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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-RR-17000-58.2007.5.01.0343

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A C Ó R D Ã O
6ª Turma
ACV/la

RECURSO DE REVISTA. MULTA POR


LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AÇÃO AJUIZADA PELO
SINDICATO ATACANDO CLÁUSULA DE NORMA
COLETIVA POR ELE FIRMADA QUE AUTORIZA A
REDUÇÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA. A
determinação de aplicação da multa do
artigo 18 do CPC pela litigância de
má-fé decorreu por ter se verificado a
existência de recurso infundado e
protelatório, diante da contradição do
Sindicato Reclamado de atacar cláusula
de norma coletiva por ele próprio
firmada. Tal decisão não viola
diretamente os artigos. 5º, XXXV, e 8º,
III, da CF, já que não impediu o acesso
do Sindicato ao Poder Judiciário, nem
impediu a sua atuação na defesa dos
direitos e interesses da categoria, mas
aplicou a legislação processual,
acompanhada da fundamentação
pertinente. Recurso de revista não
conhecido.
JUSTIÇA GRATUITA. SINDICATO. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE
RECURSOS. A jurisprudência mais recente
desta c. Corte apenas admite o
deferimento de assistência judiciária
gratuita ao Sindicato, como substituto
processual, quando demonstrada
cabalmente a fragilidade econômica.
Nesse sentido, decisão que indefere a
assistência ao Sindicato, como
substituto processual, não viola a
literalidade do art. 5º, LXXIV, da CF.
Precedentes. Recurso de revista não
conhecido.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SINDICATO
COMO SUBSTITUTO PROCESSUAL. SÚMULA Nº
219, III/TST. O entendimento desta. c.
Corte, consagrado no item III da Súmula
219, é o de que são devidos os honorários
advocatícios nas causas em que o ente
sindical figure como substituto
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processual e nas lides que não derivem
da relação de emprego. Recurso de
revista conhecido e provido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso


de Revista n° TST-RR-17000-58.2007.5.01.0343, em que é Recorrente
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS, DE
MATERIAL ELÉTRICO E DE INFORMÁTICA DE BARRA MANSA, VOLTA REDONDA,
RESENDE, ITATIAIA, QUATIS, PORTO REAL E PINHEIRAL e Recorrida COMPANHIA
SIDERÚRGICA NACIONAL - CSN.

Agravo de instrumento interposto com o fim de reformar


o r. despacho que denegou seguimento ao recurso de revista.
O d. Ministério Público do Trabalho não emitiu
parecer.
É o relatório.

V O T O

I - CONHECIMENTO
Conheço do agravo de instrumento, uma vez que se
encontra regular e tempestivo.

II – MÉRITO
SINDICATO. SUBSTITUTO PROCESSUAL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
CONHECIMENTO
O eg. Tribunal Regional se manifestou da seguinte
forma:

Na Justiça do trabalho, os honorários advocatícios são devidos apenas


na hipótese de assistência sindical, o que não ocorre no presente caso, em que
o sindicato atua como substituto processual.
O artigo 133 do Texto Constitucional não alterou a sistemática de
solução da controvérsia em sede trabalhista, pois a referência à
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indispensabilidade do advogado não pode ser entendida como
obrigatoriedade, permanecendo em vigor o artigo 791 da Consolidação das
Leis do Trabalho, que consagra o direito pessoal de postulação das partes.
Incidem sobre a matéria, via de consequência, as disposições contidas
na Lei n° 5584/70, que prevê a condenação em honorários apenas na hipótese
de assistência judiciária.
Acresça-se a tais fundamentos, que a Súmula n° 329 do Tribunal
Superior do Trabalho cristalizou entendimento jurisprudencial uniforme,
segundo o qual, mesma após a promulgação da Constituição da República de
1988, permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula n° 219
do Tribunal Superior do Trabalho.
Nego provimento.”

Nas razões do recurso de revista, renovadas em agravo


de instrumento, o Sindicato-autor sustenta ser devido o pagamento dos
honorários advocatícios, pois atua como substituto processual. Aponta
violação dos arts. 14 da Lei nº 5.584/70, 8º, III, da CF, bem como
contrariedade à Súmula nº 219/TST. Traz aresto ao cotejo de teses.
O eg. Tribunal Regional entendeu serem indevidos os
honorários advocatícios ao Sindicato que atua como substituto
processual.
A Súmula nº 219, em seu item III, dispõe que "são
devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical
figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação
de emprego".
O v. acórdão recorrido, da forma como proferido,
contraria o item III da Súmula nº 219 do c. TST.
Dou provimento ao agravo de instrumento para,
convertendo-o em recurso de revista, determinar a reautuação do processo
e a publicação da certidão de julgamento para a ciência e intimação das
partes e dos interessados de que o julgamento do recurso de revista
dar-se-á na primeira sessão ordinária subsequente à data da publicação,
nos termos da Resolução Administrativa nº 928/2003 do TST.

RECURSO DE REVISTA

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MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AÇÃO AJUIZADA PELO
SINDICATO ATACANDO CLÁUSULA DE NORMA COLETIVA POR ELE FIRMADA QUE
AUTORIZA A REDUÇÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA.
RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
O eg. Tribunal Regional se manifestou da seguinte
forma acerca da questão:

“I - SINDICATO – COMPORTAMENTO CONTRADITÓRIO -


PRETENSÃO CONTRÁRIA À POSICÃO ORIGINÁRIA DO
DEMANDANTE EM ACORDO COLETIVO
A pretensão do Sindicato encontra resistência na própria posição
originária do querelante quando, por contrato coletivo, pactuou coisa
diversa. A conduta é de nenhuma legitimidade• e fere derradeiramente o
princípio da boa-fé. O exercício de uma ação de direito material pressupõe
antes a existência de um direito coerente com o sistema de valores morais e
sociais que conformam a ordem jurídica.”

Consta, ainda, da fundamentação que:

“A parte ré, em contrarrazões, argumenta que a atitude do sindicato em


requerer a nulidade da cláusula coletiva por ele mesmo negociada, "salta aos
olhos e denota MÁ-FÉ nos exatos termos do artigo17, do Código de
Processo Civil. O sindicato altera a verdade dos fatos, pois não informa que
o intervalo de 30 minutos foi negociado em troca de compensações
financeiras aos substituídos, bem como usa do processo para obter objetivo
ilegal, principalmente porque pretende declarar nulo aquilo que negociou."
Razão lhe assiste.
Alterar deliberadamente a verdade dos fatos sugere ato de litigância de
má-fé, configurando uma das hipóteses previstas no artigo 17 do Código de
Processo Civil, verbis:
"Art. 17- Reputa-se litigante de má-fé aquele que:
I- deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei
ou de fato incontroverso;
II - Alterar a verdade dos fatos;
III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal."
É dever das partes proceder com lealdade e boa-fé, sendo-lhe vedado
alegar defesa quando cientes que são destituídas de fundamento.
No caso em tela, como já apreciado acima, o sindicato-autor pretendeu
atacar cláusula normativa firmada por ele próprio, em atitude
inequivocamente contraditória.
A conduta é de nenhuma legitimidade e fere derradeiramente o
princípio da boa-fé.

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Assim procedendo, o autor, de má-fé, assoberbou o Judiciário com
recurso infundado e protelatório, motivo pelo qual merecem ser aplicadas as
sanções processuais próprias à litigância de má-fé (artigos 17 e 18 do Código
de Processo Civil).
Desta forma, in casu, reputo o autor como litigante de má-fé, acolho a
preliminar para condená-lo ao pagamento de multa à razão de 1% (um por
cento) sobre o valor da causa, devidamente atualizado, como se apurar em
regular liquidação de sentença.”

Nas razões do recurso de revista, o Sindicato-autor


insurge-se contra a multa por litigância de má-fé que lhe foi aplicada.
Sustenta que a insurgência trazida nos presentes autos está fundada na
jurisprudência consolidada pelo TST nas OJ 307, 342, da SDI-1/TST, e no
art. 71 da CLT, razão pela qual não deve prevalecer a multa aplicada,
já que visa apenas inviabilizar o acesso à justiça. Aponta violação dos
arts. 5º, XXXV, e 8º, III, da CF.
O Sindicato dos Metalúrgicos ajuizou a presente ação
visando o pagamento de uma hora a título de intervalo intrajornada aos
empregados substituídos. Contudo, os instrumentos coletivos por ele
firmados em 2004 e 2006 traziam a previsão de concessão de apenas 30
minutos de intervalo intrajornada.
O eg. Tribunal Regional, apesar de reconhecer a
nulidade das cláusulas de normas coletivas que continham tal previsão,
e determinar o pagamento do período total correspondente ao intervalo
intrajornada, entendeu que o Sindicato-autor agiu de má-fé, tendo
assoberbado o Judiciário com recurso infundado e protelatório.
Isso porque pretendeu nos presentes autos atacar
cláusula de norma coletiva por ele próprio firmada, de forma
contraditória. Aplicou ao Sindicato-autor multa por litigância de má-fé
à razão de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.
A determinação de aplicação da multa do artigo 18 do
CPC pela litigância de má-fé decorreu por ter se verificado a existência
de recurso infundado e protelatório, diante da contradição do Sindicato
Reclamado de atacar cláusula normativa por ele próprio firmada.
Da forma como proferida, a v. decisão regional não
impediu o acesso do Sindicato ao Poder Judiciário, nem impediu a sua
atuação na defesa dos direitos e interesses da categoria, apenas fez
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incidir o que a legislação processual prevê, acompanhada da fundamentação
pertinente, com a subsunção da conduta à norma, evidenciado o caráter
punitivo e pedagógico da indenização. Intactos os arts. 5º, XXXV, e 8º,
III, da CF.
Não conheço.

JUSTIÇA GRATUITA. SINDICATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO


DE INSUFICIÊNCIA DE RECURSOS
RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
O eg. Tribunal Regional se manifestou da seguinte
forma:

“O. benefício da assistência judiciária gratuita encontra amparo na


Constituição da República e na Lei n° 1 .060/50, que -disciplina os requisitos
para a sua concessão ao necessitados, assim considerados aqueles que não
possuam condições para demandar sem prejuízo do próprio sustento e o de
sua família.
(…)
Para a concessão dos benefícios da assistência judiciária, faz-se
necessário apenas a declaração de: pobreza, firmada pelo próprio interessado
ou por procurador regularmente constituído na forma da lei (ex vi do
disposto nos artigos 40 da Lei n° 1.060/50 e 1 0 da Lei -0 7.115/83).
(…)
No processo do trabalho, faz-se necessário observar, ainda, a norma
inserta no parágrafo terceiro do artigo 790 da Consolidação das Leis do
Trabalho, que faculta a concessão ex officio do benefício da Justiça gratuita,
nos seguintes termos:
(…)
Sendo um direito subjetivo público, a gratuidade deve ser deferida a
todo aquele que satisfizer o requisito legal (comprovação de miserabilidade
jurídica, mediante declaração firmada sob as penas da lei), não importando se
a parte está ou não assistida por advogado particular.
Oportuno frisar que o benefício da gratuidade de justiça não se
confunde com a assistência judiciária de que trata o artigo 14 da Lei n°
5.584/70, que somente pode ser prestada pelo sindicato profissional a que
pertencer o trabalhador.
(…)
No entanto, os arts. 790, § 3º, da CLT e 14 da Lei, n° 5.584/70
direcionam a gratuidade de justiça às pessoas físicas, não limitando de forma
exclusiva ao empregado.

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Neste sentido, transcrevo acórdão proferido pela douta SBDI-2, do
Colendo Tribunal Superior do Trabalho, em que se considera a extensão dos
benefícios da gratuidade de justiça também ao empregador, pessoa física.
(…)
Assim; tem-se que a concessão de gratuidade a sindicato, pessoa
jurídica de direito privado, atuando em nome próprio como substituto
processual, encontra restrições no ordenamento que regula a matéria.
Neste sentido, aproveito para transcrever o seguinte aresto:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA - DESCABIMENTO. SINDICATO. GRATUIDADE
DE JUSTIÇA. CUSTAS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO
DE INSUFICIÊNCIA DE RECURSOS. 1. O art. 514, alínea -b-,
da CLT atribui ao sindicato o dever de -manter serviços de
assistência judiciária para os associados-, encargo reafirmado
pelo art. 14 da Lei, n° 5.584170 e referendado pela Constituição
Federal, quando diz caber-lhe -a defesa dos direitos e interesses
coletivos ou individuais dá categoria, inclusive em questões
judiciais ou administrativas- (art. 8º, III).
Pra fazer face a tais despesas, os sindicatos contam com a
contribuição sindical obrigatória (CF, art. 8º, IV; CLT, arts. 578
a 670), com as mensalidades de seus associados e,
eventualmente, com contribuições assistenciais. 2.
A mesma CLT, no art. 790, § 1°, afirma que o sindicato,
naqueles casos em que houver intervindo, responderá,
solidariamente, pelas custas impostas ao empregado que não
tenha obtido isenção. 3. Os arts. 790. § 3°. da CLT e 14 da Lei
n° 5.5841,70 direcionam a gratuidade de justiça às pessoas
físicas. Não há dúvidas, no entanto, de que a jurisprudência,
em casos especiais e desde que efetivamente demonstrada a
fragilidade de suas finanças, tem-na estendido às pessoas
jurídicas. 4. O ordenamento jurídico, ao tempo em que
define 0017000-58.2007,5.01.0343 – RTOrd as atribuições
sindicais, oferece receitai para - que tais entidades as
atendam. 5. A concessão de assistência judiciária a sindicato
encontra óbvias restrições no ordenamento jurídico:
dependeria, na melhor das hipóteses, de demonstração de
franca impossibilidade de arcar, com a responsabilidade
legal. 6. Ausente a comprovação de insuficiência de recursos,
é desmerecida a gratuidade de justiça, remanescendo deserto
o recurso ordinário.
Agravo de instrumento conhecido e desprovido. TST -
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE
REVISTA: AIRR 132 13212005-134- 05-40.7 Relator(a):
Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira Julgamento:
18/04/2007. Órgão Julgador: 3a Turma, Publicação: DJ
11/05/2007."(g.n)
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Segue, ainda notícia do c. TST acerca da decisão proferida nos autos
do AG.AR-213262/2009-000-00-00.7, em que ainda não houve redação do
Acórdão, verbis:
(…)
Por todo o exposto, entendo como correta a r. decisão que indeferiu o
pedido, razão pela qual nego provimento.

Nas razões do recurso de revista, o Sindicato sustenta


que faz jus aos benefícios da justiça gratuita, pois não possui meios
para arcar com os custos judiciais, sob risco de inviabilizar seu sustento
e a manutenção dos serviços. Aponta violação do art. 5º, LXXIV, da CF.
O eg. Tribunal Regional entendeu que o Sindicato dos
Metalúrgicos não faz jus aos benefícios da Justiça Gratuita, por não ter
comprovado a insuficiência de recursos.
O artigo 5º, LXXIV, da CF dispõe que “o Estado prestará
assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos;”.
A assistência gratuita, todavia, conforme as Leis
1060/50 e 5584/70, alcança os empregados, que necessitam apenas declarar
que não têm situação econômica que lhes permita demandar em juízo.
Quanto às pessoas jurídicas, como no caso em exame,
em que se trata de ação em que o Sindicato age como substituto processual,
não basta a declaração, incumbindo a demonstração cabal da
impossibilidade de arcar com as despesas do processo.
Não há, portanto, como se entender violado o art. 5º,
LXXIV, da CF, eis que a jurisprudência desta c. Corte, na apreciação
teleológica da norma, não admite a assistência judiciária gratuita ao
Sindicato, tão somente pela legitimação extraordinária, conforme
precedentes:
RECURSO DE EMBARGOS. JUSTIÇA GRATUITA - SINDICATO
- SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL - PESSOA JURÍDICA -
NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA FRAGILIDADE
ECONÔMICA. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, LXXIV, dispõe
que o Estado deverá prestar assistência jurídica integral aos que
comprovadamente não disponham de recursos financeiros suficientes,
revelando a intenção de estender os benefícios da justiça gratuita inclusive às
pessoas jurídicas, como é o caso dos sindicatos. Entretanto, para tanto,
diferentemente do que ocorre com as pessoas físicas, é inaplicável o teor da
Orientação Jurisprudencial nº 304 da SBDI-1 - que admite a simples
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declaração de pobreza -, sendo exigida a comprovação da fragilidade
econômica. Recurso de embargos conhecido e desprovido. ( E-ED-RR -
120640-57.2006.5.05.0034 , Relator Ministro: Renato de Lacerda Paiva,
Data de Julgamento: 08/08/2013, Subseção I Especializada em Dissídios
Individuais, Data de Publicação: 16/08/2013)

"RECURSO DE EMBARGOS DO SINDICATO - DECISÃO


EMBARGADA PUBLICADA NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11.496/2007 -
SINDICATO - BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA - ISENÇÃO DAS
DESPESAS PROCESSUAIS - NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO
DA INSUFICIÊNCIA ECONÔMICA DA PESSOA JURÍDICA
LEGITIMADA PARA A AÇÃO - NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA ECONÔMICA DA PESSOA
JURÍDICA LEGITIMADA PARA AÇÃO. A assistência judiciária gratuita,
benefício previsto nas Leis nºs 1.060/50 e 5.584/70, é dirigida às pessoas
físicas cuja situação econômica não lhes permita custear as despesas do
processo sem prejuízo do próprio sustento ou da família. Em se tratando de
pessoas jurídicas, embora se venha admitindo a concessão da assistência
judiciária gratuita, destas se exige, para tanto, a demonstração cabal da
impossibilidade de arcar com as despesas do processo. Nesse passo,
revela-se infundado o pedido de assistência judiciária do sindicato, parte na
relação processual, haja vista que baseado apenas na declaração de
fragilidade econômica, sem a devida comprovação. Recurso de embargos
conhecido e desprovido." (E-ED-RR - 33900-16.2009.5.09.0411 Data de
Julgamento: 13/06/2013, Relator Ministro: Luiz Philippe Vieira de Mello
Filho, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de
Publicação: DEJT 21/06/2013) (g.n.)

Não conheço.

SINDICATO. SUBSTITUTO PROCESSUAL. HONORÁRIOS


ADVOCATÍCIOS.
CONHECIMENTO
O eg. Tribunal Regional se manifestou da seguinte
forma:

Na Justiça do trabalho, os honorários advocatícios são devidos apenas


na hipótese de assistência sindical, o que não ocorre no presente caso, em que
o sindicato atua como substituto processual.
O artigo 133 do Texto Constitucional não alterou a sistemática de
solução da controvérsia em sede trabalhista, pois a referência à
indispensabilidade do advogado não pode ser entendida como

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obrigatoriedade, permanecendo em vigor o artigo 791 da Consolidação das
Leis do Trabalho, que consagra o direito pessoal de postulação das partes.
Incidem sobre a matéria, via de consequência, as disposições contidas
na Lei n° 5584/70, que prevê a condenação em honorários apenas na hipótese
de assistência judiciária.
Acresça-se a tais fundamentos, que a Súmula n° 329 do Tribunal
Superior do Trabalho cristalizou entendimento jurisprudencial uniforme,
segundo o qual, mesma após a promulgação da Constituição da República de
1988, permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula n° 219
do Tribunal Superior do Trabalho.
Nego provimento.”

Nas razões do recurso de revista, o Sindicato-autor


sustenta ser devido o pagamento dos honorários advocatícios, pois atua
como substituto processual. Aponta violação dos arts. 14 da Lei nº
5.584/70, 8º, III, da CF, bem como contrariedade à Súmula nº 219/TST.
Traz aresto ao cotejo de teses.
O eg. Tribunal Regional entendeu serem indevidos os
honorários advocatícios ao Sindicato que atua como substituto
processual.
A Súmula nº 219, em seu item III, dispõe que "são
devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical
figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação
de emprego".
O v. acórdão recorrido, da forma como proferido,
contraria o item III da Súmula nº 219 do c. TST.
Conheço por contrariedade à Súmula nº 219 do c. TST.

MÉRITO.
O legislador, ao legitimar a atuação do sindicato,
estabeleceu que é seu o dever de prestar a assistência jurídica aos seus
associados e também às categorias que representam. O artigo 16, da Lei
n° 5.584/70, determina que os honorários sejam revertidos ao sindicato
que atuou no processo como assistente.
Atuando como substituto processual, o sindicato
também fará jus aos honorários advocatícios. Nesse sentido, dispõe o item
III da Súmula nº 219/TST:

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“III – São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente
sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da
relação de emprego.”

Registre-se, in casu, que o eg. TRT indeferiu a


gratuidade de justiça ao sindicato diante da ausência de comprovação de
insuficiência de recursos.
No entanto, o sindicato fará jus aos honorários
advocatícios, mesmo diante da ausência de declaração de insuficiência
econômica dos substituídos.
Nesse sentido, os seguintes precedentes da c.
SDI-1/TST:

“EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007. RECURSO DE


EMBARGOS DO SINDICATO DOS TRABALHADORES DO RAMO
QUÍMICO E PETROLEIRO DO ESTADO DA BAHIA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. SINDICATO. SUBSTITUTO PROCESSUAL.
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA LEI Nº
5.584/70. O Tribunal Superior do Trabalho, em face do cancelamento da
Súmula nº 310, item VIII, desta Corte e na linha das diretrizes traçadas pelas
Súmulas nos 219 e 329 do TST, havia pacificado o entendimento de que o
sindicato, na condição de substituto processual da categoria profissional, faz
jus à percepção dos honorários de advogado, desde que preenchidos os
requisitos elencados no artigo 14 da Lei nº 5.584/70. Contudo, a
jurisprudência desta Corte evoluiu para firmar o entendimento de que o
sindicato faz jus ao recebimento de honorários assistenciais quando vencedor
em demanda em que atua na qualidade de substituto processual,
independentemente da exigência de comprovação da hipossuficiência de
cada um dos substituídos, tendo o Tribunal Pleno, em sessão extraordinária
realizada no dia 24/05/2011, aprovado a nova redação da Súmula nº 219
desta Corte, incluindo o item III ao referido verbete, o qual dispõe que: -São
devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure
como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de
emprego- (Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31/05/2011). Desse
modo, tendo o sindicato atuado como substituto processual, desnecessária a
declaração de miserabilidade econômica dos substituídos, sendo-lhe devidos
os honorários advocatícios em decorrência da simples sucumbência da parte
contrária. Recurso de embargos conhecido e provido. (...).” (E-ED-RR -
53000-83.2004.5.05.0009 , Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta,
Data de Julgamento: 08/09/2011, Subseção I Especializada em Dissídios
Individuais, Data de Publicação: 16/09/2011)

Firmado por assinatura eletrônica em 29/08/2013 pelo Sistema de Informações Judiciárias do Tribunal Superior
do Trabalho, nos termos da Lei nº 11.419/2006.
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PROCESSO Nº TST-RR-17000-58.2007.5.01.0343

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“EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO
EMBARGADO PUBLICADO SOB A ÉGIDE DA LEI 11.496/2007.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SINDICATO. SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL. 1. Nos termos da Súmula 219, III, do TST: -São devidos os
honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como
substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego-. 2.
Já desempenhada a função uniformizadora endereçada a esta Corte, nos
moldes do verbete transcrito, com o qual se harmoniza plenamente a decisão
embargada, mostra-se inviável a demonstração de divergência
jurisprudencial sobre o tema, incidindo à espécie o óbice do art. 894, II, in
fine, da CLT. Recurso de embargos não conhecido.” (E-RR -
18600-05.2006.5.04.0008 , Relatora Ministra: Rosa Maria Weber, Data de
Julgamento: 01/09/2011, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais,
Data de Publicação: 09/09/2011)

“RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA


LEI Nº 11.496/2007. - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SINDICATO.
SUBSTITUTO PROCESSUAL. SÚMULA Nº 219, III/TST. O item III da
Súmula nº 219 deste TST, inserido pelo Tribunal Pleno desta Corte, em
sessão realizada no dia 24 de maio de 2011, não deixa dúvidas de que,
figurando o sindicato como substituto processual, são devidos os honorários
advocatícios. Óbice do item II, do artigo 894 da CLT. Recurso de Embargos
não conhecido.” (E-ED-RR - 261200-84.1991.5.04.0751 , Relator Juiz
Convocado: Sebastião Geraldo de Oliveira, Data de Julgamento:
01/09/2011, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de
Publicação: 09/09/2011)

“RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA DO


SINDICATO. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº
11.496/2007. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - NECESSIDADE DE
COMPROVAÇÃO DA HIPOSSUFICIÊNCIA DOS SUBSTITUÍDOS. Esta
Corte Superior, pela Resolução nº 74, de 24/05/2001, acresceu o item III à
Súmula 219 do TST, verbis: -São devidos os honorários advocatícios nas
causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides
que não derivem da relação de emprego-. Sendo assim, desnecessária a
declaração de hipossuficiência, razão pela qual deve ser dado provimento ao
recurso de embargos. Recurso de Embargos conhecido e provido.
(...).”(E-ED-RR - 59800-33.2005.5.05.0029 , Relator Ministro: Horácio
Raymundo de Senna Pires, Data de Julgamento: 04/08/2011, Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 26/08/2011)

“(...)II - RECURSO DE EMBARGOS DO RECLAMANTE REGIDO


PELA LEI 11.496/2007. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SINDICATO.
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. De acordo com a Súmula 219, III, do
TST, -são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente
sindical figure como substituto processual-. Recurso de embargos conhecido
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e provido.” (E-RR - 10000-48.2000.5.17.0006 , Relatora Ministra: Delaíde
Miranda Arantes, Data de Julgamento: 30/06/2011, Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 12/08/2011)

“(...) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SUBSTITUIÇÃO


PROCESSUAL. SINDICATO. 1. Tendo-se limitado, a parte, a apontar o
sitio do TST como fonte de publicação, os julgados trazidos a cotejo
desservem à demonstração do dissenso de teses (art. 894, II, da CLT), à falta
de indicação do endereço do respectivo conteúdo na rede - URL (Súmula
337, IV, do TST). 2. O Tribunal Superior do Trabalho, em interpretação aos
arts. 14 e 16 da Lei 5584/70, pacificou o entendimento de que -na Justiça do
Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, nunca
superiores a 15% (quinze por cento), não decorre pura e simplesmente da
sucumbência, devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria
profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário
mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita
demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família-
(Súmula 219 desta Corte). 3. A Lei 5.584/70 refere-se à assistência judiciária
prestada pelo sindicato ao trabalhador e condiciona o deferimento de
honorários assistenciais à observância dos requisitos legais mencionados -
hipótese que não se confunde com a substituição processual, em que o
sindicato atua como parte, pleiteando, em nome próprio, direito alheio, na
forma do art. 8º, III, da Constituição da República. 4. O Tribunal Pleno desta
Corte Superior, na sessão extraordinária do dia 24.5.2011, pacificou a
matéria, firmando o entendimento de que são devidos os honorários
advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto
processual. Recurso de embargos integralmente não conhecido.” (E-ED-RR
- 21100-14.2004.5.05.0161 , Relatora Ministra: Rosa Maria Weber, Data de
Julgamento: 26/05/2011, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais,
Data de Publicação: 03/06/2011)

Portanto, o sindicato faz jus aos honorários


advocatícios, já que figura como substituto processual, sendo
desnecessária, inclusive, a apresentação da declaração de
hipossuficiência.
Assim, dou provimento ao recurso de revista do
Sindicato para condenar a reclamada ao pagamento dos honorários
advocatícios, fixando-os em 15% sobre o valor da condenação.

ISTO POSTO

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ACORDAM os Ministros da Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, por unanimidade, dar provimento ao agravo de
instrumento para, destrancando o recurso de revista, dele conhecer apenas
quanto ao tema honorários advocatícios, por contrariedade à Súmula nº
219, III, do c. TST, e, no mérito, dar-lhe provimento para condenar a
reclamada ao pagamento dos honorários advocatícios, fixando-os em 15%
sobre o valor da condenação. Por maioria, vencido o Exmo. Ministro Augusto
César Leite de Carvalho, que conhecia e provia o recurso de revista para
retirar a multa por litigância de má-fé.

Brasília, 28 de Agosto de 2013.

Firmado por Assinatura Eletrônica (Lei nº 11.419/2006)


ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA
Ministro Relator

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