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PASSO A PASSO DA

AUDIÊNCIA TRABALHISTA DE
ACORDO COM A REFORMA
COMO AUMENTAR EM 5 VEZES
O RENDIMENTO DOS SEUS
PROCESSOS TRABALHISTAS EM
POUCOS MESES
A IMPORTÂNCIA DA AUDIÊNCIA TRABALHISTA

O processo do trabalho rege-se por diversos princípios dentre os quais eu destaco o


da simplicidade e da oralidade.

Com base nesses princípios é que as audiências são conduzidas e muitas vezes
acabam parecendo uma reunião (a depender do juiz) em que as partes tentam chegar
num acordo ou produzem a prova que bem entende para convencer o magistrado a
julgar procedente ou improcedente o pedido.

O ponto crucial do processo é a audiência. Você pode fazer uma inicial excelente,
com dezenas de páginas, ou uma defesa bem elaborada, fundamentada, porém o que
importa para o juiz são os fatos e as provas e o momento para demonstrar isso para o
magistrado é a audiência.

Você deve estar se perguntando: “O que tem a ver a audiência com a possibilidade de
eu aumentar em 5 vezes o rendimento dos meus processos? E o que tudo isso tem a
ver com a reforma trabalhista?
Hoje eu vou te apresentar técnicas, dicas, sacadas, que vão te ajudar numa
atuação prática nas audiências que poderão influenciar no convencimento do
juiz e principalmente, produzir as provas de forma eficiente a ponto de garantir
o êxito da reclamação.

Em outras palavras, aumentar o percentual de ganho dos seus processos. Se


antes você ganhava 20 a 30% do que se pedia na reclamação, com essas dicas
e técnicas, você pode aumentar para 50%, 60% até 80% o deferimento dos
pedidos.

Mas eu já te adianto que você precisa sair da zona de conforto. Precisa se preparar
psicologicamente e tecnicamente para não passar vergonha nas audiências. São
técnicas que exige muito equilíbrio emocional do advogado e bastante conhecimento
prático nem tanto o teórico.

Eu posso te dizer que toda certeza que após aplicar algumas dessas dicas que eu
vou dar aqui, você ficará mais confiante, conseguirá produzir as provas que precisa
na audiência e consequentemente, vai aumentar o faturamento das suas ações.
Mas antes, eu quero me apresentar.

Meu nome é Tiago Pereira

Advogado especialista, pós graduado em Direito e Processo


do trabalho pela Faculdade Damásio de Jesus

Professor e palestrante.

Fundador do portal Advocacia na Prática

Criador do Curso Prática Trabalhista de acordo


com a Reforma e do e-Book “O Guia Definitivo
das Audiências Trabalhista de acordo com a
Reforma”.

Atualmente eu atuo no contencioso trabalhista para empresas de pequeno, médio e


de porte internacional prestando consultoria empresarial trabalhista e também atuo
para os reclamantes com mais de 400 processos e diversas audiências em primeira e
segunda instância (sustentações orais no âmbito dos Tribunais).
Antes de começarmos essa aula eu preciso te dar alguns avisos:

1 - Essa aula é puramente prática. Não vamos falar de teoria, sem enrolação, sem
blá, blá, blá e vamos direto ao ponto. O que você realmente precisa saber para atuar
nas suas audiências de forma eficiente e principalmente com as modificações da
reforma.
2 - Não haverá reprise e diferente das outras aulas que eu ministro, não ficará
disponível no meu canal do youtube, pois hoje eu estou usando outra plataforma para
ministrar essa aula.
3 - Eu peguei toda minha experiência em mais de 500 audiências entre Inicial, Una,
Instrução e Julgamento e Conciliação e formatei um curso completo cuja aula
inaugural será transmitida aqui para você gratuitamente.
4 - As dúvidas poderão ser tiradas ao final da aula. Farei questão de responde-los.
5 - O e-Book prometido, será disponibilizado no final da aula também e quero te
presentear com essa ferramenta, pois poderá ser usada antes e durante as suas
audiências como se fosse um “road map” da audiência trabalhista. Passo a passo.
Item por item.
PARA QUEM É ESTA AULA?

- Para você advogado trabalhista que deseja se atualizar com a reforma.


- Para você que é advogado trabalhista e ainda encontra dificuldades nas audiências.
- Para você advogado que quer descobrir uma área do direito para atuar e que lhe dê
resultados a curto prazo.
- Para você advogado que não tem noção alguma sobre o processo do trabalho e as
audiências.
- Para você advogado que quer se preparar melhor e aumentar a lucratividade dos
seus processos.
PARA QUEM NÃO É ESTA AULA?

- Como eu falei, essa aula, esse conteúdo, vai forçar você advogado a sair da zona de
conforto, então se você não está disposto a fazer alguns sacrifícios, essa aula não é
para você.

- Para o advogado que não gosta da área trabalhista e não tem interesse em atuar.

- Para o advogado que acha que sabe tudo e o suficiente para advogar e não precisa
mais se atualizar.

- Para quem não é advogado ou estudante de direito.


O QUE VOCÊ VAI APRENDER COM ESSA AULA?

- Entender que a audiência é o ato mais importante da reclamação trabalhista.

- Aprender como se manifestar oralmente no momento oportuno dentro da audiência e


principalmente saber usar da palavra pela ordem.

- Como preparar a parte e as testemunhas

- Técnicas de acordo

- Alterações da reforma trabalhista

- Preparar o cliente e as testemunhas para a produção da prova oral

- Técnicas de formulação de perguntas


O QUE A REFORMA ALTEROU NAS AUDIÊNCIAS?

As alterações foram poucas, porém significativas que irá facilitar quem advoga para
reclamada principalmente.

Para o reclamante podemos dizer que a alteração mais importante é a previsão legal
da inversão do ônus da prova, que antes era utilizado fundamento no CDC.

Durante a aula você irá acompanhar em um passo a passo, na ordem que a audiência
acontece, ponto a ponto do que a reforma alterou no texto da CLT.
Antes de começarmos a nossa aula, quero te contar uma história.

Eu comecei a faculdade um pouco tarde, com 21 anos. Tentei ser jogador de futebol profissional
até os 20 e desisti por falta de apoio.

Escolhi o direito por conta de uma amiga que já estava na faculdade e me incentivava todos os
dias até que eu resolvi fazer o vestibular para pagar a faculdade de 800,00 ganhando 700,00 de
salário.

Os primeiros meses foram complicados, fiquei devendo 2 meses de cara. Então eu fui atrás de
uma bolsa que na época chamava Escola da Família em que eu tinha que trabalhar nas escolas
públicas sábado e domingo das 09:00hs às 17:00hs e assim o Estado pagava minha
mensalidade.

Não tinha outro jeito. O resultado da bolsa não saia e no dia que eu fui pedir para trancar minha
matrícula me ligaram avisando que haviam liberado a minha inscrição.

Tinha trabalhar de segunda à segunda para manter a faculdade e minha família, eu já tinha
casado no segundo ano da faculdade.
No último ano da faculdade, desempregado, eu comecei a estudar para o Exame da
Ordem e pela necessidade de me manter e ter uma profissão eu passei antes de terminar
o curso.

Porém veio outro desafio que eu precisava enfrentar e que todos nós aqui já enfrentamos
que é o difícil início de carreira. Sem clientes, sem processos e principalmente sem
dinheiro. Desesperador.

Você lembra de quando começou? Você lembra das dificuldades? Ou você está passando
por esse momento agora? Só quem passa ou passou sabe do que eu estou falando.

Enfim. Eu comecei trabalhando do zero. Sem nada de clientes e sem nenhuma noção de
como atraí-los. Então eu decidi que o conhecimento prático seria o meu alvo logo de início,
pois assim que eu pegasse meus primeiros processos eu não teria dificuldade de atuar.

Por medo e insegurança eu não e preparei e comecei a tomar as primeiras “pauladas da


advocacia”.
Eu comecei a distribuir minhas primeiras ações trabalhistas. Eu adotei um método de
trabalho no escritório que me trouxe 35 ações em 5 meses de atuação. Só trabalhista.
Mas isso pode ser tema de uma outra aula para ensinar como eu consegui 7 processos
por mês em média.

Assim as primeiras audiências foram sendo marcadas e eu me lembro da primeira


como se fosse hoje. Eu nunca esqueço dos erros que eu cometi e o que isso acarretou
para o meu cliente.

Vou te contar como foi…

Viram que um deslize, a falta de prática, a falta de experiência pode por tudo a perder
numa audiência? Eu tinha feito uma peça objetiva e clara, o juiz entendeu os pontos
controvertidos na primeira leitura, porém a audiência foi um desastre e por fim a
improcedência dos pedidos.
Depois foi uma audiência atrás da outra, fazendo acordos ruins por falta de prática e jogo de cintura, deixando a
oportunidade da contradita passar, não fazia constar em ata as perguntas indeferidas, enfim, era um desespero
total a cada audiência que eu participava e os clientes? Nunca mais voltavam, porque percebiam a minha falta de
experiência.

Eu procurei nos livros como funcionava o ato. Porém achei poucos que ensinam efetivamente a prática. Era muita
teoria e como eu já tinha meus processos em curso, eu precisava mesmo da prática.

Foi então que eu comecei a assistir audiências nas comarcas em que eu atuava. Procurei primeiro conhecer o que
os advogados cometiam de erro e depois os acertos (que eram poucos) e por fim comecei a observar o juiz e
como ele conduzia a audiência.

Fez toda a diferença para mim. Eu pesquisei e comecei a simular minhas audiências comigo mesmo. Prever o que
poderia acontecer, qual o momento de falar, como falar e principalmente, obter conhecimento técnico para rebater
o juiz no momento oportuno, como por exemplo, na hora da contradita.

Uma vez, depois de ter feito diversas audiências, eu precisei contraditar uma testemunha por “troca de favores”.
Se você ver no Rol de Suspeição das testemunhas no NCPC você não vai ver esse motivo. Pois é, eu falei qual o
fundamento da contradita e o juiz me perguntou: Onde está isso no CPC doutor? Eu respondi para ele que era
entendimento jurisprudencial do TST, que quando o reclamante é testemunha da sua testemunha no processo dela
e ela no processo dele, configura troca de favores. A contradita foi deferida, pois a própria testemunha confirmou.
A partir do momento que eu percebi que a prática era mais importante eu comecei a
mudar o jeito de atuar nas audiências. As contraditas começaram a ser deferidas, os
protestos constando nas atas para eventual RO, as perguntas feitas de forma objetiva
e precisa, os fatos sendo provados e consequentemente: aumentaram o número de
pedidos deferidos nos processos.

Daí que eu vou te mostrar como você pode aumentar em até 5 vezes a lucratividade
de cada processo, tomando decisões certas durante a audiência.

Vamos para aula.


ATOS PREPARATÓRIOS

A audiência começa com o apregoamento das partes, mas o que será discutido ali depende muito do que você coloca
na petição inicial ou defesa e isso também depende da entrevista com o cliente.

Dicas para entrevista:

- Seja detalhista nos fatos e pergunte tudo para o seu cliente.


- Tenha um bom relatório de entrevista para não esquecer informações importantes como admissão, demissão,
condições de trabalho, verbas, jornada, atos discriminatórios do empregador, enfim.
- Faça o cliente assinar uma declaração de que as informações passadas são verídicas.
- Revise a petição e os fatos para lembrar do que provar na audiência.
- Faça um relatório da audiência, do que poderá ocorrer, separe de quem é o ônus da prova e quais provas você conta
para a audiência.
- Converse com as testemunhas uma hora antes e separe as perguntas que você irá fazer a elas.

Como o meu faturamento no processo vai aumentar com essas dicas?


- Se você é detalhista e específico nos fatos narrados na petição inicial ou defesa, você traz credibilidade para o
depoimento pessoal e o depoimento das testemunhas. Tem a oportunidade de fazer mais perguntas. Exemplo: acúmulo
de função.
- Sabendo de quem é o ônus da prova e quais provas você pode contar, fica mais fácil levar em consideração quais
pedidos para fins de acordo.
APREGOAMENTO DAS PARTES E SALA DE AUDIÊNCIA

O juiz manda apregoar as partes tornando pública a audiência.

As partes devem entrar na sala no primeiro apregoamento. Caso não compareçam o juiz faz o segundo
apregoamento e depois encerra arquivando caso o reclamante não compareça e aplicando a revelia a
reclamada que também não comparece.

Arquivamento: Com a reforma, o reclamante que der causa ao arquivamento da ação, será condenado no
pagamento de custas mesmo que beneficiário da Justiça Gratuita. E para intentar com nova ação somente
se pagar as custas. §3º do art. 844 da CLT.

Revelia: alteração importante com a reforma, caso a reclamada não compareça, o juiz irá aceitar a defesa e
documentos apresentados no PJE para considerar na hora do julgamento. Ou seja, caso o fato se prove
com documentos e estes conste nos autos mesmo que a reclamada não compareça a confissão não será
absoluta, cabendo o reclamante em réplica impugnar o documento e apresentar a contraprova.

Onde sentam as partes: Ao adentrar na sala de audiência, o reclamante senta na frente da mão esquerda
do juiz e o reclamado na frente da mão direita.
PRIMEIRA TENTATIVA DE ACORDO

Antes mesmo das partes se acomodarem, o juiz pergunta se há possibilidade de acordo.

Nessa fase o advogado tem que ter muito jogo de cintura e saber negociar. Eu vou dar algumas
dicas e técnicas para se fazer um acordo rentável para o cliente e para o advogado. Assim você
começa a aumentar os rendimentos dos processos ainda na fase de acordo.
Técnica de negociação de acordo: utilize 3 critérios. Analise os pedidos e suas chances de êxito, o ônus da prova e
a qualidade da prova.
- Horas Extras – R$ 5.000,00
- Multa do art. 477 da CLT – R$ 1.000,00
- Assédio moral – R$ 10.000,00
As horas extras, tem como prova os cartões de ponto se a empresa tem mais de 10 empregados. Se a empresa
apresentar os cartões e estiver em termos, a prova passa a ser do reclamante por meio da testemunha. A multa do
art. 477 da CLT se prova com o comprovante de pagamento, se a reclamada pagou fora do prazo, a multa é devida.
Assédio moral é ônus da prova do reclamante e se prova por meio de testemunhas. Avaliar as chances de êxito de
cada pedido com base nas provas.
Se der acordo – preste atenção na ATA, deixe a euforia de lado e veja se a ata contém: a) prazo para pagamento; b)
multa de 50% em caso de atraso; c) composição das verbas de natureza indenizatória; d) se consta o termo para
servir como alvará para saque do FGTS e Seguro desemprego
ENTREGA DA DEFESA E RÉPLICA

Não deu acordo, apresentar defesa – a defesa pode ser apresentada até a abertura da audiência
pelo PJE s e for eletrônico. Se for físico, 20 minutos após a tentativa de acordo. Não se aplica o prazo
do art. 335 do NCPC, nem a sistemática de audiência de conciliação, IN 39 TST. Com a reforma, a
defesa poderá ser apresentada por escrito antes da audiência no PJE, §único do art. 847 da CLT.

Aplica-se a reconvenção no bojo da contestação quando a matéria for conexa com a ação principal.
Art. 343, NCPC e IN 39 do TST.
Desistência da ação: O reclamante só poderá desistir da ação sem consentimento da reclamada até a
entrega da defesa no PJE ou em audiência. Com a reforma, uma vez que a defesa é juntada no PJE, o
reclamante não pode desistir sem consentimento da reclamada evitando que o reclamante leia a
defesa, desista da ação e depois ingresse com outra reclamação. Art. 841, §3º da CLT.
Réplica – Não tem previsão na CLT. Aplica-se o disposto no art. 350 do NCPC para se manifestar.
Serve para impugnar os documentos e fatos trazidos na defesa e assim evita tornar incontroversa a
matéria e poderá ser feita a prova. Ex: primeira audiência. Ficar esperto que tem juízes que não
permitem a réplica, protestar se for negado.

Como faz? Se a defesa for juntada antes da audiência sem sigilo, faça antes e junte a petição nos
autos. Se houver sigilo, terá que ver na audiência. Não da tempo de ler toda a defesa, então, em 10
minutos, veja os documentos inerentes aos pedidos e faça a impugnação específica. Por exemplo:
havendo pedido de intervalo intrajornada ou horas extras, verificar diretamente os cartões se estão em
termos, e impugnar nesse sentido: “Tendo em vista que os cartões apresentados não correspondem a
realidade fática vivida pelo obreiro, ficam desde já impugnados, de maneira que a prova testemunhal
será hábil a comprovar a jornada suplementar”.
Ônus da Prova

Na praxe forense, utilizávamos o NCPC para complementar omissões ou deficiências dos


dispositivos celetistas. Não diferente com o ônus probatório previsto no art. 818 da CLT
de forma muito simples, como “a prova das alegações incumbe a quem as fizer”.

Novo art. 818 da CLT:

“Art. 818. O ônus da prova incumbe:


I - ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II - ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito
do reclamante.
§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos deste artigo ou à
maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juízo atribuir o ônus da prova de
modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a
oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2o A decisão referida no § 1o deste artigo deverá ser proferida antes da abertura da
instrução e, a requerimento da parte, implicará o adiamento da audiência e possibilitará provar os
fatos por qualquer meio em direito admitido.
§ 3o A decisão referida no § 1o deste artigo não pode gerar situação em que a
desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.” (NR)
PRODUÇÃO DA PROVA ORAL

Depoimento das partes: O juiz pode inquerir as partes e o advogado pode pedir o
depoimento pessoal das partes. Parágrafo 1º do art. 385, NCPC. Se o juiz deferir o
depoimento do reclamante, a reclamada sai da sala. Se não estiver acompanhada de
advogado, permanece na sala.

Serve para extrair a confissão das partes.

Nesse ponto, você aumenta as chances de êxito se sabe que a parte contrária está
nitidamente mentindo no processo. Basta pedir ao juízo para ouvir a parte contrária e
fazer ela cair em contradição. A mentira é exceção sendo a regra a verdade. O corpo
humano denuncia quando a pessoa está falando mentira, pois ela não está
acostumada.

Tome cuidado para não fazer perguntas diretas e fazer a parte contrária convencer o
juiz.
Preposto

A exigência do preposto ser empregado não existirá mais. A súmula 377 do TST será
cancelada.

“Art. 843. ..............................................................


......................................................................................
§ 3o O preposto a que se refere o § 1o deste artigo não
precisa ser empregado da parte reclamada.” (NR)
Oitiva de testemunhas: Não se aplica o disposto no art. 455 do NCPC
(comprovação de intimação) vez que a CLT não é omissa. O art. 825 trata que as
testemunhas deverão comparecer independente de intimação. O parágrafo único
aplica-se somente as audiências Iniciais. Na UNA cabe o advogado comprovar
que convidou a testemunha para comparecer e não comparecendo, o juiz vai
redesignar a audiência. Parágrafo 2º e 3º do art. 852-H da CLT. No máximo até 2.

Ordem de oitiva: O juiz inqurirá as testemunhas separadamente e


sucessivamente sendo primeiro do reclamante e depois do réu. Se o ônus da
prova for do réu, o juiz pode inverter a ordem da prova a pedido do reclamante,
assim fica melhor para formular as perguntas as próprias testemunhas.
Não se aplica ao processo do trabalho o art. 459 do NCPC, pois no processo do
trabalho, o juiz quem fará a pergunta as partes e as testemunhas. Art. 820 da CLT.

Contradita: As testemunhas poderão ser ouvidas salvo se forem impedidas,


incapazes e suspeitas. Os casos de suspeição são os mais comuns como amizade
intima e inimizade. Exemplo: parte que engravidou esposa da testemunha da
reclamada. O momento para contradita é entre a sua qualificação e o compromisso.
Pedir pela ordem e contraditar. Pode ser usada testemunhas ou outras provas para
instruir a contradita, inclusive testemunha da parte contrária.
Perguntas as testemunhas: Analisar os fatos que se pretende provar e elaborar um rol de
perguntas levando impressa. Analisar cada resposta para elaborar outras perguntas pertinentes.
Se o juiz indeferir as perguntas, anote-as e peça para que conste protestos na ata.
Por exemplo o reconhecimento do vínculo de emprego.
Dispensa por justa causa.

ENCERRAMENTO

Razões finais: servem para realçar o que restou provado nos autos e podem ser feitas de forma
escrita ou verbal. Quando tratar-se de matéria complexa pode pedir prazo para apresentar em
forma de memoriais, aplicando-se o art. 364, parágrafo 2º do NCPC se o juiz não julgar no mesmo
dia. Pode ser feito razões finais remissivas.

Julgamento: pode o juiz julgar o processo no final da audiência, porém não é o que ocorre na
prática. Ficar espero quanto a intimação da audiência de julgamento, o que não ocorre na prática,
fica somente registrado no sistema. Se o juiz marcar uma data para julgar, as partes saem
intimadas na forma da súmula 197 do TST, ou seja, as partes deverão consultar o processo para
ler a sentença no dia e hora marcada na ata de audiência. O prazo para recurso começa a fluir no
dia seguinte da publicação. Se o juiz não marca data, as partes serão intimadas via Diário Oficial.