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CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR

ACRESCENTADO (CIVA)

REGIME DO IVA NAS TRANSACÇÕES


INTRACOMUNITÁRIAS (RITI)

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ÍNDICE

CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO (CIVA)

CAPÍTULO I

Págs.

Incidência (art.os 1.º a 8.º) ..........................................................................................................................................5

CAPÍTULO II

Isenções
Secção I - Isenções nas operações internas (art.os 9.º a 12.º)....................................................................12
Secção II - Isenções na importação (art.º 13.º) .........................................................................................16
Secção III - Isenções na exportação, operações assimiladas a exportações
e transportes internacionais (art.º 14.º) .....................................................................................................17
Secção IV - Outras isenções (art.º 15.º) .....................................................................................................19

CAPÍTULO III

Valor Tributável
Secção I - Valor tributável nas transacções internas (art.º 16.º) ............................................................21
Secção II - Valor tributável na importação de bens (art.º 17.º) ..............................................................22

CAPÍTULO IV

Taxas (art.º 18.º) .........................................................................................................................................................22

CAPÍTULO V

Liquidação e pagamento do imposto


Secção I - Deduções (art.os 19.º a 25.º) .......................................................................................................23
Secção II - Pagamento do Imposto (art.os 26.º e 27.º) ..............................................................................28
Secção III - Outras obrigações dos contribuintes (art.os 28.º a 52.º) ......................................................29
Secção IV - Regimes Especiais
Subsecção I - Regime de isenção (art.os 53.º a 59.º) ........................................................................38
Subsecção II - Regime dos pequenos retalhistas (art.os 60.º a 68.º) ..............................................40
Subsecção III - Regime de Tributação dos combustíveis líquidos aplicável aos revendedores
(art.os 68.º-A a art.º 68.º-G) ................................................................................................................42
Secção V - Disposições comuns (art.os 69.º a 75.º) ...................................................................................43

CAPÍTULO VI

Fiscalização e determinação oficiosa do imposto (art.os 76.º a 89.º) ...................................................................46

CAPÍTULO VII

Garantias dos contribuintes (art.os 90.º a 92.º) ......................................................................................................49

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CAPÍTULO IX

Disposições finais (art.os 124.º a 126.º) ....................................................................................................................59


ANEXOS
LISTA I - Bens e serviços sujeitos a taxa reduzida ...............................................................................................50
LISTA II - Bens e serviços sujeitos a taxa intermédia ...........................................................................................54
ANEXO A - Lista das actividades de produção agrícola ....................................................................................55
ANEXO B - Lista das prestações de serviços agrícolas ........................................................................................55
ANEXO C - Lista de bens a que se refere o n.º 4 do art.º 15.º .............................................................................56
ANEXO D - Lista exemplificativa dos serviços prestados por via electrónica, a que se refere a alínea n)
do n.º 8 do art.º 6.º......................................................................................................................................................56
Despacho conjunto n.º 37/99, de 15 de Janeiro ....................................................................................................58
Regime especial para sujeitos passivos não estabelecidos na Comunidade que prestem
serviços por via electrónica a não sujeitos passivos nela residentes..................................................................60

REGIME DO IVA NAS TRANSACÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS (RITI)

CAPÍTULO I

Incidência
Operações sujeitas a IVA (art.º 1.º) ..............................................................................................................62
Sujeitos passivos (art.º 2.º) ............................................................................................................................62
Noção de aquisição intracomunitária de bens (art.º 3.º) ...........................................................................62
Operações assimiladas a aquisições intracomunitárias de bens (art.º 4.º) .............................................62
Aquisições intracomunitárias de bens não sujeitas (art.º 5.º) ..................................................................63
Conceitos de impostos especiais de consumo e meios de transporte (art.º 6.º) ....................................63
Transmissões de bens (art.º 7.º) ....................................................................................................................63
Localização das aquisições intracomunitárias de bens (art.º 8.º) ............................................................64
Transmissões de bens com instalação ou montagem (art.º 9.º) ...............................................................64
Vendas à distância localizadas fora de Portugal (art.º 10.º) .....................................................................64
Vendas à distância localizadas em Portugal (art.º 11.º) ............................................................................65
Facto gerador (art.º 12.º) ...............................................................................................................................65
Exigibilidade ( art.º 13.º) ...............................................................................................................................65

CAPÍTULO II

Isenções
Transmissões de bens isentas (art.º 14.º) .....................................................................................................66
Aquisições intracomunitárias de bens isentas (art.º 15.º) .........................................................................66
Importações isentas (art.º 16.º) .....................................................................................................................66

CAPÍTULO III

Valor tributável (art.º 17.º) .......................................................................................................................................67

CAPÍTULO IV

Taxas (art.º 18.º) .........................................................................................................................................................67

CAPÍTULO V

Liquidação e pagamento do imposto


Secção I - Deduções ( art.os 19.º e 20.º) .........................................................................................................67
Secção II - Reembolsos ( art.º 21.º) ...............................................................................................................68
Secção III - Pagamento do imposto (art.º 22.º) ...........................................................................................68

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CAPÍTULO VI

Outras obrigações dos contribuintes


Elenco de obrigações (art.º 23.º) ...................................................................................................................68
Representante fiscal (art.º 24.º) .....................................................................................................................69
Sujeitos passivos isentos, Estado e outras entidades públicas (art.º 25.º) ..............................................69
Sujeitos passivos que efectuem vendas à distância (art.º 26.º) ................................................................69
Repartição de finanças competente (art.º 27.º) ...........................................................................................70
Facturas ou documentos equivalentes (art.º 28.º) ......................................................................................70
Elementos que devem constar de facturas ou documentos equivalentes
relativos a aquisições intracomunitárias ou transmissões intracomunitárias
de meios de transporte novos ( art.º 29.º) ...................................................................................................70
Obrigação de envio de declaração para sujeitos passivos isentos, Estado
e outras entidades públicas (art.º 30.º) ........................................................................................................71
Anexo recapitulativo (art.º 31.º) ...................................................................................................................71
Obrigação de registo contabilistico (art.º 32.º) ...........................................................................................71
Prova de pagamento do imposto pela aquisição de meios de
transporte novos (art.º 33.º) ..........................................................................................................................72

CAPÍTULO VII

Disposições Finais (art.º 34.º) ...............................................................................................................................................72

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CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO

de partida e de chegada se situem no território de


CAPÍTULO I Estados membros diferentes;
f) "Lugar de partida", o lugar onde se inicia
Incidência
efectivamente o transporte, não considerando os tra-
Artigo 1.º - 1 - Estão sujeitas a imposto jectos efectuados para chegar ao lugar onde se encon-
sobre o valor acrescentado: tram os bens;
g) "Lugar de chegada", o lugar onde termina
a) As transmissões de bens e as prestações efectivamente o transporte dos bens;
de serviços efectuadas no território nacional, a
h) (Aditada pelo n.º 1 do art.º 44.º da Lei n.º 3-
título oneroso, por um sujeito passivo agindo
B/2000, de 4 de Abril) "Serviços de telecomunicações",
como tal;
os que possibilitem a transmissão, a emissão ou a
b) As importações de bens; recepção de sinais, texto, imagem e som ou de infor-
c) (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º mações de todo o tipo através de fios, da rádio, de
290/92, de 28 de Dezembro) As operações intraco- meios ópticos ou de outros meios electromagnéticos,
munitárias efectuadas no território nacional, tal incluindo a cessão ou a concessão com elas correlacio-
como são definidas e reguladas no Regime do nadas de direitos de utilização de instalações de
IVA nas Transacções Intracomunitárias. transmissão, emissão ou recepção e a disponibilização
do acesso a redes de informação mundiais.
2 - Para efeitos das disposições relativas ao
IVA, entende-se por: i) (Aditada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
B/2004, de 30 de Dezembro) "Sujeito passivo revendedor
a) "Território nacional", o território portu- de gás ou de electricidade" a pessoa singular ou colec-
guês, tal como é definido pelo artigo 5.º da Consti- tiva cuja actividade consista na aquisição de gás, atra-
tuição da República Portuguesa; vés do sistema de distribuição de gás natural, ou de
electricidade para revenda, e cujo consumo próprio
b) "Comunidade e território da Comunida- desses bens não seja significativo.
de", o conjunto dos territórios nacionais dos
Estados membros, tal como são definidos no 3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
artigo 227.º do Tratado que institui a Comunida- 82/94, de 14 de Março) Para efeitos do regime aplicável
Eliminado: .
de Económica Europeia, com excepção dos terri- às transmissões de bens efectuadas a bordo de um
tórios mencionados nas alíneas c) e d); navio, de uma aeronave ou de um comboio, durante
um transporte intracomunitário de passageiros, en-
c) "País terceiro", um país não pertencente tende-se por:
à CEE, incluindo os seguintes territórios de Esta-
dos membros da CEE: ilha de Helgoland e terri- a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
tório de Busingen, da República Federal da Ale- 82/94, de 14 de Março) "Transporte intracomunitário de
manha, Ceuta e Melilha, do Reino de Espanha, passageiros" o transporte de passageiros cujo lugar de
Livigno, Campione d'Italia e águas nacionais do partida e de chegada se situa no território da Comu-
lago de Lugano, da República Italiana; nidade sem escala em país terceiro, bem como a parte
d) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º de um transporte de passageiros efectuada no territó-
Eliminado:
206/96, de 26 de Outubro) "Território terceiro" os rio da Comunidade, sem que haja escala em país ter-
seguintes territórios de Estados membros da ceiro entre o lugar de partida e o lugar de chegada;
CEE, os quais, salvo disposição especial, serão b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
tratados como países terceiros: ilhas Canárias, do 82/94, de 14 de Março) "Lugar de partida de um trans-
Reino de Espanha, departamentos ultramarinos porte", o primeiro lugar previsto para o embarque dos
da República Francesa, Monte Atos, da República passageiros no território da Comunidade, eventual-
Helénica, ilhas Anglo-Normandas do Reino Uni- mente após início ou escala fora da Comunidade;
do da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, ilhas
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
Aland, da República da Finlândia;
82/94, de 14 de Março) "Lugar de chegada de um trans-
e) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º porte", o último lugar previsto de desembarque no
82/94, de 14 de Março) "Transporte intracomunitá- território da Comunidade dos passageiros que tive-
rio de bens", o transporte de bens cujos lugares rem embarcado no território da Comunidade, even-

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tualmente antes de uma escala ou destino fora da d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
Comunidade; de 28 de Dezembro) As pessoas singulares ou colectivas
que efectuem operações intracomunitárias, nos termos
d) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
do Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias;
82/94, de 14 de Março) "Transporte de ida e volta",
dois transportes distintos, um para o trajecto de e) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
ida, outro para o trajecto de volta. de 26 de Outubro) Os adquirentes dos serviços referidos
nos n.ºs 11, 13, 16, 17, alínea b), e 19 do artigo 6.º, nas
4 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 47.º da condições aí previstas e desde que os respectivos
Lei n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) As operações prestadores não tenham, no território nacional, sede,
efectuadas a partir de, ou com destino a, Princi- estabelecimento estável ou domicílio a partir do qual o
pado do Mónaco, Ilha de Man e zonas de sobera- serviço seja prestado;
nia do Reino Unido de Akrotiri e Dhekelia consi-
f) (Aditada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 204/97, de 9
deram-se como efectuadas a partir de, ou com
de Agosto) Os adquirentes dos serviços mencionados na
destino, respectivamente, à República Francesa,
alínea a) do n.º 10 do artigo 6.º, nas condições aí
ao Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do
previstas.
Norte e à República do Chipre.
g) (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 179/2002, de
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
3 de Agosto) As pessoas singulares ou colectivas
206/96, de 26 de Outubro) É equiparado a um
referidas na alínea a), que sejam adquirentes em
transporte intracomunitário de bens qualquer
transmissões de bens ou prestações de serviços
transporte de bens cujos lugares de partida e de
efectuadas no território nacional por sujeitos passivos
chegada se situem no território nacional ou no
que aqui não tenham sede, estabelecimento estável ou
interior de um outro Estado membro, sempre que
domicílio nem disponham de representante nos termos
esse transporte se encontre directamente ligado a
do artigo 29.º.
um transporte intracomunitário dos mesmos
bens. h) (Aditada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
B/2004, de 30 de Dezembro) As pessoas singulares ou
Art.º 2.º - 1 - São sujeitos passivos do colectivas referidas na alínea a), que sejam
imposto: adquirentes dos bens referidos no n.º 22 do artigo 6.º,
nas condições aí previstas, desde que os respectivos
a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
transmitentes não disponham no território nacional
290/92, de 28 de Dezembro) As pessoas singulares ou
de sede, estabelecimento estável a partir do qual a
colectivas que, de um modo independente e com
transmissão seja efectuada ou domicílio.
carácter de habitualidade, exerçam actividades de
produção, comércio ou prestação de serviços, 2 - O Estado e demais pessoas colectivas de
incluindo as actividades extractivas, agrícolas e as direito público não são, no entanto, sujeitos passivos do
das profissões livres, e, bem assim, as que do imposto quando realizem operações no exercício dos
mesmo modo independente, pratiquem uma só seus poderes de autoridade, mesmo que por elas
operação tributável, desde que essa operação seja recebam taxas ou quaisquer outras contraprestações,
conexa com o exercício das referidas actividades, desde que a sua não sujeição não origine distorções de
onde quer que este ocorra, ou quando, concorrência.
independentemente dessa conexão, tal operação
3 - O Estado e as demais pessoas colectivas de
preencha os pressupostos da incidência real de IRS
direito público referidas no número anterior serão, em
e de IRC.
qualquer caso, sujeitos passivos do imposto quando
As pessoas singulares ou colectivas referidas
exerçam algumas das seguintes actividades e pelas
nesta alínea serão também sujeitos passivos do
operações tributáveis delas decorrentes, salvo quando
imposto pela aquisição de qualquer dos serviços
se verifique que as exercem de forma não significativa:
indicados no n.º 8 do artigo 6.º, nas condições nele
previstas; a) Telecomunicações;
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º b) Distribuição de água, gás e electricidade;
195/89, de 12 de Junho) As pessoas singulares ou
c) Transporte de bens;
colectivas que, segundo a legislação aduaneira,
realizem importações de bens; d) Prestação de serviços portuários e
aeroportuários;
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
195/89, de 12 de Junho) As pessoas singulares ou e) Transporte de pessoas;
colectivas que, em factura ou documento
f) Transmissão de bens novos cuja produção se
equivalente, mencionem indevidamente IVA;
destina a venda;
g) Operações de organismos agrícolas;
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h) Exploração de feiras e de exposições de elementos que os constituem, tenha havido dedução
carácter comercial; total ou parcial do imposto.
Excluem-se do regime estabelecido por esta
i) Armazenagem;
alínea as amostras e as ofertas de pequeno valor, em
j) Cantinas; conformidade com os usos comerciais;
l) Radiodifusão e radiotelevisão. g) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 32.º da Lei n.º 87-
B/98, de 31 de Dezembro) A afectação de bens por um
4 - Para efeitos dos n.os 2 e 3 do presente sujeito passivo a um sector de actividade isento e, bem
artigo, o Ministro das Finanças e do Plano definirá, assim, a afectação ao uso da empresa de bens referidos
caso a caso, as actividades susceptíveis de originar no n.º 1 do art.º 21.º, quando, relativamente a esses bens
distorções de concorrência ou aquelas que são ou aos elementos que os constituem, tenha havido
exercidas de forma não significativa. dedução total ou parcial do imposto.
4 - Não são consideradas transmissões as cessões
Art.º 3.º - 1 - Considera-se, em geral, a título oneroso ou gratuito do estabelecimento
transmissão de bens a transferência onerosa de comercial, da totalidade de um património ou de uma
bens corpóreos por forma correspondente ao parte dele, que seja susceptível de constituir um ramo
exercício do direito de propriedade. de actividade independente, quando, em qualquer dos
casos, o adquirente seja, ou venha a ser, pelo facto da
2 - Para esse efeito, a energia eléctrica, o gás, aquisição, um sujeito passivo do imposto de entre os
o calor, o frio e similares são considerados bens referidos na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º.
corpóreos.
5 - Para os efeitos do número anterior, a
3 - Consideram-se ainda transmissões de administração fiscal adoptará as medidas
bens, nos termos do n.º 1 deste artigo: regulamentares adequadas, nomeadamente a limitação
do direito à dedução, quando o adquirente não seja um
a) A entrega material de bens em execução sujeito passivo que pratique exclusivamente operações
de um contrato de locação com cláusula, tributadas.
vinculante para ambas as partes, de transferência
de propriedade; 6 - (Aditado pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de 12 de Junho)
Não são também consideradas transmissões as
b) A entrega material de bens móveis cedências devidamente documentadas feitas por
decorrente da execução de um contrato de compra cooperativas agrícolas aos seus sócios, de bens, não
e venda em que se preveja a reserva de embalados para fins comerciais, resultantes da primeira
propriedade até ao momento do pagamento total transformação de matérias-primas por eles entregues,
ou parcial do preço; na medida em que não excedam as necessidades do seu
c) As transferências de bens entre comitente consumo familiar, segundo limites e condições a definir
e comissário, efectuadas em execução de um por portaria do Ministro das Finanças.
contrato de comissão definido no Código Art.º 4.º - 1 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º
Comercial, incluindo as transferências entre 100/95, de 19 de Maio) São consideradas como prestações
consignante e consignatário de mercadorias de serviços as operações efectuadas a título oneroso que
enviadas à consignação. não constituem transmissões, aquisições
Na comissão de venda considerar-se-á intracomunitárias ou importações de bens.
comprador o comissário; na comissão de compra
será considerado comprador o comitente; 2 - Consideram-se ainda prestações de serviços a
título oneroso:
d) A não devolução, no prazo de um ano a
a) (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de 12 de
contar da data da entrega ao destinatário, das
Junho) Ressalvado o disposto no n.º 1 do artigo 25.º, a
mercadorias enviadas à consignação;
utilização de bens da empresa para uso próprio do seu
e) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º titular, do pessoal, ou em geral para fins alheios à
206/96, de 26 de Outubro) A entrega de bens móveis mesma e ainda em sectores de actividade isentos
produzidos ou montados sob encomenda, quando quando, relativamente a esses bens ou aos elementos
a totalidade dos materiais seja fornecida pelo que os constituem, tenha havido dedução total ou
sujeito passivo que os produziu ou montou; parcial do imposto;
f) Ressalvado o disposto no artigo 25.º, a b) As prestações de serviços a titulo gratuito
afectação permanente de bens da empresa, a uso efectuadas pela própria empresa com vista às
próprio do seu titular, do pessoal, ou em geral a necessidades particulares do seu titular, do pessoal ou,
fins alheios à mesma, bem como a sua transmissão em geral, a fins alheios à mesma;
gratuita, quando, relativamente a esses bens ou aos
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c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º comunitário interno, a importação só se verificará
206/96, de 26 de Outubro) A entrega de bens móveis quando forem introduzidos no consumo.
produzidos ou montados sob encomenda com
materiais que o dono da obra tenha fornecido para Art.º 6.º - 1 - São tributáveis as transmissões de
o efeito, quer o empreiteiro tenha fornecido, ou bens que estejam situados no território nacional no
não, uma parte dos produtos utilizados. momento em que se inicia o transporte ou expedição
para o adquirente ou, no caso de não haver expedição
3 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 34.º da Lei
ou transporte, no momento em que são postos à
n.º 127-B/97, de 20 de Dezembro) São equiparadas a
disposição do adquirente.
prestações de serviços a cedência temporária ou
definitiva de um jogador, acordada entre os clubes
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
com o consentimento do desportista, durante a
290/92, de 28 de Dezembro) Não obstante o disposto no
vigência do contrato com o clube de origem e as
número anterior, são também tributáveis a transmissão
indemnizações de promoção e valorização,
feita pelo importador e as eventuais transmissões
previstas no n.º 2 do artigo 22.º do Contrato de
subsequentes de bens transportados ou expedidos de
Trabalho Desportivo, aprovado pelo Decreto-Lei
um país terceiro, quando as referidas transmissões
n.º 305/95, de 18 de Novembro, devidas após a
ocorrerem antes da importação.
cessação do contrato.
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 82/94,
4 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 34.º da Lei
de 14 de Março) As transmissões de bens efectuadas a
n.º 127-B/97, de 20 de Dezembro) Quando a prestação
bordo de um navio, de uma aeronave ou de um
de serviços for efectuada por intervenção de um
comboio, durante um transporte intracomunitário de
mandatário agindo em nome próprio, este será,
passageiros, só são tributáveis se o lugar de partida se
sucessivamente, adquirente e prestador do serviço.
situar no território nacional e o lugar de chegada no
5 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 34.º da Lei território de outro Estado membro, tendo em conta as
n.º 127-B/97, de 20 de Dezembro) O disposto nos n.ºs definições constantes do n.º 3 do artigo 1.º.
4 e 5 do artigo 3.º é aplicável, em idênticas
4 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
condições, às prestações de serviços.
290/92, de 28 de Dezembro) São tributáveis as prestações
6 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 34.º da Lei de serviços quando efectuadas por um prestador que
n.º 127-B/97, de 20 de Dezembro) No que se refere ao tenha no território nacional a sede da sua actividade ou
disposto na alínea c) do n.º 2 deste artigo, a um estabelecimento estável a partir do qual os serviços
Direcção-Geral das Contribuições e Impostos sejam prestados ou, na sua falta, o seu domicílio.
poderá excluir do conceito de prestação de serviços
5 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
as operações em que o fornecimento de materiais
290/92, de 28 de Dezembro) O disposto no n.º 4 não terá
pelo dono da obra seja considerado insignificante.
aplicação relativamente às seguintes operações:
Art.º 5.º - 1 – (Redacção dada pelo art.º 1.º do
a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
Dec.-Lei n.º 82/94, de 14 de Março) Considera-se
de 28 de Dezembro) Prestações de serviços relacionadas
importação a entrada em território nacional de:
com um imóvel sito fora do território nacional,
incluindo as que tenham por objecto preparar ou
a) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 32.º da Lei
coordenar a execução de trabalhos imobiliários e as
n.º 87-B/98, de 31 de Dezembro) Bens originários ou
prestações de peritos e agentes imobiliários que actuem
procedentes de países terceiros e que não se
em nome próprio e por conta de outrem;
encontrem em livre prática ou que tenham sido
colocados em livre prática no âmbito de acordos de b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
união aduaneira; de 28 de Dezembro) Prestações de serviços de transporte,
pela distância percorrida fora do território nacional;
b) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 32.º da Lei
n.º 87-B/98, de 31 de Dezembro) Bens procedentes de c) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
territórios terceiros e que se encontrem em livre de 28 de Dezembro) Trabalhos efectuados sobre bens
prática. móveis corpóreos e as peritagens a eles referentes,
quando executados total ou essencialmente fora do
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
território nacional;
290/92, de 28 de Dezembro) Todavia, sempre que os
bens sejam colocados, desde a sua entrada em d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
território nacional, sob um dos regimes previstos de 28 de Dezembro) Prestações de serviços acessórias do
nos n.ºs I) a IV) da alínea b) do n.º 1 do artigo 15.º, transporte, prestações de serviços de carácter artístico,
sob o regime de importação temporária com científico, desportivo, recreativo, de ensino e similares,
isenção total de direitos, sob o regime de trânsito compreendendo as dos organizadores destas
externo ou sob o procedimento de trânsito actividades e as prestações de serviços que lhes sejam
acessórias que não tenham lugar no território nacional.
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6 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º domínios, compreendendo os de organização,
290/92, de 28 de Dezembro) São, no entanto, investigação e desenvolvimento;
tributáveis, onde quer que se situe a sede, o
d) Tratamento de dados e fornecimento de
estabelecimento estável ou o domicílio do
informações;
prestador:
e) Operações bancárias, financeiras e de seguro
a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º ou resseguro, com excepção da locação de cofres-fortes;
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços
f) Colocação de pessoal à disposição;
relacionadas com um imóvel sito no território
nacional, incluindo as prestações que tenham por g) Serviços de intermediários que intervenham
objecto preparar ou coordenar a execução de em nome e por conta de outrem no fornecimento das
trabalhos imobiliários e as prestações de peritos e prestações de serviços designadas na presente lista;
agentes imobiliários que actuem em nome próprio
h) Obrigação de não exercer, mesmo a título
e por conta de outrem;
parcial, uma actividade profissional ou um direito
b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º mencionado na presente lista;
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviço
i) A locação de bens móveis corpóreos, com
de transporte, pela distância percorrida em
excepção dos meios de transporte;
território nacional;
j) (Aditada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 204/97, de 9
c) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
de Agosto) Os serviços de telecomunicações.
290/92, de 28 de Dezembro) Os trabalhos efectuados
sobre bens móveis corpóreos e as peritagens a eles l) (Aditada pelo n.º 2 do art.º 34.º da Lei n.º 127-B/97,
referentes, quando executados total ou de 20 de Dezembro) As prestações de serviços referidas no
essencialmente no território nacional; n.º 3 do art.º 4.º.
d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º m) (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 130/2003,
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços de 28 de Junho e rectificada pela Declaração de Rectificação n.º
acessórias do transporte, as prestações de serviços 10-B/2003, de 31 de Julho) Serviços de radiodifusão e
de carácter artístico, científico, desportivo, televisão;
recreativo, de ensino e similares, compreendendo n) (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 130/2003,
as dos organizadores destas actividades, e as de 28 de Junho) Serviços prestados por via electrónica,
prestações de serviços que lhes sejam acessórias nomeadamente os descritos no anexo D ao presente
que tenham lugar no território nacional. Código.
7 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) Não obstante o disposto o) (Aditada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
nas alíneas b) dos n.os 5 e 6, as prestações de B/2004, de 30 de Dezembro) A cessão ou concessão do
serviços de transporte intracomunitário de bens acesso a sistemas de distribuição de gás natural ou de
são tributáveis sempre que o lugar de partida se electricidade, a prestação de serviços de transporte ou
situe em território nacional. envio através dos mesmos e as prestações de serviços
directamente conexas.
8 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) São ainda tributáveis as 9 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
prestações de serviços adiante enumeradas, cujo 290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços
prestador não tenha no território nacional sede, referidas no número anterior não serão tributáveis,
estabelecimento estável ou domicílio a partir do ainda que o prestador tenha no território nacional a sua
qual o serviço seja prestado, desde que o sede, estabelecimento estável ou domicílio, nos
adquirente seja um sujeito passivo do imposto, dos seguintes casos:
referidos na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º, cuja
sede, estabelecimento estável ou domicílio se situe a) Quando o adquirente for pessoa estabelecida
no território nacional: ou domiciliada num Estado-membro da Comunidade
Europeia e provar que, nesse país, tem a qualidade de
a) A cessão ou concessão de direitos de sujeito passivo;
autor, de brevets, licenças, marcas de fabrico e de
comércio e outros direitos análogos; b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 195/89,
de 12 de Junho) Quando o adquirente for pessoa
b) Serviços de publicidade; estabelecida ou domiciliada em país não pertencente à
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º Comunidade Europeia.
233/91, de 26 de Junho) Serviços de consultores, 10 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
engenheiros, advogados, economistas e 204/97, de 9 de Agosto) São ainda tributáveis as
contabilistas e gabinetes de estudo em todos os prestações de serviços a seguir enumeradas, quando o
9
prestador não tenha no território da Comunidade membro e que tenha utilizado o respectivo número de
sede, estabelecimento estável ou domicílio a partir identificação para efectuar a aquisição.
do qual os serviços sejam prestados:
15 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) Não obstante o disposto no
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
n.º 4 deste artigo, a prestação de serviços efectuada por
204/97, de 9 de Agosto) As locações de meios de
um intermediário que aja, em nome e por conta de
transporte cuja utilização e exploração efectivas
outrem, numa prestação de serviço de transporte
por sujeitos passivos de entre os referidos na alínea
intracomunitário de bens ou em prestações de serviços
a) do n.º 1 do artigo 2.º ocorram no território
acessórias desse transporte é tributável quando se situe
nacional;
em território nacional o lugar de partida do transporte
b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º ou o da execução das referidas prestações acessórias,
130/2003, de 28 de Junho) Os serviços de desde que, em qualquer caso, o adquirente da prestação
telecomunicações, de rádio e televisão e os serviços de serviços de intermediação não seja um sujeito
referidos na alínea n) do n.º 8 deste artigo, quando passivo registado, para efeitos de imposto sobre o valor
o adquirente for uma pessoa singular ou colectiva acrescentado, noutro Estado membro e que tenha
com sede, estabelecimento estável ou domicílio no utilizado o respectivo número de identificação para
território nacional, que não seja um sujeito passivo efectuar a aquisição.
dos referidos na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º.
16 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
11 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92, de 28 de Dezembro) A prestação de serviços
290/92, de 28 de Dezembro) Não obstante o disposto efectuada por um intermediário que aja, em nome e por
no n.º 7 deste artigo, as prestações de serviços de conta de outrem, nas operações referidas no número
transporte intracomunitário de bens serão anterior será igualmente tributada, ainda que não se
tributáveis quando o adquirente dos serviços seja situe em território nacional o lugar de partida do
um sujeito passivo do imposto, dos referidos nas transporte ou se situe em outro Estado membro o lugar
alíneas a) e d) do n.º 1 do artigo 2.º, registado em de execução das prestações acessórias, quando o
imposto sobre o valor acrescentado e que tenha adquirente da prestação de serviços de intermediação
utilizado o respectivo número de identificação seja um sujeito passivo do imposto, dos referidos nas
para efectuar a aquisição. alíneas a) e d) do n.º 1 do artigo 2.º, registado em
12 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º imposto sobre o valor acrescentado e que tenha
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços utilizado o respectivo número de identificação para
de transporte intracomunitário de bens não serão, efectuar a aquisição.
contudo, tributáveis, ainda que se situe no 17 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
território nacional o lugar de partida do transporte, 290/92, de 28 de Dezembro) Não obstante o disposto no n.º
quando o adquirente dos serviços seja um sujeito 4 deste artigo, as prestações de serviços efectuadas por
passivo registado, para efeitos de imposto sobre o intermediários que intervenham, em nome e por conta
valor acrescentado, noutro Estado membro e que de outrem, em operações que não sejam as referidas nos
tenha utilizado o respectivo número de n.os 8, 9, 15 e 16 deste artigo serão tributáveis:
identificação para efectuar a aquisição.
a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
13 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º de 28 de Dezembro) Quando as operações a que se refere
290/92, de 28 de Dezembro) Não obstante o disposto a intermediação sejam elas próprias tributáveis e o
na alínea d) do n.º 5 deste artigo, as prestações de adquirente dos serviços de intermediação não seja um
serviços acessórias de um transporte sujeito passivo registado, para efeitos de imposto sobre
intracomunitário de bens executadas noutro o valor acrescentado, noutro Estado membro e que
Estado membro serão tributáveis quando o tenha utilizado o respectivo número de identificação
adquirente dos serviços seja um sujeito passivo do para efectuar a aquisição;
imposto, dos referidos nas alíneas a) e d) do n.º 1
b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
do artigo 2.º, registado em imposto sobre o valor
de 28 de Dezembro) Quando, ainda que se situe noutro
acrescentado e que tenha utilizado o respectivo
Estado membro o local de tributação das operações a
número de identificação para efectuar a aquisição.
que a intermediação se refere, o adquirente desta
14 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º prestação de serviços seja um sujeito passivo do
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços imposto sobre o valor acrescentado, dos referidos nas
acessórias de um transporte intracomunitário de alíneas a) e d) do n.º 1 do artigo 2.º, registado em
bens não serão, contudo, tributáveis, ainda que se imposto sobre o valor acrescentado e que tenha
situe em território nacional o lugar da sua utilizado o respectivo número de identificação para
execução, quando o adquirente destas prestações efectuar a aquisição.
seja um sujeito passivo registado, para efeitos de
imposto sobre o valor acrescentado, noutro Estado
10
18 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 82/94, b) Quando o adquirente seja um sujeito passivo
de 14 de Março) A prestação de serviços efectuada dos referidos na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º, que não
por um intermediário que aja, em nome e por seja um sujeito passivo revendedor de gás ou de elec-
conta de outrem, nos casos referidos no n.º 15 e na tricidade, que disponha de sede, estabelecimento está-
alínea a) do n.º 17, não será tributável quando o vel ao qual são fornecidos os bens ou domicílio em
adquirente da prestação de serviços de território nacional, e que não os destine a utilização e
intermediação seja um sujeito passivo registado, consumo próprios;
para efeitos de imposto sobre o valor acrescentado,
c) Quando a utilização e consumo efectivos des-
em outro Estado membro e que tenha utilizado o
ses bens, por parte do adquirente, ocorram no territó-
respectivo número de identificação para efectuar a
rio nacional e este não seja um sujeito passivo reven-
aquisição.
dedor de gás ou de electricidade com sede, estabeleci-
19 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º mento estável ao qual são fornecidos os bens ou domi-
206/96, de 26 de Outubro) Não obstante o disposto cílio fora do território nacional.
na alínea c) do n.º 5 deste artigo, os trabalhos
23 - Aditado pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
efectuados sobre bens móveis corpóreos e as
B/2004, de 30 de Dezembro) Não obstante o disposto nos
peritagens a eles referentes, executados total ou
n.os 1 e 2, as transmissões de gás, através do sistema
essencialmente fora do território nacional, serão
de distribuição de gás natural, e de electricidade não
tributados quando o adquirente dos serviços seja
são tributáveis:
um sujeito passivo do imposto, dos referidos nas
alíneas a) e d) do n.º 1 do artigo 2.º, registado em a) Quando o adquirente seja um sujeito passivo
imposto sobre o valor acrescentado e que tenha revendedor de gás ou de electricidade cuja sede, esta-
utilizado o respectivo número de identificação belecimento estável ao qual são fornecidos os bens ou
para efectuar a aquisição, desde que os bens sejam domicílio se situe fora do território nacional;
expedidos ou transportados para fora do Estado
b) Quando a utilização e consumo efectivos des-
membro da execução material dos serviços.
ses bens, por parte do adquirente, ocorram fora do
20 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º território nacional e este não seja um sujeito passivo
206/96, de 26 de Outubro) Não obstante o disposto revendedor de gás ou de electricidade com sede, esta-
na alínea c) do n.º 6 deste artigo, os trabalhos belecimento estável ao qual são fornecidos os bens ou
efectuados sobre bens móveis corpóreos e as domicílio no território nacional.
peritagens a eles referentes, executados total ou
Art.º 7.º - 1 - Sem prejuízo do disposto nos
essencialmente no território nacional, não serão
números seguintes, o imposto é devido e torna-se
tributados quando o adquirente seja um sujeito
exigível:
passivo registado, para efeitos do imposto sobre o
valor acrescentado, noutro Estado membro e que
a) Nas transmissões de bens, no momento em
tenha utilizado o respectivo número de
que os bens são postos à disposição do adquirente;
identificação fiscal para efectuar a aquisição, desde
que os bens sejam expedidos para fora do território b) Nas prestações de serviços, no momento da
nacional. sua realização;
21- (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º c) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
206/96, de 26 de Outubro) Para efeitos do disposto de 28 de Dezembro) Nas importações, no momento
no número anterior, considera-se que os bens não determinado pelas disposições aplicáveis aos direitos
são expedidos ou transportados para fora do aduaneiros, sejam ou não devidos estes direitos ou
território nacional quando as prestações de outras imposições comunitárias estabelecidas no âmbito
serviços sejam efectuadas sobre meios de de uma política comum.
transporte com registo, licença ou matrícula no 2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
território nacional. 290/92, de 28 de Dezembro) Se a transmissão de bens
implicar obrigação de instalação ou montagem por
22 - (Aditado pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º parte do fornecedor, considera-se que os bens são
55-B/2004, de 30 de Dezembro) Não obstante o dis- postos à disposição do adquirente no momento em que
posto nos n.os 1 e 2, as transmissões de gás, atra- essa instalação ou montagem estiver concluída.
vés do sistema de distribuição de gás natural, e de
electricidade são tributáveis: 3 - Nas transmissões de bens e prestações de
serviços de carácter continuado, resultantes de contratos
a) Quando o adquirente seja um sujeito que dêem lugar a pagamentos sucessivos, considera-se
passivo revendedor de gás ou de electricidade que os bens são postos à disposição e as prestações de
cuja sede, estabelecimento estável ao qual são serviços são realizadas no termo do período a que se
fornecidos os bens ou domicílio se situe em terri- refere cada pagamento, sendo o imposto devido e
tório nacional; exigível pelo respectivo montante.
11
4 - Nas transmissões de bens e prestações de emitir uma factura ou documento equivalente, nos
serviços referidas, respectivamente, nas alíneas f) e termos do artigo 28.º, o imposto torna-se exigível:
g) do n.º 3 do artigo 3.º e nas alíneas a) e b) do n.º 2
do artigo 4.º, o imposto é devido e exigível no a) Se o prazo previsto para emissão de factura ou
momento em que as afectações de bens ou as documento equivalente for respeitado, no momento da
prestações de serviços nelas previstas tiverem sua emissão;
lugar.
b) Se o prazo previsto para a emissão não for
5 - Nas transmissões de bens entre comitente respeitado, no momento em que termina;
e comissário referidas na alínea c) do n.º 3 do artigo
c) Se a transmissão de bens ou a prestação de
3.º, o imposto é devido e exigível no momento em
serviços derem lugar ao pagamento, ainda que parcial,
que o comissário os puser à disposição do seu
anteriormente à emissão da factura ou documento
adquirente.
equivalente, no momento do recebimento desse
6 - No caso previsto na alínea d) do n.º 3 do pagamento, pelo montante recebido, sem prejuízo do
artigo 3.º, o imposto é devido e exigível no termo disposto na alínea anterior.
do prazo aí referido.
2 - O disposto no número anterior é ainda
7 - Quando os bens forem postos à aplicável aos casos em que se verifique emissão de
disposição de um contratante antes de se terem factura ou documento equivalente, ou pagamento,
produzido os efeitos translativos do contrato, o precedendo o momento da realização das operações
imposto é devido e exigível no momento em que tributáveis, tal como este é definido no artigo anterior.
esses efeitos se produzirem, salvo se se tratar das
transmissões de bens referidas nas alíneas a) e b)
do n.º 3 do artigo 3.º. CAPÍTULO II
8 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) Sempre que os bens Isenções
sejam colocados sob um dos regimes ou
procedimento referidos no n.º 2 do artigo 5.º, o SECÇÃO I
facto gerador e a exigibilidade do imposto só se
verificam no momento em que deixem de estar Isenções nas operações internas
sujeitos a esses regimes ou procedimentos.
9 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º Art.º 9.º - Estão isentas do imposto:
179/2002, de 3 de Agosto) No caso das transmissões
de bens e prestações de serviços referidas no n.º 3, 1 - As prestações de serviços efectuadas no
em que não seja fixada periodicidade de exercício das profissões seguintes:
pagamento ou esta seja superior a 12 meses, o a) (Eliminada pelo Dec.-Lei n.º 290/88, de 24 de
imposto é devido e torna-se exigível no final de Agosto)
cada período de 12 meses, pelo montante
correspondente. b) Médico, odontologista, parteiro, enfermeiro e
outras profissões paramédicas;
10 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
130/2003, de 28 de Junho) Sempre que, em momento c) (Eliminada pelo art.º 27.º da Lei n.º 30-C/92, de 28
de Dezembro)
posterior à transmissão, aquisição intracomunitária
ou importação de veículos automóveis, se mostre d) (Revogada pelo n.º 2 do art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
devido imposto automóvel pela sua 323/98, de 30 de Outubro)
transformação, alteração de cilindrada ou de
2 - As prestações de serviços médicos e sanitários
chassis, o imposto é devido e exigível no momento
e as operações com elas estreitamente conexas
em que ocorra essa transformação ou alteração.
efectuadas por estabelecimentos hospitalares, clínicas,
11 - (Aditado pelo art.º 33.º da Lei n.º 107- dispensários e similares;
B/2003, de 31 de Dezembro) Nas transmissões de
3 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
combustíveis à consignação efectuadas por
202/87, de 16 de Maio) As prestações de serviços
distribuidores, o imposto é devido e exigível na
efectuadas no exercício da sua actividade por protésicos
data da leitura dos contadores de bombas, a
dentários;
efectuar pelo consignatário, pelo menos uma vez
por semana. 4 - (Eliminada pelo art.º 3.º, da Lei n.º 42/85, de 22 de
Agosto)
Art.º 8.º - 1 - Não obstante o disposto no
artigo anterior, sempre que a transmissão de bens 5 - As transmissões de órgãos, sangue e leite
ou prestação de serviços dê lugar à obrigação de humanos;
12
6 - O transporte de doentes ou feridos em reabilitação profissionais pelos ministérios competentes;
ambulâncias ou outros veículos apropriados
12 - As prestações de serviços que consistam em
efectuado por organismos devidamente
lições ministradas a título pessoal sobre matérias do
autorizados;
ensino escolar ou superior;
7 - As transmissões de bens e as prestações
13 - As locações de livros e outras publicações,
de serviços ligadas à segurança e assistência sociais
partituras musicais, discos, bandas magnéticas e outros
e as transmissões de bens com elas conexas,
suportes de cultura e, em geral, as prestações de
efectuadas pelo sistema de segurança social,
serviços e transmissões de bens com aquelas
incluindo as instituições particulares de
estreitamente conexas, desde que efectuadas por
solidariedade social. Da mesma isenção beneficiam
organismos sem finalidade lucrativa;
as pessoas físicas ou jurídicas que efectuem
prestações de segurança ou assistência social por 14 - As prestações de serviços que consistam em
conta do respectivo sistema nacional, desde que proporcionar a visita, guiada ou não, a museus, galerias
não recebam em troca das mesmas qualquer de arte, castelos, palácios, monumentos, parques,
contraprestação dos adquirentes dos bens ou perímetros florestais, jardins botânicos, zoológicos e
destinatários dos serviços; semelhantes, pertencentes ao Estado, outras pessoas
colectivas de direito público ou organismos sem
8 - As prestações de serviços e as
finalidade lucrativa, desde que efectuadas única e
transmissões de bens estreitamente conexas,
exclusivamente por intermédio dos seus próprios
efectuadas no exercício da sua actividade habitual
agentes. A presente isenção abrange também as
por creches, jardins de infância, centros de
transmissões de bens estreitamente conexas com as
actividade de tempos livres, estabelecimentos para
prestações de serviços referidas;
crianças e jovens desprovidos de meio familiar
normal, lares residenciais, casas de trabalho, 15 - As prestações de serviços e as transmissões
estabelecimentos para crianças e jovens deficientes, de bens com elas conexas, efectuadas por pessoas
centros de reabilitação de inválidos, lares de colectivas de direito público e organismos sem
idosos, centros de dia e centros de convívio para finalidade lucrativa, relativas a congressos, colóquios,
idosos, colónias de férias, albergues de juventude conferências, seminários, cursos e manifestações
ou outros equipamentos sociais pertencentes a análogas de natureza científica, cultural, educativa ou
pessoas colectivas de direito público ou instituições técnica;
particulares de solidariedade social ou cuja
16 - As prestações de serviços efectuadas aos
utilidade social seja, em qualquer caso, reconhecida
respectivos promotores:
pelas autoridades competentes;
a) (Eliminada pelo Art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 122/88, de
9 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 30.º da Lei 20 de Abril)
n.º 9/86, de 30 de Abril) As prestações de serviços
efectuadas por organismos sem finalidade b) (Rectificada pelo D.R. n.º 200, de 31/8/89, I Série)
lucrativa que explorem estabelecimentos ou Por actores, chefes de orquestra, músicos e outros
instalações destinados à prática de actividades artistas, actuando quer individualmente quer
artísticas, desportivas, recreativas e de educação integrados em conjuntos, para a execução de
física a pessoas que pratiquem essas actividades; espectáculos teatrais, cinematográficos, coreográficos,
musicais, de music-hall, de circo e outros, para a
10 - As prestações de serviços que tenham realização de filmes, e para a edição de discos e de
por objecto o ensino, bem como as transmissões de outros suportes de som ou imagem;
bens e prestações de serviços conexas, como sejam
o fornecimento de alojamento e alimentação, c) (Rectificada pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I Série, 2.º
efectuadas por estabelecimentos integrados no Supl) Por desportistas e artistas tauromáquicos,
Sistema Nacional de Educação ou reconhecidos actuando quer individualmente quer integrados em
como tendo fins análogos pelos ministérios grupos, em competições desportivas e espectáculos
competentes; tauromáquicos.

11 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 198/90, de 17 - A transmissão do direito de autor e a


19 de Junho) As prestações de serviços que tenham autorização para a utilização da obra intelectual,
por objecto a formação profissional, bem como as definidas no Código de Direito de Autor, quando
transmissões de bens e prestações de serviços efectuadas pelos próprios autores, seus herdeiros ou
conexas, como sejam o fornecimento de legatários;
alojamento, alimentação e material didáctico, 18 - A transmissão de exemplares de qualquer
efectuadas por organismos de direito público ou obra literária, científica, técnica ou artística editada sob
por entidades reconhecidas como tendo forma bibliográfica pelo autor, quando efectuada por
competência nos domínios da formação e este, seus herdeiros ou legatários, ou ainda por

13
terceiros, por conta deles, salvo quando o autor for transmissões de bens acessórias aos mesmos serviços;
pessoa colectiva;
28 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
19 - (Revogado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 195/89, de 12 de Junho) As operações seguintes:
199/96, de 18 de Outubro).
a) A concessão e a negociação de créditos, sob
20 - A cedência de pessoal por instituições
qualquer forma, compreendendo operações de desconto
religiosas ou filosóficas para a realização de
e redesconto, bem como a sua administração ou gestão
actividades isentas nos termos deste diploma ou
efectuada por quem os concedeu;
para fins de assistência espiritual;
b) (Rectificada pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I Série, 2.º
21 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de
Supl. e pelo D.R. n.º 99, de 30/4/85, I Série, 2.º Supl.) A
12 de Junho) As prestações de serviços e as
negociação e a prestação de fianças, avales, cauções e
transmissões de bens com elas conexas efectuadas
outras garantias, bem como a administração ou gestão
no interesse colectivo dos seus associados por
de garantias de créditos efectuada por quem os
organismos sem finalidade lucrativa, desde que
concedeu;
esses organismos prossigam objectivos de natureza
política, sindical, religiosa, humanitária, c) As operações, compreendendo a negociação,
filantrópica, recreativa, desportiva, cultural, cívica relativas a depósitos de fundos, contas--correntes,
ou de representação de interesses económicos e a pagamentos, transferências, recebimentos, cheques,
única contraprestação seja uma quota fixada nos efeitos de comércio e afins, com excepção das operações
termos dos estatutos; de simples cobrança de dívidas;
22 - As transmissões de bens e as prestações d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 362/99,
de serviços efectuadas por entidades cujas de 16 de Setembro) As operações, incluindo a negociação,
actividades habituais se encontram isentas nos que tenham por objecto divisas, notas bancárias e
termos dos n.os 2, 7, 8, 9, 10, 11, 13, 14, 15 e 21 deste moedas, que sejam meios legais de pagamento, com
artigo, aquando de manifestações ocasionais excepção das moedas e notas que não sejam
destinadas à angariação de fundos em seu proveito normalmente utilizadas como tal, ou que tenham
exclusivo, desde que esta isenção não provoque interesse numismático;
distorções de concorrência; e) (Revogada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 362/99, de
23 - As prestações de serviços fornecidas aos 16 de Setembro);
seus membros por grupos autónomos de pessoas f) (Redacção do art.º 1.º, do Dec.-Lei n.º 139/92, de 17
que exerçam uma actividade isenta, desde que tais de Julho) As operações e serviços, incluindo a
serviços sejam directamente necessários ao negociação, mas com exclusão da simples guarda e
exercício da actividade e os grupos se limitem a administração ou gestão, relativos a acções, outras
exigir dos seus membros o reembolso exacto da participações em sociedades ou associações, obrigações
parte que lhes incumbe nas despesas comuns, e demais títulos, com exclusão dos títulos
desde que, porém, esta isenção não seja susceptível representativos de mercadorias e dos títulos
de provocar distorções de concorrência; representativos de operações sobre bens imóveis
23 - A - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 32.º da quando efectuadas por um prazo inferior a 20 anos;
Lei n.º 87-B/98, de 31 de Dezembro) Para efeitos do g) Os serviços e operações relativos à colocação,
disposto no número anterior considera-se que os tomada e compra firmes de emissões de títulos públicos
membros do grupo autónomo ainda exercem uma ou privados;
actividade isenta, desde que a percentagem de
dedução determinada nos termos do artigo 23.º h) A administração ou gestão de fundos de
não seja superior a 10%. investimento;

24 - As prestações de serviços e as 29 - (Rectificado pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I Série,


transmissões de bens conexas efectuadas pelos 2.º Supl) As operações de seguro e resseguro, bem como
serviços públicos postais, com excepção das as prestações de serviços conexas efectuadas pelos
telecomunicações; corretores e intermediários de seguro;

25 - As transmissões, pelo seu valor facial, 30 - A locação de bens imóveis. Esta isenção não
de selos do correio em circulação ou de valores abrange:
selados, e bem assim as respectivas comissões de a) As prestações de serviços de alojamento,
venda; efectuadas no âmbito da actividade hoteleira ou de
26 - O serviço público de remoção de lixos; outras com funções análogas, incluindo parques de
campismo;
27 - As prestações de serviços efectuadas por
empresas funerárias e de cremação, bem como as
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b) (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 198/90, de 19 39 - (Revogado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 199/96, de
de Junho) A locação de áreas para recolha ou 18 de Outubro).
estacionamento colectivo de veículos;
40 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 198/90, de 19 de
c) A locação de máquinas e outros Junho) Os serviços de alimentação e bebidas fornecidos
equipamentos de instalação fixa, bem como pelas entidades patronais aos seus empregados;
qualquer outra locação de bens imóveis de que
41 - (Aditado pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de 12 de Junho)
resulte a transferência onerosa da exploração de
As actividades das empresas públicas de rádio e
estabelecimento comercial ou industrial;
televisão que não tenham carácter comercial.
d) A locação de cofres-fortes;
e) (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 198/90, de 19 Art.º 10.º - Para efeitos de isenção, apenas serão
de Junho) A locação de espaços para exposições ou considerados como organismos sem finalidade lucrativa
publicidade; os que, simultaneamente:
31 - As operações sujeitas a sisa;
a) Em caso algum distribuam lucros e os seus
32 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de corpos gerentes não tenham, por si ou interposta
12 de Junho) A lotaria da Santa Casa da pessoa, algum interesse directo ou indirecto nos
Misericórdia, as apostas mútuas, o bingo, os resultados da exploração;
sorteios e as lotarias instantâneas devidamente
b) Disponham de escrituração que abranja todas
autorizados, bem como as respectivas comissões e
as suas actividades e a ponham à disposição dos
todas as actividades sujeitas a impostos especiais
serviços fiscais, designadamente para comprovação do
sobre o jogo;
referido na alínea anterior;
33 - As transmissões de bens afectos
c) Pratiquem preços homologados pelas
exclusivamente a uma actividade isenta, quando
autoridades públicas ou, para as operações não
não tenham sido objecto do direito à dedução, e
susceptíveis de homologação, preços inferiores aos
bem assim as transmissões de bens cuja aquisição
exigidos para análogas operações pelas empresas
ou afectação tenha sido feita com exclusão do
comerciais sujeitas de imposto;
direito à dedução nos termos do n.º 1 do artigo 21.º;
d) Não entrem em concorrência directa com
34 - (Eliminada pelo art.º 41.º da Lei n.º 2/92, de
sujeitos passivos do imposto.
9 de Março)
35 - (Eliminada pelo Dec.-Lei n.º 198/90, de 19 Art.º 11.º - O Ministro das Finanças e do Plano
de Junho) poderá determinar a sujeição a imposto de algumas das
actividades referidas nos n.os 36 e 37 do artigo 9.º
36 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de
sempre que as respectivas isenções ocasionem
12 de Junho) As transmissões de bens efectuadas no
distorções significativas de concorrência.
âmbito das explorações enunciadas no anexo A ao
presente Código, bem como as prestações de
Art.º 12.º - 1 - Poderão renunciar à isenção,
serviços agrícolas definidas no anexo B, quando
optando pela aplicação do imposto às suas operações:
efectuadas com carácter acessório por um produtor
agrícola que utiliza os seus próprios recursos de
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
mão-de-obra e equipamento normal da respectiva
323/98, de 30 de Outubro) Os sujeitos passivos que
exploração agrícola e silvícola;
efectuem as prestações de serviços referidas nos n.os 11 e
37 - As prestações de serviços efectuadas por 40 do artigo 9.º;
cooperativas que, não sendo de produção agrícola,
b) Os estabelecimentos hospitalares, clínicas,
desenvolvam uma actividade de prestação de
dispensários e similares, não pertencentes a pessoas
serviços aos seus associados agricultores;
colectivas de direito público ou a instituições privadas
38 - As prestações de serviços a seguir integradas no sistema nacional de saúde, que efectuem
indicadas quando levadas a cabo por organismos prestações de serviços médicos e sanitários e operações
sem finalidade lucrativa que sejam associações de com elas estreitamente conexas;
cultura e recreio:
c) Os sujeitos passivos que exerçam as
a) Cedência de bandas de música; actividades referidas nos n.os 36 e 37 do artigo 9.º.
b) Sessões de teatro; d) (Aditada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º 109-
B/2001, de 27 de Dezembro) Os grupos autónomos de
c) (Aditada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 185/86,
pessoas que exerçam uma actividade isenta nos termos
de 14 de Julho) Ensino de ballet e de música.
do n.º 23 do artigo 9.º, quando a percentagem de

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dedução de pelo menos um dos seus membros não do contrato. Comprovados os pressupostos referidos
seja superior à prevista no n.º 23.º-A do mesmo naqueles números, a administração fiscal emitirá um
artigo. certificado, isento de selo, que será exibido aquando da
celebração do contrato ou da escritura de transmissão.
2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
185/86, de 14 de Julho) O direito de opção será 7 - O direito à dedução do imposto, nestes casos,
exercido mediante a entrega na repartição de obedecerá às regras constantes dos artigos 19.º e
finanças competente da declaração de início ou de seguintes, salvo o disposto em normas regulamentares
alterações, consoante os casos, produzindo efeitos especiais.
a partir da data da sua apresentação.
3 - (Redacção do art.º 1.º, do Dec.-Lei 139/92, de
SECÇÃO II
17 de Julho) Tendo exercido o direito de opção nos
termos dos números anteriores, o sujeito passivo é
Isenções na importação
obrigado a permanecer no regime por que optou
durante um período de, pelo menos, cinco anos,
devendo, findo tal prazo, no caso de desejar voltar Art.º 13.º - 1 - (Redacção dada pelo Dec. Lei n.º
ao regime de isenção: 404/87, de 31 de Dezembro) Estão isentas do imposto:
a) Apresentar, durante o mês de Janeiro de a) As importações definitivas de bens cuja
um dos anos seguintes àquele em que se tiver transmissão no território nacional seja isenta do
completado o prazo do regime de opção, a imposto;
declaração a que se refere o artigo 31.º, a qual
produzirá efeitos a partir de 1 de Janeiro do ano da b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei .º 404/87,
sua apresentação; de 31 de Dezembro) As importações das embarcações
referidas na alínea f) do n.º 1 do artigo 14.º e dos
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º objectos, incluindo o equipamento de pesca, nelas
139/92, de 17 de Julho) Sujeitar a tributação as incorporados ou que sejam utilizados para a sua
existências remanescentes e proceder, nos termos exploração;
do n.º 5 do artigo 24.º, à regularização da dedução
quanto a bens do activo imobilizado. c) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
de 28 de Dezembro) As importações definitivas das
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º aeronaves referidas na alínea g) do n.º 1 do artigo 14.º e
323/98, de 30 de Outubro) Os sujeitos passivos do dos objectos nelas incorporados ou que sejam utilizados
imposto que arrendem bens imóveis ou partes para a sua exploração;
autónomas destes a outros sujeitos passivos do
imposto, que os utilizem, total ou parcialmente, em d) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei .º 404/87,
actividades tributadas e que não sejam retalhistas de 31 de Dezembro) As importações de bens de
sujeitos ao regime especial constante dos artigos abastecimento que, desde a entrada em território
60.º e seguintes, poderão renunciar à isenção nacional até à chegada ao porto ou aeroporto nacionais
prevista no n.º 30 do artigo 9.º desde que na de destino e durante a permanência nos mesmos pelo
contabilidade os proveitos e custos relativos aos período normal necessário ao cumprimento das suas
imóveis a arrendar com sujeição a imposto sejam tarefas, sejam consumidos ou se encontrem a bordo das
registados separadamente. embarcações que efectuem navegação marítima
internacional ou de aviões que efectuem navegação
5 - (Redacção dada pelo art.º 2.º da Lei n.º 4/98, aérea internacional;
de 12 de Janeiro) Os sujeitos passivos do imposto
que efectuem transmissões de imóveis ou de partes e) As importações, efectuadas por armadores de
autónomas destes a favor de outros sujeitos do navios, do produto da pesca resultante das capturas por
imposto que os utilizem, total ou parcialmente, em eles efectuadas que não tenha sido objecto de operações
actividades tributadas e que não sejam retalhistas de transformação, não sendo consideradas como tais as
sujeitos ao regime especial constante dos artigos destinadas a conservar os produtos para
60.º e seguintes poderão renunciar à isenção comercialização, se efectuadas antes da primeira
prevista no n.º 31 do artigo 9.º, desde que na transmissão dos mesmos;
contabilidade os proveitos e custos relativos aos f) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
imóveis a alienar com sujeição a imposto sejam de 28 de Dezembro) As prestações de serviços conexas
registados separadamente. com a importação cujo valor esteja incluído no valor
6 - Para exercer a renúncia prevista nos tributável das importações de bens a que se refiram,
números anteriores o locador ou o alienante conforme o estabelecido na alínea b) do n.º 2 do artigo
deverão apresentar declaração, de modelo 17.º;
aprovado, de que conste o nome do locatário ou do
adquirente, a renda ou preço e demais condições
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g) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 3 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) A reimportação de bens 290/92, de 28 de Dezembro) A isenção referida na alínea d)
no estado em que foram exportados, por parte de do n.º 1 não será aplicável a:
quem os exportou, e que beneficiem de franquia
a) Provisões de bordo que se encontrem nas
aduaneira;
seguintes embarcações:
h) As importações de ouro efectuadas pelo
Banco de Portugal; I) As que estejam a ser desmanteladas ou
utilizadas em fins diferentes da realização dos que são
i) (Aditada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
próprios da navegação marítima internacional,
B/2004, de 30 de Dezembro) As importações de gás,
enquanto durarem tais circunstâncias;
através do sistema de distribuição de gás natural,
e de electricidade; II) As utilizadas como hotéis, restaurantes ou
casinos flutuantes ou para fins semelhantes, durante a
j) (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 34.º da Lei
sua permanência num porto ou em águas territoriais ou
n.º 10-B/96, de 23 de Março) As importações de
interiores do território nacional;
triciclos, cadeiras de rodas, com ou sem motor,
automóveis ligeiros de passageiros ou mistos para III) As de recreio, durante a sua permanência
uso próprio dos deficientes, de acordo com os num porto ou em águas territoriais ou interiores do
condicionalismos do Decreto-Lei n.º 103-A/90, de território nacional;
22 de Março, devendo o benefício ser requerido
IV) As de pesca costeira;
nos termos estabelecidos naquele diploma;
V) As de guerra com pavilhão português.
l) (Revogada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 199/96,
de 18 de Outubro). b) Combustíveis e carburantes que não sejam os
m) (Revogada pelo art.º 93.º do Dec.-Lei contidos nos depósitos normais.
n.º31/89, de 25 de Janeiro). 4 – (Revogado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92, de
n) (Revogada pelo art.º 93.º Dec.-Lei n.º 31/89, 28 de Dezembro)
de 25 de Janeiro). 5 - (Revogado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92, de
o) (Revogada pelo art.º 10.º do Dec.-Lei n.º 28 de Dezembro)
471/88, de 22 de Dezembro). 6 - (Revogado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92, de
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 28 de Dezembro)
290/92, de 28 de Dezembro) Estão isentas do imposto 7 - (Revogado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92, de
as importações de bens efectuadas: 28 de Dezembro)
a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 8 - (Revogado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92, de
290/92, de 28 de Dezembro) No âmbito de acordos e 28 de Dezembro)
convénios internacionais de que Portugal seja
parte, nas condições e limites acordados;
SECÇÃO III
b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) No âmbito das relações Isenções na exportação, operações assimiladas a
diplomáticas e consulares que beneficiem de exportações e transportes internacionais
franquia aduaneira;
c) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º Art.º 14.º - 1 - Estão isentas do imposto:
290/92, de 28 de Dezembro) Por organizações
internacionais reconhecidas por Portugal e, bem a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
assim, pelos membros dessas organizações, nos de 28 de Dezembro) As transmissões de bens expedidos
limites e nas condições fixados nas convenções ou transportados para fora da Comunidade pelo
internacionais que instituíram as referidas vendedor ou por um terceiro por conta deste;
organizações ou nos acordos de sede;
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 82/94,
d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º de 14 de Março) As transmissões de bens expedidos ou
290/92, de 28 de Dezembro) No âmbito do Tratado transportados para fora da Comunidade por um
do Atlântico Norte, pelas forças armadas dos adquirente sem residência ou estabelecimento em
outros Estados que são Partes no referido Tratado, território nacional ou por um terceiro por conta deste,
para uso dessas forças armadas ou do elemento ainda que, antes da sua expedição ou transporte, sofram
civil que as acompanha ou para o no interior do País uma reparação, uma transformação,
aprovisionamento das suas messes ou cantinas, uma adaptação ou qualquer outro trabalho, efectuado
quando as referidas forças se encontrem afectas ao por terceiros agindo por conta do adquirente, com
esforço comum de defesa. excepção dos bens destinados ao equipamento ou
17
abastecimento de barcos desportivos e de recreio, Nomenclatura Combinada, quando deixem o país com
de aviões de turismo ou de qualquer outro meio de destino a um porto ou ancoradouro situado no
transporte de uso privado e dos bens estrangeiro;
transportados nas bagagens pessoais dos viajantes
j) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
com domicílio ou residência habitual em outro
de 28 de Dezembro) As prestações de serviços não
Estado membro;
mencionadas nas alíneas f) e g) do presente número,
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º efectuadas com vista às necessidades directas das
82/94, de 14 de Março) As prestações de serviços que embarcações e aeronaves ali referidas e da respectiva
consistam em trabalhos realizados sobre bens carga;
móveis, adquiridos ou importados para serem
l) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
objecto de tais trabalhos em território nacional e
de 28 de Dezembro) As transmissões de bens e as
em seguida expedidos ou transportados para fora
prestações de serviços efectuadas no âmbito de relações
da Comunidade por quem os prestou, pelo seu
diplomáticas e consulares, cuja isenção resulte de
destinatário não estabelecido em território nacional
acordos e convénios internacionais celebrados por
ou por um terceiro por conta destes;
Portugal;
d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
m) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 82/94,
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões de bens
de 14 de Março) As transmissões de bens e as prestações
de abastecimento postos a bordo das embarcações
de serviços destinadas a organismos internacionais
afectas à navegação marítima em alto mar e que
reconhecidos por Portugal ou por qualquer outro
assegurem o transporte remunerado de
Estado membro da Comunidade Europeia, ou a
passageiros ou o exercício de uma actividade
membros dos mesmos organismos, nos limites fixados
comercial, industrial ou de pesca;
nos acordos e convénios internacionais que instituíram
e) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º esses organismos ou nos respectivos acordos de sede;
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões de bens
n) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
de abastecimento postos a bordo das embarcações
de 28 de Dezembro) As transmissões de bens e as
de salvamento, assistência marítima e pesca
prestações de serviços efectuadas no âmbito do Tratado
costeira, com excepção, em relação a estas últimas,
do Atlântico Norte às forças armadas dos outros
das provisões de bordo;
Estados que são Partes no referido Tratado, para uso
f) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º dessas forças armadas ou do elemento civil que as
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões, acompanha ou para o aprovisionamento das suas
transformações, reparações, operações de messes ou cantinas, quando as referidas forças se
manutenção, construção, frete e aluguer de encontrem afectas ao esforço comum de defesa;
embarcações afectas às actividades a que se
o) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
referem as alíneas d) e e), assim como as
de 28 de Dezembro, e Declaração de rectificação n.º 1/93, D.
transmissões, aluguer, reparação e conservação dos
R. I Série-A, de 30/01/93) As transmissões de bens para
objectos, incluindo o equipamento de pesca,
organismos devidamente reconhecidos que os exportem
incorporados nas referidas embarcações ou que
para fora da Comunidade no âmbito das suas
sejam utilizados para a sua exploração;
actividades humanitárias, caritativas ou educativas,
g) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º mediante prévio reconhecimento do direito à isenção;
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões,
p) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 82/94,
transformações, reparações e operações de
de 14 de Março) As prestações de serviços, incluindo os
manutenção, frete e aluguer de aeronaves
transportes e as operações acessórias, com excepção das
utilizadas pelas companhias de navegação aérea
referidas no artigo 9.º deste diploma, que estejam
que se dediquem principalmente ao tráfego
directamente relacionadas com o regime de trânsito
internacional, assim como as transmissões,
comunitário externo, o procedimento de trânsito
reparações, operações de manutenção e aluguer
comunitário interno, a exportação de bens para fora da
dos objectos incorporados nas mesmas aeronaves
Comunidade, a importação temporária com isenção
ou que sejam utilizados para a sua exploração;
total de direitos e a importação de bens destinados a um
h) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º dos regimes ou locais a que se refere o n.º 1 do artigo
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões de bens 15.º;
de abastecimento postos a bordo das aeronaves
q) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
referidas na alínea anterior;
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços,
i) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º com excepção das referidas no artigo 9.º deste diploma,
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões de bens que se relacionem com a expedição ou transporte de
de abastecimento postos a bordo das embarcações bens destinados a outros Estados membros, quando o
de guerra classificadas pelo código 8906 00 10 da adquirente dos serviços seja um sujeito passivo do
18
imposto, dos referidos na alínea a) do n.º 1 do a) As provisões de bordo, sendo considerados
artigo 2.º, registado em imposto sobre o valor como tais os produtos destinados exclusivamente ao
acrescentado e que tenha utilizado o respectivo consumo da tripulação e dos passageiros;
número de identificação para efectuar a aquisição;
b) Os combustíveis, carburantes, lubrificantes e
r) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º outros produtos destinados ao funcionamento das
290/92, de 28 de Dezembro) O transporte de pessoas máquinas de propulsão e de outros aparelhos de uso
provenientes ou com destino ao estrangeiro, bem técnico instalados a bordo;
como o das provenientes ou com destino às
c) Os produtos acessórios destinados à
Regiões Autónomas, e ainda o transporte de
preparação, tratamento e conservação das mercadorias
pessoas efectuado entre as ilhas naquelas Regiões;
transportadas a bordo.
s) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
4 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços
290/92, de 28 de Dezembro) Para efeitos do presente
realizadas por intermediários que actuam em
artigo, é assimilado ao transporte de pessoas
nome e por conta de outrem, quando intervenham
provenientes ou com destino ao estrangeiro o de
em operações descritas no presente artigo ou em
pessoas com proveniência ou com destino às Regiões
operações realizadas fora da Comunidade;
Autónomas e ainda o transporte de pessoas entre as
t) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º ilhas das mesmas Regiões.
82/94, de 14 de Março) O transporte de mercadorias
5 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
entre as ilhas que compõem as Regiões Autónomas
109-B/2001, de 27 de Dezembro) As isenções das alíneas d)
dos Açores e da Madeira, bem como o transporte
e f) do n.º 1 não se aplicam às operações aí referidas
de mercadorias entre estas regiões e o continente,
quando se destinem ou respeitem a barcos desportivos
ou qualquer outro Estado membro, e vice-versa;
ou de recreio.1
u) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões para o SECÇÃO IV
Banco de Portugal de ouro em barra ou em outras
formas não trabalhadas; OUTRAS ISENÇÕES
v) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
82/94, de 14 de Março) As transmissões de bens e as Art.º 15.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-
prestações de serviços destinadas às forças Lei n.º 290/92, de 28 de Dezembro) Estão isentas do
armadas de qualquer outro Estado que seja parte imposto as operações a seguir indicadas, desde que os
no Tratado do Atlântico Norte, que não seja o bens a que se referem não se destinem a utilização
Estado membro da Comunidade Europeia para o definitiva ou consumo final e enquanto estes se
qual os bens são expedidos ou os serviços mantiverem nas respectivas situações:
prestados, para uso dessas forças armadas ou do
elemento civil que as acompanham, ou para o a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
aprovisionamento das respectivas messes ou de 28 de Dezembro) As importações de bens que se
cantinas, quando as referidas forças se encontrem destinem a ser colocados em regime de entreposto não
afectas ao esforço comum de defesa aduaneiro;
x) (Revogada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 290/92,
206/96, de 26 de Outubro) de 28 de Dezembro) As transmissões de bens que se
destinem a ser:
z) (Revogada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
206/96, de 26 de Outubro) I) Apresentados na alfândega e colocados
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º eventualmente em depósito provisório;
290/92, de 28 de Dezembro) As isenções referidas nas II) Colocados numa zona franca ou entreposto
alíneas d), e) e h) do n.º 1, no que se refere às franco;
transmissões de bebidas, efectivar-se-ão através do
III) Colocados em regime de entreposto
exercício do direito à dedução ou da restituição do
aduaneiro ou de aperfeiçoamento activo;
imposto, não se considerando, para o efeito, o
disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 21.º. IV) Incorporados para efeitos de construção,
reparação, manutenção, transformação, equipamento
3 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
ou abastecimento das plataformas de perfuração ou de
290/92, de 28 de Dezembro) Para efeitos do
exploração situadas em águas territoriais ou em
estabelecido neste Código, entende-se por bens de
trabalhos de ligação dessas plataformas ao continente;
abastecimento:
1Nos termos do n.º 5 do artigo 35.º da Lei n.º 109-B/2001, a redacção
dada a este normativo tem natureza interpretativa.
19
V) Colocados em regime de entreposto não no número anterior, poderão beneficiar do regime de
aduaneiro. entreposto não aduaneiro os bens cuja transmissão se
destine a ser efectuada:
c) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
290/92, de 28 de Dezembro) As prestações de serviços
de 26 de Outubro) Em balcões de venda situados no
conexas com as transmissões a que se refere a
interior do aeroporto ou de uma gare marítima, a
alínea anterior;
viajantes que se dirijam para outro Estado membro ou
d) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º para um país terceiro;
82/94, de 14 de Março) As transmissões de bens e as
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
prestações de serviços a eles directamente ligadas,
de 26 de Outubro) A bordo de uma aeronave ou de um
efectuadas nos locais ou sob os regimes referidos
navio, durante um voo ou uma travessia marítima cujo
na alínea b), enquanto se mantiverem numa das
local de chegada se situe noutro Estado membro ou fora
situações ali mencionadas;
do território da Comunidade;
e) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões de bens
de 26 de Outubro) Por um sujeito passivo, nos termos
efectuadas enquanto se mantiverem os regimes de
previstos nas alíneas l), m) e n) do n.º 1 do artigo 14.º.
importação temporária com isenção total de
direitos ou de trânsito externo, ou o procedimento 6 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
de trânsito comunitário interno, bem como as 206/96, de 26 de Outubro) O imposto será devido e
prestações de serviços conexas com tais exigível à saída dos bens do regime de entreposto não
transmissões. aduaneiro a quem os faça sair, devendo o valor
tributável incluir o valor das operações isentas,
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
eventualmente realizadas enquanto os bens se
290/92, de 28 de Dezembro) As situações referidas
mantiverem naquele regime.
nos n.os I), II), III) e IV) da alínea b) do n.º 1 do
presente artigo são as definidas nas disposições 7 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
aduaneiras em vigor. 206/96, de 26 de Outubro) O disposto nos números
anteriores é igualmente aplicável às aquisições
3 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
intracomunitárias de bens, efectuadas nos termos do
130/2003, de 28 de Junho e rectificado pela Declaração
regime do IVA nas transacções intracomunitárias,
de Rectificação n.º 10-B/2003, de 31 de Julho) Para
quando os bens se destinem a ser colocados num dos
efeitos do disposto no número V) da alínea b) do
regimes ou das situações referidos na alínea b) do n.º 1.
n.º 1, consideram-se entrepostos não aduaneiros:
8 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
a) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
206/96, de 26 de Outubro) São também isentas de imposto
130/2003, de 28 de Junho) Os locais autorizados nos
as transmissões de triciclos, cadeiras de rodas, com ou
termos do artigo 21.º do Código dos Impostos
sem motor, automóveis ligeiros de passageiros ou
Especiais sobre o Consumo, relativamente aos bens
mistos para uso próprio de deficientes, de acordo com
sujeitos a impostos especiais de consumo;
os condicionalismos do Decreto-Lei n.º 103-A/90, de 22
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º de Março, devendo o benefício ser requerido nos termos
206/96, de 26 de Outubro) Os locais autorizados de estabelecidos naquele diploma.
acordo com a legislação aplicável, relativamente
aos bens não abrangidos pelo disposto na alínea 9 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
anterior. 206/96, de 26 de Outubro) Se os proprietários dos veículos
adquiridos com a isenção conferida pelo número
4 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º anterior ou importados com isenção ao abrigo da alínea
130/2003, de 28 de Junho) Tratando-se de bens não j) do n.º 1 do art.º 13.º pretenderem proceder à sua
sujeitos a impostos especiais de consumo, previstos alienação antes de decorridos cinco anos sobre a data de
no Código dos Impostos Especiais sobre o aquisição ou de importação, deverão pagar , junto das
Consumo, só pode ser concedida autorização para entidades competentes para a cobrança do imposto
a colocação em regime de entreposto não automóvel, o imposto sobre o valor acrescentado
aduaneiro a bens mencionados no anexo C ao correspondente ao preço de venda, que não poderá ser
presente Código que não se destinem a ser inferior ao que resulta da aplicação ao preço do veículo
transmitidos no estádio do comércio a retalho e novo à data de venda, com exclusão do IVA, das
desde que o mesmo tipo de bens beneficie já do percentagens referidas no n.º 2 do artigo 3.º-A do
regime de entreposto aduaneiro, nos termos da Decreto-Lei n.º 143/86, de 16 de Junho.
legislação aplicável.
10 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 31/2001, de
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 8 de Fevereiro) Estão isentas do imposto as transmissões,
206/96, de 26 de Outubro) Não obstante o disposto a título gratuito, de bens alimentares, para posterior
20
distribuição a pessoas carenciadas, efectuadas a administrativa, de conciliação ou de contratos de
instituições particulares de solidariedade social e a transacção, o valor por que as arrematações ou vendas
organizações não governamentais sem fins tiverem sido efectuadas ou, se for caso disso, o valor
lucrativos. normal dos bens transmitidos;
h) (Aditada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-B/94, de 27 de
Dezembro) Para as operações resultantes de um contrato
CAPÍTULO III
de locação financeira, o valor da renda recebida ou a
VALOR TRIBUTÁVEL receber do locatário.
3 - Nos casos em que a contraprestação não seja
SECÇÃO I definida, no todo ou em parte, em dinheiro, o valor
tributável será o montante recebido ou a receber,
VALOR TRIBUTÁVEL NAS TRANSACÇÕES acrescido do valor normal dos bens ou serviços dados
INTERNAS em troca.

Art.º 16.º - 1 - Sem prejuízo do disposto no 4 - Entender-se-á por valor normal de um bem ou
n.º 2, o valor tributável das transmissões de bens e serviço o preço, aumentado dos elementos referidos no
das prestações de serviços sujeitas a imposto será o n.º 5 deste artigo, na medida em que nele não estejam
valor da contraprestação obtida ou a obter do incluídos, que um adquirente ou destinatário, no
adquirente, do destinatário ou de um terceiro. estádio de comercialização onde é efectuada a operação
e em condições normais de concorrência, teria de pagar
2 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39- a um fornecedor ou prestador independente, no tempo
B/94, de 27 de Dezembro) Nos casos das transmissões e lugar em que é efectuada a operação ou no tempo e
de bens e das prestações de serviços a seguir lugar mais próximos, para obter o bem ou o serviço.
enumeradas, o valor tributável será: 5 - O valor tributável das transmissões de bens e
a) Para as operações referidas na alínea d) do das prestações de serviços sujeitas a imposto, incluirá:
n.º 3 do artigo 3.º, o valor constante da factura a a) Os impostos, direitos, taxas e outras
emitir nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo imposições, com excepção do próprio imposto sobre o
37.º; valor acrescentado;
b) Para as operações referidas nas alíneas f) e b) As despesas acessórias debitadas, como sejam
g) do n.º 3 do artigo 3.º, o preço de aquisição dos as respeitantes a comissões, embalagem, transporte,
bens ou de bens similares, ou, na sua falta, o preço seguros e publicidade efectuada por conta do cliente;
de custo, reportados ao momento da realização das
operações; c) (Aditada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 195/89, de 12
de Junho) As subvenções directamente conexas com o
c) Para as operações referidas nas alíneas a) e preço de cada operação, considerando como tais as que
b) do n.º 2 do artigo 4.º, o valor normal do serviço, são estabelecidas em função do número de unidades
definido no n.º 4 do presente artigo; transmitidas ou do volume dos serviços prestados e
d) Para as transmissões de bens e prestações sejam fixadas anteriormente à realização das operações.
de serviços resultantes de actos de autoridades (1)
públicas, a indemnização ou qualquer outra forma 6 - Do valor tributável referido no número
de compensação; anterior serão excluídos:
e) Para as transmissões de bens entre o a) Os juros pelo pagamento diferido da
comitente e o comissário ou entre o comissário e o contraprestação e as quantias recebidas a título de
comitente, respectivamente, o preço de venda indemnização declarada judicialmente, por
acordado pelo comissário, diminuído da comissão, incumprimento total ou parcial de obrigações;
e o preço de compra acordado pelo comissário,
aumentado da comissão; b) Os descontos, abatimentos e bónus concedidos;

f) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º c) As quantias pagas em nome e por conta do
199/96, de 18 de Outubro) Para as transmissões de adquirente dos bens ou do destinatário dos serviços,
bens em 2ª mão, de objectos de arte, de colecção ou registadas pelo contribuinte em contas de terceiros
antiguidades, efectuadas de acordo com o disposto apropriadas;
em legislação especial, a diferença, devidamente
justificada, entre o preço de venda e o preço de 1
O n.º 4 do artigo 34.º da Lei n.º 127-B/97, de 20 de Dezembro refere
compra;
que "Para efeitos do disposto na alínea c) do n.º 5 do artigo 16.º do
g) Para as transmissões de bens resultantes Código do IVA, as ajudas concedidas no âmbito do POSEIMA são
equiparadas a subvenções directamente conexas com o preço das ope-
de actos de arrematação ou venda judicial ou rações".
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d) As quantias respeitantes a embalagens, Comunidade se este for conhecido no momento em que
desde que as mesmas não tenham sido ocorre o facto gerador na importação, com exclusão das
efectivamente transaccionadas e da factura ou despesas de transporte a que se refere a alínea t) do n.º 1
documento equivalente constem os elementos do artigo 14.º;
referidos na parte final da alínea b) do n.º 5 do
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 82/94,
artigo 35.º.
de 14 de Março) O valor das operações referidas na alínea
7 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º p) do n.º 1 do artigo 14.º e nas alíneas b) a e) do n.º 1 do
195/89, de 12 de Junho) Sempre que não for artigo 15.º.
obrigatória a inclusão no valor tributável das
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
subvenções recebidas, poderão os sujeitos passivos
206/96, de 26 de Outubro) Considera-se lugar de destino
optar pela sua sujeição a imposto, retirando-o dos
aquele que se encontre documentalmente comprovado
montantes recebidos.
perante os serviços aduaneiros ou, na falta dessa
8 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 195/89, de indicação, o lugar em que ocorra a primeira ruptura de
12 de Junho) A legislação especial regulamentará o carga, se esta se efectuar no interior do país, ou, caso tal
apuramento do imposto quando o valor tributável não se verifique, o lugar da importação.
houver de ser determinado de harmonia com o
4 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
disposto na alínea f) do n.º 2.
290/92, de 28 de Dezembro) Do valor tributável dos bens
9 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º importados serão excluídas as reduções de preço
323/98, de 30 de Outubro) Sempre que os elementos resultantes do desconto por pagamento antecipado e os
necessários à determinação do valor tributável descontos concedidos ao adquirente ou ao destinatário
sejam expressos em moeda diferente da moeda no momento em que a operação se realiza e que
nacional, as taxas de câmbio a utilizar serão as figurarem separadamente na factura.
constantes das tabelas indicativas divulgadas pelo
5 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
Banco de Portugal ou as de venda praticadas por
290/92, de 28 de Dezembro) Nos casos de reimportação de
qualquer banco estabelecido no território nacional.
bens exportados temporariamente para fora do
10 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º território da Comunidade e que aí tenham sido objecto
82/94, de 14 de Março) Para os efeitos previstos no de trabalhos de reparação, transformação ou
número anterior, os sujeitos passivos poderão complemento de fabrico, o valor tributável será o que
ainda optar entre considerar a taxa do dia em que corresponder à operação efectuada, determinado de
se verificou a exigibilidade do imposto ou a do harmonia com o disposto nos números anteriores.
primeiro dia útil do respectivo mês.
6 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) Sempre que os elementos
SECÇÃO II
utilizados na determinação do valor tributável na
importação não sejam expressos em moeda nacional, a
Valor tributável na importação de bens
taxa de câmbio será determinada de harmonia com as
disposições comunitárias em vigor para o cálculo do
Art.º 17.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do valor aduaneiro.
Dec.-Lei n.º 290/92, de 28 de Dezembro) O valor
tributável dos bens importados é constituído pelo
valor aduaneiro, determinado de harmonia com as CAPÍTULO IV
disposições comunitárias em vigor.
Taxas
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
Art.º 18.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º da Lei n.º
290/92, de 28 de Dezembro) O valor tributável dos
39/2005, de 24 de Junho) As taxas do imposto são as
bens importados incluirá, na medida em que nele
seguintes:
não estejam compreendidos:
a) Os impostos, direitos aduaneiros, taxas e a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 16/97,
demais encargos devidos antes ou em virtude da de 21 de Janeiro) Para as importações, transmissões de
própria importação, com exclusão do imposto bens e prestações de serviços constantes da lista I anexa
sobre o valor acrescentado; a este diploma, a taxa de 5%;
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 16/97,
206/96, de 26 de Outubro) As despesas acessórias, de 21 de Janeiro) Para as importações, transmissões de
tais como despesas de comissões, embalagem, bens e prestações de serviços constantes da Lista II
transportes e seguros, verificadas até ao primeiro anexa a este diploma, a taxa de 12%;
lugar de destino dos bens em território nacional,
ou outro lugar de destino no território da
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c) (Redacção dada pelo art.º 1.º da Lei n.º 39- previsto nas disposições preliminares da Pauta
2005, de 24 de Junho) Para as restantes importações, Aduaneira Comum, aplicar-se-á a taxa referida na
transmissões de bens e prestações de serviços, a alínea c) do n.º 1, independentemente da sua natureza.
taxa de 21%.
9 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 16/97,
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º de 21 de Janeiro) A taxa aplicável é a que vigora no
16/97, de 21 de Janeiro) Estão sujeitas à taxa a que se momento em que o imposto se torna exigível.
refere a alínea a) do n.º 1 as importações e
transmissões de objectos de arte previstas em
legislação especial. CAPÍTULO V
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º da Lei n.º 39-
Liquidação e pagamento do imposto
2005, de 24 de Junho) As taxas a que se referem as
alíneas a), b) e c) do n.º 1 são, respectivamente, 4%,
SECÇÃO I
8% e 15%, relativamente às operações que, de
acordo com a legislação especial, se considerem Deduções
efectuadas nas Regiões Autónomas dos Açores e
da Madeira.
Art.º 19.º - 1 - Para apuramento do imposto
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º devido, os sujeitos passivos deduzirão, nos termos dos
16/97, de 21 de Janeiro) Nas transmissões de bens artigos seguintes, ao imposto incidente sobre as
constituídos pelo agrupamento de várias operações tributáveis que efectuaram:
mercadorias, formando um produto comercial
distinto, aplicar-se-ão as seguintes taxas: a) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 32.º da Lei n.º 87-
a) Quando as mercadorias que compõem a B/98, de 31 de Dezembro) O imposto devido ou pago pela
unidade de venda não sofram alterações da sua aquisição de bens e serviços a outros sujeitos passivos;
natureza nem percam a sua individualidade, a taxa b) O imposto devido pela importação de bens;
aplicável ao valor global das mercadorias será a
que lhes corresponder ou, se lhes couberem taxas c) (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
diferentes, a mais elevada; B/2004, de 30 de Dezembro) O imposto pago pela
aquisição dos serviços indicados nos n.os 8, 11, 13, 16,
b) Quando as mercadorias que compõem a 17, alínea b), e 19 do artigo 6.º, bem como pela
unidade de venda sofram alterações da sua aquisição dos bens referidos no n.º 22 do mesmo
natureza e qualidade ou percam a sua artigo;
individualidade, a taxa aplicável ao conjunto será a
que, como tal, lhes corresponder. d) O imposto pago como destinatário de
operações tributáveis efectuadas por sujeitos passivos
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º estabelecidos no estrangeiro, quando estes não tenham
16/97, de 21 de Janeiro) Nas prestações de serviços no território nacional um representante legalmente
respeitantes a contratos de locação financeira, o acreditado e não houverem facturado o imposto;
imposto será aplicado com a mesma taxa que seria
aplicável no caso de transmissão dos bens dados e) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
em locação financeira. de 26 de Outubro) O imposto pago pelo sujeito passivo à
saída dos bens de um regime de entreposto não
6 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º aduaneiro, de acordo com o n.º 6 do artigo 15.º.
16/97, de 21 de Janeiro) A taxa aplicável às
prestações de serviços a que se refere a alínea c) do 2 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 122/88, de 20 de
n.º 2 do artigo 4.º é a mesma que seria aplicável no Abril) Só confere direito à dedução o imposto
caso de transmissão de bens obtidos após a mencionado em facturas e documentos equivalentes
execução da empreitada. passados em forma legal, bem como no recibo de
pagamento de IVA que faz parte das declarações de
7 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º importação, em nome e na posse do sujeito passivo.
130/2003, de 28 de Junho) Aos serviços referidos na
alínea n) do n.º 8 do artigo 6.º aplica-se a taxa 3 - Não poderá deduzir-se imposto que resulte de
referida na alínea c) do n.º 1. operação simulada ou em que seja simulado o preço
constante da factura ou documento equivalente.
8 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
16/97, de 21 de Janeiro) Quando não isentas, ao 4 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei n.º
abrigo do artigo 13.º ou de outros diplomas, às 55-B/2004, de 30 de Dezembro) Não poderá igualmente
importações de mercadorias que sejam objecto de deduzir-se o imposto que resulte de operações em que
pequenas remessas enviadas a particulares ou que o transmitente dos bens ou prestador dos serviços não
sejam contidas nas bagagens pessoais dos entregar nos cofres do Estado o imposto liquidado
viajantes, sujeitas ao direito aduaneiro forfetário quando o sujeito passivo tenha ou devesse ter
23
conhecimento de que o transmitente dos bens ou aos pagamentos referidos na alínea c) do n.º 6 do artigo
prestador dos serviços não dispõe de adequada 16.º.
estrutura empresarial susceptível de exercer a
actividade declarada.
Art.º 21.º - 1 - Exclui-se, todavia, do direito à
5 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º dedução o imposto contido nas seguintes despesas:
256/2003, de 21 de Outubro) No caso de facturas ou
documentos equivalentes emitidos pelos próprios a) Despesas relativas à aquisição, fabrico ou
adquirentes dos bens ou serviços, o exercício do importação, à locação, à utilização, à transformação e
direito à dedução fica condicionado à verificação reparação de viaturas de turismo, de barcos de
das condições previstas no n.º 11 do artigo 35.º. recreio, helicópteros, aviões, motos e motociclos. É
considerado viatura de turismo qualquer veículo
6 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
automóvel, com inclusão do reboque, que, pelo seu
256/2003, de 21 de Outubro) Para efeitos do exercício
tipo de construção e equipamento, não seja destinado
do direito à dedução, consideram-se passados em
unicamente ao transporte de mercadorias ou a uma
forma legal as facturas ou documentos
utilização com carácter agrícola, comercial ou indus-
equivalentes que contenham os elementos
trial ou que, sendo misto ou de transporte de passa-
previstos no artigo 35.º.
geiros, não tenha mais de nove lugares, com inclusão
Art.º 20.º - 1 - Só poderá deduzir-se o do condutor;
imposto que tenha incidido sobre bens ou serviços
b) (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13 de
adquiridos, importados ou utilizados pelo sujeito
Dezembro) Despesas respeitantes a combustíveis nor-
passivo para a realização das operações seguintes:
malmente utilizáveis em viaturas automóveis, com
excepção das aquisições de gasóleo, de gases de petró-
a) Transmissões de bens e prestações de
leo liquefeitos (GPL), gás natural e biocombustíveis,
serviços sujeitas a imposto e dele não isentas;
cujo imposto será dedutível na proporção de 50%, a
b) Transmissões de bens e prestações de menos que se trate dos bens a seguir indicados, caso
serviços que consistam em: em que o imposto relativo aos consumos de gasóleo,
GPL, gás natural e biocombustíveis é totalmente
I - Exportações e operações isentas nos dedutível:
termos do artigo 14.º;
I) - Veículos pesados de passageiros;
II - Operações efectuadas no estrangeiro que
seriam tributáveis se fossem efectuadas no II) - Veículos licenciados para transportes
território nacional; públicos, exceptuando-se os rent-a-car;
III - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º III) - (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13 de
290/92, de 28 de Dezembro) Prestações de serviços Dezembro) Máquinas consumidoras de gasóleo, GPL,
cujo valor esteja incluído na base tributável de bens gás natural ou biocombustíveis que não sejam veícu-
importados, nos termos da alínea b) do n.º 2 do los matriculados;
artigo 17.º;
IV) - (Redacção dada pelo n.º 4 do art.º 32.º da Lei
IV - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º n.º 65/90, de 28 de Dezembro) Tractores com emprego
31/2001, de 8 de Fevereiro) Transmissões de bens e exclusivo ou predominante na realização de opera-
prestações de serviços abrangidas pelas alíneas b), ções culturais inerentes à actividade agrícola;
c), d) e e) do n.º 1 e pelos n.os 8 e 10 do artigo 15.º;
V) - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
V - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º n.º220/2000,de 9 de Setembro) Veículos de transporte de
290/92, de 28 de Outubro) Operações isentas nos mercadorias com peso superior a 3500 Kg.
termos dos n.ºs 28 e 29 do artigo 9.º, quando o
destinatário esteja estabelecido ou domiciliado fora c) (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13 de
da Comunidade Europeia ou que estejam Dezembro) Despesas de transportes e viagens de negócios
directamente ligadas a bens, que se destinam a ser do sujeito passivo do imposto e do seu pessoal, incluindo as
exportados para países não pertencentes à mesma portagens;
Comunidade; d) (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13 de
VI - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º Dezembro) Despesas respeitantes a alojamento, alimenta-
290/92, de 28 de Dezembro) Operações isentas nos ção, bebidas e tabacos e despesas de recepção, incluindo as
relativas ao acolhimento de pessoas estranhas à empresa e
termos do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 394-B/84,
as despesas relativas a imóveis ou parte de imóveis e seu
de 26 de Dezembro.
equipamento, destinados principalmente a tais recepções;
2 - Não haverá, porém, direito à dedução do e) Despesas de divertimento e de luxo, sendo
imposto respeitante a operações que dêem lugar consideradas como tal as que, pela sua natureza ou
24
pelo seu montante, não constituam despesas Art.º 22.º - 1 - O direito à dedução nasce no
normais de exploração. momento em que o imposto dedutível se torna
exigível, de acordo com o estabelecido pelos artigos
2 – (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13
7.º e 8.º, efectuando-se mediante subtracção ao
de Dezembro) Não se verifica, contudo, a exclusão
montante global do imposto devido pelas operações
do direito à dedução nos seguintes casos:
tributáveis do sujeito passivo, durante um período de
a) Despesas mencionadas na alínea a) do declaração, do montante do imposto dedutível,
número anterior, quando respeitem a bens cuja exigível durante o mesmo período.
venda ou exploração constitua objecto de activi-
dade do sujeito passivo, sem prejuízo do disposto 2 - (Redacção dada pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-
na alínea b) do mesmo número, relativamente a B/2003, de 31 de Dezembro) Sem prejuízo do disposto
combustíveis que não sejam adquiridos para no artigo 71.º, a dedução deverá ser efectuada na
revenda; declaração do período ou de período posterior àquele
em que se tiver verificado a recepção das facturas,
b) Despesas relativas a fornecimento ao
documentos equivalentes ou recibo de pagamento de
pessoal da empresa, pelo próprio sujeito passivo,
IVA que fizer parte das declarações de importação.
de alojamento, refeições, alimentação e bebidas,
em cantinas, economatos, dormitórios e simila- 3 - Se a recepção dos documentos referidos no
res; número anterior tiver lugar em período de declaração
diferente do da respectiva emissão, poderá a dedução
c) (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13
efectuar-se, se ainda for possível, no período de decla-
de Dezembro) Despesas mencionadas nas alíneas
ração em que aquela emissão teve lugar.
a) a d) do número anterior, quando efectuadas
por um sujeito passivo do imposto agindo em 4 - Sempre que a dedução de imposto a que
nome próprio mas por conta de um terceiro, haja lugar supere o montante devido pelas operações
desde que a este sejam debitadas com vista a tributáveis, no período correspondente, o excesso será
obter o respectivo reembolso;. deduzido nos períodos de imposto seguintes.
d) (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13 5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
de Dezembro) Despesas mencionadas nas alíneas 166/94, de 9 de Junho) Se, passados 12 meses relativos
c) e d), com excepção de tabacos, ambas do ao período em que se iniciou o excesso, persistir crédi-
número anterior, efectuadas para as necessidades to a favor do contribuinte superior a € 249,40, este
directas dos participantes, relativas à organização poderá solicitar o seu reembolso.
de congressos, feiras, exposições, seminários,
6 - (Redacção dada pelo art.º 28.º da Lei n.º 32-
conferências e similares, quando resultem de
B/2002, de 30 de Dezembro) Não obstante o disposto no
contratos celebrados directamente com o
número anterior, o sujeito passivo poderá solicitar o
prestador de serviços ou através de entidades
reembolso antes do fim do período de 12 meses quan-
legalmente habilitadas para o efeito e
do se verifique a cessação de actividade ou passe a
comprovadamente contribuam para a realização
enquadrar-se no disposto nos n. os 3 e 4 do artigo 28.º,
de operações tributáveis, cujo imposto será
no n.º 1 do artigo 54.º ou no n.º 1 do artigo 61.º, desde
dedutível na proporção de 50%;
que o valor do reembolso seja igual ou superior a € 25,
e) (Redacção dada pela Lei n.º 57/2005, de 13 bem como quando o crédito a seu favor exceder 25
de Dezembro) Despesas mencionadas na alínea c) vezes o salário mínimo nacional mais elevado, arre-
e despesas de alojamento, alimentação e bebidas dondado para a centena de euros imediatamente infe-
previstas na alínea d), ambas do número anterior, rior, sendo este valor reduzido para metade nas situa-
relativas à participação em congressos, feiras, ções a seguir indicadas:
exposições, seminários, conferências e similares,
quando resultem de contratos celebrados a) (Redacção dada pelo art.º 2.º da Lei n.º 4/98, de 12
directamente com as entidades organizadoras de Janeiro) Nos seis primeiros meses após o início da
dos eventos e comprovadamente contribuam actividade;
para a realização de operações tributáveis, cujo
imposto é dedutível na proporção de 25%. b) (Redacção dada pelo art.º 2.º da Lei n.º 4/98, de 12
de Janeiro) Em situações de investimento com recurso
3 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º ao crédito, devidamente comprovadas.
199/96, de 18 de Outubro) Não conferem também
direito à dedução do imposto as aquisições de 7 - (Redacção dada pelo art.º 28.º da Lei n.º 32-
bens referidos na alínea f) do n.º 2 do artigo 16.º, B/2002, de 30 de Dezembro) Em qualquer caso, a Direc-
quando o valor da sua transmissão posterior, de ção-Geral dos Impostos poderá exigir, quando a quan-
acordo com legislação especial, for a diferença tia a reembolsar exceder € 1000, caução, fiança bancá-
entre o preço de venda e o preço de compra. ria ou outra garantia adequada, que determinará a
suspensão do prazo de contagem dos juros indemni-
25
zatórios referidos no número seguinte, até à pres- correspondente ao montante anual de operações que
tação da mesma, a qual deverá ser mantida pelo dêem lugar a dedução.
prazo de um ano.
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º, do Dec.-Lei n.º
8 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do
323/98, de 30 de Outubro) Não obstante o disposto no
Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Os reembol-
número anterior, poderá o sujeito passivo efectuar a
sos de imposto, quando devidos, deverão ser
dedução segundo a afectação real de todos ou parte dos
efectuados pela Direcção-Geral dos Impostos até
bens e serviços utilizados, sem prejuízo de a Direcção-
ao fim do 3.º mês seguinte ao da apresentação do
Geral dos Impostos lhe vir a impor condições especiais
pedido, findo o qual poderão os sujeitos passivos
ou a fazer cessar esse procedimento no caso de se
solicitar a liquidação de juros indemnizatórios
verificarem distorções significativas na tributação.
nos termos do artigo 43.º da lei geral tributária.
3 - A administração fiscal pode obrigar o
9 - O Ministro das Finanças e do Plano
contribuinte a proceder de acordo com o disposto no
poderá autorizar a administração fiscal a efectuar
número anterior:
reembolsos em condições diferentes das estabele-
cidas nos números anteriores, relativamente a a) Quando o sujeito passivo exerça actividades
sectores de actividade cujo volume de negócios económicas distintas;
seja constituído essencialmente por operações
b) Quando a aplicação do processo referido no n.º
isentas com direito à dedução do imposto pago
1 conduza a distorções significativas na tributação.
nas aquisições.
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
10 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
195/89, de 12 de Junho) A percentagem de dedução
n.º 100/95, de 19 de Maio) O Ministro das Finanças
referida no n.º 1 resulta de uma fracção que comporta,
poderá estabelecer, por despacho, de acordo com
no numerador, o montante anual, imposto excluído, das
os critérios previstos no artigo 77.º, a obrigatorie-
transmissões de bens e prestações de serviços que dão
dade de os sujeitos passivos apresentarem, jun-
lugar a dedução nos termos do artigo 19.º e n.º 1 do art.º
tamente com o pedido de reembolso, documen-
20.º e, no denominador, o montante anual, imposto
tos ou informações relativos às operações que
excluído, de todas as operações efectuadas pelo sujeito
determinaram aquele pedido, sob pena de o
passivo, incluindo as operações isentas ou fora do
reembolso não se considerar devido para efeitos
campo do imposto, designadamente as subvenções não
do n.º 8.
tributadas que não sejam subsídios de equipamento.
11 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
5 - No cálculo referido no número anterior não
n.º 100/95, de 19 de Maio) Os pedidos de reembol-
serão, no entanto, incluídas as transmissões de bens do
so serão indeferidos quando não forem faculta-
activo imobilizado que tenham sido utilizadas na
dos pelo sujeito passivo elementos que permitam
actividade da empresa nem as operações imobiliárias
aferir da legitimidade do reembolso, bem como
ou financeiras que tenham um carácter acessório em
quando o imposto dedutível for referente a um
relação à actividade exercida pelo sujeito passivo.
sujeito passivo com número de identificação fis-
cal inexistente ou inválido ou que tenha suspenso 6 - A percentagem de dedução, calculada
ou cessado a sua actividade no período a que se provisoriamente, com base no montante de operações
refere o reembolso. efectuadas no ano anterior, será corrigida de acordo
com os valores referentes ao ano a que se reporta,
12 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei
originando a correspondente regularização das
n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro) A não apresenta-
deduções efectuadas, a qual deverá constar da
ção da garantia, quando solicitada, determina a
declaração do último período do ano a que respeita.
suspensão do prazo estabelecido no n.º 1 do artigo
45.º da lei geral tributária. 7 - Os sujeitos passivos que iniciem a actividade
ou a alterem substancialmente poderão praticar a
13 - (Redacção dada pelo art.º 28.º da Lei n.º
dedução do imposto com base numa percentagem
32-B/2002, de 30 de Dezembro) Das decisões referi-
provisória estimada, a inscrever nas declarações a que
das no n.º 11 cabe recurso hierárquico, reclama-
se referem os artigos 30.º e 31.º.
ção ou impugnação judicial, nos termos previstos
no artigo 87.º-A. 8 - Para determinação da percentagem de
dedução, o quociente da fracção será arredondado para
Art.º 23.º - 1 - Quando o sujeito passivo, no
a centésima imediatamente superior.
exercício da sua actividade, efectue transmissões
de bens e prestações de serviços, parte das quais 9 - Para efeitos do disposto neste artigo, poderá o
não confira direito à dedução, o imposto suportado Ministro das Finanças e do Plano, relativamente a
nas aquisições é dedutível apenas na percentagem determinadas actividades, considerar como inexistentes
as operações que dêem lugar à dedução ou as que não
confiram esse direito, sempre que as mesmas
26
constituam uma parte insignificante do total do 5 - Nos casos de transmissões de bens do activo
volume de negócios e não se mostre viável o imobilizado durante o período de regularização, esta
procedimento previsto nos n.os 2 e 3. será efectuada de uma só vez, pelo período ainda não
decorrido, considerando-se que tais bens estão afectos a
Art.º 24.º - 1 - Serão regularizadas uma actividade totalmente tributada no ano em que se
anualmente as deduções efectuadas quanto a bens verifica a transmissão e nos restantes até ao
não imóveis do activo imobilizado se entre a esgotamento do prazo de regularização. Se, porém, a
percentagem definitiva a que se refere o artigo transmissão for isenta de imposto, nos termos dos n.os
anterior aplicável no ano do início da utilização do 31 ou 33 do artigo 9.º, considerar-se-á que os bens estão
bem e em cada um dos quatro anos civis afectos a uma actividade não tributada, devendo no
posteriores e a que tiver sido apurada no ano de primeiro caso efectuar-se a regularização respectiva.
aquisição houver uma diferença, para mais ou para
6 - As regularizações previstas nos números
menos, igual ou superior a cinco pontos
anteriores deverão constar da declaração do último
percentuais.
período do ano a que respeita.
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
Art.º 24 - A - 1 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 44.º da
31/2001, de 8 de Fevereiro) Serão também
Lei n.º 3-B/2000, de 4 de Abril) Se, por motivo de
regularizadas anualmente as deduções efectuadas
alteração da actividade ou por imposição legal, os
quanto às despesas de investimento em bens
sujeitos passivos passarem a praticar operações sujeitas
imóveis, se entre a percentagem definitiva a que se
que conferem direito à dedução, poderão ainda deduzir
refere o artigo anterior aplicável no ano de
o imposto relativo aos bens do activo imobilizado, do
ocupação do bem e em cada um dos 19 anos civis
seguinte modo:
posteriores e a que tiver sido apurada no ano da
aquisição ou da conclusão das obras houver uma
a) (Aditada pelo n.º 1 do art.º 44.º da Lei n.º 3-
diferença, para mais ou para menos, igual ou
B/2000, de 4 de Abril) Quando se trate de bens não
superior a cinco pontos percentuais.
imóveis adquiridos no ano da alteração do regime de
3 - Para a regularização das deduções tributação e nos quatro anos civis anteriores, o imposto
relativas a bens do activo imobilizado, a que se dedutível será proporcional ao número de anos que
referem os números anteriores, proceder-se-á do faltem para completar o período de cinco anos a partir
seguinte modo: do ano em que iniciou a utilização dos bens;
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
31/2001, de 8 de Fevereiro) No final do ano em que se 31/2001, de 8 de Fevereiro) No caso de bens imóveis
iniciou a utilização ou ocupação e de cada um dos adquiridos ou concluídos no ano da alteração do regime
4 ou 19 anos civis seguintes àquele, consoante o de tributação e nos 19 anos civis anteriores, o imposto
caso, calcular-se-á o montante da dedução que dedutível será proporcional ao número de anos que
teria lugar na hipótese de a aquisição ou conclusão faltem para completar o período de 20 anos a partir do
das obras em bens imóveis se ter verificado no ano ano da ocupação dos bens;
em consideração, de acordo com a percentagem
c) (Aditada pelo n.º 1 do art.º 44.º da Lei n.º 3-
definitiva desse mesmo ano;
B/2000, de 4 de Abril) A dedução poderá ser efectuada
b) O montante assim obtido será subtraído à no período de imposto em que se verificar a alteração.
dedução efectuada no ano em que teve lugar a
2 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 44.º da Lei n.º 3-
aquisição ou ao somatório das deduções
B/2000, de 4 de Abril) A dedução prevista no número
efectuadas até ao ano da conclusão das obras em
anterior não é aplicável aos bens do activo imobilizado
bens imóveis;
abrangidos pelo n.º 4 do artigo 24.º.
c) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
3 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 44.º da Lei n.º 3-
31/2001, de 8 de Fevereiro) A diferença positiva ou
B/2000, de 4 de Abril) O disposto nos números anteriores
negativa dividir-se-á por 5 ou por 20, conforme o
é igualmente aplicável aos sujeitos passivos que,
caso, sendo o resultado a quantia a pagar ou a
utilizando o método de afectação real, afectem um bem
dedução complementar a efectuar no respectivo
do sector isento a um sector tributado, podendo a
ano.
dedução ser efectuada no período em que ocorre essa
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º afectação.
198/90, de 19 de Junho) A regularização prevista no
4 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 44.º da Lei n.º 3-
número anterior não é aplicável aos bens do activo
B/2000, de 4 de Abril) A dedução a que se refere o
imobilizado de valor unitário inferior a € 249,40
presente artigo não é aplicável aos sujeitos passivos que,
nem aos que, nos termos do Decreto
à data da alteração, se encontrassem no regime especial
Regulamentar n.º 2/90, de 12 de Janeiro, tenham
de isenção do artigo 53.º.
um período de vida útil inferior a cinco anos.
27
Art.º 25.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do mesmo artigo, bem como os abrangidos pela alínea g)
Dec.-Lei n.º 31/2001, de 8 de Fevereiro) A não do n.º 1 do artigo 2.º, que não estejam obrigados à
utilização em fins da empresa de bens imóveis apresentação da declaração referida no artigo 40.º,
relativamente aos quais houve dedução do mas já tenham apresentado a declaração prevista no
imposto durante 1 ou mais anos civis completos n.º 1 do artigo 25.º do Regime do IVA nas Transacções
após o início do período de 19 anos referido no n.º Intracomunitárias, devem efectuar o pagamento do
2 do artigo 24.º dará lugar à regularização anual de correspondente imposto até ao final do mês seguinte
1/20 da dedução efectuada, que deverá constar da àquele em que o imposto se torna exigível, nos termos
declaração do último período do ano a que do n.º 2 do artigo 22.º do mesmo Regime.
respeita.
5 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
30-C/2000, de 29 de Dezembro) Quando o valor do im-
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
posto apurado pelo sujeito passivo na declaração pe-
130/2003, de 28 de Junho) No caso de cessação da
riódica apresentada nos termos do n.º 1 do artigo 40.º
actividade durante o período de regularização, esta
for superior ao montante do respectivo meio de pa-
será efectuada nos termos do n.º 5 do artigo 24.º.
gamento, será extraída, pelos serviços centrais da
Direcção-Geral dos Impostos, certidão de dívida, pela
SECÇÃO II diferença entre o valor apurado e o valor do respecti-
vo meio de pagamento, ou pela totalidade do valor
Pagamento do imposto declarado no caso da falta do meio de pagamento, nos
termos e para os efeitos do disposto no art.º 110.º do
Art.º 26.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do Código de Processo Tributário.
art.º 35.º da Lei n.º 30-C/2000, de 29 de Dezembro)
Sem prejuízo do disposto no regime especial 6 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
referido nos artigos 60.º e seguintes, os sujeitos 206/96, de 26 de Outubro) Quando a saída dos bens do
passivos são obrigados a entregar o montante do regime de entreposto não aduaneiro, a que se refere o
imposto exigível, apurado nos termos dos artigos n.º 6 do artigo 15.º, for efectuada por uma pessoa que
19.º a 25.º e 71.º, na Direcção de Serviços de Co- não esteja obrigada à apresentação da declaração
brança do Imposto sobre o Valor Acrescentado, prevista no artigo 40.º, o imposto deve ser entregue na
simultaneamente com as declarações a que se tesouraria da Fazenda Pública competente, no prazo
refere o artigo 40.º, ou noutros locais de cobrança previsto no n.º 3 deste artigo.
legalmente autorizados.
Art.º 27.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-
2 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 34.º da Lei Lei n.º 323/98, de 30 de Outubro) Sempre que se proceda à
n.º 10-B/96, de 23 de Março) As pessoas referidas na liquidação do imposto ou de juros compensatórios por
alínea c) do n.º 1 do artigo 2.º e no artigo 42.º iniciativa dos serviços, sem prejuízo do disposto no art.º
deverão entregar na tesouraria da Fazenda Pública 83.º, será o contribuinte notificado para efectuar o
competente o correspondente imposto nos prazos respectivo pagamento na tesouraria da Fazenda Pública
de, respectivamente, 15 dias, a contar da emissão competente, no prazo referido na notificação, não
da factura ou documento equivalente, e até ao podendo este ser inferior a 30 dias a contar dessa
último dia do mês seguinte ao da conclusão da notificação.
operação.
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
3 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei 160/2003, de 19 de Julho) No caso previsto no número
n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) Os sujeitos anterior e na falta do pagamento no prazo aí
passivos adquirentes dos serviços indicados nos estabelecido, será extraída, pelos serviços centrais da
n.os 8 e 10, alínea a), do artigo 6.º e dos bens Direcção-Geral dos Impostos, certidão de dívida nos
referidos no n.º 22 do mesmo artigo, bem como termos e para os efeitos do disposto no artigo 88.º do
os abrangidos pela alínea g) do n.º 1 do artigo 2.º, Código de Procedimento e de Processo Tributário.
que não estejam obrigados à apresentação da
declaração referida no artigo 40.º, devem 3 - O imposto devido pelas importações será
entregar na tesouraria de finanças competente o pago aos serviços aduaneiros competentes no acto do
correspondente imposto até ao final do mês desembaraço alfandegário.
seguinte àquele em que o imposto se torna 4 - (Rectificado pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I Série,
exigível. 2.º Supl.) O imposto relativo às transmissões de bens
4 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 47.º da Lei resultantes de actos de arrematação, venda judicial ou
n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) Os sujeitos administrativa, conciliação ou de contratos de
passivos adquirentes dos serviços indicados nos transacção será liquidado no momento em que for
n.os 8, 10, alínea a), 11, 13, 16, 17, alínea b), e 19 efectuado o pagamento ou, se este for parcial, no do
do artigo 6.º e dos bens referidos no n.º 22 do primeiro pagamento das custas, emolumentos ou
28
outros encargos devidos. A liquidação será de 23 de Agosto, e dos regimes especiais previstos em
efectuada mediante aplicação da respectiva taxa ao legislação complementar a este diploma, relativos às
valor tributável, determinado nos termos da alínea operações efectuadas no ano anterior, os quais fazem
g) do n.º 2 do artigo 16.º. parte integrante da declaração anual a que se referem os
Códigos do IRC e do IRS;
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
130/2003, de 28 de Junho) O imposto devido nos e) (Redacção dada pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-
termos do n.º 10 do artigo 7.º será pago, B/2003, de 31 de Dezembro) Entregar um mapa recapitu-
simultaneamente com o imposto automóvel, junto lativo com identificação dos sujeitos passivos seus
das entidades competentes para a respectiva clientes, donde conste o montante total das operações
cobrança. internas realizadas com cada um deles no ano ante-
rior, desde que superior a € 25 000, o qual é parte inte-
6 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
grante da declaração anual a que se referem os Códi-
130/2003, de 28 de Junho) O imposto calculado nos
gos do IRS e do IRC;
termos dos n.os 3 a 5 será incluído, pelos serviços
respectivos, com a correspondente classificação f) (Redacção dada pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-B/2003,
orçamental, nas primeiras guias de receita que de 31 de Dezembro) Entregar um mapa recapitulativo
forem processadas quer para pagamento dos com a identificação dos sujeitos passivos seus forne-
direitos de importação, quando devidos, ou do cedores, donde conste o montante total das operações
imposto automóvel, quer para pagamento do internas realizadas com cada um deles no ano ante-
preço da arrematação, venda ou adjudicação, ou rior, desde que superior a € 25 000, o qual é parte
para pagamento das custas, emolumentos ou integrante da declaração anual a que se referem os
outros encargos devidos, quando não houver Códigos do IRS e do lRC;
preço.
g) (Redacção dada pelo art.º 1.º Dec.-Lei n.º 166/94,
de 9 de Junho) Dispor de contabilidade adequada ao
SECÇÃO III apuramento e fiscalização do imposto;
h) (Aditada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 55/2000, de
Outras obrigações dos contribuintes 14 de Abril) A declaração, anexos e mapas recapitulati-
vos a que se referem as alíneas d), e) e f) devem ser
Art.º 28.º - 1 - Para além da obrigação do apresentados em qualquer repartição de finanças, em
pagamento do imposto, os sujeitos passivos refe- suporte de papel, magnético ou por transmissão elec-
ridos na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º são obri- trónica de dados, até ao último dia útil do mês de
gados, sem prejuízo do previsto em disposições Junho ou, em caso de adopção de um período de tri-
especiais, a: butação em IRC diferente do ano civil, até ao último
dia útil do 6.º mês posterior à data do termo desse
a) (Rectificado pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I período;
Série, 2.º Supl.) Entregar, segundo as modalidades i) (Aditada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 55/2000, de
e formas prescritas na lei, uma declaração de 14 de Abril) Sempre que os elementos a mencionar nos
início, de alteração ou de cessação da sua activi- mapas recapitulativos referidos nas alíneas e) e f) impli-
dade; quem o preenchimento de mais de uma folha, devem
b) Emitir uma factura ou documento equi- ser entregues em suporte magnético ou por transmissão
valente por cada transmissão de bens ou presta- electrónica de dados.
ção de serviços, tal como vêm definidas nos arti- 2 - A obrigação de declaração periódica prevista
gos 3.º e 4.º do presente diploma, bem como no número anterior subsiste mesmo que não haja, no
pelos pagamentos que lhes sejam efectuados período correspondente, operações tributáveis.
antes da data da transmissão de bens ou da pres-
tação de serviços; 3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
166/94, de 9 de Junho) Estão dispensados das obriga-
c) Enviar mensalmente uma declaração ções referidas nas alíneas b), c), d) e g) do n.º 1 os sujei-
relativa às operações efectuadas no exercício da tos passivos que pratiquem exclusivamente operações
sua actividade no decurso do segundo mês pre- isentas de imposto, excepto quando essas operações
cedente, com a indicação do imposto devido ou dêem direito a dedução nos termos da alínea b) do n.º
do crédito existente e dos elementos que servi- 1 do artigo 20.º.
ram de base ao respectivo cálculo;
4 - (Redacção do art.º 4.º do Dec.-Lei n.º 185/86, de
d) (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 14 de Julho, rectificado pelo D.R. n.º 225, de 30/9/86, I
55/2000, de 14 de Abril) Entregar uma declaração de Série, 2.º Supl.) Se, por motivos de alteração da activi-
informação contabilística e fiscal e anexos dade, o sujeito passivo passar a praticar exclusiva-
respeitantes à aplicação do Decreto-Lei n.º 347/85, mente operações isentas que não conferem direito à
29
dedução, a dispensa do envio da declaração refe- do n.º 1 relativamente a operações em que seja espe-
rida na alínea c) do n.º 1 produz efeitos a partir cialmente difícil o seu cumprimento.
de 1 de Janeiro do ano civil seguinte àquele em
que é apresentada a respectiva declaração. 12 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º 109-
B/2001, de 27 de Dezembro) São regulamentados por por-
5 - (Redacção do art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
taria do Ministro das Finanças o âmbito de obrigatorie-
185/86, de 14 de Julho) O disposto no n.º 3 não se
dade, os suportes, o início de vigência e os procedimen-
aplica aos sujeitos passivos que, embora passan-
tos do envio de declarações por transmissão electrónica
do a praticar exclusivamente operações isentas
da dados.
que não conferem o direito à dedução, tenham de
efectuar as regularizações previstas nos artigos 13 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003,
24.º e 25.º, os quais, no entanto, só ficam obriga- de 21 de Outubro) Consideram-se documentos equiva-
dos à apresentação de uma declaração com refe- lentes a factura os documentos e, no caso de facturação
rência ao último período de imposto anual. electrónica, as mensagens que, contendo os requisitos
exigidos para as facturas, visem alterar a factura inicial e
6 - Quando o julgue conveniente, o sujeito
para ela façam remissão.
passivo poderá, comunicando previamente o
facto à Direcção-Geral das Contribuições e Im- 14 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003,
postos, recorrer ao processamento de facturas de 21 de Outubro) Para cumprimento do disposto na
globais, respeitantes a cada mês ou a períodos alínea b) do n.º 1, as facturas ou documentos equivalen-
inferiores, desde que por cada transacção seja tes poderão ser elaborados pelo próprio adquirente dos
emitida guia ou nota de remessa e do conjunto bens ou serviços ou por um terceiro, em nome e por
dos dois documentos resultem os elementos refe- conta do sujeito passivo.
ridos no n.º 5 do artigo 35.º.
Art.º 29.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-
7 - Deverá ainda ser emitida factura ou
Lei n.º 179/2002, de 3 de Agosto) Os sujeitos passivos não
documento equivalente quando o valor tributá-
residentes, sem estabelecimento estável em território
vel de uma operação ou o imposto corresponden-
nacional, que aqui pratiquem operações tributáveis e
te sejam alterados por qualquer motivo, incluin-
que disponham de sede, estabelecimento estável ou
do inexactidão.
domicílio noutro Estado-Membro poderão proceder à
8 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º nomeação de um representante, sujeito passivo do
290/92, de 28 de Dezembro) As transmissões de imposto sobre o valor acrescentado no território
bens e as prestações de serviços isentas ao abrigo nacional, munido de procuração com poderes bastantes.
das alíneas a) a j), p) e q) do n.º 1 do artigo 14.º e
2 - Os sujeitos passivos não residentes, sem
das alíneas b), c), d) e e) do n.º 1 do artigo 15.º,
estabelecimento estável em território nacional, que aqui
deverão ser comprovadas através dos documen-
pratiquem operações tributáveis e que não disponham
tos alfandegários apropriados ou, não havendo
de sede, estabelecimento estável ou domicílio noutro
obrigação legal de intervenção dos serviços
Estado-Membro estão obrigados a nomear um
aduaneiros, de declarações emitidas pelo adqui-
representante, sujeito passivo do imposto sobre o valor
rente dos bens ou utilizador dos serviços, indi-
acrescentado no território nacional, munido de
cando o destino que lhes irá ser dado.
procuração com poderes bastantes.
9 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
3 - O representante a que se referem os números
n.º 323/98, de 30 de Outubro) A falta dos documen-
anteriores deverá cumprir todas as obrigações
tos comprovativos referidos no número anterior
decorrentes da aplicação do presente diploma,
determina a obrigação para o transmitente dos
incluindo a do registo, e será devedor do imposto que
bens ou prestador dos serviços de liquidar o
se mostre devido pelas operações realizadas pelo
imposto correspondente.
representado.
10 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
4 - A nomeação do representante deve ser
n.º 323/98, de 30 de Outubro) O mapa recapitulati-
comunicada à parte contratante antes de ser efectuada a
vo a que se refere a alínea e) do n.º 1 não incluirá,
operação.
em qualquer caso, os clientes que efectuem des-
pesas com bens e serviços previstos nas alíneas 5 - O sujeito passivo não estabelecido em
b), c), d) e e) do n.º 1 do artigo 21.º. território nacional é solidariamente responsável com o
representante pelo pagamento do imposto.
11 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
55/2000, de 14 de Abril) O Ministro das Finanças
6 - Os sujeitos passivos referidos nos n.º 1 e 2 são
pode dispensar a obrigação da apresentação dos
dispensados de registo e de nomeação de representante,
mapas recapitulativos referidos nas alíneas e) e f)
quando efectuem apenas transmissões de bens

30
mencionados no anexo C e isentas ao abrigo da momento em que ocorra qualquer dos seguintes factos:
alínea d) do n.º 1 do artigo 15.º.
a) (Rectificada pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I Série, 2.º
7 - Os sujeitos passivos indicados no número Supl) Deixem de praticar-se actos relacionados com
anterior, que façam sair os bens dos locais ou dos actividades determinantes da tributação durante um
regimes referidos na alínea b) do n.º 1 do artigo período de dois anos consecutivos, caso em que se
15.º, devem cumprir as obrigações previstas neste presumirão transmitidos, nos termos da alínea f) do n.º
diploma. 3 do artigo 3.º, os bens a essa data existentes no activo
da empresa;
Art.º 30.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 24.º do
b) Se esgote o activo da empresa, pela venda dos
Dec.-Lei n.º 111/2005, de 8 de Julho) Sem prejuízo do
bens que o constituem ou pela sua afectação a uso
disposto no número seguinte, as pessoas
próprio do titular, do pessoal ou, em geral, a fins alheios
singulares ou colectivas que exerçam uma
à mesma, bem como pela sua transmissão gratuita;
actividade sujeita a IVA devem apresentar, em
qualquer serviço de finanças ou noutro local c) Seja partilhada a herança indivisa de que façam
legalmente autorizado, antes de iniciado o parte o estabelecimento ou os bens afectos ao exercício
exercício da actividade, a respectiva declaração. da actividade;
d) Se dê a transferência, a qualquer outro título,
2 - (Redacção dada pelo art.º 24.º do Dec.-Lei n.º
da propriedade do estabelecimento.
111/2005, de 8 de Julho) As pessoas colectivas que
estejam sujeitas a registo comercial e exerçam uma 2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
actividade sujeita a IVA devem apresentar a 31/2001, de 8 de Fevereiro) Independentemente dos factos
declaração de início de actividade, em qualquer previstos no número anterior, pode ainda a
serviço de finanças ou noutro local legalmente administração fiscal declarar oficiosamente a cessação
autorizado, no prazo de 15 dias a partir da data da de actividade quando for manifesto que esta não está a
apresentação a registo na conservatória do registo ser exercida nem há a intenção de a continuar a exercer,
comercial. ou sempre que o sujeito passivo tenha declarado o
exercício de uma actividade sem que possua uma
3 - (Aditado pelo art.º 24.º do Dec.-Lei n.º adequada estrutura empresarial susceptível de a
111/2005, de 8 de Julho) Não há lugar à entrega da exercer.
declaração referida nos números anteriores
quando se trate de pessoas sujeitas a IVA pela Art.º 34.º - 1 - As declarações referidas nos
prática de uma só operação tributável nos termos artigos 30.º a 32.º serão apresentadas em triplicado,
da alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º, excepto se a sendo uma das cópias devolvida aos contribuintes.
mesma exceder o limite previsto nas alíneas e) e f)
do n.º 1 do artigo 28.º. 2 - As declarações serão informadas no prazo de
30 dias pela Direcção-Geral das Contribuições e
Art.º 31.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Impostos, que se pronunciará sobre os elementos
Dec.-Lei n.º 185/86, de 14 de Julho) Sempre que se declarados e quaisquer outros com interesse para a
verifiquem alterações de qualquer dos elementos apreciação da situação.
constantes da declaração relativa ao início de
3 - No caso de a Direcção-Geral das
actividade, deve o contribuinte entregar a
Contribuições e Impostos discordar dos elementos
respectiva declaração de alterações.
declarados, fixará os que entender adequados, disso
notificando o contribuinte.
2 - (Redacção dada pelo art.º 24.º do Dec.-Lei n.º
111/2005, de 8 de Julho) A declaração prevista no n.º Art.º 34.º- A - 1 - (Redacção dada pelo art.º 24.º do
1 é entregue em qualquer serviço de finanças ou Dec.-Lei n.º 111/2005, de 8 de Julho) Quando o serviço de
noutro local legalmente autorizado, no prazo de 15 finanças ou outro local legalmente autorizado a receber
dias a contar da data da alteração, se outro prazo as declarações referidas nos artigos 30.º a 32.º disponha
não for expressamente previsto neste diploma. de meios informáticos adequados, essas declarações são
substituídas pela declaração verbal, efectuada pelo
Art.º 32.º - No caso de cessação de
sujeito passivo, de todos os elementos necessários ao
actividade, deve o sujeito passivo, no prazo de 30
registo e início da actividade, à alteração dos dados
dias a contar da data da cessação, entregar a
constantes daquele registo e à cessação da actividade,
respectiva declaração na repartição de finanças
sendo estes imediatamente introduzidos no sistema
competente.
informático e confirmados pelo declarante, após a sua
impressão em documento tipificado.
Art.º 33.º - 1 - Para efeitos do disposto no
artigo anterior, considera-se verificada a cessação
da actividade exercida pelo sujeito passivo no
31
2 - (Aditado pelo n.º 3 do art.º 32.º da Lei n.º 87- de indicação separada e com menção expressa de que
B/98, de 31 de Dezembro) O documento tipificado foi acordada a sua devolução;
nas condições referidas no número anterior
c) O preço, líquido de imposto, e os outros
substituirá, para todos os efeitos legais, as
elementos incluídos no valor tributável;
declarações a que se referem os artigos 30.º a 32.º.
d) As taxas aplicáveis e o montante de imposto
3 - (Aditado pelo n.º 3 do art.º 32.º da Lei n.º 87-
devido;
B/98, de 31 de Dezembro) O documento
comprovativo do início de actividade das e) O motivo justificativo da não aplicação do
alterações ou da cessação de actividade será o imposto, se for caso disso.
documento tipificado, consoante os casos, No caso de a operação ou operações às quais se
processado após a confirmação dos dados pelo reporta a factura compreenderem bens ou serviços
declarante, autenticado com a assinatura do sujeitos a taxas diferentes de imposto, os elementos
funcionário receptor e com aposição da vinheta do mencionados em b), c) e d) devem ser indicados
técnico oficial de contas que assume a separadamente, segundo a taxa aplicável.
responsabilidade fiscal do sujeito passivo a que
f) (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
respeitam as declarações.
21 de Outubro) A data em que os bens foram colocados à
disposição do adquirente, em que os serviços foram
Art.º 35.º - 1 - A factura ou documento
realizados ou em que foram efectuados pagamentos
equivalente referidos no artigo 28.º devem ser
anteriores à realização das operações, se essa data não
emitidos o mais tardar no 5.º dia útil seguinte ao
coincidir com a da emissão da factura.
do momento em que o imposto é devido nos
No caso de a operação ou operações às quais se
termos do artigo 7.º.
reporta a factura compreenderem bens ou serviços
Todavia, em caso de pagamentos relativos a
sujeitos a taxas diferentes de imposto, os elementos
uma transmissão de bens ou prestação de serviços
mencionados nas alíneas b), c) e d) devem ser indicados
ainda não efectuada, a data da emissão do
separadamente, segundo a taxa aplicável.
documento comprovativo coincidirá sempre com a
da percepção de tal montante. 6 - As guias ou notas de devolução deverão
conter, além da data, os elementos a que se referem as
2 - Nos casos em que seja utilizada a emissão
alíneas a) e b) do número anterior, bem como a
de facturas globais, o seu processamento não
referência à factura a que respeitam.
poderá ir além de cinco dias úteis do termo do
período a que respeitam. 7 - Os documentos emitidos pelas operações
assimiladas a transmissões de bens pelas alíneas f) e g)
3 - As facturas ou documentos equivalentes
do n.º 3 do artigo 3.º e a prestações de serviços pelas
serão substituídos por guias ou notas de
alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 4.º devem mencionar
devolução, quando se trate de devoluções de
apenas a data, natureza da operação, valor tributável,
mercadorias anteriormente transaccionadas entre
taxa de imposto aplicável e montante do mesmo.
as mesmas pessoas. A sua emissão processar-se-á o
mais tardar no 5.º dia útil seguinte à data da 8 - Poderá o Ministro das Finanças e do Plano,
devolução. relativamente a sujeitos passivos que transmitam bens
ou prestem serviços que, pela sua natureza, impeçam o
4 - Os documentos referidos nos números
cumprimento do prazo previsto no n.º 1, determinar
anteriores devem ser processados em duplicado,
prazos mais dilatados de facturação.
destinando-se o original ao cliente e a cópia ao
arquivo do fornecedor. 9 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
21 de Outubro) No caso de sujeitos passivos que não
5 - As facturas ou documentos equivalentes
disponham de sede, estabelecimento estável ou domi-
devem ser datados, numerados sequencialmente e
cílio no território nacional, que tenham nomeado
conter os seguintes elementos:
representante nos termos do artigo 29.º, as facturas ou
a) Os nomes, firmas ou denominações documentos equivalentes emitidos, além dos elemen-
sociais e a sede ou domicílio do fornecedor de bens tos previstos no n.º 5, devem conter ainda o nome ou
ou prestador de serviços e do destinatário ou denominação social e a sede, estabelecimento estável
adquirente, bem como os correspondentes ou domicílio do representante, bem como o respectivo
números de identificação fiscal dos sujeitos número de identificação fiscal.
passivos de imposto;
10 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
b) A quantidade e denominação usual dos 21 de Outubro) As facturas ou documentos equivalentes
bens transmitidos ou dos serviços prestados, com podem, sob reserva de aceitação pelo destinatário, ser
especificação dos elementos necessários à emitidos por via electrónica, desde que seja garantida a
determinação da taxa aplicável; as embalagens não autenticidade da sua origem e a integridade do seu
efectivamente transaccionadas deverão ser objecto
32
conteúdo, mediante assinatura electrónica avan- Art.º 38.º - Nas facturas emitidas por retalhistas e
çada ou intercâmbio electrónico de dados. prestadores de serviços pode indicar-se apenas o preço
com inclusão do imposto e a taxa ou taxas aplicáveis,
11 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
em substituição dos elementos previstos nas alíneas c) e
256/2003, de 21 de Outubro) A elaboração de factu-
d) do n.º 5 do artigo 35.º.
ras ou documentos equivalentes por parte do
adquirente dos bens ou dos serviços fica sujeita às
Art.º 39.º - 1 - É dispensada a obrigação de
seguintes condições:
facturação nas operações a seguir mencionadas, sempre
a) A existência de um acordo prévio, na que o cliente seja um particular que não destine os bens
forma escrita, entre o sujeito passivo transmitente ou serviços adquiridos ao exercício duma actividade
dos bens ou prestador dos serviços e o adquirente comercial, industrial ou profissional e a transacção seja
ou destinatário dos mesmos; efectuada a dinheiro:
b) O adquirente provar que o transmitente
a) Transmissões de bens efectuadas por
dos bens ou prestador dos serviços tomou conhe-
retalhistas ou vendedores ambulantes;
cimento da emissão da factura e aceitou o seu
conteúdo. b) Transmissões de bens feitas através de
aparelhos de distribuição automática;
12 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
256/2003, de 21 de Outubro) Sem prejuízo do dispos- c) Prestações de serviços em que seja habitual a
to no número anterior, a elaboração de facturas ou emissão de talão, bilhete de ingresso ou de transporte,
documentos equivalentes pelos próprios adqui- senha ou outro documento impresso e ao portador,
rentes dos bens ou dos serviços ou por terceiros, comprovativo do pagamento;
que não disponham de sede, estabelecimento
d) Outras prestações de serviços cujo valor seja
estável ou domicílio em qualquer Estado membro,
inferior a € 9,98. (1)
é sujeita a autorização prévia da Direcção-Geral
dos Impostos, a qual poderá fixar condições espe- 2 - (Aditado pelo art.º 9.º da Lei n.º 71/93, de 26 de
cíficas para a sua efectivação. Novembro) Não obstante o disposto no número anterior,
os retalhistas e os prestadores de serviços são obrigados
Art.º 36.º - 1 - A importância do imposto
a emitir talão de venda previamente numerado, nos
liquidado deverá ser adicionada ao valor da
termos do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 198/90, de 19 de
factura ou documento equivalente, para efeitos da
Junho, ou através de máquinas registadoras, terminais
sua exigência aos adquirentes das mercadorias ou
electrónicos ou balanças electrónicas com registo
aos utilizadores dos serviços.
obrigatório das operações no rolo interno da fita da
máquina, por cada transmissão de bens ou prestação de
2 - Nas operações pelas quais a emissão de
serviços.
factura não é obrigatória, o imposto será incluído
no preço, para efeitos do disposto no número 3 - (Aditado pelo art.º 9.º da Lei n.º 71/93, de 26 de
anterior. Novembro) Os talões de venda devem ser datados,
numerados sequencialmente e conter os seguintes
3 - A repercussão do imposto não é
elementos:
obrigatória nas operações referidas na alínea f) do
n.º 3 do artigo 3.º e nas alíneas a) e b) do n.º 2 do a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 166/94,
art.º 4.º. de 9 de Junho) Denominação social e número de
identificação fiscal do fornecedor de bens ou prestador
Art.º 37.º - 1 - No caso de entrega de
de serviços;
mercadorias à consignação, proceder-se-á à
emissão de facturas ou documentos equivalentes b) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
no prazo de cinco dias úteis a contar: 256/2003, de 21 de Outubro) Denominação usual dos bens
transmitidos ou dos serviços prestados;
a) Do momento do envio das mercadorias à c) (Aditada pelo art.º 9.º da Lei n.º 71/93, de 26 de
consignação; Novembro) O preço líquido de imposto, as taxas
b) Do momento em que, relativamente a tais aplicáveis e o montante de imposto devido, ou o preço
mercadorias, o imposto é devido e exigível nos com a inclusão do imposto e a taxa ou taxas aplicáveis.
termos dos nos 5 e 6 do artigo 7.º. 4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
2 - A factura ou documento equivalente, 166/94, de 9 de Junho) Os sujeitos passivos que adquiram
processado de acordo com a alínea b) do n.º 1,
deverá fazer sempre apelo à documentação 1
emitida aquando da situação referida na alínea a). Por despacho do S.E.A.F. de 16/2/86 foi alterado para € 24,94 nos
casos de serviços prestados por restaurantes, bares e outros estabele-
cimentos similares, sem prejuízo de ser obrigatória a emissão de
factura sempre que o cliente o exija.
33
bens ou serviços aos retalhistas e prestadores de artigos 30.º ou 31.º, conforme os casos, optar pelo envio
serviços a que se refere a dispensa de facturação no da declaração periódica mensal prevista na alínea a) do
n.º 1 deverão sempre exigir a respectiva factura. mesmo número, devendo manter-se neste regime por
um período mínimo de três anos.
5 - (Redacção dada pelo art.º 9.º da Lei n.º 71/93,
de 26 de Novembro) A dispensa de facturação de que 4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei.º 139/92,
trata o n.º 1 pode ainda ser declarada aplicável pelo de 17 de Julho) Para o exercício da opção referida no n.º 3
Ministro das Finanças e do Plano a outras observar-se-á o seguinte:
categorias de contribuintes que forneçam ao
a) Nos casos de início de actividade, a opção será
público serviços caracterizados pela sua
feita através da declaração referida no artigo 30.º, a qual
uniformidade, frequência e valor limitado, sempre
produzirá efeitos a partir da data da sua apresentação;
que a exigência da obrigação da facturação e
obrigações conexas se revele particularmente b) Nos casos de contribuintes já registados, e
onerosa. O Ministro das Finanças e do Plano abrangidos pelo regime normal, a declaração referida
poderá ainda, nos casos em que julgue no artigo 31.º só poderá ser apresentada durante o mês
conveniente, e para os fins previstos nesta lei, de Janeiro, produzindo efeitos a partir de 1 de Janeiro
equiparar certos documentos de uso comercial do ano da sua apresentação.
habitual a facturas.
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
6 - (Redacção dada pelo art.º 9.º da Lei n.º 71/93, 139/92, de 17 de Julho) Se, findo o prazo referido no n.º 3,
de 26 de Novembro) O Ministro das Finanças e do o sujeito passivo desejar voltar ao regime normal de
Plano poderá, nos casos em que o disposto no n.º 1 periodicidade trimestral, deverá apresentar a declaração
favoreça a evasão fiscal, restringir a dispensa de a que se refere o artigo 31.º durante o mês de Janeiro de
facturação aí prevista ou exigir a emissão de um dos anos seguintes àquele em se tiver completado o
documento adequado à comprovação da operação prazo do regime de opção, produzindo efeitos a partir
efectuada. de 1 de Janeiro do ano da sua apresentação.
6 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 139/92, de 17 de
Art.º 40.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do
Julho) Para efeitos do n.º 1, sempre que o volume de
Dec.-Lei n.º 139/92, de 17 de Julho) Para efeitos do
negócios respeitar a uma fracção do ano, será
disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 28.º, a
convertida num volume de negócios anual
declaração periódica deve ser enviada por via
correspondente.
postal ao Serviço de Administração do IVA, por
forma que dê entrada nos seguintes prazos: 7 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 139/92, de 17 de
Julho) Para os sujeitos passivos que iniciem a actividade
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º ou deixem de enquadrar-se no disposto no n.º 3 do
418/99, de 21 de Outubro) Até ao dia 10 do 2.º mês artigo 28.º, o volume de negócios para os fins previstos
seguinte àquele a que respeitam as operações, no no n.º 1 será estabelecido de acordo com a sua previsão
caso de sujeitos passivos com um volume de para o ano civil corrente, após confirmação pela
negócios igual ou superior a € 498 797,90 no ano Direcção-Geral das Contribuições e Impostos.
civil anterior;
8 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 139/92, de 17 de
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º Julho) Sem prejuízo do disposto no n.º 3, a mudança de
418/99, de 21 de Outubro) Até ao dia 15 do 2.º mês periodicidade só se verificará por iniciativa do Serviço
seguinte ao trimestre do ano civil a que respeitam de Administração do IVA, que, para o efeito e tendo em
as operações, no caso de sujeitos passivos com um conta o disposto no n.º 2, notificará o sujeito passivo da
volume de negócios inferior a € 498 797,90 no ano data a partir da qual a referida mudança de
civil anterior. periodicidade produzirá efeitos.
2 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei 9 – (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
n.º 30-C/2000, de 29 de Dezembro) Para efeitos do 30-C/2000, de 29 de Dezembro) A declaração periódica
disposto no número anterior e nos casos de referida no n.º 1 pode, ainda, ser apresentada por
divergência entre as datas de envio e da recepção transmissão electrónica de dados, considerando-se
da declaração periódica, consideram-se cumpri- como cumpridos os prazos aí previstos, desde que a
dos os prazos aí previstos, desde que a remessa data da sua transmissão tenha ocorrido até ao termo
da declaração respectiva seja efectuada com a desses prazos.
antecedência mínima de três dias úteis, em rela-
10 – (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
ção ao último dia do prazo.
30-C/2000, de 29 de Dezembro) Nos casos de extravio da
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º declaração periódica de imposto, a Direcção-Geral dos
233/91, de 26 de Junho) Os sujeitos passivos Impostos poderá exigir uma segunda via, a qual pro-
abrangidos pela alínea b) do n.º 1 poderão, através duzirá efeitos à data em que, comprovadamente, haja
de menção expressa nas declarações referidas nos sido recepcionada a primeira.
34
Art.º 41.º - O volume de negócios previsto d) O valor do imposto liquidado, segundo a taxa
no artigo anterior é constituído pelo valor, com aplicável, com relevação distinta do respeitante às
exclusão do imposto, das transmissões de bens e operações referidas nas alíneas f) e g) do n.º 3 do artigo
prestações de serviços efectuadas pelo sujeito 3.º e nas alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 4.º.
passivo, com excepção:
4 - As operações mencionadas nas alíneas b) e c)
do n.º 2 deverão ser registadas de forma a evidenciar:
a) Das operações referidas nos n.os
28 e 29 do
artigo 9.º, quando constituam operações acessórias; a) O valor das operações cujo imposto é total ou
parcialmente dedutível, líquido deste imposto;
b) Das operações referidas nos 30 e 31 do
n.os
artigo 9.º, quando relativamente a elas se não tenha b) O valor das operações cujo imposto é
verificado renúncia à isenção e constituam totalmente excluído do direito à dedução;
operações acessórias;
c) O valor das aquisições de gasóleo;
c) Das operações sobre bens de investimento
d) O valor do imposto dedutível, segundo a taxa
corpóreos ou incorpóreos.
aplicável.
Art.º 42.º - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º
Art.º 45.º - 1 - (Redacção dada pelo do art.º 3.º do
34.º da Lei n.º 10-B/96, de 23 de Março) Os sujeitos
Dec.-Lei n.º 202/87, de 16 de Maio) O registo das
passivos que pratiquem uma só operação
operações mencionadas na alínea a) do n.º 2 do artigo
tributável nas condições referidas na alínea a) do
anterior deverá ser efectuado após a emissão das
n.º 1 do artigo 2.º deverão apresentar a declaração
correspondentes facturas, até à apresentação das
respectiva na repartição de finanças competente
declarações a que se referem os artigos 40.º ou 42.º, se
até ao último dia do mês seguinte ao da conclusão
enviadas dentro do prazo legal, ou até ao fim desse
da operação.
prazo, se essa obrigação não tiver sido cumprida.
Art.º 43.º - (Revogado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
n.º 202/87, de 16 de Maio).
256/2003, de 21 de Outubro) Para tal efeito, as facturas,
documentos equivalentes e guias ou notas de
Art.º 44.º - 1 - A contabilidade deve ser
devolução, incluindo os emitidos, em nome e por
organizada de forma a possibilitar o conhecimento
conta do sujeito passivo, pelo próprio adquirente dos
claro e inequívoco dos elementos necessários ao
bens ou dos serviços ou por um terceiro, serão
cálculo do imposto, bem como a permitir o seu
numerados seguidamente, em uma ou mais séries
controlo, comportando todos os dados necessários
convenientemente referenciadas, devendo conservar-
ao preenchimento da declaração periódica do
se na respectiva ordem os seus duplicados e, bem
imposto.
assim, todos os exemplares dos que tiverem sido
anulados ou inutilizados, com os averbamentos
2 - Para cumprimento do disposto no n.º 1,
indispensáveis à identificação daqueles que os
deverão ser objecto de registo, nomeadamente:
substituíram, se for caso disso.
a) As transmissões de bens e prestações de
3 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
serviços efectuadas pelo sujeito passivo;
21 de Outubro) Sempre que o registo referido no n.º 1
b) As importações de bens efectuadas pelo respeite a facturas ou documentos equivalentes
sujeito passivo e destinadas às necessidades da sua emitidos por via electrónica, deverão ser conservados
empresa; em suporte papel listagens dessas facturas ou
c) As transmissões de bens e prestações de documentos equivalentes, por cada período de
serviços efectuadas ao sujeito passivo no quadro tributação, aplicando-se, com as necessárias
da sua actividade empresarial. adaptações, o disposto no número anterior.

3 - As operações mencionadas na alínea a) Art.º 46.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-
do número anterior deverão ser registadas de Lei n.º 202/87, de 16 de Maio) Os retalhistas e outros
forma a evidenciar: contribuintes referidos no artigo 39.º devem, sempre
a) O valor das operações não isentas, que não emitam factura ou documento equivalente,
líquidas de imposto, segundo a taxa aplicável; efectuar o registo das operações realizadas diariamente
pelo montante global das contraprestações recebidas
b) O valor das operações isentas sem direito pelas transmissões de bens e prestações de serviços
à dedução; tributáveis, imposto incluído, assim como pelo
c) O valor das operações isentas com direito montante global das contraprestações relativas às
à dedução; operações não tributáveis ou isentas mencionadas nos
artigos 9.º, 13.º, 14.º e 15.º.

35
2 - (Redacção dada pelo art.º 9.º da Lei n.º 71/93, 2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
de 26 de Novembro) O registo referido no número 256/2003, de 21 de Outubro) Para tal efeito, as facturas,
anterior deve ser efectuado o mais tardar no 1.º dia documentos equivalentes e guias ou notas de devolu-
útil seguinte ao da realização das operações e ção, incluindo os que sejam emitidos na qualidade de
apoiado em documentos adequados, tais como adquirente ao abrigo do n.º 14 do artigo 28.º, serão
fitas de máquinas registadoras, talões de venda, numerados seguidamente, em uma ou mais séries
talão recapitulativo diário ou folhas de caixa, que, convenientemente referenciadas, devendo conservar-
aliás, poderão substituir o mesmo registo desde se na respectiva ordem os seus originais e, bem assim,
que contenham a indicação inequívoca de um todos os exemplares dos que tiverem sido anulados,
único total diário. com os averbamentos indispensáveis à identificação
daqueles que os substituíram, se for caso disso.
3 - Os registos diários a que se referem os
números anteriores deverão ser objecto de 3 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 2562003, de
relevação contabilística ou de inscrição nos livros 21 de Outubro) Sempre que o registo referido no n.º 1
referidos no artigo 50.º, conforme os casos, no respeite a facturas ou documentos equivalentes emiti-
prazo previsto no artigo 45.º. dos por via electrónica, deverão ser conservados em
suporte papel listagens dessas facturas ou documentos
4 - Os contribuintes referidos no n.º 1,
equivalentes, por cada período de tributação, aplican-
sempre que emitam factura, deverão proceder ao
do-se, com as necessárias adaptações, o disposto no
seu registo pelo valor respectivo, imposto incluído,
número anterior.
salvo se, não utilizando os métodos referidos no n.º
2 do artigo 47.º, processarem as suas facturas com
Art.º 49.º - (Redacção dada pelo art.º 1.º da Lei n.º
discriminação de imposto.
39/2005, de 24 de Junho) Nos casos em que a facturação
5 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 166/94, ou o seu registo sejam processados por valores, com
de 9 de Junho) A opção pela elaboração de folhas de imposto incluído, nos termos dos artigos anteriores, o
caixa a que se refere o n.º 2 não dispensa a apuramento da base tributável correspondente será
obrigatoriedade de conservação dos duplicados obtido através da divisão daqueles valores por 105
dos talões de venda ou dos demais documentos ali quando a taxa do imposto for 5%, por 112 quando a
referidos nas condições e prazo previstos no artigo taxa do imposto for 12% e por 121 quando a taxa do
52.º. imposto for 21%, multiplicando o quociente por 100 e
arredondando o resultado, por defeito ou por excesso,
Art.º 47.º - 1 - Os retalhistas que efectuem para a unidade mais próxima, sem prejuízo da adopção
operações sujeitas a diversas taxas, estejam de qualquer outro método conducente a idêntico
dispensados da emissão de factura e não tenham resultado.
possibilidade de discriminar por taxas os
montantes apurados diariamente poderão registar Art.º 50.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-
as contraprestações relativas às operações Lei n.º 195/89, de 12 de Junho) Os sujeitos passivos não
tributáveis sem distinção de taxa. enquadrados nos regimes especiais previstos na secção
IV do presente capítulo ou que não possuam
2 - (Rectificado pelo D.R. n.º 71, de 26/3/85, I contabilidade organizada nos termos do Código do IRS
Série, 2.º Supl.) Na hipótese do n.º 1 e para os fins ou do IRC utilizarão, para cumprimento das exigências
de aplicação das diferentes taxas, dever-se-á constantes dos n.os 1 dos artigos 45.º e 48.º, os seguintes
repartir o montante global apurado segundo os livros de registo:
métodos definidos pela Direcção-Geral das
Contribuições e Impostos, fixados de modo que a a) Livro de registo de compras de mercadorias
tributação resultante da aplicação de um e/ou livro de registo de matérias-primas e de consumo;
determinado método corresponda sensivelmente à
b) Livro de registo de vendas de mercadorias
que resultaria da aplicação das regras gerais.
e/ou livro de registo de produtos fabricados;
Art.º 48.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do
c) Livro de registo de serviços prestados;
Dec.-Lei n.º 202/87, de 16 de Maio) O registo das
operações mencionadas nas alíneas b) e c) do n.º 2 d) Livro de registo de despesas e de operações
do artigo 44.º deverá ser efectuado após a recepção ligadas a bens de investimento;
das correspondentes facturas, documentos
e) Livro de registo de mercadorias, matérias-
equivalentes e guias ou notas de devolução, até à
primas e de consumo, de produtos fabricados e outras
apresentação das declarações a que se referem os
existências à data de 31 de Dezembro de cada ano.
artigos 40.º ou 42.º, se enviadas dentro do prazo
legal, ou até ao fim desse prazo, se essa obrigação
2 - (Revogado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 130/2003,
não tiver sido cumprida. de 28 de Junho)

36
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º d) Somatório das deduções efectuadas até ao ano
195/89, de 12 de Junho) Os sujeitos passivos que, não da conclusão das obras em bens imóveis;
sendo obrigados a possuir contabilidade
e) Percentagem definitiva de dedução do ano da
organizada para efeitos de IRS ou IRC, possuam,
aquisição ou da conclusão das obras em bens imóveis;
no entanto, um sistema de contabilidade que
satisfaça os requisitos adequados ao correcto f) Percentagem definitiva de dedução de cada um
apuramento e fiscalização do imposto, poderão, dos anos do período de regularização.
após comunicação do facto à Direcção-Geral das
3 - O registo a que se referem os números
Contribuições e Impostos, não utilizar os livros
anteriores deverá ser efectuado no prazo constante
referidos no n.º 1 do presente artigo; aos referidos
dos artigos 45.º e 48.º, contado a partir:
sujeitos passivos aplicar-se-ão todas as normas
constantes do presente diploma relativas àqueles a) Da data de recepção da factura ou documento
que possuam contabilidade organizada para equivalente que certifique a aquisição;
efeitos dos impostos sobre o rendimento, sem
b) Da data da conclusão das obras em bens
prejuízo de poderem beneficiar do regime especial
imóveis;
de isenção, desde que preenchidas as demais
condições previstas no artigo 53.º. c) Da data em que devam ser processadas as
regularizações.
4 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
185/86, de 14 de Julho) Os contribuintes ou as suas Art.º 52.º - 1 – (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º,
associações representativas poderão, após do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Os sujeitos
comunicação do facto à Direcção-Geral das passivos são obrigados a arquivar e conservar em boa
Contribuições e Impostos , adoptar livros de ordem durante os 10 anos civis subsequentes todos os
modelo diferente do aprovado, adaptados à livros, registos e respectivos documentos de suporte,
especificidade das suas actividades, desde que incluindo, quando a contabilidade é estabelecida por
adequados ao correcto apuramento e fiscalização meios informáticos, os relativos à análise, programação
do imposto. e execução dos tratamentos.
5 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
130/2003, de 28 de Junho) A Direcção-Geral dos 2 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º, do Dec.-Lei
Impostos poderá em qualquer altura obrigar os n.º 472/99, de 8 de Novembro) Para os registos previstos
sujeitos passivos referidos nos n.ºs 3 e 4 a adoptar na alínea d) do n.º 1 do artigo 50.º e no artigo 51.º e
os livros mencionados no n.º 1. documentos anexos, o prazo de 10 anos referido no
número anterior deverá ser contado a partir da data em
6 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º que for efectuada a última das regularizações previstas
130/2003, de 28 de Junho) Os livros a que se referem nos artigos 24.º e 25.º.
os n.os 2 e 3 do artigo 116.º do Código do IRS
substituirão os livros referidos no presente artigo. 3 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
21 de Outubro) Os sujeitos passivos com sede,
7 - (Revogado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º estabelecimento estável ou domicílio em território
195/89, de 12 de Junho).
nacional são obrigados a manter os livros, registos e
demais documentos referidos no n.º 1 em
Art.º 51.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do
estabelecimento ou instalação situado em território
Dec.-Lei n.º 195/89, de 12 de Junho) Os sujeitos
nacional, salvo se o arquivamento for efectuado por
passivos que possuam contabilidade organizada
meios electrónicos.
para efeitos de IRS ou IRC ou, nos termos do n.º 3
do artigo 50.º, são obrigados a efectuar registo dos 4 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
seus bens de investimento, de forma a permitir o 21 de Outubro) Salvo o disposto em legislação especial,
controle das deduções efectuadas e das só é permitido o arquivamento em suporte electrónico
regularizações processadas. das facturas ou documentos equivalentes emitidos por
via electrónica, e desde que se encontre garantido o
2 - O registo a que se refere o n.º 1 deverá acesso completo e em linha aos dados e assegurada a
comportar, para cada um dos bens, os seguintes integridade da origem e do seu conteúdo.
elementos:
5 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 256/2003, de
a) Data da aquisição ou da conclusão das 21 de Outubro) Os sujeitos passivos com sede,
obras em bens imóveis e do início da utilização ou estabelecimento estável ou domicílio em território
ocupação; nacional, que pretendam proceder ao arquivamento
em suporte electrónico dos documentos referidos no
b) Valor do imposto suportado;
número anterior fora do território da Comunidade,
c) Percentagem de dedução em vigor no deverão solicitar autorização prévia à Direcção-Geral
momento da aquisição;
37
dos Impostos, a qual poderá fixar condições Art.º 54.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-
específicas para a sua efectivação. Lei n.º 185/86, de 14 de Julho) Se, verificados os
condicionalismos previstos no artigo anterior, os
6 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
sujeitos passivos não isentos pretenderem a aplicação
256/2003, de 21 de Outubro) Os sujeitos passivos
do regime nele estabelecido, deverão apresentar a
que não disponham de sede, estabelecimento
declaração a que se refere o artigo 31.º.
estável ou domicílio em território nacional, que
pretendam manter o arquivo dos livros, registos
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
e demais documentos, incluindo os referidos no
198/90, de 19 de Junho) A declaração referida no número
n.º 4, fora do território da Comunidade, deverão
anterior só poderá ser apresentada durante o mês de
solicitar autorização prévia à Direcção-Geral dos
Janeiro do ano seguinte àquele em que se verifiquem os
Impostos, a qual poderá fixar condições
condicionalismos referidos no artigo anterior,
específicas para a sua efectivação.
produzindo efeitos a partir de 1 de Janeiro do ano da
apresentação.
SECÇÃO IV 3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
195/89, de 12 de Junho) Os sujeitos passivos que
Regimes especiais beneficiem da isenção do imposto nos termos do artigo
anterior, estão excluídos do direito à dedução previsto
SUBSECÇÃO I no artigo 19.º.

Regime de isenção 4 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 198/90, de 19


de Junho) Os sujeitos passivos que utilizem a
possibilidade prevista no n.º 1 devem proceder, nos
Art.º 53.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do termos do n.º 5 do artigo 24.º, à regularização da
Dec.-Lei n.º 91/96, de 12 de Julho) Beneficiam da dedução efectuada quanto a bens do activo imobilizado
isenção do imposto os sujeitos passivos que, não e, quando anteriormente abrangidos pelo regime
possuindo nem sendo obrigados a possuir normal, devem também efectuar a regularização do
contabilidade organizada para efeitos de IRS ou imposto deduzido e respeitante às existências
IRC nem praticando operações de importação, remanescentes no fim do ano, devendo, em qualquer
exportação ou actividades conexas, não tenham dos casos, as referidas regularizações ser incluídas na
atingido, no ano civil anterior, um volume de declaração ou guia referente ao último período de
negócios superior a € 9 975,96. tributação.

2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º da Lei n.º 4/98, Art.º 55.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 2.º da Lei n.º
de 12 de Janeiro) Não obstante o disposto no número 4/98, de 12 de Janeiro) Os sujeitos passivos susceptíveis de
anterior, serão ainda isentos do imposto os beneficiar da isenção do imposto nos termos do artigo
sujeitos passivos com um volume de negócios 53.º podem a ela renunciar e optar pela aplicação
superior a € 9 975,96, mas inferior a 12 469,95, que, normal do imposto às suas operações tributáveis ou, no
se tributados, preencheriam as condições de caso de serem retalhistas, pelo regime especial previsto
inclusão no regime dos pequenos retalhistas. no artigo 60.º.
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
195/89, de 12 de Junho) No caso de sujeitos passivos 2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
que iniciem a sua actividade, o volume de negócios 185/86, de 14 de Julho) O direito de opção será exercido
a tomar em consideração será estabelecido de mediante a entrega na repartição de finanças
acordo com a previsão efectuada relativa ao ano competente da declaração de início ou de alterações,
civil corrente, após confirmação pela Direcção- consoante os casos, produzindo efeitos a partir da data
Geral das Contribuições e Impostos. da sua apresentação.

4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
195/89, de 12 de Junho) Quando o período em 139/92, de 17 de Julho) Tendo exercido o direito de opção
referência, para efeitos dos números anteriores, for nos termos dos números anteriores, o sujeito passivo é
inferior ao ano civil, deve converter-se o volume de obrigado a permanecer no regime por que optou
negócios relativo a esse período num volume de durante um período de, pelo menos, cinco anos,
negócios anual correspondente. devendo, findo tal prazo, apresentar a declaração de
alterações a que se refere o artigo 31.º, no caso de desejar
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º voltar ao regime de isenção.
195/89, de 12 de Junho) O volume de negócios
previsto nos números anteriores é o definido nos 4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
termos do artigo 41.º. 139/92, de 17 de Julho) A declaração referida no número
anterior só poderá ser apresentada durante o mês de
38
Janeiro de um dos anos seguintes àquele em que se atingido um volume de negócios superior aos limites de
tiver completado o prazo do regime de opção, isenção previstos no artigo 53.º;
produzindo efeitos a partir de 1 de Janeiro do ano
b) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
da sua apresentação.
109-B/2001, de 27 de Dezembro) No prazo de 15 dias a
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º contar da fixação definitiva de um rendimento
139/92, de 17 de Julho) No caso de modificação tributável de IRS ou de IRC baseado em volumes de
essencial das condições de exercício da actividade negócios superiores àqueles limites;
económica, pode o sujeito passivo,
c) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
independentemente do prazo previsto no número
109-B/2001, de 27 de Dezembro) No prazo de 15 dias a
anterior, solicitar, mediante requerimento a
contar do momento em que se deixar de verificar
entregar na repartição de finanças competente, a
qualquer das demais circunstâncias referidas no n.º 1 do
passagem ao regime de isenção, com efeitos a
artigo 53.º.
partir da data para o efeito mencionada na
notificação do deferimento do pedido. 3 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
109-B/2001, de 27 de Dezembro) Verificadas as
Art.º 56.º - 1 – (Redacção dada pelo art.º 3.º do circunstâncias referidas no número anterior, os sujeitos
Dec.-Lei n.º 202/87, de 16 de Maio) Nos casos de passivos que, tendo iniciado a actividade em data
passagem de regime de isenção a um regime de anterior à entrada em vigor do Código, foram
tributação, ou inversamente, a Direcção-Geral das dispensados do cumprimento das obrigações de registo
Contribuições e Impostos poderá tomar as previstas no Decreto-Lei n.º 394-A/84, de 26 de
medidas que julgar necessárias a fim de evitar que Dezembro, deverão apresentar no mesmo prazo a
o sujeito passivo em questão usufrua vantagens declaração do início de actividade a que se refere o
injustificadas ou sofra prejuízos igualmente artigo 30.º.
injustificados. Designadamente, poderá não
4 - Sempre que a Direcção-Geral das
atender a modificações do volume de negócios
Contribuições e Impostos disponha de indícios seguros
pouco significativas ou devidas a circunstâncias
para supor que um sujeito passivo isento ultrapassou
excepcionais.
em determinado ano o limite de isenção, procederá à
sua notificação para apresentar a declaração a que se
2 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
refere o artigo 30.º ou artigo 31.º, conforme os casos, no
202/87, de 16 de Maio) Não podem beneficiar do
prazo de quinze dias, com base no volume de negócios
regime de isenção os sujeitos passivos que, estando
que considerou realizado.
enquadrados num regime de tributação à data de
cessação de actividade, reiniciem essa ou outra 5 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
actividade nos 12 meses seguintes ao da cessação. 185/86, de 14 de Julho) Será devido imposto com
referência às operações efectuadas pelos sujeitos
Art.º 57.º - (Redacção dada pelo art.º 1.º do passivos a partir do mês seguinte àquele em que se
Dec.-Lei n.º 195/89, de 12 de Junho) Os sujeitos torne obrigatória a entrega das declarações a que se
passivos isentos nos termos do artigo 53.º, quando referem os n.os 2, 3 ou 4.
emitam facturas por bens transmitidos ou serviços
6 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º 109-
prestados no exercício da sua actividade comercial,
B/2001, de 27 de Dezembro) Não obstante o disposto no
industrial ou profissional, deverão sempre apor-lhe
número anterior, nos casos em que se deixam de
a menção "IVA - Regime de isenção".
verificar as circunstâncias a que se refere a alínea c) do
n.º 2, a aplicação do regime normal de tributação
Art.º 58.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º
produz efeitos a partir desse momento.
35.º da Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro) Os
sujeitos passivos isentos nos termos do artigo 53.º Art.º 59.º- (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei
são obrigados ao cumprimento do disposto nos n.º 55/2000, de 14 de Abril) Sem prejuízo do disposto no
artigos 30.º 31.º e 32.º. artigo anterior, os sujeitos passivos isentos nos termos
do artigo 53.º estão dispensados das demais obriga-
2 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei
ções previstas no presente diploma.
n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro) Quando se
deixarem de verificar as condições de aplicação do
regime de isenção do artigo 53.º, os sujeitos
passivos são obrigados a apresentar a declaração
de alterações prevista no artigo 31.º, nos seguintes
prazos:
a) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei
n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro) Durante o mês de
Janeiro do ano seguinte àquele em que tenha sido
39
SUBSECÇÃO II calculado nos termos do n.º 1 acrescerá 25% do imposto
suportado nessa aquisição.
Regime dos pequenos retalhistas (1)
8 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
166/94, de 9 de Junho) Não poderão beneficiar do regime
Art.º 60.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do especial previsto no n.º 1 os retalhistas que pratiquem
Dec.-Lei n.º 91/96, de 12 de Julho) Sem prejuízo do operações de importação, exportação ou actividades
disposto no n.º 2 do artigo 53.º, os retalhistas que com elas conexas, operações intracomunitárias referidas
sejam pessoas singulares, não possuam nem na alínea c) do n.º 1 do artigo 1.º ou prestações de
sejam obrigados a possuir contabilidade serviços não isentas de valor anual superior a € 249,40.
organizada para efeitos de IRS e não tenham tido
9 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
no ano civil anterior um volume de compras
198/90, de 19 de Junho) São excluídas do regime especial,
superior a € 49 879,79, para apurar o imposto
ficando sujeitas a imposto nos termos gerais, as
devido ao Estado, aplicarão um coeficiente de
transmissões de bens do activo imobilizado dos
25% ao valor do imposto suportado nas
retalhistas sujeitos ao regime previsto no presente
aquisições de bens destinados a vendas sem
artigo, os quais deverão adicionar o respectivo imposto
transformação.
ao apurado nos termos do n.º1, para efeitos da sua
entrega nos cofres do Estado.
2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
185/86, de 14 de Julho) Ao imposto determinado nos Art.º 61.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-
termos do número anterior será deduzido o valor Lei n.º 185/86, de 14 de Julho) Se, verificados os
do imposto suportado nas aquisições de bens de condicionalismos previstos no artigo anterior, os
investimento e outros bens para uso da própria sujeitos passivos incluídos no regime normal
empresa, salvo tratando-se dos que estejam pretenderem a aplicação do regime especial dos
excluídos do direito à dedução nos termos do n.º 1 pequenos retalhistas, deverão apresentar a declaração a
do artigo 21.º. que se refere o artigo 31.º.
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
195/89, de 12 de Junho) O volume de compras a que
198/90, de 19 de Junho) A declaração referida no número
se refere o n.º 1 é o valor definitivamente tomado
anterior só poderá ser apresentada durante o mês de
em conta para efeitos de tributação em IRS.
Janeiro do ano seguinte àquele em que se verifiquem os
4 - No caso de retalhistas que iniciem a sua condicionalismos referidos no artigo anterior,
actividade, o volume de compras será estabelecido produzindo efeitos a partir de 1 de Janeiro do ano da
de acordo com a previsão efectuada relativa ao ano apresentação.
civil corrente, após confirmação pela Direcção-
3 - Os sujeitos passivos enquadrados no regime
Geral das Contribuições e Impostos.
de tributação previsto nesta subsecção não beneficiam
5 - Quando o período de referência, para do direito à dedução constante da secção I do Capítulo
efeitos dos n.os 1 e 3, for inferior ao ano civil, deverá V do presente diploma, salvo no que respeita às
converter-se o volume de compras relativo a esse aquisições dos bens referidos no n.º 2 do artigo anterior.
período num volume de compras anual
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
correspondente.
198/90, de 19 de Junho) Os sujeitos passivos que
6 - (Rectificado pelo D.R. n.º 71, de 26/3/86, I utilizarem a possibilidade prevista no n.º 1 aplicarão um
Série, 2.º Supl.) Para efeitos do disposto no n.º 1, coeficiente de 25% ao valor do imposto deduzido e
consideram-se retalhistas aqueles cujo volume de respeitante às existências remanescentes no fim do ano,
compras de bens destinados a venda sem devendo o valor resultante, adicionado do próprio
transformação atinja pelo menos 90% do volume imposto, ser incluído na declaração ou guia referente ao
de compras, tal como se encontra definido no n.º 3. primeiro período de tributação no regime dos pequenos
retalhistas.
7 - No caso de aquisição de materiais para
transformação dentro do limite previsto no
Art.º 62.º - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
número anterior, ao montante de imposto
n.º 195/89, de 12 de Junho) Salvo no caso das vendas
referidas no n.º 9 do artigo 60.º, as facturas ou
documentos equivalentes emitidos por retalhistas
1
Os art.os 60.º a 68.º foram revogados pelo art.º 5.º do Decre- sujeitos ao regime especial de tributação previsto no
to-Lei n.º 257-A/96, de 31 de Dezembro, continuando transito- artigo 60.º não conferem direito à dedução, devendo
riamente em vigor no ano de 1997 nos termos do art.º 10.º e delas constar expressamente a menção "IVA - Não
sem prejuízo do disposto nos artigos seguintes do citado De-
confere direito a dedução."
creto-Lei.
Foram repristinados pelo art.º 3.º da Lei n.º 4/98, de 12 de
Janeiro.
40
Art.º 63.º - 1 - Os sujeitos passivos cessação de actividade, reiniciem essa ou outra
susceptíveis de usufruírem do regime especial de actividade nos 12 meses seguintes ao da cessação.
tributação previsto no artigo 60.º podem renunciar
a tal regime e optar pela aplicação normal do Art.º 65.º - 1 - Os retalhistas sujeitos ao regime
imposto às suas operações tributáveis. especial de tributação previsto no art.º 60.º são
obrigados a registar no prazo de 30 dias, a contar da
2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º respectiva recepção, as facturas, documentos
185/86, de 14 de Julho) O direito de opção será equivalentes e guias ou notas de devolução relativos a
exercido mediante a entrega, na repartição de bens ou serviços adquiridos e a conservá-los com
finanças competente, de declaração de início ou de observância do disposto no n.º 2 do artigo 48.º.
alterações, consoante os casos, produzindo efeitos,
respectivamente, a partir da apresentação da 2 - Para cumprimento do mencionado no n.º 1,
declaração de início ou do período de imposto deverão os retalhistas possuir os seguintes elementos de
seguinte ao da apresentação da declaração de escrita:
alterações.
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 195/89,
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º de 12 de Junho) Livro de registo de compras, vendas e
139/92, de 17 de Julho) Tendo exercido o direito de serviços prestados;
opção nos termos dos números anteriores, o sujeito b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 195/89,
passivo é obrigado a permanecer no regime por de 12 de Junho) Livro de registo de despesas gerais e
que optou durante um período de, pelo menos, operações ligadas a bens de investimento.
cinco anos, devendo, findo tal prazo, apresentar a
declaração de alterações a que se refere o artigo 3 - (Eliminado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei 195/89, de 12
31.º, no caso de desejar voltar ao regime especial de Junho)
dos pequenos retalhistas. 4 - (Eliminado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º202/87, de
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 16 de Maio)
139/92, de 17 de Julho) A declaração referida no
número anterior só poderá ser apresentada Art.º 66.º - Nos casos em que haja fundados
durante o mês de Janeiro de um dos anos seguintes motivos para supor que o regime especial de tributação
àquele em que se tiver completado o prazo do previsto no artigo 60.º concede ao retalhista vantagens
regime de opção, produzindo efeitos a partir de 1 injustificadas ou provoca sérias distorções de
de Janeiro do ano da sua apresentação. concorrência, a administração fiscal pode, em qualquer
altura, obrigá-lo ao regime normal de tributação.
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
139/92, de 17 de Julho) No caso de modificação Art.º 67.º(1) -1 - Os retalhistas sujeitos ao regime
essencial das condições de exercício da actividade especial de tributação previsto no artigo 60.º são obri-
económica, pode o sujeito passivo, gados a:
independentemente do prazo previsto no número
anterior, solicitar, mediante requerimento a a) Declarar o início, a alteração e a cessação da
entregar na repartição de finanças competente, a sua actividade nos termos dos artigos 30.º, 31.º e 32.º;
passagem ao regime especial com efeitos a partir
da data para o efeito mencionada na notificação do b) (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 34.º da Lei n.º
deferimento do pedido. 10-B/96, de 23 de Março) Pagar na tesouraria da Fazen-
da Pública competente, por meio de guia de modelo
Art.º 64.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do aprovado, e até ao dia 20 do segundo mês seguinte a
Dec.-Lei n.º 202/87, de 16 de Maio) Nos casos de cada trimestre do ano civil, o imposto que se mostre
passagem do regime normal de tributação ao devido; nos casos em que não haja imposto a pagar,
regime especial referido no artigo 60.º, ou deverá ser apresentada, na repartição de finanças
inversamente, a Direcção-Geral das Contribuições competente e no mesmo prazo, declaração adequada;
e Impostos poderá tomar as medidas que julgar
necessárias a fim de evitar que o retalhista usufrua c) Apresentar, na repartição de finanças compe-
vantagens injustificadas ou sofra prejuízos tente, em triplicado e até ao último dia do mês de
igualmente injustificados. Designadamente, Março de cada ano, uma declaração relativa às aquisi-
poderá não atender a modificações do volume de ções efectuadas no ano civil anterior;
compras pouco significativas ou devidas a 2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
circunstâncias excepcionais. 185/86, de 14 de Julho) No caso de alteração dos volu-
mes de compras que obrigue o sujeito passivo à apli-
2 - Não podem beneficiar do regime dos cação do regime normal do imposto, a declaração de
pequenos retalhistas os sujeitos passivos que,
estando enquadrados no regime normal à data de 1
Repristinado pelo artigo 3.º da Lei n.º 4/98, de 12 de Janeiro.
41
alterações a que se refere o art.º 31.º deve ser SUBSECÇÃO III
apresentada durante o mês de Janeiro do ano
civil seguinte àquele a que respeitam tais Regime de Tributação dos combustíveis líquidos
volumes de compras. aplicável aos revendedores
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
195/89, de 12 de Junho) Sempre que tenha sido (Aditado pela Lei n.º 107-B/2003, de 31 de Dezembro)
fixado definitivamente um rendimento tributável
Art.º 68.º- A - O imposto devido pelas transmis-
em IRS baseado em volumes de compras supe-
sões de gasolina, gasóleo e petróleo carburante efec-
riores aos limites estabelecidos no artigo 60.º, o
tuadas por revendedores é liquidado por estes com
sujeito passivo deverá apresentar a declaração a
base na margem efectiva de vendas.
que se refere o artigo 31.º no prazo de 15 dias a
contar daquela fixação.
Art.º 68.º- B - 1 - Para efeitos do disposto no ar-
4 - (Aditado pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º tigo anterior, o valor tributável das transmissões
185/86, de 14 de Julho) A aplicação do regime abrangidas pelo presente regime corresponde à dife-
normal produz efeitos a partir do período de rença, verificada em cada período de tributação, entre
imposto seguinte àquele em que se torna obriga- o valor das transmissões de combustíveis realizadas,
tória a entrega da declaração de alterações a que IVA excluído, e o valor de aquisição dos mesmos com-
se referem os números anteriores. bustíveis, IVA excluído.
5 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei 2 - Sobre a margem, apurada nos termos do
n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro) Sempre que o número anterior, deverão os revendedores fazer inci-
sujeito passivo passe a efectuar operações referi- dir a respectiva taxa do imposto.
das no n.º 8 do artigo 60.º, ou passe a dispor, ou
3 - Na determinação do valor das transmissões
esteja obrigado a dispor, de contabilidade orga-
não serão tomadas em consideração as entregas de
nizada para efeitos de IRS, deverá proceder à
combustíveis efectuadas por conta do distribuidor.
entrega da declaração a que se refere o artigo 31.º
no prazo de 15 dias, ficando enquadrado no re- Art.º 68.º- C - 1 - Os revendedores dos combus-
gime normal de tributação a partir do momento tíveis referidos no artigo 68.º-A não poderão deduzir o
em que se verifique qualquer uma daquelas situ- imposto devido ou pago nas aquisições no mercado
ações. nacional, aquisições intracomunitárias e importações
desses bens.
6 - (Redacção dada pelo art.º 28.º da Lei n.º 32-
B/2002, de 30 de Dezembro) No caso de cessação 2 - O imposto suportado em investimentos e
de actividade, o pagamento do imposto ou a demais despesas de comercialização é dedutível nos
apresentação das declarações a que se refe- termos gerais dos artigos 19.º e seguintes.
rem as alíneas b) e c) do n.º 1 devem ser
efectuados no prazo de 30 dias a contar da Art.º 68.º- D - 1 - Quando os combustíveis
data da cessação. adquiridos a revendedores originarem direito a dedu-
ção nos termos gerais, esta terá como base o imposto
7 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º contido no preço de venda.
31/2001, de 8 de Fevereiro) No caso de passagem do
regime especial de tributação prevista no artigo 2 - O direito à dedução referido no número
60.º para o regime normal, a declaração a que se anterior só poderá ser exercido com base em facturas
refere a alínea c) do n.º 1 deve ser apresentada no ou documentos equivalentes passados em forma legal,
prazo previsto na alínea b) do mesmo número e podendo, porém, os elementos relativos à identificação
reportar-se á parte do período anual em que o do adquirente, com excepção do número de identifica-
sujeito passivo esteve enquadrado no regime espe- ção fiscal, ser substituídos pela simples indicação da
cial dos pequenos retalhistas. matrícula do veículo abastecido.

Art.º 68.º - O prazo de conservação dos 3 - As facturas ou documentos equivalentes


livros, registos e respectiva documentação de emitidos pelos revendedores devem conter a indicação
suporte exigidos nos termos do artigo 65.º é o do preço líquido, da taxa aplicável e do montante de
fixado no n.º 1 do artigo 52.º. imposto correspondente ou, em alternativa, a indica-
ção do preço com inclusão do imposto e da taxa apli-
cável.
4 - Nos casos de entregas efectuadas pelos
revendedores por conta dos distribuidores, as facturas
ou documentos equivalentes emitidos pelos revende-

42
dores devem conter a menção “IVA – Não confere finanças competente a da área do respectivo domicílio
direito à dedução” ou expressão similar. fiscal.
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
Art.º 68.º- E - Os revendedores devem
31/2001, de 8 de Fevereiro) Para os contribuintes, pessoas
manter registos separados das aquisições e vendas
singulares ou colectivas, com domicílio ou sede fora do
dos combustíveis abrangidos por este regime.
território nacional, o serviço de finanças ou tesouraria
de finanças competente será a da área fiscal onde estiver
Art.º 68.º- F - Os sujeitos passivos abran-
situado o estabelecimento estável ou, na falta deste, a da
gidos pelo presente regime deverão, sempre que
área fiscal da sede, estabelecimento principal ou
efectuem aquisições intracomunitárias dos com-
domicílio do representante.
bustíveis referidos no artigo 68.º-A, obedecer às
regras estabelecidas no Regime do IVA nas Tran- 4 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
sacções Intracomunitárias. 179/2002, de 3 de Agosto) Para os sujeitos passivos não
residentes, sem estabelecimento estável em território
Art.º 68.º- G - 1 - Os sujeitos passivos nacional, que não tenham representante, considerar-se-á
abrangidos pelo presente regime não podem be- competente o serviço de finanças ou a tesouraria do
neficiar do regime especial de isenção do artigo serviço de finanças de Lisboa - 3.
53.º nem do regime especial dos pequenos reta-
5 - (Aditado pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 31/2001, de 8
lhistas do artigo 60.º.
de Fevereiro) Não obstante o disposto nos números
SECÇÃO V anteriores, para efeitos de cumprimento das obrigações
previstas nos artigos 30.º, 31.º e 32.º, a entrega das
Disposições comuns declarações aí previstas, quer através dos respectivos
impressos oficiais, quer quando substituídos pela
Art.º 69.º - 1 - Os contribuintes que declaração verbal, nos termos do artigo 34.º-A, poderá
distribuam a sua actividade por mais de um ser efectuada em qualquer serviço de finanças que
estabelecimento deverão centralizar num deles a disponha dos meios informáticos adequados ao
escrituração relativa às operações realizadas em cadastro único.
todos.
Art.º 71.º - 1 - As disposições dos artigos 35.º e
2 - No caso previsto no n.º 1, a escrituração seguintes devem ser observadas sempre que, emitida a
das operações realizadas deverá obedecer aos factura ou documento equivalente, o valor tributável de
seguintes princípios: uma operação ou o respectivo imposto venham a sofrer
a) No estabelecimento escolhido para a rectificação por qualquer motivo.
centralização deverão manter-se os registos da
centralização, bem como os respectivos 2 - Se, depois de efectuado o registo referido no
documentos de suporte; artigo 45.º, for anulada a operação ou reduzido o seu
valor tributável em consequência de invalidade,
b) Deverão existir registos dos movimentos resolução, rescisão ou redução do contrato, pela
de cada estabelecimento, incluindo os efectuados devolução de mercadorias ou pela concessão de
entre si. abatimentos ou descontos, o fornecedor do bem ou
3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º prestador do serviço poderá efectuar a dedução do
195/89, de 12 de Junho) O estabelecimento escolhido correspondente imposto até ao final do período de
para a centralização deve ser o indicado para imposto seguinte àquele em que se verificarem as
efeitos do IRS ou IRC. circunstâncias que determinaram a anulação da
liquidação ou a redução do seu valor tributável.
Art.º 70.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do
Dec.-Lei n.º 31/2001, de 8 de Fevereiro) Para efeitos 3 - Nos casos de facturas inexactas que já tenham
do cumprimento das obrigações do presente dado lugar ao registo referido no artigo 45.º, a
diploma, considera-se serviço de finanças ou rectificação é obrigatória quando houver imposto
tesouraria de finanças competente a da área fiscal liquidado a menos e poderá ser efectuada sem qualquer
onde o contribuinte tiver a sua sede, penalidade até ao final do período de imposto seguinte
estabelecimento principal ou, na falta deste, o àquele a que respeita a factura a rectificar; é facultativa,
domicílio. se houver imposto liquidado a mais, mas apenas poderá
ser efectuada no prazo de um ano.
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 4 - O adquirente do bem ou destinatário do
31/2001, de 8 de Fevereiro) Tratando-se de sujeitos serviço que seja um sujeito passivo do imposto, se tiver
passivos titulares de rendimentos sujeitos a IRS, efectuado já o registo de uma operação relativamente à
considera-se serviço de finanças ou tesouraria de qual o seu fornecedor ou prestador de serviço procedeu
a anulação, redução do seu valor tributável ou
43
rectificação para menos do valor facturado, incluído, e o devedor, sendo particular ou sujeito
corrigirá, até ao fim do período de imposto passivo que realize exclusivamente operações isentas
seguinte ao da recepção do documento que não confiram direito a dedução, conste no registo
rectificativo, a dedução efectuada. informático de execuções como executado contra
quem foi movido processo de execução anterior
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
entretanto suspenso por não terem sido encontrados
198/90, de 19 de Junho) Quando o valor tributável de
bens penhoráveis;
uma operação ou o respectivo imposto sofrerem
rectificação para menos, a regularização a favor do c) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei n.º 60-
sujeito passivo só poderá ser efectuada quando A/2005, de 30 de Dezembro) Os créditos sejam superiores
este tiver na sua posse prova de que o adquirente a € 750 e inferiores a € 8000, IVA incluído, tenha
tomou conhecimento da rectificação ou de que foi havido aposição de fórmula executória em processo
reembolsado do imposto, sem o que se considerará de injunção ou reconhecimento em acção de
indevida a respectiva dedução. condenação e o devedor seja particular ou sujeito
passivo que realize exclusivamente operações isentas
6 - (Redacção dada pelo art.º 12.º da Lei n.º39-
que não confiram direito a dedução;
A/2005, de 29 de Julho) A correcção de erros materiais
ou de cálculo no registo a que se referem os artigos d) (Aditada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei n.º 60-
44.º a 51.º e 65.º, nas declarações mencionadas no A/2005, de 30 de Dezembro) Os créditos sejam inferiores
artigo 40.º e nas guias ou declarações mencionadas a € 6000, IVA incluído, deles sendo devedor sujeito
nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 67.º, é facultativa passivo com direito à dedução e tenham sido
quando resultar imposto a favor do sujeito passivo, reconhecidos em acção de condenação ou reclamados
mas só poderá ser efectuada no prazo de dois anos, em processo de execução e o devedor tenha sido
que, no caso do exercício do direito à dedução, será
citado editalmente.
contado a partir do nascimento do respectivo direito
nos termos do n.º 1 do artigo 22.º, sendo obrigatória 10 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei n.º
quando resulte imposto a favor do Estado. 60-A/2005, de 30 de Dezembro) O valor global dos
7 - (Revogado pelo art.º 12.º da Lei n.º39- créditos referidos no número anterior, o valor global
A/2005, de 29 de Julho). do imposto a deduzir, a realização de diligências de
cobrança por parte do credor e o insucesso, total ou
8 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º parcial, de tais diligências devem encontrar-se
114/98, de 4 de Maio) Os sujeitos passivos poderão documentalmente comprovados e ser certificados por
deduzir ainda o imposto respeitante a créditos revisor oficial de contas. .
considerados incobráveis em processo de
execução, processo ou medida especial de 11 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei n.º
recuperação de empresas ou a créditos de falidos 60-A/2005, de 30 de Dezembro) A certificação por revisor
ou insolventes, quando for decretada a falência ou oficial de contas a que se refere o número anterior
insolvência. deve ser efectuada por cada um dos períodos em que
foi feita a regularização e até ao termo do prazo
9 (1)- (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da estabelecido para a entrega da declaração periódica
Lei n.º 60-A/2005, de 30 de Dezembro) Os sujeitos ou até à data de entrega da mesma, quando esta
passivos podem igualmente deduzir o imposto ocorra fora do prazo.
respeitante a outros créditos desde que se
verifique qualquer das seguintes condições: 12 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei n.º
60-A/2005, de 30 de Dezembro) No caso previsto no n.º 8
a) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei e na alínea d) do n.º 9 é comunicada ao adquirente do
n.º 60-A/2005, de 30 de Dezembro) O valor do bem ou serviço, que seja um sujeito passivo do
crédito não seja superior a € 750, IVA incluído, a imposto, a anulação total ou parcial do imposto, para
mora do pagamento se prolongue para além de efeitos de rectificação da dedução inicialmente
seis meses e o devedor seja particular ou sujeito efectuada.
passivo que realize exclusivamente operações
isentas que não confiram direito a dedução; 13 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
114/98, de 4 de Maio) Nos casos em que se verificar a
b) (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 45.º da Lei recuperação dos créditos, total ou parcialmente, os
n.º 60-A/2005, de 30 de Dezembro) Os créditos sejam sujeitos passivos são obrigados a proceder à entrega do
superiores a € 750 e inferiores a € 8000, IVA imposto, no período em que se verificar o seu
1
recebimento, sem observância, neste caso, do prazo
No tocante a medidas de descongestionamento das previsto no n.º 1 do artigo 88.º.
pendências judiciais deve ter-se em atenção o disposto no art.º
73.º da Lei n.º 3-B/2000, de 4 de Abril 14 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
“...5 - Em sede de IVA, nas acções referidas no corpo do presente
114/98, de 4 de Maio) Quando o valor tributável for
artigo, haverá lugar à dedução do imposto pago nas causas de
valor até € 4.987,98 sejam os demandados pessoas singulares ou objecto de redução, o montante deste deve ser repartido
pessoas colectivas, com ou sem direito à dedução do imposto.”... entre contraprestação e imposto, aquando da emissão
44
do respectivo documento, se se pretender responsabilidade pela emissão das facturas ou
igualmente a rectificação do imposto. documentos equivalentes, pela veracidade do seu
conteúdo e pelo pagamento do respectivo imposto,
15 - (Aditado pelo n.º 3 do art.º 32.º da Lei n.º
nos casos previstos no n.º 14 do artigo 28.º, cabe ao
87-B/98, de 31 de Dezembro) Nos casos em que a
sujeito passivo transmitente dos bens ou prestador
obrigação de liquidação e pagamento do imposto
dos serviços.
compete ao adquirente dos bens e serviços e os
correspondentes montantes não tenham sido 4 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 30.º da Lei n.º 55-
incluídos na declaração periódica, originando a B/2004, de 30 de Dezembro) Não obstante o disposto nos
respectiva liquidação e dedução ou o tenham sido números anteriores, nos casos em que o imposto
fora do prazo legalmente estabelecido, a liquidação resulte de operação simulada ou em que seja
e a dedução serão aceites sem quaisquer simulado o preço constante de factura ou documento
consequências, desde que o sujeito passivo equivalente, o adquirente dos bens ou serviços que
entregue a declaração de substituição, sem prejuízo seja um sujeito passivo dos referidos na alínea a) do
da penalidade que ao caso couber.(1) n.º 1 do artigo 2.º, agindo como tal, e ainda que isento
do imposto, é solidariamente responsável, pelo
16 - (Aditado pelo n.º 3 do art.º 32.º da Lei n.º
pagamento do imposto, com o sujeito passivo que, na
87-B/98, de 31 de Dezembro) O disposto no número
factura ou documento equivalente, figura como
anterior será igualmente aplicável aos sujeitos
fornecedor dos bens ou prestador dos serviços.
passivos que tenham o direito à dedução parcial do
imposto, nos termos do disposto no artigo 23.º, 5 - (Aditado pelo n.º 1 do art.º 30.º da Lei n.º 55-
sem prejuízo da liquidação adicional e pagamento B/2004, de 30 de Dezembro) A responsabilidade
do imposto e dos juros compensatórios que se solidária prevista no número anterior é aplicável
mostrem devidos pela diferença. ainda que o adquirente dos bens ou serviços prove ter
pago a totalidade ou parte do imposto ao sujeito
17- (Aditado pelo n.º1 do art.º 45.º da lei n.º 60-
passivo que na factura ou documento equivalente
A/2005, de 30 de Dezembro) Os documentos,
figura como fornecedor dos bens ou prestador dos
certificados e comunicações a que se referem os
serviços.
n.os 9 a 12 do presente artigo devem integrar o
processo de documentação fiscal previsto no
Art.º 72.º-A - (Aditado pelo n.º 12 do art.º 30.º da
artigo 121.º do Código do IRC e no artigo 129.º do
Lei n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) - 1 - Nas transmis-
Código do IRS.
sões de bens ou prestações de serviços realizadas ou
Art.º 72.º - 1 - O adquirente dos bens ou declaradas com a intenção de não entregar nos cofres
serviços tributáveis que seja um sujeito passivo dos do Estado o imposto correspondente são também res-
referidos na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º, agindo ponsáveis solidários pelo pagamento do imposto os
como tal, e não isento, é solidariamente sujeitos passivos abrangidos pela alínea a) do n.º 1 do
responsável com o fornecedor pelo pagamento do artigo 2.º, que tenham intervindo ou venham a intervir,
imposto, quando a factura ou documento em qualquer fase do circuito económico, em operações
equivalente, cuja emissão seja obrigatória nos relacionadas com esses bens ou com esses serviços,
termos do artigo 28.º, não tenha sido passada, desde que aqueles tivessem ou devessem ter conheci-
contenha uma indicação inexacta quanto ao nome mento dessas circunstâncias.
ou endereço das partes intervenientes, à natureza
ou à quantidade dos bens transmitidos ou serviços 2 - O disposto no número anterior é aplicável às
fornecidos, ao preço ou ao montante de imposto transmissões de bens e prestações de serviços a definir
devido. por despacho do Ministro das Finanças e da Adminis-
tração Pública, quando estejam em causa operações
2 - O adquirente ou destinatário que prove relacionadas com actividades em que as práticas des-
ter pago ao seu fornecedor, devidamente critas no n.º 1 ocorram de forma reiterada.
identificado, todo ou parte do imposto devido será
3 - Para efeitos do disposto neste artigo, presu-
liberto da responsabilidade solidária prevista no
me-se que o sujeito passivo tem conhecimento de que o
número anterior, pelo montante correspondente ao
imposto relativo às transmissões de bens ou prestações
pagamento efectuado, salvo no caso de má-fé.
dos serviços referidos no número anterior não foi ou
3 - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º não venha a ser integralmente entregue nos cofres do
256/2003, de 21 de Outubro) Sem prejuízo da Estado, sempre que o preço por ele devido pelos bens
responsabilidade solidária pelo pagamento ou serviços em causa seja inferior ao preço mais baixo
prevista nos números anteriores, a que seria razoável pagar em situação de livre concor-
rência ou seja inferior ao preço relativo a esses bens ou
1 serviços em fases anteriores de circuito económico.
Pelo n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 87-B/98, de 31 de Dezembro,
os n.os 15 e 16 do artigo 71.º do Código do IVA, têm carácter
interpretativo.
45
4 - A presunção referida no número ante- geral, e dentro dos limites da respectiva competência,
rior é ilidida se for demonstrado que o preço pra- por todas as autoridades, corpos administrativos,
ticado, numa das fases do circuito económico, se repartições públicas e pessoas colectivas de utilidade
deveu a circunstâncias não relacionadas com a pública e, em especial, pela Direcção-Geral das
intenção de não pagamento do imposto. Contribuições e Impostos.

Art.º 73.º - Os sujeitos passivos que Art.º 77.º - 1 - As pessoas singulares ou colecti-
pratiquem operações isentas, sem direito a vas que exerçam actividades comerciais, industriais,
dedução, e desenvolvam simultaneamente uma agrícolas ou de prestação de serviços deverão, dentro
actividade acessória tributável poderão calcular o dos limites da razoabilidade, prestar toda a colabora-
seu volume de negócios, para efeitos do disposto ção que lhes for solicitada pelos serviços competentes,
nos artigos 41.º e 53.º, tomando em conta apenas os tendo em vista o integral cumprimento das atribui-
resultados relativos à actividade acessória. ções que lhe estão cometidas por lei.

Art.º 74.º - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 2 - Para a execução das tarefas de fiscalização,
3.º, do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) As os serviços competentes poderão, designadamente:
notificações referidas no n.º 1 do artigo 27.º, no n.º 3
a) Proceder a visitas de fiscalização nas instala-
do artigo 34.º, no n.º 8 do artigo 40.º, no n.º 5 do
ções dos contribuintes, nos termos do artigo seguinte;
artigo 55.º, no n.º 4 do artigo 58.º, no n.º 5 do artigo
63.º, no artigo 85.º e no n.º 4 do artigo 88.º, bem b) Enviar às pessoas singulares ou colectivas
como das decisões a que se referem os n.os 3 do que exerçam actividades comerciais, industriais, agrí-
artigo 53.º e 4 do artigo 60.º, serão efectuadas colas ou de prestações de serviços, questionários
através de carta registada, com aviso de recepção, quanto a dados e factos de carácter específico, rele-
com indicação dos critérios que as vantes para o apuramento e controlo do imposto, que
fundamentaram. deverão ser devolvidos preenchidos e assinados;
c) Exigir dos contribuintes a exibição ou remes-
Art.º 75.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 2.º, do
sa, inclusive por cópia, dos documentos e facturas
Dec.-Lei n.º 160/2003, de 19 de Julho) Das decisões a
relativos a bens ou serviços adquiridos ou fornecidos,
que se referem o n.º 3 do artigo 34.º, o n.º 8 do
bem como a prestação de quaisquer informações rela-
artigo 40.º, o n.º 3 do artigo 53.º, o n.º 5 do artigo
tivas às próprias operações;
55.º, o artigo 56.º, o n.º 4 do artigo 58.º, o n.º 4 do
artigo 60.º e o n.º 5 do artigo 63.º poderá o sujeito d) Testar os programas informáticos utilizados
passivo recorrer hierarquicamente, nos termos do na elaboração da contabilidade;
Código de Procedimento e de Processo Tributário.
e) Solicitar a colaboração de quaisquer serviços
e organismos públicos, com vista a uma correcta fisca-
2 – (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º, do
lização do imposto;
Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Aos recursos
hierárquicos referidos no número anterior aplica-se f) Requisitar cópias ou extractos de actos e do-
o disposto na lei geral tributária, tendo sempre cumentos de notários, conservatórias e outros serviços
efeito suspensivo quando respeitarem às decisões oficiais.
referidas no artigo 56.º e no n.º 1 do artigo 58.º.
3 - Os pedidos e as requisições referidos no
3 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º, do Dec.- número anterior deverão ser feitos por carta registada
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Para efeitos do com aviso de recepção, fixando para o seu cumpri-
disposto nos artigos 53.º e 58.º, não se conhecerá mento um prazo não inferior a oito dias.
das reclamações, impugnações e recursos
4 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
hierárquicos, na parte em que tenham por
55/2000, de 14 de Abril) Os serviços, estabelecimentos e
fundamento a discussão dos volumes de negócios,
organismos do Estado, das Regiões Autónomas e das
quando fixados definitivamente para efeitos de IRS
autarquias locais, incluindo os dotados de autonomia
ou IRC ou cujo processo de fixação esteja em curso
administrativa ou financeira, ainda que personalizados,
no âmbito destes impostos.
as associações e federações de municípios, bem como
outras pessoas colectivas de direito público, as institui-
ções particulares de solidariedade social e as empresas
CAPÍTULO VI
públicas devem entregar o mapa recapitulativo previsto
na alínea f) do n.º 1 do art.º 28.º.
FISCALIZAÇÃO E DETERMINAÇÃO
OFICIOSA DO IMPOSTO
Art.º 78.º - 1 - Os funcionários encarregados da
Art.º 76.º - O cumprimento das obrigações fiscalização do imposto têm livre acesso aos locais
impostas por este diploma será fiscalizado, em destinados ao exercício de actividades comerciais,
46
industriais, agrícolas e de prestações de serviços Art.º 80.º - Salvo prova em contrário, presumem-
para examinar os livros e quaisquer documentos se adquiridos os bens que se encontrarem em qualquer
relacionados com a actividade dos contribuintes, dos locais em que o contribuinte exerce a sua actividade
verificações e buscas e qualquer outra diligência e presumem-se transmitidos os bens adquiridos,
considerada útil para o apuramento do imposto e a importados ou produzidos que se não encontrarem em
repressão da fraude e evasão fiscais. qualquer desses locais.

2 - O acesso contra a vontade do Art.º 81.º - (Revogado pelo art.º 5.º do Dec.-Lei n.º
contribuinte aos locais mencionados no número 185/86, de 14 de Julho)
anterior que estejam também afectos a habitação
do contribuinte e bem assim o acesso a outros Art.º 82.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º,
locais não referidos expressamente, só será do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Sem prejuízo do
possível quando ordenado pela autoridade judicial disposto no artigo 84.º, o chefe de repartição de finanças
competente, após pedido fundamentado do procederá à rectificação das declarações dos sujeitos
respectivo funcionário. passivos quando fundamentadamente considere que
nelas figure um imposto inferior ou uma dedução
3 - Os livros, registos e documentos de que
superior aos devidos, liquidando-se adicionalmente a
for recusada a exibição não podem ser tomados em
diferença.
consideração a favor do contribuinte, sendo para o
efeito considerada recusa de exibição a declaração
2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
de não possuir livros, registos e documentos, ou a
323/98, de 30 de Outubro) As inexactidões ou omissões
sua subtracção ao exame.
praticadas nas declarações poderão resultar
4 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º, do Dec.- directamente do seu conteúdo, do confronto com
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Os livros, registos declarações de substituição apresentadas para o mesmo
e documentos em poder do contribuinte não período ou respeitantes a períodos de imposto
podem ser apreendidos, salvo nos casos previstos anteriores, ou ainda com outros elementos de que se
no artigo 51.º da lei geral tributária, podendo os disponha, designadamente os relativos a IRS, IRC ou
funcionários encarregados da fiscalização, porém, informações recebidas no âmbito da cooperação
deles fazer cópias ou extractos, apor a assinatura administrativa comunitária e da assistência mútua.
ou rubrica em locais que interessem e adoptar
3 - As inexactidões ou omissões poderão
todas as cautelas que impeçam a alteração ou
igualmente ser constatadas em visita de fiscalização
subtracção dos livros, registos ou documentos.
efectuada nas instalações do sujeito passivo, através de
5 - Se houver conveniência em efectuar exame dos seus elementos de escrita, bem como da
cópias fora dos locais onde se encontram os livros, verificação das existências físicas do estabelecimento.
registos ou documentos, estes podem ser dali
4 - Se for demonstrado, sem margem para
retirados, mediante recibo, por espaço de tempo
dúvidas, que foram praticadas omissões ou inexactidões
não superior a 48 horas.
no registo e na declaração a que se referem,
6 - Os funcionários encarregados da respectivamente, a alínea a) do n.º 2 do artigo 65.º e a
fiscalização, quando devidamente credenciados, alínea c) do n.º 1 do art.º 67.º, proceder-se-á à tributação
poderão, junto das repartições e serviços oficiais, do ano em causa com base nas operações que o sujeito
proceder à recolha dos elementos necessários a um passivo presumivelmente efectuou, sem ter em conta o
eficaz controle do imposto. disposto no n.º 1 do artigo 60.º.
Art.º 79.º - 1 - Sempre que necessário, 5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 91/96,
poderão os funcionários encarregados da de 12 de Julho) Quando as liquidações adicionais
fiscalização proceder à inventariação das respeitarem a aquisições intracomunitárias de bens não
existências físicas de qualquer estabelecimento. mencionadas pelo sujeito passivo nas suas declarações
periódicas de imposto ou a transmissões de bens que os
2 - O inventário a que se refere o número sujeitos passivos considerarem indevidamente como
anterior será assinado pelo sujeito passivo, que transmissões intracomunitárias isentas ao abrigo do
declarará ser conforme ao total das suas artigo 14.º do Regime do IVA nas Transacções
existências, sendo-lhe no entanto permitido Intracomunitárias, considerar-se-á, na falta de
acrescentar as observações que entender elementos que permitam determinar a taxa aplicável,
convenientes. que as operações são sujeitas à taxa prevista na alínea c)
do n.º 1 do artigo 18.º, sem prejuízo de a liquidação ficar
3 - Do inventário será dada cópia ao sujeito
sem efeito se o sujeito passivo proceder à regularização
passivo, cuja assinatura será substituída pela de
da sua situação tributária, ilidir a presunção ou
duas testemunhas no caso de recusa.
demonstrar que a falta não lhe é imputável.

47
6 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º Art.º 83.º- A - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
100/95, de 19 de Maio) A adopção por parte do 122/88, de 20 de Abril) - 1 - Sem prejuízo do disposto no
sujeito passivo, no prazo de 30 dias a contar da artigo 83.º, o chefe da repartição de finanças competente
data da notificação a que se refere o artigo 27.º, de poderá proceder também à liquidação oficiosa do
um dos procedimentos previstos na parte final do imposto que se mostrar devido, quando o sujeito
número anterior terá efeitos suspensivos. passivo não tiver apresentado a declaração periódica a
que estava obrigado nos termos deste Código.
Art.º 83.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do
Dec.-Lei n.º 100/95, de 19 de Maio) Se a declaração 2 - A liquidação referida no número anterior terá
periódica prevista no artigo 40.º não for como base os elementos recolhidos em visita de
apresentada, a Direcção de Serviços de Cobrança fiscalização ou outros ao dispor dos serviços.
do IVA procederá à liquidação oficiosa do imposto,
Art.º 83.º - B - (Revogado pelo n.º 2 do art.º 30 da Lei
com base nos elementos de que disponha.
n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro).
2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º
Art.º 84.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º,
7/96, de 7 de Fevereiro) O imposto liquidado nos
do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Sem prejuízo
termos do número anterior deve ser pago na
do disposto no presente Código, a liquidação do
Tesouraria da Fazenda Pública competente, no
imposto com base em presunções ou métodos
prazo mencionado na notificação, efectuada por
indirectos efectuar-se-á nos casos e condições previstos
carta registada com aviso de recepção, o qual não
nos artigos 87.º e 89.º da lei geral tributária, seguindo os
poderá ser inferior a 90 dias contados desde o seu
termos do artigo 90.º da referida lei.
envio.
3 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 2 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º, do Dec.-Lei
160/2003, de 19 de Julho) Na falta de pagamento no n.º 472/99, de 8 de Novembro) A aplicação de métodos
prazo referido no número anterior, será extraída indirectos nos termos do número anterior cabe ao
pelos serviços centrais da Direcção-Geral dos director de finanças da área do domicílio, sede, direcção
Impostos certidão de dívida, nos termos e para efectiva ou estabelecimento estável do sujeito passivo
efeitos do disposto no artigo 88.º do Código de ou ao funcionário em quem ele tiver delegado essa
Procedimento e de Processo Tributário. competência.
4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
233/91, de 26 de Junho) A liquidação referida no n.º 1 Art.º 85.º - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do
ficará sem efeito nos seguintes casos: Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Concluído o
procedimento de revisão previsto na lei geral tributária,
a) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
considerar-se-á efectuada a liquidação do imposto,
233/91, de 26 de Junho) Se o sujeito passivo, dentro
notificando-se o sujeito passivo nos termos e para os
do prazo referido no n.º 2, apresentar a declaração
efeitos do artigo 27.º.
em falta, sem prejuízo da penalidade que ao caso
couber;
Art.º 86.º - (Revogado pelo n.º 2 do art.º 3.º do Dec.-
b) (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro).
122/88, de 20 de Abril) Se a liquidação vier a ser
corrigida pela repartição de finanças competente Art.º 87.º - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
nos termos do artigo 83.º-A. n.º 323/98, de 30 de Outubro) Nos casos previstos no
artigo 82.º, a Direcção de Serviços de Cobrança do IVA,
5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
quando disponha de todos os elementos necessários ao
100/95, de 19 de Maio) Se o imposto apurado nos
apuramento do imposto ou dos juros compensatórios,
termos do n.º 1 tiver sido pago ou tiver sido
procederá à notificação dos sujeitos passivos, por carta
extraída a certidão de dívida em conformidade
registada, com aviso de recepção, comunicando o facto
com o n.º 3, será a respectiva importância tomada
à repartição de finanças competente, que dará
em conta no pagamento das liquidações previstas
continuidade ao processo de cobrança.
nas alíneas a) e b) do número anterior.
6 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º Art.º 87.º- A - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º
100/95, de 19 de Maio) Relativamente à diferença 30.º da Lei n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) Nos casos em
que resultar da compensação prevista no número que o imposto em dívida tenha sido liquidado pelos
anterior será extraída certidão de dívida nos serviços competentes da Direcção-Geral dos Impostos
termos do n.º 5 do artigo 26.º ou creditada a e haja sido efectuada a compensação prevista nos arti-
importância correspondente, se essa diferença for a gos 89.º ou 90.º do CPPT com reembolso de IVA, será o
favor do sujeito passivo. sujeito passivo notificado por carta registada, com
aviso de recepção.
48
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º Art.º 88.º-A - (Aditado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
160/2003, de 19 de Julho) O prazo para o recurso 166/94, de 9 de Junho) As liquidações referidas nos art.os
hierárquico, para a reclamação e para a 82.º e 83.º poderão ser agregadas por anos civis num
impugnação judicial conta-se a partir do dia único documento de cobrança.
imediato ao da recepção da carta registada a que se
refere o número anterior, atribuindo-se a Art.º 89.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º
competência a que se refere o n.º 1 do artigo 75.º e o do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Sempre que, por
artigo 112.º do Código de Procedimento e de facto imputável ao contribuinte, for retardada a
Processo Tributário ao director de serviços de liquidação ou tenha sido recebido reembolso superior
reembolsos do IVA. ao devido, acrescerão ao montante do imposto juros
compensatórios nos termos do art.º 35.º da lei geral
3 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
tributária.
B/94, de 27 de Dezembro) As petições a que se refere
o n.º 2 poderão ser entregues na direcção de
2 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.-Lei
serviços de reembolsos do IVA ou na repartição de
n.º 472/99, de 8 de Novembro) Sempre que o imposto
finanças prevista no artigo 70.º, caso em que, uma
liquidado pelos serviços ou pelo sujeito passivo não seja
vez informadas com os elementos ao seu dispor,
pago até ao termo dos prazos legais estabelecidos, serão
serão de imediato remetidas àquela direcção de
devidos juros de mora nos termos do art.º 44.º da lei
serviços.
geral tributária.
4 - (Eliminado pelo n.º 1 do art.º 30.º da Lei n.º
55-B/2004, de 30 de Dezembro).
CAPÍTULO VII
Art.º 88.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º
3.º do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Só GARANTIAS DOS CONTRIBUINTES
poderá ser liquidado imposto nos prazos e nos Art.º 90.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-
termos previstos nos artigos 45.º e 46.º da lei geral Lei n.º 160/2003, de 19 de Julho) Os sujeitos passivos e as
tributária. pessoas solidária ou subsidiariamente responsáveis pelo
pagamento do imposto poderão recorrer
2 - (Eliminado pelo n.º 1 do art.º 35.º da Lei n.º
hierarquicamente nos casos previstos neste Código,
109-B/2001, de 27 de Dezembro)
reclamar contra a respectiva liquidação ou impugná-la,
3 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.- com os fundamentos e nos termos estabelecidos no
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Até ao final dos Código de Procedimento e de Processo Tributário.
prazos referidos no n.º 1, as rectificações e as
tributações oficiosas podem ser integradas ou 2 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º 23/97,
modificadas com base no conhecimento ulterior de de 23 de Janeiro) Os recursos hierárquicos, as reclamações
novos elementos, nos termos legais. e as impugnações não serão admitidos se as liquidações
forem ainda susceptíveis de correcção nos termos do
4 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.-
artigo 71.º, ou se não tiver sido entregue a declaração
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro)A notificação do
periódica cuja falta originou a liquidação prevista no
apuramento do imposto nos termos do número
artigo 83.º.
anterior deverá indicar, sob pena de nulidade, os
novos elementos e os actos ou factos através dos 3 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 198/90, de 19 de
quais chegaram ao conhecimento da Junho) As liquidações só poderão ser anuladas quando
administração fiscal. esteja provado que o imposto não foi incluído na factura
ou documento equivalente passado ao adquirente nos
5 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.-
termos do artigo 36.º.
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) O serviço fiscal
competente não procederá a qualquer liquidação, 4 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º 7/96,
ainda que adicional, quando o seu quantitativo de 7 de Fevereiro) As notificações efectuadas nos termos
for inferior a € 24,94, devendo o mesmo limite ser dos artigos 85.º, 87.º e n.º 1 do artigo 87.º-A deverão
observado na extracção das certidões de dívida indicar as razões de facto e de direito da determinação
previstas no n.º 5 do artigo 26.º, n.º 2 do artigo da dívida de imposto, bem como os critérios e cálculos
27.º e n.os 3 e 6 do artigo 83.º. subjacentes aos montantes apurados.
6 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.- 5 - (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º 7/96,
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Quando a de 7 de Fevereiro) Os prazos para as reclamações ou
notificação for feita nos termos do artigo 88.º-A, o impugnações previstas no n.º 2 contar-se-ão a partir do
limite referido no número anterior aplicar-se-á ao dia imediato ao final do período referido nos n.os 3 e 6
valor anual da liquidação. do artigo 71.º.

49
Art.º 91.º - 1 -(Redacção dada pelo n.º 1 do art.º duplicados ou dos documentos, quando for caso disso.
3.º do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Quando,
por motivos imputáveis aos serviços, tenha sido 2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
liquidado imposto superior ao devido, proceder- 130/2003, de 28 de Junho) As obrigações declarativas
se-á à revisão oficiosa nos termos do art.º 78.º da lei previstas no n.º 1 do art.º 28.º do Código do IVA, na
geral tributária. alínea c) do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 23.º do Regime do
IVA nas Transacções Intracomunitárias podem ser
2 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.- cumpridas através de meios de comunicação electrónica
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Sem prejuízo de pelos sujeitos passivos munidos de um código pessoal
disposições especiais, o direito à dedução ou ao de acesso a obter previamente.
reembolso do imposto entregue em excesso só
3 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.-Lei
poderá ser exercido até ao decurso de quatro anos
n.º 472/99, de 8 de Novembro) A possibilidade prevista no
após o nascimento do direito à dedução ou
número anterior poderá igualmente ser utilizada pelos
pagamento em excesso do imposto,
técnicos oficiais de contas, relativamente aos sujeitos
respectivamente.
passivos por cuja escrita sejam responsáveis, com os
3 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 3.º do Dec.- efeitos que o artigo 17.º da lei geral tributária estabelece
Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) Não se procederá à para a gestão de negócios, e nos termos a regulamentar
anulação de qualquer liquidação quando o seu por portaria do Ministro das Finanças.
valor seja inferior ao limite previsto no n.º 5 do
artigo 88.º. Art.º 126.º - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
n.º 82/94, de 14 de Março) Sem prejuízo do disposto em
Art.º 92.º - 1 - Anulada a liquidação, quer
legislação especial, aos bens que sejam provenientes ou
oficiosamente, quer por decisão da entidade ou
se destinem a territórios terceiros, mas que preencham
tribunal competente, com trânsito em julgado,
as condições previstas nos artigos 9.º e 10.º do Tratado
restituir-se-á a respectiva importância, mediante o
que institui a Comunidade Europeia, aplica-se o
processamento do correspondente título de
procedimento de trânsito comunitário interno e as
crédito.
disposições aduaneiras em vigor para as mercadorias
provenientes ou com destino a países terceiros.
2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
160/2003, de 19 de Julho) No caso de pagamento do
LISTA I
imposto em montante superior ao legalmente
devido, resultante de erro imputável aos serviços,
Bens e serviços sujeitos à taxa reduzida
são devidos juros indemnizatórios nos termos do
artigo 43.º da Lei Geral Tributária, a liquidar e (Redacção dada pelo art.º 41.º da Lei n.º 2/92, de 9 de Março)
pagar nos termos do Código de Procedimento e de
Processo Tributário. 1. - Produtos alimentares(1)
1.1 - Cereais e preparados à base de cereais:
CAPÍTULO VIII - (Revogado pelo art.º 2.º da Lei n.º 1.1.1 - Cereais.
15/2002, de 5 de Junho)
1.1.2 - Arroz (em película, branqueado, polido,
glaciado, estufado, convertido em trincas).
CAPÍTULO IX
1.1.3 - Farinhas, incluindo as lácteas e não lácteas.
DISPOSIÇÕES FINAIS
1.1.4 - Massas alimentícias e pastas secas
Art.º 124.º - Quando a lei mande efectuar a
similares. (Excluem-se as massas recheadas, embora
entrega de declarações ou outros documentos em
prontas para utilização imediata, e as massas dos tipos
mais de um exemplar, um deles deverá ser
Raviolli, Cannelloni, Tortellini e semelhantes).
devolvido ao apresentante, com menção de recibo.
1.1.5 - Pão e produtos de idêntica natureza, tais
como gressinos, pães de leite, regueifas e tostas.
Art.º 125.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 1 do
art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 472/99, de 8 de Novembro) As
declarações que, segundo a lei, devam ser
apresentadas na repartição de finanças, bem
como os documentos de qualquer outra 1
(Redacção dada pelo art.º 2.ºdo Decreto-Lei n.º 82/94, de 14 de
natureza exigidos pela Direcção--Geral dos Março) para além das operações mencionadas no n.º 1 da presente
Impostos, podem ser remetidos pelo correio, sob lista, não são admitidas no âmbito da taxa reduzida quaisquer
registo postal, acompanhados de um sobrescrito, transformações dos produtos descritos, designadamente qualquer
tipo de preparação culinária. Admite-se, no entanto, o simples acon-
devidamente endereçado e franquiado, para a dicionamento dos produtos no seu estado natural.
devolução imediata, também sob registo, dos
50
1.2 - (Redacção dada pelo art.º 2 do Dec.-Lei n.º 1.5 - Gorduras e óleos gordos:
233/91, de 26 de Junho) Carnes e miudezas
1.5.1 - Azeite.
comestíveis, frescas ou congeladas de:
1.5.2 - Banha e outras gorduras de porco.
1.2.1 - Espécie bovina.
1.2.2 - Espécie suína. 1.6 - Frutas frescas, legumes e produtos
hortícolas:
1.2.3 - Espécie ovina e caprina.
1.6.1 - Legumes e produtos hortícolas, frescos ou
1.2.4 - Espécie equídea.
refrigerados, secos ou desidratados.
1.2.5 - Aves de capoeira.
1.6.2 - Legumes e produtos hortícolas congelados,
1.2.6 - Coelhos domésticos. ainda que previamente cozidos.
1.6.3 - Legumes de vagem secos, em grão, ainda
1.3 - Peixes e moluscos:
que em película, ou partidos.
1.3.1 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º
1.6.4 - Frutas frescas.
39-B/94, de 27 de Dezembro) Peixe fresco (vivo ou
morto), refrigerado, congelado, seco, salgado ou
1.7 - Água, incluindo aluguer de contadores:
em salmoura, com exclusão do peixe fumado, do
espadarte, do esturjão e do salmão, quando secos, 1.7.1 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
salgados ou em conserva e preparados de ovas 177/98, de 3 de Julho) Águas, com excepção das águas
(caviar). adicionadas de outras substâncias.
1.3.2 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei 1.7.2 - (Aditada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 177/98,
n.º 177/98, de 3 de Julho) Conservas de peixes de 3 de Julho) Águas de nascente e águas minerais, ainda
(inteiros, em pedaços, filetes ou pasta), com que reforçadas ou adicionadas de gás carbónico, sem
excepção do peixe fumado, do espadarte, do adição de outras substâncias.
esturjão e do salmão, quando secos, salgados ou
em conserva e preparados de ovas (caviar). 1.8 - (Eliminada pelo n.º 3 do art.º 35.º da Lei n.º 109-
B/2001, de 27 de Dezembro).
1.3.3 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
n.º 177/98, de 3 de Julho) Moluscos, com excepção 1.9 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 177/98, de
das ostras, ainda que secos ou congelados. 3 de Julho) Mel de abelhas.
1.4 - Leite e lacticínios, ovos de aves: 1.10 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 177/98, de
3 de Julho) Sal (cloreto de sódio).
1.4.1 - Leite em natureza, concentrado,
esterilizado, evaporado, pasteurizado, 1.10.1 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 177/98,
ultrapasteurizado, condensado, em blocos, em pó de 3 de Julho) Sal-gema.
ou granulado e natas.
1.10.2 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 177/98,
1.4.2 - Leites dietéticos. de 3 de Julho) Sal marinho.
1.4.3 - (Aditada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º 1.11 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 177/98, de
177/98, de 3 de Julho) Manteiga, com ou sem adição 3 de Julho) Batata fresca descascada, inteira ou cortada,
de outros produtos. pré-frita, refrigerada, congelada, seca ou desidratada,
ainda que em puré ou preparada por meio de cozedura
1.4.4 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
ou fritura.
n.º 177/98, de 3 de Julho) Queijos.
1.12 - (Aditada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 418/99, de
1.4.5 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei
21 de Outubro) Refrigerantes, sumos e néctares de frutos
n.º 177/98, de 3 de Julho) Iogurtes.
ou de produtos hortícolas, incluindo os xaropes de
1.4.6 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei sumos, as bebidas concentradas de sumos e os produtos
n.º 177/98, de 3 de Julho) Ovos de aves, frescos, secos concentrados de sumos.
ou conservados.
1.13 - (Aditada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 418/99, de
1.4.7 - (Aditada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 21 de Outubro) Produtos dietéticos destinados à nutrição
31/2001, de 8 de Fevereiro) Leites chocolatados, entérica e produtos sem glúten para doentes celíacos.
aromatizados, vitaminados, ou enriquecidos.
2. - Outros:
1.4.8 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 35.º da
2.1 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-B/94,
Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro) Bebidas
de 27 de Dezembro) Jornais, revistas e outras publicações
lácteas.
periódicas como tais consideradas na legislação que

51
regula a matéria, de natureza cultural, educativa, e) (Redacção dada pelo n.º 5 do art.º 30.º da Lei n.º 55-
recreativa ou desportiva. B/2004, de 30 de Dezembro) Tiras de glicémia, de
Exceptuando-se as publicações de carácter glicosúria e acetonúria, agulhas, seringas e canetas para
pornográfico ou obsceno, como tal consideradas na administração de insulina utilizadas na prevenção e
legislação sobre a matéria. tratamento da Diabetes mellitus.
Compreendem-se nesta verba os resguardos e
2.2 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 360/91, de
fraldas.
28 de Setembro) Papel de jornal, referido na
subposição 48.01 do sistema harmonizado. 2.5 - (Redacção dada pelo n.º 1 do art.º 34.º da Lei n.º
87-B/98, de 31 de Dezembro) Aparelhos ortopédicos,
2.3 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
cintas médico-cirúrgicas e meias medicinais, cadeiras
B/94, de 27 de Dezembro) Livros, folhetos e outras
de rodas e veículos semelhantes, accionados manual-
publicações não periódicas de natureza cultural,
mente ou por motor, para deficientes, aparelhos, arte-
educativa, recreativa e desportiva, brochados ou
factos e demais material de prótese ou compensação
encadernados.
destinados a substituir, no todo ou em parte, qualquer
Exceptuam-se: membro ou órgão do corpo humano ou a tratamento
de fracturas e as lentes para correcção de vista, bem
a) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
como calçado ortopédico, desde que prescrito por
B/94, de 27 de Dezembro) Cadernetas destinadas a
receita médica, nos termos a regulamentar pelo
coleccionar cromos, decalcomanias, estampas ou
Governo no prazo de 30 dias.(1)
gravuras;
2.5 - A - (Aditada pelo n.º 2 do art.º 34.º da Lei n.º 87-
b) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
B/98, de 31 de Dezembro) As prestações de serviços
B/94, de 27 de Dezembro) Livros e folhetos de
médicos e sanitários e operações com elas estreitamente
carácter pornográfico ou obsceno;
conexas, feitas por estabelecimentos hospitalares,
c) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39- clínicas, dispensários e similares, não pertencentes a
B/94, de 27 de Dezembro) Obras encadernadas em pessoas colectivas de direito público ou a instituições
peles, tecidos de seda, ou semelhante; privadas integradas no Serviço Nacional de Saúde,
d) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39- quando estas renunciem à isenção, nos termos da alínea
B/94, de 27 de Dezembro) Calendários, horários, b) do n.º 1 do artigo 12.º do Código do IVA.
agendas e cadernos de escrita; 2.5 - B – (Aditada pelo n.º 8 do art.º 35.º da Lei n.º 30-
e) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39- C/2000, de 29 de Dezembro) Soutiens, fatos de banho ou
B/94, de 27 de Dezembro) Folhetos ou cartazes outras peças de vestuário, de uso medicinal,
promocionais ou publicitários, incluindo os constituídas por bolsas interiores, destinadas à
turísticos, e roteiros ou mapas de estradas e de colocação de próteses utilizadas por mastectomizadas.
localidades; 2.6 - (Redacção dada pelo n.º 3 do art.º 34.º da Lei n.º
f) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39- 127-B/97, de 20 de Dezembro) Utensílios e quaisquer
B/94, de 27 de Dezembro) Postais ilustrados. aparelhos ou objectos especificamente concebidos para
utilização por pessoas com deficiência, desde que
2.4 - Produtos farmacêuticos e similares e constem de uma lista aprovada por despacho conjunto
respectivas substâncias activas a seguir indicados: dos Ministros das Finanças, da Solidariedade e
Segurança Social e da Saúde.(2)
a) Medicamentos, especialidades
farrmacêuticas e outros produtos farmacêuticos 2.7 - (Redacção dada pelo art.º 1.º do Dec.-Lei n.º
destinados exclusivamente a fins terapêuticos e 198/90, de 19 de Junho) Utensílios e outros equipamentos
profilácticos; exclusiva ou principalmente destinados a operações de
socorro e salvamento adquiridos por associações
b) (Redacção dada pelo n.º 3 do art.º 44.º da Lei
n.º 3-B/2000, de 4 de Abril) Preservativos;
1
Portaria n.º 185/99, de 20 de Março
c) (Redacção dada pelo n.º 3 do art.º 44.º da Lei Art.º 1.º - Para efeitos do disposto na verba 2.5 da lista I anexa ao Código
n.º 3-B/2000, de 4 de Abril) Pastas, gazes, algodão do Imposto sobre o Valor Acrescentado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 394-
B/84, de 26 de Dezembro, considera-se calçado ortopédico o calçado especifi-
hidrófilo, tiras e pensos adesivos e outros suportes camente concebido ou adaptado para correcção ou compensação de deficiên-
análogos, mesmo impregnados ou revestidos de cias, deformações ou limitações de funcionalidade do pé ou parte do pé, de
natureza congénita ou adquirida por doença ou traumatismo.
quaisquer substâncias, para usos higiénicos, Art.º 2.º - O conceito referido no número anterior abrange:
medicinais ou cirúrgicos; O calçado ortopédico pré-fabricado, considerando-se como tal o calçado
ortopédico produzido em série, incluindo aquele que é fabricado com altura
d) (Redacção dada pelo n.º 3 do art.º 44.º da Lei extra para os dedos, palmilha almofadada e abertura exterior longa;
O calçado ortopédico fabricado por medida, de acordo com os requisitos
n.º 3-B/2000, de 4 de Abril) Plantas, raízes e individuais de cada um;
tubérculos medicinais, no estado natural; O calçado estandardizado transformado em calçado ortopédico.
2
Vide Despacho Conjunto n.º 37/99, de 15/01 no fim desta lista.
52
humanitárias e corporações de bombeiros, bem separada, sendo equivalente a metade do preço da
como pelo Instituto de Socorros a Náufragos e pelo pensão completa e a três quartos do preço da meia-
SANAS - Corpo Voluntário de Salvadores pensão.
Náuticos.
2.16 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
2.8 - (Aditada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º 418/99, de 21 de Outubro) As empreitadas de construção
290/88, de 24 de Agosto) Prestações de serviços, de imóveis de habitações económicas ou de habitações
efectuadas no exercício das profissões de de custos controlados, independentemente do
jurisconsulto, advogado e solicitador a reformados promotor, desde que tal classificação esteja certificada
ou desempregados, identificados como tais, às por autoridade competente do ministério da tutela.
pessoas que beneficiem de assistência judiciária, a
2.17 - (Redacção dada pelo n.º 2 do art.º 35.º da Lei n.º
trabalhadores, no âmbito dos processos judiciais de
109-B/2001, de 27 de Dezembro) As empreitadas de bens
natureza laboral, e a qualquer interessado, nos
imóveis em que são donos da obra autarquias locais,
processos sobre o estado das pessoas.
associações de municípios ou associações e corporações
2.9 - (Aditada pelo art.º 41.º da Lei n.º 2/92, de 9 de bombeiros, desde que, em qualquer caso, as referidas
de Março) Electricidade. empreitadas sejam directamente contratadas com o
empreiteiro.
2.10 - (Aditada pelo art.º 41.º da Lei n.º 2/92, de
9 de Março) Utensílios e outros equipamentos 2.18 - (Aditada pelo art.º 27.º da Lei n.º 30-C/92, de 28
exclusiva ou principalmente destinados ao de Dezembro) Locação de áreas reservadas em parques
combate e detecção de incêndios. de campismo e caravanismo, incluindo os serviços com
ela estreitamente ligados.
2.11 - (Eliminada pelo n.º 3 do art.º 35.º da Lei
n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro). 2.19 - (Aditada pelo art.º 32.º da Lei 39-B/94, de 27 de
Dezembro) Portagens nas travessias rodoviárias do Tejo,
2.12 - (Aditada pelo art.º 41.º da Lei n.º 2/92, de em Lisboa.
9 de Março) Transporte de passageiros, incluindo
2.20 - (Aditada pelo art.º 1.º da Lei n.º 96/97, de 23 de
aluguer de veículos com condutor. Compreende-se
Agosto) Prestações de serviços relacionadas com a lim-
nesta verba o serviço de transporte e o suplemento
peza das vias públicas, bem como a recolha e tratamen-
de preço exigido pelas bagagens e reservas de
to dos resíduos, quando efectuadas ao abrigo de contra-
lugar.
tos outorgados pelo Estado, pelas Regiões Autónomas,
2.13 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º pelas autarquias locais, por associações de municípios
39-B/94, 27 de Dezembro) Espectáculos, ou pelas entidades referidas no n.º 2 do artigo 9.º.
manifestações desportivas e outros divertimentos
públicos. 2.21 - (Redacção dada pelo do art.º 28.º da Lei n.º 32-
Exceptuam-se: B/2002, de 30 de Dezembro) As empreitadas de constru-
ção, beneficiação ou conservação de imóveis realizadas
a) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
no âmbito do Regime Especial de Comparticipação na
B/94, 27 de Dezembro) Os espectáculos de carácter
Recuperação de Imóveis Arrendados (RECRIA), do
pornográfico ou obsceno, como tal considerados na
Regime de Apoio à Recuperação Habitacional em Áre-
legislação sobre a matéria;
as Urbanas Antigas (REHABITA), do Regime Especial
b) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39- de Comparticipação e Financiamento na Recuperação
B/94, 27 de Dezembro) As prestações de serviços que de Prédios Urbanos em Regime de Propriedade Hori-
consistam em proporcionar a utilização de jogos zontal (RECRIPH) e do Programa SOLARH, aprovado
mecânicos e electrónicos em estabelecimentos pelo Decreto-Lei n.º 7/99, de 8 de Janeiro, bem como as
abertos ao público, máquinas, flippers, máquinas realizadas ao abrigo de programas apoiados financei-
para jogos de fortuna e azar, jogos de tiro ramente pelo Instituto Nacional de Habitação.
eléctricos, jogos de vídeo com excepção dos jogos
reconhecidos como desportivos. 2.22 - (Redacção dada pelo do art.º 28.º da Lei n.º 32-
B/2002, de 30 de Dezembro) As empreitadas de constru-
2.14 - (Revogada pelo n.º 3 do art.º 35.º da Lei n.º ção de imóveis e os contratos de prestações de serviços
52-C/96, de 27 de Dezembro) com elas conexas cujos promotores sejam cooperativas
2.14 - A - (Redacção dada pelo art.º 33.º da Lei de habitação e construção, incluindo as realizadas
n.º 107-B/2003, de 31 de Dezembro) Gás natural. pelas uniões de cooperativas de habitação e de cons-
trução económica às cooperativas suas associadas no
2.15 - (Aditada pelo art.º 41.º da Lei n.º 2/92, de âmbito do exercício das suas actividades estatutárias,
9 de Março) Alojamento em estabelecimentos do desde que as habitações se integrem no âmbito da polí-
tipo hoteleiro. A taxa reduzida aplica-se tica social de habitação, designadamente quando res-
exclusivamente ao preço do alojamento, incluindo peitem o conceito e os parâmetros de habitação de
o pequeno almoço, se não for objecto de facturação

53
custos controlados, majorados em 20%, desde que 3.9 - Bagaço de azeitona e de outras sementes
certificadas pelo Instituto Nacional de Habitação. oleaginosas, grainha e folhelho de uvas.
3.10 - Sulfato cúprico, sulfato férrico e sulfato
2.23 - (Aditada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
duplo de cobre e de ferro.
418/99, de 21 de Outubro) As empreitadas de
conservação, reparação e beneficiação dos prédios 3.11 - Enxofre sublimado.
ou parte dos prédios urbanos habitacionais,
3.12 - Ráfia natural.
propriedade de cooperativas de habitação e
construção, cedidos aos seus membros em regime
de propriedade colectiva, qualquer que seja a LISTA II
respectiva modalidade.
Bens e serviços sujeitos a taxa intermédia
2.24 - (Aditada pelo n.º 6 do art.º 30.º da Lei n.º
55-B/2004, de 30 de Dezembro) As empreitadas de (Redacção dada pelo n.º 4 do art.º 35.º da Lei n.º 109-B/2001,
beneficiação, remodelação, renovação, restauro, de 27 de Dezembro)
reparação ou conservação de imóveis ou partes
autónomas destes afectos à habitação, com excep- 1. - Produtos para alimentação humana:
ção dos trabalhos de limpeza, de manutenção dos 1.1 - Conservas de carne e miudezas comestíveis:
espaços verdes e das empreitadas sobre bens
imóveis que abranjam a totalidade ou uma parte 1.1.1 - Produtos transformados à base de carne e
dos elementos constitutivos de piscinas, saunas, de miudezas comestíveis das espécies referidas na verba
campos de ténis, golfe ou minigolfe ou instalações 1.2 da Lista I anexa ao CIVA.
similares.
A taxa reduzida não abrange os materiais 1.2 - Conservas de peixe e de moluscos:
incorporados, salvo se o respectivo valor não 1.2.1- Conservas de moluscos, com excepção das
exceder 20 % do valor global da prestação de ostras.
serviços.
1.3 - Frutas e frutos:
2.25 - (Aditada pelo n.º 6 do art.º 30.º da Lei n.º
55-B/2004, de 30 de Dezembro) As prestações de 1.3.1 - Conservas de frutas ou frutos,
serviços de assistência domiciliária a crianças, designadamente em molhos, salmoura ou calda e suas
idosos, toxicodependentes, doentes ou compotas, geleias, marmeladas ou pastas.
deficientes. 1.3.2 - Frutas e frutos secos, com ou sem casca.
3. - Bens de produção da agricultura:
1.4 - Produtos hortícolas:
3.1 - Adubos, fertilizantes e correctivos de 1.4.1 - Conservas de produtos hortícolas,
solos. designadamente em molhos, vinagre ou salmoura e
3.2 - Animais vivos, exclusiva ou suas compotas.
principalmente destinados ao trabalho agrícola, ao 1.5 - Gorduras e óleos comestíveis:
abate ou à reprodução.
1.5.1 - Óleos directamente comestíveis e suas
3.3 - Farinhas, resíduos e desperdícios das misturas ( óleos alimentares).
indústrias alimentares e quaisquer outros produ-
tos próprios para a alimentação de gado e de 1.5.2 - Margarinas de origem animal e vegetal.
outros animais, incluindo os peixes de viveiro, 1.6 - Café verde ou cru, torrado, em grão ou em
destinados a alimentação humana. pó, seus sucedâneos e misturas.
3.4 - Produtos fitofarmacêuticos. 1.7 - Aperitivos à base de produtos hortícolas e
3.5 - (Redacção dada pelo art.º 5.º do Dec.-Lei n.º sementes.
122/88, de 20 de Abril) Sementes, bolbos e 1.8 - Refeições prontas a consumir, nos regimes
propágulos. de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio.
3.6 - Forragens e palha. 1.9 - Aperitivos ou snacks à base de estrudidos de
3.7 - (Redacção dada pelo art.º 5.º do Dec.-Lei milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula
n.º 122/88, de 20 de Abril) Plantas vivas, de espécies de batata, em embalagens individuais.
florestais ou frutíferas.
1.10 – Vinhos comuns.
3.8 - (Eliminada pelo n.º 3 do art.º 35.º da Lei n.º
2. - Outros:
109-B/2001, de 27 de Dezembro)

54
2.1- Flores de corte, folhagem para Exceptuam-se as actividades agrícolas não
ornamentação e composições florais decorativas. conexas com a exploração da terra ou em que esta tenha
Exceptuam-se as flores e folhagens secas e as secas carácter meramente acessório, designadamente as
tingidas. culturas hidropónicas e a produção em vasos, tabuleiros
e outros meios autónomos de suporte.
2.2 - Plantas ornamentais.
2.3 - Petróleo colorido e marcado, gasóleo II. - Criação de animais conexa com a exploração
colorido e marcado e fuelóleo e respectivas do solo, ou em que este tenha carácter essencial:
misturas.
1. Criação de animais;
2.4 - Aparelhos, máquinas e outros
equipamentos exclusiva ou principalmente 2. Avicultura;
destinados a:
3. Cunicultura;
a) Captação e aproveitamento de energia 4. Sericicultura;
solar, eólica e geotérmica;
5. Helicicultura;
b) Captação e aproveitamento de outras
6. Culturas aquícolas e piscícolas;
formas alternativas de energia;
7. Canicultura;
c) Produção de energia a partir da
incineração ou transformação de 8. Criação de aves canoras, ornamentais e de
detritos, lixo e outros resíduos; fantasia;
9. Criação de animais para obter peles e pêlo ou
d) Prospecção e pesquisa de petróleo e ou
para experiências de laboratório.
desenvolvimento da descoberta de
petróleo e gás natural; III. Apicultura.
e) Medição e controlo para evitar ou IV. Silvicultura.
reduzir as diversas formas de poluição.
V. São igualmente consideradas actividades de
produção agrícola as actividades de transformação
2.5 - Utensílios e alfaias agrícolas, silos
efectuadas por um produtor agrícola sobre os produtos
móveis, motocultivadores, motobombas,
provenientes, essencialmente, da respectiva produção
electrobombas, tractores agrícolas como tal
agrícola com os meios normalmente utilizados nas
classificados nos respectivos livretes, e outras
explorações agrícolas e silvícolas.
máquinas e aparelhos exclusiva ou principalmente
destinados à agricultura, pecuária ou silvicultura.
ANEXO B
3. - Prestações de serviços:
Lista das prestações de serviços agrícolas
3.1 - Prestações de serviços de alimentação e
bebidas. (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 195/89,
de 12 de Junho)

ANEXO A As prestações de serviços que contribuem


normalmente para a realização da produção agrícola,
Lista das actividades de produção agrícola
designadamente as seguintes:
(Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n. 195/89,
de 12 de Junho) a) As operações de sementeira, plantio, colheita,
debulha, enfardação, ceifa, recolha e transporte;
I. - Cultura propriamente dita:
b) As operações de embalagem e de
1. - Agricultura em geral, incluindo a acondicionamento, tais como a secagem, limpeza,
viticultura; trituração, desinfecção e ensilagem de produtos
agrícolas;
2. - Fruticultura, (incluindo a oleicultura) e
horticultura floral e ornamental, mesmo em c) O armazenamento de produtos agrícolas;
estufas;
d) A guarda, criação e engorda de animais;
3. - Produção de cogumelos, de especiarias,
e) A locação, para fins agrícolas, dos meios
de sementes e de material de propagação
normalmente utilizados nas explorações agrícolas e
vegetativa; exploração de viveiros.
silvícolas;
f) Assistência técnica;
55
g) A destruição de plantas e animais nocivos
e o tratamento de plantas e de terrenos por Café não torrado........................ 0901 11 00
pulverização; 0901 12 00

h) A exploração de instalações de irrigação e


de drenagem; Chá............................................. 0902
i) A poda de árvores, corte de madeira e
outras operações silvícolas. Cacau inteiro ou partido, em
bruto ou torrado......................... 1801
ANEXO C
Açúcar em bruto......................... 1701 11
(Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
1701 12
de 26 de Outubro)

Borracha em formas primárias 4001


Descrição dos bens Código NC ou em chapas, folhas ou tiras... 4002

Estanho........................................ 8001 Lã.................................................. 5101

Cobre............................................ 7402 Produtos químicos, a granel..... Capítulos 28 e 29


7403
7405
7408 Óleos minerais (incluindo gás 2709
propano e butano, bem como 2710
óleos em rama derivados do 2711 12
Zinco............................................ 7901 petróleo........................................ 2711 13

Níquel.......................................... 7502 Prata........................................... 7106

Alumínio..................................... 7601 Platina (paládio, ródio)............. 7110 11 00


7110 21 00
7110 31 00
Chumbo....................................... 7801

Batatas.......................................... 0701
Índio............................................. ex. 811291
ex. 811299
Gorduras e óleos vegetais e
respectivas fracções, em bruto,
Cereais......................................... 1001 a 1005 refinados, mas não quimica-
1006: unicamente mente modifica- 1507 a 1515
arroz com casca dos................................
1007 a 1008

ANEXO D
Sementes e frutos oleaginosos 1201 a 1207
Cocos, castanha do Brasil e (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 130/2003, de 28 de
castanha de cajú......................... 0801 Junho)
Outros frutos de casca rija........ 0802
Lista exemplificativa dos serviços prestados por via
Azeitonas.................................... 0711 20
electrónica, a que se refere a alínea n) do n.º 8 do
artigo 6.º
Sementes (incluindo sementes
de soja)......................................... 1201 a 1207 1 - Fornecimento de sítios informáticos,
domiciliação de página Web, manutenção à distância de
programas e equipamentos.

56
2 - Fornecimento de programas e respectiva
actualização.
3 - Fornecimento de imagens, textos e
informações e disponibilização de bases de dados.
4 - Fornecimento de música, filmes e jogos,
incluindo jogos de azar e dinheiro, e de emissões
ou manifestações políticas, culturais, artísticas,
desportivas, científicas ou de lazer.
5 - (Rectificado pela Declaração de Rectificação
n.º 10-B/2003, de 31 de Julho) Prestação de serviços
de ensino à distância.
Quando um prestador de serviços e o seu
cliente comunicam por correio electrónico, esse
facto não significa só por si que o serviço prestado
é um serviço electrónico na acepção da alínea n) do
n.º 8 do artigo 6.º do Código.

57
DESPACHO CONJUNTO N.º 37/99, DE 15 DE JANEIRO

Ao abrigo do disposto na verba 2.6 da lista I 18) Equipamento informático para escrita em
anexa ao Código do IVA, aprovado pelo Decreto- braille, com reprodução em caracteres a tinta;
Lei n.º 394-B/84, de 26 de Dezembro, é aprovada a
19) Equipamento informático para leitura de
seguinte lista de bens:
caracteres a tinta, gráficos e a sua transformação em
braille e equipamento para leitura de caracteres a
1) Ábacos para cegos;
tinta, gráficos e a sua transformação vibro-táctil;
2) Agendas electrónicas portáteis para uti-
20) Equipamento para treinar e aprender leitura
lizadores de braille;
labial, língua gestual e "cued speech" (linguagem vocal
3) Ajudas para a orientação e navegação complementada com gestos);
para cegos, faróis sonoros;
21) Equipamento que reproduz gráficos ou de-
4) Almofadas anti-escaras, cobertores e senhos em braille;
colchões anti-escaras, camas anti-escaras de de-
22) Geradores de voz que transformem vibra-
cúbito;
ções de cordas vocais num sinal audível;
5) Assentos e apoios para a cabeça, costas,
23) Impressoras braille e plotters para impressão
braços e pés, específicos para cadeiras de rodas;
em braille;
6) Auxiliares de elevação para colocar as
24) Lentes ou sistemas de lente para amblíopes
pessoas com deficiência, ou as pessoas sentadas
e óculos prismáticos;
na cadeira de rodas, dentro do carro;
25) Linhas braille;
7) Balanças de braille;
26) Máquinas de escrever dimo braille e pun-
8) Bengalas para cegos;
ções para escrever braille;
9) Cadeiras e bancos de banho/chuveiro
27) Máquinas de escrever manuais ou eléctricas
adaptado;
em braille;
10) Cadeiras-sanitários, assentos de sanita
28) Os seguintes interfaces alternativos de con-
elevados e separados, elevados com fixação fácil,
trolo e no acesso ao computador: manípulos de acesso
elevados fixos e auto-elevatórios e sanitas com
e ratos adaptados, emuladores de teclado, teclados
braços e/ou sanitas com encosto montado na
alternativos, grelhas para teclado e dispositivos ou
própria sanita;
ponteiros de boca, capacetes com ponteiros, incluindo
11) Cadeiras vibratórias que convertem os de ponteiros luminosos com bateria recarregável,
diferentes sons em vibrações usadas para pessoas talas de extensão do punho com bolsa palmar e dispo-
surdas e surdas-cegas; sitivo vertical, barra metacárpica com bolsa palmar;
12) Cânulas para traqueostomia e filtros, 29) Ortóteses para o tronco e os membros;
escovilhões, protectores das próteses para o du-
30) Plataformas elevatórias e elevadores para
che, para laringectomizados;
cadeiras de rodas (não possuem cobertura e não traba-
13) Descodificadores de texto de vídeo lham dentro de um poço), elevadores para adaptar a
(dispositivos para traduzir a banda sonora falada escadas (dispositivos com assento ou plataforma fixa-
do vídeo para texto) para surdos; da a um ou mais varões que seguem o contorno e
ângulo da escadaria), trepadores de escadas e rampas
14) Dispositivos para voltar páginas, espe-
portáteis para cadeiras de rodas;
cíficos para utilização por pessoas com dificulda-
des motoras; 31) Protectores de estoma;
15) Dispositivos para detecção de cores, de 32) Réguas de assinatura para cegos, pautas
obstáculos e outros dispositivos de detecção para para escrita braille e papel de escrita para braille;
os cegos;
33) Relógios e despertadores com visor em
16) Dispositivos para elevar e colocar a relevo e relógios de pulso com voz para cegos e des-
cadeira no tejadilho do carro ou no interior do pertadores com sinal vibratório para surdos;
mesmo;
34) Sacos, cintos de fixação, placas adesivas
17) Equipamento informático para escrita aderentes à pele e fechos magnéticos para uso de os-
em braille, com linha braille, voz incorporada ou tomizados;
com dois sistemas;
35) Séries de letras e/ou símbolos e quadros de
letras e/ou símbolos para a comunicação aumentativa
58
ou alternativa, concebidos para pessoas com 40) Software para a digitalização de texto em
limitações de comunicação; computador através de hardware (OCR) e outro softwa-
re para cegos e amblíopes;
36) Sinalização em braille;
41) Telefones com sinal luminoso e teclado in-
37) Sintetizador de voz e software para sin-
corporados específicos para a comunicação entre sur-
tetizador de voz, que ligado ao computador,
dos;
transmite em linguagem sonora os efeitos do
écran, especificamente concebidos para cegos; 42) Telelupas e software para ampliação do
écran de computador para amblíopes;
38) Sistemas e sacos colectores de urina
para usar no corpo; 43) Termómetro com lente para amblíopes;
39) Software específico para a comunicação 44) Utensílios com cabos adaptados para
dos surdos; pessoas com limitações de preensão e coordenação
motora.

59
Regime especial para sujeitos passivos não estabelecidos na Comunidade que prestem serviços por via elec-
trónica a não sujeitos passivos nela residentes

(Criado pelo art.º 5.º do Dec.-Lei n.º 130/2003, de 28 de Junho)


Art.º 1.º - Os sujeitos passivos do imposto 3 — As taxas de câmbio a utilizar serão as taxas
sobre o valor acrescentado não estabelecidos na de câmbio desse dia publicadas pelo Banco Central
Comunidade Europeia, que prestem serviços por Europeu ou, caso não haja publicação nesse dia, do dia
via electrónica a não sujeitos passivos residentes de publicação seguinte.
em qualquer Estado membro, podem optar pelo
registo num único Estado membro, para efeitos Art.º 5.º - 1 — Para além da obrigação de paga-
do cumprimento de todas as obrigações decorren- mento do imposto, os sujeitos passivos não estabeleci-
tes da prestação dos referidos serviços, indepen- dos que exerçam a opção prevista no n.º 1 do artigo 3.º,
dentemente do lugar da sua tributação. são obrigados a:
a) Declarar, por via electrónica, o início, a altera-
Art.º 2.º - Para efeitos do presente regime
ção e a cessação da sua actividade;
especial, entende-se por:
b) Apresentar, por via electrónica, uma declara-
a) «Sujeitos passivos não estabelecidos» as ção de imposto sobre o valor acrescentado, por cada
pessoas singulares ou colectivas que não dispo- trimestre do ano civil, relativa aos serviços prestados
nham de sede, estabelecimento estável ou domicí- por via electrónica a não sujeitos passivos residentes
lio no território da Comunidade e não devam no território da Comunidade, com indicação do valor
estar registadas, para efeitos de imposto sobre o dos serviços prestados e o imposto devido em cada
valor acrescentado, em qualquer Estado membro Estado membro, as taxas aplicáveis e o montante total
pela prática de outras operações tributáveis; do imposto;
b) «Serviços prestados por via electrónica» c) Conservar registos das operações abrangidas
os serviços referidos na alínea n) do n.º 8 do artigo por este regime especial, de forma adequada ao apu-
6.ºdo Código do IVA; ramento e fiscalização do imposto.
c) «Estado membro de consumo» o Estado 2 — Para efeitos do disposto na alínea b) do
membro onde o adquirente, não sujeito passivo, número anterior, as taxas aplicáveis são as que vigo-
dos serviços previstos na alínea anterior tenha o rem em cada Estado membro de consumo.
seu domicílio ou residência habitual.
3 — As declarações de início e de cessação de
Art.º 3.º - 1 — Os sujeitos passivos não actividade produzem efeitos a partir da data da respec-
estabelecidos que, nos termos do artigo 1.º, optem tiva transmissão.
por efectuar o registo em território nacional ficam
4 — Na declaração de início de actividade o
obrigados ao cumprimento de todas as obrigações
sujeito passivo não estabelecido deverá indicar, como
previstas neste regime.
elementos de identificação, o nome, a firma ou deno-
2 — Para efeitos do disposto no número minação social, o endereço postal, os endereços elec-
anterior, a Direcção-Geral dos Impostos atribuirá trónicos, incluindo os sítios web, e o número de identi-
aos sujeitos passivos não estabelecidos um núme- ficação fiscal no respectivo país, se o tiver, e deverá
ro individual de identificação, que lhes será ainda declarar que não se encontra registado para efei-
comunicado por via electrónica. tos de imposto sobre o valor acrescentado em qualquer
outro Estado membro da Comunidade.
Art.º 4.º - 1 — Os sujeitos passivos não
5 — Sempre que se verificar qualquer alteração
estabelecidos que efectuem o respectivo registo no
dos elementos constantes da declaração de início, a
território nacional devem proceder ao pagamento
mesma deve ser comunicada no prazo de 15 dias.
do imposto devido por todos os serviços presta-
dos por via electrónica na Comunidade, em 6 — A cessação de actividade deve ser declarada
simultâneo com a declaração a que se refere a quando o sujeito passivo deixe de efectuar prestações
alínea b) do n.º 1 do artigo 5.º, mediante depósito de serviços por via electrónica sujeitas a imposto no
numa conta bancária, denominada em euros, território da Comunidade ou quando pretenda proce-
indicada pela Direcção-Geral do Tesouro. der ao respectivo registo, para efeitos de um regime
especial equivalente, noutro Estado membro.
2 — Sempre que a contraprestação pelos
serviços prestados não for expressa em euros, 7 — A declaração a que se refere a alínea b) do
deve ser aplicada a taxa de câmbio do último dia n.º 1 deve ser apresentada até ao dia 20 do mês seguin-
do período abrangido pela declaração. te ao final de cada trimestre do ano civil a que respei-
tam as operações.

60
8 — A obrigação de declaração prevista na Art.º 7.º - 1 — Os sujeitos passivos não estabele-
alínea b) do n.º 1 subsiste mesmo que não haja, no cidos que optem pela aplicação do regime especial
período correspondente, operações tributáveis em estão excluídos do direito à dedução previsto no artigo
qualquer Estado membro. 19.º do Código do IVA, podendo, contudo, solicitar o
reembolso do imposto suportado em território nacio-
9 — Os registos referidos na alínea c) do n.º
nal, de acordo com o disposto no artigo 8.º do Decreto-
1 devem ser disponibilizados electronicamente, a
Lei n.º 408/87, de 31 de Dezembro.
pedido da Direcção-Geral dos Impostos, e ser
mantidos durante os 10 anos civis seguintes ao da 2 — Para efeitos da concessão do reembolso
realização das operações. previsto no número anterior, não há lugar à aplicação
das regras da reciprocidade nem à nomeação do repre-
Art.º 6.º - 1 — Independentemente da sentante fiscal referido no n.º 2 do artigo 8.º do Decre-
declaração de cessação da actividade, a Direcção- to-Lei n.º 408/87, de 31 de Dezembro.
Geral dos Impostos considerará excluídos do
regime especial e cancelará o respectivo registo Art.º 8.º - 1 — Os sujeitos passivos não
aos sujeitos passivos não estabelecidos, quando estabelecidos que tenham procedido à opção prevista
disponha de elementos que permitam depreender no artigo l.º estão dispensados do cumprimento das
que as respectivas actividades tributáveis cessa- obrigações previstas no Código do IVA.
ram.
2 — Não obstante o disposto no número ante-
2 — A Direcção-Geral dos Impostos proce- rior, os sujeitos passivos não estabelecidos que se
derá ainda à exclusão do regime especial e ao encontrem abrangidos por um regime especial equiva-
cancelamento do respectivo registo aos sujeitos lente noutro Estado membro e prestem serviços por via
passivos não estabelecidos que: electrónica a não sujeitos passivos residentes no terri-
tório nacional devem disponibilizar electronicamente,
a) Tiverem deixado de preencher os requisi-
a pedido da Direcção-Geral dos Impostos, os registos
tos necessários para poder optar pelo regime
dessas operações.
especial;
b) Não cumprirem, de modo continuado, as
Art.º 9.º - A disciplina do Código do Imposto
regras deste regime especial.
sobre o Valor Acrescentado será aplicável em tudo o
que não se revelar contrário ao disposto no presente
regime especial.

61
REGIME DO IVA NAS TRANSACÇÕES
INTRACOMUNITÁRIAS

CAPÍTULO I ou prestações de serviços que conferem direito à


dedução total ou parcial do imposto;
INCIDÊNCIA
b) As pessoas singulares ou colectivas
mencionadas na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º do
Artigo 1.º Estão sujeitas a imposto sobre o Código do IVA que realizem exclusivamente
valor acrescentado (IVA): transmissões de bens ou prestações de serviços que
não conferem qualquer direito à dedução;
a) As aquisições intracomunitárias de bens
efectuadas no território nacional, a título oneroso, c) O Estado e as demais pessoas colectivas de
por um sujeito passivo dos referidos no n.º 1 do direito público abrangidas pelo disposto no n.º 2 do
artigo 2.º, agindo como tal, quando o vendedor for artigo 2.º do Código do IVA ou qualquer outra
um sujeito passivo, agindo como tal, registado para pessoa colectiva não compreendida nas alíneas
efeitos do IVA noutro Estado membro que não esteja anteriores.
aí abrangido por um qualquer regime particular de 2 - São ainda considerados sujeitos passivos
isenção de pequenas empresas, não efectue no do imposto:
território nacional a instalação ou montagem dos
a) Os particulares que efectuem aquisições
bens nos termos do n.º 2 do artigo 9.º nem os
intracomunitárias de meios de transportes novos;
transmita nas condições previstas nos n.os 1 e 2 do
artigo 11.º; b) As pessoas singulares ou colectivas que
ocasionalmente efectuem transmissões de meios de
b) As aquisições intracomunitárias de meios
transporte novos, expedidos ou transportados a
de transporte novos efectuadas no território
partir do território nacional, com destino a um
nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo,
adquirente estabelecido ou domiciliado noutro
ainda que se encontre abrangido pelo disposto no n.º
Estado membro.
1 do artigo 5.º, ou por um particular;
c) (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º Art.º 3.º - Considera-se, em geral, aquisição
130/2003, de 28 de Junho) As aquisições intracomunitária a obtenção do poder de dispor, por
intracomunitárias de bens sujeitos a impostos forma correspondente ao exercício do direito de
especiais de consumo, exigíveis em conformidade propriedade, de um bem móvel corpóreo cuja
com o disposto no Código dos Impostos Especiais expedição ou transporte para território nacional,
sobre o Consumo, efectuadas no território nacional, pelo vendedor, pelo adquirente ou por conta destes,
a título oneroso, por um sujeito passivo que se com destino ao adquirente, tenha tido início noutro
encontre abrangido pelo disposto no n.º 1 do artigo Estado membro.
5.º;
Art.º 4.º - 1 - Consideram-se assimiladas a
d) As operações assimiladas a aquisições aquisições intracomunitárias de bens, efectuadas a
intracomunitárias de bens previstas no n.º 1 do título oneroso, as seguintes operações:
artigo 4.º;
a) A afectação por um sujeito passivo às
e) As transmissões de meios de transporte
necessidades da sua empresa, no território nacional,
novos efectuadas a título oneroso, por qualquer
de um bem expedido ou transportado, por si ou por
pessoa, expedidos ou transportados pelo vendedor,
sua conta, a partir de outro Estado membro no qual
pelo adquirente ou por conta destes, a partir do
o bem tenha sido produzido, extraído,
território nacional, com destino a um adquirente
transformado, adquirido ou importado pelo sujeito
estabelecido ou domiciliado noutro Estado membro.
passivo, no âmbito da sua actividade;
Art.º 2.º - 1 - São considerados sujeitos
b) (Eliminada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º 206/96,
passivos do imposto pela aquisição intracomunitária
de 26 de Outubro)
de bens:
c) A aquisição de bens expedidos ou
a) As pessoas singulares ou colectivas transportados a partir de um país terceiro e
mencionadas na alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º do importados noutro Estado membro, quando ambas
Código do IVA que realizem transmissões de bens as operações forem efectuadas por uma pessoa

62
colectiva das referidas na alínea c) do n.º 1 do artigo a) "Impostos especiais de consumo", o
2.º. imposto especial sobre o álcool, o imposto especial
sobre o consumo de bebidas alcoólicas e de cerveja,
2 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
o imposto especial sobre o consumo de tabaco
82/94, de 14 de Março) Sem prejuízo do disposto neste
manufacturado e o imposto especial sobre os
diploma, serão consideradas como aquisições
produtos petrolíferos;
intracomunitárias as operações que, se efectuadas no
território nacional por um sujeito passivo agindo b) "Meios de transporte", as embarcações com
como tal, seriam consideradas transmissões, nos comprimento superior a 7,5 metros, as aeronaves
termos do artigo 3.º do Código do IVA. com peso total na descolagem superior a 1550 Kg, e
os veículos terrestres a motor com cilindrada
3 - Não será considerada aquisição
superior a 48 c.c. ou potência superior a 7,2 KW,
intracomunitária a afectação de bens a que se refere
destinados ao transporte de pessoas ou de
a alínea a) do n.º 1 quando a transferência desses
mercadorias, que sejam sujeitos a registo, licença ou
bens tiver por objecto a realização, no território
matrícula no território nacional, com excepção das
nacional, de operações mencionadas no n.º 3 do
embarcações e aeronaves mencionados nas alíneas
artigo 7.º.
d), e) e g) do n.º 1 do artigo 14.º do Código do IVA.
Art.º 5.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do 2 - (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
Dec.-Lei n.º 82/94, de 14 de Março) Não obstante o B/94, de 27 de Dezembro) Não são considerados novos
disposto nas alíneas a) e d) do artigo 1.º, não estão os meios de transporte mencionados na alínea b) do
sujeitas a imposto as aquisições intracomunitárias de número anterior, desde que se verifiquem
bens quando se verifiquem, simultaneamente, as simultaneamente as seguintes condições:
seguintes condições:
a) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
B/94, de 27 de Dezembro) A transmissão seja efectuada
a) Sejam efectuadas por um sujeito passivo
mais de três ou seis meses após a data da primeira
dos referidos nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 2.º;
utilização, tratando-se, respectivamente, de
b) Os bens não sejam meios de transporte embarcações e aeronaves ou de veículos terrestres;
novos nem bens sujeitos a impostos especiais de
b) (Redacção dada pelo art.º 32.º da Lei n.º 39-
consumo;
B/94, de 27 de Dezembro) O meio de transporte tenha
c) (Redacção dada pelo n.º 7 do art.º 30.º da Lei percorrido mais de 6 000 Km, tratando-se de um
n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) O valor global das veículo terrestre, navegado mais de cem horas,
aquisições, líquido do IVA devido ou pago nos tratando-se de uma embarcação, ou voado mais de
Estados membros onde se inicia a expedição ou quarenta horas, tratando-se de uma aeronave.
transporte dos bens, não tenha excedido, no ano
3 - Para efeitos do disposto na alínea a) do
civil anterior ou no ano civil em curso, o montante
número anterior, a data da primeira utilização será a
de € 10 000 ou, tratando-se de uma única
constante do título de registo de propriedade ou
aquisição, não exceda esse montante.
documento equivalente, quando se trate de bens
2 - Para efeitos do disposto na alínea c) do sujeitos a registo, licença ou matrícula, ou, na sua
número anterior, o valor global das aquisições será falta, a da factura ou documento equivalente
determinado com exclusão do valor das aquisições emitidos aquando da aquisição pelo primeiro
de meios de transporte novos e de bens sujeitos a proprietário.
impostos especiais de consumo.
Art.º 7.º - 1 - (Eliminado pelo art.º 2.º do Dec.-Lei
3 - Os sujeitos passivos abrangidos pelo n.º 206/96, de 26 de Outubro).
disposto no n.º 1 poderão optar pela aplicação do
regime de tributação previsto no artigo 1.º, devendo 2 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
permanecer no regime de sujeição durante um 206/96, de 26 de Outubro) Considera-se transmissão
período de dois anos. de bens efectuada a título oneroso, para além das
previstas no artigo 3.º do Código do IVA, a
4 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
transferência de bens móveis corpóreos expedidos
14 de Março) Não obstante o disposto no artigo 1.º,
ou transportados pelo sujeito passivo ou por sua
não estão sujeitas a imposto as aquisições
conta, com destino a outro Estado membro, para as
intracomunitárias de bens cuja transmissão no
necessidades da sua empresa.
território nacional seria isenta de imposto nos
termos das alíneas d) a m) e v) do n.º 1 do artigo 14.º 3 - Não são, no entanto, consideradas
do Código do IVA. transmissões de bens nos termos do número
anterior, as seguintes operações:
Art.º 6.º - 1 - Para efeitos deste diploma,
entende-se por:
63
a) Transferência de bens para serem objecto intracomunitárias de bens cujo lugar de chegada da
de instalação ou montagem noutro Estado membro expedição ou transporte se situe noutro Estado
nos termos do n.º 1 do artigo 9.º ou de bens cuja membro, desde que o adquirente seja um sujeito
transmissão não é tributável no território nacional passivo dos referidos no n.º 1 do artigo 2.º, agindo
nos termos dos n.ºs 1 a 3 do artigo 10.º; como tal, que tenha utilizado o respectivo número
de identificação para efectuar a aquisição e não
b) Transferência de bens para serem objecto
prove que esta foi sujeita a imposto nesse outro
de transmissão a bordo de um navio, de um avião
Estado membro.
ou de um comboio, durante um transporte em que o
lugar de partida e de chegada se situem na 3 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
Comunidade; 82/94, de 14 de Março) Para efeitos do disposto no
número anterior, considera-se que a aquisição
c) Transferência de bens que consista em
intracomunitária foi sujeita a imposto no Estado
operações de exportação e operações assimiladas
membro de chegada da expedição ou transporte dos
previstas no artigo 14.º do Código do IVA, ou em
bens, desde que se verifiquem, simultaneamente, as
transmissões isentas nos termos do artigo 14.º;
seguintes condições:
d) (Aditada pelo n.º 3 do art.º 47.º da Lei n.º 55-
a) O sujeito passivo tenha adquirido os bens
B/2004, de 30 de Dezembro) Transferência de gás,
para proceder à sua transmissão subsequente nesse
através do sistema de distribuição de gás natural, e
Estado membro e inclua essa operação no anexo
de electricidade;
recapitulativo a que se refere o n.º 2 do artigo 31.º;
e) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
b) O adquirente dos bens transmitidos nesse
206/96, de 26 de Outubro) Transferência de bens para
Estado membro seja um sujeito passivo aí registado
serem objecto de peritagens ou quaisquer trabalhos
para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado;
que consistam em prestações de serviços a efectuar
ao sujeito passivo, materialmente executadas no c) O adquirente seja expressamente
Estado membro de chegada da expedição ou designado, na factura emitida pelo sujeito passivo,
transporte dos bens, desde que, após a execução dos como devedor do imposto pela transmissão dos
referidos trabalhos, os bens sejam reexpedidos para bens efectuada nesse Estado membro.
o território nacional com destino ao sujeito passivo;
4 – (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
f) Transferência de bens para serem 14 de Março) São tributáveis as aquisições
temporariamente utilizados em prestações de intracomunitárias de meios de transporte novos
serviços a efectuar pelo sujeito passivo no Estado sujeitos a registo, licença ou matrícula no território
membro de chegada da expedição ou transporte dos nacional.
bens;
Art.º 9.º - 1 - O disposto no n.º 1 do artigo 6.º
g) Transferência de bens para serem
do Código do IVA não terá aplicação relativamente
temporariamente utilizados pelo sujeito passivo, por
às transmissões de bens expedidos ou transportados
um período que não exceda 24 meses, no território
pelo sujeito passivo ou por sua conta para fora do
de outro Estado membro no interior do qual a
território nacional, quando os bens sejam instalados
importação do mesmo bem proveniente de um país
ou montados no território de outro Estado membro.
terceiro, com vista a uma utilização temporária,
beneficiaria do regime de importação temporária
2 - São, no entanto, tributáveis as transmissões
com isenção total de direitos.
de bens expedidos ou transportados a partir de
4 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de outro Estado membro, quando os bens sejam
14 de Março) Sempre que se deixe de verificar instalados ou montados em território nacional, pelo
alguma das condições necessárias para poder fornecedor, sujeito passivo nesse outro Estado
beneficiar do disposto no número anterior, membro, ou por sua conta.
considera-se que os bens são transferidos para outro
Estado membro nos termos do n.º 2 no momento em Art.º 10.º - 1 - O disposto nos n.os 1 e 2 do
que a condição deixar de ser preenchida. artigo 6.º do Código do IVA não terá aplicação
relativamente à transmissão de bens expedidos ou
Art.º 8.º - 1 - São tributáveis as aquisições transportados pelo sujeito passivo ou por sua conta,
intracomunitárias de bens quando o lugar de a partir do território nacional, com destino a um
chegada da expedição ou transporte com destino ao adquirente estabelecido ou domiciliado noutro
adquirente se situe no território nacional. Estado membro, quando se verifiquem,
simultaneamente, as seguintes condições:
2 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
82/94, de 14 de Março) Não obstante o disposto no a) O adquirente não se encontre abrangido
número anterior, são tributáveis as aquisições por um regime de tributação das aquisições
64
intracomunitárias no Estado membro de chegada da 2 - Não obstante o disposto no número
expedição ou transporte dos bens, ou seja um anterior, são ainda tributáveis:
particular;
a) As transmissões de bens sujeitos a impostos
b) Os bens não sejam meios de transporte especiais de consumo, expedidos ou transportados
novos, bens a instalar ou montar nos termos do n.º 1 pelo fornecedor ou por sua conta a partir de outro
do artigo 9.º nem bens sujeitos a impostos especiais Estado membro, quando o lugar de chegada dos
de consumo; bens com destino ao adquirente se situe no território
nacional e este seja um particular;
c) O valor global, líquido do imposto sobre o
valor acrescentado, das transmissões de bens b) (Redacção dada pelo n.º 7 do art.º 30.º da Lei
efectuadas no ano civil anterior ou no ano civil em n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) As transmissões
curso, tenha excedido o montante a partir do qual de bens cujo valor global não tenha excedido o
são sujeitas a tributação no Estado membro de limite de € 35.000, quando os sujeitos passivos
destino. tenham optado, nesse outro Estado membro, por
um regime de tributação idêntico ao previsto no
2 - Não obstante o disposto nas alíneas b) e c)
n.º 3 do artigo 10.º
do número anterior, não serão igualmente
tributáveis as transmissões de bens sujeitos a 3 - Se os bens a que se referem as transmissões
impostos especiais de consumo, expedidos ou previstas nos números anteriores forem expedidos
transportados pelo sujeito passivo ou por sua conta, ou transportados a partir de um país terceiro,
a partir do território nacional, com destino a um considera-se que foram expedidos ou transportados
particular domiciliado noutro Estado membro. a partir do Estado membro em que o fornecedor
procedeu à respectiva importação.
3 - Os sujeitos passivos referidos no n.º 1 cujas
transmissões de bens não tenham excedido o 4 - Para efeitos do disposto na alínea c) do n.º
montante aí mencionado poderão optar pela 1, o valor global das transmissões será determinado
sujeição a tributação no Estado membro de destino, com exclusão do valor das transmissões de meios de
devendo permanecer no regime por que optaram transporte novos e de bens sujeitos a impostos
durante um período de dois anos. especiais de consumo.
4 - Se os bens a que se referem as transmissões Art.º 12.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do
previstas nos números anteriores forem expedidos Dec.-Lei n.º 82/94, de 14 de Março) Nas aquisições
ou transportados a partir de um país terceiro e intracomunitárias de bens o imposto é devido no
importados pelo sujeito passivo nos termos do artigo momento em que os bens são colocados à disposição
5.º do Código do IVA, considera-se que foram do adquirente, sendo aplicável, em idênticas
expedidos ou transportados a partir do território condições, o previsto no artigo 7.º do Código do IVA
nacional. para as transmissões de bens.
Art.º 11.º - 1 - São tributáveis as transmissões
2 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
de bens expedidos ou transportados pelo
14 de Março) Relativamente à afectação de bens que
fornecedor, sujeito passivo noutro Estado membro,
tiver por objecto a realização no território nacional
ou por sua conta, a partir desse Estado membro,
de operações mencionadas no n.º 3 do artigo 7.º,
quando o lugar de chegada dos bens com destino ao
quando deixe de se verificar alguma das condições
adquirente se situe no território nacional e desde que
necessárias para poder beneficiar do disposto no n.º
se verifiquem, simultaneamente, as seguintes
3 do artigo 4.º, o imposto é devido no momento em
condições:
que a condição deixar de ser preenchida.
a) O adquirente seja um sujeito passivo que se
Art.º 13.º - 1 - Nas aquisições
encontre abrangido pelo disposto no n.º 1 do artigo
intracomunitárias de bens, o imposto torna-se
5.º ou um particular;
exigível:
b) Os bens não sejam meios de transporte
novos, bens a instalar ou montar nos termos do n.º 2 a) No 15.º dia do mês seguinte àquele em que
do artigo 9.º nem bens sujeitos a impostos especiais o imposto é devido;
de consumo; b) (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
c) (Redacção dada pelo n.º 7 do art.º 30.º da Lei 82/94, de 14 de Março) Na data da emissão da factura
n.º 55-B/2004, de 30 de Dezembro) O valor global, ou documento equivalente, se tiverem sido emitidos
líquido do IVA, das transmissões de bens antes do prazo previsto na alínea a).
efectuadas por cada fornecedor, no ano civil
2 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
anterior ou no ano civil em curso, exceda o
14 de Março) O disposto na alínea b) do número
montante de € 35. 000.
anterior não será aplicável quando a factura ou
65
documento equivalente respeitarem a pagamentos c) As aquisições intracomunitárias de bens
parciais que precedam o momento em que os bens efectuadas por um sujeito passivo que se encontre
são colocados à disposição do adquirente. em condições de beneficiar do reembolso de imposto
previsto no Decreto-Lei n.º 408/87, de 31 de
CAPÍTULO II Dezembro, em aplicação do disposto na alínea b) do
n.º 1 do artigo 20.º do Código do IVA e no n.º 2 do
ISENÇÕES artigo 19.º.
2 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
Art.º 14.º Estão isentas do imposto: 14 de Março) Estão ainda isentas do imposto as
aquisições intracomunitárias de bens cujo lugar de
a) (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º chegada da expedição ou transporte se situe no
82/94, de 14 de Março) As transmissões de bens, território nacional, quando se verifiquem,
efectuadas por um sujeito passivo dos referidos na simultaneamente, as seguintes condições:
alínea a) do n.º 1 do artigo 2.º, expedidos ou
transportados pelo vendedor, pelo adquirente ou a) Sejam efectuadas por um sujeito passivo
por conta destes, a partir do território nacional para não residente, sem estabelecimento estável no
outro Estado membro com destino ao adquirente, território nacional e que não se encontre registado
quando este seja uma pessoa singular ou colectiva para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado
registada para efeitos do imposto sobre o valor em Portugal;
acrescentado em outro Estado membro, que tenha
utilizado o respectivo número de identificação para b) Os bens tenham sido directamente
efectuar a aquisição e aí se encontre abrangido por expedidos ou transportados a partir de um Estado
um regime de tributação das aquisições membro diferente daquele que emitiu o número de
intracomunitárias de bens; identificação fiscal ao abrigo do qual o sujeito
passivo efectuou a aquisição intracomunitária de
b) (Redacção dada pelo art.º 5.º do Dec.-Lei n.º bens;
204/97, de 9 de Agosto) As transmissões de meios de c) Os bens tenham sido adquiridos para serem
transporte novos previstas na alínea e) do artigo 1.º; objecto de uma transmissão subsequente a efectuar
c) As transmissões de bens referidas no n.º 2 no território nacional, por esse sujeito passivo;
do artigo 7.º que beneficiariam da isenção prevista d) A transmissão dos bens seja efectuada para
na alínea a) deste artigo se fossem efectuadas para um sujeito passivo registado para efeitos do imposto
outro sujeito passivo; sobre o valor acrescentado no território nacional;
d) (Redacção dada pelo art.º 4.º do Dec.-Lei n.º e) O sujeito passivo adquirente seja
130/2003, de 28 de Junho) As transmissões de bens expressamente designado, na factura emitida pelo
sujeitos a impostos especiais de consumo, efectuadas vendedor, como devedor do imposto pela
por um sujeito passivo dos referidos na alínea a) do transmissão de bens efectuada no território nacional.
n.º 1 do artigo 2.º, expedidos ou transportados pelo
vendedor, pelo adquirente ou por conta destes a Art.º 16.º - 1 - Estão isentas do imposto as
partir do território nacional para outro Estado importações de bens efectuadas por um sujeito
membro, com destino ao adquirente, quando este passivo, agindo como tal, quando esses bens tenham
seja um sujeito passivo isento ou uma pessoa como destino um outro Estado membro e a
colectiva estabelecida ou domiciliada em outro respectiva transmissão, efectuada pelo importador,
Estado membro que não se encontre registada para seja isenta do imposto nos termos do artigo 14.º.
efeitos do IVA, quando a expedição ou transporte
dos bens seja efectuada em conformidade com o 2 - (Redacção dada pelo n.º 6 do art.º 32.º da Lei n.º
disposto no Código dos Impostos Especiais sobre o 87-B/98, de 31 de Dezembro) A isenção prevista no
Consumo. número anterior só será aplicável se o sujeito passivo
comprovar que os bens se destinam a um adquirente
Art.º 15.º - 1 - Estão isentas do imposto: situado noutro Estado membro e a subsequente
expedição ou transporte for consecutiva à
a) As aquisições intracomunitárias de bens importação.
cuja transmissão no território nacional seja isenta do
imposto; 3 - (Redacção dada pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-
B/2003, de 31 de Dezembro) Os sujeitos passivos não
b) As aquisições intracomunitárias de bens residentes, sem estabelecimento estável em
cuja importação seja isenta do imposto nos termos território nacional, que aqui não se encontrem
do artigo 13.º do Código do IVA; registados para efeitos do imposto sobre o valor
acrescentado mas que disponham de registo para
efeitos desse imposto noutro Estado membro e
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utilizem o respectivo número de identificação para 4 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
efectuar a importação, poderão também beneficiar 14 de Março) Sempre que o adquirente dos bens a
da isenção prevista, no n.º 1 desde que a que se refere o número anterior obtiver o reembolso
importação seja efectuada através de um dos impostos especiais de consumo pagos no Estado
despachante oficial, ou de uma entidade que se membro de início da expedição ou transporte, o
dedique à actividade transitária, devidamente valor tributável será regularizado nos termos do
habilitado para apresentar declarações aduaneiras artigo 71.º do Código do IVA, até ao limite do
nos termos da legislação aplicável e que seja um montante que tiver sido reembolsado.
sujeito passivo dos referidos na alínea a) do n.º 1
do artigo 2.º do Código do IVA, com sede,
estabelecimento estável ou domicílio em território CAPÍTULO IV
nacional.
TAXAS
4 - (Redacção dada pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-
B/2003, de 31 de Dezembro) Para efeitos do número Art.º 18.º - 1 - As taxas do imposto aplicáveis
anterior, o despachante oficial e a entidade que se às aquisições intracomunitárias de bens são as
dedique à actividade transitária ficam obrigados a previstas no artigo 18.º do Código do IVA para as
comprovar os requisitos referidos no n.º 2, bem transmissões dos mesmos bens.
como a incluir, na respectiva declaração periódica
de imposto e no anexo recapitulativo a que se 2 - As taxas aplicáveis são as que vigorarem
refere a alínea c) do n.º 1 do artigo 23.º, a para as transmissões desses bens no momento em
subsequente transmissão isenta nos termos do que o imposto se torne exigível, de acordo com o
artigo 14.º. estabelecido no artigo 13.º.

5 - (Aditado pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-B/2003,


de 31 de Dezembro) Sempre que não seja efectuada CAPÍTULO V
prova, no momento da importação, dos
pressupostos referidos no n.º 2, a Direcção-Geral LIQUIDAÇÃO E PAGAMENTO DO IMPOSTO
das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o
Consumo exigirá uma garantia, que será mantida SECÇÃO I
pelo prazo máximo de 30 dias.
6- (Aditado pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-B/2003, DEDUÇÕES
de 31 de Dezembro) Se até ao final do prazo referido
no número anterior não for feita a prova aí mencio- Art.º 19.º - 1 - Para efeitos da aplicação do
nada, será exigido imposto pela importação. disposto no artigo 19.º do Código do IVA, poder-se-
á deduzir ao imposto incidente sobre as operações
CAPÍTULO III tributáveis o imposto pago nas aquisições
intracomunitárias de bens.
VALOR TRIBUTÁVEL
2 - Poderá igualmente deduzir-se, para efeitos
do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 20.º do
Art.º 17.º - 1 - Na determinação do valor Código do IVA, o imposto que tenha incidido sobre
tributável das aquisições intracomunitárias de bens é os bens ou serviços adquiridos, importados ou
aplicável, em idênticas condições, o previsto no utilizados pelo sujeito passivo para a realização de
artigo 16.º do Código do IVA para as transmissões transmissões de bens isentas nos termos do artigo
de bens. 14.º.

2 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 3 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
82/94, de 14 de Março) Nas transmissões referidas na 82/94, de 14 de Março) Quando não se verifiquem as
alínea c) do artigo 14.º e nas aquisições condições previstas no n.º 3 do artigo 8.º, o imposto
intracomunitárias de bens mencionadas na alínea a) liquidado em aplicação do disposto no n.º 2 do
do n.º 1 do artigo 4.º, o valor tributável será mesmo artigo só poderá ser deduzido por anulação
determinado nos termos da alínea b) do n.º 2 e do n.º da operação, nos termos do n.º 2 do artigo 71.º do
5 do artigo 16.º do Código do IVA. Código do IVA, devendo para esse efeito o sujeito
3 - Nas aquisições intracomunitárias de bens passivo provar que os bens foram sujeitos a imposto
sujeitos a impostos especiais de consumo ou a no Estado membro de chegada da expedição ou
imposto automóvel, o valor tributável será transporte.
determinado com inclusão destes impostos, ainda Art.º 20.º - 1 - O direito à dedução do imposto
que não liquidados simultaneamente. devido pelas aquisições intracomunitárias de bens
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nasce no momento em que o mesmo se torne consideração o disposto no artigo 19.º e nos n.os 1 e 2
exigível, de acordo com o estabelecido no artigo 13.º. do artigo 20.º.

2 - A dedução poderá ser efectuada na 2 - Os sujeitos passivos mencionados nas


declaração do período em que o imposto exigível alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 2.º deverão entregar
seja considerado a favor do Estado, ainda que não no Serviço de Administração do IVA o imposto que
tenha sido emitida a respectiva factura pelo se mostre devido pelas aquisições intracomunitárias
vendedor. de bens que não sejam meios de transporte novos,
acompanhado da declaração nos termos do artigo
3 - Nas transmissões de meios de transporte
30.º.
novos para outros Estados membros, efectuadas por
um sujeito passivo dos referidos nas alíneas b) e c) 3 – (Redacção dada pelo art.º 9.º do Dec.-Lei n.º
do n.º 1 do artigo 2.º ou por um particular, o direito à 211/2005, de 7 de Dezembro) Os particulares e os
dedução do imposto suportado na respectiva sujeitos passivos referidos nas alíneas a), b) e c) do n.º
aquisição nasce apenas no momento em que o meio 1 do artigo 2.º que não possuam o estatuto de
de transporte for colocado à disposição do operador registado, a que se refere o artigo 15.º do
adquirente. Decreto-Lei n.º 40/93, de 18 de Fevereiro, devem
pagar o imposto devido pelas aquisições
4 - A dedução a que se refere o número
intracomunitárias de veículos automóveis sujeitos a
anterior não poderá exceder o montante do imposto
imposto automóvel junto das entidades competentes
que seria devido e exigível, nos termos da alínea a)
para a cobrança deste imposto.
do n.º 1 do artigo 7.º do Código do IVA, se a
transmissão não estivesse isenta. 4 - (Redacção dada pelo art.º 9.º do Dec.-Lei n.º
211/2005, de 7 de Dezembro) O disposto no número
anterior é igualmente aplicável aos sujeitos passi-
SECÇÃO II vos referidos nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 2.º
REEMBOLSOS e aos particulares que efectuem aquisições intraco-
munitárias de meios de transporte novos, não sujei-
tos a imposto automóvel.
Art.º 21.º - 1 - O imposto dedutível nos
termos dos n.os 3 e 4 do artigo anterior será 5 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei 82/94, de 14
reembolsado ao sujeito passivo mediante de Março) Os sujeitos passivos abrangidos pelo
requerimento, dirigido ao director-geral das disposto no n.º 1 do artigo 5.º que efectuem
Contribuições e Impostos, que deverá ser aquisições intracomunitárias de bens sujeitos a
acompanhado de todos os elementos indispensáveis impostos especiais de consumo deverão pagar o
à respectiva apreciação. imposto devido junto das entidades competentes
para a cobrança daqueles impostos.
2 - O imposto pago numa importação de bens 6 - (Redacção dada pelo art.º 9.º do Dec.-Lei n.º
tributada nos termos do artigo 5.º do Código do IVA 211/2005, de 7 de Dezembro) O pagamento do
será reembolsado quando o importador seja uma imposto devido pelas aquisições intracomunitárias
pessoa colectiva de outro Estado membro que não referidas nos n.os 3 a 5 será efectuado:
seja aí sujeito passivo e prove que os bens foram
expedidos ou transportados para esse outro Estado a) Em simultâneo com o imposto automóvel
membro e aí sujeitos a imposto. ou com os impostos especiais de consumo, quando
3 - O reembolso do imposto a que se refere o sejam devidos;
número anterior será efectuado nas condições
previstas no Decreto-Lei n.º 408/87, de 31 de b) Antes do registo, da concessão de licença
Dezembro. ou da atribuição de matrícula aos meios de
transporte novos, nos restantes casos.

SECÇÃO III
CAPÍTULO VI
PAGAMENTO DO IMPOSTO
OUTRAS OBRIGAÇÕES DOS CONTRIBUINTES

Art.º 22.º - 1 - O montante do imposto


exigível a entregar no Serviço de Administração do Art.º 23.º -1- (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º
IVA, simultaneamente com a declaração periódica 100/95, de 19 de Maio) Sem prejuízo do disposto no
nos termos do n.º 1 do artigo 26.º do Código do IVA, n.º 1 do artigo 28.º do Código do IVA, os sujeitos
deverá ser apurado tendo igualmente em passivos referidos no artigo 2.º são obrigados a:

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a) Proceder à liquidação do imposto que se aquisição intracomunitária isenta nas condições
mostre devido pelas aquisições intracomunitárias de previstas no n.º 2 do artigo 15.º deverão ser
bens; cumpridas pelo adquirente dos bens, sujeito passivo
registado no território nacional para efeitos de
b) Emitir uma factura ou documento
imposto sobre o valor acrescentado.
equivalente por cada transmissão de bens efectuada
nas condições previstas no artigo 7.º, bem como pela Art.º 25.º - 1 - Os sujeitos passivos
transmissão ocasional de um meio de transporte mencionados nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 2.º
novo isenta nos termos do artigo 14.º; deverão entregar a declaração a que se refere o
artigo 30.º do Código do IVA ou, caso se encontrem
c) (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
registados, a declaração prevista no artigo 31.º do
82/94, de 14 de Março) Enviar, juntamente com a
mesmo Código:
declaração periódica de imposto, um anexo
recapitulativo das transmissões de bens isentas nos
a) Até ao fim do mês seguinte àquele em que
termos do artigo 14.º, bem como das operações a que
tenham excedido o valor global das aquisições
se refere a alínea a) do n.º 3 do artigo 8.º.
previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 5.º;
2 - (Redacção dada pelo Dec.-Lei n.º 100/95, de 19
b) Antes de efectuarem uma aquisição
de Maio) Os sujeitos passivos que efectuem
intracomunitária de bens que exceda o montante
transmissões de bens referidas no n.º 1 do artigo 10.º
previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 5.º;
são ainda obrigados a entregar, juntamente com a
declaração prevista na alínea d) do n.º 1 do artigo c) (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
28.º do Código do IVA, um mapa anual 82/94, de 14 de Março) Antes de efectuarem aquisições
recapitulativo em que conste o montante total das intracomunitárias de bens, no caso de exercerem a
operações realizadas com cada Estado membro. opção a que se refere o n.º 3 do artigo 5.º.
Art.º 24.º - 1 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do 2 - As declarações a que se refere o número
Dec.-Lei n.º 179/2002, de 3 de Agosto) Relativamente às anterior deverão ser apresentadas na repartição de
aquisições intracomunitárias de bens e às finanças competente, produzindo efeitos a partir da
transmissões referidas no artigo 11.º, efectuadas por data da sua apresentação.
sujeitos passivos não residentes, sem
3 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
estabelecimento estável em Portugal, e que
14 de Março) Os sujeitos passivos abrangidos pelo
disponham de sede, estabelecimento estável ou
disposto no n.º 1 do artigo 5.º que apenas efectuem
domicílio noutro Estado-Membro, as obrigações
aquisições intracomunitárias de bens mencionados
derivadas da aplicação do presente diploma
na alínea c) do artigo 1.º estão dispensados da
poderão ser cumpridas por um representante,
entrega das declarações referidas no n.º 1.
sujeito passivo do imposto sobre o valor
acrescentado no território nacional, munido de 4 - (Redacção dada pelo n.º 7 do art.º 30.º da Lei n.º
procuração com poderes bastantes. 55-B/2004, de 30 de Dezembro) Os sujeitos passivos a
que se refere o n.º 1, cujas aquisições
2 - Os sujeitos passivos não residentes, sem
intracomunitárias de bens não excedam durante
estabelecimento estável em território nacional, e que
um ano civil o montante de € 10 000, poderão
não disponham de sede, estabelecimento estável ou
voltar a beneficiar do disposto no n.º 1 do artigo
domicílio noutro Estado-Membro, estão obrigados à
5.º, devendo para esse efeito entregar a declaração
nomeação de representante, sujeito passivo do
a que se refere o artigo 31.º do Código do IVA.
imposto sobre o valor acrescentado no território
nacional, munido de procuração com poderes 5 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
bastantes. 166/94, de 9 de Junho) Os sujeitos passivos que
exerceram a opção mencionada no n.º 3 do artigo 5.º
3 - O representante a que se referem os
e que, decorrido o prazo de dois anos, pretendam
números anteriores deverá cumprir todas as
voltar a beneficiar do disposto do n.º 1 do mesmo
obrigações decorrentes da aplicação do presente
artigo, caso se verifiquem os condicionalismos nele
diploma, incluindo a do registo, e será devedor do
previstos, deverão entregar a declaração a que se
imposto que se mostre devido pelas operações
refere o artigo 31.º do Código do IVA.
realizadas pelo representado.
6 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
4 - O sujeito passivo não estabelecido em 82/94, de 14 de Março) A declaração referida nos n.ºs 3
território nacional é solidariamente responsável com e 4 deverá ser apresentada na repartição de finanças
o representante pelo pagamento do imposto. competente durante o mês de Janeiro de um dos
anos seguintes àquele em que se tiver completado o
5 - As obrigações decorrentes da sujeição a prazo aí mencionado, produzindo efeitos a partir de
imposto das transmissões de bens subsequentes à 1 de Janeiro do ano da sua apresentação.
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Art.º 26.º - 1 - As pessoas singulares ou estabelecimento estável, domicílio ou representante,
colectivas que efectuem transmissões de bens nas considera-se competente a Repartição de Finanças
condições previstas nos n.os 1 e 2 do artigo 11.º do 3.º Bairro Fiscal de Lisboa.
deverão entregar a declaração a que se refere o
artigo 30.º do Código do IVA. Art.º 28.º - 1 - O imposto devido pelas
aquisições intracomunitárias de bens deverá ser
2 - A declaração a que se refere o número liquidado pelo sujeito passivo na factura ou
anterior deverá ser apresentada na repartição de documento equivalente emitidos pelo vendedor ou
finanças competente até ao fim do mês seguinte em documento interno emitido pelo próprio sujeito
àquele em que tenha sido excedido o montante passivo.
previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 11.º,
produzindo efeitos a partir da data da sua 2 - As facturas ou documentos equivalentes
apresentação. relativos às transmissões de bens isentas nos termos
do artigo 14.º, devem ser emitidos o mais tardar até
3 - As pessoas singulares ou colectivas que
ao décimo quinto dia do mês seguinte àquele em
tenham exercido a opção a que se refere a alínea b)
que os bens foram colocados à disposição do
do n.º 2 do artigo 11.º ou que transmitam bens
adquirente.
sujeitos, no território nacional, a impostos especiais
de consumo, nos termos da alínea a) do mesmo 3 – (Rectificado pelo D.R. n.º 25, I Série-A, de 30
número, deverão entregar a declaração referida no de Janeiro de 1993) As facturas ou documentos
artigo 30.º do Código do IVA. equivalentes a que se refere o número anterior
devem ser emitidos pelo valor total das transmissões
4 - A declaração a que se refere o número
de bens, ainda que tenham sido efectuados
anterior deverá ser apresentada na repartição de
pagamentos ao sujeito passivo anteriormente à data
finanças competente antes de efectuadas as
da transmissão dos bens.
transmissões, produzindo efeitos a partir da data da
sua apresentação. 4 - A obrigação de emitir factura ou
documento equivalente, a que se refere a alínea b) do
5 - (Redacção dada pelo n.º 7 do art.º 30.º da Lei n.º
n.º 1 do artigo 28.º do Código do IVA não é aplicável
55-B/2004, de 30 de Dezembro) Os sujeitos passivos a
aos pagamentos efectuados ao sujeito passivo
que se refere o n.º 1, cujas transmissões de bens
anteriormente à data das transmissões de bens
não excedam durante um ano civil o montante de €
isentas nos termos do artigo 14.º.
35 000, podem proceder à entrega da declaração
prevista no artigo 32.º do Código do IVA. 5 - Sem prejuízo do disposto no n.º 5 do artigo
35.º do Código do IVA, as facturas ou documentos
6 - Os sujeitos passivos que exerceram a opção
equivalentes referidos nos números anteriores
referida na alínea b) do n.º 2 do artigo 11.º poderão
deverão ainda conter o número de identificação
proceder à entrega da declaração prevista no artigo
fiscal do sujeito passivo do imposto, precedido do
32.º do Código do IVA caso, decorrido o prazo de
prefixo "PT" e o número de identificação para efeitos
dois anos, não se encontrem abrangidos pelo
do imposto sobre o valor acrescentado do
disposto no n.º 1 do mesmo artigo 11.º.
destinatário ou adquirente, que deve incluir o
7 - A declaração referida nos n.os 5 e 6 deverá prefixo do Estado membro que o atribuiu, conforme
ser apresentada na repartição de finanças a norma internacional código ISO-3166 alfa 2, bem
competente durante o mês de Janeiro de um dos como o local de destino dos bens.
anos seguintes àquele em que se tiver completado o
6 - A dispensa de emissão de factura a que se
prazo aí mencionado, produzindo efeitos a partir de
refere a alínea a) do n.º 1 do artigo 39.º do Código do
1 de Janeiro do ano da sua apresentação.
IVA não é aplicável às transmissões de bens
8 - As pessoas singulares ou colectivas que referidas no n.º 1 do artigo 10.º, cujo valor global não
pretendam exercer a opção a que se refere o n.º 3 do tenha excedido o montante aí mencionado, bem
artigo 10.º deverão apresentar a declaração prevista como às transmissões de bens efectuadas nos termos
no artigo 31.º do Código do IVA, devendo dos n.os 1 e 2 do artigo 11.º.
igualmente apresentar a referida declaração caso
Art.º 29.º - 1 - As pessoas singulares ou
pretendam renunciar ao regime por que optaram.
colectivas que efectuem aquisições intracomunitárias
Art.º 27.º - 1 Considera-se repartição de de meios de transporte novos deverão exigir que a
finanças competente para efeitos do disposto nos factura ou documento equivalente, emitidos pelo
artigos anteriores a referida nos n.os 1 e 2 do artigo vendedor, contenham os seguintes elementos:
70.º do Código do IVA.
a) Os nomes, firmas ou denominações sociais
2 - Para as pessoas singulares ou colectivas e a sede ou domicílio do vendedor e do adquirente,
que não possuam, no território nacional, sede, bem como os correspondentes números de
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identificação fiscal, precedidos do prefixo que 4 - (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
permite identificar o Estado membro que os 100/95, de 19 de Maio) - O mapa recapitulativo
atribuiu, se for caso disso; referido no n.º 2 do artigo 23.º poderá ser feito em
impresso de modelo aprovado ou em listagem de
b) A data em que ocorreu a transmissão;
computador que contenha os mesmos elementos.
c) O preço de venda;
Art.º 32.º - 1 - Para cumprimento do disposto
d) A identificação do meio de transporte, no n.º 1 do artigo 44.º do Código do IVA, deverão
nomeadamente a matrícula ou número de registo e a ainda ser objecto de registo:
especificação das respectivas características;
a) As aquisições intracomunitárias de bens
e) A indicação dos quilómetros percorridos, se
efectuadas pelo sujeito passivo;
se tratar de um veículo terrestre, das horas de
navegação, se se tratar de uma embarcação, ou das b) As transferências de bens expedidos ou
horas de voo, se se tratar de uma aeronave, transportados pelo sujeito passivo ou por sua conta,
reportados à data em que ocorreu a transmissão. a partir do território nacional com destino a outro
Estado membro, para a realização das operações
2 - As pessoas singulares ou colectivas que
referidas nas alíneas e), f) e g) do n.º 3 do artigo 7.º;
efectuem transmissões de meios de transporte
novos para outros Estados membros são c) A afectação dos bens que não se
obrigadas a emitir uma factura ou documento consideram aquisições intracomunitárias nos termos
equivalente, que deverá conter todos os elementos do n.º 3 do artigo 4.º;
referidos no número anterior.
d) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
206/96, de 26 de Outubro) Os bens recebidos pelo
Prazo da entrega da declaração de imposto
sujeito passivo que tenham sido expedidos ou
transportados, a partir de outro Estado membro
Art.º 30.º - 1 - (Redacção dada pelo n.º 3 do art.º para o território nacional, por sujeitos passivos
34.º da Lei n.º 10-B/96, de 23 de Março) Os sujeitos registados para efeitos de IVA em outro Estado
passivos mencionados nas alíneas b) e c) do n.º 1 do membro, ou por sua conta, para que sobre os
artigo 2.º que efectuem aquisições intracomunitárias mesmos sejam executadas peritagens ou quaisquer
de bens sujeitas a imposto deverão enviar a trabalhos que consistam em prestações de serviços;
declaração de modelo aprovado para o Serviço de
e) (Redacção dada pelo art.º 2.º do Dec.-Lei n.º
Administração do IVA até ao final do mês seguinte
206/96, de 26 de Outubro) Os bens enviados pelo
àquele em que o imposto se torne exigível.
sujeito passivo ou por sua conta, a partir do
território nacional, com destino a outro Estado
2 - A obrigação de entrega da declaração a
membro, para que sobre os mesmos sejam
que se refere o número anterior só se verifica
executadas peritagens ou quaisquer trabalhos que
relativamente aos períodos em que haja operações
consistam em prestações de serviços.
tributáveis.
Art.º 31.º - 1 - O anexo recapitulativo referido 2 - Para efeitos do disposto na alínea a) do n.º
na alínea c) do artigo 23.º deve ser enviado ao 2 do artigo 44.º do Código do IVA, os sujeitos
Serviço de Administração do IVA conjuntamente passivos deverão proceder ao registo das operações
com a declaração periódica a que se refere o artigo de forma a evidenciar:
40.º do Código do IVA.
a) O valor das transmissões de bens isentas
nos termos do artigo 14.º;
2 - O anexo recapitulativo poderá ser feito em
impresso de modelo aprovado ou em listagem de b) O valor das transmissões de bens
computador que contenha os mesmos elementos. efectuadas noutro Estado membro nos termos do n.º
1 do artigo 9.º e dos n.os 1, 2 e 3 do artigo 10.º;
3 - (Aditado pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º 82/94, de
14 de Março) As transmissões de bens isentas de c) O valor das transmissões de bens
imposto nos termos das alíneas d) a m) e v) do n.º 1 efectuadas no território nacional nos termos do n.º 2
do artigo 14.º do Código do IVA não devem constar do artigo 9.º e dos n.os 1 e 2 do artigo 11.º, líquidas de
do anexo recapitulativo a que se refere o número imposto, segundo a taxa aplicável e o valor do
anterior, quando o adquirente dos bens seja um imposto liquidado, igualmente segundo a taxa
sujeito passivo registado para efeitos de IVA em aplicável.
outro Estado membro, que tenha utilizado o
3 - O disposto no n.º 4 do artigo 44.º do
respectivo número de identificação para efectuar a
Código do IVA aplica-se igualmente às aquisições
aquisição, ainda que os bens sejam expedidos ou
intracomunitárias de bens.
transportados para outro Estado membro.

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4 - Para efeitos do disposto no artigo 48.º do
Código do IVA, o registo das operações a que se
refere o número anterior deverá ser efectuado após a
recepção das correspondentes facturas ou a emissão
do documento interno a que se refere o n.º 1 do
artigo 28.º.
5 - (Redacção dada pelo art.º 3.º do Dec.-Lei n.º
179/2002, de 3 de Agosto) Para cumprimento das
obrigações a que se refere o n.º 5 do artigo 24.º, o
sujeito passivo adquirente dos bens deverá proceder
ao registo da operação como se se tratasse de uma
aquisição intracomunitária de bens.
6 - (Aditado pelo art.º 33.º da Lei n.º 107-B/2003,
de 31 de Dezembro) Os sujeitos passivos referidos no
n.º 4 do artigo 16.º devem proceder ao registo, em
contas de terceiros apropriadas, das importações
de bens efectuadas por conta de sujeitos passivos
não residentes, sem estabelecimento estável em
território nacional, que beneficiem de isenção nos
termos do n.º 3 do mesmo artigo, bem como das
subsequentes transmissões com destino a outros
Estados membros.
Art.º 33.º - As pessoas singulares ou
colectivas referidas nos n.os 3 e 4 do artigo 22.º
deverão comprovar, junto das entidades
competentes para efectuar o registo, conceder a
licença ou atribuir a matrícula aos meios de
transporte novos, que procederam ao pagamento do
imposto devido pela aquisição intracomunitária
desses bens.

CAPÍTULO VII

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art.º 34.º - Em tudo o que não se revelar


contrário ao disposto no presente diploma, aplicar-
se-á a disciplina geral do Código do IVA.

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