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Universidade Federal do Paraná

Arquitetura e Urbanismo

Saneamento Urbano – TH419

Drenagem Urbana

Profª Heloise G. Knapik


1
DRENAGEM URBANA
Relevo e
Tipos e usos do
ambiente
solo
construído

Objetivos e tipos
Macro
de estruturas
drenagem
hidráulicas

Problemas de
Micro drenagem
inundação

2
Urbanização

Crescimento
Impermeabilização
urbano

3
Urbanização

Consequências no balanço hídrico:


Urbanização

Consequências no balanço hídrico:


Urbanização

Consequências no sistema de drenagem:

Transporte

Erosão Sedimentação

Problemas
sanitários e
de
escoamento
a jusante
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais

Objetivos:

• Escoar a água precipitada o mais rápido possível


para jusante do ponto de coleta
• Reduzir a exposição da população e das edificações
ao risco de inundações
• Reduzir o nível de danos causados pelas inundações
(erosão de vias, lotes, casas)
• Proteção da qualidade ambiental e do bem estar
social
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais

Microdrenagem Macrodrenagem

Conjunto de galerias de
Estruturas que coletam as
águas pluviais, canais, etc,
águas da chuva nas áreas
que constituem grandes
urbanas, formadas por
troncos coletores das águas
bueiros e tubulações
de chuva em áreas
secundárias de menor
urbanizadas ou em processo
diâmetro
de urbanização
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais - Microdrenagem

Microdrenagem

• Sarjetas
• Bocas de lobo
• Caixas de ligação
• Galerias
• Poços de queda
• Poços de visita
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais

Microdrenagem
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais

Microdrenagem
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais - Macrodrenagem

Macrodrenagem

• Emissários em condutos circulares


e canais
• Obras de extremidade para
dissipação de energia
• Reservatórios de detenção
• Retificação e dragagem de
córregos e rios
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais

Macrodrenagem

Rio Belém canalizado (Cidade de Curitiba)


Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais
Tipos de canais de macrodrenagem urbana
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais
Tipos de canais de macrodrenagem urbana em situação de enchente
Drenagem Urbana

Sistemas tradicionais - Dimensionamento

Uso atual e Deve contemplar


desenvolvimento áreas de montante e
futuro de jusante
Drenagem Urbana

Cheias x Inundações x Alagamentos


Cheia (ou enchente): é o aumento temporário do nível de água no canal de
drenagem (rio) devido ao aumento da vazão, atingindo a cota máxima do canal
(sem transbordamento)
Inundação: transbordamento das águas de um canal de drenagem, atingindo
as áreas marginais (planície de inundação ou área de várzea
Alagamento: acúmulo de água nas ruas e nos perímetros urbanos em função
de problemas de drenagem
Drenagem Urbana

Consequências de Inundações

Mortes (deslizamento de terras, doenças de veiculação hídrica)

Danos materiais (moradias, comércio, indústrias)

Congestionamentos

Destruição de veículos

Desvalorização comercial
Drenagem Urbana

Causas de inundações

Aumento das áreas urbanizadas → impermeabilização do solo;

Pavimentação de ruas e construção de calçadas, reduzindo a


superfície de infiltração;
Construção adensada de edificações, que contribuem para reduzir
o solo exposto e concentrar o escoamento das águas;
Acúmulo de detritos em galerias pluviais, canais de drenagem e
cursos de água;
Insuficiência da rede de galerias pluviais.
Drenagem Urbana

Fatores que agravam as inundações urbanas:


Ocupação das áreas marginais;

Obras de drenagem mal projetadas;

Obras de drenagem com problemas de execução;

Canalização de córregos sem a análise de impactos a jusante


(transferência de inundações de um ponto a outro);
Soluções impróprias de canalização;
Falta de
Planejamento
Qualidade das águas (esgoto, poluição difusa, etc.) Urbano
Drenagem Urbana

Medidas de controle de Inundações


São medidas de correção e /ou prevenção que visão minimizar os
danos das inundações.

Intensivas
Medidas estruturais
Extensivas

Medidas de controle:

Medidas não estruturais


Drenagem Urbana

Medidas de controle de Inundações


Medidas Estruturais:

Intensivas: Extensivas:
• Aceleração do escoamento: • Corresponde aos pequenos
Canalização e obras correlatas; armazenamentos disseminados
• Retardamento do fluxo: na bacia, à recomposição de
Reservatórios (Bacias de cobertura vegetal e ao controle
detenção/retenção), de erosão do solo, ao longo da
restauração de calhas naturais; bacia de drenagem.
• Desvio de escoamento: Túneis
de derivação e canais de
desvio;
Drenagem Urbana

Medidas de controle de Inundações


Medidas Estruturais: obras de engenharia

retificação de
canalizações barragens galerias
córregos e rios

outras melhorias dragagem obras de retenção drenagem forçada


em córregos e rios (desassoreamento) (reservatórios) em áreas baixas

bombeamento túneis microdrenagem


Drenagem Urbana

Medidas de controle de Inundações


Medidas Não Estruturais:

• Planejamento de Macro e Micro Drenagem Urbana


• Leis de Uso e Ocupação do Solo (preservação das áreas marginais,
manutenção de áreas verdes, disciplinamento da ocupação urbana,
etc.)
• Integração da drenagem urbana com outras intervenções urbanas
• Regras Operativas de Obras Hidráulicas para Controle de Cheias
• Detenção do escoamento superficial gerado pela ocupação (parcela
de solo impermeável) no próprio lote.
Drenagem Urbana

Medidas de controle de Inundações


Medidas Não Estruturais: “atacam as causas”

• Utilização de pavimentos permeáveis


• Fiscalização , educação ambiental e participação da sociedade
• Sistema adequado de coleta de lixo
• Sistema eficiente de manutenção de obras de drenagem
• Participação da sociedade
• Sistema de Ações Civis para Minimizar os Impactos das Inundações
(Defesa Civil, Polícia, Trânsito, Serviço Social, Abrigos, Hospitais,
Engenharia, etc.)
Drenagem Urbana

Controle na fonte: Armazenamento no lote

Lançamento
Usos não
Infiltração tardio na rede
potáveis
pluvial
Drenagem Urbana

Controle na fonte: Pavimento permeável


Drenagem Urbana

Controle na fonte: Trincheiras de infiltração


Drenagem Urbana

Controle na fonte: Valas de infiltração


Drenagem Urbana

Controle de jusante

Redução nos custos de construção, operação e


manutenção (efeito escala)
Dificuldade em encontrar local adequado

Grandes barragens ou reservatórios podem encontrar


oposição pública

Retenção Detenção Condução


Drenagem Urbana

Controle de jusante - RETENÇÃO

O escoamento de um dado evento de cheia é armazenado e não é


descarregado no sistema de drenagem a jusante durante o evento

A água armazenada pode ser infiltrada para irrigação, manutenção


de vazão mínima ou para ser evaporada ou infiltrada no solo

O reservatório é permanentemente preenchido com água


(reservatório molhado)
Drenagem Urbana

Controle de jusante - RETENÇÃO

Também para uso urbanístico e recreacional


Drenagem Urbana

Controle de jusante - DETENÇÃO

O armazenamento é de curto prazo, com atenuação do pico de


vazão de saída a um valor inferior ao da entrada

O volume de água descarregada é igual ao afluente, apenas


distribuído em um tempo maior

Usualmente, esvaziam em menos de um dia

A área seca pode ser utilizada para fins recreativos


Drenagem Urbana

Controle de jusante - DETENÇÃO

Reservatório em série (in stream) Reservatório em paralelo (off stream)


Drenagem Urbana

Controle de jusante - DETENÇÃO

Podem ser ao ar livre ou subterrâneos


Estruturas de entrada e saída por gravidade ou por bombeamento
Drenagem Urbana

Controle de jusante - CONDUÇÃO

O armazenamento é feito de forma transitória, quando os canais,


várzeas e drenos conduzem o escoamento superficial

Construção de canais de baixa velocidade, com seções transversais


largas que ajudam nesse armazenamento
Drenagem Urbana

Controle de jusante - CONDUÇÃO


Drenagem Urbana

Eficiência dos reservatórios de retenção e


detenção:

Medida efetiva para pequenos cursos d’água

Efeito maior junto ao reservatório

Pouco efetiva em rios grandes

Eficiência maior quando constituem uma medida preventiva


Drenagem Urbana

Eficiência dos reservatórios de retenção e


detenção:
Medidas Menores custos
preventivas
Não agrava situações pré-existentes
Custos por conta do empreendedor
Desencoraja desenvolvimentos indevidos
Medidas Maiores custos
corretivas
Desapropriações mais caras e complexas
Custos por conta do governo
Necessidade de legislação
Problemas Drenagem
inerentes à urbana
urbanização tradicional

Drenagem urbana sustentável


Medidas não convencionais

Drenagem sustentável no meio urbano


Estruturas paisagísticas capazes de auxiliar no processo de
drenagem urbana.

Lagoa pluvial –
Jardins de Canteiro
Bacias de
chuvas pluvial
retenção

Biovaletas Tetos verdes

Redução pico de enchentes por meio do amortecimento das ondas de


cheias, obtidas pelo armazenamento de parte do volume escoado.
Lagoa Pluvial

Drenagem sustentável no meio urbano

Funcionam como bacias de retenção e recebem o escoamento superficial por


drenagens naturais ou tradicionais.

Parte da água pluvial captada permanece retida entre os eventos de


precipitação das chuvas (função paisagística).

Não recebem efluentes de esgotos domésticos ou industriais.

Exigem maior espaço, mas apresentam uma capacidade de armazenamento


superior

Capacidade de armazenamento é o volume entre o nível permanente da


água que contém e o nível de transbordamento aos eventos para os quais foi
dimensionada.
Lagoa Pluvial
Jardins de Chuva

Drenagem sustentável no meio urbano

Depressões preenchidas com vegetação, solo e demais


elementos filtrantes
Limpeza da água da chuva (filtração)

Evapotranspiração (plantas)

Aumentam o tempo de retenção (funcionam como uma


esponja)
Diminuem a intensidade do escoamento superficial
Jardins de Chuva
Jardins de Chuva
Canteiro Pluvial

Drenagem sustentável no meio urbano

Canteiros pluviais: jardins de chuva em pequenos espaços


urbanos.

Podem estar inseridos em quase qualquer prédio, até mesmo


num meio urbano denso.

Modelos: canteiro no meio urbano com infiltração e um ladrão,


sem infiltração só evaporação, evapotranspiração e
transbordamento, podem receber a água entre a calçada e a rua.
Canteiro Pluvial
Biovaleta ou valetas de biorretenção
vegetadas

Drenagem sustentável no meio urbano


Depressões lineares preenchidas com vegetação, solo e demais
elementos filtrantes
Limpeza da água da chuva (filtração)

Aumentam o tempo de retenção

Diminuem a intensidade do escoamento superficial

Direcionam o escoamento para os jardins de chuva ou sistemas


convencionais de retenção e detenção das águas
Biovaleta ou valetas de biorretenção
vegetadas
Telhados verdes

Vantagens

Retenção da água de chuva no pico (controle


do escoamento superficial)

Aproveitamento da água da chuva


(infiltração no substrato)

Melhoria da qualidade do ar (fotossíntese e


aderência de poluentes ao substrato/folhas)

Ilhas de calor (evapotranspiração auxilia na


↓ da temperatura)
Telhados verdes

Vantagens

Conforto térmico com baixo gasto


energético (isolante térmico, ↓ emissão de
gases de efeito estufa)
Proteção da edificação (↓ o calor
evitando a dilatação; proteção direta
contra chuva)

Valorização do prédio (↑ do preço de


venda)

Acústica (↓ a reverberação ao absorver e


isolar ruídos)
Telhados verdes

Exemplos

Escola de Arte, Design e Multimédia da Telhado verde em um prédio de Nova


Universidade Tecnológica de Nanyang York
em Singapura
Evolução dos conceitos de drenagem

BMP – Best Técnicas


LID – Low Impact
Management compensatórias de
Development
Practices drenagem urbana

SUDS – WSUD – Water


Sustainable Urban Sensitive Urban
Drainage Systems Design
Evolução dos conceitos de drenagem

BMP – Best Management Practices

• Origem: controle de poluição industrial (EUA)


• Controle de poluição difusa associado ao gerenciamento de águas
pluviais, de forma distribuída na bacia, integrando controles da
quantidade e qualidade da água

BMPs são projetados para reduzir o volume de águas pluviais,


as vazões de pico e a poluição difusa
Filtração por processos
Infiltração Retenção e detenção
biológicos ou químicos
Evolução dos conceitos de drenagem

LID – Low Impact Development

• País: EUA e Canadá


• Reprodução do comportamento hidrológico anterior à urbanização
• Paisagens multifuncionais na malha urbana
• Recuperação das características de infiltração da bacia natural
• Envolve parâmetros de volume, vazão, recarga e tempos de
concentração

BMPs são frequentemente integradas com projetos LID


Evolução dos conceitos de drenagem

Técnicas compensatórias em drenagem urbana

• Pais: Brasil
• Introdução de diferentes medidas
• Infiltração e armazenamento
• Objetivo de compensar os impactos da urbanização sobre o ciclo
hidrológico
Evolução dos conceitos de drenagem

SUDS – Sustainable Urban Drainage Systems

• País: Inglaterra
• Redução dos problemas de qualidade e quantidade de água
• Maximização das oportunidades de revitalização do espaço urbano
e incremento da biodiversidade

Exemplo: requalificaçao fluvial


Evolução dos conceitos de drenagem

WSUD – Water Sensitive Urban Design

• País: Austrália
• Gerenciamento holístico para águas urbanas
• Considera conjuntamente a oferta de água potável, os esgotos
sanitários e a drenagem de águas pluviais
• Escala do lote até a escala da bacia
• Envolve o desenho da edificação e da própria paisagem, alinhando
medidas estruturais e não estruturais.

Participação social – solução integrada do problema


Evolução dos conceitos de drenagem

WSUD – Water Sensitive Urban Design

• Origem na Austrália
• Redução dos problemas de qualidade e quantidade de água
• Maximização das oportunidades de revitalização do espaço urbano
e incremento da biodiversidade

Exemplo: requalificaçao fluvial