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01/02/2018 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.

CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1- Introdução

No exercício das funções, a Administração Pública se sujeita a controle por parte


dos Poderes Legislativo e Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre
os próprios atos.

O tema controle da Administração estuda os instrumentos jurídicos de


fiscalização sobre a atuação dos agentes, órgãos e entidades que componentes
da Administração Pública.

A finalidade do controle é a de assegurar que a Administração atue em


consonância com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico,
como os da legalidade, moralidade, finalidade pública, publicidade, motivação,
impessoalidade; e em determinadas situações, abrange também o
controle chamado de mérito e que diz respeito aos aspectos discricionários da
atuação administrativa.

A Constituição outorga ao particular determinados instrumentos de ação a serem


utilizados com essa finalidade. É esse, provavelmente, o mais eficaz meio de
controle da Administração: o controle popular.

A EC 19/98 inseriu o § 3º no artigo 37 prevendo lei que discipline as formas de


participação do usuário na administração pública direta e indireta. A lei ainda não
foi promulgada, mas poderia constituir-se em importante instrumento de controle
por parte do cidadão.

Atualmente, o Ministério Público tem desempenhado importante papel no controle,


em decorrência das funções que lhe foram atribuídas pelo art. 129 da CF..

O controle abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais e, em certa medida,


dos inconvenientes e inoportunos.

2. Objetivos

Segundo José dos Santos Carvalho Filho, em sua obra Manual de Direito
administrativo, página 894: os mecanismos de controle sobre a Administração
Pública têm como objetivos fundamentais garantir o respeito aos direitos
subjetivos dos usuários e assegurar a observância das diretrizes
constitucionais da Administração.

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3. Espécies

a) Quanto ao órgão que o exerce:

- controle administrativo – é o controle interno no âmbito da própria


Administração. Pode ser de ofício ou por provocação da parte interessada.

- controle legislativo – é aquele realizado pelo parlamento com auxílio do Tribunal


de Contas. Exemplo: comissões parlamentares de inquérito

- controle judicial – promovido por meio das ações constitucionais perante o


Poder Judiciário. O controle judicial pode ser a priori ou a posteriori , conforme
se realize antes ou depois do ato controlado,respectivamente. O controle judicial
sobre a atividade administrativa é sempre realizado mediante provocação da
parte interessada. Exemplo: mandado de segurança e ação civil pública.

b) Quanto ao momento de exercício:

- prévio, também chamado a priori, é aquele realizado antes do ato controlado.


Exemplo: mandando de segurança impetrado para impedir a prática de ato ilegal;

- concomitante – promovido concomitantemente à execução da atividade


controlada. Exemplo: fiscalização durante a execução de uma obra pública;

- posterior - conhecido também como controle a posteriori, é realizado após a


prática do ato controlado. Exemplo: ação popular proposta visando anular o ato
lesivo ao patrimônio.

c) Quanto à natureza

- controle de legalidade – analisa a compatibilidade da atuação administrativa com


o ordenamento jurídico. Esse controle pode ser exercido pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário. Exemplo: anulação do contrato
administrativo por violação da Lei nº 8666/93.

- controle de mérito – é exercido somente pela própria Administração quanto aos


juízos de conveniência e oportunidade de seus atos. Exemplo: revogação de ato
administrativo.

e) Controle quanto à iniciativa

- controle de ofício – é realizado sem necessidade de provocação da parte


interessada. Exemplo: instauração de processo disciplinar para apurar falta
funcional praticada por servidor público.

- controle provocado - aquele que depende da iniciativa da parte interessada.


Exemplo: ações constitucionais para controle judicial da Administração Pública.

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Controle Administrativo

É o poder de fiscalização e correção que a Administração Pública exerce sobre sua


própria atuação, sob os aspectos da legalidade e mérito, por iniciativa própria ou
mediante provocação.

Abrange os órgãos da Administração direta ou centralizada (controle interno e


decorre do poder de autotutela) e as pessoas jurídicas que integram a
Administração Indireta ou descentralizada (tutela).

Os meios de controle administrativo são a supervisão ministerial sobre


as entidades descentralizadas e o controle hierárquico típico dos órgãos da
Administração direta.

Recursos Administrativos – são todos os meios que podem utilizar os


administrados para provocar o reexame do ato pela Administração Pública.

· Podem ter efeito suspensivo ou devolutivo.

· Tem fundamento constitucional: art. 5º, incisos XXXIV e LV.

Modalidades: representação, reclamação administrativa, pedido de


reconsideração, revisão.

Controle Legislativo

Esse controle se limita às hipóteses previstas na CF, uma vez que implica
interferência de um Poder nas atribuições dos outros dois; alcança os órgãos do
Poder Executivo, as entidades da Administração Indireta e o próprio Poder
Judiciário, quando executa função administrativa.

Basicamente são dois tipos de controle: político e o financeiro.

Controle político – abrange os aspectos ora de legalidade, ora de mérito,


apresentando-se, por isso mesmo, como de natureza política, já que vai apreciar
as decisões administrativas sob o aspecto inclusive da discricionariedade, ou seja,
da oportunidade e conveniência diante do interesse público.

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Hipóteses de controle: arts. 49, I, II, III, IV, XII, XIV, XVI, XVII e 52 , III, IV, V e
XI

- Convocação do Ministro de Estado pela Câmara dos Deputados ou Senado, bem


como qualquer de suas comissões para prestar, pessoalmente informações sobre
assunto previamente determinado;

- apuração de irregularidades pelas Comissões Parlamentares de Inquérito – 58,


§3, etc

Controle financeiro - a CF disciplina nos artigos 70 a 75 a fiscalização contábil,


financeira e orçamentária.

Controle Judicial

O controle judicial, juntamente com o princípio da legalidade, um dos


fundamentos em que repousa o Estado de Direito. De nada adiantaria sujeitar-se
a Administração Pública a lei se seus atos não pudessem ser controlados por um
órgão dotado de garantias de imparcialidade que permitam apreciar e invalidar os
atos ilícitos por ela praticados.

O direito brasileiro adotou a jurisdição uma, pelo qual o Poder Judiciário tem o
monopólio da função jurisdicional, ou seja, do poder de apreciar com força de
coisa julgada a lesão ou ameaça de lesão a direitos individuais e coletivos. Afastou
portanto, o sistema de dualidade de jurisdição em que, paralelamente ao Poder
Judiciário, existem os órgãos do Contencioso Administrativo que exercem, como
aquele, função jurisdicional sobre lides de que a Administração Pública seja parte
interessada.

Ver artigo 5º, XXXV da CF

Limites: o Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração,d e qualquer


natureza, sejam gerais ou individuais, unilaterais ou bilaterais, vinculados ou
discricionários, mas sempre sobre o aspecto da legalidade e moralidade.

Meios de controle: com base no artigo 5º, XXXV – o administrado pode utilizar
dos vários tipos de ações previstos na legislação ordinária para impugnar os atos
da Administração.

São elas:

- Ação Popular – artigo 5º, LXXXIII da CF e Lei nº 4.717/65: proposta por


qualquer cidadão, visando anular o ato lesivo ao patrimônio público ou de

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entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio


ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada
má fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.

- Mandado de Injunção – art. 5º, LXXXI da CF: a ser impetrado sempre que
a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à
soberania e à cidadania. Julgado procedente, o mandado injunção ordenará a
expedição da lei regulamentadora ou de qualquer outro ato
administrativo indispensável para viabilizar o exercício dos direitos e garantias
constitucionais.

- Habeas data – art. 5º, LXXII, da CF: visando assegurar o conhecimento,


retificação ou contestação de informaçõesrelativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou
de caráter público.

- Ação Civil Pública - art. 1129, III, da CF e Lei nº 7.347/85: proposta


para proteção de direitos difusos ou coletivos,como meio ambiente, defesa
do consumidor, ordem urbanística, bens e direitos de valor artístico, infração à
ordem econômica e à ordem urbanística. São legitimados para a propositura de
ação civil pública: o Ministério Público; a Defensoria Pública; a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios; a autarquia, empresa pública, fundação ou
sociedade de economia mista; a associação que atenda aos requisitos
estabelecidos na Lei nº 7.347/85; o Conselho Federal da OAB (art. 54, XIV, da Lei
nº 8906/94).

- Habeas corpus - artigo 5º LXVIII, da CF: cabível sempre que alguém sofrer ou
se achar ameaçado de sofre violência ou coação em sua liberdade de locomoção,
por ilegalidade ou abuso de poder.

- Ação de Improbidade – artigo 37, § 4º, da CF e Lei nº 8.429/92- LIA- Lei de


Improbidade Administrativa: os agentes públicos ou não (artigo 2º e 3º da Lei de
Improbidade) que praticam condutas tipificadas nessa Lei estarão sujeitos à
aplicação das sanções de suspensão dos direitos políticos, devolução de bens,
multa civil, perda da função pública, indisponibilidade dos bens, proibição de
contratar com o Estado e ressarcimento integral do dano.

OBS.: As ações judiciais de controle sobre a Administração podem ser


utilizadas tanto no caso de lesão efetiva quanto na hipótese de ameaça a
direito ou interesse do particular.

Exercício 1:
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Dentro do controle administrativo, existem meios utilizados pelos


administrados para provocar o reexame do ato pela Administração
Pública. Esses meios são chamados de :

A)

Recursos judiciais

B)

Pedido de consideração

C)

Recursos administrativos

D)

Tutelas antecipadas

E)

n.d.a

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários

Exercício 2:

Quanto ao momento em que se efetua a modalidade de controle pode ser:

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A)

prévio, concomitante, posterior e legislativo

B)

administrativo, concomitante e posterior

C)

prévio, judicial e posterior

D)

prévio, concomitante e posterior

E)

n.d.a

Comentários:

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Exercício 3:

Um dos instrumentos existentes para o exercício do controle judicial da


atividade administrativa é a ação popular, sendo correto afirmar que:

A)

determina a integração obrigatória, no polo passivo da lide, da pessoa jurídica de


direito público da qual emanou o ato impugnado

B)

determina a integração obrigatória, no polo ativo da lide, da pessoa de direito


público da qual emanou o ato impugnado.

C)

pressupõe a comprovação da lesão ao patrimônio público, não sendo suficiente a


lesão à moralidade administrativa.

D)

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somente pode ser intentada por cidadão no gozo dos direitos políticos.

E)

pode ser intentada por qualquer cidadão brasileiro, nato ou naturalizado, e pelo
Ministério Público

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Exercício 4:

Com relação ao controle da Administração Pública, assinale a opção


correta

A)

O poder Legislativo exerce controle político e financeiro sobre os atos do Poder


Executivo, mas, com relação ao Poder Judiciário, o controle que exerce cinge-se a
aspectos de natureza financeira orçamentária.

B)

o controle administrativo é exercido apenas no âmbito do Poder Executivo, por


iniciativa da própria Administração, para o fim de confirmar, rever ou alterar
condutas internas, haja vista aspectos de legalidade ou de conveniência.

C)

não se admite, sob qualquer pretexto, que o Poder Judiciário exerça controle
sobre atos exclusivamente políticos ou os atos de governo

D)

o controle dos órgõas da administração direta sobre as entidades da


adminsitração indireta consiste em um controle externo que só pode ser exercido
nos limites estabelecidos em lei, sob pena de ofensa à autonomia assegurada por
lei a essas entidades.

E)

como entes federativos que não guardam relação de subordinação com a União,
os estados, o DF e os municiípios dispõem de autonomia para estabelecer suas
próprias normas sobre fiscalização contábil, financeira e orçamentária e sobre a
organização e funcionamento de suas cortes de contas.

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Exercício 5:

As agências reguladoras, na qualidade autarquias,

A)

estão sujeitas à tutela ou controle administrativo exercido pelo ministério a que se


acham vinculadas, nos limites estabelecidos em lei

B)

podem ter suas decisões alteradas ou revistas por autoridades da administração a


que se subordinem

C)

não dispõem de função normativa

D)

podem ser criadas por decreto

E)

N.D.A

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Exercício 6:

No que concerne ao Tribunal de Contas da União (TCU), assinale a opção


correta.

A)

o TCU é órgão integrante da estrutura administrativa do Poder Legislativo, com


competência, entre outras, para aprovar as contas do Presidente da República

B)

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o TCU não detém competência para fiscalizar a aplicação de recursos públicos


fetia pelas empresas estatais exploradoras de atividade econômica

C)

As decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de


título executivo

D)

o Poder Judiciário não pode anular as decisões do TCU, sob pena de violação do
princípio da separação dos poderes

E)

N.D.A

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