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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

CURSO DE PSICOLOGIA

PROJETO DE PESQUISA PRODUÇÃO AVANÇADA

O PAPEL DO PROFISSIONAL DE PSICOLOGIA NO TRATAMENTO DE


PESSOAS COM DEPENDÊNCIA EM INTERNET

INGRID SANTOS DE JESUS


Rio de Janeiro
Outubro/2017

PROJETO DE PESQUISA PRODUÇÃO AVANÇADA

PESSOAS COM DEPENDÊNCIA EM INTERNET E AS TERAPIAS PARA


TRATAMENTO
Rio de Janeiro
Outubro/2017
1 – TEMA:
Pessoas com dependência em Internet e as Terapias para Tratamento.

2 – PROBLEMA:
Qual é o papel do profissional de psicologia no tratamento de pessoas com dependência
em internet?a abordagem ou abordagens possíveis no tratamento de pessoas com
dependência em Internet?

3 – OBJETIVO GERAL:
Realizar um estudo sobre as função abordagens possíveis de serem utilizadas pelo do
profissional de psicologia no tratamento de pessoas com dependência em internet.

4 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Através de uma revisão sistemática da literatura, o presente trabalho apresenta
definições da dependência da internet, explorando:
4.1 - As características padrões dos usuários;
4.2 - As motivações para o uso;
4.3 - As consequências negativas do uso excessivo e
4.4 - As formas de tratamento.

- Definir dependência.
- Pesquisar sobre pessoas com dependência em internet.
- Pesquisar sobre técnicas usadas pelo profissional de psicologia no tratamento de pessoas
com dependência em internet.
5 – JUSTIFICATIVA

Com a inclusão das novas tecnologias contemporâneas, a Internet e os jogos


eletrônicos tornaram-se ferramentas de uso amplo e irrestrito, transformando-se em um
dos maiores fenômenos mundiais da última década. Diversas pesquisas atestam os
benefícios desses recursos, mas seu uso sadio e adaptativo progressivamente deu lugar ao
abuso e à falta de controle ao criar severos impactos na vida cotidiana de milhões de
usuários. O objetivo deste estudo foi revisar de forma sistemática os artigos que
examinam a dependência de Internet e jogos eletrônicos na população geral. Almejamos,
portanto, avaliar a evolução destes conceitos no decorrer da última década, assim como
contribuir para a melhor compreensão do quadro e suas comorbidades.
Não há dúvidas que os vícios geram angústias, independentemente do tipo de
vício. A dependência em internet é um mau contemporâneo e aqui no Brasil, a
possibilidade de sua manifestação é muito maior, visto que, em nenhum outro país as
redes sociais on-line têm maior alcance quanto aqui no Brasil. A dependência em internet
é o resultado da busca para evitar a solidão emocional.
Quando uma pessoa sente excessivo prazer em estar conectado à internet,
tornando-se um efeito extremamente sedutor e viciante, ou seja, quando torna-se
dependente, o sistema de recompensa do seu cérebro é atingido, estimulando a repetição
do ato para produzir mais prazer. As causas que levam a essa dependência são variadas e
nunca parecem isoladas.
Neste momento, o profissional de psicologia tem papel importante no tratamento e
recuperação do sujeito, tentando entender os caminhos que o levaram à dependência.
Por meio de psicoterapia e de testes psicológicos, este profissional poderá identificar a
função dos sintomas e o que eles querem dizer, podendo agir e direcionar seu trabalho
objetivamente para cada pessoa, visto que cada indivíduo é único e possui razões e
características diferentes que o levam à essa dependência, causando prejuízos a sua
qualidade de vida.

6 – REFERENCIAL TÉORICO

A modernidade nos trouxe muitos avanços e facilidades. Uma delas e talvez


a principal que praticamente define a nossa era é o computador. Mas, como toda
ferramenta, o computador pode ser usado construtivamente ou destrutivamente. E aqui,
não nos referimos aos hackers ou pessoas que usam do computador para fins ilícitos, mas
sim de pessoas que tornam se dependentes da Internet.
Embora o álcool e outras substâncias estupefacientes sejam considerados as
drogas extremas por excelência, outras vão tomando lugar no ranking das adições, sem
que sejam, contudo, alvo de grandes preocupações, uma vez que se consideram fruto
“normal” da sociedade moderna, da evolução tecnológica e dos modelos culturais.
A dependência de internet foi pesquisada pela primeira vez em 1996, em um
estudo que examinou mais de 600 casos de usuários que apresentavam sinais clínicos de dependência,
identificados por uma versão adaptada dos critérios do DSM-IV para o jogo de azar
patológico (Young, 1996). Partindo dos primeiros esforços para o desenvolvimento de
critérios diagnósticos para a dependência de internet ou uso problemático da internet, foram introduzidas
três abordagens conceituais. Primeiro, a dependência de internet foi mais amplamente descrita como
um vício comportamental geral (Griffiths, 1999). Segundo, o modelo cognitivo e
comportamental chamou a atenção para o impacto dos pensamentos de um indivíduo em
desenvolvimento de comportamentos desadaptativos, descrevendo a dependência de internet
como “generalizada”, quando há um uso excessivo multidimensional da internet, e
“específica”, quando a dependência se desenvolve por uma função específica da internet (Davis,
2001).Terceiro, um modelo que propõe que a dependência de internet seja classificada como um
transtorno do controle dos impulsos (Shapira, Lessing, Goldsmith, et al., 2003)
A internet é hoje um dos meios de comunicação, de relacionamento, de
pesquisa, enfim de acesso a informações e dados, mais utilizados no mundo e desde a
década de 90 vem modificando o dia-a-dia dos lares e ambientes de trabalho.
A maioria das pessoas utiliza a internet de maneira regular, com a finalidade
de obter informações e repassá-las, utilizam para o trabalho ou para o lazer, porém, à
medida que essa tecnologia foi se expandindo muitos usuários experimentam
consequências negativas por fazerem um uso excessivo, quando não, mau uso dela.
A dependência da internet é uma dependência não química que se manifesta
como uma grande dificuldade do indivíduo em controlar o uso da rede, o seu
envolvimento crescente a assuntos que se liguem a ela que acaba conduzindo a
sentimentos desconfortáveis e prejuízos nas atividades diárias.
A dependência da Internet não depende nem de idades, nem de contextos
sociais, educativos ou económicos. A crença de um protótipo de dependente da Internet
ser de sexo masculino, utilizador costumeiro do computador, jovem e introvertido, já há
muito caiu por terra. A facilidade de acesso à Internet mudou substancialmente este
panorama, havendo cada vez mais mulheres, crianças e adolescentes, a utilizar a rede.
Os sintomas do vício da internet são:
 Preocupação excessiva com ela.
 Necessidade de aumentar o tempo conectado para obter satisfação.
 Dificuldade em diminuir o tempo de uso.
 Irritabilidade e/ ou depressão.
 Instabilidade emocional se fica restrito ao uso.
 Permanecer conectado por mais tempo que o programado.
 O trabalho e as relações ficam em risco pelo uso excessivo.
 Mentir aos outros sobre a quantidade de tempo que ficou conectado.
Não há dúvidas que os vícios geram angústias, independentemente do tipo de
vício. A dependência em internet é um mau contemporâneo e aqui no Brasil, a
possibilidade de sua manifestação é muito maior, visto que, em nenhum outro país as
redes sociais on-line têm maior alcance quanto aqui no Brasil. A dependência em internet
é o resultado da busca para evitar a solidão emocional.
Quando uma pessoa sente excessivo prazer em estar conectado à internet,
tornando-se um efeito extremamente sedutor e viciante, ou seja, quando torna-se
dependente, o sistema de recompensa do seu cérebro é atingido, estimulando a repetição
do ato para produzir mais prazer. As causas que levam a essa dependência são variadas e
nunca parecem isoladas.
Neste momento, o profissional de psicologia tem papel importante no
tratamento e recuperação do sujeito, tentando entender os caminhos que o levaram à
dependência.
Por meio de psicoterapia e de testes psicológicos, este profissional poderá
identificar a função dos sintomas e o que eles querem dizer, podendo agir e direcionar
seu trabalho objetivamente para cada pessoa, visto que cada indivíduo é único e possui
razões e características diferentes que o levam à essa dependência, causando prejuízos a
sua qualidade de vida.
O objetivo do presente estudo é investigar a respeito das consequências do
uso compulsivo da internet, quais as possíveis causas desse comportamento e os prejuízos
na vida do indivíduo. Para realização do estudo, foram selecionados artigos e livros
referentes ao tema, considerando as publicações de 2005 a 2015, a partir dos descritores
internet, dependência de internet, compulsão por internet.
A literatura destaca que a internet surgiu como uma nova forma de
comunicação entre as pessoas, a qual permite o acesso a um banco de dados infinito e que
contém inúmeras informações que são úteis a qualquer usuário deste sistema. Em alguns
casos, se tornou tão viciante que pode ser comparada à dependência de uma substância
química, pois podem ocorrer danos ao comportamento do indivíduo, os quais podem
afetá-lo fisicamente, psicologicamente e socialmente em várias esferas da vida.
Neste contexto, o prejuízo não incide apenas no usuário dependente, mas
também nas pessoas que fazem parte de sua vida, podendo ser um fator desencadeador de
graves problemas de relacionamento. Conclui-se que o uso consciente e adequado da
internet pode trazer muito benefícios, enquanto o uso excessivo pode desenvolver um
quadro psicopatológico. (Eduardo Bergman e Marcia Fortes Wagner).
Ainda não se chegou a um consenso sobre a terminologia apropriada para a
condição, ou comportamento do uso excessivo da internet. O termo que parece ter maior
domínio na literatura e nos jargões profissionais é “dependência de internet” (Starcevic,
2010).
O diagnóstico do vício é difícil de ser detectado visto que o uso legítimo,
pessoal ou para trabalho, por vezes encobre o comportamento dependente. O método
melhor utilizado para identificar o uso compulsivo de internet é compará-lo com os
critérios para outras dependências estabelecidas, tais como os transtornos do controle dos
impulsos no Eixo I do DSM-IV (Young, 2011).
Com base nesta ideia, foram desenvolvidos oito critérios para diagnosticar a
dependência de internet, os quais incluem: a preocupação excessiva com a internet; a
necessidade de aumentar o tempo conectado (online) para ter a mesma satisfação; o exibir
esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet; a presença de irritabilidade e/ou
depressão; quando o uso de internet é restringido apresentalabilidade emocional (internet como forma de
regulação emocional); permanecer mais conectado (online) do que o programado; 7) trabalho e relações
sociais em risco pelo uso excessivo e 8) mentir aos outros a respeito da quantidade de horas
online (Young, 1996)
Antes de discutirmos mais profundamente a dependência de internet, convém
examinarmos alguns construtos gerais de dependência. O termo adicção já não costuma
ser usado na nomenclatura psiquiátrica, psicológica ou das adicções. Em vez dele, os
termos mais aceitos agora são abuso e dependência, com o último assinalando aspectos
de tolerância e abstinência, juntamente com outros marcadores de habituação fisiológica.
Para satisfazer os critérios de algo muito semelhante a uma dependência de substância,
precisa haver: 1. um comportamento que produz intoxicação/prazer (com a intenção de
alterar o humor e a consciência), 2. um padrão de uso excessivo, 3. um impacto negativo
ou prejudicial em uma esfera importante da vida e 4. a presença de aspectos de tolerância
e abstinência.
Há outros marcadores, mas estes são os mais significativos, comparáveis ao
jogo compulsivo ou a outros transtornos do controle dos impulsos (Young, 1998b).
Independentemente do nome dado ao problema, parece haver algumas características
centrais que representam essa síndrome clínica. O ponto principal do padrão dependente
ou compulsivo envolveria não apenas a presença de tolerância (exigindo mais tempo de
conexão, graus maiores ou variados de conteúdo estimulante, ou uso mais frequente),
como também a presença de alguma forma de padrão de abstinência. Esse padrão de
abstinência envolve um estado de maior excitação e desconforto psicológico e fisiológico
quando separado de internet. Esses comportamentos foram constatados tanto por
observação objetiva quanto pelo relato subjetivo de muitos pacientes.
Outro critério importante envolve usar a internet para propósitos psicoativos
ou intoxicantes, de modo a alterar o humor ou a consciência. Com relação à internet, há
dois componentes intoxicantes. O primeiro é a elevação da dopamina ou actual hit, e o
segundo é a intoxicação, na forma do desequilíbrio ou evitação no restante da vida da
pessoa. Isso se manifestaria como um impacto em uma ou mais esferas importantes da
vida (relacionamentos, trabalho, desempenho acadêmico, saúde, finanças ou situação
legal). Se o uso de internet não está influenciando nenhuma área importante da vida,
provavelmente não constitui um problema que mereceria ser chamado de dependência.
Muitas pessoas não abusam dessas tecnologias a ponto de sofrer
consequências sérias, mas passam a experienciar um desequilíbrio de vida.
É importante que isso seja salientado: mesmo que a dependência de internet
não seja diretamente uma dependência capaz de causar lesão estrutural, a maioria dos
efeitos prejudiciais se deve aos desequilíbrios criados pelo tempo excessivo gasto com a
tecnologia.
Existem dois tipos de dependência de internet: específica e generalizada.
A específica envolve o uso excessivo de conteúdos específicos da internet
(por exemplo, jogos de azar, negociações de ações, pornografia).
A generalizada é caracterizada pelo uso multidimensional e excessivo da
internet, resultando em consequências negativas na vida pessoal e profissional. Os
sintomas da dependência da internet generalizada incluem cognições disfuncionais. Na
dependência generalizada os usuários são atraídos por uma sensação de bem-estar online, demonstrando
uma preferência pelo contato virtual, do que pela relação face a face (Davis, 2001, citado
por Young, Dong Yue & Li Ying, 2010).
O uso de redes sociais vem aumentado muito na última década, especialmente
no que diz respeito ao MySpace e ao Facebook, dando espaço a uma nova dimensão social na internet.
É inegável que a internet uniu pessoas, grupos e comunidades com interesses em comum.
Porém, ao mesmo tempo, tornou-se possível visualizar o excesso de seu uso, reconhecido
como um transtorno psicológico, principalmente no que diz respeito a sites de redes
sociais (Pamoukaghlian, 2011).
O problema do uso excessivo de internet é relativamente novo, mas vem
ganhando atenção pelas implicações que provoca sobre crianças, indivíduos e famílias. A Associação
Psicológica Americana cogita a inclusão da dependência de internet no apêndice do
DSM-V, o que aumentará a legitimidade clínica do transtorno, além de favorecer
o entendimento científico da natureza dessa dependência (Young & Abreu, 2011). A
dependência de internet possui méritos para ser inclusa no DSM-V, como um transtorno
do espectro impulsivo-compulsivo, envolvendo o uso excessivo da internet para jogos,
preocupações sexuais, além de mensagens de e-mail e texto. Este transtorno inclui quatro
componentes: 1) uso excessivo – associado à perda da noção do tempo e negligência de
impulsos básicos, 2) abstinência – incluindo sentimentos de raiva, tensão e/ou depressão,
quando o computador está inacessível, 3) tolerância – incluindo a necessidade de
equipamentos melhores, mais softwares ou mais horas de uso, 4) repercussões
negativas – incluindo brigas, mentiras, baixo desempenho, isolamento social e fadiga
(Block, 2008)

7 – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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