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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL,


ARQUITETURA E URBANISMO
Departamento de Estruturas

CV813 - ESTRUTURAS METÁLICAS II

PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DE


PROJETOS DE ESTRUTURAS METÁLICAS
PARA COBERTURAS EM DUAS ÁGUAS

Prof. Dr. JOÃO ALBERTO VENEGAS REQUENA


Aluno: Rodrigo Cuberos Vieira

P - GR - 813 - 100
CAMPINAS – Julho de 2012
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Sumário

1. MEMORIAL DESCRITIVO........................................................................................ 3
1.1. Localização e Finalidade da Obra ......................................................................... 3
1.2. Arquitetura ............................................................................................................. 3
1.3. Elementos Provisórios para Futuras Ampliações .................................................. 4
1.4. Detalhes de Execução ............................................................................................ 4
1.5. Normas Consideradas no Projeto .......................................................................... 4
1.6. Catálogo de Telhas Adotadas no Projeto ............................................................... 4
1.7. Especificações de Projeto ...................................................................................... 6
2. MEMORIAL DE CÁLCULO .................................................................................... 12
2.1. Dimensionamento da Calha ................................................................................. 12
2.2. Carregamentos ..................................................................................................... 13
2.2.1. Carregamento Permanente............................................................................ 13
2.2.2. Sobrecarga .................................................................................................... 16
2.2.3. Vento ............................................................................................................ 16
2.2.3.1. Segundo o Cálculo Manual.................................................................... 16
2.2.3.2. Segundo o Programa AutoVentos ......................................................... 26
2.3. Dimensionamento Utilizando o Programa AutoMETAL.................................... 34
2.4. Dimensionamento das Terças .............................................................................. 48
2.5. Verificação do Dimensionamento das Barras ..................................................... 60
2.6. Lista de material final ........................................................................................ 100
2.7. Verificação do Carregamento Manual com o Calculado pelo AutoMETAL .... 102
2.8. Cálculo das Ligações ......................................................................................... 103
2.8.1. Cálculo da ligação do banzo inferior .......................................................... 104
2.8.2. Cálculo da ligação do apoio........................................................................ 117
3. Tabelas Fornecidas pelo AutoMETAL..................................................................... 128

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1. MEMORIAL DESCRITIVO

1.1. Localização e Finalidade da Obra

O projeto de estruturas metálicas consiste em executar e dimensionar um galpão


industrial com cobertura metálica em duas águas, localizado no Município de
Campinas, no Estado de São Paulo, utilizado como depósito para materiais cerâmicos de
construção (acabamento), os quais necessitam um baixo fator de ocupação. O galpão
será construído em um subúrbio afastado do centro da cidade.

1.2. Arquitetura

O galpão em questão possui pé direito de 7,607 m (pé direito da fachada sem


previsão de ampliação); com largura de 21,45 m e com 50,20 m de comprimento, sendo
considerada no projeto uma ampliação do comprimento na parte de trás da estrutura.
O piso será feito concreto para resistir aos esforços das máquinas de transporte
de materiais cerâmicos.
As platibandas laterais terão 1,10 m de altura e 20 cm de largura, sendo que na
sua parte superior existe uma cinta de amarração feita em concreto e aço de 10 cm de
espessura.
A estrutura do galpão é composta por 11 pilares de concreto armado com
dimensão 20 x 50 cm de cada lado, espaçados de 5,00 m e com 5,00 m de altura. A
fachada sem previsão de ampliação possui três pilares com as mesmas dimensões
mencionadas acima, porém com altura variando com a altura da fachada. O fechamento
será feito com alvenaria de blocos de concreto.
Na fachada frontal do galpão, está localizado um portão que corre lateralmente
de 4,82 x 4,60 m, o qual permite a entrada de caminhões para o interior do galpão além
do acesso independente de pessoas através de uma abertura no portão principal, em
dimensões de 1,00 x 2,00 m. Existe também a presença de venezianas com aberturas
fixas de aletas metálicas e requadro metálico pré-pintado. As venezianas possuem 20%
de abertura.
Nas fachadas laterais estão previstas venezianas semelhantes às localizadas na
fachada frontal, estando estas posicionadas em toda a sua extensão, além de janelas em
vidro, de 60 cm, que permanecerão fechadas e estarão localizadas a 2 metros de altura
em toda a lateral do galpão, a fim de aumentar a luminosidade no local e assim
promover uma economia de energia elétrica, pelo menos em períodos diurnos.
Tanto as venezianas quanto as janelas estão limitadas acima por uma viga de
amarração de 20x40 cm, e abaixo por uma viga de 20x10 cm, evitando assim a
formação de fissuras na alvenaria.
O telhado é composto de treliças metálicas de aço, formadas por perfis
laminados dupla cantoneira. As telhas serão do tipo trapezoidais de aço galvanizado de
40 mm de altura e 0,43 mm de espessura conforme o catálogo que segue em anexo no
item 1.6.
Por se tratar de um depósito de materiais cerâmicos, não será utilizado qualquer
tipo de forro no galpão.

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1.3. Elementos Provisórios para Futuras Ampliações

Como já mencionado, a ampliação da edificação está prevista para a parede do


fundo (ao contrário da fachada principal), assim, toda a fundação será dimensionada
prevendo-se esta ampliação.
A fachada com previsão de ampliação será constituída provisoriamente de cinco
pilares de perfil I metálico que, após o termino da ampliação, serão retirados, podendo
ser eventualmente reutilizados. Assim, o fechamento será feito com telhas de aço
galvanizado de iguais características e especificações daquelas utilizadas no telhado.

1.4. Detalhes de Execução

Toda a montagem das telhas, venezianas e calhas serão realizadas de acordo com
as especificações dadas pelo fabricante, para que se possa garantir um bom
funcionamento do sistema.
Para o recolhimento das águas pluviais, serão executadas calhas em chapas
metálicas galvanizadas de seção trapezoidal com declividade de 1%, as quais serão
apoiadas sobre cambotas e ligadas as terças e à platibanda através de ganchos metálicos.
Assim, está previsto também a execução de rufos em chapas metálicas
galvanizadas fixadas sobre a platibanda através de parafusos.

1.5. Normas Consideradas no Projeto

ABNT NBR 8800/2008 – Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e


concreto de edifícios
ABNT NBR 6123/1988 – Forças devidas ao vento em edificações

1.6. Catálogo de Telhas Adotadas no Projeto

Para esse projeto será utilizada uma telha de aço galvanizado de 40 mm de altura
e 0,43 mm de espessura, cujas especificações encontram-se nas figuras 1.1 e 1.2.

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Figura 1.1 - Especificações da telha

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Figura 1.2 - Especificações da cumeeira

Obs.: Conforme cálculos que serão apresentados posteriormente no item 2.2.3, a


pressão de obstrução do vento para este projeto é de 103,85 kgf/m². Segundo o
posicionamento das telhas apresentado na figura 1.5, as mesmas apresentam quatro
apoios com vãos de 1,695 m. Dessa forma, foi adotada uma telha de 0,43 mm de
espessura pois para uma telha com vãos de 2,25 m possuindo quatro apoios, a
sobrecarga máxima admissível é de 111 kgf/m², superior ao valor da pressão de
obstrução do vento para este projeto. Porém, deve-se tomar cuidado no manuseio das
telhas de 0,43 mm de espessura, pois as mesmas podem ser facilmente amassadas.

1.7. Especificações de Projeto

Vão da treliça = 20,75 m


Distância entre treliças = 5,00 m
Inclinação do telhado = 8º
Montante de apoio = 0,80 m
Ângulo de arranque do montante de apoio = 70º
Pilares de concreto com fck = 25 MPa
50 (50 − 20 )
Excentricidade = e = − = 10cm
2 2
Foi adotado g = 10 m/s²

6
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Alvenaria
Venezianas

4,82x4,60
Portão metálico
1,00x2,00
Porta metálica
Telhas metálicas
trapezoidais

Planta
Fachada sem previsão Fachada com previsão
de ampliação Venezianas
de ampliação
Alvenaria
Janelas de vidro
Cinta de amarração 20x10

Viga 20x10

Viga 20x10
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Fachada Lateral

Figura 1.3 - Prancha de arquitetura (deve ser plotada em tamanho A1)


Arquitetura Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo − UNICAMP
CV 813 − Estruturas Metálicas II Galpão − Arquitetura
Escala 1:100 Professor Dr. João Alberto Venegas Requena

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Aluno Rodrigo Cuberos Vieira RA009810 02/07/2012


Escala 1:100 medidas em m Desenho : 1/2
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Geometria da Treliça
medidas em mm
escala 1:50

Figura 1.4 - Geometria da treliça

8
T1 - telha met. trapezoidal 0,43mm, l = 5434mm, aço galvanizado
T2 - telha met. trapezoidal 0,43mm, l = 5084mm, aço galvanizado
T3 - cumeeira trapezoidal 0,43mm, a = 250mm, aço galvanizado

T3
T2

T1

Figura 1.5 - Posicionamento das telhas


Posicionamento das Telhas
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escala 1:50
medidas em mm

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NA

Detalhe da Calha
escala 1:20
medidas em mm

Figura 1.6 - Detalhe da calha

10
Corte A - A: h = 2258 mm
Corte A' - A': h = 1786 mm
Corte A - A Corte A'' - A'': h = 1315 mm

Corte A' - A'


Corte A'' - A''

Telha metálica trapezoidal 0,43mm, l = 7258mm, aço galvanizado

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

C
B B

A'' A''

A' A'

A A

A' A'

A'' A''

B B

C
Corte C - C
Fachada com previsão
de ampliação
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Corte B - B

Contraventamentos
Escala 1:100
Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo − UNICAMP

Figura 1.7 - Prancha de contraventamentos (deve ser plotada em tamanho A1)


CV 813 − Estruturas Metálicas II Galpão − Contraventamento
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Aluno Rodrigo Cuberos Vieira RA009810 02/07/2012


Escala 1:100 medidas em m Desenho : 2/2
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2. MEMORIAL DE CÁLCULO

2.1. Dimensionamento da Calha

Primeiramente determina-se a área de contribuição do telhado para cada calha. A


figura 2.1 demonstra o posicionamento dos condutores verticais e a área de contribuição
de uma calha:

Figura 2.1 - Área de contribuição de uma calha

Pela figura temos que a área de contribuição é:


 20,75 
 × (2 × 5) = 103,75m
2
Acont = 
 2 
Considerando-se que para cada metro quadrado de área de contribuição do
telhado temos dois centímetros quadrados de seção transversal de calha, podemos
encontrar a área da seção transversal da calha ( Ω ):
Ω = 2 × Acont = 2 × 103,75 = 207,50 cm 2

Partindo-se dessa área é possível encontrar a altura de água na calha,


considerando-se que a base da calha possui 20 cm e a lateral inclinada da mesma
apresenta um ângulo de 45o, conforme a figura 2.2.

Figura 2.2 - Geometria da calha

(20 + (20 + h)) × h


= 207,5 ⇒ h = 8,55cm
2

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Na construção da calha deve-se dobrar essa altura para o caso de entupimento da


calha. Assim, a altura de água na calha será h = 2 × 8,55 = 17,1cm .

2.2. Carregamentos

Antes de iniciar os cálculos dos carregamentos, é necessário definir a geometria


da treliça. Isso foi feito utilizando-se o programa AutoMETAL, e baseado no catálogo
da telha apresentado anteriormente.
Pelo cálculo dos ventos, que serão explicitados a seguir, encontra-se que a
pressão dinâmica do vento para a cobertura é de 811,319 N/m². Esse valor deve ser
multiplicado pela maior relação (Ce – Ci), que é de 1,28. Com isso obtêm-se a pressão
de obstrução do vento: 1038,49 N/m² = 103,85 Kgf/m².
Através do catálogo da telha, encontra-se uma máxima distância entre terças de
2,25 m para quatro apoios, que suporta uma pressão de obstrução de até 111 Kgf/m².
Com isso divide-se a treliça de forma que a distância entre terças fique abaixo de
2,25 m. Essa divisão foi feita utilizando-se o AutoMETAL, que será explicado com
mais detalhes posteriormente, chegando-se à geometria de treliça apresentada figura 2.3.

13
11
9
7
5
3
1

2 4 6 8 10 12 14
Figura 2.3 - Geometria da treliça

2.2.1. Carregamento Permanente

a) Peso próprio da telha:


Pelo catálogo de telhas: q telha cat = 4,26 kgf = 42,6 N / m 2
m2
Porém como a telha está inclina à 8º:
cos 8º = 0,9903 m 2

42,6
q telha = = 43,02 N 2
0,9903 m

b) Peso próprio das terças:

q terça = 6,0 × L = 6,0 × 5,0 = 30 N


m2

Onde L é a distância entre treliças (5,00 m)

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c) Peso próprio dos contraventamento:

q contraventamento = 10 N
m2

d) Peso próprio da treliça:

Com relação ao peso próprio da treliça, este será adicionado ao cálculo através
do programa AUTOMETAL.

e) Peso próprio da calha:

- peso próprio dos elementos de fixação da calha = 180 N


m
q calha = Ω + 180,00

Onde Ω é a área da seção transversal da calha. No item 2.1 foi determinado que
o valor dessa área é 207,50 cm, para uma altura de água de 8,55 cm. Porém, como deve-
se considerar que pode ocorrer um entupimento da calha e a altura pode dobrar,
chegando a 17,1 cm, para o cálculo do peso da calha deve-se levar em consideração o
caso mais crítico, ou seja, o caso em que a calha está entupida. Dessa forma deve-se
calcular a área da seção transversal da calha para uma altura de 17,1 cm, e utilizar esse
valor no cálculo do peso próprio da calha. Assim a área a ser considerada é:

(20 + (20 + 17,1)) × 17,1


Ω= = 488,21 cm 2 .
2

Portanto: q calha = 488,21 + 180,00 = 668,21N / m

f) Peso próprio da cumeeira:

Adotamos o mesmo peso por área que o das telhas utilizadas no projeto. Como a
cumeeira está inclinada com um ângulo de 8º, assim como a telha, utilizaremos o peso
da telha dividido pelo cosseno de 8º, ou seja, 43,02 N/m². A cumeeira apresenta duas
abas de 250 mm (0,25 m), com isso o seu peso linear:

q cum = 43,02 × (2 × 0,25) = 21,51N / m

Para obtermos as cargas permanentes nos nós da treliça, devemos determinar as


áreas de influência de cada nó, através da geometria da treliça, conforme a figura 2.4.

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1
3
5
7
9
11
13

Figura 2.4 - Área de influência dos nós para carga permanente

Nós 3, 5, 7, 9 e 11: Ainf = 8,390 m²


Nós 1 e 13: Ainf = 4,195 m²

Como estamos considerando apenas metade da treliça, no nó 13 será utilizada


apenas a área correspondente a essa metade da treliça.
No nó 1 será considerada apenas metade do peso da calha, pois a outra metade
será descarregada no pilar. No nó 13, também será considerada apenas metade do peso
da cumeeira, pois a outra metade do peso será considerada na outra metade da treliça.

Nó3,5,7 ,9,11 = Ainf × ∑ q = 8,39 × (43,02 + 30 + 10) = 696,538 N

Seguindo-se a mesma regra, para o nó 1, o carregamento seria calculado da


seguinte maneira:
Nó1 = Ainf × ∑ q + q calha × L / 2 = 4,195 × (43,02 + 30 + 10) + 668,21 × 5 / 2 = 2018,794 N
Porém, dessa forma, a carga da terça é calculada proporcionalmente à área de
influência do nó, através da seguinte fórmula: F = Ainf × q terça , onde
q terça = 6 × L = 6 × 5 = 30 N / m 2 . Com isso, a carga da terça para esse nó é menor do que
a carga da terça para os demais nós (mais precisamente metade do valor), o que
construtivamente não é verdade, já que será utilizado o mesmo perfil de terça para todos
os nós e, portanto a carga da terça deverá ser sempre igual.
Portanto, para encontrar o carregamento real do nó 1, deve-se multiplicar a carga
da terça (30 N/m²) pela distância entre terças em projeção horizontal (1,678 m). Dessa
forma, a carga de terças por metro linear é igual para todos os nós:
q terçaLinear = 30 × 1,678 = 50,34 N / m .
O carregamento no nó 1 fica então:

q calha × L
Nó1 = Ainf × (qtelha + q cont ) + q terçaLinear × L +
2
668,21 × 5
Nó1 = 4,195 × (43,02 + 10 ) + (50,34 ) × 5 + = 2144,644 N
2

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Novamente, caso o carregamento devido a terça no nó 13 seja considerado por


área de influência, seria considerado um valor menor (metade) do que o de uma terça
para esse nó. Portanto, deve ser feito o cálculo de maneira análoga ao realizado para o
nó 1:

q cum × L
Nó13 = Ainf × (q telha + q cont ) + q terçaLinear × L +
2
21,51 × 5
Nó13 = 4,195 × (43,02 + 10 ) + (50,34 ) × 5 + = 527,894 N
2

Obs.: O nó 13 possuí duas terças, mas como o carregamento acima corresponde


a apenas metade da treliça, a outra terça será computada na outra metade.

2.2.2. Sobrecarga

Segundo a NBR 8800/2008 para coberturas comuns, na ausência de


especificação mais rigorosa, deve ser prevista uma sobrecarga nominal mínima de
0,25 kN 2 = 250 N 2 , em projeção horizontal.
m m
Pi = Ainf × 250
Levando-se em consideração as mesmas áreas de influência utilizadas para o
carregamento permanente:

P3,5, 7,9,11 = 8,39 × 250 = 2097,5 N


P1,13 = 4,195 × 250 = 1048,75 N

Lembrando-se que no galpão em questão não existe a presença de forro.

2.2.3. Vento

2.2.3.1. Segundo o Cálculo Manual

A velocidade básica do vento, Vo, adequada ao local onde a estrutura será


construída é determinada pela NBR 6123/1988. Assim, no caso desta edificação
encontramos o valor de V0 = 45m/s (Campinas/SP).
A velocidade V0 deve então ser multiplicada pelos fatores S1, S2 e S3 para
ser obtida a velocidade característica do vento, Vk.

Assim:
Vk = V0 × S1 × S 2 × S 3 , onde

S1 = fator topográfico que leva em conta as variações do relevo do terreno.

S1 =1,0 – terreno plano ou fracamente acidentado

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S2= fator que considera o efeito combinado da rugosidade do terreno, da variação da


velocidade do vento com a altura acima do terreno e das dimensões da edificação ou
parte da edificação em consideração. Para o caso em questão, consideramos categoria
III – classe C.

S2 (Za)= 0,833 – paredes com altura 6,1m


S2 (Zb)= 0,851 – cobertura com altura 7,607m

Obs.: A classe C corresponde a edificações cuja maior dimensão horizontal ou vertical


exceda 50 m. No caso desse galpão, que possui 50,20 m como maior dimensão
horizontal, poderia-se adotar a Classe B, correspondente a edificações entre 20 e 50 m
de maior dimensão horizontal ou vertical. Optou-se pela classe C pelo fato de que o
programa AutoVentos, que posteriormente será utilizado para a conferencia dos valores
de carregamento de ventos, também adotará classe C, pois por se tratar de um programa,
ele não leva em consideração o fato de que 0,2 m é uma medida muito pequena para
mudar de categoria.

S3= fator estatístico que é baseado em conceitos estatísticos, e considera o grau de


segurança requerido e a vida útil da edificação.

S3= 0,95 - tabela 3 – grupo 3

A velocidade característica do vento permite determinar a pressão dinâmica pela


expressão:
2
q = 0,613 × Vk , onde:

q = pressão dinâmica do vento (N/m²)


Vk = velocidade característica (m/s)
Sendo assim:

Vka = V0 × S1 × S 2( Za ) × S 3 = 45 × 1,0 × 0,833 × 0,95 = 35,611m / s (para a parede)

Vkb = V0 × S1 × S 2( Zb ) × S 3 = 45 × 1,0 × 0,851 × 0,95 = 36,380m / s (para a cobertura)

2
qa = 0,613 × Vk = 0,613 × 35,6112 = 777,361N / m 2 (para a parede)

2
qb = 0,613 × Vk = 0,613 × 36,380 2 = 811,319 N / m 2 (para a cobertura)

• Cálculo do coeficiente de pressão e forma externos (Ce):

a) Paredes (segundo NBR6123/1988 – tabela04)

h/b = 6,1/21,45 = 0,284


a/b = 50,20/21,45 =2,34

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Onde:
h= altura da parede
b= largura da edificação
a= comprimento da edificação

Assim, segundo a figura 2.5:

Figura 2.5 - Coeficientes externos nas paredes

VENTO 0º VENTO 90º

A1 e B1: Ce = -0,8 A: Ce = +0,7


A2 e B2: Ce = -0,4 B: Ce = -0,5
A3 e B3: Ce = -0,2 C1 e D1: Ce = -0,9
C: Ce = +0,7 C2 e D2: Ce = -0,5
D: Ce = -0,3

b) Cobertura (segundo NBR6123/1988 – tabela05)

h/b = 6,1/21,45 = 0,284


θ = 8º

Onde:
h= altura da parede
b= largura da edificação
θ = ângulo de inclinação do telhado

Assim, segundo a figura 2.6:

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Figura 2.6 - Coeficientes externos na cobertura

VENTO 0º VENTO 90º

E e G: Ce = -0,8 E, F e I: Ce = -1,08
F e H: Ce = -0,52 G, H e J: Ce = -0,4
I e J: Ce = -0,2

• Cálculo do coeficiente de pressão e forma internos (Ci):

Para realizar esse cálculo, precisa-se definir as áreas das aberturas fixas e móveis
da estrutura. Para isso, foi considerado:

o
0
A B

o
90
Figura 2.7 - Aberturas

Lado A:

Abertura fixa: 2 × (5,105 × 0,8 × 0,2) + 4,82 × 0,8 × 0,2 = 2,4048 m² (3 venezianas)
Abertura móvel: 4,82 × 4,60 = 22,172 m² (1 portão)

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Lado B:

Abertura fixa: 0
Abertura móvel: 0

Lado C:

Abertura fixa: 10 × (4,80 × 0,8 × 0,2) = 7,68 m² (10 venezianas)


Abertura móvel: 0

Lado D:

Abertura fixa: 10 × (4,80 × 0,8 × 0,2) = 7,68 m² (10 venezianas)


Abertura móvel: 0

Lembrando-se que para as venezianas foi considerada uma abertura de 20% da


área total ocupada pela mesma.

Com isso, para o cálculo do coeficiente de pressão e forma internos, foram


considerados os casos:

I) Duas faces opostas igualmente permeáveis; as outras faces impermeáveis:

-vento perpendicular a uma face permeável (90º): Ci=+0,2


-vento perpendicular a uma face impermeável (0º): Ci=-0,3

II) Quatro faces igualmente permeáveis:

Não se enquadra nesse caso.

III) Abertura dominante em uma face; as outras faces de igual permeabilidade:

a) A barlavento:

Para essa situação deve-se abrir o máximo possível de áreas de entrada de vento
e fechar o máximo possível as áreas de saída de vento.

VENTO 0º

Área de entrada/Área de saída = (1portão+3venezianas) / 20venezianas


Área de entrada/Área de saída = (22,172+2,4048)/15,36 = 1,60

Assim, Ci= +0,34.

VENTO 90º

Área de entrada/Área de saída = 10venezianas / 13venezianas


Área de entrada/Área de saída = 7,68/10,0848 = 0,761

20
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Neste caso, não se tem abertura dominante, pois a relação entre a área de entrada
e de saída é menor que 1,0.

b) A sotavento:

Para essa situação deve-se abrir o máximo possível de áreas de saída de vento e
fechar o máximo possível de áreas de entrada de vento.

VENTO 0º

Neste caso foi admitido como vento 0o, o vento que incide na face B, por ser o
mais crítico dentre os dois ventos 0o.

Área de saída/Área de entrada = (1portão+23venezianas)/ 0


Área de saída/Área de entrada = (22,172+17,7648)/0 = ∞

Como a relação é maior que 1,0, existe abertura dominante. Agora deve-se
verificar se existe possibilidade de ocorrer abertura dominante na região de sotavento
(oposta ao local de incidência do vento) e na região paralela ao vento.

- Para a verificação da abertura dominante à sotavento deve-se abrir o máximo


de áreas à sotavento (fundo) e fechar o máximo de áreas laterais:

Área de fundo/Área das laterais = (1portão+3venezianas)/20venezianas


Área de fundo/Área das laterais = (22,172+2,4048)/15,36 = 1,60

Como a área do fundo é maior que a área das laterais, existe abertura dominante
à sotavento.
Assim, Ci = Ce da face de fundo = -0,3.

- Para a verificação da abertura dominante em face paralela ao vento abrir o


máximo de áreas laterais e fechar o máximo de áreas à sotavento (fundo):

Área das laterais/Área de fundo = 20venezianas/3venezianas


Área das laterais/Área de fundo = 15,36/2,4048 = 6,39

Como a área das laterais é maior que a área de fundo, existe abertura dominante
em face paralela ao vento.
Assim, Ci = média dos Ce's da face paralela =
− (12,55 × 0,8 + 12,55 × 0,4 + 25,1 × 0,2) 50,2 = −0,4 .

VENTO 90º

Área de saída/Área de entrada = (1portão+13venezianas)/10venezianas


Área de saída/Área de entrada = (22,172+10,0848)/7,68 = 4,20

Como a relação é maior que 1,0, existe abertura dominante. Novamente deve-se
verificar se existe abertura dominante à sotavento e em face paralela ao vento.

- Verificação da abertura dominante à sotavento:

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Área de fundo/Área das laterais = 10venezianas/3venezianas


Área de fundo/Área das laterais = 7,68/2,4048 = 7,19

Como a área de fundo é maior que a área das laterais, existe abertura dominante
em face paralela ao vento.
Assim, Ci = Ce da face de fundo = -0,5.

- Verificação da abertura dominante em face paralela ao vento:

Área das laterais/Área de fundo = (1portão+3venezianas)/10venezianas


Área das laterais/Área de fundo = (22,172+2,4048)/7,68 = 3,20

Como a área das laterais é maior que a área do fundo, existe abertura dominante
em face paralela ao vento.
Assim, Ci = média dos Ce's da face paralela = (-0,9-0,5)/2 = -0,7

COEFICIENTES DE PRESSÃO E FORMA INTERNOS MÀXIMOS E MÌNIMOS:

VENTO 0º VENTO 90º

Cimáx = +0,34 Cimáx = +0,2


Cimin = -0,4 Cimin = -0,7

Combinação dos coeficientes (Ce e Ci):

-0,8 -0,8
-0,2 -0,2

-0,8 -0,8 -0,2 -0,2


+0,34 -0,4

O
Vento 0 Vento 0
O

I II
-1,08 -0,4 -1,08 -0,4

+0,7 -0,5 +0,7 -0,5


+0,2 -0,7

O O
Vento 90 Vento 90
III IV
Figura 2.8 - Combinações dos coeficientes

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Coeficientes Finais:

+0,2 +0,2
-1,14 -1,14

-1,14 +0,2 +0,2


-1,14

O O
Vento 0 Vento 0
I II
-1,28 -0,6
-0,38 +0,3

+0,5 -0,7
+1,4 +0,2

O
Vento 90 Vento 90
O

III IV
Figura 2.9 - Coeficientes finais

• Ações devidas ao vento

Carregamento por metro: F = q × ∆C × a


Carregamento concentrado: F = q × ∆C × Ainf

a) Carregamento I

1. Parede

F = 777,361 × (− 1,14) × 5 = 4430,96 N / m (sucção)

2. Cobertura

F = 811,319 × (− 1,14) × 5 = 4624,52 N / m (sucção)

b) Carregamento II

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1. Parede

F = 777,361 × (+ 0,20) × 5 = 777,36 N / m (pressão)

2. Cobertura

F = 811,319 × (+ 0,20) × 5 = 811,32 N / m (pressão)

c) Carregamento III

1. Parede

F = 777,361 × (+ 0,5) × 5 = 1943,40 N / m (pressão)

F = 777,361 × (− 0,7 ) × 5 = 2720,76 N / m (sucção)

2. Cobertura

F = 811,319 × (− 1,28) × 5 = 5192,44 N / m (sucção)

F = 811,319 × (− 0,6) × 5 = 2433,96 N / m (sucção)

d) Carregamento IV

1. Parede

F = 777,361 × (+ 1,4 ) × 5 = 5441,53N / m (pressão)

F = 777,361 × (+ 0,2 ) × 5 = 777,36 N / m (pressão)

2. Cobertura

F = 811,319 × (− 0,38) × 5 = 1541,51N / m (sucção)

F = 811,319 × (+ 0,3) × 5 = 1216,98 N / m (pressão)

Para encontrar a carga concentrada em cada nó da treliça, deve-se determinar a


área de influência de cada nó. Para isso, basta multiplicar os carregamentos por metro
encontrados acima por um “comprimento de influência” de cada nó, que equivale ao
comprimento da área de influência, conforme a figura 2.10.

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0,847
1,695
1,695 13
1,695
11
1,695
9
1,695
7
1,047
5
1
3

Figura 2.10 - "Comprimentos de influência" da cobertura para ação de ventos

Nó 1: 1,047 m
Nó 3: 1,695 m
Nó 5: 1,695 m
Nó 7: 1,695 m
Nó 9: 1,695 m
Nó 11: 1,695 m
Nó 13: 0,847 m

Obs.: O nó 1 inclui também o beiral da telha.

• Para o Nó 1:

Carregamento I- F [ N ] = F × l = 4624,52 × 1,047 = 4841,87 N (sucção)


Carregamento II- F [ N ] = 811,32 × 1,047 = 849,45 N (pressão)
Carregamento III- F [ N ] = 5192,44 × 1,047 = 5436,48 N (sucção)
Carregamento III- F [ N ] = 2433,96 × 1,047 = 2548,36 N (sucção)
Carregamento IV- F [ N ] = 1541,51 × 1,047 = 1613,96 N (sucção)
Carregamento IV- F [ N ] = 1216,98 × 1,047 = 1274,18 N (pressão)

• Para o Nó 13:

Carregamento I- F [ N ] = F × l = 4624,52 × 0,847 = 3916,97 N (sucção)


Carregamento II- F [ N ] = 811,32 × 0,847 = 687,19 N (pressão)
Carregamento III- F [ N ] = 5192,44 × 0,847 = 4398,00 N (sucção)
Carregamento III- F [ N ] = 2433,96 × 0,847 = 2061,56 N (sucção)
Carregamento IV- F [ N ] = 1541,51 × 0,847 = 1305,66 N (sucção)
Carregamento IV- F [ N ] = 1216,98 × 0,847 = 1030,78 N (pressão)

• Para os Nós 3, 5, 7, 9 e 11:

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Carregamento I- F [ N ] = F × l = 4624,52 × 1,695 = 7838,56 N (sucção)


Carregamento II- F [ N ] = 811,32 × 1,695 = 1375,19 N (pressão)
Carregamento III- F [ N ] = 5192,44 × 1,695 = 8801,19 N (sucção)
Carregamento III- F [ N ] = 2433,96 × 1,695 = 4125,56 N (sucção)
Carregamento IV- F [ N ] = 1541,51 × 1,695 = 2612,86 N (sucção)
Carregamento IV- F [ N ] = 1216,98 × 1,695 = 2062,78 N (pressão)

2.2.3.2. Segundo o Programa AutoVentos

A seguir será demonstrado o procedimento seguido para calcular o vento utilizando-se o


programa AutoVentos Duas Águas. Todas as etapas encontram-se nas figuras 2.11 à 2.23. Os
valores obtidos com o cálculo manual serão então comparados com os valores obtidos pelo
programa.

Figura 2.11 - Definição da geometria e das aberturas

26
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Figura 2.12 - Escolha do fator topográfico (S1)

Figura 2.13 - Escolha da velocidade básica do local (V0)

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Figura 2.14 - Escolha do fator S2

Figura 2.15 - Escolha do fator estatístico (S3)

28
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Figura 2.16 - Cálculo das velocidades características e pressões de obstrução

Figura 2.17 - Determinação dos coeficientes de pressão e forma externos para as


paredes

29
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Figura 2.18 - Determinação dos coeficientes de pressão e forma externos para a


cobertura

30
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Figura 2.19 - Determinação dos coeficientes internos que serão utilizados nas
combinações

Figura 2.20 - Combinações dos coeficientes internos e externos

31
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Figura 2.21 - Resultados finais das combinações 01 e 02

Figura 2.22 - Resultados finais das combinações 03 e 04

32
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Figura 2.23 - Forças do vento sobre a estrutura

Comparando-se os resultados obtidos pelo AutoVentos com os cálculos manuais,


percebe-se que eles são iguais, confirmando que os cálculos estão corretos.
Com esses cálculos, pode-se confirmar que a máxima pressão de obstrução do vento é
de 811,319 × 1,28 = 1038,49 N / m² = 103,85kgf / m² (sucção), conforme citado anteriormente, já
que todos os dados calculados manualmente são iguais aos dados encontrados pelo
AutoVentos.
Na tabela 2.1 é feita uma comparação dos valores encontrados manualmente e
através do programa AutoVentos.

33
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Tabela 2.1 - Comparação entre os valores de cálculo manual e o AutoVentos


Cálculo
AutoVentos
Manual
S1 1 1
S2 (parede) 0.833 0.833
S2 (cobertura) 0.851 0.851
S3 0.95 0.95
qa (parede) (N/m²) 777.361 777.361
qb (cobertura) (N/m²) 811.319 811.319
I -1.14 -1.14
II 0.2 0.2
Combinações
III 0.5 0.5
de Ce e Ci
(parede) III -0.7 -0.7
IV 1.4 1.4
IV 0.2 0.2
I -1.14 -1.14
II 0.2 0.2
Combinações
III -1.28 -1.28
de Ce e Ci
(cobertura) III -0.6 -0.6
IV -0.38 -0.38
IV 0.3 0.3

2.3. Dimensionamento Utilizando o Programa AutoMETAL

Conforme já descrito anteriormente, a geometria da treliça foi gerada utilizando-


se o programa AutoMETAL. Primeiramente são fornecidos os dados do projeto para o
programa, permitindo que o mesmo gere a treliça. Obteve-se dessa forma a geometria
da treliça apresentada na figura 2.24. A seguir foram adicionados os pilares aos nós 2 e
25, conforme a figura 2.25.

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Figura 2.24 - Geração da geometria da treliça

Figura 2.25 - Treliça com pilares

• Dados dos pilares

Para o pilar da esquerda, a excentricidade é negativa, enquanto que para o pilar


da direita, ela é positiva. A figura 2.26 exemplifica os dados de entrada do pilar da
esquerda (nó 2).

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Figura 2.26 - Dados dos pilares

• Dados dos carregamentos

Tanto a carga de vento quanto os coeficientes de pressão e forma foram


utilizados os mesmos calculados manualmente (e pelo AutoVentos).
Como pode-se notar pela figura 2.27, o peso das terças deve ser indicado em
kgf/m. Porém, no cálculo manual, foi encontrado o seu peso por metro quadrado.
Portanto, é necessário multiplicar o valor encontrado pela distância entre terças, em
projeção horizontal (1,678m): 30 x 1,678 = 50,34 N/m = 5,034 kgf/m. O peso da telha é
aquele fornecido pelo catálogo, ou seja, sem a divisão pelo cosseno de 8º.

Figura 2.27 - Dados dos carregamentos

As cargas da calha e da cumeeira foram inseridas através da opção de


carregamento manual, conforme a figura 2.28, lembrando-se que apenas metade da

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carga da calha deve ser considerada nos nós 1 e 26, pois a outra metade vai para os
pilares. Também foi adicionado ao nó 13 o peso de uma terça, pois esse nó possui duas
terças, e o programa considera apenas a presença de uma terça por nó.

Figura 2.28 - Carregamento manual

Deve-se também fornecer os coeficientes de pressão e forma das paredes para o


carregamento dos pilares. Também nos pilares deve-se inserir uma carga horizontal e
um momento concentrados no ponto superior do pilar, que correspondem à carga
distribuída de vento existente na platibanda do pilar.
É importante lembrar que a carga de vento utilizada para os pilares é a carga
relativa às paredes (77,74 Kgf/m²), diferente da carga utilizada para a cobertura (81,13
Kgf/m²), sendo que ambas já foram calculadas anteriormente.
Outra observação a se fazer é quanto à orientação utilizada para os sinais dos
coeficientes, cargas e momentos aplicados nos pilares, que seguem a regra da mão
direita, ou seja os coeficientes e carregamentos são positivos quando orientados da
esquerda para a direita e de baixo para cima, e os momentos são positivos quando
orientados no sentido anti-horário.
Na figura 2.29 temos como exemplo o carregamento do vento 1. O mesmo
procedimento foi repetido para os ventos 2, 3 e 4.

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Figura 2.29 - Carregamentos nos pilares

• Combinações

Como temos os ventos 1 e 3 de sucção, o vento 2 de pressão e o vento 4 de


sucção e de pressão, foram inseridas 8 combinações, conforme a figura 2.30.

Figura 2.30 - Combinações

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As combinações inseridas foram as seguintes, seguindo a NBR8800/08 para


combinações últimas normais:

Combinação 1: 1,25 x Permanente + 1,50 x Sobrecarga


Combinação 2: 1,25 x Permanente + 1,50 x Sobrecarga + 0,84 x Vento2
Combinação 3: 1,25 x Permanente + 1,20 x Sobrecarga + 1,40 x Vento2
Combinação 4: 1,00 x Permanente + 1,40 x Vento1
Combinação 5: 1,00 x Permanente + 1,40 x Vento3
Combinação 6: 1,00 x Permanente + 1,40 x Vento4
Combinação 7: 1,25 x Permanente + 1,50 x Sobrecarga + 0,84 x Vento4
Combinação 8: 1,25 x Permanente + 1,20 x Sobrecarga + 1,40 x Vento4

• Grupos de barras:

As barras foram separadas em quatro grupos: Banzo Inferior, Banzo Superior,


Diagonais e Montantes, conforme a figura 2.31.

Figura 2.31 - Grupos de barras

• Desenho da treliça deformada:

Os deslocamentos de cada nó da treliça pode ser encontrado em tabela anexa.

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Figura 2.32 - Treliça deformada

• Numeração dos nós da treliça:

Figura 2.33 - Numeração dos nós da treliça

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• Numeração das Barras da treliça:

Figura 2.34 - Numeração das barras da treliça

• Cargas de Vento:

A seguir são apresentados as cargas de vento calculados pelo AutoMETAL:

Figura 2.35 - Cargas de vento nos nós

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• Esforços nas barras:

O programa fornece os esforços nas barras para cada um dos carregamentos e


combinações. Esses valores ainda não incluem o peso próprio da treliça, pois nesse
ponto ela ainda não foi dimensionada. A tabela completa dos esforços, contendo o peso
próprio, encontra-se em anexo.

Figura 2.36 - Esforços nas barras

• Reações nos pilares

Esses valores também não incluem o peso próprio da treliça. Ta tabela completa
das reações nos pilares também podem ser encontradas em tabela anexa.

42
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Figura 2.37 - Reações nos pilares

• Tipo de aço adotado

Para esse projeto foi utilizado o aço ASTM A36.

Figura 2.38 - Tipo de aço

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• Contraventamentos

Figura 2.39 - Contraventamentos

• Dimensionamento dos Perfis

Para o dimensionamento adotou-se como limite de esbeltez máximo o valor de


200, para todos os grupos de barras. O peso próprio foi adicionado ao carregamento
permanente. Foi utilizado o perfil Dupla Cantoneira – Opostas:

Figura 2.40 - Dimensionamento

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• Perfis dimensionados por grupo de barras

A seguir tem-se os perfis dimensionados para cada um dos quatro grupos de


barras já mencionados anteriormente:

Figura 2.41 - Perfis dimensionados

• Relação de material

Para a terça foi utilizado o perfil “U” laminado de 102,0 x 42,0 x 8,00 x 6,27 x
9,3. Esse foi o perfil disponível no AutoMETAL que mais se aproxima do obtido
através do dimensionamento que será apresentado no item 2.4. Foi adotado como preço
dos perfis laminados o valor de R$ 3,50/kg.

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Figura 2.42 - Relação de material

• Verificação dos perfis utilizando o programa AutoMETAL

Foi realizada a verificação dos perfis escolhidos pelo AutoMETAL.

Figura 2.43 - Definição dos perfis que serão verificados

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Figura 2.44 - Verificação dos perfis

Conforme já era esperado, os perfis escolhidos passaram pela verificação.

• Relação final de materiais:

Figura 2.45 - Relação de materiais do projeto

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Finalizado o dimensionamento, são feitas as verificações de Peso/Área e


Custo/Área:

• Verificação de Peso/Área:

Peso total da cobertura = 14736,49 kg


Área total = 21,45x50,20 = 1076,79 m²
P 14736,49
= = 13,69 kg / m 2
A 1076,79

• Verificação de Custo/Área:

Custo total da cobertura = R$ 51577,71


Área total = 1076,79 m²
C 51577,71
= = 47,90 R$ / m 2
A 1076,79

2.4. Dimensionamento das Terças

Para a terça será utilizado um perfil U laminado, cujas dimensões serão


encontradas a seguir. Primeiramente deve-se determinar qual é a terça mais crítica, pois
essa é a terça que será dimensionada. O que influencia nessa escolha são os
carregamentos atuantes na terça e o ângulo de inclinação da mesma. No caso da
cobertura em duas águas, todas as terças apresentam o mesmo ângulo de inclinação,
porém, a primeira terça (nó 1) apresenta uma área de influência menor, o que implica
em uma carga menor. O mesmo é observado na cumeeira, nó 13, que possui duas terças
e consequentemente também apresenta cargas menores que as demais terças. Portanto as
terças dos nós 3, 5, 7, 9 e 11 são as mais críticas.
O maior carregamento com vento de sucção ocorre para o vento 90o,
combinação III, apresentando um carregamento de 5192,44 N/m. Já o carregamento
crítico com vento de pressão ocorre para o vento 90º, combinação IV, e vale 1216,98
N/m. Os carregamentos atuantes na terça estão indicados na figura 2.46.

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qvs qsc

qvp qp

x
x

y 8°
Figura 2.46 - Carregamentos atuantes na terça

Na figura 2.46 qvs é o carregamento do vento de sucção, qvp é o carregamento de


vento de pressão, qp é o carregamento permanente e qsc é o carregamento da sobrecarga.
Foram utilizados os valores dos carregamentos encontrados através do cálculo manual.
Para encontrar os valores dos carregamentos distribuídos na terça, basta dividir os
carregamentos concentrados no nó pelo comprimento das terças (5 metros):

- Vento de sucção: qvs = 8801,19/5 = 1760,24 N/m


- Vento de pressão: qvp = 2062,78/5 = 412,56 N/m
- Permanente: qp = 696,538/5 = 139,31 N/m
- Sobrecarga: qsc = 2097,50/5 = 419,50 N/m

Os carregamentos permanente e de sobrecarga devem ser decompostos nas


direções perpendiculares aos eixos x e y do perfil:

Perpendicular ao eixo x:
q x , p = 139,31 ⋅ cos 8° = 137,95 N / m
q x , sc = 419,50 ⋅ cos 8° = 415,42 N / m

Perpendicular ao eixo y:
q y , p = 139,31 ⋅ sen8° = 19,39 N / m
q y , sc = 419,50 ⋅ sen8° = 58,38 N / m

Os carregamentos e diagramas de momentos fletores nas direções


perpendiculares aos eixos x e y podem ser encontrados na figuras 2.47 à 2.52 (unidades
em N e m).

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• Perpendicular ao eixo x:

- Vento de sucção:

Figura 2.47 - Carregamento (N/m) e momento fletor (N.m)

- Vento de pressão:

Figura 2.48 - Carregamento (N/m) e momento fletor (N.m)

- Permanente:

Figura 2.49 - Carregamento (N/m) e momento fletor (N.m)

- Sobrecarga:

Figura 2.50 - Carregamento (N/m) e momento fletor (N.m)

• Perpendicular ao eixo y:

- Permanente:

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Figura 2.51 - Carregamento (N/m) e momento fletor (N.m)

- Sobrecarga:

Figura 2.52 - Carregamento (N/m) e momento fletor (N.m)

Deve-se analisar a seção mais crítica da terça, ou seja, aquela que apresenta os
maiores momentos atuantes em módulo. Pelos diagramas acima, pode-se notar que os
maiores momentos, em módulo, encontram-se no meio do vão, sendo essa seção crítica.
Portanto, os momentos atuantes nas terças no meio do vão são os seguintes:

• Momentos em torno do eixo x:

- Vento de sucção: Mx,vs = -5500,75 N.m (tração na mesa superior)


- Vento de pressão: Mx,vp = 1289,25 N.m (tração na mesa inferior)
- Permanente: Mx,p = 431,09 N.m (tração na mesa inferior)
- Sobrecarga: Mx,sc = 1298,19 N.m (tração na mesa inferior)

• Momentos em torno do eixo y:

- Vento de sucção: My,vs = 0,0 N.m


- Vento de pressão: My,vp = 0,0 N.m
- Permanente: My,p = - 15,15 N.m (compressão na alma)
- Sobrecarga: My,sc = - 45,61 N.m (compressão na alma)

Realizando-se as devidas combinações:

- Em torno do eixo x:

51
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(I) 1,25 ⋅ M x , p + 1,5 ⋅ M x , sc + 0,84 ⋅ M x ,vp


(I) 1,25 ⋅ 431,09 + 1,5 ⋅ 1298,19 + 0,84 ⋅ 1289,25 = 3569,12 N.m

(II) 1,25 ⋅ M x , p + 1,2 ⋅ M x , sc + 1,4 ⋅ M x ,vp


(II) 1,25 ⋅ 431,09 + 1,2 ⋅ 1298,19 + 1,4 ⋅ 1289,25 = 3901,64 N.m

(III) 1,0 ⋅ M x , p + 1,4 ⋅ M x ,vs


(III) 1,0 ⋅ 431,09 + 1,4 ⋅ (− 5500,75) = −7269,96 N.m

Para realizar o dimensionamento da terça, deve-se utilizar o maior valor, em


módulo, dentre os encontrados acima. Portanto M x , Sd = 7269,96 N .m , obtido com a
combinação (III).

- Em torno do eixo y:

(I) 1,25 ⋅ M y , p + 1,5 ⋅ M y , sc + 0,84 ⋅ M y ,vp


(I) 1,25 ⋅ (− 15,15) + 1,5 ⋅ (− 45,61) + 0,84 ⋅ 0,0 = −87,35 N.m

(II) 1,25 ⋅ M y , p + 1,2 ⋅ M y , sc + 1,4 ⋅ M y ,vp


(II) 1,25 ⋅ (− 15,15) + 1,2 ⋅ (− 45,61) + 1,4 ⋅ 0,0 = −73,67 N.m

(III) 1,0 ⋅ M y , p + 1,4 ⋅ M y ,vs


(III) 1,0 ⋅ (− 15,15) + 1,4 ⋅ 0,0 = −15,15 N.m

Portanto M y , Sd = 87,35 N .m , obtido com a combinação (I).

Como os valores críticos dos momentos solicitantes de cálculo em torno dos


eixos x e y são de combinações diferentes, deve-se analisar ambas as combinações, pois
não deve-se misturar valores de combinações diferentes, uma vez que elas não ocorrem
simultaneamente. Dessa forma temos que os valores dos momentos solicitantes de
cálculo, em módulo, são:

Combinação (I): M x , Sd = 3569,12 N .m


M y , Sd = 87,35 N .m
Combinação (III): M x , Sd = 7269,96 N .m
M y , Sd = 15,15 N .m

Como não existe esforço axial atuante na terça, uma vez que não está sendo
considerado o esforço normal proveniente das barras de contraventamento, o
dimensionamento da terça consiste em escolher um perfil e fazer a seguinte verificação
para ambas as combinações:

52
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M x , Sd M y , Sd
+ ≤ 1,0
M x , Rd M y , Rd

Mx,Sd e My,Sd são os valores já determinados acima, e Mx,Rd e My,Rd são os


valores dos momentos resistentes de cálculo em relação aos eixos x e y,
respectivamente, obtidos com a consideração dos estados-limites últimos de flambagem
lateral com torção (FLT), flambagem local da mesa comprimida (FLM) e flambagem
local da alma (FLA). Também devem ser verificadas a cortante atuante na terça e a sua
flecha.
A força cortante solicitante é dada pelo maior valor dentre as três combinações
apresentadas a seguir, considerando-se somente os carregamentos perpendiculares ao
eixo x:

(1,25 ⋅ q x, p + 1,5 ⋅ q x , sc + 0,84 ⋅ q vp ) ⋅ 5


(I)
2
(I)
(1,25 ⋅ 137,95 + 1,5 ⋅ 415,42 + 0,84 ⋅ 412,56) ⋅ 5 = 2855,29 N
2

(1,25 ⋅ q x, p + 1,2 ⋅ q x , sc + 1,4 ⋅ q vp ) ⋅ 5


(II)
2
(II)
(1,25 ⋅ 137,95 + 1,2 ⋅ 415,42 + 1,4 ⋅ 412,56) ⋅ 5 = 3121,31 N
2

(1,0 ⋅ q x, p − 1,4 ⋅ q vs ) ⋅ 5
(III)
2
(III)
(1,0 ⋅ 137,95 − 1,4 ⋅ 1760,24) ⋅ 5 = −5815,97 N
2

Portanto VSd = 5815,97 N , obtido com a combinação (III).

A NBR 8800/08 apresenta dois limites máximos de flecha para terças de


cobertura:

(I) L/180 = 500/180 = 2,78 cm: considerar combinações raras de serviço, utilizando-
se as ações variáveis de mesmo sentido que o da ação permanente;
(II) L/120 = 500/120 = 4,17 cm: considerar apenas as ações variáveis de sentido
oposto ao da ação permanente (vento de sucção) com seu valor característico.

Para a realização desse dimensionamento adotou-se o perfil U102 x 43,7 x 8,1 x


7,5 x 10,79. Os dados necessários para o dimensionamento das terças foram obtidos
pela tabela 2.2 abaixo, já que o AutoMETAL não fornece alguns valores necessários
para o dimensionamento.

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Figura 2.53 - Dimensões dos perfis U laminados

Tabela 2.2 - Dados dos perfis U laminados


Dimensões Peso Eixo x - x Eixo y - y
Área
d b tw tf por m I W Z rx I W Z ry
4 4
pol. mm mm mm mm kg/m cm² cm cm³ cm³ cm cm cm³ cm³ cm
3 76 35,80 4,30 6,90 6,11 7,78 68,90 18,10 21,30 2,98 8,20 3,30 6,60 1,03
3 76 38,00 6,60 6,90 7,44 9,48 77,20 20,30 24,60 2,85 10,30 3,80 7,60 1,04
3 76 40,50 9,00 6,90 8,93 11,40 86,30 22,70 28,20 2,75 12,70 4,40 8,90 1,06
4 102 40,10 4,60 7,50 7,95 10,10 159,50 31,40 36,80 3,97 13,10 4,60 9,20 1,14
4 102 41,80 6,30 7,50 9,30 11,90 174,40 34,30 41,20 3,84 15,50 5,10 10,20 1,14
4 102 43,70 8,10 7,50 10,79 13,70 190,60 37,50 46,00 3,73 18,00 5,60 11,40 1,15

• Momento fletor resistente de cálculo em torno do eixo x:

- Flambagem lateral com torção (FLT):

Lb 250
λ= = = 217,39 , onde Lb é o comprimento destravado.
ry 1,15

E
λ p = 1,76 ⋅ , onde E = 20000 kN/cm² e fy = 25 kN/cm²
fy
20000
λ p = 1,76 ⋅ = 49,78
25

1,38 ⋅ I y × J 27 ⋅ C w ⋅ β1
2

λr = ⋅ 1+ 1+
ry ⋅ J ⋅ β 1 Iy
1
J=
3
[ 3
(d − t f ) ⋅ t w + 2 ⋅ b ⋅ t f
3
]
1
[ ]
J = (102 − 7,5) ⋅ 8,13 + 2 ⋅ 43,7 ⋅ 7,5 3 = 29031,02 mm 4 = 2,903 cm 4
3

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( f y − σ r ) ⋅W
β1 =
E⋅J
σ r = 0,3 ⋅ f y
(25 − 0,3 ⋅ 25) ⋅ 37,5
β1 = = 0,0113
20000 ⋅ 2,903
t f (b f − 0,5t w ) 3 (d − t f ) 2  3(b f − 0,5t w )t f + 2(d − t f )t w 
Cw =  
12  6(b f − 0,5t w )t f + (d − t f )t w 
0,75(4,37 − 0,5 ⋅ 0,81) 3 (10,2 − 0,75) 2  3(4,37 − 0,5 ⋅ 0,81)0,75 + 2(10,2 − 0,75)0,81
Cw =  6(4,37 − 0,5 ⋅ 0,81)0,75 + (10,2 − 0,75)0,81 
12  
6
C w = 330,63 cm

1,38 ⋅ 18 ⋅ 2,903 27 ⋅ 330,63 ⋅ 0,0113 2


λr = ⋅ 1+ 1+ = 376,87
1,15 ⋅ 2,903 ⋅ 0,0113 18

λ p < λ < λ r , portanto:

Cb  λ − λ p  M pl
M Rd =  M pl − ( M pl − M r ) ≤
γ a1  λ r − λ p  γ a1
12,5M max
Cb =
2,5M max + 3M A + 4 M B + 3M C

O valor do Cb é obtido em função do tipo de carregamento atuante no perfil.


Como todos os carregamentos são distribuídos ao longo da barra, podemos calcular o Cb
para uma carga distribuída qualquer que o valor será o mesmo para todas as cargas e
todas as combinações entre essas cargas. Assim, calculando-se o Cb para a carga
permanente. O diagrama de momento fletor, em N.m para a carga permanente de 139,31
N/m é dado pela figura 2.54.

Figura 2.54 - Diagrama de momento fletor (N.m)

Mmax = 435,34 N.m


MA = 190,46 N.m
MB = 326,51 N.m
MC = 408,13 N.m

12,5 ⋅ 435,34
Cb = = 1,30
2,5 ⋅ 435,34 + 3 ⋅ 190,46 + 4 ⋅ 326,51 + 3 ⋅ 408,13

M pl = Z ⋅ f y = 46 ⋅ 25 = 1150 kN .cm

55
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M r = ( f y − σ r )W
M r = (25 − 0,3 ⋅ 25)37,5 = 656,25 kN ⋅ cm
1,3  217,39 − 49,78  1150
M Rd = 1150 − (1150 − 656,25) ≤
1,1  376,87 − 49,78  1,1
M Rd = 1060,08 kN ⋅ cm ≤ 1045,45 kN ⋅ cm
M Rd = 1045,45 kN ⋅ cm

- Flambagem local de mesa (FLM):

b 4,37
λ= = = 5,83
t 0,75
E 20000
λ p = 0,38 = 0,38 = 10,75
fy 25
λ < λ p , portanto:
M pl Z ⋅ fy 46 ⋅ 25
M Rd = = = = 1045,45 kN ⋅ cm
γ a1 γ a1 1,1

- Flambagem local de alma (FLA):

h 10,2 − 2 ⋅ 0,75
λ= = = 10,74
tw 0,81
E 20000
λ p = 3,76 = 3,76 = 106,35
fy 25
λ < λ p , portanto:
M pl Z ⋅ fy 46 ⋅ 25
M Rd = = = = 1045,45 kN ⋅ cm
γ a1 γ a1 1,1

Portanto, o momento fletor resistente de cálculo em torno do eixo x será o menor


dentre os obtidos por FLT, FLM e FLA. Assim:

1,50 ⋅ W ⋅ f y 1,50 ⋅ 37,5 ⋅ 25


M x , Rd = 1045,45 kN ⋅ cm ≤ = = 1278,41 kN .cm OK!
γ a1 1,1
Mx,Rd = 1045,45 kN.cm

• Momento fletor resistente de cálculo em torno do eixo y:

- Flambagem lateral com torção (FLT):

Não se aplica, pois não existe flambagem lateral com torção em torno do eixo de
menor inércia, que neste caso é o eixo y.

- Flambagem local de mesa (FLM):

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Este estado-limite aplica-se só quando a extremidade livre das mesas for


comprimida pelo momento fletor. Como estamos analisando a seção do meio do vão da
terça, onde existe a linha de corrente, o momento fletor em torno do eixo y está
tracionando a extremidade livre da mesa. Assim, esse estado-limite não se aplica. O
cálculo será mantido apenas para fins didáticos.

b 4,37
λ= = = 5,83
t 0,75
E 20000
λ p = 0,38 = 0,38 = 10,75
fy 25
λ < λ p , portanto:
M pl Z ⋅ fy 11,4 ⋅ 25
M Rd = = = = 259,09 kN ⋅ cm
γ a1 γ a1 1,1

- Flambagem local de alma (FLA):

Este estado-limite aplica-se só quando a alma for comprimida pelo momento


fletor. Como estamos analisando a seção do meio do vão da terça, onde existe a linha de
corrente, o momento fletor em torno do eixo y está comprimindo a alma. Assim, esse
estado-limite deve ser considerado.

h 10,2 − 2 ⋅ 0,75
λ= = = 10,74
tw 0,81
E 20000
λ p = 1,12 = 1,12 = 31,68
fy 25
λ < λ p , portanto:
M pl Z ⋅ fy 11,4 ⋅ 25
M Rd = = = = 259,09 kN ⋅ cm
γ a1 γ a1 1,1

Portanto, o momento fletor resistente de cálculo em torno do eixo y será o obtido


por FLA. Assim:

1,50 ⋅ W ⋅ f y 1,50 ⋅ 5,6 ⋅ 25


M y , Rd = 259,09 kN ⋅ cm ≤ = = 190,91 kN .cm Não OK!
γ a1 1,1
My,Rd = 190,91 kN.cm

Resumindo:

M x , Rd = 1045,45 kN ⋅ cm = 10454,5 N ⋅ m
M y , Rd = 190,91 kN ⋅ cm = 1909,1 N ⋅ m

A seguir, procede-se com a verificação do perfil, segundo a formulação já


apresentada anteriormente:

57
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M x , Sd M y , Sd
+ ≤ 1,0
M x , Rd M y , Rd

Conforme já mencionado, faremos a análise das combinações (I) e (III).

3569,12 87,35
(I) + ≤ 1,0
10454,5 1909,1
0,341 + 0,046 ≤ 1,0
0,387 ≤ 1,0 OK!

7269,96 15,15
(III) + ≤ 1,0
10454,5 1909,1
0,695 + 0,008 ≤ 1,0
0,703 ≤ 1,0 OK!

Portanto o perfil está verificado quanto à flexão obliqua!

• Força cortante resistente de cálculo:

h 10,2 − 2 ⋅ 0,75
λ= = = 10,74
tw 0,81
kV ⋅ E
λ p = 1,10
fy
kV = 5,0 para almas sem enrijecedores transversais.
5 ⋅ 20000
λ p = 1,10 = 69,57
25
λ < λ p , portanto:
V pl
V Rd =
γ a1
V pl = 0,60 ⋅ Aw ⋅ f y = 0,60 ⋅ d ⋅ t w ⋅ f y = 0,60 ⋅ 10,2 ⋅ 0,81 ⋅ 25 = 123,93 kN
123,93
VRd = = 112,66 kN = 112660 N
1,1

Para fazer a verificação quanto à força cortante, devemos ter:

VSd ≤ V Rd
5815,97 N ≤ 112660 N OK!

Portanto o perfil está verificado quanto à força cortante!

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• Flecha:

Como existe uma linha de corrente, a flecha no meio do vão perpendicular ao


eixo y é nula. Assim, será calculada apenas a flecha no meio do vão perpendicular ao
eixo x. Devem ser analisadas duas situações:

- Combinações raras com ações variáveis de mesmo sentido que a permanente:

Combinação 1:
q1 = q x , p + q x , SC + ψ 1vento ⋅ qVP
q1 = 137,95 + 415,42 + 0,3 ⋅ 412,56 = 677,14 N / m

Combinação 2:
q 2 = q x , p + qVP + ψ 1SC ⋅ q x , SC
q 2 = 137,95 + 412,56 + 0,7 ⋅ 415,42 = 841,30 N / m

Portanto: q = 841,30 N/m = 0,008413 kN/cm.

Para carga distribuída temos a seguinte fórmula para a flecha no meio do vão:

5 ⋅ q ⋅ L4 5 ⋅ 0,008413 ⋅ 500 4
δ= = = 1,80 cm
384 ⋅ E ⋅ I 384 ⋅ 20000 ⋅ 190,6

Para verificar a flecha devemos ter:

δ ≤ δ max( I )
1,80 cm ≤ 2,78 cm OK!

- Somente vento de sucção com seu valor característico:

qVS = 1760,24 N/m = 0,0176024 kN/cm

Para carga distribuída temos a seguinte fórmula para a flecha no meio do vão:

5 ⋅ q ⋅ L4 5 ⋅ 0,0176024 ⋅ 500 4
δ= = = 3,76 cm
384 ⋅ E ⋅ I 384 ⋅ 20000 ⋅ 190,6

Para verificar a flecha devemos ter:

δ ≤ δ max( II )
3,76 cm ≤ 4,17 cm OK!

Portanto o perfil está verificado quanto à flecha!

Assim, o perfil U102 x 43,7 x 8,1 x 7,5 x 10,79 adotado pode ser utilizado.
Porém como no AutoMETAL não existe um perfil que apresente exatamente essas

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medidas, para a determinação do peso total da estrutura no AutoMETAL foi utilizado o


perfil mais próximo existente, que é o perfil 102,0 x 42,0 x 8,00 x 6,27 x 9,3, conforme
já informado anteriormente.

2.5. Verificação do Dimensionamento das Barras

• Dados considerados:

Módulo de Elasticidade do aço: E = 200000 MPa = 20000 kN/cm2


Módulo de Elasticidade transversal do aço: G = 77000 MPa = 7700 kN/cm²
Perfil considerado: Dupla Cantoneira de Abas Iguais

Aço ASTM A36:

fy = 250 MPa = 25 kN/cm2


fu = 400 MPa = 40 kN/cm2

As ligações serão todas executadas com soldas longitudinais, sendo que os


esforços serão transmitidos apenas por uma das abas de cada cantoneira. Nesse caso o
valor do Ct deve ser determinado da seguinte forma:

ec
Ct = 1 −
lc

Como a determinação do Ct depende do comprimento de solda lc, que será


determinado no momento do cálculo das ligações, para a verificação do
dimensionamento das barras será considerado que o comprimento de solda é suficiente
para garantir que tenha-se o valor máximo para o Ct, ou seja: Ct = 0,9. O cálculo do
valor real do Ct e da resistência à tração por ruptura da seção líquida de cada barra será
determinado no item 2.7, referente ao cálculo das ligações.

Para as verificações à tração e compressão, foram utilizados os seguintes


coeficientes de segurança:

• Tração
Escoamento da seção bruta: γa1 = 1,10
Ruptura da seção líquida: γa2 = 1,35

• Compressão
γa1 = 1,10

Foi adotado o seguinte limite máximo de esbeltez das barras: λmax = 200.

Segundo a NBR8800/08, deve ser consultada a tabela "F.1 - Valores de (b/t)lim"


para verificar a flambagem local de barras comprimidas. Por esta tabela, a dupla
cantoneira se enquadra no grupo 3: Abas de cantoneiras simples ou múltiplas providas

60
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de chapas de travejamento. Para este caso e com fy = 25 kN/cm2 será utilizado o


seguinte valor limite para a relação entre largura e espessura:

b E 20000
  = 0,45 × = 0,45 × = 12,73
 t  lim fy 25

Além disso, segundo o anexo F da NBR8800/08, para seções que possuem


apenas elementos AL, como no caso de cantoneiras, temos que: Q = Qs.

• Verificação:

Banzo Superior
Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 76,2x76,2x4,76x4,76x11,04

Figura 2.55 - Dados do perfil

ycg = 2,082 cm
x0 = 0
y 0 = 2,082 − 0,476 2 ≅ 1,84 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba, portanto
deve-se descontar metade da espessura da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 2,38 2 + 3,32 2 + 0 2 + 1,84 2 = 4,48 cm
Cw ≈ 0
1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (7,62 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 1,0615 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração e à compressão: 16 e 21

Tração máxima: Nt,Sd = 15636,86 kgf = 156,37 kN


Compressão máxima: Nc,Sd = 10192,50 kgf = 101,93 kN

Lx = 1,694 m = 169,4 cm
Ly = 3,389 m = 338,9 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 169,4 = 169,4
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 338,9 = 338,9

61
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K z ⋅ L z = 1 ⋅ 169,4 = 169,4 (considerando que as diagonais e montantes impedem a


rotação e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 14,06 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 319,55 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 14,06 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 14,06 = 12,654 cm 2
12,654 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 374,93 kN
1,35

Nt,Rd1 = 319,55 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 374,93 kN

Nt,Rd = 319,55 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 156,37 kN < 319,55 kN, então: OK!

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 7,62
= = 16,01
t 0,476

62
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Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 16,01 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 7,62 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,910
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 80
a) N ex = = = 550,29 kN
( K x ⋅ L x )2 (169,4)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 155,26
N ey = = = 266,84 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(338,9)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 1,0615 = 407,24 kN
r0  (K z ⋅ L z )  4,48  (169,4 ) 

Portanto:

N eyz =
266,84 + 407,24 
1 − 1 −
4 ⋅ 266,84 ⋅ 407,24 1 − (1,84 4,48)
2
[ ] = 221,98 kN
[ 2
2 1 − (1,84 4,48)  ]
(266,84 + 407,24)2 

Assim:

Nex = 550,29 kN
Ne <
Neyz = 221,98 kN

Ne = 221,98 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,91 ⋅ 14,06 ⋅ 25
λ0 = = = 1,20
Ne 221,98
Como λ0 = 1,20 < 1,5 , temos:

63
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581, 2 = 0,547
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,547 ⋅ 0,91 ⋅ 14,06 ⋅ 25


N c , Rd = = = 159,06 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 101,93 kN < 159,06 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 169,4
λx = = = 71,18 < 200 OK!
rx 2,38
K y ⋅ L y 338,9
λy = = = 102,08 < 200 OK!
ry 3,32

Conclusão

Banzo superior verificado!

Pelos cálculos realizados acima, foram encontrados os seguintes índices de


esbeltez para o banzo superior: 71,18 e 102,08.
Com isso, pode-se dizer que o maior índice de esbeltez do banzo superior é
102,08. Esse valor é o mesmo encontrado pelos cálculos realizados pelo AutoMETAL
(102), que pode ser verificado na figura 2.56:

Figura 2.56 - Índice de esbeltez do banzo superior

Outro fato que pode ser percebido pelos cálculos realizados acima, é que o perfil
está com folga, com relação aos esforços, já que os esforços atuantes são bem menores
que os esforços resistentes, tanto na tração quanto na compressão. Isso nos leva a crer
que o índice de esbeltez é que está comandando o dimensionamento.

64
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Porém, ao observar o índice de esbeltez encontrado, 102, percebe-se que ele


também possui certa folga com relação ao valor limite de 200. Portanto, como o
dimensionamento do AutoMETAL foi feito utilizando-se a norma NBR8800/86 e não a
NBR8800/08, é razoável que seja verificado se um perfil mais leve pode ser utilizado no
banzo superior.
Um perfil de dimensão imediatamente inferior e de peso menor ao utilizado (2L
- 76,2 x 76,2 x 4,76 x 4,76; peso: 11,04 kg/m), é o seguinte: 2L - 63,5 x 63,5 x 4,76 x
4,76; peso: 9,14 kg/m. A verificação desse perfil é apresentada a seguir:

Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 63,5x63,5x4,76x4,76x9,14

Figura 2.57 - Dados do perfil

ycg = 1,763 cm
x0 = 0
y 0 = 1,763 − 0,476 2 ≅ 1,53 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba, portanto
deve-se descontar metade da espessura da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 1,99 2 + 2,812 + 0 2 + 1,53 2 = 3,77 cm
Cw ≈ 0
1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (6,35 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 0,8789 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração e à compressão: 16 e 21

Tração máxima: Nt,Sd = 15636,86 kgf = 156,37 kN


Compressão máxima: Nc,Sd = 10192,50 kgf = 101,93 kN

Lx = 1,694 m = 169,4 cm
Ly = 3,389 m = 338,9 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 169,4 = 169,4
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 338,9 = 338,9
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 169,4 = 169,4 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

65
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 11,6 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 263,64 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 11,6 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 11,6 = 10,44 cm 2
10,44 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 309,33 kN
1,35

Nt,Rd1 = 263,64 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 309,33 kN

Nt,Rd = 263,64 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 156,37 kN < 263,64 kN, então: OK!

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 6,35
= = 13,34
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

66
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 13,34 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 6,35 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,982
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 46
a) N ex = = = 316,42 kN
( K x ⋅ L x )2 (169,4)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )2 

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 91,64
N ey = = = 157,50 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(338,9)2

1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,8789  = 476,15 kN
r0  (K z ⋅ L z )  3,77  (169 , 4 ) 

Portanto:

N eyz =
157,50 + 476,15 
1 − 1 −
4 ⋅ 157,50 ⋅ 476,15 1 − (1,53 3,77 )
2
[ ] = 146,73 kN
[ 2
2 1 − (1,53 3,77 )  ]
(157,50 + 476,15)2 

Assim:

Nex = 316,42 kN
Ne <
Neyz = 146,73 kN

Ne = 146,73 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25
λ0 = = = 1,39
Ne 146,73
Como λ0 = 1,39 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581,39 = 0,445
0

67
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,445 ⋅ 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25


N c , Rd = = = 115,21 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 101,93 kN < 115,21 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 169,4
λx = = = 85,13 < 200 OK!
rx 1,99
K y ⋅ L y 338,9
λy = = = 120,60 < 200 OK!
ry 2,81

Conclusão

Com essa verificação nota-se que o maior índice de esbeltez para esse perfil é
120,60, inferior ao limite de 200. A resistência à compressão do mesmo (115,21 kN) é
superior ao esforço solicitante (101,93 kN). Portanto, fazendo o dimensionamento pela
NBR8800/08, é possível utilizar um perfil mais leve, devendo-se realmente alterar o
perfil determinado pelo AutoMETAL. Dessa forma, o perfil que deve ser utilizado no
banzo superior é o 2L - 63,5 x 63,5 x 4,76 x 4,76; peso: 9,14 kg/m.

Banzo Inferior
Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 76,2x76,2x4,76x4,76x11,04

Figura 2.58 - Dados do perfil

ycg = 2,082 cm
x0 = 0
y 0 = 2,082 − 0,476 2 ≅ 1,84 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 2,38 2 + 3,32 2 + 0 2 + 1,84 2 = 4,48 cm
Cw ≈ 0
1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (7,62 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 1,0615 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

68
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Barras mais solicitadas à tração: Barras 5 e 8

Tração máxima: Nt,Sd = 9156,592 kgf = 91,57 kN

Com relação à compressão, como as barras das extremidades do banzo inferior da


treliça possuem comprimento maior que as demais, serão verificadas as barras mais
solicitadas à compressão, e também as barras de maior comprimento, que podem ser
críticas mesmo apresentando esforços solicitantes inferiores, uma vez que possuem
maior comprimento de flambagem.

Barra mais solicitada à compressão: Barra 4

Compressão máxima: Nc,Sd = 12772,6 kgf = 127,73 kN

Lx = 1,678 m = 167,8 cm
Ly = 3,356 m = 335,6 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 167,8 = 167,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 335,6 = 335,6
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 167,8 = 167,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Barras com maior comprimento: Barras 1 e 12

Compressão máxima: Nc,Sd = 1709,43 kgf = 17,09 kN

Lx = 1,985 m = 198,5 cm
Ly = 3,663 m = 366,3 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 198,5 = 198,5
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 366,3 = 366,3
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 198,5 = 198,5 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 14,06 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 319,55 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

69
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 14,06 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 14,06 = 12,654 cm 2
12,654 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 374,93 kN
1,35

Nt,Rd1 = 319,55 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 374,93 kN

Nt,Rd = 319,55 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 91,57 kN < 319,55 kN, então: OK!

Compressão

• Barra mais solicitada à compressão: Barra 4

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 7,62
= = 16,01
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 16,01 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 7,62 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,910
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

70
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 80
a) N ex = = = 560,84 kN
( K x ⋅ L x )2 (167,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )2 

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 155,26
N ey = = = 272,11 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(335,6)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 1,0615 = 407,24 kN
r0  (K z ⋅ L z )  4,48  (167,8) 

Portanto:

N eyz =
272,11 + 407,24 
1 − 1 −
4 ⋅ 272,11 ⋅ 407,24 1 − (1,84 4,48)
2
[ ] = 225,15 kN
[ 2
2 1 − (1,84 4,48)  ]
(272,11 + 407,24)2 

Assim:

Nex = 560,84 kN
Ne <
Neyz = 225,15 kN

Ne = 225,15 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,91 ⋅ 14,06 ⋅ 25
λ0 = = = 1,19
Ne 225,15
Como λ0 = 1,19 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581,19 = 0,553
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,553 ⋅ 0,91 ⋅ 14,06 ⋅ 25


N c , Rd = = = 160,80 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 127,73 kN < 160,80 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

71
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

K x ⋅ L x 167,8
λx = = = 70,50 < 200 OK!
rx 2,38
K y ⋅ L y 335,6
λy = = = 101,08 < 200 OK!
ry 3,32

Conclusão

Banzo inferior mais solicitado verificado!

• Barras com maior comprimento: Barras 1 e 12

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 7,62
= = 16,01
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 16,01 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 7,62 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,910
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 80
a) N ex = = = 400,77 kN
( K x ⋅ L x )2 (198,5)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )2 

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 155,26
N ey = = = 228,41 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(366,3)2

72
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J = 2  2
+ 7700 ⋅ 1, 0615  = 407,24 kN
r0  (K z ⋅ L z )  4,48  (198 ,5 ) 

Portanto:

N eyz =
228,41 + 407,24 
1 − 1 −
[
4 ⋅ 228,41 ⋅ 407,24 1 − (1,84 4,48)
2
] = 197,19 kN
[ 2
2 1 − (1,84 4,48)  ] (228,41 + 407,24)2 

Assim:

Nex = 400,77 kN
Ne <
Neyz = 197,19 kN

Ne = 197,19 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,91 ⋅ 14,06 ⋅ 25
λ0 = = = 1,27
Ne 197,19
Como λ0 = 1,27 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581, 27 = 0,509
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,509 ⋅ 0,91 ⋅ 14,06 ⋅ 25


N c , Rd = = = 148,01 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 17,09 kN < 148,01 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 198,5
λx = = = 83,40 < 200 OK!
rx 2,38
K y ⋅ L y 366,3
λy = = = 110,33 < 200 OK!
ry 3,32

Conclusão

Banzo inferior de maior comprimento verificado!

Pelos cálculos realizados acima, foram encontrados os seguintes índices de


esbeltez para o banzo inferior: 70,50, 101,08, 83,40 e 110,33.
Com isso, pode-se dizer que o maior índice de esbeltez do banzo inferior é
110,33. Esse valor é o mesmo encontrado pelos cálculos realizados pelo AutoMETAL
(110), que pode ser verificado na figura 2.59.

73
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Figura 2.59 - Índice de esbeltez do banzo inferior

Para o banzo inferior, também existe uma grande folga entre o índice de esbeltez
encontrado de 110 e o limite de 200. Porém, a verificação da barra mais solicitada à
compressão apresentou uma resistência próxima ao valor do esforço solicitante,
respectivamente 160,8 kN e 127,73 kN. A folga com relação à resistência não é muito
grande, porém, também será feita uma verificação de um perfil mais leve, como foi feito
no caso do banzo superior.
Um perfil de dimensão imediatamente inferior e de peso menor ao utilizado (2L
- 76,2 x 76,2 x 4,76 x 4,76; peso: 11,04 kg/m), é o seguinte: 2L - 63,5 x 63,5 x 4,76 x
4,76; peso: 9,14 kg/m. A verificação desse perfil é apresentada a seguir:

Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 63,5x63,5x4,76x4,76x9,14

Figura 2.60 - Dados do perfil

ycg = 1,763 cm
x0 = 0
y 0 = 1,763 − 0,476 2 ≅ 1,53 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba, portanto
deve-se descontar metade da espessura da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 1,99 2 + 2,812 + 0 2 + 1,53 2 = 3,77 cm
Cw ≈ 0

74
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (6,35 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 0,8789 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração: Barras 5 e 8

Tração máxima: Nt,Sd = 9156,592 kgf = 91,57 kN

Será verificada primeiramente a barra mais solicitada a compressão. Caso o perfil não
resista, não será necessário verificar a barra de maior comprimento.
Barra mais solicitada à compressão: Barra 4

Compressão máxima: Nc,Sd = 12772,6 kgf = 127,73 kN

Lx = 1,678 m = 167,8 cm
Ly = 3,356 m = 335,6 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 167,8 = 167,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 335,6 = 335,6
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 167,8 = 167,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 11,6 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 263,64 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 11,6 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 11,6 = 10,44 cm 2
10,44 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 309,33 kN
1,35

75
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Nt,Rd1 = 263,64 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 309,33 kN

Nt,Rd = 263,64 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 91,57 kN < 263,64 kN, então: OK!

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 6,35
= = 13,34
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 13,34 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 6,35 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,982
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 46
a) N ex = = = 322,48 kN
( K x ⋅ L x )2 (167,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 91,64
N ey = = = 160,61 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(335,6)2

76
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,8789  = 476,15 kN
r0  (K z ⋅ L z )  3,77  (167 ,8 ) 

Portanto:

N eyz =
160,61 + 476,15 
1 − 1 −
[
4 ⋅ 160,61 ⋅ 476,15 1 − (1,53 3,77 )
2
] = 149,37 kN
[ 2
2 1 − (1,53 3,77 )  ] (160,61 + 476,15)2 

Assim:

Nex = 322,48 kN
Ne <
Neyz = 149,37 kN

Ne = 149,37 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25
λ0 = = = 1,38
Ne 149,37
Como λ0 = 1,38 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581,38 = 0,451
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,451 ⋅ 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25


N c , Rd = = = 116,76 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd > Nc,Rd → 127,73 kN > 116,76 kN, então: NÃO OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 167,8
λx = = = 84,32 < 200 OK!
rx 1,99
K y ⋅ L y 335,6
λy = = = 119,4 < 200 OK!
ry 2,81

Conclusão

Com essa verificação nota-se que o maior índice de esbeltez para esse perfil é
119,4, inferior ao limite de 200. Porém, a resistência à compressão do mesmo (116,76
kN) é inferior ao esforço solicitante (127,73 kN), apesar de próximo. Portanto, fazendo
o dimensionamento pela NBR8800/08, não é possível utilizar um perfil mais leve,
devendo-se empregar o perfil determinado pelo AutoMETAL.

77
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Diagonal

Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 63,5x63,5x4,76x4,76x9,14

Figura 2.61 - Dados do perfil

ycg = 1,764 cm
x0 = 0
y 0 = 1,764 − 0,476 2 ≅ 1,53 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 1,99 2 + 2,812 + 0 2 + 1,53 2 = 3,77 cm
Cw ≈ 0
1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (6,35 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 0,8789 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração: Barras 25 e 36

Tração máxima: Nt,Sd = 5571,509 kgf = 55,72 kN

Com relação à compressão, como as barras das extremidades do banzo inferior da


treliça possuem comprimento maior que as demais, serão verificadas as barras mais
solicitadas à compressão, e também as barras de maior comprimento, que podem ser
críticas mesmo apresentando esforços solicitantes inferiores, uma vez que possuem
maior comprimento de flambagem.

Barras mais solicitadas à compressão: Barra 25 e 36

Compressão máxima: Nc,Sd = 8536,88 kgf = 85,37 kN

Lx = 1,878 m = 187,8 cm
Ly = 1,878 m = 187,8 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 187,8 = 187,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 187,8 = 187,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 187,8 = 187,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

78
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Barras com maior comprimento: Barras 30 e 31

Compressão máxima: Nc,Sd = 1881,11 kgf = 18,81 kN

Lx = 2,628 m = 262,8 cm
Ly = 2,628 m = 262,8 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 262,8 = 262,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 262,8 = 262,8
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 262,8 = 262,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 11,6 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 263,64 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 11,6 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 11,6 = 10,44 cm 2
10,44 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 309,33 kN
1,35

Nt,Rd1 = 263,64 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 309,33 kN

Nt,Rd = 263,64 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 55,72 kN < 263,64 kN, então: OK!

Compressão

79
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

• Barras mais solicitadas à compressão: Barras 25 e 36

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 6,35
= = 13,34
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 13,34 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 6,35 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,982
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 46
a) N ex = = = 257,45 kN
( K x ⋅ L x )2 (187,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )2 

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 91,64
N ey = = = 512,89 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(187,8)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+G⋅J = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,8789 = 476,15 kN
r0  (K z ⋅ L z )  3,77  (187,8) 

Portanto:

N eyz =
512,89 + 476,15 
1 − 1 −
4 ⋅ 512,89 ⋅ 476,15 1 − (1,53 3,77 )
2
[ ] = 350,92 kN
[ 2
2 1 − (1,53 3,77 )  ] (512,89 + 476,15)2 

Assim:

80
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Nex = 257,45 kN
Ne <
Neyz = 350,92 kN

Ne = 257,45 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25
λ0 = = = 1,05
Ne 257,45
Como λ0 = 1,05 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581, 05 = 0,630
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,630 ⋅ 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25


N c , Rd = = = 163,10 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 85,37 kN < 163,10 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 187,8
λx = = = 94,37 < 200 OK!
rx 1,99
K y ⋅ L y 187,8
λy = = = 66,83 < 200 OK!
ry 2,81

Conclusão

Diagonal mais solicitada verificada!

• Barras com maior comprimento: Barras 30 e 31

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 6,35
= = 13,34
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

81
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 13,34 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 6,35 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,982
t E 0,476 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 46
a) N ex = = = 131,47 kN
( K x ⋅ L x )2 (262,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )2 

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 91,64
N ey = = = 261,92 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(262,8)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,8789 = 476,15 kN
r0  (K z ⋅ L z )  3,77  (262,8) 

Portanto:

N eyz =
261,92 + 476,15 
1 − 1 −
4 ⋅ 261,92 ⋅ 476,15 1 − (1,53 3,77 )
2
[ ] = 227,60 kN
[ 2
2 1 − (1,53 3,77 )  ] (261,92 + 476,15)2 

Assim:

Nex = 131,47 kN
Ne <
Neyz = 227,60 kN

Ne = 131,47 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25
λ0 = = = 1,47
Ne 131,47
Como λ0 = 1,47 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581, 47 = 0,405
0

82
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,405 ⋅ 0,982 ⋅ 11,6 ⋅ 25


N c , Rd = = = 104,85 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 18,81 kN < 104,85 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 262,8
λx = = = 132,06 < 200 OK!
rx 1,99
K y ⋅ L y 262,8
λy = = = 93,52 < 200 OK!
ry 2,81

Conclusão

Diagonal de maior comprimento verificada!

Pelos cálculos realizados acima, foram encontrados os seguintes índices de


esbeltez para a diagonal: 94,37, 66,83, 132,06 e 93,52.
Com isso, pode-se dizer que o maior índice de esbeltez da diagonal é 132,06.
Esse valor é o mesmo encontrado pelos cálculos realizados pelo AutoMETAL (132),
que pode ser verificado na figura 2.62.

Figura 2.62 - Índice de esbeltez da diagonal

Para a diagonal, existe uma grande folga com tanto com relação ao índice de
esbeltez quanto com relação aos esforços. Assim, será verificado um perfil mais leve.
Um perfil de dimensão imediatamente inferior e de peso menor ao utilizado (2L
- 63,5 x 63,5 x 4,76 x 4,76; peso: 9,14 kg/m), é o seguinte: 2L - 50,8 x 50,8 x 4,76 x
4,76; peso: 7,26 kg/m. A verificação desse perfil é apresentada a seguir:

83
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 50,8x50,8x4,76x4,76x7,26

Figura 2.63 - Dados do perfil

ycg = 1,446 cm
x0 = 0
y 0 = 1,446 − 0,476 2 ≅ 1,21 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba, portanto
deve-se descontar metade da espessura da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 1,6 2 + 2,32 2 + 0 2 + 1,212 = 3,07 cm
Cw ≈ 0
1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (5,08 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 0,6963 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração: Barras 25 e 36

Tração máxima: Nt,Sd = 5571,509 kgf = 55,72 kN

Será verificada primeiramente a barra mais solicitada a compressão. Caso o perfil não
resista, não será necessário verificar a barra de maior comprimento.
Barras mais solicitadas à compressão: Barra 25 e 36

Compressão máxima: Nc,Sd = 8536,88 kgf = 85,37 kN

Lx = 1,878 m = 187,8 cm
Ly = 1,878 m = 187,8 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 187,8 = 187,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 187,8 = 187,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 187,8 = 187,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

84
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Ag ⋅ f y 9,16 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 208,18 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 9,16 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 9,16 = 8,24 cm 2
8,24 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 244,27 kN
1,35

Nt,Rd1 = 208,18 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 244,27 kN

Nt,Rd = 208,18 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 55,72 kN < 208,18 kN, então: OK!

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 5,08
= = 10,67
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

b E
Como = 10,67 < 0,45 = 12,73 , temos que:
t fy
Q = Qs = 1,0

85
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 23,4
a) N ex = = = 130,96 kN
( K x ⋅ L x )2 (187,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 49,37
N ey = = = 276,31 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(187,8)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,6963 = 568,87 kN
r0  (K z ⋅ L z )  3,07  (187,8) 

Portanto:

N eyz =
276,31 + 568,87 
1 − 1 −
4 ⋅ 276,31 ⋅ 568,87 1 − (1,21 3,07 )
2
[ ] = 246,90 kN
[ 2
2 1 − (1,21 3,07 )  ] (276,31 + 568,87 )2 

Assim:

Nex = 130,96 kN
Ne <
Neyz = 246,90 kN

Ne = 130,96 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 1,0 ⋅ 9,16 ⋅ 25
λ0 = = = 1,32
Ne 130,96
Como λ0 = 1,32 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,6581,32 = 0,482
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,482 ⋅ 1,0 ⋅ 9,16 ⋅ 25


N c , Rd = = = 100,34 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 85,37 kN < 100,34 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

86
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

K x ⋅ L x 187,8
λx = = = 117,38 < 200 OK!
rx 1,6
K y ⋅ L y 187,8
λy = = = 80,95 < 200 OK!
ry 2,32

Como a barra mais solicitada passou na verificação, também será analisada a barra de
maior comprimento.
Barras com maior comprimento: Barras 30 e 31

Compressão máxima: Nc,Sd = 1881,11 kgf = 18,81 kN

Lx = 2,628 m = 262,8 cm
Ly = 2,628 m = 262,8 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 262,8 = 262,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 262,8 = 262,8
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 262,8 = 262,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 5,08
= = 10,67
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

b E
Como = 10,67 < 0,45 = 12,73 , temos que:
t fy
Q = Qs = 1,0

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

87
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 23,4
a) N ex = = = 66,88 kN
( K x ⋅ L x )2 (262,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 49,37
N ey = = = 141,10 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(262,8)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,6963 = 568,87 kN
r0  (K z ⋅ L z )  3,07  (262,8) 

Portanto:

N eyz =
141,1 + 568,87 
1 − 1 −
4 ⋅ 141,1 ⋅ 568,87 1 − (1,21 3,07 )
2
[ ] = 134,62 kN
[ 2
2 1 − (1,21 3,07 )  ] (141,1 + 568,87)2 

Assim:

Nex = 66,88 kN
Ne <
Neyz = 134,62 kN

Ne = 66,88 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 1,0 ⋅ 9,16 ⋅ 25
λ0 = = = 1,85
Ne 66,88
Como λ0 = 1,85 > 1,5 , temos:
0,877 0,877
χ= = = 0,256
λ0 2 1,85 2
χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,256 ⋅ 1,0 ⋅ 9,16 ⋅ 25
N c , Rd = = = 53,29 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 18,81 kN < 53,29 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 262,8
λx = = = 164,25 < 200 OK!
rx 1,6

88
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

K y ⋅ Ly 262,8
λy = = = 113,28 < 200 OK!
ry 2,32

Conclusão

Com essa verificação nota-se que o maior índice de esbeltez para esse perfil é
164,25 (para a barra de maior comprimento), inferior ao limite de 200. A resistência à
compressão tanto para a barra mais solicitada quanto para a de maior comprimento
(100,34 kN e 53,29 kN, respectivamente) é superior ao esforço solicitante (85,37 kN e
18,81 kN, respectivamente). Portanto, fazendo o dimensionamento pela NBR8800/08, é
possível utilizar um perfil mais leve, devendo-se realmente alterar o perfil determinado
pelo AutoMETAL. Dessa forma, o perfil que deve ser utilizado na diagonal é o 2L -
50,8 x 50,8 x 4,76 x 4,76; peso: 7,26 kg/m.

Montante
Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 44,5x44,5x4,76x4,76x6,30

Figura 2.64 - Dados do perfil

ycg = 1,288 cm
x0 = 0
y 0 = 1,288 − 0,476 2 ≅ 1,05 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x0 + y 0 = 1,37 2 + 2,06 2 + 0 2 + 1,05 2 = 2,69 cm
Cw ≈ 0
1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (4,45 − 0,476 2 ) ⋅ 0,476 3  = 0,6057 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração: Barras 37 e 49

Tração máxima: Nt,Sd = 5859,687 kgf = 58,60 kN

Com relação à compressão, como as barras das extremidades do banzo inferior da


treliça possuem comprimento maior que as demais, serão verificadas as barras mais
solicitadas à compressão, e também as barras de maior comprimento, que podem ser
críticas mesmo apresentando esforços solicitantes inferiores, uma vez que possuem
maior comprimento de flambagem.

89
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Barras mais solicitadas à compressão: Barra 37 e 49

Compressão máxima: Nc,Sd = 4170,94 kgf = 41,71 kN

Lx = 0,897 m = 89,7 cm
Ly = 0,897 m = 89,7 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 89,7 = 89,7
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 89,7 = 89,7
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 89,7 = 89,7 (considerando que as diagonais e montantes impedem a rotação
e o empenamento das barras do banzo).

Barra com maior comprimento: Barra 43

Compressão máxima: Nc,Sd = 2949,31 kgf = 29,49 kN

Lx = 2,258 m = 225,8 cm
Ly = 2,258 m = 225,8 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 225,8 = 225,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 225,8 = 225,8
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 225,8 = 225,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 8 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 181,81 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 8,0 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 8 = 7,2 cm 2

90
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

7,2 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 213,33 kN
1,35

Nt,Rd1 = 181,81 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 213,33 kN

Nt,Rd = 181,81 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 58,60 kN < 181,81 kN, então: OK!

Compressão

• Barras mais solicitadas à compressão: Barras 37 e 49

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 4,45
= = 9,35
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

b E
Como = 9,35 < 0,45 = 12,73 , temos que:
t fy
Q = Qs = 1,0

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 15
a) N ex = = = 367,99 kN
( K x ⋅ L x )2 (89,7 )2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:

91
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 33,82


N ey = = = 829,69 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(89,7 )2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J = 2  2
+ 7700 ⋅ 0, 6057  = 644,53 kN
r0  (K z ⋅ L z )  2,69  (89, 7 ) 

Portanto:

N eyz =
829,69 + 644,53 
1 − 1 −
[
4 ⋅ 829,69 ⋅ 644,53 1 − (1,05 2,69)
2
] = 515,59 kN
[ 2
2 1 − (1,05 2,69)  ] (829,69 + 644,53)2 

Assim:

Nex = 367,99 kN
Ne <
Neyz = 515,59 kN

Ne = 367,99 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 1,0 ⋅ 8 ⋅ 25
λ0 = = = 0,74
Ne 367,99
Como λ0 = 0,74 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,658 0, 74 = 0,795
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,795 ⋅ 1,0 ⋅ 8 ⋅ 25
N c , Rd = = = 144,55 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 41,77 kN < 144,55 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 89,7
λx = = = 65,47 < 200 OK!
rx 1,37
K y ⋅ L y 89,7
λy = = = 43,54 < 200 OK!
ry 2,06

Conclusão

Montante mais solicitado verificado!

• Barra com maior comprimento: Barra 43

92
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 4,45
= = 9,35
t 0,476

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

b E
Como = 9,35 < 0,45 = 12,73 , temos que:
t fy
Q = Qs = 1,0

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 15
a) N ex = = = 58,07 kN
( K x ⋅ L x )2 (225,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )2 

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 33,82
N ey = = = 130,93 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(225,8)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,6057  = 644,53 kN
r0  (K z ⋅ L z )  2,69  (225,8) 

Portanto:

N eyz =
130,93 + 644,53 
1 − 1 −
4 ⋅ 130,93 ⋅ 644,53 1 − (1,05 2,69)
2
[ ] = 126,24 kN
[ 2
2 1 − (1,05 2,69)  ]
(130,93 + 644,53)2 

Assim:

Nex = 58,07 kN
Ne <
Neyz = 126,24 kN

93
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Ne = 58,07 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 1,0 ⋅ 8 ⋅ 25
λ0 = = = 1,86
Ne 58,07
Como λ0 = 1,86 > 1,5 , temos:
0,877 0,877
χ= = = 0,253
λ0 2 1,86 2
χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,253 ⋅ 1,0 ⋅ 8 ⋅ 25
N c , Rd = = = 46,0 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 29,49 kN < 46,0 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 225,8
λx = = = 164,82 < 200 OK!
rx 1,37
K y ⋅ L y 225,8
λy = = = 109,61 < 200 OK!
ry 2,06

Conclusão

Montante de maior comprimento verificado!

Pelos cálculos realizados acima, foram encontrados os seguintes índices de


esbeltez para o montante: 65,47, 43,54, 164,82 e 109,61.
Com isso, pode-se dizer que o maior índice de esbeltez do montante é 164,82.
Esse valor é o mesmo encontrado pelos cálculos realizados pelo AutoMETAL (165),
que pode ser verificado na figura 2.65.

94
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Figura 2.65 - Índice de esbeltez do montante

Para o montante, existe uma folga não muito grande folga com relação ao índice
de esbeltez, porém existe uma folga grande com relação aos esforços. Assim, será
verificado um perfil mais leve.
Obsevando a lista de perfis do AutoMETAL, foi possível notar um perfil de
mesma dimensão de aba, porém com uma espessura menor, resultando em um peso
menor, não sendo necessário buscar um perfil com uma dimensão imediatamente
inferior. Dessa forma, o perfil de peso menor ao utilizado (2L - 44,5 x 44,5 x 4,76 x
4,76; peso: 6,30 kg/m), é o seguinte: 2L - 44,5 x 44,5 x 3,17 x 4,76; peso: 4,28 kg/m. A
verificação desse perfil é apresentada a seguir:

Dados colhidos no AutoMETAL : Perfil 2L - 44,5x44,5x3,17x4,76x4,28

Figura 2.66 - Dados do perfil

ycg = 1,230 cm
x0 = 0
y 0 = 1,23 − 0,317 2 ≅ 1,07 cm (centro de cisalhamento está no eixo da aba, portanto
deve-se descontar metade da espessura da aba)
2 2 2 2
r0 = rx + ry + x 0 + y 0 = 1,412 + 2,03 2 + 0 2 + 1,07 2 = 2,69 cm
Cw ≈ 0

95
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

1 1 
J = ∑ b ⋅ t 3 = 4  (4,45 − 0,317 2 ) ⋅ 0,317 3  = 0,1823 cm 4 (calculado pelo eixo do
3 3 
perfil)

Barras mais solicitadas à tração: Barras 37 e 49

Tração máxima: Nt,Sd = 5859,687 kgf = 58,60 kN

Será verificada primeiramente a barra mais solicitada a compressão. Caso o perfil não
resista, não será necessário verificar a barra de maior comprimento.
Barras mais solicitadas à compressão: Barra 37 e 49

Compressão máxima: Nc,Sd = 4170,94 kgf = 41,71 kN

Lx = 0,897 m = 89,7 cm
Ly = 0,897 m = 89,7 cm

Portanto:
K x ⋅ L x = 1 ⋅ 89,7 = 89,7
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 89,7 = 89,7
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 89,7 = 89,7 (considerando que as diagonais e montantes impedem a rotação
e o empenamento das barras do banzo).

Tração

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 5,42 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 123,18 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 5,42 cm 2

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 5,42 = 4,88 cm 2
4,88 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 144,59 kN
1,35

96
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Nt,Rd1 = 123,18 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 144,59 kN

Nt,Rd = 123,18 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 58,60 kN < 123,18 kN, então: OK!

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 4,45
= = 14,04
t 0,317

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 14,04 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 4,45 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,963
t E 0,317 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 10,82
a) N ex = = = 265,44 kN
( K x ⋅ L x )2 (89,7 )2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 22,27
N ey = = = 546,34 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(89,7 )2

97
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,1823 = 193,99 kN
r0  (K z ⋅ L z )  2,69  (89, 7 ) 

Portanto:

N eyz =
546,34 + 193,99 
1 − 1 −
[
4 ⋅ 546,34 ⋅ 193,99 1 − (1,07 2,69)
2
] = 180,0 kN
[ 2
2 1 − (1,07 2,69)  ] (546,34 + 193,99)2 

Assim:

Nex = 265,44 kN
Ne <
Neyz = 180,0 kN

Ne = 180,0 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,963 ⋅ 5,42 ⋅ 25
λ0 = = = 0,85
Ne 180,0
Como λ0 = 0,85 < 1,5 , temos:
2 2
χ = 0,658 λ = 0,658 0,85 = 0,739
0

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,739 ⋅ 0,963 ⋅ 5,42 ⋅ 25


N c , Rd = = = 87,66 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 41,77 kN < 87,66 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 89,7
λx = = = 63,62 < 200 OK!
rx 1,41
K y ⋅ L y 89,7
λy = = = 44,19 < 200 OK!
ry 2,03

Como a barra mais solicitada passou na verificação, também será analisada a barra de
maior comprimento.
Barra com maior comprimento: Barra 43

Compressão máxima: Nc,Sd = 2949,31 kgf = 29,49 kN

Lx = 2,258 m = 225,8 cm
Ly = 2,258 m = 225,8 cm

Portanto:

98
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

K x ⋅ L x = 1 ⋅ 225,8 = 225,8
K y ⋅ L y = 1 ⋅ 225,8 = 225,8
K z ⋅ L z = 1 ⋅ 225,8 = 225,8 (considerando que as diagonais e montantes impedem a
rotação e o empenamento das barras do banzo).

Compressão

χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y
N c , Rd =
γ a1

Flambagem local:

Segundo o anexo F da NBR8800/08:

b 4,45
= = 14,04
t 0,317

Para elementos do grupo 3 da tabela F.1:

E b E
Como 0,45 = 12,73 < = 14,04 < 0,91 = 25,74 , temos que:
fy t fy

b fy 4,45 25
Q = Qs = 1,340 − 0,76 = 1,340 − 0,76 = 0,963
t E 0,317 20000

Força axial de flambagem elástica:

Segundo o anexo E da NBR8800/08, para seções monossimétricas, cujo eixo y é o eixo


de simetria, Ne será o menor dentre os seguintes valores:

π 2 ⋅ E ⋅ Ix π 2 ⋅ 20000 ⋅ 10,82
a) N ex = = = 41,89 kN
( K x ⋅ L x )2 (225,8)2

b) N eyz =
N ey + N ez 
1 − 1 −
[
4 ⋅ N ey ⋅ N ez 1 − ( y 0 r0 )
2
]
[
2 1 − ( y 0 r0 )
2
] 

(N ey + N ez )
2

Onde:
π 2 ⋅E⋅Iy π 2 ⋅ 20000 ⋅ 22,27
N ey = = = 86,22 kN
(K y ⋅ Ly )
2
(225,8)2
1 π 2 ⋅ E ⋅ C w  1  π 2 ⋅ 20000 ⋅ 0 
N ez = 2  2
+ G ⋅ J  = 2  2
+ 7700 ⋅ 0,1823 = 193,99 kN
r0  (K z ⋅ L z )  2,69  (225,8) 

Portanto:

99
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

N eyz =
86,22 + 193,99 
1 − 1 −
[
4 ⋅ 86,22 ⋅ 193,99 1 − (1,07 2,69)
2
] = 77,94 kN
[ 2
2 1 − (1,07 2,69)  ] (86,22 + 193,99)2 

Assim:

Nex = 41,89 kN
Ne <
Neyz = 77,94 kN

Ne = 41,89 kN

Força axial de compressão resistente de cálculo:

Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,963 ⋅ 5,42 ⋅ 25
λ0 = = = 1,76
Ne 41,89
Como λ0 = 1,76 > 1,5 , temos:
0,877 0,877
χ= = = 0,283
λ0 2 1,76 2
χ ⋅ Q ⋅ Ag ⋅ f y 0,283 ⋅ 0,963 ⋅ 5,42 ⋅ 25
N c , Rd = = = 33,57 kN
γ a1 1,1

Como Nc,Sd < Nc,Rd → 29,49 kN < 33,57 kN, então: OK!

Índice de Esbeltez

K x ⋅ L x 225,8
λx = = = 160,14 < 200 OK!
rx 1,41
K y ⋅ L y 225,8
λy = = = 111,23 < 200 OK!
ry 2,03

Conclusão

Com essa verificação nota-se que o maior índice de esbeltez para esse perfil é
160,14 (para a barra de maior comprimento), inferior ao limite de 200. A resistência à
compressão tanto para a barra mais solicitada quanto para a de maior comprimento
(87,66 kN e 33,57 kN, respectivamente) é superior ao esforço solicitante (41,77 kN e
29,49 kN, respectivamente). Portanto, fazendo o dimensionamento pela NBR8800/08, é
possível utilizar um perfil mais leve, devendo-se realmente alterar o perfil determinado
pelo AutoMETAL. Dessa forma, o perfil que deve ser utilizado na diagonal é o 2L -
44,5 x 44,5 x 3,17 x 4,76; peso: 4,28 kg/m.

2.6. Lista de material final

100
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Como o perfil dimensionado para a terça não existe na lista de perfis do


AutoMETAL e alguns perfis da treliça foram alterados devido a verificação com a
utilização da NBR 8800/08, será gerada uma nova lista de material com o peso total real
da cobertura. Os perfis utilizados são os seguintes:

Banzo Superior: 2L - 63,5 x 63,5 x 4,76 x 4,76 x 9,14


Banzo Inferior: 2L - 76,2 x 76,2 x 4,76 x 4,76 x 11,04
Diagonal: 2L - 50,8 x 50,8 x 4,76 x 4,76 x 7,26
Montante: 2L - 44,5 x 44,5 x 3,17 x 4,76 x 4,28
Terça: U – 102 x 43,7 x 8,1 x 7,5 x 10,79

Tabela 2.3 – Lista de material de uma treliça


Grupo L (m) Perfil Peso (kg/m) Total (kg)
Banzo Superior 20,33 2L - 63,5 x 63,5 x 4,76 x 4,76 x 9,14 9,14 185,82
Banzo Inferior 20,75 2L - 76,2 x 76,2 x 4,76 x 4,76 x 11,04 11,04 229,08
Diagonais 26,74 2L - 50,8 x 50,8 x 4,76 x 4,76 x 7,26 7,26 194,13
Montantes 19,56 2L - 44,5 x 44,5 x 3,17 x 4,76 x 4,28 4,28 83,72
Peso total (kg) 692,75

Tabela 2.4 – Lista de material total


Quantidade Peso Un. Peso Preço Un. Total
Perfil
(m) (kg/m) Total (kg) (R$/kg) (R$)
407 2L - 63,5 x 63,5 x 4,76 x 4,76 x 9,14 4,57 1859,99 3,50 6509,97
415 2L - 76,2 x 76,2 x 4,76 x 4,76 x 11,04 5,52 2290,80 3,50 8017,80
535 2L - 50,8 x 50,8 x 4,76 x 4,76 x 7,26 3,63 1942,05 3,50 6797,18
392 2L - 44,5 x 44,5 x 3,17 x 4,76 x 4,28 2,14 838,88 3,50 2936,08
701 U – 102 x 43,7 x 8,1 x 7,5 x 10,79 10,79 7563,79 3,50 26473,27
14495,51 50734,29

Finalizado, são feitas novamente as verificações de Peso/Área e Custo/Área:

• Verificação de Peso/Área:

Peso total da cobertura = 14495,51 kg


Área total = 21,45x50,20 = 1076,79 m²
P 14495,51
= = 13,46 kg / m 2
A 1076,79

• Verificação de Custo/Área:

Custo total da cobertura = R$ 50734,29


Área total = 1076,79 m²
C 50734,29
= = 47,12 R$ / m 2
A 1076,79

101
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2.7. Verificação do Carregamento Manual com o Calculado pelo AutoMETAL

Na tabela 2.5 são comparados os valores dos carregamentos manual e calculado


pelo AutoMETAL. Os carregamentos de vento calculados manualmente foram
decompostos na direção X e Y, segundo o ângulo de inclinação do telhado, que é de 8o,
já que o carregamento do vento é perpendicular ao telhado. Para o nó 13 foi considerado
também o outro lado da treliça, que não havia sido considerado no cálculo manual:

Tabela 2.5 - Carregamentos manual e do AutoMETAL


Permanente (kgf) Sobrecarga (kgf)

Manual AutoMETAL Manual AutoMETAL
1 -214,46 -214,46 -104,88 -104,88
3 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
5 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
7 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
9 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
11 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
13 -105,58 -105,58 -209,75 -209,75
16 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
18 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
20 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
22 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
24 -69,65 -69,65 -209,75 -209,75
26 -214,46 -214,46 -104,88 -104,88

Tabela 2.5 - continuação


Vento1 (kgf) Vento2 (kgf)
Nó Manual AutoMETAL Manual AutoMETAL
X Y X Y X Y X Y
1 -67,39 479,47 -54,57 387,99 11,82 -84,12 9,57 -68,07
3 -109,09 776,23 -109,14 775,98 19,14 -136,18 19,15 -136,14
5 -109,09 776,23 -109,14 775,98 19,14 -136,18 19,15 -136,14
7 -109,09 776,23 -108,90 775,98 19,14 -136,18 19,11 -136,14
9 -109,09 776,23 -108,90 775,98 19,14 -136,18 19,11 -136,14
11 -109,09 776,23 -109,14 775,98 19,14 -136,18 19,15 -136,14
13 0,00 776,23 0,00 775,98 0,00 -136,18 0,00 -136,14
16 109,09 776,23 109,14 775,98 -19,14 -136,18 -19,15 -136,14
18 109,09 776,23 108,90 775,98 -19,14 -136,18 -19,11 -136,14
20 109,09 776,23 108,90 775,98 -19,14 -136,18 -19,11 -136,14
22 109,09 776,23 109,14 775,98 -19,14 -136,18 -19,15 -136,14
24 109,09 776,23 109,14 775,98 -19,14 -136,18 -19,15 -136,14
26 67,39 479,47 54,57 387,99 -11,82 -84,12 -9,57 -68,07

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Tabela 2.5 - continuação


Vento3 (kgf) Vento4 (kgf)
Nó Manual AutoMETAL Manual AutoMETAL
X Y X Y X Y X Y
1 -75,66 538,36 -61,27 435,64 -22,46 159,83 -18,19 129,33
3 -122,49 871,55 -122,54 871,27 -36,36 258,74 -36,38 258,66
5 -122,49 871,55 -122,54 871,27 -36,36 258,74 -36,38 258,66
7 -122,49 871,55 -122,28 871,27 -36,36 258,74 -36,30 258,66
9 -122,49 871,55 -122,28 871,27 -36,36 258,74 -36,30 258,66
11 -122,49 871,55 -122,54 871,27 -36,36 258,74 -36,38 258,66
13 -32,54 640,05 -32,55 639,84 -32,54 27,24 -32,55 27,23
16 57,42 408,54 57,44 408,41 -28,71 -204,27 -28,72 -204,20
18 57,42 408,54 57,32 408,41 -28,71 -204,27 -28,66 -204,20
20 57,42 408,54 57,32 408,41 -28,71 -204,27 -28,66 -204,20
22 57,42 408,54 57,44 408,41 -28,71 -204,27 -28,72 -204,20
24 57,42 408,54 57,44 408,41 -28,71 -204,27 -28,72 -204,20
26 35,47 252,36 28,72 204,20 -17,73 -126,18 -14,36 -102,10

Como se pode perceber, os valores encontrados manualmente estão muito


próximos dos valores calculados pelo AutoMETAL, todos apresentando uma diferença
inferior a 0,2%, com exceção dos valores dos carregamentos dos ventos para os nós 1 e
26. Essa maior diferença para esses nós se deve ao fato de que no cálculo manual foi
considerada como largura de influência também o beiral do telhado que fica para fora da
treliça, totalizando um comprimento de 1,047 m. Já no AutoMETAL, foi considerada
apenas a área que está sobre a treliça, com um comprimento de 0,847 m.
Para exemplificar será calculada manualmente a carga do vento 1 para o nó 1, da
mesma forma como o AutoMETAL realizou os cálculos:

Vento 1:
V1 = 462,452 ⋅ 0,847 = 391,70 Kgf (sucção)
Decompondo-se em X e Y:
V1X = -54,51 Kgf V1Y = 387,89 Kgf

Pelo AutoMETAL: V1X = -54,57 Kgf V1Y = 387,99 Kgf

2.8. Cálculo das Ligações

A seguir serão calculados dois tipos de ligação: uma ligação soldada do banzo
inferior e uma ligação do apoio da treliça principal. Como não será dimensionada uma
ligação específica, mas sim uma ligação padrão para cada um dos dois tipos, os esforços
utilizados serão os máximos encontrados para cada elemento da ligação. Os passos para
o cálculo dessas ligações serão apresentados a seguir, lembrando-se que será utilizada a
solda de filete.

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2.8.1. Cálculo da ligação do banzo inferior

Os passos para o cálculo de uma ligação desse tipo são os seguintes: 1) Cálculo
da solda da diagonal à chapa; 2) Cálculo da solda do montante à chapa; 3) Cálculo da
solda do banzo inferior à chapa; 4) Determinação das dimensões da chapa de ligação; 5)
Determinação da resistência à tração de cada perfil, com a utilização do valor correto do
Ct.

1) Cálculo da Solda da Diagonal à Chapa

Para o cálculo das soldas, devem ser feitas duas análises: uma para o metal base
e outra para a solda.
Como para a solda de filete admite-se que a ruptura sempre ocorre por
cisalhamento, temos que:

Metal base: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AMB ⋅ f y γ a1 , com γ a1 = 1,1 .


Solda: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AW ⋅ f w γ w 2 , com γ w 2 = 1,35 .

Onde: AMB é a área de contato entre o metal base e a solda => AMB = 4 ⋅ L ⋅ hw , sendo
hw a altura da solda. Esse valor é multiplicado por quatro pois são realizadas quatro
soldas.
AW é a área da superfície da solda => AW = 4 ⋅ L ⋅ hw ⋅ sen 45 o . Novamente o
valor é multiplicado por quatro pois são realizadas quatro soldas.
f y é a menor tensão de escoamento entre os aços da chapa de ligação e da
cantoneira (MPa).
f w é resistência mínima a tração do metal da solda (MPa).
L é o comprimento da solda.

Tanto para o metal base quanto para a solda, deve ser verificado: N Sd ≤ Fw, Rd ,
sendo que N Sd é o esforço que deve ser transmitido.
O procedimento de cálculo da ligação consiste em adotar uma altura de solda
( hw ) e determinar o comprimento da mesma ( L ), sendo respeitado o comprimento
mínimo de 40 mm, ou seja, L ≥ 40 mm .
O maior esforço de uma diagonal nos nós do banzo inferior, que pode ser
encontrado nas tabelas em anexo referentes aos esforços nas barras, é
N Sd = 8536,88 kgf (compressão), para os nós 4 e 23.
Para a chapa de ligação será utilizado o mesmo tipo de aço dos perfis, ou seja,
ASTM A36. Com isso f y = 250 MPa = 25 kN / cm ² . Para a solda será utilizado o
eletrodo E70XX, que é compatível com o aço ASMT A36 com espessuras inferiores a
19 mm, conforme a tabela 7 da NBR 8800/08. Com isso obtemos
f w = 485 MPa = 48,5 kN / cm ² , pela tabela 2.6. A espessura da solda de filete é
determinada pela 2.7.

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Tabela 2.6 - Resistência à tração do metal solda (tabela A.4 da NBR 8800/08)

Tabela 2.7 - Tamanho mínimo da perna de uma solda de filete (tabela 10 da NBR
8800/08)

Como pode-se perceber, a espessura máxima dos perfis utilizados é 4,76 mm,
sendo assim, a espessura mínima da solda é de 3 mm. Com isso pode-se determinar o
comprimento necessário de solda para o metal solda e para o metal base. É importante
destacar que como os perfis utilizados na treliça são em dupla cantoneira, é necessário
fazer o balanceamento das soldas superior e inferior de cada ligação, para que o centro
de gravidade da mesma coincida com o centro de gravidade dos perfis, que é a linha de
ação dos esforços axiais que ocorrem nos perfis, evitando a existência de
excentricidades na ligação, que geram esforços adicionais.
Como os perfis são em dupla cantoneira, temos:

Para duas cantoneiras: N Sd , 2 L = 8536,88 kgf = 85,37 kN


85,37
Para uma cantoneira: N Sd = = 42,69 kN
2

• Metal solda:

Aw ⋅ 0,6 ⋅ f w
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,35
Aw = Aws + Awi
Aw = 0,7 ⋅ dws ⋅ lws + 0,7 ⋅ dwi ⋅ lwi
Aw ⋅ 0,6 ⋅ 48,5
N Sd = 42,69 ≤ = 21,56 ⋅ Aw
1,35
42,69 ≤ 21,56 ⋅ Aw
42,69
Aw = = 1,98 cm 2
21,56

105
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Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi = 1,98 cm 2

Como a espessura dos perfis é inferior à 6,35 mm, a perna da solda não pode ser
maior que 4,76 mm, que é a espessura do perfil. Assim, as dimensões mínima e
máxima da perna da solda são:

3 mm ≤ d w ≤ 4,76 mm

Para que o centro de gravidade da solda coincida com a linha de ação de NSd, no
eixo do perfil, deve-se ter:

Aw ( x ) A (L − x )
Aws = e Awi = w
L L
1,98(1,446 )
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = = 0,56 ⇒ l ws ⋅ d ws = 0,80 cm 2
5,08
1,98(5,08 − 1,446 )
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = = 1,42 ⇒ l wi ⋅ d wi = 2,03 cm 2
5,08

Adotando o valor mínimo: d ws = d wi = 3 mm


l ws ⋅ 0,3 = 0,80 ⇒ l ws = 2,67 cm
l wi ⋅ 0,3 = 2,03 ⇒ l wi = 6,77 cm

lw não pode ser menor que 4,0 cm. Portanto adota-se lws = 4,0 cm e
proporcionalmente lwi = 10,14 cm.

Assim:
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = 0,7 ⋅ 4,0 ⋅ 0,3 = 0,84 cm 2
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = 0,7 ⋅ 10,14 ⋅ 0,3 = 2,13 cm 2
Aws + Awi = 0,84 + 2,13 = 2,97 cm 2 > 1,98 cm 2 OK! (com o CG exato).

• Metal base:

AMB ⋅ 0,6 ⋅ f y
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,1
AMB = AMBs + AMBi
AMB = d ws ⋅ l ws + d wi ⋅ l wi
AMB ⋅ 0,6 ⋅ 25
N Sd = 42,69 ≤ = 13,64 ⋅ AMB
1,1
42,69 ≤ 13,64 ⋅ AMB
42,69
AMB = = 3,12 cm 2 (necessário)
13,64
A 2,97
Aw = 0,7 ⋅ AMB ⇒ AMB = w = = 4,24 cm 2 (existente)
0,7 0,7

106
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Como AMB existente é maior que AMB necessário (4,24 cm² > 3,12 cm²), o metal
base está verificado.

Para execução da solda, deve-se somar uma perna de solda no seu comprimento.
Dessa forma, temos os seguintes comprimentos e alturas de solda:
dws = dwi = 3 mm
lws = 40,0 + 3 = 43,0 mm
lwi = 101,4 + 3 = 104,4 mm

2) Cálculo da Solda do Montante à Chapa

O procedimento adotado é o mesmo utilizado para o cálculo da solda da


diagonal à chapa:

Metal base: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AMB ⋅ f y γ a1 , com γ a1 = 1,1 .


Solda: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AW ⋅ f w γ w 2 , com γ w 2 = 1,35 .

Tanto para o metal base quanto para a solda, deve ser verificado: N Sd ≤ Fw, Rd ,
sendo que N Sd é o esforço que deve ser transmitido.
O maior esforço de um montante nos nós do banzo inferior, que pode ser
encontrado na tabela já mencionada, é F = 3864,55 kgf (tração), para os nós 4 e 23.
Como já mencionado acima, temos os seguintes valores:
f y = 250 MPa = 25 kN / cm² , f w = 485 MPa = 48,5 kN / cm² .
Como os perfis são em dupla cantoneira, temos:

Para duas cantoneiras: N Sd , 2 L = 3864,55 kgf = 38,65 kN


38,65
Para uma cantoneira: N Sd = = 19,33 kN
2

• Metal solda:

Aw ⋅ 0,6 ⋅ f w
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,35
Aw = Aws + Awi
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi
Aw ⋅ 0,6 ⋅ 48,5
N Sd = 19,33 ≤ = 21,56 ⋅ Aw
1,35
19,33 ≤ 21,56 ⋅ Aw
19,33
Aw = = 0,90 cm 2
21,56
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi = 0,90 cm 2

Dimensões mínimas e máximas:

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3 mm ≤ d w ≤ 3,17 mm

Para que o centro de gravidade da solda coincida com a linha de ação de NSd, no
eixo do perfil, deve-se ter:

Aw ( x ) A (L − x )
Aws = e Awi = w
L L
0,90(1,230 )
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = = 0,25 ⇒ l ws ⋅ d ws = 0,36 cm 2
4,45
0,90(4,45 − 1,230 )
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = = 0,65 ⇒ l wi ⋅ d wi = 0,93 cm 2
4,45

Adotando o valor mínimo: d ws = d wi = 3 mm


l ws ⋅ 0,3 = 0,36 ⇒ l ws = 1,20 cm
l wi ⋅ 0,3 = 0,93 ⇒ l wi = 3,10 cm

lw não pode ser menor que 4,0 cm. Portanto adota-se lws = 4,0 cm e
proporcionalmente lwi = 10,33 cm.

Assim:
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = 0,7 ⋅ 4,0 ⋅ 0,3 = 0,84 cm 2
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = 0,7 ⋅ 10,33 ⋅ 0,3 = 2,17 cm 2
Aws + Awi = 0,84 + 2,17 = 3,01 cm 2 > 0,90 cm 2 OK! (com o CG exato).

• Metal base:

AMB ⋅ 0,6 ⋅ f y
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,1
AMB = AMBs + AMBi
AMB = d ws ⋅ l ws + d wi ⋅ l wi
AMB ⋅ 0,6 ⋅ 25
N Sd = 19,33 ≤ = 13,64 ⋅ AMB
1,1
19,33 ≤ 13,64 ⋅ AMB
19,33
AMB = = 1,42 cm 2 (necessário)
13,64
A 3,01
Aw = 0,7 ⋅ AMB ⇒ AMB = w = = 4,30 cm 2 (existente)
0,7 0,7

Como AMB existente é maior que AMB necessário (4,30 cm² > 1,42 cm²), o metal
base está verificado.

Para execução da solda, deve-se somar uma perna de solda no seu comprimento.
Dessa forma, temos os seguintes comprimentos e alturas de solda:
dws = dwi = 3 mm

108
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lws = 40,0 + 3 = 43,0 mm


lwi = 103,3 + 3 = 106,3 mm

3) Cálculo da Solda do Banzo Inferior à Chapa

O procedimento adotado é semelhante ao utilizado para o cálculo da solda da


diagonal e do montante à chapa, sendo que a única diferença é que nesse caso deve ser
utilizada a resultante do banzo inferior no nó:

Metal base: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AMB ⋅ f y γ a1 , com γ a1 = 1,1 .


Solda: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AW ⋅ f w γ w 2 , com γ w 2 = 1,35 .

Tanto para o metal base quanto para a solda, deve ser verificado: N Sd ≤ Fw, Rd ,
sendo que N Sd é o esforço que deve ser transmitido.
O maior esforço resultante em um nó do banzo inferior, que pode ser encontrado
na tabela já mencionada, é F = 7628,33 kgf , para os nós 4 e 23 (611,05 – (-7017,28) =
7628,33).
Como já mencionado acima, temos os seguintes valores:
f y = 250 MPa = 25 kN / cm² , f w = 485 MPa = 48,5 kN / cm² .
Como os perfis são em dupla cantoneira, temos:

Para duas cantoneiras: N Sd , 2 L = 7628,33 kgf = 76,28 kN


76,28
Para uma cantoneira: N Sd = = 38,14 kN
2

• Metal solda:

Aw ⋅ 0,6 ⋅ f w
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,35
Aw = Aws + Awi
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi
Aw ⋅ 0,6 ⋅ 48,5
N Sd = 38,14 ≤ = 21,56 ⋅ Aw
1,35
38,14 ≤ 21,56 ⋅ Aw
38,14
Aw = = 1,77 cm 2
21,56
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi = 1,77 cm 2

Dimensões mínimas e máximas:

3 mm ≤ d w ≤ 4,76 mm

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Para que o centro de gravidade da solda coincida com a linha de ação de NSd, no
eixo do perfil, deve-se ter:

Aw ( x ) A (L − x )
Aws = e Awi = w
L L
1,77(2,082 )
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = = 0,48 ⇒ l ws ⋅ d ws = 0,69 cm 2
7,62
1,77(7,62 − 2,082 )
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = = 1,29 ⇒ l wi ⋅ d wi = 1,84 cm 2
7,62

Adotando o valor mínimo: d ws = d wi = 3 mm


l ws ⋅ 0,3 = 0,69 ⇒ lws = 2,30 cm
l wi ⋅ 0,3 = 1,84 ⇒ lwi = 6,13 cm

lw não pode ser menor que 4,0 cm. Portanto adota-se lws = 4,0 cm e
proporcionalmente lwi = 10,66 cm.

Assim:
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = 0,7 ⋅ 4,0 ⋅ 0,3 = 0,84 cm 2
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = 0,7 ⋅ 10,66 ⋅ 0,3 = 2,24 cm 2
Aws + Awi = 0,84 + 2,24 = 3,08 cm 2 > 1,77 cm 2 OK! (com o CG exato).

• Metal base:

AMB ⋅ 0,6 ⋅ f y
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,1
AMB = AMBs + AMBi
AMB = d ws ⋅ l ws + d wi ⋅ l wi
AMB ⋅ 0,6 ⋅ 25
N Sd = 38,14 ≤ = 13,64 ⋅ AMB
1,1
38,14 ≤ 13,64 ⋅ AMB
38,14
AMB = = 2,80 cm 2 (necessário)
13,64
A 3,08
Aw = 0,7 ⋅ AMB ⇒ AMB = w = = 4,40 cm 2 (existente)
0,7 0,7

Como AMB existente é maior que AMB necessário (4,40 cm² > 2,80 cm²), o metal
base está verificado.

Para execução da solda, deve-se somar uma perna de solda no seu comprimento.
Dessa forma, temos os seguintes comprimentos e alturas de solda:
dws = dwi = 3 mm
lws = 40,0 + 3 = 43,0 mm
lwi = 106,6 + 3 = 109,6 mm

110
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4) Determinação das dimensões da Chapa de Ligação

Primeiramente deve-se desenhar a ligação com a chapa, respeitando todos os


comprimentos de solda mínimos encontrados para a diagonal, montante e banzo
inferior. As dimensões da chapa de ligação são determinadas geometricamente, e estão
indicadas na figura 2.68. A ligação apresentada nas figuras 2.67 e 2.68 corresponde ao
nó 4. Para os demais nós as dimensões da chapa sofrerão alterações, já que o ângulo da
diagonal é diferente para cada nó. A figura 2.67 não apresenta nenhuma dimensão para
facilitar a sua visualização.

Figura 2.67 - Ligação do nó 4

A
107
116

A
76

13

10

261 261
10

Figura 2.68 - Ligação do nó 4 com dimensões em mm

Adicionalmente também é feita uma verificação simplificada da espessura da


chapa de ligação. Para essa verificação toma-se o corte A-A que passa pelo final da
borda superior da diagonal, conforme indicado na figura 2.68, resultando na seção da
figura 2.69.

111
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107
d
Figura 2.69 - Seção transversal do corte A-A (dimensões em mm)

A força que atua nessa seção é a força da diagonal, já mencionada anteriormente


(8536,88 kgf = 85,37 kN). Para que a chapa resista, é necessário que o esforço
solicitante seja menor que o esforço resistente, ou seja:

N Sd ≤ N Rd

Onde: N Sd é a força atuante (85,37 kN)


Ag ⋅ f y
N Rd =
γ a1
Ag = d ⋅ 10,7 (área bruta da seção da chapa de ligação, em cm²)
f y = 250 MPa = 25 kN / cm 2

Assim temos:

N Sd ≤ N Rd
d ⋅ 10,7 ⋅ 25
85,37 ≤
1,1
d ≥ 0,35 cm = 3,5 mm

A espessura necessária para resistir ao esforço atuante é menor que a adotada


pelo AutoMETAL para todos os perfis, 4,76 mm. Portanto, a chapa adotada pelo
AutoMETAL está verificada. Porém, recomenda-se que sejam utilizadas chapas com
espessura mínima de 6,35 mm (1/4"). Dessa forma temos que d = 6,35 mm . Na figura
2.70 encontra-se a ligação detalhada.

112
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TIP 43
3 TIP 107
3
43 TIP
3

105 43-479 TIP


TIP 3
3

74-187 TIP
3
Figura 2.70 - Ligação detalhada

Pela figura 2.70 pode-se notar que as soldas das diagonais e montantes foram
executas de maneira contínua, com os comprimentos encontrados nos cálculos
realizados anteriormente. Porém, como o comprimento da chapa é muito maior que os
comprimentos dos cordões de solda encontrados para o banzo (lws = 40 mm e lwi = 106,6
mm), e a execução de apenas um cordão de solda pequeno em uma chapa grande
impede uma melhor distribuição dos esforços, os cordões de solda do banzo devem ser
executados de maneira intermitente. Para garantir uma melhor distribuição de tensões,
podemos dividir o cordão de solda superior em dois cordões de 20 mm e o inferior em 3
cordões de 35,53 mm. Optou-se por dividir o cordão de solda inferior em um número
maior de cordões, pois os esforços do banzo estão mais próximos desses cordões,
devido ao posicionamento do centro de gravidade da dupla cantoneira.
Entretanto, deve-se atentar ao fato de que o comprimento mínimo de um cordão
de solda não pode ser inferior à 40 mm. Dessa forma, devem ser executados dois
cordões de 40 mm na parte superior do perfil, totalizando 80 mm de cordão de solda.
Para manter a proporção entre os comprimentos inferior e superior dos cordões de solda,
e consequentemente manter o CG da solda coincidindo com o CG do perfil, devemos ter
um comprimento de solda inferior de 213,2 mm. Assim:

dws = dwi = 3 mm
lws = 80,0 mm
lwi = 213,2 mm

A execução será feita em dois cordões superiores e três inferiores:

lws = 2 cordões de 40,0 + 3 mm = 2 cordões de 43,0 mm


lwi = 3 cordões de 71,1 + 3 mm = 3 cordões de 74,1 mm

5) Determinação da resistência à tração dos perfis

Após determinar o comprimento de todas as soldas, é possível calcular o valor


real do coeficiente de redução da área líquida, Ct, que nos cálculos anteriores foi

113
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adotado como sendo 0,9. Com o valor real desse coeficiente, determina-se o valor real
da força resistente à tração dos perfis.

• Diagonal: 2L - 50,8x50,8x4,76x4,76x7,26

Dados já apresentados anteriormente:


Ag = 9,16 cm²
ycg = 1,446 cm

Tração máxima: Nt,Sd = 5571,509 kgf = 55,72 kN

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 9,16 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 208,18 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 9,16 cm 2
ec
Ct = 1 −
lc
Onde: ec = ycg = 1,446 cm (distância do CG da barra ao plano de cisalhamento da
ligação)
lc = 10,44 cm (maior comprimento de solda da diagonal)

1,446
Ct = 1 − = 0,861
10,44

Portanto:
Ae = 0,861 ⋅ 9,16 = 7,89 cm 2
7,89 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 233,78 kN
1,35

Nt,Rd1 = 208,18 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 233,78 kN

Nt,Rd = 208,18 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 55,72 kN < 208,18 kN, então: OK!

114
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• Montante: 2L - 44,5x44,5x3,17x4,76x4,28

Dados já apresentados anteriormente:


Ag = 5,42 cm²
ycg = 1,230 cm

Tração máxima: Nt,Sd = 3864,55 kgf = 38,65 kN

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 5,42 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 123,18 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 5,42 cm 2
ec
Ct = 1 −
lc
Onde: ec = ycg = 1,230 cm (distância do CG da barra ao plano de cisalhamento da
ligação)
lc = 10,63 cm (maior comprimento de solda do montante)

1,230
Ct = 1 − = 0,884
10,63

Portanto:
Ae = 0,884 ⋅ 5,42 = 4,79 cm 2
4,79 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 141,93 kN
1,35

Nt,Rd1 = 123,18 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 141,93 kN

Nt,Rd = 123,18 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 38,65 kN < 123,18 kN, então: OK!

115
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• Banzo Inferior: 2L - 76,2x76,2x4,76x4,76x11,04

Dados já apresentados anteriormente:


Ag = 14,06 cm²
ycg = 2,082 cm

Tração máxima: Nt,Sd = 9156,592 kgf = 91,57 kN

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 14,06 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 319,55 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 14,06 cm 2
ec
Ct = 1 −
lc
Onde: ec = ycg = 2,082 cm (distância do CG da barra ao plano de cisalhamento da
ligação)
lc = 21,32 cm (maior comprimento de solda do banzo inferior)

2,082
Ct = 1 − = 0,902
21,32
Como Ct não pode ser maior que 0,9, temos que Ct = 0,9.

Portanto:
Ae = 0,9 ⋅ 14,06 = 12,654 cm 2
12,654 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 374,93 kN
1,35

Nt,Rd1 = 319,55 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 374,93 kN

Nt,Rd = 319,55 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 91,57 kN < 319,55 kN, então: OK!

116
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2.8.2. Cálculo da ligação do apoio

Os passos para o cálculo de uma ligação desse tipo são os seguintes: 1) Cálculo
da solda do montante à chapa; 2) Cálculo da solda do banzo inferior à chapa; 3)
Dimensionamento dos chumbadores; 4) Determinação das dimensões da chapa de
ligação; 5) Determinação da resistência à tração do montante, com a utilização do valor
correto do Ct.

1) Cálculo da Solda do Montante à Chapa

Metal base: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AMB ⋅ f y γ a1 , com γ a1 = 1,1 .


Solda: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AW ⋅ f w γ w 2 , com γ w 2 = 1,35 .

Tanto para o metal base quanto para a solda, deve ser verificado: N Sd ≤ Fw, Rd ,
sendo que N Sd é o esforço que deve ser transmitido.
O maior esforço do montante no nó de apoio do banzo inferior, que pode ser
encontrado na tabela já mencionada, é F = 5859,69 kgf (tração), para os nós 2 e 25.
Como já mencionado acima, temos os seguintes valores:
f y = 250 MPa = 25 kN / cm² , f w = 485 MPa = 48,5 kN / cm² .
Como os perfis são em dupla cantoneira, temos:

Para duas cantoneiras: N Sd , 2 L = 5859,69 kgf = 58,60 kN


58,60
Para uma cantoneira: N Sd = = 29,30 kN
2

• Metal solda:

Aw ⋅ 0,6 ⋅ f w
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,35
Aw = Aws + Awi
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi
Aw ⋅ 0,6 ⋅ 48,5
N Sd = 29,30 ≤ = 21,56 ⋅ Aw
1,35
29,30 ≤ 21,56 ⋅ Aw
29,30
Aw = = 1,36 cm 2
21,56
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi = 1,36 cm 2

Dimensões mínimas e máximas:

3 mm ≤ d w ≤ 3,17 mm

117
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Para que o centro de gravidade da solda coincida com a linha de ação de NSd, no
eixo do perfil, deve-se ter:

Aw ( x ) A (L − x )
Aws = e Awi = w
L L
1,36(1,230 )
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = = 0,38 ⇒ l ws ⋅ d ws = 0,54 cm 2
4,45
1,36(4,45 − 1,230 )
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = = 0,98 ⇒ l wi ⋅ d wi = 1,41 cm 2
4,45

Adotando o valor mínimo: d ws = d wi = 3 mm


l ws ⋅ 0,3 = 0,54 ⇒ l ws = 1,80 cm
l wi ⋅ 0,3 = 1,41 ⇒ l wi = 4,70 cm

lw não pode ser menor que 4,0 cm. Portanto adota-se lws = 4,0 cm e
proporcionalmente lwi = 10,44 cm.

Assim:
0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = 0,7 ⋅ 4,0 ⋅ 0,3 = 0,84 cm 2
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = 0,7 ⋅ 10,44 ⋅ 0,3 = 2,19 cm 2
Aws + Awi = 0,84 + 2,19 = 3,03 cm 2 > 1,36 cm 2 OK! (com o CG exato).

• Metal base:

AMB ⋅ 0,6 ⋅ f y
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,1
AMB = AMBs + AMBi
AMB = d ws ⋅ l ws + d wi ⋅ l wi
AMB ⋅ 0,6 ⋅ 25
N Sd = 29,30 ≤ = 13,64 ⋅ AMB
1,1
29,30 ≤ 13,64 ⋅ AMB
29,30
AMB = = 2,15 cm 2 (necessário)
13,64
A 3,03
Aw = 0,7 ⋅ AMB ⇒ AMB = w = = 4,33 cm 2 (existente)
0,7 0,7

Como AMB existente é maior que AMB necessário (4,33 cm² > 2,15 cm²), o metal
base está verificado.

Para execução da solda, deve-se somar uma perna de solda no seu comprimento.
Dessa forma, temos os seguintes comprimentos e alturas de solda:
dws = dwi = 3 mm
lws = 40,0 + 3 = 43,0 mm
lwi = 104,4 + 3 = 107,4 mm

118
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2) Cálculo da Solda do Banzo Inferior à Chapa

Os esforços atuantes no montante e no banzo inferior desta ligação devem ser


transmitidos aos chumbadores. Como os chumbadores estão conectados diretamente nos
perfis do banzo inferior, os esforços atuantes no banzo inferior são transmitidos
diretamente aos chumbadores, não passando pela chapa. Para chegar até os
chumbadores, os esforços atuantes no montante devem passar para a chapa e da chapa
para os perfis do banzo inferior. Dessa forma, as soldas que unem o banzo inferior à
chapa devem ser dimensionadas apenas com os esforços atuantes no montante. Devem
ser utilizadas as mesmas formulações anteriores para metal base e metal solda,
verificando o cisalhamento na seção efetiva.

Metal base: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AMB ⋅ f y γ a1 , com γ a1 = 1,1 .


Solda: Fw, Rd = 0,6 ⋅ AW ⋅ f w γ w 2 , com γ w 2 = 1,35 .

Tanto para o metal base quanto para a solda, deve ser verificado: N Sd ≤ Fw, Rd ,
sendo que N Sd é o esforço que deve ser transmitido. Segundo a tabela 8 da NBR
8800/08, para o verificação do cisalhamento na seção efetiva, deve ser utilizada como
solicitação de cálculo a resultante vetorial das forças na junta que produzam tensões
normais ou de cisalhamento na superfície de contato das partes ligadas.
A solicitação de cálculo nesse caso corresponde ao esforço atuante no montante
da ligação de apoio, que é o mesmo valor utilizado no cálculo da solda do montante, ou
seja, F = 5859,69 kgf (tração), para os nós 2 e 25.
Como já mencionado acima, temos os seguintes valores:
f y = 250 MPa = 25 kN / cm² , f w = 485 MPa = 48,5 kN / cm² .
Como os perfis são em dupla cantoneira, temos:

Para duas cantoneiras: N Sd , 2 L = 5859,69 kgf = 58,60 kN


58,60
Para uma cantoneira: N Sd = = 29,30 kN
2

• Metal solda:

Aw ⋅ 0,6 ⋅ f w
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,35
Aw = Aws + Awi
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi
Aw ⋅ 0,6 ⋅ 48,5
N Sd = 29,30 ≤ = 21,56 ⋅ Aw
1,35
29,30 ≤ 21,56 ⋅ Aw
29,30
Aw = = 1,36 cm 2
21,56
Aw = 0,7 ⋅ d ws ⋅ l ws + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi = 1,36 cm 2

119
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Dimensões mínimas e máximas:

3 mm ≤ d w ≤ 4,76 mm

Como o esforço será transmitido da chapa para o perfil e depois diretamente para o
chumbador, não existe a necessidade de balancear os comprimentos de solda para
que o centro de gravidade da solda coincida com o eixo do perfil. Dessa forma
temos:

d ws ⋅ l ws = d wi ⋅ l wi
Aw = 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi + 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi
1,36 = 2 ⋅ 0,7 ⋅ d wi ⋅ l wi
d wi ⋅ l wi = d ws ⋅ l ws = 0,97 cm 2

Adotando o valor mínimo: d ws = d wi = 3 mm


l wi ⋅ 0,3 = 0,97 ⇒ l wi = l ws = 3,24 cm

lw não pode ser menor que 4,0 cm. Portanto adota-se lwi = lws = 4,0.

Assim:
0,7 ⋅ l wi ⋅ d wi = 0,7 ⋅ l ws ⋅ d ws = 0,7 ⋅ 4,0 ⋅ 0,3 = 0,84 cm 2
Aws + Awi = 0,84 + 0,84 = 1,68 cm 2 > 1,36 cm 2 OK!

• Metal base:

AMB ⋅ 0,6 ⋅ f y
N Sd ≤ Fw, Rd =
1,1
AMB = AMBs + AMBi
AMB = d ws ⋅ l ws + d wi ⋅ l wi
AMB ⋅ 0,6 ⋅ 25
N Sd = 29,30 ≤ = 13,64 ⋅ AMB
1,1
29,30 ≤ 13,64 ⋅ AMB
29,30
AMB = = 2,15 cm 2 (necessário)
13,64
A 1,68
Aw = 0,7 ⋅ AMB ⇒ AMB = w = = 2,40 cm 2 (existente)
0,7 0,7

Como AMB existente é maior que AMB necessário (2,40 cm² > 2,15 cm²), o metal
base está verificado.

Para execução da solda, deve-se somar uma perna de solda no seu comprimento.
Dessa forma, temos os seguintes comprimentos e alturas de solda:
dws = dwi = 3 mm

120
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

lws = lwi = 40,0 + 3 = 43,0 mm

3) Dimensionamento dos chumbadores

Os esforços atuantes nos chumbadores são de tração e cisalhamento combinados,


e correspondem às reações da treliça no topo dos pilares. Deve-se verificar tanto a
combinação que resulta no maior esforço de tração no parafuso, quanto a que resulta no
maior esforço de cisalhamento no parafuso. No caso deste projeto, a maior esforço de
tração e o maior esforço de cisalhamento estão na mesma combinação, a de número 4.
Os esforços atuantes nos nós 2 e 25 dessa combinação estão indicados na figura 2.71.

5859,69 kgf

2615,18 kgf 611,05 kgf

5506,31 kgf

Figura 2.71 - Esforços nos nós 2 e 25 para a combinação 4

Como são utilizados dois cumbadores, os esforços solicitantes para o


dimensionamento dos chumbadores são:

Ft,Sd = 5506,31/2 = 2753,16 kgf = 27,53 kN


Fv,Sd = 2615,18/2 = 1307,59 kgf = 13,08 kN

Deve ser verificada a seguinte equação de interação:

2 2
 Ft , Sd   Fv , Sd 
  +  ≤ 1,0
F  F 
 t , Rd   v , Rd 

Onde:
Abe ⋅ f ub 0,75 ⋅ Ab ⋅ f ub
Ft , Rd = =
γ a2 γ a2
0,4 ⋅ Ab ⋅ f ub
Ft , Rd = (admitindo que o plano de corte passa pela rosca, que é a
γ a2
situação mais crítica)

Os chumbadores serão feitos com aço ASTM A36. Portanto, pela tabela A.2 da
NBR 8800/08, fub = 400MPa = 40 kN/cm².

121
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2 2
   
   
 27,53  +  13,08  ≤ 1,0
 0,75 ⋅ Ab ⋅ f ub   0,4 ⋅ Ab ⋅ f ub 
   
 γ a2   γ a2 
2 2
   
   
 27,53  +  13,08  ≤ 1,0
 0,75 ⋅ Ab ⋅ 40   0,4 ⋅ Ab ⋅ 40 
   
 1,35   1,35 
2 2
 1,239   1,104 
  +   ≤ 1,0
A
 b   b  A
1,535 1,219
2
+ 2
≤ 1,0
Ab Ab
2,754
2
≤ 1,0
Ab
Ab ≥ 1,66 cm 2

O diâmetro dos chumbadores é dado por:

2
π ⋅ db
≥ 1,66
4
d b ≥ 1,45 cm

Portanto, deve-se utilizar chumbadores de 1,59 cm (5/8") de diâmetro.

Para determinar a espessura da chapa da placa de base da ligação deve-se


verificar a resistência de cálculo à pressão de contato na parede dos furos, devido à
componente horizontal da reação no apoio.

1,2 ⋅ l f ⋅ t ⋅ f u 2,4 ⋅ d b ⋅ t ⋅ f u
Fc , Rd = ≤
γ a2 γ a2

Onde:
lf = distância na direção da força entre a borda do furo e a borda livre
lf = 10 - (1,59+0,15)/2 = 9,13 cm (considerando que a chapa terá 20 cm de
comprimento, conforme figura 2.73)
db = 1,59 cm
t = 0,635 cm (adotando chapa de espessura mínima de 1/4")
fu = 40 kN/cm²

Portanto, para um chumbador:

122
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

1,2 ⋅ 9,13 ⋅ 0,635 ⋅ 40 2,4 ⋅ 1,59 ⋅ 0,635 ⋅ 40


Fc , Rd = ≤
1,35 1,35
Fc , Rd = 206,14 kN ≤ 71,80 kN
Fc , Rd = 71,80 kN

Esse valor deve ser comparado com o esforço de cisalhamento de um


chumbador:

Fv , Sd ≤ Fc , Rd
13,08 kN ≤ 71,80 kN OK!

Portanto, pode-se utilizar uma chapa de 6,35 mm (1/4") e dois chumbadores de


15,9 mm (5/8").
Também deve-se fazer a verificação da pressão de contato no perfil, para
analisar se não existe amassamento ou rasgamento no perfil. Para isso, basta fazer a
mesma verificação utilizando t = 4,76 mm (espessura do perfil).

1,2 ⋅ 9,13 ⋅ 0,476 ⋅ 40 2,4 ⋅ 1,59 ⋅ 0,476 ⋅ 40


Fc , Rd = ≤
1,35 1,35
Fc , Rd = 154,52 kN ≤ 53,82 kN
Fc , Rd = 53,82 kN

Esse valor deve ser comparado com o esforço de cisalhamento de um


chumbador:

Fv , Sd ≤ Fc , Rd
13,08 kN ≤ 53,82 kN OK!

4) Determinação das dimensões da Chapa de Ligação

Primeiramente deve-se desenhar a ligação com a chapa, respeitando os


comprimentos de solda mínimos encontrados para o montante e para o banzo inferior.
As dimensões da chapa de ligação são determinadas geometricamente, e estão indicadas
na figura 2.73. A ligação apresentada nas figuras 2.72 e 2.73 corresponde ao nó 2. Para
o nó 25 a ligação será idêntica. A figura 2.72 não apresenta nenhuma dimensão para
facilitar a sua visualização.

123
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Figura 2.72 - Ligação do nó 2

82
A

A
111

10

138
76

100 100

Figura 2.73 - Ligação do nó 2 com dimensões em mm

Adicionalmente também é feita uma verificação simplificada da espessura da


chapa de ligação, da mesma forma como foi feito para a ligação do banzo inferior. Para
essa verificação toma-se o corte A-A que passa pelo final da borda superior do
montante, conforme indicado na figura 2.73, resultando na seção da figura 2.74.

124
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

82
d
Figura 2.74 - Seção transversal do corte A-A (dimensões em mm)

A força que atua nessa seção é a força do montante, já mencionada


anteriormente (5859,69 kgf = 58,60 kN). Para que a chapa resista, é necessário que o
esforço solicitante seja menor que o esforço resistente, ou seja:

N Sd ≤ N Rd

Onde: N Sd é a força atuante (58,60 kN)


Ag ⋅ f y
N Rd =
γ a1
Ag = d ⋅ 8,2 (área bruta da seção da chapa de ligação, em cm²)
f y = 250 MPa = 25 kN / cm 2

Assim temos:

N Sd ≤ N Rd
d ⋅ 8,2 ⋅ 25
58,60 ≤
1,1
d ≥ 0,32 cm = 3,2 mm

A espessura necessária para resistir ao esforço atuante é menor que a adotada


pelo AutoMETAL para todos os perfis, 4,76 mm. Portanto, a chapa adotada pelo
AutoMETAL está verificada. Porém, recomenda-se que sejam utilizadas chapas com
espessura mínima de 6,35 mm (1/4"). Dessa forma temos que d = 6,35 mm . Na figura
2.75 encontra-se a ligação detalhada. Uma seção transversal da ligação é apresentada na
figura 2.76, para facilitar a compreensão do posicionamento das soldas do banzo
inferior.

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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

TIP 108
3 43 TIP
3

43-95 TIP
3

43-157
3

Figura 2.75 - Ligação detalhada

43-95 TIP
3

43-157
3

Figura 2.76 - Seção da ligação indicando posicionamento das soldas do banzo inferior

Pela figura 2.75 pode-se notar que as soldas do montante foram executas de
maneira contínua, com os comprimentos encontrados nos cálculos realizados
anteriormente. Porém, como o comprimento da chapa é muito maior que os
comprimentos dos cordões de solda encontrados para o banzo (lws = lwi = 40 mm), e a
execução de apenas um cordão de solda pequeno em uma chapa grande impede uma

126
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

melhor distribuição dos esforços, os cordões de solda do banzo devem ser executados de
maneira intermitente. Para garantir uma melhor distribuição de tensões, podemos dividir
tanto o cordão de solda superior quanto o inferior em dois cordões de 20 mm.
Entretanto, deve-se atentar ao fato de que o comprimento mínimo de um cordão
de solda não pode ser inferior à 40 mm. Dessa forma, devem ser executados dois
cordões de 40 mm na parte superior e na parte inferior do perfil, totalizando 80 mm de
cordão de solda.

dws = dwi = 3 mm
lws = lwi = 80,0 mm

A execução será feita em dois cordões superiores e dois inferiores:

lws = lwi = 2 cordões de 40,0 + 3 mm = 2 cordões de 43,0 mm

5) Determinação da resistência à tração do montante

Após determinar o comprimento das soldas do montante, é possível calcular o


valor real do coeficiente de redução da área líquida, Ct, que nos cálculos anteriores foi
adotado como sendo 0,9. Com o valor real desse coeficiente, determina-se o valor real
da força resistente à tração do montante.

• Montante: 2L - 44,5x44,5x3,17x4,76x4,28

Dados já apresentados anteriormente:


Ag = 5,42 cm²
ycg = 1,230 cm

Tração máxima: Nt,Sd = 5859,687 kgf = 58,60 kN

- Escoamento da seção bruta:

Ag ⋅ f y 5,42 ⋅ 25
N t , Rd 1 = = = 123,18 kN
γ a1 1,1

- Ruptura da seção líquida:

Ae ⋅ f u
N t , Rd 2 =
γ a2

Onde:
Ae = C t ⋅ An
An = Ag = 5,42 cm 2
ec
Ct = 1 −
lc

127
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Onde: ec = ycg = 1,230 cm (distância do CG da barra ao plano de cisalhamento da


ligação)
lc = 10,74 cm (maior comprimento de solda do montante)

1,230
Ct = 1 − = 0,885
10,74

Portanto:
Ae = 0,885 ⋅ 5,42 = 4,80 cm 2
4,80 ⋅ 40
N t , Rd 2 = = 142,22 kN
1,35

Nt,Rd1 = 123,18 kN
Nt,Rd <
Nt,Rd2 = 142,22 kN

Nt,Rd = 123,18 kN

Como Nt,Sd < Nt,Rd → 58,60 kN < 123,18 kN, então: OK!

3. Tabelas Fornecidas pelo AutoMETAL

A seguir serão apresentadas as tabelas fornecidas pelo programa AutoMETAL,


contendo os carregamentos nodais, deslocamentos nodais, esforços nas barras, esforços
nodais para cálculos das ligações e esforços nos pilares e reações de apoio. Também
serão apresentadas as figuras 3.1 e 3.2 com a numeração das barras e dos nós,
respectivamente.

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Carregamentos Nodais (kgf)


Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4

X Y X Y X Y X Y X Y X Y
1 0,000 -214,460 0,000 -104,880 -54,570 387,990 9,570 -68,070 -61,270 435,640 -18,190 129,330
3 0,000 -69,650 0,000 -209,750 -109,140 775,980 19,150 -136,140 -122,540 871,270 -36,380 258,660
5 0,000 -69,650 0,000 -209,750 -109,140 775,980 19,150 -136,140 -122,540 871,270 -36,380 258,660
7 0,000 -69,650 0,000 -209,750 -108,900 775,980 19,110 -136,140 -122,280 871,270 -36,300 258,660
9 0,000 -69,650 0,000 -209,750 -108,900 775,980 19,110 -136,140 -122,280 871,270 -36,300 258,660
11 0,000 -69,650 0,000 -209,750 -109,140 775,980 19,150 -136,140 -122,540 871,270 -36,380 258,660
13 0,000 -105,580 0,000 -209,750 0,000 775,980 0,000 -136,140 -32,550 639,840 -32,550 27,230
16 0,000 -69,650 0,000 -209,750 109,140 775,980 -19,150 -136,140 57,440 408,410 -28,720 -204,200
18 0,000 -69,650 0,000 -209,750 108,900 775,980 -19,110 -136,140 57,320 408,410 -28,660 -204,200
20 0,000 -69,650 0,000 -209,750 108,900 775,980 -19,110 -136,140 57,320 408,410 -28,660 -204,200
22 0,000 -69,650 0,000 -209,750 109,140 775,980 -19,150 -136,140 57,440 408,410 -28,720 -204,200
24 0,000 -69,650 0,000 -209,750 109,140 775,980 -19,150 -136,140 57,440 408,410 -28,720 -204,200
26 0,000 -214,460 0,000 -104,880 54,570 387,990 -9,570 -68,070 28,720 204,200 -14,360 -102,100

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Deslocamentos nodais (m)


Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4 Combinação 1

X Y X Y X Y X Y X Y X Y X Y
1 9,93E-05 3,13E-04 1,39E-04 4,33E-04 -7,32E-04 -1,50E-03 1,28E-04 2,64E-04 2,55E-03 -1,37E-03 3,13E-03 -1,81E-04 3,32E-04 1,04E-03
2 -5,88E-04 3,68E-07 -8,45E-04 -3,27E-06 2,63E-03 9,46E-06 -4,61E-04 -1,66E-06 5,79E-03 8,96E-05 3,71E-03 8,21E-05 -2,00E-03 -4,44E-06
3 2,33E-04 1,91E-03 3,34E-04 2,74E-03 -1,40E-03 -9,67E-03 2,46E-04 1,70E-03 1,93E-03 -9,01E-03 3,04E-03 -1,38E-03 7,93E-04 6,49E-03
4 -5,71E-04 1,87E-03 -8,26E-04 2,69E-03 2,65E-03 -9,46E-03 -4,64E-04 1,66E-03 5,71E-03 -8,81E-03 3,62E-03 -1,35E-03 -1,95E-03 6,37E-03
5 2,87E-04 3,16E-03 4,12E-04 4,56E-03 -1,64E-03 -1,61E-02 2,88E-04 2,83E-03 1,74E-03 -1,49E-02 3,03E-03 -2,13E-03 9,76E-04 1,08E-02
6 -4,91E-04 3,13E-03 -7,10E-04 4,52E-03 2,30E-03 -1,60E-02 -4,03E-04 2,80E-03 5,29E-03 -1,47E-02 3,48E-03 -2,12E-03 -1,68E-03 1,07E-02
7 2,78E-04 4,07E-03 3,98E-04 5,87E-03 -1,55E-03 -2,08E-02 2,72E-04 3,65E-03 1,85E-03 -1,89E-02 3,08E-03 -2,48E-03 9,43E-04 1,39E-02
8 -3,79E-04 4,06E-03 -5,47E-04 5,85E-03 1,77E-03 -2,07E-02 -3,11E-04 3,63E-03 4,72E-03 -1,88E-02 3,32E-03 -2,49E-03 -1,30E-03 1,38E-02
9 2,19E-04 4,65E-03 3,13E-04 6,71E-03 -1,21E-03 -2,38E-02 2,12E-04 4,18E-03 2,20E-03 -2,13E-02 3,15E-03 -2,50E-03 7,44E-04 1,59E-02
10 -2,53E-04 4,65E-03 -3,65E-04 6,71E-03 1,18E-03 -2,38E-02 -2,07E-04 4,17E-03 4,10E-03 -2,13E-02 3,17E-03 -2,53E-03 -8,63E-04 1,59E-02
11 1,25E-04 4,95E-03 1,78E-04 7,13E-03 -6,83E-04 -2,53E-02 1,20E-04 4,44E-03 2,71E-03 -2,22E-02 3,25E-03 -2,23E-03 4,23E-04 1,69E-02
12 -1,24E-04 4,96E-03 -1,78E-04 7,15E-03 5,74E-04 -2,54E-02 -1,01E-04 4,45E-03 3,49E-03 -2,23E-02 3,04E-03 -2,29E-03 -4,23E-04 1,69E-02
13 8,87E-10 4,95E-03 1,28E-09 7,13E-03 -3,97E-09 -2,53E-02 6,96E-10 4,44E-03 3,32E-03 -2,18E-02 3,32E-03 -1,84E-03 3,02E-09 1,69E-02
14 8,93E-10 5,01E-03 1,28E-09 7,22E-03 -3,99E-09 -2,56E-02 7,01E-10 4,50E-03 2,93E-03 -2,21E-02 2,93E-03 -1,85E-03 3,04E-09 1,71E-02
15 1,24E-04 4,96E-03 1,78E-04 7,15E-03 -5,74E-04 -2,54E-02 1,01E-04 4,45E-03 2,43E-03 -2,14E-02 2,88E-03 -1,38E-03 4,23E-04 1,69E-02
16 -1,25E-04 4,95E-03 -1,78E-04 7,13E-03 6,83E-04 -2,53E-02 -1,20E-04 4,44E-03 3,83E-03 -2,14E-02 3,29E-03 -1,44E-03 -4,23E-04 1,69E-02
17 2,53E-04 4,65E-03 3,65E-04 6,71E-03 -1,18E-03 -2,38E-02 2,07E-04 4,17E-03 1,93E-03 -1,97E-02 2,86E-03 -9,44E-04 8,63E-04 1,59E-02
18 -2,19E-04 4,65E-03 -3,13E-04 6,71E-03 1,21E-03 -2,38E-02 -2,12E-04 4,18E-03 4,18E-03 -1,98E-02 3,23E-03 -9,76E-04 -7,44E-04 1,59E-02
19 3,79E-04 4,06E-03 5,47E-04 5,85E-03 -1,77E-03 -2,07E-02 3,11E-04 3,63E-03 1,46E-03 -1,69E-02 2,86E-03 -5,65E-04 1,30E-03 1,38E-02
20 -2,78E-04 4,07E-03 -3,98E-04 5,87E-03 1,55E-03 -2,08E-02 -2,72E-04 3,65E-03 4,37E-03 -1,70E-02 3,14E-03 -5,77E-04 -9,43E-04 1,39E-02
21 4,91E-04 3,13E-03 7,10E-04 4,52E-03 -2,30E-03 -1,60E-02 4,03E-04 2,80E-03 1,05E-03 -1,29E-02 2,86E-03 -2,82E-04 1,68E-03 1,07E-02
22 -2,87E-04 3,16E-03 -4,12E-04 4,56E-03 1,64E-03 -1,61E-02 -2,88E-04 2,83E-03 4,36E-03 -1,30E-02 3,06E-03 -2,77E-04 -9,76E-04 1,08E-02
23 5,71E-04 1,87E-03 8,26E-04 2,69E-03 -2,65E-03 -9,46E-03 4,64E-04 1,66E-03 7,75E-04 -7,59E-03 2,86E-03 -1,27E-04 1,95E-03 6,37E-03
24 -2,33E-04 1,91E-03 -3,34E-04 2,74E-03 1,40E-03 -9,67E-03 -2,46E-04 1,70E-03 4,09E-03 -7,74E-03 2,98E-03 -1,09E-04 -7,93E-04 6,49E-03
25 5,88E-04 3,68E-07 8,45E-04 -3,27E-06 -2,63E-03 9,46E-06 4,61E-04 -1,66E-06 7,52E-04 -7,11E-05 2,83E-03 -7,85E-05 2,00E-03 -4,44E-06
26 -9,93E-05 3,13E-04 -1,39E-04 4,33E-04 7,32E-04 -1,50E-03 -1,28E-04 2,64E-04 3,52E-03 -1,28E-03 2,94E-03 -8,89E-05 -3,32E-04 1,04E-03

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FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Deslocamentos nodais (m)


Combinação 2 Combinação 3 Combinação 4 Combinação 5 Combinação 6 Combinação 7 Combinação 8

X Y X Y X Y X Y X Y X Y X Y
1 4,40E-04 1,26E-03 4,70E-04 1,28E-03 -9,25E-04 -1,79E-03 3,67E-03 -1,60E-03 4,48E-03 6,06E-05 2,96E-03 8,89E-04 4,67E-03 6,58E-04
2 -2,39E-03 -5,84E-06 -2,40E-03 -5,79E-06 3,09E-03 1,36E-05 7,52E-03 1,26E-04 4,61E-03 1,15E-04 1,12E-03 6,45E-05 3,45E-03 1,12E-04
3 9,99E-04 7,92E-03 1,04E-03 8,05E-03 -1,73E-03 -1,16E-02 2,94E-03 -1,07E-02 4,49E-03 -2,44E-05 3,35E-03 5,34E-03 4,95E-03 3,74E-03
4 -2,34E-03 7,76E-03 -2,36E-03 7,88E-03 3,13E-03 -1,14E-02 7,42E-03 -1,05E-02 4,49E-03 -1,39E-05 1,09E-03 5,24E-03 3,36E-03 3,68E-03
5 1,22E-03 1,32E-02 1,26E-03 1,34E-02 -2,01E-03 -1,94E-02 2,72E-03 -1,76E-02 4,53E-03 1,76E-04 3,52E-03 9,00E-03 5,10E-03 6,44E-03
6 -2,02E-03 1,31E-02 -2,03E-03 1,33E-02 2,73E-03 -1,92E-02 6,92E-03 -1,75E-02 4,38E-03 1,71E-04 1,24E-03 8,91E-03 3,40E-03 6,37E-03
7 1,17E-03 1,70E-02 1,21E-03 1,72E-02 -1,90E-03 -2,51E-02 2,87E-03 -2,24E-02 4,59E-03 5,93E-04 3,53E-03 1,18E-02 5,13E-03 8,66E-03
8 -1,56E-03 1,69E-02 -1,57E-03 1,72E-02 2,11E-03 -2,49E-02 6,23E-03 -2,23E-02 4,27E-03 5,70E-04 1,50E-03 1,18E-02 3,52E-03 8,60E-03
9 9,23E-04 1,94E-02 9,48E-04 1,97E-02 -1,48E-03 -2,87E-02 3,30E-03 -2,52E-02 4,64E-03 1,16E-03 3,39E-03 1,38E-02 5,07E-03 1,04E-02
10 -1,04E-03 1,94E-02 -1,04E-03 1,97E-02 1,40E-03 -2,87E-02 5,49E-03 -2,52E-02 4,19E-03 1,12E-03 1,80E-03 1,38E-02 3,69E-03 1,03E-02
11 5,24E-04 2,06E-02 5,38E-04 2,10E-02 -8,32E-04 -3,05E-02 3,91E-03 -2,62E-02 4,67E-03 1,82E-03 3,15E-03 1,50E-02 4,91E-03 1,16E-02
12 -5,08E-04 2,07E-02 -5,10E-04 2,10E-02 6,79E-04 -3,06E-02 4,76E-03 -2,63E-02 4,13E-03 1,75E-03 2,13E-03 1,50E-02 3,88E-03 1,16E-02
13 3,61E-09 2,06E-02 3,61E-09 2,10E-02 -4,67E-09 -3,05E-02 4,65E-03 -2,56E-02 4,65E-03 2,38E-03 2,79E-03 1,53E-02 4,65E-03 1,22E-02
14 3,63E-09 2,09E-02 3,64E-09 2,12E-02 -4,70E-09 -3,09E-02 4,10E-03 -2,59E-02 4,10E-03 2,43E-03 2,46E-03 1,55E-02 4,10E-03 1,23E-02
15 5,08E-04 2,07E-02 5,11E-04 2,10E-02 -6,79E-04 -3,06E-02 3,53E-03 -2,50E-02 4,16E-03 3,02E-03 2,85E-03 1,58E-02 4,41E-03 1,28E-02
16 -5,24E-04 2,06E-02 -5,38E-04 2,10E-02 8,32E-04 -3,05E-02 5,24E-03 -2,50E-02 4,49E-03 2,93E-03 2,34E-03 1,57E-02 4,24E-03 1,27E-02
17 1,04E-03 1,94E-02 1,04E-03 1,97E-02 -1,40E-03 -2,87E-02 2,96E-03 -2,30E-02 4,26E-03 3,33E-03 3,27E-03 1,51E-02 4,76E-03 1,25E-02
18 -9,23E-04 1,94E-02 -9,48E-04 1,97E-02 1,48E-03 -2,87E-02 5,64E-03 -2,30E-02 4,30E-03 3,29E-03 1,97E-03 1,51E-02 3,87E-03 1,25E-02
19 1,56E-03 1,69E-02 1,57E-03 1,72E-02 -2,11E-03 -2,49E-02 2,42E-03 -1,96E-02 4,38E-03 3,26E-03 3,70E-03 1,34E-02 5,13E-03 1,13E-02
20 -1,17E-03 1,70E-02 -1,21E-03 1,72E-02 1,90E-03 -2,51E-02 5,84E-03 -1,97E-02 4,12E-03 3,26E-03 1,70E-03 1,34E-02 3,58E-03 1,13E-02
21 2,02E-03 1,31E-02 2,03E-03 1,33E-02 -2,73E-03 -1,92E-02 1,96E-03 -1,49E-02 4,50E-03 2,74E-03 4,09E-03 1,05E-02 5,48E-03 8,94E-03
22 -1,22E-03 1,32E-02 -1,26E-03 1,34E-02 2,01E-03 -1,94E-02 5,81E-03 -1,51E-02 4,00E-03 2,77E-03 1,59E-03 1,06E-02 3,43E-03 9,03E-03
23 2,34E-03 7,76E-03 2,36E-03 7,88E-03 -3,13E-03 -1,14E-02 1,66E-03 -8,76E-03 4,58E-03 1,69E-03 4,36E-03 6,26E-03 5,71E-03 5,38E-03
24 -9,99E-04 7,92E-03 -1,04E-03 8,05E-03 1,73E-03 -1,16E-02 5,49E-03 -8,93E-03 3,95E-03 1,75E-03 1,71E-03 6,40E-03 3,49E-03 5,52E-03
25 2,39E-03 -5,84E-06 2,40E-03 -5,79E-06 -3,09E-03 1,36E-05 1,64E-03 -9,91E-05 4,55E-03 -1,10E-04 4,38E-03 -7,04E-05 5,71E-03 -1,13E-04
26 -4,40E-04 1,26E-03 -4,70E-04 1,28E-03 9,25E-04 -1,79E-03 4,82E-03 -1,47E-03 4,01E-03 1,89E-04 2,14E-03 9,67E-04 3,82E-03 7,87E-04

131
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Esforços nas barras (kgf)

BANZO INFERIOR
Grupos Lx (m) Ly (m) Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4 Combinação 1
1 1,985 3,663 244,071 285,743 262,124 -45,978 -1188,419 -1395,36 733,703
2 1,678 3,663 1371,894 1979,552 -5992,268 1051,31 -7113,082 -2382,39 4684,195
3 1,678 3,356 1925,094 2797,742 -8991,965 1577,585 -9777,402 -2678,55 6602,98
4 1,678 3,356 2164,942 3140,016 -10222,67 1793,503 -10669,66 -2599,21 7416,202
5 1,678 3,356 2214,257 3196,815 -10392,4 1823,281 -10498,33 -2293,89 7563,043
6 1,678 3,356 2134,932 3064,651 -9859,626 1729,808 -9623,977 -1840,14 7265,641
7 1,678 3,356 2134,932 3064,651 -9859,626 1729,808 -8584,984 -801,148 7265,641
8 1,678 3,356 2214,257 3196,815 -10392,4 1823,281 -8589,237 -384,792 7563,043
9 1,678 3,356 2164,942 3140,016 -10222,67 1793,503 -8138,003 -67,556 7416,202
10 1,678 3,356 1925,094 2797,742 -8991,965 1577,585 -7000,687 98,16 6602,98
11 1,678 3,663 1371,894 1979,552 -5992,268 1051,31 -4718,162 12,525 4684,195
12 1,985 3,663 244,071 285,743 262,124 -45,978 -328,615 -535,56 733,703

132
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

BANZO INFERIOR
Grupos Combinação 2 Combinação 3 Combinação 4 Combinação 5 Combinação 6 Combinação 7 Combinação 8 Tração Compressão
1 695,081 583,611 611,045 -1419,715 -1709,434 -438,4 -1305,525 733,703 -1709,434
2 5567,296 5562,164 -7017,281 -8586,42 -1963,456 2682,985 754,98 5567,296 -8586,42
3 7928,152 7972,277 -10663,657 -11763,269 -1824,881 4352,996 2013,683 7972,277 -11763,269
4 8922,745 8985,101 -12146,794 -12772,58 -1473,953 5232,865 2835,302 8985,101 -12772,58
5 9094,599 9156,592 -12335,105 -12483,409 -997,185 5636,178 3392,557 9156,592 -12483,409
6 8718,68 8767,977 -11668,545 -11338,636 -441,265 5719,923 3770,049 8767,977 -11668,545
7 8718,68 8767,977 -11668,545 -9884,046 1013,325 6592,677 5224,639 8767,977 -11668,545
8 9094,599 9156,592 -12335,105 -9810,675 1675,548 7239,818 6065,29 9156,592 -12335,105
9 8922,745 8985,101 -12146,794 -9228,262 2070,364 7359,455 6379,619 8985,101 -12146,794
10 7928,152 7972,277 -10663,657 -7875,868 2062,518 6685,435 5901,081 7972,277 -10663,657
11 5567,296 5562,164 -7017,281 -5233,532 1389,429 4694,716 4107,865 5567,296 -7017,281
12 695,081 583,611 611,045 -215,989 -505,713 283,832 -101,804 733,703 -505,713

133
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

BANZO SUPERIOR
Grupos Lx (m) Ly (m) Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4 Combinação 1
13 1,695 3,389 -1511,203 -2173,307 8083,3 -1418,153 7693,743 1312,251 -5148,964
14 1,695 3,389 -2069,847 -2999,55 11222,733 -1968,946 10508,031 1648,064 -7086,633
15 1,695 3,389 -2312,056 -3345,193 12575,763 -2206,327 11532,815 1604,678 -7907,859
16 1,694 3,389 -2361,662 -3402,271 12856,084 -2255,51 11482,344 1332,898 -8055,484
17 1,695 3,389 -2281,75 -3269,086 12429,091 -2180,601 10723,809 911,452 -7755,816
18 1,695 3,389 -2111,204 -3006,113 11519,898 -2021,091 9482,385 387,809 -7148,175
19 1,695 3,389 -2111,204 -3006,113 11519,898 -2021,091 9515,256 420,679 -7148,175
20 1,695 3,389 -2281,75 -3269,086 12429,091 -2180,601 9773,201 -39,155 -7755,816
21 1,694 3,389 -2361,662 -3402,271 12856,084 -2255,51 9718,815 -430,631 -8055,484
22 1,695 3,389 -2312,056 -3345,193 12575,763 -2206,327 9206,053 -722,083 -7907,859
23 1,695 3,389 -2069,847 -2999,55 11222,733 -1968,946 7999,538 -860,427 -7086,633
24 1,695 3,389 -1511,203 -2173,307 8083,3 -1418,153 5636,543 -744,946 -5148,964

134
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

BANZO SUPERIOR
Grupos Combinação 2 Combinação 3 Combinação 4 Combinação 5 Combinação 6 Combinação 7 Combinação 8 Tração Compressão
13 -6340,212 -6482,385 9805,416 9260,037 325,948 -4046,673 -2659,821 9805,416 -6482,385
14 -8740,548 -8943,292 13641,98 12641,396 237,442 -5702,26 -3879,479 13641,98 -8943,292
15 -9761,173 -9993,158 15294,013 13833,885 -65,506 -6559,929 -4657,751 15294,013 -9993,158
16 -9950,113 -10192,518 15636,855 13713,62 -495,605 -6935,85 -5168,746 15636,855 -10192,518
17 -9587,521 -9827,932 15118,978 12731,582 -1005,717 -6990,197 -5499,058 15118,978 -9827,932
18 -8845,891 -9075,868 14016,654 11164,136 -1568,271 -6822,415 -5703,408 14016,654 -9075,868
19 -8845,891 -9075,868 14016,654 11210,154 -1522,253 -6794,804 -5657,389 14016,654 -9075,868
20 -9587,521 -9827,932 15118,978 11400,731 -2336,567 -7788,707 -6829,908 15118,978 -9827,932
21 -9950,113 -10192,518 15636,855 11244,679 -2964,546 -8417,215 -7637,687 15636,855 -10192,518
22 -9761,173 -9993,158 15294,013 10576,418 -3322,972 -8514,408 -7915,217 15294,013 -9993,158
23 -8740,548 -8943,292 13641,98 9129,507 -3274,445 -7809,392 -7391,366 13641,98 -8943,292
24 -6340,212 -6482,385 9805,416 6379,958 -2554,128 -5774,719 -5539,897 9805,416 -6482,385

135
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

DIAGONAIS
Grupos Lx (m) Ly (m) Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4 Combinação 1
25 1,878 1,878 1262,149 1895,545 -6999,303 1227,977 -6630,303 -1104,59 4421,004
26 1,995 1,995 657,699 972,747 -3566,341 625,689 -3167,611 -352,105 2281,244
27 2,132 2,132 304,725 434,855 -1563,594 274,321 -1133,602 100,804 1033,189
28 2,285 2,285 67,154 77,346 -231,133 40,55 233,303 415,774 199,961
29 2,451 2,451 -115,849 -193,016 778,083 -136,51 1276,939 662,667 -434,336
30 2,628 2,628 -264,456 -407,775 1580,731 -277,329 2116,883 868,948 -942,232
31 2,628 2,628 -264,456 -407,775 1580,731 -277,329 489,925 -758,009 -942,232
32 2,451 2,451 -115,849 -193,016 778,083 -136,51 6,212 -608,06 -434,336
33 2,285 2,285 67,154 77,346 -231,133 40,55 -614,467 -431,996 199,961
34 2,132 2,132 304,725 434,855 -1563,594 274,321 -1444,946 -210,54 1033,189
35 1,995 1,995 657,699 972,747 -3566,341 625,689 -2713,695 101,812 2281,244
36 1,878 1,878 1262,149 1895,545 -6999,303 1227,977 -4912,352 613,363 4421,004

136
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

DIAGONAIS
Grupos Combinação 2 Combinação 3 Combinação 4 Combinação 5 Combinação 6 Combinação 7 Combinação 8 Tração Compressão
25 5452,505 5571,509 -8536,876 -8020,275 -284,276 3493,149 2305,915 5571,509 -8536,876
26 2806,823 2865,384 -4335,178 -3776,956 164,752 1985,476 1496,473 2865,384 -4335,178
27 1263,618 1286,781 -1884,307 -1282,318 445,85 1117,864 1043,857 1286,781 -1884,307
28 234,022 233,527 -256,432 393,778 649,238 549,211 758,841 758,841 -256,432
29 -549,005 -567,545 973,467 1671,865 811,885 122,304 551,303 1671,865 -567,545
30 -1175,189 -1208,161 1948,568 2699,181 952,072 -212,316 396,627 2699,181 -1208,161
31 -1175,189 -1208,161 1948,568 421,44 -1325,669 -1578,96 -1881,113 1948,568 -1881,113
32 -549,005 -567,545 973,467 -107,153 -967,133 -945,106 -1227,715 973,467 -1227,715
33 234,022 233,527 -256,432 -793,1 -537,64 -162,916 -428,037 234,022 -793,1
34 1263,618 1286,781 -1884,307 -1718,2 9,969 856,335 607,976 1286,781 -1884,307
35 2806,823 2865,384 -4335,178 -3141,474 800,235 2366,766 2131,956 2865,384 -4335,178
36 5452,505 5571,509 -8536,876 -5615,143 2120,857 4936,229 4711,049 5571,509 -8536,876

137
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

MONTANTES
Grupos Lx (m) Ly (m) Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4 Combinação 1
37 0,897 0,897 -1077,329 -1339,361 4955,011 -869,32 4771,689 859,87 -3355,703
38 1,079 1,079 -534,4 -850,942 3142,105 -551,26 2976,455 495,869 -1944,413
39 1,315 1,315 -323,938 -526,119 1928,887 -338,409 1713,231 190,439 -1194,101
40 1,551 1,551 -154,809 -268,23 964,467 -169,208 699,236 -62,178 -595,857
41 1,786 1,786 -10,989 -52,5 156,886 -27,524 -158,359 -282,215 -92,486
42 2,022 2,022 120,524 140,67 -567,066 99,489 -930,631 -482,951 361,66
43 2,258 2,258 456,667 627,59 -2432,84 426,826 -2006,017 -85,371 1512,219
44 2,022 2,022 120,524 140,67 -567,066 99,489 -4,527 443,153 361,66
45 1,786 1,786 -10,989 -52,5 156,886 -27,524 417,082 293,226 -92,486
46 1,551 1,551 -154,809 -268,23 964,467 -169,208 891,281 129,867 -595,857
47 1,315 1,315 -323,938 -526,119 1928,887 -338,409 1467,726 -55,066 -1194,101
48 1,079 1,079 -534,4 -850,942 3142,105 -551,26 2205,237 -275,349 -1944,413
49 0,897 0,897 -1077,329 -1339,361 4955,011 -869,32 3399,693 -512,116 -3355,703

138
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

MONTANTES
Grupos Combinação 2 Combinação 3 Combinação 4 Combinação 5 Combinação 6 Combinação 7 Combinação 8 Tração Compressão
37 -4085,932 -4170,943 5859,687 5603,035 126,489 -2633,413 -1750,077 5859,687 -4170,943
38 -2407,471 -2460,894 3864,548 3632,637 159,817 -1527,883 -994,914 3864,548 -2460,894
39 -1478,365 -1510,038 2376,504 2074,585 -57,323 -1034,132 -769,65 2376,504 -1510,038
40 -737,992 -752,279 1195,445 824,121 -241,859 -648,086 -602,437 1195,445 -752,279
41 -115,606 -115,269 208,652 -232,692 -406,09 -329,546 -471,837 208,652 -471,837
42 445,231 458,744 -673,368 -1182,36 -555,607 -44,018 -356,672 458,744 -1182,36
43 1870,753 1921,499 -2949,309 -2351,757 337,148 1440,508 1204,423 1921,499 -2949,309
44 445,231 458,744 -673,368 114,186 740,939 733,909 939,874 939,874 -673,368
45 -115,606 -115,269 208,652 572,927 399,528 153,824 333,781 572,927 -115,606
46 -737,992 -752,279 1195,445 1092,985 27,004 -486,769 -333,574 1195,445 -752,279
47 -1478,365 -1510,038 2376,504 1730,879 -401,03 -1240,356 -1113,357 2376,504 -1510,038
48 -2407,471 -2460,894 3864,548 2552,933 -919,888 -2175,706 -2074,619 3864,548 -2460,894
49 -4085,932 -4170,943 5859,687 3682,241 -1794,291 -3785,881 -3670,857 5859,687 -4170,943

139
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Esfoços nodais para cálculo das ligações (kgf)


Nó Esforço Ângulo Esforço Ângulo Esforço Ângulo Esforço Ângulo Esforço Ângulo
1 9805,42 8,01 -8536,88 -26,67 5859,69 -110,01
2 -1709,43 0,00 5859,69 69,99
3 9805,42 -171,99 13641,98 8,01 -4335,18 -32,74 3864,55 -90,00
4 -1709,43 180,00 -8586,42 0,00 -8536,88 153,33 3864,55 90,00
5 13641,98 -171,99 15294,01 8,01 -1884,31 -38,08 2376,50 -90,00
6 -8586,42 180,00 -11763,27 0,00 -4335,18 147,26 2376,50 90,00
7 15294,01 -171,99 15636,86 7,97 758,84 -42,75 1195,44 -90,00
8 -11763,27 180,00 -12772,58 0,00 -1884,31 141,92 1195,44 90,00
9 15636,86 -172,03 15118,98 8,01 1671,87 -46,79 -471,84 -90,00
10 -12772,58 180,00 -12483,41 0,00 758,84 137,25 -471,84 90,00
11 15118,98 -171,99 14016,65 8,01 2699,18 -50,31 -1182,36 -90,00
12 -12483,41 180,00 -11668,54 0,00 1671,87 133,21 -1182,36 90,00
13 14016,65 -171,99 14016,65 -8,01 -2949,31 -90,00
14 -11668,54 180,00 -11668,54 0,00 2699,18 129,69 1948,57 50,31 -2949,31 90,00
15 -11668,54 180,00 -12335,10 0,00 -1227,71 46,79 939,87 90,00
16 14016,65 171,99 15118,98 -8,01 1948,57 -129,69 939,87 -90,00
17 -12335,10 180,00 -12146,79 0,00 -793,10 42,75 572,93 90,00
18 15118,98 171,99 15636,86 -7,97 -1227,71 -133,21 572,93 -90,00
19 -12146,79 180,00 -10663,66 0,00 -1884,31 38,08 1195,44 90,00
20 15636,86 172,03 15294,01 -8,01 -793,10 -137,25 1195,44 -90,00
21 -10663,66 180,00 -7017,28 0,00 -4335,18 32,74 2376,50 90,00
22 15294,01 171,99 13641,98 -8,01 -1884,31 -141,92 2376,50 -90,00
23 -7017,28 180,00 733,70 0,00 -8536,88 26,67 3864,55 90,00
24 13641,98 171,99 9805,42 -8,01 -4335,18 -147,26 3864,55 -90,00
25 733,70 180,00 5859,69 110,01
26 9805,42 171,99 -8536,88 -153,33 5859,69 -69,99

140
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Esfoços nos pilares e reações de apoio (kgf)


Permanente Sobrecarga Vento 1 Vento 2 Vento 3 Vento 4 Combinação 1 Combinação 2 Combinação 3
Pilar 1 Normal -1026,07 -1258,50 4655,88 -816,84 4483,62 807,96 -3170,35 -3856,50 -3936,38
(Nó 2) V(x = 0) -124,58 -172,57 1470,25 -257,94 658,20 -502,52 -414,59 -631,26 -723,93
V(x = 5.0) -124,58 -172,57 -745,34 130,76 1629,95 2218,38 -414,59 -304,75 -179,75
M(x = 0) -102,61 -125,85 733,68 -128,71 330,78 -248,43 -317,04 -425,16 -459,48
M(x = 5.0) 520,29 737,02 -1078,60 189,24 -5389,57 -4538,07 1755,90 1914,86 1799,73
Max(M) 520,29 737,00 733,68 299,19 330,78 0,00 1755,91 1914,86 1799,72
Min(M) -102,61 -125,85 -1705,37 -128,71 -5389,59 -4538,08 -317,04 -425,16 -459,48
Pilar 2 Normal -1026,07 -1258,50 4655,88 -816,84 3194,46 -481,20 -3170,35 -3856,50 -3936,38
(Nó 25) V(x = 0) 124,58 172,57 -1470,25 257,94 -535,43 625,29 414,59 631,26 723,93
V(x = 5.0) 124,58 172,57 745,34 -130,76 825,02 236,59 414,59 304,75 179,75
M(x = 0) 102,61 125,85 -733,68 128,71 -484,06 95,15 317,04 425,16 459,48
M(x = 5.0) -520,30 -737,02 1078,61 -189,24 -1208,04 -2059,56 -1755,90 -1914,86 -1799,73
Max(M) 102,61 125,85 1705,37 128,71 42,62 95,15 317,04 425,16 459,48
Min(M) -520,29 -737,00 -733,68 -299,19 -1208,03 -2059,55 -1755,91 -1914,86 -1799,72

V = Força Cortante (Positiva da esquerda para a direita)


M = Momento Fletor (Positivo sentido anti-horário)
Para os pilares os valores desta tabela correspondem aos esforços solicitantes.
Para os apoios os valores correspondem às reações.

141
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

Esfoços nos pilares e reações de apoio (kgf)


Combinação 4 Combinação 5 Combinação 6 Combinação 7 Combinação 8 Positivo Negativo
Pilar 1 Normal 5492,16 5251,00 105,07 -2491,66 -1661,66 5492,16 -3936,38
(Nó 2) V(x = 0) 1933,77 796,89 -828,11 -836,71 -1066,35 1933,77 -1066,35
V(x = 5.0) -1168,06 2157,34 2981,15 1448,85 2742,91 2981,15 -1168,06
M(x = 0) 924,54 360,49 -450,41 -525,72 -627,09 924,54 -627,09
M(x = 5.0) -989,75 -7025,10 -5833,00 -2056,08 -4818,51 1914,86 -7025,10
Max(M) 924,54 360,49 0,00 239,83 119,19 1914,86 0,00
Min(M) -2089,28 -7025,09 -5833,02 -2056,08 -4818,49 0,00 -7025,09
Pilar 2 Normal 5492,16 3446,16 -1699,75 -3574,56 -3466,48 5492,16 -3936,38
(Nó 25) V(x = 0) -1933,78 -625,02 999,99 939,83 1238,22 1238,22 -1933,78
V(x = 5.0) 1168,05 1279,61 455,81 613,32 694,04 1279,61 -130,76
M(x = 0) -924,54 -575,07 235,82 396,96 412,49 459,48 -924,54
M(x = 5.0) 989,75 -2211,55 -3403,68 -3485,93 -4418,18 1078,61 -4418,18
Max(M) 2089,31 0,00 235,82 396,96 412,49 2089,31 0,00
Min(M) -924,54 -2211,55 -3403,68 -3485,91 -4418,16 0,00 -4418,16

V = Força Cortante (Positiva da esquerda para a direita)


M = Momento Fletor (Positivo sentido anti-horário)
Para os pilares os valores desta tabela correspondem aos esforços solicitantes.
Para os apoios os valores correspondem às reações.

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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

49
36
12
24

48
35
23

11
47
34
22

10
46
33
21

9
Numeração das baras

45
32
20

8
44
31
19

7
43
18

30

6
42
17

29

5
41
16

28

4
40
15

3
27
39
14

2
26
38
13

25
1
37

Figura 3.1 - Numeração das barras da treliça

143
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DES – DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

25
26

23
24

21
22
20

19
Numeração dos nós

17
18

15
16

14
13

12
11

10
9

8
7

6
5

4
3
1

Figura 3.2 - Numeração dos nós da treliça

144