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ASSOCIAÇÃO CULTURAL E EDUCACIONAL DE ITAPEVA

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRARIAS DE ITAPEVA

SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA


CONSTRUÇÃO CIVIL

LUÍS FERNANDO DINIZ FOGAÇA

Itapeva – São Paulo – Brasil


2016
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E EDUCACIONAL DE ITAPEVA
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRARIAS DE ITAPEVA

SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA


CONSTRUÇÃO CIVIL

Autor: Luís Fernando Diniz Fogaça


Orientador:

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


a Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias,
Associação Cultural e Educacional de Itapeva,
como requisito parcial para obtenção do título
de Bacharel em Engenharia Civil.

Novembro/2016
Itapeva-SP
LUÍS FERNANDO DINIZ FOGAÇA

SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi submetido ao processo de avaliação


pela Banca Examinadora para a obtenção do Título de:

Bacharel em ENGENHARIA CIVIL

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E EDUCACIONAL DE ITAPEVA


FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRARIAS DE ITAPEVA

_____________________________________________

Coordenador

BANCA EXAMINADORA:

______________________________
Orientador

________________________________
Prof.

_______________________________
Prof.
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus familiares, que


com seu amor grandioso sempre me
estimularam e acreditaram na minha
capacidade de progredir, tornando possível
assim que eu completasse mais uma etapa da
minha vida.
AGRADECIMENTOS

À Deus por me abençoar na minha caminhada, e por colocar os seus anjos


ao meu lado, me iluminando, me dando bênçãos, me ajudando mediante todas as
dificuldades e por ter me dado a oportunidade de chegar a mais esse momento da
minha vida;
A Família, pela confiança, carinho e compreensão, nos momentos de
ausência no lar, nos momentos que me ajudaram e apoiaram em todas minhas
decisões, e me auxiliaram com sua ajuda durante todo esse período.
Aos companheiros de jornada profissional, pela força, vibração e ânimo em
relação a esta jornada.
Às colegas de trabalho por estarem sempre ao meu lado, e compartilhar
todos os momentos bons e difíceis, com o precioso sentido amizade.
A Orientação, Determinação e Competência do professor orientador, e
principalmente por ter me dado tanto apoio durante meu trabalho.
A todos que, carinhosamente colaboraram para que pudesse realizar e
finalizar este trabalho.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 9
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........................................................................................................ 11
2.1 A CONSTRUÇÃO CIVIL ......................................................................................................... 11
2.1.1 Conhecendo a Construção Civil ..................................................................................... 11
2.1.2 Qualidade na Construção Civil ....................................................................................... 12
2.1.3 Da Implantação dos Indicadores nas empresas de Construção Civil ...................... 15
2.2 QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA AO TRABALHO ................................................. 16
2.3 SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR .................................................................. 18
2.2.2 Revisão do Decreto Lei 155/95 ...................................................................................... 26
2.2.3 NR 15 E IBUTG ................................................................................................................ 28
2.2.4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ............................................................ 30
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................. 31
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 32
FOGAÇA, L. F. D.: Segurança e Prevenção de Acidentes Na Construção Civil.
trabalho de conclusão de curso (Engenharia Civil) - Faculdade de Ciências Sociais e
Agrárias, Associação Cultural e Educacional de Itapeva.

RESUMO

O presente estudo trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva,


bibliográfica abordando como a prevenção de acidentes do trabalho e como os
colaboradores são importantes com foco na construção civil. Abordando o meio mais
eficaz para obter resultado quanto à segurança do trabalho, higiene e saúde dentro
das organizações, mostrando que as medidas estão concentradas no topo da
organização, com os tomadores de decisões-chaves identificando quais são as
abordagens e estratégicas mais eficazes para a prevenção e a qualidade de vida
para colaboradores na área da construção civil. O setor da construção civil é aquele
que apresenta o maior risco de acidentes de trabalho na maioria das regiões do
Brasil. Os trabalhadores desta área têm mais probabilidades de sofrer acidentes
mortais e de sofrer ferimentos que os trabalhadores de outras áreas. Os custos
destes acidentes de trabalho são enormes, tanto para os trabalhadores acidentados,
como para as empresas e também para a sociedade a melhor forma de prevenção
de acidentes é a conscientização e a formação dos trabalhadores no local de
trabalho, que acresce a aplicação de todas as medidas de segurança coletiva e
individual inerentes à atividade desenvolvida.

Palavras-chave: Construção Civil; Segurança; Ergonomia; Qualidade de vida.


ABSTRACT

The present study is an exploratory, descriptive, bibliographical research


addressing how the prevention of accidents at work and how employees are
important with focus on civil construction. Addressing the most effective way to
achieve work, health, and health outcomes within organizations by showing that
measures are concentrated at the top of the organization, with key decision makers
identifying the most effective approaches and strategies for Prevention and the
quality of life for employees in the construction sector. The construction sector is the
one that presents the greatest risk of work accidents in most regions of Brazil.
Workers in this area are more likely to be killed and injured than workers in other
areas. The costs of these accidents at work are enormous, both for injured workers
and for businesses and also for society the best way to prevent accidents is the
awareness and training of workers in the workplace, plus the application of all The
collective and individual security measures inherent to the activity developed.

Keywords: Civil Construction; Safety; Ergonomics; Quality of life.


9

1 INTRODUÇÃO

O envolvimento do homem com a segurança remonta aos tempos em que


começou a utilizar instrumentos para trabalhar. A segurança no trabalho prende-se
igualmente com fatores de ordem subjetiva que remetem para a percepção dos
trabalhadores a respeito dos perigos e dos riscos inerentes à atividade profissional.
O modo como os operários tomam consciência, como levam, mais ou menos à sério
as prescrições de segurança, está inevitavelmente ligado à sua relação com o
conhecimento e ao tipo de cultura com que mais se identificam. Somente a partir do
Renascimento, a noção negativa associada ao trabalho vai aos poucos tomando
uma feição positiva, quando surgiram as ideias de valorização do trabalho como
manifestação da cultura, e este começou timidamente a ser visto como um valor da
sociedade e do próprio homem.
Com base nisso pode-se observar que a preocupação com a segurança e a
qualidade de vida de trabalhadores vem de muito longe e que com o passar do
tempo está se intensificando fazendo com que a sociedade tenha melhores
condições de vida de trabalho, e garantias por lei. Conscientizar sobre a importância
da segurança do trabalho no dia a dia de forma que todos percebam a importância
de trabalhar de forma segura e consciente, usando seus direitos e deveres fazendo
com que a segurança tenha como principal foco a utilização de equipamentos de
proteção individual e a importância dos exames médicos periódicos, vale salientar
ou relatar aos trabalhadores que durante o processo construtivo destacar-se
claramente várias etapas algumas de maiores outras de menores importância, que
mostram uma serie de risco que podem gerar acidentes, cada uma delas
apresentam particularidade e riscos exigindo determinados cuidados e
equipamentos de proteção para a prevenção de acidentes no trabalho.
O tema justifica-se e se faz relevante devido a importância da qualidade de
vida e a segurança do profissional da área de construção civil, buscando uma boa
condição de trabalho de forma segura e legal, que proporcione qualidade nos
serviços oferecidos por este profissional, promovendo a segurança dos
trabalhadores.
A utilização dos EPI e a única forma que o trabalhador tem para se prevenir
contra os acidentes que podem colocar sua vida em risco devido as esses fatores o
10

presente trabalho tem a proposta de investigar a conscientização do uso de


equipamentos de proteção individual ( EPI) na construção civil e no ambiente de
trabalho, visa a sensibilização quanto a segurança pessoal e coletiva, os
equipamentos de proteção quando bem utilizados pelos profissionais e bem
informados sobre sua função, protege o trabalhador, e faz com que haja no
ambiente um melhor desempenho com segurança e conforto, algumas leis e normas
asseguram ao trabalhador seu direito sobre o uso de equipamentos de proteção
individual e coletiva, porém como nem sempre esse direitos são cumpridos, faz
necessário uma divulgação sobre tal segurança desta forma o trabalhador consegui
perceber a importância do uso dos equipamentos de proteção individual e coletivo.
Este trabalho foi organizado da seguinte maneira:
No primeiro momento parte do conhecimento sobre a da Construção Civil;
Qualidade na Construção Civil; Os Programas da Qualidade na Construção Civil;
Implantação dos Indicadores nas empresas de Construção Civil; Qualidade de Vida
Relacionada ao Trabalho; Segurança e Saúde do Trabalhador; Revisão do Decreto
Lei 155/95; NR 15 E IBUTG; Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e para
finalizar, uma conclusão sintetizando a opinião sobre o assunto.
11

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 A CONSTRUÇÃO CIVIL

2.1.1 Conhecendo a Construção Civil

O nome é dado a todo tipo de construção que interaja com a comunidade,


cidade ou população. O nome construção civil se deve ao fato que antigamente a
engenharia era dividida em: civil e militar. Compreende-se construção civil tudo que
necessita de engenheiro e arquiteto civil, juntamente com outros profissionais de
outras áreas do conhecimento. No Brasil, a construção civil tem grande relevância e
esse fato se deve ao êxodo da população para os municípios polos e isso leva a
edificação de novas estruturas para abrigo e disposição das pessoas. O bem estar
das pessoas, acessibilidade, inclusão social e divisão entre espaços públicos e
privados, são assuntos diretamente ligados a construção civil. Todos estes aspectos
dependem da área para que se concretizem com total eficiência.
As primeiras experiências do Concreto Armado (com a introdução de
ferragens numa massa de concreto) se fez 1850 pelo francês Joseph Louis Lambot
(KAEFER, 2006).
No Brasil, a primeira tentativa de aplicar os conhecimentos relativos à
fabricação do cimento Portland ocorreu aparentemente em 1888, quando o
comendador Antônio Proost Rodovalho empenhou-se em instalar uma fábrica na
fazenda Santo Antônio, de sua propriedade, situada em Sorocaba-SP.
Posteriormente, várias iniciativas esporádicas de fabricação de cimento foram
desenvolvidas. Assim, chegou a funcionar durante três meses, em 1892, uma
pequena instalação produtora na ilha de Tiriri, na Paraíba. A usina de Rodovalho
operou de 1897 a 1904, voltando a operar em 1907 e extinguindo-se definitivamente
em 1918. Em Cachoeiro do Itapemirim, o governo do Espírito Santo fundou, em
1912, uma fábrica que funcionou até 1924, sendo então paralisada, voltando a
funcionar em 1936, após modernização (ABCP, 2007).
Diferentemente do que ocorre na grande maioria das empresas, o setor da
Construção Civil, apresenta um processo trabalhista baseados em três (3)
características que tornam difícil o seu rastreamento e controle, que são (LEONE,
12

1996): Unidades de produção temporárias e migrantes; Operários móveis em torno


de um produto fixo; e Produtos, normalmente únicos.
Este fator contribui e dificulta a avaliação de todos os custos a serem
incorridos e, em consequência do acompanhamento, situação está, para o ganho de
experiência com decorrência na expressão do lucro almejado em cada novo
empreendimento, pois não há continuidade ou repetição durante este processo
industrial (NAKAGAWA,1998).
Sendo assim, o reconhecimento de todo processo construtivo do projeto à
entrega da obra ser faz necessário a todos aqueles que desejam dele participar sem
frustrar os ganhos almejados.

2.1.2 Qualidade na Construção Civil

A indústria da construção civil é um dos mais importantes setores da


economia brasileira, o mesmo apresenta uma dupla importância social, pois além de
fazer uso de mão-de-obra intensiva, o que a torna uma grande fonte de empregos, o
setor é responsável por edificar moradias habitacionais, função associada a uma das
necessidades básicas do ser humano, a de proteção.
No Brasil, observa-se que os estudos sobre este setor também ganham
importância, sob o ponto de vista social, na proporção em que o país possui um
apreciável déficit habitacional, principalmente junto à população carente e de baixa
renda. Por conseguinte, para se ter conhecimento de como atuam as organizações
neste setor e seu comportamento no âmbito institucional, pode levar também, a
compreensão da forma como determinados agentes sociais neste setor, se articulam
buscando a proteção de seus interesses particulares.
Conforme se observa na legislação brasileira, sindicatos patronais recebem
uma contribuição anual obrigatória das empresas filiadas. No entanto, nem todos
filiados são associados, pois para isto é exigida uma contribuição mensal.
Independentemente da quantidade de associados o sindicato é o representante
oficial da categoria.
Deste modo, com esta atribuição legal, os sindicatos, representantes legais
de todos os filiados, mas que contudo defende com maior ênfase, os interesses de
seus associados, se articulam em torno de poderosas coalizões com o governo.
Estas articulações visam preservar uma parte do mercado, cada vez maior, para
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seus associados, por intermédio do estabelecimento de programas setoriais da


qualidade, derivados do modelo ISO-9001.
A qualidade é um assunto que vem merecendo cada vez mais atenção em
todas as partes do mundo. O que se observa que a atual e crescente demanda
mundial, faz aumentar as expectativas dos clientes em relação à qualidade dos
produtos e serviços prestados, desta forma para serem competitivos, e, por
conseguinte, manterem um bom desempenho econômico-financeiro, as
organizações necessitam, cada vez mais, de aprimorar a qualidade de seus
produtos e serviços.
Conforme observa Pichi (1993), o conceito de qualidade tem sofrido uma
rápida evolução, nos últimos anos, observa-se que este conceito é derivado de
distintos enfoques, sendo baseado por vez na produção, e por outra no produto ou
consumidor.
Campos (1992), completa, o exposto, mencionando que um produto ou um
serviço de qualidade é todo aquele que vem atender de forma clara e confiável,
segura e no prazo certo as necessidades do cliente.
Desta forma, pode-se definir que a qualidade é a composição total das
características de marketing, engenharia, fabricação e manutenção de um produto
ou serviço, através das quais o produto ou serviço que venha a atender às
expectativas do cliente (FEIGENBAUN, 1986).
Segundo a ABNT, em sua norma NBR ISO 8402, qualidade é a totalidade de
propriedades e características de um produto ou serviço, que confere sua habilidade
em satisfazer necessidades explícitas ou implícitas.
Os clientes possuem necessidades dinâmicas que podem ser ordenadas de
forma explicita e implícita sendo que as formas implícitas não são apresentadas
abertamente, mas da mesma forma são caracteriza pelas necessidades reais. Desta
forma o procedimento adequado é identificá-las e traduzi-las adequadamente na
linguagem da empresa, para planejar e produzir um bem ou serviço que realmente
possa atender todos os anseios do consumidor.
Picchi (1993) leciona que o conceito de qualidade adveio a partir de um
conceito bastante restrito e específico, em função da conformidade com requisito,
novos aspectos foram sendo adicionados ao longo do tempo, e nunca eliminados,
num processo cumulativo no qual o conceito se amplia e ganha complexidade cada
vez maior e apresenta a evolução como sendo a seguinte:
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o Conformidade com requisitos


o Características que atendem à necessidade dos clientes
o O cliente pode ser interno, externo, e a sociedade em geral.
o As necessidades podem ser explícitas ou implícitas
o Atender com economia
o Qualidade inclui os serviços agregados ao produto
o Qualidade é relativa e dinâmica
o O que conta é a qualidade percebida pelo cliente
o Qualidade é maximizar o valor do produto
o Qualidade é a capacidade de entusiasmar o cliente
Para Juran (1997), o conceito de qualidade tem dois significados distintos:
As características de produto que respondem às necessidades dos clientes;
e Ausência de deficiência. Em termo genérico para cobrir os dois significados é
“adequação ao uso”.
O setor da construção civil no Brasil, apresenta determinadas características
que prejudicam sua evolução, dentre as quais citam:
Baixa produtividade;
Ocorrência de graves problemas de qualidade de produtos intermediários e
finais da cadeia produtiva, que geram elevados custos de correções; e
Manutenção pós entrega; desestímulo ao uso mais intensivo de
componentes industrializados devido à alta incidência de impostos;
Falta de conhecimento do mercado consumidor, no que refere-se às
necessidades do consumidor; e falta de capacitação técnica dos agentes da cadeia
produtiva nas novas técnicas gerenciais (PRADO, 2002).
A procura de minimizar reduzir esses problemas foi assinada o Decreto nº.
41.337/1996 pelo Governo de São Paulo, através da qual foi instituído o Programa
QUALIHAB (Programa da Qualidade da Construção Habitacional do Estado de São
Paulo) e os acordos setoriais. Por conseguinte, foi implantado o primeiro programa
da qualidade, visando minimizar os problemas do setor.
Este programa envolvia 22 entidades de classe, diversos construtores e
fabricantes de materiais, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento
Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), responsável pela compra
das unidades habitacionais, cujas operações englobavam recursos por volta de 1
bilhão de reais por ano (PRADO, 2002).
15

2.1.3 Da Implantação dos Indicadores nas empresas de Construção Civil

Para implantar os indicadores em uma empresa de construção civil é


necessário desenvolver uma metodologia para determinar quais indicadores, coleta
de dados e informações serão utilizadas, bem como, o processamento e a análise
dos indicadores.
A metodologia uma determinada sequência de etapas para o seu
desenvolvimento, que segundo Souza (1995), são os seguintes:
Estabelecimento do tipo de avaliação pretendida;
Identificação dos aspectos que propiciam a avaliação pretendida;
Definição dos indicadores devendo considerar o que tem melhor utilidade à
empresa. A definição requer alguns princípios como, seletividade, simplicidade,
baixo custo, rastreabilidade, estabilidade, experimentação;
Definição do método de coleta de dados;
Definição do método de processamento;
Definição de avaliação dos indicadores; e
Unidades de medida dos indicadores.
A maior dificuldade que enfrentamos logo na fase inicial da implementação
do controle de qualidade é com o significado da palavra Controle, pois há
necessidade de fazer com que o conceito seja assimilado pelos administradores,
pela média gerência, pelos técnicos, pelos funcionários e pelos operários.
Tanto a administração, como o controle, o gerenciamento, a coordenação,
etc., podem ter em si características que os distinguem, porém há pontos que lhe
são comuns.
Portanto, o mesmo se refere sobre a definição do objetivo ou da meta, e a
maneira ou as alternativas escolhidas para se atingir.
As ciências exatas, como a física, a matemática, independem das pessoas,
religião ou política, sendo aceitas universalmente, pois, quando entramos no campo
em que as pessoas são envolvidas, como é o caso da administração, ou do controle
propriamente dito, é praticamente impossível à manutenção de um denominador
comum.
16

O sistema de controle da qualidade japonês é originário e importado tanto


dos Estados Unidos como da Europa, e, se sua implementação estivesse presa ao
modelo original, provavelmente teria sucumbido no Japão. Ele se modificou e
recebeu ingredientes japoneses e hoje se modifica conforme a necessidade, de
acordo com a cultura e costumes do país e da empresa.

2.2 QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA AO TRABALHO

Não se pode deixar de ressaltar que a motivação é um elemento de


fundamental importância para que a instituição consiga ter colaboradores dispostos
a atuarem de forma efetiva para desenvolver suas atividades laborais.
Estando satisfeitos, seus rendimentos são bem maiores e isto contribui
significativamente para o sucesso de toda a organização, culminando na qualidade
dos serviços oferecidos por ela.
O termo Qualidade de Vida no Trabalho QVT foi cunhado por Louis Deives
na década de 1970, quando desenvolvia um projeto sobre desenho de cargos. Para
ele, o conceito de QVT refere-se a preocupação com o bem estar geral e a saúde
dos trabalhadores no desempenho de suas tarefas. (CHIAVENATO,1999, p 390.)
Muitas empresas já adotam programas de incentivo de qualidade de vida e
plano de cargos e salários para obtenção de resultados positivos e aumento da
produtividade. Gestores bem informados agem com bom senso e entendem as
necessidades físicas e psicológicas do colaborador.
O autor Chiavenato (1999) relata que as empresas sempre estão analisando
o desempenho de cada colaborador nas execuções das tarefas depende de uma
pessoa para outra, sempre tem alguém que se sobressaiam melhor depende dos
fatores que envolve o esforço e as habilidades para desenvolver as tarefas.
É primordial que as empresas preocupem-se com o nível de motivação de
seus empregados, não simplesmente pelo fato de que desejam sua felicidade, mas
sim, pelo que isto representa em termos de resultados financeiros para a empresa.
No dia dia das empresas se discute a forma de como que é cobrado o que
está relacionado a saúde dos colaboradores, como fala o autor a realização das
tarefas de certa forma pode estar ligada diretamente a isso, sobrecarregar o
funcionário com atividades que não pode ser concretizada pode levar ao estresse.
(CHIAVENATO,1999)
17

A satisfação do empregado reflete na qualidade da prestação de serviço,


proporcionando ambientes de reconhecimento e que apresentam boas condições de
trabalho.
Qualidade de vida para as empresas parte dos colaboradores, pessoas que
trabalham com o pensamento em qualidade de vida que levam no trabalho,
passando para outros a importância e o compromisso com a sociedade, e agindo
diretamente com os problemas relacionado as pessoas. (FRANÇA e ASSIS ,1995)
Para que um trabalho seja importante tem ser completo e objetivo pois
tarefas pela metade não é de bons olhos para as organizações.
Ao realizar as tarefas tem que ter benefícios pois ela própria está passando
para a empresa o suas qualidades e desempenho e seus superiores estar avaliando
suas técnicas e responsabilidades no trabalho. (CHIAVENATO,1999)
Outro ponto a ser discutido pelo autor e a participação direta dos
colaboradores no que diz respeito nas tomadas de decisões pois pessoas tem que
ter autonomia para discutir e tomar decisões estar focado nos problemas estar
direcionando tarefas para seus respectivos executantes.
Ambiente agradável no trabalho torna-o fonte de estímulos a motivação
pessoal e ao comprometimento com os objetivos da empresa.
Qualidade com qualidade de vida significa:
Filosoficamente, todo mundo acha importante a implantação de programas
de QVT mas na prática prevalece o imediatismo e os investimentos de médio e
longos prazos são esquecidos. Tudo está por fazer. A maioria dos programas de
QVT tem origem nas atividades de segurança e saúde no trabalho e muitos nem
sequer se associam a programas de qualidade total ou de melhoria do clima
organizacional. (FRANÇA e ASSIS, 1995, p.15)
A execução de tarefas de forma errada como relata o autor Chiavenato
(1999) pode ocorrer vários problemas relacionado ao trabalho, esforços físicos em
exagero pode trazer problemas de saúde por isso é importante a da empresa ação
tomadas para minimizar esses problemas.
A QVT tem sido utilizada como indicador das experiências humanas no local
de trabalho e do grau de satisfação das pessoas que desempenham o trabalho. O
conceito QVT implica um profundo respeito pelas pessoas. (CHIAVENATO, 1999, p.
390).
18

Um cardápio balanceado segundo Chiavenato (1999) e informações


calóricas direcionando as pessoas de como se alimentar o suficiente que o
organismo necessita para qualidade de vida mas é preciso a conscientização dos
colaboradores e das organizações pois se não houver profissionalismo e a disciplina
das pessoas de nada vale todo comprometimento no que fala qualidade de vida.

2.3 SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

O ambiente de trabalho seguro é obtido através de medidas que neutralizam


ou eliminam os riscos associados às atividades de trabalho, sendo ele capaz de
possibilitar o aumento da produtividade, pois não ocorre interrupção do trabalho por
conta da ocorrência de acidentes, isso tudo pode se conseguir através da qualidade
e eficiência da Segurança e saúde no trabalho.
A saúde do trabalhador é de grande importância dentro das organizações,
as empresas têm que criar condições de trabalho para que os trabalhadores não
adoeçam decorrente de ambientes não adequados para a execução do trabalho.
Fazer exame admissional, periódico e de mudança de função é de grande
importância para prevenção de futuras doenças. As empresas devem estar
atualizadas e atender essas exigências de prevenção de saúde ao trabalhador,
encaminhando os trabalhadores para realização de exames de saúde ocupacional.
Um programa de Qualidade de Vida executado dentro do ambiente de trabalho é
funcional para gerar estratégias com o intuito de promover um ambiente que
estimule e dê suporte ao indivíduo e à empresa sobre como sua saúde está
diretamente relacionada à sua qualidade e produtividade. E desta forma estará
executando uma estratégica de prevenção a futuras doenças e cuidando da saúde
dos colaboradores.
A função Segurança ou simplesmente Segurança exerce um papel
fundamental no intuito de reduzir danos e perdas provocadas por agentes
agressivos, sendo uma variável inversamente proporcional ao risco e aumentar a
segurança significa reduzir riscos.
Segundo Filho (1999), dirigir esforços para essa função sem considerar
Produtividade, Qualidade de Produtos, Preservação Ambiental e o Desenvolvimento
de pessoas é uma grave falha conceitual e estratégica, portanto a função segurança
deve estar integrada a gestão de várias funções vitais.
19

A Segurança do Trabalho “estuda técnicas apropriadas das possíveis


causas de acidentes de trabalho, buscando em si a prevenção e proteção do
trabalhador em seu local de trabalho, no que se refere à questão da segurança e da
higiene do trabalho. ” (FRIGÉRIO, 1996).
Segurança do Trabalho estuda disciplinas como Introdução à Segurança,
Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas,
Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação
e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, o ambiente e as
Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação,
Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio
Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios, Explosões e
Gerência de Riscos.
A Medicina do trabalho “estuda técnicas próprias sobre as causas das
doenças ocupacionais, incluindo também as doenças profissionais e do trabalho
com o objetivo fundamental de prevenção das mesmas. ” (FRIGÉRIO, 1996).
O quadro de segurança do trabalho de uma empresa é composto de uma
equipe de técnicos de segurança do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho,
médico do trabalho e enfermeiro do trabalho. Estes profissionais formam o que é
chamado de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e
Medicina do Trabalho. Há também a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes, que é formada por funcionários da empresa e tem como objetivo a
prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar
compatível o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador.
É também importante que todos os empregadores e empregados participem
de palestras e seminários, façam cursos de atualização sobre qualidade de vida no
trabalho e meio ambiente, que gera conhecimento necessário para fazer que a
empresa seja mais eficiente e segura.
Segundo Miranda (1998) existe também o chamado Diagnóstico de
Segurança onde as empresas fazem um estudo que tem objetivo conhecer o estado
de segurança, como estão os equipamentos, ambientes da organização, tendo isso
é avaliado e é comparado com um padrão já existente, permitindo que a empresa
mude a sua elaboração de plano de ação para intervenção de acidentes de trabalho.
20

Os sistemas mais utilizados são os de controle de risco que são constituídos


por isolamento, alarme, proteção, evacuação, resgate, sendo os mais viáveis na
preservação e proteção de todos os envolvidos.
Uma das principais reclamações dos trabalhadores da construção civil é
sobre a alimentação, considerada por eles como de péssima qualidade, uma
realidade que deveria ser fortemente combatida já que uma das formas de se reduzir
os acidentes de trabalho e melhorar a produtividade é justamente investir na
alimentação. O direito a uma alimentação saudável é uma questão de proteção à
vida de qualquer ser humano.
A discussão sobre a questão da alimentação e nutrição no Brasil surgiu na
década de 30, sob influência de Josué de Castro através de seus estudos sobre as
condições de vida da classe operária, no qual destacava a presença de deficiência
de nutrientes os trabalhadores (ARRUDA & ARRUDA, 2007).
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) defende que a empresa de
construção civil tem a obrigação de fornecer, no mínimo, três refeições por dia por
trabalhador, garantindo assim melhor rendimento do trabalho e menos riscos à
segurança.
Muitos trabalhadores não fazem uma refeição adequada no ambiente de
trabalho muitas vezes por não terem tempo suficiente para isso ou devido o local da
refeição ser inadequado, próximo a banheiros ou produtos químicos. Portanto, é
importante avaliar não só a qualidade do alimento mas também as condições no
qual é servido.
Em diversas pesquisas sobre o assunto, os trabalhadores relatam sobre
precárias refeições servidas nos canteiros de obras da construção civil com
cardápios repetitivos, sem opções de escolhas, preparações de baixa qualidade,
com sabor queimado, azedo ou estragado. O desjejum é apenas café com leite e
pão. No turno da noite, há refrigerante e pão. O jantar com comida em geral é frio e
sem gosto.
Nestas práticas estão intrínsecos aspectos subjetivos, socioculturais e os
psicológicos que envolvem o comer (GARCIA, 1997). Os indivíduos aprendem
desde cedo o que podem comer, e a comida não se resume à dimensão biológica,
mas se torna uma entidade relacionada às sensações e o afeto, sentidos da cultura
que marcam a identidade dos sujeitos. Desde a infância os seres humanos de
lugares específicos, compartilham com outras pessoas os hábitos e as crenças em
21

torno do ato alimentar. O comer e a comensalidade revelam o valor social do


indivíduo em seu contexto sociocultural (MINTZ, 2001).
Para os trabalhadores, uma alimentação reforçada ajuda a executar tarefas
e a suportar o desgaste físico. Ao construir o cardápio alimentar de uma Unidade de
Alimentação e Nutrição para o trabalhador, é necessário identificar as práticas
alimentares dos beneficiários bem como suas preferências regionais, a fim de
contribuir para a aceitação dos alimentos que lhes serão disponibilizados
(PALMEIRA, 2008).
A Norma Regulamentadora 18 do Ministério do Trabalho trata das condições
e do meio ambiente do trabalho na indústria da construção civil, e estabelece
diretrizes de ordem administrativa, planejamento e organização que objetiva
implementação de medidas, como a obrigatoriedade em canteiros de obra da
existência de um local adequado para a realização de refeições pelos trabalhadores.
O local para realização das refeições deve possuir paredes que permitam o
isolamento durante as refeições, capacidade para garantir o atendimento a todos os
sujeitos, piso lavável, ventilação, iluminação, lavatório instalado, mesas e assentos
suficientes (BRASIL, 2016).
A realidade dos trabalhadores da construção civil, porém, é bastante
diferente daquilo proposto em leis e programas do governo. É preciso que haja
maior fiscalização nessa área para que seja garantido um direito básico ao
trabalhador. As empresas de construção civil devem ter em mente que é com uma
alimentação saudável em um ambiente adequado que seus funcionários poderão
trabalhar muito melhor, sem acidentes e aumentar a produtividade. As vantagens
acontecem para todos, é preciso apenas investir nessa área tão importante mas
quase sempre ignorada.
Direito a uma alimentação saudável é uma questão de proteção à vida de
qualquer ser humano.
A discussão sobre a questão da alimentação e nutrição no Brasil surgiu na
década de 30, sob influência de Josué de Castro através de seus estudos sobre as
condições de vida da classe operária, no qual destacava a presença de deficiência
de nutrientes os trabalhadores (ARRUDA & ARRUDA, 2007).
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) defende que a empresa de
construção civil tem a obrigação de fornecer, no mínimo, três refeições por dia por
22

trabalhador, garantindo assim melhor rendimento do trabalho e menos riscos à


segurança.
Muitos trabalhadores não fazem uma refeição adequada no ambiente de
trabalho muitas vezes por não terem tempo suficiente para isso ou devido o local da
refeição ser inadequado, próximo a banheiros ou produtos químicos. Portanto, é
importante avaliar não só a qualidade do alimento mas também as condições no
qual é servido.
Em diversas pesquisas sobre o assunto, os trabalhadores relatam sobre
precárias refeições servidas nos canteiros de obras da construção civil com
cardápios repetitivos, sem opções de escolhas, preparações de baixa qualidade,
com sabor queimado, azedo ou estragado. O desjejum é apenas café com leite e
pão. No turno da noite, há refrigerante e pão. O jantar com comida em geral é frio e
sem gosto.
Nestas práticas estão intrínsecos aspectos subjetivos, socioculturais e os
psicológicos que envolvem o comer (GARCIA, 1997). Os indivíduos aprendem
desde cedo o que podem comer, e a comida não se resume à dimensão biológica,
mas se torna uma entidade relacionada às sensações e o afeto, sentidos da cultura
que marcam a identidade dos sujeitos. Desde a infância os seres humanos de
lugares específicos, compartilham com outras pessoas os hábitos e as crenças em
torno do ato alimentar. O comer e a comensalidade revelam o valor social do
indivíduo em seu contexto sociocultural (MINTZ, 2001).
Para os trabalhadores, uma alimentação reforçada ajuda a executar tarefas
e a suportar o desgaste físico. Ao construir o cardápio alimentar de uma Unidade de
Alimentação e Nutrição para o trabalhador, é necessário identificar as práticas
alimentares dos beneficiários bem como suas preferências regionais, a fim de
contribuir para a aceitação dos alimentos que lhes serão disponibilizados
(PALMEIRA, 2008).
A Norma Regulamentadora 18 do Ministério do Trabalho trata das condições
e do meio ambiente do trabalho na indústria da construção civil, e estabelece
diretrizes de ordem administrativa, planejamento e organização que objetiva
implementação de medidas, como a obrigatoriedade em canteiros de obra da
existência de um local adequado para a realização de refeições pelos trabalhadores.
O local para realização das refeições deve possuir paredes que permitam o
isolamento durante as refeições, capacidade para garantir o atendimento a todos os
23

sujeitos, piso lavável, ventilação, iluminação, lavatório instalado, mesas e assentos


suficientes (BRASIL, 2016).
A realidade dos trabalhadores da construção civil, porém, é bastante
diferente daquilo proposto em leis e programas do governo. É preciso que haja
maior fiscalização nessa área para que seja garantido um direito básico ao
trabalhador. As empresas de construção civil devem ter em mente que é com uma
alimentação saudável em um ambiente adequado que seus funcionários poderão
trabalhar muito melhor, sem acidentes e aumentar a produtividade. As vantagens
acontecem para todos, é preciso apenas investir nessa área tão importante mas
quase sempre ignorada.
Das realidades predominantes é a diversidade de riscos aos quais os
mesmos estão submetidos dentro do setor da construção civil. Circunstâncias como
estas, quando não há medidas de controle para reduzir ou até mesmo eliminar os
perigos, podem causar ao trabalhador distúrbios patológicos físicos, emocionais,
fisiológicos e até a morte.
O risco é caracterizado como exposição de pessoas a perigos, isto é,
indivíduos submetidos a uma situação que possa vir provocar danos a sua saúde.
Dentre os principais riscos identificados neste ambiente de trabalho podem-se
destacar: ser atingido por objetos, contato com substâncias tóxicas e com objetos
cortantes, cair de alturas elevadas, problemas respiratórios devido à inalação de
poeira e tinta, dores musculares e nas articulações devido à postura incorreta e de
cargas pesadas, corrosão nas mãos por causa de alergia ao cimento, dentre outros
(IRIART, et al, 2008).
É visto que trabalhadores da construção civil desenvolvem reações alérgicas
quando em contato com o cimento provocando na pele ressecamento, irritação e
ferimento, sobretudo na região das mãos e pés, locais do corpo que frequentemente
estão em contato com esse produto por isso é necessário o uso de equipamento de
proteção individual como luvas e botas, muitas vezes deixado de lado por esses
trabalhadores, aumentando à exposição ao produto (BRASIL, 2004).
Notório são os fatores de riscos de acidentes que os trabalhadores estão
expostos no ambiente de trabalho e as doenças que os mesmos podem contrair.
Que incluem ambiente físico (luminosidade, temperatura, barulho); ambiente químico
(poeiras, vapores, gases e fumaças); biológico (presença de vírus, bactérias, fungos,
parasitas), além de higiene, segurança, alimentação e outros. Todos estes
24

elementos quando presentes inadequadamente no local de trabalho podem provocar


problemas e sofrimento à vida do operário.
Necessário, portanto, haver uma fiscalização nestes setores a fim de fazer
com que as regras sejam cumpridas no local de trabalho, sobretudo no que diz
respeito à Norma Regulamentadora 6 e 18, do Ministério do Trabalho, que
estabelece regras de uso de equipamento de proteção individual e medidas de
controle e sistemas preventivos de segurança no ambiente de trabalho da Indústria
da Construção, respectivamente.
Segundo a Norma Regulamentadora Nº 18, os canteiros de obras devem
dispor de instalações sanitárias, vestiários, alojamento, local de refeições,
lavanderia, área de lazer, dentre outras. A mesma norma determina que as
instalações sanitárias devem ser mantidas em bom estado de conservação e
higiene, constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção de um
conjunto para 20 trabalhadores, bem como o chuveiro na proporção de uma unidade
para cada grupo de 10 trabalhadores (BRASIL, 2004).
De acordo com a Norma Regulamentadora Nº 6, considera-se Equipamento
de Proteção Individual (EPI) todo o dispositivo ou produto, de uso individual utilizado
pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a
segurança e a saúde no trabalho.
Com isso, toda empresa de construção civil é obrigada a fornecer aos
empregados, gratuitamente, EPI em perfeito estado de conservação e
funcionamento a fim de reduzir riscos, perigos e evitar danos à saúde dos mesmos.
Também é responsabilidade da mesma exigir o uso do equipamento, fornecer,
orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado e conservação, substituir
imediatamente o equipamento quando danificado ou extraviado, entre outras
responsabilidades.
Contudo, é sabido que em muitas empresas, os equipamentos de proteção
individual não são acessíveis a todos os trabalhadores e, alguns destes
equipamentos, estão em más condições de uso, o que implica em risco de acidente
que pode ser até fatal.
Para o autor Chiavenato (1999) equipamentos danificados podem
comprometer a saúde e a integridade física, a empresa que tem como uso produtos
químicos tem que se prevenir e disponibilizar equipamentos de proteção individual
25

“EPI” mais isso tem que conscientizar os colaboradores da importância e proteção


que os” EPIS” tem referente ao ambiente que se trabalha.
O desgaste emocional a que pessoas são submetidas nas relações com o
trabalho são fatores muito significativos na determinação de transtornos
relacionados ao estresse, como é o caso das depressões, ansiedade patológica,
pânico, fobias, doenças psicossomáticas, etc. Em suma, a pessoa com esse tipo de
estresse ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se
encontra irritável e deprimida.
Nos últimos tempos as empresas estão valorizando tudo que está
relacionado a saúde ocupacional pois os custos com funcionários debilitados é muito
alto, a falta de comprometimento das empresas tem consequentemente os impactos
na empresa será grande. (CHIAVENATO,1999).
No ambiente de trabalho os estímulos estressores são muitos. Pode-se
experimentar ansiedade significativa diante de desentendimentos com colegas,
diante da sobrecarga e da corrida contra o tempo, diante da insatisfação salarial e,
dependendo da pessoa, até com o tocar do telefone. A falta de organização no
ambiente ocupacional põe em risco a ordem e a capacidade de rendimento do
trabalhador. Geralmente as condições pioram quando não há clareza nas regras,
normas e nas tarefas que deve desempenhar cada um dos trabalhadores, assim
como os ambientes insalubres, a falta de ferramentas adequadas.
Para a Norma Regulamentadora Nº 18, as operações com máquinas e
equipamentos necessários à realização de carpintaria somente podem ser
realizadas por trabalhadores qualificados, a fim de evitar acidentes como os
narrados acima (BRASIL, 2013).
Estudo realizado por Santos & Rosemberg (2006) em um canteiro de obra
do município do Rio de Janeiro os trabalhadores consideram como necessário para
melhorar sua qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho a inclusão de um
projeto educacional de treinamentos e capacitações que venham apresentar ao
trabalhador os EPI (Equipamento de Proteção Individual), bem como, estes
equipamentos são manuseados e podem contribuir para prevenir acidentes de
trabalho. O processo de educar poderia ser o instrumento de adesão às normas de
segurança pelos trabalhadores (SANTOS & ROSEMBERG, 2006).
A portaria SSST nº 08/1999 “A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
– CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do
26

trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a


preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador” (BRASIL, 2004).
O objetivo e a prevenção dos acidentes no local de trabalho com o processo
da CIPA formam a diminuir grandemente o número de acidentes, e com isso a
valorização da vida dos trabalhadores, de modo a tornar compatível
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a da saúde do
trabalhador. Devem constituir a CIPA os estabelecimentos e mantê-las em regular
funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedade de economia mista,
órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações
recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores
como empregados. Uma vez estabelecidos o representante dos empregados (Vice-
Presidente) através de votação e o representante do empregador (Presidente)
escolhido pelo responsável da 26 empresa, os cipeiros realizam um trabalho de
suma importância para a organização e mensalmente são efetuadas reuniões
ordinárias através de calendário pré-estabelecido para discutir, abordar e solucionar
problemas de segurança, higiene e proteção aos trabalhadores mapeando os riscos,
que é o seu principal objetivo.

2.2.2 Revisão do Decreto Lei 155/95

À data de elaboração deste trabalho o D.L. 155/95 encontra-se em fase de


revisão, estando já o seu projeto de diploma para apreciação pública pronto e à
espera de aprovação. Como este vai ser um documento de extrema utilidade relativa
às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros
temporários ou móveis, achamos que é importante estabelecer em seguida alguns
dos principais aspectos que marcam a diferença entre os dois D.L.
1ª -Ao contrário do DL155/95 a proposta de revisão permite que em obras de
menor complexidade não seja obrigatório a nomeação dum coordenador de
segurança assim como a realização do plano de segurança. Contudo a referida
revisão salvaguarda as situações de obras que embora na situação anterior se se
verificar a necessidade de trabalhos que impliquem riscos especiais ou se a
execução global da obra obrigar à emissão da comunicação prévia então será
necessária que a entidade executante realize fichas de procedimento de segurança
que indiquem as medidas de prevenção necessárias para executar esses trabalhos.
27

Esta diferença é vantajosa na medida em que trabalhos em que à partida o fator


risco seja diminuto não implicam que sejam abordados no plano de segurança.
2ª -Nesta revisão do DL 155/95 no quadro das garantias da aplicação do
regime da segurança e saúde no trabalho na construção, são reforçados os meios e
os poderes de intervenção da inspeção do trabalho. Ao abrigo desta revisão a
organização das entidades intervenientes na obra, a calendarização, o número de
homens…tem de ser muito mais rigorosa de forma a facilitar a fiscalização. Ainda
dentro deste âmbito o IDICT viu alargado os seus poderes no que se refere a
situações que justifiquem a suspensão dos trabalhos. Esta diferença é muito
vantajosa pois não basta que existam leis se depois não existir fiscalização para
garantir se se está a cumprir ou não o que foi legislado.
3ª - A realização do plano de segurança passa a ser incumbência da
entidade executante (empreiteiro) e o coordenador de segurança em obra tenha de
aprovar ou não o desenvolvimento do plano e realizar possíveis alterações ao
mesmo para que se possa passar à execução da obra. Esta diferença é vantajosa
na medida em que sendo o próprio empreiteiro a ter de realizar o plano de
segurança saberá melhor que ninguém quais os aspectos de segurança que não
podem ser negligenciados.
4ª - Esta revisão aborda o tema da qualificação e competência do técnico
coordenador de segurança e saúde. Esta revisão alerta que a regulamentação da
coordenação de segurança deverá ser sequencialmente completada por um quadro
legal promotor das qualificações dos coordenadores e que tenha em consideração
as exigências da função, a formação que é necessária e o reconhecimento e
certificação.
5ª - As condições em que é exigida a emissão da comunicação prévia à
Inspeção Geral do Trabalho não é a mesma.
O DL 155/95 diz que a emissão da comunicação prévia terá de ocorrer
quando se preveja a utilização média de mais de 500 trabalhadores por dia ou
quando o prazo total previsível de execução dos trabalhos seja superior a 30 dias
úteis e se preveja a utilização simultânea de mais de 20 trabalhadores. A revisão do
DL diz que a emissão deverá ser feita para a mesma primeira condição referida
anteriormente no DL 155/95 e ainda quando um total de mais 500 dias de trabalho,
correspondente ao somatório dos dias de trabalho prestado por cada um dos
trabalhadores.
28

A alteração desta medida também considero vantajosa na medida em que


as condições que estão na origem da comunicação prévia à Inspeção-geral de
Trabalho para abertura do estaleiro são ainda mais minuciosas e desta forma a IGT
pudera intensificar diligências de fiscalização a um maior número de locais onde o
fator risco é acrescido.

2.2.3 NR 15 E IBUTG

Um dos objetivos da NR 15 é apresentar índices ou parâmetros norteadores


da implantação de programas de higiene ocupacional, complementados com as
metodologias de avaliação ambientais da FUNDACENTRO e, na ausência destas
em normas internacionais reconhecidas.
O Anexo 03 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor da NR -15,
trata-se da caracterização da sobrecarga térmica visando à caracterização de
atividades ou operações insalubres. O organismo gera calor devido à atividade
celular. Este calor é chamado calor metabólico e é a combinação de calor gerado
pelo metabolismo basal e o resultante da atividade física. Para que no equilíbrio
térmico seja mantido, a carga térmica metabólica deve ser dissipada.
O organismo, portanto, pode perder ou ganhar calor, de acordo com as
condições ambientais, através de alguns mecanismos termorreguladores.
A NR 15 estabelece que a exposição ao calor deva ser avaliada através do
"Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que
se seguem:
O Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo (IBUTG) foi desenvolvido
inicialmente como um método simples para avaliar a sobrecarga térmica em
contingentes militares. Esse índice também permite o cálculo de períodos
adequados de trabalho-descanso, no caso em que o índice ultrapasse os limites
estabelecidos.
• Ambientes internos ou externos sem carga solar:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg
• Ambientes externos com carga solar:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
29

Onde:
tbn = temperatura de bulbo úmido natural
tg = temperatura de globo
tbs = temperatura de bulbo seco.
As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à
altura da região do corpo mais atingida.
A NR 15 –Anexo 03, determina a utilização do IBUTG para avaliação da
sobrecarga térmica, através da combinação das leituras dos termômetros de globo,
bulbo úmido e seco, correlacionando a carga térmica ambiental com a carga
metabólica do tipo de atividade exercitada pelo trabalhador.
Sendo aplicável para os ambientes internos (sem carga solar) e externo
(com carga solar proveniente dos termômetros). Não há dúvidas da aplicação deste
método para avaliação de exposições a fontes naturais, mas contrariando a
avaliação técnica a Portaria MTPS 491 (10/09/95), anterior a portaria 3.214/78,
determina que a caracterização da insalubridade por calor ficasse restrita a
ambientes com fontes artificiais, não levando em conta a exposição à radiação solar.
Quanto ao Calor do corpo e o calor do ambiente a medida que o ar quente
sobe, o ar frio ocupa seu lugar, completando assim o seu ciclo de convecção. Se a
temperatura do ar for exatamente igual à temperatura de superfície do corpo, não
haverá troca térmica por esse processo. Se a temperatura do ar for mais elevada do
que a superfície do corpo, o ar cederá calor para o corpo invertendo o mecanismo.
Uma pessoa num ambiente está continuamente emitindo e recebendo calor
radiante, o diferencial entre energia recebida e emitida é que define se o corpo é
aquecido ou resfriado por radiação. Dessa forma, se as temperaturas das paredes
de um ambiente forem inferiores ao da pele de um homem, este perderá calor por
radiação. Se as paredes estiverem mais quentes que a pele, a temperatura do corpo
aumentará por efeito da radiação. (RUAS, 1999).
Na regulação térmica o organismo humano se faz necessário a manutenção
da temperatura interna na ordem de 37ºC, em ambientes cujas condições termo
higrométricas são as mais variadas e variáveis, essa manutenção se faz por
intermédio de seu aparelho termorregulador, que administra a redução dos ganhos
ou o aumento das perdas de calor através de alguns mecanismos de controle.
30

2.2.4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

A Norma Regulamentadora nº 5 (1999) exige a organização da Comissão


Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, em todos os estabelecimentos com mais
de 20 empregados. A CIPA é composta de representantes da empresa e dos
empregados, estes últimos são eleitos pelos os empregados, o número de
elementos dessa Comissão depende do número total de empregados e do setor de
atuação da empresa.
A CIPA deve se reunir uma vez por mês ou sempre que houver um acidente,
podendo atuar preventivamente ou corretivamente, assessorando a empresa na
tomada das medidas necessárias (IIDA, 2005).
A CIPA tem função de identificar os riscos nos processos de trabalho,
elaborar mapa de riscos e propor ações preventivas nas soluções de problemas de
saúde e segurança.
Embora apresente parâmetros para o funcionamento da CIPA, a Norma
Regulamentadora nº 5 – NR – 5 não se esgota o assunto, existem diversas formas
consistentes e definidas de atuação, que não estão indicadas diretamente nesta
norma, que atingem seus objetivos. Um dos postos-chaves são os sistemas de
gestão da qualidade e do meio ambiente que estão nas ISOS (9.000 e nas 14.000),
a CIPA foi alterada em 1988, assim como paradigmas de produção e trabalho, pois
antigamente as tarefas eram fragmentadas e padronizadas, ou seja, cada um fazia
seu papel dentro do sistema.
Hoje, estamos na era da multe especialização e da multifuncionalidade.
Além disso, as empresas estão enxugando seus estoques, trabalhando como o
mínimo e com um grande mix de produtos, e por fim os casos de LER/DORT se
multiplicaram. Então, a CIPA não pode ficar voltada totalmente à legislação, mas
tendo que ficar mais atenta às mudanças tecnológicas e novas normas, devido a
riscos que possa aparecer para lidar com inteligência (CAMPOS, 2001).
A necessidade da segurança e saúde no trabalho caminharem juntas cresce,
apesar dos obstáculos colocados por alguns profissionais, que não entendem a
necessidade dessa parceria, mas são as Normas Regulamentadoras (NR) que
mostram a importância da integração destes dois sistemas, em todas as atividades
da organização.
31

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através das pesquisas realizadas sobre o tema escolhido, percebe-se a


extrema importância dos programas de meio ambiente, saúde e segurança dentro
da organização, pois esta preocupação resulta em fator de redução de custos,
aumento de produtividade, melhora da imagem da empresa diante dos próprios
funcionários, colaboradores e clientes, além de promover melhores relações
pessoais e florescer o sentimento de comprometimento junto à empresa
assegurando o cuidado com a saúde física e psicológica do colaborador.
Empresas devem cumprir com responsabilidade as normas estipuladas em
Segurança e Saúde do Trabalho, preservando a integridade de seus funcionários e
sociedade.
Uma dificuldade encontrada para a elaboração deste trabalho foi a falta de
fontes de consulta com visão abrangente sobre o tema, pois a grande maioria das
bibliografias encontradas são especializados em legislação e não apresentam uma
relação da importância da segurança com os benefícios que a adoção da cultura
prevencionista proporciona aos que a adotam.
Os principais meios de prevenção estão relacionados em criar um ambiente
de trabalho seguro e agradável onde o colaborador possa se sentir bem dentro da
organização, onde é o local em que o colaborador passa maior parte de sua vida. Os
gestores de recursos humanos são extremamente importantes para que possam
incentivar e criar meios de diminuição de riscos, doenças e acidentes.
A fiscalização do Ministério do Trabalho vem aumentando a fiscalização
sobre a aplicação das Normas Regulamentadoras dentro empresas e verificando se
as empresas estão executando corretamente o que é estabelecido para a execução
das Normas Regulamentadoras. E a Previdência Social tem sido mais rígida quanto
32

à concessão dos benefícios ligados a doenças e acidentes de trabalho. A prevenção


e o uso dos Equipamentos de Segurança são bastante significativos quanto à
diminuição de acidentes e doenças do trabalho.
Para sustentar essas dimensões, os diretores passaram a encarar a saúde e
prevenção de forma a não considerar somente os custos, reconhecendo que
trabalhadores saudáveis e bem protegidos ajudam no controle de custos de
assistência médica, e promovem impactos positivos na produtividade.

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