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A Última Árvore

Após longos dias de aprendizagem,


Caminho para o único lugar onde gosto de estar
Onde a paz e a serenidade se reencontram comigo
E respiro verdadeiramente o doce e puro ar
Descalça num campo coberto de flores,
Corro em direção ao vento e ao céu azulado
Sinto-a cada vez mais perto de mim.
Ali se encontra, onde sempre costuma estar,
A última árvore que nos permite respirar.
Encosto-me e conto-lhe tudo o que planeio realizar
Nunca recebo uma resposta mas sei que me está a escutar
Conto-lhe piadas e ela ri-se, espero eu
E todos os dias me despeço quando o sol nos diz adeus.

No dia seguinte voltei, para variar


Corri, e sorria, pelas piadas que lhe ia contar
Mal esperava eu que tudo fosse desabar
Quando a encontro, de repente, no seu pior estar
Derrubada e queimada pelos ignorantes.
Desmoronei naquele instante,
A situação era preocupante
E sobre a mesma, lágrimas derramei
Infelizmente, nada consertei.
Deitada a pensar na repugnância daquele ato
Lamentei-lhe todo o sofrimento
Sentido no momento em que a vida lhe foi retirada
E para além dos animais não terem onde morar,
Perdemos a última oportunidade que tínhamos de respirar.

Leonor Fonseca

9ºB