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Lição 1 – O conflito cósmico

Publicado em 30 de março de 2018por Ligado na Videira

(31/03) – SÁBADO – Introdução


A Lição começa com a queda de Lúcifer – o ser perfeito que inexplicavelmente se rebelou
contra o Criador – fato que deu origem ao que chamamos de “o grande conflito entre
Cristo e Satanás”.
Na sequência, vai mostrar que o originador do pecado veio para a Terra, e que Adão e Eva
se associaram a ele, abrindo as portas do planeta para a abundância do pecado.
Continuando, vai falar que Deus Se posicionou redentivamente em favor da humanidade –
obra conhecida como “o Plano da Redenção”. Por isso a expressão paulina: “Onde
abundou o pecado, superabundou a graça”.
No decorrer do trimestre, “o grande conflito” e “o Plano da Redenção” serão ensinados
através das “profecias” – até que, na Lição 13, vai considerar “a volta do nosso Senhor
Jesus”.
Bem, eu nunca fui tão incisivo quanto agora. Preciso ser. Irmãos, é necessário que
vocês leiam dois capítulos do Espírito de Profecia para então iniciarmos a Lição.
São eles:
“Por que foi permitido o pecado?” – em Patriarcas e Profetas – clique aqui.
“A queda de Lúcifer” – em História da Redenção – clique aqui.
Para o bom desenvolvimento do trimestre, é preciso que sejam lidos. Insisto!
Da minha parte, tendo lido os referidos capítulos, começo as minhas considerações com
estas palavras:
Houve um tempo em que o pecado não existia. Tudo era absolutamente santo e perfeito. E
durante esse tempo, Deus criou os anjos e diversos mundos – até que veio a anunciar a
criação do nosso planeta. Mas, entre o anúncio e a efetiva criação do nosso mundo,
“houve peleja no Céu”. Lúcifer, o anjo principal, inexplicavelmente “criou” o mal.
Irmãos, o mal não existia nem “fora” e nem “dentro” de Lúcifer. Ele “criou” o mal! Ele deu
“origem” ao mal! Não sabemos a idade dele nessa ocasião, e nem por quanto tempo foi
alimentando o mal juízo que “criou” contra Deus, Sua Lei e Seu governo. O que sabemos é
que ele “se rebelou” completamente contra o seu Criador.
Dizer que a posição conferida a Jesus tenha sido o motivo para a sua inveja, seria dar
razão para a inveja. Dizer que sua beleza tenha sido o motivo para a sua vaidade, seria
dar razão para o orgulho. Dizer que o fato de não ter sido chamado a fazer parte da
criação da Terra tenha sido o motivo da sua revolta, seria dar razão para a ambição. A
inveja, a vaidade, o orgulho, a ambição – tudo isso já era fruto do mal que ele estava
criando. O mal já estava pondo as asinhas de fora.
Por outro lado, dizer que Deus o predestinou para “criar” o mal, seria o mesmo que colocar
em Deus a razão para o mal.
Irmãos, não existia o mal em nenhum lugar do Universo. Nem nos planos e nem nos
propósitos de Deus. Não havia como alguém “colocar” o mal em Lúcifer. Nem mesmo
Deus! Não havia como Lúcifer “escolher” o mal. Não havia como ele “copiar” o mal. Não
havia como ele “desejar” o mal. Ele “criou” o mal. Ele! Ele mesmo! E isso é inexplicável. É
injustificável.
“Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não haver sido Deus de
maneira alguma responsável pela manifestação do pecado; e de não ter havido qualquer
retirada arbitrária da graça divina, nem deficiência no governo divino, para que dessem
motivo ao irrompimento da rebelião. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma
razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se
para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para a sua existência,
deixaria de ser pecado” (O Grande Conflito, capítulo 29 – Por que existe o sofrimento?).
Irmãos, é verdade que não temos todas as respostas. (Provavelmente não tenhamos
sequer todas as perguntas!). Mas o que sabemos precisa ser dito: O pecado é algo terrível
– muito terrível – e teve que ser retirado do Céu. Não havia espaço para o pecado no Céu.
É impossível que exista pecado diante de Deus!
Então, “houve peleja no Céu. Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também
pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o
lugar deles” (Apocalipse 12:7 e 8).
“Satanás é um enganador. Ao pecar ele no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram
plenamente seu caráter. Esta é a razão por que Deus não o destruiu imediatamente. Se o
tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só
dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como má semente, que produziria o amargo
fruto do pecado e da desgraça. Por isto foi poupado o autor do mal, para desenvolver
plenamente seu caráter. Durante longos séculos, suportou Deus a angústia de contemplar
a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas
falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de
desarraigar a preciosa semente” (Parábolas de Jesus, pág. 72).
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.
(01/04) – DOMINGO – A queda de um ser perfeito
Não sabemos por quanto tempo Lúcifer ficou alimentando essa “coisa” que nem ele sabia
direito o que era, mas sabemos que essa “coisa” finalmente amadureceu. Não sabemos
por quantas vezes o Criador conversou e chamou a atenção de Seu amado anjo, mas
conversou.
Tendo confirmado a rebelião, não sabemos para onde Satanás foi de imediato depois de
expulso, mas sabemos que somente depois de sua expulsão é que Deus criou a Terra. E
como o rebelde não participou da nossa criação, sabemos que Deus não o colocou aqui,
pois tudo era bom, muito bom. Mas, mesmo sem saber quando, sabemos que em algum
momento mais adiante ele acabou vindo para a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Nesse sentido, Deus estabeleceu o limite. Satanás não era livre para estar onde bem
entendesse não. Ficou restrito aos galhos da árvore da ciência do bem e do mal. E ele não
ia ficar pulando de mundo em mundo também não. Escolheu aqui, então aqui seria o palco
para a decisão do conflito cósmico – o grande conflito entre Cristo e Satanás.
Quanto a Adão e Eva, devemos ter a absoluta certeza de que foram dotados de todas as
armaduras de Deus. Eram santos e perfeitos por dentro, e eram rodeados de santidade e
perfeição por fora. Recebiam a constante visita dos santos anjos, bem como a do próprio
Criador. E foram alertados sobre todos os acontecimentos que envolviam Satanás.
Inclusive, que ele estava à espreita deles, para que participassem da rebelião.
No livro “História da Redenção”, no capítulo 3 – “Consequências da rebelião”,
encontramos a seguinte explicação:
“Deus reuniu a hoste angélica para tomar medidas e impedir o perigo ameaçador. Ficou
decidido no concílio celestial que anjos deviam visitar o Éden e advertir Adão de que ele
estava em perigo pela presença de um adversário. Dois anjos apressaram-se a visitar
nossos primeiros pais. O santo par recebeu-os com inocente alegria, expressando gratidão
a seu Criador por assim havê-los rodeado com tal profusão de Sua bondade. Todas as
coisas amáveis e atrativas eram para sua alegria e tudo parecia sabiamente adaptado às
suas necessidades; e o que estimavam acima de todas as outras bênçãos, era a
associação com o Filho de Deus e com os anjos celestiais, pois tinham muito a relatar-lhes
a cada visita, sobre suas novas descobertas das belezas naturais de seu lar edênico, e
tinham muitas perguntas a fazer relativas a muita coisa que só podiam compreender
indistintamente.
Os anjos benévola e amorosamente davam a informação que desejavam. Também
contaram a triste história da rebelião e queda de Satanás. Então, claramente informaram-
nos de que a árvore do conhecimento fora colocada no jardim para ser um penhor de sua
obediência e amor a Deus; que a elevada e feliz condição de santos anjos seria
conservada sob a condição de obediência; que eles estavam numa situação similar; que
podiam obedecer à lei de Deus e ser inexprimivelmente felizes, ou desobedecer e perder
sua elevada condição e serem mergulhados num desespero irremediável.
Contaram a Adão e Eva que Deus não os compelia a obedecer — que Ele não removera
deles o poder de seguirem ao contrário de Sua vontade; que eles eram agentes morais,
livres para obedecer ou desobedecer. Havia apenas uma proibição que Deus considerara
próprio impor-lhes. Se transgredissem a vontade de Deus certamente morreriam.
Contaram a Adão e Eva que o mais exaltado anjo, imediato a Cristo, recusara obedecer à
Lei de Deus, a qual tinha Ele ordenado para governar os seres celestiais; que esta rebelião
causara guerra no Céu, a qual resultara na expulsão dos rebeldes, de todos aqueles que
se uniram a ele em pôr em dúvida a autoridade do grande Jeová; e que o rebelde caído
era agora inimigo de tudo o que interessasse a Deus e Seu amado Filho.
Contaram-lhes que Satanás propusera-se fazer-lhes mal, e que era necessário estarem
alerta, porque podiam entrar em contato com o inimigo caído; mas, que não podia causar-
lhes dano enquanto rendessem obediência aos mandamentos de Deus, e que, se
necessário, todos os anjos do Céu viriam em seu auxílio antes que ele pudesse de alguma
maneira prejudicá-los. Mas se desobedecessem ao mandamento de Deus, então Satanás
teria poder para sempre molestá-los, confundi-los e causar-lhes dificuldades. Se
permanecessem resolutos contra as primeiras insinuações de Satanás, estariam tão
seguros quanto os anjos celestiais. Mas, se cedessem ao tentador, Aquele que não
poupou os exaltados anjos, não os pouparia. Deviam sofrer o castigo da sua transgressão,
pois a Lei de Deus é tão sagrada como Ele próprio, e Deus requer implícita obediência de
todos no Céu e na Terra.
Os anjos preveniram Eva para que não se separasse do marido em suas ocupações, pois
podia ser levada a um contato com esse inimigo caído. Se se separassem um do outro,
estariam em maior perigo do que se ficassem juntos. Os anjos insistiram que seguissem
bem de perto as instruções dadas por Deus com referência à árvore do conhecimento, que
na obediência perfeita estariam seguros, e que o inimigo não teria poder para enganá-los.
Deus não permitiria que Satanás seguisse o santo par com contínuas tentações. Poderia
ter acesso a eles apenas na árvore do conhecimento do bem e do mal.
Adão e Eva asseguraram aos anjos que nunca transgrediriam o expresso mandamento de
Deus, pois era seu mais elevado prazer fazer a Sua vontade. Os anjos associaram-se a
Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem
cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e
ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e ele
expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer,
atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e
maldições ao seu Criador”.
Para hoje, concluo com as seguintes palavras:
“Certamente não era propósito de Deus que o ser humano fosse pecaminoso. Ele criou
Adão puro e nobre, sem qualquer tendência para o mal. Colocou-o no Éden, onde havia
todo estímulo para permanecer fiel e obediente” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 1,
pág. 1192).
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.
(02/04) – SEGUNDA – Conhecimento e submissão
Bem, tendo “conhecimento” a respeito da rebelião, e sabendo que a “submissão” a Deus
era a única maneira de se protegerem, lamentavelmente Adão e Eva escolheram
desobedecer. Escolheram pecar. Caíram na cilada do inimigo de Deus. Se associaram na
rebelião. E isso também é inexplicável. Não há palavras para descrever tal coisa!
Irmãos, não se trata de Adão e Eva estarem em melhor condição ou não do que Lúcifer
antes de se tornar Satanás, mas, convenhamos, eles tinham o conhecimento de que agora
existia o mal, e de que este não valia a pena. Ouviram dos anjos bons como era o
ambiente entre os anjos maus. Sabiam da tristeza de Deus em relação aos
acontecimentos no Céu. Sabiam da preocupação celestial em relação a presença do
inimigo ali na árvore da ciência do bem e do mal. E foram contemplados com a liberdade
de poderem comer de todos os frutos do mundo, menos um. Apenas menos um! Todas as
frutas que conhecemos e mais as que foram extintas. Todas! Menos uma!!!
“Foi-lhes dado o teste mais fácil que poderia ser feito, pois não havia nenhuma
necessidade de comer da árvore proibida; tudo de que precisavam havia sido
providenciado” – “Quando foi tentado, Adão não estava com fome” (Comentário Bíblico
Adventista, vol. 1, págs. 1191 e 1192).
Bem, isso é inexplicável. Não encontramos palavras.
Mas é conveniente destacar que Adão e Eva não foram predestinados a isso. Nunca
jamais foi o plano de Deus que o Universo passasse pelo que tem passado. Deus não
criou o mal e nem predestinou nenhum de Seus filhos a passarem pelo mal. Deus não deu
um “livre-arbítrio” com defeito. O Céu e o Jardim do Éden, e tudo o que neles têm, eram
perfeitos.
E outra coisa, irmãos: O fato de Deus saber tudo, inclusive do futuro, não faz dEle o
criador do mal, o responsável pelo mal. Não existe explicação para o surgimento do mal!
Alguns podem se surpreender, mas está escrito – e bem escrito: “Desde o princípio, Deus
e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder
enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e
tomou providências para enfrentar a terrível emergência” (O Desejado de Todas as
Nações, capítulo 1 – “Deus conosco”).
Por hoje, concluo com as seguintes palavras:
“Deus tinha poder para impedir que Adão tocasse no fruto proibido; mas se tivesse feito
isso, teria endossada a acusação de Satanás de que o governo de Deus é arbitrário. O ser
humano não teria sido um agente moral livre, mas uma mera máquina” (Comentário
Bíblico Adventista, vol. 1, pág. 1192).
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.
(03/04) – TERÇA – Guerra no Céu e na Terra
Bem, tendo desobedecido, Adão fez com que a guerra iniciada no Céu fosse continuada
aqui. O nosso planeta passou a ser o palco do grande conflito. Porém, Cristo não nos
deixou como brinquedo nas mãos do inimigo. Nosso Criador não nos abandonou.
“No momento em que o ser humano se rendeu à tentação de Satanás, e fez precisamente
o que Deus lhe dissera para não fazer, Cristo pôs-Se em pé entre os mortos e os vivos,
dizendo: Caia sobre Mim a penalidade. Ficarei em lugar do homem. Ele terá outra
oportunidade” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 1, pág. 1193).
Irmãos, as palavras de Paulo – “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” – são
muito mais do que imaginamos. Muito mais!
Bem, a Lição parte para a vinda de Jesus. Lúcifer era perfeito – mas criou o mal – e trouxe
esse mal para a Terra – e Adão e Eva aceitaram – mas Jesus Cristo instituiu o Plano da
Redenção. Em resposta a esse Plano, o inimigo de Deus e dos seres humanos destilaria
mais e mais do seu veneno. Sua ira seria demonstrada ao máximo. A guerra tomaria
proporções inimagináveis.
Mas Cristo Se posicionou como o Guerreiro vindo do Céu. O nosso Socorro sempre
presente. O nosso Refúgio. A nossa Fortaleza. E tendo nascido entre nós, viveu a vida que
Adão devia ter vivido. Foi vitorioso. Venceu por nós. Colocou-nos em terreno vantajoso. E
foi para o Céu, onde tem dado continuidade ao Seu trabalho em nosso favor. E é aqui o
“detalhe” da Lição: Deus deixou registrado nas Sagradas Escrituras algumas coisas
referentes ao tempo do término de Seu trabalho celestial, sendo isso o indicativo de Sua
volta – momento em que seremos definitivamente resgatados.
Irmãos, tempos difíceis estão diante de nós. É guerra! Mas os nossos olhos devem estar
voltados para o Céu. Treinados a olhar para o Céu. É de lá que vem a nossa paz. Em vez
de nos assustarmos com as dificuldades, então, lembremos de que em breve o nosso
Senhor Jesus voltará. Este é o assunto da Lição! E mais: o objetivo da Lição é que
estejamos preparados para o encontro com o nosso Senhor!
Que as nossas palavras sejam, portanto, repletas de alegria e felicidade. Nada poderá nos
separar do amor de Deus. Nada!
“A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e
fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a
egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim
de que sejamos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é
atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão. Deseja ser nosso amigo, andar
conosco por todos os acidentados caminhos da vida” (Exaltai-O, pág. 99 – Meditação
Matinal de 25/03/1992).
Irmãos, o tema do trimestre é preparação para o tempo do fim. Oremos a Deus por isso.
Pelo fim e pela preparação. E Deus seja louvado através da vida de Seus filhos.
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.
(04/04) – QUARTA – Ele está conosco todos os dias
“A história da verdade tem sido sempre o relato da luta entre o direito e o erro. A
proclamação do evangelho sempre tem sido levada avante neste mundo em face de
oposição, perigos, perdas e sofrimentos.
Em que consistia a força daqueles que, no passado, sofreram perseguição por amor a
Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação
e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de
Cristo. Nunca a pessoa, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por
seu Salvador do que quando sofre a perseguição por amor à verdade. ‘Eu o amarei’, disse
Cristo, ‘e Me manifestarei a ele’ (João 14:21). Quando, por causa da verdade, o crente se
acha perante os tribunais terrestres, Cristo Se acha a seu lado. Quando é encerrado entre
as paredes da prisão, Cristo Se lhe manifesta e com Seu amor lhe anima o coração.
Quando sofre a morte por amor a Cristo, o Salvador lhe diz: ‘Eles podem matar o corpo,
mas não podem matar a alma’ (Mateus 10:28). ‘Tende bom ânimo, Eu venci o mundo’
(João 16:33). ‘Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou teu
Deus: Eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da Minha justiça’ (Isaías
41:10)” (Atos dos Apóstolos, págs. 85 e 86).
“Aos que estão procurando ser fiéis a Deus podem ser negados muitos dos privilégios do
mundo; seu caminho pode ser entravado e sua obra impedida pelos inimigos da Verdade;
mas não há poder que possa cerrar a porta de comunicação entre Deus e sua mente. O
próprio cristão pode fechar essa porta por meio de condescendência com o pecado, ou
pela rejeição da luz do Céu. Ele pode desviar os ouvidos de escutarem a mensagem da
verdade, e dessa maneira cortar a ligação entre Deus e ele” (Nossa Alta Vocação, pág.
126 – Meditação Matinal de 02/05/1962).
“Deus nunca dirige Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam
de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio, e perscrutar a glória do
desígnio que estão realizando como colaboradores Seus. Nem Enoque, que foi trasladado
ao Céu, nem Elias, que ascendeu num carro de fogo, foi maior ou mais honrado do que
João Batista, que pereceu sozinho na prisão. ‘A vós vos foi concedido, em relação a
Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele’ (Filipenses 1:29). E de
todos os dons que o Céu pode conceder aos homens, a participação com Cristo em Seus
sofrimentos é o mais importante depósito e a mais elevada honra” (O Desejado de Todas
as Nações, capítulo 22 – “Prisão e morte de João Batista”).
“Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é
chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da
justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto Juiz, me dará naquele Dia; e não somente
a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda” (2Timóteo 4:6 a 8).
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.
(05/04) – QUINTA – A Lei e o Evangelho
“Nos concílios do Céu foi determinado que devia ser dada à humanidade uma viva
exemplificação da Lei. Havendo resolvido fazer esse grande sacrifício, Deus não deixou
coisa nenhuma obscura, coisa alguma indefinida, no tocante à salvação humana. Deu Ele
à humanidade uma norma para formação do caráter. Com voz audível e em meio a
manifestações de majestosa grandeza, pronunciou Ele a Lei, do Monte Sinai. Declarou
distintamente o que devemos fazer a fim de Lhe prestar obediência aceitável, e o que fazer
para permanecermos leais a Sua Lei. ‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,
e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande
Mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois Mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas’ (Mateus 22:37 a 40).
Tão profundo era o interesse do Senhor nos seres que criara, tão grande Seu amor pelo
mundo, que Ele ‘deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça,
mas tenha a vida eterna’ (João 3:16). Cristo veio para conceder ao homem poder moral,
para o elevar, enobrecer e fortalecer, habilitando-o a ser participante da natureza divina,
tendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Provou Ele aos
habitantes dos mundos não caídos, e aos seres humanos, que a Lei pode ser guardada.
Conquanto possuísse a natureza do homem, obedeceu Ele à Lei de Deus, vindicando a
justiça divina ao exigir que ela fosse obedecida. No juízo a Sua vida será um argumento
irrefutável em favor da Lei de Deus.
Todos os que possuem a faculdade do raciocínio podem saber a medida do seu dever.
Cristo é nosso Modelo. Revestido de humanidade, viveu Ele uma vida imaculada. Era
misericordioso, compassivo, obediente – cheio de bondade e verdade. Por Sua vida de
obediência, deu uma verdadeira representação da Lei. Unindo-se a Cristo, os caídos e
pecaminosos seres humanos podem harmonizar a vida aos preceitos divinos. Guardando
os mandamentos de Deus, tornam-se coobreiros dAquele que veio ao mundo para
representar o Pai mediante o guardar todos os Seus Mandamentos” (Nos Lugares
Celestiais, pág. 38 – Meditação Matinal de 01/02/1968).
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.
(06/04) – SEXTA – Conclusão
“O trato de Deus com a rebelião terá como resultado desmascarar completamente a obra
que durante tanto tempo se tem continuado encobertamente. Os resultados do governo de
Satanás, os frutos de se porem de lado os estatutos divinos, serão patenteados a todas as
inteligências criadas. A Lei de Deus ficará inteiramente reivindicada. Ver-se-á que todo o
trato de Deus foi orientado com referência ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos
os mundos que Ele criara. O próprio Satanás, na presença do Universo como testemunha,
confessará a justiça do governo de Deus, e a retidão de Sua Lei” (Patriarcas e Profetas,
capítulo 29 – Inimizade de Satanás contra a Lei).
“O objetivo do grande rebelde foi sempre justificar-se, e provar ser o governo divino
responsável pela rebelião. A esse fim aplicou todo o poder de seu pujante intelecto.
Trabalhou deliberada e sistematicamente, e com maravilhoso êxito, levando vastas
multidões a aceitar seu modo de ver quanto ao grande conflito que há tanto tempo se vem
desenvolvendo. Durante milhares de anos esse chefe conspirador tem apresentado a
falsidade em lugar da verdade. Mas agora chegado é o tempo em que a rebelião deve ser
finalmente derrotada, e descobertos a história e caráter de Satanás. Em seu último e
grande esforço para destronar a Cristo, destruir Seu povo e tomar posse da cidade de
Deus, o arquienganador foi completamente desmascarado. Os que a ele se uniram, veem
o fracasso completo de sua causa. Os seguidores de Cristo e os anjos leais contemplam a
extensão total de suas maquinações contra o governo de Deus. É ele objeto de aversão
universal.
Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. Adestrou suas faculdades
para guerrear contra Deus; a pureza, paz e harmonia do Céu ser-lhe-iam suprema tortura.
Suas acusações contra a misericórdia e justiça de Deus silenciaram agora. A exprobração
que se esforçou por lançar sobre Jeová repousa inteiramente sobre ele. E agora Satanás
se curva e confessa a justiça de sua sentença” (O Grande Conflito, capítulo 42 – “O final
e glorioso triunfo”).
Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje. Escolhemos a 1ª da senhora White no
Brasil (ano 1953) – basta clicar aqui.
Lição da Escola Sabatina 2018 – Comentário feito por Carlos Bitencourt