha e o palácio, sem a disponibilidade para organizar o sistema familiar e econômico. Mais uma vez,
[xxii]
é o quadro do jovem desadaptado” .
O desenvolvimento narrativo da Odisseia faz agudamente notar como esses aparecem no dia seguinte ao desaparecimento do pai. A partida de
Ulisses conduz à proliferação daqueles: os Procis podem ser considerados como a prefiguração ante litteram de Peter Pan. A comparação de ambos,
de fato, não é forçada: é a mesma mitologia grega a colocar esses personagens em estreita relação entre eles. Pan seria, pois, o fruto da múltipla
[xxiii]
união dos Procis com Penélope durante a ausência de Ulisses .
Colocados de frente à “prova do arco” (que, como veremos, é um símbolo da paternidade) se mostram incapazes de enfrentá-la (tendendo o arco
para lançar a flecha), isso é, de assumir uma responsabilidade generativa que pode fazer deles homens. Têm idades diferentes, porém se
apresentam com uma única classe, amorfa, sem identidade.

A tarefa de se tornar adultos

Mas o que significa ser adulto? Significa, antes de tudo, aceitar não ser mais criança, renunciando aos valores e comportamentos de idades
[xxiv]
precedentes para assumir a novos: a renúncia é a condição do crescimento, como bem tinha intuído Max Scheler .
Deixar uma fase: isto é o que o adulto atual não parece mais capaz de fazer, antes de tudo, a nível imaginativo, lamentando-se sempre da criança ou
do adolescente que jamais foi. Trata-se, porém, de acolher o que Freud chamava de o princípio da realidade que passa por uma ferida, uma
experiência de impotência e de mortalidade que, paradoxalmente, no momento no qual vem assumido, fortalece o ser humano.
Isto era o significado dos “ritos de passagem” ou de iniciação, que nas sociedades de cada época marcavam o ingresso do jovem na idade adulta,
mediante cerimônias guiadas por adultos. Os ritos de iniciação resultam fundamentais porque têm como objeto a agressividade, o sofrimento e a
morte, em outras palavras, o ser humano na sua verdade e fragilidade. O rito podia fazer isso, porque recordava a sacralidade da vida e a sua
relação com Deus; isso era o significado do gesto de tirar com violência a criança dos braços da mãe (que até aquele momento era o ponto de
referência peculiar) para elevá-la ao céu, um gesto com o qual ela recebe a confirmação da própria identidade: “O significado desse gesto é claro: se
[xxv]
consagram os neófitos ao Deus celeste” . Essa tarefa sempre foi peculiar do pai.
Quando não se cumprem os ritos de iniciação, esses não desaparecem, mas enlouquecem, dando origem às derivas do “bando”. As violências
das baby gang, o bullying masculino e feminino, os estupros de grupo, os “embalos de sábado à noite”, os comportamentos de risco, o uso de drogas
em grupo, a atração pelo macabro são ritos de iniciação enlouquecidos, pedidos degenerados de tomar contato com a dimensão da corporeidade, da
relação, da agressividade, do perigo, da morte, mas sem que exista, no entanto, um adulto capaz de acompanhar-lhes.
O desaparecimento dos adultos se traduz também numa redefinição dos papéis familiares: não são mais os filhos que devem aprender dos pais e
receber deles normas e ensinamentos, mas ao contrário, são os pais que se conformam aos critérios e aos comportamentos dos filhos, procurando
desse modo conseguirem a aprovação deles.

A necessidade de um modelo

Para ser adulto deve-se, pois, ter recebido uma ferida, aquela ruptura violenta que caracteriza o ingresso na realidade representada pelos ritos de
iniciação. Tomar contato com aquela ferida significa para o jovem reconhecer e acolher a própria fragilidade. Isso lhe permite afrontar a realidade,
abandonando as fantasias pueris e reconhecendo os próprios desejos profundos. Tornar-se adulto não significa de nenhuma maneira sentir-se
[xxvi]
onipotente, livre de defeitos ou limites, mas ocupar o próprio lugar, aceitando a possibilidade de equivocar, acolhendo o tempo que passa .
O primeiro ensinamento que Deus dá ao homem na Bíblia é exatamente esse: se queres viver, se queres saborear a vida, recorda-te de que eres
criatura, de que não és Deus. Isso é expresso na proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (cfr. Gn. 2, 16): no trecho, aquela
árvore simboliza o próprio Deus e o homem deve preservar-se do desejo de querer tomar-lhe o posto, porque acabará se destruindo. Naquele
ensinamento podem-se conter as três etapas fundamentais do desenvolvimento humano: o nascimento, o desaleitamento, a derrota edípica. Essas
constituem as três diferentes derrotas da onipotência, são os três “pontos de não-retorno” próprios do crescimento (em relação à condição pré-natal,
ao aleitamento, a um ligame exclusivo com a mãe), indispensáveis para entrar na realidade, para ser “vivo”. Se cumpridas corretamente, essas três
renúncias permitem, na idade adulta, fazer escolhas definitivas; por outro lado, a maior parte das dificuldades e do desgosto de viver é ligada
exatamente a esses três aspectos.
À raiz de muitos pedidos de ajuda psicológica está frequentemente a não aceitação da própria verdade de criatura, marcada pelo limite e pela
fragilidade: não se aceitar a si mesmo, antes de tudo o próprio corpo (pensemos no boom de cirurgias plásticas e do lifting com consequências
também graves para a própria saúde, mas também nos distúrbios alimentares como a bulimia e a anorexia), não se aceita a própria família de
proveniência, a própria história e personalidade.
Dever fundamental da mãe e do pai, o qual, como visto em outras ocasiões, é símbolo forte do Pai celeste, é apresentar novamente aos próprios
[xxvii]
filhos esse ensinamento do livro de Gênesis , de tomar consciência dos próprios limites, condição fundamental para se tornar adulto e para
produzir frutos na própria vida. Os pais podem fazer isso porque precedentemente acertaram as contas com a própria fragilidade, com a própria
[xxviii]
ferida originária .

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 4/7
23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos
Se os pais querem, em vez, salvaguardar os filhos de todo tipo de dificuldade, isso levará ao aparecimento de dúvidas e frustrações interiores, que
minam, à raiz, a estima de si e a capacidade de assumir responsabilidades. Principalmente os filhos terão dificuldades em aproximar-se aos seus
desejos profundos, àquilo que realmente querem das suas vidas: “A clínica dos assim ditos novos sintomas mostra bem como o problema da atual
insatisfação da juventude não seja tanto aquele do conflito entre o programa do impulso e aquele da Civilização [...], mas de como aceder à
experiência do desejo [...]. A crise atual da operabilidade da ordem simbólica coincide com a crise do poder de interdição, mas também com a
[xxix]
dificuldade da transmissão do desejo de uma geração a outra” .
Trata-se de saber dizer “não”, de colocar limites, impopulares certamente, mas que permitam de aceder ao desejo do coração e tornam capaz de
superar os obstáculos que se entrepõem à realização dos mesmos. O limite e a frustração são elementos essenciais da educação, ainda que
acompanhados do afeto e da confiança. Às vezes é o filho mesmo a pedir esse limite e que uma relação assimétrica (de adulto a filho) seja posta,
também em forma não verbal, como no caso da garota surpreendida roubando em uma grande loja: “Essa jovem não estava simplesmente fraudando
a lei ou gozando da emoção causada pela sua transgressão. Em modo paradoxal, ela estava fazendo exatamente o contrário: estava buscando ser
vista pela lei, isto é, de fazer existir uma lei. ‘Alguém me vê? Alguém pode me ajudar a não me perder, a não me extraviar? Existe em qualquer lugar
uma lei ou, mais simplesmente, um adulto que possa responder-me, que possa perceber a minha existência?’ A pergunta dos nossos jovens insiste e
nos coloca com as costas contra o muro: ‘Vocês existem? Os adultos ainda existem? Há alguém ainda que saiba assumir responsavelmente o peso
da própria palavra e dos próprios atos?’ Na cleptomania daquela garota podemos perceber toda a grandeza da insatisfação da juventude
[xxx]
contemporânea” .
O filho pode compreender o valor do limite se vê nos pais não um tirano que o rejeita, nem o “camarada” que se coloca no mesmo nível dizendo-lhe
sempre “sim”, mas alguém que o introduz com afeto na realidade, na sua dimensão de mediocridade e de fragilidade. O adulto pode fazer isso
porque antes a acolheu em si mesmo. Isso lhe consente não colocar-se no mesmo nível daquele que é chamado a educar e de não ceder a
chantagens afetivas.
Não se trata certamente de uma tarefa fácil: essa é, porém, o único modo para não fazer do filho um escravo dos próprios caprichos. A incapacidade
de dizer “não” é um dos sinais mais fortes da crise do adulto e da perigosa inversão da derrota edípica, uma inversão inédita, na qual são os pais a
[xxxi]
pedir aos filhos de serem reconhecidos .

Retomar o arco de Ulisses

A crise do adulto, reconhecida e descrita pela mitologia, pode encontrar, na mesma mitologia, possíveis saídas. Toda a primeira parte da Odisseia é
chamada de Telemaqueia, a busca afanosa pelo pai ausente, por parte do filho. Ele não se resigna com o seu desaparecimento, mas deseja ver o
[xxxii]
pai, ainda que não o tenha jamais conhecido verdadeiramente, anseia de poder ter dele ao menos uma imagem para ser impressa na sua mente .
O caso de Telêmaco é muito parecido à situação da juventude atual. Para ambos não são, certamente, algumas coisas que lhes faltam, nem mesmo
o bem-estar; esses se descobrem, às vezes, desprovidos daquela representação ideal de si que somente o pai é capaz de dar.
Na Odisseia, Ulisses pode ser finalmente reconhecido como pai somente quando, no final da poesia, o filho o vê empunhar o arco, com aparência
humilde, mas decidido: “parece que Homero pensou nos nossos tempos e que nos advertiu: jamais o pai desaparece totalmente. Mas não creiais de
reencontrá-lo nos machos barulhentos: aqueles são os Procis, os eternos não-adultos. Se alguém, em vez, é humilde, paciente, poderia ser ele, o
[xxxiii]
sobrevivente de guerras e tempestades” .
O arco pode simbolizar o papel e a tarefa do pai, que não é delegável; e, de fato, nenhum dos Procis tem a capacidade de manejá-lo, porque não
possuem autoridade para isso. Mas o pai do qual se fala não é certamente o pai-patrão que caracterizou as nossas sociedades dos últimos dois
séculos, levando ao final à sua rejeição e afastamento. Ulisses, em vez, diz com precisão Homero, sabe tender o arco como um músico acaricia a
[xxxiv]
harpa, associando com esse gesto as duas funções essenciais do pai: a força e a ternura .
Somente quando é capaz de unirem em si essas duas virtudes, a autoridade e a ternura, Ulisses pode novamente empunhar o seu arco e meter fim à
[xxxv]
“noite dos Procis” .

Tradução ao português:
Pe. Anderson Alves e Joyce Scoralick.

[i] Artigo publicado em La Civiltà Cattolica, II 220-232, caderno 3885 (5 de maio de 2012).
[ii] Istat é o instituto nacional de estatísticas, um ente de pesquisas públicas na Itália (nota do tradutor).
[iii] Assim traduzimos à expressão italiana “generazione né-né”, que quer se referir àquelas pessoas que nem estudam, nem trabalham (Nota do
tradutor).
[iv] MANGIAROTTI, A. Generazione “né-né”. Settecentomilla giovani “inattivi convinti” In: Corrieri della Serra, 16 de julho de 2009, p. 25.
[v] RECALCATI, M. Dove sono finiti gli adulti? In: La Repubblica, 19 de fevereiro de 2012, p. 56. O recente filme 17 ragazze (17 moças) (de Delphine
e Muriel Coulin) inspirado no fato real de um grupo de adolescentes estadunidenses, unidas por um pacto comum, de ficarem ao mesmo tempo
grávidas, apresenta ao mesmo tempo toda a dificuldade do mundo adulto (na escola como na família) a compreender o desconforto dessas jovens,
por estarem com os mesmos problemas não resolvidos.

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 5/7
23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos
[vi] HUIZINGA, J. La crisi della civiltà. Totino, Einaudi, 1962, p. 115.
[vii] Veja-se as célebres análises de HEIDEGGER, M. “A questão da técnica”, In ID., Saggi e discorsi, Milano, Mursia, 1991, p. 5 -27.
[viii] PREUD, S. “La sessualità nell’etiologia delle neurosi”, in ID., Opere (1892-98), Torino, Boringhieri, 1968, 410.
[ix] Cfr. GAUCHEI, M. Il figlio del desiderio. Una rivoluzione antropologica, Milano, Vita e Pensiero, 2010, 70; cfr. 49. Cfr. os problemas levantados por
PAROT, F. – TEITBAUM, E. Des enfants sans toi ni moi, Paris, Flammarion, 2002, e por J. HABERMAS, segundo o qual programar o nascimento
comporta a “dificuldade de conceber-se como autônomo”, também desde o ponto de vista da responsabilidade moral (L’avenir de la nature
humaine. Vers un éugenisme liberale, Paris, Gallimard, 2002, 82).
[x] O célebre estudo de Miller sobre o alto custo que a nível afetivo paga a criança “constituída dote”, isto é, sensível a acolher a necessidade do
progenitor, reprimindo o próprio, se insere nesta perversa dinâmica relacional, na qual os papéis são trocados. Esta afetividade reemerge na idade
adulta nos níveis nas quais tinha sido congelada, e, uma vez adulto e progenitor, traz à tona uma série de desejos desatendidos. Frequentemente tal
situação está na origem da atração de profissões relacionadas com o escutar e à ajuda, como a psicoterapia. Miller resume a própria experiência dos
seus vinte anos em relação a três elementos fundamentais: “1)estava sempre presente uma mãe profundamente insegura no campo emotivo, a qual
para o próprio equilíbrio afetivo dependia de um certo comportamento ou modo de ser de criança. Essa insegurança podia facilmente ficar velada à
criança e às pessoas do seu ambiente, escondida atrás de uma fachada de durezaautoritária ou inclusive totalitária; 2) a essa necessidade da mãe
ou dos dois progenitores, correspondia uma surpreendente capacidade da criança de percebê-lo e de dar-lhe resposta intuitivamente; 3) em tal modo
a criança se assegurava ‘o amor’ dos pais. Ela percebia que tinham necessidade dela e isso legitimava a sua vida e o seu existir” (MILLER, A.
Il dramma dei bambino dotato e la ricerca del vero sé, Torino, Boringhieri, 1999, 16 s). Daqui vem a dinâmica instintiva de ajuda aos outros, mesmo
na escolha da profissão, mas em forma perturbada, tendendo ao apagamento dos vazios afetivos que não ficaram resolvidos no curso da infância.
[xi] Cfr. CUCA, «Il matrimonio, ultimo simbolo di eternità dell’uomo occidentale», in Civ. Catt. 2011 II 431 433. Cfr. PHILIPS, A. I «no» che aiutatino a
crescere, Milano, Feltrinelli, 1999, 47 s.
[xii] Cfr. GRIMAL, P. Mitologia, Milano, Garzanti, 2006, 475.
[xiii] KILEY, D. The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown up, New York, Avon Books, 1984, 26 s.
[xiv] Ivi, 23.
[xv] RECALCATI, M. «Dove sono finiti gli adulti?», cit., 56.
[xvi] POSTMAN, N. La scomparsa dell’infanzia, Roma, Armando, 1984, 156; cfr. OLIVERIO FERRARIS, A. La Síndrome Lolita. Perché i nostri figli
crescono troppo in fretta, Rizzoli, 2008.
[xvii] GAUCHET, M. Il figlio del desiderio…, cit., 42; cursiva no texto. Cfr. BOUTINET, J. P.L’immaturité de la vie adulte, Paris, PUF, 1998;
ID., Psychologie de la vie adulte, ivi, 2002; ANATRELLA, T. Interminables adolescences. La psychologie des 12/30 ans, Paris, Cerf-Cujas, 1998;
LADAME, F. Gli eterni adolescenti, Milano, Salani, 2004.
[xviii] CATALUCCIO, F. M. Immaturità. La malattia del nostro tempo, Torino, Einaudi, 2004, 40.
[xix] SCALFARI, E. «Il padre che manca alla nostra società», in La Repubblica, 27 dicembre 1998.
[xx] Cfr. COOPER, D. La morte della famiglia. Il nucleo familiare nella società capitalistica, Torino, Einaudi, 1972.
[xxi] SCALFARI, E. «Il padre che manca alla nostra società», cit.
[xxii] ZOJA, L. Il gesto di Ettore. Preistoria, storia, attualità, scomparsa del padre, Torino Boringhieri, 2000, 115 s.
[xxiii] Cfr. GRIMAL, P. Mitología, cit., 476.
[xxiv] Cfr. SCHELER, M. Il risentimento nella edificazione delle morali, Milano, Vita e Pensiero, 1975, 53.
[xxv] ELIADE, M. La nascita mistica. Riti e simboli d’iniziazione, Brescia, Morcelliana, 1974, 24; cfr. tbm. ZOJA, L.: «A elevação da criança entre os
Romanos servia ao nascimento psíquico do filho e do pai como pai» (Il gesto di Ettore …, cit., 247; cursiva no texto). De outra época e cultura, veja-se
a descrição de MANDELA, N. culminante com o grito “Ndiyindoda! (‘Sou um homem!’)” (Lungo cammino verso la libertà, Milano, Feltrinelli, 2010, 35).
Sobre os ritos de iniciação permanecem fundamentais os estudos de VAN GENNEP, A. I riti di passaggio, Torino, Boringhieri, 1981.
[xxvi] Cfr. RECALCATI, M. Cosa resta del padre? La paternità nell’’epoca ipermoderna, Milano, Cortina, 2011, 111-115.
[xxvii] Para ser mais preciso, os dois primeiros aspectos vêem a mãe como protagonista, o terceiro não redutível apenas à derrota edipiana, é próprio
do pai e reflete o simbolismo mais complexo dos ritos de iniciação. Na realidade, ambos os pais também são fundamentais na diferente
especificidade de suas intervenções, para a ajuda mútua que são chamados a dar-se, nas diferentes fases da vida dos filhos (cf. Cucci,
G. Esperienza religiosa e psicologia, Leumann [To] – Roma, Elledici – La Civiltà Cattolica, 2009, 79,98;. ID., La forza dalla debolezza. Aspetti
psicologici dela vita spirituale, Roma, Adp, 2011, 121-133).
[xxviii] Cfr. RISÉ, C. Il padre, l’assente inaccettabile, Cinisello Balsamo (Mi), San Paolo, 2003, 14-24. C. CUCCI, “o pai é chamado a desenvolver um
papel decisivo n avida de fé”, in Civ. Catt. 2009 III 118-127; “Il suicidio giovanile. Una drammatica realtà del nostro tempo”, ivi, 2011 II 121-134.
[xxix] RECALCATI, M. Cosa resta del padre? …, cit., 105-107. Cfr. CUCCI, G. «Il desiderio, motore della vita», in Civ. Catt., 2010 I 568-578.
[xxx] RECALCATI, M. “Dove sonno finiti gli adulti?”, cit., 57.
[xxxi] Cfr. ID., Cosa resta del padre? …, cit., 108 s.
[xxxii] “Na Telemachia o protagonista busca notícias do pai não só para saber onde era e para saber como era, mas, sobretudo, para conhecer a
personalidade e desenvolver a si mesmo segundo aquele modelo» (PRIVITERA, G. A. Il ritorno del guerriero. Lettura dell’Odissea, Torino, Einaudi,
2005, 57; cfr. HOMERO, Odisseia, Torino, Utet, 2005, 1. I, 83.111.115 s. 240; 1, IV, 317).
[xxxiii] ZOJA, L. Il gesto di Ettore, cit, 113 s; HOMERO, Odissea, cit., XVI, 148 s.
[xxxiv] “O astuto Odisseu, não apenas deliberou e em todas as partes provou o grande arco, como quando um homem experto em tocar citra e em
cantar move facilmente a corda [...] imediatamente moveu assim, sem esforço, o grande arco” (HOMERO, Odisseia, cit., XXI, 404-410).

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 6/7
23/01/2018 MODÉSTIA MASCULINA: O Desaparecimento dos adultos
[xxxv] ZOJA, L. Il gesto di Ettore…, cit., 305.

Fonte: http://www.presbiteros.com.br/site/o-desaparecimento-dos-adultos/

Postado por Raposo às 10:11

Marcadores: Caráter, Costumes, Educação, Formação, Grandes Homens, Homem moderno, Maturidade

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Digite seu comentário...

Comentar como: Brian Hendrick Sair

Publicar Visualizar Notifique-me

Postagem mais recente Página inicial Postagem mais antiga

Assinar: Postar comentários (Atom)

Tema Espetacular Ltda.. Tecnologia do Blogger.

http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html 7/7

Você também pode gostar