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IVAN CARLOS ALMEIDA BRANCO

EXECUÇÃO DE FUNDAÇÕES RASAS

LAGES (SC)
2014
2

UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE – UNIPLAC


CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

IVAN CARLOS ALMEIDA BRANCO

EXECUÇÃO DE FUNDAÇÕES RASAS

Projeto de Estágio Supervisionado,


apresentado para conclusão do curso de
Engenharia Civil.

Orientador: Esp. Arq. Gastão Péricles


Lopes Carsten.

LAGES (SC)
2014
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LISTA DE ABREVIATURAS

ABCP Associação Brasileira de Cimento Portland


ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas
DEINFRA Departamento Estadual de Infraestrutura
DNER Departamento Nacional de Estradas de Rodagem
EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
IFRN Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do
Norte
MM Milímetros
NBR Norma Brasileira Regulamentadora
SHM Sonda Hidráulica Multiteste
SM Sondagem Mista
SPT Standart Penetration Test
SPT-T Standart Penetration Test - Torção
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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1: Tipos de trados .......................................................................................... 14


Figura 2: Sondagem a percurssão. ........................................................................... 15
Figura 3: Ensaio spt (standart penetration test)......................................................... 17
Figura 4: Perfil resultante da decomposição e rochas............................................... 21
Figura 5: Perfil de horizontes de solo. ....................................................................... 33
Figura 6: Camadas existentes no terreno da obra .................................................... 34
Figura 7: Sapatas escavadas. ................................................................................... 35
Figura 8: Furo de trado com armadura. ..................................................................... 36
Figura 9: Sapata concretada. .................................................................................... 37
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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Características das fundações diretas ou rasas ..................................... 27


Quadro 2 – Cronograma de estágio. ......................................................................... 32
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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 7
CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SEU AMBIENTE.................................... 8
1 DESCRIÇÃO DO PROBLEMA .......................................................................................... 9
1.1 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................. 9
1.2 OBJETIVO GERAL ............................................................................................................. 9
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................................... 9
2 REVISÃO DE BIBLIOGRAFIA ....................................................................................... 10
2.1 SONDAGEM DIRETA DO SOLO.................................................................................... 10
2.2 TIPOS DE SONDAGENS ................................................................................................. 11
2.2.1 Poço ou trincheira de inspeção ..................................................................................... 11
2.2.2 Sondagem a varejão ...................................................................................................... 12
2.2.3 Sondagem a trado .......................................................................................................... 13
2.2.4 Sondagem a percurssão ................................................................................................. 14
2.2.5 ENSAIO SPT – STANDARD PENETRATION TEST .............................................. 16
2.2.6 SONDAGEM ROTATIVA ........................................................................................... 17
2.3 SOLOS ............................................................................................................................... 19
2.3.1 Origem e composição dos solos .................................................................................... 20
2.3.2 Solos residuais ................................................................................................................ 20
2.3.3 Solos transportados ....................................................................................................... 22
2.3.4 Solos orgânicos ............................................................................................................... 23
2.3.5 Solos pedogênicos........................................................................................................... 24
2.4 FUNDAÇÃO ...................................................................................................................... 24
2.4.1 Parâmetros para a escolha da fundação...................................................................... 25
2.4.2 Tipos de fundações ........................................................................................................ 26
2.4.2.1 Fundações rasas ou diretas ........................................................................................... 26
2.4.2.2 Fundações profundas .................................................................................................... 27
3 METODOLOGIA................................................................................................................ 30
3.1 PLANO OU DELINEAMENTO DA PESQUISA............................................................. 30
3.2 DEFINIÇÃO DA ÁREA ALVO DO ESTUDO ................................................................ 30
3.3 PLANO DE AMOSTRAGEM ........................................................................................... 31
3.4 PLANO DE COLETA DE DADO ..................................................................................... 31
7

3.5 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS ................................................................. 31


3.6 CRONOGRAMA ............................................................................................................... 32
4 ANÁLISE DOS DADOS ..................................................................................................... 33
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 40
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INTRODUÇÃO

Para garantir a solidez e a segurança de toda edificação, são necessários


estudos investigativos sobre a natureza geológica do terreno da obra, para tanto
deve ser executada inicialmente a sondagem do solo, no intuito de analisar o perfil
que as camadas formam no terreno, contudo, o perfil de interesse para a construção
civil será o de solo mais resistente ou rocha. Conforme a profundidade que ocorre
esse perfil pode influenciar na escolha do tipo de fundação, no consumo de
materiais, no tempo de escavação e reaterro, etc.
Neste relatório de estágio será acompanhada a execução das fundações de
uma edificação de 572,68 m², composta por dois andares, com fins residenciais, em
um terreno que possui o maciço resistente a uma profundidade pequena (inferior a 2
metros), portanto possibilitará a execução de fundações rasas, do tipo sapatas, e
estas serão alvo deste relatório.
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CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SEU AMBIENTE

Nome da empresa: Construtora e Incorporadora Cavalli Ltda.


Endereço: Rua Hercílio Granzotto,377- Conta Dinheiro - Lages/SC.
Número de colaboradores: 38 funcionários.

Histórico: A Construtora e Incorporadora Cavalli Ltda, foi fundada em Junho


de 1990. Suas atividades iniciaram como corretora de imóveis, posteriormente,
devido à demanda por imóveis populares, incorporou aos seus negócios a
construção civil. Sendo atualmente, reconhecida como uma empresa que constrói
produtos de qualidade, com economia e segurança.
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1 DESCRIÇÃO DO PROBLEMA

Definir o horizonte de solo resistente, a partir de sondagem prévia, no intuito


de garantir a segurança e a economia na execução das fundações das obras de
construção civil.

1.1 JUSTIFICATIVA

As obras de Engenharia Civil estão dispostas sobre o solo e inevitavelmente


requerem que o comportamento deste seja devidamente considerado, a fim de
reduzir o risco de patologias estruturais por recalque, pois obras de recuperação de
fundações são quase inviáveis por seu alto custo, geralmente a edificação já erguida
e com problemas desta ordem, está condenada a demolição.
Atentar para as normas e controlar o horizonte de solo para não ocorrer
mescla de tipos de fundações contribuem para projetos estruturais bem elaborados.

1.2 OBJETIVO GERAL

Aplicação prática dos dados fornecidos pela sondagem de solo, na


determinação do perfil do maciço de solo mais indicado para a execução das
fundações.

1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a. Acompanhar a execução da sondagem do solo da obra;


b. Definir o horizonte do maciço do solo;
c. Determinação do tipo de fundação;
d. Acompanhar a execução das fundações;
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2 REVISÃO DE BIBLIOGRAFIA

Nas obras de construção civil, bem como em estudos sobre o meio


ambiente, mesmo que não envolvam necessariamente obras civis, devem ser
precedidos de uma investigação, que vise a caracterização geológica e geotécnica
da área de interesse. Sendo de suma importância, antes do início das atividades da
obra, que estejam bem definidas as principais características geológicas do local da
obra. Neste capítulo serão apresentados métodos normatizados que auxiliarão no
melhor entendimento das etapas de execução da fundação de uma edificação de
pequeno porte. E também conceitos teóricos sobre sondagem, solos e os tipos de
fundações.

2.1 SONDAGEM DIRETA DO SOLO

A investigação e análise do solo por meio da retirada de amostras ou a


sondagem, propriamente dita, já era executada desde os tempos antigos pelos
romanos, pois sabíasse da importância da interação solo-estrutura. Nos dias atuais
não é diferente, os projetos de fundação são subsidiados por dados técnicos
fornecidos pelas sondagens, a fim de economizar recursos materiais e financeiros.
Contudo, Ferreira (2009), cita que métodos investigativos sobre a natureza
geológica do solo (ou sondagens), precedem o início das atividades de uma obra, no
intento de caracterizar o solo e a determinar o perfil que as camadas existentes,
apresentam no local em análise.

A natureza e a quantidade das investigações a realizar dependem das


peculiaridades da obra, dos valores e tipos de carregamentos atuantes, bem
como das características geológicas básicas da área em estudo. (ABNT,
NBR 6122/2010).

Segundo FERREIRA (2009), cita que através dos ensaios geológicos, em


amostras deformadas ou indeformadas de solo, torna-se possível, determinar os
parâmetros do solo para a elaboração dos projetos de fundação.
11

2.2 TIPOS DE SONDAGENS

Existem os métodos diretos e os indiretos; este último não será tratado neste
trabalho. As sondagens mecânicas (diretas) fornecem dados precisos que ajudam a
definir as características dos solos ao longo de uma linha de perfuração:
descrevendo-se testemunhos, variações litológicas e de estruturas geológicas,
segundo SOUZA (1998).

Para fins de projeto e execução de fundação, as investigações do terreno


de fundação constituído por solo, rocha, mistura de ambos ou rejeitos
compreendem: a) investigações de campo: sondagem a trado, conforme
NBR 9603, poços e trincheiras, conforme a NBR 9604, de inspeção ou de
amostragem, sondagens rotativas e sondagens especiais para a retirada de
amostras indeformadas, conforme a NBR 9820. (ABNT NBR 6122/2010).

Contudo, FERREIRA (2009), cita como exemplos do método direto: Poço ou


trincheira de inspeção, sondagem a varejão, sondagem a trado, sondagem a
percurssão, ensaio SPT (standart penetration test), sondagem rotativa.

2.2.1 Poço ou trincheira de inspeção

Entretanto, SOUZA (1998), descreve os poços ou trincheiras de inspeção,


como sendo escavações verticais que acessam ao interior do terreno propiciando
uma análise direta, in situ dos materiais componentes desse solo. Pode servir tanto
para solos como para rochas, facilitando o exame detalhado dos horizontes
perfurados, retirando amostras indeformadas de solo, auxiliando na coleta de
amostras volumosas de cascalho, etc.
O procedimento para coleta de amostras indeformadas de solo em poços ou
trincheiras de inspeção para ensaios de laboratório consiste em talhar,
cuidadosamente, um cubo de 30 cm de aresta, no fundo ou parede de escavação e
protegê-lo com camadas de parafina fundida e talagarça, entremeadas de modo a
manter a umidade natural do solo.
A amostragem deve conter a posição espacial para possibilitar a execução
de ensaios orientados de acordo com o carregamento para o corpo de solo ou
conforme seus planos de resistência. Já os poços de inspeção em rocha são feitos
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com furos de martelete, explosivos ou com sonda rotativa de grande dimensão. O


diâmetro desses poços varia de 1 a 3 metros em média.

Poço: Escavação vertical de seção circular ou quadrada, quando projetada


em um plano horizontal, com dimensões mínimas suficientes para permitir o
acesso de um observador, visando a inspeção das paredes e do fundo, e a
retirada de amostras representativas deformadas e indeformadas.
Trincheira: Escavação geralmente vertical, ao longo de uma determinada
linha ou seção de modo a se obter uma exposição contínua do terreno, com
dimensões variáveis, sendo as mínimas suficientes para permitir o acesso
de um observador, visando a inspeção das paredes e do fundo, e a retirada
de amostras representativas deformadas e indeformadas. (ABNT NBR
9604/86).

Entretanto OLIVEIRA e BRITTO (1998), descrevem tais poços permitem o


exame direto das feições geológicas e geotécnicas mais importantes do maciço
rochoso e, muitas vezes são aproveitados para ensaios de permeabilidade, de
mecânica das rochas, etc.

2.2.2 Sondagem a varejão

Todavia, SOUZA (1998), este tipo de sondagem é realizada com uma haste
lisa de ferro, cravada manualmente, ou por golpes de marreta, em sedimentos
inconsolidados submersos, muito utilizada em aluviões, superfícies rochosas em
leitos de rios e para analisar jazidas de cascalho ou areia.
Contudo FERREIRA (2009), cita que a haste geralmente penetra até 2
metros no aluvião arenoso inconsolidado e o material atravessado pode ser
identificado pela reação sonora e vibratória do processo. Em argila a penetração é
macia, em areia é áspera, e em depósitos de areia com cascalho, observam-se
bloqueios esparsos na cravação da haste. Bancos consolidados de cascalho não
são penetrados pelo varejão. Em superfície rochosa, o impacto é duro e resvala.
Todavia, MILTON (2002), cita ideal para reconhecimento de aluviões, rochas
no leito de um rio e pra avaliar depósitos de areia e cascalho para uso na
engenharia civil.
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2.2.3 SONDAGEM A TRADO

Este tipo de sondagem será útil como ferramenta investigativa do terreno da


obra acompanhada por este relatório; pois as características da região permitem tal
método, devido à ocorrência de solo resistente a pequenas profundidades.
Entretanto, SOUZA (1998), descreve a sondagem a trado como uma
perfuração manual de pequeno diâmetro, executada por um trado a fim de investigar
solos de baixa e média resistência.
O trado é constituído geralmente por uma concha metálica dupla ou uma
espiral que perfura o solo enquanto guarda em seu interior o material perfurado.
O equipamento é acionado por hastes de aço rosqueáveis e composto em
seu topo por uma cruzeta onde se aplica o torque. Seu diâmetro usual é de 3”
(aprox. 7,6 cm), contudo nos trechos iniciais da sondagem rotativa, utiliza-se o
diâmetro de 4”(aprox. 10,2 cm).
A coleta das amostras é feita a cada metro de avanço ou quando ocorre
mudança do tipo de material perfurado, para que seja identificada uma possível de
horizontes pedológicos ou de camadas geológicas. É muito importante coletar a
última camada retirada do furo e anotar o motivo da paralisação da perfuração.

Ao materiais retirados do furo deverão ser agrupados em montes


dispostos segundo as profundidades de coleta, depositados à
sombra, em local ventilado, sobre uma lona ou tábua, de modo a
evitar a contaminação com o solo superficial do terreno e a perda
da umidade. (DEINFRA, IN 04/94,p.2).

Contudo, FERREIRA (2009), cita que geralmente a sondagem a trado


perfura apenas os horizontes de solo de baixa e média resistência e acima do nível
d’água. Todavia as camadas argilosas e plásticas, situadas abaixo do nível d’água
podem ser amostradas com trado espiral. Camadas de seixos ou blocos de rochas
impossibilitam este tipo de sondagem.
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Para a amostragem de solo são necessários os seguintes materiais: trado ou


pá reta ou enxadão, balde plástico e saco plástico. Dos trados utilizados, os tipos
mais comuns são o holandês, de rosca e tubo.

Figura 1: Tipos de trados

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAp_kAA/fundacoes, acessado em 07/11/2014.

2.2.4 Sondagem a percurssão

Ainda segundo FERREIRA (2009), a sondagem simples ou sondagem a


percussão é o processo investigativo mais comum empregado na caracterização da
cobertura terrosa dos terrenos naturais. Sendo o mais utilizado no território nacional,
onde as condições de intemperismo formam espessa e contínua cobertura de solo.
No município de São Paulo, onde ocorrem sedimentos terciários
inconsolidados, utiliza-se este tipo de sondagem para caracterização dos maciços
em fundações de edifícios.
A utilização do equipamento é simples, sendo constituído basicamente por um
tripé, uma bomba d’água, um tanque de 200 litros e ferramentas de corte de solo. O
diâmetro da perfuração é de 2,5” (aproximadamente 6,3 cm), e geralmente a
profundidade varia de 10 a 20 metros.
15

Como principais desvantagens citam-se, sem excluir outras, as seguintes: a


impossibilidade de realização de furos inclinados, ascendentes (em
subsolo), baixo rendimento em rochas duras, maior possibilidade de
contaminação de amostras, testemunhos de sondagem em fragmentos
dificultando identificação petrográfica como textura, composição, estrutura e
mergulho. (IFRN, 2012).

Entretanto SOUZA (1998), cita que seu uso é limitado pela ocorrência de
material duro, como, por exemplo, a camada rija de transição solo-rocha, seixos,
matacões ou cascalhos de grande diâmetro. Em geral, o avanço no horizonte de
solo, acima do nível de água, é executado com trado espiral. Ao atingir o nível
d’água ou material resistente ao trado, a sondagem continua com trépano e
circulação de água, processo denominado de lavagem. O trépano é uma ferramenta
com a largura do furo e com terminação em bisel cortante, sendo utilizado para a
desagregação do material do fundo do furo. Opera com repetidas quedas do
conjunto trépano-hasteamento contra o fundo do furo, de uma altura de 30 cm,
seguidas por um pequeno movimento de rotação, acionado manualmente desde a
superfície com uma cruzeta acoplada ao topo do hasteamento. Água sob pressão é
injetada pelas hastes, que circula pelo furo arrastando os detritos de perfuração até
a superfície. Para evitar o desmoronamento das paredes nas zonas de pequena
coesão do solo é instalado um revestimento metálico de proteção.

Figura 2: Sondagem a percurssão.

Fonte: http://www2.ifrn.edu.br/pesquisamineral/?p=1036, visualização em 07/11/2014, às 20:45 h.


16

2.2.5 Ensaio SPT – Standard Penetration Test

Segundo, SOUZA (1998), a cada metro da perfuração da sondagem de


simples reconhecimento é feito um ensaio de cravação de um barrilete, tubo oco de
45 cm, no fundo do furo, para medida da resistência do solo e coleta de amostras
pouco deformadas, todos os procedimentos são detalhados pela NBR 6484 (2001).
A cravação do barrilete é feita pelo impacto de uma massa metálica de 65 kg
caindo em queda livre a uma altura de 75 cm sobre um ressalto na parte superior do
hasteamento a ele conectado. O resultado do teste SPT corresponde a quantidade
de golpes necessária para fazer penetrar, no fundo do furo, o barrilete amostrador
nos seus últimos 30 cm. As anotações da penetração do barrilete são feitas em
centímetros, quando a massa é simplesmente apoiada ou golpeada sobre o ressalto.
A medida corresponde à penetração por simples apoio, ou zero golpe, pode
ser expressiva em solos moles. Na penetração, por batida de massa, é contado o
número de golpes aplicados, para cada terça parte aproximada dos 45 cm do
barrilete amostrador.

Princípio:
Perfuração e cravação dinâmica de amostrador-padrão, a cada metro,
resultando na determinação do tipo de solo e de um índice de resistência,
bem como da observação do nível do lençól freático.(ABNT NBR
6484/2001,p.1).

Todavia FERREIRA (2009), a cada teste deve ser feita a penetração total dos
45 cm do barrilete ou até que a penetração seja inferior a 5 cm para cada 10 golpes
sucessivos. É importante verificar o motivo pelo qual parou a sondagem; pela
presença de cascalho ou matacão ou a própria resistência do material. A cada
ensaio de SPT continua-se a sondagem, utilizando o trado até a profundidade do
novo ensaio. Este ensaio vem se aprimorando através da medida torção necessária
para girar o barrilete cravado no fundo do furo e, a partir deste dado, definir melhor
os parâmetros de resistência do material investigado. Este tipo de ensaio é chamado
de SPT-T.
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Figura 3: Ensaio SPT (standart penetration test).

Fonte: http://www.nfsondas.com.br/sondagem_percussao.html, visualização em 07/11/2014, às


21:08.

2.2.6 Sondagem rotativa

Contudo, FERREIRA (2009), cita ser um tipo de método investigativo feito


com um tubo, denominado barrilete, dotado de peça cortante feita com material de
alta dureza (coroa) em sua ponta, que perfura o solo por meio do movimento de
rotação. O barrilete tem sempre uma camisa livre em seu interior para proteger o
testemunho do terreno que constitui na parte central da área anelar cortada pela
coroa. Para rochas brandas utiliza-se coroa com pastilhas de vídia.
Para rochas de média e alta dureza emprega-se coroa de diamante
industrial, na forma de pequenos grãos incrustados ou grânulos disseminados numa
matriz, formada por vários metais submetidos à sintetização. Existem barriletes e
coroas de várias dimensões para permitir a execução das perfurações em série
telescópica.
Com isso é possível manter protegida, com revestimento, parte da parede
do furo, constituído por material que pode desmoronar, enquanto a perfuração
prossegue com um diâmetro menor. A série de diâmetros padronizados são
denominados com as siglas EW, AW, NW, BW, HW, etc. A primeira letra
corresponde ao diâmetro do furo e a segunda (W) indica rosca padronizada da
composição de perfuração. Nas investigações de geologia da engenharia, os
diâmetros mais utilizados são NW e HW. Para a sondagem rotativa o equipamento
básico consiste em uma sonda motorizada, bomba d’água, hastes, barriletes e
18

coroas. O avanço da perfuração ocorre quando a sonda pressiona o hasteamento


rotatório com macacos hidráulicos.

As coroas ou alargadores ou calibradores, são acoplados aos barriletes


amostradores e tem a função de cortar a rocha ou a formação dura. Podem
ser de diamante, vídia ou outro material apropriado e, o tipo e qualidade a
empregar dependem do material a ser perfurado. (DNER-PRO 102/97).

Entretanto SOUZA (1998), cita que por ciclos sucessivos de corte faz-se a
operação de sondagem rotativa e também pela retirada dos testemunhos de dentro
do barrilete, procedimento este denominado de manobra. O avanço em cada
manobra depende basicamente da qualidade do material que está sendo perfurado.
Quando a rocha é de boa qualidade, o comprimento de testemunho de cada
manobra pode ser quase igual ao comprimento do barrilete (3 a 5 cm). Todavia
quando ocorre perda ou destruição do material, em terrenos de difícil amostragem, o
comprimento de cada manobra deve ser diminuído até o mínimo necessário.
Para que o testemunho represente bem o maciço rochoso, recomenda-se
que em cada manobra o comprimento da amostra não seja inferior a 95% do
avanço. Os intervalos localizados com baixa recuperação, dentro de um conjunto de
boas amostras, podem origem em uma porção excepcionalmente ruim do maciço ou
em algum problema do barrilete. Devido a deficiência de operação do equipamento,
os trechos com baixa recuperação devem ser indicados na caixa de testemunhos e
no boletim de sondagem. Já em rochas calcárias e efusivas basálticas ocorrem, por
vezes, cavidades com água ou lama, onde o avanço da sonda se faz sem qualquer
resistência e também devem ser indicadas. Sendo que, todos os fatos ocorridos
durante a execução de uma sondagem devem ser criteriosamente registrados para
os resultados das perfurações possam ser corretamente analisados.
Durante as sondagens os testemunhos devem ser guardados em caixa de
madeira ou plástico com tampa, sendo dispostos na sequência exata de sua posição
no furo, da esquerda para a direita, e de cima para baixo, tal qual a escrita de um
texto. Se por acaso, no local da sondagem rotativa, existir uma cobertura de material
terroso, acima do maciço rochoso, o procedimento rotativo tem início a profundidade
em que a resistência do material atinge 50 golpes para 30 cm do ensaio SPT.
Assim sendo, neste caso, a sondagem também é denominada de sondagem
mista e a sigla utilizada é SM. Ao término da sondagem, alguns projetos exigem a
realização de ensaios especiais, tais como permeabilidade com sonda hidráulica
19

multiteste – SHM, obtenção das direções das estruturas geológicas por meio de
obturadores de impressão, ensaios geotécnicos de crosshole e tomografia, etc.
Contudo, os furos de sondagem rotativa, a menos de quando não são
aproveitados como piezômetros, devem ser totalmente preenchidos com calda de
areia e cimento após sua conclusão, pois deixados abertos podem promover a
interligação de aquíferos confinados, alterando as condições hidrogeotécnicas
locais.

2.3 SOLOS

Segundo VARGAS (1978), para a engenharia civil, o termo solo pode ser
definido como todo material da crosta terrestre que não oferece resistência
intransponível à escavação mecânica e que perde totalmente toda resistência,
desagregando-se, quando em contato prolongado com a água. Esta definição é
aplicada a materiais da crosta terrestre que servem de suporte, são escavados,
arrimados ou perfurados e utilizados nas obras de construção civil.
Tais materiais, por sua vez, reagem sob as fundações e atuam sobre os
arrimos e coberturas, deformam se e resistem a esforços nos aterros e taludes,
influenciando as obras segundo suas propriedades e comportamento.
Segundo, Dicionário Aurélio, termo "solo" vem do latim "solum", e é a
porção da superfície terrestre onde se anda e se constrói etc. Material da crosta
terrestre, não consolidado, que ordinariamente se distingue das rochas, de cuja
decomposição em geral provém, por serem suas partículas desagregáveis pela
simples agitação dentro da água.

Para fins da engenharia rodoviária, considera-se solo todo tipo de material


orgânico ou inorgânico, inconsolidado ou parcialmente cimentado,
encontrado na superfície da terra. Em outras palavras, considera-se como
solo qualquer material que possa ser escavado com pá, picareta,
escavadeiras, sem necessidade de explosivos. (DNER,1996).

Para NOGAMI et al. (2000), os solos são materiais naturais não


consolidados, constituídos de grãos separáveis por processos mecânicos e
hidráulicos, de fácil dispersão em água e que podem ser escavados com
equipamentos comuns de terraplenagem (pá carregadeira,
20

motoescavotransportadora, etc). O solo ainda terá estrutura artificial quando


transportado e/ou compactado mecanicamente, como em aterros, barragens de
terra, reforços do subleito de pavimentos, etc.

2.3.1 Origem e composição dos solos

Segundo NOGAMI (2000), a origem imediata ou remota de todos os solos


provém da decomposição das rochas pela ação do intemperismo. Originalmente a
formação dos solos depende, de pelo menos cinco fatores:
A - o clima da região;
B - o agente do intemperismo de transporte;
C - das características da rocha mãe;
D– dos processos orgânicos;
E – da topografia.

Os solos são misturas complexas de materiais inorgânicos e resíduos


orgânicos parcialmente decompostos. Para o homem em geral, a formação
do solo é um dos mais importantes produtos do intemperismo. Os solos
diferem grandemente de área para área, não só em quantidade (espessura
de camada), mais também qualitativamente. (IFRN,2012).

Todavia, VARGAS (1978), divide os solos em quatro grupos:


1 - residuais;
2 - transportados;
3 - orgânicos;
4 - pedogênicos.

2.3.2 Solos residuais

Provenientes da alteração e decomposição das rochas “in situ”. A


composição dependerá, do tipo e da constituição mineralógica da rocha original, em
suma, todos os tipos de rocha formam solo residual.
Sendo bastante comuns no Brasil, principalmente na região Centro-Sul, em
função do clima. (DNER,1996).
21

Entende-se por solo residual ao material derivado da alteração e


decomposição in situ de maciços rochosos, que não tenham sido
transportados de seu local original. O mesmo acontece na natureza com
perfis de alteração, com uma graduação contínua desde a rocha sã não
alterada, passando por estágios de rocha branda e solo rijo conservando a
estrutura da rocha de origem, até os solos de decomposição contendo
depósitos secundários e sem mais semelhança direta com as
características da rocha parental. (VARGAS, 1978).

Organizam-se da superfície para o fundo e são subdivididos em horizontes,


a transição entre um horizonte e o outro é gradativa de modo que a separação entre
eles pode ser arbitrária, não ocorrendo um contato ou limite direto e brusco entre o
solo e a rocha que originou.

Figura 4 - Perfil resultante da decomposição e rochas

Fonte: (DNER, 1996).

- Solo residual maduro: é o solo que perdeu toda a estrutura original da


rocha madre e tornou-se relativamente homogêneo. Não se consegue observar
restos da estrutura da rocha nem de seus minerais.
- Solo de alteração de rocha (Saprolitos): já mostra alguns elementos da
rocha madre, mantendo a estrutura original inclusive veios intrusivos, fissuras,
xistosidade e camadas, mas perdeu totalmente a consistência. Pode ser confundido
com a rocha alterada, porém ao ser pressionado pelos dedos esboroa-se
completamente.
- Rocha alterada: lembra a rocha madre no aspecto. É o horizonte em que a
alteração progrediu, preservando parte da estrutura e dos seus minerais. Sua dureza
ou resistência é inferior à da rocha madre.
- Rocha sã: é a rocha inalterada.
22

As características de resistência, compressibilidade e deformabilidade de


um solo residual associam-se aos diversos aspectos de constituição e
estado presentes em sua massa, cujas influências se vinculam para dar
uma resposta global. Entre os aspectos construtivos se incluem a estrutura
residual, anisotropia e resistência dos grãos, entanto que os aspectos de
estado são a compacidade, grau de saturação e grau de alteração.
(NOGAMI, 2000).

2.3.3 Solos transportados

Segundo, DNER (1996), denomina como, os solos sedimentados por um


agente transportador, geralmente formando depósitos mais inconsolidados e fofos
que os solos residuais e tem profundidades variáveis.
São menos homogêneos que os solos residuais, ocorrem somente em áreas
mais restritas enquanto que os residuais são mais comuns e de ocorrência
generalizada, conforme a capacidade do agente transportador podem exibir grandes
variações laterais e verticais na sua composição.
Os tipos variam conforme o agente transportador, temos os aluviais,
coluviais, sedimentos e eólicos. Solos de aluvião são aqueles transportados pelas
águas e depositados quando a corrente sofre uma diminuição da velocidade.
Se o transporte for realizado por grandes volumes de água formam-se os
terraços aluvionais das margens e planícies recentes dos deltas dos grandes rios, a
princípio são carregados os detritos das erosões.
Contudo, VARGAS (1978), cita que, primeiramente são depositados os
grandes blocos e depois os pedregulhos. Entretanto, ao se perder a velocidade,
também vai se perdendo a capacidade de carrear os sedimentos e então os rios
passam a depositar as camadas de areia e em seguida os grãos de menor diâmetro
formandos leitos de areia fina e silte. Finalmente apenas os microcristais de argila
permanecem em suspensão na água e sua sedimentação se dará por floculação.
A variação do regime do rio possibilita o aparecimento de depósitos de
aluviões bastante heterogêneos segundo a granulometria do material. As águas dos
rios em seu caminho para o mar transportam os detritos de erosão e os sedimentam
em camadas, na ordem decrescente de seus diâmetros. Em princípio sedimentam-
se as camadas de pedregulho, depois de areias e siltes e por fim às camadas de
argila, os cascalhos encontrados ao longo do rio Paraná e usados como agregado
23

natural para concreto são exemplos de solos de aluvião assim como a argila
cerâmica do rio Tietê em São Paulo.
Coluviais são os solos cujo agente transportador é a gravidade, que faz cair
massas de solo e rochas ao longo dos taludes, conhecidos também por depósitos de
talus, ocorrendo ao pé de escavações e encostas. A composição depende do tipo de
rocha existente nas partes mais elevadas, normalmente estes solos são
desprezados para projetos de engenharia, pois são materiais inconsolidados,
permeáveis e sujeitos a escorregamentos. (DNER, 1996).

São solos transportados ou sedimentares, os que sofrem ação de agentes


transportadores: água (solos aluvionares), vento (solos eólicos), gravidade
(solos gravidade), geleiras (solos glaciares) ou por vários destes agentes.
(CHIOSSI, 1983).

2.3.4 Solos orgânicos

Todavia, VARGAS (1978), cita que a formação dos solos orgânicos ocorre
pela impregnação de matéria orgânica em sedimentos preexistentes ou pela
transformação carbonífera de materiais, geralmente, de origem vegetal contida no
material sedimentado. Uma parte dos produtos da decomposição da matéria
orgânica é um produto escuro e relativamente estável que impreguina os solos
orgânicos, chamado húmus.
Todavia DNER (1996), diz que só impregna permanentemente solos finos
como a argila e silte, são os solos de cor escura das baixadas litorâneas ou das
várzeas dos rios interioranos, sem a ocorrência areias grossas ou pedregulhos
orgânicos, pois a alta velocidade de percolação carreia toda matéria orgânica.
Havendo grande deposição de folhas caules e troncos formam-se um solo
fibroso essencialmente de carbono, que se chama turfa, tendo esta uma densidade
menor que os outros solos orgânicos.

São solos constituídos por matéria orgânica, oriundos da decomposição de


vegetais e micro organismos. Em solos superficiais orgânicos o teor de
matéria orgânica varia até 10%, em turfas pose variar até 100%, a
decomposição dos restos vegetais pode ser realizada de duas maneiras:
decomposição oxidante e humidificação. (VAZ, 1996).
24

2.3.5 Solos pedogênicos

Denomina-se de evolução pedogênica, uma complexa série de processos


biológicos e físico-químicos que comandam a formação dos solos da agricultura,
compreendem a lixiviação do horizonte superficial e concentração de partículas
coloidais no horizonte profundo e Impregnação com húmus do horizonte superficial.
Na engenharia, esta camada recebe o nome de "solo superficial" e têm pouco
interesse técnico. (VARGAS, 1978).
De grande valor técnico para engenharia, são os chamados "solos porosos",
cuja formação se deve a uma evolução pedogênica em clima tropical de alternâncias
secas (no inverno) e extremamente úmidas (no verão) resultando assim os solos
lateríticos. São solos que recobrem extensas zonas do Brasil Centro-Sul e as
espessuras podem atingir mais de 10 m. (VAZ, 1996).
Segundo, EMBRAPA (1998), a região de Lages, está correlacionada com um
grande número de solos, entre os quais ocorrem principalmente a Terra Bruna
Estruturada e o Cambissolo Húmico; e suas variações.

2.4 FUNDAÇÃO

Segundo, VARGAS (2002), fundação é um termo utilizado na engenharia para


designar as estruturas responsáveis por transmitir as solicitações das construções
ao solo. Há diversos tipos de fundações e são projetadas levando em consideração
a carga que recebem e as características geotécnicas dos solos que as suportarão.
Contudo, CAPUTO (1974) também cita que a fundação é a parte de uma
estrutura que transmite ao terreno a carga da obra edificada ou a edificar.
Todavia ABCP (2005), cita que o sistema de fundações é formado pelo
elemento estrutural do edifício que fica abaixo do solo (podendo ser constituído por
bloco, sapata, estaca ou tubulão, por exemplo) e o maciço de solo envolvente sob a
base e ao longo do fuste.
25

2.4.1 Parâmetros para a escolha da fundação

Todavia, ainda segundo ABCP (2005), são diversas as variáveis a serem


consideradas para a escolha do tipo de fundação, numa primeira etapa, é preciso
analisar os critérios técnicos que condicionam a escolha por um tipo ou outro de
fundação. Os principais itens a serem considerados são:

Topografia da área
. Dados sobre taludes e encostas no terreno, ou que possam atingir o
terreno;
. Necessidade de efetuar cortes e aterros
. Dados sobre erosões, ocorrência de solos moles na superfície;
. Presença de obstáculos, como aterros com lixo ou matacões.

Características do maciço de solo


. Variabilidade das camadas e a profundidade de cada uma delas;
. Existência de camadas resistentes ou adensáveis;
. Compressibilidade e resistência do solos;
. A posição do nível d’água.

Dados da estrutura
A arquitetura, o tipo e o uso da estrutura, como por exemplo, se consiste em
um edifício, torre ou ponte, se há subsolo e ainda as cargas atuantes.
Realizado esse estudo, descartamos as fundações que oferecem limitações
de emprego para a obra em que se está realizando a análise. Teremos, ainda assim,
uma gama de soluções que poderão ser adotadas.
Alguns projetistas de fundação elaboram projetos com diversas soluções,
para que o construtor escolha o tipo mais adequado de acordo com o custo,
disponibilidade financeira e o prazo desejado.

Os elementos necessários para o desenvolvimento de um projeto de


fundação são: topografia da área, dados geológicos e geotécnicos, dados
da estrutura a construir, dados sobre as construções vizinhas. (HACHICH,
2000).
26

A escolha correta de uma solução de fundação deve passar necessariamente


por uma criteriosa análise técnica e econômica de várias alternativas, devendo ser
ponderadas variáveis, tais como, as condições das construções vizinhas à obra, da
geotecnia local, viabilidade executiva e existência de mão-de-obra qualificada para a
execução da solução definida. (JOPPERT, 2000).

2.4.2 Tipos de fundações

2.4.2.1 Fundações rasas ou diretas

Para HACHICH (2000), as fundações são convencionalmente separadas em


dois grandes grupos: fundações superficiais, rasas ou diretas e as fundações
profundas.
Fundações superficiais (rasas ou diretas) são elementos de fundação em que
a carga é transmitida ao terreno, predominantemente pelas pressões distribuídas
sob a base da fundação, e em que a profundidade de assentamento em relação ao
terreno adjacente é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação. Incluem-
se neste tipo de fundação os blocos, as sapatas (isoladas, corridas, associadas,
alavancadas, vigas de fundação) e os radiers, conforme NBR 6122 (ABNT, 2010).
Segundo, ABCP (2005), também chamada de fundação superficial, transmite
a carga do edifício ao terreno através das pressões distribuídas sob a base da
fundação. As fundações superficiais estão assentadas a uma profundidade de até
duas vezes a sua menor dimensão em planta. Os principais tipos de fundações
rasas são:

a) Bloco: é o elemento de fundação de concreto simples, dimensionado de


maneira que as tensões de tração nele produzidas possam ser resistidas pelo
concreto, sem necessidade de armadura.
b) Sapata: é um elemento de fundação de concreto armado, de altura menor
que o bloco, utilizando armadura para resistir a esforços de tração.
27

c) Viga de fundação: é um elemento que recebe pilares alinhados,


geralmente de concreto armado; pode ter seção transversal tipo bloco, sem
armadura transversal, sendo chamada de baldrame.
d) Grelha: elemento de fundação constituído por um conjunto de vigas que
se cruzam nos pilares.
e) Radier: elemento de fundação que recebe todos os pilares da obra.

Quadro 1 – Características das fundações diretas ou rasas

Fonte: Velloso e Lopes (1998).

2.4.2.2 Fundações profundas

As fundações profundas, no caso tubulões e estacas, são elementos


estruturais esbeltos que colocados no solo por cravação ou perfuração, tem a
finalidade de transmitir cargas ao mesmo, seja de resistência sob sua extremidade
inferior (resistência de ponta), seja pela resistência ao longo do fuste (atrito lateral)
ou pela combinação dos dois. (ALONSO, 2010).
São aquelas em que a carga é transmitida ao terreno através de sua base
(resistência de ponta) e/ou superfície lateral (resistência de atrito). As fundações
profundas estão assentadas a uma profundidade maior que duas vezes a sua menor
dimensão em planta. (ABNT NBR 6122/2010).
28

Os principais tipos de fundação profunda são:

1) Estaca: elemento de fundação executado com auxílio de ferramentas ou


equipamentos, execução esta que pode ser por cravação a percussão,
prensagem, vibração ou por escavação. Os principais tipos de estaca são:

a) Estacas pré-moldadas: Caracterizam-se por serem cravadas no terreno,


podendo-se utilizar os seguintes métodos:
• percussão é o método de cravação mais empregado, o qual utiliza-se pilões
de queda livre ou automáticos. Um dos principais inconvenientes desse
sistema é o barulho produzido.
• prensagem é empregada onde há a necessidade de evitar barulhos e
vibrações, utiliza macacos hidráulicos que reagem contra uma plataforma com
sobrecarga ou contra a própria estrutura.
• vibração é o sistema que emprega um martelo dotado de garras (para fixar a
estaca), com massas excêntricas que giram com alta rotação, produzindo
uma vibração de alta frequência à estaca. Pode ser empregada tanto para
cravação como para remoção de estacas, tendo o inconveniente de transmitir
vibrações para os arredores. Podem ser fabricadas com diversos materiais,
sendo as estacas de concreto e metálicas as mais usuais.

Concreto: As estacas de concreto são comercializadas com diferentes


formatos geométricos. A capacidade de carga é bastante abrangente, podendo ser
simplesmente armadas, protendidas, produzidas por vibração ou centrifugação.
Metálicas: São encontradas na forma de trilhos ou perfis. Não há
possibilidade de quebra e, caso seja necessário realizar emendas, essas devem ser
soldadas, não devendo permitir o uso de luvas ou anéis.
Um problema que ocorre com relativa frequência em estacas cravadas por
percussão através de espessas camadas de argila mole é o drapejamento, isto é,
encurvamento das estacas, mesmo quando se tomam cuidados com o prumo
durante a cravação. Tal fato, no entanto, é raramente detectado.
O tratamento teórico deste fenômeno só vem sendo realizado muito
recentemente, não havendo, ainda, meios de quantificá-lo na fase de projeto. Por
esse motivo a eficiência das estacas e principalmente das emendas só pode ser
29

comprovada após experiência acumulada em várias cravações e provas de cargas


nestas formações de argilas moles. Há também outros tipos de fundações
profundas, tais como:
a) Estacas moldadas in loco com tubo de revestimento: Estacas tipo franki,
estacas tipo Strauss.
b) Estacas moldadas escavadas mecanicamente: Hélice contínua, estaca
raiz, estaca barrete.
c) Tubulão: tubulão a ar comprimido, tubulão a céu aberto.

Produzidas fora da obra, mas sempre partindo de requisitos estabelecidos


no projeto estrutural, as estacas pré-moldadas chegam praticamente
prontas ao canteiro para serem cravadas, principalmente por bate-
estacas.(TÉCHINE, 2004)
30

3 METODOLOGIA

3.1 PLANO OU DELINEAMENTO DA PESQUISA

Para se alcançar o objetivo da pesquisa, esta foi dividida em duas partes; a


pesquisa in loco e a pesquisa bibliográfica. A primeira foi executada no terreno da
obra, onde foram acompanhados os métodos normatizados, empregados na
investigação sobre a natureza do solo, a fim de subsidiar com dados técnicos
(oriundos da sondagem) a definição do horizonte de solo, no qual se assentarão as
fundações da obra.
Na realidade a sondagem é o fator determinante para o projeto de fundação,
pois descreverá as camadas de solos existentes no local em análise, possibilitando
assim, a escolha mais adequada do tipo de fundação a ser empregada.
Na segunda parte referente a bibliografia, analisou-se as normas referentes
ao tema.

Objetivo
Esta norma fixa as condições exigíveis para a sondagem a trado em
investigação geológico-geotécnica, dentro dos limites impostos pelo
equipamento e pelas condições do terreno, com a finalidade de coleta de
amostras deformadas, determinação do nível d’água, e identificação dos
horizontes do terreno. (ABNT NBR 9603,86).

3.2 DEFINIÇÃO DA ÁREA ALVO DO ESTUDO

A área em estudo será o subsolo do terreno da obra, o qual possui área


superficial de 750 m² e nele se construiu um edifício residencial de pequeno porte,
composto por dois andares, com área total de 572,68 m². O terreno está localizado
nas proximidades do Parque de exposições do Conta Dinheiro, mais precisamente
na rua Hermelino da Silva Ramos, Lages/SC, esta região possui solos ideais para a
construção civil, assim como a maior parte do município, com exceção apenas de
áreas próximas a corpos d’água.
31

3.3 PLANO DE AMOSTRAGEM

As amostras foram retiradas do solo de acordo com os procedimentos


normatizados pela NBR 9603, conferindo confiabilidade a cerca dos resultados
obtidos. Os furos de sondagem foram executados em zigue-zague, distantes uns
dos outros cerca de 3 metros; ao longo de todo o comprimento da futura edificação,
dessa maneira os testemunhos de solo revelarão o perfil que as camadas de solo
apresentam no terreno, de forma mais precisa. As amostras retiradas foram
colocadas sobre lona, à sombra, a fim de evitar contaminação e a perda da umidade
natural, sendo dispostas na mesma ordem de retirada do solo.

3.4 PLANO DE COLETA DE DADO

Os dados serão coletados a partir da análise das todas as amostras de solo,


conforme a NBR 9603 (sondagem a trado). Que neste caso, foi utilizada para a
definição do horizonte de solo firme, não havendo necessidade de mensurar a
resistência dessa camada, pois é muito espessa, devido as características
geológicas da região, fornecendo assim bom suporte para a edificação, que no caso,
possui cargas de pequeno valor.

3.5 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

Os instrumentos necessários para a coleta de dados e ou sondagem, são


descritos na NBR 9603, tais como:
a) Trado cavadeira, com diâmetro mínimo de 63,5 mm.
b) Trado helicoidal, com diâmetro mínimo de 63,5 mm.
c) Cruzetas, hastes e luvas de aço de 25 mm.
d) Chaves de grifo.
e) Medidor de nível d’água.
f) Metro ou trena.
g) Recipientes para as amostras.
h) Parafina ou fita colante.
32

i) Sacos plásticos ou lona.


j) Etiquetas de identificação.
k) Ponteira constituída por peça de aço terminada em bisel com 63 mm de
largura e comprimento mínimo de 200 mm.

3.6 CRONOGRAMA

Quadro 2 – Cronograma de estágio.

ATIVIDADES MESES
Agosto Setembro Outubro Novembro

Etapas Projeto Estágio


1 Definição tema estágio x
2 Levantamento de dados X
3 Análise dos resultados x X
4 Conclusão e entrega X
Fonte: Pesquisa do Autor (2014).
33

4 ANÁLISE DOS DADOS

A elaboração dos dados referentes a este relatório se baseou no


acompanhamento diário, “in loco”, da equipe de obra executando os furos de
sondagem, as escavações e reaterros das fundações. Objetivando dessa maneira,
investigar o solo da obra para definir o horizonte de solo mais indicado para
assentamento das fundações e executá-las. Para melhor compreensão da realidade
do terreno da obra segue foto que demonstra as camadas existentes no local.

Figura 5: Perfil de horizontes de solo.

Camada de solo orgânico,


aprox. 35 cm.

Horizonte de solo
resistente, grande
profundidade.

Fonte: Autor.

Sendo assim, realizou-se a sondagem direta do solo através da sondagem a


trado, conforme a NBR 9603, a escolha deste tipo de sondagem foi determinada
devido a três fatores:
a) A presença de solo resistente a pequena profundidade;
b) A praticidade de executar este método de sondagem;
c) Baixo custo de operação;
d) Edificação de pequeno porte, com carregamento de baixa magnitude.
34

A sondagem a trado forneceu os seguintes resultados:

a) Definiu a presença de apenas duas camadas de solo. Na superfície, solo


orgânico, variando entre 30 a 40 cm. Seguida logo a baixo, por camada
muito espessa de solo resistente, de cor amarelada, de resistência
estimada entre 2 a 3 kg/cm²;
b) Definiu o horizonte de solo para as fundações;
c) Auxiliou na escolha das fundações do tipo rasas;
d) Ausência do nível do lençol freático.

Figura 6: Camadas existentes no terreno da obra

Fonte: Pesquisa do Autor (2014)

Essa ausência foi considerada como ótimo indicativo, pois a umidade pode
causar patologias na construção e também requer a execução de drenagem.
De posse dessas informações, o responsável técnico da obra elaborou o
projeto de fundação, utilizando fundações rasas, do tipo “sapatas”; e determinou a
execução de rebaixamento do nível do solo da obra, em 1,20 metros, a fim de
executar as fundações em uma mesma cota ou profundidade. Desse modo os
colarinhos das sapatas também serão da mesma dimensão.
Evitando também problemas com recalques da estrutura, por mescla de tipos
de fundações, ou fundações com cotas diferentes, que não contribuem para uma
transmissão uniforme das cargas oriundas da edificação ao solo. Outro fato é que
esse tipo de fundação exige menor consumo de materiais e tempo.
35

Tendo as máquinas rebaixado o nível do terreno, a equipe de obra iniciou os


trabalhos de realização do gabarito da obra, para locação e escavação das sapatas
e das vigas de baldrame.

Figura 7: Sapatas escavadas.

Fonte: Autor.

Durante a confecção da armadura das fundações, outros membros da equipe


realizaram furos de trado, no centro das escavações de algumas sapatas.
Posteriormente, foram concretados com armadura pré-fabricada.
36

Figura 8: Furo de trado com armadura.

Fonte: Autor.

O solo escavado serviu como fôrma para as sapatas, essas covas receberam
uma camada de brita de cerca de três centímetros (berço), e posteriormente, uma
fina camada de concreto magro, para que durante a concretagem das fundações
não haja contaminação pelo solo. Após essa etapa, ocorreu a montagem da
armadura de fundação, conforme projeto, e finalmente a execução da concretagem
das fundações.
Foram executadas 43 sapatas, de dimensões 80 cm X 90 cm em uma área de
286,34 m², conforme o projeto elaborado pelo engenheiro responsável e de acordo
com a NBR 6122/2010.
37

Figura 9: Sapata concretada.

Fonte: Autor.
38

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde os primórdios da civilização, o homem busca a presença de solos


ideais para edificar suas obras de construção, não sendo diferente nos dias atuais;
onde obras de grande magnitude continuam sendo erguidas em terrenos
desafiadores, contudo, os métodos de sondagem tornaram-se mais precisos e
confiáveis ajudando neste intento. Do ponto de vista da engenharia civil, os solos da
região de Lages são privilegiados em sua resistência. O município foi nomeado
dessa maneira por suas características geológicas e geotécnicas que oferecem
grande segurança para se construir.
Em geral, ocorre a presença de pequena camada de solo orgânico, seguida
de camada espessa de arenitos, que têm sua resistência aumentada à medida que
se aprofunda; além da ocorrência de afloramentos de basalto.
Assim propicia aos profissionais da construção civil, ótimo panorama para
desenvolver projetos de fundações, a baixo custo com segurança. A prevenção
contra as patologias nas estruturas de fundação, no que se refere a recalques por
deslocamento ou adensamento de solo, basicamente pode ser eliminada, se
executada a prévia sondagem com métodos normatizados, negligenciar a
sondagem, como ferramenta de investigação do solo, pode por em risco o
empreendimento.
A execução das fundações rasas de uma edificação nova serve como uma
ótima oportunidade para estagiários dos cursos de construção civil e áreas afins, de
observar e conhecer os métodos construtivos empregados na rotina diária de uma
obra, com o desafio de seguir as normas vigentes.
No que diz respeito ao objetivo geral e objetivos específicos deste relatório,
foram plenamente alcançados, pois através do acompanhamento da sondagem,
tornou-se possível unir o conhecimento teórico com a prática.
Pois os dados obtidos “in loco”, propiciaram a definição do perfil do maciço do
solo, auxiliaram na determinação do tipo de fundação, na possibilidade de se
rebaixar o terreno a fim de executar as fundações em um mesmo nível, garantindo
um descarregamento mais uniforme das cargas oriundas da edificação e reduzindo
custos e tempo de execução das fundações.
39

O objetivo deste estágio foi o de tirar o máximo possível de conhecimento e


experiência, pois é uma condição especial de aprendizado, vivenciar o início de uma
construção, acompanhar diariamente as dificuldades, impostas pelo projeto à equipe
de trabalho em cada etapa e superá-las; colocando à prova a qualidade dos
profissionais ali envolvidos.
A realização desta obra propiciará aos seus novos moradores, praticidade e
conforto, além de aumentar a valorização imobiliária do local e incrementar os
negócios da região; dada a nova população que ali residirá.
As dificuldades existiram, pois as obras de construção civil; talvez por sua
condição artesanal, são suscetíveis a problemas relacionados com o clima; atrasos
de entregas de materiais, colaboradores, programação, etc.
Mas, embora em todo empreendimento aconteça imprevistos, a experiência
acumulada com eles, reduzirá sua ocorrência futura e incentivará a tomada de
decisões, característica principal dos engenheiros civis.
40

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2010.

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2001. 12 p, NBR 6484.

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procedimento. Rio de Janeiro, ABNT, 1986. 06 p, NBR 9603.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Projeto e execução de


fundações. Rio de Janeiro, ABNT, 2010. 05 p, NBR 6122.

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Técnicos e Científicos Editora, 1988. Vol. 1, 6ª edição, 265p.

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