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DIREITO CONSTITUCIONAL

3.1 Direito Constitucional


3.1.1 Conceito e classificações.

3.1.2 Integração, interpretação e aplicação.

3.1.3 Estrutura e hierarquia do ordenamento jurídico.

3.1.4 Controle da constitucionalidade.

3.2 A Constituição da República Federativa do Brasil

3.2.1 Princípios Fundamentais: fundamentos e objetivos da República Federativa do


Brasil e princípios norteadores das relações internacionais.
3.2.2 Direitos e Garantias Fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos;
direitos sociais; nacionalidade; direitos políticos.

3.2.3Organização do Estado: organização político-administrativa; a União, os Estados, o


Município, o Distrito Federal e os Territórios; administração pública (disposições gerais e
princípios, servidores públicos civis e militares).

3.2.4 Poderes da União.

3.2.5 O Poder Legislativo: o Congresso Nacional e suas atribuições; a Câmara dos


Deputados; o Senado Federal; o processo legislativo; a fiscalização contábil, financeira e
orçamentária.

3.2.6 O Poder Executivo: o Presidente e o Vice-Presidente da República; atribuições e


responsabilidades do Presidente da República.

3.2.7 O Poder Judiciário: disposições gerais; o Supremo Tribunal Federal; o Superior


Tribunal de Justiça; Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; Tribunais e Juízes dos
Estados.

3.2.8 Funções Essenciais à Justiça.

3.2.9 Sistema Tributário Nacional: princípios gerais; limitações do poder de tributar.

3.2.10 Ordem Econômica e Financeira: princípios gerais da atividade econômica.

3.3 A Constituição do Estado de Santa Catarina

3.3.1 Organização Político-administrativa do Estado.

3.3.2 Organização dos Poderes: do Poder Judiciário.

3.4 Normas de Divisão e Organização Judiciárias do Estado de Santa


Catarina:
Lei Complementar estadual n. 339/2006.
DIREITO ADMINISTRATIVO

3.5.1 Conceito e Fontes do Direito Administrativo e Princípios do


Regime Jurídico-administrativo.
3.5.1.1. Conceito
Maria Sylvia Zanela Di Pietro:
ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas
administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não
contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de
natureza pública.

Hely Lopes Meirelles:


Conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as
atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado.

Especificando o conceito de HLM:


1. Conjunto harmônico de princípios jurídicos:
a. deve-se entender que o conjunto harmônico de princípios se refere à
sistematização de normas, e não ao exercício da atividade
administrativa em si.

2. Regem os órgãos, os agentes:


a. Significa que o direito administrativo ordena e regula a estrutura
institucional e o pessoal do serviço público.

3. As atividades públicas:
a. Reflete que o direito administrativo regula os atos praticados pela
administração pública, enquanto administração. Não cabendo,
portanto, ao direito administrativo, reger as relações que a Adm se
submete ao direito privado.

4. Realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado:


a. Percebe-se que o objeto do direito administrativo é a realização da
atividade administrativa em si. Vale dizer: temos no tempo a
caracterização e a delimitação do objeto do direito administrativo, que é
a “realização” concreta, direta e imediata, dos fins desejados pelo
Estado.
i. Concreta:
ii. Direta:
iii. Imediata:
b. “fins desejados pelo Estado”:
i. Quem faz esta definição é o direito constitucional e a ciência
política.
3.5.1.2. Fontes do Direito Administrativo

3.5.1.3. Princípios do Regime Jurídico-administrativo.


Primeiramente, as regras são normas imediatamente descritivas, primariamente
retrospectivas e com pretensão de decidibilidade e abrangência, para cuja aplicação se exige a
avaliação da correspondência, sempre centrada na finalidade que lhes dá suporte ou nos princípios
que lhes são axiologicamente sobrejacentes, entre a construção conceitual da descrição normativa e
a construção conceitual dos fatos.
Aprofundando o tema:
Os princípios podem ser conceituados como normas imediatamente finalísticas. Isto é.
São dotadas de prospectivas e pretensão de complementariedade e de parcialidade. A aplicação dos
princípios, que são normas imediatamente finalísticas, demanda uma avaliação da correlação entre o
estado de coisas a ser promovido e os efeitos decorrentes da conduta havida como necessária à sua
promoção.
Os princípios funcionam como um mandamento nuclear do sistema.
Nesse sentido, a violação de um princípio é mais grave que a de uma norma.
Os princípios são regras gerais e de observância obrigatória e permanente pelo
administrador.
Os princípios estão previstos no art. 37, caput, da CF: Legalidade, Impessoalidade,
Moralidade, Publicidade, Eficiência:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...).

Além desses, existem outros, tal como os previstos no art. 2º da Lei 9.784/99:
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade,
ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Os princípios podem ser implícitos ou explícitos.
1. Princípios explícitos:
a. São aqueles incorporados textualmente ao ordenamento jurídico.
2. Princípios implícitos:
a. São reconhecidos pela doutrina e pela jurisprudência. A diferença é que
os implícitos não têm força normativa, pois não expressos no
ordenamento. Servem apenas para interpretação do Sistema Jurídico.

Nesse sentido, existem os 2 axiomas primários principiologicos do Direito


Administrativo, que são a Supremacia do Interesse Público sobre o Interesse Privado e a
Indisponibilidade do Interesse Público.

3.5.1.3.1. Supremacia do Interesse Público sobre o Interesse Particular


Trata-se de um princípio implícito na CF.
Com base na Supremacia do Interesse Público sobre o interesse particular, a
Administração Pública goza de certos Poderes e Prerrogativas que colocam numa posição de
superioridade em relação aos particulares.
A justificativa é que a atuação da Administração tem por finalidade precípua a satisfação
do interesse público, porquanto é exatamente a “satisfação do interesse público” que autoriza o
Estado a algumas condutas, como desapropriar, etc.
Portanto, a Supremacia do Interesse Público sobre o Interesse Particular autoriza o
Poder Público a adotar medidas impositivas aos particulares em favor da coletividade!
São alguns aspectos centrais da Supremacia do Interesse Público:
1. Princípio implícito na Constituição Federal;
2. Conhecido também por princípio da finalidade pública;
3. Consiste na primazia do interesse público primário (coletivo) sobre o interesse
privado (individual);
4. Inspira o legislador e vincula a autoridade administrativa em toda a sua atuação;
5. Dá origem a certas prerrogativas da Administração Pública;
6. Dela decorre o caráter instrumental da Administração Pública;
7. Não constitui princípio absoluto, devendo conviver harmonicamente com os
demais princípios constitucionais e com as garantias e direitos fundamentais;
8. Não se aplica às relações da Administração regidas pelo direito privado.

3.5.1.3.2. Indisponibilidade do Interesse Público


É um princípio implícito na CF.
Reflete que a Administração Pública, na busca da efetivação das tutelas coletivas, deverá
submeter-se, também, ao próprio interesse público.
Esse princípio freia o primeiro.
Isso pq...
Como a finalidade primária da função administrativa é a busca do interesse da
sociedade, isso torna uma vinculação obrigatória, não se admitindo desvio, pois o administrador não
cuida do patrimônio próprio ou da pessoa do Estado, mas sim, do interesse público, que possui
caráter transindividual.
Ao administrador cabe adotar todas as medidas adequadas e necessárias à proteção da
coisa pública.
Em síntese, pode ser caracterizado como:
1. Princípio implícito na Constituição Federal;
2. Impõe uma série de restrições (sujeições) à conduta administrativa;
3. Conteúdo: a Administração Pública não pode abrir mão de alcançar o bem
comum (interesse público primário) nem de conservar o patrimônio público
(interesse público secundário);
4. Consequências práticas: proibição de alienar bens públicos enquanto afetados a
finalidade pública, restrições à alienação de bens públicos, necessidade de
concurso público para admissão de pessoal; necessidade de licitação para
celebração de contratos administrativos; proibição de renúncia de receita, salvo
autorização legal, etc.;
5. A indisponibilidade do interesse público aplica-se à Administração Pública – e
não ao Parlamento no exercício da função legislativa;
6. A indisponibilidade do interesse público gera como consequência lógica a
submissão da Administração Pública a uma série de outros princípios
(legalidade, continuidade do serviço público, igualdade dos administrados,
controle da atuação administrativa, publicidade, etc.).

Dito isso, passar-se-á a falar dos princípios expressos.


Tendo por base os dois axiomas já explicitados que respaldam o regime jurídico de
Direito Administrativo, o ordenamento brasileiro consagra outras normas-princípio com forte
conteúdo normativo. Algumas delas estão expressas na Constituição de 1988 e outras em texto
infraconstitucional. Passaremos a análise dos 5 clássicos princípios da Administração Pública
explícitos no art. 37, caput, CF e, em seguida, aqueles explícitos em diplomas infralegais e implícitos
no ordenamento jurídico brasileiro

3.5.1.3.3. Legalidade
O princípio da legalidade reflete que à administração pública somente é permitido fazer
o que está previsto ou permitido em lei.
O princípio da legalidade é a regra geral, mas admite 3 exceções:
a) Medidas Provisórias – que são adotadas de forma excepcional pelo presidente para
assuntos específicos.
b) Estado de Defesa:
c) Estado de Sítio:

3.5.1.3.4. Impessoalidade
O princípio da impessoalidade implica em três acepções:
1. Finalidade pública:
a. Os atos praticados pelo administrador devem buscar a finalidade pública
que é o interesse público, previsto em lei de forma expressa ou
implícita.
b. Exclui-se, portanto, qualquer hipótese do administrador atuar por
interesses pessoais.

2. Isonomia:
a. A isonomia reflete a igualdade no trato para todos. A atuação será a
mesma, independentemente de quem for o destinatário.

3. Imputação ao órgão pelos atos praticados por seus servidores:


a. A responsabilidade pelos atos praticados não deve ser direcionada ao
agente que o praticou, mas sim à pessoa jurídica a que ele pertence, por
força da “teoria do órgão”.
i. Não se considera a pessoa do agente, mas sim do Estado agindo
por meio dele, seja em seu benefício ou prejuízo.
3.5.1.3.5. Moralidade
O princípio da moralidade está diretamente relacionado à moralidade jurídica.
Tem ligação com os conceitos de honestidade, de ética, de boa-fé de conduta, com a
vedação à corrupção e com lealdade no trato para com as instituições públicas.
A moral administrativa é aquela que determina a observância a princípios éticos
extraídos da disciplina interna da administração. É um conceito jurídico indeterminado, que deve ser
observado tanto pelos agentes públicos quanto pelos particulares que se relacionam com a
Administração Pública.
A moralidade consubstancia-se em requisito de validade do ato administrativo, podendo
resultar, quando não observada, na invalidação do ato.
O ato pode ser invalidado pela administração ou pelo Judiciário, pela inafastabilidade da
jurisdição.
São instrumentos de verificação da moralidade administrativa:
1. Ação Popular
Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do
ônus da sucumbência.

2. Ação de Improbidade Administrativa


Referido diploma prevê expressamente a possibilidade de sanção por ato de
improbidade administrativa que viole princípios regentes da administração, tais
como a moralidade.

3.5.1.3.6. Publicidade
O conceito de publicidade está diretamente ligado à transparência.
Possibilita mecanismos de controle e eficácia dos atos administrativos, mas nem todos
os atos devem ser publicados (v.g. segurança nacional).
A publicação é exigida por lei e é uma condição de eficácia do ato – e não de sua
validade.

3.5.1.3.6.1. Lei Federal n.º 12.527/2011


A lei Federal regula o direito do acesso à informação.
O acesso à informação é um direito fundamental e está vinculado à noção de
democracia.
A Lei estabelece os procedimentos que devem ser observados pela Administração para
garantir o acesso à informação.
Cabe ao Estado o dever de informar os cidadão sobre seus direitos e estabelecer o
acesso à informação.
A lei aplica-se:
1. Aos órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo,
Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público;
2. Às autarquias, às fundações públicas, às empresas públicas, às sociedades de
economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela
União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
3. Às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações
de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante
subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo,
ajustes ou outros instrumentos congêneres.
a. Neste último caso, a publicidade somente se dará sobre as parcela dos
recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das
prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas.
São princípios da Lei de acesso à informação:
1. Observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;
2. Divulgação de informações de interesse público, independentemente de
solicitações;
3. Utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação;
4. Fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração
pública; - desenvolvimento do controle social da administração pública.
Ressalte-se que as informações podem ser classificadas em ultrassecreta (25 anos),
secreta (15 anos) e reservada (5 anos).
A classificação deve ser feita com base no interesse público da informação,
considerando (a) o risco à segurança nacional e (b) o prazo máximo de duração da restrição.
Transcorrido o prazo de classificação ou consumado o evento que defina o seu termo
final, a informação será de acesso público, de forma automática.

O procedimento de acesso do cidadão À informação:


Qualquer interessado poderá apresentar pedido de informações, por qualquer meio
legítimo, devendo conter a identificação do requerente e as especificações da informação.
A lei veda exigência relativa aos motivos determinantes da solicitação de informações de
interesse público.
Não sendo possível conceder o acesso imediato, o órgão ou entidade que receber o
pedido deverá, em prazo não superior a 20 dias (prorrogáveis por mais 10 dias, mediante justificativa
expressa):
1. Comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução
ou obter a certidão;
2. Indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso
pretendido; ou
3. Comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o
órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse
órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de
informação.

No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso,


poderá o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 dias, a contar da sua ciência.
O recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão
impugnada, que deverá se manifestar no prazo de 5 dias.
3.5.1.3.7. Eficiência

A Administração Pública deve pautar sua atividade em critérios de agilidade, precisão,


versatilidade e economicidade. A ideia geral é produzir muito gastando pouco.
Busca, por assim, otimização, rapidez e aperfeiçoamento dos resultados com o menor
desperdício de recursos possíveis.
Como exemplos dessa reforma, é possível citar a inserção, na Constituição, pela EC nº
19/98, de alguns institutos da:
1. Avaliação especial de desempenho, condição para a aquisição da estabilidade
(art. 41, §4º);
2. Avaliação periódica de desempenho de servidores (art. 41, §1º, inc. III);
3. Criação e manutenção de escolas de governo (art. 39, §2º);
4. Determinação que a remuneração se daria por subsídio (art. 39, § 4º);
5. Possibilidade de se firmar contratos de gestão (art. 39, § 8º).
A violação ao princípio da eficiência poderá ensejar a responsabilização civil do Estado,
por decorrência da aplicação da teoria da culpa administrativa (culpa anônima do serviço).

Princípio da autotutela
A Administração Pública pode rever seus próprios atos, mesmo que não seja provocada.
A autotutela impõe o poder-dever de as entidades da Administração Pública,
internamente, poderem rever os seus próprios atos:
1. Anulando-os quando ilegais;
2. Revogando-os quando inconvenientes ou inoportunos, ou;
3. Convalidando-os, quando eivados de irregularidades sanáveis.
Ressalte-se que está consagrado no art. 53, da lei nº 9.784/99, que determina que a
Administração DEVE anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-
los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.

Ampla Defesa e Contraditório


Assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
A ampla defesa e o contraditório refere-se ao direito do administrado de tomar
conhecimento daquilo que está acontecendo em um processo e de se manifestar sobre isso.
Em outras palavras, assegura aos litigantes em processos administrativos, sejam eles
disciplinares ou não, a possibilidade de expor seus argumentos através de ampla defesa, com todos
os meios e recursos a ela inerentes.

Princípio da razoabilidade e da proporcionalidade


O princípio razoabilidade limita e define a discricionariedade administrativa, impondo o
respeito aos padrões admitidos dentro de uma sociedade. Significa a proibição de excesso, do
exagero e do absurdo. Na mesma linha, a proporcionalidade tem por objetivo garantir
compatibilidade entre os meios e os fins, de modo a evitar ações ou restrições desnecessárias ou
abusivas por parte da Administração Pública.
Relaciona-se, assim, com a intensidade, a extensão e a moderação.
Princípio da segurança jurídica
Sua existência decorre da exigência de estabilidade nas situações jurídicas, mesmo
daquelas que, porventura, apresentam vícios de legalidade em sua origem.
Assim, tem-se que, em alguns casos, o interesse público prevalecerá sobre eventual vício
que acometido ato administrativo, mas que, mesmo viciado, tenha atendido seus objetivos, ou que,
pelo decurso de tempo, observou-se ser mais prejudicial sua invalidação do que sua manutenção.

Princípio da motivação
Motivar é fundamentar, explicar, expor os motivos que levam à prática do ato.
Tanto é que é um critério a ser observado nos processos administrativos federais a
indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão.
Pela incidência da motivação, como regra geral, o administrador público deve respaldar
sua ação administrativa, em pressupostos fáticos, indicando os fatos que ensejam o ato, e os
pressupostos de direito que extraem do ordenamento jurídico os elementos autorizadores para sua
prática.

3.5.2 Administração Pública


3.5.2.1 Estrutura Administrativa:

Conceito;
Administração:
1. Atividade daquele que não é dono.
a. Nesse sentido, Atos de Administração, dependem de uma vontade
externa, superior e abrangem:
i. Atos de Guarda
ii. Atos de Conservação
iii. Atos de percepção dos frutos dos bens administrados

2. Mas, jamais abrange os atos de alienação ou venda.

Administração Pública é:
Todo o aparelhamento do Estado preordenado à realização de serviços, cujo objetivo é a
satisfação do interesse público.
Todo o aparelhamento que o Estado tem para pôr em prática as opções políticas de
governo.
A Administração Pública pode ter 2 pontos de vista:
1. Sentido subjetivo/formal/orgânico:
a. Conjunto de pessoas jurídicas, órgãos e entidades e agentes públicos
que têm a incumbência de executar as atividades administrativas.

2. Sentido objetivo/material/funcional:
a. Própria atividade administrativa.
b. Ou seja, a atividade de administrar a res pública.

Elementos;
O Direito Adm tem por objeto de estudo o exercício da função administrativa.
No Brasil, adota-se a Teoria da Escola da Administração Pública:
Refere-se a um (i) Conjunto Harmônico de princípios que (i) regem os órgãos e
agentes da Administração Pública (i) para a realização dos fins almejados pelo
Estado (i) de forma concreta, direta e imediata.

Por conjunto harmônico:


1. Deve-se entender o regime jurídico-administrativo; assim, os princípios,
conjuntamente analisados, formam a lógica do Direito Administrativo.

A busca pelos fins almejados pelo Estado:


1. Refere-se ao objeto a realização das finalidades almejadas pelo Estado.

No que se refere a forma concreta, direta e abstrata:


1. Diferencia-se da legislativa que é geral e abstrata; da função jurisdicional que é
indireta (depende de provocação). Assim, a Administração Pública é direta
(exercida de ofício) e imediata (objeto direto de atuação).

Poderes;

Toda atuação estatal está vinculada à lei. O que muda, é a forma de como a lei prevê a
prática do ato administrativo.

Poder Vinculado
No exercício da prática do ato administrativo de forma vinculada, o administrador não
tem qualquer margem de escolha.
Ex. a Lei 8.112/90 prevê demissão por abandono por mais de 30 dias. Nesse caso,
ausente por 31 dias, deve ser demitido por abandono (preenchidos os requisitos).

Poder Discricionário
No exercício do poder discricionário, haverá margem de escolha para o administrador,
que o exercerá dentro dos critérios estabelecidos em lei dentro da Conveniência e Oportunidade.
Ex. a Lei 8.666/93 prevê que para determinadas situações poderá ocorrer leilão ou
concorrência, para alienações. O agente público é quem decide.
Por fim, insta salientar que essa diferenciação não dá autonomia; em verdade, essa
distinção se presta a estabelecer o grau de liberdade do administrador no exercício da sua função.

Poderes Administrativos em espécie:

Poder Regulamentar
É a atribuição de expedir normas gerais e abstratas. Por isso é chamado também de
Poder Normativo.
Poder Hierárquico
É a manifestação interna de poder.
É a distribuição de competência internamente, estruturando a atividade interna da
administração pública, tal como no escalonamento interno das pessoas jurídicas.
Podem ser de 2 formas:
1) Atos de coordenação:
a. Uma atuação em mesmo nível (horizontal).
2) Atos de Subordinação:
a. Atuação vertical, entre órgãos superiores e inferiores.

O Poder Hierárquico pode ser Delegado ou Avocado:

Delegação do PH:
Relaciona-se à extensão da competência. Por meio dessa extensão oriunda da
delegação, o administrador estende sua competência a outro igual, de mesma ou inferior hierarquia
(Órgãos de igual patamar podem delegar as suas competências, uns aos outros, ou o superior ao
inferior).

Avocação do PH:
A autoridade competente busca para si a competência. Só o Órgão superior que pode
avocar.

VEDAÇÕES PARA AMBOS (delegação e avocação de competências)


Atividades de:
(1) edição de atos normativos;
(2) decisão de recurso hierárquico e
(3) competência exclusiva (art. 13, lei nº 9.784/99).

Poder Disciplinar
É exercido internamente.
Isto é, não tem efeitos aos particulares em geral.
O PD é um poder sancionatório.
A administração pode aplicar penalidades, inclusive no âmbito dos Poderes.
O PD deriva de vinculo especial entre o Estado e o Sujeito punido e pode ser de 2
formas: a) vínculo hierárquico; b) vínculo contratual.

A. Vinculo Hierárquico
a. Aqui há uma relação de subordinação, seja do servidor ou do aluno que é
matriculado em uma Escola Pública, por ex.
B. Vínculo Contratual
a. O contrato administrativo que faz lei entre as partes que deve prever a forma que o
PD se manifestará. A lei 8.666/93, prevê:
i. Sansão de Advertência
ii. Sansão de Multa
iii. Sansão de suspensão de contratar com o Poder Público por até 2 anos;
iv. Sansão da Declaração de inidoneidade da empresa, por até 2 anos.
Como visto, é um poder que pune o infrator que descumprir ordem, lei ou preceito
previamente ajustado entre as partes.

Poder de Polícia
Ao contrário do Poder Disciplinar, o Poder de Polícia é um poder externo, ou seja, não
exige a existência de um vínculo entre o Sujeito punido e a Administração Pública.
Decorre da Supremacia do Interesse Público E ADVÉM DO ESTADO em direção à
Sociedade E INCIDE sobre bens e direitos.
Pode se manifestar PREVENTIVA ou REPRESSIVAMENTE.
Pode ser geral (quando impõe sansões a todos) ou individuais (quando a sansão é
específica).
O poder de polícia tem as seguintes características:
1. IMPERATIVIDADE
a. A administração pode impor unilateralmente a exigência.

2. EXIGIBILIDADE/COERCIBILIDADE
a. O Poder Público pode obrigar o particular a cumprir o ato.
Uma ferramenta de coerção é a multa.

3. AUTOEXECUTORIEDADE
a. A administração Pública executa o ato diretamente, ainda
que seja em uma situação que se espera que o particular atue.

É VEDADA a delegação do Poder de Polícia a particulares.


Via de Regra, o Poder de Polícia estabelece:
a) Obrigações de Fazer
b) Obrigações de Tolerância

Organização
A Administração Pública brasileira, conforme expressamente disposto no art. 4º, do
Decreto- Lei nº 200/67, é dividida em duas modalidades: Direta e Indireta. Referido dispositivo vem
assim redigido:
Art. 4° A Administração Federal compreende:
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura
administrativa da Presidência da República e dos Ministérios.
II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de
entidades, dotadas de personalidade jurídica própria:
a) Autarquias;
b) Empresas Públicas;
c) Sociedades de Economia Mista.
d) fundações públicas.

Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta


vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua
principal atividade.

Administração Pública Direta


Conjunto de órgãos que integram a pessoa política do Estado, confundindo-se com o
próprio ente federado (art. 4º, I).

Administração Pública Indireta


Conjunto de pessoas jurídicas (ou entidades) vinculadas às respectivas Administrações
Diretas, com o objetivo de melhor desempenhar as atividades administrativas.
Os entes são criados pelo Poder Central e detêm personalidade jurídica própria.
São autônomas para maior agilidade, economicidade e precisão.
Por serem autônomas, possuem independência gerencial e administrativa, mas são
fiscalizadas pela administração direta que a criou.
Segundo dispõe o art. 4º, II, do Decreto-Lei nº 200/67, a Administração Indireta é
composta pelas entidades dotadas de personalidade jurídica própria, a saber: autarquias, empresas
públicas, sociedades de economia mista e as fundações públicas.
Todas as entidades da Administração Indireta, conforme veremos a seguir, possuem
necessariamente e em comum as seguintes características:

Personalidade Jurídica Própria


A personalidade jurídica é de direito público ou de direito privado.
São autônomas em relação ao poder central.
Os entes da administração indireta podem ser titulares de direitos e obrigações,
possuindo pessoal próprio, etc.

Patrimônio próprio
O patrimônio é próprio em decorrência da autonomia.

Finalidades Públicas
Toda as finalidades buscadas pela administração indireta devem ser pautadas no
interesse público.

Capacidade meramente administrativa


Estão vinculadas a algum órgão da Administração Direta (controle finalístico, que não se
confunde com hierarquia nem subordinação, já que se tratam de entidades distintas).
NÃO TEM Autonomia política
A administração indireta não tem autonomia política por que não possuem capacidade
legiferante (poder de criar leis).

Controladas pelo Tribunal de Contas


São submetidas ao controle do Tribunal de Contas.

Órgãos públicos;

Agentes públicos.

3.5.2.2 Atividades Administrativas:

Conceito,

Natureza,

Fins e princípios básicos.

3.5.2.3Poderes e deveres do administrador público.


Os poderes administrativos consubstanciam-se em instrumentos necessários para
alcançar o interesse público. Isso porque a Administração deve sempre atuar em prol dessa
finalidade, contando com prerrogativas que lhe são próprias para alcançá-la. Trata-se de verdadeiro
poder- dever: isto é, esses poderes deverão ser utilizados na consecução do interesse público.
Os poderes e os deveres do administrador estão umbilicalmente relacionados com os
supra princípios da supremacia do interesse público e da indisponibilidade do interesse público.
Isto é:
1. Os podres do administrador são uma série de prerrogativas que existem para
busca do interesse público, com base na supremacia do interesse público.
2. De outro lado, os deveres do administrador estão relacionados ao cumprimento
de exigências legais a serem cumpridas pelo administrador em prol da
indisponibilidade do interesse público.

Dever de Agir
O administrador não pode se omitir ou deixar de praticar atos que são de sua
competência (ex. dever de fiscalização/autuação).
Dever de Eficiência
O dever de eficiência está relacionado à boa gestão pública. Isto é, impõe ao
administrador o dever de realizar suas atribuições de administração com presteza, perfeição e
rendimento funcional.
Daí o porquê de existirem avaliações periódicas dos servidores.

Dever de Prestar Contas


Todo aquele que gerir a res publica deverá prestar contas de sua gestão.
Previsto na Constituição, no art. 70, § ún.:
“Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos
quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária”.
O mandamento é universal, aplicando-se a todos aqueles que realizem a gestão do
dinheiro público ou administrem bens ou interesses públicos, que deverão submeter suas contas aos
órgãos competentes.

Dever de Probidade
O dever de probidade impõe ao administrador público a atuação honesta, proba, que
observe os princípios da lealdade e da boa-fé.
Sob pena de imposição de sansões previstas na LIA.
1. Suspensão dos Direitos Políticos
2. Perda da Função Pública
3. Indisponibilidade dos Bens
4. Ressarcimento integral ao Erário
5. Sem prejuízo da Ação Penal Cabível.

3.5.2.4 Uso e abuso do poder.


O emprego do Poder pelo administrador deve ser dentro da Moral, do Interesse Público,
de forma Razoável e Proporcional. Isto é, dentro dos limites que a lei traçou.
A teoria do Abuso De Poder aparece aí. Ela tem o condão de vedar o exercício do Poder
conferido à Administração para além dos Poderes dados pela Lei.
Cuida do Excesso de Poder e do Desvio de Poder.

Excesso de Poder:
Ocorre um vício de competência.
O agente público que pratica o ato é competente, mas extrapola sua competência legal,
tornando o ato arbitrário, ilícito e nulo.

Desvio de Poder:
Ocorre um vício de Finalidade.
O agente público pratica o ato dentro de sua competência legal, mas visando finalidade
diversa da prevista em lei.
3.5.3 Poderes Administrativos

3.5.3.1 Poder vinculado.

3.5.3.2 Poder discricionário.

3.5.3.3 Poder hierárquico.

3.5.3.4 Poder disciplinar.

3.5.3.5 Poder regulamentar.

3.5.3.6 Poder de polícia.

3.5.4 Atos Administrativos

3.5.4.1 Conceito e requisitos.

3.5.4.2 Atributos.

3.5.4.3 Classificação.

3.5.4.4 Espécies.

3.5.4.5 Desfazimento: efeitos.

3.5.5 Organização Administrativa Brasileira: Administração Direta e


Indireta. Centralização e Descentralização.
3.5.5.1 Administração Direta.

3.5.5.2 Administração Indireta.

3.5.5.3 Centralização.

3.5.5.4 Descentralização.

3.5.6 Licitações (Lei federal n. 8.666/1993)

3.5.6.1 Conceito, princípios, objeto e finalidade.

3.5.6.2 Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade.

3.5.6.3 Modalidades.

3.5.6.4 Procedimentos e fases.

3.5.6.5 Revogação e anulação (fundamentos, iniciativa e efeitos decorrentes).

3.5.6.6 Contratos administrativos: conceito, características e principais tipos.

3.5.7 Agentes Públicos: Lei Estadual n. 6.745/1985 – Regime Jurídico


dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina

3.5.7.1 Lei Complementar n.º 366, de 7 de dezembro de 2006

3.5.7.2 Lei Complementar n.º 412, de 26 de junho de 2008

3.5.7.3 Lei Complementar n.º 415, de 7 de julho de 2008

3.5.7.4 Lei Complementar n.º 447, de 7 de julho de 2009

3.5.7.5 Lei Complementar n.º 491, de 20 de janeiro de 2010


3.5.8 Serviço Público

3.5.8.1 Conceito e Classificação.

3.5.8.2 Regulamentação.

3.5.8.3 Competência de prestação.

3.5.8.4 Delegação e outorga.

3.5.8.5 Concessão, permissão e autorização dos serviços públicos.

3.5.9 Responsabilidade civil do Estado: evolução e cenário normativo


atual.

3.5.10 Controle da administração pública: interno e externo.


Improbidade administrativa (Lei federal n. 8.429/1992).
DIREITO CIVIL
3.6.1 A Lei de introdução do Código Civil: arts. 1º a 6º.
3.6.2 O Código Civil:
3.6.2.1 Pessoa Natural.
3.6.2.2 Pessoa Jurídica.
3.6.2.3 Domicílio.
3.6.2.4 Domicílio Civil.
3.6.2.5 Direitos da Personalidade.
3.6.2.6 Bens: classificação.
3.6.2.7 Fatos Jurídicos: Negócio jurídico: defeitos e invalidade, forma e prova. Da
representação, da condição, do termo e do encargo.
3.6.2.8 Atos ilícitos.
3.6.2.9 Prescrição e Decadência.
3.6.2.10 Prova.
3.6.2.11 Obrigações: modalidades, transmissão, adimplemento, extinção e
inadimplemento.

3.6.3 Código do Consumidor – Lei n. 8.078/90.


3.6.4 Estatuto da Criança e do
Adolescente – Lei n. 8.069/90.
3.6.5 Estatuto do Idoso – Lei n. 10.741/03.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL


3.7.1 Princípios Constitucionais do Processo Civil.
3.7.2 O Código de Processo Civil.
3.7.2.1
Processo de Conhecimento (Livro I).
3.7.2.2
Processo de Execução (Livro II).
3.7.2.3
Processo Cautelar (Livro III).
3.7.2.4
Dos Recursos em Geral.

3.7.3 Leis federais n. 8.038/1990, 9.099/1995 e 11.417/2006.

3.7.4 Regimento Interno do STF (arts. 321 a 329) e enunciados da súmula de sua
Jurisprudência que tratem da admissibilidade do Recurso Extraordinário.

3.7.5 Regimento Interno do STJ (arts. 255 a 257) e enunciados da súmula de sua
jurisprudência que tratem da admissibilidade do Recurso Especial.
3.7.6 Regimento Interno do Tribunal de
Justiça de Santa Catarina (arts. 158 a
243).

3.7.7 Ação Civil Pública – Lei n. 7.347/85.

3.7.8 Ação Popular – Lei n. 4.717/65.

3.7.9 Estatuto da Advocacia – Lei n. 8.906/94.

DIREITO PENAL
3.8.1 A Parte geral do Código Penal
3.8.1.1
Da aplicação da lei penal. Princípios.
A lei penal no tempo. A lei penal no
espaço. Eficácia da lei penal em relação a pessoas que exercem determinadas funções.
3.8.1.2
Imunidades diplomáticas. Chefes de Governo. Imunidades parlamentares.
Prerrogativas de função.
3.8.1.3
Fato típico. Requisitos, elementos e circ
unstâncias de crime. Ilícito penal e
ilícito civil. Elementos do fato típico.
3.8.1.4
Infrações penais: crime e contravenção.
3.8.1.5
Crime doloso: conceito e elementos do dolo.
3.8.1.6
Crime culposo: elementos e modalidade de culpa.
3.8.1.7
Antijuridicidade. Exclusão de antijuridicidade.
3.8.1.8
Culpabilidade: elementos. Exclusão
da culpabilidade e extinção da
punibilidade.
3.8.1.9
Concurso de pessoas: requisitos. Au
toria. Co-autoria. Participação.
3.8.1.10
Dos efeitos da condenação.
3.8.2 A Parte Especial do Código Penal

DIREITO PROCESSUAL PENAL


3.9.1 Princípios Constitucionais do Processo Penal.

3.9.1.1 Expressos:

3.9.1.1.1 Presunção de Inocência


3.9.1.1.2 Igualdade processual
3.9.1.1.3 Ampla defesa.
3.9.1.1.4 Plenitude da defesa.
3.9.1.1.5 Favor rei.
3.9.1.1.6 Contraditório.
3.9.1.1.7 Juiz Natural.
3.9.1.1.8 Publicidade.
3.9.1.1.9 Vedação de provas ilícitas.
3.9.1.1.10 Economia processual, celeridade e duração razoável do processo.
3.9.1.1.11 Devido Processo Legal.

3.9.1.2 Implícitos
3.9.1.2.1
3.9.2 O Código de Processo Penal - Do Processo em Geral.
3.9.2.1 Inquérito Policial.
3.9.2.2 Da Ação Penal: ação penal pública; incondicional; condicional: representação
e requisição; titular; denúncia. Ação Penal Privada: exclusiva; subsidiária; queixa;
perdão; perempção.
3.9.2.3 Da competência: conflito de competência. Competência por prerrogativa de
função. Suspeição. Incompatibilidades. Impedimentos.
3.9.2.4 Sujeitos processuais: Juiz penal. Partes. Ministério Público. Acusado. Defensor.
Assistentes e Auxiliares da Justiça.
3.9.2.5 Dos Atos processuais. Atos das partes. Atos dos Juízes. Atos dos Auxiliares da
Justiça.
3.9.2.6Comunicações processuais. Citação. Intimação. Notificação.
3.9.2.7 Prazos: contagem. Preclusão. Tempestividade.
3.9.2.8 “Habeas Corpus”.
3.9.2.9 Recursos em Geral.

3.9.3 Leis Federais n. 8.038/1990, 9.099/1995 e 11.417/2006.

3.9.4 Regimento Interno do STF (arts. 321 a 329) e enunciados da súmula de sua
Jurisprudência que tratem da admissibilidade do Recurso Extraordinário.

3.9.5 Regimento Interno do STJ (arts. 255 a 257) e enunciados da súmula de sua
jurisprudência que tratem da admissibilidade do Recurso Especial.

3.9.6 Lei de Execuções Penais – Lei n. 7.210/84.