Você está na página 1de 2

INTRODUÇÃO

Em meados dos anos 2005, integrávamos uma classe composta por trinta e seis
alunos do curso de Letras Português e suas Literaturas na Universidade de
Pernambuco – UPE e nesta ocasião havia um professor, cujo não me recordo bem de
quais disciplinas ele ministrava aulas, todavia ele sempre comentava na sala a respeito
de uma questão que nos deixava bastante intrigados e de certa forma, pela
inexperiência de boa parte da turma na área da educação, um pouco assustados. Ele
assim argumentava: “É melhor para um professor trabalhar numa instituição de
ensino da rede particular, porque isso faz com que ele pesquise e estude mais do que
se trabalhar numa instituição pública de ensino.” Esta frase proferida com tanta
veemência por tal professor, nos faz meditar numa questão muito relevante para a
vida do profissional da educação, com efeito, a busca por metodologias que ensejem
um melhor desempenho em sala, bem como a importância de tornar-se um professor
pesquisador com autonomia podem realmente fazer a diferença na vida dos
discentes, tal como dos próprios docentes. Por certo, a frase citada não justifica se um
professor desenvolve mais suas capacidades de estudo e pesquisa numa instituição
particular ou pública, justamente por se tratar de uma questão relativa, entretanto
esta discussão não vem ao caso no momento, posto que o objetivo desta exígua
introdução é relatar uma experiência vivenciada e destacar a importância da
elaboração do projeto de pesquisa, bem como de uma mídia educativa, o Caderno
Virtual, que se caracteriza enquanto um recurso com potencial inovador, baseado em
uso incomum de processadores de texto agregando diversificados recursos
midiáticos, tornando possível a construção do conhecimento de maneira conjunta
entre professores e alunos. Este recurso didático de ensino possibilita a criação de um
itinerário diversificado no tocante ao trabalho com conteúdos curriculares, onde os
sujeitos envolvidos no processo podem fazer uso de aparelhos como smartphones,
tablets, notebooks, dentre outros, para acessarem conteúdos disciplinares
trabalhados em aula e em atividades complementares depois das aulas.

O segundo objetivo de escrever este relato é também o de apresentar que realmente


não era o trabalho numa escola particular o que me fazia estudar cada vez mais, mas
sim a diligência em buscar recursos que propiciassem aos meus alunos, aulas
agradáveis onde eles quase sempre questionavam e questionam (e eu adoro isso!) a
respeito dos conteúdos e por assim ser, sucedi procurando e aprendendo como
elaborar atividades amparadas por recursos didáticos para que os discentes não
dispersassem e continuassem com vontade de aprender. Assim, continuo desde o ano
de 2010 até o ano atual minha trajetória, sempre à procura da aprendizagem afim
compartilhá-la de maneira positiva contribuindo para a construção da autonomia,
considerando a cultura e o conhecimento que cada aluno traz consigo. Fim?