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Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF

Colegiado de Engenharia Elétrica

Prática 2 – Superfícies Equipotenciais

FABIANO AMORIM

Realização da prática: 18/12/2017.

Prof. Helinando Pequeno de Oliveira

JUAZEIRO- BAHIA-BRASIL
DEZEMBRO DE 2017
Sumário
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................................... 3

OBJETIVO ............................................................................................................................................................. 3

MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................................................................. 4

RESULTADOS E DISCUSSÕES ....................................................................................................................... 6

Modelo 1 – Placas planas paralelas. ............................................................................................................. 6

Modelo 2 – Placas planas perpendiculares. ................................................................................................. 8

Modelo 3 – Placa plana e cabo rígido. .......................................................................................................... 9

CONCLUSÃO ...................................................................................................................................................... 11

REFERÊNCIAS................................................................................................................................................... 12

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INTRODUÇÃO

O campo elétrico é um campo vetorial, constituído por uma distribuição de


vetores, uma para cada ponto de uma região em torno de um objeto eletricamente
carregado, como por exemplo, um bastão de vidro.
Define-se o campo elétrico 𝐸⃗ em um ponto como a força elétrica 𝐹0 que atua
sobre uma carga 𝑞0 . Ou seja, o campo elétrico em um dado ponto é igual à força
elétrica por unidade de carga que atua sobre uma carga situada nesse ponto:
⃗⃗⃗⃗
𝐹0
𝐸⃗ = Equação (01)
𝑞0

Usando unidades SI, para as quais a unidade de força é 1 N e a unidade de carga


é 1 C, a unidade de campo elétrico é 1 newton por coulomb (1N/C).
Podemos visualizar o campo elétrico desenhando linhas, denominadas linhas de
campo elétrico, para representar tanto o módulo quanto a direção e o sentido do
campo. Em um dado ponto, o vetor campo 𝐸⃗ é tangente à linha naquele ponto.
(Linhas de campo elétrico também são chamadas de linhas de força porque elas
mostram a direção e o sentido da força elétrica exercida em uma carga de teste
positiva). Em pontos muitos próximos de uma carga puntiforme positiva, o campo
elétrico 𝐸⃗ aponta em sentido contrário ao da carga. Consequentemente, as linhas
de campo elétrico muito próximo a uma carga positiva também apontam no
sentido contrário à carga. De forma semelhante, muito próximo a uma carga
puntiforme negativa as linhas de campo elétrico apontam diretamente para a
carga.

OBJETIVO

Obter superfícies equipotenciais em uma cuba eletrolítica.


Mapear o campo elétrico a partir das superfícies equipotenciais.

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MATERIAIS E MÉTODOS

Materiais:
 Cuba eletrolítica;
 Água (~ 300 mL);
 Sal (NaCl, 3 colheres de sopa);
 Fonte de tensão regulável de 0V a 20V;
 Multímetro;
 02 cabos banana-banana;
 02 placas revestidas com papel alumínio;
 01 cabo rígido de 2,0 mm.

Montando a cuba eletrolítica:


Adiciona-se água na cuba eletrolítica, posteriormente acrescenta-se o sal para
obter uma solução aquosa do NaCl na cuba. Após a solução, ligam-se os
terminais do multímetro à saída da fonte e ajustando-se a tensão da mesma para
5 V, não alterando o valor da tensão durante os experimentos.

Determinando os equipotenciais
Conectam-se os cabos banana-banana na fonte aos objetos e o multímetro com o
terminal negativo ao polo negativo, e o terminal positivo a ponta de prova, como
indicada na figura a segui.

Figura 1 - Modelo do experimento.

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Mergulhando a ponta de prova verticalmente na solução de NaCl, com um
espaçamento de 1 cm para 1 cm de distância entre os pontos, verifica-se as
tensões obtidas para a formação das curvas equipotenciais.
Modelos executados:
Modelo 1 – Placas planas paralelas.

Figura 2 - Placas planas paralelas.

Modelo 2 – Placas planas perpendiculares.

Figura 3 - Placas planas perpendiculares.

Modelo 3 – Placa plana e cabo rígido.

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Figura 4 - Placa plana e cabo rígido.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Modelo 1 – Placas planas paralelas.

Inicialmente, foi realizado o experimento de análise de campo elétrico formado


entre duas placas metálicas situadas paralelamente umas das outras e com
cargas opostas.

Tabela 1 – Valores das tensões obtidas entre as placas planas paralelas.


Placa +
4,27 4,25 4,35 3,99 3,69
3,93 3,99 4,11 3,52 3,36
3,55 3,62 3,64 3,11 3,04
3,22 3,41 3,41 2,72 2,76
2,71 2,88 2,95 2,4 2,41
2,45 2,5 2,87 2,05 2,08
1,85 2,2 2,39 1,67 1,72
Placa –

Classificando os dados coletados da tabela 01 em faixas, no caso cinco faixas,


devido a não uniformidade dos dados obtidos, interpretamos o seguinte
comportamento das faixas para a tabela 01.

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Figura 5 – Linhas de superfície.

4,35 - 3,81
3,8 - 3,26
3,25 - 2,71
2,7 - 2,16
2,15 - 1,6

Como podemos observar o comportamento das linhas das superfícies


equipotenciais mostrado na figura 01 acima, em sua classificação por faixas,
vemos que a superfície equipotencial não obteve uma forma uniforme, como
teoricamente seria demonstrado para placas planas paralelas. Podendo assim,
ser representadas pela figura 06.

Figura 6 – Demonstração das linhas de superfície e do campo de força entre


duas placas planas paralelas de polos opostos.

A obtenção dos valores do campo elétrico vem a partir da equação (02) a seguir.
(𝑉𝑎 −𝑉𝑏 )
|𝐸| = Eq. (02)
𝑑

Tabela 2 – Valores do campo elétrico por faixas.


Faixa Média da tensão (V) Distância (m) Campo Elétrico (V/m)
4,08
01 para 02 3,53 0,01 55
02 para 03 2,98 0,01 55
03 para 04 2,43 0,01 55
04 para 05 1,86 0,01 57

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A partir dos valores encontrados para o campo elétrico, notamos que o campo
permanece uniforme, mesmo tendo uma taxa de decaimento da tensão elevada.

Modelo 2 – Placas planas perpendiculares.

Continuando o experimento, foi realizada posteriormente a análise de campo


elétrico formado entre duas placas metálicas situadas perpendicularmente uma da
outra e com cargas opostas.

Tabela 3 – Valores das tensões obtidas entre placas planas perpendiculares.


Placa +
2,15 2,13 2,14 2,06 2,12
1,95 1,97 2,05 2,13 2,15
1,83 1,84 1,86 1,88 1,89
1,75 1,71 1,72 1,73 1,77
1,63 1,62 1,65 1,64 1,72
1,68 1,75 1,5 1,55 1,57
1,57 1,66 1,53 1,55 1,62
Placa –

Seguindo o mesmo método do modelo 01, classificando os dados coletados da


tabela 03 em novamente em cinco faixas, por conta da não uniformidade dos
dados obtidos, interpretamos o seguinte comportamento das faixas para a tabela
03.

Figura 7 – Linhas de superfície.

2,15 - 2,03
2,02 – 1,90
1,89 – 1,77
1,76 - 1,64
1,63 - 1,50

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Observando o comportamento das linhas de superfícies equipotenciais mostrado
na figura 07 acima, em sua classificação por faixas, vemos que, novamente a
superfície equipotencial não obteve uma forma uniforme, como teoricamente seria
demonstrado para placas planas perpendiculares. Podendo assim, ser
representadas pela figura 08.

Figura 8 – Demonstração das linhas de superfície e do campo de força entre


duas placas planas perpendiculares de polos opostos.

A obtenção dos valores do campo elétrico vem a partir da equação (02) mostrada
anteriormente no modelo 01.

Tabela 4 – Valores do campo elétrico por faixas.


Faixa Média da tensão (V) Distância (m) Campo Elétrico (V/m)
2,09
01 para 02 1,96 0,01 13
02 para 03 1,83 0,01 13
03 para 04 1,70 0,01 13
04 para 05 1,57 0,01 13

A partir dos valores encontrados para o campo elétrico, notamos que o campo
permanece uniforme, mesmo tendo uma variação baixa da tensão ao longo da
trajetória.

Modelo 3 – Placa plana e cabo rígido.

Por fim, foi realizada a análise de campo elétrico formado entre uma placa plana
metálica e um cabo rígido, com cargas opostas.

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Tabela 4 – Valores das tensões obtidas entre a placa e o fio.
Placa +
4,67 4,67 4,67 4,67 4,67
4,55 4,66 4,61 4,52 4,51
4,43 4,49 4,41 4,36 4,37
4,36 4,32 4,19 4,12 4,3
4,39 4,18 3,84 3,8 4,19
4,35 4,05 3,62 3,89 4,08
4,3 3,89 3,12 3,79 4,03
Cabo –

Continuando com o mesmo método do modelo 01, classificando os dados


coletados da tabela 05 em cinco faixas, por conta da não uniformidade dos dados
obtidos, interpretamos o seguinte comportamento das faixas para a tabela 05.

Figura 9 – Linhas de superfície.

4,77 - 4,45
4,44 – 4,12
4,11 – 3,79
3,78 - 3,46
3,45 - 3,12

Analisando o comportamento das linhas de superfícies equipotenciais mostrado


na figura 09 acima, em sua classificação por faixas, vemos que a superfície
equipotencial obteve uma forma uniforme, como teoricamente seria demonstrado
para uma placa plana e um cabo rígido. Podendo assim, ser representadas pela
figura 10.

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Figura 10 – Demonstração das linhas de superfície e do campo de força entre
uma placa plana e um cabo rígido com polos opostos.

A obtenção dos valores do campo elétrico vem a partir da equação (02)


mencionado anteriormente no modelo 01.

Tabela 6 – Valores do campo elétrico por faixas.


Faixa Média da tensão (V) Distância (m) Campo Elétrico (V/m)
4,61
01 para 02 4,28 0,01 33
02 para 03 3,95 0,01 33
03 para 04 3,62 0,01 33
04 para 05 3,29 0,01 33

A partir dos valores encontrados para o campo elétrico, é verificado que o campo
permanece uniformemente constante.

CONCLUSÃO

A partir da realização dos experimentos acima, concluímos que as superfícies


equipotenciais são paralelas às placas segundo a teoria, sendo que no
experimento, o comportamento apresentado foi de forma elipsoide para as placas
paralelas e perpendiculares, já para o cabo rígido, as superfícies equipotenciais
apresentaram a forma circular, como demonstrado na teoria. Conforme os
resultados obtidos, vimos que o campo está saindo do polo positivo para o
negativo e a intensidade do campo elétrico é constantemente uniforme,
dependendo apenas da distancia entre as linhas de superfícies.

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REFERÊNCIAS

HALLIDAY, David. RESNICK, Robert. WALKER, Jearl. Fundamentos de Física.


8ed. Editora: LTC, Rio de Janeiro, 2008, v3.

SEARS, Francis Weston; ZEMANSKY, Mark Waldo; YOUNG, Hugh D.; FREEDMAN,
Roger A. Física. 12. ed. São Paulo, 2008. 329 p.

TIPLER, Paul A. Física moderna. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. 515 p.

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