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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

Viabilidade do uso de Continuidade para Lajes Alveolares

Milton César Anjoletto Filho

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Departamento de
Engenharia Civil da Universidade
Federal de São Carlos como parte dos
requisitos para a conclusão da
graduação em Engenharia Civil

Orientador: Roberto Chust Carvalho

São Carlos
2012
DEDICATÓRIA

Dedico esta monografia os meus pais, Milton e


Angélica, e aos amigos que tanto me apoiaram em
toda a minha vida, mais especificamente na minha
trajetória por todo o período acadêmico. Sem vocês,
minha trajetória teria tido muito mais barreiras e
talvez até mesmo, seria impossível. Não tenho
palavras para demonstrar toda a minha gratidão.
AGRADECIMENTOS

Meus sinceros agradecimentos primeiramente a Deus, por ter me abençoado com


inúmeras graças no decorrer na minha vida acadêmica, em segundo lugar ao meu professor e
orientador Roberto Chust Carvalho, que se mostrou muito mais que um professor, um amigo
que mesmo em meus momentos de desleixo, soube me cobrar e ter paciência, usou muitas
vezes de seu tempo de descanso para que pudesse ser solucionada alguma dúvida, atitudes
como essas eu sinceramente não esperava. E por ultimo ao meu supervisor de estágio José
Roberto de Almeida Marin, que soube entender os momentos necessários para dedicação ao
meu trabalho de conclusão de curso me liberando dos compromissos de estágio as vezes em
momentos que eu era realmente necessário na empresa.
RESUMO

Trata-se de um projeto que visa mostrar vantagens e desvantagens para o uso de lajes
alveolares do tipo contínuas, quando comparadas com as lajes alveolares comuns (usadas de
modo bi-apoiada). Para que esse comparação seja realizada de modo simples e claro, será
desenvolvido toda uma explicação teórica, que tem como objetivo a apresentação de conceitos
básicos e aplicados, para o entendimento do funcionamento de lajes alveolares. Em sequencia,
é solucionado uma sequencia de exemplos que buscam deixar mais clara a variação dos
esforços solicitantes em situações diversas para os dois tipos de uso da laje. Com a finalização
do projeto, este tende a se tornar uma importante ferramenta para os projetistas, para que no
momento da escolha do sistema estrutural a ser utilizado, haja a opção pelo que tenha melhor
custo benefício.

Palavras-chave: Econômica, Laje Alveolar, Concreto.


ABSTRACT

ABSTRACT

This is a project that aims to show the advantages and disadvantages to the use of
hollow core slabs continuous type, compared with the common hollow core slabs (used so bi-
supported). For this comparison is carried out simply and clearly, will be developed
throughout a theoretical explanation, which aims to present basic concepts and applied to
understanding the functioning of hollow core slabs. In sequence, is a sequence of solved
examples that seek to make clearer the variation of internal forces in different situations for
both types of use slab alveolar and finally a price quote, using a table of TATU molded, to
have better understanding of the measures and characteristics of the more commonly
manufactured panels. With the completion of the project, this tends to become an important
tool for designers, so when choosing the structural system being used, there is the option that
has the best value.

Key-words: Economic, hollow core slab, concrete.


1. CAPÍTULO ........................................................................................................................ 8
1.1 Justificativa ............................................................................................................... 8
1.2 Objetivos .................................................................................................................... 8
1.3 metodologia ............................................................................................................... 9
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................ 10
2.1 Caracteristicas gerais de uma laje alveolar .......................................................... 10
2.2 Características do Processo Produtivo ................................................................. 11
2.3 Produção e utilização de lajes alveolares .............................................................. 12
2.4 Obras Quem Utilizaram Lajes Alveolares ........................................................... 14
2.5 Projetos de Lajes Alveolares .................................................................................. 16
2.6 Consideração da continuidade .............................................................................. 20
2.6.1 Roteiro para Cálculos e Verificações ................................................................... 20
3. EXEMPLOS NUMÉRICOS............................................................................................ 23
3.1 EXEMPLO NUMÉRICO 1 ................................................................................... 23
3.1.1 Determinação dos Carregamentos ........................................................................ 23
3.1.2 Determinação de Ap. ............................................................................................ 24
3.1.3 Verificação em vazio (t=0) no ELU ..................................................................... 25
3.2 Exemplo Numérico 2 .............................................................................................. 27
3.2.1 Resolução ............................................................................................................. 27
3.2.2 Verificação das Tensões no Tempo Zero ............................................................. 28
3.2.3 Verificação das Tensões no Tempo Infinito ......................................................... 29
3.2.4 Dimensionamento da Armadura Passiva Necessária para Garantir a Continuidade
29
3.2.5 Verificação Cortante ............................................................................................. 30
3.3 Exemplo Numérico 3 .............................................................................................. 31
3.3.1 Determinação dos Carregamentos ........................................................................ 31
3.3.2 Determinação de Ap. ............................................................................................ 32
3.3.3 Verificação em vazio (t=0) no ELU ..................................................................... 32
3.4 Exemplo Numérico 4 .............................................................................................. 35
3.4.1 Resolução ............................................................................................................. 35
3.4.2 Determinação da Armadura Necessária para Laje Alveolar no ELU ................... 35
3.4.3 Verificação das Tensões no Tempo Zero ............................................................. 36
3.4.4 Verificação das Tensões no Tempo Infinito ......................................................... 37
3.4.5 Verificação Cortante ............................................................................................. 37
4. CONCLUSÕES ................................................................................................................ 39
5. REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 40
8

1. CAPÍTULO

As lajes alveolares protendidas comumente são utilizadas como lajes bi apoiadas e


caracterizam-se por serem elementos com peso reduzido, fato que pode ser explicado pela
protensão, o que diminui o consumo de aço e pelos alvéolos, que diminui o consumo de
concreto. Dentre outros fatores, a protensão e o peso reduzido, faz com que estas lajes tenham
capacidade de cobrirem grandes vãos. Atualmente, o uso desse sistema tem sido procurado
devido aos projetos apresentarem vãos e sobrecargas acidentais cada vez maiores, que ocorre
com maior frequência em áreas de estocagem de fábricas e indústrias.
Ao trazer a continuidade como uma possibilidade de utilização deste tipo de laje, é
aberto um questionamento sobre o uso tradicional da laje alveolar (bi apoiada). Onde somente
um maior aprofundamento na área de dimensionamento e verificação poderia esclarecer qual
tipo a mais adequado para cada situação de utilização.
Com isso nasce a necessidade de um estudo da continuidade em lajes alveolares, já
que ao dimensionar o apoio para resistir aos momentos negativos gerados pelos
carregamentos existentes, os elementos de lajes contínuas conseguem atender tais solicitações
de projetos, sendo que ao trabalharem como bi apoiadas não satisfariam essas exigências.
Cabe ressaltar que a grande diferenciação entre dimensionamento de uma laje contínua
e o de uma laje bi apoiada está nas considerações das ações, pois para o primeiro caso é
importante destacar que os carregamentos que ocorrem após a cura da capa de concreto
devem ser calculados considerando-se como painéis contínuos, enquanto que anteriormente à
essa etapa de cura, os carregamentos referentes ao peso próprio da laje e da capa são
calculados para uma laje simplesmente apoiada, já que neste período o efeito da continuidade
é desprezado.

1.1 JUSTIFICATIVA
Como a estrutura de uma obra, acaba sendo responsável, por cerca de 15 a 20% do
valor total da mesma, é de total importância que os projetistas, visando uma redução de
custos, tenham acesso a bibliografias que possibilitem a melhor tomada de decisões possíveis.
Desta forma, com desenvolvimento desta dissertação, apresentando quadros comparativos,
exemplos numéricos de dimensionamento entre outros, tende a se tornar uma importante
ferramenta a ser utilizada por projetistas, sobre o método de utilização de lajes alveolares para
pavimentos de obras típicas.

1.2 OBJETIVOS
De modo a identificar as vantagens e as desvantagens da utilização de lajes alveolares
do tipo contínuas em edificações usuais de concreto, pretende-se comparar os consumos de
materiais e serviços utilizados na execução destas lajes, com os consumos referentes às lajes
alveolares quando usadas de modo simplesmente apoiado, que é o meio mais comum para a
sua utilização nos dias atuais.
Outro objetivo pretendido é a apresentação de uma justificativa teórica junto com uma
apresentação de roteiro de cálculo para pré-dimensionamento e verificação final destes tipos
9

de lajes pré-fabricadas, com utilização de capa moldada no local, para a execução dos
pavimentos de edificações usuais.
Para que seja firmada a comparação descrita anteriormente, no decorrer do trabalho
será desenvolvida uma série exemplos numéricos com características de uma obra comercial
típica.

1.3 METODOLOGIA
O trabalho trata de uma pesquisa aplicada e dedutiva, pois, será feito um estudo sobre
os meios mais usuais de utilização da laja alveolar nos dias de hoje, analisando assim a
possibilidade ou não da utilização da continuidade.
Sendo assim, é caracterizado como um trabalho mono disciplinar por compreender
assuntos como dimensionamento, análise de ações, métodos de construção e execução e por
ultimo analise econômica.
Tal processo deverá se realizado seguindo as seguintes etapas:
1) Revisão bibliográfica das várias dissertações e artigos citados na revisão
bibliográfica.

2) Analisar a variação de esforços internos sofridos pela laje alveolar continua, como
um ganho no momento fletor resistente, carga atuante e deformação tomando como base o
roteiro de calculo 2.5.2.

3) Resolução de três exemplos:


- O primeiro realizando o dimensionamento e verificação de uma laje alveolar
simplesmente apoiada
- O segundo o dimensionamento e verificação de uma laje alveolar com presença de
continuidade, com o intuito de comparar o gasto de materiais (concreto e aço) com a situação
explicitada no primeiro exemplo
- E um terceiro com uma redução da carga acidental na laje alveolar com presença de
continuidade, com o intuito de analisar o aumento dos esforços internos e consumo de
materiais (concreto e aço) quando há uma variação da carga atuante.

4) Elaboração de uma conclusão que possa explicitar os pontos positivos e negativos


do uso deste tipo de laje.
10

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 CARACTERISTICAS GERAIS DE UMA LAJE ALVEOLAR

Basicamente, uma laje alveolar, é composta por um elemento pré moldado, que possui:

 Alvéolos longitudinais - Com função de diminuir o peso total da estrutura,


possibilitando assim um dimensionamento para que consiga cobrir vãos elevados;
 Bordas inferiores, bordas superiores e nervuras - que são os limites dos alvéolos, onde
também irão concentrar a armadura longitudinal da peça.
 Juntas Longitudinais - Pois ao se tratar de uma peça pré-fabricada, moldada em uma
pista de largura definida, para cobrir os vão de projeto, há a necessidade de juntas
longitudinais.

Figura 2.1- Esquema Geral de Uma Laje Alveolar

Fonte: http://dc363.4shared.com/doc/2bClVGLc/preview.html

Segundo FIB (1998), a estrutura de concreto da laje composta consiste em uma laje de
concreto pré-fabricado com uma capa moldada in loco. A laje e a capa formam uma estrutura
monolítica sólida e funcionam em conjunto. A ligação entre as lajes e a capa é essencial e
deve ser sempre verificada em projeto e garantida na fabricação.
11

Todos os tipos de lajes alveolares podem ser utilizadas. A espessura varia de 100 a 420
milímetros e a largura normalmente 600-2400 mm. Vãos de até 18m são utilizados.
As lajes alveolares são fabricadas por extrusão ou por formas deslizanetes. Na maioria dos
casos a superfície superior é suficientemente áspera para ligação adequada capa. Quando uma
ligação adicional é necessária, pode ser fornecida a superfície superior com ranhuras. As lajes
alveolares aqui consideradas são pré-tracionadas e com resistência do concreto C40 a C50.
A espessura da capa geralmente varia de 40 a 100mm. A mesma pode ser reforçada
com armadura ou não. Por exemplo, se a laje é carregada com cargas dinâmicas ou
concentrada, a capa deve ser reforçada com uma malha de aço. A malha de aço no topo
também distribui fissuras de uma possível retração.

2.2 CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO PRODUTIVO


O processo de produção de elementos pré-fabricados de concreto, segundo El Debs
(2000) envolve atividades preliminares (preparação e transporte de materiais), de execução
(aplicação do concreto, cura e desmoldagem) e posteriores (transporte interno, acabamentos e
armazenamento).
Todas as etapas referentes ao controle de qualidade, devem ser seguidas de maneira
criteriosa com a finalidade de atender aos requisitos da NBR 6118:2003. Desde o recebimento
de materiais à armazenagem das peças prontas o sistema de qualidade deve garantir aos
elementos uma excelente confiabilidade no que diz respeito ao atendimento das
especificações de projeto.
O concreto utilizado para a produção das peças é executado, em geral, com cimentos
de alta resistência inicial (ARI), poucos dias após o seu lançamento, o mesmo já possui
resistência suficiente para a desmoldagem, processo este que tem como finalidade, acelerar a
cura e com isso aumentar a produtividade do processo.
O domínio das informações relativas às características dos materiais constituintes e o
permanente monitoramento da produção garantem o aumento da resistência do concreto à
compressão, aumento da durabilidade, diminuição da permeabilidade e maior proteção das
armaduras em relação à corrosão. Pela melhoria destas propriedades este concreto é
denominado de alto desempenho El Debs (2000).
Devido ao fato de que em geral, o processo de pré-fabricação industrial possui um
controle de qualidade do processo produtivo mais rigoroso e a utilização de formas ser mais
tecnológico, estes acabam apresentando um índice de variação dimensional muito inferior
quando comparado com as peças moldadas no local, ou seja, pelo sistema artesanal de formas
de madeira.
Segundo Boiça (2005), uma particularidade importante a ser considerada no projeto
de estruturas pré- fabricadas de concreto são as situações temporárias ou transitórias. Nos
eventos de desmoldagem, transporte e montagem as peças são solicitadas sem terem
atingido a resistência total e em alguns casos acontecem solicitações diferentes a que
serão submetidas em serviço.
Um exemplo que pode ser usado para exemplificar a situação descrita anteriormente,
acontece na desforma, transporte e montagem de pilares, que são peças predominantemente
submetidas à compressão em sua função de serviço mas precisam resistir à flexão causada
pela movimentação na posição horizontal. Ainda que a carga seja apenas do peso próprio,
caso esta situação não tenha sido considerada no dimensionamento dos mesmo, esta
submissão à esforços de compressão pode ocasionar a fissuração da peça o que acabaria por
comprometer o seu desempenho no decorrer da sua vida util.
12

2.3 PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DE LAJES ALVEOLARES


Lajes alveolares são peças produzidas por equipamentos de extrusão ou por formas
deslizantes, com larguras de 1,00 a 1,25 metros e alturas variando de 12 a 50 cm. Os
painéis são produzidos no comprimento da pista e serrados posteriormente conforme
especificação do projeto El Debs (2000).
Em geral é utilizado o sistema de protensão e colocada armadura ativa somente na
face inferior. O processo de produção das lajes inviabiliza o uso de armaduras transversais e
por isso as solicitações por esforços cortantes são resistidas pela ação da resistência do
concreto à tração, fator este que muitas vezes acaba por inviabilizar o uso deste tipo de laje, já
que na maioria das verificações, a referente ao esforço cortante é a que acaba sendo mais
crítica.
Segundo Boiça (2005), o um dos possíveis procedimentos da produção de laje
alveolares, consiste nas seguintes etapas:
Preparação da pista – aplicação de desmoldante, colocação e protensão das cordoalhas e
ajuste da máquina extrusora.
Concretagem – aplicação e adensamento do concreto (executado mecanicamente)
Cura – corresponde a um período de cura normal, aceleração por cura a vapor e desaceleração
ou resfriamento. A figura 2.2 a seguir mostra a aplicação do desmoldante na forma que será
utilizada para a produção da laje.

Figura 2.2- Pista Para fabricação de Lajes com desmoldante aplicado.

fonte: http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/37/artigo220682-1.asp

Aplicação da Protenção - Este é um serviço que pode ser realizado antes ou depois da
aderência inicial do concreto com as cordoalhas. O ideal é que se aplique a protensão em todo
o conjunto de uma única vez, pois a tensão do primeiro cabo tende a variar conforme é
aplicado a protensão nos demais, fato este, que ocorre pois a tensão aplicada no primeiro cabo
faz com que o mesmo sofra um alongamento e consequentemente uma perca de tensão.
13

Apesar desta perca de tensões, a maioria das maquinas utilizadas nesse serviço, realizam a
protensão independente em cada um dos cabos e a grande maioria dos projetistas,
desconsideram este alongamento, pois este se trata de valores muito pequenos. A figura 2.3 a
seguir mostra uma maquina presente em grande parte das fabricas de peças protendidas,
realizando a protensão dos cabos.

Figura 2.3- Aplicação de protensão independente em cada cabo de uma peça protendida

fonte: http://www.aecweb.com.br/equipamentos-de-protensao-wch-proporcionam-economia-
de-acos-e-pouca-mao-de-obra/tematicos/artigos/4306/6

Corte e remoção – as lajes são cortadas nos tamanhos especificados em projeto e


retiradas das pistas para serem armazenadas até o momento descarregamento para a
obra. Para que se inicie o procedimento de corte é necessário que o concreto esteja com
resistência mínima de 21 Mpa para garantir a aderência nas cordoalhas de protensão. Estes
cortes devem ser sempre no sentido transversal a peça, evitando sempre que possível os cortes
longitudinais. Quando por incompatibilidades de projeto haja realmente a necessidade de se
realizar cortes no sentido longitudinal da peça, este deve ser realizado, sempre no alvéolo, e
nunca na nervura, pois isso faria com que a distribuição da armadura passasse a não ser mais
simetrica. A figura 2.4 a seguir ilustra uma situação de corte em uma laje alveolar.
14

Figura 2.4- Equipamento utilizado para realizar cortes nas peças

fonte: http://www.r4tecno.com.br/laje.alveolar/perguntas.frequentes/

A duração deste ciclo de produção, incluindo os set-ups das máquinas é de


aproximadamente 16 horas para pistas de até 150 metros. Ao atender a condição de
resistência para desprotensão e desforma o concreto também eleva a resistência
característica à compressão média ( fck ) ao longo do tempo.

2.4 OBRAS QUEM UTILIZARAM LAJES ALVEOLARES


Os sistemas de lajes tradicionais exigem o recebimento, transporte e estocagem de
diversos componentes da laje (vigotas, elementos de enchimento, armaduras e escoras). Para
cada um dos componentes é necessário espaço para estocagem e translado do material do
recebimento ao estoque e, do estoque ao local de utilização. Na Laje Alveolar, somente os
painéis e eventualmente o aço para a malha de distribuição, deverão ser recebidos e
descarregados com auxílio de guindaste, ou pela grua da própria obra, simplificando o
recebimento, estoque e manuseio do produto.
O processo de montagem da laje alveolar é muito simples e repetitivo e o rendimento
de uma equipe de montagem de três operários pode chegar, sem dificuldade, a 50m2/h, o que
equivale a 400m2em 8 horas de trabalho. Concluída a montagem dos painéis alveolares, é
possível o inicio imediato do preenchimento das juntas ou execução de capa de concreto, sem
necessidade de qualquer escoramento dos painéis.
Os serviços de carpintaria, armação e revestimento, além do recebimento, estoque,
transporte e manuseio de todos os materiais envolvidos nestas etapas, são eliminados quase
que totalmente.
A redução de materiais e mão-de-obra para a execução e, principalmente, a redução
acentuada dos prazos de execução torna a Laje Alveolar uma solução indispensável para obras
com canteiros pequenos e prazos limitados.
Devido a estes fatos, muitas obras, principalmente as de caráter industrial, optaram
pelo uso deste tipo de laje. As figuras a seguir visam ilustrar algumas destas obras, destacando
15

os grandes vãos que estas lajes tem a capacidade de cobrir e a simplicidade do processo de
montagem das mesmas.

Figura 2.5 - Ambev Jundiaí 4000m²

http://www.alveolare.com.br/obras-alveolare.htm

Figura 2.5 - Autódromo de Interlagos

http://www.alveolare.com.br/obras-alveolare.htm
16

Figura 2.6 - Marisa I. Q. Porto - 1900m² de laje alveor

Fonte:
http://www.preconcretos.com.br/Site/Html/content/_assinc/Portfolio.aspx?cat=portfolio&id=92
&nimage=12

2.5 PROJETOS DE LAJES ALVEOLARES


O modelo para estudo de piso de laje alveolar protendida foi desenvolvido com a
execução de uma capa estrutural sobre a laje, pois faz com que haja uma grande melhora no
desempenho do conjunto, já que devido a esta capa, as cargas são mais bem distribuídas e as
lajes trabalham de forma mais eficiente.
E importante enfatizar que existe a possibilidade da utilização de um sistema sem a
execução da capa estrutural de concreto. Porém, quando se utiliza esse sistema dessa maneira,
deve-se tomar alguns cuidados no dimensionamento do pavimento, tais como estudo pontual e
detalhado do comportamento do pavimento, posicionamento e altura da alvenaria e
preenchimento das juntas entre as lajes, já que é por meio dessas ligações que ocorre a
transmissão dos esforços cortantes.
Em Melo (2004) estão disponíveis tabelas e gráficos que possibilitam a determinação
das características da laje alveolar a ser utilizada, tais como altura da seção e quantidade de
armadura longitudinal. Segundo este autor, há estudos para o caso das lajes sem a capa
estrutural. Para essas lajes, os gráficos fornecem tais características com base nos limites, para
cada caso, em função do vão máximo para cada sobrecarga e vice versa. Para a criação dos
gráficos 2.7 e 2.8, considerou-se que as lajes são biapoiadas, a flecha máxima admitida é de
Lx/250, resistência de uma hora em caso de incêndio e força de protensão nos cabos de 7500
kg/cabo, para os cabos cujo diâmetro  = 9,5 mm e 14500kg/cabo para  = 12,7mm.
17

Figura 2.7- Gráfico para laje alveolar de 26,5 cm de altura, sem capa estrutural.

Fonte: MELO (2004).

Figura 2.8- Gráfico para laje alveolar de 20 cm de altura, sem capa estrutural.

Fonte: MELO (2004).

Para as lajes alveolares com capa estrutural, foi feita uma tabela (Tabela 2.1) que
fornece, em função do vão, os valores característicos das cargas limites, os momentos fletores
de cálculo máximos e os valores das deformações inicial e final, para determinadas
combinações de altura de laje e quantidade de armadura longitudinal.
18

Tabela 2.1- Tabela de Cargas limites de laje alveolar. MELO (2004).

Fonte: MELO (2004).

Na confecção dessas tabelas levou-se em conta os valores da carga permanente devido


ao peso próprio (g1), carga permanente devido ao capeamento (g2), sobrecarga permanente
(g3) e sobrecarga acidental (q). Multiplicados por um coeficiente de majoração, utiliza-se a
combinação (g3 + q) para se obter os valores limites de flexão, fissuração, deformação e
cortante. A partir desses valores, toma-se o menor para que se tenha o limitante superior da
carga limite. Já os momentos fletores de cálculo máximos são estimados a partir do valor
máximo da combinação citada. Em todos os casos considerou-se uma capa estrutural de 5 cm.
Segundo Yang (1994), os painéis de lajes alveolares, podem romper de diversos
modos, dentre eles, os mais frequentes a serem observados são:
 Mecanismos devido a flexão:
19

 Fissuração do concreto devido à tração por flexão;


 Deformação excessiva da laje;
 Ruptura das cordoalhas por tração devido a flexão;
 Ruptura do concreto devida à compressão por flexão;
 Fissuração da fibra superior devida a tração por flexão depois de retirada de
ancoragem dos cabos protendidos;

Mecanismos de falha devida ao cisalhamento:


 Falha de ancoragem dos cabos;
 Fissuração do concreto devida a interação de cisalhamento e flexão;
 Falha da nervura por tração devida ao cisalhamento;
 Falha da nervura por compressão devida ao cisalhamento;
 Falha por escorregamento devido ao cisalhamento ao longo de uma fissura
inclinada.

Em estudos de Petrucelli (2009), chegou-se a conclusão que as situações citadas


anteriormente por Yang (1994), podem ser facilmente alcançadas quando ocorre o transporte
de uma estrutura. Pois se tratando de uma estrutura pré fabricada, no decorrer do transporte, a
mesma poderá ser submetida a esforços pela qual ela não foi projetada. O que portanto leva a
necessidade de um dimensionamento desta peça que considere as situações críticas de
transporte.
Quando se calcula uma peça de concreto armado ou protendido, deve-se garantir a
segurança no estado limite último assim como verificar as condições de utilização em ambos
os casos, deve-se as recomendações descritas no item 17.2 da NBR 6118:2003. Além das
verificações no estado limite último, é preciso verificar a estrutura em seu funcionamento,
pois não basta uma estrutura ter um segurança à ruptura, é preciso que funcione
adequadamente e que tenha durabilidade compatível ao que foi projetada.
Segundo Elliot (2002), a verificação das condições de serviço também deve ser feita
considerando-se que, para as lajes alveolares, a razão entre o momento de ruptura e o
momento em serviço é cerca de 1,7 a 1,8. Devido a isto, pode-se utilizar tanto a condição de
estado limite último como as condições de verificação no estado limite de fissuração
para calcular a armadura longitudinal de flexão, de modo que ao usar a primeira para
determinar a quantidade de armadura e a outra é utilizada como condição de verificação e vice
e versa. Sendo ainda necessário conhecer as perdas de tensão envolvidas no processo de
protensão e as que ocorrem ao longo do tempo.
O livro de Carvalho e Figueiredo Filho (2003), enfatiza que para a verificação dos
estados-limite de deformações excessivas, devem ser analisados, além das combinações de
ações a serem empregadas, as características geométricas das seções, os efeitos da fissuração
e da fluência do concreto e as flechas limite, estas diretamente ligadas à destinação ou tipo de
elemento estrutural.
A norma NBR 14861 (2002) que está sendo revisada no momento, caracteriza os
painéis alveolares e indica algumas condições de execução. No novo formato serão
acrescentadas algumas condições de cálculo e verificações segundo as informações do
professor FERREIRA.
20

2.6 CONSIDERAÇÃO DA CONTINUIDADE

Segundo Petrucelli (2009), as lajes alveolares protendidas contínuas resistem melhor


aos momentos positivos que aos momentos negativos, pois a região de concreto comprimido
disponível para resistir aos momentos negativos (região de apoio intermediário) é muito
pequena comparando-se com a região onde ocorrem os momentos positivos, sendo esta no
meio do vão de cada tramo. A figura a seguir busca ilustrar esta situação.

Figura 2.9 – Diagrama de momento elástico e com plastificação no apoio central,


sendo M – momento positivo e X – momento negativo

Fonte: CARVALHO E FIGUEIREDO FILHO, 2004

Tendo como base a figura 2.9, pode-se levar em conta que no apoio intermediário
ocorre a plastificação do concreto, ou seja, considera-se o surgimento de uma rótula plástica
nesse apoio. Assim, se a seção for capaz de resistir ao momento elástico, o cálculo é feito da
maneira usual. Caso consiga resistir à apenas uma parcela desse momento elástico, mantém-se
a hipótese de plastificação do apoio, onde o momento plástico é menor que o momento
elástico. Nesse caso, o momento positivo máximo nos tramos se apresentará maior que o
elástico usual, para que haja um equilíbrio na seção.
Se for escolhido o cálculo usual, o procedimento se torna antieconômico e os
momentos positivos são menores que os realmente atuantes, pois é sabido que o momento
elástico não corresponde à situação real.
Nos projetos de lajes alveolares comumente é visto que nos apoios intermediários são
adicionadas telas nervuradas àquelas utilizadas para combater a fissuração, obrigatórias
quando da concretagem da capa. Com isso, verifica-se o valor de momento que a armação das
telas sobrepostas suporta e assim chega-se a um momento plástico.

2.6.1 ROTEIRO PARA CÁLCULOS E VERIFICAÇÕES


De acordo com Petrucelli (2009) este é um roteiro que pode ser utilizado para a
determinação da armadura longitudinal de uma laje alveolar pré-fabricada e para verificação
21

das tensões, bem como a determinação da armadura longitudinal de continuidade. No trabalho


em questão, não foram verificados cisalhamento e deformações. Assim, esse roteiro pode ser
colocado como:

1) Obtenção de todos os dados iniciais, dentre eles as características do elemento (tipo


de concreto, aço, seção transversal com e sem capa, etc), carregamentos a serem considerados
e em que época são introduzidos, as características geométricas através da seção e as
condições ambientais. As dimensões da seção transversal devem ser obtidas a partir de
manuais que apresentam tabelas que relacionam a espessura com a sobrecarga e vão;

2) Determinação da armadura de protensão Ap através das equações 1 e 2 no estado


limite último no tempo “infinito” e considerada a seção trabalhando como composta. Aqui
ainda se trata de um pré-dimensionamento, por isso devem ser consideradas decorridas todas
as perdas, adotando-se um valor para tal;
M
KM D  d (1)
f
b w * d² * cd
1,4
onde:
Md – momento máximo resistente para carregamentos anteriores à cura da capa;
bw – largura da seção;
d – altura útil;
fcd – resistência de cálculo do concreto
M
Ap  d (2)
KZ * d * σ
p
onde:
Md – momento máximo resistente;
KZ – coeficiente obtido na tabela 3.1 de CARVALHO E FIGUEIREDO FILHO (2004);
d – altura útil;
σ p – tensão na armadura de protensão no tempo infinito devido o pré-alongamento e a
deformação da seção para que seja obtido o equilíbrio na flexão.

3) Determinação das perdas de protensão considerando as etapas (estipular pelo menos


4 etapas em que atuam os carregamentos nas seções simples e composta). Adotar os períodos
em que ocorre cada uma delas, sendo que se iniciam quando é introduzido um novo
carregamento até o momento em que começa atuar o próximo;

4) Dimensionamento do valor de Ap como no item 2, com o valor final das perdas já


calculado;

5) Verificação do estado limite último no tempo “zero” apenas com peso próprio (em
vazio). É necessário calcular a distância em que ocorre a transferência de protensão (equação
3) e em seguida são feitas as verificações com a equação 4. A força de protensão é dada
através do valor de Ap obtido no item 4. Consideram-se os limites de compressão excessiva
(na data da liberação de protensão) e descompressão. Caso as duas condições de tração e de
compressão estejam atendidas ir para o item 7;
 bpd  h 2  0,6   bpt    bpt
2
(3)
onde:
22

 bpd – distância de regularização das tensões;


 bpt – comprimento de transferência da protensão
h – altura do elemento.
Np Np * e M g
σ    (4)
A W W
onde:
 – tensões normais no concreto junto à borda inferior ou superior;
Np – esforço normal de protensão na data da liberação da protensão;
e – excentricidade do cabo na seção;
A – área da seção transversal inicial de concreto;
W – módulo de resistência da seção inicial em relação ao bordo inferior ou superior
dependendo da fibra a ser considerada;
M g – Momento fletor devido à ação de peso próprio da seção do painel.
6) Ocorrendo tração nas fibras superiores, acrescentam-se cordoalhas nas mesmas.
Não sendo possível eliminar a tração e a compressão excessiva, verificar outro elemento de
maior altura;
7) Verificação do estado limite último de serviço para a fissuração no tempo “infinito”
considerando-se as combinações freqüente e quase permanente (usar os coeficientes Ψ1 e Ψ2
da NBR61118:2007) para as cargas acidentais. A força de protensão é dada através do valor
de A p obtido no item 4. Os limites de tensão são dados pela NBR6118:2007 dependendo da
condição de agressividade ambiental. Se as tensões não forem atendidas é possível aumentar a
quantidade de cabos ou aumentar a altura da peça;
N N *e M
σ  p p  i (5)
A W Wi
onde:
N p – esforço normal de protensão no tempo infinito;
Wi – módulo de resistência da seção em relação ao bordo inferior e superior que deve
ser considerado para a etapa i;
M i – Momentos fletor na seção devido a ação i.

8) E por ultimo determinação da armadura de continuidade As através das equações 1


e 2 do item 2. Considerar para momento negativo de cálculo Md os valores correspondentes
aos carregamentos que são introduzidos após a solidarização da capa com a laje.
23

3. EXEMPLOS NUMÉRICOS

3.1 EXEMPLO NUMÉRICO 1


Dimensionar e verificar a laje alveolar descrita abaixo, considerando a laje bi apoiada,
com os seguintes dados: altura h=25cm (características geométricas descritas na tabela 3.1),
vão livre de 12m, concreto com fcj=30MPa (sendo j=20horas – introdução da protensão) e
fck=50MPa, capa de 5cm com fck=30MPa, aço CP190RB e Ep=2,05*105MPa. Sobrecarga de
revestimento de 2 kN/m² e sobrecarga acidental de 7 kN/m². Adotar valores de perdas iniciais
de 9% e totais de 18%.

Tabela 3.1 – Seções e propriedades geométricas de uma laje alveolar h=250mm (cotas em
milímetros).
Seção genérica de uma laje de 250 mm de Propriedades
altura Geométricas
Área = 0,1631 m²
Perímetro = 6,14 m
I = 0,0013 m4
ys = 0,1212 m
Ws = 0,0107m 3
Wi = 0,0102m 3
Seção Simples – Sem Capa es = 0,0988 m
es’ = 0,0912 m
Área = 0,2245 m²
Perímetro = 6,24 m
I = 0,0022 m4
ys = 0,1321 m
Ws = 0,0166m 3
Wi = 0,0131m 3
Seção Composta – Com Capa ec = 0,1379 m
ec’= 0,0521 m

3.1.1 DETERMINAÇÃO DOS CARREGAMENTOS

Os carregamentos considerados para o dimensionamento da laje são:

Peso Próprio -
Capa -
Revestimentos -
Sobrecarga Acidental -
24

Momentos Máximos na Peça:


Através da equação , aplicável para elementos bi apoiados, tem-se:

Peso Próprio - 73,44 kN.m


Capa - 28,08 kN.m
Revestimentos - 45 kN.m
Sobrecarga Acidental - 157,5 kN.m

Supondo a linha neutra passando na capa tem-se:

KX= 0,3714
KZ=0,8515
εs =5,9255

0,3714*0,27=10,02cm .: ou seja, a linha neutra passa pela mesa da laje!

σ
σ

Considerando uma perca de 18%, tem-se:

Interpolando a tabela B.2 do Anexo B: εp = 5,34


Então, tem-se que ε1= εs+ εp=5,9255+5,34= 11,27

Novamente interpolando a tabela B2:

3.1.2 DETERMINAÇÃO DE AP.

Com todos estes dados, é então possível determinar a quantidade de armadura necessária para
atender o Estado Limite Ultimo (t=∞) com a equação A.2 do Anexo A:

σ
25

Considerando o uso de cordoalhas de 12,7mm (1/2") e com área igual a 0,98cm² tem-se que o
numero de cabos é igual a:

3.1.3 VERIFICAÇÃO EM VAZIO (T=0) NO ELU


Considerando que os valores das tensões nas fibras superiores e inferiores, devem estar
σ e adotando perdas iniciais de 5%, as equações podem então serem calculadas
através das equações do item item A.5.1 do Anexo A.

a) Efeito da Protensão

b) Verificação no Meio do Vão

Considerando o peso próprio:

Somando se os efeitos tem-se:


σ
σ
26

c) Verificação nos Apoios

Usando a expressão da distância de regularização:

Assim:

Ou seja, os esforços de protensão tem seu valor total a 1,22m do apoio, tendo para valor do
momento de peso próprio devido a transferência de protensão:

E as tensões referentes ao peso próprio:


σ

Resultando finalmente nas tensões:

Portanto para determinar a quantidade de cordoalhas superiores a serem acrescentadas,


(Ap`), acrescentam-se as parcelas referentes a essas cordoalhas superiores na mesma equação
de verificação, porém com o valor da tensão σ , já igual a zero. Então os valores de Np e Mp
para as duas bordas são:

σ
27

Ap=0,74cm².:

Considerando a área da cordoalha de 9,5mm (3/8")=0,55cm²

n=0,74/0,55=1,34................... 2ø9,5mm

Logo, são necessárias duas cordoalhas de 9,5mm para resistir a tração excedente nas fibras
superiores.

3.2 EXEMPLO NUMÉRICO 2


Redimensionar e verificar a laje alveolar dada no exemplo anterior para uma
sobrecarga acidental de 7 kN/m² e com continuidade em uma das extremidades. Determinar a
armadura necessária para garantir a continuidade da laje.

3.2.1 RESOLUÇÃO

Tabela 3.2 – Carregamentos e momentos considerados para a laje de 250 mm.


Momento Momento Máximo
Intensidade
Ação Sigla Máximo Positivo Negativo
(kN/m)/peça
(kN.m)/peça (kN.m)/peça
Peso próprio g1 4,08 73,44 -
Capa g2 1,56 28,08 -
Revestimento g3 2,50 25,30 45,00
Acidental q 8,75 88,60 157,50
Acidental quase
0,4*q 3,50 35,40 63,00
permanente
Acidental frequente 0,6*q 5,25 53,20 94,50

O momento de cálculo é de:

Md = 1,3.73,44 + 1,4.(28,08+25,30+88,60) = 294kN.m

Supondo a linha neutra passando na capa:

KMD = 0,150

Consultando a tabela 3.1 de CARVALHO E FIGUEIREDO FILHO (2004):


28

KX = 0,2445
KZ = 0,9022
εs = 10‰ – domínio 2

Verificando a posição da linha neutra:

x = KX*d = 6,60cm > 5,00cm => a linha neutra passa na mesa da laje.

A favor da segurança, nesse exemplo também é considerado para cálculo a resistência


do concreto da capa, com fck=30 MPa.

Com os mesmos valores de perdas, têm-se novamente os valores:

σ pi = 1453 * 0,82 = 1191,5MPa

σpd  1512MPa  151,2 kN/cm²

Então, para esse exemplo, a quantidade de armadura necessária para atender o Estado
Limite Último (t=∞) é igual a:

A p = 7,98 cm²

Considerando a área da cordoalha de 12,7 mm (1/2”) = 0,98cm² , o número de


cordoalhas é dado por:

7,98
n= = 8,14 ≈8Ø12,7 mm
0,98

Portanto chega-se a uma armadura inferior contendo 5 cabos de 12,7mm a menos do


que a situação semelhante, porém bi apoiada.

3.2.2 VERIFICAÇÃO DAS TENSÕES NO TEMPO ZERO


Com  bpt = 1,22 m e os limites de tensões de 0 ≤σ ≤0,7.f cj = 0 ≤σ ≤21MPa , chega-
se aos valores da tabela 5:

Tabela 3.3 – Valores de tensões para seção crítica e meio do vão no ato da protensão (tempo
zero).
Tensões À 1,22m do Apoio (MPa) Meio do Vão (MPa) Verificação

 i  21MPa 14,12 7,47 ok

 s  0 MPa -1,42 3,15 não ok

Assim, é necessário acrescentar cordoalhas nas fibras superiores para eliminar a tração
das fibras superiores encontrada na tabela 5.

Fazendo-se σ s = 0 , chega-se a um valor de armadura de protensão superior de:


29

Ap’=0,49cm²

Então, deve-se acrescentar 2Ø3x3,5mm nas fibras superiores, cuja área de um fio de
Ø3x3,5mm corresponde à 0,303cm².

3.2.3 VERIFICAÇÃO DAS TENSÕES NO TEMPO INFINITO


Como no item 3.1.3, chega-se para esse exemplo aos valores da tabela 3.4:

Tabela 3.4 – Valores de tensões para combinação quase permanente e frequente (tempo
infinito).
Combinação Quase Combinação
Tensões Permanente ( 0 ≤σ ≤35 Frequente ( Verificação
MPa) - 3,42 ≤σ ≤35 MPa)
i 0,87 -0,48 ok

s 11,16 12,51 ok

Para as verificações no tempo infinito as tensões não ultrapassaram os valores limites,


estando, portanto, de acordo com as prescrições da Norma.

3.2.4 DIMENSIONAMENTO DA ARMADURA PASSIVA NECESSÁRIA PARA


GARANTIR A CONTINUIDADE
Após o dimensionamento e verificação da laje alveolar, é necessário determinar a
armadura que deve ser colocada no apoio intermediário para resistir ao momento negativo
gerado pelas ações devidas ao revestimento (g3) e sobrecarga acidental (q). Apenas essas
cargas são responsáveis por esse momento, pois após a concretagem da capa (g2) a laje
trabalha com a seção composta de forma solidarizada.
O cálculo é feito com as expressão 1 e 2, porém para armadura passiva considera-se o aço do
tipo CA50. Sendo assim, chega–se à:

Momento negativo de cálculo: Md = 1,4.(45+157,50) = 283,5kN.m

Considerando para cálculo o fck da laje:

KMD = 0,09

Consultando a tabela 3.1 de CARVALHO E FIGUEIREDO FILHO (2004):

KX = 0,1403
KZ = 0,9439
εs = 10,0‰ – domínio 2

Verificando a posição da linha neutra:

x = KX*d = 3,78cm > 2,5cm => a linha neutra passa na nervura da laje.

A armadura necessária é de:


30

As = 20,43cm²/m

Ou seja, para uma laje com 12m e sobrecarga acidental de 7kN.m, é preciso usar
20,43cm² por metro para garantir a continuidade. Isso implica em 1Ø20mm a cada 15cm.
De acordo com o diagrama de momentos exibido na figura 3, o comprimento dessa
barra deve ser de 6m.
Figura 3.1 – Diagrama de momentos considerando g3+q (sem majoração).

Fonte: Ftool

3.2.5 VERIFICAÇÃO CORTANTE

Conforme a NBR 6118:2003, a equação a seguir determina a resistência ao cisalhamento da


peça, logo:
‫ح‬ .: onde:

‫ح‬

Logo:

Verifica-se agora a solicitação a cortante sofrida pela laje:


31

Somando-se todos os valores tem-se então que:

Logo como concluímos que a seção passa na verificação de cisalhamento.

3.3 EXEMPLO NUMÉRICO 3


Redimensionar e verificar a laje alveolar dada no exemplo 1 para uma sobrecarga
acidental de 5 kN/m², vão de 6m de comprimento e se tratando de extremidades bi apoiadas.
Determinar a armadura necessária para garantir a continuidade da laje.

3.3.1 DETERMINAÇÃO DOS CARREGAMENTOS

Os carregamentos considerados para o dimensionamento da laje são:

Peso Próprio -
Capa -
Revestimentos -
Sobrecarga Acidental -

Momentos Máximos na Peça:


Através da equação , aplicável para elementos bi apoiados, tem-se:

Peso Próprio - 73,44 kN.m


Capa - 28,08 kN.m
Revestimentos - 45 kN.m
Sobrecarga Acidental - 112,5 kN.m

Supondo a linha neutra passando na capa tem-se:


32

KX= 0,3009
KZ=0,8796
εs =8,3106

0,3009*0,27= 8,12cm .: ou seja, a linha neutra passa pela mesa da laje!

σ
σ

Considerando uma perca de 18%, tem-se:

Interpolando a tabela B.2 do Anexo B: εp = 5,34


Então, tem-se que ε1= εs+ εp=8,3106+5,34= 13,65

Novamente interpolando a tabela B2:

3.3.2 DETERMINAÇÃO DE AP.

Com todos estes dados, é então possível determinar a quantidade de armadura necessária para
atender o Estado Limite Ultimo (t=∞) com a equação A.2 do Anexo A:

Considerando o uso de cordoalhas de 12,7mm (1/2") e com área igual a 0,98cm² tem-se que o
numero de cabos é igual a:

3.3.3 VERIFICAÇÃO EM VAZIO (T=0) NO ELU


Considerando que os valores das tensões nas fibras superiores e inferiores, devem estar
σ e adotando perdas iniciais de 5%, as equações podem então serem calculadas
através das equações do item item A.5.1 do Anexo A.

σ
33

a) Efeito da Protensão

b) Verificação no Meio do Vão

Considerando o peso próprio:

Somando se os efeitos tem-se:


σ
σ

c) Verificação nos Apoios

Usando a expressão da distância de regularização:


34

Assim:

Ou seja, os esforços de protensão tem seu valor total a 1,22m do apoio, tendo para valor do
momento de peso próprio devido a transferência de protensão:

E as tensões referentes ao peso próprio:


σ

Resultando finalmente nas tensões:

Portanto para determinar a quantidade de cordoalhas superiores a serem acrescentadas,


(Ap`), acrescentam-se as parcelas referentes a essas cordoalhas superiores na mesma equação
de verificação, porém com o valor da tensão σ , já igual a zero. Então os valores de Np e Mp
para as duas bordas são:

Ap=0,30cm².:

Considerando a área da cordoalha de 9,5mm (3/8")=0,55cm²

n=1ø9,5mm
35

Logo, são necessárias uma cordoalhas de 9,5mm para resistir a tração excedente nas fibras
superiores.

3.4 EXEMPLO NUMÉRICO 4


Redimensionar e verificar a laje alveolar dada no exemplo 1 para uma sobrecarga
acidental de 5 kN/m², vão de 12m de comprimento e com continuidade em uma das
extremidades. Determinar a armadura necessária para garantir a continuidade da laje.

3.4.1 RESOLUÇÃO
3.4.2 DETERMINAÇÃO DA ARMADURA NECESSÁRIA PARA LAJE
ALVEOLAR NO ELU
Com os dados fornecidos, para um vão de 12m com continuidade em uma das
extremidades utilizam-se os esquemas mostrados na figura 1, em que a laje ainda está sob a
condição de bi-apoiada para as cargas de peso próprio (g1) e capa (g2) enquanto que para as
cargas de revestimentos (g3) e sobrecarga acidental (q) a concretagem e cura da capa já
promoveu a continuidade da laje.

Peso próprio – g1 = 0,1427*25 = 3,56kN/m


Capa – g2 = 0,05*1,25*25 = 1,56kN/m
Revestimentos – g3 = 2*1,25 = 2,5kN/m
Sobrecarga Acidental – q = 5*1,25 = 6,25kN/m

Tabela 3.5 – Carregamentos e momentos considerados para a laje de 250 mm.


Momento Máximo
Intensidade
Ação Sigla Positivo
(kN/m)/peça
(kN.m)/peça
Peso próprio g1 4,08 73,44
Capa g2 1,56 28,08
Revestimento g3 2,50 25,30
Acidental q 6,25 63,30
Acidental quase
0,4*q 2,50 25,30
permanente
Acidental frequente 0,6*q 3,75 38,00

O momento de cálculo é de:

Md = 1,3.73,44 + 1,4.(28,08+25,30+63,30) = 259kN.m

Supondo a linha neutra passando na capa:

KMD=0,132
36

Consultando a tabela 3.1 de CARVALHO E FIGUEIREDO FILHO (2004):

KX = 0,2175
KZ = 0,9130
εs = 10‰ – domínio 2

Verificando a posição da linha neutra:

x = KX*d = 5,87cm > 5,00cm => a linha neutra passa na mesa da laje.

A favor da segurança ainda é considerado o concreto da capa com fck=30 MPa.

Sabendo-se que as perdas de protensão totais são iguais a 18%, tem-se o valor da
tensão inicial para o caso de pré-tração (aço com relaxação baixa – RB) é dado por:

σ p = 0,77fptk = 0,77 * 1900 = 1463MPa ou σ p = 0,85fpyk = 0,85 * 1710 = 1453MPa

Então: σ p = 1453MPa

σ pi = 1453 * 0,82 = 1191,5MPa

O valor de εt é obtido interpolando-se a tabela de VASCONCELOS (1980): εp = 6,14‰

Então, tem-se que: εt =εs + εp = 10‰ + 6,14‰ = 16,14‰

Novamente interpolando a tabela de VASCONCELOS (1980):

σ pd = 1512MPa = 151,2 kN/cm²

Com isso é possível determinar a quantidade de armadura necessária para atender o


Estado Limite Último (t=∞):

A p = 6,95 cm²

Considerando a área da cordoalha de 12,7 mm (1/2”) = 0,98cm² , o número de


cordoalhas é dado por:

6,95
n= = 7,09 ≈7Ø12,7 mm
0,98

3.4.3 VERIFICAÇÃO DAS TENSÕES NO TEMPO ZERO


Após o dimensionamento na ruptura é necessário também verificar a possibilidade da
ruína no tempo zero no ato da protensão, pois neste caso a força de protensão tem seu valor
37

máximo e nem todas as cargas estão atuando, assim como a geometria da seção ainda não
conta com o trabalho da capa.
Neste caso, segundo a NBR6118:2003, não é permitida a tração (a menos que se
coloque armadura), então o valor das tensões é limitado por 0 ≤σ ≤0,7.f cj = 0 ≤σ ≤21MPa .
A verificação é feita para o meio do vão e na seção crítica para tração que é onde se completa
o efeito da transferência da força de protensão.
Através da expressão 3 chega-se a um valor de  bpt = 1,22 m . Os valores de tensões
no concreto obtidos com a expressão 4 são dados na tabela 3.6:

Tabela 3.6 – Valores de tensões para seção crítica e meio do vão no ato da protensão (tempo zero).
Tensões À 1,22m do Apoio (MPa) Meio do Vão (MPa) Verificação

 i  21MPa 11,71 7,14 ok

 s  0 MPa 0,03 4,05 ok

Assim, as tensões nas bordas superiores e inferiores atendem aos limites previstos na
Norma.

3.4.4 VERIFICAÇÃO DAS TENSÕES NO TEMPO INFINITO


Sabendo-se que para combinação quase permanente tem-se o limite de tensões de
0 ≤σ ≤0,7.f cj com Ψ2 =0,4 e para a combinação frequente o limite de  1,2f ct    0,7f cj
com Ψ1 =0,6, de acordo com a expressão 5 chega-se aos valores da tabela 3.7:

Tabela 3.7 – Valores de tensões para combinação quase permanente e frequente (tempo
infinito).
Combinação Quase Combinação
Tensões Permanente ( 0 ≤σ ≤35 Frequente ( Verificação
MPa) - 3,42 ≤σ ≤35 MPa)
i 2,57 1,60 ok

s 9,61 10,29 ok

Para as verificações no tempo infinito as tensões não ultrapassaram os valores limites,


estando, portanto, de acordo com as prescrições da Norma.

3.4.5 VERIFICAÇÃO CORTANTE

Conforme a NBR 6118:2003, a equação a seguir determina a resistência ao cisalhamento da


peça, logo:
‫ح‬ .: onde:

‫ح‬
38

Logo:

Verifica-se agora a solicitação a cortante sofrida pela laje:

Somando-se todos os valores tem-se então que:

Logo como concluímos que a seção passa na verificação de cisalhamento.


39

4. CONCLUSÕES

O quadro 4.1 mostrado a seguir, busca sintetizar os resultados obtidos na resolução


dos exemplos.

Quadro 4.1 - Quadro Comparativo de Armaduras Obtidas Para os Diferentes Exemplos


Quadro Comparativo
Vão Sobrecarga Acidental Armadura Armadura Armadura de
(m) (kN/m²) Inferior Superior Continuidade
Exemplo
1
12 7 13ø12,7mm 2ø9,5mm -

Exemplo 1ø20mm cd/ 20


12 7 8ø12,7mm 2ø3,5mm
2 cm
Exemplo
3 12 5 10ø12,7mm 1ø9,5mm -
Exemplo
4
12 5 7ø12,7mm 1ø3,5mm 0

Analisando agora os resultados obtidos neste trabalho, comparando os exercícios 1 e 2,


que possuem as mesmas características, com exceção da presença de continuidade no
segundo, chega-se a conclusão que o uso da continuidade trouxe como benefício uma
economia significativa no consumo de aço (5ø12,7mm) e uma desvantagem pois há
necessidade de uma armadura de 1ø20mm cd/ 20 cm para que a continuidade seja garantida.
Tomando agora os exemplos 3 e 4, que também possuem as mesmas características, com
exceção da presença de continuidade no quarto, chega-se a conclusão que o uso da
continuidade apenas trouxe benefícios pois uma economia de 3ø12,7mm na armadura inferior
e diminuição de 1ø9,5mm na armadura superior para 1ø3,5mm, não apresentando necessidade
de armadura que garanta a continuidade.
Enfim, como dito no início deste trabalho como a estrutura é uma das partes mais
significativas economicamente no montante final da obra, a economia desta quantidade de
armadura, gera uma economia significativa, já que a produção deste tipo de laje é realizada
em larga escala.
40

5. REFERÊNCIAS

ELLIOT, Kim S. Precast Concrete Structures. Oxford: ELSEVIER, 2002.

GIRHAMMAR, U.A. Design principles for simply supported prestressed hollow core
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Thesis of Engineering and the Division of Engineering Acoustics, at Lund Institute of
Technology, March 2009.

LACY, J. W. Method of making a prestressed hollow concrete core slab, Filed December
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YANG, L. Design of Prestressed Hollow Core Slabs with Reference to Web Shear
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Painel alveolar de concreto protendido. Rio de Janeiro, 2002. 5 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Ações e segurança nas


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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Projeto de estruturas de


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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Cargas para o cálculo de


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BOIÇA, S. M. R.; SANTOS FILHO, M. L. Análise da performance de elementos pré-


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Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2011.

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Carlos (UFSCar). São Carlos – SP, 2010.
41

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protendidas pré-fabricadas. 132p. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de São
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WEB SITE - http://blogdopetcivil.com/2011/08/18/lajes-alveolares/ - acessado 20/10/2012


ANEXO A
EQUAÇÕES
ANEXO B