DOI: 10.

1590/2317-1782/20152013045

Artigo Original Zumbido em adolescentes:
Original Article o início da vulnerabilidade das vias auditivas

Tanit Ganz Sanchez1,2,3 Tinnitus in adolescents:
Juliana Casseb Oliveira1
Márcia Akemi Kii1,2 the start of the vulnerability of the auditory pathways
Katya Freire2
Jaci Cota1
Fernanda Vieira de Moraes1

Descritores RESUMO

Zumbido Embora o zumbido seja um sintoma cada vez mais comum, poucos estudos avaliaram sua prevalência ou incidência
Adolescente entre adolescentes. Objetivo: Avaliar se a presença de zumbido em adolescentes está associada a lesões auditivas
Audiometria mínimas, avaliadas por audiometria de altas frequências (AAF), emissões otoacústicas (EOA) e limiar de desconforto
Hiperacusia a sons (LDL). Métodos: Participaram da amostra 168 alunos adolescentes de uma escola particular, sendo 61,3%
do gênero masculino e com média de idade de 14,1 anos (desvio padrão=2). Todos responderam a um questionário
sobre zumbido e hipersensibilidade auditiva (intolerância a sons) e foram submetidos à otoscopia, audiometria tonal
convencional e de frequências acima de 8.000 Hz, LDL, EOA transientes (EOAT) e produto de distorção (EOAPD)
e acufenometria (esta apenas naqueles com zumbido). Em seguida, foram divididos em três grupos: Sem Zumbido
(n=73; 43,4%), Zumbido Esporádico (n=47; 28%) e Zumbido Constante (n=48; 28,6%). Resultados: Não houve
diferença significativa entre os grupos em relação aos limiares da audiometria nas frequências de 250 a 16.000 Hz,
nem nas EOAT ou EOAPD. Entretanto, o LDL dos adolescentes com zumbido constante foi significativamente menor
do que o dos demais grupos, sugerindo hipersensibilidade auditiva. Conclusão: Não houve evidência de alterações
auditivas mínimas na audiometria e EOA. Entretanto, a diminuição do LDL em jovens com zumbido constante
sugere que suas cócleas sejam mais sensíveis. Portanto, esse pode ser o primeiro sinal de vulnerabilidade a sons, mas
o acompanhamento desses adolescentes a médio prazo poderá demonstrar se tais regiões entrarão em processo de
comprometimento funcional, alterando os limiares audiométricos e as EOA.

Keywords ABSTRACT

Tinnitus Introduction: Although tinnitus is an increasingly common symptom, few studies have assessed its prevalence
Adolescent or incidence among adolescents. Purpose: To assess whether the presence of tinnitus in adolescents is associated
Audiometry with minimal hearing damage, evaluated through high-frequency audiometry (HFA), otoacoustic emission (OAE),
Hyperacusis and loudness discomfort level (LDL). Methods: The sample comprised 168 adolescents of a private school
(61.3% boys; mean age 14.1 years old; standard deviation=2). All of them completed a questionnaire about tinnitus
and hypersensitivity to sounds (sound intolerance), and then underwent otoscopy, pure-tone audiometry, HFA, LDL,
transient and distortion product otoacoustic emissions (TOAE and DPOAE), and tinnitus pitch/loudness matching
(the latter only in those with tinnitus). Participants were later divided into three groups: with no tinnitus (n=73,
43.4%), with sporadic tinnitus (n=47, 28%), and with constant tinnitus (n=48, 28.6%). Results: No significant
difference was observed between the groups regarding audiometry thresholds in frequencies from 0.25 to 16 kHz,
or TOAE and DPOAE. However, the LDL in adolescents with constant tinnitus was significantly lower than that
in other groups, suggesting hypersensitivity to sounds. Conclusion: There was no evidence of minimal hearing
damage in the audiometry and OAE. Nonetheless, the decreased LDL in adolescents with constant tinnitus
suggests that their auditory system is more sensitive. Therefore, this may be the first sign of vulnerability to
sounds. Future medium- to long-term monitoring of these students may show whether they will begin a process
of functional impairment, altering hearing thresholds, and OAE.

Endereço para correspondência: Trabalho realizado no Colégio Santa Cruz – São Paulo (SP), Brasil.
Tanit Ganz Sanchez (1) Instituto Ganz Sanchez – São Paulo (SP), Brasil.
Avenida Padre Pereira de Andrade, 353, (2) Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido – São Paulo (SP), Brasil.
São Paulo (SP), Brasil, CEP: 05469-000. (3) Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – USP – São Paulo (SP), Brasil.
E-mail: tanitsanchez@gmail.com Fonte de financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP.
Conflito de interesses: nada a declarar.
Recebido em: 30/10/2013

Aceito em: 25/09/2014
CoDAS 2015;27(1):5-12

regularmente matricu- mais minuciosos para detectar alterações auditivas mínimas: lados. de São Paulo (FAPESP. poder motivacional para obtenção de atitudes mais ativas dos Por outro lado. porém sugeriram que ele é mais comum do literatura científica e pouco valorizado na rotina profissional que o esperado(1-7). os jovens. a ter um comportamento de risco para o ouvido durante O objetivo do estudo foi avaliar se a presença de zumbido seus hábitos de lazer. 70% dos jovens relataram frequentar danceterias e 24. mas em indivíduos com audiometria normal.3%).6 Sanchez TG. Do do mecanismo de recepção coclear pré-neural aos sons e a total de adolescentes convidados. o que sugere a existência de algum mecanismo natu. Este estudo faz parte da primeira etapa de um “estudo-mãe” Sabe-se que alterações cocleares — mesmo que mínimas — de três fases sobre zumbido em adolescentes. Nenhum critério de exclusão apresentando audiometria convencional normal já demons. de modo a proteger os estudantes tanto de adaptação de próteses auditivas. de uma forma geral.000 Hz. o Discomfort Levels). precoce já sugere alguma fragilidade do sistema auditivo teria ral de adaptação à queixa. assim garantir que os adolescentes da amostra a ser selecionada teriam como dos limiares mínimos de mascaramento) e a hiperacusia. Inclusive. 2011/18797-7).0000. hiperacusia podem ser considerados como sintomas de alerta do acometimento precoce da via auditiva periférica. do ponto de vista clínico. solicitando um consentimento formal por escrito acima de 8. tionários. antes das alterações características na faixa de frequên- avaliaram sua prevalência ou incidência entre adolescentes. mas os participantes com cerúmen traram que a presença do zumbido geralmente se associa a no meato acústico externo. a associação entre ambos é na Plataforma Brasil (CAAE: 01734412. comportamentos que os expõem a lesões cocleares MÉTODOS precoces e irreversíveis(4). CoDAS 2015. profissionais com experiên. em adolescentes está associada a lesões auditivas mínimas. professores e talvez dos próprios adolescentes. liberdade financeira para usufruir dos hábitos de lazer de sua pelo limiar de desconforto a sons (LDL. tanto o zumbido como a atividades escolares. Vários estudos com adultos centes compareceram de fato. dos pais ou responsáveis. Estudos têm demonstrado piora dos Embora o zumbido seja um sintoma cada vez mais prevalente limiares auditivos de altas frequências em indivíduos com zum- na população mundial e nas consultas clínicas. dois exames são considerados aos pais de 470 alunos adolescentes.4.6% apresentam risco para a perda Projeto e configuração auditiva pela exposição estimada a 100 dBA por mais de uma hora por semana. Moraes FV INTRODUÇÃO as primeiras a serem acometidas na maioria das doenças que afetam a orelha interna(17). dor ou disfunção tubária devido a alterações nas emissões otoacústicas(13-16). Freire K. queríamos metria (medida da frequência e intensidade do zumbido. de modo a minimi- sões otoacústicas podem detectar alterações cocleares míni. Dada a distribuição socioeconômica nacional. Assim. tendem profissionais.0076) e recebeu frequente e pode alcançar 63 a 90% dos casos(11). e não se preocupam otoacústicas e LDL. Oliveira JC. Os resultados encontrados na literatura foram muito variáveis Zumbido em adolescentes é um tema pouco explorado na (entre 3. A possível comprovação de que sua presença em idade tão zumbido. antes que Seleção da amostra alguma perda auditiva seja percebida pelo paciente ou demons- trada pela audiometria convencional de 250 a 8. otorrinolaringologistas e fonoaudiólo- cia no assunto raramente atendem adolescentes com queixa de gos. investigadas por audiometria de altas frequências. de modo que os adolescentes pudes- A presença das emissões otoacústicas indica integridade sem comparecer à pesquisa com agendamento prévio.27(1):5-12 . para que a equipe pudesse analisá-los. essa última tam. hebiatras. sem o uso de proteção auditiva(8). adiada até normalização do exame físico. mas o zumbido pode ser mensurado por acufeno. des- taque no diagnóstico audiológico.1 anos. Na Holanda. pais. Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa ou intolerância a sons. Ambos são financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado sintomas subjetivos geralmente avaliados por meio de ques. a resposta ao tratamento e o seguimento bém conhecida como um tipo de hipersensibilidade auditiva a longo prazo. Já do O diretor do colégio e as pesquisadoras enviaram convite ponto de vista audiológico. liando a prevalência. poucos estudos bido. exceção feita à rotina diretor e os professores. emissões aquela reproduzida por mídias pessoais(2). nariz e garganta tiveram sua avaliação zumbido pode aparecer antes da perda auditiva e que as emis. Adolescentes brasileiros apreciam música alta. Kii MA. O LDL não é solicitado rotineiramente estudo foi realizado em uma escola particular (Colégio Santa pelos otorrinolaringologistas nem realizado no dia-a-dia dos Cruz. com a exposição prolongada nem com o volume excessivo do som. mas 168 adoles- diferentes partes da cóclea(12). que está ava- podem originar zumbido(9) e hiperacusia(10). cias convencional(18-20). foi previamente aplicado. quanto possível e evitar qualquer interferência no horário das Assim. do inglês Loudness preferência.5 e 69%). zar a influência nos resultados. Mesmo assim. pois essas frequências são vio padrão=2 anos) e predomínio do gênero masculino (61. de pediatras. muitas vezes por falta de informação. em especial. para participarem da pesquisa dentro das instalações emissões otoacústicas (EOA) e audiometria de frequências do colégio. A amostra final foi então composta por 168 adolescentes com A audiometria de altas frequências assumiu papel de des. em São Paulo). depois de uma longa discussão com o fonoaudiólogos para investigação clínica. 207 famílias autorizaram avaliação específica por frequência fornece informações sobre a participação dos estudantes na pesquisa. Cota J. faixa etária entre 11 e 17 anos (idade média de 14.000 Hz. Isso reforça que o infecções de ouvido.

Entretanto.27(1):5-12 .000 Hz) foi extremamente homogênea entre os grupos. A Tabela 3 mostra que não houve diferença Tabela 1.000 Hz rença significativa entre os limiares tonais obtidos em todas as bilateral. com ênfase na otoscopia (remoção de cerú. 2. realizamos análise descri- o teste e o posicionamento adequado da sonda. Os dados referentes à prevalência do zumbido nos parti- Os sujeitos com presença de zumbido foram solicitados cipantes deste estudo foram enviados para publicação à parte a avaliar o incômodo em uma escala visual analógica (Sanchez et al. sagens ou acessar Internet). desvio padrão.000 Hz.04). exame físico. Portanto.500. LDL. frequências analisadas nos três grupos. Audiometria tonal de 250 a 16. considerando-se as respostas ao questionário e à acufenometria Questionário: Grupo Acufenometria na cabina acústica Número de sujeitos (%) “Você tem ou teve zumbido nos últimos 12 meses?” Sem zumbido Não Sem zumbido 73 (43. desse resultado.57) CoDAS 2015. os resultados (EVA) de 0 a 10.334 a 0. diários e hábitos de lazer relacionados a fones de ouvido. 8. valores míni- ou reposicionada e a avaliação. Os sujeitos com 1.000. 4. zumbido constante referiram incômodo com sons do dia-a-dia metro de dois canais Ziptom (Sancout) e fones Senheiser na anamnese de forma mais frequente do que os demais gru- HDA 200. dentro da cabina acústica. 2.45) Zumbido esporádico Sim Zumbido ausente no momento 47 (27. relatório final com os resultados de todos os exames a serem no ouvido.06). menores. lhantes. Quando tiva dos resultados de cada frequência obtida em cada orelha um desses aspectos estava inadequado. fones Senheiser HDA 200.001). nas 6. shows) e uso de celular 3. utilizando o audiô. 3. na frequência de 2. com ou sem os pais. mas houve tendência estatística de os participantes com zumbido constante serem mais jovens do que os demais As fonoaudiólogas realizaram os seguintes exames em grupos (p=0.000 Hz. a sensação de aparecimento ou piora aérea esteve maior que 15 dBNA nas frequências de 500 temporária do zumbido essencialmente relacionado à saída de a 4. o equipamento monitorou automatica. dentro da cabina acústica. çando valores de p variando de 0. aos ouvidos foi frequente em todos os grupos. IMC (Índice de Massa Corpórea). Pediatrics. Também foi avaliada a frequência de descritos a seguir referem-se exclusivamente à comparação dos exposição a hábitos de lazer com risco potencial. 2.000 e 4. alcan- frequências de 2. com fone de ouvido. mos e máximos.000 Hz.500. o que foi confirmado na comparação entre todos os sujeitos: apenas os dois grupos com zumbido (p=0. todas com experiência rar o zumbido). a estabilidade do estímulo durante Para as emissões otoacústicas.899. nas frequên. Somente a partir disso. 6. A exposição aos hábitos potencialmente lesivos tonais por meio da técnica descendente-ascendente. a análise dos limiares nas frequências classi- cias de 1. sobre a autopercepção de perda auditiva. Avaliamos a distribuição da amostra em relação a gênero.000. com o audiômetro de dois canais Ziptom (Sancout) e vamente mais comum nos dois grupos com zumbido (p<0.000. 1. 4. 3. a oliva foi trocada por meio de média. 1. no prelo).000.000. 10.000.000. a Tabela 2 mostra que não houve dife- conforto nas frequências de 500.000 e emissões otoacústicas produto de distorção (EOAPD). pais e diretor da escola. em que o grupo de adolescentes Com o participante sentado em sala silenciosa e o mais com zumbido constante teve os melhores resultados (limiares imóvel possível. entrevista com cada adolescente. eventos men e descamações sempre que necessário). os 168 adolescentes foram dividi- As otorrinolaringologistas realizaram: dos em três grupos. 4. pesquisando os limiares de des. As características epidemiológicas foram seme- apresentados aos adolescentes.02). danceterias) foi significati- 2. mente o nível de ruído. Exceção foi feita 12.500. Critérios adotados para formação de três grupos de adolescentes na pesquisa. música ambiental em eventos noturnos e zumbido esporádico e com zumbido constante).000. idade. intensidade do estímulo narrow band necessária para masca- ringologistas e duas fonoaudiólogas. Tal equipe foi composta por duas otorrinola. danceterias.Zumbido em adolescentes 7 Procedimentos Os adolescentes que tiveram zumbido no momento da ava- liação foram submetidos também à acufenometria. zum- bido e hipersensibilidade auditiva (ou intolerância a sons).02). reiniciada. com música alta (festas. pesquisando os limiares pos (p=0. emissões otoacústicas transientes (EOAT). celular no ouvido (excluindo-se o uso para digitar men. sem diferença quisa da via óssea foi realizada quando algum limiar de via estatística.000. clínica em zumbido.000 Hz e camente mais afetadas por exposição a ruído (3. utilizando o aparelho OtoRead (Interacoustics).000 Hz. incluindo Todos os adolescentes foram avaliados pela mesma a pesquisa da frequência e intensidade mais semelhantes às equipe profissional em uma única sessão com duração de 30 do zumbido e dos limiares mínimos de mascaramento (menor a 40 minutos. 3.. p=0. A pes.98) Zumbido constante Sim Zumbido mensurado 48 (28. Como ponto de reforço 3. ambientes ruidosos (festas. como dados entre os três grupos de adolescentes (sem zumbido. por meio de um questionário específico criado para esta RESULTADOS pesquisa. Diferente do esperado. mediana. shows.000. conforme a Tabela 1. incômodo com sons 2.

262 500 Hz 8.91 0 0 45 73 3.81 5. Tabela 2.66 5 0 60 71 4.50 6.05).47 5 0 20 47 4.084).899 Direita 8 kHz 6.60 0 0 20 47 2. = mínimo.08 5 0 40 73 5.29 0 0 15 48 0.85 8.791 4 kHz 3.58 4.88 5 0 20 47 6.17 0 0 25 47 3. A Tabela 4 mostra que os LDLs apresen. bido constante apresentaram LDLs estatisticamente menores excetuando-se uma ou duas vezes e com duração inferior que os demais adolescentes (p<0.44 4. menor o valor das emissões otoa.65 5 0 35 73 5.58 8.6).44 5 0 20 48 0.19 5 0 25 48 0. Descrição dos limiares tonais dos três grupos em todas as frequências de 250 a 16.58 0 0 35 70 2.21 9.56 5 0 20 48 0. Analisamos as correlações entre os limiares tonais e as emis- sões otoacústicas (EOAT e EOAPD) nas frequências que são DISCUSSÃO comuns a ambos os exames (2.94 4.16 5 0 45 73 7.19 3.412 16 kHz 2.53 6.51 0 -10 20 48 0.21 5 0 65 71 4. Aprofundando essa aná.12 0 0 20 48 0. 3 e 4 kHz) e em cada orelha. Para praticamente todas as frequências.24 0 0 20 47 1.16 5 0 10 48 0.07 5 0 25 73 5.482 Esquerda 8 kHz 6.33 0 0 20 48 0.51 0 0 65 71 3.05).74 5. os adolescentes com zum.) tam diferença significativa em todas as frequências de ambos e uso frequente de celular no ouvido. n 250 Hz 8.001). zumbido em adultos e sua grande associação com perda audi- cústicas para ambos os parâmetros (EOAT e EOAPD) (r<0 e tiva.517 16 kHz 2.20 5 0 40 73 4.49 4.39 5 0 60 71 4.81 3.08 4.85 5 0 25 47 6.03 5 0 25 48 0.05). quanto maior o limiar Com base em nossa experiência clínica e de pesquisa com encontrado na audiometria.4.67 5 0 15 48 0.90 5 0 30 73 7.77 5 0 15 47 2.8 Sanchez TG.73 5.50 0 0 15 47 3.60 5 0 20 47 3.34 10.69 3.02 5 0 20 47 7. Esse item realmente os ouvidos entre os grupos (p<0.36 5 0 25 48 0.81 5 -10 30 48 0.48 5 0 20 73 5.335 2 kHz 5. Moraes FV significativa na intensidade e na relação sinal/ruído das EOAT com sons inicia-se em intensidades mais fracas do que as de e das EOAPD entre os três grupos (p>0.93 5 0 50 71 5.63 6.37 0 0 20 47 1.92 4. da exposição a hábitos de lazer com risco potencial para Em relação aos LDLs. fizemos também comparações do LDL entre os grupos usando-se o questionário criado para a pesquisa.Máx.653 10 kHz 6. desvio padrão. o planejamento desse primeiro “estudo-mãe” com ado- p<0.000 Hz Grupo Valor Orelha Frequência Sem zumbido Zumbido esporádico Zumbido constante de p Média DP Mediana Mín. A Tabela 5 nitidamente mostra que.826 9 kHz 5.78 5 0 25 48 0.33 5 0 35 48 0.15 6. Máx.47 5.79 5.53 5 0 25 73 6.870 4 kHz 3.42 5 -5 20 47 5.68 8.77 8. embora ela tenha seguido a direção dos demais resul.63 6.221 9 kHz 5. em todas as que mais de 50% dos avaliados responderam “sim” à per- frequências de ambos os ouvidos.11 5 0 30 73 5.44 0 0 25 47 3.03 4.48 6.076 2 kHz 4.08 5 0 15 48 0.07 0 0 25 48 0.26 5 -5 25 48 0. raves etc.66 4. festas.923 12 kHz 4.07 5 0 25 73 7. Mín.27(1):5-12 .840 10 kHz 5.451 14 kHz 2.18 6. Em resumo.79 5.58 7.318 1 kHz 6. realizamos análise descritiva dos os ouvidos. Oliveira JC.71 0 0 15 48 0.98 5 0 30 47 6.83 5.41 5 0 20 47 6.90 5 0 70 71 4. lise.20 5 0 30 47 3.91 4. Adicionalmente.36 5 0 20 47 5.30 5.15 5 0 20 48 0.020 3 kHz 4.839 Resultado do teste de Kruskal-Wallis Legenda: DP = desvio padrão. tal em alto volume (shows. foi confirmado e detalhado em outro artigo(21).41 5 0 20 47 7.96 5. mediana.33 4. os adolescentes a cinco minutos.09 5.19 0 0 45 71 1.67 4.30 5.49 5 0 25 48 0.12 4.694 250 Hz 8.50 5 0 15 47 5.70 5 0 15 47 6. danceterias.00 5 0 15 47 5.53 0 0 35 71 1.32 5 0 15 48 0. como uso de fones de ouvido em alto volume resultados por meio de média.46 3. adolescentes com zumbido esporádico ou sem zumbido.12 5 0 65 71 4.25 10 0 15 48 0.25 5.76 5 0 30 48 0.650 1 kHz 5. valores e por tempo prolongado.13 5 0 15 47 5. ida a locais de música ambien- mínimos e máximos.49 9.26 5.84 5 0 25 48 0.51 5 0 20 47 3.87 3.21 4.892 6 kHz 6. Máx.334 6 kHz 6.11 4.00 4. Exceção foi feita na frequência de 2.27 5.45 4.10 4.21 6. n Média DP Mediana Mín.21 6.47 5.31 0 0 45 71 4.60 4.58 5.68 6.10 0 -10 25 48 0.13 5 0 25 73 5.386 3 kHz 4.03 0 0 20 47 5. Máx.21 6.62 10 0 20 73 7.65 5 0 20 48 0.75 4. Freire K.964 11 kHz 5.18 5 0 40 73 3.13 6. n Média DP Mediana Mín.70 3.10 0 0 20 48 0.18 10 0 20 73 7.687 11 kHz 5.24 5 0 15 47 4.34 5.26 5.34 5. Assim.67 3.85 4. verificamos (dois a dois).080 14 kHz 2. Cota J. 1.77 8.64 5. Kii MA.11 5.56 6.46 5 0 10 48 0.36 0 0 35 70 1.57 6.96 4.88 6.43 6. gunta “Você tem ou teve zumbido nos últimos 12 meses”.32 4.871 500 Hz 7.000 Hz na orelha lescentes sugeriu que encontraríamos: direita.91 4.372 12 kHz 4.44 9.66 5 0 15 47 2. Este dado está de acordo com outras pes- com zumbido constante apresentam maior hipersensibilidade quisas de prevalência que utilizaram questionário como auditiva (ou intolerância a sons).57 5 0 25 47 5.85 3. alta prevalência de zumbido entre os adolescentes por causa tados (p=0.77 6.66 6.77 5.45 4. = máximo CoDAS 2015.29 5.00 5 0 15 47 6. uma vez que seu desconforto instrumento de obtenção dos dados(1.55 4.73 0 0 35 73 3.

74 7.5 -8 29 40 7.01 17 -20 33 70 15.28 11 0 25 47 0.03 5. Descrição e comparação das emissões otoacústicas transientes e emissões otoacústicas produto de distorção em cada frequência de cada orelha nos três grupos Grupo Valor Orelha Frequência Sem zumbido Zumbido esporádico Zumbido constante de p Média DP Mediana Mín.10 5.5 -20 12 48 0.15 9.98 10 -2 18 39 10.18 6.18 1 -18 12 73 -0.11 4.15 9 -4 28 47 0.75 7.46 9 -2 24 47 0.49 2 -17 20 39 -0.69 9.70 11 -6 22 40 11.474 Resultado do teste de Kruskal-Wallis Legenda: TE = transiente evocado.65 7.113 SN 3500 Hz 14.89 7 -7 26 48 0.44 5.60 6.77 5.59 5.5 -4 18 46 0.70 5.370 Esquerda SN 1500 Hz 18.78 6.30 5.57 8 1 17 39 10.5 -4 19 40 9.34 6.13 5.46 -9 -27 7 73 -8.33 7.75 6.11 6.5 -9 12 46 0.44 22 3 33 48 0.38 -6 -20 11 70 -3.38 4.97 5.67 20 -2 33 71 15.847 TE 3500 Hz -6.80 20 -2 31 47 0.07 -8 -22 3 39 -6.095 SN 2000 Hz 20.11 9.12 8 -15 20 47 0.5 1 27 48 0.5 -20 25 70 2.77 10.80 9.69 0 -13 12 40 0.74 10 -22 22 73 9.18 -5 -20 14 39 -5.36 6.02 9.44 11 -4 23 47 0.63 6.885 DP 1500 Hz 6.29 5.310 SN 3000 Hz 9.51 5.78 6.14 2 -19 13 41 2.97 8 2 19 39 10.53 4.16 -9 -30 4 73 -10. Máx.51 8.68 6 -8 22 48 0.830 DP 2500 Hz 2.44 9.5 -4 29 48 0.15 5.13 4.80 7.02 -8.78 -8.33 9.63 -6 -23 8 47 0.33 8.22 4.17 0 -19 23 47 0.49 -1.991 TE 2000 Hz -3.5 -20 13 48 0.128 SN 2500 Hz 7.80 8.442 SN 3000 Hz 11.44 10.50 8.34 13 -6 38 48 0.5 -13 27 70 10.868 SN 2500 Hz 22.19 25 -20 35 71 21.90 7.Zumbido em adolescentes 9 Tabela 3.20 9 20 48 0.65 6.03 -3 -14 7 39 -2. n TE 1500 Hz 1.30 9. Mín.93 7. SN = sinal/ruído.11 0.93 6.32 6.61 14 -5 36 47 0.54 -7 -29 6 73 -7.66 3 -20 14 40 1.07 -10 -22 1 39 -10.23 8.52 6.38 5 -20 15 71 2.85 4.073 SN 3000 Hz 9.89 6 -5 22 39 7.84 7.25 7.41 8.30 8 -14 20 71 5.11 -10 -18 5 39 -7.63 -4 -20 12 40 -5.91 7 -15 18 71 3.290 DP 2500 Hz 2.87 2 -13 10 38 1.13 -6 -23 5 40 -6.15 24 0 32 48 0.32 -8 -19 3 47 0.00 6.20 5. Máx.63 9.79 -9 -29 1 73 -9.5 -21 3 46 0. n Média DP Mediana Mín.68 12 0 22 47 0.59 2 -15 10 48 0.5 1 29 40 18.540 TE 2000 Hz -4.05 9.13 6.61 4.15 8 -5 22 40 10.11 23 -2 36 41 22.355 SN 2000 Hz 20.91 11.12 7.21 12 26 41 11.22 -10 -19 10 48 0.59 8.60 5.33 9.03 -9 -23 7 73 -8. Máx.72 6.06 0 -15 11 40 1.08 9 0 25 39 10.46 8.55 5.5 -22 11 48 0.46 10.43 5.09 6 -5 21 73 6.85 6.22 17.163 DP 4000 Hz -3.27(1):5-12 .30 8.74 6.09 6.27 20 1 38 39 13.44 7.69 -7 -26 10 73 -8.534 SN 3500 Hz 9.959 TE 2500 Hz -8.67 -8 -22 14 48 0.5 1 29 48 0.79 7.79 9.50 5.5 -20 17 48 0.68 5.08 3 -20 14 71 1.87 22 0 33 41 21.40 7.71 -3 -20 13 70 -4.24 16.41 9.46 13 -15 37 71 12.56 -4.81 7.83 8 -17 19 73 7.28 5.20 7 -2 23 40 9.30 11.74 5.41 9.96 7.56 8.44 6.05 21 33 48 0. n Média DP Mediana Mín.810 SN 3500 Hz 14.57 5.83 9.13 7 -22 21 73 8.5 -24 8 48 0.85 9 -14 18 73 7.763 TE 4000 Hz -8.56 3 -14 14 48 0.39 7 1 21 40 10.5 -20 11 70 0.91 -3 -20 10 73 -3.22 5.23 11.89 4 -7 15 40 5.60 9 -4 23 73 9.72 9 -6 20 73 9.92 6.06 -3 -18 6 48 0.431 Direita SN 1500 Hz 9.57 10 -26 21 73 9.91 5 -5 16 41 7.881 DP 3000 Hz -4.5 -20 19 48 0.37 9.92 7.5 -11 32 40 15.72 6.60 5.85 5.45 -9 -20 3 39 -7.95 6.559 TE 2500 Hz -9.49 -10 -22 4 40 -8.73 6.46 6.27 19 -15 35 71 17.865 DP 4000 Hz -5.94 7.92 5.00 9 -2 23 39 10.12 17 1 30 41 19.35 -6 -18 5 40 -4.80 6.49 8.42 -5 -20 19 71 -4.97 7.573 TE 3000 Hz -9.28 6.99 -8 -20 19 71 -4.60 6.10 5.506 SN 2500 Hz 21. = mínimo.945 TE 3000 Hz -9.102 SN 2000 Hz 7.90 7.Máx.62 -11.491 Direita SN 1500 Hz 17. = máximo CoDAS 2015.80 10.00 8 -2 19 73 8.73 8.70 8 -6 37 48 0.077 DP 2000 Hz 0.80 -10.56 8.75 1 -18 12 71 1.868 SN 3500 Hz 10. PD = produto de distorção.77 6 -23 23 73 6.11 10.30 -7.50 23 0 34 40 20.22 5.59 5.96 2.50 10 -11 37 71 13.13 3 -20 16 41 3.08 23 0 34 71 21.81 11.844 SN 4000 Hz 5.53 7 -12 20 48 0.5 -20 13 48 0.70 -10 -23 9 73 -10.546 DP 3000 Hz -6.14 15 -7 40 70 17.760 DP 3500 Hz 0.60 5.24 7.46 5.33 9 0 28 73 9.29 -4 -20 9 41 -5.5 -20 19 70 1.18 4.20 -8 -24 10 40 -9.10 6.815 TE TE 1500 Hz 0.81 -3.5 -4 33 48 0.91 10 -7 24 48 0.20 6.402 PD DP 1500 Hz 5.20 3 -20 12 70 0.404 SN 4000 Hz 6.5 0 30 48 0.784 SN 4000 Hz 8.93 13 34 40 9.03 6.20 2 -16 13 48 0.88 22 0 31 70 20.938 Esquerda SN 1500 Hz 8.81 11 -6 27 70 10.06 10.67 8.92 5.74 6. DP = desvio padrão.420 SN 2500 Hz 8.71 10 -10 27 39 8.81 6.66 22 5 30 48 0.81 6.30 -11 -22 5 47 0.15 20 5 31 40 20.77 -6 -20 16 48 0.97 6.38 1.38 9.5 -5 22 40 6.58 23 -20 32 70 19.71 9.16 8.07 6.38 7.5 -21 0 40 -10.95 3 -20 17 40 0.60 0 -10 12 48 0.45 22 6 31 48 0.52 6.614 TE 4000 Hz -7.81 -4 -12 15 47 0.29 5.098 DP 2000 Hz 2.26 6.90 9.603 TE 3500 Hz -6.20 -9 -22 13 73 -8.135 DP 3500 Hz 0.63 -4 -24 8 73 -5.58 5.79 10.11 5.65 5.95 6.15 5.60 6.07 -4 -21 15 40 -7.13 7.872 SN 3000 Hz 12.05 10 -2 24 73 9.27 1.080 SN 4000 Hz 10.10 10.333 SN 2000 Hz 8.31 7.86 5.08 4.

Descrição e comparação dos Limiares de Desconforto a Sons em cada frequência de cada orelha nos três grupos Grupo Valor Orelha Frequência Sem zumbido Zumbido esporádico Zumbido constante de p Média DP Mediana Mín.001 Sem zumbido x Zumbido esporádico 0. Moraes FV quando colocados na cabina acústica para as provas audio.57 0. independentemente de ele ocorrer do exame. = máximo Tabela 5.4 110 45 115 48 <0.001 4 kHz 102.7 115 75 115 73 110. rigor que diferencia nosso estudo dos demais da literatura. a prevalência do zumbido nessa faixa etária foi surpreen.3 105 65 105 73 102.010 Resultado das comparações múltiplas não paramétricas de Dumm CoDAS 2015.1 9.4 20.4 110 45 115 48 <0. constatando que as orelhas 2.46 0.006 Zumbido esporádico x Zumbido constante 3.6 115 70 115 73 110.912 4 kHz Sem zumbido x Zumbido constante 2.3 21.7 115 80 115 47 98. superando as estimativas de extrapolação rem dos nossos.010 Zumbido esporádico x Zumbido constante 2. quase 30% da amostra total conseguiu identificar a não foram suficientemente sensíveis para detectar altera- frequência e intensidade do zumbido por meio da acufeno.2 20.896 500 Hz Sem zumbido x Zumbido constante 3. Um outro estudo(24) ava- emissões otoacústicas.5 115 75 115 47 100.1 115 75 115 73 110.10 Sanchez TG.9 105 0 105 48 <0.23). enquanto os demais não o perceberam no momento amostra de adolescentes. nos limiares tonais em altas frequências e/ou nas das de frequência acima de 2. alterações auditivas mínimas evidentes nos sujeitos com com zumbido apresentaram alteração significativa nas ban- zumbido.596 2 kHz Sem zumbido x Zumbido constante 3.001 Direita 2 kHz 110.75 0. Oliveira JC. A literatura mostra alguns artigos cujos resultados dife- dentemente alta. Máx.60 <0.11 0.7 7. mesmo com a adição desse critério de com frequência esporádica ou constante.57 0.2 21. Máx.02 0.6 10. Resultado das comparações múltiplas dos Limiares de Desconforto a Sons em cada lado e cada frequência entre os grupos.3 115 80 115 47 100.012 Sem zumbido x Zumbido esporádico 0. item não se confirmou.001 Sem zumbido x Zumbido esporádico 0.001 4 kHz 102.3 9.3 105 75 105 47 92.1 115 75 115 47 100.0 21.001 Zumbido esporádico x Zumbido constante 3.85 0.7 9. n Média DP Mediana Mín. Entretanto. ções cocleares mínimas na presença de zumbido em nossa metria. dois a dois Orelha Frequência Comparação Valor de Z Valor de p Sem zumbido x Zumbido esporádico -0.7 115 80 115 73 111.20 0.001 1 kHz 111.82 0.4 20. n Média DP Mediana Mín. Máx.2 105 75 105 47 93.24 0.52 0.840 1 kHz Sem zumbido x Zumbido constante 3.001 1 kHz 110.39 0.011 Sem zumbido x Zumbido esporádico 0.22 0. este adultos com audição normal: (G1) controle.3 8.01 0.001 Zumbido esporádico x Zumbido constante 2.000 Hz. Kii MA.6 8.002 Direita Sem zumbido x Zumbido esporádico 0.13 0.7 19.2 9.004 Zumbido esporádico x Zumbido constante 2.6 115 70 115 47 100. = mínimo.001 Zumbido esporádico x Zumbido constante 3.8 115 75 115 73 111.992 4 kHz Sem zumbido x Zumbido constante 2.55 0. sem zumbido ou Tabela 4.001 Esquerda Sem zumbido x Zumbido esporádico 0. n 500 Hz 109. Portanto. Freire K.27(1):5-12 .001 Resultado do teste de Kruskal-Wallis Legenda: DP = desvio padrão.7 9.2 6.4 9. mostrando que ambos os exames lógicas.001 500 Hz 109.9 115 80 115 47 100.4 7.1 10.68 <0.70 <0. utilizadas como grupo controle).8 110 30 115 48 <0.8 10.9 11.4 110 20 115 48 0.4 110 40 115 48 <0.31 0.1 105 65 110 73 103.001 Esquerda 2 kHz 110.8 115 65 115 73 110.026 Sem zumbido x Zumbido esporádico -0.4 105 20 105 48 <0.6 110 55 115 48 <0.53 0. Um estudo(16) avaliou adultos com zumbido para a população mundial que já foram feitas em outros unilateral e audição normal (as orelhas contralaterais foram estudos(22.001 Zumbido esporádico x Zumbido constante 2.001 Zumbido esporádico x Zumbido constante 3. Mín.568 2 kHz Sem zumbido x Zumbido constante 3.982 1 kHz Sem zumbido x Zumbido constante 3.16 0.411 500 Hz Sem zumbido x Zumbido constante 2. exames classicamente considerados liou o potencial das EOAPD para distinguir quatro grupos de para detecção precoce de lesões cocleares.7 10. Máx.5 19. Cota J.57 0.24 0.

Isso significa que os jovens tricos normais. na prática. a ticas.000 Hz. Nessa amostra de adolescentes com e sem zumbido.000 Hz nas Por diferentes tipos de ajuda. Como parte desse estágio inicial de lesão. Assim. antes mesmo de ocorrer queda dos limia. apresentando Fabio Luiz Marinho Aidar Júnior. seja ele esporádico ou constante. Esses dados reforçam que a pre. antes de ocorrer lesão celular conforto mais precoce sejam. frequência de 2. cas presentes.000 e 6.000 Hz e audiometria normal até 8. o que fica ainda mais nítido nos casos de zumbido unilateral. dois pesquisa de LDL pode indicar que já existe uma alteração do outros estudos sugeriram que essa frequência parece ser dife. dos limiares nas frequências maiores do que 8. a pesquisa do LDL mostrou que adolescentes de 2. alguns desses casos ainda apresentam emissões otoacústi- nível coclear. somente estudos longi- para os três grupos sintomáticos apresentarem níveis menores tudinais poderiam comprovar essa hipótese. Laboratório Aché. Portanto. mal e zumbido. um acompanhamento a longo prazo poderia dado zumbido. Figueiredo et al. de resposta de EOAPD nas frequências de 4. dade de detectar alterações auditvas mínimas. altas frequências ainda tem seu uso limitado. divididos em três grupos: com hiperacusia.000 Hz. em uma pesquisa realizada por Sztuka et  al. a cóclea reagiria CONCLUSÃO apenas com um aumento da motilidade das CCE. embora tenham sido realizados em adultos. Por outro lado.000 possível que a idade da cóclea e o tempo de zumbido em adul. Entretanto. a amplitude das EOAPD foi mais fraca do que os adolescentes sem zumbido. é frequência maior do que 8. os mesmos autores tam. Guilherme Ferreira. Sanches et al.Zumbido em adolescentes 11 hiperacusia. em que os adolescentes com zumbido constante com zumbido têm desconforto a sons em intensidades mais tiveram melhores resultados (p=0. verificando que o grupo do Estado de São Paulo (FAPESP). já que investigam regiões cocleares semelhantes à Entretanto. Ferreira(25) também já havia sugerido a existência mostrar a evolução desse achado nos adolescentes. Os usuários de esté- reos pessoais apresentaram menor amplitude em 2.000 Hz.000 e 6. Embora não seja significativamente maior no grupo com zumbido e hiperacusia. paração a um grupo controle. Embora não tenha estu.(15) analisaram as CC-EOAPD em adul. suficiente para mostrar diferenças nas respostas cocleares dessa res tonais ou das emissões otoacústicas. ruído (3. Esse resultado mostra que a não vimos relevância clínica para esse achado. é coerente assumir que as orelhas que apresentam des- comprometimento da via auditiva. orelhas mais vulneráveis direta das células ciliadas externas (CCE). Entretanto. bido. Além disso. nesse estágio inicial de agressão. 4. aos sons. nós realizaremos o clistas do correio expostos a ruído há pouco tempo apresentavam acompanhamento de dois anos dos participantes e possivelmente maior amplitude de EOAPD do que aqueles expostos há muito conseguiremos elucidar mais algumas questões pertinentes. Entretanto. Esse estágio anterior de lesão coclear pode ter relação audiometria de altas frequências e os exames de EOAT (até direta com os nossos resultados. talvez pela falta de cimento (CC-EOAPD) para cada um dos grupos sintomáticos normatização consensual.(26) estudaram indivíduos com idade entre 15 e 30 anos para comparar a incidência de zumbido entre usuá. faixa etária. sistema auditivo nos indivíduos jovens com audiometria nor- rente das demais.000 Hz seja mais vulnerável.02). reconhecido como um teste de detecção de alterações auditivas sugerindo que o zumbido pode ser causado já no estágio inicial do mínimas.000 Hz) não foram sensíveis o nicamente presente.000Hz). esses estudos foram realizados com adultos e audiometria convencional. mesmo quando os limiares tonais estão normais. as autoras gostariam de agra- EOAPD. com com zumbido iniciam o desconforto com sons em intensidade misofonia e sem ambos.(11). Portanto. a audiometria de bém constataram que a inclinação média das curvas de cres. nas curvas de crescimento. fracas do que os sem zumbido.000 Hz Biosom e Companhia Energética de São Paulo (Fundação Cesp). AGRADECIMENTOS rios e não usuários de estéreos pessoais. Sancout. é possível que a além dos seguintes indivíduos do Colégio Santa Cruz: Prof. do “estudo-mãe” atualmente em andamento. direcionada para pacientes com zumbido. pacientes com zumbido em não citavam o tempo de existência do zumbido. tempo ou não expostos. intolerância a sons do que os demais. Além sença de zumbido e hiperacusia é consistente com alterações ao disso. Em vista disso. Mirian CoDAS 2015. em nossa prática clínica foi consistentemente mais íngreme do que no grupo controle. Portanto.000. se não forem submetidos à investigação ausência das emissões. cuja frequência na acufenometria é maior do que 8.000 Hz Enquanto as EOA já têm maior aceitação quanto à capaci- em relação aos controles. que poderiam evoluir para com zumbido e hiperacusia. Entretanto.000 Hz) e EOAPD (até 12. decer às seguintes instituições: Fundação de Amparo à Pesquisa tos normouvintes com e sem zumbido. com zumbido apresentou limiares mais elevados em 2. 4. pois o zumbido já estaria cli. Diferentemente dos adultos. Num primeiro momento.(15) também encontraram alterações no registro das configurações descendentes desses limiares nas orelhas com zum- CC-EOAPD em adultos normouvintes com zumbido em com. (G3) com hiperacusia e (G4) melhores limiares em adolescentes. A autora comprovou que motoci. A análise dos resultados do LDL mostrou que os adolescen- não foi observada diferença nas curvas de crescimento das EOAPD tes com zumbido constante apresentam maior hipersensibilidade/ quando avaliaram pacientes com zumbido e limiares audiomé. o que justi- ficaria o aumento descrito da amplitude das emissões otoacús. Hz podem ser erroneamente interpretados como tendo ausência tos possam ter influenciado os resultados de diminuição ou de lesão coclear aparente. frequentemente vemos Sanches et al. Houve uma tendência consistente piores limiares em adultos.27(1):5-12 . nem mesmo podem não estar suficientemente comprometidas para provo- nas frequências classicamente mais afetadas por exposição a car alterações nesses exames. (G2) com zumbido. esses achados sugerem Nosso estudo não mostrou diferença significativa entre os que as células ciliadas externas de adolescentes com zumbido limiares tonais nos três grupos de adolescentes. A única exceção foi a frequência Entretanto.

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