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Ministério da Fazenda Economia Brasileira em PERSPECTIVA 7 a Edição | Junho/Julho | 2010
Ministério da Fazenda Economia Brasileira em PERSPECTIVA 7 a Edição | Junho/Julho | 2010

Ministério

da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

7

a

Edição | Junho/Julho | 2010

Junho/Julho 2010

Sumário

Ministério da

Fazenda

Atividade Econômica

5

Destaque: Crescimento do PIB em 2010

Mercado de Consumo de Massa

31

Inflação

43

Juros e Crédito

53

Panorama Internacional

75

Redução da Vulnerabilidade Externa

87

Política Fiscal

105

Destaque: Indicadores Fiscais de Poupança Pública, Investimento Público, Consumo Governamental e Descentralização

Glossário

134

NOTA

O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” é publicado bimestralmente pelo Ministério da Fazenda.

O documento consolida e atualiza as principais variáveis

macroeconômicas resultantes da condução da política econômica, conseqüência do trabalho conjunto das Secretarias SPE, STN, SAIN e RFB que compõem o Ministério da Fazenda.

Economia Brasileira em PERSPECTIVA Atividade Econômica Ministério da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

Atividade

Econômica

Ministério

da Fazenda

Destaque

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Brasil retoma ciclo de crescimento sustentável a partir de 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Conforme projeções da primeira edição deste relatório, a economia brasileira retomou rapidamente a um novo ciclo de crescimento, registrando expansão de 2,7% no 1º trimestre de 2010 e de 11,4% em termos anualizados. Com o fim dos estímulos fiscais e monetários, a partir do segundo semestre, a economia brasileira volta a caminhar em ritmo sustentável de crescimento. Para 2010 em diante, esperamos ritmo de crescimento médio de 5,7%.

Crescimento médio do PIB (% a.a.) PAC 1 PAC 2 6,5 Média 5,7% 6,1 5,7
Crescimento médio do PIB (% a.a.)
PAC 1
PAC 2
6,5
Média 5,7%
6,1
5,7
5,1
4,3
4,0
Média 3,6%
3,2
2,7
1,3
1,1
Média
1,7%
0,0
0,3
-0,2

1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010*2011*2012*2013*2014*

Média (1998-2002)

Média (2003-2009)

Média (2010-2014)

* Estimativas Ministério da Fazenda

O PAC é um programa estratégico de investimentos que combina medidas de gestão e obras de infraestrutura.

Dados em: % anual

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

6

6

6

Destaque

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Investimentos e consumo das famílias puxam PIB de 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A retomada do ritmo de crescimento da economia brasileira

doméstico e a aceleração no ritmo de execução do PAC. Destaque para os investimentos, representados pela Formação Bruta do Capital Fixo, que estão crescendo a um ritmo 3 vezes superior ao do PIB, garantindo assim, a ampliação da capacidade instalada e a redução das pressões inflacionárias.

tem sido capitaneada pelo vigor do mercado

Estimativas da Composição da Expansão do PIB em 2010 (% a.a.)* 6,9 6,5 20,4 6,6
Estimativas da Composição da Expansão do PIB em 2010 (% a.a.)*
6,9
6,5
20,4
6,6
2,8
29,6
PIB
Formação Bruta de
Capital Fixo
Consumo das
Consumo do
Exportações
Importações
Famílias
Governo

Dados em: % anual * Estimativas Ministério da Fazenda

Fonte: SPE / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda

7 7 7

Destaque

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Mercado interno garante rápida recuperação da economia em 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O crescimento da renda e do emprego em 2010 será responsável pelo aumento no consumo das famílias. O elevado nível de investimentos públicos e privados possibilitará nível de demanda acima de 9% neste ano.

Decomposição do Crescimento do PIB (% a.a.) 9,1 7,5 7,4 5,0 6,5 5,7 6,1 5,3
Decomposição do Crescimento do PIB (% a.a.)
9,1
7,5
7,4
5,0
6,5
5,7
6,1
5,3
5,1
2,7
0,2
4,0
3,2
2,7
1,1
2,5
0,1
1,7
0,7
0,5
-0,2
-0,5
-0,3
-1,4
-1,4
-2,2
-2,6
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010*

Demanda Interna-2,6 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* Demanda Externa Líquida Demanda Agregada Dados

Demanda Externa Líquida2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* Demanda Interna Demanda Agregada Dados em: % anual *

Demanda Agregada

Dados em: % anual

* Estimativas Ministério da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

8

8

8

Destaque

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Continuidade do crescimento sustentável no País

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Cenários Alternativos - PIB 2010 2010 = 6,5% a.a. 2010 = 7,0% a.a. 2010 =
Cenários Alternativos - PIB 2010
2010 = 6,5% a.a.
2010 = 7,0% a.a.
2010 = 7,5% a.a.
1º trim 2010
Trim. realizado
2,74
2,74
2,74
Mesmo trim., ano anterior
8,95
8,95
8,95
2º trim 2010
Trim. anterior, ajuste sazonal
0,53
0,93
0,67
Mesmo trim, ano anterior
7,00
7,25
6,75
3º trim 2010
Trim. anterior, ajuste sazonal
0,66
0,93
1,75
Mesmo trim, ano anterior
5,50
6,00
6,75
4º trim 2010
Trim. anterior, ajuste sazonal
0,78
1,32
1,71
Mesmo trim, ano anterior
4,75
6,10
7,50

Dados em:

Trim.anterior, ajuste sazonal: %

trimestral imediatamente anterior, com ajuste sazonal, considerando

a trajetória de crescimento para o ano de 2010 Mesmo trim., ano anterior: % trimestral, mesmo período do ano anterior

* Estimativas Ministério da Fazenda

Fonte: SPE / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda

9

9

9

Destaque

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Após décadas de estagnação, PIB per capita volta a crescer

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A partir de 2006, o PIB per capita passa a crescer de forma sistemática e com maior distribuição de renda (nova classe média) acompanhando o crescimento da economia. O crescimento do PIB per capita no período 1995- 2002 praticamente ficou estável, enquanto que no período 2003-2010 o aumento foi de cerca de 24%. Com o crescimento do PIB estimado em 6,5%, o valor previsto para o PIB per capita é de R$ 17,3 mil.

PIB (R$ bilhões) e PIB per capita (R$ mil) (a preços de 2009) 3.500 3.347,3
PIB (R$ bilhões) e PIB per capita (R$ mil) (a preços de 2009)
3.500
3.347,3
crescimento
(2003-2010)
24,3%
3.000
17,3
crescimento
(1995-2002)
3,5%
2.500
2.000
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010

20

15

PIB (R$ bilhões de 2009) PIB per capita (R$ mil de 2009) PIB per capita (Crescimento)

Dados em: R$ bilhões e R$ mil,

a preços de 2009

* Estimativas Ministério da Fazenda

10

Fonte: IBGE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda

10

10

10

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Confiança da indústria recua pelo segundo mês consecutivo

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A queda reflete acomodação em relação ao ritmo acelerado do primeiro trimestre de 2010. Esta é a segunda

queda seguida do índice em relação ao mês anterior. Em junho, o ICI já

ante maio. O Índice de Confiança da Indústria caiu 1,5% em julho ante junho, de 115,3 para 113,6, segundo dados da FGV.

havia registrado recuo de 0,7%

Índice de Confiança da Indústria (pontos, com ajuste sazonal)

Otimista Pessimista Dez 08 Jan 09 Fev Mar 09 09 75,7 Abr 09 75,1 Mai
Otimista
Pessimista
Dez 08
Jan 09
Fev Mar 09
09
75,7
Abr 09
75,1
Mai 09
Jun 09 Jul 09
76,2
Ago 09
78,0
Set 09
82,6
Out 09
87,0
Nov 09
Dez 09
90,6
Jan 10
95,7
Fev Mar 10
10
100,2
Abr 10
103,6
Mai 10
Jun 10 Jul 10
107,0
109,6
113,4
113,6
115,8
116,5
115,3
116,1
115,3
113,6

Dados em: pontos, com ajuste sazonal

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

11

11

11

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Demanda das empresas por crédito tem 3ª queda consecutiva

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Segundo Serasa Experian, a procura por crédito pelas empresas recuou 0,7% em junho na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, as grandes empresas lideraram a demanda por crédito, avançando 13,3% na comparação com o primeiro semestre de 2009; as micro e pequenas empresas obtiveram alta de 10,5% e as de médio porte registraram variação negativa de 8,3%, em termos anualizados.

Indicador de Perspectiva do Crédito às Empresas (número-índice) (média 2008=100) 115 110 105 102,9 100
Indicador de Perspectiva do Crédito às Empresas (número-índice) (média 2008=100)
115
110
105
102,9
100
95
90
85
80
Jan 07
Jul 07
Jan 08
Jul 08
Jan 09
Jul 09
Jan 10
Jun 10

Dados em: número- índice (média 2008 = 100)

Fonte: Serasa Experian Elaboração: Ministério da Fazenda

12

12

12

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Produção industrial recua em quase todas as atividades industriais em junho

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Após o fim dos estímulos a produção recuou ao longo do segundo trimestre. Merece destaque nos dados divulgados da produção industrial em junho a queda disseminada (20 dos 27 setores). No acumulado em 12 meses, o crescimento da produção industrial aumentou de 4,5% em maio e para 6,5% em junho.

Índice de Produção Industrial (média 2002 = 100) 135 131,1 130,8 130 125 128,4 120
Índice de Produção Industrial (média 2002 = 100)
135
131,1
130,8
130
125
128,4
120
115
110
105
103,8
100
95
90
Jul 07
Set Nov 07
07
Jan Mar 08
08
Mai
08
Jul 08
Set Nov 08
08
Jan Mar 09
09
Mai
09
Jul 09
Set Nov 09
09
Jan Mar 10
10
Mai
10
Jun 10

Dados em: número- índice, com ajuste sazonal (média 2002 = 100)

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

13

13

13

Atividade Econômica

Produção industrial cai pelo terceiro mês consecutivo

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

No mês de junho, a produção industrial caiu 1,0% em relação ao mês anterior. Dentre as atividades que tiveram a maior queda destacam-se máquinas e equipamentos de informática (-11,6%), vestuários e acessórios (-8,1%) e mobilário (-10,0%). Mesmo assim, no segundo trimestre, a indústria apresentou variação positiva de 1,4%, com ajuste sazonal. Para 2010, projetamos que o crescimento da produção industrial atinja variação positiva de 11,5%.

Produção Industrial (% mensal, com ajuste sazonal)

Abr Mai 08 Jun 08 Jul 08 Ago 08 Set 08 Out 08 Nov 0,4
Abr Mai
08 Jun
08 Jul
08 Ago
08 Set
08 Out
08 Nov
0,4
08 Dez
08 Jan
-1,2
08 Fev
09
3,7
0,3
09 Abr
Mar
09 Mai
-1,7
09 Jun
1,6
09 Jul
-2,3
09 Ago
09 Set
-7,5
09 Out
-12,2
09 Nov
3,0
09 Dez
09 Jan
2,4
09 Fev
10
0,7
10 Abr
1,1
Mar
10 Mai
1,6
10 Jun
10 10
1,4
2,2
1,1
1,6
3,2
-0,7
1,2
1,4
3,4
-0,8
-0,2
-1,0
Junho/Julho 2010 Junho/Julho 2010 Produção industrial Dados em: % mensal, com ajuste sazonal Fonte: IBGE
Junho/Julho 2010
Junho/Julho 2010
Produção industrial
Dados em: % mensal,
com ajuste sazonal
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
14 14 14

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Bens de Capital recuam pela primeira vez desde de março de 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A produção industrial de bens de capital recuou 2,1% em junho, sendo que equipamentos de transporte responderam por queda de 4,0% ante crescimento de 3,8% em maio. Os bens de consumo duráveis também apresentaram queda (3,2%) explicada por veículos automotores. Para o decorrer do ano, esperamos recuperação nos dados de produção de bens de capital em função da grande gama de investimentos que estão ocorrendo pelo País.

Bens de Capital (%) 40 30 20 20,6 20,0 20,4 20,3 19,4 17,7 14,3 11,6
Bens de Capital (%)
40
30
20
20,6
20,0
20,4
20,3
19,4
17,7
14,3
11,6
10
26,8
8,0
36,7
5,9
3,7
22,5
23,8
11,0
25,0
16,3
3,7
23,1
12.6 25,2
39,4
36,3
1,3
0
-0,6
-14,4 -14,4 -24,4 -21,4
-22.6
-3,3
-23,6 -22,0 -20.6
-16,9
-2,9
-2,5
3.7 -29,3
-7,0
-22,6
-7,7
-10
-10,8
-24,4
-12,2
-14,0
-17,5 -15,4
-20
-17,1 -19,3 -20,2
-30
Jun 08
Jul Ago
08 Set
08 Out
08 Nov
08 Dez
08 Jan
08 Fev
09 Mar
09 Abr
09 Mai
09 Jun
09 09
Jul Ago
09 Set
09 Out
09 Nov
09 Dez
09 Jan
09 Fev
10 Mar
10 Abr
10 Mai
10 Jun
10 10
Dez 09 Jan 09 Fev 10 Mar 10 Abr 10 Mai 10 Jun 10 10 %

% ante mesmo mês do ano anterior % acumulada no ano ante o mesmo período do ano anterior, com ajuste sazonal

Dados em: %

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

15

15

15

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Produtividade real na indústria volta a crescer

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A indústria brasileira volta a investir em inovação e redução de custos com objetivo de ampliar sua capacidade competitiva. A indústria brasileira, longe de apresentar o que alguns chamam de “desindustrialização”, passa pelo processo de ampliação de sua produtividade e diversificação de suas plantas. A nossa indústria responde por 22% do PIB e 26% dos empregos e 68% do valor exportado.

Produtividade Real e Folha de Pagamento Real por Trabalhador (% a.a., acum.12m.) 10 7,1 8
Produtividade Real e Folha de Pagamento Real por Trabalhador (% a.a., acum.12m.)
10
7,1
8
6
4
1,7
2
0
-2
-4
-6
-8
Jan 04 Jun 04
Nov 04
Abr 05 Set 05
Fev 06 Jul 06
Dez 06
Mai 07
Out 07
Mar 08
Ago 08 Jan 09 Jun 09
Nov 09 Mai 10

Folha de Pagamento Real por Trabalhador Produtividade Real (produção total / horas trabalhadas na produção)

Dados em: % acumulado em 12 meses

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

16

16

16

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Licenciamento de veículos volta a crescer em julho

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O crescimento nas vendas de veículos em julho de 2010 foi de 6% sobre julho de 2009 (302,3 mil unidades). Vale lembrar que em julho de 2009 já havia sido o melhor de todos os tempos com o emplacamento de 285,4 mil. No acumulado do ano, já foram vendidas 1.882.122 unidades, dos quais 146.919 veículos representam as unidades superiores a 1,73 milhão comercializadas no mesmo período do ano passado, constituindo crescimento de 8,4%.

Licenciamento Total de Autoveículos Comerciais Leves (mil unidades, média diária) 20 Impacto da Governo 18,6
Licenciamento Total de Autoveículos Comerciais Leves (mil unidades, média diária)
20
Impacto da
Governo
18,6
crise sobre
estende IPI
as vendas
reduzido até
17
de veículos
Mar 10
13,7
14
11
Fim do período de
desoneração do IPI
8
Redução do
IPI, com
vigor entre
Jan a Mar 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Jun 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Set 09
5
Abr Mai
08 Jun
08 Jul
08
08 Set
Ago
08 Out
08
08 Dez
Nov
08 Jan
08 Fev
09
09 Abr
Mar
09 Mai
09 Jun
09 Jul
09
09 Set
Ago
09 Out
09
09 Dez
Nov
09 Jan
09 Fev
10
10 Abr
Mar
10 Mai
10 Jun
10 Jul
10 10

Dados em: mil unidades, média diária

Fonte: Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda

17 17 17

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Produção de veículos aumenta em julho

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A produção de veículos automotores em junho foi de 315,9 mil. A produção acumulada no ano de 2010 foi 18,3% superior à produção do mesmo período de 2009. As exportações de veículos, acumuladas em 2010, alcançaram US$ 6,9 bilhões, o que representa elevação de 65,9% quando comparadas ao mesmo período de 2009. Em relação a julho/2009, houve expansão de 85,4%. Comparativamente a junho/2010, as exportações em valores cresceram 9,3%.

Licenciamento de Veículos de Autoveículos e Comerciais Leves (milhares de unidades)

Redução do IPI, com vigor entre Jan a Mar 09 Prorrogação do IPI reduzido até
Redução do
IPI, com
vigor entre
Jan a Mar 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Jun 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Set 09
Governo
estende IPI
reduzido até
Mar 10
353,7
302,3
300,2
308,7
293,0
271,4
277,8
258,1
251,7
251,1
234,4
213,3
199,4
Fim do período de
desoneração do IPI
Fev Mar 09
09 Mai
Abr
09
09 09
Jun
Jul Ago 09 09
Set Out
09 Nov
09 Dez
09 09
Jan Fev
10 Mar
10
10 Mai
Abr
10
10 10
Jun
Jul 10

Dados em: milhares de unidades

Fonte: Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda

18 18 18

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Queda da utilização da capacidade instalada

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A utilização da capacidade instalada recuou pelo segundo mês consecutivo. A indústria operou em junho com 82,5% da capacidade instalada (com ajuste sazonal), recuo de 0,2 p.p frente a maio. A queda do indicador deve-se não apenas à menor atividade industrial, mas também à ampliação do parque produtivo.

Nível de Utilização da Capacidade Instalada na Indústria (%) 88 86 84 82 80 78
Nível de Utilização da Capacidade Instalada na Indústria (%)
88
86
84
82
80
78
76
74
Jun 06
Set Dez 06
06
Mar
07
Jun 07
Set Dez 07
07
Mar 08
Jun 08
Set Dez 08
08
Mar
09
Jun 09
Set Dez 09
09 Mai
Mar
10
Jun 10 10

85,1

82,9

82,5

NUCI - FGV NUCI - FIESP NUCI - CNI

Dados em: % utilização da capacidade instalada na indústria

Fonte: CNI, FIESP e FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

19

19

19

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Índice de confiança do consumidor cresce 1,1% em julho

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

As avaliações que os consumidores fizeram em julho sobre o cenário atual da economia brasileira são as mais positivas desde o início da série histórica. A pesquisa mensal realizada pela Fundação Getúlio Vargas avalia o índice de situação atual (ISA) e o índice de expectativa (IE). A melhora da percepção da situação econômica local contribuiu significativamente para o aumento do ICC, que também encontra-se num dos níveis mais elevados da série histórica, disponível desde setembro de 2005.

Índice de Confiança do Consumidor (pontos, com ajuste sazonal)

Nov Dez 08 08 Fev Jan 09 Mar 09 Abr 97,1 09 Mai 09 95,5
Nov Dez
08
08 Fev
Jan
09 Mar
09 Abr
97,1
09 Mai
09
95,5
09 09
96,8
Jun
Jul Ago 09
95,3
09 Out
97,5
Set
09 Nov
100,0
09 Dez
09
102,9
09 Fev
108,1
Jan
10 Mar
111,0
10 Abr
10 Mai
110,7
10
10 10
110,8
Jun
113,3
Jul 10
115,0
112,3
113,1
110,8
111,6
115,6
116,4
118,7
120,0

Dados em: pontos, com ajuste sazonal

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

20

20

20

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Demanda de crédito do consumidor cai em junho

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Na comparação com o mês imediatamente anterior (maio de 2010), a procura do consumidor por crédito em junho registrou queda de 10,2%. Segundo Serasa Experian, o fato do Dia das Mães (em maio) ser mais forte em termos de vendas a prazo, financiadas a crédito, do que o Dia dos Namorados (em junho), e a realização de jogos da seleção brasileira em 3 dias úteis de junho, contribuíram para o recuo da procura do consumidor por crédito no mês passado. Por outro lado, avaliamos que o principal motivo foi o ajuste orçamentário das famílias às antecipações de compras de bens duráveis, no primeiro trimestre de 2010, diante do fim das desonerações tributárias.

Indicador de Perspectiva do Crédito aos Consumidores (número-índice) (média 2008=100) 120 106,9 100 80 60
Indicador de Perspectiva do Crédito aos Consumidores (número-índice) (média 2008=100)
120
106,9
100
80
60
Jan Mar 07
07
Mai
07
Jul 07
Set Nov 07
07
Jan Mar 08
08
Mai
08
Jul 08
Set Nov 08
08
Jan Mar 09
09
Mai
09
Jul 09
Set Nov 09
09
Jan Mar 10
10 Jun
Mai
10 10

Dados em: número- índice (média 2008=100)

Fonte: Serasa Experian Elaboração: Ministério da Fazenda

21

21

21

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Volume de vendas do comércio varejista

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

As vendas do comércio varejista cresceram 1,4% em maio, após forte recuo em abril. No decorrer do ano, espera-se ritmo de crescimento menor nas vendas ampliadas devido ao fim dos estímulos ao setor automotivo, contudo, em patamar sustentável.

Volume de Vendas do Comércio Varejista (% a.a., acum.12m.) 15 11,2 10 8,8 5 0
Volume de Vendas do Comércio Varejista (% a.a., acum.12m.)
15
11,2
10
8,8
5
0
Fev Mar
08 Abr
08 Mai
08 Jun
08 Jul
08 Ago
08 Set
08 Out
08 Nov
08 Dez
08 Jan
08 Fev
09 Mar
09 Abr
09 Mai
09 Jun
09 Jul
09 Ago
09 Set
09 Out
09 Nov
09 Dez
09 Jan
09 Fev
10 Mar
10 Abr
10 Mai
10 10

PMC

PMC Ampliada*

Dados em: % anual, acumulado em 12 meses

* Inclui veículos, motos, partes e peças, e material de construção

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

22 22 22

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Varejo ampliado cresce em maio 0,1%

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção, apresentou, na margem, com ajuste sazonal, estabilidade para o volume de vendas (0,1%) e para a receita nominal (0,0%).

Volume de Vendas do Comércio Varejista Ampliado * (% a.m., ajuste sazonal)

Mar Abr 08 Mai 08 Jun 08 08 Jul Ago 08 Set 08 Out 1,2
Mar Abr
08 Mai
08 Jun
08 08
Jul Ago
08 Set
08 Out
1,2
08 Nov
3,0
08 Dez
0,2
08 Jan
08 Fev
1,3
09 Mar
0,6
09 Abr
-1,5
09 Mai
0,8
09 Jun
09 09
-3,8
-5,0
Jul Ago
09 Set
2,5
09 Out
09 Nov
4,0
09 Dez
1,6
09 Jan
2,0
09 Fev
10 Mar
-1,8
10 Abr
10 10
3,5
4,8
Mai 10
-4,2
1,5
3,1
-1,2
0,5
0,5
2,0
1,8
6,8
-6,1
0,1

Dados em: % mensal, com ajuste sazonal

* Inclui veículos, motos, partes e peças, e materiais de construção

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

23

23

23

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Comércio varejista: resultados positivos nas atividades econômicas

Vendas Reais no Varejo (% a.m., ajuste sazonal)

Atividade

Mai/Abr 2010

Varejo ampliado

0,1

Varejo

1,4

1,4

Tecidos, vestuário e calçados

-3,3

 

Outros artigos de uso pessoal

-1,4

Outros artigos de uso pessoal -1,4  
 

Veículos, motos, partes e peças

-1,1

   

Material de escritório, informática e comunicação

0,3

Hiper/Supermercados, prod, alim,, bebidas e fumo

0,8

Art, farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria

1,6

1,6

Livros, jornais, revistas e papelaria

 

1,7

Combustíveis e lubrificantes

Combustíveis e lubrificantes 2,0

2,0

Material de construção

 

2,4

Hipermercados e supermercados

 

4,3

Dados em: % mensal, com ajuste sazonal

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Índice de Confiança de Serviços cai 1,4% em junho

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Como nos índices de confiança do consumidor e da indústria, a partir do fim de abril, houve recuo. A acomodação do setor de serviços acompanha o desaquecimento da economia com o fim dos estímulos. A redução das pressões nos preços do setor devem prosseguir até o final do ano, indicando acomodação no ritmo de crescimento.

Índice de Confiança do Setor de Serviços (pontos)*

Jun Jul 08 Ago 08 08 Out Set 08 Nov 132,5 08 Dez 08 Jan
Jun Jul
08 Ago
08
08 Out
Set
08 Nov
132,5
08 Dez
08 Jan
133,4
08 Fev
138,4
09 Mar
09 Abr
129,4
09 Mai
121,7
09 Jun
09 Jul
105,5
09 Ago
09
102,2
98,0
09 Out
Set
09 Nov
101,0
09 Dez
101,6
09 Jan
09 Fev
104,6
10 Mar
109,0
10 Abr
109,2
10 Mai
10 Jun
115,1
10 10
119,3
126,8
126,0
128,3
130,0
129,9
132,1
135,5
134,0
133,4
131,5

Dados em: pontos

* O ICS oscila de zero a 200 pontos, sendo que números acima de 100 indicam otimismo por parte do setor e números inferiores a 100 sinalizam pessimismo

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

25

25

25

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) - Maio de 2010

Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE)

Com ajuste sazonal Variação em relação

Sem ajuste sazonal Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Mês base:

Mês anterior:

 

Acumulado

Acumulado em 12 Meses

Mai 10

Abr10

Mai 09

no ano

Comércio Varejista

1,4

10,2

11,5

8,8

Combustíveis e Lubrificantes

2,0

6,0

5,5

1,9

Hiper., Superm., prod. alimentícios, bebidas e fumo

0,8

8,1

10,1

9,8

Tecidos, Vestuário e Calçados

-3,3

11,8

11,6

4,4

Móveis e Eletrodomésticos

-0,3

19,5

21,3

11,3

Comércio Varejista Ampliado

0,1

9,5

13,6

11,2

Veículos Motos, Partes e Peças

-1,1

6,4

17,0

17,2

Material de Construção

2,4

19,9

17,0

3,5

Dados em: %

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

26

26

26

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Composição do Produto Interno Bruto

Produto Interno Bruto

Variação do trimestre/ trimestre anterior

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Com ajuste sazonal (%)

Período base:

4T 09

1T 09

Acumulado

Acumulado

2009 / 2008

1T 10

4 trimestres

no Ano

Agropecuária

2,7

 

5,1

-3,3

5,1

-5,2

Indústria

4,2

14,6

0,0

14,6

-5,5

Extrativa Mineral

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

-

 

13,7

3,6

13,7

-0,2

Transformação

-

 

17,2

-0,4

17,2

-7,0

Construção Civil

-

 

14,9

-0,8

14,9

-6,3

Serviços

1,9

 

5,9

3,6

5,9

2,6

Comércio

-

 

15,2

3,7

15,2

-1,2

Transporte, Armazenagem

   

12,4

2,0

12,4

-2,3

e Correio

-

Serviços de Informação

-

 

2,6

3,9

2,6

4,9

PIB (a preços de mercado)

2,7

 

9,0

2,4

9,0

-0,2

Consumo das Famílias

1,5

 

9,3

6,0

9,3

4,1

Consumo da

         

Administração Pública

0,9

 

2,0

3,1

2,0

3,7

Formação Bruta de Capital Fixo

7,4

 

26,0

-1,5

26,0

-9,9

Exportações de Bens e Serviços

1,7

 

14,5

-4,2

14,5

-10,3

Importações de Bens e Serviços (-)

13,1

39,5

-0,4

39,5

-11,4

Dados em: %

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

27

27

27

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Produção Industrial - Junho de 2010

Produção Industrial Física (IBGE)

Com ajuste sazonal Variação em relação (%)

Sem ajuste sazonal Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Mês base:

Mês anterior:

Média do

   

Acumulado

Jun 10

Mai 10

trimestre

Jun 09

Acum. ano

12 Meses

INDÚSTRIA GERAL

-0,1

1,4

11,1

16,2

6,5

Indústria Extrativa Mineral

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

-0,7

1,7

8,5

16,2

5,3

Indústria de Transformação

-1,2

0,8

11,3

16,2

6,5

Bens de Capital

-2,1

4,8

26,8

29,6

5,1

Bens de Capital para fins industriais

-

-

31,8

28,5

-2,2

seriados

-

-

38,2

35,1

-2,1

não-seriados

-

-

2,5

0,7

-3,1

Bens de Capital agrícolas

-

-

93,9

50,7

5,4

Bens de Capital peças agrícolas

-

-

6,7

12,5

-18,0

Bens de Capital para construção

-

-

153,7

187,1

22,4

Bens de Capital para o setor de energia elétrica

-

-

-17,1

-1,3

-22,4

Bens de Capital equipamentos de transporte

-

-

30,6

26,3

5,5

Bens de Capital de uso misto

-

-

18,7

30,5

11,4

Bens Intermediários

-0,7

1,2

12,1

17,4

7,0

Bens de Consumo Duráveis

-3,2

-0,8

6,8

20,6

13,6

Bens de Consumo Semi e Não Duráveis

-0,8

-0,8

6,1

7,5

3,4

Dados em: %

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

28

28

28

Atividade Econômica

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Vendas Industriais - Maio e Junho de 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

 

Com Ajuste Sazonal

 

Sem Ajuste Sazonal

 

(%) Variação em relação:

(%) Variação em relação ao mesmo período do ano anterior

Vendas Industriais (CNI) Mai 10

Mês anterior

Média do

Mai 09

Acum. Ano

Acumulado

Abr 10

trimestre

12

Meses

Faturamento Real

2,1

2,6

13,9

12,5

 

3,6

Horas Trabalhadas na Produção

1,0

2,9

9,9

7,5

 

-1,4

Embalagens (ABPO)

Mês anterior

Média do

Jun 09

Acum. Ano

Acumulado

Jun 10

Mai 10

trimestre

12

Meses

Expedição de Papel Ondulado

-1,6

2,0

17,2

19,5

 

13,0

Veículos (Anfavea)

Mês anterior

Média do

Jun 09

Acum. Ano

Acumulado

Jun 10

Mai 10

trimestre

12

Meses

Produção Autoveículos

-2,6

-2,5

7,7

19,1

 

15,7

Licenciamento Autoveículos (nacionais e importados)

1,4

-6,2

-12,5

9,0

 

14,3

Exportações de Autoveículos

-5,7

-10,1

61,5

78,1

 

14,1

Sondagem da Indústria de Transformação (FGV)

(%) Variação em relação ao mesmo período do ano anterior

Acum. Ano

Acumulado

Jul 10

Mai 10

Jun 10

Jul 10

12

Meses

Produção Prevista

11,9

10,1

2,1

18,3

 

19,4

Nível de emprego previsto

33,3

26,5

13,4

35,0

 

22,7

Demanda interna

40,4

37,0

22,4

47,1

 

29,8

Demanda externa

30,6

28,8

28,0

32,8

 

15,6

Estoques

12,5

11,1

7,5

14,9

 

11,8

Nível de utilização da capacidade *

84,6

85,1

85,0

84,0

 

83,7

* O cálculo do NUCI considerou

a média do ano nos últimos 12

meses e os três últimos valores mensais

Dados em: %

Fonte: CNI, ABPO, FGV e Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda

29

29

29

Economia Brasileira em PERSPECTIVA Mercado de Consumo de Massa Ministério da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

Mercado de Consumo de Massa

Ministério

da Fazenda

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Classe C atingirá 113 milhões em 2014

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A classe C continuará a expandir nos próximos anos. A estimativa é que o percentual da população na classe

C cresça 21,5% de 2008 a 2010. Em 2010, a classe C já responde por cerca de 103 milhões de brasileiros. Desde 2002, cerca de 25 milhões de brasileiros deslocaram-se para o meio da pirâmide social.

Evolução das Classes Econômicas (% da população e milhões de indivíduos)

8%

8% 13 11% 20 16% 31

13

11%

8% 13 11% 20 16% 31

20

16%

31
31

37%

66

49%

93

56%

113

27%

47
47

24%

46
46

20%

40
40

28%

49
49

16%

30
30

8%

16

 

2003

 

2008

 

2014

Classes A / B8% 16   2003   2008   2014 Classe C Classe D Classe E Dados em:

Classe C  2003   2008   2014 Classes A / B Classe D Classe E Dados em:

Classe D2003   2008   2014 Classes A / B Classe C Classe E Dados em: em

Classe E  2008   2014 Classes A / B Classe C Classe D Dados em: em milhões

Dados em: em milhões de indivíduos e % da população

Fonte: FGV, IBGE e LCA Elaboração: Ministério da Fazenda

32 32

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Classes C e D já superam classe B em poder de consumo

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

De 2002 até o presente, o poder de compra das classes sociais de menor renda tem evoluído consistentemente, o que deve resultar no aumento da participação das classes C e D no ranking de potencial de consumo. Tal dinâmica reflete as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda, a saber, o aumento do salário mínimo, o controle da inflação, a geração de empregos, os benefícios sociais, como o Programa Bolsa Família.

Participação das Classe Sociais na Massa de Renda (%)

2002

2007 2010

CLASSE -- % CLASSE -- % CLASSE -- % 1º A 30 C 30 C
CLASSE
--
%
CLASSE
--
%
CLASSE
--
%
A
30
C
30
C
31
C
28
A
25
D
28
B
21
B
23
B
24
D
15
D
17
A
16
E
6
E
5
E
1
�����:
�����:
�����:
�$ 976 �������
�$ 1,24 �������
�$ 1,38 �������

Classe A1,24 ������� �$ 1,38 ������� Classe B Classe C Classe D Classe E Dados em: R$

Classe B�$ 1,38 ������� Classe A Classe C Classe D Classe E Dados em: R$ e %

Classe C�$ 1,38 ������� Classe A Classe B Classe D Classe E Dados em: R$ e %

Classe D�$ 1,38 ������� Classe A Classe B Classe C Classe E Dados em: R$ e %

Classe E������� Classe A Classe B Classe C Classe D Dados em: R$ e % Fonte: DATA

Dados em: R$ e %

Fonte: DATA POPULAR Elaboração: Ministério da Fazenda

33 33

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Queda superior a 43% na pobreza entre 2003 e 2008

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O benefício pago pelo Programa Bolsa Família eleva a renda da população atendida em 48,7%. O dado consta do Perfil das Famílias Beneficiadas pelo Programa Bolsa Família, análise divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Segundo o Ministério, o efeito geral do Programa foi diminuir o tamanho da população em extrema pobreza, que era de 12%, para um patamar de 4%. Cerca de 49 milhões de pessoas foram as famílias beneficiadas pelo Programa.

Evolução da Pobreza (%)

30 25 20 15 10 5 26,7 28,1 25,4 22,8 19,3 18,3 16,0 0 2002
30
25
20
15
10
5
26,7
28,1
25,4
22,8
19,3
18,3
16,0
0
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
18,3 16,0 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Indicador de Pobreza (indivíduos na pobreza

Indicador de Pobreza (indivíduos na pobreza / total de indivíduos) *

Dados em: em milhões de indivíduos e % da população

* Indivíduos na pobreza

referem-se aos indivíduos pertencentes à Classe E, cuja renda domiciliar total de uma

família corresponde a R$ 804,

a preços de novembro de 2008

segundo os microdados da PNAD

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

34 34

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Salário mínimo real atinge maior valor nos últimos 20 anos

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A economia brasileira passa por uma transformação estrutural. A estabilidade econômica, a expansão do crédito e a evolução do PIB possibilitaram o aumento do poder de compra e a recuperação do salário mínimo real. Este processo repercute sobre o potencial de elevação do consumo, atraindo investimentos e interesse por empresas de consumo e varejo no mercado brasileiro.

Salário Mínimo (US$) 300 262,8 250 200 150 100 50 0 1954 1956 1958 1960
Salário Mínimo (US$)
300
262,8
250
200
150
100
50
0
1954
1956 1958 1960 1962 1964 1966 1968 1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008 2010*

Salário Mínimo

Dados em: US$

* Posição em final de período, sendo último dado em abril de 2010

Fonte: IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Geração líquida de empregos públicos e formais

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o saldo mensal de junho de 2010 registrou geração de 212.952 empregos com carteira assinada no Brasil. Esse resultado é o segundo melhor resultado para o mês de junho, perdendo apenas para junho de 2008. Ressalta-se que esse foi o primeiro resultado que não foi recorde para o mês neste ano, o que indica redução do ritmo de crescimento na criação de empregos no 2º semestre.

Geração Líquida de Empregos (milhares de postos de trabalho)

14 milhões de empregos 2.200** 727 88 75 274 387 502 1.235 961 1.494 861
14 milhões de empregos
2.200**
727
88
75
274
387
502
1.235
961
1.494
861
1.863
1.831
1.917
2.452
1.834
1.766
1.473

1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010*

* Resultados de 2010 refere- se apenas ao saldo do CAGED acumulado no ano até junho de 2010 ** Estimativas Ministério da Fazenda

Dados em: milhares de postos de trabalho

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Geração de empregos registra recorde histórico

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Dentre as regiões, o Nordeste cresceu 8,6% (407,6 mil) nos últimos 12 meses contra 8,0% (105,6 mil) da região Norte. Do total de geral acumulado nos últimos 12 meses (2.168 mil), cerca de 1.130 mil novos empregos formais foram gerados na região Sudeste, respondendo por um crescimento de 6,3%. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações de 6,7% (398 mil) e 5,3% (127 mil), respectivamente.

Geração Líquida de Postos de Trabalho (milhares de postos de trabalho, acum. 12 meses)

652 580 390 326 329 299 468 756 995 1.279 1.479 1.710 1.909 2.075 2.168
652
580
390
326
329
299
468
756
995
1.279
1.479
1.710
1.909
2.075
2.168
Abr 09 Mai 09 Jun 09 Jul 09 Ago 09 Set 09 Out 09
Nov 09 Dez 09 Jan 10 Fev 10
Mar 10 Abr 10 Mai 10 Jun 10

Dados em: milhares de postos de trabalho, acumulados em 12 meses

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda

37 37

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Geração de postos de trabalho nos setores da economia

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O setor varejista registrou 383,6 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses contra 90,7 mil do setor de atacado. Como podemos observar, a queda no setor industrial foi maior no período da crise visto que muitos empresários se precipitaram e anteciparam as demissões diante da perspectiva de recessão prolongada da economia mundial.

Geração Líquida de Postos de Trabalho (milhares de postos de trabalho, acum. 12 meses)

549,5 600 500 474,3 400 300 327,8 200 100 0 -100 -200 -300 -400 Jan
549,5
600
500
474,3
400
300
327,8
200
100
0
-100
-200
-300
-400
Jan
07
Fev
Mar
07 Mai 07
Abr
07 07 Jul Ago 07 Set 07 Out 07 Nov 07
Jun
07 Jan 07
Dez
07
08
Fev
Mar
08 Mai 08
Abr
08 08 Jul Ago 08 Set 08 Out 08 Nov 08
Jun
08 Jan 08
Dez
08
09
Fev
Mar
09 Mai 09
Abr
09 09 Jul Ago 09
Jun
09
09
Set
09
Out
Nov
09 Jan 09
Dez
09
10
Fev
Mar
10 Mai 10
Abr
10 10 10
Jun

Comércio Contrução Civil Indústria de Transformação

Dados em: milhares de postos de trabalho, acumulado em 12 meses

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda

38 38

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Emprego formal mantém trajetória elevada desde 2004

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A taxa de formalização caiu 0,1 p.p., ficando em 51,0%. Destaca-se que os contribuintes para o Instituto de Previdência em qualquer trabalho em relação à população ocupada atingiu o nível de 67,4% em 12 meses, revelando maior proteção social para o trabalhador e maior arrecadação para o INSS.

Taxa de formalização (% empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados) 51,5 51,1
Taxa de formalização (% empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados)
51,5
51,1
51,1
51,0
50,9
51,0
50,7
50,3
50,5
50,0
49,5
49,0
48,5
48,0
47,5
47,0
46,5
46,0
45,5
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

2008

2009

2010

Dados em: % empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

39 39

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Desemprego é o menor da série histórica

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas do País ficou em 7,0% em junho de 2010, caindo 0,5 p.p. no mês e com queda de 1,1 p.p. frente a junho de 2009. Esse foi o melhor resultado para o mês de junho de toda a série histórica.

Taxa de Desemprego (% da PEA) 8,6 8,4 8,2 8,3 8,4 8,0 8,0 8,0 7,9
Taxa de Desemprego (% da PEA)
8,6
8,4
8,2
8,3
8,4
8,0
8,0
8,0
7,9
7,8
7,7
7,7
7,5
7,2
7,1
7,0
6,9
6,8
8,2
8,5
9,0
8,9
8,8
8,1
8,0
8,1
7,7
7,5
7,4
6,8
7,2
7,4
7,6
7,6
7,5
7,0
Jan 09
Fev Mar 09
09
Abr Mai 09 09
Jun 09 Jul Ago
09
09
Set Out 09
09
Nov 09
Dez 09
Jan 10
Fev Mar 10
10
Abr Mai 10
10
Jun 10
09 Dez 09 Jan 10 Fev Mar 10 10 Abr Mai 10 10 Jun 10 Sem

Sem Ajuste Sazonal Com Ajuste Sazonal

Dados em: % da população economicamente ativa

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

40 40

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Taxa de desocupação em declínio desde 2007

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (10,15 milhões) caiu 0,2% na margem e aumentou 7,1% com relação a junho de 2009, respectivamente. A População em Idade Ativa (PIA) aumentou 0,18% (41,3 milhões), a População Economicamente Ativa (PEA) caiu 0,5% (23,5 milhões) e a População Ocupada (PO) permaneceu estável (21,8 milhões) no mês. E, na comparação interanual, a PO cresceu (+3,45%) a um ritmo bem superior ao da PEA (2,2%), o que fez com que a taxa de desocupação caísse.

Taxa de Desemprego (% PEA)* 11 10,1 10 9,0 9 8,1 8 7,6 7,4 7
Taxa de Desemprego (% PEA)*
11
10,1
10
9,0
9
8,1
8
7,6
7,4
7
6,8
7,0
6,8
6
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

2010

2009

2008

2007

Dados em: % PEA

* A taxa de desemprego considera 6 regiões metropolitanas

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

41 41

Mercado de Consumo de Massa

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Massa Salarial recupera em 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O rendimento médio real habitual dos ocupados em junho de 2010 foi estimado em R$ 1.423,00.

Houve variação de 0,54%, na comparação com maio de 2010, e de 3,4% na comparação interanual. Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores com carteira de trabalho no setor privado caiu 0,01%

no comparativo mensal. Por sua vez, a massa salarial real habitual de todos os trabalhos em junho cresceu 6,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Crescimento da Massa de Rendimento Real (% acum. 12m.)

7 11,0 6 8,8 População Remunerada Rendimento Médio Real Massa Salarial ** 5 6,6 Dados
7
11,0
6
8,8
População Remunerada
Rendimento Médio Real
Massa Salarial **
5
6,6
Dados em: % acumulado nos
últimos 12 meses
4
* Preços de Junho de 2010
4,1
3
4,4
2
2,2
1
** Massa salarial equivale à
variação anual do produto de
população ocupada em 12 meses
pelo rendimento médio real de
junho de 2010
0
0,0
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Ago Set
08 Out
08 Nov
08 Dez
08 Jan
08 Fev
2,6
09 Mar
09 Abr
2,9
09 Mai
3,2
09 Jun
09 Jul
3,3
09 Ago
3,4
09 Set
3,6
09 Out
09 Nov
3,8
09 Dez
4,0
09 Jan
09 Fev
4,1
10 Mar
4,2
10 Abr
4,3
10 Mai
10 Jun
10 10
4,3
4,0
3,7
3,6
3,4
3,2
2,6
2,3
2,0
2,0
1,9
2,0

42 42

Economia Brasileira em PERSPECTIVA Inflação Ministério da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

Inflação

Ministério

da Fazenda

Inflação

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Conforme previsto em edições anteriores, IPCA recua

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Com fim dos estímulos fiscais e monetários, das chuvas e de ajustes sazonais em educação, saúde e transporte público, o IPCA volta a uma trajetória compatível com o atual nível de crescimento da economia. As expectativas de mercado recuaram e se alinharam ao patamar previsto pelo Ministério da Fazenda anteriormente, IPCA próximo de 5,0% em 2010.

Inflação IPCA (% a.a.)

8,9 6,0 7,7 12,5 9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4,3 5,2 4,5 4,5 4,5
8,9
6,0
7,7
12,5
9,3
7,6
5,7
3,1
4,5
5,9
4,3
5,2
4,5
4,5
4,5
4,5
9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4,3 5,2 4,5 4,5 4,5 4,5 1999 2000 2001 2002

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* 2011* 2012* 2013** 2014**

2005 2006 2007 2008 2009 2010* 2011* 2012* 2013** 2014** Inflação IPCA Meta de Inflação Limites

Inflação IPCA Meta de Inflação

Limites superior e inferior

* Estimativas Governo ** Expectativa FOCUS de 30 de julho de 2010

Dados em: % anual, média das expectativas

Fonte: IBGE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda

Inflação

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

IPCA desacelera com fim de estímulos e chuvas

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A inflação apurada pelo IPCA ficou em 0,00% em junho de 2010, abaixo da variação de 0,43% do mês anterior, enquanto o índice de julho ficou estável em 0,01%. Esse resultado representa a variação mensal mais baixa de 2010. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,60% (ante 4,84% no mês anterior). A desaceleração dos preços de junho de 2010 em relação ao mês anterior resultou da desaceleração dos preços de oito dos nove grupos que compõem o IPCA.

Evolução da Inflação IPCA (% a.m.) 0,8 0,74% 0,7 0,6 0,5 0,37% 0,4 0,36% 0,3
Evolução da Inflação IPCA (% a.m.)
0,8
0,74%
0,7
0,6
0,5
0,37%
0,4
0,36%
0,3
0,28%
0,2
0,1
0,01%
0,0
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

2008

2009

2010

Dados em: % mensal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

45 45

Inflação

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Queda nos preços dos alimentos reduz grupo Alimentação no Domicílio

Os gastos com “alimentação no domicílio” recuam com queda geral nos níveis de gastos. Com relação aos dispêndios “fora do domicílio”, segundo a POF 2008-2009, subiram e já atingem 31% dos gastos com alimentação.

IPCA e IPCA-15 2,0 1,7 1,5 1,5 2,3 1,5 2,1 1,2 1,9 1,1 1,0 1,0
IPCA e IPCA-15
2,0
1,7
1,5
1,5
2,3
1,5
2,1
1,2
1,9
1,1
1,0
1,0
1,0
1,1
1,0
1,0
1,5
1,0
0,9
1,1
0,8
0,9
1,3
1,2
0,8
0,8
1,2
0,5
0,7
0,6
0,6
0,6
0,6
0,5
0,6
0,7
0,4
0,3
0,2
0,2
0,0
-0,3
-0,2
-0,1
-1,1
-1,7
-1,5
-0,5
-0,4
-0,8
-1,0
-0,9
-2,0
15-Dez Dez 15-Jan Jan 15-Fev Fev 15-Mar Mar 15-Abr Abr 15-Mai Mai 15-Jun Jun 15-Jul

2,0

1,5

1,0

0,5

0,0

-0,5

-1,0

-1,2

Alimentação e Bebidas

Alimentação no domicílio2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 -0,5 -1,0 -1,2 Alimentação e Bebidas Alimentação fora do domicílio Dados

Alimentação fora do domicílio-1,2 Alimentação e Bebidas Alimentação no domicílio Dados em: % mensal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério

Dados em: % mensal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

46 46

Inflação

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Preços administrados desaceleram

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Em junho, dentre os grupos que apresentaram desaceleração de preços, o grupo Alimentação apresentou o maior impacto para a queda da variação do índice geral, com contribuição de -0,20 p.p., ante contribuição de 0,06 p.p. no mês anterior. A maior contribuição de queda veio do item Tubérculos, Raízes e Legumes (de -2,38% para -13,62%) com contribuição de -0,12 p.p. para a variação do índice geral, ante contribuição de -0,02 p.p. no mês anterior. Na sequência, Transportes apresentou a segunda maior contribuição negativa para a variação do índice geral, -0,04 p.p

Decomposição da Inflação IPCA (% a.m.)

 
 

0,30

0,46

 

0,33

0,35

 
 

0,49

           

0,19

 

0,50

0,44

 
 

0,44

 
           

0,26

0,26

0,10

         

0,22

   

0,01

 

0,03

0,26

0,29

0,25

0,17

0,05

   

0,35

0,16

0,18

 

0,22

0,26

0,09

0,01

     

0,29

         

0,02

       

0,05

0,01

   

0,30

     
 

0,08

0,01

 

0,01

 

0,03

 

0,01

0,08

0,04

 

0,18

0,17

       

0,11

0,00

0,02

0,01

0,07

0,12

 

0,01

 

0,06

0,13

   
 

-0,02

0,00

-0,05

 

0,00

-0,06

-0,06

0,01

-0,06

-0,03

 

-0,02

 

-0,06

-0,02 0,02

-0,01

-0,05

 

-0,02 -0,03

 

-0,02

-0,02

-0,12

-0,01

-0,04

 

-0,26

Jan 09

Fev Mar 09

09

Abr 09

Mai 09

Jun 09 Jul 09

Ago 09

Set 09

Out 09

Nov 09

Dez 09

Jan 10

Fev 10

Mar 10

Abr Mai 10

10 10

Jun

Combustíveis09 Jan 10 Fev 10 Mar 10 Abr Mai 10 10 10 Jun Transporte Alimentação Itens

TransporteFev 10 Mar 10 Abr Mai 10 10 10 Jun Combustíveis Alimentação Itens remanescentes Dados em:

AlimentaçãoMar 10 Abr Mai 10 10 10 Jun Combustíveis Transporte Itens remanescentes Dados em: % mensal

Itens remanescentesMai 10 10 10 Jun Combustíveis Transporte Alimentação Dados em: % mensal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério

Dados em: % mensal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

47 47

Inflação

Junho Junho / 2010 Julho / Julho 2010

IPCA retornou a trajetória de queda a partir de abril

Ministério

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

da Fazenda

A partir de abril, percebemos a alteração nas expectativas de inflação, com expressiva queda no índice de inflação IPCA no mês de junho de 2010. O índice de difusão caiu entre maio de 2010 e junho de 2010 de 60,9% para 57,3%, o que significa que o percentual de itens que apresentaram elevação nos preços diminuiu, seguindo a baixa na inflação do índice geral. Em relação às medidas de núcleo de inflação, todas desaceleraram em relação ao mês anterior, apesar de ficarem acima do índice geral: IPCA-MS (de 0,62% para 0,40%), IPCA-EX (de 0,56% para 0,36%) e IPCA-DP (de 0,56% para 0,29%).

Evolução da inflação e de expectativas IPCA (% a.m.) 0,9 0,78 0,8 0,7 0,75 0,57
Evolução da inflação e de expectativas IPCA (% a.m.)
0,9
0,78
0,8
0,7
0,75
0,57
0,57
0,6
0,55
0,5
0,52
0,55
0,41
0,46
0,43 0,46 0,47
0,43
0,36
0,4
0,43
0,38 0,36
0,41
0,32
0,39
0,31
0,38
0,37
0,34
0,3
0,32
0,30
0,30
0,31
0,30
0,2
0,1
0,09
0,0
0,0
Jan 10
Fev Mar 10
10
Abr Mai 10
10
Jun 10
Jul Ago 10
10
Set Out 10
10
Nov
10
Dez 10
Jan 11
Fev Mar 11
11
Abr Mai 11
11
Jun 11

Inflação realizada IPCA Expectativa FOCUS de 1 de junho de 2010 Expectativa FOCUS de 30 de julho de 2010.

Dados em: % mensal, média das expectativas

Fonte: IBGE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda

48 48

Inflação

Junho/Julho 2010

Junho/Julho 2010

Inflação IGP-M

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

No atacado, por estágio, houve queda da inflação em Bens Intermediários (de 0,88% para 0,02%), com destaque para materiais e componentes para a manufatura (de 0,87% para -0,04%); e em Matérias-Primas Brutas (de 4,75% para 0,21%), com destaque para o minério de ferro (de 32,61% para -0,73%) e para o leite in natura (de 2,15% para -4,23%). Por outro lado, o comportamento dos preços no estágio Bens Finais apresentou aceleração (de -0,49% para -0,20%), com destaque para o subgrupo alimentos processados (de -2,50% para -0,31%).

Inflação IGP-M (% a.m.) 2,5 2,21 2,0 1,5 1,18 1,0 0,5 0,03 0,0 -0,5 -1,0
Inflação IGP-M (% a.m.)
2,5
2,21
2,0
1,5
1,18
1,0
0,5
0,03
0,0
-0,5
-1,0
dec 3° dec 07/2009 1° dec
1° 2°
07/2009
07/2009
dec
08/2009
dec
08/2009
dec
08/2009
dec
09/2009
dec
09/2009
dec
09/2009
dec
10/2009
dec
10/2009
dec
10/2009
dec
11/2009
dec
11/2009
dec
11/2009
dec
12/2009