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POLO: CANTAGALO

CURSO DE: LICENCIATURA EM HISTÓRIA

AD2

HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA

MAYHARA TAVARES JORGE

16116090102
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ANEXO 1 - FICHA PARA PREENCHIMENTO.

Título da dissertação/tese: A História dos Cristãos-Novos no Brasil


Colonial e a Escrita nos Livros Didáticos:
Um Estudo Comparativo
Nome do/a autor/a: Helena Ragusa
Nome do/a orientador/a: Profª DrªAna Heloísa Molina
Em qual programa de pós- Universidade Estadual de Londrina
graduação a tese foi defendida? Centro de Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em História
Social
Área (Colônia, Império ou BRASIL COLÔNIA
República):
Temática (política, economia, CULTURA E RELIGIÃO
cultura etc.)
Ano de defesa: 2012
Resumo da dissertação/tese As referências acerca dos cristãos-novos no
escolhida (máximo de 900 Brasil são vastas na historiografia brasileira.
caracteres COM espaço): Fugidos das perseguições ibéricas, milhares
de judeus convertidos vieram se estabelecer
na colônia com o intuito de aqui construírem
uma nova vida. Cada vez mais surgem
estudos que dedicados ao tema, apontam para
as múltiplas possibilidades de se trabalhar
com esses personagens, tendo em vista, as
redes que aqui formaram envolvidos em uma
série de atividades em diversos espaços e
tempos diferentes. Nosso interesse consiste
em analisar a presença de tais indivíduos em
alguns livros didáticos, tanto àqueles voltados
para o Ensino Fundamental quanto para o
Ensino Médio, e que possuem em sua
temática a História do Brasil, remontando à
época do Descobrimento. O objetivo é
perceber a forma como esses agentes vem
sendo representados pela escrita da história
apresentada por esses manuais, considerando,
sobre esses últimos, o complexo universo que
os constituem. Os cristãos-novos estiveram
presentes durante todo o período de nossa
colonização, podendo ser encontrados na
sociedade que passaram a integrar, uma série
de elementos de sua cultura que ainda se
fazem presentes nos dias de hoje. Através de
fontes variadas, tais como os próprios livros
didáticos, este estudo visa compreender como
se constrói o conhecimento histórico acerca
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de nossa formação frente a uma sociedade


predominantemente cristã, o que acreditamos
influenciar significativamente no tipo de
ensino e aprendizagem pretendido pelas
escolas e pelos agentes que as constituem
como é o caso dos livros didáticos, parte da
cultura material escolar.
Palavras-chave: Cristão-novo;
Livro Didático; Brasil colônia;
Ensino de História.
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ANEXO 1 - FICHA PARA PREENCHIMENTO.

Título da dissertação/tese: O “Brasil Colonial” e a exposição do


mundo português de 1940
Nome do/a autor/a: Rosana Andrade Dias do Nascimento
Nome do/a orientador/a: Lina Maria Brandão de Aras
Em qual programa de pós- Universidade Federal da Bahia
graduação a tese foi defendida? Programa de Pós- Graduação em História
da UFBA
Área (Colônia, Império ou BRASIL COLÔNIA
República):
Temática (política, economia, CULTURA E POLÍTICA
cultura etc.)
Ano de defesa: 2008
Resumo da dissertação/tese A Exposição do Mundo Português em 1940
escolhida (máximo de 900 foi um evento idealizado pelo Estado Novo
caracteres COM espaço): portugues para marcar oito séculos de
história dos portugueses no mundo.
Diferentemente das Exposições
Internacionais realizadas até então, o
Estado Novo realizou uma exposição de
caráter nacional para contar uma história de
glórias do passado aos portugueses do
presente. O nosso estudo tratou da
participação do Brasil, nessas
Comemorações Centenárias, na exposição
denominada “Brasil Colonial”. Seu objetivo
foi investigar o papel do Museu Histórico
Nacional (MHN), por meio de seu acervo,
na reconstrução histórica do Brasil Colonial
na Exposição do Mundo Português (EMP).
Foram definidos os seguintes objetivos
específicos: investigar a EMP como um
evento marcante das Comemorações
Centenárias que contavam oito séculos de
história dos portugueses no mundo;
identificar o acervo do MHN selecionado
para compor o Pavilhão do Brasil Colonial
na Exposição do Mundo Português; analisar
os fatos históricos do Brasil Colonial
considerados representativos para a
definição do circuito da exposição a partir
do acervo do MHN; e estudar a influência
de Gustavo Dott Barroso nas decisões para
a exposição do Brasil Colonial. A
metodologia empregada foi a análise
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histórica e historiográfica, realizada com


base na documentação iconográfica,
documental e fotográfica existentes nos
arquivos, museus e bibliotecas de
instituições públicas e privadas brasileiras e
portuguesas. A análise dos dados coletados
permitiu desmistificar alguns pontos, tais
como: a periodização da história do Brasil
Colonial definida para a Exposição; o
acervo do MHN, escolhido para narrar a
História do Brasil Colonial; conhecer os
caminhos percorridos por um acervo
museológico, no caso, o do MHN, usado
para a construção de um discurso
expositivo que objetivava a representação
da herança portuguesa na construção do
Brasil Colonial. Os resultados permitiram
concluir-se que, em 1940, a Exposição do
Mundo Português foi um momento de
afirmação da nacionalidade portuguesa
usando o passado de glórias e de expansão
no mundo. Sobre o Brasil e a sua
participação, houve uma condução por
intelectuais brasileiros e portugueses, por
meio de cartas codificadas, cifradas, com
registros de confidenciais que atravessaram
o Atlântico em conchavos e conluios para
possibilitar a representação brasileira. Com
relação à montagem da exposição do
Pavilhão Brasil Colonial com o acervo do
MHN, foram marcantes as atitudes de
Gustavo Barroso à frente da construção
dessa narrativa, realizando uma exposição
para enaltecer, através dos objetos, a
epopéia do paraíso - o Brasil Colônia.
Assim, em 1940, o Brasil é Português.
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ANEXO 2: DISSERTAÇÃO

A História dos Cristãos-Novos no Brasil Colonial e a Escrita nos Livros Didáticos: Um


Estudo Comparativo

A historiadora Anita Novinsky em seu estudo acerca do marrano na colônia


brasileira, mais especificamente na região das Minas e a sua função tanto nessa região
como no Nordeste de aplicações médicas. Esse pluriculturalismo aborda uma fusão
religiosa como uma pretensa fuga da Inquisição. Eram denominados de cristãos-novos
por conta dessa fusão religiosa.
Essa vertente de Caio Prado Junior se entrelaça com a visão da historiadora sob
o aspecto dos benefícios da Coroa com relação a presença do judeu tanto em Portugal
como nas regiões brasileiras e toda a influência positiva e agregada à metrópole,
principalmente no que se refere às questões de cuidados médicos.

Foram os cristãos-novos os responsáveis pelo financiamento e pelas


demais etapas do processo, incluindo o refinamento e distribuição do
produto. Entre os autores voltados para o estudo da formação
brasileira, como Capistrano de Abreu, Gilberto Freyre, Celso Furtado,
Caio Prado Jr. e Sergio Buarque dentre outros, a importância
econômica destes cristãos novos ou “judeus portugueses” é um
consenso (SILVA, 2007: 4).

.
Segundo Celso Furtado, a economia do Brasil colônia orienta-se segundo o
comércio exterior. Os fundamentos da estrutura colonial, portanto, estariam
condicionados pela transferência de riqueza para a metrópole (Portugal). Tanto que
esses cristãos novos colaboraram com o processo açucareiro no Nordeste.
Essas produções eram transportadas para a metrópole e, em contrapartida, os
cristãos-novos estavam dependentes da mesma tanto economicamente como pela
religião. A dominação definia os caminhos do subjugo e mantinha seus benefícios em
alta na colônia.

ANEXO 2: DISSERTAÇÃO
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O “Brasil Colonial” e a exposição do mundo português de 1940

Gustavo Barroso destacava a exposição sob a perspectiva da dominação, da


glória de Portugal sobre o Brasil e suas obras apontando para essa premissa. Portugal
nesse momento se apresenta cultuada como Gênio da civilização cristã.
Além de armas, a árvore do Gênese também é apresentada nessa exposição
como objeto de conquista, ´não mais pertencente à metrópole, o que reporta a visão de
Caio Prado Junior dessa posse e dominação capitalista.
Confirma também a vertente apresentada por Celso Furtado a respeito dos
fundamentos da estrutura colonial, portanto, condicionados pela transferência de riqueza
para a metrópole (Portugal).
Outro aspecto, foram as colocações de colônia e metrópole como uma unidade
de existência até o período da Independência. Desse modo, a corrente do “Antigo
Regime nos trópicos”, na qual o termo “elites” aparece mais ligado ora a questões
econômicas, ora a questões meramente descritivas, com menor precisão em relação ao
universo a que se refere.
Miriam Dolhinikoff, destaca o termo “elites” vem acompanhado do termo
“regionais”, pois, invertendo a interpretação de José Murilo de Carvalho, Dolhinikoff
aborda a construção do Estado não pela visão da centralização, mas pela perspectiva
federalista.
Esse federalismo é apontado pelos portugueses como o processo de ruptura da
dependência da colônia de sua metrópole e assim as mudanças recorrentes por conta
dessa separação entre os dois países.

Bibliografia
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NASCIMENTO, R.A.D. O “Brasil Colonial” e a exposição do mundo português de


1940, 2008. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/11231, acesso em
22 abr 2018.

RAGUSA, H. A história dos cristãos-novos no Brasil colonial e a escrita nos livros


didáticos: um estudo comparativo - Londrina, 2012. Disponível em:
http://www.uel.br/pos/mesthis/HelenaRagusa_Dissertacao.pdf, acesso em 23 abr
2018.